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BEM PARANÁ, 10 de
outubro de 2008 | Economia
País verá o fim
de 700 mil empregos
A crise financeira mundial vai freiar a economia brasileira e provocar
a redução
de até 700 mil postos de trabalho em 2009. A previsão é do
diretor do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
(Dieese) Clemente Ganz.
“ A expectativa de crescimento para 2009 é de 4% a 4,5% no novo
cenário, o que vai gerar diminuição do crescimento dos postos
de trabalho, com a geração entre 1,3 milhão e 1,5 milhão
de empregos”, afirmou Ganz.
Este ano, segundo Ganz, o Brasil
deve criar 2 milhões de empregos.
Mesmo com a previsão de menos empregos, o economista disse que o cenário
brasileiro ainda é positivo. “Mas para isso são necessárias
muitas medidas. Algumas já estão sendo tomadas e outras devem
ser efetivadas para garantir ao mercado interno capacidade de consumo, criação
de empregos e salários, crédito e liquidez”.
O diretor do Dieese prevê negociações salariais mais difíceis
no próximo ano.
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Agência Diap, 10 de
outubro de 2008
PROGRESSÃO SALARIAL
Salário aumenta em média
15% a cada ano, indica pesquisa da FGV
Cada ano de estudo que o brasileiro
acumula em seu currículo gera um salto médio em seu salário
de 15,07%. O mesmo movimento é observado nas chances de ocupação
que, seguindo o mesmo critério, aumentam em média 3,38%.
Os dados fazem parte da pesquisa Você no Mercado de Trabalho, apresentada
nesta quinta-feira (9) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
O estudo aponta, ainda, que esse
prêmio da educação (termo utilizado pelos pesquisadores
para medir os impactos nos salários e na ocupação
obtidos com investimentos em educação pessoal) sofre aceleração
na medida em que se somam os anos de estudo.
Desta forma, o salário
de uma pessoa sem qualquer grau de instrução tem um incremento
de 6% quando ela passa a ter um ano de estudo. Já um brasileiro
com 15 anos de estudo, que corresponde à conclusão do terceiro
grau, passa a ganhar 47% a mais quando agrega ao seu currículo
mais um ano (que representa o fim do primeiro ano de um curso de pós-graduação).
De acordo com o pesquisador Marcelo
Neri, responsável pela pesquisa, esses dados mostram que principalmente
os jovens devem investir em educação contínua.
“O Brasil é um dos
países do mundo que apresenta o maior retorno da educação,
mas muitas pessoas de baixa escolaridade ficam presas a essa armadilha.
Elas estudam um pouco mais e não têm tanto retorno. Para
alcançar um trecho de altos prêmios de educação,
elas precisam percorrer toda a trajetória”, afirmou.
Neri destacou que embora os prêmios
de educação continuem em patamares elevados, já que
uma pessoa que completou todo o ciclo de educação (18 anos)
recebe em média R$ 4.454,69, o que representa um salário
médio aproximadamente doze vezes maior do que o que recebe uma
pessoa sem instrução (R$ 392,14), eles vêm caindo
nos últimos anos. Isso, de acordo com Néri, pode ser explicado
em parte pela maior oferta de pessoas com qualificação.
“De um lado, as pessoas
estão indo mais para escola e isso gera mais oferta de pessoas
qualificadas. De outro as empresas estão demandando mais essa
mão de obra. Nos anos 60, essa disputa foi vencida pela demanda,
o que implicou fortíssimo aumento da desigualdade. Já nos últimos
sete anos a oferta de educação tem vencido a demanda e
está gerando uma forte redução de desigualdade no
mercado de trabalho nos últimos anos”, afirmou.
A pesquisa traz também
uma análise específica sobre o retorno de educação
para o jovem. De acordo com Marcelo Néri, em 2007 a renda dessa
parcela da população cresceu duas vezes mais do que a do
conjunto da população.
“O jovem viveu uma crise
de desemprego e os dados mais recentes apontam que ele está sendo
disputado pelas empresas. Como o jovem brasileiro fez o seu dever de
casa indo pra escola nos últimos quinze anos, ele está atendendo
essa maior demanda de trabalho, reflexo da recuperação
do crescimento do Brasil”, destacou.
A análise regional aponta
que o Nordeste tem a maior taxa de retorno de educação
(17,04% por ano de estudo) e o Sul (12,43% por ano de estudo), a menor.
De acordo com Néri, isso ocorre porque o Nordeste está crescendo
num ritmo mais acelerado e o Sul conta com uma oferta mais abundante
de pessoas qualificadas.
“Um jovem que queria investir
em educação pode ir para a Região Nordeste, que é onde
ele vai auferir os maiores ganhos por estar educado”, acrescentou.
