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FOLHA DE LONDRINA, 25 de
setembro de 2008 | Economia
Produção industrial
cresceu 6,65%
De julho a setembro de 2007 a produção industrial do Paraná teve
um crescimento médio mensal de 6,65% comparado ao mesmo período
de 2006, de acordo com dados do Dieese. O economista do Dieese, Sandro Silva,
disse que não há como fazer uma estimativa do volume de produção
para 2008 nestes meses.
‘‘O que pode ser
um sinalizador é o que está ocorrendo neste ano até julho’’,
disse. Ele destacou que de janeiro a julho de 2007, a produção
industrial do Estado cresceu 7,33%. Nos sete primeiros meses de 2008
houve um crescimento de 11,82%. Silva acredita que de julho a setembro
deste ano ocorra um aumento na produção superior ao mesmo
período de 2007.
Ele também acredita que
o câmbio vai influenciar os preços da ceia de Natal. Em
dezembro de 2007, o dólar teve média de R$ 1,78. Em agosto
de 2008, a média foi de R$ 1,61 e hoje está encostando
em R$ 1,80. ‘‘Os importados vão depender da situação
do câmbio’’, disse.
Ele lembrou ainda que os produtos
nacionais devem sofrer a pressão que vem ocorrendo sobre os alimentos.
Nos últimos 12 meses, o INPC (Índice Nacional de Preços
ao Consumidor) ficou em 7,15%. Já os alimentos e bebidas subiram
15,73%. ‘‘O segmento industrial deve aproveitar o aumento
da alimentação para reajustar o preço da ceia’’,
disse. (A.B.)
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O ESTADO DO PARANÁ,
25 de setembro de 2008 | Economia
Geração de empregos
deve manter ritmo
Agência Estado
O movimento de alta da taxa básica de juros, a Selic, adotado pelo Banco
Central desde abril e o forte agravamento da crise financeira internacional
lançam sérias dúvidas sobre a criação de
postos de trabalho e a evolução dos rendimentos reais dos trabalhadores
no Brasil para o médio prazo. Contudo, a evolução robusta
da economia nacional, que registrou crescimento de 6,1% no Produto Interno
Bruto (PIB) do segundo trimestre deste ano ante o mesmo período do ano
passado, deve sustentar o vigor da criação de postos de trabalho
até o fim do ano. Essa é a avaliação dos coordenadores
da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pela Fundação
Seade e Dieese, Alexandre Loloian e Patricia Lino Costa
Em agosto, a taxa de pessoas
sem ocupação atingiu 14% na região metropolitana
de São Paulo, a menor marca para o mês desde os 12 9% apurados
em agosto de 1995. Para as seis regiões metropolitanas pesquisadas
(São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador e Distrito
Federal), a taxa média atingiu 14,5%, a menor marca para este
mês de toda a série, iniciada em 1998.
De acordo com Loloian,
que é o coordenador de análise da PED pela Fundação
Seade, é muito difícil estabelecer uma tendência
da evolução do emprego apurada pela pesquisa em razão
do alto nível de incertezas que marcam o cenário financeiro
global. "Mas o nível de atividade no Brasil está vigoroso,
como vimos nos resultados do PIB no segundo trimestre, e provavelmente
deve manter um nível robusto até o fim do ano",
comentou.
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O ESTADO DO PARANÁ,
25 de setembro de 2008 | País
Taxa de desemprego cai a 7,6% em agosto
Agência Estado
A taxa de desemprego apurada nas seis principais regiões metropolitanas
do País caiu para 7,6% em agosto, ante 8,1% em julho, divulgou nesta
quinta-feira (25) o IBGE. Em agosto do ano passado, a taxa havia sido de 9,5%.
Segundo o IBGE, o rendimento
médio real dos trabalhadores chegou a R$ 1.253,70 no mês
passado, com alta de 2,1% em agosto ante julho e aumento de 5,7% na comparação
com agosto do ano passado.
Já a massa de rendimento
real efetivo dos ocupados chegou a R$ 27,5 bilhões em julho
- os dados se referem sempre ao mês anterior ao de referência
da pesquisa mensal de emprego -, com alta de 3,3% ante junho e aumento
de 10,7% na comparação com julho do ano passado.
