Vermelho, 05 de outubro
de 2008
Datafolha prevê 2º turno em
5 ou 6 das 8 maiores cidades
A menos de 24 horas da eleição municipal, o Datafolha
divulgou uma rodada de pesquisas, com entrevistas coletadas ontem e
hoje, nas oito maiores cidades brasileiras: São Paulo, Rio, Belo
Horizonte, Salvador, Fortaleza, Curitiba, Porto Alegre e Recife. Segundo
o instituto, apenas Fortaleza, Curitiba e provavelmente Recife devem
escolher o prefeito já neste domingo.
Veja os números principais em cada uma das oito capitais. Os
números abaixo são todos de votos válidos (o
Datafolha passou a dar destaque apenas aos votos válidos, excluindo
brancos, nulos e também os eleitores que se declaram indecisos).
O instituto considera em todas as cidades uma margem de erro de dois
pontos para mais ou para menos:
São Paulo: Marta x Kassab
A ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, do PT, e o atual
ocupante do cargo, Gilberto Kassab, do DEM, vão disputar o
segundo turno da eleição para prefeito, no dia 26 de
outubro, segundo o Datafolha. Se a eleição fosse hoje,
Marta teria 36% e Kassab 30%. Geraldo Alckmin, do PSDB, com quem o
democrata travou uma acirrada disputa pela segunda colocação,
ficaria em terceiro, com 21% dos votos válidos.
Marta oscilou dois pontos para baixo, dentro da margem de erro. Kassab
um ponto para cima e Alckmin um para cima.
Paulo Maluf (PP) atinge 7%, e empata com Soninha (PPS), que obtém
5%. Ivan Valente teve 1% dos votos válidos. Anaí Caproni
(PCO), Ciro (PTC), Edmilson Costa (PCB), Levy Fidelix (PRTB) e Renato
Reichmann (PMN) foram citados, mas não atingem 1% dos votos
válidos.
Os eleitores de Marta mostraram-se os mais convencidos de seu voto:
segundo o Datafolha, apenas 12% deles declararam que ainda podem mudá-lo.
No caso de Kassab este índice é de 13% e no de Alckmin
de 14%.
Na véspera do primeiro turno da eleição 6% dos
eleitores paulistanos não têm candidato a prefeito: 4%
votariam em branco ou anulariam o voto e 2% se dizem indecisos.
Segundo o Datafolha, a maioria (58%) dos eleitores paulistanos ainda
não decidiu seu voto para vereador. Já tomaram sua decisão
sobre em quem vão votar para a Câmara Municipal 42%.
O Datafolha ouviu 5153 eleitores, a partir dos 16 anos de idade.
A vantagem de Gilberto Kassab sobre Marta Suplicy na simulação
de segundo turno subiu de cinco pontos na pesquisa realizada nos dias
29 e 30 de setembro para nove pontos hoje. Kassab passou de 49% para
50% e Marta de 44% para 41%.
Nas simulações de segundo turno, Kassab teria o voto
de 67% dos eleitores que declaram intenção de votar
em Geraldo Alckmin no primeiro turno; 21% desses eleitores afirmam
que votariam em Marta. O atual prefeito contaria com o apoio de 62%
dos eleitores de Maluf . Os eleitores que pretendem votar em Soninha
no primeiro turno se mostram divididos: 43% votariam no democrata
e 39% dariam seu voto à petista.
Rio: segundo nome em aberto
Eduardo Paes (PMDB) aparece em primeiro lugar no Datafolha, com 33%.
Seguem-se Gabeira (PV), com 20%, Marcelo Crivella (PRB), 19%, e Jandira
Feghali (PCdoB), 13%.
Conforme o relatório do Datafolha, ''este resultado indica
segundo turno na eleição municipal na capital carioca,
porém, não é possível afirmar quem continuará
na disputa com Paes, se Gabeira, ou Crivella''.
Em relação à rodada anterior, Paes manteve-se
estável, gabeira subiu um ponto, Crivella caiu dois e Jandira
manteve-se estável.
Seguem-se Alessandro Molon (PT) 5%, Solange (DEM) 4%, Chico Alencar
(PSOL) tem 3%, Paulo Ramos (PDT) 2%, Eduardo Serra (PCB) 1%. Vinícius
Cordeiro (PTdoB), Antonio Carlos (PCO) e Filipe Pereira (PSC) não
chegam a 1% dos votos válidos.