Entre as profissões,
os maiores salários observados no Brasil são obtidos
nas profissões de juízes e desembargadores, que ganhavam
em média R$ 13.956 em 2007, seguidos por diretores gerais (R$
7.371) e médicos (7.029). No outro extremo, com as remunerações
mais baixas, aparecem os trabalhadores agrícolas (R$ 141.21)
e os que atuam na pecuária (R$ 141,56). (Fonte: Agência
Brasil)
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Agência Diap, 10 de
outubro de 2008
NEGOCIAÇÃO SALARIAL
Empresa usa crise para negociar,
diz sindicalista
O presidente da Federação
dos Trabalhadores das Indústrias do estado de Santa Catarina (Fetiesc),
Idemar Martini, disse que a crise financeira mundial virou assunto para
as indústrias colocarem à mesa de negociação
salarial e oferecer reajustes bastante aquém das expectativas.
Ele explica que a categoria que trabalha no setor têxtil em Blumenau
e arredores, cerca de 25 mil trabalhadores, tem data-base em setembro e ainda
não fechou uma negociação com o sindicato patronal por
desentendimento no valor do aumento.
O sindicato dos trabalhadores iniciou as discussões pedindo 15% de reajuste
nominal e o sindicato das indústrias ofereceu 8%, o que daria um ganho
real de 0,85%, considerando um INPC de 7,15%. O sindicato paralisa desde segunda-feira
parte da produção de uma das fábricas da Cremer e ontem
parou parte de uma das fábricas da Hering em Blumenau.
O presidente do Sindicato das Indústrias Têxteis e de Vestuário
de Blumenau e região (Sintex), Ulrich Kuhn, também diretor de
exportação da Hering, nega que a crise financeira mundial seja
objeto de discussão na negociação salarial.
Ele diz que a discussão começou ainda no fim de julho, quando
não se tinha as informações sobre a crise. "A proposta
de 8% existe há três semanas", diz ele, destacando que se
a crise fizesse parte da negociação, eles estariam discutindo
a manutenção dos empregos ou não e não o salário.
(Fonte: Valor Econômico)
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O ESTADO DO PARANÁ,
10 de outubro de 2008 | Economia
Crise econômica pode afetar
todos os setores
Mara Andrich
Quem pensa que apenas os grandes investidores podem ser prejudicados com a
alta do dólar, e que o Brasil sairá ileso dessa crise financeira,
está muito enganado.
O alto valor da moeda americana
nos últimos dias - na última terça-feira chegou
a valer R$ 2,31, fechando ontem a R$ 2,20 - pode afetar desde o cidadão
mais pobre, que ganha salário mínimo, até os grandes
empresários e industriais.
As conseqüências são
diferentes para cada categoria, mas igualmente graves, pois os economistas
dizem que o aumento de preço de alguns produtos é inevitável,
o que gera a retração no consumo, que pode ser o ponto
de partida até mesmo para o aumento no desemprego. Desta forma,
as duas pontas são afetadas pela instabilidade do câmbio.
Com o alto valor do dólar,
o cidadão comum poderá passar a pagar mais pelas massas
em geral - o pãozinho de todos os dias é um exemplo, já que
grande parte da farinha de trigo que se utiliza no País é importada
- pelas frutas e verduras - os insumos e defensivos agrícolas
utilizados nelas são importados - e até no cartão
de crédito - quem viajou para fora do Brasil nos últimos
dias e fez compras no cartão poderá se assustar quando
chegar a conta.
Já quem pretende viajar, é melhor
esperar. Com os medicamentos, que têm matéria-prima importada,
pode acontecer o a mesma coisa. Até mesmo produtos que não
são importados tendem a ficar mais caros, pois a máquina
que os produz pode ser importada.
Segundo o professor de Economia
da UniFae, Gilmar Lourenço, o momento é preocupante e os
empresários não vão ter outra alternativa, senão
repassar para o consumidor as suas perdas. E assim, tudo vira uma bola
de neve.
“Quando o dólar
aumenta, as empresas, principalmente as importadoras, têm dificuldade
em pagar seus produtos. Com o aumento de custos, a tendência é repassá-los
ao consumidor, o que gera uma inflação adicional. Por outro
lado, com os valores dos produtos mais altos, a tendência é a
retração do consumo. Com isso, as empresas voltam atrás,
não repassam os valores, perdem rentabilidade e podem começar
a demitir”, analisou Lourenço.
Estabilização
Embora os economistas estejam
bastante pessimistas, o vice-presidente da Associação do
Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro,
acredita que o valor do dólar deve estabilizar em R$ 2. Mas mesmo
assim ele lembrou que o aumento da moeda americana com certeza vai deixar
o Natal dos brasileiros mais caro.
“Apesar da diminuição
das commodities, a taxa de câmbio influencia muito. Até os
automóveis, ou mesmo um simples móvel, que utiliza compensados
de MDF importados, podem aumentar de preço. As nossas tâmaras
e damascos do Natal também. Não podemos esquecer que vivemos
em um mundo globalizado, e a liquidez está presente”, diz
ele.

Período de incertezas sobre o futuro
Alguns setores já estão
sentindo os impactos da alta do dólar. Outros, porém, têm
certeza que isso vai acontecer, embora ainda não saibam quando.
No caso da panificação, os empresários não
estão nada otimistas.
