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Folha
de S.Paulo, 21 de novembro de 2008
Crise financeira já afeta a
geração de emprego no país
Em outubro, apenas 61,4 mil postos foram
criados com registro em carteira | Para o ministro Carlos Lupi, houve
insegurança
das empresas com relação à crise e elas puxaram o freio
de mão na hora de contratar
HUMBERTO MEDINA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A crise financeira internacional já afeta
a geração de empregos no Brasil. O resultado de outubro foi
o pior registrado neste mês desde 2003 -apenas 61.401 vagas criadas
(contratações menos demissões) no mercado formal,
70% menos do que o verificado no mesmo mês ano passado (205.260).
" Houve insegurança das empresas com relação à crise
e elas puxaram o freio de mão na hora de contratar", disse o ministro
Carlos Lupi (Trabalho).
Para tentar estimular a construção civil, um dos setores que
mais contratam mão-de-obra, e tentar manter o crescimento na geração
de empregos, o governo deverá lançar novas linhas de crédito
com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para a
compra de imóveis. De acordo com o ministro, as novas linhas serão
definidas ainda neste ano para vigorar em 2009.
Até outubro, o Brasil tinha 31.114.161 empregos formais. Nos últimos
12 meses, foram gerados 1.953.111 empregos (6,7% a mais do que no mesmo período
do ano passado).
O governo mantém a meta de terminar 2008 com a criação
de 2 milhões de vagas. Para 2009, a expectativa oficial é de
1,8 milhão de novas vagas.
No mês passado, a construção civil gerou 2.149 empregos
formais, ante 21.685 registradas em outubro de 2007. O crescimento da geração
de empregos nesse setor em outubro caiu de 1,42% no ano passado para 0,12%
neste ano.
Menos contratações
A agricultura, que geralmente elimina vagas em outubro, cortou 38.422 vagas,
mais do que o triplo dos 11.405 cortes em outubro do ano passado.
Nos demais setores houve redução do ritmo de contratações.
No setor de serviços, o ritmo de crescimento caiu pela metade. Havia
sido de 0,6% em outubro de 2007 e passou para 0,3% no mês passado, com
a criação de 36.142 vagas (67.751 em outubro de 2007).
No comércio, foram criadas 54.590 vagas em outubro, 13% a menos do que
em outubro de 2007. Na indústria, a queda foi mais forte. Em outubro
do ano passado, haviam sido criadas 60.034 vagas. No mês passado, esse
número caiu para 8.730. No setor, o ritmo de crescimento dos empregos
formais caiu de 0,85% ao ano para 0,12%.
Crédito cai, cortes
sobem
Para Carlos Alberto Ramos, professor do Departamento de Economia da UnB (Universidade
de Brasília), a redução de ritmo é fruto das restrições
ao crédito impostas pela crise.
" A geração de empregos vinha crescendo a taxas muito fortes
em setores que estavam dinamizados por conta do crédito." Com menos
crédito, esses setores (indústria, construção civil,
serviços) crescem menos e contratam menos.
Segundo Ramos, o problema da escassez de crédito é difícil
de contornar no curto prazo. Ele avalia que não será possível
continuar aumentando o número de vagas no mercado formal no mesmo ritmo
que vinha se verificando antes da crise. "Não acho provável
chegar a 2 milhões de empregos gerados no ano. Novembro e dezembro são
meses de demissões."
De acordo com Fábio Silveira, da RC Consultores, pode até ser
que o país consiga criar 2 milhões de empregos neste ano, mas
1,8 milhão no ano que vem ele considera muito difícil. "Se
conseguirmos 1 milhão é para comemorar como se fosse a conquista
de uma Copa do Mundo", disse.
Silveira avalia que até o fim do primeiro semestre do ano que vem poderá haver
crescimento nas vagas no mercado formal, mas em ritmo menor do que o verificado
neste ano. A partir do segundo semestre, diz Silveira, haverá crescimento
apenas se a situação da economia americana melhorar.
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DEPACOM, 21 de novembro
de 2008
Canoinhas/SC
FETICOM/SC realiza seu XII Encontro Esportivo em Canoinhas
A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias
da Construção e do Mobiliário de Santa Catarina – FETICOM/SC,
presidida pelo companheiro ALTAMIRO PERDONÁ, realizada durante
os dias 21 e 22 de novembro de 2008, na Associação Atlética,
Cultural, Recreativa e Esportiva FUCK, localizado no Trevo da BR-280,
Bairro Aparecida em Canoinhas/SC, o XII ENCONTRO ESPORTIVO da categoria.
