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FOLHA DE LONDRINA, 26 de novembro de 2008 |
Economia
Caixa amplia programa de aprendizes
A Caixa Econômica Federal assinou na segunda-feira, acordo de cooperação
técnica com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A parceria
tem como objetivo ampliar as possibilidades de inserção do adolescente
aprendiz no mercado de trabalho por meio do programa de aprendizagem da Caixa
- Adolescente e Jovem Aprendiz. Com a ação, a Caixa além
de se adequar à nova legislação do Programa de Aprendizagem,
implantará de forma gradativa o programa que atenderá jovens
de 14 a 24 anos que estejam cursando o nível médio ou que já o
tenham concluído. O programa terá jornada diária de seis
horas - de segunda a sexta-feira - sendo, quatro dias destinados às
atividades práticas e um dia para capacitação teórica.
O contrato de aprendizagem terá vigência de dois anos.
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O ESTADO DO PARANÁ,
26 de novembro de 2008 | Economia
Lucro líquido de 15 bancos supera
o de 201 empresas
Agência Estado
Pela primeira vez desde o início do governo Lula, em 2003, o lucro líquido
dos bancos superou o das empresas. Levantamento feito pela empresa de informação
financeira Economática mostra que o resultado de 15 instituições
financeiras no terceiro trimestre deste ano foi maior que a soma de 201 empresas
de outros setores: R$ 6,92 bilhões, ante R$ 6,01 bilhões. O estudo
não considera os resultados da Petrobras, Eletrobrás e Vale.
O motivo para essa inversão
está na cotação do dólar. Entre 30 de junho
e 30 de setembro de 2008, a moeda subiu 19%, de R$ 1,597 para R$ 1,902.
Isso elevou de muito os custos da dívida em dólar das empresas
e corroeu o lucro líquido do período, explica o gerente
de análise da Modal Asset, Eduardo Roche. Segundo a Economática,
a alta do dólar no trimestre elevou a despesa financeira das companhias
de R$ 1,3 bilhão, em setembro de 2007, para R$ 19,5 bilhões
este ano. Analistas explicam que as empresas são obrigadas a marcar
a preço de mercado as dívidas em moeda estrangeira. Portanto,
todo fechamento de trimestre, ela precisa atualizar os dados.
"Mesmo as empresas
que tinham hedge normal para se proteger das variações
do câmbio, diferentemente do que fizeram Sadia e Aracruz, também
tiveram impactos no balanço", destacou Roche. Segundo ele,
embora os bancos tenham alguns ativos em moeda estrangeira, a exposição
não é igual. "Por isso, os lucros do setor bancário
superaram o das empresas, que continuaram com resultados operacionais
bons. O levantamento mostrou que, depois dos bancos, o setor que mais
lucrou foi o de energia elétrica. O resultado das 29 empresas
de capital aberto somou R$ 2,95 bilhões, bem diferente de 2002,
quando chegaram à beira da bancarrota por causa das elevadas
dívidas em moeda estrangeira. As
informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Agência Diap, 26 de
Novembro de 2008
Empresários e trabalhadores
divergem sobre projeto que regula terceirização
Representantes de empresários
e trabalhadores têm confronto marcado para o ano que vem na tramitação
do projeto de lei do Executivo que vai regulamentar a terceirização
de serviços. A Confederação Nacional da Indústria
(CNI) apóia a ampliação dessa modalidade de contratação
para a atividade-fim da empresa. Por outro lado, a Central Única
dos Trabalhadores (CUT) avisa que vai pressionar Governo e parlamentares
para evitar essa mudança.
O prazo de dez dias para sugestões
da sociedade ao projeto encerrou-se domingo (23), com 101 propostas encaminhadas.
Na próxima semana, o secretário de Relações
do Trabalho, Luiz Antonio Medeiros, levará ao ministro Carlos
Lupi novo texto consolidado do anteprojeto de lei.
Disciplinar
modalidade
Medeiros explica que o objetivo do Governo é disciplinar a terceirização
de serviços obrigando a empresa contratante a controlar o pagamento
dos direitos trabalhistas e encargos sociais devidos aos empregados. Se isso
for obedecido, ela terá responsabilidade subsidiária em eventuais
ações na Justiça.