“Ainda não sabemos
qual será o aumento no preço do pãozinho, mas se
a crise continuar, as panificadoras vão ter que repassar o prejuízo,
não tem jeito”, afirmou o presidente do Sindicato da Indústria
da Panificação e Confeitaria do Estado do Paraná,
Joaquim Gonçalves.
No setor de insumos e fertilizantes,
o quadro desanimador também prevalece. O responsável pela
empresa Produz - KGM, de Maringá, no noroeste do Paraná -empresa
que revende defensivos agrícolas e fertilizantes, René Grando,
disse que o impacto da alta do dólar já é evidente. “Nossos
preços são diretamente ligados ao dólar. Para o
consumidor, o aumento é negativo, pois com certeza ele vai pagar
mais caro pelo alimento”, comenta.
Por outro lado, uma crise pode
ter o seu lado positivo. Quem trabalha em empresas exportadoras ou pretende
fazê-lo, por exemplo, pode ficar tranqüilo, pois a rentabilidade
dos patrões vai aumentar e, conseqüentemente, as chances
de novas contratações ou mesmo a garantia do emprego são
realidade.
Porém, a professora de
Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Virene
Matesco, diz que de um modo geral, a alta do dólar não é positiva
para o Brasil. “Grandes oscilações não são
boas, pois fazem com que o empresário fique apreensivo”,
analisa.
Como tudo começou
A crise financeira que afetou
o Brasil começou no ano passado em um pedaço do mercado
hipotecário dos Estados Unidos. Como todos os aplicadores operam
em dólar, inclusive nas hipotecas, eles começaram a registrar
perdas, o que os fez retirar a moeda de outros mercados, incluindo o
Brasil.
Muitas empresas aplicam em locais
considerados seguros (os Estados Unidos, por exemplo), mas não
contam que a crise vai ter início justamente neste país,
que tem uma das economias mais sólidas.
Geralmente, a crise afeta primeiramente
o setor financeiro, e somente depois, o setor da produção.
Porém, no Brasil a crise atingiu diretamente o setor produtivo
que depende do crédito internacional. “O governo brasileiro
ficou meses negando a crise, mas em uma economia globalizada, não
há como escapar”, disse Lourenço.
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Gazeta do Povo, 10 de outubro de 2008
Construtoras
Mercado imobiliário é o
primeiro a sofrer
Enxugamento de crédito e falta de
confiança entre consumidores levam incorporadoras a adiar
lançamentos. Se houver cancelamentos, credibilidade do setor
sairá abalada, dizem especialistas
O mercado imobiliário brasileiro é um dos primeiros a sentir
os efeitos da crise financeira que abate o mundo há duas semanas. A
redução dos recursos para financiamento e a propensão
dos consumidores a adiar decisões de compra em razão da instabilidade
está fazendo com que companhias líderes no setor de incorporação
alterem seu cronograma de lançamentos.
Algumas das empresas de capital aberto que atuam no setor divulgaram nos últimos
dias notícias que demonstram essa situação. Ontem, a Rossi
Residencial – empresa paulista de capital aberto, que no Paraná atua
em parceria com a incorporadora Thá – anunciou que deverá reduzir
seus lançamentos em 14% este ano e em 25% em 2009. Thá e Rossi
têm dois lançamentos previstos para este segundo semestre em Curitiba,
os empreendimentos Universe Life Square (no Centro) e o Vida Bella Praças
Residenciais (no bairro Atuba). Segundo as duas empresas, ambos os lançamentos
devem ser mantidos.
Na quarta-feira, a também paulista Agra Incorporadora revisou sua previsão
de lançamentos, que somariam R$ 2,1 bilhões, para R$ 1,4 bilhão,
valor equivalente ao do ano passado. Dois dias antes, a Cyrela havia anunciado
que as negociações para compra da Agra estavam desfeitas. Tanto
Agra quanto a Abyara (esta última que tem dois empreendimentos em Curitiba
que ainda não estão em fase de construção e deve
lançar outros dois até o fim do ano) anunciaram que reduziram
seu estoque de terrenos – ou seja, se desfizeram de áreas que
haviam comprado para construir condomínios.
Executivos paranaenses com experiência na área estão otimistas
com a retomada, embora admitam que o momento seja delicado. Se os problemas
no setor levarem a atrasos na entrega ou – num caso extremo – ao
cancelamento de empreendimentos já lançados, a credibilidade
de todas as empresas pode ser afetada. “Se isso ocorrer, podemos ter
uma crise tão dura quanto a da Encol”, diz uma executiva do segmento
imobiliário.
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Vermelho, 10 de outubro de
2008
Regulamentação da terceirização
avança em Brasília
Segundo reportagem do Estadão,
o Ministério do Trabalho está discutindo um projeto que
visa regulamentar a contratação de serviços terceirizados
por empresas privadas, com o objetivo de limitar ao máximo a utilização
dos chamados PJs e para preservar os direitos trabalhistas.
