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Agência Diap, 11
de outubro de 2008
SERVIDOR PÚBLICO
Contribuição
sindical para funcionalismo, leia parecer técnico
Clique aqui e
veja o parecer de Hélio Stefani Gherardi sobre a
instrução normativa (IN) 1 do Ministério
do Trabalho e Emprego (MTE), que dispõe sobre a
cobrança da contribuição sindical
dos servidores e empregados públicos.
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Agência Diap, 11
de outubro de 2008
PROFISSÕES LIBERAIS
CNTU: MTE concede registro
sindical à nova confederação
Foi publicado no Diário Oficial da União,
desta quarta-feira (9), na Seção 1, página
58, o registro sindical da CNTU (Confederação
Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários
Regulamentados).
A publicação, autorizada pelo chefe de gabinete
do Ministro do Trabalho e Emprego (MTE), teve como fundamento
as Portarias 64, de 05/05/06 e a 186, de 14/04/08 e, ainda,
a Nota Técnica DIAN 467/2008.
A nova confederação tem área geo-econômica
urbana e a categoria será responsável pela
coordenação das entidades a ela (CNTU) filiadas,
com representação estatutária da categoria
dos profissionais graduados de nível superior cujas
profissões se enquadrem em profissões liberais.
A nova confederação terá sede em
Brasília. Para mais informações, o
contato é pelo telefone (61) 3325-2288.
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Agência Diap, 11
de outubro de 2008
REGISTRO SINDICAL
Projeto que susta Portaria
186 já tem relator na Comissão de Trabalho
O projeto de decreto legislativo (PDC) 857/08, do deputado Nelson Marquezelli
(PTB/SP), que susta a Portaria 186 do Ministério do Trabalho e
Emprego, será relatado na Comissão de Trabalho da Câmara
pelo deputado Laercio Oliveira (PSDB/SE).
De acordo com a proposição, o MTE exorbitou
suas competências. Marquezelli lembra que “doze
confederações, quer seja de empregados, quer
seja de trabalhadores, ingressaram no Supremo Tribunal
Federal com ações diretas de inconstitucionalidades
(Adins) 4120 e 4128, pedindo a suspensão imediata
da eficácia da Portaria 186".
Depois de ser analisado na Comissão de Trabalho,
a matéria seguirá para a Comissão
de Constituição e Justiça, antes de
ser votado em plenário. (André Santos)
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Agência Diap, 11
de outubro de 2008
LICENÇA-MATERNIDADE
Lei complementar precisa
ser aprovada para garantir ampliação para 6
meses
A ampliação por mais 60 dias da licença-maternidade
ainda não poderá ser concedida às
servidoras do Executivo Federal. Como a Lei 11.770, de
9 de setembro de 2008, não é auto-aplicativa,
para que o benefício seja garantido faz-se necessário
sua regulamentação. Até que isso aconteça,
a licença-maternidade continua sendo de 120 dias.
Segundo a Secretaria de Recursos Humanos do Ministério
do Planejamento, a intenção do Governo é de
estender o benefício para as servidoras do Executivo.
Para que isso seja possível, a SRH realiza estudo
técnico, cujo objetivo é construir uma regulamentação
que seja compatível com a Lei 8.112/90, estatuto
do servidor federal. Não foi determinado um prazo
específico para a conclusão dos trabalhos.
Atualmente, a licença-maternidade para as servidoras é garantida
no artigo 207 da Lei 8.112. O texto garante a licença
de 120 dias, que são contados a partir do primeiro
dia do nono mês de gestação, sem prejuízo
do emprego e do salário, conforme estabelecido também
no artigo 7º da Constituição Federal.
Em caso de adoção judicial de crianças
de até um ano, a Lei 8.112 prevê 90 dias de
licença remunerada. Caso a criança adotada
tenha idade superior a um ano, o prazo concedido é de
30 dias.
A Lei 11.790/08 institui o Programa Empresa Cidadã,
destinado a prorrogar por mais 60 dias a duração
da licença-maternidade, e garante para os empregadores
(pessoa jurídica) o desconto no imposto de renda
do salário integral pago à licenciada nos
dois meses adicionais concedidos.
