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Agência Diap, 22 de
outubro de 2008
REGISTRO SINDICAL
DIAP publica pareceres técnicos
sobre Portaria 186
A Portaria 186, editada pelo Ministério
do Trabalho e Emprego (MTE), em 10 de abril, fixou novas normas para
o registro de entidades sindicais, que causaram e ainda causam enorme
polêmica no meio sindical ao abrir espaço para a introdução
do modelo de organização pluralista.
A principal crítica à portaria
refere-se às modificações introduzidas no que diz
respeito ao registro das entidades de grau superior – caso específico
das federações e confederações. O texto provocou
manifestações contrárias e favoráveis às
medidas adotadas pelo MTE.
Com o objetivo de contribuir
com o aprofundamento deste debate que permeia toda estrutura sindical,
o DIAP coloca disponível a íntegra de quatro – três
deles de membros do corpo técnico do DIAP – pareceres técnicos
sobre o polêmico assunto. Os documentos, assinados por conhecidas
autoridades em direito sindical, oferecem aos interessados uma oportunidade única
de se aprofundarem no conhecimento do assunto.
Veja a íntegra dos quatro pareceres:
Edésio Passos: Imperfeições
sobre registro sindical
Hélio Stefani
Gherardi: A
Portaria 186 do MTE
José Carlos Arouca: Portaria
186 de 10 de abril de 2008
Amauri Mascaro
Nascimento: O
novo registro de sindicatos
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Agência Brasil, 22 de outubro de 2008
Ipea mostra que 54 milhões
não vivem em moradias dignas
Em todo o Brasil, 54 milhões
de pessoas, o equivalente a 34,5% da população urbana,
ainda vivem em condições de moradia inadequadas. Os dados
fazem parte de estudo feito com base na Pesquisa Nacional por Amostra
de Domicílios (Pnad) 2007, divulgado nesta terça-feira
(21) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo
a pesquisa Pnad 2007: Primeiras Análises, praticamente um em cada
três brasileiros que vivem nas cidades não tem condições
dignas de moradia.
O estudo mostra que indicadores
habitacionais como domicílios urbanos providos de paredes e teto
construídos com materiais duráveis apresentam índices
de cobertura superiores a 98,6%, considerados pelo estudo como “bastante
elevados”. Há registros também de banheiros de uso
exclusivo do domicílio para 97,5% das pessoas que vivem em áreas
urbanas, de iluminação elétrica em 99,8% das moradias
e de conexão com a rede de telefonia fixa em 75,6%.
Os principais problemas habitacionais,
segundo o Ipea, estão relacionados ao grande adensamento de pessoas,
ao ônus excessivo com o pagamento de aluguel, à proliferação
de assentamentos precários e aos casos de mais de uma família
vivendo em uma mesma residência.
O número de pessoas que
moram em domicílios urbanos onde há superlotação
domiciliar – com densidade superior a três pessoas por cômodo
usado como dormitório –, por exemplo, é de 12,3 milhões
de habitantes, o que representa 7,8% da população urbana.
De acordo com o estudo, os brasileiros que sofrem com o adensamento excessivo
estão concentradas nas regiões metropolitanas de São Paulo
(2,2 milhões) e do Rio de Janeiro (1 milhão). Já em termos
relativos, o problema é mais grave nas regiões metropolitanas
de Belém, de São Paulo e de Salvador, onde os percentuais são
de 16,6%, 11,7% e 10,6%, respectivamente.
No que diz respeito à população residente em assentamentos
precários, a pesquisa verificou uma redução considerada “substancial” no
número de pessoas que vivem em cortiços (domicílios do
tipo cômodo), de 870 mil, em 1992, para 408 mil, em 2007. Ainda assim,
no ano passado, o número de brasileiros em situação de
irregularidade fundiária em áreas urbanas e cujas residências
estavam construídas em terrenos de propriedade de terceiros ou sob outras
condições de moradia, como invasão, era de 7,3 milhões.
“
Não foi possível deter o crescimento da população
residente em domicílios improvisados nem do número de pessoas
residentes em favelas e assemelhados. No caso das favelas, o crescimento
absoluto foi de mais de 2 milhões de pessoas, alcançando
a cifra de quase 7 milhões em 2007, dos quais 4 milhões
são moradores da Região Sudeste, concentrados em termos
numéricos nas regiões metropolitanas de São Paulo
e do Rio de Janeiro”, destaca a pesquisa do Ipea.
Água encanada
A pesquisa do Ipea mostra também
que o Brasil alcançou este ano a meta do milênio referente à oferta
de água potável em áreas urbanas. De acordo com
o estudo, 91,3% dos domicílios brasileiros já recebem água
encanada por rede geral – meta prevista para ser alcançada
até 2015, segundo a Organização das Nações
Unidas (ONU). No total, porém, 13,8 milhões de pessoas – cerca
de 375 mil a menos do que o registrado pela Pnad em 2006 – ainda
não dispõem do serviço.
Entre 2006 e 2007, a Região
Nordeste foi a que registrou o maior número de pessoas com acesso à água
encanada (incremento absoluto) – cerca de 877 mil habitantes. A
localidade foi eleita como prioritária para receber recursos orçamentários
do governo.
Apenas no último ano,
o Ipea mostra que foi possível levar água potável
para quase 2,2 milhões de brasileiros – 2 milhões,
em áreas urbanas, e 198 mil moradores de zonas rurais.
Entretanto, o sistema de água
encanada está disponível para menos de 28% das pessoas
que vivem em zonas rurais. Nessas regiões, segundo a Pnad, 58%
da população ainda usa água de poço ou de
nascente, e cerca de 39,3% não têm sistema de encanamento
dentro de casa.
Fonte: Agência Brasil
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O ESTADO DO PARANÁ,
22 de outubro de 2008 | Economia
Aluguel compromete mais de 30% da
renda no País
Elizangela Wroniski
O número de pessoas que comprometem mais de 30% de sua renda com aluguel
em áreas urbanas no País aumentou no último ano: subiu
de 3,2% para 3,4% da população. O problema também é sentido
na Região Metropolitana de Curitiba, atingindo 88.195 mil pessoas.
As informações
foram divulgadas ontem e fazem parte de uma análise sobre a Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), edição
de 2007, publicada no mês passado.
Outra situação
levantada é a quantidade excessiva de pessoas dividindo a mesma
casa. Na Grande Curitiba a questão é vivenciada por 112.208
pessoas. A análise compara as áreas urbanas da Região
Metropolitana de Curitiba com áreas periféricas de outras
nove capitais brasileiras, mais o Distrito Federal.
A capital paranaense fica em
sétimo lugar quando se leva em conta o número de pessoas
que sofrem com gastos excessivos para pagar o aluguel. O alto custo é sentido
por 3% dos moradores.
Já a região que
concentra mais o problema é a do Distrito Federal. Lá a
situação atinge 6,9% da população. Depois
aparece São Paulo, com 4,9%, seguido do Rio de Janeiro, com 4,5%.
O estudo também faz um
balanço da quantidade de pessoas que precisam dividir a mesma
casa. Foram levados em conta domicílios onde havia mais de três
pessoas usando o mesmo dormitório.
