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Agência Diap, 28 de
outubro de 2008
O trabalhador e a qualificação
profissional
Por: Miguel Torres*
Recentemente promovemos com todas
as demais centrais de trabalhadores uma caminhada pelo centro da cidade
de São Paulo seguindo da Praça Ramos até a sede
da Delegacia Regional do Trabalho (DRT) onde entregamos às autoridades
um manifesto cobrando ações do governo em prol do trabalho
decente. A intenção de nossa jornada foi despertar a atenção
da sociedade sobre a necessidade urgente de uma nova globalização
com os pilares sobre o trabalho decente.
A promoção do trabalho decente no Brasil foi um compromisso assinado
entre o governo brasileiro e a Organização Internacional do Trabalho
(OIT) em 2003. Trabalho decente é definido como um trabalho produtivo
e adequadamente remunerado, exercido em condições de liberdade,
equidade e segurança, sem discriminação e capaz de garantir
uma vida digna aos trabalhadores.
Os quatro eixos deste projeto são a criação de emprego
de qualidade para homens e mulheres, extensão da proteção
social, promoção e fortalecimento do diálogo social e
respeito aos princípios fundamentais no trabalho, expressos na Declaração
dos Princípios Fundamentais no Trabalho, da OIT, feita em 1998.
Quando vamos às portas das fábricas reivindicar aumento salarial
levamos uma pauta de reivindicações como a valorização
do piso salarial, fim da terceirização e cumprimento da Convenção
158 da OIT, contra a demissão imotivada (rotatividade da mão
de obra).
Reivindicamos nossos direitos conscientes de que também é preciso
fazer a nossa parte. E que contribuição nós, trabalhadores,
podemos dar neste sentido? Entendemos que a qualificação profissional é um
grande desafio para o sindicalismo brasileiro hoje.
Quanto mais qualificado, mais o trabalhador é respeitado em todos os
seus direitos.
Ao se qualificar, o trabalhador amplia suas conquistas, ganha mais direitos,
consegue com mais facilidade tudo aquilo que tem como alvo, ou seja, a melhoria
da qualidade de vida.
Pretendemos qualificar os trabalhadores e não só ele, mas estender
esse benefício a seus familiares, aí entendido a mulher, os filhos
e demais membros da casa.
Um trabalhador mais qualificado tem maiores possibilidades de emprego e poderá obter
vaga melhor remunerada.
Em nosso sindicato estamos na iminência de inaugurar a escola profissional
da mais alta tecnologia que há para os metalúrgicos. O presidente
Lula já se comprometeu a estar presente na inauguração
da escola que levará o nome de nosso honrado companheiro Eleno José Bezerra,
com quem assumi o compromisso de levar adiante seu trabalho à frente
da entidade.
Entendemos que esta caminhada não é só dos trabalhadores,
mas precisamos da participação dos empresários, com quem
vamos construir um país grande. Caminhando juntos possibilitaremos a
abertura de mais vagas no mercado de trabalho, hoje incipiente. Junto com o
empresariado podemos abrir mais oportunidades, mas para isso nós, trabalhadores,
devemos estar devidamente qualificados. Diploma não vai mais ser um
papel bonito apenas para colocar nas paredes, ele vai ser importante para uma
vida prática.
(*) Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi
das Cruzes. Artigo publicada no Jornal da Tarde, edição de 23
de outubro
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Agência Diap, 28 de
outubro de 2008
CRESCIMENTO CONTINUA
Mínimo vai garantir renda
das classes D e E em 2009
A massa salarial vai crescer
menos, mas ainda crescerá em 2009, favorecendo as famílias
de menor renda. Ancorada na política de correção
do salário mínimo, o ganho das classes D e E terá um
reforço percentualmente superior aos das famílias de classe
média. O salário mínimo ficará próximo
de R$ 465, valor que embute uma correção de 12% - combinação
do crescimento de 5,4% do Produto Interno Bruto em 2007 e da inflação
medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Nas contas da LCA Consultores, a massa salarial total (inclui benefícios
previdenciários) vai crescer 4,9% em 2009, já descontadas a inflação
medida pelo INPC. Divididas por segmento, o ganho das classes D e E será de
7,6%, enquanto o da classes AB ficará em 4%. A principal razão
para o ganho maior das famílias de menor renda está no aumento
real do mínimo e na menor inflação dos alimentos esperada
para o próximo ano.
Este ano, nas contas da LCA, o ganho real médio do salário mínimo
no ano vai ficar próximo a 2,5%, pois parte do aumento real de 4,15%
concedido na data de correção do mínimo (em março,
pago em abril) foi corroído pela alta nos preços dos alimentos.