Isso significa que o patrimônio
da contratante somente será onerado quando esgotarem-se os meios
de pagamento da contratada. Se esse controle não for feito, a
empresa contratante responde solidariamente, isto é, será igualmente
considerada empregadora. "Tratamos mocinhos como mocinhos e bandidos
como bandidos", comentou o secretário.
Apesar dessa leitura, empresários
e trabalhadores entenderam que a iniciativa do Governo vai ampliar a
possibilidade de terceirização. Francisco Gadelha, presidente
do Conselho de Relações do Trabalho da CNI, garante que
a entidade não quer a precarização, mas apóia
o que chama de grande evolução da legislação
trabalhista. Ele argumenta que, atualmente, são inúmeras
as empresas que contratam outras empresas para a realização
de etapas da cadeia produtiva. Cita as montadoras de veículos
e as petroleiras como exemplos para concluir que "essa é a
maneira de o mundo trabalhar".
Sem consenso
não vai
No lado dos trabalhadores, vai haver muita resistência. O presidente
da CUT, Artur Henrique da Silva Santos, critica duramente a estratégia
do Governo. Na sua visão, representantes do Ministério do Trabalho
reuniram-se separadamente com empregadores e empregados e não tentaram
construir o consenso. "No Congresso, em ano de crise econômica,
vai ser muito difícil aprovar um projeto que torna ainda mais precária
a relação de trabalho", prevê.
O ponto de maior polêmica é o
que amplia a terceirização para a atividade-fim da empresa.
Santos critica o texto do anteprojeto porque deixa a cargo da contratante
definir o que é serviço especializado.
A CUT fez cinco exigências
a Lupi: quer garantir o direito à informação e negociação
prévia com os sindicatos dos trabalhadores, luta pela proibição
da terceirização na atividade-fim, defende a responsabilidade
solidária da empresa contratante pelos direitos trabalhistas e
previdenciários, insiste na igualdade de direitos e de condições
de trabalho e espera a punição das empresas infratoras.
Reforma "fatiada"
Para o presidente da CUT, esse projeto integra uma "reforma trabalhista
fatiada" e serve apenas aos interesses patronais. Em nota, a central sindical
condena o que chama de "auto-fiscalização" do cumprimento
das obrigações trabalhistas por meio do monitoramento entre as
contratantes. O que Governo e empresários enxergam como avanços
são, na ótica da CUT, "extinção de direitos
e a total desproteção do trabalho".
Na avaliação da
coordenadora-geral de Relações do Trabalho, Maria da Glória
Bittencourt, as críticas revelam falta de compreensão sobre
o objetivo do Governo.
Ela procura explicar que
o projeto não vai contra a jurisprudência do Tribunal
Superior do Trabalho (TST) que, desde os anos 90, proíbe a intermediação
de mão-de-obra para a atividade-fim da empregadora. "Queremos
segurança jurídica sem precarização do
emprego", diz. (Fonte: Valor Econômico;
intertítulos do Diap)
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Vermelho, 26 de Novembro
de 2008
Carta da CUT critica projeto de
Lupi pró-terceirizações
Nesta sexta-feira (21), a CUT Nacional
enviou um documento oficial para o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos
Lupi, protestando contra o projeto de regulamentação da
terceirização de mão-de-obra no país, cujo
teor representa na prática uma reforma trabalhista fatiada, com
evidente prejuízo à classe trabalhadora.

Cartaz da campanha da CUT contra a precarização
Leia a carta abaixo:
"São Paulo, 21 de
novembro de 2008
Ao Exmo. Sr. Ministro do Trabalho Carlos Lupi
C/c ao Secretário de Relações de Trabalho - Sr. Luís
Antônio Medeiros
Vimos através desta, reafirmar nosso posicionamento contrário à proposta
de regulamentação da terceirização, apresentada
por este Ministério em audiência pública, realizada em
Brasília, dia 13 de novembro de 2008.
Embora o Ministério do Trabalho e Emprego tenha instalado, em março
deste ano, um grupo de trabalho tripartite sobre o tema, a condução
do trabalho por parte da Secretaria de Relações do Trabalho não
foi com base no chamado diálogo social, que caracteriza o tripartismo,
e sim pautado em consultas individuais aos atores envolvidos e na apresentação
de uma proposta elaborada unilateralmente pelo governo, que não incorporou
nenhuma das premissas defendidas pelos trabalhadores para a regulamentação
da terceirização, que são:
1) O direito à informação e negociação prévia
com os sindicatos dos trabalhadores;
2) Proibição da
terceirização na atividade-fim;
3) Responsabilidade solidária
da empresa contratante pelos direitos trabalhistas e previdenciários;
4) Igualdade de direitos e de
condições de trabalho
5) Penalização
das empresas infratoras.