“O objetivo é não
permitir a precarização do trabalho. Enquanto eu estiver
no comando do ministério, a ordem é incentivar as contratações
diretas pelas empresas, pelas regras da CLT (Consolidação
das Leis do Trabalho), sem intermediação de nenhuma natureza,
e muito menos pelas empresas-gatos que arregimentam trabalhadores e
não pagam seus direitos”, disse o ministro Carlos Lupi.
O anteprojeto, que está sendo discutido com as centrais sindicais, vai
ser analisado pela Advocacia Geral da União (AGU) e pela Casa Civil
do Planalto. Mesmo reconhecendo que muitas empresas precisam contratar serviços
terceirizados para as atividades-meio, esse tipo de contratação
vai se tornar cada vez mais rara porque a proposta chega a estender os benefícios
dos trabalhadores efetivos aos temporários. “Quem trabalha no
mesmo ambiente, não importa se efetivo ou temporário, deve ter
os mesmos benefícios”, disse Lupi.
O anteprojeto é explícito quanto à responsabilidade das
empresas que contratam serviços terceirizados no pagamento dos direitos
trabalhistas desses empregados. Deixa claro que essas empresas, inclusive as
subsidiárias, serão solidárias com os direitos trabalhistas,
tenham ou não participação na contratação
dessa mão-de-obra. A empresa será “solidariamente responsável” pelo
eventual não-pagamento dos direitos trabalhistas dos terceirizados, “inclusive
se houver subcontratação”, diz o projeto.
Principais medidas propostas
Específico e qualificado: O prestador de serviço terceirizado é uma
pessoa jurídica ou física que detém um “conhecimento
específico” e executa o trabalho por meio de “mão-de-obra
qualificada”;
Contrato detalhado: O contrato de serviço terceirizado deve
pelo menos especificar os serviços a executar; prazo de vigência
de, no máximo, cinco anos; comprovação de que a empresa
contratada para fazer o serviço terceirizado cumpre todas as obrigações
trabalhistas para com os seus empregados;
Anulação: Os funcionários terceirizados
não podem ser proibidos de negociar a contratação
efetiva pela empresa que emprega a mão-de-obra temporária.
Se nas regras de admissão houver uma cláusula com essa
proibição, a fiscalização do Trabalho pode
considerar o contrato automaticamente nulo. O ministério adotará regras
próprias para orientar a fiscalização dos contratos
terceirizados;
Solidários: Uma empresa - e até suas
subsidiárias - que contratar um serviço terceirizado
fica “solidariamente responsável” pelo eventual
não-pagamento dos direitos trabalhistas dos funcionários
terceirizados, “inclusive se houver subcontratação”;
Documentos: A empresa terceirizada só pode
fechar o contrato se anexar os seguintes documentos: registro com pessoa
jurídica (inscrição no CNPJ, do Ministério
da Fazenda); alvará de localização e funcionamento;
comprovante de entrega
da última Relação Anual de Informações Sociais
(Rais); Certidão Negativa de Débito (CND) ou Certidão
Positiva de Débito com efeito Negativo (CPD-EN), da Previdência
Social; certidão de regularidade de recolhimento do Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço (FGTS); contrato social atualizado e “com
capital considerado, pela contratante, compatível com a execução
do serviço”;
Responsabilidades extras: O local de prestação de serviços
terceirizados deve ser especificado no contrato. Quando o serviço for
executado fora, a empresa contratante terá as seguintes responsabilidades:
manter o ambiente de trabalho, maquinário e instalações
da empresa terceirizada em condições adequadas, inclusive quanto
a normas de segurança e saúde no trabalho; assegurar aos empregados
da empresa prestadora de serviços terceirizados “acesso à estrutura
disponível a seus empregados, no que se refere à saúde,
alimentação e transporte”;
Negociação coletiva: A natureza e o caráter eventual
ou permanente do serviço terceirizado serão definidos em negociação
coletiva”.
Fonte: http://blog.sindpd.org.br/
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Vermelho, 10 de outubro de
2008
PT quer dividir com PMDB o comando
do Congresso Nacional
Em meio às articulações
de integrantes do PMDB para lançar candidato próprio à presidência
do Senado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu em
conversa com a cúpula do PMDB nesta quarta-feira a escolha de
um candidato do PT para presidir a Casa Legislativa. Lula avalia que,
como o PMDB lançou o deputado Michel Temer (PMDB-SP) para disputar
a presidência da Câmara, a eleição de um petista
preserva o equilíbrio de forças no Legislativo.
A Folha Online apurou que integrantes
do PMDB sinalizaram a Lula que o acordo firmado com o PT para a presidência
da Câmara não garante, automaticamente, que o partido do
presidente fique com o comando do Senado.
Pelo acordo, fechado no final
de 2006, o PMDB apoiou a candidatura do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP)
para a presidência da Câmara. Em contrapartida, os peemedebistas
estabeleceram que o PT deve apoiar o nome de Temer em 2009.
