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AGÊNCIA DIAP, 06 de outubro
de 2008
Centrais irão às
ruas em jornada pelo trabalho decente
Escrito por redação
Em reunião realizada na sede nacional da CUT, na última quarta-feira
(1º), todas as centrais sindicais brasileiras decidiram voltar às
ruas unidas no próximo dia 10, na Jornada Mundial pelo Trabalho
Decente, convocada pela Confederação Sindical Internacional
(CSI) e pela Confederação Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras
das Américas (CSA).
Além de unificar o movimento sindical brasileiro, os atos que
ocorrerão nas principais capitais do País em defesa deste
princípio básico da Organização Internacional
do Trabalho (OIT), que significa "trabalho produtivo para homens
e mulheres em condições de liberdade, igualdade, segurança
e dignidade", também irão somar as duas centrais sindicais
internacionais, a CSI e a Federação Sindical Mundial (FSM).
No Brasil, CUT, Força Sindical e UGT são filiadas à CSI,
enquanto CGTB e CTB são filiadas à FSM.
"A manifestação resgatará um princípio
fundamental da OIT que, em nosso país, se traduz na defesa da
redução da jornada de trabalho sem redução
de salário, ampliação da oferta do primeiro emprego
e de qualificação ao jovem, garantia de emprego digno com
carteira assinada, respeito à organização sindical
- com liberdade e autonomia, combate ao trabalho infantil e escravo,
defesa da Previência pública e universal, igualdade de direitos
para as mulheres e contra todo e qualquer tipo de discriminação",
declarou João Antonio Felício, secretário de Relações
Internacionais da CUT e vice-presidente regional da CSA.
Segundo João Felício, "a pressão que estará sendo
produzida nas ruas, somando mulheres, juventudes, negros e todos os segmentos, é para
que o crescimento da economia brasileira se materialize em desenvolvimento
social, com ampliação de conquistas que representem melhor
qualidade de trabalho e de vida para quem gera a riqueza e a pujança
da nação".
Para Denise Motta Dau, secretária nacional de Organização
da CUT, entre as bandeiras principais da Jornada encontram-se a ratificação
das Convenções da OIT, a 151 – que garante o direito à negociação
coletiva no seviço público – e a 158 – que
coíbe a demissão imotivada.
"São medidas que apesar do governo brasileiro ter enviado
ao Congresso Nacional no mês de fevereiro, ainda não foram
ratificadas e é fundamental que o movimento sindical amplie apoios
na sociedade para torná-las realidade", acrescentou.
Terceirização
Denise sublinhou também a importância da luta contra a
terceirização e a precarização, por respeito à organização
sindical, contra o trabalho infantil e escravo, por igualdade de direitos
para as mulheres e pela valorização dos serviços
e dos servidores como reivindicações que dialogam com o
dia-a-dia dos trabalhadores e trabalhadoras.
Para o representante da Força Sindical na reunião, Ortelio
Palacio, "o momento é de unidade e mobilização
das centrais brasileiras e internacionais, pois a implementação
da agenda nacional do trabalho decente necessitará de muita pressão".
Ortelio enfatizou o empenho dos forcistas nesta reta final, "para
termos uma manifestação pujante".
União
O representante da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Wagner
José de Souza, destacou a importância de envolver o conjunto
das centrais em todos os estados, para que a Jornada cumpra com o seu
papel de levar aos mais distantes rincões do País o clamor
da classe. "Precisamos envolver a todos, sem exceção,
fazendo com que o trabalhador seja ouvido em suas reivindicações",
frisou.
A secretária de Relações Internacionais da Central
Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Maria Pimentel, defendeu que é preciso
resgatar os inúmeros avanços conquistados no último
período e a necessidade de pressionar para que a legislação
seja cumprida, "garantindo a ampliação das carteiras
assinadas e o fortalecimento da Seguridade Social e da Previdência
Pública". "Ao somar também as centrais sindicais
internacionais, a mobilização aponta para novas lutas e
vitórias em nosso continente, que precisa desta unidade",
ressaltou.
Em nome da executiva nacional da Central
dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Gilda Almeida declarou
que a luta unitária contribuirá de
forma decisiva para garantir que seja cumprida a atual legislação
e penalizados os que a desrespeitam. "Os empresários têm
que obedecer a lei e o Estado tem o dever de fiscalizar, para acabarmos
de vez com mazelas como o trabalho infantil e escravo", disse Gilda,
sublinhando que a unidade FSM e CSI "descortina um horizonte de
vitórias para a classe operária internacional".
Na capital paulista, o
ato foi convocado para as 10 horas do dia 10, na Praça Ramos,
de onde os manifestantes sairão em passeata
até a Delegacia Regional do Trabalho.
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FOLHA DE SÃO PAULO, 06
de outubro de 2008 | Brasil
Após Constituição,
Estado incha e renda sobe pouco
Brasil elevou gastos públicos, mas expansão do PIB ficou
abaixo da média global | O ambicioso modelo de seguridade desenhado
no texto constitucional passou a pesar sobre o Orçamento após
o fim da hiperinflação
GUSTAVO PATU
FERNANDA ODILLA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Nos 20 anos que se seguiram à Constituição, a economia
mundial dobrou de tamanho, mas o Brasil esteve longe de acompanhar o
ritmo: o aumento da renda nacional não passou dos 60% e, mantido
o desempenho médio do período, levará mais uma década
para completar os 100%. Nos 20 anos anteriores ao texto constitucional,
a economia do país teve expansão de 260%.
Em contraste, o Estado brasileiro, em receitas e despesas de todos os
níveis da administração pública, cresceu
a velocidade poucas vezes observada em países democráticos
em tempos de paz. Tornou-se, praticamente sem concorrência, o maior
do mundo emergente.
Com a carga tributária na casa dos 36% do PIB (Produto Interno
Bruto), o Brasil ostenta hoje um gasto público que, como proporção
de sua economia, se compara à Europa de tradição
social-democrata -ainda que, por falta de PIB, a qualidade dos serviços
esteja longe dos padrões do Bem-Estar Social europeu.
Nas outras principais economias latino-americanas, México, Chile
e Argentina, a arrecadação varia de um quinto a um quarto
da renda nacional. Nas duas maiores economias do mundo, EUA e Japão,
o percentual não se afasta muito dos 25%. Esse patamar era mantido
no Brasil desde o final da década de 60, até a disparada
da carga após a redemocratização.
Trata-se do resultado do ambicioso modelo de seguridade desenhado no
texto constitucional: saúde de alcance universal, previdência
e assistência social vinculadas a um salário mínimo
capaz de atender às necessidades básicas de todos os trabalhadores;
todas essas despesas em um Orçamento à parte, com receitas
exclusivas.
