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O ESTADO DO PARANÁ,
14 de novembro de 2008 | Economia
Lula diz que retração
da oferta de emprego no País preocupa
Agência Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou nesta quinta-feira
(13) preocupação com a retração da oferta de emprego
no País, por causa da crise financeira internacional. "O que me
preocupa e o que já aconteceu comigo, é que muitas vezes você quer
comprar ou trocar de carro e ouve por aí que vai ter um problema, e
acaba não comprando. Na hora que você não compra um carro, é menos
um carro produzido, e pode ser um posto de trabalho que você perde",
afirmou Lula, em Roma, pouco antes de embarcar para Washington, onde participará da
reunião do G-20 (grupo formados por grandes economias desenvolvidas
e emergentes).
Ele disse que atendeu pedidos
da indústria automotiva, de facilitar a concessão de crédito
para o setor, para garantir a manutenção do aumento do
número de empregos. Lula afirmou que o governo considera também
prioritários, os setores de construção civil e agricultura,
que empregam mais. Ele reiterou que não quer nenhuma obra do Programa
de Aceleração do Crescimento (PAC) paralisada.
O presidente disse que
até o momento a situação do Brasil é diferente
de outros países, onde empresas, entre as quais, montadoras,
entraram em concordata. "Tem uma coisa que foge do controle de
todos nós, que é o pânico psicológico. Se
todos os dias falarmos em crise e colocarmos um pouco de terrorismo,
o consumidor que estava querendo comprar um carro, uma casa, uma geladeira
ou uma televisão, não vai mais comprar. Aí a crise
começa a chegar na economia real". Lula disse que vai continuar
otimista. "Se tiver algum político brasileiro ou qualquer
outro que quiser ficar na cadeira chorando, saiba que eu vou sair pelo
mundo para enfrentar a crise."
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O ESTADO DO PARANÁ,
14 de novembro de 2008 | Economia
Refeição fora de casa é a
vilã da inflação em 2008
Agência Estado
Comer fora de casa ficou muito mais caro para todas as faixas de renda. Segundo
dados do IBGE, a refeição fora de casa correspondeu, sozinha,
por 10% da taxa de 5,23% acumulada pelo Índice de Preços ao Consumidor
Amplo (IPCA) no período de janeiro a outubro deste ano.
Com alta de 13,1% nos preços
no período, esse item tem pressionado não apenas os consumidores
na faixa de renda da inflação oficial, de um a 40 salários
mínimos (R$ 415 a R$ 16.600), mas também aqueles que têm
renda de um a seis salários mínimos (R$ 415 a R$ 2.490)
e cujas despesas são medidas pelo Índice Nacional de Preços
ao Consumidor (INPC), também calculado pelo IBGE. No INPC, no
qual os alimentos têm peso elevado, a refeição fora
de casa já subiu 12,67%.
Cerca de 25% das despesas com
alimentos das famílias são gastas nas refeições
fora do domicílio. O aumento nesse item no 10 meses deste ano,
tanto no IPCA quanto no INPC, já supera com folga o contabilizado
em todo o ano passado, respectivamente de 7,8% e 8%.
A coordenadora de índices
de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, explica que a refeição
fora do domicílio tem forte peso no IPCA e sofre pressão
não apenas da alta dos alimentos, que vem ocorrendo desde o início
do segundo semestre do ano passado, mas também dos aumentos em
serviços como aluguel (o item aluguel e taxas subiu 4,87% no IPCA
acumulado de janeiro a outubro) e, ainda, do reajuste do salário
mínimo.
Eulina lembra que a alimentação
fora de casa é um importante componente das despesas das famílias,
especialmente nos grandes centros urbanos. Segundo a última
Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE, referente a
2002/2003 e que é base da metodologia de cálculo do IPCA,
revela que o gasto com refeições fora de casa chega a
25% das despesas das famílias brasileiras com alimentação,
chegando a de 26% no Estado de São Paulo e a 32,6% no Estado
do Rio de Janeiro.
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Vermelho, 14 de novembro
de 2008
Nivaldo Santana: os desafios do sindicalismo
A pauta do movimento sindical
tem certas bandeiras consensuais. A luta pela defesa do emprego, do salário
e dos direitos trabalhistas e previdenciários expressa uma agenda
capaz de aglutinar boa parte do sindicalismo brasileiro.
Por Nivaldo Santana*, em seu blog
Essas demandas se concretizam
na luta pela valorização do salário mínimo,
pela aprovação da Convenção 158 da OIT — que
veda demissões imotivadas —, contra medidas legislativas
que precarizem as relações do trabalho, pelo fim do fator
previdenciário, etc.