Foram entrevistados 2.017 eleitores. Dois em cada dez eleitores se
declararam ainda não totalmente decididos, mas esta faixa reduziu-se
de 22% para 18%. Teriam maior probabilidade de receber os votos dos
indecisos, que somam 17%, Paes (4%), Jandira (3%), e Gabeira (3%)
e Crivella (2%).
Entre os eleitores de Paes e de Gabeira, 86% cada disseram ao Datafolha
que estão totalmente decididos; entre os de Crivella dizem-se
totalmente certos de seu voto 83%, enquanto chega a 78% entre o eleitorado
de Jandira. Em relação a 29 e 30 de setembro, os decididos
a votar em Gabeira aumentaram em sete pontos percentuais (79% naquela
ocasião).
Eduardo Paes aponta como vencedor nas três hipóteses
de segundo turno testadas pelo instituto. Porém a menor diferença
seria em uma disputa com Jandira.
Na simulação entre Paes e Jandira, os resultados foram
52% e 35%, enquanto 11% anulariam ou votariam em branco e 2% estariam
indecisos. Esse resultado é praticamente idêntico ao
observado na pesquisa anterior. Vale notar que, neste caso, 48% do
eleitorado de Crivella optaria por Paes, contra 35% que escolheria
Jandira. Já, dos eleitores de Gabeira, 38% votariam no candidato
do PMDB e 47% na candidata do PCdoB.
Contra Crivella, Paes venceria por 56% a 29%, taxas que eram de 58%
e 29% há quatro dias. Diante dessa opção hoje,
61% dos eleitores de Gabeira, e 58% dos que pretendem votar em Jandira
no primeiro turno escolheriam Paes; 15% do primeiro grupo, e 22% do
segundo optariam por Crivella. Votariam em branco ou nulo 14%, 2%
disseram não saber.
Paes teria os mesmos 52% dos votos se concorresse com Gabeira, que
receberia 36%. Em 29 e 30 de setembro 53% escolheriam Paes contra
33% do candidato do PV. Afirmam intenção de votar nulo
ou em branco 10%, e novamente, 2% mostram-se indecisos.
Se concorresse com Gabeira hoje, Paes teria 54% dos votos de eleitores
de Crivella, enquanto Gabeira receberia 29% dos votos desse eleitorado.
Já, 46% dos que declaram hoje voto em Jandira optariam por
Paes no segundo turno, e 38% prefeririam Gabeira.
Porto Alegre: perdura empate Rosário-Manuela
Maria do Rosário (PT), com 21%, e Manuela D'Ávila (PCdoB),
com 17%, estão em empate técnico na disputa pela segunda
vaga no segundo turno porto-alegrense. Já o atual prefeito,
José Fogaça, tem seu lugar garantido com 41%.
Fogaça oscilou dois pontos para cima, beneficiado pela disputa
entre as duas concorrentes. Já Rosário, conforme o Datafolha,
perdeu um ponto (tinha 22%) e Manuela três (tinha 20%).
Luciana Genro (PSOL) tem 9%, Onyx Lorenzoni (DEM) 7%, Nelson Marchezan
Junior (PSDB) 2% e Vera Guasso (PSTU) 1%. Carlos Gomes, do PHS, foi
citado, mas não atinge 1% dos votos válidos.
Os pesquisadores do Datafolha saíram a campo um dia depois
do debate entre os candidatos a prefeito promovido pela RBS TV na
quinta-feira. A pesquisa mostra que 46% dos eleitores de Porto Alegre
afirmam ter assistido o debate. Para 29% dos que assistiram, José
Fogaça foi o candidato que se saiu melhor. Manuela foi considerada
a melhor por 17%, Maria do Rosário teve 14% e Luciana Genro
13%.
Na véspera da eleição, 10% dos eleitores de
Porto Alegre ainda não têm candidato a prefeito: 6% afirmam
que vão votar nulo ou em branco e 4% estão indecisos.
O percentual de menções espontâneas a José
Fogaça subiu de 27% na pesquisa anterior para 32%. O de Maria
do Rosário oscilou de 15% para 16%. O de Manuela oscilou de
13% para 11%. A taxa dos que não sabem dizer espontaneamente
em quem vão votar no primeiro turno da eleição
para prefeito de Porto Alegre caiu de 28% para 22%.
O percentual dos eleitores de Fogaça que citam corretamente
o número do prefeito (15) passou de 53% na pesquisa anterior
para 61% hoje. A taxa dos que pretendem votar em Maria do Rosário
e sabem que devem digitar o número 13 subiu de 64% para 75%.