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Vermelho, 11 de outubro
de 2008
Lula veta lei que permitiria
adição de mandioca à farinha de trigo
O presidente Lula vetou integralmente o projeto de lei
que dispõe sobre a adição de farinha
de mandioca refinada, de farinha de raspa de mandioca ou
de fécula de mandioca à farinha de trigo
e seus derivados, adquiridos pelo Estado. Ele vetou também
o regime tributário especial para a farinha de trigo
misturada. O deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), autor do
projeto, que está em campanha eleitoral pela vice-prefeitura
de São Paulo, ainda não se manifestou sobre
o assunto.
Uma das justificativas apresentadas por Lula para o veto é a
dificuldade que o governo teria para comprovar que o produto
a ser adquirido tenha a composição proposta,
o que resultaria no encarecimento da farinha.
" Como a produção será distinta
quando destinada ao governo e ao mercado tradicional, os
moinhos terão que preparar lotes específicos,
o que tenderá a aumentar o custo e o preço
do produto”, explica o texto.
O Brasil importa grande parcela do trigo consumido internamente.
A intenção do projeto era, com a adição
de farinha de mandioca à farinha de trigo, diminuir
a dependência do trigo importado e, assim, reduzir
o preço de produtos como o pãozinho.
Posições contrárias
O veto do presidente atendeu a manifestação
dos Ministérios da Agricultura, da Justiça
e da Fazenda contrários ao projeto de lei.
Outra justificativa apresentada pelo governo é de
que, com a participação pouco expressiva
do Estado no total de compras do produto no mercado, os
benefícios da proposta não seriam alcançados.
O projeto prevê que para o setor público a
adição seria obrigatória e opcional
para o setor privado.
Quanto ao regime tributário especial, a mensagem
explica que a farinha de trigo, tanto no estado puro, quanto
misturada ou associada a outras matérias, já se
encontra desonerada da contribuição de PIS/Pasep
e da Cofins.
De Brasília
Com agências
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Vermelho, 11 de outubro
de 2008
Lula mantém otimismo
sobre crise: ''O calo é no pé dos ricos''
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve
o tom otimista nesta sexta-feira (10), afirmando que a
crise financeira nos Estados Unidos não comprometerá as
metas de crescimento do Brasil. ''Agora não é uma
crise dos pobres. Agora, o calo é no pé dos
ricos'', disse Lula em entrevista a agências, no
Planalto, argumentando que hoje o país conta com
pilares estáveis, como um alto volume de reservas – mais
de US$ 200 bilhões.
Apesar das fortes quedas da Bolsa de Valores de São
Paulo (Bovespa), que nesta sexta-feira chegou a interromper
o pregão para segurar o pânico dos investidores,
Lula previuque o Brasil será o país que menos
vai sofrer com a crise financeira mundial.
''Brasil sofrerá menos que qualquer
país''
''Se tiver uma crise profunda de recessão nos
Estados Unidos e essa recessão atingir a Europa,
que atinge a China, obviamente todos os países irão
sofrer. Mas eu estou convencido de que o Brasil sofrerá menos
do que qualquer outro país com a crise econômica
surgida nos EUA'', asseverou o presidente.
''O sistema bancário brasileiro está sólido,
as finanças públicas brasileiras estão
sólidas, a política fiscal do governo está muito
sóbria e muito serena, as reservas nossas nos dão
tranqüilidade. Até agora não há sinal
de que a economia brasileira esteja envolvida no subprime.
Portanto, ela pode chegar aqui muito menor e não
vai atrapalhar o desejo nosso de continuar crescendo'',
afirmou o presidente.
''Quando visito alguém no hospital...''
Orientado por seus assessores a defender uma ''mensagem
de serenidade'' e de ''recusa ao alarmismo'', o presidente
observou que a crise não é dos países
pobres, mas sim das nações desenvolvidas,
um ''calo no pé dos ricos''.
''É como se nós tivéssemos tomado
uma vacina contra uma doença. Então ela está demorando
para chegar no Brasil e talvez, se chegar, chegue em uma
proporção muito menor do que está chegando
nos EUA, onde é o epicentro da crise, ou na Europa,
onde todos estavam metidos na especulação
financeira com o subprime'', avaliou. ''Sou um tipo de
ser humano que, quando vou visitar alguém no hospital,
não fico contando quantas pessoas morreram daquela
doença'', comentou também.