Cabe destacar que, longe de impor entraves à produção
e à geração de emprego, a defesa da regulamentação
da terceirização por parte das Centrais Sindicais visa, fundamentalmente,
promover a justiça social nas relações de trabalho, interrompendo
o ciclo de uso predatório da força de trabalho e de inserção
precarizada de homens e mulheres, que se estabeleceu como regra no mercado
de trabalho brasileiro nas últimas décadas.
Em que pesem as repercussões negativas para o conjunto da sociedade
do rebaixamento dos direitos, da piora nas condições e nas relações
de trabalho, inclusive com o aumento de doenças, mortes e mutilações
causadas pelo trabalho, sobretudo entre trabalhadoras e trabalhadores terceirizados,
a proposta apresentada pelo governo parece desconsiderar a gravidade da situação,
atendendo tão-somente à pressão empresarial por parâmetros
jurídicos que livrem as empresas de processos trabalhistas, movidos
por milhares de trabalhadores em busca de justiça por terem sido lesados
em seus direitos.
A regulação da prestação de serviços, enfatizando
o Código Civil como referência ao invés dos direitos trabalhistas
e o estabelecimento de uma espécie "auto-fiscalização" do
cumprimento das obrigações trabalhistas por meio de mecanismos
de monitoramento dos contratos entre as próprias contratantes e contratadas
estão entre os pontos apresentados pelo MTE como grandes "avanços" e
que para os trabalhadores significam, na prática, a extinção
de direitos e a total desproteção do trabalho.
Tal como outras propostas de regulamentação em tramitação
no Congresso Nacional, a proposta do governo equipara-se à uma reforma
trabalhista fatiada, consubstanciada tão-somente nos interesses de segmentos
patronais, historicamente, avessos à promoção de direitos
e à democratização das relações de trabalho.
Longe de configurar uma iniciativa democrática, ao finalizar com uma
consulta pública um processo de negociação que não
se estabeleceu na íntegra e que para nós ainda estava em curso,
fragiliza-se não só as premissas do tripartismo, como as instituições
que tem legitimidade para tratar do tema em questão, portanto os próprios
pilares da democracia.
Estamos encaminhando formalmente nossas propostas de contribuição
ao projeto de lei apresentado pelo governo e, considerando a importância
histórica de imprimir um círculo virtuoso nas relações
de trabalho, solicitamos que este Ministério reveja sua posição
e retome, sob uma nova dinâmica, as negociações em âmbito
tripartite.
Artur Henrique da Silva Santos
Presidente da CUT
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Vermelho, 26 de Novembro
de 2008
Pochmann: Crise deve ser vista
como oportunidade para o Brasil
A crise econômica mundial deve
ser encarada como uma oportunidade para que o Brasil ocupe os espaços
que surgirão com a construção da nova ordem econômica
e social no mundo. Essa é a visão que presidente do Instituto
de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann,
defende para o País. Ele participou de um debate sobre a crise
econômica promovido pelo Bloco de Esquerda – formado pelo
PSB, PCdoB, PDT, PMN e PRB – na Câmara dos Deputados, na
tarde/noite desta terça-feira (25).
Pochmann (ao microfone) elogiou
o debate: ''Saída é política''
Pochmann elogiou a iniciativa
do debate, lembrando que a crise não deve ficar restrita às
esferas da economia e aos setores e grupos de interesse afetados que
se manifestam na imprensa e junto ao governo. “A crise é complexa
e de longa duração e terá efeito amplo em toda a
sociedade e a ausência da política não nos ajuda”,
afirmou, enfatizando que “a saída é pela política.”
As oportunidades para o Brasil
se materialização, na opinião dele, em mudanças
tributárias, que não dependem da reforma tributária
que está sendo analisada pela Câmara dos Deputados. Segundo
Pochmann, podem ser adotadas medidas infraconstitucionais que alteraria
a forma da arrecadação, garantindo maior tributação
para os ricos. E exemplificou com o fato das prefeituras não cobrarem
IPTU progressivo, o que faz com que as mansões paguem menos que
os casebres.