Ao lado dessas bandeiras — que estarão no centro da marcha das
centrais no dia 3 de dezembro em Brasília —, é essencial
que os sindicatos se preocupem com um problema novo e de gravidade ainda não
possível de ser dimensionada.
Refiro-me aos efeitos da grave crise do capitalismo, talvez a maior desde a
grande depressão de 1929/1933. Essa crise, iniciada nos Estados Unidos
e que se propaga por todo o mundo, já cobra os seus nefastos efeitos.
Estados Unidos, Japão e a chamada zona do euro já estão
em recessão. Para os trabalhadores, isso significa, antes de mais nada,
uma nova onde de demissões.
A China, pelas peculiaridades de sua economia socialista de mercado, parece
ter meios mais eficazes de se proteger do tsunami que sacode os países
centrais do capitalismo. A América Latina, embora em situação
melhor, não deve passar incólume pela crise.
No caso do Brasil, indústrias de peso na economia, como as montadoras,
abruptamente têm forte queda em suas vendas. Férias coletivas,
o prelúdio das demissões, já estão em andamento.
A indústria da construção civil, outra grande empregadora,
também recua, assim como o comércio e a agricultura. Parece que
só os grandes bancos, para variar, conseguem, mesmo na crise, levar
vantagem.
É o caso, por exemplo, da fusão do Itaú e do Unibanco, que
gerou o maior conglomerado financeiro brasileiro, superior, inclusive, ao antigo
líder, o Banco do Brasil.
Os governos federal e estaduais anunciam ajuda aos bancos e as empresas. Liberam
parte dos depósitos compulsórios, mas esses recursos não
irrigam o crédito em retração. Os banqueiros dizem que é só um
período de acomodaçao, depois as coisas melhoram.
Já as montadoras recebem bilhões para financiar a venda de veículos.
Tudo isso precisa de contrapartida social. Recursos públicos para empresas
privadas (e nesta hora os nossos neoliberais são apaixonados pela mão
vi$ível do estado) devem evitar, pelo menos, as demissões.
No leque das medidas anticrise, há também uma medida provisória
que autoriza o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal a adquirem
bancos e empresas em dificuldades.
Seja como for, o essencial é ter um poderoso sistema público
de financiamento, BNDES à frente, para enfrentar não a marola,
como chegou a dizer o nosso presidente, mas o furacão que já sopra
em nosso país.
No meio de tudo, vê-se a briga da Fazenda com o Banco Central, bastião
dos interesses da oligarquia financeira, reduto do conservadorismo ortodoxo
na política macroeconômica.
Ao lado das campanhas salariais, congressos de categorias, eleições
sindicais, todos esses temas devem ocupar o topo das preocupações
dos sindicalistas classistas.
*Nivaldo Santana é vice-presidente
da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil).
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Gazeta do Povo, 14 de novembro de 2008
Sistema financeiro
BC libera R$ 40 bilhões do
compulsório e aumenta liquidez
A partir de dezembro, parte do recolhimento
de recursos feito pelo Banco Central deixa de ser em dinheiro vivo
e passa a ser em títulos públicos. Ação
deve acelerar a normalização do crédito
O Banco Central anunciou ontem mudanças nas regras dos depósitos
compulsórios que devem acelerar a entrada de dinheiro no sistema de
crédito. A nova medida faz com que R$ 40 bilhões que os bancos
recolhem em espécie passem a ser depositados em títulos públicos.
O objetivo da autoridade monetária é aumentar a liquidez no mercado
em um momento em que os bancos estão adquirindo carteiras de crédito
de outras instituições.
O compulsório é a parte dos recursos administrados pelos bancos
que tem de ficar guardada no Banco Central. A medida se refere a um tipo de
depósito, chamado de exigibilidade adicional, e não altera o
volume de dinheiro retido pelo BC. Mesmo com a mudança na forma de alocação
do recolhimento, as alíquotas continuam em 5% para depósitos à vista
e a prazo, e 10% para a poupança.
De acordo com o BC, a medida “visa recompor os volumes de compulsórios
recolhidos em títulos, que prevaleciam antes das mudanças nos
compulsórios, para preservar a liquidez do mercado”. A medida
passa a valer em 1º de dezembro. O principal motivo para a alteração é que
hoje entra em vigor uma outra decisão da autoridade monetária,
anunciada em 30 de outubro, determinando que 70% do compulsório de depósitos
a prazo terá de ser em espécie. Essa parcela não será remunerada
com o objetivo de pressionar os bancos a usar o dinheiro – até R$
28 bilhões – na compra de carteiras de crédito de instituições
menores.