Entre os que pretendem votar em Manuela a taxa dos que citam corretamente
o número 65 é 10 pontos menor, embora tenha subido de
58% para 65%.
Dos eleitores de Porto Alegre, 13% afirmam que seu voto ainda pode
mudar até domingo. Declaram total convicção em
sua escolha 86%. Entre os que têm intenção de
votar em Manuela, 19% afirmam que seu voto ainda pode mudar. Entre
os que pretendem votar em Maria do Rosário, 8% dizem que ainda
não estão totalmente decididos, e entre os eleitores
de José Fogaça 9% afirmam que ainda podem mudar de idéia.
Dos que pretendem votar em Manuela, mas afirmam que seu voto ainda
pode mudar, 8% afirmam que José Fogaça seria o candidato
com mais chance de receber seu voto; 4% citam Maria do Rosário.
Entre os eleitores que pretendem votar na candidata petista, mas não
estão totalmente decididos, José Fogaça é
citado por 3% e Manuela é apontada por 2% como a candidata
com mais chance de receber seu voto.
Entre os que pretendem votar em José Fogaça e ainda
não estão totalmente decididos, 3% provavelmente votariam
em Manuela; Maria do Rosário é citada por 2% desses
entrevistados.
A pesquisa mostra estabilidade quanto às simulações
de segundo turno. Se uma segunda votação fosse realizada
hoje entre José Fogaça e Maria do Rosário, Fogaça
venceria por 52% a 35% (Rosário recuou três pontos).
No caso de uma disputa entre Fogaça e Manuela, o peemedebista
teria 52% e a candidata do PCdoB ficaria com 32% do total de votos.
Contra Rosário, Fogaça receberia o apoio de 60% dos
eleitores que declaram intenção de votar em Onyx no
primeiro turno. Dos que pretendem votar em Manuela, 43% votariam em
Maria do Rosário e 41% dariam seu voto ao atual prefeito. Os
eleitores de Luciana Genro também se mostram divididos: 43%
optariam pela petista e 37% dariam seu voto ao peemedebista.
Em um segundo turno entre Fogaça e Manuela, 55% dos eleitores
de Onyx dariam seu voto a Fogaça. Manuela teria a maior parte
dos votos dos eleitores de Maria do Rosário (44%). Já
entre os pretendem votar em Luciana Genro, 42% votariam no atual prefeito
e 31% dariam seu voto à candidata do PCdoB.
Emoções em Salvador
Das oito capitais que o Datafolha pesquisou, o resultado de Salvador
é o mais embolado: seis pontos de diferença entre João
Henrique (PMDB) e ACM Neto (DEM) e três pontos – o que
configura empate – entre este e Walter Pinheiro (PT).
João Henrique subiu cinco pontos, ACM manteve-se estagnado
e Pinheiro oscilou um ponto para baixo. Antonio Imbassahy (PSDB),
que já liderou as pesquisas, recuou mais cinco pontos, de 16%
para 11%. Hilton Coelho (PSOL) manteve 4% dos votos válidos.
O percentual de eleitores soteropolitanos que estão totalmente
decididos em relação ao seu voto, oscilou de 81% para
83% em relação ao levantamento anterior. Os que ainda
não têm certeza de seu voto oscilaram de 18% para 16%.
Do eleitorado de ACM Neto, 87% (eram 86%) não mudam mais o
seu voto, percentual este que é de 84% (eram 80%) para João
Henrique Carneiro, de 81% para Walter Pinheiro (eram 84%), e de 75%
(eram 71%) para Antonio Imbassahy.
Entre os 22% dos eleitores de Antonio Imbassahy que ainda podem mudar
o seu voto, 8% votariam em ACM Neto e 7% mudariam seu voto para Walter
Pinheiro. Entre os eleitores de Walter Pinheiro que não estão
totalmente decididos a votar no candidato (17%), 7% podem mudar para
João Henrique Carneiro. Já, dos 15% de eleitores de
João Henrique Carneiro que ainda podem mudar seu voto, 7% mudariam
para Walter Pinheiro. Entre os eleitores de ACM Neto, 11% ainda não
estão totalmente decididos em relação ao seu
voto.
Dos eleitores de ACM Neto, 79% (eram 67%) afirmam conhecer seu número.