Outra medida defendida por Pochmann é a
redução do gasto público, destacando que o governo
gasta muito com pagamento da dívida com juros exorbitantes. O
Brasil gasta duas vezes mais com juros do que gasta com educação. “Gastos
improdutivos, que não geram emprego, só confortam os privilegiados
do País”, critica.
Essas mudanças produziriam
mais proteção aos de baixo como Pochmann define os pobres.
Ele quer ainda um programa de garantia de emprego no Brasil, não
apenas seguro-desemprego, uma espécie de PAC 2 (Programa de Aceleração
do Crescimento), para que houvesse investimento nas estruturas sociais,
lembrando que “as mazelas são grandes.”
Ocupando espaço
Evitando apresentação
de dados e números, para não cansar a platéia, Pochmann
priorizou, em sua fala, conceitos e opiniões sobre a crise. Ele
destacou que é preciso alterar a perspectiva de vida hoje que
está baseado no “ter”, no consumo desenfreado de bens,
lembrando que ele inclusive é “incompatível com a
sustentabilidade do mundo.”
A situação atual
do Brasil é melhor do que a de duas décadas atrás.
Pochmann enumerou como vantagens desse crescimento recente, o aumento
da renda per capita, a diminuição do desemprego e recuperação
da massa salarial, que ocorre principalmente pela elevação
do salário mínimo, já que a expansão do emprego
se dá nos setores de salários menores.
Para ele, os indicadores positivos
refletem o passado; a crise pode interromper essa trajetória,
portanto é fundamental que haja defesa da produção
e do nível de emprego. “O esforço deve ser nesse
sentido”, alerta. Ele defendeu a elaboração de projetos
de médio e longo prazo para que o Brasil passe a ocupar espaço
no mundo multipolar que substituirá a situação atual
de hegemonia norte-americana.
Ele destacou como positivas as
medidas anticrise adotadas pelo governo brasileiro, que lançou
mão de R$150 bilhões para conter os efeitos da crise junto
ao sistema financeiro, mas enfatizou que essas medidas só dão
conforto no crédito e agricultura e bens de alto valores unitários
como automóveis e imóveis. “Atende a pressão
dos de cima”, afirmou.
“Como os de baixo estão
fazendo pouca pressão, as medidas para eles não se manifestaram”,
disse Pochmann, que defende “medidas mais ousadas que atenda os
de baixo, do contrário eles sofrerão mais.”
Mundo pós-crise
Na avaliação sobre
a natureza da cise, com que abriu sua exposição, o palestrante
disse que mesmo sem querer alarmar, a crise não ficará restrita à esfera
econômica. E disse ainda que não se pode dimensionar o tamanho
por que não há contabilidade dela devido o efeito da desregulamentação
que permitiu operações “sombras”, que ocorreram à margem
do sistema financeiro.
Ele acredita que o mundo pós-crise
será diferente do que conhecemos, porque pôs por terra todo
o emaranhado do neoliberalismo. Ele avalia que as duas principais razões
para o surgimento da crise foram a redução do papel do
Estado como ente regulamentador do sistema econômico-financeiro
e o crescimento da riqueza de forma concentrada e a péssima distribuição
de renda que se verificou nas três últimas décadas.
Para ele, as oportunidades para
o Brasil surgem com a identificação de que a crise desloca
a economia norte-americano do centro dinâmico do mundo. E, do mesmo
jeito que a crise de 1929 representou o fim da hegemonia inglesa, essa
significa o fim da hegemonia norte-americana. O cenário é de
formação de uma economia multipolar, com vários
pólos dinâmicos no mundo. E cita como exemplo o crescente
espaço da Ásia na economia mundial.
Para a formação
desse mundo multipolar, ele defende a idéia de criação
de outros espaços para garantir a funcionalidade da governança.
A ONU e suas agências - FMI e Banco Mundial - estão muito
distantes da capacidade de reorganizar o mundo, diz Pochmann, explicando
que a ONU foi criada no pós-guerra quando os países eram
mais importantes que empresa.
No mundo de hoje, o controle
da economia mundial é feito por 500 grandes corporação,
com faturamento de 46% do PIB (Produto Interno Bruto) do mundo. “O
sistema ONU está despreparado para lidar que essa realidade, de
concentração e centralização de capitais”,
alerta, defendendo o G-20 como o sistema capaz de garantir a funcionalidade
da governança, mas tem que ir além do sistema da ONU, com
fortalecimento de políticas públicas.
