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DIÁRIO DO GRANDE ABC,
24 de novembro de 2008
Centrais sindicais querem proteger
trabalhadores
Vivian Costa
Do Diário do Grande ABC
As centrais sindicais brasileiras
estão preocupadas com os trabalhadores por causa da crise. Por
isso, seis delas - Força Sindical, CUT, CGTB, CTB, UGT e NCST
- apresentaram ontem um documento que será enviado ao presidente
Luiz Inácio Lula da Silva contendo propostas para garantir os
empregos durante a crise financeira iniciada nos Estados Unidos. Segundo
Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical, é possível
que haja desemprego na indústria, e uma das propostas das entidades é a
ampliação do seguro desemprego para aqueles que forem demitidos.
"Não queremos que
haja desemprego, mas se isso acontecer, propomos ao governo que amplie
de três a cinco meses (de acordo com o tempo trabalhado) para 10
a 12 meses", explica Paulinho. Segundo ele, o governo até agora
só apresentou ajuda às empresas, e que está na hora
de ajudar o trabalhador.
No documento, as centrais pedem
que o governo assegure a manutenção dos investimentos públicos,
da política de valorização do salário mínimo,
da política de correção das faixas da tabela do
IR (Imposto de Renda) - com ampliação do número
de faixas e da Agenda do Trabalho Decente. Além disso, os sindicalistas
querem que os recursos públicos destinados a empresas em dificuldades
sejam liberados somente mediante o compromisso de garantia de empregos.
As centrais propõem ainda
a redução da taxa de juros e do superávit fiscal,
bem como a redução da jornada de trabalho, desoneração
tributária da cesta-básica.
O documento pede a ampliação
do CMN (Conselho Monetário Nacional) e a retirada de projetos
em tramitação no Congresso sobre flexibilização
das relações de trabalho. Para as centrais, é preciso
ratificar e se fazer cumprir, as Convenções 151 e 158 da
OIT (Organização Internacional do Trabalho).
Segundo Paulinho, amanhã as
centrais terão uma reunião como ministro do Trabalho, Carlos
Lupi, para entregar o documento.
Na opinião de Quintinho
Severo, secretário geral da CUT os trabalhadores não podem
pagar pela crise, e por isso, as entidades estão se movimentando
para garantir os empregos e salários. "Essa crise é de
muita especulação e os trabalhadores não podem pagar
por suposições", explica Severo.
Para ele, o governo tem
feito o papel dele, mas as empresas não. "É preciso
incentivar o consumo. Investir em produção para garantir
empregos", finaliza.
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BEM PARANÁ, 24 de
novembro de 2008 | Trabalho & Negócios
Empregos
Construção civil foi
o setor que mais gerou vagas
Foram 13.270 postos de trabalho abertos,
alta de 64,3%
AEN
A atividade que mais cresceu no Estado, na comparação entre janeiro
e outubro de 2007 com o mesmo período de 2008, foi a construção
civil. Foram 13.270 postos de trabalho abertos, alta de 64,3%.
O setor de serviços contratou
44.410 pessoas e apresentou expansão de 35,1%. No comércio,
foram empregados 31.161 trabalhadores, aumento de 25,8%. A agropecuária
gerou 13.270 empregos e teve alta de 1,5% no período.
A única retração
foi na indústria de transformação que, mesmo tendo
gerado 52.154 empregos com carteira assinada no acumulado de 2008, não
conseguiu repetir o excelente resultado de 2007, que foi 16,6% maior.
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O ESTADO DO PARANÁ,
24 de novembro de 2008 | Economia
Dívida de brasileiro já é de
dez salários
Agência Estado
Em quatro anos, o endividamento do brasileiro cresceu quase 70% na relação
com o número de salários recebidos. Entre cheque especial, cartão
de crédito, financiamento de veículos, crédito pessoal
e empréstimos imobiliários com recursos livres, o consumidor
devia dez meses de salário em setembro. Em 2004, a dívida correspondia
a 5,9 meses de salário.