Pela tradição do
Congresso, os partidos com as maiores bancadas na Câmara e no Senado
devem indicar os nomes para presidir as Casas. Como o PMDB reúne
as maiores bancadas tanto na Câmara quanto no Senado, os petistas
esperam ficar com o comando de uma delas. Senadores do PMDB argumentam,
porém, que no Senado a correlação de forças
com a oposição é diferente.
A Folha Online apurou que os
peemedebistas estão dispostos a apoiar um nome de PT se ele for
consensual entre os diversos partidos da Casa Legislativa, mas não
descartam a candidatura própria caso a oposição
ameace entrar na disputa para derrubar o nome petista.
Lula disse aos peemedebistas
que pretende manter-se neutro na disputa, mas não escondeu sua
preferência pela eleição do senador Tião Viana
(PT-AC) --nome articulado pelo PT para presidir o Senado. O presidente
trabalha pela unidade na base aliada governista, já com vistas às
eleições presidenciais de 2010.
Um grupo de senadores peemedebistas
não descarta lançar a candidatura do ministro Hélio
Costa (Comunicações) à presidência do Senado,
com o seu retorno à Casa Legislativa. O nome do senador José Sarney
(PMDB-AP) também é cotado para disputa, embora ele negue
publicamente disposição em entrar na corrida pela presidência
do Senado.
Os petistas, por sua vez, não
estão dispostos a abrir mão da presidência do Senado
--mesmo com as articulações de peemedebistas pela candidatura
própria. O PT trabalha nos bastidores para fortalecer o nome de
Viana dentro da base aliada, o que garantiria sua eleição
mesmo sem apoio do DEM e PSDB.
Fonte: Folha Online
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Folha
de S.Paulo, 10 de outubro de 2008
ELEIÇÕES 2008 / PELO PAÍS
Taxa de reeleição
em 2008 é a mais elevada da história
Com 67%, o atual índice supera
os números de 2000 e 2004, ambos perto de 58% | Os políticos
já reeleitos são 40% do total dos candidatos a prefeito;
o aumento do índice coincide com cofres municipais mais cheios
FLÁVIO FERREIRA
DA REPORTAGEM LOCAL
Dois terços dos prefeitos
que eram candidatos à reeleição tiveram sucesso
no primeiro turno dos pleitos municipais do país. A taxa de
recondução de 67% deste ano foi superior aos índices
de 2000 e 2004, que ficaram na faixa de 58%. A emenda da reeleição é de
1997.
Dos 3.357 candidatos a um novo mandato, 2.245 prefeitos permanecerão
no cargo, segundo dados coletados pela CMN (Confederação Nacional
de Municípios). O levantamento foi realizado a partir da análise
das eleições de 5.558 cidades onde houve definição
dos vencedores já no primeiro turno.
As maiores taxas foram verificadas em Ceará (75%), Paraíba (74,3%)
e Acre (73,3%). As menores, em Mato Grosso (49,4%) e Amazonas (51,6%).
Em São Paulo e Minas Gerais, que possuem o maior número de municípios,
os índices de recondução foram de 72,4% e de 68,6%, respectivamente.
Dos 392 prefeitos de cidades paulistas candidatos à reeleição,
284 venceram a disputa.
Do total de prefeitos do país, 60% concorreu à reeleição
no último domingo. Como dois terços destes candidatos foram bem
sucedidos, 40% das cidades brasileiras não terão alteração
no Executivo em 2009.
O partido que mais reelegeu prefeitos foi o PMDB, que obteve um índice
de sucesso de 23,4%. No segundo posto do ranking da recondução
está o PSDB, com um percentual de 14,39%. Na seqüência estão
PP (9,62%), PT (9,27%), PTB (8,46%) e DEM (8,33%).
Altos
A elevação do percentual de prefeitos reeleitos coincide com
um período em que os cofres municipais estão mais gordos. Em
2008, o valor total dos orçamentos dos municípios brasileiros
deverá crescer 13% em relação ao ano passado.
Paulo Ziulkoski, presidente da CNM, diz que, em 2007, a soma dos orçamentos
municipais atingiu R$ 190 bilhões e em 2008 deve chegar a R$ 215 bilhões.
Os cofres das gestões incharam principalmente em virtude do aumento
da arrecadação do ISS (Imposto sobre Serviços) nos últimos
anos.
Até o início da crise no sistema financeiro internacional, a
previsão para 2009 era de que o total dos recursos orçamentários
da cidades brasileiras iria superar o valor de R$ 240 bilhões, afirmou
Ziulkoski.
Porém, o abalo na economia global pode comprometer as arrecadações
das administrações brasileiras. "Os prefeitos que vão
assumir em 2009 estão preocupados. As despesas dos municípios,
como as de pessoal, por exemplo estão consolidadas. Os recursos para
investimentos [em infra-estrutura] podem sumir. Se a crise se agravar, os prefeitos
só poderão fazer o básico do básico", disse
o presidente da entidade.
Para o presidente da CNM, o incremento no número de prefeitos reeleitos
não tem ligação direta com a elevação de
gastos orçamentários. Para ele "o aumento de arrecadação
sempre vem acompanhado de despesas. As reeleições têm ocorrido
porque os prefeitos têm feito boas gestões pelo Brasil".