Para 2009, o ganho projetado para média do ano é o dobro: 5,6%,
explica Fábio Romão, economista da LCA Consultores.
Aumento real
A MB Associados projeta um aumento da massa real de renda de 3,6% no próximo
ano, considerando a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE, que foca nas
seis maiores regiões metropolitanas do país.
Fazendo projeções pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domícilio
(PNAD), a MB calcula que as faixas de renda de dois a três salários
mínimos, ganharão uma renda extra de R$ 7,2 bilhões em
2008 e vão elevar esse ganho adicional para R$ 8,8 bilhões em
2009, enquanto as famílias com renda entre cinco e dez mínimos
vão incorporar uma massa real adicional de R$ 5 bilhões em 2009,
valor muito inferior aos R$ 18,8 bilhões injetados por estas famílias
no consumo em 2008.
O maior aumento da renda das famílias das classes D e E vai favorecer
a indústria de bens de consumo popular, enquanto os produtos de maior
valor agregado terão um ritmo menor de crescimento, avaliam os economistas
ouvidos pelo Valor. "Bens movidos a crédito e de maior valor, como
eletroeletrônicos, automóveis, móveis e produtos residenciais
terão demanda menor. Esses segmentos vão crescer, mas a um ritmo
menor", observa Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados.
Crescimento menor
No cenário de 2009 traçado pelos economistas, o ano será de
um crescimento menor em relação ao de 2008 - ou seja, a economia
cresce menos, mas cresce. Depois de uma evolução próxima
a 5% em 2008, as projeções para o próximo ano variam entre
3% e 3,5%, com algumas projeções mais pessimistas próximas
a 2% - quadro que ganha adeptos diante da forte contração atual
do crédito.
Até agora, contudo, nenhum economista projeta risco de recessão
para o Brasil. O trimestre atual e o primeiro de 2009, dizem eles, será de
forte desaceleração, com chances dos primeiros três meses
do próximo ano terem um ritmo menor que o do final de 2008, mesmo descontando
os fatores sazonais. "Mas se tivermos, em algum destes trimestres, um
dado negativo, ele será pontual. Não estaremos em recessão",
observa Sérgio Vale.
Nas contas da LCA Consultores, o número de pessoas ocupadas em maio
deste ano era 4,6% maior que em igual período do ano passado, olhando
para os dados do IBGE referentes às seis regiões metropolitanas.
Esse ritmo já está desacelerando e nas contas da consultoria
o total de pessoas ocupadas vai encerrar 2008 com um crescimento de 3% em relação
a dezembro de 2007. Para 2009, esse ritmo vai diminuir ainda mais e ficar em
2,3%. A MB espera um percentual um pouco maior, de 2,7%, para a evolução
da ocupação no próximo ano.
Menos empregos
A composição dos novos empregos em 2009, contudo, pode sofrer
alguma deterioração. Isso já estava ocorrendo desde meados
deste ano, observa Romão, da LCA Consultores. Depois de crescer continuamente
por muitos meses até atingir uma participação recorde
de 48,9% no total de ocupados nas regiões metropolitanas em maio, o
emprego com carteira assinada começou a recuar e caiu nos meses seguintes
até agosto e está hoje em 48,2%.
No mesmo período, as ocupações sem carteira voltaram a
ganhar espaço, passando de 19,4% do total para 20,2%. "Essa inflexão
nas duas tendências é sinal de pisada no freio, de perspectivas
não animadoras", avalia Romão.
Vale, da MB, observa que em 2008, a demanda por profissionais mais qualificados
ajudou a puxar, de forma mais intensa, a renda das famílias de classe
média. Nos anos anteriores, a política do salário mínimo
e do Bolsa Família favoreceram mais, proporcionalmente, os grupos de
menor rendimento. Para 2009, essa busca por profissionais mais preparados (e,
portanto, com maiores salários) deve arrefecer.
" Podemos esperar, por isso, que a classe média alta tenha ganhos
relativos menores que a classe média baixa", diz o economista-chefe
da MB Associados. "Os ganhos continuam crescendo em todas as faixas, mas
eles serão menores", acrescenta.
Nas contas da MB Associados, a ocupação cresce 2,7% em 2009,
nas seis regiões metropolitanas. Vale observa que no ciclo de crescimento
e contração econômica (2004 a 2006), o primeiro ano de
desaceleração econômica foi acompanhado por expansão
do emprego, ainda que depois o desemprego tenha aumentado.
Diante deste passado, a consultoria projeta um movimento semelhante, no qual
a perda de fôlego do PIB freia novas contratações, leva
a férias coletivas, mas demora para resultar em demissões generalizadas.