''Comprar tudo o que a gente sonha''
A mensagem do presidente aos brasileiros é que
continuem a produzir e consumir. “Precisamos nos
preparar para a gente comprar tudo o que a gente sonha
comprar no Natal. E torcer para o Ano Novo ser infinitamente
melhor.”
''O povo está vendo na televisão. É preciso
saber como essa crise é vendida todo santo dia. É preciso
que a gente dê às crises a dimensão
que elas têm. Essa crise americana é profundamente
forte, mas o Brasil está profundamente preparado'',
reiterou.
Lula voltou a descartar o uso de um pacote para combater
os efeitos da crise internacional sobre a economia brasileira.
Segundo ele, o Brasil já teve muitos pacotes e por
isso “quebrou a cara muitas vezes”. “Comigo
não tem pacote. Serão medidas a medidas,
pontuais”, afirmou o presidente.
Na entrevista Lula alegou uma agenda carregada para dizer
que não pretende participar de campanha no segundo
turno das eleições municipais. No entanto,
ele abriu uma exceção para São Paulo,
onde a petista Marta Suplicy disputa a maior Prefeitura
do país com Gilberto Kassab (DEM+Serra) e aparece
em desvantagem na primeira pesquisa Datafolha no segundo
turno.
“Não vou viajar. Não decidi ainda,
talvez eu vá a São Paulo só. Eu tenho
pouco tempo”, afirmou, argumentando que a partir
de domingo fará um giro de seis dias à Espanha, Índia
e Moçambique, além de outros compromissos
internacionais nas próximas semanas.
Da redação, com agências
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Congresso em Foco, 11 de
outubro de 2008
Analistas dizem que
Lula errou ao subestimar crise
Apesar do discurso de otimismo adotado pelo presidente
Lula em face da atual conjuntura financeira global, especialistas
ouvidos pelo Congresso em Foco afirmam que o pior da crise
ainda está por vir.
“ Passaremos por essa crise financeira, mas a do setor real (empresas privadas
e públicas de modo geral), ainda está por vir pela frente”,
prevê o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV)
Jandir Feitosa.
Segundo ele, os brasileiros não perceberão o impacto
da crise no curto prazo, mas no final de dezembro e início do
próximo ano. “Acho que, na virada do ano, vamos sentir
isso mais forte. No primeiro trimestre de 2009, é bem provável
que ela já esteja de fato instalada”, avalia.
O economista da Universidade de Brasília (UnB) Vitor Gomes divide
a mesma impressão, mas sob um aspecto diferente: a possibilidade
de uma quebradeira generalizada das instituições financeiras
em todo o mundo.
“ Não estamos no ponto mais crítico. Pode chegar a piorar,
por exemplo, se centenas de bancos viessem a quebrar. Seria muito pior”,
disse Gomes. “Acho que o Lula teve uma postura errada ao afirmar que a
crise dessa proporção não atingiria o país”,
acrescentou.
Medidas necessárias
Mas os especialistas acreditam que as medidas tomadas pelo governo
até agora foram apropriadas.
“ O maior problema atualmente é a falta de crédito e, por
isso, o governo está ampliando a oferta de crédito para manter
grandes fluxos, principalmente entre os bancos. Não acredito que haja
uma política para defender esse ou aquele banco, mas sim para proteger
o sistema financeiro”, explicou Gomes.
Feitosa acrescenta que a falta de dinheiro para empréstimo atinge
primeiro o banco e, depois, o consumidor. “Os bancos travam o
crédito para os consumidores. Sem crédito, a economia
não cresce. Isso pode gerar desemprego, fazer a economia parar
de crescer, gerar uma recessão. E isso é o que o mundo
mais teme”, ressaltou o professor da FGV.
Ele acredita que o crescimento do país em 2008 não está prejudicado “Mas
para o ano que vem, acho que vamos ficar num nível de crescimento
de 3,5%”, avaliou Feitosa.
Na última segunda-feira (6), o ministro da Fazenda, Guido Mantega,
e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, anunciaram novas
medidas para tentar conter os reflexos no país da crise financeira
global. Entre elas, está o repasse de R$ 5 bilhões do
Tesouro para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES), que servirão para reforçar a linha de
crédito conhecida como “pré-embarque”. A
iniciativa visa a assegurar o fluxo das exportações.