De Brasília
Márcia Xavier
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BEM PARANÁ, 26 de
novembro de 2008 | Economia
Mundo
Crise gera perdas de US$ 2, 3 trilhões
Da Ásia aos Estados Unidos, passando pela Europa, Oriente Médio
e até mesmo Oceania. Nos últimos dois meses, governos de todo
o planeta injetaram recursos sem precedentes para relançar a economia
mundial e evitar que a recessão se transforme na primeira depressão
do século 21. No total, US$ 2,3 trilhões já foram prometidos
para criar incentivos para que empresas continuem investindo, gerar novos postos
de trabalho e tentar garantir que a economia continue funcionando.
Isso sem contar um eventual pacote
de US$ 700 bilhões que o presidente eleito dos Estados Unidos,
Barack Obama, poderá anunciar em janeiro. O valor é considerado
sem precedentes e demonstra uma virada completa na avaliação
dos governos sobre o papel do estado na economia.
Austrália, Israel, Japão,
Alemanha e Itália foram alguns dos que adotaram medidas para salvar
suas economias. Mas o anúncio de pacotes também foi necessário
nos países emergentes. A China havia anunciado até esta
semana o maior pacote de todos, com mais de US$ 570 bilhões para
projetos, incluindo infra-estrutura.
Nesta semana, porém, o governo americano superou Pequim, em uma demonstração
de que a Casa Branca está preocupada com a profundidade e duração
da crise. Washington usaria US$ 800 bilhões para alimentar o crédito
aos consumidores e salvar muitos de dívidas já impagáveis.
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FOLHA DE LONDRINA, 26 de
novembro de 2008 | Política
Lula vai cobrar mais ação
de prefeitos
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende cobrar
responsabilidades dos prefeitos eleitos e reeleitos daqui a um mês e
meio -quando reunirá todos em Brasília. Inicialmente a reunião
com os prefeitos está marcada para o dia 15 de janeiro.
Lula disse ontem que é necessário
haver um ''jogo combinado'' no qual o prefeito de cada município
será o ''principal'' fiscal para que as parcerias em curso sejam
mantidas e até aperfeiçoadas.
A idéia do presidente
durante a reunião de janeiro é centralizar as discussões
nos programas sociais, nas ações de combate à dengue
e nas questões de preservação do meio ambiente e
fim das queimadas.
''Estou convencido de que as
políticas públicas só chegarão lá na
ponta se os prefeitos estiverem engajados'', afirmou.
De acordo com o presidente, é necessário
que a parceria da União com os Estados e municípios seja
total, do contrário, há o risco de não ser bem-sucedida.
''Se não tivermos uma política combinada com cada cidade,
a gente não vai conseguir vencer, no tempo que nós precisamos
vencer nesta parceria'', afirmou ele.
Renata Giraldi
Folhapress
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Gazeta
do Povo, 26 de Novembro de 2008
Oriente
Crescimento da China vai cair para
7,5% em 2009
Segundo estimativa do Banco Mundial, será a
primeira vez desde 1990 que a economia chinesa registra expansão abaixo
de 10%
A China crescerá mais lentamente
em 2009, segundo uma avaliação divulgada ontem pelo Banco
Mundial (Bird). A previsão de expansão para a economia chinesa
foi reduzida de 9,2% para 7,5%. O porcentual é ainda mais baixo
do que uma estimativa feita há duas semanas pelo Fundo Monetário
Internacional (FMI), de 8,5%. Se a projeção do Bird for confirmada,
2009 será o ano de menor crescimento da China desde 1990 e a primeira
vez desde 2002 que o país cresce abaixo de 10%.
“As recessões coordenadas
nos Estados Unidos, Europa e Japão criam um cenário muito
difícil para as economias emergentes, mas a China vai conseguir
manter um crescimento saudável em 2009 graças ao pacote de
estímulo anunciado pelo governo”, afirmou o chefe da missão
do Banco Mundial na China, David Dollar.
O governo chinês tem tentado
reverter a tendência de retração econômica causada
pela crise internacional. Os juros no país foram reduzidos duas
vezes nos últimos dois meses e há três semanas foi
anunciado um pacote fiscal de mais de US$ 500 bilhões para bancar
novos investimentos em infra-estrutura e incentivar o consumo.
