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Vermelho, 17 de novembro
de 2008
Lula convocará centrais para
discutir medidas contra a crise
Na oportunidade, dirigentes da
Central Sindical Internacional (CSI) entregaram aos líderes mundiais
do G20 propostas que priorizam a produção e defendem mecanismos
de controle dos mercados financeiros, com ênfase na geração
de emprego e renda, proteção social dos trabalhadores e
diálogo social.
O representante cutista, ao lado
do secretário geral da CSI, Guy Ryder, apresentou, em nome da
delegação internacional, o documento com as propostas de
saída para a crise aos chefes de governo. Como coordenador do
G20, o presidente Lula comprometeu-se a encaminhar as contribuições
a todas as lideranças.
Conforme Vagner, "o presidente
Lula nos disse que precisamos de alternativas para a saída, contemplando
em primeiro lugar a questão do emprego". "O presidente
declarou que, neste momento, o G20 tem que ser mais do que um agrupamento
econômico, ser político. E mais, que as lideranças
dos países emergentes precisam de alternativas sociais, distanciadas
das velhas fórmulas fiscais", relatou.
Segundo o representante cutista, "o
presidente Lula também fez críticas à atuação
do FMI e do Banco Mundial, defendendo que os organismos internacionais
devem passar a cumprir outro papel, pois condicionando e interferindo
nas políticas internas dos países pobres se esqueceram
de controlar os abusos dos países mais ricos".
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Gazeta do Povo, 17 de novembro
de 2008
Mercado de trabalho
Crise desacelera o ritmo do emprego
Turbulência global afeta diretamente
setores que vinham sustentando o recorde de vagas no Brasil, como
a indústria automobilística e a construção
civil
Depois de bater recorde, o ritmo de geração de novos empregos
deve perder o fôlego. Embora o risco de recessão seja remoto,
analistas acreditam que o crescimento econômico menor e os efeitos da
crise global vão afetar o volume de contratações e pressionar
os índices de desemprego em 2009.
A crise, que se agravou em meados de setembro, pegou no contrapé setores
que vinham sustentando o recorde de vagas – como a construção
civil e a indústria automobilística. “O crescimento do
emprego estava polarizado em segmentos que agora passam por dificuldades”,
diz Rogério César de Souza, economista do Instituto de Estudos
para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). “Com certeza teremos uma redução
do ritmo de novas vagas a partir do quarto trimestre deste ano”, diz.
O país deve fechar o ano com um saldo – diferença entre
contratações e demissões – recorde de 2,1 milhões
de vagas com carteira assinada, um avanço de 30% em relação
a 2007, segundo projeção do Ministério do Trabalho e Emprego
(MTE). Especialistas acreditam que, para 2009, esse número possa cair
40% – algo próximo de 1,2 milhão de vagas geradas – bem
abaixo da previsão do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que estima
um saldo de 1,8 milhão de vagas no próximo ano.
Para 2009, as previsões de crescimento econômico estão
na faixa de 3%, contra os 5,2% para 2008. O nível de emprego e o Produto
Interno Bruto (PIB) – soma de todas as riquezas do país – carregam
uma relação direta, segundo Cid Cordeiro, economista do Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese)
no Paraná. “Tradicionalmente, com um crescimento acima de 3% há geração
de vagas. Abaixo desse nível o país gera desemprego. Portanto,
o Brasil vai caminhar no fio da navalha em 2009”, diz.
Para o professor Claudio Dedecca, do Instituto de Economia da Universidade
de Campinas (Unicamp), apesar de a crise ter explodido em setembro, dificilmente
haverá uma reversão significativa do quadro do emprego para este
ano. Mas, para 2009, ele prevê forte aumento da informalidade.
“ Antes de haver um crescimento do desemprego, vai avançar o número
de contratações sem carteira assinada, invertendo o quadro de crescimento
da formalidade que vimos nos últimos anos”, diz. Com uma previsão
de evolução do PIB de 2% a 4% para o próximo ano, ele acredita
que, em um cenário mais pessimista, o número de vagas geradas pode
ser insuficiente para fazer frente à procura por emprego.