O evento que teve início hoje às 08:30 horas, contará com
disputas de Futebol Suíço, Canastra, Truco e Dominó.
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NCST, 21 de novembro de 2008
MTE e CIEE se reúnem para
debater Lei do Estágio
Secretário Ezequiel Nascimento
presidiu o encontro, que foi marcado para debater sete artigos da nova
lei que geraram divergências de compreensão
O secretário de Políticas
Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho e Emprego,
Ezequiel Nascimento, recebeu nesta terça-feira (17) representantes
do Centro de Integração Empresa-Escola de Brasília
e de São Paulo. O encontro foi marcado para debater sete artigos
da nova lei de estágio que geraram divergências de compreensão
por parte das empresas ligadas ao CIEE. Entre as principais questões
levantadas estavam o intervalo a ser concedido durante a jornada de trabalho,
o recesso para estágios superiores a um ano, legislação
de segurança e saúde; e regulamentação dos
agentes de integração.
À mesa, além do
secretário, participaram por parte do CIEE o presidente-executivo,
Luiz Gonzaga Bertelli; o gerente de assuntos institucionais e corporativos,
Moisés do Espírito Santo Júnior; e a gerente jurídica
e de desenvolvimento de projetos sociais, Maria Nilce Mota. Por parte
do Ministério, Renato Ludwig de Souza, Diretor do Departamento
de Políticas de Trabalho e Emprego para a Juventude; e o superintendente
do Paraná, João Alberto Graça.
Desde a publicação
da Lei nº 11.788 no Diário Oficial da União, em 26
de setembro deste ano, tanto o Ministério do Trabalho e Emprego
quanto o CIEE receberam diversas dúvidas referentes ao texto e à interpretação
da nova lei. Só no Centro foram cerca de 3 mil registros no banco
de dados. "Existe um número igual de dúvidas que chegaram
aqui no Ministério, vamos consolidar isso e verificar se são
da mesma natureza. Também vamos conversar com a Secretaria de
Inspeção do Trabalho, submeter (as propostas) à alguns
superintendentes e tentar elaborar nesses próximos dias uma Instrução
Normativa", disse o secretário, Ezequiel Nascimento. A idéia é tornar
o texto mais esclarecedor.
Temas não contemplados
- Tanto o presidente quanto os gerentes do CIEE abordaram dois assuntos
não contemplados pela nova lei, mas que acreditam ser de vital
importância para a realização de estágios
de qualidade: a regulamentação dos agentes de integração
e a qualificação de estudantes portadores de deficiência.
Bertelli reforçou que o trabalho com pessoas deficientes exige
mais paciência, sendo ao final gratificante por serem bastante
empenhados e responsáveis.
O CIEE lembrou que a idéia é manter
um patamar alto de qualificação, aprendizagem e empregabilidade;
além de evitar a propagação de empresas que ganham
licitação por preços baixos, mas sem capacidade
de atender às demandas do mercado. "A gente trabalha o estágio
como política pública, com vistas à capacitação,
mas no momento em que se lida concorrência predatória, nivela-se
por baixo", lembrou Maria Nilce.
A Lei do Estágio envolve
não só o jovem, mas também as empresas que precisam
do seu serviço. Essas incompreensões do texto aliadas às
ações de fiscalização têm impulsionado
algumas delas a paralisarem as contratações para não
serem autuadas por possíveis irregularidades. Por isso, a correta
explicação da lei se faz necessária. "Essa
questão beneficia mais de um milhão de jovens e um número
imenso de empresas e instituições de ensino. Ou seja, é uma
política que é tocada pela sociedade, é executada
por ela. O intuito do Ministério do Trabalho é fortalecer
isso, aperfeiçoar uma política que tem dado certo e aumentá-la
em quantidade e qualidade", afirma Nascimento.
Fonte: MTE
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BEM PARANÁ, 21 de
novembro de 2008 | Economia
Crise
Economia precisa de mais R$ 5 bilhões
O setor produtivo terá mais R$ 5 bilhões
em empréstimos para enfrentar a crise financeira global.
