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Agência Diap, 27 de
outubro de 2008
FORMAÇÃO SINDICAL
Dieese cria rede de apoio à negociação
coletiva
Com o objetivo de produzir e
difundir conhecimento sobre negociação coletiva e subsidiar
as direções sindicais e os trabalhadores nesses processos,
o Dieese criou a Rede de Apoio à Negociação (RAN).
Acessível pela internet, a Rede está disponível às
entidades sindicais associadas ao Dieese e possibilita conhecer em tempo
real as negociações praticadas, os principais temas tratados
e os resultados alcançados.
Essas informações
são registradas por técnicos do Dieese e dirigentes sindicais
a cada atividade realizada durante o processo de negociação
de diversas categorias profissionais, quais sejam, rodadas de negociação,
elaboração da pauta de reivindicações, preparação
da mesa, reuniões internas, assembléias e fechamento do
Acordo Coletivo de Trabalho ou Convenção Coletiva de Trabalho,
entre outras. O Boletim RAN, que sistematiza algumas dessas informações,
e que ocupava uma coluna do “Notícias Dieese”, agora
ganha um espaço próprio e será encaminhado aos sócios
trimestralmente através de mala direta.
Nos meses de julho, agosto e setembro, foram inseridos na RAN 73 registros
referentes a 47 unidades de negociação. Destas, 23 foram finalizadas
e 24 ainda estão em andamento. Por unidade de negociação,
entende-se cada núcleo de negociação coletiva entre representantes
de trabalhadores e de empregadores, que pretende resultar em documento(s) formalizado(s)
entre as partes para regulamentação das condições
de remuneração e de trabalho.
Os reajustes salariais
alcançados no período variaram entre 6,13% e 11,00%.
Considerando o INPC-IBGE, das vinte e três negociações
analisadas, vinte conseguiram aumentos reais que variaram de 0,41%
a 6,13%. Entre elas, cinco categorias conseguiram ganhos reais de 0,1%
a 1,0%, oito entre 1,01% e 2,0% e sete acima de 2,0%. Pelo ICV-Dieese
todas as categorias obtiveram aumento acima da inflação.
Das vinte e três negociações concluídas, nove categorias
negociaram o piso salarial e conquistaram reajustes que variaram de 7,71% a
19,90%. Tomando o INPC-IBGE como deflator, oito pisos obtiveram ganhos reais
de 1,0% a 2,0%, onze pisos de 2,1% a 5,0% e dois acima de 5,0%. Considerando
o ICV-Dieese, todas as categorias tiveram, também, ganhos reais. Os
principais temas tratados nas negociações concluídas foram:
abono, greve, condições de trabalho, piso salarial, reajuste
salarial, PLR e benefícios. (Fonte: Dieese)
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Agência Brasil, 27 de outubro de 2008
Sinduscon-SP manifesta preocupação
com uso do FGTS para compra de empresas
presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil
do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Sérgio Watanabe, manifestou
ontem (23), por meio de nota, preocupação com a possibilidade
da Caixa Econômica Federal (CEF) utilizar recursos do Fundo de Garantia
por Tempo de Serviço (FGTS) e da caderneta de poupança para adquirir
participações acionárias de empresas de construção
e de saneamento.
“ A constituição de um banco de investimentos controlado
pela CEF para adquirir participações em empresas de habitação
e saneamento não corresponde às necessidades da quase totalidade
de 100 mil construtoras pequenas, médias e grandes de todo o país”,
afirma o Sinduscon-SP, acrescentando que o setor da construção
civil precisa de linhas de crédito para enfrentar a crise de liquidez
que atinge a economia brasileira.
Segundo Watanabe, os recursos do FGTS e da caderneta de poupança, de
acordo com a legislação, devem ser destinados à produção
e comercialização de habitação e obras de saneamento.
“ Deveriam, portanto, reforçar o crédito oferecido às
famílias, aos investidores e às construtoras e não ser usado
para estatizar empresas. O governo está tomando recursos que já são
da construção e destinando-os para a própria construção.
Ou seja, está tirando dinheiro de um bolso e colocando-o em outro bolso.
O que a construção necessita são recursos adicionais, na
forma de crédito”, diz o comunicado do Sinduscon-SP.
O presidente do Sinduscon-SP propõe que o governo crie linhas de crédito
no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para
capital de giro, para todo o setor da construção, além
de linhas de financiamento para as construtoras de capital aberto que queiram
realizar aquisições e fusões.