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AGÊNCIA DIAP, 25 de
setembro de 2008
RETROCESSO
Procurador-geral da República
contesta lei que legalizou centrais
Em parecer enviado ao STF (Supremo
Tribunal Federal), o procurador-geral da República Antonio
Fernando de Souza tachou de "inconstitucional” a lei que
legalizou as centrais e garantiu recursos do imposto sindical às
entidades. Aprovada pelo Congresso em março, e sancionada
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final deste mês,
a lei sofre com uma petição assinada pelo presidente
do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), que gerou um processo às
portas do STF.
No STF, a petição
do DEM caiu na mesa do ministro Joaquim Barbosa que, como de praxe, requisitou
a opinião do Ministério Público. Daí o envio
ao Supremo do texto que traz a chancela do procurador-geral da República.
Um texto que, na essência, concorda com a alegação
do DEM. Para Antonio Fernando de Souza, uma alteração da “magnitude” da
que foi imposta pela nova lei só poderia ter sido feita por meio
de uma emenda à Constituição.
Se for seguida pelo STF, a manifestação
do procurador-geral representará um grande retrocesso na conquista
obtida pelos trabalhadores com a legalização das centrais.
Com a medida, as centrais passaram a ter reconhecimento jurídico,
podendo entrar com recursos no STF em defesa dos trabalhadores, por exemplo.
O reconhecimento também fortalece as entidades na luta por mais
direitos para a classe e garante maior autonomia financeira com os recursos
do imposto sindical.
Procurador agressivo
Antonio Fernando de Souza ganhou
notoriedade na mídia ao denunciar ex-membros do governo Lula após
o escândalo do chamado mensalão. As palavras agressivas
do procurador marcaram o período. Ele costumava chamar o grupo
denunciado de "quadrilha" ou "Bando dos 40", para
citar apenas as mais leves. O parecer contrário do procurador-geral à lei
que legalizou as centrais reforça o traço “engajado” de
Antonio Fernando de Souza ao lado da oposição ao Governo
Lula.
Segundo o procurador, a inclusão
das centrais é uma “afronta à estrutura vigente.” Constitui
uma “intervenção estatal indevida em favor de entidades
privadas.” “Em resumo”, diz o procurador, “a
contribuição sindical compulsória é destinada
ao custeio do sistema confederativo de representação sindical,
no qual não se incluem as centrais sindicais (...)”.
“Ademais”, agrega, “não
há respaldo constitucional para que certa associação
seja contemplada com contribuições de caráter compulsório,
uma vez que tal situação caracteriza, em última
análise, filiação compulsória [do trabalhador],
vedada pelo princípio da liberdade de associação.”
Munido do parecer do mandachuva
do Ministério Público, o ministro Joaquim Barbosa vai
agora redigir o voto que será submetido à deliberação
do STF. Não há, por ora, data prevista para o julgamento.
(Fonte: Vermelho)
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AGÊNCIA DIAP, 25 de
setembro de 2008
ELEIÇÕES 2008
Veja o desempenho dos parlamentares
candidatos em 2008
Celso Napolitano*
Levantamento – inclui o
voto dos parlamentares em dez matérias de interesse da sociedade – cumpre
a função de fornecer aos eleitores informações
seguras sobre os temas mais relevantes e polêmicos destes dois
primeiros anos da atual legislatura. Não atribui nota pelo
desempenho dos parlamentares. Apenas identifica as matérias
e como votaram os deputados e senadores candidatos.
Com a proximidade da eleição
municipal, o DIAP, no cumprimento de sua missão institucional
de contribuir para a transparência do pleito e para a valorização
do voto consciente, publica um balanço da atuação
dos 83 deputados e três senadores que disputam os cargos de prefeito
ou vice-prefeito em suas bases eleitorais neste pleito de 2008.
Este levantamento, que inclui
o voto dos parlamentares em dez matérias de interesse da sociedade,
cumpre a função de fornecer aos eleitores informações
seguras sobre os temas mais relevantes e polêmicos destes dois
primeiros anos da atual legislatura.
Os temas selecionados, conforme
especificado na introdução e metodologia do boletim, levaram
em consideração o interesse, a complexidade e o grau de
polêmica por ocasião de sua apreciação no
Congresso, com votações de elevado índice de divergência
no Legislativo.
São, portanto, projetos
que tratam de políticas públicas, tanto de caráter
regulatório quanto redistributivo, que afetam direitos e interesses
de amplos segmentos da população.