A equipe econômica também aposta na aplicação
de parte das reservas no mercado para aumentar a liquidez para os exportadores.
As medidas do governo fazem parte da Medida Provisória 422/08,
encaminhada na terça-feira (7) ao Congresso.
O Banco Central também prevê a concessão de empréstimos
aos bancos em dificuldades, que darão como garantia do pagamento
as carteiras de crédito.
Em nota divulgada hoje (10), o BC esclarece que não há limites
fixados para as operações de redesconto bancário
(concessão de um empréstimo por parte de um Banco Central
a um banco comercial) e nem para sua atuação nos mercados
cambiais. “O compromisso do Banco Central é com o bom
funcionamento dos mercados”, afirma a entidade em trecho da nota. (Erich
Decat)
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Gazeta do Povo, 11 de outubro
de 2008
Metrópole
Curitiba influencia
666 municípios
Estudo do IBGE revela que
a capital divide com Porto Alegre a condição
de principal cidade da Região Sul. E consolidou sua
posição no Norte do estado, antes considerado
reduto paulista
A Grande Curitiba consolidou seu poder de atração
no Norte do estado, tradicionalmente um reduto paulista,
e hoje exerce influência em todo o Paraná e
em parte de Santa Catarina. Estão na área
de influência de Curitiba 666 municípios,
com 16,178 milhões de habitantes – 63% a mais
que a população do Paraná (10,284
milhões). Os dados estão no estudo “Regiões
de Influência das Cidades”, divulgado ontem
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). O estudo agregou informações referentes à presença
de órgãos públicos, sedes de grandes
empresas e opções de educação,
saúde, lazer, compras e transporte.
Curitiba é uma das 12 metrópoles brasileiras
e divide com Porto Alegre a condição de principal
cidade da Região Sul do Brasil. “São
cidades com números muito parelhos. Não dá para
colocar uma na frente da outra. Elas têm influência
em seus estados e exercem grande atração
sobre Santa Catarina”, explica Ivone Lopes, geógrafa
do IBGE e uma das coordenadoras da pesquisa.
Segundo ela, o grande diferencial de Curitiba percebido
na pesquisa foi a consolidação da capital
na Região Norte do Paraná. A primeira pesquisa
do tipo, realizada há exatos 40 anos, mostrava uma área
totalmente associada à influência paulista,
com praticamente nenhum vínculo com Curitiba. “Até o
acesso de Curitiba a esses municípios era difícil.
A região era como paulista”, diz Belmiro Valverde,
ex-secretário de Planejamento do Paraná e
professor do doutorado em Administração da
Pontifícia Universidade Católica do Paraná.
A influência paulista continua, mas cidades classificadas
pelo IBGE como capitais regionais, casos de Londrina e
Maringá, passaram a ter em Curitiba uma referência.
A pesquisa mostra, por exemplo, que depois de São
Paulo é Curitiba a cidade que mantém maior
relacionamento empresarial com Londrina. “E a influência
não é só econômica. Ela é sociocultural”,
ressalta Ivone.
Santa Catarina
Da mesma maneira, a influência curitibana se faz
presente em todo estado de Santa Catarina, incluindo a
capital Florianópolis e Criciúma, no Sul
do estado. De acordo com os indicadores do IBGE, a rede
de municípios relacionados a Curitiba é uma
das mais estruturadas do Brasil. O Índice de Primazia
da capital paranaense é de 8,9, seis vezes menor
que o índice de Manaus, o maior dentre as metrópoles
brasileiras. Na prática, segundo Ivone, o índice
demonstra uma maior autonomia das cidades menores em relação à metrópole. “As
cidades médias, que tenham importância local,
apresentam uma boa infra-estrutura.” Graças
a essa autonomia, Curitiba é a metrópole
que apresenta a menor distância média de acesso
a serviços de saúde, cursos superiores e
aeroportos.