Os cálculos são
do consultor para o sistema financeiro e economista pela Universidade
de Brasília Humberto Veiga. Para chegar a esses números,
ele considerou a evolução da massa de salários com
base nos dados da Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE) em seis regiões metropolitanas
e o montante de crédito concedido ao consumidor.
Segundo o economista, esse
descompasso entre o crescimento da dívida e da renda dos trabalhadores
faz crescer o risco de inadimplência, especialmente agora que
o cenário de desaceleração da economia começa
a ganhar contornos mais nítidos e poderá ter impactos
no nível de emprego.
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Agência Diap, 24 de novembro de 2008
Artigo: O que o caos pode nos ensinar?
Denise Lobato Gentil* e Gilberto Maringoni**
O fim do neoliberalismo não se
dará na economia, mas na luta política.
Estamos no olho do furacão. Como um vendaval descontrolado, a crise
arrasta negócios, governos e países a situações-limite,
quebrando parâmetros até ontem tidos como imutáveis. O
mercado, onde está o mercado que a tudo regula e enquadra? Que fim levou
a mão invisível e sua insuperável sabedoria na alocação
de investimentos?
A liberdade absoluta de movimentação de capitais e a desregulamentação
financeira, elevadas à categoria de valores democráticos ao longo
das últimas duas décadas, impossibilitam qualquer avaliação
objetiva sobre as dimensões ou mesmo o ritmo do desastre.
Apressadamente, alguns analistas difundem a idéia de que as intervenções
dos bancos centrais de vários países, injetando dinheiro em instituições
financeiras em vias de quebrar, representariam o fim das chamadas teses neoliberais,
que se baseiam na absoluta superioridade do mercado como organizador sistêmico.
A volta do Estado interventor garantiria, assim, o fim de uma era.
Na verdade, não é esta a essência do modelo, embora seja
uma de suas pedras de toque. Ou seja, sua contradição principal
não se dá entre liberalismo e intervencionismo ou aquela estabelecida
entre mercado e Estado, mas na absoluta subordinação do público
ao privado. Entenda-se privado, no momento atual, como todas as formas de capital,
sob a hegemonia de sua vertente financeira. E pode-se também entender
como público o espaço dos interesses coletivos.
O que se assiste em diversas economias do mundo - EUA à frente - é,
na verdade, o setor público - do Tesouro, mantido pela população
- atuando como garantidor último dos interesses privados. É o
que deve estar no cerne da discussão sobre o socorro de mais de US$
3 trilhões, realizados por governos de todo o planeta, a bancos e agentes
financeiros. Não se está estatizando nada, o que ocorre é a
privatização da riqueza pública em favor da especulação
financeira. A clássica socialização dos prejuízos
marca histórica de qualquer sociedade capitalista.
A lógica é explicitada quando se despejam quantias astronômicas
para salvar o sistema financeiro, sem que se ouçam duas clássicas
perguntas, formuladas sempre que políticas de combate às desigualdades
sociais são aventadas: 1) "De onde sairá o dinheiro?" e
2) "Esta injeção de dinheiro na economia não provocará pressões
inflacionárias?"
O grau de subordinação do setor público é tamanho,
que as engrenagens das finanças turbinadas colocam sobre as sociedades
a seguinte disjuntiva: "Salvem-nos ou arrastamos vocês junto".
Hegemonia acontece quando os interesses de um setor são apreendidos
como sendo os interesses gerais. Quando a parte alega sintetizar o todo. Agora
o conceito funciona de maneira perversa. Os interesses de uns chantageiam a
vida de todos. A dura realidade é que se a banca não for salva,
sua capilarização sobre a economia produtiva, sobre os trabalhadores
e sobre a população levará o mundo de roldão. O
pressuposto básico segue então mantido: salvar o setor financeiro
significa salvar a coletividade.
Seria precipitado falar em fim do neoliberalismo em uma situação
dessas e no meio da tormenta. A crise final do capitalismo já foi alardeada
outras vezes e o sistema demonstrou incrível elasticidade, surpreendendo
até mesmo seus exegetas, para sobreviver e se expandir.