Compensação
A ação de ontem compensa um efeito negativo da medida anterior
sobre o mercado de títulos públicos. Como a partir de hoje os
bancos terão de trocar os papéis depositados por dinheiro, havia
o risco de que a alteração pudesse atrapalhar a rolagem da dívida
pública pelo Tesouro Nacional, ou ainda provocar uma onda de venda de
títulos públicos para atender à exigência. Isso
porque os bancos teriam de fazer caixa, desfazendo-se desses papéis,
para atender à nova exigência do BC.
Agora, parte desses títulos poderá migrar para a categoria de
exigibilidade adicional, deixando os bancos com mais dinheiro vivo. A expectativa
do BC é que a medida abra espaço para que as instituições
bancárias destinem recursos para operações de crédito,
seja por meio da aquisição de carteiras de outras instituições,
seja pela oferta direta de empréstimos a clientes. Os bancos têm
uma demanda por títulos públicos e destinam cotas de seu caixa
para mantê-los e, ao usar essa parcela do compulsório para comprar
os títulos, as instituições financeiras ficarão
com outros recursos liberados para operações diferentes como,
por exemplo, operações de crédito.
Neste momento, há chance de o dinheiro do compulsório continuar
sendo rolado no curto prazo, isto é, de os bancos continuarem preferindo
emprestar ao BC nas operações diárias no mercado aberto.
No caso da medida que entra em vigor hoje, é possível que as
instituições bancárias prefiram deixar o dinheiro parado,
sem remuneração. Elas fariam isso por entender que está muito
arriscado oferecer mais financiamentos. Mas, à medida que as condições
de mercado melhorarem, os bancos voltarão a ter confiança para
expandir os empréstimos.
Medidas anticrise
O governo vem lançando ações para amenizar os efeitos
da crise sobre o Brasil. Veja os principais pontos
Câmbio
O Banco Central começou a intervir no câmbio ainda em setembro.
Primeiro, fez uma venda de dólares com recompra no futuro, de US$ 1
bilhão. Quando a crise se agravou, o BC entrou vendendo dólares à vista.
Ontem a autoridade monetária vendeu US$ 1,3 bilhão para financiar
as exportações.
Compulsório
O compulsório é uma parte dos depósitos que os bancos
são forçados a deixar no Banco Central. A autoridade monetária
prometeu liberar até R$ 100 bilhões para que grandes instituições
financeiras comprassem carteiras de bancos menores, fazendo com que o crédito
se normalizasse. A meta está perto de ser cumprida. Ontem o BC passou
a permitir que parte do compulsório deixasse de ser recolhida em dinheiro,
o que deve acelerar a injeção de recursos na economia.
Crédito
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) colocou
R$ 5 bilhões em uma linha para exportadores e outros R$ 10 bilhões
para bancar capital de giro. O Banco do Brasil colocou R$ 4 bilhões
para financiar carros, R$ 5 bilhões para capital de giro e outros R$
5 bilhões para a agricultura. A Caixa Econômica Federal vai entrar
com R$ 3 bilhões para comprar participações em empresas
de construção que estão sem dinheiro para tocar obras.
Impostos
O governo federal zerou a alíquota do Imposto sobre Operações
Financeiras (IOF) para o mercado de capitais e em empréstimos feitos
no exterior. Também foi ampliado em dez dias o prazo para o recolhimento
de Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produção Industrial
(IPI), o que deu folga ao caixa das empresas.
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Folha
de S.Paulo, 14 de novembro de 2008
Crise e juros em alta elevam a inadimplência
em 5%
Incertezas com a crise global tornam crédito
mais caro e seletivo, diz Serasa | Para analista, crise antecipa aumento
da inadimplência antes previsto para 2009 depois de forte alta
na concessão de crédito no país
GUILHERME BARROS
COLUNISTA DA FOLHA
MARINA GAZZONI
DA REPORTAGEM LOCAL
A crise financeira já começa a ter impacto na inadimplência
da pessoa física no Brasil. O índice calculado pela Serasa de
inadimplência da pessoa física aumentou 4,9% em outubro em relação
ao mês anterior.
Em comparação a outubro do ano passado, a alta foi de 6,9%. Já no
acumulado dos dez primeiros meses deste ano, o indicador subiu 7,5%. No ano
passado, a inadimplência tinha subido apenas 0,3% no período de
janeiro a outubro em relação a mesmo período de 2006.