As diretrizes constitucionais ganharam regulamentações
igualmente generosas, como a Loas (Lei Orgânica da Assistência
Social) e a emenda 29, que passou a corrigir gastos da saúde conforme
variação anual do PIB. O salário mínimo teve
seguidas políticas de valorização.
De início, as responsabilidades criadas pela Constituição
foram parcialmente neutralizadas pela inflação de quatro
dígitos que só foi eliminada em 1994. Como o valor da moeda
era corroído a cada dia, bastavam algumas semanas para que novos
encargos deixassem de pesar no Orçamento. Ainda assim, o gasto
da União cresceu de 13,7% para 16,2% do PIB na primeira metade
dos anos 90.
Após o sucesso do Plano Real, a primeira resposta do governo Fernando
Henrique Cardoso às pressões por despesas foi o endividamento,
o que permitiu manter a carga tributária estável até 1998.
Naquele ano, porém, a crise financeira internacional detonada
pela moratória da Rússia encerrou os anos de crédito
fácil e obrigou o país a iniciar política de aperto
fiscal preservada até hoje -e baseada não em corte de gastos,
mas em aumento da receita.
O país conseguiu o que se prometia a redução da
pobreza e da desigualdade. Segundo dados do Ipea (Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada), os pobres, 42% da população
em 1988, haviam caído a 23% no ano passado. Mais difícil,
porém, é relacionar o resultado diretamente ao gasto público.
Estudo publicado pelo Banco Mundial em 2007 mostra que a queda da pobreza
após a ditadura foi bem mais lenta que no conjunto dos países
em desenvolvimento (China, Índia e Chile). A desigualdade, medida
pelo Índice de Gini (de 0 a 1), caiu de 0,616 em 1988 para 0,556
em 2007, segundo o Ipea.
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CONGRESSO
EM FOCO, 06 de outubro de 2008
Entenda a voz das urnas
Disputa nas principais cidades aponta grande
número de prefeitos
reeleitos, ascensão de PT e PSDB e prenuncia conflitos na base governista
no 2º turno
Edson Sardinha, Lúcio
Lambranho e Sylvio Costa
Antes do segundo turno, que será disputado no próximo
dia 26 em 29 municípios, é impossível tirar conclusões
definitivas sobre os resultados das eleições municipais.
Mas, de acordo com levantamento feito pelo Congresso em Foco (veja
o resultado nas capitais e nos municípios com mais de 200 mil eleitores),
a votação de ontem (domingo, 5) já emitiu sinais
importantes. Alguns deles:
1) O governo enfrentará o governo em 15 dos 29 municípios
em que haverá segundo turno.
Partidos da base governista estarão de lados opostos na maioria
das cidades em que os eleitores serão chamados novamente às
urnas. O confronto governo X governo ocorrerá, inclusive, em algumas
das maiores metrópoles brasileiras, como Belo Horizonte, Salvador
e Porto Alegre. Em sete cidades, o PT participará desse enfrentamento.
Seus adversários mais freqüentes serão o PMDB e o
PSB.
2) Prefeitos se reelegem em 36 dos 79 principais
colégios eleitorais.
Dos 79 principais colégios eleitorais do país, formados
pelas 26 capitais de estados e pelas cidades com mais de 200 mil eleitores,
50 definiram ontem seus novos prefeitos e não precisarão
realizar segundo turno. Dessas 50 cidades, nada menos que 36 (72%) reelegeram
os atuais prefeitos. Em boa parte dos 14 municípios restantes,
os eleitos ontem são ex-prefeitos. Números que sinalizam
uma mensagem duplamente eloqüente: a força eleitoral de quem
detém a máquina e o peso da continuidade/experiência
nas escolhas dos eleitores.
3) PT, o grande vitorioso do primeiro turno.
O PT venceu em 13 dos 79 principais colégios eleitorais. E ainda
irá para o segundo round da batalha eleitoral em 15 cidades. O
partido, que hoje possui 17 prefeitos nesses municípios, poderá (pelo
menos em tese) conquistar até 28 prefeituras nos grandes centros
urbanos. Ressalte-se, porém, que a sorte final do PT vai ser selada
no segundo turno, quando estará em jogo o destino da maior cidade
brasileira. Lá, vale acrescentar, a petista Marta Suplicy começou
mal a disputa, chegando atrás de Gilberto Kassab (DEM).
4) PMDB em ascensão
O PMDB, que atualmente governa 14 dos 79
municípios citados,
poderá passar a administrar 21. Já garantiu a eleição
de dez prefeitos das grandes cidades.
5) Demais partidos
A anunciada sentença de morte do DEM não se confirmou.
Apesar de ter ficado fora da disputa em Salvador, o partido assegurou
a vitória, no primeiro turno, em quatro grandes municípios
e chegou na dianteira na mais rica e populosa cidade brasileira. Além
de São Paulo, disputará o segundo turno – também
contra o PT – em Joinville, maior colégio eleitoral de Santa
Catarina.
Apesar do crescimento do PT e do PMDB nos
grandes centros, o PSDB soube manter seu naco de poder nas maiores
cidades. Em nove delas, garantiu
a ontem a vitória. Em outras dez, disputará o segundo turno.
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AGÊNCIA CÂMARA, 06 de outubro
de 2008
Eleições
Deputados vencem em 13 cidades; 14 ainda
estão em disputa
Dos 93 deputados que disputaram as eleições municipais neste
domingo (5), 13 foram eleitos no primeiro turno e 14 disputarão
o segundo turno, marcado para o dia 26 de outubro, nas cidades com mais
de 200 mil eleitores. Destes, 10 encabeçam a chapa e quatro concorrem
pela vice-prefeitura. Metade dos que estão no segundo turno enfrentará o
atual ocupante da prefeitura.
O número de deputados candidatos nesta eleição
superou a marca de 2004, quando 85 parlamentares enfrentaram as urnas.
Naquele ano, 11 conseguiram eleger-se já no primeiro turno.
Nos resultados deste domingo, o PT conseguiu
o maior número de
prefeituras (3), seguido do PMDB, PR e PSB (2 cada um). O partido do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva era o que possuía
o maior número de deputados candidatos (17).
Os eleitos tomarão posse no dia 1º de janeiro de 2009 e
as vagas ocupadas por eles na Câmara serão preenchidas pelos
suplentes. (Veja
como é definido o suplente). Para os que disputarão
o segundo turno, as campanhas serão retomadas nesta terça
(7). O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão
recomeça no próximo dia 13.
As eleições deste ano foram marcadas pelo clima de tranqüilidade.
Cerca de 128,9 milhões de brasileiros estiveram aptos a votar
no dia de ontem, que também marcou os 20 anos da promulgação
da Constituição Federal. Confira a relação
dos deputados eleitos e dos que disputarão o segundo turno.