Watanabe sugere ainda que o governo manutenha a exigência legal de que
65% dos depósitos da poupança sejam destinados pelos bancos ao
financiamento da habitação; a blindagem dos recursos do FGTS
para que não sejam destinados a outras finalidades a não ser
para o financiamento da habitação; e manutenção
dos juros baixos nos financiamentos habitacionais feitos pela CEF. Repórter
Flávia Albuquerque
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Congresso em Foco, 27 de
outubro de 2008
Base atropela oposição
nas capitais e cidades médias
Nos 79 municípios mais importantes,
PSDB e DEM ficam com 18 cidades, contra 61 dos aliados do Planalto
Eduardo Militão*
A base aliada ampliou seus domínios
sobre a oposição quando se consideram as principais
79 cidades do país – grupo das 26 capitais e 53 municípios
com mais de 200 mil eleitores.
Nesse universo de 46 milhões de eleitores – 46% do eleitorado
brasileiro – os partidos que compõem a base de sustentação
do governo Lula conquistaram 61 prefeituras, sete a mais que as 54 que mantêm
hoje. É um crescimento de 13%.
Já PSDB, DEM e PPS reduziram o alcance de poder. Passaram a comandar
18 em vez das atuais 21 cidades – redução de 14%.
A diminuição é ainda mais grave se for considerado o fato
de que o número de municípios com mais de 200 mil eleitores aumentou
5% entre as eleições de 2004 e de 2008. Passou de 75 para 79
municípios.

PMDB e PT
Os principais partidos da base
lideram a conquista das principais prefeituras. O PT vai dirigir 21,
em vez das atuais 17 cidades médias e grandes. O PMDB aumentou
de 14 para 17 seu domínio entre os municípios com mais
eleitores.
No lado da oposição,
o PSDB se destaca. Apesar de reduzir de 15 para 13 o número de
prefeitos, a legenda dos governadores José Serra (São Paulo)
e Aécio Neves (Minas Gerais), principais nomes dos opositores
para tentarem suceder Lula, se mantém na terceira posição
partidária.
Atrás, vem o DEM. Embora
tenha mantido o poder sobre a principal prefeitura do país, com
a vitória de Gilberto Kassab em São Paulo, o ex-PFL comandará apenas
cinco cidades importantes, uma mais do que as quatro que dirige hoje.
Trabalho da máquina
Para o cientista político
David Fleischer, a base "esmagou" os adversários graças à força
da máquina administrativa dos governos. “O Sérgio
Guerra [senador e presidente do PSDB] já tinha falado: ‘A
oposição acabou’. A máquina pesou bem.” Para
ele, o fato de dois terços dos prefeitos serem reeleitos confirma
isso.
Fleischer crê que o desempenho
da economia ajudou bastante. “Se a bolha econômica tivesse
estourado em junho ou julho, isso poderia ter complicado.”
Apesar disso, ele não
acha que o presidente Lula tenha ajudado a transferir votos. “Isso
tem que ser relativizado.”
PMDB à frente
Já o professor da Universidade
de Brasília (UnB) Octaciano Nogueira entende que os méritos
são mais do PMDB do que do PT. Isso porque, quando se considera
o total de municípios, os peemedebistas estão muito à frente
dos petistas, como o partido com mais prefeitos e vereadores do Brasil.
Fleischer concorda com o colega quando avalia que o PMDB é o grande
vencedor das eleições, não só do segundo
turno.
“Quando você fala
em base, você fala em PMDB, de onde o PT está tirando uma
casquinha”, arrisca Octaciano.
Essa supremacia se deve à falta
de ideologias do maior partido do país. “Não tem
ideologia. É o único que, no estatuto, permite dissidências.
Não expulsa ninguém. Mas tem fisiologia, que vale muito
mais na política brasileira”, criticou Octaciano.
Para ele, isso explica por que
o índice de reeleição é muito maior nas capitais.
Nas 20 cidades onde os prefeitos tentaram manter o poder, só em
uma isso não aconteceu. “Lá, o índice de corrupção é maior
ainda, porque tem mais poder. São prefeituras poderosas”,
avaliou o cientista político.
Razoável
Octaciano destaca que o mais
importante não são só as prefeituras, mas os votos. “No
geral, o PSDB e o DEM devem ter perdido entre 9 e 10 milhões de
votos de 2004 para cá, o que não significa que o PSDB não
tenha tido um desempenho razoável.”
Ele destaca que a maior vitória
do DEM, em São Paulo, com Gilberto Kassab, deve ser creditada
a José Serra. Já David Fleischer enxerga o governador de
São Paulo como o grande vitorioso nas urnas, como pré-candidato
em 2010.