A região de Curitiba ocupa
a melhor classificação, com 3,8% da população,
correspondendo a 112.208 pessoas. A pior classificação
ficou com Belém - o problema atinge 16,6% dos moradores -, seguido
de São Paulo, com 11,7%, e Salvador, com 10,6%.
A análise também
traz outros dados sobre a moradia, como o aumento de assentamentos precários,
embora não haja dados locais. As favelas tiveram um acréscimo
de dois milhões de pessoas, alcançando uma cifra de sete
milhões em 2007, em todo o País.
Destas, 4 milhões são
moradoras da região sudeste, concentradas principalmente nas regiões
metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro. “Aproximadamente
34,5% da população urbana ainda vive em condições
de moradia inadequadas. Retrato da desigualdade brasileira: enquanto
os 10% mais ricos detêm 75% da riqueza nacional, um a cada três
brasileiros das cidades não tem condições dignas
de moradia”, reflete o estudo.
Rede
de água atinge meta da ONU
Cintia Végas
O Brasil já conseguiu
alcançar pelo menos uma das metas de desenvolvimento do milênio
estabelecidas pela Organização das Nações
Unidas (ONU), que determina a redução da população
sem acesso à água potável até 2015. Em território
nacional, foi constatado que 91,3% das pessoas que vivem em áreas
urbanas já têm água canalizada de rede geral.
O dado faz parte da edição
2007 da Pnad. No último ano foi possível levar água
de rede geral para quase 2,2 milhões de brasileiros (dois milhões
em áreas urbanas e 198 mil moradores de zonas rurais), sendo que
o maior incremento absoluto (cerca de 877 mil pessoas) aconteceu na região
nordeste.
Entretanto, ainda há desigualdades
sociais. A água de rede geral está disponível para
menos de 28% dos moradores do campo. Na região sul do País,
cerca de 30% dos habitantes de zonas rurais têm acesso à rede
geral, sendo que 68,9% ainda utilizam poços ou nascentes.
Quanto ao esgotamento sanitário,
a Pnad 2007 revelou que houve aumento de três pontos percentuais
na proporção da população urbana com acesso à rede
de esgoto em relação a 2006. O aumento foi considerado
o maior dos últimos 15 anos, passando de 54,4% (em 2006) para
57,4% (em 2007).
O motivo seria ampliação
dos investimentos com o Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC), de R$ 40 bilhões entre 2007 e 2010. Nas regiões
sul e sudeste, os níveis de qualidade dos serviços de esgoto
são os melhores (85%).
Em relação ao lixo,
a Pnad 2007 revela que 97,6% da população urbana do País
conta com serviços de coleta direta (90%) e indireta (7,6%). Na
zona rural, entretanto, só 26,93% dos habitantes contam com coleta
de lixo. A região sul é a que tem os maiores níveis
de coleta, com o serviço disponível para 99,46% da população
urbana e 43,79% da rural.
As
invasões e a falta de dinheiro para morar
Elizangela Wroniski e Leonardo Coleto
Em Colombo, segunda maior cidade
da Região Metropolitana de Curitiba, a falta de condições
para comprar um imóvel ou pagar aluguel fez com que sete mil famílias
invadissem terrenos públicos e particulares da cidade.
O problema é tão
grave que a prefeitura não tem condições de criar
um programa para atender a expansão da demanda por novas moradias.
Por enquanto, os esforços se concentram apenas na regularização
dessas áreas.
Segundo o secretário de
Desenvolvimento Urbano e Habitação, Milton Peter Hopker,
desde 2005 a prefeitura, em parceria com os governos do Estado e federal,
conseguiu resolver a situação de 3,6 mil famílias
com a regularização. Agora está previsto o atendimento
de outras 1,6 mil pessoas. “A condição de vida dessas
pessoas é precária”, revela.
A família de Jaci de Oliveira,
de 50 anos, se encaixa neste perfil. Ela não mora em área
de invasão, mas sofre para pagar aluguel. Junto com ela, vivem
nove pessoas, no bairro Rio Verde, em Colombo, com uma renda de R$ 950.
Mensalmente R$ 350 vão para o aluguel. “Quando chega o fim
do mês, temos que segurar o orçamento para não atrasar
todas as contas e manter tudo em dia e sem juros”, diz.
Outra situação é a
falta de espaço dentro da casa, que conta com uma cozinha, uma
sala, um banheiro, o quarto do casal e mais três quartos divididos
entre os familiares. “É apertado, mas sempre damos um jeito”,
brinca.
Getulio Beira e sua família
enfrentam situação parecida. Com renda de R$ 900, precisa
sustentar cinco filhos. “Pagamos R$ 220 de aluguel. Esse dinheiro
compromete toda a renda da nossa família.
Além disso, temos que
pagar luz, água, gás e alimentação. É difícil,
mas mesmo assim, conseguimos manter todas as contas em dia”, diz
Rosangela da Luz Ramos Souza, de 48 anos.
O coordenador do curso
de Economia do Centro Universitário Franciscano do Paraná (FAE),
Gilmar Lourenço, diz que o alto comprometimento da rendas das
famílias revela que a população não está conseguindo
ganhar o suficiente para satisfazer as necessidades básicas.
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Gazeta do Povo, 22 de outubro de 2008
Construção civil
Construtoras ganham fôlego
com anúncio do governo
As empresas de construção civil com ações listadas
na Bovespa tiveram ontem um dia de euforia, motivado pela anúncio, feito
na véspera, de que o governo federal deve injetar até R$ 4 bilhões
no setor. Enquanto a bolsa teve queda de 1% ontem, as cinco empresas que compõem
o índice Infomoney do ramo imobiliário e de construção
subiram 7%, um movimento contrário ao do restante do ano. Se o mercado
acionário respondeu bem à iniciativa da União, empresários
e economistas dizem que só podem avaliar os impactos do pacote quando
ele for detalhado, o que só deve ocorrer nos próximos dias.
Pelo esboço inicial do pacote, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES) deve injetar dinheiro nas empresas de capital aberto, por
meio da subscrição de debêntures, e a Caixa lançará uma
linha de crédito especial voltada para capital de giro. O valor total
do pacote pode ir de R$ 2,5 bilhões a R$ 4 bilhões. De acordo
com o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon),
há cerca de 100 mil construtoras no país, das quais 25 listadas
em bolsa.
“ O governo ainda está pensando em como fazer, e é aí que
reside o problema. O anúncio gerou muita euforia, mas, quando formos ler
as entrelinhas do pacote, pode ser que nem todos fiquem satisfeitos”, avalia
o vice-presidente de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro
de Executivos de Finanças no Paraná (Ibef-PR), Nelson Luiz de Paula
Oliveira. Segundo ele, a tendência é que as medidas do governo sejam
bastante generosas. “O fato é que esse é um setor gerador
de muita mão-de-obra, e um dos trunfos do governo federal para manter
alto o nível de emprego.”
Para o presidente do Sinduscon no Paraná, Hamilton Franck, o pacote é mais
importante por acalmar o mercado do que propriamente por resgatar as empresas. “A
crise existe, mas o agravamento dela é mais fruto da histeria e de informações
desencontradas”, opina. “Este momento é passageiro, de acomodação
do mercado. Certamente ocorrerão algumas fusões e aquisições.
Mas, para o consumidor final, que continua tendo acesso aos financiamentos,
não deve ocorrer nenhuma mudança.”