O setor produtivo terá mais R$ 5 bilhões em empréstimos
para enfrentar a crise financeira global. Os recursos serão destinados,
principalmente, à atividade exportadora, segundo informou ontem o ministro
da Fazenda, Guido Mantega. Os recursos serão liberados pelo Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e são provenientes
de uma linha do Banco Mundial (Bird).
A taxa de juros dos empréstimos
deverá ser a libor (juros ingleses), mais 1% ao ano, e é considerada
bastante baixa pelo ministro Mantega. Uma medida provisória que
deverá ser enviada hoje pelo governo incluirá também
o perdão da dívida de R$ 10 mil com a União de pequenos
contribuintes e mudanças na Lei das Sociedades Anônimas,
entre outras discutidas na Câmara dos Deputados.
Emprego cresce menos que esperado
O ritmo de criação de empregos desacelerou em outubro, crescendo
apenas 0,20%. De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged), do Ministério do Trabalho, foram criados 61.401 postos de trabalho,
o pior desempenho para o mês de outubro desde 2003. Em outubro do ano
passado, foram criados 205.260 empregos.
“Considerando que
essa desaceleração de outubro de 2008 foi mais expressiva
que as ocorridas nos meses de outubro dos últimos anos, esse
resultado pode significar uma reavaliação do empresariado
sobre os efeitos da recente crise financeira internacional”,
diz o relatório. De janeiro a outubro de 2008, foram criados
2.147.971 empregos, resultado recorde para o período. O número é 18,5%
maior do que o registrado em 2007. Foram gerados 1.953.11 empregos.
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Congresso em Foco, 21 de novembro de 2008
Os melhores parlamentares de 2008,
segundo o internauta
Os vencedores do Prêmio
Congresso em Foco 2008
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) e o deputado
Fernando Gabeira (PV-RJ) foram os mais bem avaliados pelo internauta.
Já Pedro Simon (PMDB-RS) foi o mais lembrado por sua atuação
no combate à corrupção.
No Senado, Alvaro, Simon e Suplicy são os mais votados. Na Câmara,
Gabeira, Luciana e Aleluia chegam na frente. No combate à corrupção,
deu Simon
Edson Sardinha e Fábio Góis
Na avaliação dos
internautas, os deputados Fernando Gabeira (PV-RJ), Luciana Genro (Psol-RS),
José Carlos Aleluia (DEM-BA), Gustavo Fruet (PSDB-PR) e Rita Camata
(PMDB-ES) foram, em ordem decrescente, os que melhor representaram a
população na Câmara em 2008.
Já os senadores Alvaro
Dias (PSDB-PR), Pedro Simon (PMDB-RS), Eduardo Suplicy (PT-SP), Cristovam
Buarque (PDT-DF) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) foram os mais bem avaliados
por sua atuação no Senado. Simon também foi apontado
como o parlamentar que mais se destacou no combate à corrupção.
Esse é o resultado, após
60 dias de votação na internet, da eleição
dos melhores parlamentares do ano, que receberão no próximo
dia 1º, em Brasília, o Prêmio Congresso em Foco 2008.
Serão premiados os 42 finalistas (16 senadores e 26 deputados
federais), escolhidos por 204 jornalistas que cobrem o Congresso Nacional
(leia mais). No total, eles receberam dos internautas, desde o dia 22
de setembro, 1.225.911 votos. Ou seja, cinco vezes mais que os 241.750
votos registrados na edição do ano passado.