Ao mesmo tempo, Aécio
obteve alguns pontos na disputa interna do PSDB ao eleger Márcio
Lacerda (PSB) prefeito de Belo Horizonte, com a ajuda do PT, mas destaca
a perda de prefeituras tucanas em Minas Gerais.
“O PSDB pode usar uma chapa
puro sangue em 2010, com o Serra e o Aécio de vice. Seria imbatível,
uma espécie de café-com-leite. Mas não sei se o
Aécio aceitaria”, avaliou Fleischer.
Como a transferência
de votos do presidente Lula não foi preponderande, Octaciano
acha que o petista tem que rever os planos para as próximas
eleições. “O FHC não transferiu votos para
o Serra [em 2002] e o Lula não deve conseguir transferir para
a Dilma [Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil]”, opinou o especialista. (Eduardo
Militão)
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Gazeta do Povo, 27 de outubro de 2008
Agenda
Brasil e EUA definem nova taxa básica
de juros
A semana promete ser muito intensa no mercado financeiro. Para os próximos
dias, estão agendadas reuniões de política monetária,
que definirão as taxas básicas de juros nos Estados Unidos e
no Brasil. Na quarta-feira, tanto os dirigentes do Federal Reserve (Fed, o
banco central dos EUA) quanto os do Comitê de Política Monetária
do (Copom) do BC brasileiro vão anunciar como ficam os juros básicos
de cada país.
No Brasil, a expectativa predominante é a de que a taxa Selic se mantenha
nos atuais 13,75% ao ano. “A decisão do Copom de outubro é das
mais difíceis dos últimos tempos, dada a complexidade de traçarmos
cenários em um ambiente conturbado como o atual’’, afirma
a economista-chefe do banco Fibra, Maristella Ansanelli. Na semana passada,
o presidente do BC, Henrique Meirelles, afirmou que o compromisso da autoridade
monetária é com a meta de inflação.
Como os índices de preços ainda seguem como uma ameaça,
há quem confie em uma elevação de 0,25 ponto porcentual
na taxa Selic nesse que será o penúltimo encontro do Copom de
2008. Já a hipótese de uma redução da taxa básica
Selic neste momento é considerada a mais difícil de se concretizar.
Investidores e analistas esperam que a taxa seja reduzida de 1,50% para 1,25%
anuais nos EUA. Dentre as divulgações, a mais aguardada é a
prévia inicial do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano no terceiro
trimestre. No mercado, a previsão esperada é a de uma retração
de 0,5%. Na sexta-feira, o presidente do Fed, Ben Bernanke, volta a fazer um
pronunciamento.
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BBC Brasil, 27 de outubro
de 2008
China: economia é sólida,
mas desafios crescem, diz BC
A China deve se preparar para
os desafios que certamente virão sobre a crise financeira
global, apesar da economia estar em boa forma de modo geral, disse
o presidente do banco central do país, Zhou Xiaochuan, neste
domingo (26).
Em relatório para o comitê permanente
do Congresso Nacional do Povo, ou parlamento, sobre as projeções
chinesas frente à pior crise financeira em 80 anos, Zhou fez um
balanço entre confiança e cautela.
"Nós não devemos
subestimar o impacto na nossa economia", disse à emissora
estatal de televisão. "O movimento básico da economia
não mudou. Mas para confrontar os muitos fatores de desequilíbrio
e incerteza que existem, é necessário aumentar nossa atenção
aos perigos, enfrentar os desafios de maneira pró-ativa e realizar
um trabalho sólido na preparação para encarar as
dificuldades potenciais."
O controle de capital da China
e o relativo conservadorismo de seus bancos limitou a exposição
direta do país à crise financeira causada pela inadimplência
generalizada de hipotecas nos Estados Unidos.
Zhou mencionou que as instituições financeiras do país
cresceram de maneira forte, se comportando bem para a estabilidade do sistema
financeiro, mesmo frente aos riscos externos.
Além disso, a grande necessidade de investimento em infra-estrutura
e o potencial de expansão da demanda do consumidor podem ajudar a amortecer
o impacto das exportações enfraquecidas, disse Zhou, de acordo
com a transcrição de seus comentários divulgados pela
China News Service.
O crescimento anual do
PIB da China desacelerou para 9 por cento no terceiro trimestre, frente
10,1 por cento no segundo, e o governo anunciou várias medidas
monetárias e fiscais nas últimas semanas para estimular
o crescimento, incluindo duas reduções nas taxas de juros
e nos depósitos compulsórios de bancos.