O diretor do grupo LN, Luis Napoleão, também diz que as medidas
federais são importantes para restabelecer a credibilidade de construtoras,
principalmente aquelas com papéis negociados na bolsa, que vinham sofrendo
constantes quedas. De acordo com o índice Infomoney, enquanto a Bovespa
teve desvalorização de 39% no ano, as construtoras caíram
60%. “As empresas descapitalizadas são um bom investimento para
outras mais sólidas, até mesmo para o próprio governo.
Claro que algumas terão que rever planos de expansão e lançamentos,
mas o setor não está em uma sinuca de bico”, afirma.
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Folha de S.Paulo, 22 de outubro
de 2008
Construtoras vêem ritmo 40% menor
em 2009
SHEILA D'AMORIM
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O socorro de até R$ 4
bilhões do governo para a construção civil -anunciado
ontem e previsto para ser detalhado somente hoje durante encontro nacional
de empresários no Maranhão- é uma tentativa de evitar
que o crescimento de um dos motores da economia no último ano
caia quase pela metade em 2009.
Apesar de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda,
Guido Mantega, sustentarem publicamente que a crise internacional terá um
impacto marginal no Brasil, a equipe econômica já se convenceu
de que é preciso mais do que discurso para manter o ânimo empresarial.
O foco das novas medidas será o setor imobiliário, que representa
cerca de 45% da indústria da construção civil.
A idéia do governo é assegurar linhas de crédito baratas
para capital de giro, para permitir que empreendimentos já engatilhados
possam ser transferidos a terceiros que queiram levá-los adiante.
Esses recursos também podem possibilitar a fusão entre empresas
e a compra de recebíveis (créditos) imobiliários das construtoras
que investiram o capital próprio nos empreendimentos.
Nas última semanas, os empresários da construção
mostraram ao governo que, em vez de crescimento próximo aos 8,8% esperado
para este ano, em 2009, no melhor dos cenários, será possível
se aproximar dos 5% de 2007, uma queda de mais de 40%.
Fuga
de recursos
"Ninguém estava dando muita bola para a crise, imaginando que ela
passaria ao largo da economia real no Brasil. Mas com a fuga de recursos e a
falta de crédito, as empresas caíram na realidade e começaram
a pensar no futuro", afirma Paulo Safady Simão, presidente da CBIC
(Câmara Brasileira da Indústria da Construção).
A interlocutora inicial do setor foi a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff,
que foi informada da suspensão e da redução de empreendimentos
por parte de construtoras. Segundo a Folha apurou, há justificativas
de todos os tipos.
Para algumas empresas que investiram todo o seu capital na compra de terrenos
e no lançamento de obras nos últimos anos, faltam recursos para
levar adiante os projetos previstos para 2009 e que garantiriam um ciclo de
mais três anos de crescimento pela frente.
Para outras, até há capital, mas, como não se sabe a extensão
da crise atual, o impacto que ele terá na demanda por imóveis
e no custo de produção, as empresas optaram por não se
descapitalizarem, prevendo que em 2009 o cenário vai mudar.
"As empresas estavam indo bem. Mas o país vai ter redução
de crescimento em 2009. Os empresários esperam um retração
e vão adiar empreendimentos. Muitos não querem colocar a mão
no bolso por medo de a crise ser muito prolongada", diz Simão.
Indefinições
Segundo ele, são tantas as indefinições atuais no mercado
que é difícil prever quanto o setor poderá crescer.
"O que imaginamos é que os R$ 3 bilhões que pedimos -e que
podem chegar a R$ 4 bilhões- serão suficientes para não
frear bruscamente o crescimento do setor", afirma Simão.
Ele explica que a previsão era iniciar em 2009 um novo ciclo de investimentos
na construção e que as empresas se prepararam para isso. O primeiro,
iniciado em 2006/2007, já está contratado e garantirá crescimento
da construção em 2009. "Não vamos mais crescer o
que imaginávamos em 2009 e não sabemos a profundidade da crise
atual. Por isso, a necessidade de assegurar recursos."
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O ESTADO DO PARANÁ,
22 de outubro de 2008 | Economia
Setor de material de construção
registra crescimento
Redação
O setor de material de construção cresceu 9,8% de janeiro a setembro
de 2008 na comparação com o mesmo período de 2007. Os
dados são da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes
de Material de Construção), foram divulgados ontem, e refletem
o desempenho das lojas em volume de vendas. No acumulado dos últimos
12 meses, o desempenho do setor foi de 11%.
“Em setembro tivemos
uma acomodação na atividade com pequena variação
de 3% sobre setembro de 2007, mas o suficiente para elevar as vendas
acumuladas de janeiro a setembro deste ano para 9,8%”, explica
Cláudio Conz, presidente da Anamaco. Segundo ele, essa acomodação
deve se prolongar em outubro, porém sem apresentar queda nas
vendas.
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Agência Diap, 22 de outubro de 2008
EXPECTATIVAS DE INFLAÇÃO
Analistas elevam projeção
para o IPCA do próximo ano para 4,9%
As expectativas de inflação
do mercado financeiro para 2009 voltaram a piorar, interrompendo uma
seqüência de cinco semanas de baixa, de acordo com dados da
pesquisa de expectativas de mercado divulgada ontem pelo Banco Central.
Agora, os cerca de 100 analistas econômicos consultados no levantamento
esperam uma variação de 4,9% no Índice de Preços
ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2009, ante 4,8% da pesquisa anterior.
O percentual supera o centro
da meta de inflação estabelecido para o ano, de 4,5%. O
mercado aumentou de 6,20% para 6,23% o IPCA esperado para 2008, e a inflação
prevista pelos analistas para os próximos 12 meses subiu de 5,13%
para 5,25%.
A deterioração
nas expectativas de inflação alimenta as dúvidas
no mercado financeiro sobre a resposta que o Comitê de Política
Monetária (Copom) do BC, que se reúne na semana que vem,
vai dar à crise internacional.
Nas últimas semanas, parte
dos analistas econômicos passou a prever uma pausa no ciclo de
aperto monetário - ou até mesmo uma distensão -
em virtude dos efeitos da crise mundial no Brasil. Por essa visão,
a economia doméstica passaria a crescer menos, arrefecendo as
pressões inflacionárias que foram observadas desde fins
de 2007.
Mas, para parte dos observadores
econômicos, a crise internacional teria efeito líquido inflacionário.
A queda dos preços das "commodities" e o menor crescimento
doméstico tenderiam a conter pressões inflacionárias,
mas não a ponto de compensar completamente os efeitos negativos
da recente desvalorização do real sobre os preços.
O mercado financeiro aumentou,
pela terceira semana seguida, sua expectativa para a taxa de câmbio
no fim deste ano, de R$ 1,85 para R$ 1,90. Para 2009, a expectativa foi
revista, também de R$ 1,85 para R$ 1,90.
O mercado espera que, na sua
reunião da semana que vem, o BC promova uma alta de 0,5 ponto
percentual na taxa básica de juros, que subiria dos atuais 13,75%
para 14,25% ao ano. Na última reunião do ano, marcada para
dezembro, a taxa subiria mais uma vez, para 14,5% ao ano, segundo a pesquisa
do BC.