O economista Giuliano Contento
de Oliveira, pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp),
diz que a intensidade da crise já apontava para uma desaceleração
na China e que o cenário ainda está se consolidando. “A
economia chinesa está muito ligada ao que acontece nos Estados Unidos
e é possível que as previsões sejam refeitas nos próximos
meses”, diz. “Mesmo assim, uma variação pequena
na China é menos relevante para o Brasil do que o desempenho das
economias desenvolvidas.”
Para o economista Antonio Corrêa
de Lacerda, especialista em economia internacional e professor da Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), a taxa de 7,5%
projetada pelo Banco Mundial ainda seria um resultado muito bom diante
do tamanho da crise global. “O mundo todo vai crescer menos, mas
a China ainda apresenta um ritmo forte”, diz.
Na opinião de Lacerda, o
fato de a China ainda ter potencial para crescer acima dos 5% ao ano deve
ser visto como uma oportunidade pelo Brasil. “Isso significa que
eles vão continuar comprando, especialmente os produtos básicos
que vêm sendo embarcados daqui para lá”, analisa. Minério
de ferro e soja são as principais exportações brasileiras
para a China. Além disso, é provável que o pacote
de estímulo do governo chinês gere nova demanda por produtos
mais sofisticados. “É preciso mais esforço do Brasil
para entrar naquele mercado.”
Risco político
Análises recentes têm
destacado que a estabilidade política na China depende de um crescimento
rápido, na casa dos 10% ao ano. Esse é o porcentual necessário
para a criação dos empregos que absorvem a multidão
que migra do campo para as cidades todos os anos. Recentemente, o economista
Nouriel Roubini, professor da Universidade de Nova Iorque que foi um dos
primeiros a falar sobre o risco da crise atual, escreveu um artigo em que
questiona a habilidade do governo chinês em evitar revoltas sociais
motivadas pelo desemprego.
O Banco Mundial não faz
estimativas sobre cifras de desemprego na China, mas o economista-chefe
da entidade, Louis Kuijs, previu queda na criação de novos
postos de trabalho urbanos no próximo ano em relação
a 2008. O chefe da missão na China, David Dollar, observou ainda
que pode haver “alguns problemas” sociais no campo caso um
grande número de migrantes comece a retornar a suas vilas por não
encontrarem emprego nas cidades.
Alemanha confirma recessão
A Alemanha divulgou ontem os dados
oficiais sobre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro
trimestre e confirmou ter entrado em recessão no período,
com uma retração de 0,5% na atividade econômica em
relação ao trimestre anterior, após uma queda de 0,4%
no segundo trimestre. A recessão é constatada quando são
registrados dois trimestres negativos consecutivos.
O desempenho da balança
comercial derrubou o PIB da Alemanha, jogando a maior economia da Europa
em recessão pela primeira vez em cinco anos, mostraram dados oficiais.
A contração do terceiro trimestre foi garantida pela balança
comercial, que cortou 1,7 ponto percentual do resultado trimestral, disse
a agência de estatísticas. As exportações recuaram
0,4% no trimestre, enquanto as importações subiram 3,8%.
Na avaliação de Carsten
Brzeski, economista da ING Financial Markets, o enfraquecimento da economia
alemã vai continuar. “Puxado pelo derretimento do setor industrial,
o impacto completo da crise financeira sobre a economia real só será sentido
no quarto trimestre”, disse.
Das agências
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Folha
de S.Paulo, 26 de Novembro de 2008
Novo inquérito no STF apura
desvios na central de Paulinho
Força Sindical é suspeita de
usar alunos fantasmas para justificar repasses federais | Segundo a Procuradoria,
nos cadastros da central foram encontrados 26.991 nomes de alunos e 24.948
números de CPF repetidos nos cursos
ALAN GRIPP
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O deputado Paulo Pereira
da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, que pode ter
seu futuro político decidido hoje pela Câmara, é alvo
de novo inquérito no Supremo Tribunal Federal para apurar denúncias
de desvio de dinheiro público. Presidida por ele, a Força é suspeita
de usar alunos fantasmas para justificar repasses federais que bancaram
cursos oferecidos a desempregados.
Depoimentos de "alunos" que nunca estiveram nas salas de aula e o
surgimento de evidências de irregularidades em convênios com o
Ministério do Trabalho fazem parte do inquérito, aberto atendendo
a pedido feito mês passado pelo procurador-geral da República,
Antonio Fernando de Souza.