(Fonte: Valor Econômico; intertítulos do Diap)
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UOL, 28 de outubro de 2008
| Últimas
Mais de 70% dos jovens brasileiros
não têm nível de educação para
conseguir emprego, diz BID
Sabrina Craide
Da Agência Brasil
Em Brasília
Mais da metade dos latino-americanos entre 15 e 19 anos não têm
um nível adequado de educação para conseguir um trabalho
bem remunerado. No Brasil, o percentual de jovens nesta situação é de
71,6%. Os dados foram divulgados nesta segunda (27) pelo do Banco Interamericano
de Desenvolvimento (BID) e foram obtidos com base em testes internacionais
de desempenho realizados com os estudantes da região.
Jovens
sem nível adequado para obter um emprego
Peru 85%
Brasil 72%
México 65%
Uruguai 59%
Chile 53%
Argentina 53%
O estudo aponta, no entanto, que os níveis de satisfação
dos jovens da América Latina com a educação pública
são altos, comparáveis aos de nações desenvolvidas.
Países como a Venezuela, o Uruguai, Paraguai, a Bolívia, Honduras
e a República Dominicana indicaram níveis de satisfação
maiores que os do Japão, apesar de os estudantes desses países
terem obtido uma pontuação 35% menor que a média obtida
pelos estudantes japoneses.
De acordo com o estudo, isso
acontece porque as pessoas com níveis menores de educação
tendem a expressar uma melhor opinião em relação à qualidade
dos serviços educacionais do que aquelas com mais anos de escolaridade. À medida
em que os países melhoram o nível da educação,
as críticas aumentam.
No Brasil e no Chile, por exemplo,
onde o rendimento dos estudantes está entre os maiores da região,
os níveis de satisfação são menores. No Brasil,
a satisfação dos estudantes com a educação
ficou em 64%.
O estudo do BID também
avalia que, apesar de terem obtido avanços na área da educação,
os latino-americanos não estão colhendo os benefícios
de ter mais crianças matriculadas nas escolas, nem do aumento
no número de anos de estudo. Isso porque, ao contrário
de países da Ásia, por exemplo, na América Latina
o crescimento econômico tem se baseado no aumento da força
de trabalho, e não na educação.
Segundo o BID, os índices
de alfabetização na América Latina duplicaram desde
a década de 30, e hoje estão em 86%. A media de anos de
escolaridade para a população maior de 15 anos, que em
1960 era de 3,5 anos, em 2000 era de sete anos.
"O acesso à educação
primária avançou consideravelmente, o que permitirá os
países da América Latina, quase sem exceção,
a alcançar em 2015 a Meta de Desenvolvimento do Milênio
de Educação Primária Universal", diz o estudo.
O estudo do BID utilizou dados
da Pesquisa Mundial do Instituto Gallup, que entrevistou mais de 40 mil
pessoas em 24 países da América Latina e do Caribe, entre
novembro de 2005 e dezembro de 2007.
O Ministério da Educação
informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que considera os dados
do estudo do BID defasados. No entanto, avalia que as ações
que estão sendo desenvolvidas atualmente pelo Plano de Desenvolvimento
da Educação (PDE) têm como objetivo sanar os problemas
apresentados.
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UOL, 28 de outubro de 2008
| Últimas
Brasil já tem 1 milhão
de "empregos verdes" e ainda pode criar mais, diz OIT
Mariana Jungmann
Da Agência Brasil
Em Brasília
O Brasil tem cerca de 1 milhão de pessoas trabalhando em "empregos
verdes" - atividades ambientalmente sustentáveis. Essa é a
estimativa do conselheiro principal para desenvolvimento sustentável
e mudança climática da OIT (Organização Internacional
do Trabalho), Peter Poschen.
Ele participou da elaboração
do relatório "Empregos Verdes: Trabalho decente em um mundo
sustentável e com baixas emissões de carbono", promovido
pela OIT e que fala sobre os novos postos de trabalho gerados a partir
do combate mundial contra o aquecimento global.
Além dos 500 mil empregos
em reciclagem, Poschen estima que existam outros 500 mil em biocombustíveis
no Brasil. Mas, segundo ele, o país precisa pensar em criar "empregos
verdes" para economizar energia.
"No Brasil há uma
situação mista: ele é líder em algumas áreas
como biocombustíveis e reciclagem. Mas ainda não há políticas
voltadas para a geração de empregos nas construções
econômicas, ou na preservação da Amazônia,
que trazem um bom retorno econômico", analisa Poschen.