Proposições avaliadas
Dentre as matérias selecionadas
para avaliar a atuação dos parlamentares, de acordo com
os critérios definidos, incluem-se as proposições
sobre: 1) Emenda 3 ao projeto da Super Receita; 2) instituição
da lista fechada na reforma política; 3) prorrogação
da CPMF e da DRU (houve duas votações - 1º e 2º turnos,
por isso são dez votações avaliadas); 4) custeio
do movimento sindical; 5) regulamentação de recursos para
a saúde; 6) regulamentação do trabalho no comércio
aos domingos; 7) proibição de venda de bebidas alcoólicas
em rodovias federais; 9) aumento da Contribuição Social
Sobre o Lucro Líquido para bancos; e 9) criação
da Contribuição Social para Saúde.
Este levantamento não
atribui nota pelo desempenho dos parlamentares. Apenas identifica as
matérias e como votaram os deputados e senadores. A pesquisa inclui
apenas os parlamentares que estão no exercício do mandato,
não figurando, portanto, os deputados Djalma Berger (PSB/SC),
que disputa a prefeitura de São José; e Mendonça
Prado (DEM/SE), candidato à prefeitura de Aracaju; bem como o
senador Geovani Borges (PMDB/AP), que disputa a prefeitura de Santana.
Na certeza de que esta publicação
cumprirá a importante missão de aproximar o representante
do representado, proporcionando a este informações sobre
como age, se comporta, atua, administra ou vota aquele no exercício
de funções públicas, inclusive para que vote de
forma consciente, desejamos a todos bom proveito.
(*) Presidente do Diap
Clique aqui e
baixe na íntegra do Boletim do Diap.
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CONSULTOR JURÍDICO,
25 de setembro de 2008
Sigilo fiscal
TSE diz que o partido é quem
tem de saber CPF de doador
O ministro Caputo Bastos, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou pedido
do PSTU para que a Receita Federal fornecesse o número do CPF de quem
doou dinheiro para a campanha do partido em 2002. O PSTU precisava da informação
para complementar a prestação de contas referentes àquele
ano.
O partido alega que parte dos
doadores “saíram do partido ou se mudaram, impossibilitando
o contato”. No entanto, o ministro não aceitou a expedição
de ofício à Receita Federal, “considerando que essas
informações dizem respeito a sigilo fiscal”. Desse
modo, salientou o relator, a identificação desses CPFs
deve ser feita pelo próprio partido.
Segundo Caputo Bastos, a responsabilidade
pela escrituração contábil é da legenda,
de acordo com a Lei dos Partidos Políticos (9.096/95).
Pet 1.343
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AGÊNCIA CUT, 25 de
setembro de 2008
Construtoras têm 976 vagas de
até R$ 2.000
Chances são para ensino médio
e superior. Há oportunidades para pedreiro, eletricista e
marceneiro. O setor cresceu 10,6% em agosto
O mercado de construção civil oferece 976 vagas para trabalhadores
com ensino médio e superior. Há chances para pedreiros, eletricistas
e marceneiros. Os salários podem chegar a R$ 2.000, no caso de engenheiros.
A maioria das oportunidades (856) está disponível nos CATs (Centros
de Apoio ao Trabalho), espalhados por todas as regiões da capital.
O crescimento de 10,6% nos empregos
na construção civil em São Paulo, em relação à agosto
de 2007, foi um dos responsáveis pelo grande número de
oportunidades no setor. O número foi apresentado ontem na pesquisa
realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). "O
bom momento do mercado fez com que ficasse muito difícil e também
muito caro encontrar bons funcionários da construção
civil", conta Alisson Lima, construtor da Construsampa, uma das
empreiteiras que procura candidatos através dos CATs.
"Para selecionar trabalhadores
para estas áreas, deve se avaliar a capacidade do funcionário
na prática, dentro do canteiro de obras", diz Lima. "Muitas
vezes, um cara que é analfabeto sabe muito mais sobre nivelar
uma parede do que outro com diploma, que nunca encostou em um tijolo",
completa o construtor.