Reportagem
- Janary Junior
Edição - Patricia Roedel


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FOLHA DE SÃO PAULO, 06
de outubro de 2008 | Brasil
Balanço nacional
Congressistas sofrem
maior revés nas "bases" desde
1996
71,6% dos 92 deputados e 3 senadores que
concorriam a vaga municipal naufragaram | Dos 13 candidatos do Congresso
vitoriosos, 3 são
do PT; PMDB, PR e PSB têm 2 cada um, e os outros são de
PSDB, PDT, DEM e PC do B SILVIO NAVARRO
DO PAINEL
Os 95 congressistas que se afastaram
para tentar cadeira de prefeito ou vice nas eleições municipais deste ano amargaram a
pior derrota percentualmente nas suas "bases" desde 1996,
segundo resultados do primeiro turno totalizados pela Justiça
Eleitoral.
Dos 92 deputados e três senadores que tentaram trocar Brasília
pela máquina municipal, 68 (71,6%) naufragaram. Outros 14 disputarão
o segundo turno e 13 foram eleitos -serão substituídos
pelos suplentes.
Dos 13 vitoriosos, o PT tem três; PMDB, PR e PSB têm dois
cada um, e os outros são do PSDB, PDT, DEM e PC do B.
A derrota foi acachapante para o trio de senadores que concorreram
nas capitais: Marcelo Crivella (PRB), no Rio de Janeiro, Patrícia
Saboya (PDT), em Fortaleza, e Almeida Lima, (PMDB) em Aracaju, todos
alijados do segundo turno.
Desses três, a maior derrocada foi a de Crivella, que chegou
a liderar as pesquisas na corrida eleitoral no Rio, mas acabou ultrapassado,
primeiro por Eduardo Paes (PMDB), depois por Fernando Gabeira (PV),
na reta final. Tanto Patrícia quanto Almeida Lima disputaram
contra candidatos da máquina municipal que acabaram liquidando
a fatura ontem.
Dos deputados que avançaram ao segundo turno, pelo menos três
disputam prefeituras centrais na geografia política do país:
Walter Pinheiro (PT) em Salvador, Maria do Rosário (PT) em Porto
Alegre e Leonardo Quintão (PMDB) em Belo Horizonte. Todos eles
enfrentam o candidato da máquina daqui a três semanas.
Em São Paulo, Aldo Rebelo (PC do B) concorre como vice de Marta
Suplicy (PT), mas a cadeira ganha importância se a petista vencer
a eleição e resolver tentar o governo ou a presidência
daqui a dois anos.
A apuração não havia sido concluída em
São Bernardo até a conclusão desta edição,
o que deixa em aberto a possibilidade de o deputado Frank Aguiar (PTB)
ser eleito vice na chapa de Luiz Marinho (PT).
Na lista de derrotados na Câmara, o nome mais expressivo é o
do deputado ACM Neto, líder do DEM na Câmara, que chegou
a liderar as pesquisas de intenção de voto em Salvador,
mas ficou fora da disputa.
Retrospecto
Em 2004, o desempenho dos parlamentares (85 deputados e 5 senadores)
no primeiro turno foi melhor (66,6% foram derrotados) -12 foram eleitos,
18 avançaram para o segundo turno e 60 sucumbiram.
Em 2000, o percentual de derrota dos 95 congressistas que tentaram
a eleição para o Executivo municipal foi de 65,2%: 21
foram eleitos já na rodada inicial e 12 disputaram o segundo
turno. Quatro anos antes, o revés foi de 58,6%: 121 foram às
urnas, e 33 se elegeram na rodada inicial. Outros 17 foram ao segundo
turno.
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FOLHA
DE SÃO PAULO, 06 de outubro de 2008 | Brasil
Prefeitos de capitais vencem
ou vão para o segundo turno
Atuais administradores já foram reeleitos
em 12 das 20 capitais onde concorreram Os
candidatos à reeleição
atropelaram adversários
e garantiram vitória no primeiro turno em 12 das 20 capitais em
que concorreram. Nas outras oito, os atuais administradores asseguraram
vaga no segundo turno.
A alta taxa de reeleição é, desde já, uma
das marcas de 2008. Em 2004, só cinco prefeitos renovaram o mandato.
Neste ano, nenhum foi derrotado até agora. Dos 8 candidatos que
foram para o segundo turno, 7 tiveram mais votos que o segundo colocado.
Dos 5 prefeitos petistas, 4 conseguiram se reeleger em primeiro turno:
Luizianne Lins em Fortaleza, João Coser em Vitória, Roberto
Sobrinho em Porto Velho e Raimundo Angelin em Rio Branco. Raul Filho,
de Palmas, disputará o segundo turno.
O PSDB manteve o poder em 2 capitais das 3 que governa: Beto Richa venceu
em Curitiba, e Silvio Mendes, em Teresina. Em Cuiabá, o partido
foi para o segundo turno com Wilson Santos.
LETÍCIA SANDER
ALAN GRIPP
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Na vitória mais apertada com 100% das urnas apuradas, a petista
Luiziane Lins garantiu com, 50,16% dos votos válidos, mais um
mandato em Fortaleza. Em Aracaju (SE), também com placar apertado,
Edvaldo Nogueira (PC do B) venceu Mendonça Prado (DEM) com 51%
contra 21%.
Em Vitória, João Coser (PT) obteve 65% dos votos, contra
31% de Luciano Rezende (PPS).
Outros três candidatos já haviam garantido vitória
antes mesmo da totalização dos votos pelo Tribunal Superior
Eleitoral.
Em Porto Velho, com 98% das urnas apuradas, o petista Roberto Sobrinho
tinha 59% dos votos válidos. Em Goiânia, o prefeito Íris
Rezende (PMDB) tinha 73% dos votos com 80% dos votos válidos.
Em Boa Vista, Iradilson Sampaio (PSB), ganhava com 54,38%, com 86% das
urnas apuradas.
Outros dois candidatos à reeleição estavam muito
próximo de obter o mesmo feito, de acordo com os dados disponibilizados:
Nelsinho Trad (PMDB), em Campo Grande, e Sílvio Mendes (PSDB),
em Teresina.
Definição
Até às 20h30, havia possibilidade de a disputa se definir
no primeiro turno em outras três capitais: Recife (PE), Cuiabá (MT)
e Rio Branco (AC).
No início da noite, o prefeito de Palmas (TO), Raul Filho, e o
de Florianópolis, Dário Berger (PMDB), já haviam
assegurado vaga no segundo turno contra Marcelo Lélis (PV), e
outros três prefeitos estavam muito próximos, sempre de
acordo com a apuração oficial: Gilberto Kassab (DEM), em
São Paulo; José Fogaça (PMDB), em Porto Alegre;
e João Henrique (PMDB), em Salvador.