De acordo com o conselheiro
da OIT, a energia economizada pelo Brasil com a reciclagem de alumínio
seria suficiente para sustentar uma cidade de 1 milhão de habitantes
durante um ano.
Contudo, o investimento em
lavouras de cana-de-açúcar e em hidrelétricas
não vai gerar muitos "empregos verdes", segundo Poschen.
"As hidrelétricas
geram muitos empregos enquanto estão sendo construídas,
mas depois não precisa de muita gente na manutenção.
E a cana-de-açúcar tem mecanizado cada vez mais o corte",
avalia.
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UOL, 28 de outubro de 2008
| Últimas
Crise é oportunidade de investir
em "empregos verdes", avalia OIT
Mariana Jungmann
Da Agência Brasil
Em Brasília
Apesar de a Alemanha ter se manifestado recentemente dizendo que os países
da União Européia deveriam diminuir o ritmo de seus programas
de redução das emissões de carbono por causa da crise
mundial, o conselheiro principal para desenvolvimento sustentável da
OIT (Organização Internacional do Trabalho), Peter Poschen, disse
hoje (27) que a crise é, na verdade, uma oportunidade favorável
para as políticas ambientais, com a criação dos chamados "empregos
verdes" (postos em atividades ambientalmente sustentáveis).
"Em crises anteriores, como
a de 1929, as ações do governo para reverter os problemas
econômicos acabaram se tornando as obras que alavancaram o desenvolvimento
de países como Estados Unidos durante os anos seguintes",
explicou Poschen.
Segundo ele, com a crise financeira,
os investimentos governamentais vão se repetir e é a oportunidade
de "pensar no que vai ser a infra-estrutura do século 21".
"Não é uma
questão de consciência ambiental e, sim, de cálculos.
A inconsciência energética é um desperdício
de recursos", avaliou o conselheiro da OIT.
De acordo com ele, quando um
país investe em economia de energia na construção
civil, por exemplo, está apostando numa tecnologia que dará retorno
financeiro ao longo dos anos, quando aquele prédio construído
deixar de gastar.
Poschen também defendeu
que os países invistam em pacotes financeiros para gerar os "empregos
verdes" - os postos de trabalho gerados a partir das necessidades
de frear o aquecimento global, como a reciclagem ou a produção
de biomassa. Segundo ele, além da geração de empregos,
esse tipo de pacote também garante que o dinheiro será distribuído
em diversas áreas e que vá gerar demanda.
"Quando você injeta
dinheiro diretamente na mão do cidadão, ele pode apenas
usar esse dinheiro para pagar créditos anteriores Não há garantias
de que vá gerar novas demandas. E o dinheiro também pode
ficar mais concentrado em uma área do que em outras", explicou
Poschen.
Os Estados Unidos, de acordo
com ele, já têm um pacote para a geração de
empregos verdes que vai investir US$ 100 bilhões e criar 2 milhões
de novos postos de trabalho.
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Congresso
em Foco, 28 de outubro de 2008
E agora, tucanos e petistas?
Além de se apresentarem como duas opções
de poder, que alternativas de país PSDB e PT têm a oferecer
em 2010? Essa é a pergunta mais produtiva a se fazer no momento,
avalia Marcos Magalhães.
Dois caminhos
Marcos Magalhães*
Ao dizer aos leitores de O Estado de S. Paulo por que deveriam votar em Marta
Suplicy, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, sugeriu que rejeitassem as “forças
conservadoras agrupadas em torno de uma visão elitista, preconceituosa
e excludente da sociedade”. Visão que – como acusou Berzoini
em edição que circulou no dia da reeleição de Gilberto
Kassab (DEM) para prefeito de São Paulo, com o apoio do governador José Serra,
do PSDB – “permanece viva neste início do século
21 sob a bandeira geral de um moribundo neoliberalismo”.
Após conhecer os resultados do segundo turno em Belo Horizonte, onde
saiu vitorioso seu ex-secretário de Planejamento Márcio Lacerda
(PSB), o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, reiterou a defesa
de uma aproximação entre o seu PSDB e o PT. “Não
faço relação direta dos resultados de agora com 2010,
mas acho que Belo Horizonte e Minas deram ao Brasil uma sinalização
de que é possível, sim, superar divergências partidárias”,
disse o governador.
O canto de guerra de Berzoini e o aceno de paz de Aécio parecem não
caber na mesma realidade. Em Minas, terra dos grandes conciliadores, pode ser
que prevaleça certa dose de aproximação entre o PSDB e
o PT ao longo dos próximos meses. No restante do país, porém,
o conflito entre as duas grandes legendas nascidas em São Paulo promete
se tornar cada vez mais intenso até 2010, quando serão escolhidos
o novo presidente da República e uma tropa de novos governadores.