Nacionalmente, outras novidades percebidas na pesquisa
foram o fortalecimento de Brasília e Manaus e o
surgimento de centros urbanos que emergiram nas últimas
quatro décadas, localizados, principalmente, nos
estados de Mato Grosso, Rondônia, Tocantins, no Oeste
do Amazonas e no Sul e Leste do Pará. Também
destaca-se, embora com menor intensidade, a ascensão
de capitais do Nordeste (São Luís, Teresina,
Natal, João Pessoa, Maceió e Aracaju) e de
novos centros no Maranhão e no Piauí. A rede
de Fortaleza também cresceu e passou a ocupar o
mesmo patamar do Recife.
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Gazeta do Povo, 11 de outubro
de 2008
Câmara de Curitiba
Sindicalista em partido
de direita
Ex-cobrador de ônibus,
Denilson Pires foi eleito pelo DEM e propõe uma série
de mudanças no sistema de transporte coletivo
Denilson Pires da Silva: apoio de cobradores
e motoristas
O vereador eleito Denilson Pires começou a carreira
política pelo PT, em 1987. Após cerca de 20
anos e uma passagem pelo PTB, ele diz ter se encontrado no
DEM, partido de direita com o qual foi eleito para assumir
uma vaga na Câmara de Curitiba em 2009. Além
da trajetória curiosa entre partidos de diferentes
ideologias (e grandes adversários), está o
fato de Pires ser sindicalista e se intitular de centro-esquerda. “Espero
que o DEM seja o que é o Democrata nos Estados Unidos”,
diz. “Por ter Barack Obama contra o (George W.) Bush,
contra a invasão do Iraque, optei pelo DEM.”
Cobrador desde 1991, Pires preside há dez anos o
Sindicato dos Motoristas e Cobradores nas Empresas de Transporte
de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana,
com 11 mil filiados. Ele conta que propôs uma gestão
de sindicato diferenciada da visão tradicional e que é contra
radicalização. “Estamos conseguindo avançar
em coisas que em sindicatos antigos não avançavam”,
afirma, referindo-se a atendimento médico, assessoria
jurídica e recreação aos trabalhadores.
Perfil
Denilson Pires da Silva
(DEM), 40 anos
Cidade natal: Natural de Ibema,
Norte do Paraná. Chegou em 1969 a Curitiba.
Profissão: cobrador de ônibus.
Região que representa:
Bairro Novo, Sítio Cercado, Tatuquara, Osternack,
Ganchinho e Umbará.
Votação: 6.439 votos – 23° colocado.
Bandeiras políticas: primeiro
emprego à juventude, segurança com uma Guarda
Municipal mais atuante, transporte coletivo e saúde.
O sindicalista apoiou quatro greves – duas por salário
e duas por segurança. Na última greve de motoristas
e cobradores, em 2006, Pires foi contra por achar que não
era o momento correto. Para o próximo ano, estuda
a possibilidade de continuar à frente do sindicato
enquanto exerce o mandato. A assessoria jurídica da
Câmara diz que não há impedimento para
isso, mas o sindicato fica proibido de receber recursos municipais.
Propostas
Entre as propostas do eleito para transporte público
estão semáforos com sensores nas canaletas,
para dar prioridade aos ônibus, linhas saindo dos terminais
direto para o centro, ônibus biarticulados com trajeto
sem paradas, entre outras. Representando a categoria, pretende
acabar com a dupla função do motorista de microônibus,
que tem de cobrar dos passageiros e dirigir ao mesmo tempo,
e defender os trabalhadores que recebem reclamação
pelo telefone da prefeitura, o 156.
Pires diz acreditar que metade dos votos que recebeu veio
de motoristas e cobradores. Ele trabalhou como cobrador nas
linhas Interbairros 2, Interbairros 4, Pinheirinho CIC, Portão
CIC, Cabral Santa Cândida, Pluma e Futurama. Foi no
Interbairros 5 que fez bons amigos, que no fim de ano levavam
para os colegas champanhe, bolo e presentes. “Cobradores
e motoristas passam a fazer parte da vida das pessoas.” Foram
os amigos que conheceu, inclusive, que pediram para ele voltar
quando foi tirado da escala do Interbairros 5. O motivo da
saída foi a reclamação, feita pelo motorista,
de que Pires estudava demais no ônibus.
Do lado negativo da profissão, o sindicalista destaca
a falta de segurança e afirma que foi um dos primeiros
cobradores a ser assaltado em 1994. Outra dificuldade era
a pressão pelo troco. “Muitas vezes não
conseguia o troco e o pessoal ficava nervoso.” Antes
de ser cobrador, Pires vendeu banana com o padrinho e trabalhou
em frigorífico. Esta foi a primeira vez que disputou
uma eleição.