De acordo com analistas, os efeitos da crise sobre a economia brasileira ganharam
uma velocidade e uma dimensão muito maiores do que se esperava. O corte
abrupto do crédito – o principal reflexo do choque global na vida
da população e das empresas até agora – compromete
consumo e investimentos em expansão, o que, por sua vez, limita a geração
de novas vagas. “A crise é grave e longa. Não dá para
tentar tapar o sol com a peneira e fingir que ela não existe. O emprego
será afetado e o saldo de vagas vai encolher porque vários setores
já dão sinais de desaceleração”, prevê Jason
Freitas Vieira, economista-chefe da UpTrend Consultoria.
Setores
As montadoras de automóveis – que somente neste ano geraram 11,3
mil empregos – colocaram o pé no freio, com o anúncio de
férias coletivas e programas de demissões voluntárias.
Para 2009, o setor, que representa 5,4% do PIB brasileiro, prevê expansão
nula de vendas. A freada da produção de veículos afeta
toda a cadeia automotiva, com reflexos na rede de concessionárias e
na indústria de autopeças.
Em meio à crise de crédito, o setor da construção
civil – campeão de geração de empregos, com 225
mil vagas somente no ano passado – anunciou o adiamento de lançamentos
e algumas construtoras e imobiliárias começam a fazer cortes
de pessoal. Prevendo redução de investimentos, o setor de máquinas
para construção – que até setembro vivia o melhor
ano da sua história – vai dar férias coletivas em janeiro
para ajustar seus volumes de produção.
As empresas exportadoras, que passam agora a contar com a vantagem do dólar
valorizado, terão de enfrentar, por outro lado, o baixa demanda por
seus produtos no mercado externo, em função da recessão
nos Estados Unidos e na Europa. O baixo preço das commodities, apontam
analistas, também deve afetar setores empregadores de mão-de-obra
intensiva, como a agricultura.“Podemos dizer que alguns setores acenderam
a luz amarela. Teremos um primeiro trimestre de 2009 muito difícil”,
prevê Christian Majczak, da GO4! Consultoria.
Deterioração depende
de medidas anticrise
O grau de deterioração do quadro do emprego, no entanto, dependerá dos
efeitos da série de medidas do governo para melhorar a circulação
do dinheiro na economia. Além de pacotes de ajuda financeira para o
setor automotivo e da construção, o governo espera que os bancos
voltem a emprestar no início do próximo ano. Com mais dinheiro
em circulação, as empresas voltam a financiar produção
e investimentos, e a população, o consumo. Mas o mercado é cético
em relação à velocidade e o nível de retomada do
crédito. “Dificilmente voltaremos aos patamares anteriores”,
diz Cid Cordeiro, economista do Dieese.
Para Claudio Dedecca, da Unicamp, isso não é necessariamente
algo ruim. “Vimos setores que cresciam 30%, como o automotivo, em função
do crédito farto. Nenhum setor consegue sustentar um avanço como
esse. O que é importante é que o crédito, que se tornou
inexistente, volte a existir no mercado.”
Segundo ele, além de destravar o crédito, o governo tem pela
frente o desafio de usar a política monetária a favor do crescimento
econômico. “A estratégia política do presidente Lula
foi toda calcada no crescimento, no emprego e na renda. Não há dúvida
de que o governo pretende manter essa orientação visando também à corrida
presidencial em 2010”, diz ele, que prevê aumento do embate dentro
do governo sobre taxa de juros e a inflação. Um eventual aumento
dos juros pode esfriar ainda mais a economia, com reflexos no emprego. (CR)
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O ESTADO DO PARANÁ,
17 de novembro de 2008 | Economia
Crise já afeta a indústria
nacional, diz FGV
Agência Estado
O parque industrial brasileiro já começa a sentir os efeitos
da crise internacional, de acordo com levantamento realizado pela Fundação
Getúlio Vargas (FGV) a pedido do Grupo Estado. Alguns setores tiveram
redução expressiva da utilização da capacidade
instalada, como móveis, têxteis, químicos e indústria
mecânica.