Confira
a votação final:
Senadores:
Alvaro Dias (PSDB-PR) 82279
Pedro Simon (PMDB-RS) 41253
Eduardo Suplicy (PT-SP) 41162
Cristovam Buarque (PDT-DF) 39934
Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) 38665
Arthur Virgílio (PSDB-AM) 22988
Renato Casagrande (PSB-ES) 21197
Paulo Paim (PT-RS) 18777
Marina Silva (PT-AC) 17209
Jéfferson Péres (PDT-AM) - (in memorian) 16996
Patrícia Saboya (PDT-CE) 15247
Demóstenes Torres (DEM-GO) 14960
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) 13326
Ideli Salvatti (PT-SC) 9671
Tião Viana (PT-AC) 8127
Aloizio Mercadante (PT-SP) 6202
Total de votos: 407.993
Deputados
Fernando Gabeira (PV-RJ) 63815
Luciana Genro (Psol-RS) 60365
José Carlos Aleluia (DEM-BA) 55123
Rita Camata (PMDB-ES) 45712
Gustavo Fruet (PSDB-PR) 45353
Ivan Valente (Psol-SP) 36524
Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) 35253
Henrique Fontana (PT-RS) 35169
Osmar Serraglio (PMDB-PR) 34973
Miro Teixeira (PDT-RJ) 33294
Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) 19190
Fernando Coruja (PPS-SC) 16364
Walter Pinheiro (PT-BA) 14600
Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) 12993
Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) 11938
Maria do Rosário (PT-RS) 9769
Dr. Rosinha (PT-PR) 9423
Chico Alencar (Psol-RJ) 9154
Maurício Rands (PT-PE) 8641
José Eduardo Cardozo (PT-SP) 8419
Arlindo Chinaglia (PT-SP) 8389
Raul Jungmann (PPS-PE) 7858
Ciro Gomes (PSB-CE) 6681
Flávio Dino (PCdoB-MA) 6603
Luiza Erundina (PSB-SP) 6140
Aldo Rebelo (PCdoB-SP) 3671
Total de votos: 605.414
Combate à corrupção
Pedro Simon (PMDB-RS) 76604
Demóstenes Torres (DEM-GO) 51578
Gustavo Fruet (PSDB-PR) 43856
Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) 24777
Flávio Dino (PCdoB-MA) 15689
Total de votos: 212.504
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Vermelho, 21 de novembro
de 2008
Aprovada cota para negros, índios
e pobres em escolas federais
A Câmara dos Deputados aprovou,
nesta quinta-feira (20), um projeto que reserva metade das vagas em universidades
públicas federais, vinculadas ao Ministério da Educação,
para alunos que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas.
Dentro desta cota, haverá ainda sub-cotas para beneficiar negros,
indígenas e estudantes de baixa renda. O projeto segue para votação
no Senado. Segundo o texto, as universidades teriam quatro anos para
se adaptar às cotas.
O Plenário da Câmara
dos Deputados aprovou na manhã desta quinta-feira (20), Dia da
Consciência Negra, projeto que reserva no mínimo 50% das
vagas nas universidades públicas federais para estudantes que
tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.
A proposta - PL 73/99, da deputada Nice Lobão (DEM-MA) - foi aprovada
na forma do substitutivo aprovado em 2005 pela Comissão de Educação
e Cultura, elaborado pelo deputado Carlos Abicalil (PT-MT). O projeto
segue para o Senado.
Os parlamentares aprovaram emenda
que destina metade das vagas reservadas aos estudantes oriundos de famílias
com renda per capita de até 1,5 salário mínimo (R$
622,50). Além disso, essas vagas deverão ser preenchidas
por alunos negros, pardos e indígenas segundo a proporção
dessa população no estado onde é localizada a instituição
de ensino, conforme o último Censo do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE).
O presidente da Câmara,
Arlindo Chinaglia, lembrou que hoje se comemora Dia da Consciência
Negra. Segundo ele, essa proposta tem todo o conteúdo de justiça
social em relação a etnias. "O fato de ter havido
um acordo entre os partidos para sua aprovação aumenta
sua grandeza".
O líder do governo, Henrique
Fontana (PT-RS), acredita que o projeto será capaz de melhorar
as condições de acesso dos mais pobres às universidades
públicas e eliminar diferenciações raciais. “O
projeto revoluciona o acesso ao ensino público superior no país.
A Câmara hoje marca uma mudança na historia do acesso ao
ensino publico superior”.
Regras
De acordo com o texto aprovado, as universidades públicas deverão
selecionar os alunos do ensino médio em escolas públicas tendo
como base o coeficiente de rendimento, obtido através de média
aritmética das notas ou menções obtidas no período,
considerando-se o currículo comum a ser estabelecido pelo Ministério
da Educação.
Além de tornar obrigatórias
as cotas para as universidades públicas federais, o projeto abre
a possibilidade de que as universidades privadas adotem cotas na forma
desta lei.
Nível médio
O substitutivo de Abicalil também
determina semelhante regra de cotas para as instituições
federais de ensino técnico de nível médio. Elas
deverão reservar, em cada concurso de seleção para
ingresso em seus cursos, no mínimo 50% de suas vagas para alunos
que tenham cursado integralmente o ensino fundamental em escolas públicas.
Nessas escolas, se aplicará o mesmo critério das universidades
para a admissão de negros e indígenas.