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Gazeta do Povo, 11 de outubro
de 2008
Câmara de Curitiba
Entrevista: Denilson
Pires (DEM), vereador eleito em Curitiba
Quais suas bandeiras políticas?
A principal bandeira nossa é a questão da
juventude, do primeiro emprego, e da segurança.
Uma tem a ver com a outra. O tráfico de drogas diretamente
proporcional à juventude, à ociosidade, que
reflete diretamente na segurança. Então é uma
coisa que temos que trabalhar muito.
Na área de segurança, o senhor
pretende transformar a Guarda Municipal com poder de
polícia. Como será feito?
Existe entendimento de alguns juízes de que a Guarda
Municipal pode ter poder de polícia. Segurança é dever
do Estado, não fala se é municipal, estadual
ou federal. No que interpretei, Estado é todo conjunto,
de todas as instituições. Por isso há brecha
que pode ser usada para que a Guarda Municipal de Curitiba,
que é uma das mais bem preparadas do Brasil.
Como funcionaria a integração com
a Polícia Militar e a Civil?
Mais ou menos como funciona a operação ônibus
seguro. Hoje é integração muito legal.
Tínhamos 8 mil e poucos assaltos por mês há dez
anos, com quatro mortes no transporte coletivo. Fizemos
um trabalho de unificação entre a Guarda
Municipal e a Polícia Civil e Militar e esse número
reduziu para menos de 1,5 mil por mês, com nenhuma
morte há quase dois anos. É um serviço
de inteligência.
Com o treinamento que os guardas municipais recebem,
eles estão preparados?
Acho que já estão, mas ainda faltam alguns
detalhes. Falta para a Guarda Municipal uma academia própria
para que possa atuar nesse papel de ajudar o estado, em
conjunto com a Polícia Militar e a Polícia
Civil. Em uma cidade grande é impossível
colocar um policial dentro de cada ônibus, em cada
quadra. Mas com a união das três forças,
e dando poder para a Guarda Municipal de Curitiba atuar
como polícia, vamos ter melhora sensível
na parte de segurança.
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Folha de S.Paulo, 11 de
outubro de 2008
G7 lança ação
coordenada contra a crise
Reunidos nos EUA, ministros
de países ricos acertam medidas para tentar estabilizar
o sistema financeiro internacional
No caso dos EUA, ações
do governo devem se concentrar na compra de participações
diretas nos bancos, que tiveram forte recuo na Bolsa
FERNANDO CANZIAN
ENVIADO ESPECIAL A WASHINGTON
Os ministros das Finanças do G7 (EUA, Japão,
Alemanha, Reino Unido, França, Canadá e Itália)
chegaram ontem a um acordo sobre as medidas a serem adotadas
conjuntamente para tentar estabilizar o sistema financeiro
internacional. As duas principais ações são
a compra direta por governos de participações
em bancos privados e a compra de títulos deles com
dinheiro público.
" Cada país adotará as medidas como considerar mais adequado
para as suas próprias circunstâncias. O mercado não pode
ser ingênuo e achar que a aplicação será exatamente
igual para todos", afirmou o secretário do Tesouro dos EUA, Henry
Paulson, após a reunião.
" O principal foco é o aumento da liquidez e fortalecer as instituições
financeiras. As medidas serão adotadas imediatamente. Não estamos
perdendo tempo aqui", disse.
O comunicado do Tesouro dos EUA com as medidas tem apenas uma página. É mais
uma carta de intenções, sem detalhes de como exatamente
as medidas serão implementadas. Nem de quanto cada país
utilizará para tentar salvar o sistema de um colapso. São
os seguintes os pontos acordados:
1) "Ação efetiva e uso de todos
os mecanismos possíveis para auxiliar sistematicamente
importantes instituições financeiras e evitar
que elas venham a falir";
2) "Descongelar o mercado de crédito e fornecer liquidez
(dinheiro) aos bancos";
3) "Permitir que bancos e outras instituições obtenham
capitais públicos e privados em volume suficiente para restabelecer
a confiança e para continuarem emprestando às famílias
e às empresas";
4) "Reforçar os sistemas públicos de garantias de
depósitos bancários de cada país";
5) "Reativar os mercados secundários de empréstimos
imobiliários e de títulos. Para isso, a avaliação
acurada e transparente do valor desses ativos e um alto nível
de contabilidade serão indispensáveis".