O neoliberalismo, a forma de gestão atual do capitalismo, não
acabou e, possivelmente terá uma longa sobrevida. Talvez um pequeno
ciclo histórico de supremacia especulativa tenha se encerrado. Mas nenhum
dos outros cânones neoliberais - além do aprofundamento da subordinação
do Estado aos interesses particulares - saiu de cena.
Continuam intocáveis a liberdade de movimentação de capitais,
o livre comércio, a redução do caráter público
do Estado, as empresas e serviços públicos privatizados, os desvios
de imensos recursos públicos em favor de uma minoria rentista, as flexibilizações
nas legislações de vários países, dentre outras
medidas adotadas nos últimos anos. O modelo segue funcionando não
apenas nos EUA, mas em boa parte da Europa e da América Latina.
A crise proporciona condições objetivas para seu questionamento.
Mas sua superação não se dará por conta de suas
hecatombes financeiras. Isso acontecerá quando alternativas adquirirem
consistência e legitimidade. Em outras palavras, sua resolução
não ocorrerá no terreno da economia, mas da luta política.
A situação atual pode produzir o efeito pedagógico de
colocar em pauta mudanças em políticas monetárias e fiscais
restritivas e por dar curso a orientações industriais e agrícolas
desenvolvimentistas. Algumas medidas no campo da política monetária
foram tomadas, como a redução do compulsório, a intervenção
no mercado de câmbio, o crédito para bancos e exportadores. São
paliativos para contornar efeitos adversos e pontuais.
É hora de reagir com rapidez e fazer com que o dinamismo do mercado interno
não esmoreça e que uma possível situação de
perda de milhares de empregos possa ser minimizada. Iniciativas como redução
dos juros, maior oferta de crédito aos produtores e consumidores, redução
de impostos em setores estratégicos, aumento das compras do governo, dos
investimentos do PAC e das transferências de renda da Previdência
e do programa Bolsa Família podem ter poderosos efeitos para evitar que
a crise atinja o país de uma forma muito severa.
Falar agora em cortar de despesas do Estado em setores sensíveis equivale
a dar um tiro no pé. A hora é de gastar em atividades que revertam
a espiral descendente da economia real.
As crises econômicas internacionais de 1929 e dos anos 1970 provocaram
uma reação criativa do Brasil. Foram deflagradas diretrizes industrializantes
e desenvolvimentistas, com forte presença do Estado. As saídas
para a crise atual podem ir além, proporcionando desenvolvimento com
justiça social. Isso poderia abrir novas perspectivas de futuro para
aqueles que sempre pagaram a conta dos sucessos e das falências do capitalismo.
Deixado ao seu livre arbítrio, o mercado seguirá provocando caos
econômico e social.
(*) Professora de Economia do IE
UFRJ, diretora-adjunta de Estudos Macroeconômicos do Ipea
(**) Historiador, pesquisador do Ipea, professor da Faculdade Cásper
Líbero e autor de "A Venezuela que se inventa, poder, petróleo
e intriga nos tempos de Chávez" (Editora Fundação
Perseu Abramo, 2004)
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Congresso
em Foco, 24 de novembro de 2008
Debate sobre aborto volta a dividir o PT
Partido revive embate ocorrido na Constituinte
e ameaça expulsar dois deputados contrários à descriminalização
do aborto. Punição divide petistas no Congresso
Rodolfo Torres e Eduardo
Militão
Após 20 anos, o debate sobre a descriminalização do aborto
volta a dividir o Partido dos Trabalhadores e reacende a discussão interna
sobre a liberdade de os membros do PT votarem de acordo com suas convicções
pessoais.
Os deputados do PT Henrique Afonso (AC) e Luiz Bassuma (BA) apresentaram semana
passada suas defesas à Comissão de Ética do partido no
processo em que respondem por serem contra a legalização da interrupção
da gravidez indesejada. Segundo a Secretaria de Mulheres da legenda, eles descumprem
abertamente uma resolução partidária de 2007 que aprova
o direito ao aborto. Se forem condenados, Bassuma e Henrique Afonso podem ser
advertidos, suspensos ou até expulsos do PT.
Dentro e fora do partido, parlamentares pró e contra o aborto ouvidos
pelo Congresso em Foco condenaram a tentativa de punição para
os deputados que pensam diferente numa questão classificada como de
foro íntimo.