Em geral, a indústria
sofreu redução de 0,7 ponto porcentual de julho para outubro
no uso da capacidade instalada, passando a 85,1%. A maior retração
apontada ocorreu entre os fabricantes de móveis. Em julho, eles
usavam 85,7% da capacidade instalada; em outubro, 76,9%. O desaquecimento
da economia nos Estados Unidos, principal destino das exportações
de móveis, foi um dos motivos que levaram à queda.
As montadoras de automóveis
vão usar este ano 85% da capacidade instalada. Em outubro, as
vendas recuaram 11% em relação a setembro. Na comparação
com outubro de 2007 a queda foi de 2,1%. Fiat, Ford, GM e Volks reduziram
produção.
Na indústria química,
de julho para outubro, o uso da capacidade caiu de 85,3% para 81,6%.
A categoria de bens intermediários, que processa matérias-primas,
apresentou recuo de 2,1 pontos porcentuais no uso de sua capacidade
instalada, para 85,4%. O único indicador positivo foi o dos
fabricantes de bens de consumo, com aumento de 85% para 86,2%. As informações
são do jornal O Estado de S. Paulo.
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O GLOBO, 17 de novembro de
2008
Sindicatos
No Brasil, reforma sindical está parada
no Congresso
BRASÍLIA - No Brasil, a defesa das reformas trabalhista e sindical não
tem ido além do discurso. No ano passado, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva chegou a prometer encaminhar, em seu segundo mandato, uma reformulação
da legislação que rege as relações entre patrões
e empregados, como parte de um ajuste da economia que favorecesse o crescimento
e a geração de empregos com carteira. Quase um ano e meio depois,
não houve uma só iniciativa neste sentido.
Ainda no primeiro mandato, a
intenção de Lula era criar um Fórum para discutir
as reformas trabalhista e sindical. No entanto, a trabalhista sequer
entrou em debate. Já o texto da reofrma sindical foi enviado em
2005 ao Congresso e permanece parado. A única questão relacionada
que foi analisada pelos parlamentares, com a bênção
do governo, foi o reconhecimento das centrais sindicais, que passaram
a ter direito a uma fração do imposto sindical arrecadado.
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Folha
de S.Paulo, 17 de novembro de 2008
Acordo do G20 esbarra em planos de Obama
Presidente eleito elogia reunião, mas
moratória adotada pelos países em relação
a medidas protecionistas é vista como limitadora | Compromisso
estipulado pelos líderes mundiais deve conflitar com a intenção
de Obama de salvar a indústria automobilística nos EUA
SÉRGIO DÁVILA
DE WASHINGTON
Apesar de ter se mantido estrategicamente
distante da reunião do G20 no fim de semana em Washington, o
presidente eleito Barack Obama ficou satisfeito com as ações
indicadas no comunicado final. Um dos itens da carta de intenções
dos líderes, porém, foi encarado como potencialmente
limitador para seus planos no primeiro ano de governo.
É o item 13 do comunicado, que anuncia moratória de 12 meses em
medidas protecionistas pelos países signatários. Se levado ao pé da
letra, o compromisso pode inviabilizar o desejo de Obama de salvar a indústria
automobilística local com dinheiro do governo, o que ele diz ser uma das
prioridades do país. O presidente eleito reforçou essa opinião
ontem.
Em entrevista ao programa "60 Minutes" que foi ao ar na noite de
ontem na TV dos EUA, ao ser indagado sobre a ajuda a Detroit, Obama disse: "A
indústria automobilística ter um colapso seria um desastre neste
tipo de ambiente" de crise. "Então, acredito que temos de
dar assistência a essa indústria."
Os republicanos em geral se opõem à ajuda. Ontem, o senador Richard
Shelby chamou a indústria, que sofre com a queda nas vendas, a falta
de crédito no mercado e a concorrência de estrangeiras mais eficientes,
de "dinossauro" (leia texto à pág. B5). No sábado,
o presidente George W. Bush havia dito que "um dos perigos durante uma
crise dessas é que as pessoas vão começar a implantar
políticas protecionistas".