Os chamados Top 5 de curto
prazo, grupo de cinco departamentos econômicos do setor privado
que mais acertam suas projeções, também espera
uma alta de 0,5 ponto na taxa Selic na reunião da próxima
semana. (Fonte: Valor Econômico)
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FOLHA DE LONDRINA, 22 de
setembro de 2008 | Economia
Lula diz que crise não afeta
produção e varejo
Para o presidente, momento é uma oportunidade
para que o Estado passe a ter influência no sistema financeiro
internacional
São Paulo - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem
que a crise no sistema financeiro não afetou a produção
e o varejo brasileiros. Sobre a contração do crédito,
que já chegou ao País, Lula questionou para onde foram os recursos
que estavam no mercado.
''Essa crise já resultou
num buraco de mais de US$ 3 trilhões e até agora o Brasil
não quebrou, e até agora não estamos sentindo o
efeito dessa crise na produção e nem no varejo. Nós
estamos sentindo no crédito. Nós temos um problema de crédito
porque eu não sei onde estão tantos trilhões de
dólares que estavam voando de banco para banco, de papel para
papel'', afirmou, na comemoração dos 60 anos da Sociedade
Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na capital paulista.
Lula comparou a situação
a uma dança de cadeiras entre os banqueiros. ''De repente, sabe
aquela brincadeira em que colocamos cinco cadeiras e seis pessoas? E
todo mundo senta nas cadeiras e um fica de pé? Eu acho que os
banqueiros fizeram isso. De repente, o dinheiro desapareceu. Não
tem crédito na Alemanha, na França, Inglaterra, Brasil.
Onde foi esse dinheiro?'', ironizou. Lula disse que a crise é uma
oportunidade para que o Estado passe a ter influência no sistema
financeiro internacional e aproveitou para ironizar os críticos
da participação do Estado na economia. ''O mercado, que
poderia resolver tudo, e que ditou regras nos últimos 30 anos à sociedade,
no primeiro fracasso recorre ao paizão, que é o Estado'',
alfinetou.
O presidente afirmou que os países
periféricos não estão envolvidos na crise financeira
e estão dando solidez para a economia mundial. Ele reafirmou que
o governo não lançará mão de um pacote, mas
enfrentará os problemas de forma pontual, na esperança
de que as ações anunciadas pelos bancos centrais norte-americano
e europeus surtam efeito.
Lula citou que o Banco Central
(BC) e a equipe econômica estão trabalhando com muito esforço
para evitar que a crise afete o desenvolvimento do País. Ele ressaltou
a importância da manutenção do crédito para
a população, uma vez que o mercado interno é um
instrumento fundamental para manter a economia aquecida. Tem gente que
acha que sou muito otimista, que eu deveria falar com menos otimismo.
Eu não posso. Imagine você visitar um companheiro no hospital
que está em fase terminal, você sentar na beira da cama
e dizer: ontem morreu um cara assim igual a você'', comparou, sob
riscos dos pesquisadores.
Ele citou que o governo já reforçou
o crédito para a agricultura e que instituições
como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES),
Banco do Brasil (BB) e Caixa Econômica Federal (CEF) estão
fortalecidas e já adquiriram carteiras de crédito de bancos
de investimento em dificuldades. ''E vamos comprar mais'', garantiu.
O presidente lembrou ainda a
redução do compulsório para elevar as linhas de
créditos dos bancos, o auxílio do Banco do Brasil no sentido
de prover liquidez para os exportadores no exterior e a manutenção
de um nível elevado de reservas internacionais.
Anne Warth
Agência Estado
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Folha de S.Paulo, 22 de outubro
de 2008
Com piora da crise, Lula já fala
em cortar o Orçamento
Ele diz que, se arrecadação
for menor, não haverá dinheiro "para todo mundo'
| "Imagina visitar no hospital companheiro em fase terminal
e falar: Ó, ontem morreu um cara igualzinho", diz, ao
explicar otimismo
DA REPORTAGEM LOCAL
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que poderá reduzir
o Orçamento dos ministérios se a crise financeira mundial atingir
o Brasil.
A afirmação foi feita a cientistas na comemoração
dos 60 anos da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência)
após ser questionado se a crise afetaria a destinação
de recursos para a ciência.
Lula respondeu que, para não vender ilusões, não poderia "assumir
o compromisso com vocês de que, se houver uma crise econômica que
abale o Brasil, a gente vai manter todo o dinheiro de todos os ministérios
como está". "Até porque, se a União arrecadar
menos, vai ter menos dinheiro para todo mundo", afirmou.
Desde o agravamento da crise global, em setembro, Lula vinha dizendo que o
Brasil sofreria pouco: "Ela [crise] é lá [EUA] um tsunami,
e aqui vai chegar uma marolinha, que não vai dar nem para esquiar",
disse ele no início deste mês.
Mas, desde então, o dólar mantém alta firme em relação
ao real (ontem subiu 5%), grandes empresas revelam perdas significativas com
o câmbio e suspendem investimentos. Já a confiança dos
industriais despencou, apontou pesquisa da CNI divulgada ontem.
Aos cientistas, Lula ressaltou que não há ministério "menos
importante" e comparou o governo a uma casa em que os pais têm quatro
ou cinco filhos.
"Quando chega o fim do ano um quer um tênis, um quer uma calça.
E o dinheiro não dá. Você vai ter que, em vez de dar uma
calça, dar uma bermuda mais barata para um e, em vez de dar uma meia que
venha até o joelho, dar uma meia pequenininha. É sempre um cobertor
que não dá para cobrir o pé e a cabeça", afirmou.
O presidente disse que a crise financeira mundial resgatou "o gostinho
pelo papel do Estado". "Até o [presidente dos EUA, George
W.] Bush está falando em comprar ações de bancos privados.
Isso é muito importante porque o coração do regime capitalista
começa a tomar gostinho pelo papel do Estado, que esteve desmoralizado
nos últimos 30 anos", afirmou.
E, em outra comparação "caseira", Lula chamou o mercado
de filho adolescente. "Quando o filho adolescente vem atrás do
pai? Quando está sem dinheiro ou doente (...). O mercado que ditou regras
quando precisa recorre ao paizão que é o Estado", disse
o presidente.
Otimismo
Apesar da ressalva de poder ter que retirar recursos dos ministérios
em caso de crise, o tom do discurso do presidente aos cientistas foi, no geral,
otimista.
"É importante que a gente tenha em conta que essa crise pode chegar
muito mais leve do que ela chegou nos países de origem, sem nos esquecermos
de que é a primeira crise que acontece primeiro nos países ricos
para depois ir para a periferia", disse. "E quem está dando
solidez para a economia mundial são exatamente esses países periféricos,
como Brasil, China, Índia, África do Sul, México e outros."
Ele ponderou que o país pode, no entanto, sofrer as conseqüências
de uma recessão no mundo desenvolvido -o que causaria "um certo
problema nas exportações de todos os países do mundo,
inclusive do Brasil".
Porém, até esse reflexo ele opina que pode não ser tão
severo. "Acho que o Brasil sofrerá menos porque diversificou muito
sua parceria comercial. Há dez anos nós tínhamos praticamente
27% da nossa balança comercial com os EUA. Hoje nós temos pouco
mais de 14%."
Sobre seu otimismo, ele disse que não poderia agir diferente. "Imagina
visitar no hospital um companheiro que está em fase terminal, sentar
na beira da cama e falar: "Ó, ontem morreu um cara igualzinho'".