Segundo o assessor econômico da Serasa, Carlos Henrique de Almeida, o
aumento da inadimplência em outubro já pode ser atribuído,
em grande parte, à crise econômica que se agravou em meados de
setembro.
"As incertezas geradas pela crise fizeram com que o crédito se tornasse
mais caro e mais seletivo, e isso gera essa alta da inadimplência",
diz Almeida.
Já era previsto para este ano um aumento da inadimplência, em
razão de uma série de fatores. No início do ano, o governo
aumentou o imposto sobre o crédito (IOF), o Banco Central iniciou em
abril um novo ciclo de alta dos juros e as pessoas tinham se endividado mais
nos últimos anos. O crédito subiu 20,8% até setembro,
depois de uma alta sólida de 33% em 2006.
Antecipação
Na opinião de Erivelto Rodrigues, presidente da Austin Rating, o que
a crise financeira fez foi antecipar o aumento da inadimplência para
o final deste ano. Sua expectativa era de que ela só começasse
a subir no início de 2009, mas a crise acelerou o processo.
Hoje, a inadimplência para pessoa física corresponde a 7,2% do
total do crédito no Brasil, mas, segundo Rodrigues, pode atingir uma
taxa de 8,5% a 9% no início do ano que vem. A inadimplência vai
continuar subindo neste ano, apesar do 13º salário, avalia o economista.
Rodrigues atribuiu essa alta da inadimplência aos problemas gerados pela
restrição ao crédito e aos efeitos das demissões
que já começam a ocorrer em alguns setores da economia.
" O crédito sumiu, e as empresas já começam a demitir",
afirma Rodrigues.
A dúvida é se as medidas tomadas pelo governo até agora
com o objetivo de destravar o crédito irão fazer efeito. O objetivo
da equipe econômica é evitar que a crise faça com que a
atividade produtiva caia muito.
" As medidas já começam a fazer efeito, mas ainda num ritmo
lento", diz Rodrigues.
Dívidas maiores
A Serasa também calcula o valor médio das dívidas em cada
segmento financeiro. O que mais subiu foi o segmento de cartão de crédito
e financeira. De janeiro a outubro, este setor registrou um valor médio
das operações de R$ 409,70, 11,7% a mais do que em 2007.
Já o valor médio das dívidas das pessoas físicas
com os bancos, também nos primeiros dez meses deste ano, foi de R$ 1.347,09,
uma alta de 5,5% em comparação ao ano passado. O valor médio
dos cheques devolvidos, até o décimo mês, foi de R$ 690,02,
13,9% de alta sobre 2007.
Os bancos, de acordo com a Serasa, são os mais atingidos pela inadimplência.
Até outubro, os bancos respondem por 43,2% de participação
da inadimplência do consumidor. No ano passado, nesse mesmo período,
a representação dos bancos era de 39,5%.
Em seguida, estão as dívidas com cartão de crédito
e financeiras, com 33,1% de participação -no ano passado era
de 30,3%. Na terceira colocação, os cheques devolvidos, com representação
de 21,5% no indicador -em 2007, era de 27,6%.
Os títulos protestados fecham o ranking, com peso de apenas 2,2% na
inadimplência, abaixo dos 2,6% observados no ano passado.
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Folha de S.Paulo, 14 de novembro
de 2008
Cresce procura por financiamento do
BNDES
JANAINA LAGE
DA SUCURSAL DO RIO
A escassez de crédito
no setor privado impulsionou a procura por financiamento do BNDES (Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Nos últimos
três meses, as consultas aumentaram 40% e somaram R$ 52 bilhões.
Elas são a primeira etapa do trâmite para pedir empréstimo
e funcionam como termômetro da disposição do empresariado
em realizar investimentos.
De janeiro a outubro, o banco teve desembolso recorde de R$ 71,5 bilhões,
patamar 44% maior do que o de igual período de 2007. O presidente do
BNDES, Luciano Coutinho, estima chegar ao final do ano com recursos liberados
de R$ 90 bilhões. Caso a previsão se confirme, o banco crescerá 38,7%
ante 2007 e terá praticamente dobrado o volume de desembolsos na comparação
com 2005.
Para Coutinho, os dados reforçam que o investimento continua em alta,
o que deve se refletir no PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre.
Segundo ele, a crise não chegou ao BNDES. "O apetite do setor privado
está mantido, não há pé no freio", disse.
Nos últimos 12 meses, o banco emprestou R$ 86,6 bilhões.