Livre comércio
Mas não só. Obama fez campanha prometendo revisar acordos de
livre comércio, entre eles o Nafta, o tratado dos EUA com o México
e o Canadá, tão logo assuma o poder. Segundo sua proposta oficial,
o presidente eleito acredita que "o Nafta e seu potencial foram exagerados
para o povo americano" e diz que trabalhará "com os líderes
do Canadá e do México para consertá-lo de maneira que
beneficie os trabalhadores americanos."
Além disso, o democrata quer acabar com o incentivo fiscal dado a empresas
que fechem suas operações nos EUA para abrir em outros países,
privilegiar em contratos públicos companhias que dêem preferência
a trabalhadores locais e implantar o chamado Ato do Empregador Patriota, que
dá crédito fiscal a firmas que mantiverem ou aumentarem o número
de empregos no país.
O item antiprotecionismo aprovado pelo G20 no sábado impede, entre outras
coisas, que os países "levantem novas barreiras para investimento
e comércio de bens e serviços, imponham novas restrições
de exportação ou implementem medidas de estímulo de exportação
contrárias às da Organização Mundial do Comércio".
Oficialmente, Obama elogiou a reunião como um todo. "O presidente
eleito acredita que a cúpula é uma importante oportunidade para
buscar uma resposta coordenada para a crise financeira global", disseram
a ex-secretária de Estado Madeleine Albright e o ex-congressista Jim
Leach em comunicado distribuído no sábado à noite. Os
dois eram os enviados do comando obamista e se encontraram paralelamente com
15 dos 18 países participantes.
Segundo relatos de pessoas que participaram do encontro do G20 como assistentes
dos líderes, a cláusula pró-livre comércio era
ponto de honra do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e encontrou
amplo apoio do norte-americano George W. Bush e de economias emergentes como
o Brasil. O mais refratário a ela era o francês Nicolas Sarkozy.
Alguns analistas viram a inclusão do item como potencial armadilha deixada
pela administração Bush para a que entra. "Acho que [o acordo
do G20] põe Obama e a nova administração numa posição
muito difícil", disse Steven Schrage, ex-membro do escritório
de comércio exterior de Bush, hoje no Center for Strategic and International
Studies.
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NCST, 17 de novembro de 2008
José Nery cobra aprovação
de PEC que expropria terras onde for constatada mão-de-obra
escrava
O presidente da Subcomissão de Combate ao Trabalho Escravo, senador
José Nery (PSOL-PA), cobrou do governo federal mais empenho de sua base
parlamentar para votar as medidas legislativas que dizem respeito ao combate
ao trabalho escravo, especialmente a Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) 438/01, que tramita na Câmara e prevê a expropriação
de terras onde for flagrada a exploração de mão-de-obra
escrava.
A PEC, apresentada pelo então senador Ademir Andrade em 1995, foi aprovada
no Senado em 2001 e está na pauta do Plenário da Câmara
dos Deputados para votação em segundo turno. Segundo José Nery,
a proposta é uma relevante arma para a erradicação efetiva
do trabalho escravo no Brasil e representa instrumento fundamental para combater
a impunidade.
Em reunião da subcomissão nesta quinta-feira (13) para debater
o 2º Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo,
o senador destacou que, para viabilizar essa luta pelos direitos básicos
dos trabalhadores rurais, é fundamental promover uma articulação
entre os órgãos federais que tratam do assunto com os demais
entes federativos - estados e municípios.
- A operacionalização do segundo plano nacional requererá o
aporte maciço de recursos financeiros, com dotações das
três esferas de Poder. O Congresso pode ajudar, com emendas orçamentárias
e a aprovação de medidas legislativas, como a oficialização
da lista suja de empresários que praticam trabalho escravo, além
da aprovação da PEC 438 - disse.