Defensor de minorias e dos direitos humanos, o senador Paulo Paim (PT-RS) concorda
com a interrupção voluntária da gravidez. "Mas a
gente fala tanto em liberdade de expressão e isso é de foro íntimo. É um
contra-senso. Pra mim, deve-se arquivar", avaliou.
Outro defensor do direito ao aborto, o deputado José Genoíno
(PT-SP) entende que os parlamentares sequer serão punidos. “Isso
se resolve no âmbito político. Não cabe punição.
Eles não serão expulsos”, acredita.
O deputado oposicionista Onyx Lorenzoni (DEM-RS) ironiza o fato de nenhum parlamentar
do PT ter sido punido no Conselho de Ética do partido por conta do suposto
envolvimento no escândalo do mensalão. “O PT é liberal
com roubo de dinheiro público e radical a favor da eliminação
da vida”, tripudia.
Paim admite que o processo contra Bassuma e Afonso constrange o partido. Mas
discorda da relação com o mensalão. "As mulheres
têm o direito de fazer isso e o PT tem o direito de arquivar."
Na Câmara e no Senado, tramitam 44 projetos de leis e propostas e emenda à Constituição
que tratam do aborto. Entretanto, não há previsão de votação
de nenhuma delas nos plenários do Congresso.
Campanha contra
O espírita kardecista Luiz Bassuma, que participa de eventos em todo
o Brasil contra a legalização do aborto, afirma que sua opinião "transcende
a política". "Isso é questão fundamental na
minha vida." Ele destaca que não mudará "nenhum milímetro" de
suas convicções em relação ao tema.
"É um erro político que o PT está cometendo. Mesmo
quem defende a legalização do aborto acha minha expulsão
um erro político", justifica-se.
Ao Congresso em Foco, Bassuma disse que sua defesa destaca a necessidade de
ser realizado "um debate amplo e público" com a militância
petista. "Acho que a maioria é a favor do meu ponto de vista",
avalia.
O mesmo pensa o evangélico Henrique Afonso. "O debate não
foi feito. Nós temos quase 1 milhão de militantes. E certamente
a maioria é contra." Henrique ainda admite estar ao mesmo tempo "tranqüilo" e "triste" com
o caso. "Estamos defendendo o direito à vida, presente na Declaração
Universal dos Direitos Humanos e na Constituição brasileira",
argumenta.
Afronta
Por sua vez, a secretária nacional de Mulheres do PT, Laisy Morière,
ressalta que a atitude dos deputados contraria uma resolução
da legenda aprovada em um congresso nacional. "O que eles fazem é afrontar
a decisão do partido", explica Laisy. A Secretaria Nacional de
Mulheres do PT é autora da representação contra os deputados
petistas.
De acordo com a resolução aprovada pelo 3º Congresso Nacional
do PT, realizado entre agosto e setembro do ano passado, o partido defende,
entre outros itens, a "autonomia das mulheres sobre seu corpo e sua sexualidade".
A resolução prega a "defesa da autodeterminação
das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação
do atendimento à todos os casos no serviço público, evitando
assim a gravidez não desejada e a morte de centenas de mulheres, na
sua maioria pobres e negras, em decorrência do aborto clandestino e da
falta de responsabilidade do Estado no atendimento adequado às mulheres
que assim optarem".
A secretária petista também rebate o argumento utilizado pelos
congressistas de que o tema não foi debatido. "A proposta foi aprovada
em congressos municipais, estaduais e nacional. Então houve um debate
público", afirma.
Sem fechamento
Ao contrário, Paulo Paim diz que, na Constituinte de 1988, ficou bem
claro que as questões de foro íntimo não poderiam ser
definidas de forma partidária no PT. "Lembro até que o Plínio
de Arruda Sampaio, hoje no Psol, era contra o aborto. Não cabe fechamento
de questão", comentou o senador.
A presidente do Psol, a ex-petista Heloísa Helena, também é contra
a legalização do aborto. Porém, uma resolução
do partido defende “o direito à realização de aborto
em casos de gravidez indesejada”.