Além de se beneficiarem dos bons ventos da economia, os atuais
prefeitos foram contemplados com um reforço no caixa, em comparação
com 2004.
A receita corrente nas capitais chegou à média de R$ 59,6
bilhões em 2007- em 2004, era de R$ 41 bilhões.
Um exemplo: Cícero Almeida (PP), candidato à reeleição
em Maceió, teve em 2007, 60,5% a mais de receita em relação
a 2004. Até o início da noite, Almeida tinha o placar mais
dilatado das capitais.
Isso pode explicar, em parte, o grande número de reeleições
nas principais cidades do país. O uso da máquina na hora
de fazer campanha também é apontado como uma vantagem para
quem ocupa o cargo.
Nas seis capitais em que o prefeito não disputa a reeleição,
em quatro o candidato da oposição à atual administração
estava na dianteira, de acordo com os dados divulgados até 20h.
Em Belo Horizonte e em Recife, o atual prefeito apóia o líder
nas pesquisas.
PT
Dos 9 prefeitos oficialmente reeleitos, 3 são do PT (João
Coser, em Vitória; e Raul Filho, em Palmas; e Roberto Sobrinho,
em Porto Velho), 1 do PMDB (Iris Rezende, em Goiânia), um do PSDB
(Beto Richa, em Curitiba), 1 do PC do B (Edvaldo Nogueira, em Aracaju),
2 do PSB (Ricardo Coutinho, em João Pessoa, e Iradilson Sampaio,
em Boa Vista), um PP (Cícero Almeida, em Maceió).
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FOLHA
DE SÃO PAULO, 06 de outubro de 2008 | Brasil
PT, PMDB e PSDB dominam
capitais e maiores cidades
FERNANDO RODRIGUES
SIMONE IGLESIAS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Passado o primeiro turno, PT, PMDB e PSDB são os maiores vencedores
nas 26 capitais e nos 53 municípios com mais de 200 mil eleitores,
o chamado G79 -um universo de 46.819.495 eleitores, o equivalente a 36,4%
do total dos habilitados a votar para prefeito.
Com apuração definida em 77 das 79 cidades no final da
noite de ontem, o PT havia garantido 13 cidades e disputará o
segundo turno em outras 15. O PMDB venceu nove primeiros turnos e está na
disputa final em mais dez. O PSDB teve desempenho idêntico: nove
primeiros turnos e dez segundos.
No pelotão seguinte aparecem embolados quatro partidos, pela ordem:
PSB, DEM, PP e PDT. Na parte de baixo da tabela no G79 estão cinco
siglas que podem, no total, chegar a dois ou três desses municípios
cada se vencerem as disputas em que estão no segundo turno: PPS,
PC do B, PR, PTB e PV.
É
importante ressaltar que esses números se referem apenas a 77
dos municípios do G79. Até por volta da 1h da manhã de
hoje, havia ainda dúvida sobre o resultado final de Belém
e Ananindeua, ambas no Pará.
O bom desempenho da trinca PT, PMDB e PSDB já estava previsto
nas pesquisas de opinião. Esse grupo de partidos hegemônicos
nos grandes centros tinha nos últimos anos a presença do
DEM. Mas a direção da sigla já estava preparada
para queda no número de prefeitos. A redução é em
parte compensada pela possibilidade de sucesso em SP, com Kassab.
Se ganhar todas as disputas para os quais está qualificado, o
PT poderá governar no ano que vem até 19,8 milhões
de eleitores em cidades do G79. Em pelo menos 11 segundos turnos, o PT
passou à rodada final na primeira colocação.
O PMDB está em segundo lugar quando se trata de eleitores governados
no ano que vem. Poderá administrar até 13,8 milhões
de eleitores nas grandes cidades. O PSDB também elegeu muitos
prefeitos nesse universo, mas em cidades menores, e terá, no máximo,
8,3 milhões sob sua administração.
Os tucanos estão fora das grandes capitais do país. A maior
cidade sob a égide do PSDB é Curitiba (PR), a sexta maior
em número de eleitores, com a reeleição de Beto
Richa. O desempenho nas urnas do partido deve melhorar quando surgirem
os resultados finais do interior de São Paulo.
Sobre o PMDB o fato mais notável é que o partido é o único
a estar presente nas três decisões mais importantes em segundo
turno. Há um peemedebista em cada uma das capitais do chamado "Triângulo
das Bermudas", composto por São Paulo, Rio e Belo Horizonte.
Os peemedebistas Leonardo Quintão e Eduardo Paes estão
no páreo em Belo Horizonte e no Rio. Em São Paulo, o partido
está na chapa do DEM, pois indicou Alda Marco Antonio para vice
de Gilberto Kassab. No caso fluminense, já era esperada a passagem
para o segundo turno do ex-tucano e hoje peemedebista Eduardo Paes.
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CONGRESSO EM FOCO, 06 de
outubro de 2008
TSE admite falha em divulgação
de resultados
Tribunal reconhece que subdimensionou estimativa
de acessos ao seu site, equívoco que prejudicou divulgação de números
em tempo real
Mário Coelho
A
eleição municipal deste domingo foi marcada por uma
série de problemas técnicos do Tribunal Superior Eleitoral
(TSE). Um deles foi a transferência de dados aos veículos
de imprensa cadastrados como parceiros na divulgação dos
resultados.
Tanto que o Congresso em Foco decidiu tirar
do ar o link com o TSE para a divulgação em tempo real dos resultados das eleições.
O sistema, que apresentou lentidão e muitas falhas na transferência
de dados desde as 17h, chegou a sair do ar às 18h17, só voltando
a funcionar – ainda com problemas – às 19h30.
O secretário de Tecnologia e Informação do TSE,
Giuseppe Dutra, disse que ainda não sabe o que ocasionou o problema
de transferência de dados. E que somente durante a semana a equipe
técnica do tribunal saberá qual foi o motivo da falha.
Mas reconheceu que o sistema não resistiu ao elevado número
de visitantes que acessaram, direta ou indiretamente, o site do TSE.
O próprio site do TSE esteve fora do ar e com navegação
lenta por vários momentos. O secretário de Tecnologia e
Informação afirmou que o tribunal estimou em 3 mil acessos
simultâneos a audiência durante as eleições.
Mas esse número chegou a 5 mil. "Nós quadruplicamos
o nosso potencial, mas a estimativa foi superada", explicou.
Também houve problema na contagem dos votos da cidade de São
Paulo. No momento da transmissão dos relatórios das urnas,
o sistema do tribunal ficou sobrecarregado. Eles entraram com uma velocidade
além da esperada. Dessa maneira, os eleitores paulistanos não
conseguiam acompanhar os resultados pela internet (leia
mais).