A construtora Camargo Corrêa
está recebendo, até terça-feira, inscrições
para quem concluiu a faculdade entre dezembro de 2006 e julho de 2008
nos cursos de engenharia (civil, mecânica, elétrica, minas,
meio ambiente/segurança do trabalho e naval), administração
de empresas, ciências contábeis e geologia. O site para
se inscrever é o www.elancers.net.
as vagas são para
cargos em diversas regiões do Brasil e até no exterior,
em países como Argentina, Peru e Angola. "Precisamos de
jovens capacitados do ponto de vista técnico, mas que também
saibam lidar com o canteiro de obras, especialmente com trabalhadores
de outras regiões do Brasil e do mundo", diz Belenaura
de Oliveira Rodrigues, analista de recursos humanos da Camargo Corrêa.
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FOLHA DE SÃO PAULO,
25 de setembro de 2008 | Dinheiro
Construtoras de SP pedem importação
de cimento
AGNALDO BRITO
DA REPORTAGEM LOCAL
O SindusCon-SP (Sindicato da
Indústria da Construção Civil do Estado de São
Paulo) pediu às cimenteiras brasileiras a importação
imediata de cimento para a normalização do abastecimento
no maior mercado do país.
Na semana passada, a parada da unidade Itaú de Minas (MG), controlada
pela Votorantim -a maior fornecedora do país-, provocou desabastecimento
em São Paulo e uma súbita elevação dos preços.
A Votorantim informou, em nota, que a unidade retomou a produção
na segunda-feira e que o abastecimento estaria regularizado em até uma
semana.
Sem estoque e com alta demanda, o fornecimento ficou irregular nas últimas
semanas e mostra-se vulnerável a qualquer problema no parque industrial.
Sérgio Watanabe, presidente do SindusCon-SP, diz que a crise no abastecimento
já ameaça obras no Estado.
" Ninguém faz estoque de cimento. Então o abastecimento deve
ser permanente. Pedimos à indústria que, se não houver garantia
para o fornecimento normal, que sejam feitas importações emergenciais.
A situação é urgente", afirmou.
O forte aumento da demanda pegou a indústria despreparada. Segundo José Otávio
Carvalho, secretário-executivo do Snic (Sindicato Nacional da Indústria
do Cimento), as cimenteiras operam a plena carga e os investimentos já anunciados
não conseguirão ampliar a oferta em prazos muito curtos.
" Uma unidade média demora entre três e cinco anos para ficar
pronta e custa US$ 250 milhões. Não é uma indústria
de fundo de quintal, é um negócio que precisa ser muito bem planejado",
diz Carvalho.
Segundo ele, a importação é uma opção das
cimenteiras, mas não é uma operação trivial, seja
do ponto de vista logístico, seja em termos de custo ou de reserva de
capacidade para atender o mercado brasileiro.
Além da falta do produto, as construtoras temem o efeito sobre os custos
dos contratos. O cimento foi o item com maior reajuste de preço nos últimos
12 meses terminados em agosto. Segundo levantamento do SindusCon-SP, o aumento
atingiu 28,7% no período, seguido do concreto usinado, que teve reajuste
de 28,4%.
O alerta já foi dado ao governo federal. A assessoria da ministra-chefe
da Casa Civil, Dilma Rousseff, pediu informações ao SindusCon-SP
sobre a atual situação do abastecimento e dos preços.
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FOLHA DE LONDRINA, 25 de
setembro de 2008 | Curitiba
Trabalhadores anônimos que fazem
a diferença
Com o alto desenvolvimento intelectual das atividades humanas nas últimas
décadas, o conhecimento tornou-se uma das características mais
valorizadas na sociedade. O potencial de cada um é medido pelo nível
escolar adquirido, ou seja, o saber é fundamental para ser respeitado.
Diante desse cenário, torna-se normal o fato de muitos trabalhadores
serem anônimos. São pessoas, em sua maioria, que realizam atividades
que não necessitam de um desempenho intelectual, e sim físico,
mas fundamental para o bom andamento da cidade. Todavia, sua importância
muitas vezes é lembrada quando precisamos de seus serviços ou
quando estes estão ausentes.
É o caso do varredor de
rua Cledistony da Silva, 28 anos. Oriundo do Ceará há nove
anos, veio em busca de oportunidades. Trabalhou como servente, foi gari
de caminhão de lixo, e hoje varre as ruas de Londrina. "É um
trabalho puxado, exposto ao vento, sol, frio, mas que faço com
muita dedicação. Acredito que minha atividade seja importante,
porém é um quebra-galho. Na verdade, todo mundo deveria
ter a responsabilidade de contribuir com a limpeza da cidade."