Segundo Coutinho, o aumento é resultado do volume maior de investimentos
no setor de infra-estrutura e também do deslocamento da demanda do setor
privado para o banco. De acordo com ele, o crédito no mercado internacional
representava entre 15% e 20% da capacidade de refinanciamento de grandes empresas.
O banco negocia mais recursos para o orçamento de 2009. Segundo Coutinho,
a idéia é diversificar a origem do dinheiro, mas ele diz que
sem o apoio do Tesouro não será possível fechar o "hiato
de recursos".
Linhas de transmissão
O leilão de linhas de transmissão do rio Madeira, marcado para
o dia 26, será o primeiro a contar com empréstimo-ponte do BNDES.
A medida faz parte de um pacote anunciado semana passada, em que foi estabelecida
injeção de R$ 10 bilhões para o BNDES. Os recursos serão
usados em empréstimos-ponte, capital de giro e apoio a linha de pré-embarque.
Segundo Coutinho, o objetivo é assegurar demanda firme no leilão
e tarifas módicas. O empréstimo terá condições
de mercado, com juros elevados de 14,5% mais 1,3% de "spread" básico
(diferença entre a taxa de captação e a repassada ao cliente)
e mais o spread de risco, com prazo de 18 meses.
O presidente do banco diz que já tem equacionados R$ 4 bilhões
dos R$ 10 bilhões anunciados pelo governo em negociações
com o Banco do Brasil e a Caixa. A tendência é que os R$ 6 bilhões
restantes venham dos dois bancos. Ele disse que espera que não seja
necessário o uso de títulos públicos. O banco deve realizar
empréstimos-ponte nos próximos leilões de infra-estrutura
enquanto o crédito não estiver normalizado.
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Folha
de S.Paulo, 14 de novembro de 2008
Dilma é a minha candidata, diz Lula
Em Roma, presidente fala que a expectativa é que
ministra seja o nome do PT em 2010 com apoio da base aliada | Declarações
foram dadas a jornais da Itália; a jornalistas brasileiros, o
petista diz que ainda não conversou sobre o tema com sua subordinada
MARCELO NINIO
ENVIADO ESPECIAL A ROMA
Na declaração mais direta
até agora sobre sua preferência em relação à sucessão
presidencial de 2010, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
deixou claro ontem, no último ato de sua passagem pela Itália,
que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, é a sua
escolhida.
Embora ressalvando que ainda considera cedo para falar sobre o próximo
presidente, Lula disse a jornalistas brasileiros em Roma, pouco antes de embarcar
rumo a Washington, que Dilma é qualificada para o cargo e especulou
que ela receberia apoio não apenas do PT.
" Acho que ela pode ser uma boa candidata para o Brasil", disse o presidente,
garantindo que ainda não conversou com a ministra sobre a possibilidade, "Sequer
conversei com a ministra. Mas quem conhece a Dilma sabe que ela tem potencial
e que poderá ser escolhida inclusive pelos partidos da base aliada, não
apenas pelo PT".
A explicação do presidente foi motivada por uma entrevista concedida
na véspera a cinco jornais da Itália. Curiosamente, cada jornal
publicou a mesma declaração de Lula sobre a sucessão,
com leves variações, mas sua preferência ficou clara.
Segundo o "Corriere della Sera", Lula disse que "já tinha
um nome na cabeça, o de Dilma Rousseff". O próprio presidente
diria depois que apenas o diário comunista "Il Manifesto" o
citou corretamente. A versão do jornal foi a seguinte: "Creio que
o PT deve construir uma base sólida para levar adiante o projeto que
estamos implantando no Brasil. Trabalho com a hipótese de que o candidato
será do PT. O partido vai discutir a sua candidatura e eu já repeti
mais de uma vez que a minha ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, tem
potencial extraordinário para ser a candidata".
Dilma, que ontem acompanhou o presidente e outros três ministros na visita
ao papa Bento 16, não foi encontrada pela Folha para se manifestar sobre
as declarações de Lula.
Mais tarde, diante da curiosidade dos jornalistas brasileiros sobre a sua preferência,
Lula sorriu e falou que não considera oportuno discutir no momento a
sua sucessão. Até 2010, disse, a prioridade será o PAC
(Programa de Aceleração do Crescimento), cuja maternidade Lula
atribui à Dilma.
" Primeiro tenho que construir uma candidatura junto à base aliada.
Nós temos tempo para isso porque 2009 é um ano de consagração
do PAC", disse. "Quem estiver pensando que eu vou fazer campanha em
2009 pode tirar da agenda".