(AFRA BALAZINA)
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Congresso em Foco, 22 de
outubro de 2008
O 2º turno, segundo as pesquisas
PT e PMDB são favoritos na disputa
da maioria das cidades, mas PSDB e DEM também caminham para
vitórias importantes
Renata Camargo e Edson Sardinha
Caso as urnas confirmem os cenários apontados pelas últimas pesquisas,
PT e PMDB serão os partidos a eleger maior número de prefeitos
no próximo domingo (26). As duas principais legendas da base de apoio
do governo Lula têm a possibilidade de emplacar seus candidatos em até 21
das 30 cidades que terão o segundo turno.
Enquanto os petistas aparecem na dianteira em 11 municípios com mais
de 200 mil eleitores e ainda seguem vivos na disputa em Salvador (BA), os peemedebistas
têm boas chances em nove cidades. Entre elas, seis capitais, inclusive
a baiana, onde o confronto entre os dois partidos é direto e dos mais
acirrados.
Mesmo com a possibilidade de elegerem juntos, no máximo, apenas sete
prefeitos no domingo, os dois principais partidos de oposição
ao Planalto também deverão ter motivos para festejar o resultado
da eleição. O PSDB desponta como favorito em duas capitais – Cuiabá (MT)
e São Luís (MA) – e o DEM é favorito para comandar
a principal cidade do país, São Paulo (SP).
Depois de conquistar pela primeira vez a prefeitura de uma capital, com a eleição,
no último dia 5, de Micarla de Sousa em Natal, o PV pode conquistar
também o Rio de Janeiro (RJ), onde Gabeira trava intensa disputa com
Eduardo Paes (PMDB). Embora o Partido Verde seja da base aliada, tanto Micarla
quanto Gabeira enfrentaram ao longo da campanha a oposição do
Planalto.
Outras legendas também poderão comemorar. O PTB e o PP também
despontam com chances de eleger prefeitos em duas cidades, enquanto o PR, o
PSB e o oposicionista PPS têm apenas um candidato com vantagem nas pesquisas
eleitorais.
Os dados, que sinalizam uma tendência para o resultado do próximo
domingo, fazem parte de levantamento das pesquisas realizadas nos últimos
dias pelos institutos Ibope e Datafolha. O Congresso em Foco utilizou números
de institutos regionais nos municípios onde essas duas instituições
não fizeram pesquisas. Novos levantamentos, que podem trazer inclusive
algumas mudanças de cenário, devem ser divulgados na maioria
dessas cidades até a véspera da votação.
Veja o que apontam as mais recentes pesquisas para o segundo turno:
Anápolis (GO)
Antônio Gomide (PT) – 66,2%
Onaide Santillo (PMDB) – 22,6%
Indecisos, brancos ou nulos – 11,2%
Eleitores ouvidos – 601
Data da pesquisa – 9 e 10 de outubro de 2008
Margem de erro – 3,99 pontos percentuais
Instituto – Serpes
Bauru (SP)
Rodrigo Agostinho (PMDB) – 48%
Caio Coube (PSDB) – 40%
Indecisos – 6%
Brancos ou nulos – 6%
Eleitores ouvidos – 602
Data da pesquisa – 14 e 15 de outubro de 2008
Margem de erro – 4 pontos percentuais
Instituto – Ibope
Belém (PA)
Duciomar Costa (PTB) – 46% (candidato à reeleição)
José Priante (PMDB) – 43%
Indecisos – 6%
Brancos ou nulos – 5%
Eleitores ouvidos – 602
Data da pesquisa – 9 e 10 de outubro de 2008
Margem de erro – 4 pontos percentuais
Instituto – Ibope
Belo Horizonte (MG)
Leonardo Quintão (PMDB) – 47%
Márcio Lacerda (PSB) – 37%
Indecisos – 7%
Brancos ou nulos – 8%
Eleitores ouvidos – 1007
Data da pesquisa – 16 e 17 de outubro de 2008
Margem de erro – 3 pontos percentuais
Instituto – Datafolha
Leonardo Quintão (PMDB) – 51%
Márcio Lacerda (PSB) – 33%
Indecisos – 9%
Brancos ou nulos – 6%
Eleitores ouvidos – 1204
Data da pesquisa – 13 e 14 de outubro de 2008
Margem de erro – 3 pontos percentuais
Instituto – Ibope
Campina Grande (PB)
Rômulo Gouveia (PSDB) – 47%
Veneziano (PMDB) – 47% (candidato à reeleição)
Indecisos – 3%
Brancos ou nulos – 3%
Eleitores ouvidos – 602
Data da pesquisa – 16 e 17 de outubro de 2008
Margem de erro – 4 pontos percentuais
Instituto – Ibope
Campos dos Goytacazes (RJ)
Rosinha Garotinho (PMDB) – 49%
Arnaldo Vianna (PDT) – 36%
Indecisos – 7%
Brancos ou nulos – 7%
Eleitores ouvidos – 602
Data da pesquisa – 15 e 16 de outubro de 2008
Margem de erro – 4 pontos percentuais
Instituto – Ibope
Canoas (RS)
Jairo Jorge (PT) – 51,6%
Jurandir Maciel (PTB) – 39,3%
Indecisos, brancos ou nulos – 9,1%
Eleitores ouvidos – 800
Data da pesquisa – 16 de outubro
Margem de erro – 3,5 pontos percentuais
Instituto – Fato
Contagem (MG)
Marília Campos (PT) – 45,11% (candidata à reeleição)
Ademir Lucas (PSDB) – 35,66%
Indecisos – 11,77%
Brancos – 1,49%
Nulos – 5,97%
Eleitores ouvidos – 603
Data da pesquisa – 17 e 18 de outubro de 2008
Margem de erro – 4,1 pontos percentuais
Instituto – DataTempo/CP2
Cuiabá (MT)
Wilson Santos (PSDB) – 58% (candidato à reeleição)
Mauro Mendes (PR) – 34%
Indecisos – 5%
Brancos ou nulos – 3%
Eleitores ouvidos – 602
Data da pesquisa – 14 e 15 de outubro de 2008
Margem de erro – quatro pontos percentuais
Instituto – Ibope
Florianópolis (SC)
Dário Berger (PMDB) – 50% (candidato à reeleição)
Esperidião Amin (PP) – 33%
Indecisos – 9%
Brancos ou nulos – 8%
Eleitores ouvidos – 805
Data da pesquisa – 16 e 17 de outubro de 2008
Margem de erro – 3 pontos percentuais
Instituto – Ibope
Guarulhos (SP)
Sebastião Almeida (PT) – 50,4%
Carlos Roberto (PSDB) – 29,1%
Indecisos, brancos ou nulos – 20,5%
Eleitores ouvidos – 605
Data da pesquisa – 11 e 12 de outubro de 2008
Margem de erro – 4 pontos percentuais
Instituto – Casa da Pesquisa
Joinville (SC)
Carlito Merss (PT) – 62,7%
Darci de Matos (DEM) – 28,2%
Indecisos, brancos ou nulos – 9,1%
Eleitores ouvidos – 805
Data da pesquisa – 16 e 17 de outubro de 2008
Margem de erro – 3,5 pontos percentuais
Instituto – Mapa
Juiz de Fora (MG)
Margarida (PT) – 46%
Custódio Mattos (PSDB) – 41%
Indecisos – 6%
Brancos ou nulos – 7%