Até as urnas eletrônicas deram problema. Em Goiânia,
cerca de 60 tiveram incompatibilidade com a impressora dos votos (leia
mais). Elas eram de um modelo mais antigo, de 1998. Isso atrasou a votação
na capital goiana, que só terminou à noite. O mesmo aconteceu
em Recife. As duas maiores seções eleitorais da cidade
tiveram problemas e os eleitores precisaram de senhas para votar (leia
mais).
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FOLHA
DE SÃO PAULO, 06 de outubro de 2008 | Brasil
JUSTIÇA ELEITORAL
Balanço do TSE aponta que eleição custou R$ 462
milhões
DA FOLHA ONLINE, EM BRASÍLIA
As eleições municipais deste ano custaram cerca de R$
462 milhões aos cofres públicos, um acréscimo
de R$ 112 milhões em relação à disputa
de 2004.
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Carlos Ayres Britto,
disse que o aumento nos gastos é conseqüência do
maior número de urnas eletrônicas em todo o país
-462 mil contra 389 mil em 2004-, além do reforço da
segurança no Rio de Janeiro, que custou R$ 31 milhões.
Britto reconheceu que o aumento nos gastos, no entanto, não
evitou problemas em urnas eletrônicas em vários Estados.
Em Goiânia, o TSE registrou problemas em pelo menos 150 urnas.
Algumas tiveram que ser substituídas pelo processo manual, o
que provocou a prorrogação do horário de votação.
"
A substituição da urna eletrônica pela convencional,
isso é absolutamente previsível, pode ocorrer. O número
não foi grande. Se houve aqui ou ali um desempenho aquém
do que poderia ser, corrigiremos isso para 2010", disse
Britto.
O ministro informou que o plenário do TSE vai realizar "sucessivas
sessões extraordinárias" nos próximos dias
para julgar os recursos dos candidatos que tiveram o registro indeferido
em primeira instância e irão disputar o segundo turno
das eleições.
Britto viu um irmão seu, Paulo Britto (PT) ser reeleito prefeito
na cidade de Propriá (SE). "Eu não sou hipócrita,
particularmente fiquei muito feliz. Mas eu asseguro que não
interferi em absolutamente nada", disse.
Internet
Além de problemas em urnas eletrônicas, o TSE também
registrou lentidão no site de divulgação dos resultados
da disputa eleitoral. O secretário de tecnologia do tribunal,
Giuseppe Janino, disse que o elevado número de acessos acabou
congestionando o sistema -mesmo com o aumento em quatro vezes da sua
capacidade.
"
Isso vai servir de experiência para que, na próxima, façamos
previsão mais realista. Estávamos com mais de cinco mil
acessos simultâneos, isso é totalmente acima de qualquer
expectativa."
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AGÊNCIA DIAP, 06 de outubro de 2008
CASA PRÓPRIA
Pobres poderão ter registro
e escritura de imóvel gratuitos
A Comissão de Constituição,
Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado vai apreciar, nesta quarta-feira
(8), uma pauta extensa composta de 27 proposições. Entre
as proposições, destacam-se a proposta de isenção
de escritura e registro de imóveis para pessoas comprovadamente
pobres e a que proíbe o contingenciamento de recursos da Seguridade
Social.
A primeira iniciativa é a
PEC 55/05, do senador José Maranhão (PMDB/PB), que determina
que pessoas "comprovadamente pobres" poderão ficar
isentas do pagamento de despesas para lavrar ou registrar escritura
de imóvel. Esse imóvel, entretanto, deverá ser
destinado exclusivamente para habitação e também
ser a única moradia da família.
A relatora da matéria
na CCJ, senadora Lúcia Vânia (PSDB/GO), apresentou voto
favorável observando que as despesas referentes ao processo
de lavratura de escrituras representam "verdadeiro obstáculo
imposto aos compradores de imóveis de baixa renda".
Seguridade Social
Já a PEC 24/03, do senador
Paulo Paim (PT/RS), visa proibir o bloqueio ou o contingenciamento
de dotações destinadas à Seguridade Social no
Orçamento da União. Para Paim, esses cortes têm
causado "enormes prejuízos à população
brasileira e retardado o resgate da gigantesca dívida social" do
País. O relator da proposta, senador Valter Pereira (PMDB/MS),
apresentou voto favorável à proposta.
Paim também é o
autor da PEC 23/08, que determina a aprovação pelo Senado,
por maioria absoluta, "de operações de compra ou
arrendamento, por pessoas físicas ou jurídicas estrangeiras,
e por pessoas jurídicas brasileiras de capital estrangeiro,
de propriedades rurais localizadas na Amazônia Legal".
A proposta também determina
o confisco de propriedades rurais da Amazônia Legal onde tenha
havido desmatamento. O relator da proposta, senador Marco Antônio
Costa (DEM/TO), apresentou, no entanto, voto contrário à iniciativa.
Aprovadas na CCJ, as PECs seguem
para votação em plenário, onde cabe recurso para
que sejam lá votadas mesmo em caso de rejeição
pela Comissão.
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NCST, 06 de outubro de
2008
Repercussão geral
e súmulas vinculantes diminuem o número de processos
no STF
Vinte anos depois da promulgação da Constituição
e de alteradas as competências do Supremo Tribunal Federal, a mais
alta Corte do País já pode perceber os resultados das medidas
adotadas para conter o grande volume de ações – a maioria
recursos extraordinários e agravos de instrumento – que chegam
ao Tribunal todos os anos. Essa "racionalização" dos
processos foi prevista pela Emenda Constitucional 45, publicada em 31
de dezembro de 2004.
A mudança no texto da Constituição possibilitou
a edição de súmulas vinculantes – elas já são
treze –, nas quais o STF firma o seu entendimento sobre uma matéria – e
a decisão passa a ser de observância obrigatória
em toda a administração pública e no Judiciário.
Dessa forma, não são recebidas ações e recursos
sobre assunto já sumulado com efeito vinculante. Entre as súmulas
publicadas, estão as que proíbem atrelar benefícios
ao salário mínimo, usar algemas em presos não-perigosos
e empregar parentes próximos em órgãos públicos
(nepotismo).
Outra medida da emenda que está reduzindo o volume de processos
e dará mais celeridade ao Tribunal é a obrigatoriedade
de se comprovar repercussão geral como critério para admissão
do processo. Se o caso interessar somente às partes (autor e réu
da ação), sem ter efeitos para a população
brasileira, o recurso extraordinário nem será avaliado
pelo STF.
Em recente visita ao STF, o ministro aposentado
Sepúlveda Pertence
disse acreditar que a Súmula Vinculante e a Repercussão
Geral serão usados com sabedoria, no intuito de dar mais funcionalidade à Corte.