O presidente disse que conta com a "maturidade" da base aliada para
não "atrapalhar" as obras do PAC com discussões sobre
a sucessão. "O que conta para o Brasil não é mais
uma eleição, mas as obras que o povo brasileiro tanto espera."
A imprensa italiana deu mais destaque às declarações de
Lula sobre política externa, sobretudo ao conselho que deu ao presidente
eleito dos EUA, Barack Obama, para que suspenda o embargo a Cuba. Mas todos
os jornais registraram a saudade antecipada que o presidente já sente
do poder.
" Eu já tenho saudade, porque a próxima campanha presidencial
será a primeira desde 1989 na qual não serei candidato", disse
Lula, na versão do "Corriere della Sera".
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Vermelho, 14 de novembro de 2008
Lula nega já ter escolhido Dilma
como sua sucessora
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva negou hoje (12), em entrevista coletiva, que já tenha
decidido apoiar o nome da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff,
para sucedê-lo. Lula considerou ter sido mal interpretado pela
imprensa italiana, que publicou hoje declarações suas de
apoio ao nome de Dilma para disputar a Presidência em 2010.
“Na verdade não
foi isso. O que eu disse para eles é que eu tenho que construir
uma candidatura junto à base ligada ao governo federal. Depois
de construída a base, acho que o partido tem que apresentar
o candidato, e a Dilma pode ser uma boa candidata para o Brasil. Entretanto,
sequer conversei com a ministra Dilma. Quem conhece a Dilma e quem
conhece o Brasil, sabe que ela tem um potencial e ela poderá ser
escolhida pelos partidos da base, inclusive”, disse o presidente.
O Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) deverá ser
o principal cartão de visita do governo na próxima campanha.
O presidente disse que 2009 será o ano do governo começar a inaugurar
obras do PAC.
“Teremos que trabalhar com muito afinco em 2009, sem prensar em campanha
política, porque nós vamos começar a concluir as obras do
PAC. Quem estiver esperando que eu vá fazer campanha em 2009 pode começar
a tirar da agenda, porque 2009 é ano do governo consagrar as obras do
PAC. Muitas estarão em estado bastante avançados e outras quase
sendo concluídas”, disse o presidente.
Algumas obras, de acordo com o presidente, terão processos de licitação
realizados no próximo ano. É o caso do trem de alta velocidade
entre São Paulo e o Rio de Janeiro e ainda a construção
de hidrelétricas.
“Vamos fazer licitação no meio do ano, como o trem de alta
velocidade e algumas hidrelétricas que estamos nos preparando para realizamos
licitação no próximo ano”, disse Lula.
A entrevista do presidente foi dada pouco antes dele embarcar para os Estados
Unidos, onde participará da reunião do G20.
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Folha de S.Paulo, 14 de novembro de 2008
PREVIDÊNCIA
Senado deve votar correção
anual de benefício do INSS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), sinalizou
que pode levar ao plenário a discussão do projeto, aprovado anteontem
em caráter terminativo na Comissão de Assuntos Sociais, que concede
aos aposentados e pensionistas do INSS correção anual dos benefícios. "Não
será uma decisão de meia dúzia."
Como o projeto foi aprovado em caráter terminativo, se não houver
recurso para que seja analisado no plenário, o texto segue direto para
votação na Câmara. A aprovação do projeto
foi discutida ontem na reunião da coordenação política
do governo, no Palácio do Planalto. A Folha teve acesso a documento
distribuído pelo ministro José Pimentel (Previdência) no
qual ele informa que se esse e outros dois projetos do senador Paulo Paim (PT-RS)
virarem leis, os gastos com benefícios subiriam para 26% do PIB até 2050.
Hoje, a Previdência custa para o governo o equivalente a 7% do PIB. Na
próxima semana, haverá nova reunião do conselho para discutir
o assunto. Desta vez, com a presença do presidente Lula.
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PEQUENA EMPRESAS, GRANDES
NEGÓCIOS, 14 de novembro de 2008
Acidente de trabalho mais do que dobra
desde 2007
Segundo o secretário-executivo
do Ministério da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas,
desde a implantação do NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico),
em abril do ano passado, a notificação de acidentes de
trabalho no Brasil mais do que dobrou, expandindo-se 136%. O incremento
chega a 500%, no caso das doenças osteomusculares, informa o site
InfoMoney.
A declaração foi feita durante a 24ª Assembléia Geral
da Conferência Interamericana de Seguridade Social, em Salvador-BA. O
evento terminou nesta quinta-feira (13).