Já entre os eleitores de Walter Pinheiro, esse índice
se manteve em 78%, e entre os eleitores de João Henrique Carneiro,
passou de 63% para 73%. Dos eleitores de Antonio Imbassahy, 56% (eram
43%) sabem seu núm
As simulações de segundo turno indicam vitória
de João Henrique porém mais apertada caso o adversário
seja Walter Pinheiro. Neste caso o candidato à reeleição
venceria o petista por 49% a 37%, percentuais que eram de 41% e 42%,
respectivamente, na pesquisa passada. Votos brancos ou nulos somam
12%. Indecisos, 2%. Nesse cenário, dos eleitores de ACM Neto,
46% estariam com o peemedebista no segundo turno, contra 31% que dariam
sua escolha ao petista. Dos eleitores de Antonio Imbassahy, 41% escolheriam
João Henrique Carneiro, ante 39% que votariam em Walter Pinheiro.
Entre João Henrique Carneiro e ACM Neto, o peemedebista venceria
a disputa por 51% a 37%. Anulariam o voto ou votariam em branco, 11%.
Estão indecisos, 1%. Na pesquisa de quatro dias atrás,
esses percentuais eram de 46% e 41%, respectivamente. Dos eleitores
de Walter Pinheiro, 57% votariam no atual prefeito, contra 21% que
votariam em ACM Neto. Entre o eleitorado de Antonio Imbassahy, 38%
afirmam votar em João Henrique, ante 43% que dariam seu voto
a ACM Neto.
Num cenário que envolvesse Walter Pinheiro e ACM Neto, o candidato
do PT teria 47% contra 40% do candidato do DEM. Votos em branco ou
nulos são 11% e 1% estão indecisos. No levantamento
do final de setembro, Walter Pinheiro tinha 48% e ACM Neto, 40%. Entre
os eleitores de João Henrique Carneiro, 56% escolheriam Walter
Pinheiro e 26% dariam seu voto a ACM Neto. Esses percentuais, entre
os eleitores de Antonio Imbassahy, são de 44% para o petista
e 43% para o neto de Antonio Carlos Magalhães.
Belo Horizonte: Lacerda x Quintão
Em quatro dias a vantagem de Máscio Lacerda (PSB, com apoio
do prefeito petista Fernando Pimentel e do governador tucano Aécio
Neves) reduziu-se pela metade, de 26 pontos para 13. Lacerda baixou
de 53% para 48%, enquanto Leonardo Quint'ao (PMDB) subiu de 27% para
35%. Jô Moraes (PCdoB), que figura em terceiro lugar, recuou
de 13% para 10%.
Sérgio Miranda (PDT) oscilou de 3% para 2% dos votos válidos,
Gustavo Valadares (DEM) manteve 2%, Vanessa Portugal (PSTU) e Jorge
Periquito (PRTB) têm 1%, cada. André (PTdoB) e Pepê
(PCO) não atingiram 1%. Votos brancos ou nulos somam 6%.
O índice de indecisos caiu de sete pontos mas pemanece muito
elevado: 29%.
Em simulação de segundo turno entre Márcio Lacerda
e Leonardo Quintão, o candidato do PSB tem 47% contra 42% do
candidato do PMDB. Votos brancos e nulos totalizam 7%, indecisos,
4%. Em relação ao levantamento anterior, o peessebista
caiu cinco pontos (de 52% para 47%) e o peemedebista subiu cinco pontos
(de 37% para 42%). Dos eleitores de Jô Moraes, 34% dariam seu
voto a Márcio Lacerda, ante 48% que votariam em Leonardo Quintão.
Fortaleza: Luizianne reeleita
A atual prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), obtém
53% dos votos válidos no Datafolha, contra 24% de Moroni (DEM),
e 16% de Patrícia (PDT). O resultado indica possibilidade de
vitória no primeiro turnofora da margem de erro, pois ela aparece
com seis pontos acima da soma dos concorrentes.
Renato Roseno (PSOL) teria hoje 5% e Pastor Neto (PSC) teria 2%.
Não chegaram a 1% Aguiar Jr. (PTC), Carlinhos (PCB), Adahil
Barreto (PR) e Sérgio Braga (PPS), que substituiu Luiz Gastão,
desistente.
Afirmam a intenção de votar em branco ou anular o voto
3% dos eleitores fortalezenses, e mostram-se indecisos outros 2%.
O Datafolha ouviu 1.846 eleitores da cidade..
Embora os resultados da pesquisa indiquem a reeleição
de Luizianne no primeiro turno, o Datafolha pesquisou um segundo turno
entre ela e Moroni. Luizianne venceria o demista por 58% a 36%. Votariam
em branco ou anulariam 5% dos eleitores, e 2% disseram-se indecisos
ao serem questionados sobre a possibilidade.