O Congresso em Foco procurou a Comissão de Ética do PT, mas não
obteve retorno. De acordo com a assessoria do partido, o colegiado terá até 60
dias (com possibilidade de prorrogação) para decidir sobre eventuais
punições aos congressistas.
Argumentos
Os deputados petistas vão se valer do mesmo artigo para alicerçar
suas defesas. Ao Congresso em Foco, ambos ressaltam que o Artigo 67 do Estatuto
do PT lhes garante a possibilidade de externar suas opiniões nesse caso.
" Excepcionalmente, e somente por decisão conjunta da Bancada e da
Comissão Executiva do Diretório correspondente, precedida de debate
amplo e público, o parlamentar poderá ser dispensado do cumprimento
de decisão coletiva, face a graves objeções de natureza ética,
filosófica ou religiosa, ou de foro íntimo", afirma o referido
artigo do estatuto petista.
" O PT, que se diz o partido mais democrático, precisa dar o direito
aos seus membros de expressar suas convicções. Vamos até a última
instância", protesta Henrique Afonso.
Complicação
Contudo, além do documento aprovado no ano passado, outra resolução
aprovada, dessa vez no 10º Encontro Nacional de Mulheres do PT, realizado
em maio deste ano, pode complicar a situação dos deputados anti-aborto.
O texto, intitulado "Sobre aborto e punição a parlamentares",
propõe a expulsão daqueles "que não acatarem e não
respeitarem as resoluções partidárias relativas aos direitos
e à autonomia das mulheres".
A resolução também determina a "retirada de tramitação
todos os projetos de lei propostos por parlamentares do PT que prejudiquem
o direito das mulheres de autonomia sobre seu corpo e sua sexualidade".
" Elas estão pressionando o partido para a minha expulsão",
afirma Bassuma em referência à Secretaria de Mulheres. "É uma
atitude autoritária, arbitrária. Espero que isso [representação]
também chegue à militância", declara Henrique Afonso.
Mas Laisy nega o confronto. "Não há nenhum atrito da Secretaria
de Mulheres com os deputados. O problema deles é com o partido."
Defensor
O deputado Gilmar Machado (PT-MG), um dos vice-líderes do governo no
Congresso, diz que vai defender Bassuma e Henrique Afonso perante os colegas. "São
dois grandes companheiros. Eu espero que não sejam expulsos. Temos que
discutir isso", conta.
Assim como Paim, Machado diz que esse é um assunto "de foro íntimo".
Evangélico, o petista mineiro também é contra a descriminalização
do aborto, mas não foi levado à Comissão de Ética
do partido porque, na avaliação da Secretaria de Mulheres, ao
contrário dos outros dois colegas, não faz campanha sistemática
em torno do assunto. "Depende da forma como você se expressa",
avalia Machado.
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O ESTADO DO PARANÁ,
24 de novembro de 2008 | Economia
Chanceler alemã pede a empresas
que não demitam
Agência Estado
A chanceler alemã, Angela Merkel, pediu neste domingo (23) às
empresas que não cortem empregos como resultado da crise financeira
global, alertando que as companhias não terão como se recuperar
depois que a turbulência diminuir.
Em seu discurso semanal
na televisão, Merkel afirmou que as empresas não devem
agir apressadamente demitindo funcionários capacitados porque
isso as deixará em dificuldade para encontrar empregados qualificados
quando a economia se recuperar. "Como nós sabemos, depois
da crise haverá crescimento novamente e então trabalhadores
qualificados serão desesperadamente necessários",
declarou Merkel.
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TC CANAL 13, 24 de novembro
de 2008
Trabalhadores de construção
civil podem deflagrar greve em Teresina
O sindicato dos trabalhadores da construção civil conta hoje
com 35.000 efetivos que recebem o salário de R$ 560, de onde é descontado
R$ 6.90.
Em reivindicação a melhores salários, a classe trabalhista
em construção civil realizou no início do mês de
novembro uma paralisação na cidade de Teresina-PI.
Ontem, quinta-feira (20) aconteceu
uma assembléia entre o sindicato dos trabalhadores de construção
civil e o sindicato patronal, onde cada um apresentou suas propostas.