Governo
precisa fazer mais
Gabas afirmou que o governo brasileiro tem trabalhado muito para combater os
acidentes e as doenças no trabalho, mas que o esforço ainda não é suficiente.
O País registra 350 mil
mortes por ano no ambiente de trabalho, três mortes a cada duas
horas e três acidentes de trabalho por minuto. "A morte ainda é barata
para as empresas. Muitos pagam o Seguro Acidente de Trabalho e acham
que cumpriram a sua parte. O lucro não pode estar acima da saúde
e da vida dos trabalhadores".
O Brasil não está sozinho.
O presidente da Comissão Americana de Saúde e Segurança
no Trabalho, Juan Horacio Gonzalez Graviola, lembrou que a América
Latina, com uma população ativa de 219 milhões de
pessoas, registra 30 milhões de acidentes de trabalho por ano.
Para ele, o atual desafio dos
países do continente é substituir os programas atuais por
sistemas de saúde e segurança do trabalho que devem contemplar,
conforme indicado pela Convenção 187 da OIT (Organização
Internacional do Trabalho), legislação, autoridade responsável,
acompanhamento, fiscalização e ampla discussão.
Sobre o NTEP
O Nexo Técnico Epidemiológico é uma metodologia que consiste
em identificar quais doenças e acidentes estão relacionados com
a prática de uma determinada atividade profissional. "Mas esse
foi o primeiro passo. O segundo exige mais, pois implica tributar mais as empresas
que apresentam maior índice de acidentes de trabalho e doenças
ocupacionais", ressaltou Carlos Eduardo Gabas, do Ministério da
Previdência Social.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
14/11/2008
TST rejeita coexistência de regras
de acordo e de convenção coletiva
A Seção Especializada
em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho
acolheu embargos da PETROBRAS Distribuidora S.A. e restabeleceu sentença
que rejeitou a aplicação simultânea de cláusulas
de convenções e acordos coletivos. O processo foi movido
por um operador industrial que pretendia a adoção das cláusulas
salariais de convenções coletivas firmadas entre o sindicato
da categoria e o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis
e de Lubrificantes (Sindicom) e, ao mesmo tempo, a manutenção
das demais cláusulas de acordos coletivos específicos firmados
entre a PETROBRAS e o sindicato profissional. “Não se mostra
juridicamente possível a coexistência de acordo e convenção
coletiva, com o fracionamento do alcance de suas normas, para que o empregado
usufrua daquilo que lhe é interessante em um instrumento e repudie
o outro que lhe parece menos vantajoso”, afirmou o ministro Milton
de Moura França, autor da tese que prevaleceu no julgamento dos
embargos.
Na inicial da reclamação
trabalhista, ajuizada em 1995, o operador, admitido em 1976, informou
que a empresa, até poucos anos antes, cumpria as convenções
coletivas de trabalho assinadas pelo sindicato patronal das distribuidoras
de combustíveis, mas deixou de fazê-lo para firmar acordo
coletivo específico com o sindicato dos petroleiros, deixando
de cumprir as condições estabelecidas nas convenções – que
continuavam a ser celebradas. Para o trabalhador, o acordo coletivo não
deveria ser motivo para que a empresa deixasse de cumprir as condições
mais benéficas que houvesse na convenção coletiva – especificamente
as cláusulas salariais. “Mesmo que a empresa não
seja participante da convenção, está obrigada ao
seu cumprimento”, afirmou.
O juiz da 34ª Vara do Trabalho
do Rio de Janeiro aplicou ao caso a teoria do conglobamento, segundo
a qual não se podem mesclar normas de instrumentos distintos:
aplicam-se aquelas que, no conjunto, são mais favoráveis
ao trabalhador. Como o pedido só dizia respeito às cláusulas
salariais, o juiz concluiu que as demais cláusulas não
eram prejudiciais ao empregado. “A empresa cumpriu corretamente
com a sua obrigação normativa, não cabendo ao Poder
Judiciário contrariar o que representou a vontade das partes,
mas sim zelar pela sua observância”, afirma a sentença,
ressaltando que tanto a convenção quanto o acordo coletivo
o sindicato profissional representou a categoria.
A sentença, mantida pelo
TRT/RJ, foi reformada pela Quinta Turma do TST, que se baseou no princípio
da aplicação da norma mais benéfica ao trabalhador.