Sobre o número de emendas constitucionais já aprovadas
(foram 56 modificações e outras seis de revisão
em 20 anos), Pertence frisou que “a implantação de
Constituição é sempre uma obra inacabada que prosseguirá sendo
realizada sob a guarda do Supremo”.
Excesso de ações
Em 1940, foram a julgamento 1.807 ações, sendo que, no
mesmo período, 2.419 foram protocoladas. Contudo, ano a ano o
número de processos recebidos pelo Supremo aumenta, e, com ele,
o hiato entre os recebidos e julgados – já que o número
de magistrados permanece o mesmo.
A década de 90 foi a de maior salto em número de processos.
Em 1990, foram protocolados 18.564 e julgados 16.449. Nove anos depois,
entraram na Corte 68.369 ações e houve julgamentos em 56.307. É de
2006 o recorde de processos protocolados: 127.535, sendo 110.284 julgados.
Graças à exigência
de repercussão geral e às
edições de súmulas vinculantes, o tempo até a
decisão deve diminuir gradativamente a partir deste ano. MG/LF
- STF.
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GAZETA DO POVO, 06 de outubro
de 2008 | Economia
Montadoras
GM e Fiat darão férias
coletivas a 10 mil trabalhadores
No
dia em que o pacote de ajuda às
instituições financeiras foi aprovado nos Estados Unidos,
duas montadoras brasileiras, a General Motors e a Fiat anunciaram férias
coletivas para mais de 10 mil trabalhadores. A medida envolve três
fábricas da GM (São Caetano do Sul, São José dos
Campos e Mogi das Cruzes) e a única unidade da Fiat em Betim (MG).
A produção será suspensa ou reduzida a partir de
meados deste mês.
A GM não divulgou o motivo das férias, dando margem à especulações
de queda de demanda por causa da crise internacional, que já está refletindo
em aumento de juros e redução de prazos de financiamentos
para veículos no Brasil. A Fiat informou ter decido dividir a
parada que normalmente ocorre no fim do ano em duas etapas para evitar
que toda a produção seja suspensa de uma vez.
Na fábrica da GM de São Caetano, toda a produção
será suspensa entre os dias 20 e 29. Vão ficar em casa
mais de 6 mil trabalhadores e deixarão de ser produzidos os modelos
Corsa, Astra e Vectra. No mesmo período, serão dispensados
os funcionários da unidade de Mogi das Cruzes, responsável
pela produção de peças, onde trabalham cerca de
600 pessoas. Na filial de São José, entre 1,7 mil e 2 mil
funcionários ficarão em férias de 20 de outubro
a 2 de novembro.
A Fiat vai dar férias a 1,7 mil dos seus 15 mil funcionários
em Betim (MG), o que deve resultar numa redução de pouco
mais de 10% na produção de todos os modelos da marca, de
mais de 3 mil unidades ao dia. "Decidimos dividir as paradas em
duas etapas justamente para garantir a manutenção de parte
da produção no fim do ano", informou um porta-voz
da montadora. Os funcionários ficarão sem trabalhar entre
10 e 30 dias. As informações são do jornal O Estado
de S. Paulo.
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AGÊNCIA CUT, 06 de setembro
de 2008
Empresas omitiram 138,9
mil acidentes de trabalho em 2007, diz Previdência
Por: CNM/CUT com informações
do G1
O anuário da Previdência Social divulgado na quinta-feira
(2) aponta que as empresas deixaram de comunicar 138,9 mil casos de acidentes
de trabalho no ano de 2007. De acordo com as empresas, ocorreram no ano
514,1 mil acidentes. Exames feitos em contribuintes, no entanto, elevaram
o número para 653 mil, uma diferença de 21,2%.
A diferença entre os números se deve ao chamado "nexo
técnico epidemiológico", que foi adotado pela Previdência
Social no ano passado. O objetivo é tornar mais confiáveis
as estatísticas sobre acidentes de trabalho, que antes dependiam
apenas das comunicações das empresas. Para isso, são
feitos exames rigorosos nos contribuintes da Previdência que solicitam
auxílio-doença. Por meio destes exames se constatou a diferença
entre os números.
O secretário de Políticas de Previdência Social
do Ministério, Helmut Schwarzer, explica que em alguns casos as
empresas não consideraram tendinites como Lesões por Esforço
Repetitivo (LER). Ele citou ainda casos de doenças pulmonares
em trabalhadores que atuavam junto a serragens. São estes tipos
de doença que passaram a contar agora nas estatísticas
como acidente de trabalho. "Nosso objetivo é combater a subnotificação
e dar mais transparência às estatísticas nestes casos",
disse Schwarzer.
Auxílio-doença
O balanço divulgado pelo ministério aponta uma redução
na concessão de auxílios aos contribuintes, sobretudo do
auxílio-doença. Além dos 138,9 mil casos que passaram
a ser registrados como acidente de trabalho, houve uma redução
de 222,2 mil nos benefícios concedidos nesta rubrica. Ao todo,
em 2006 foram concedidos 2,2 milhões de auxílios, contra
1,8 milhões no ano de 2007.
O ministro da Previdência, José Pimentel, atribui a redução à maior
fiscalização da pasta e exames mais rígidos para
a concessão do auxílio-doença. O ministério
divulgou ainda que foram cassados, em 2007, 24 mil benefícios
da Previdência Social por fraudes. De acordo com Pimentel, as fraudes
foram identificadas pelo censo previdenciário e por forças-tarefas
feitas pelo órgão.
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AGÊNCIA
DIAP, 06 de outubro de 2008
CONTA-SALÁRIO
Trabalhador poderá escolher banco
para receber pagamento
A Comissão de Assuntos Sociais
(CAS) voltou a agendar para a reunião desta quarta-feira (8),
a partir das 11h, a apreciação
de substitutivo a projetos de lei que garantem ao empregado o direito
de escolher o banco e a agência em que prefere receber seu salário.
De autoria dos senadores Aloizio Mercadante
(PT/SP) e Romeu Tuma (PTB/SP), os projetos de lei do Senado (PLS) 340/04
e 176/04 foram reunidos num único
texto, que será apreciado de forma terminativa, seguindo diretamente
para a Câmara dos Deputados, sem a necessidade, portanto, de exame
pelo plenário do Senado, a não ser em caso de recurso.
Tuma e Mercadante buscaram
alterar a legislação em vigor,
pela qual é o empregador quem determina o banco e a agência
da conta-salário, o que configuraria uma restrição à liberdade
individual. Levantamento feito pelos autores dos projetos mostra que
nos países mais desenvolvidos é o empregado quem escolhe
o banco e a agência de sua preferência.