Durante suas longas caminhadas
diárias, ele ficou conhecido e fez algumas amizades. "Apesar
da maioria dos moradores ser educada, infelizmente, ainda há muitas
pessoas que nos vêem como empregados deles", conta.
Não menos importante,
a história da camareira Dalvina Chacorosque, 59, tem pontos em
comum com a de outros trabalhadores. Depois de anos no ramo de confecção,
foi trabalhar de camareira num hotel, onde já está há 15
anos. "Apesar de alguns nem olharem na nossa cara, não deixo
de realizar meu trabalho com esmero. Aprendemos a lidar com essas situações,
que com o tempo não incomodam mais", diz.
Marian Trigueiros
Equipe da Folha
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FOLHA DE LONDRINA, 25 de
setembro de 2008 | Geral
Taxa de analfabetismo cai para 10%
Curitiba - A taxa de analfabetismo no país das pessoas com mais de 15
anos na última década caiu de 14,7% para 10%. No entanto, o número
de pessoas que não sabiam ler ou escrever entre 1997 e 2007 é de
14,1 milhões de analfabetos no país. Nesse período, o
percentual de estudantes que cursavam nível médio na idade considerada
adequada (15 a 17 anos), passou de 26,6% para 44,5%. A informação
foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
na Síntese dos Indicadores Sociais (SIS).
O estudo analisa as condições
de vida da população brasileira, com base na Pesquisa Nacional
por Amostra de Domicílios de 2007, lançada na semana passada.
A pesquisa investigou cerca de 400 mil pessoas em quase 148 mil domicílios
por todo país a respeito de informações gerais da
população, migração, educação,
trabalho, família, domicílios e rendimento.
Outro assunto concluído
pela Síntese foi a contribuição da renda dos idosos,
que representa mais da metade do total da renda domiciliar em 53% dos
domicílios com idosos.
Uma informação
preocupante levantada pela Síntese foi que 6,4% das adolescentes
com entre 15 e 17 anos são mães. Entre 1997 e 2007, a proporção
de mulheres em idade reprodutiva (15 a 49 anos) com filhos nascidos vivos
manteve-se próximo dos 63%, mas o número mulheres com apenas
um filho subiu de 25,8% para 30,7%. Em 2007, a proporção
das adolescentes de 15 a 17 anos de idade com filhos era de 6,3%, mantendo-se
nos mesmos patamares de 1997. Norte, Centro-Oeste e Nordeste tinham as
proporções mais elevadas, 9,4%, 7,7% e 7,5% e o Sudeste
e o Sul as mais baixas (5%, ambos)
Um destaque regional no Paraná foi
a razão de sexo, ou seja, quantos homens há para um número
de mulheres. A Região Metropolitana de Curitiba (RMC) tem a mesma
média do país. Há, de acordo com a Síntese,
95,3 homens para cada 100 mulheres.
Equipe da Folha
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BEM PARANÁ, 25 de
setembro de 2008 | Economia
Aposentados e pensionistas
Idoso paga contas de 53% dos lares
As pessoas com 60 anos ou mais de idade
arcam com pelo menos metade da despesa da família em 53%
dos lares brasileiros.
As pessoas com 60 anos ou mais de idade arcam com pelo menos metade da despesa
da família em 53% dos lares brasileiros. Foi o que pesquisadores do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) constataram após
análise de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
(Pnad) 2007.
Os dados foram divulgados ontem e são parte da Síntese de Indicadores
Sociais do IBGE. De acordo com o estudo, essa situação é ainda
mais expressiva no Nordeste, onde os idosos são responsáveis
por mais da metade da despesa familiar em 63,5% dos domicílios.
Segundo a pesquisadora do IBGE
Lúcia Maria Cunha, os dados refletem a importância da contribuição
dos idosos no conjunto do orçamento familiar. Ela ressaltou que
na área rural essa ajuda é ainda mais importante, sobretudo,
nas regiões mais carentes. Nas áreas rurais do Nordeste,
por exemplo, o índice chega a 73% dos domicílios.
Outra constatação
do estudo é que o aumento da expectativa de vida nas últimas
décadas permitiu uma maior possibilidade de convívio, em
uma mesma família, de duas ou até três gerações
diferentes.