A PETROBRAS interpôs então embargos à SDI-1, sustentando
que, hierarquicamente, acordo e convenção coletiva estão
no mesmo patamar, conforme o artigo 7º, inciso XXVI da Constituição
Federal. Alegou ainda que, como sociedade de economia mista federal,
não se obriga às convenções coletivas de
trabalho das quais não participou, e questionou o fato de o trabalhador
pedir alguns direitos com base nas convenções “após
beneficiar-se por anos dos acordos coletivos firmados com o sindicato
da categoria profissional”.
Para o ministro Moura França,
o acordo coletivo tem por objetivo a conquista e a manutenção
de interesses e direitos de um grupo de empregados pertencentes a determinada
empresa. No caso de haver instrumento coletivo subseqüente – como
a convenção coletiva, que abrange toda a categoria -, é assegurado
ao sindicato dos trabalhadores o direito de opção entre
uma ou outra norma. “Mas é imprescindível que os
destinatários do acordo autorizem seu órgão de classe
a assim proceder, o que deve ser feito por regular assembléia”,
explica. Essas condições, de acordo com a sentença,
foram cumpridas. (E-RR-561062/1999.4)
(Carmem Feijó)
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14/11/2008
Vendedora de seguros obtém vínculo
empregatício
A Terceira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho rejeitou recurso da Rio Life Administradora e Corretora
de Seguros Ltda. contra decisão que reconheceu o vínculo
de emprego de uma vendedora de seguros de saúde com a corretora.
A corretora foi condenada pela Justiça do Trabalho da 1ª Região,
que constatou a existência dos requisitos essenciais para caracterizar
a relação de emprego.
Em 2002, a vendedora ajuizou
reclamação trabalhista e informou que, em outubro de 2000,
foi admitida para vender planos de saúde e que, após inúmeras
promessas não cumpridas, foi demitida em abril de 2002 sem ter
sua carteira profissional anotada nem receber devidamente as verbas rescisórias.
Ressaltou, no entanto, que a empresa lhe fornecia vale-transporte e vale-refeição.
A relação de emprego
foi reconhecida no julgamento do primeiro grau e mantida pelo Tribunal
Regional, que negou seguimento ao recurso de revista. A empresa interpôs
o agravo de instrumento ao TST, rejeitado pela Terceira Turma na matéria
relativa ao vínculo. O relator, ministro Carlos Alberto Reis de
Paula, ressaltou que, de acordo com o TRT/RJ, a empresa alegou que a
corretora prestava serviços como trabalhadora autônoma,
e que exigência legal impedia a contratação de corretores
de seguros. Só que, ao alegar o fato impeditivo para o reconhecimento
do vínculo de emprego, a empresa atraiu para si o dever de prová-lo,
e não o fez.
Ademais, afirmou o relator, o
vínculo de emprego foi reconhecido após o Tribunal Regional
apreciar o conjunto de fatos e provas e constatar que havia requisitos
como subordinação e dependência que justificavam
a configuração do liame empregatício, a despeito
de a empresa ter alegado que a empregada não poderia manter vínculo
de emprego com empresa corretora de seguros e capitalização,
por estar devidamente habilitada e registrada na Susep – Superintendência
de Seguros Privados. “Tal decisão somente poderia ser desconstituída
mediante o reexame do contexto em que se pautou o julgador regional,
o que não é permitido neste momento processual, nos moldes
da Súmula 126 do TST”, concluiu o relator. ( AIRR-772-2002-020-01-40.5)
(Mário Correia)
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DEPACOM, 14 de novembro de 2008
Brasília/DF
Dirigentes entregam esboço dos
ANAIS do XV Congresso Nacional do DEPACOM
O presidente do DEPACOM – Departamento Profissional da Construção
e do Mobiliário, GERALDO RAMTHUN, juntamente com diretores e demais
dirigentes de entidades ligadas ao departamento, entregaram ao presidente
da CNTI, JOSÉ CALIXTO RAMOS no último dia 06/11, o primeiro
esboço dos ANAIS do XV CONGRESSO NACIONAL DO DEPACOM, realizado
dias 13, 14 e 15 de agosto de 2008, em Brasília/DF.
O documento que reúne os detalhes e teses aprovadas no congresso,
será analisado pela Diretoria e Conselho Deliberativo do DEPACOM
em reunião que acontece no próximo dia 26 de novembro no
CTE/CNTI.
Após aprovado, as entidades sindicais do terceiro grupo do plano
da CNTI em todo Brasil, começarão a receber a revista com
o documento final.
Outras informações e fotos do evento também podem
ser consultadas em nossa página na internet, clicando em www.depacom.org.br.
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Ramthun
acompanhado de diretores e dirigentes ligados ao DEPACOM,
entrega
esboço ao presidente
CALIXTO. |
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