Eleitores ouvidos – 602
Data da pesquisa – 13 e 14 de outubro de 2008
Margem de erro – 4 pontos percentuais
Instituto – Ibope
Londrina (PR)
Antonio Belinati (PP) – 46%
Luiz Carlos Hauly (PSDB) – 44%
Indecisos – 5%
Brancos ou nulos – 5%
Eleitores ouvidos – 602
Data da pesquisa – 14 e 15 de outubro de 2008
Margem de erro – quatro pontos percentuais
Instituto – Ibope
Macapá (AP)
Camilo Capiberibe (PSB) – 54%
Roberto Góes (PDT) – 37%
Indecisos – 4%
Brancos ou nulos – 5%
Eleitores ouvidos – 504
Data da pesquisa – 13 e 14 de outubro de 2008
Margem de erro – 4 pontos percentuais
Instituto – Ibope
Manaus (AM)
Amazonino Mendes (PTB) – 59%
Serafim Corrêa (PSB) – 34% (candidato à reeleição)
Indecisos – 4%
Brancos ou nulos – 3%
Eleitores ouvidos – 805
Data da pesquisa – 13 e 14 de outubro de 2008
Margem de erro – 3 pontos percentuais
Instituto – Ibope
Mauá (SP)
Oswaldo Dias (PT) – 52%
Chiquinho do Zaira (PSB) – 33%
Indecisos – 8%
Brancos ou nulos – 7%
Eleitores ouvidos – 504
Data da pesquisa – 15 e 16 de outubro de 2008
Margem de erro – 4 pontos percentuais
Instituto – Ibope
Montes Claros (MG)
Athos Avelino (PPS) – 50,9% (candidato à reeleição)
Luiz Tadeu Leite (PMDB) – 49,1%
Indecisos, brancos ou nulos – 4,3%
Eleitores ouvidos – não informado
Data da pesquisa – 16 a 19 de outubro de 2008
Margem de erro – 4 pontos percentuais
Instituto – Aprove
Luiz Tadeu Leite (PMDB) – 55%
Athos Avelino (PPS) – 34% (candidato à reeleição)
Brancos e nulos – 4%
Indecisos – 7%
Eleitores ouvidos – 600
Data da pesquisa – 10 e 11 de outubro de 2008
Margem de erro – 4 pontos percentuais
Instituto – Vox Populi
Pelotas (RS)
Fetter Jr. (PP) – 50,4% (candidato à reeleição)
Marroni (PT) – 37,6 %
Indecisos, brancos ou nulos – 12%
Eleitores ouvidos – 800
Data da pesquisa – 16 de outubro de 2008
Margem de erro – 3,5 pontos percentuais
Instituto – Fato
Petrópolis (RJ)
Paulo Mustrangi (PT) – 51%
Ronaldo Medeiros (PSB) – 34%
Indecisos ou não responderam – 8%
Brancos ou nulos – 7%
Eleitores ouvidos – 406
Data da pesquisa – 15 de outubro de 2008
Margem de erro – 5 pontos percentuais
Instituto – Ibope
Ponta Grossa (PR)
Sandro Alex (PPS) – 47%
Pedro Wosgrau (PSDB) – 41% (candidato à reeleição)
Indecisos – 9%
Brancos ou nulos – 3%
Eleitores ouvidos – 602
Data da pesquisa – 16 e 17 de outubro de 2008
Margem de erro – 4 pontos percentuais
Instituto – Ibope
Porto Alegre (RS)
José Fogaça (PMDB) – 54% (candidato à reeleição)
Maria do Rosário (PT) – 38%
Indecisos – 4%
Brancos ou nulos – 4%
Eleitores ouvidos – 1.001
Data da pesquisa – 16 e 17 de outubro de 2008
Margem de erro – 3 pontos percentuais
Instituto – Ibope
José Fogaça (PMDB) – 50%
Maria do Rosário (PT) – 37%
Indecisos – 7%
Brancos ou nulos – 6%
Eleitores ouvidos – 1.040
Data da pesquisa – 16 e 17 de outubro de 2008
Margem de erro – 3 pontos percentuais
Instituto – Datafolha
Rio de Janeiro (RJ)
Fernando Gabeira (PV) – 42%
Eduardo Paes (PMDB) – 39%
Indecisos – 9%
Brancos ou nulos – 10%
Eleitores ouvidos – 1.204
Data da pesquisa – 13 e 14 de outubro de 2008
Margem de erro – 3 pontos percentuais
Instituto – Ibope
Fernando Gabeira (PV) – 44%
Eduardo Paes (PMDB) – 42%
Indecisos – 7%
Brancos ou nulos – 7%
Eleitores ouvidos – 1.311
Data da pesquisa – 16 e 17 de outubro de 2008
Margem de erro – 3 pontos percentuais
Instituto – Datafolha
Salvador (BA)
João Henrique Carneiro (PMDB) – 44% (candidato à reeleição)
Walter Pinheiro (PT) – 44%
Indecisos – 4%
Brancos ou nulos – 8%
Eleitores ouvidos – 805
Data da pesquisa – 16 e 17 de outubro de 2008
Margem de erro – 3 pontos percentuais
Instituto – Ibope
João Henrique Carneiro (PMDB) – 48% (candidato à reeleição)
Walter Pinheiro (PT) – 41%
Indecisos – 4%
Brancos ou nulos – 8%
Eleitores ouvidos – 960
Data da pesquisa – 16 e 17 de outubro de 2008
Margem de erro – 3 pontos percentuais
Instituto – Datafolha
Santo André (SP)
Vanderlei Siraque (PT) – 45%
Dr. Aidan (PTB) – 38%
Indecisos – 7%
Brancos ou nulos – 10%
Eleitores ouvidos – 504
Data da pesquisa – 15 e 16 de outubro de 2008
Margem de erro – 4 pontos percentuais
Instituto – Ibope
São Bernardo do Campo (SP)
Luiz Marinho (PT) – 51%
Orlando Morando (PSDB) – 34%
Indecisos – 8%
Brancos ou nulos – 7%
Eleitores ouvidos – 504
Data da pesquisa – 15 e 16 de outubro de 2008
Margem de erro – 4 pontos percentuais
Instituto – Ibope
São José do Rio Preto (SP)
João Paulo Rillo (PT) – 47%
Valdomiro Lopes (PSB) – 39%
Indecisos – 9%
Brancos ou nulos – 5%
Eleitores ouvidos – 602
Data da pesquisa – 14 e 15 de outubro de 2008
Margem de erro – 4 pontos percentuais
Instituto – Ibope
São Luís (MA)
João Castelo (PSDB) – 54%
Flávio Dino (PCdoB) – 38%
Indecisos – 5%
Brancos ou nulos – 3%
Eleitores ouvidos – 805
Data da pesquisa – 16 e 17 de outubro de 2008
Margem de erro – 3 pontos percentuais
Instituto – Ibope
São Paulo (SP)
Gilberto Kassab (DEM) – 51% (candidato à reeleição)
Marta Suplicy (PT) – 39%
Indecisos – 4%
Brancos ou nulos – 6%
Eleitores ouvidos – 1.204
Data da pesquisa – 13 e 14 de outubro de 2008
Margem de erro – 3 pontos percentuais
Instituto – Ibope
Vila Velha (ES)
Neucimar Fraga (PR) – 47%
Dr. Hércules (PMDB) – 40,3%
Indecisos, brancos, nulos e nenhum – 12,7%
Eleitores ouvidos – 608
Data da pesquisa – 16 de outubro de 2008
Margem de erro – 4 pontos percentuais
Instituto – Futura
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Gazeta do Povo, 22 de outubro de 2008
País
64% dos fichas-sujas não conseguiram
se eleger
A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) divulgou ontem
que 64% dos candidatos a prefeito e vice-prefeito com “ficha suja” na
Justiça não conseguiram se eleger no primeiro turno das eleições
municipais. Segundo a AMB, só 45 (36%) dos 125 fichas-sujas venceram
as eleições ou ainda disputam o segundo turno.