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AGÊNCIA DIAP, 06 de outubro
de 2008
PERÍCIA MÉDICA
Aposentadoria por invalidez poderá ter
novas regras de exame médico-pericial
A
Comissão de Assuntos Sociais (CAS) reúne-se, nesta quarta-feira
(8), a partir das 11h, para votar, entre outras matérias, substitutivo
do senador Antônio Carlos Valadares (PSB/SE) ao projeto (PLS 302/07),
do senador Paulo Paim (PT/RS), que isenta o aposentado por invalidez,
com idade igual ou superior a 60 anos, de se submeter a exame médico-pericial.
No substitutivo, Valadares acrescenta à proposta de Paim dispositivo
segundo o qual a isenção não se aplica quando o
exame tem a finalidade de verificar a necessidade da assistência
permanente de outra pessoa para a concessão de acréscimo
de 25% sobre o valor do benefício, previsto no artigo 45 da Lei
8.213/91.
A isenção também não se aplica, de acordo
com a proposta alternativa de Valadares, quando o exame é necessário
para verificar a recuperação da capacidade de trabalho,
mediante solicitação do aposentado ou pensionista que se
julgar apto para tanto. Outro caso em que a isenção não
vale é quando há necessidade do exame para subsidiar autoridade
judiciária na concessão de curatela, prevista no artigo
110 da mesma lei.
Paim afirma, na justificação do projeto, que o primeiro
decreto originado da Lei 8.213/91, que dispõe sobre os planos
de benefícios da Previdência Social, determinava exames
bienais para todos os aposentados por invalidez com idade inferior a
55 anos. "De uma hora para outra, o Executivo publicou um novo decreto
e eliminou aquele limite etário, passando a penalizar idosos inválidos,
com grande dificuldade de locomoção, com idade superior
ao limite que estamos propondo", argumenta o senador.
Fundo de Garantia
Também está na pauta da CAS o projeto (PLS 193/08), do
senador Tasso Jereissati (PSDB/CE), que modifica a forma de correção
dos depósitos efetuados nas contas vinculadas do Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço (FGTS).
O parlamentar propõe que seja aplicado, mensalmente, o Índice
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), aferido pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), além de capitalização
de juros de 3% ao ano, esta já prevista na legislação
em vigor.
O senador argumenta que o IPCA é o índice mais adequado
para corrigir o valor dessas contas, por ser associado à cesta
de consumo do cidadão brasileiro médio. Segundo o parlamentar,
o FGTS representa uma poupança compulsória, portanto precisa
ser protegido da inflação, e a fórmula adotada atualmente
- a variação da TR, a taxa referencial de juros - não
tem conseguido acompanhar a subida dos preços na economia.
A proposta conta com parecer
favorável do relator, senador Eduardo
Azeredo (PSDB/MG) e receberá decisão terminativa na Comissão
de Assuntos Econômicos (CAE), próximo colegiado que irá analisar
a proposta.
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AGÊNCIA
DIAP, 06 de outubro de 2008
PREVIDÊNCIA SOCIAL
Fim do fator previdenciário na
pauta da Seguridade Social e Família
O
projeto de lei (PL 3.299/08) do senador Paulo Paim (PT/RS), que extingue
o fator previdenciário está na pauta da Comissão
de Seguridade Social e Família. O colegiado se reúne, nesta
quarta-feira (8), às 9h30 no plenário 7.
O relator da proposta no colegiado, deputado
Germano Bonow (DEM/RS), apresentou parecer favorável ao texto oriundo do Senado. A matéria
já foi debatida em audiência pública no colegiado,
antes do recesso parlamentar, a pedido do relator.
Previdência complementar
O colegiado também vai realizar, nesta quinta-feira (9), audiência
pública para debater a criação do regime de previdência
complementar do servidor público, prevista no Projeto de Lei Complementar
(PLP) 84/03, do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB/PR).
Segundo a proposta, a previdência complementar poderá ser
instituída para os servidores da União, estados e municípios
por uma entidade fechada. O projeto determina ainda que os recursos dessas
entidades devam ser aplicados integralmente em títulos públicos
de emissão do governo federal e, em caso de depósitos,
em instituições financeiras controladas pela União.
O deputado Ribamar Alves (PSB/MA), que
pediu a realização
da audiência é o relator da matéria na Comissão.
Ele apresentou parecer contrário ao PLP. O parlamentar lembra
que, conforme a Constituição, a previdência complementar
dos servidores será instituída por lei ordinária
e não complementar e de iniciativa do Poder Executivo.
Ribamar Alves acrescenta que o Executivo
enviou este ano projeto à Câmara
sobre o tema, que se encontra na Comissão de Trabalho. O relator
afirma também que a proposta do deputado Hauly "não
detalha as normas do sistema que propõe nem define as regras de
transição, abordando poucos aspectos relativos ao tema".
Convidados
Foram convidados para audiência o secretário de Políticas
de Previdência Social do Ministério da Previdência
Social, Helmut Schwarzer; o presidente da Associação Brasileira
das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), José de
Souza Mendonça.
O presidente da Associação Brasileira de Instituições
de Previdência Estaduais e Municipais (Abipem), Demétrius
Ubiratan Hintz, também participa do debate.
O debate está previsto para acontecer às 9h30 no plenário
7.
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AGÊNCIA
DIAP, 06 de outubro de 2008
TERCEIRIZAÇÃO
Comissão poderá votar projeto
de lei que flexibiliza direitos trabalhistas
O PL 4.302/98,
do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que dispõe
sobre as relações de trabalho na empresa de trabalho temporário
e na empresa de prestação de serviços a terceiros é o
primeiro projeto na pauta da reunião ordinária da Comissão
do Trabalho da Câmara desta quarta-feira (8).
O relator da matéria é o deputado Sandro Mabel (PR/GO),
que também é presidente da Subcomissão de Terceirização,
que funciona no âmbito da Comissão de Trabalho. A inclusão
do projeto na agenda de votações foi uma decisão
dos líderes partidários.
Mensagem presidencial (389/03) pede a retirada
do projeto. Esta foi uma das primeiras iniciativas de Luiz Inácio Lula da Silva assim
que assumiu o 1º mandato de presidente da República. Mas
estranhamente, nenhum dos presidentes da Câmara – João
Paulo Cunha (PT/SP), Aldo Rebelo (PCdoB/SP) e Arlindo Chinaglia (PT/S) – conseguiram
votar o arquivamento do projeto.
Substitutivo
A matéria a ser debatida no colegiado, restringe-se, de acordo
com o regimento interno da Casa, apenas no substitutivo ao projeto, aprovado
no Senado. Ou seja, o mérito da proposição não
poderá ser apreciado pelo principal colegiado da Casa que tem
o objetivo de analisar as matérias de interesse dos trabalhadores.