O comunicado destaca ainda que todas as ações devem "proteger
os contribuintes e evitar que prejudiquem os países".
Para implementar alguns dos pontos do plano anunciado, o Reino Unido
articula programa de US$ 87 bilhões para nacionalizar parcialmente
até oito bancos. Os EUA também pretendem fazer o mesmo,
usando parte dos US$ 700 bilhões aprovados pelo Congresso. O
Japão também quer mudar sua legislação
para permitir injeções diretas de dinheiro estatal no
sistema financeiro.
A adoção de medidas coordenadas é considerada
a última cartada para tentar acalmar os mercados financeiros
globais, que ontem voltaram a ter um dia dramático, com quedas
na faixa de dois dígitos, paralisação de pregões
e brusco sobe-e-desce de índices.
No caso dos EUA, as ações do Tesouro devem se concentrar
na compra de participações diretas nos bancos, cujos
preços das ações despencaram nas últimas
semanas. A avaliação dos EUA é que, comprando
pedaços de bancos, o Tesouro protege mais o dinheiro do contribuinte
-com possibilidade até de alcançar ganhos na operação
se a instituição se recuperar.
Já a injeção de recursos via compra de títulos
dos bancos trará grande risco aos governos, pois muitos papéis
podem terminar sem valor. A dificuldade é obter maiores garantias
dos bancos, o que dividiu algumas opiniões entre o G7.
Outra das medidas que causaram certa divisão foi a de aumento
das garantias aos depósitos bancários e a limitação
dos salários dos executivos dos bancos em que os governos adquirem
participações. Essas duas medidas já constam como
regra no plano de US$ 700 bilhões norte-americano, e cada país
deverá decidir agora como agir e os limites de garantias.
" Não podemos imaginar uma resposta que seja a mesma para todos os
países, pois o mesmo método pode não se aplicar a um mercado
diferente", afirmou a ministra das Finanças da França, Christine
Lagarde, antes da reunião. Seu colega alemão, Peer Steinbrueck,
foi na mesma linha, afirmando que "as soluções talvez sejam
diferentes entre cada país".
Com o fim de semana pela frente e um feriado nos EUA na segunda, o
mercado terá tempo para digerir o resultado do encontro. Hoje
os ministros do G7 encontram, na Casa Branca, o presidente George W.
Bush para discutir o mesmo assunto.
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Folha de S.Paulo, 11 de
outubro de 2008
Lula veta uso do FGTS
para quitar imóvel em consórcio
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O presidente Lula vetou a possibilidade de os mutuários
usarem o saldo da conta no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo
de Serviço) para quitar, de forma parcial ou total,
parcelas de consórcios de imóveis. A lei
que regulamenta o mercado de consórcios passa a
valer a partir de janeiro de 2009.
De acordo com a justificativa da área técnica do governo,
a nova lei prevê a possibilidade de usar o FGTS em lances de
consórcios para obtenção de carta de crédito
para aquisição da casa própria. Isso, no entanto,
já era permitido em resolução do Conselho Curador
do fundo. Também já era permitido o uso do saldo como
complementação do valor da carta de crédito no
ato da compra.
A ampliação do uso para pagamento de prestações
e liquidação ou amortização do saldo devedor,
afirma o governo nas razões do veto, "representaria um
volume de recursos significativamente maior, o que tenderia a reduzir
os recursos que o FGTS dispõe para financiamento". Isso
levaria à diminuição dos recursos disponíveis
para financiamento de habitação para baixa renda, além
de projetos de saneamento básico e infra-estrutura urbana.
A Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios
informou, em nota, que "a nova lei é uma conquista do sistema
de consórcios, conferindo estabilidade jurídica à atividade".
Afirma, porém, que o veto causou "estranheza". "Uma
perda para a classe trabalhadora, visto que o saldo do fundo poderia
ser usado, equiparando-se às liberações do SFH."