O levantamento foi divulgado ontem pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral,
Carlos Ayres Britto, e pelo presidente da AMB, Mozart Valadares. Os dois apresentaram
o resultado da campanha Eleições Limpas, realizada no primeiro
turno das eleições municipais.
Britto disse que houve uma “elevação” na consciência
dos eleitores sobre a escolha dos candidatos. “O eleitor se tornou mais
criterioso. Os ganhos políticos de educação política
chegaram ao eleitor, porque a campanha pela vida pregressa do candidato, ou
seja, para conhecimento da vida pregressa do candidato, deu certo, de ponta
a ponta do Brasil. É possível comprovar que o eleitor se interessou
por esse tema”, afirmou o presidente do TSE.
O presidente do TSE admitiu, porém, que em alguns municípios
foram eleitos no primeiro turno candidatos “reconhecidamente desqualificados”,
com processos na Justiça. Mas disse que a maioria dos eleitores soube
separar os bons dos maus políticos. “Pior seria se não
houvéssemos desencadeado essa campanha alertando o eleitor para o seu
direito e seu dever de se interar da biografia de cada candidato como condição
de voto, tanto esclarecido como consciente.”
Britto voltou a defender a proibição para que candidatos com
ficha suja na Justiça disputem as eleições (ele foi voto
vencido no julgamento do tema no Supremo Tribunal Federal, corte da qual também
faz parte). “No corpo social, a idéia continua germinada”,
disse ele.
Antes do primeiro turno, a AMB divulgou listas com nomes de candidatos que
respondem a processos penais públicos e de improbidade administrativa.
A divulgação da lista provocou polêmica entre candidatos
que respondem a processos, contrário à revelação
dos nomes de políticos que têm ações na Justiça.
Em agosto, o STF (Supremo Tribunal Federal) rejeitou ação da
AMB para proibir candidatos com “ficha suja” de concorrerem nas
eleições. Na ação, a AMB pedia que condenados pela
Justiça em qualquer instância – mesmo que os processos não
tenham sido julgados em definitivo – pudessem se tornar inelegíveis.
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O ESTADO DO PARANÁ,
22 de outubro de 2008 | Economia
Argentina deve anunciar fim da previdência
privada
Agência Estado
O governo da presidente Cristina Kirchner anunciará nesta terça-feira
(21) o fim do sistema atual de aposentadorias privadas. Com isso, o sistema
passará, de novo, a ser totalmente estatal. O motivo da medida é que
as AFJPs, sigla que denomina os fundos de pensão - que têm quase
70% dos recursos investidos em títulos da dívida e ações
-, apresentaram uma queda média de 40%, desde o início de 2008,
em seus ativos financeiros.
A medida tem duas faces. Por
um lado, salvará os aposentados do eventual colapso dos fundos
de pensão na Argentina. O governo argumenta que, por causa da
crise internacional e seus efeitos nas AFJPs, o Estado inevitavelmente
teria de socorrer os aposentados. Mas, por outro, dará ao governo
de Cristina - que estava começando a ter graves problemas de financiamento
- o acesso a uma nova fonte de recursos. "Isso aí não é para
ajudar os aposentados. É para conseguir dinheiro para a caixa
do kirchnerismo", atacou uma das líderes da oposição,
Elisa Carrió, da Coalizão Cívica. No entanto, as
duas principais centrais sindicais comemoraram a decisão.
Informações
preliminares indicavam ontem à noite que o governo permitiria
que as AFJPs continuassem a existir. Mas os trabalhadores poderiam
optar pelas AFJPs como complemento às aposentadorias estatais,
tal como no Brasil e em grande parte da Europa. Atualmente, existem
5 milhões de afiliados às AFJPs, enquanto 3,5 milhões
dependem do sistema estatal. As informações são
do jornal O Estado de S. Paulo.
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Agência Diap, 22 de
outubro de 2008
NOVA CONFEDERAÇÃO
MTE entrega carta sindical à entidade
de profissionais liberais
O presidente da CNTU (Confederação
Nacional dos Trabalhadores Universitários), Murilo Celso de Campos
Pinheiro, entidade sindical que reúne as federações
dos engenheiros, nutricionistas e economistas, recebe em Brasília,
nesta quarta-feira (22), a carta sindical que regulariza o funcionamento
da nova confederação.
A solenidade será realizada
no Ministério do Trabalho e Emprego, e também contará com
a presença dos presidentes das Federações Nacional
dos Nutricionistas (FNN), Maria Tereza Oscar Govinatzki; dos Economistas
(Fenecon), Edson Benedito Roffé Borges.
Oficializada no Diário
Oficial no último dia 9, a CNTU tem como foco a atuação
sindical das categorias de profissionais liberais de nível universitário
regulamentado.
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Agência
Senado, 22 de outubro de 2008
Projeto que prevê o pagamento
de pensão de alimentos durante a gravidez aguarda sanção
Só está dependendo
da assinatura do presidente da República, para virar lei, um projeto
que teve origem no Senado e que irá beneficiar milhões de
mulheres grávidas: é o que garante a elas o direito de receber
do pai do seu filho, durante o período de gestação,
recursos para cobrir diversas despesas. Após o nascimento, explicita
a proposta, os valores serão convertidos em pensão alimentícia
em favor do menor até que uma das partes solicite a sua revisão.
De acordo com o projeto (PLS 62/04),
de autoria do ex-senador Rodolpho Tourinho, a pensão alimentícia
deverá cobrir despesas adicionais do período de gravidez
ou dela decorrentes, da concepção ao parto, inclusive as
referentes à alimentação especial. Os valores também
serão destinados à assistência médica e psicológica,
a exames complementares, internações, partos, medicamentos
e demais prescrições preventivas e terapêuticas consideradas
indispensáveis, a juízo do médico, além de
outras que o juiz julgar pertinentes.
O projeto encaminhado à sanção
presidencial define que os alimentos previstos no texto referem-se à parte
das despesas que deverá ser custeada pelo futuro pai, considerando-se
a contribuição que também deverá ser dada pela
mulher grávida, na proporção dos recursos de ambos.
Os alimentos serão devidos desde a data da citação
do réu. Havendo dúvidas quanto à paternidade, haverá realização
de exame pericial. Caso o resultado seja negativo, a autora responderá por
danos materiais e morais.