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Gazeta
do Povo, 10 de outubro de 2008
Sucessão presidencial
Dilma já foi escolhida por Lula
para 2010, diz Tarso
Dilma deve ser a herdeira de Lula na eleição
de 2010
O ministro da Justiça, Tarso Genro,
afirmou ontem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai
defender junto ao PT a indicação da ministra-chefe da
Casa Civil, Dilma Rousseff, para representar a legenda nas eleições
presidenciais de 2010.
Ele se excluiu da disputa ao dizer que, como membro do governo, deve “respeitar
a escolha do presidente’’. E reconheceu que essa escolha é visível. “É a
ministra Dilma.’’
“ Tenho uma avaliação, por uma série de sinais, que
o presidente já fez uma escolha, que vai propor ao partido. E eu, como
membro do governo e subordinado politicamente ao presidente, devo respeitar a
escolha dele. E acho que é uma escolha boa, que tem condições
de ser acolhida pelo partido e fazer uma grande campanha’’, explicou.
E reforçou a tese de que o PT chegará a 2010 forte o suficiente
para eleger o sucessor do presidente. “O PT está amadurecendo.
Não chegará absolutamente unificado em lugar nenhum, porque é um
partido plural”, disse. “Chegará suficientemente forte para
promover uma coalizão de centro-esquerda e dar continuidade ao trabalho
do presidente.”
Tropas federais
O ministro ainda fez um balanço do primeiro turno das eleições
municipais, com o auxílio, em alguns municípios, de tropas federais.
“ Como ministro, recebi um relatório da PF (Polícia Federal)
e, salvo algumas regiões com instabilidade mais grave e mais séria,
as eleições transcorreram num ambiente excepcional. A Justiça
Eleitoral está de parabéns e a PF sempre esteve disponível,
inclusive estará instalando um série de inquéritos para
investigar e punir pessoas que tiveram comportamento ilegal.’’
Sobre o desempenho do PT, seu partido, Tarso afirmou que a legenda “saiu
fortalecida nas grandes regiões metropolitanas e aumentou em aproximadamente
30% o número de prefeitos, o que reforça a continuidade do projeto
representado pelo presidente Lula’’.
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Agência Diap, 10 de
outubro de 2008
SUCESSÃO PRESIDENCIAL 2
Declaração de Tarso
sobre candidatura de Dilma à Presidência divide opinião
A preferência do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva por uma eventual candidatura da ministra-chefe
da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República,
em 2010, divide a opinião de políticos da base do Governo.
No próprio PT há divergências quanto à oportunidade
de se lançar o nome da ministra dois anos antes das eleições.
Em entrevista à Agência
Brasil, o ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou que Dilma
Rousseff é o nome preferido de Lula para sucedê-lo. O senador
Delcídio Amaral (PT/MS) afirmou que a declaração
do ministro não lhe surpreendeu. Apesar de também ser um
defensor da candidatura de Dilma Rousseff, o senador considera que seria
mais prudente esperar o fim das eleições municipais para
só então começar o debate com os partidos aliados.
Essa não é a opinião,
entretanto, de petistas como o primeiro vice-presidente do Senado, Tião
Viana (AC), a líder do partido, Ideli Salvatti (SC), e do governador
de Sergipe, Marcelo Déda. Viana, por exemplo, afirma que "é tempo
de o PT começar a especular seus nomes". Ele ressaltou que
aliados como o PSB já fizeram isso ao colocar o nome do deputado
Ciro Gomes (CE) como um virtual candidato à Presidência
da República em 2010. Viana acrescentou que a antecipação
do nome de Dilma Rousseff como uma possível candidata do presidente
em nenhum momento a fragiliza perante os aliados.
Já a líder do PT
no Senado disse "não ter qualquer dúvida" de
que Dilma Rousseff sempre foi o nome preferido de Lula para a sucessão
presidencial de 2010. Ela não quis comentar, no entanto, se este
seria o momento certo para o lançamento de uma candidatura. "Agora,
que ela soube aproveitar essas campanhas municipais, ela soube. Ela é uma
menina que aprende rápido", afirmou a senadora.
Para Ideli, ao fortalecer o nome
de Dilma Rousseff, o PT marca posição perante os partidos
da base aliada, especialmente o PMDB, que a seu ver "foi afoito" ao
fechar questão sobre o nome do deputado Michel Temer (SP) para
a Presidência da Câmara e também ao falar em candidatura
própria para a Presidência da República em 2010.
O governador de Sergipe, Marcelo
Déda, com quem Lula tem laços antigos de amizade, foi na
mesma linha do colega Tião Viana. Para ele, "na política
não há momento nem existe um cronograma para se lançar
candidaturas". Destacou que José Serra (PSDB) "é candidato à Presidência
da República desde 2006, quando se elegeu governador de São
Paulo. "Agora, uma candidatura não se faz pela vontade de
seus apoiadores. É preciso, no momento adequado, fazer as avaliações",
ressalvou Déda.