Daqui a dois anos, todos teremos diante de nós duas opções
de poder. Nem tão distintas como quer Berzoini, nem tão próximas
como desejaria Aécio. Duas opções de poder que, pela atual
feição das nuvens rarefeitas no céu de Brasília,
tendem a colocar em campos opostos José Serra e a ministra-chefe da
Casa Civil, Dilma Rousseff. Ambos começarão a construir desde
já essas duas opções de poder. Mas fica desde já uma
pergunta: além das duas opções de poder, que opções
de país teremos pela frente?
Em outras palavras, o PSDB e o PT ficam devendo, a partir de agora, algumas
claras explicações. Que rumo os dois pretendem imprimir à economia
do país a partir de 2011, quando o mundo – segundo as previsões
mais otimistas – começará a emergir da atual crise financeira?
Que modelo de educação consideram o mais apropriado para garantir
ao Brasil uma posição mais competitiva na economia global? Como
pretendem aprofundar as atuais iniciativas de combate à pobreza? De
que forma gostariam de estimular o crescimento, no país, das indústrias
ligadas à chamada economia criativa?
A maneira mais fácil de iludir os eleitores é a de estimular
as rivalidades puramente políticas. Fazer da política apenas
algo parecido com o futebol. No Brasil discute-se muito a política.
E pouco se fala das políticas. Política econômica, política
de educação, política de saúde, política
de ciência e tecnologia. Tudo isso tem ficado para pequenos grupos de
iluminados, que desenham o futuro do país enquanto se trata de entreter
a população com temas menos áridos.
Berzoini, por exemplo, fala que seus adversários têm uma visão “elitista,
preconceituosa e excludente de sociedade”. Ele e seus companheiros do
PT terão bastante tempo, nos próximos dois anos, para explicar
de que forma o país pode se livrar desse modelo. Por outro lado, ao
comentar o resultado das eleições em São Paulo, onde a
oposição teve uma clara vitória, Serra disse que “o
povo não quer que nenhum partido tenha monopólio de poder”.
Também ele poderá tornar mais claro, a partir de agora, que tipo
de alternativa pretende apresentar à sociedade em 2010.
O Brasil já comemorou os 20 anos da nova Constituição.
Vai celebrar, em 2010, 25 anos de retorno da democracia. Já terá então
experimentado diferentes etapas, como a consolidação das instituições,
a estabilização da moeda e o início do combate à pobreza.
A democracia se torna cada vez mais madura, como se pode ver na cobrança
de resultados dos prefeitos que acabam de ser eleitos. Os meios de comunicação
colocaram à disposição da população as listas
das principais promessas dos eleitos. Agora pode ser o momento de se debater
menos o adjetivo e mais o substantivo, aquilo que conta de fato para o dia-a-dia
de cada um.
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Gazeta do Povo, 28 de outubro de 2008
Jogo político
PSDB começa “namoro”com
peemedebistas de olho na eleição de 2010
O principal pré-candidato da oposição à Presidência
da República, o governador paulista José Serra (PSDB), admitiu
ontem que os tucanos têm interesse em ter o PMDB ao seu lado. “Existe
um diálogo do PSDB com o PMDB, isso é indiscutível”,
disse Serra, embora não admita que esse diálogo esteja sendo
travado para um possível apoio a sua candidatura em 2010. Em São
Paulo, tanto os tucanos como os peemedebistas apoiaram o prefeito reeleito
Gilberto Kassab (DEM).
Já o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE),
foi mais claro que Serra. Disse que a sucessão presidencial de 2010
já começou e uma das estratégias do partido agora será procurar
o PMDB. Guerra afirmou que o PMDB será decisivo nos próximos
dois anos e que nenhum candidato vai querer ficar longe do partido.
“Temos muitos amigos no PMDB e vamos procurar esses setores”, disse
o presidente do PSDB. “Vamos cultivar o PMDB. O próximo lance para
abrir as conversas será a sucessão dos postos de comando da Câmara
e Senado e o PSDB poderá apoiar os candidatos do PMDB tanto na Câmara
quanto no Senado.”
Reação petista
O secretário-geral do PT, deputado federal José Eduardo Cardozo
(SP), também fez questão de destacar que o partido tem de buscar
aliança para 2010, sem citar partidos especificamente. Apesar disso,
Cardozo fez questão de ressaltar que o partido terá candidatura
própria à Presidência, numa reação à declaração
do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB), que afirmou
que os peemedebistas deveriam ter um concorrente em 2010.