O sindicato patronal ofereceu
o salário de R$ 630.80 e a continuidade do desconto, mas a classe
trabalhista apresentou uma contraproposta salarial de R$ 642.40 e o fim
do desconto de R$ 6.90.
Como não houve acordo
entre os sindicatos, acontecerá na próxima quinta-feira
(27) uma mesa redonda na delegacia regional do trabalho, caso não
haja um acordo definitivo, a classe de trabalhadores de construção
civil entrará em greve por tempo indeterminado.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
24/11/2008
SDI-1 autoriza compensação
de vantagem financeira prevista em acordo
A Seção Especializada
em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho
acolheu embargos da Mercedes-Benz do Brasil S.A. para assegurar à empresa
o direito de compensar vantagem financeira com os valores deferidos em
reclamatória trabalhista ajuizada por um ex-empregada. Por maioria,
a seção seguiu o voto do ministro Milton de Moura França,
baseado em cláusula em acordo coletivo da categoria.
A cláusula em questão
instituiu vantagem financeira, por ocasião da dispensa, que assegurava
ao empregado seis salários e previa que, “na eventualidade
de qualquer empregado beneficiado pela avença ajuizar ação
trabalhista/civil em face da Mercedes, o valor pago a título de
vantagem financeira seria deduzido/compensado com qualquer quantia que
eventualmente fosse devida ao empregado”. A compensação,
porém, foi rejeitada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região
(Campinas/SP), ao julgar recurso ordinário da empresa contra a
condenação. A Sexta Turma do TST manteve a decisão
por entender que o Tribunal já tem entendimento firmado no sentido
de que a controvérsia sobre a validade da compensação
de vantagem financeira com débitos trabalhistas reconhecidos em
juízo, prevista em cláusula coletiva, não permite
o processamento do recurso com fundamento em violação do
artigo 7º, inciso XXVI da Constituição (que garante
eficácia à negociação coletiva).
Ao interpor embargos à SDI-1,
a empresa insistiu na tese da violação constitucional e
alegou afronta a ato jurídico perfeito, pois o trabalhador teria
concordado com a dispensa a fim de receber a vantagem financeira prevista
no instrumento normativo. O ministro Moura França, em seu voto,
observou que, em momento algum, foi questionada a validade do acordo
coletivo, “seja em seu conteúdo material, seja formalmente”.
Destacou também que, como o caso não trata de direitos
indisponíveis, como segurança, higiene e saúde do
trabalhador, deve prevalecer o acordo coletivo de trabalho, que autoriza
a compensação. ( E-RR-733026/2001.2)
(Carmem Feijó)
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24/11/2008
TST considera válida publicação
de lei em mural de prédio da Prefeitura
A Sexta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho deu provimento ao recurso do Município de Aracoiaba – CE – por
entender legítima a maneira pela qual o foi publicada a Lei Municipal
instituidora do Regime Jurídico Estatutário dos seus empregados:
o edital foi afixado no mural da sede da Prefeitura quando da promulgação
da lei, em 1992. O relator, ministro Maurício Godinho Delgado,
afirmou que a publicação atendeu à finalidade de
divulgação da norma jurídica, inclusive para plena
eficácia perante terceiros. O município, com cerca de 25
mil habitantes, não possui imprensa oficial ou jornal local.
A desavença que deu origem
ao processo surgiu na transposição do regime jurídico
de celetista para estatutário, que implicou na extinção
do contrato de trabalho dos empregados municipais. Uma funcionária,
lotada na Divisão de Cultura, ajuizou ação contra
o município por não ter tido sua carteira de trabalho assinada
na admissão em 2001, e ao ser demitida, em 2004, não ter
recebido aviso prévio, 13º salário, férias
com abono, FGTS e seguro desemprego.
Ao julgar procedente, em parte,
a reclamação, a juíza titular da Vara do Trabalho
de Baturité (CE) condenou o município a pagar diversas
verbas. A condenação foi mantida pelo Tribunal Regional
do Trabalho da 7ª Região (CE), que entendeu que o regime
jurídico da empregada era o celetista porque a publicação
da lei que instituiu o regime estatutário não atendeu aos
requisitos legais para sua publicação – ante a inexistência
de Diário Oficial ou jornal local, a publicação
deveria ter sido feita no Diário Oficial do Estado.