A proposta, na forma que está produz várias incertezas
em relação aos direitos dos trabalhadores urbanos. Seria
a institucionalização do trabalho precário e o desmonte
das organizações dos trabalhadores, ou seja, o projeto
flexibiliza os direitos e com isso afasta a possibilidade de organização
sindical e de qualquer entidade que defenda esse segmento de trabalhadores.
Seminário
Está ainda na pauta que trata do tema “terceirização”,
um pedido do deputado Laércio Oliveira (PSDB/SE), que encaminha
solicitação para realização de um seminário
internacional sobre o tema "Terceirização de Serviços",
sob a promoção da Comissão de Trabalho. A proposta
deverá ir a voto antes de o projeto de lei ser examinado pelo
colegiado, mas isso não inviabiliza a realização
desse importante debate.
Requerimentos
Entre outros requerimentos para realização de audiências
públicas no colegiado, o deputado Edinho Bez (PMDB/SC) solicita
a realização de debate sobre as questões relacionadas à jornada
de trabalho dos caminhoneiros.
O deputado Nelson Marquezelli (PTB/SP)
requer a realização
de audiência pública, com a presença do presidente
do Bando Santander, Fábio Barbosa, para debater o enorme passivo
trabalhista da instituição com seus empregados, burlando
as normas trabalhistas e deixando milhares de aposentados em difícil
situação em todo País.
O colegiado se reúne às 10h, desta quarta-feira (8), no
plenário 12.
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Notícias
do Tribunal Superior do Trabalho
06/10/2008
TST reconhece como regular recurso assinado
por advogada que era estagiária
A Quinta Turma do Tribunal
Superior do Trabalho reconheceu como válida
a representação processual assinada por uma advogada
que, à época da interposição de recurso,
ainda atuava como estagiária. Com a decisão, em voto
da ministra Kátia Magalhães Arruda seguido por unanimidade,
foi dado provimento a recurso de revista de uma ex-empregada da Companhia
Paulista de Força e Luz (CPFL), afastando assim a irregularidade
de representação decretada anteriormente.
Trata-se de um caso em que a representante
processual da autora da ação, quando assinou recurso, não estava regularmente
constituída como advogada do sindicato assistente, mas detinha
procuração na condição de estagiária.
Dois meses depois de protocolar o recurso, ela apresentou substabelecimento,
já devidamente habilitada como advogada, mas o Tribunal Regional
do Trabalho da 15ª Região (Campinas) rejeitou o recurso,
por entender estar configurada a irregularidade de representação.
A autora da ação apelou ao TST, mediante recurso de
revista, indicando ofensa a dispositivos constitucionais e do Código
de Processo Civil, além de contrariedade à Orientação
Jurisprudencial nº 319 da Seção Especializada em
Dissídios Individuais (SDI-1). Sustentou que “as formas
processuais não são um fim em si mesmas, e sim meros
meios de atribuir legalidade extrínseca aos atos do procedimento”.
A ministra Kátia Magalhães Arruda entendeu serem pertinentes
as alegações, nos termos da OJ 319, que reconhece como
válidos “os atos praticados por estagiário se,
entre o substabelecimento e a interposição do recurso,
sobreveio a habilitação do então estagiário,
para atuar como advogado”.
Com a aprovação do voto por unanimidade, a Quinta Turma
reconheceu a validade da representação e, por conseqüência,
determinou o retorno dos autos ao Tribunal de origem, para que prossiga
no julgamento do recurso ordinário, como entender de direito.
( RR 593/2002-092-15-00.0)
(Ribamar Teixeira)
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06/10/2008
Trabalhadora é indenizada por ter ação
trabalhista anotada na carteira
O SENAC – Serviço
Nacional de Aprendizagem Comercial foi condenado a indenizar empregada,
por danos morais, por ter registrado
em sua carteira de trabalho que o vínculo empregatício
se deu por força de sentença trabalhista. Para a Segunda
Turma do Tribunal Superior do Trabalho, o registro foi deliberado e desnecessário,
caracterizando conduta desrespeitosa e ofensiva da imagem profissional,
sendo, nesse, caso, inquestionável o direito à indenização
compensatória.
A reclamação trabalhista foi proposta pela ex-empregada,
esteticista, contratada, sem carteira assinada, para exercer a função
de monitora de desenvolvimento profissional, em julho de 1997. Ao ser
demitida, em 1999, pediu também o reconhecimento de vínculo
empregatício e direitos trabalhistas garantidos legalmente. Condenado
a registrar o contrato de trabalho, o SENAC o fez com a seguinte observação: “Anotação
conforme processo trabalhista nº ...”.
A empregada só foi se dar conta do fato durante uma entrevista
de emprego, quando o entrevistador lhe perguntou o porquê daquela
anotação feita pela empresa. Somente então é que
descobriu os motivos que lhe impediam de obter novo emprego. Explicou
tratar-se de anotação feita por determinação
judicial, em decorrência da reclamação trabalhista,
e, mais uma vez não obteve êxito em sua empreitada, ouvindo
do entrevistador que não se enquadrava no perfil da empresa e,
por isso, não seria admitida.
Ajuizou então uma segunda reclamação trabalhista,
desta vez por danos morais. O pedido foi julgado improcedente pela 3ª Vara
do Trabalho de São José dos Campos, e a sentença
foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região
(Campinas/SP) ao fundamento de que anotação na CTPS não
caracterizaria, por si só, o dano suposto por ela, que poderia
não ter sido admitida nas empresas às quais se apresentou
porque o responsável pela seleção optou por outro
candidato. Segundo o Regional, não havia provas, mas tão-somente
a alegação da empregada, sem respaldo em nenhum elemento
concreto.
Em acórdão ainda não publicado pelo TST, o relator,
ministro Vantuil Abdala, discordou das decisões anteriores e deu
provimento ao recurso da empregada. Para o ministro, a carteira de trabalho
se destina às anotações pertinentes ao contrato
de trabalho e de interesse da Previdência Social, e não
se justifica “que o empregador possa lançar os registros
desnecessários que escolher, na forma que desejar, ainda que verdadeiros
e, em tese, não sejam desabonadores”. A conduta do SENAC
foi considerada desrespeitosa e ofensiva da dignidade da trabalhadora,
atentando contra seu direito de personalidade. O relator comparou os
efeitos da anotação à repercussão da colocação
do nome de trabalhadores nas conhecidas listas negras. “O registro
realizado pelo SENAC revelou-se um ilícito causador do dano moral,
e, portanto, passível de reparação, independentemente
de prejuízo comprovado, pois o dano moral decorre do próprio
ato ofensivo ao direito, no caso, provado e correlacionado com o lesionamento
subjetivo. Este é o entendimento prevalecente nas mais altas Cortes
do Judiciário, em que a jurisprudência se colocou na defesa
incondicional dos valores humanos”, concluiu o relator. ( RR-823/2006-083-15-00.4)
(Lourdes Côrtes)
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