José Nery propôs a realização de um seminário
nacional, no segundo semestre de 2009, para debater o plano e propiciar articulação
entre os órgãos federais, estaduais e municipais numa sistematização
de ações e esforços que envolvam, também, as entidades
da sociedade civil que tratam do assunto.
Para o representante da Organização Internacional do Trabalho
(OIT) no debate, Luís Machado, é preciso cuidar do day after
[dia seguinte] do resgate dos trabalhadores. Ele alertou que, se esses trabalhadores
libertados não forem reinseridos no mundo da educação,
por meio de programas de alfabetização, e no mundo do trabalho,
mediante programas de treinamento de mão-de-obra, eles estarão
condenados a voltar a ser "trabalhadores-escravos". Machado lembra
que muitos não têm sequer registro civil.
O jornalista Leonardo Sakamoto enfatizou, no debate, que, sem o aporte de vultosas
verbas, nada será feito de verdade em relação à erradicação
de trabalho escravo. Ele colaborou na elaboração do 2º Plano
e apontou, como falha básica do 1º Plano, a falta de metas de reinserção
dos trabalhadores. Segundo o jornalista, também faltou empenho político
e, principalmente, empenho financeiro.
- No segundo plano, baseado nas reivindicações das organizações
sociais, está prevista a responsabilização do setor empresarial,
mas sem alocação maciça de dinheiro, o plano virará mera
carta de boas intenções. Que ninguém se iluda: não
se erradica trabalho escravo sem dotação importante de dinheiro
- afirmou Sakamoto.
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O ESTADO DO PARANÁ,
17 de novembro de 2008 | Política
Vereadores cassados obtiveram novo
mandato nas urnas
Agência Estado
Cassados pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) por infidelidade partidária,
muitos vereadores conseguiram reverter a punição nas urnas, elegendo-se
para um novo mandato na eleição deste ano. Com isso, perderão
suas vagas nas Câmaras Municipais apenas por um curto período
de tempo, reassumindo os postos já no próximo ano.
Levantamento feito pelo Grupo
Estado em alguns dos maiores colégios eleitorais do País
mostra que pelo menos 248 desses vereadores cassados obtiveram novo mandato
nas urnas este ano. Em Minas, dos 250 que perderam o mandato, 94 foram
eleitos novamente e um conquistou a prefeitura de sua cidade. Em São
Paulo, dos 42 castigados, 11 voltarão a ser vereadores.
No Rio, 10 dos 32 cassados reassumirão
suas vagas. Em Santa Catarina, 23 dos 71 vereadores que perderam o posto,
estarão de volta em 2009. No Paraná, 80 dos 212 punidos
conseguiram conquistar um novo mandato nas Câmaras Municipais.
No Rio Grande do Sul, 29 dos 89 punidos também foram eleitos novamente.
Isso ocorre porque, ao impor
a regra que pune a infidelidade partidária, o Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), com o respaldo do Supremo Tribunal Federal (STF), previu
apenas a retirada do mandato dos parlamentares que trocaram de partido
sem justificativa convincente. Não incluiu na pena o castigo da
inelegibilidade, que impediria que esses políticos voltassem a
concorrer nas eleições seguintes.
É grande a fila
de pedidos de cassação de mandato por infidelidade partidária
acumulada para a análise dos TREs. Segundo dados do TSE, somados
deputados estaduais e vereadores, existem ainda mais de 2 mil processos
por infidelidade partidária em tramitação. As
informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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O ESTADO DO PARANÁ,
17 de novembro de 2008 | Política
Projeto que permite políticos
mudarem de partido é criticado
Redação
O secretário-geral do PMDB do Paraná, João Arruda, classificou
de “absurdo político” a janela de 30 dias que o Congresso
Nacional pretende aprovar para que os políticos possam trocar de partido.
Movimento
O peemedebista disse que vai
tentar juntar dirigentes de outros partidos para fazer um movimento contra
a medida. O projeto que tramita no Congresso possibilita a todos os políticos
trocarem de partido sem perder o mandato eletivo, num período
de 30 dias, um ano antes das eleições. A matéria
está pronta para ser votada em plenário.