Quanto a possíveis conseqüências
na relação de Lula com os partidos da base, especialmente
com o PMDB, Marcelo Déda é de opinião que a divulgação
de uma preferência do presidente não afetará a aliança
estabelecida. "É preciso separar as coisas. Uma coisa é a
manutenção da governabilidade e do apoio institucional
ao presidente. Se tivermos juntos, ótimo", destacou o governador
quanto a uma eventual aliança entre as duas maiores legendas,
o PMDB e o PT.
O líder do PMDB no Senado,
Valdir Raupp (RO), pondera que este não é o melhor momento
para se falar sobre sucessão presidencial. "Tem que deixar
para mais adiante, isso precisa acontecer naturalmente", acrescentou.
Ontem, o peemedebista afirmou que "o PMDB, como o maior partido
do Brasil, tem sempre e vai sonhar com a candidatura própria à Presidência
da República".
Nesta quinta-feira (9), porém,
com mais prudência, ele preferiu não entrar no mérito
das declarações do ministro da Justiça. "Não
posso questionar, o Tarso tem o partido dele e eu sou do PMDB".
Disse, no entanto, que ontem, no jantar dos peemedebistas como presidente
Lula, no Palácio da Alvorada, Dilma Rousseff e Tarso Genro estavam
presentes e o assunto foi discutido.
O líder do PR na Câmara,
Luciano Castro (RR), é outro que não quer saber de sucessão
neste momento. Para ele, o tema não cabe agora e só deveria
ser tratado em 2009. "Acho que é prematuro estando ainda
no segundo turno da eleição municipal e uma derrota de
Marta Suplicy (candidata petista a prefeitura de São Paulo) pode
significar uma grande perda para o PT", avalia o parlamentar.
Castro ressaltou que a sucessão
presidencial sequer foi conversada com os partidos da base aliada. "Pelo
que eu sei, o ministro das Relações Institucionais é o
José Múcio e não o Tarso Genro", afirmou. Para
ele a preferência pela candidatura de Dilma Rousseff é mais
do ministro Tarso Genro e do PT do que uma vontade de Lula.
A deputada Luciana Genro
(PSol/RS), filha de Tarso Genro, ponderou que se o presidente Lula
pretende fazer de Dilma Rousseff sua sucessora terá que "começar
a campanha cedo". A seu ver, a ministra não é conhecida
pela população suficientemente para emplacar em 2010
na Presidência da República. "A caminhada será árdua
para fazer da Dilma uma figura popular. Ela nunca disputou eleição
e é desconhecida", avalia. (Fonte: Agência Brasil)
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FOLHA DE LONDRINA, 10 de
outubro de 2008 | Opinião
Licença-maternidade
O molho mais caro que o peixe
A partir de janeiro de 2010,
quando começará a ser aplicada a nova lei para os trabalhadores
regidos pela CLT, o empregador poderá abater do imposto de renda
o valor pago à funcionária referente aos dois meses a
mais que esta ficará fora. Todavia, nem sempre isto gerará um
benefício efetivamente.
Por exemplo: suponhamos que
a empregada mamãe de uma empresa não-optante pelo Simples
recebesse salário de R$ 1 mil, logo, esse será o valor
pago como salário-maternidade. Contrata-se uma terceira pessoa
pelos mesmos R$ 1 mil, e, quando esta for demitida para retorno da
empregada afastada, o empregador deverá indenizar a dispensada
num total de, no mínimo R$ 2.361.
Levando-se em conta que
ele só abateu R$ 2 mil (R$ 1 mil por mês, referente
aos dois meses a mais de salário-maternidade) que seria o
salário de sua empregada mamãe, o custo de R$ 2.361
da nova empregada ficará todo a seu encargo.
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O ESTADO DO PARANÁ,
10 de outubro de 2008 | Economia
Previdência pretende construir
515 novas agências
Redação
O ministro da Previdência, José Barroso Pimentel, disse ontem
que o governo federal pretende construir, em três anos, 515 novas agências
em cidades com mais de 20 mil habitantes.
O custo de cada unidade,
incluindo construção, equipamento e climatização é de
R$ 550 mil. Pimentel se encontra na próxima terça-feira
com os integrantes da Comissão de Orçamento em busca
de mais recursos para construção das agências.
Segundo ele, 715 cidades com mais de 20 mil habitantes do País
não contam com postos da Previdência.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
10/10/2008
Operador da Ambev que perdeu a visão
receberá indenização
Um empregado goiano da Companhia
de Bebidas das Américas (Ambev) vai receber indenização
de cerca R$ 140 mil e pensão mensal vitalícia no valor
do seu salário, por ter ficado praticamente cego e incapacitado
para o trabalho. A Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou
recurso de revista da Ambev e confirmou a condenação
imposta pelo Tribunal Regional de Goiás (18ª Região),
que acresceu à sentença de primeiro grau a vitaliciedade
da pensão.