“ O desafio, com esse resultado eleitoral, é o PT tentar construir
a candidatura própria para 2010. E, para isso, é preciso tentar
não apenas a coesão interna, mas também ter como objetivo
buscar o apoio dos aliados. As eleições de 2010 serão as
primeiras sem Lula como candidato do PT. Nós temos condições
de construir uma candidatura própria”, afirmou Cardozo.
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Folha
de S.Paulo, 28 de outubro de 2008
ELEIÇÕES 2008 / ANÁLISE
Noiva de 2010, PMDB pode ter "dois
maridos"
Para especialistas, peemedebistas não
devem conseguir chegar a coesão nacional e podem se dividir entre
Lula e Serra | José Serra projeta-se como o único presidenciável
tucano e Lula ganha autonomia de um PT enfraquecido para conduzir a eleição
em 2010
ANA FLOR
CLAUDIO DANTAS SEQUEIRA
DA REPORTAGEM LOCAL
O mapa eleitoral que emerge das urnas impacta a corrida presidencial de 2010
em pelo menos três aspectos: o governador de São Paulo, José Serra,
se projeta em definitivo como o presidenciável tucano, o PT enfraquecido
dá autonomia ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para conduzir
o processo de sucessão e o PMDB, fortalecido nacionalmente neste pleito,
se afirma como a "noiva" cobiçada por tucanos e petistas.
A análise é de cientistas políticos ouvidos pela Folha.
Para especialistas, o PMDB terá a opção de manter a coligação
com PT ou nacionalizar a união com o PSDB. Existe ainda a possibilidade
de lançar um nome próprio, como observa Celi Jardim Pinto, cientista
política e diretora do Instituto de de Filosofia e Ciências Humanas
da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).
" Aécio [Neves, governador mineiro do PSDB] pode se tornar o nome
forte que o PMDB busca. A hipótese não é de toda obscura
e agrada a Lula, que gostaria de ver a oposição dividida",
diz Celi. Para a especialista, o mineiro poderia deixar o PSDB. Apesar da vitória
de dois de seus afilhados, em Belo Horizonte e Juiz de Fora, Aécio saiu "chamuscado
dessas eleições", diz David Fleischer, professor emérito
da Universidade de Brasília (UnB).
O cientista político ressalta que tucanos alimentam o sonho de lançar "uma
chapa puro sangue", com Serra na cabeça e Aécio vice. "Garante
boa parte do eleitorado de Minas e de São Paulo, os dois maiores colégios
do país. Mas o PSDB ainda teria que buscar votos no Sul e no Nordeste",
afirma.
Nesta dobradinha sobraria pouco espaço para acomodar o PMDB, o que abriria
caminho para o presidente Lula negociar com o PMDB. O cientista político
Carlos Alberto Furtado de Melo, do IBMEC, acha que a eleição
deste ano "mostrou que Lula é muito maior que o PT e que não
há transferência de voto. "Perderam os setores que poderiam
sair vitoriosos e, assim, interferir no processo de sucessão."
Melo e Fleischer dizem que o PMDB não conseguirá coesão
nacional e deve se dividir entre Lula e Serra. "É provável
que o PMDB de São Paulo esteja com Serra. Mas não dá para
dizer que [Roberto] Requião (PR), e o Sérgio Cabral (RJ) seguirão."
O professor de Ciência Política da USP Gildo Marçal Brandão
concorda. "O PMDB nunca foi unido." Ele afirma que as eleições
municipais derrubaram a crença de que grandes líderes, nacionais
ou regionais, elegem quem quiserem. "A idéia de que Lula e Aécio
elegem "um poste" não é assim.
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O ESTADO DO PARANÁ,
28 de outubro de 2008 | Economia
Luta pelo benefício do INSS
pode ser árdua
Lyrian Saiki
A Justiça pode ser o melhor caminho para que o brasileiro consiga o
benefício do auxílio-doença ou a aposentadoria por invalidez.
Segundo a Associação em Defesa dos Consumidores e Contribuintes
(Adec), só este ano, pelo menos 1,8 milhão de pessoas tiveram
o benefício negado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) -
cerca de 200 mil apenas no Paraná. Muitas delas só conseguiram
receber o benefício depois de impetrarem ação na Justiça.
É o caso de Maria Luiza
Barbosa da Silva, 46 anos, moradora de Almirante Tamandaré, na
Região Metropolitana de Curitiba (RMC) que, depois de receber
auxílio-doença durante quase quatro anos - de 2003 a 2006
-, teve o benefício suspenso pelo INSS.