Em seu recurso ao TST, o município
alegou a prescrição das parcelas referentes ao período
anterior a 1992, devido à mudança do regime. Sustentou,
também, ter adotado o regime estatutário por força
de lei municipal (Lei nº 461/92), devidamente publicada na sede
da Prefeitura, e afirmou que a Lei Orgânica do Município,
estabelece, entre as formas de publicação de suas leis
e atos, a afixação na sede da Prefeitura, mediante edital.
O ministro Maurício Godinho
Delgado desfez as decisões anteriores por considerar válida
a modalidade de publicidade que o Município utilizou. Para ele,
foi atendida a regra contida na Constituição e na Lei de
Introdução ao Código Civil. “A publicação
em diário oficial é mecanismo usualmente restrito à União,
Estados, Distrito Federal e grandes municípios”, observou. “Exigir,
por interpretação, o mesmo dos mais de cinco mil municípios
brasileiros, muitos em localização longínqua dos
grandes centros, de recursos modestos e de dimensões populacionais
reduzidas, é criar requisito formalístico desnecessário,
não previsto pela ordem jurídica, gerando caótica
instabilidade e passivos jurídicos a serem injustamente suportados
pela comunidade local desprotegida”, concluiu. A Sexta Turma, por
unanimidade, julgou pela extinção do processo. ( RR-491/2005-021-07-40.9)
(Lourdes Côrtes)
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24/11/2008
Demissão de empregado que pede aposentadoria é sem
justa causa
A Terceira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho decidiu que a demissão de empregado que pede
aposentadoria voluntária deve ser considerada dispensa sem justa
causa. E, nesses casos, o trabalhador tem direito a indenizações
trabalhistas, como pagamento de aviso prévio e multa de 40% sobre
os depósitos do FGTS.
O processo que chegou ao TST trata do caso de um ex-escrituário da Caixa
Econômica Federal. Admitido em 16 de setembro de 1976, o empregado requereu
aposentadoria ao INSS em 26 de dezembro de 2005 e continuou trabalhando até 4
de janeiro de 2006, quando foi demitido. Como o empregado não recebeu
pagamento de aviso prévio e de multa de 40% sobre o saldo do FGTS, entrou
com ação trabalhista na 24ª Vara do Trabalho de Salvador,
na Bahia.
No processo, o ex-escriturário
argumentou que a aposentadoria espontânea não extingue o
contrato de trabalho se ele permanece prestando serviço ao empregador.
Essa é a opinião do Supremo Tribunal Federal nas Ações
Diretas de Inconstitucionalidade nºs 1721 e 1770, julgadas em 2006.
Ainda segundo o trabalhador, por ter sido desligado sem motivo, a Caixa
deve indenizá-lo.
O empregado ganhou a causa na
primeira instância e no Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região
(BA). A Caixa Econômica Federal, então, recorreu ao TST.
Alegou, no recurso de revista, que o empregado provocou a extinção
do contrato de trabalho quando requereu a aposentadoria e, desse modo,
não tinha direito às indenizações. A empresa
também destacou que, por ser integrante da Administração
Pública Indireta, precisa realizar concurso para preenchimento
dos cargos efetivos (artigo 37 da Constituição Federal) – procedimento
pelo qual o funcionário aposentado deveria passar se quisesse
continuar trabalhando na CEF.
O ministro Alberto Bresciani,
relator do caso, deu razão ao empregado e manteve a condenação
da empresa. O ministro concluiu que a aposentadoria espontânea
pedida pelo trabalhador não põe fim à relação
de emprego – o que significa que o funcionário foi demitido
injustamente pela CEF e tem direito ao pagamento do aviso prévio
e da multa sobre o saldo do FGTS. O entendimento foi confirmado, em votação
unânime, pelos demais ministros da Terceira Turma do TST. ( RR-1028/2006-024-05-00.0)
(Lilian Fonseca)
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