O trabalhador foi aposentado
aos 37 anos de idade no cargo de operador, após ter trabalhado
na empresa de 1988 a 1999 em condições adversas e em
contato com produtos químicos nocivos à saúde.
Em 1991, sofreu acidente com soda que lhe causou queimaduras na face,
braço direito e antebraços, e a partir de 1994 passou
a ter constantes irritações nos olhos. Em 1996 já apresentava
baixa acuidade visual, que o afastou diversas vezes do trabalho, até a
perícia médica concluir que ele era "portador de
doença de caráter ocupacional incapacitante": havia
perdido totalmente a visão do olho esquerdo e enxergava apenas
2,5% com o direito.
Em 2002, o empregado reclamou
judicialmente indenização por danos materiais e morais.
A Vara do Trabalho de Anápolis (GO), após constatar que
a cegueira tinha nexo de causalidade com as atividades realizadas pelo
operador, condenou a Ambev a pagar indenização no total
de 200 vezes o valor do seu salário (R$ 699,72) e pensão
mensal no valor do mesmo salário. O TRT/GO manteve a decisão
e determinou que a pensão fosse vitalícia. Refutou a
pretensão da empresa que, com base na expectativa da média
de vida do brasileiro de 70 anos, pediu para que o pagamento fosse
limitado aos 65 anos de idade do trabalhador. “A limitação
não tem fundamento quando o beneficiário é a própria
vítima”, afirmou o Regional.
A empresa tentou reverter a
decisão no TST, mas o ministro Márcio Eurico Vitral Amaro,
relator do recurso na Oitava Turma, considerou correta a decisão
regional e afirmou ser inconcebível a limitação
do cálculo da pensão mensal pretendida pela Ambev, uma
vez que a doença do empregado foi “classificada como de
caráter ocupacional incapacitante (cegueira total), que, além
de impedi-lo de desempenhar qualquer tipo de trabalho, o impossibilita
de ter uma vida normal e de executar até mesmo atividades cotidianas
ou de lazer”.
O relator destacou que “se
hoje o empregado já é considerado incapaz, não
irá deixar de sê-lo aos 65 anos, quando, em razão
da idade avançada, necessitará ainda mais de amparo”.
A Oitava Turma rejeitou unanimemente o recurso da empresa. ( RR-689-2005-051-18-00.0)
(Mário Correia)
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10/10/2008
Sindicato patronal cobra contribuição
de holding e ganha recurso no TST
A Sétima Turma do Tribunal
Superior do Trabalho restabeleceu sentença que condenou a SAT
Participações S.A. ao pagamento de aproximadamente R$ 30
mil em contribuições sindicais patronais ao Sindicato das
Empresas de Serviços Contábeis e Empresas de Assessoramento,
Perícias, Informações e Pesquisas do Estado do Rio
Grande do Norte – Sescon. Ré em ação de cobrança,
a SAT, empresa de gestão de participações societárias,
alegou, a fim de se isentar do pagamento, que suas atividades não
se enquadram nas categorias econômicas representadas pelo Sescon.
Segundo o ministro Guilherme
Caputo Bastos, relator do recurso de revista do sindicato, a SAT enquadra-se,
sim, na categoria econômica representada pelo Sescon, “que
possui legitimidade para cobrar o pagamento das contribuições
sindicais postuladas”. Assim, concluiu o relator, o Tribunal Regional
do Trabalho da 21ª Região (RN), ao decidir de forma diversa,
afrontou o artigo 578 da CLT, que trata do recolhimento da contribuição.
O Sescon ajuizou a ação após enviar cobranças
e notificações extrajudiciais relativas às contribuições
de 2004 a 2006, sem sucesso. A legalidade da cobrança foi reconhecida
pela 7ª Vara do Trabalho de Natal, mas posteriormente reformada
pelo TRT/RN, segundo o qual o sindicato não representava a categoria
econômica da SAT.
Ao examinar recurso de revista
do Sescon, o ministro Caputo Bastos avaliou, com base nos artigos 570
e 581 da CLT, que o enquadramento sindical deve ser feito de acordo com
a atividade preponderante da empresa. Ao analisar os registros do TRT
da 21ª Região, o relator verificou, pelo estatuto social
da empresa, que "constitui objeto da sociedade a participação
direta ou indireta em outras sociedades" . “Portanto, a atividade
da SAT restringe-se à participação em outras sociedades,
caracterizando verdadeira holding, empresa cuja meta é melhorar
a gestão e/ou organização dos negócios sociais
envolvendo grupos empresariais, com independência jurídica,
mas economicamente subordinados a uma direção única".
Com esse entendimento, o ministro
Caputo Bastos concluiu que caberia à SAT, e não ao Sescon,
a tarefa de comprovar ser outro o seu enquadramento sindical. Registrou,
ainda, não haver menção no acórdão
regional a qualquer prova que vincule expressamente a empresa como integrante
de categoria econômica diversa da representada pelo Sescon. (RR
-1661/2006-007-21-00.6)
(Lourdes
Tavares)
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