Cresceu o número de eleitores que se dizem totalmente decididos
em quem votar, de 75% no início do mês para 87% agora.
O relatório destaca os que afirmam opção por
Luizianne: 91%. Entre os escolheram Moroni os votos decididos são
86% e 83% no caso dos que pretendem votar em Patrícia.
É de 12% a parcela dos que ainda podem mudar seu voto, sendo
que 4% têm a probabilidade de mudar seu voto para Luizianne,
3% podem votar em Moroni e 3% em Patrícia. Considerando o eleitorado
de seus adversários, 9% dos que não estão totalmente
decididos a votar em Patrícia afirmam que podem vir a mudar
seu voto para Luizianne, parcela que chega a 7% entre os eleitores
indecisos de Moroni.
Recife: João da Costa 29 pontos à
frente
João da Costa (PT) teve 52% dos votos válidos no Datafolha,
enquanto Mendonça (DEM), seu adversário mais próximo,
alcançou 23%. Este resultado não permite afirmar com
certeza se a eleição será decidida em primeiro
turno, mas está no limite da margem de erro, de dois pontos
para cima ou para baixo.
Raul (PMDB) aparece com 14% dos votos válidos, seguido de
Cadoca (PSC), que teria 8%, Edilson Silva (PSOL) com 3%, e Kátia
Telles (PSDTU) com 1%. Roberto Numeriano não contabiliza 1%
dos votos válidos.
Na pesquisa realizada há quatro dias, em 29 e 30 de setembro,
João da Costa alcançou 52% dos votos válidos,
Mendonça ficou com 25%, Raul com 13%, e Cadoca, 9%.
Na pesquisa espontânea, a taxa de indecisos chega a 22%, e
4% a parcela dos que disseram que votarão em branco ou anularão
o voto. O Datafolha ouviu 1.732 eleitores da cidade do Recife.
De 63% em 29 e 30 de setembro, subiu para 71%, hoje, o conhecimento
do numero correto a ser digitado na urna eletrônica amanhã.
A parcela dos que conhecem o numero para confirmar seu voto chega
a 81% no eleitorado de João da Costa, 73% entre os que pretendem
votar em Mendonça, e a 64% entre os eleitores de Raul.
Mostram-se totalmente decididos de sua opção de voto
84% dos eleitores, principalmente os eleitores de João da Costa
(89%) e de Mendonça (87%), em comparação com
os que pretendem votar em Raul (77%) e Cadoca (68%). Mendonça
e João da Costa são os candidatos com maior chance de
receber votos de indecisos (5% para o primeiro e 3% para o segundo).
Assistiram ao debate entre cinco dos candidatos a prefeitura de Recife,
transmitido pela TV Globo na quinta-feira (2), 42% dos eleitores.
Do total de entrevistados, considerando os que assistiram ou não,
27% acham que João da Costa se saiu melhor, contra 11% que
assim pensam quanto a Mendonça, e 7% e 8%, respectivamente,
em relação a Raul e a Edilson Silva.
Entre os que assistiram ao debate, 39% consideram melhor o desempenho
de João da Costa, enquanto na opinião de 16% quem se
saiu melhor foi Mendonça, e de outros 12%, Raul. Para 3% nenhum
dos candidatos se destacou, e para 1% todos se saíram bem.
Curitiba: prefeito tucano já marcou férias
O atual prefeito de Curitiba, Beto Richa, subiu três pontos
conforme o Datafolha e está com 77%. Gleisi (PT) oscilou de
21% para 19%. Reitor Moreira (PMDB), Ricardo Gomyde (PCdoB), Fabio
Camargo (PTB) e Mauricio Furtado (PV) têm 1%, cada. Bruno Meirinho
(PSOL) e Lauro Rodrigues (PTdoB) foram citados mas não atingiram
1%.
Conforme o Datafolha, a diferença entre Richa e a soma de
seus adversários chega a 54 pontos. O prefeito parece acreditar
na supremacia, pois marcou viagem de férias para Las Vegas,
EUA, durante o período do segundo turno.
Do total de entrevistados, 91% estão totalmente decididos
em relação a seu voto (eram 89%), ante 8% (eram 10%)
que ainda podem mudar de opinião. Entre os eleitores de Beto
Richa, oscilação de 91% para 93% dos que afirmam votar
com certeza no candidato. Do eleitorado de Gleisi, oscilação
de 87% para 89% dos que estão totalmente decididos a votar
na petista.