Em 2007, de acordo com os dados da Pnad, 45% dos idosos viviam com seus filhos
na condição de chefe de domicílio, sendo que nas Regiões
Norte e Nordeste os porcentuais chegaram a 50%.
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FOLHA DE SÃO PAULO,
25 de setembro de 2008 | Dinheiro
Fator Acidentário: Previdência
adia vigência para 2010
O mecanismo, que elevará ou
reduzirá as alíquotas das empresas por conta do grau
de risco à saúde do trabalhador, estava previsto para
vigorar em 2009. A Febraban e a CNI resistem à aplicação
do mecanismo.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
25/09/2008
TST rejeita desmembramento de sindicato
de metalúrgicos do setor aeroespacial
A Sétima Turma do Tribunal
Superior do Trabalho rejeitou recurso de revista interposto pelo sindicato
dos trabalhadores da indústria aeroespacial de São José dos
Campos, que pretendia ver reconhecido o seu desmembramento da categoria
do sindicato dos metalúrgicos e sua legitimidade para representar
os trabalhadores da Embraer e de outras empresas do setor. A decisão,
unânime, fundamentou-se no princípio da unicidade sindical.
O processo envolvia duas entidades:
o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção
de Aeronaves, Equipamentos Gerais Aeroespaciais, Aeropeças, Montagem
e Reparação de Aeronaves e Instrumentos Aeroespaciais do
Estado de São Paulo (SINDIEROESPACIAL) e o Sindicato dos Trabalhadores
nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais
Elétricos de São José dos Campos e Região.
O SINDIEROESPACIAL foi criado em 2005 com a proposta de representar os
operários da Empresa Brasileira de Aeronáutica S/A (Embraer)
e outras indústrias da região, especializadas na produção
de peças para aeronaves. O novo sindicato obteve registro no Ministério
do Trabalho, mas sua legitimidade foi contestada pelo Sindicato dos Metalúrgicos,
a quem cabia até então a representação da
categoria.
Na ação, o Sindicato
dos Metalúrgicos afirmou que o desmembramento teria ocorrido por
interesse da Embraer, que não aceitaria negociar com os metalúrgicos.
Informou ainda que há cerca de 50 anos representava cerca de 40
mil metalúrgicos da região, “com um enorme histórico
de lutas em prol da classe trabalhadora”. O sindicato desmembrado,
por sua vez, sustentou ter sido criado a pedido dos trabalhadores, que
não se sentiam representados pelo sindicato anterior. O Tribunal
Regional do Trabalho da 15ª Região, porém, rejeitou
o desmembramento e reconheceu a legitimidade do Sindicato dos Metalúrgicos
para representar toda a categoria.
No julgamento do recurso de revista
pela Sétima Turma do TST, ambas as partes apresentaram suas alegações.
O advogado do SINDIEROESPACIAL defendeu a validade do desdobramento, “a
despeito da incongruência do nosso sistema sindical, que consagra
a liberdade sindical, mas mantém a unicidade”, devido às
especificidades dos trabalhadores da indústria aeroespacial. “Além
da Embraer, há diversas outras empresas que integram um setor
altamente competitivo, que exportam peças para a Airbus, a Boeing”,
afirmou o advogado. “Os trabalhadores estavam insatisfeitos com
o sindicato que os representava e resolveram fundar uma entidade específica.”
Pelo Sindicato dos Metalúrgicos,
a defesa levantou vários aspectos questionando a representatividade
do novo sindicato, entre eles o fato de a assembléia que deliberou
pelo desmembramento ter contado com a presença de apenas 40 pessoas,
enquanto só a Embraer teria cerca de 13 mil empregados. “A
Embraer abraçou o novo sindicato e celebrou convenção
coletiva que retirava direitos históricos”, afirmou o advogado.
O relator, ministro Pedro Paulo
Manus, destacou que a existência formal do SINDIEROESPACIAL (reconhecida
pelo Ministério do Trabalho) não se confunde com a representação,
por ele, dos trabalhadores até então representados pelo
Sindicato dos Metalúrgicos. “A existência do sindicato é válida,
e nem se discute isso nesta ação”, destacou. “O
que se discute aqui é a representatividade e a possibilidade de
desmembramento da categoria”. O ministro citou trechos da decisão
do TRT/Campinas no sentido da impossibilidade do desmembramento “quando
há uma mesma atividade ou profissão no mesmo território
municipal”, e explicou que, apesar do disposto no artigo 8º da
Constituição Federal a respeito da impossibilidade de ingerência
do Estado na criação de sindicatos, a própria Constituição
proíbe, no inciso II do mesmo artigo, a criação
de mais de uma organização sindical da mesma categoria
na mesma base territorial. “Pelo exposto pelo TRT, conclui-se que
foi desrespeitado o princípio da unicidade sindical”, afirmou
o relator.