Aberração
A janela de 30 dias para
a infidelidade constitui-se num absurdo político, que beira
a uma aberração jurídica, atacou Arruda. “Como
pode alguém ganhar permissão para trocar de partido?
Isso pode servir de estímulo e de ameaça às legendas
sérias que não toleram picaretagens”, observou
o secretário-geral do PMDB do Paraná.
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MIDIAMAX/ MATO GROSSO DO
SUL, 17 de novembro de 2008 | Geral
Perdas acumuladas da aposentadoria
chegam a 50%
Assessoria/OJ
Em razao dos reajustes abaixo do salário mínimo, a aposentadoria
está defasada em 50%, calcula o presidente da Confederaçao Nacional
dos Aposentados, Warley Martins Gonçalle, que está em Campo Grande,
participando do Encontro Regional do Fórum Sindical dos Trabalhadores
de Mato Grosso do Sul. Conforme ele, os reajustes do salário mínimo
sao sempre maiores que os concedidos aos salários dos aposentados.
Warley informou que é comum
o caso de aposentados que começaram recebendo, por exemplo, 10
salários mínimos e com o passar dos anos, hoje, em termos
de valores, estao recebendo até cinco salários mínimos. "um
absurdo", comenta.
O evento conta com a presença
de lideranças de 14 confederaçoes nacionais de trabalhadores,
centrais sindicais e presidentes de federaçoes e sindicatos de
trabalhadores do Estado e de outras regioes do País.
O senador Valter Pereira (PMDB)
e o deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT), participaram do encontro
que começou pela manha. Eles ouviram a palestra do presidente
do FST Nacional, José Augusto da Silva Filho, que falou sobre
?Estrutura Sindical do Brasil? e Portaria 186, que trata dos registros
sindicais e logo em seguida usaram a tribuna para se solidarizarem ao
movimento sindical.
O senador Valter Pereira conclamou
os sindicalistas para continuarem unidos e lutarem pelos direitos dos
trabalhadores, pois, segundo ele, esses direitos estao sim sendo ameaçados
por propostas apresentadas ao Congresso Nacional pelo Governo e por parlamentares.
O deputado Dagoberto Nogueira
tem ajudado o movimento sindical procurando sensibilizar colegas parlamentares
sobre os problemas que representam para os trabalhadores, determinados
projetos em tramitaçao na Câmara e no Congresso Nacional.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
17 de novembro de 2008
Número de vagas diminuiu com
a nova Lei de Estágio
Agência Brasil
Em vigor há pouco mais
de um mês, a nova Lei do Estágio garante aos estudantes,
além da bolsa-auxílio, o direito a férias e ao auxílio-transporte.
Mas, de acordo com a Abres (Associação Brasileira de Estágios),
houve uma redução no número de vagas oferecidas
no país depois que as regras começaram a valer.
Pelos cálculos da entidade,
no total são 60 mil vagas a menos, sendo que a queda é de
33% no ensino superior e de 67% no ensino médio.
Segundo o presidente da Abres,
Seme Arone Junior, o principal motivo foi a falta de um prazo de adaptação
para que as empresas e as escolas pudessem ter a possibilidade de se
ajustar a um novo cenário criado com a lei. “A lei foi publicada
e passou a vigorar imediatamente e surgiram muitas dúvidas de
interpretação”, argumenta.
O presidente do Núcleo
Brasileiro de Estágio, Carlos Henrique Mencaci, explica a nova
lei não estabelece um piso e cabe à empresa decidir de
quanto será o auxílio-transporte.
Segundo Mencaci, o texto traz
várias melhorias para a vida do estagiário, entre elas
o horário de trabalho estabelecido em, no máximo, seis
horas diárias. “Assim o estudante tem mais tempo para se
dedicar aos estudos”, afirma.
Dados do Ministério da
Educação apontam que existem hoje 13,5 milhões de
estudantes no ensino médio e superior e somente 1,040 milhão
de vagas de estágio. Ou seja, apenas 8,1% dos estudantes conseguem
passar pelo processo de aprendizado.