Zhou acrescentou que o banco central manterá vigilância sobre
os preços ao consumidor, mesmo com a redução da inflação
nos últimos meses, desacelerando para a taxa anual de 4,6 por cento
em setembro, frente ao pico de 8,7 por cento em fevereiro.
O presidente do banco central chinês alertou, porém, que a inflação
pode voltar a subir, mas não especificou como isso poderia afetar a
política monetária, que deslocou recentemente o foco para a sustentação
do crescimento econômico.
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Folha de S.Paulo, 27 de outubro
de 2008
Estatização da previdência
reforça temores de novo calote argentino
Analistas atribuem decisão à urgência
de levantar caixa para pagar dívidas
ADRIANA KÜCHLER
DE BUENOS AIRES
O governo argentino anunciou
na semana passada o "resgate" dos fundos de Previdência
privada, que serão estatizados, mas conseguiu um efeito contrário
ao desejado: em vez de parecer que está tomando medidas importantes
para atenuar os efeitos da crise internacional, acabou trazendo à tona
rumores sobre um novo calote.
Enquanto o governo afirma que a medida visa salvar os aposentados, já que
os fundos de pensão registravam grandes perdas em ações
e bônus com a desvalorização recente dos papéis,
analistas e oposição entendem que a medida foi tomada para garantir
caixa para pagar os vencimentos da dívida nos próximos anos.
A notícia caiu mal e provocou uma queda de 24,29% no índice da
Bolsa de Buenos Aires desde terça-feira. No ano, a baixa acumulada é de
58,63%. Bônus da dívida caíram, enquanto o dólar
e o risco-país subiram.
Os números são fruto da desconfiança gerada pela ação
estatal. "A forma desordenada com a qual o governo toma decisões
de política econômica gera suspeitas de que o país está muito
pior do que está ou deveria estar", afirma à Folha o economista
e ex-secretário de Indústria Dante Sica.
"A estatização da Previdência é uma reforma que
deveria ser discutida com tempo, mas foi anunciada de maneira intempestiva, como
medida de fim de semana", diz.
Com a estatização, que ainda tem que ser aprovada pelo Congresso,
o governo absorverá US$ 30 bilhões dos fundos de pensão
e arrecadará outros US$ 5 bilhões anuais.
A medida foi a alternativa encontrada pela Argentina para pagar as dívidas
em 2009, diante da falta de financiamento internacional e da queda no valor
das commodities.
O preço da soja, um dos principais produtos de exportação
do país, caiu mais de 40% nos últimos meses e provocou uma perda
de cerca de US$ 2,5 bilhões ao governo em impostos às exportações.
Acordos
frustrados
Para tentar ganhar acesso ao crédito externo, que perdeu desde o calote
da dívida em 2001, a presidente argentina, Cristina Kirchner, havia
iniciado recentemente acordo para pagar a dívida de US$ 6,7 bilhões
com o Clube de Paris (formado por nações credoras internacionais)
e reabrir a negociação com donos de títulos do país
que não aceitaram negociar a dívida em 2005.
Com o agravamento da crise, o negócio emperrou, já que o acesso
ao crédito se tornou difícil até para quem já o
tinha. "A crise internacional vai dilatar os tempos dos pagamentos das
dívidas. A questão, então, é saber se o governo
conseguirá financiamento externo porque não pode se sustentar
eternamente usando seus próprios estoques", afirma o economista
Ramiro Castiñeira, da consultoria Econométrica.
Para Castiñeira, a falta de crédito externo deixa o país
mais vulnerável que outras grandes economias da região. "A
possibilidade de um novo default existe, mas não para o próximo
ano."
Dante Sica ressalta que os números da economia argentina são
positivos. O superávit primário, chave para o pagamento da dívida
pública, acumulado entre janeiro e setembro foi de aproximadamente US$
10 bilhões.
A crise deve provocar desaceleração no país, que vinha
apresentando crescimento de mais de 8% anuais nos últimos cinco anos,
mas esse freio deve ser comum a todos os países. O problema da Argentina é outro.
" A estatização da Previdência soluciona o problema
fiscal a curto prazo, pelos próximos três anos, mas não resolve
os problemas de longo prazo, a falta de integração com o mercado
internacional e a desconfiança externa na capacidade do governo em tomar
medidas adequadas para enfrentar a crise".