O ministro Ives Gandra, presidente
da Sétima Turma, acrescentou que, para desmembrar a representação
de uma categoria profissional, é necessário que a atividade
por ela exercida, do ponto de vista do trabalhador, seja diferente daquela
da categoria mais ampla – no caso, a dos metalúrgicos. “O
conteúdo ocupacional do trabalhador metalúrgico da indústria
aeroespacial não é diferente do dos demais”, observou. “Se
não se justifica uma disciplina jurídica diferente do ponto
de vista ocupacional, se a categoria não precisa de regras de
trabalho específicas, não há diferenciação
e, portanto, não pode haver desmembramento.” ( RR-668/2006-083-15-00.6)
(Carmem Feijó)
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25/09/2008
Sexta Turma julga incidência de juros
e multa sobre recolhimentos ao INSS
Em caso de inadimplência
da empresa, a partir de quando deve ela pagar juros e multa moratória
sobre as contribuições previdenciárias incidentes
sobre as remunerações relativas ao período de vínculo
empregatício reconhecido por decisão judicial? Para a Sexta
Turma do Tribunal Superior do Trabalho, nesse caso, os juros e a multa
devem ser exigidos apenas a partir do mês seguinte ao da intimação
da liquidação de sentença.
A União, em recurso de
revista ao TST, sustentou que o recolhimento da dívida para com
o INSS deveria incluir os juros e a multa desde a prestação
de serviço, desde a ocorrência do fato gerador do tributo.
A questão surgiu a partir de decisão do Tribunal Regional
do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP), que analisou a competência
da Justiça do Trabalho para a execução das contribuições
sociais decorrentes do vínculo empregatício reconhecido
judicialmente, em ação de uma trabalhadora rural de Mirassol
(SP).
Empregada da Alma Citrus Ltda.,
com o salário de R$ 150,00 por semana, mas sem registro do contrato
de trabalho na CTPS, a trabalhadora pleiteou na 3ª Vara do Trabalho
de São José do Rio Preto o reconhecimento de vínculo
de emprego com a empresa e as demais verbas daí decorrentes. Em
acordo judicial, a empresa comprometeu-se a pagar R$1.400,00 e assinar
sua carteira, conforme o pedido. Na sentença homologatória,
o juiz afirmou não haver incidência de contribuições
previdenciárias sobre as parcelas do acordo, por serem de natureza
indenizatória e por entender que a Justiça do Trabalho
não tinha competência para a execução das
contribuições sociais decorrentes reconhecimento do vínculo.
Foi nesse momento que a União recorreu, com pedido de reconhecimento
da competência da JT.
O TRT da 15ª Região,
ao examinar o recurso ordinário, reconheceu a competência
da JT e determinou o prosseguimento da execução quanto
ao crédito previdenciário. No entanto, julgou que a incidência
dos juros e multa moratória somente poderiam ser exigidos a partir
do segundo dia do mês seguinte ao da intimação da
liquidação de sentença, e não desde a ocorrência
do fato gerador do tributo (o início da prestação
de serviço) ou da data de apuração dos créditos
trabalhistas.
No recurso ao TST, a União
não teve acolhido seu pedido. A Sexta Turma manteve o entendimento
do Regional ao fundamento de que o Decreto nº 3.048/1999 disciplina
o assunto ao fixar, no artigo 276, que, “nas ações
trabalhistas de que resultar o pagamento de direitos sujeitos â incidência
de contribuição previdenciária, o recolhimento das
importâncias devidas à seguridade social será feito
no dia dois do mês seguinte ao da liquidação da sentença”.
Para o relator, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, “diante
dessa norma, não há como questionar a clara alusão
a partir de quando se constitui em mora o devedor do crédito previdenciário”.
( RR - 1415/2006-082-15-00.3)
(Lourdes Tavares)
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