O presidente da Associação
Brasileira de Estágios acredita que o estudante sem nenhuma experiência
vai ter mais dificuldade para conseguir um estágio. “Ficou
mais difícil porque o número de vagas diminuiu bastante,
o que já era difícil agora ficou mais ainda. O estudante
vai ter uma concorrência maior”, aponta Seme Arone Júnior.
Para ele, a legislação é boa
e a expectativa é que em dois anos as empresas consigam se adaptar
e reabrir as vagas.
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O ESTADO DO PARANÁ,
17 de novembro de 2008 | Economia
Governo lança cartilha de combate
ao trabalho infantil
Redação
O Ministério do Trabalho e Emprego lança no próximo dia
17 de novembro, segunda-feira, as cartilhas de combate ao trabalho infantil:
Viva o Trabalho e Saiba Tudo Sobre o Trabalho Infantil, produzidas pela Superintendência
Regional do Trabalho e Emprego no Paraná (SRTE/PR) e MTE, e ilustradas
pelo cartunista Ziraldo. O evento acontece em Curitiba, às 9h, e contará com
a presença do ministro Carlos Lupi.
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CONSULTOR JURÍDICO,
17 de novembro de 2008
Ônus da prova
Empresa deve justificar por
que não registrou funcionária
Ao alegar que havia um fato que impedia o reconhecimento de vínculo
empregatício com uma trabalhadora, a empresa ficou com o ônus
da prova. Com esse entendimento, a 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho
reconheceu o vínculo de emprego de uma corretora de seguros de saúde.
A vendedora diz que foi contratada
pela Rio Life Administradora em 2000. Após dois anos, ela foi
demitida depois de promessas não cumpridas de ter sua carteira
de trabalho assinada. Ela afirma, no entanto, que recebia vale-transporte
e vale-refeição.
A relação de emprego
foi reconhecida na primeira e segunda instâncias. No TST, a empresa
argumentou que a trabalhadora era autônoma e que a exigência
legal impedia a contratação de corretores de seguro. A
trabalhadora estava registrada na Superintendência de Seguros Privados.
Para o relator, ministro Carlos Alberto Reis de Paula, ao trazer fato
impeditivo para o reconhecimento do vínculo, a empresa atraiu
para si o dever de prová-lo, e não o fez.
Segundo o relator, o vínculo
foi reconhecido depois do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região
(RJ) confirmar que havia requisitos como subordinação e
dependência. “Tal decisão somente poderia ser desconstituída
mediante o reexame do contexto em que se pautou o julgador regional,
o que não é permitido neste momento processual, nos moldes
da Súmula 126 do TST”, concluiu o ministro.
AIRR-772-2002-020-01-40.5
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Agência Diap, 17
de novembro de 2008
CCJ: companheiro de mulher grávida
poderá ter emprego assegurado
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara
dos Deputados (CCJ) poderá, entre outros proposições de
sua pauta, votar o PL 3.829/97. A proposta do deputado Arlindo Chinaglia (PT/SP)
dispõe sobre a estabilidade provisória no emprego do trabalhador
cuja companheira estiver grávida. O relator da matéria é o
deputado Bernardo Ariston (PMDB/RJ) e seu parecer é pela constitucionalidade,
juridicidade e técnica legislativa deste e da emenda da Comissão
de Trabalho.
Vigilantes
Continua na pauta do colegiado a proposta da deputada Vanessa
Grazziotin (PCdoB/AM), que institui o salário adicional de periculosidade
para os vigilantes e empregados em transporte de valores (PL 1.033/03).
O relator, deputado Geraldo
Pudim (PMDB/RJ), apresentou parecer pela aprovação da
matéria na Comissão e também do substitutivo aprovado
na Comissão de Trabalho.
Dois deputados apresentaram
votos em separado ao projeto. De acordo com o entendimento dos deputados
Gerson Peres (PP/PA) e Moreira Mendes (PPS/RO), a matéria é inconstitucional.
A comissão se reúne, nesta terça-feira (18), às
14h30 no plenário 12.
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