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Agência Diap, 27 de
outubro de 2008
PAUTA DA CCJ
Comissão de Justiça
aprecia proposições de interesse dos trabalhadores
Com mais de 100 itens na pauta,
a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara
(CCJ) faz sua primeira reunião da semana nesta terça-feira
(28).
Entre os projetos em pauta, destaca-se
para o PL 2.550/03, do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A proposta
tem o objetivo de criar cargos efetivos e em comissão e funções
comissionadas no quadro de pessoal do TRT da 1ª região. O
relator da matéria é o deputado José Genoíno
(PT/SP), que ainda não apresentou parecer.
Outra proposta em pauta é o
PL 1.036/07, do deputado Magela (PT/DF), que dispõe sobre a
profissão de instrutor de formação de condutores
de veículos automotores ora denominado de instrutor de trânsito.
A matéria tem como relator o deputado Valtenir Pereira (PSB/MT).
O PL 24/07, do deputado Dr° Rosinha (PT/PR), dispõe sobre a responsabilidade
das empresas pela lavagem dos uniformes usados por seus empregados. A matéria
foi amplamente debatida nas comissões de Trabalho; e de Seguridade da
Casa.
Na CCJ o relator é o deputado Fábio Ramalho (PV/MG) e seu parecer é pela
constitucionalidade e juridicidade da matéria com as emendas 1 e 2,
e da subemenda da Comissão de Seguridade Social e família.
Vigilantes
Já há algum tempo na pauta do colegiado, a proposta da deputada
Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM), que institui o salário adicional de periculosidade
para os vigilantes e empregados em transporte de valores (PL 1.033/03) continua
na pauta do colegiado.
O relator, deputado Geraldo Pudim (PMDB/RJ), apresentou parecer pela aprovação
da matéria na Comissão e também do substitutivo aprovado
na Comissão de Trabalho. Ao que parece, a base do Governa na Casa apresenta
resistência ao projeto, o que têm atrasado sua apreciação.
A Comissão se reúne nesta terça-feira (28), às
14h30, no plenário 1. A CCJ volta a se reunir na quarta (29) e quinta-feira
(30), sempre no plenário 1, às 10h.
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Agência Diap, 27 de
outubro de 2008
RELAÇÕES DE TRABALHO
Obrigações trabalhistas
e incentivo à contratação de dona de casa
em pauta
A Comissão de Trabalho
da Câmara analisa vários projetos de sua pauta ordinária,
entre eles, destaca-se para o PL 6.975/06, do deputado Nelson Pellegrino
(PT/BA).
A matéria dispõe sobre a formação compulsória
de provisão, pelas empresas prestadoras de serviços, para o pagamento
de obrigações trabalhistas. O relator da proposta no colegiado é o
deputado Sandro Mabel (PR/GO) e seu parecer é pela aprovação
da matéria com emendas.
O PL 6.049/05, do deputado Alex Canziani (PTB/PR), que dispõe sobre
a regulamentação do exercício da profissão de cozinheiro
também está na pauta do colegiado. O relator, deputado Jovair
Arantes (PTB/GO), apresentou parecer favorável à matéria.
Já o PL 1.629/07, do deputado Antonio José Medeiros (PT/PI),
que estabelece incentivo fiscal às empresas que contratarem empregadas
mulheres chefes de família, recebeu parecer favorável do relator,
deputado Eudes Xavier (PT/CE).
Visitas
Os ministros do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi; e da Previdência Social,
José Pimentel visitam o presidente da Comissão, deputado Pedro
Fernandes (PTB/MA), nesta quarta-feira (29), às 10h, no gabinete da
presidência.
A reunião ordinária do colegiado acontecerá às
10h30 no plenário 12.
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BEM PARANÁ, 27 de
outubro de 2008 | Economia
Benefícios do INSS
Revisão pode dobrar o valor
da aposentadoria
Alterações da legislação
previdenciária geraram perdas para quem tinha direito a benefício
em 1989
Ana Ehlert
Aposentados e pensionistas que contribuíram à Previdência
Social pelo teto podem ter um ganho superior a 113% sobre o valor mensal do
benefício. Com isso, poderão passar a receber R$ 2.924,62, ante
aos R$ 1.371,49 pagos pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Para
tal é necessário entrar com o pedido de revisão do benefício,
cuja data de concessão tenha sido anterior a 3 de setembro de 1989. “Mas
a revisão cabe a todos os segurados, que contribuíram acima de
1 salário mínimo, sendo proporcional para cada caso”, orienta
o advogado Leonardo Ziccarelli Rodrigues.