Caberá ao Ministério
da Educação e à Secretaria Especial de Políticas
de Promoção da Igualdade Racial, da Presidência da
República, ouvida a Fundação Nacional do Índio
(Funai), o acompanhamento e avaliação desse programa de
cotas. Após dez anos, o Poder Executivo promoverá a revisão
do programa.
As universidades terão
o prazo de quatro anos para o cumprimento das regras, implementando no
mínimo 25% da reserva de vagas determinada pelo texto a cada ano.
Extinção do vestibular
A autora do projeto original,
deputada Nice Lobão, argumenta que o ideal seria a extinção
do vestibular, mas, como tal objetivo ainda não pode ser alcançado,
a proposta é estabelecer uma mudança gradual, deixando
50% das vagas no padrão convencional de ingresso na universidade.
Clique
aqui para ler a íntegra da proposta (PL-73/1999)
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Gazeta do Povo, 21 de novembro
de 2008
Crise
Seguro-desemprego nos EUA bate
maior nível em 16 anos
O número de pedidos de seguro-desemprego
aumentou em 27 mil nos Estados Unidos na semana passada e chegou a 542
mil, o nível mais alto desde julho de 1992, informou ontem o Departamento
de Trabalho americano. Economistas esperavam queda de 11 mil pedidos
na semana.
A média de solicitações
em quatro semanas, um indicador menos volátil, subiu em 15,750
mil e chegou a 506,5 mil semanais, o nível mais alto desde janeiro
de 1983. Na primeira semana do mês, o número de pessoas
que continuavam recebendo o subsídio, pago pelos governos dos
Estados, aumentou em 109 mil e chegou a 4,01 milhões, segundo
o relatório.
Spencer Platt

Sindicalista de Detroit, nos EUA: desemprego assombra trabalhadores.
Depois da divulgação
dos dados sobre pedidos de auxílio-desemprego, a Casa Branca informou
que agora apóia uma extensão dos benefícios aos
desempregados. “Por causa das condições apertadas
no mercado de trabalho, o presidente (dos EUA, George W. Bush) acredita
que seria apropriado estender os benefícios, e ele deve sancionar
a lei que tramita no Congresso”, disse a porta-voz da Casa Branca,
Dana Perino.
O Senado aguardava onte, para
votação, o projeto aprovado pela Câmara de Representantes
que estende o seguro-desemprego em sete semanas para os desempregados
cujos benefícios venceram, e em 13 semanas para aqueles que moram
em estados onde a taxa de desemprego é superior a 6%.
Montadoras
O Congresso dos Estados Unidos
não irá aprovar nesta semana uma legislação
de emergência para socorrer as montadoras norte-americanas, mas
pode voltar a se reunir em dezembro se as empresas apresentarem um plano
viável para sua sobrevivência, afirmou o senador Harry Reid
(Partido Democrata/Nevada), líder da maioria no Senado dos EUA.
Reid e a presidente da Câmara
dos Representantes, Nancy Pelosi (Partido Democrata/Califórnia),
disseram que as montadoras não apresentaram até agora uma
estratégia viável para resolver seus problemas financeiros.
Alguns democratas ficaram
decepcionados com as propostas apresentadas pelas chamadas “Três
Grandes de Detroit”: General Motors, Ford e Chrysler. “Esses
homens voando em seus jatos corporativos não enviaram uma boa
mensagem”, disse Reid, referindo-se às notícias
de que os executivos das montadoras usaram jatos privados para viajar
a Washington, onde negociariam um acordo no Congresso.
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Folha de S.Paulo, 21 de novembro de 2008
Previdência: Déficit
recua para R$ 1,9 bilhão no mês passado
A Previdência Social fechou outubro com déficit de R$ 1,909 bilhão,
queda de 33,9% ante igual período de 2007, quando o saldo negativo ficou
em R$ 2,899 bilhões. Em outubro a Previdência arrecadou R$ 13,475
bilhões e teve despesa de R$ 15,384 bilhões. No ano, tem déficit
de R$ 34,456 bilhões, com arrecadação de R$ 129, 604 bilhões
e despesas de R$ 164,061 bilhões, resultado 17,6% menor se comparado
a 2007.