“Fiquei sem receber um
só centavo”, disse, referindo-se ao ano de 2007 e parte
de 2008, período em que deixou de pagar várias contas e
teve seu nome inscrito no SCPC. “Só não passei fome
porque meus filhos e meu marido ajudam”, comentou Maria Luiza,
que sofre de problemas no coração, tem tendinite, diabetes
e fibromialgia. Em março desse ano, ela ingressou com ação
na Justiça; o resultado saiu há poucas semanas: ela conseguiu
se aposentar por invalidez.
A ex-zeladora Maria Luci Cardoso,
de 59 anos, que vive no bairro Sítio Cercado, na capital, teve
um caso parecido. Há três anos, ela passou a sofrer de artrose,
operou os dois joelhos, teve tendinite. Depois de receber auxílio-doença
no valor de um salário mínimo durante dois anos, teve o
benefício cortado.
“Em maio do ano passado,
o INSS mandou eu voltar a trabalhar, mas eu não tinha condições”,
contou. A ex-zeladora entrou com recurso na Justiça para tentar
se aposentar e teve decisão favorável. “Só em
remédios, eu gasto cerca de R$ 400 por mês.”
Resultados favoráveis
De acordo com Mário Miyasaki,
presidente da Associação em Defesa dos Consumidores e Contribuintes
(Adec), mais de 70% das ações impetradas por advogados
da entidade têm obtido resultados positivos. “No caso das
outras 30%, faltaram documentos”, explicou Miyasaki.
Segundo ele, qualquer pessoa
que tenha o pedido negado pelo INSS - de auxílio-doença,
aposentadoria por invalidez ou aposentadoria por idade - pode procurar
a entidade para se informar a respeito. O primeiro atendimento é gratuito.
A pessoa é orientada,
então, a procurar um advogado - caso ela não tenha, a Adec
indica um. Só no ano passado, segundo Miyasaki, a entidade conseguiu
2,5 mil resultados positivos na Justiça Federal. “Como o
INSS apresenta suposto déficit previdenciário, o próprio
instituto cria atos normativos para economizar o dinheiro público”,
apontou.
De acordo com Miyasaki, a maior
parte dos casos que chegam à Adec é de auxílio-doença,
seguida por aposentadoria por invalidez, e por idade e tempo de contribuição.
“O perito do INSS não
tem equipamento para fazer diagnóstico preciso. Só com
estetoscópio não é possível dizer se uma
pessoa está apta ou não para trabalhar”, disse. Na
Justiça, o segurado é examinado por um perito judicial,
que avalia se o trabalhador tem, ou não, condições
de exercer a função.
“Chegam vários casos
até a gente, desde os mais simples, como o de uma pessoa que trabalha
há cerca de três anos com carteira assinada e se acidenta.
No INSS, ela descobre que não tem direito ao auxílio-doença,
porque a empresa não recolhia o imposto”, contou.
Entre os documentos necessários
para entrar com ação estão a carteira de trabalho,
RG, CPF, cópia do carnê de contribuição da
previdência social, comprovante de residência, carta de indeferimento
do INSS, além do maior número possível de atestados
médicos, prontuários, exames. A decisão da Justiça
pode levar de 60 dias a dois anos; em média, o período
de espera é de dez a doze meses.
Serviço: A
Adec está localizado no bairro Portão, em Curitiba, e atende
pelo telefone (41) 3270-7777.
Para
o órgão, leis são diferentes entre poderes
Para Tania Fiedler, chefe substituta do Serviço de Gerenciamento de
Benefícios por Incapacidade da Gerência Executiva do INSS em Curitiba,
não cabe ao instituto realizar exames para verificar a aptidão
do segurado para o trabalho.
“O INSS não faz
tratamento de saúde, não pede exames. Apenas verifica a
capacidade do trabalhador para determinada função”,
explicou, acrescentando que doenças como diabetes não impedem
que a pessoa trabalhe. “Mesmo com uma doença crônica,
a pessoa pode ter uma vida normal.”
Ela explicou ainda que a avaliação
do médico-perito não se restringe ao exame dentro da sala,
mas do momento em que entra no prédio, como caminha, como reage.
“Já seguimos uma
pessoa que, aqui dentro, mal conseguia falar e, lá fora, conversava
normalmente. Não é algo tão comum, mas há muitas
pessoas que vêem o INSS como uma segunda fonte de recursos”,
destacou. Ela negou que o INSS negue o benefício a pessoas que
trabalham em empresa que deixou de recolher o imposto.
Sobre o grande número
de benefícios negados pelo INSS, porém concedidos pela
Justiça, ela diz que se tratam de poderes diferentes. “Nós
somos o poder executivo e temos que obedecer a ele. Nem sempre as nossas
leis são as mesmas” diz.