O alerta é da Associação
dos Aposentados do Paraná (Apospar). Segundo o departamento jurídico
da associação, a Justiça vem acatando o direito à revisão
do benefício, com base no recálculo da renda mensal. Em
linhas gerais, o direito se deve ao fato que os segurados contribuíram
pelo teto de 20 salários mínimos, mas, no momento da concessão
do benefício, a legislação atribuía o teto
a apenas 10 salários mínimos.
Conforme os argumentos aceitos
pela Justiça, em 1981 uma Lei Federal estabeleceu que o teto de
contribuição da Previdência Social seria de 20 salários
mínimos. Em 1987, um decreto extingüiu o salário mínimo
e criou o salário referência, mantendo o patamar de 20 salários
mínimo como teto de contribuição.
No ano seguinte, com a promulgação
da Constituição Federal, houve o fim do salário
referência e a retomada do salário mínimo. A questão é que
também houve a redução do teto da Previdência
de 20 para 10 salários mínimos.
Ainda segundo os dados a Apospar,
o cálculo naquela época se mostra mais vantajoso, em virtude
da alta inflação e conseqüente correção
monetária dos salários de contribuição, bem
como pelo fato de terem contribuição sobre um patamar de
20 salários mínimos ou de referência.
Portanto, tem direito a esse
tipo de revisão, o segurado que em 3 de setembro de 1989 preenchia,
no mínimo, 30 anos de serviço (homem ou mulher), independente
da idade.
O porcentual da correção
depende de cada caso, podendo dobrar do valor dos rendimentos atuais,
além do recebimento dos atrasados referentes às diferenças
dos últimos cinco anos.
A Apropar fica à Rua 15
de Novembro, 467, 2º andar. O horário de funcionamento da
associação é das 8h30 às 17h30. Mas o atendimento
jurídico é sempre às quarta-feira, a partir das
13 horas.
Como podem ficar os benefícios após
a revisão
Data de Início do Benefício Valor atual Valor com a revisão
Porcentual de reajuste
Janeiro - 1991 R$ 1.680,72 R$
2.924,62 74,01%
Abril - 1991 R$ 1.3871,49 R$
2.924,61 113,24%
Janeiro - 1992 R$ 1.689,99 R$
2.725, 21 61,25%
Abril - 1992 R$ 1.627,55 R$
2.725,21 67,44%
Julho - 1992 R$ 1.417,40 R$
2.725,21 92,27%
Novembro - 1992 R$ 1.364,39 R$2.525,81 85,12%
Março - 1993 R$1.566,72 R$
2.525,81 61,21%
Junho - 1993 R$ 1.723,24 R$
2.326,40 35,00%
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CONSULTOR JURÍDICO,
27 de outubro de 2008
Bônus do garçom
Gorjeta que vai para a caixinha da
casa integra salário
As gorjetas de clientes que vão para a caixinha dos funcionários
do restaurante devem ser integradas ao salário para o cálculo
dos direitos trabalhistas. O entendimento é da 7ª Turma do Tribunal
Regional do Trabalho da 3ª Região (Minas Gerais).
Segundo os juízes, a gorjeta
pode ser integrada já que o empregador tem total conhecimento
do valor repassado. O restaurante argumenta que as gorjetas não
eram compulsórias, sendo pagas pelos clientes de forma espontânea
e entregues aos garçons ao final de cada expediente. Por isso,
deveria prevalecer, para efeitos de integração, apenas
a estimativa de gorjetas, conforme previsto na convenção
da categoria.
Segundo o juiz convocado Rodrigo
Ribeiro Bueno, relator, as cláusulas das convenções
afirmam que, como é difícil estimar com exatidão
o valor da gorjeta, ele deve ser uma estimativa.
Além do mais, a convenção é expressa
ao proibir o sistema de caixinha. A gorjeta espontânea deve ser
recebida pelo garçom que fez por merecer. No entanto, Bueno diz
que as provas demonstraram que as duas situações estipuladas
pela convenção não eram cumpridas.
O próprio gerente afirmou
que as gorjetas compunham um caixa comum e eram divididas entre empregados.
O acordo entre eles previa até um valor maior para o maitre e
garçons.
“Existindo plena possibilidade
de se apurar o 'quantum' das gorjetas auferidas em cada expediente, porquanto
compunham um único caixa para posterior rateio, correta a determinação
de que estes valores integrem o salário do reclamante, até porque
era esta a realidade praticada no reclamado e não a estimativa
prevista em norma coletiva”, concluiu o relator.
RO 00.173-2008-014-03-00-0
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