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Folha de Londrina, 11 de
outubro de 2008
Construção
e automóveis mantêm ritmo de crescimento
Os segmentos da construção civil e de automóveis
- que comercializam bens de maior valor - afirmam que ainda não
foram atingidos pela crise financeira. Pelo contrário, os dois
setores continuam registrando aumento nas vendas e, portanto, mantendo
ritmo de crescimento. O diretor de Marketing da Construtora A.Yoshii,
Leonardo Yoshii, afirma que a partir de setembro o número de visitas
ao stand de vendas da construtora caiu, mas as vendas foram até maiores
do que as registradas em agosto.
''Em momento de turbulência os investidores deixam
o mercado financeiro para investir em ativos mais seguros.
Tanto que a maioria dos apartamentos vendidos foi para
investidores'', diz Yoshii. Na sua avaliação,
no próximo ano o mercado estará mais estabilizado
e deverá sentir de forma mais clara as nuances da
crise financeira. Por isso, a construtora está em
compasso de espera para definir seu planejamento até que
esteja consolidado o volume de crédito e as taxas
de juros, fatores decisivos para os compradores.
O Sindicato das Concessionárias do Norte do Paraná (Sincovave)
também aposta em uma manutenção do
crescimento do setor. Inclusive, a expectativa é que
o segmento registre vendas 30% maiores em dezembro comparado
com o mesmo período de 2007. ''Acreditamos que o
setor vai continuar aquecido, o problema é só o
'efeito psicológico' da crise. Mas as indústrias
estão apresentando novidades e lançamentos,
o que deve manter a expectativa de compra nos consumidores'',
avalia Carlos Picchi, presidente do Sincovave e diretor
da Citroen.
Ele, inclusive, afirma que a apreciação
do dólar ainda não influenciou nos preços
dos carros importados. Isso ocorre porque, o trâmite
de importação de um veículo é de
cerca de três meses e, portanto, foram comprados
quando a cotação do dólar ainda estava
na casa dos R$ 1,60. O mesmo deve ocorrer com os preços
dos veículos nacionais, que não devem ter
reajuste de preço. ''O único problema será se
os juros subirem porque isso afeta o consumidor'', diz
Picchi. No entanto, ele ressalva que os juros praticados
pela indústria automotiva ainda são bem menores
do que os do mercado financeiro.
Enquanto as taxas do cheque especial estão na casa
dos 9% ao mês e das duplicatas na casa dos 4% mensais,
por exemplo, o juros de financiamentos de veículos
são de 1,80% por mês. ''Um ciclo de crescimento
não muda tão rápido porque as pessoas
já estão com a cultura do conforto e da segurança,
proporcionados pelos carros novos'', afirma o presidente
do Sincovave. (F.M.)
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Folha de Londrina, 11 de
outubro de 2008
Trabalho Decente é tema
de ato de sindicatos
Curitiba - Os conceitos de liberdade de expressão, segurança
e igualdade de diretos foram debatidos na Agência do Trabalhador,
centro da cidade, durante uma manifestação pela Jornada
Mundial pelo Trabalho Decente promovida pela Central Única dos
Trabalhadores, filial Paraná (Cut/PR).
A Jornada resgata um princípio fundamental da Organização
Internacional do Trabalho que, no Brasil, se traduz na
defesa da redução da jornada sem alteração
de salário justo, ampliação da oferta
do primeiro emprego e da qualificaçaão do
jovem, além de garantia de carteira assinada, respeito à organização
sindical e repúdio ao trabalhos infantil e escravo.
‘‘O ato foi para chamar a atenção
que temos direito garantidos que esquecemos de cobrar.
Também estamos nos articulando para uma fiscalização
mais efetiva dentro das empresas, a fim de garantir os
direitos dos trabalhadores’’, comenta o presidente
da Cut/PR, Roni Anderson Barbosa.
De acordo com uma pesquisa realizada pelo Sindicato dos
Bancários em parceria com o Dieese, apontou que
as mulheres ganham em média 30% a menos que os homens
com amesma função delas, no setor de bancos.
As manifestações mundiais aconteceram em
7 de outubro, mas devido às eleições,
a data de ontem foi a escolhida. na ocasião, 155
países reuniram 168 milhões de pessoas.
Cláudia Palaci
Equipe da Folha
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