Rodolpho Tourinho observou
que o projeto tem por meta inserir em lei uma prática quejá vem
sendo concedida, via judicial,a muitas mulheres, ou seja, a pensão
de alimentos durante a gravidez. Na maioria dos casos, as futuras mamães
só podem contar com a participação financeira do
pai após o nascimento da criança.
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Agência Senado, 22
de outubro de 2008
Paim propõe mudança
na CLT para beneficiar salva-vida, vigilante, vigia e segurança
Tramita na Comissão de Assuntos
Sociais (CAS), onde aguarda recebimento de emendas, projeto de lei do
senador Paulo Paim (PT-RS) que altera artigo da Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT) a fim de considerar perigosa a atividade profissional
que implique risco iminente de acidente ou violência física.
De acordo com o autor do texto, a proposta visa dar proteção
legal a trabalhadores como salva-vidas, vigilantes, vigias e seguranças.
De acordo com a legislação
vigente, "são consideradas atividades ou operações
perigosas, na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério
do Trabalho, aquelas que, por sua natureza ou método de trabalho,
impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em
condições de risco acentuado". Com o projeto (PLS
387/08), Paim quer incluir no texto da CLT a proteção a
atividades sujeitas a "exposição à situação
de risco de vida, perigo iminente ou violência física".
Ao defender a mudança
na CLT, Paim lembra que salva-vidas, vigias e seguranças privados
estão sujeitos cotidianamente ao risco de vida e à violência
física, principalmente por terem "o dever legal de agir em
situações de perigo".
O senador explica ainda
que a CLT prevê um adicional de 30% sobre o salário do
empregado que trabalha em condições de periculosidade,
sem os acréscimos resultantes de gratificações,
prêmios ou participações nos lucros da empresa.
Paim observa que o adicional, mesmo servindo de incentivo e valorização
para esses profissionais, não deve ser visto como substituto
ao "bem maior do trabalhador, que é a vida".
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NCST, 22 de outubro de 2008
Utilização de veículo
da empresa tem natureza salarial quando não é indispensável à execução
do trabalho
Um propagandista vendedor da Pharmácia Brasil Ltda., de Duque de Caxias
(RJ) conseguiu na Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro o direito a
acréscimo de 20% ao salário, pelo reconhecimento da natureza
salarial da utilização de veículo da empresa. A Oitava
Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou o recurso de revista da empregadora,
ficando mantida a condenação.
A empresa alegava que o veículo
era indispensável para a execução do trabalho do
funcionário, e não contraprestação por serviços
prestados, e, por esse motivo, não poderia ser considerado salário
indireto. O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ),
porém, em julgamento de recurso contra sentença da 6ª Vara
do Trabalho de Duque de Caxias, entendeu que, embora o veículo
tenha sido fornecido ao autor para o trabalho, a empresa admitiu, também,
que o vendedor permanecia na posse do automóvel após a
jornada e em férias, conjugando “o útil ao agradável,
sem nenhuma despesa”. O Regional destacou, ainda, explicação
da empresa de que o funcionário gozava de total liberdade de locomoção
e horário. Para o TRT, essas afirmações foram suficientes “para
evidenciar que se trata, de fato, de salário-utilidade, fornecido
gratuitamente e pelo trabalho”.
No TST, ao analisar o recurso
de revista, a ministra relatora, Maria Cristina Peduzzi, explicou que
a Súmula nº 367, item I, do TST não caracteriza como
salário-utilidade o fornecimento de veículo quando este é indispensável à realização
do trabalho, ainda que o empregado tenha disponibilidade sobre ele nos
fins de semana. No entanto, o acórdão regional registrou
apenas que o funcionário utilizava o veículo para o trabalho
e também para atividades particulares. Segundo a ministra Peduzzi,
não há, na decisão do TRT/RJ, “elementos que
permitam concluir que o automóvel fornecido era indispensável às
atividades desempenhadas pelo vendedor”. Assim, não há como
modificar o entendimento, pois isso implicaria novo exame fático-probatório,
o que é impedido pela Súmula nº 126 do TST.
Contratado em janeiro de 1988
pela Monsanto do Brasil Ltda. - posteriormente sucedida pela Pharmácia
Brasil -, o propagandista vendedor foi dispensado em maio de 1997. Na
ação trabalhista, pleiteou horas de sobreaviso, porque
utilizava pager e notebook ligado diretamente ao computador da empresa
e por isso estaria à disposição da Pharmácia
durante 24 horas, e o salário in natura pela concessão
pela empresa de veículo que utilizava não somente no trabalho,
mas também para fins particulares, tornando-se um salário
indireto. ( RR – 69.397/2002-900-01-00.2)
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
22/10/2008
Demissão não-discriminatória
não dá a portador de HIV direito à reintegração
Não foi discriminatória
a demissão de um portador de HIV, funcionário do Condomínio
Edifício Maison Cristal, em São Paulo, pois todos os empregados
do condomínio foram dispensados, e não apenas o autor da
reclamação trabalhista. Com esse entendimento, a Oitava
Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou recurso de revista do
trabalhador, que pretendia a reintegração no emprego e
indenização por danos morais, alegando que foi dispensado
por ser soropositivo.
A reintegração
havia sido rejeitada pela Justiça do Trabalho de São Paulo,.
De acordo com o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região
(SP), o ordenamento jurídico brasileiro não atribui ao
portador do vírus da AIDS estabilidade no emprego, vedando, no
entanto, qualquer prática discriminatória em seu acesso
ou manutenção, conforme estabelecido pela Lei 9.029/95.
O TRT/SP verificou que o condomínio demitiu, com exceção
do zelador, todos os empregados, e não apenas o portador de HIV,
para contratar empresa terceirizada de mão-de-obra para realização
dos serviços de manutenção e portaria. No caso em
questão, o Regional entendeu ser irrelevante o aspecto de o empregador
ter conhecimento ou não do estado de saúde do funcionário.
Segundo a ministra Dora Maria
da Costa, relatora do recurso de revista, a jurisprudência do TST
evoluiu no sentido de presumir discriminatória a dispensa sempre
que o empregador sabe que o empregado é portador do HIV e não
demonstre que o ato foi orientado por motivo diverso. No caso do funcionário
do Condomínio Edifício Maison Cristal, porém, a
relatora concluiu que “as circunstâncias configuraram a ausência
de ânimo discriminatório”, diante dos fatos narrados
pelo TRT.
A história
Contratado como faxineiro em
maio de 1998, o empregado foi dispensado em agosto de 2001, logo após
o falecimento da esposa, aos 35 anos, devido a complicações
decorrentes da AIDS. Na ação, o autor defendeu a idéia
de que basta o trabalhador ser portador do vírus HIV para que
se presuma que sua dispensa imotivada é discriminatória.
Para justificar sua reivindicação, alegou violados os artigos
3º, inciso IV, 5º, inciso XLI, e 7º, incisos I e XXXI,
da Constituição Federal e 1º e 4º, inciso I,
da Lei nº 9.029/95.
A 29ª Vara do Trabalho de
São Paulo, no entanto, julgou improcedente o pedido, ao concluir,
inclusive por prova oral colhida em audiência, que o faxineiro
não foi dispensado por motivo de discriminação.
O juiz verificou que não há sequer indício de que
a dispensa teve conexão com o mal do qual está acometido
o trabalhador. (RR – 2323/2001-029-02-00.8)
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