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Agência Diap, 21 de
novembro de 2008
Acidente de trabalho cancela contrato
temporário de serviço
A Comissão de Constituição
e Justiça da Câmara dos Deputados (CCJ) aprovou, nesta quinta-feira
(20), o projeto de lei (PL 3.141/97), de autoria do deputado João
Paulo Cunha (PT/SP) , que exige a suspensão do contrato temporário
durante o período de afastamento do empregado vítima de
acidente de trabalho.
O projeto foi aprovado na forma
do substitutivo da Comissão de Trabalho que retirou da proposta
original os artigos que obrigavam a empresa a custear a capacitação
profissional do acidentado e a complementar o seu salário, se
o benefício previdenciário fosse menor que sua remuneração
normal.
O autor apresentou o projeto
porque considera injusto que a empresa encerre um contrato temporário
(com prazo determinado) nos casos em que o empregado ainda esteja se
recuperando de um acidente de trabalho. O relator do projeto na CCJ,
deputado Antonio Carlos Biscaia (PT/RJ), apresentou parecer favorável.
Tramitação
A proposta foi rejeitada na Comissão de Seguridade Social e Família
da Casa e agora será analisada no Plenário. (Com Agência
Câmara)
Clique aqui e
veja a íntegra do substitutivo da Comissão de Trabalho
da Câmara.
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Gazeta do Povo, 21 de novembro
de 2008
Trabalhista
Conciliação pode
ser feita o ano todo
Os 2,5 mil horários para conciliação na Justiça
do Trabalho do Paraná, durante a Semana Nacional de Conciliação
(1º a 5 de dezembro), já estão preenchidos. Mas sempre é tempo
de conciliar, segundo o desembargador do Trabalho Márcio Gapski. “Temos
juízos permanentes de conciliação, tanto de primeiro quanto
de segundo grau, e todos poderão ser atendidos. A Semana Nacional de
Conciliação é uma criação do Conselho Nacional
de Justiça (CNJ) para incentivar os acordos, porém as tentativas
de conciliação podem e devem ser feitas em qualquer época
do ano”, diz. O índice de acordo obtido pelos Juízos Auxiliares
de Conciliação da Justiça do Trabalho do Paraná,
em um ano de atuação, é superior a 50%.
Semana
O Tribunal Regional do Trabalho
do Paraná (TRT-PR) abre na próxima sexta-feira as atividades
da Semana Nacional de Conciliação. Os trabalhos se iniciam
com um fórum de discussões sobre a importância da
conciliação, com a presença da ministra Ellen Gracie,
do Supremo Tribunal Federal (STF) – idealizadora da Campanha Nacional
de Conciliação quando presidiu o STF e o CNJ.
Serviço
Em Curitiba, os Juízos
Auxiliares de Conciliação de 1º e 2º Graus,
atendem, respectivamente, nos números 400 e 147 da Av. Vicente
Machado. Informações: (41) 3310-7141 e 3310-7360.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
21/11/2008
JT considera excesso de rigor demissão
por justa causa por roubo de biscoito
A Segunda Turma do Tribunal Superior
do Trabalho não verificou afronta à CLT na decisão
do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (RO/AC) que
julgou haver excesso de rigor na aplicação da pena de despedida
por justa causa de empregado de supermercado que pegou pacote de biscoito
para comer. Em conseqüência desse entendimento, a Turma rejeitou
agravo de instrumento do Supermercado Araújo Importação
e Exportação Ltda., mantendo, assim, a decisão do
Regional, que condenou a empresa a pagar todas as verbas rescisórias
ao ex-funcionário.
O ministro Vantuil Abdala, relator
do agravo de instrumento, ressaltou que o poder disciplinar do empregador
deve estar calcado em alguns requisitos, dentre eles a proporcionalidade
entre o ato faltoso e a punição. Pela decisão do
TRT, confirmada pelo TST, a justa causa não foi proporcional ao
ato praticado, pois o empregado trabalhou por aproximadamente oito anos,
sem nenhuma outra prática que desabonasse a sua conduta. “Muito
pelo contrário, pois consta que ele sempre trabalhou com afinco
e dedicação, sendo um bom funcionário”, observou
o TRT/RO-AC.
O trabalhador pediu em juízo
a conversão da justa causa em dispensa imotivada, pedido julgado
improcedente na primeira instância. Contratado pelo supermercado
em outubro de 1995, o repositor de mercadorias contou que, no início
do expediente do dia 26 de julho de 2003, pegou um pacote de biscoito
no depósito da empresa, comeu-o e, em seguida, cumpriu normalmente
seu turno de trabalho.