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Agência Câmara,
28 de outubro de 2008
Projeto exige anotação
de vacinas na carteira de trabalho
Laycer Tomaz
A Câmara analisa o Projeto de Lei 3964/08, do deputado Valdir Colatto
(PMDB-SC), que torna obrigatória a anotação, na carteira
de trabalho, das vacinas tomadas pelo empregado, de acordo com o calendário
de vacinação para adultos definido pelo Ministério da
Saúde. A medida será regulamentada pelo ministério, que
também deverá definir a forma como essa anotação
será feita.
Na avaliação do
parlamentar, a vacinação de adultos ainda não atinge
um número desejável de pessoas porque a necessidade de
prevenção é pouco divulgada. Além disso,
Colatto afirma que há descaso com o cartão de vacina: muitas
pessoas não o atualizam ou perdem o documento. Ele lembra que,
no início deste ano, quando houve uma epidemia de febre amarela
silvestre, muitas pessoas tomaram a vacina desnecessariamente porque
não sabiam se já haviam sido imunizadas. "Muitos tomaram
a vacina há menos de dez anos e não se lembravam, o que
gerou um número grande de sérios de efeitos colaterais.
Se houvesse mecanismos de controle sobre os cartões de vacinação,
teríamos evitado isso", afirma o deputado.
Colatto cita a campanha de vacinação
contra a rubéola, realizada nos meses de agosto e setembro, para
demonstrar a importância de consolidar a prática da vacinação
de adultos. "O Brasil é o único país das Américas
onde o vírus da rubéola ainda circula", lamenta.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas
comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração
e Serviço Público; e de Constituição e Justiça
e de Cidadania.
Íntegra da proposta:
- PL-3964/2008
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
28/10/2008
TST determina à Vivo que reintegre
deficiente físico
A Terceira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho deu provimento a recurso de um empregado da Vivo
S/A, portador de deficiência física, e restabeleceu sentença
que determinou sua reintegração ao emprego e o pagamento
do período em que ficou afastado. A redatora designada, ministra
Rosa Maria Weber, observou que a empresa não demonstrou ter efetuado
a contratação de outro empregado em idêntica condição,
como determina o artigo 93, parágrafo 1º da Lei nº 8.213/91.
A referida lei determina às
empresas com cem ou mais empregados que mantenham, permanentemente, reserva
mínima dos seus cargos para empregados portadores de deficiência
ou reabilitados, e condiciona a despedida imotivada desses trabalhadores à contratação
de substituto em condição semelhante.
O empregado ajuizou ação,
inicialmente, contra a Celular CRT S/A, antiga razão social da
empresa. Contratado em junho de 2007, fazia parte da cota de empregados
deficientes físicos, e, ao ser demitido em março de 2004,
alegou que a empresa não contratou outro empregado, nas mesmas
condições, para substituí-lo. Buscou então,
por reclamação trabalhista, sua reintegração
ao emprego. O juiz da 25ª Vara do Trabalho de Porto Alegre determinou à empresa
que o reintegrasse, observando as mesmas condições de trabalho
(função, local e horário) anteriores, e lhe pagasse
os salários desde a sua demissão até o efetivo retorno
ao trabalho.
O Tribunal Regional do Trabalho
da 4ª Região (RS), porém, absolveu a Vivo da obrigação
de reintegrá-lo e condenou-a somente ao pagamento de salários,
férias, depósitos de FGTS e outras verbas. Para o Regional,
a empresa comprovou cumprir adequadamente a exigência da Lei nº 8.213/1991
porque possuía em seus quadros número de empregados portadores
de deficiência muito superior ao mínimo legalmente exigido.
Em suas razões, a ministra
Rosa Maria Weber ressaltou a importância do princípio da
igualdade, previsto no artigo 5º, caput, da Constituição
Federal: “A efetiva igualdade de oportunidade e de tratamento para
trabalhadores portadores de deficiência exige atuação
positiva do legislador, superando qualquer concepção meramente
formal de igualdade, de modo a eliminar os obstáculos, sejam físicos,
econômicos, sociais ou culturais, que impedem a sua concretização,
pois se trata de situação em que a prevalência do
princípio da igualdade exige o tratamento desigual dos desiguais”,
afirmou.
A ministra disse, ainda, que
não há como não convir com o ganhador do Prêmio
Nobel de Economia de 1998, Amartya Sen, quando afirma que “os abrangentes
poderes do mecanismo de mercado têm de ser suplementados com a
criação de oportunidades sociais básicas para a
equidade e a justiça social”. ( RR-14/2005-025-04-40.5)
(Lourdes Côrtes)
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