Ao retornar do almoço,
foi chamado pelo gerente da empresa, que lhe teria dito ter registrado
ocorrência policial por ele ter “‘roubado um pacote
de biscoito”. Relatou ainda que, após ser humilhado pelo
gerente, confirmou que havia pegado e comido o biscoito, pois estava
com fome e que, se fosse o caso, poderiam descontar de seu salário
o valor do produto. A solução não foi aceita.
Com o insucesso na primeira instância,
o trabalhador recorreu ao TRT, que reformou a sentença, julgou
a demissão imotivada e negou seguimento ao recurso de revista
ao TST. O supermercado, então, interpôs o agravo de instrmento
ao TST, mas o ministro Vantuil Abdala, relator, propôs sua rejeição,
por considerar adequado o entendimento do Tribunal Regional e não
visualizar a afronta ao artigo 482, alínea “a”, da
CLT, apontada pela empresa. O voto do relator foi seguido por unanimidade
pela Segunda Turma. ( AIRR– 554/2003-402-14-40.1)
(Lourdes Tavares)
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21/11/2008
SDI-2 garante liberdade a depositário
infiel até julgamento da matéria pelo STF
Depois de um debate jurídico
intenso, a Seção Especializada em Dissídios Individuais
(SDI-2) do Tribunal Superior do Trabalho garantiu liberdade a um depositário
infiel até que o Supremo Tribunal Federal julgue a constitucionalidade
da prisão civil nesses casos. O relator do habeas corpus foi o
ministro Ives Gandra Martins Filho.
Em outubro, o ministro concedeu
liminar pedida pela parte antes de analisar o mérito da questão.
Na última sessão da SDI-2, apresentou voto contrário à concessão
da liberdade. Ele explicou que a parte citou o Pacto de São José da
Costa Rica para sustentar o direito de não ser presa - a Convenção
Americana sobre Direitos Humanos, ratificada pelo Brasil em 1992, só autoriza
a prisão civil na hipótese de dívida alimentar.
Como a matéria está sendo
analisada pelo Supremo, o ministro Ives fez um levantamento dos precedentes
naquele Tribunal e encontrou um caso de concessão de HC que mencionava
o Pacto. Ainda segundo o relator, o Plenário do Supremo suspendeu
o julgamento de questão semelhante depois do pedido de vista de
um dos ministros da Corte. Até o momento, nove ministros (de um
total de 11) proferiram votos favoráveis à tese da inadmissibilidade
da prisão civil do depositário infiel.
Considerando que decisão
de Turma do STF não é vinculativa, o relator não
via problema no julgamento do processo pelo TST. No seu entendimento,
o caso na Justiça do Trabalho também tem caráter
alimentar – o que autorizaria a prisão conforme o Pacto
de São José. O ministro também ressaltou que a infidelidade
do depositário é gritante: pela ação trabalhista
em curso na 24ª Vara do Trabalho de São Paulo, desde 2005
o depositário deveria ter entregue o bem prenhorado – uma
máquina secadora no valor de R$ 28 mil à época -,
mas não o fez nem justificou a recusa.
No entanto, o ministro Antônio
de Barros Levenhagen discordou do relator. Segundo Levenhagen, não é conveniente
o exame desse assunto pelo TST, já que a matéria está em
sede constitucional e o STF está decidindo pela garantia da liberdade
do depositário infiel. “Nós vamos abrir aqui no TST
uma tese contrária à que está se esboçando
e consolidando no STF?”, questionou.
Em apoio ao relator, votaram
os ministros Alberto Bresciani e Renato Paiva. Esse último afirmou
que, “não havendo súmula vinculante do STF, voto
conforme minha consciência”. Já o entendimento do
ministro Barros Levenhagen foi acompanhado pelos ministros Emmanoel Pereira,
José Simpliciano, Pedro Manus e pelo presidente da SDI-2, Milton
de Moura França.
Como resultado do julgamento,
o ministro Barros Levenhagen fará um despacho mantendo a liberdade
do depositário e suspendendo o julgamento da matéria no
TST até a decisão final do STF sobre a constitucionalidade
da prisão civil do depositário infiel. O ministro Ives
Gandra juntará voto vencido ao processo. (HC – 199839/2008-000-00-00.3)
(Lilian Fonseca)
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