Paulinho já é investigado em outro inquérito no STF que
apura seu suposto envolvimento no esquema de desvio de recursos do BNDES (Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) revelado pela Operação
Santa Tereza, da Polícia Federal.
A nova investigação se concentra na subcontratação
pela Força Sindical de entidades encarregadas de ministrar cursos profissionalizantes
para trabalhadores de baixa renda em São Paulo, pagos com recursos do
Fundo de Amparo ao Trabalhador.
Segundo o Ministério Público Federal, nos cadastros de alunos
da entidade foram localizados 26.991 nomes e 24.948 números de CPF repetidos.
A Folha teve acesso ao documento em que o procurador-geral pede a abertura
do inquérito. Nele, não há a informação
de quantas entidades estão sob investigação. Mas o parecer
cita como o caso mais rumoroso o da subcontratação da Fundação
João Donini, em Piraju (SP), por R$ 215 mil, em 2002.
Após analisar a documentação da João Donini, a
PF encontrou registros de alunos que nunca se matricularam, alunos inscritos
mais de uma vez para o mesmo curso ou com CPFs em branco e cursos que não
saíram do papel. A meta era capacitar 1.050 alunos.
Em depoimento, o professor Paulo Sérgio Furlan Braga afirmou que o número
de alunos que figurava nas folhas de freqüência dos cursos de secretariado
e telemarketing, ministrados por ele, "era expressivamente superior àquele
que comparecia, de fato, às aulas".
Braga disse que recebeu "recomendação expressa" de
João Donini, presidente da entidade, para que a presença de alunos
fosse marcada a lápis -ordem que, para a Procuradoria, tinha o objetivo
de facilitar a adulteração dos papéis após o fim
dos cursos.
O inquérito contém ainda o depoimento de moradores da região
que revelam nunca terem se matriculado, freqüentado aulas e muito menos
recebido certificado de conclusão, apesar de em seus nomes constarem
registros de participação nestes três momentos.
Além disso, pareceres da CGU (Controladoria Geral da União) e
do TCU (Tribunal de Contas da União) condenaram a contratação
da Fundação João Donini sem licitação. A
entidade foi fechada após o início das investigações.
O inquérito está nas mãos do ministro Celso de Mello,
que analisará pedidos de diligências feitos pelo procurador-geral
da República. Antonio Fernando solicitou uma perícia nos relatórios
de presença de alunos. O ministro deverá se pronunciar nos próximos
dias.
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Folha de S.Paulo, 26 de Novembro
de 2008
Recorde, dívida dos brasileiros
já ultrapassa os 40% do PIB
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Mesmo com o agravamento da crise,
a partir do final de setembro o volume de crédito disponível
no país continuou crescendo e voltou a bater recorde em outubro.
Segundo dados do Banco Central, o total de empréstimos liberados
pelo sistema financeiro somava R$ 1,187 trilhão, valor que equivale
a 40,2% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.
Desde que o BC passou a calcular essa estatística, em julho de 1994,
a relação entre crédito e PIB nunca havia ultrapassado
40%. A meta do governo era chegar a esse patamar no fim deste ano.
O saldo de financiamentos oferecidos pelo sistema financeiro no final do mês
passado é semelhante ao total de títulos públicos em circulação
no mercado, que em outubro era de R$ 1,226 trilhão. Isso significa que,
atualmente, o valor dos empréstimos que os bancos concedem aos seus
clientes no Brasil é semelhante à soma dos empréstimos
que investidores do mercado financeiro concedem ao governo.
O nível recorde no volume de crédito não significa, porém,
que a crise não afetou a concessão de empréstimos bancários
no país. O que os números mostram é que, com exceção
de alguns segmentos isolados, não houve um congelamento total na liberação
de novos recursos, e sim uma diminuição no seu ritmo de crescimento.
No mês passado, os bancos concederam R$ 157 bilhões em novos financiamentos,
uma queda de 3% em relação ao valor apurado em setembro.
Esses valores variam muito de mês para mês, e mesmo neste ano,
antes da crise, quedas maiores já haviam sido registradas. Para o chefe
do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, o que chama a atenção é que
o recuo tenha acontecido numa época em que a procura por crédito é mais
forte devido à proximidade das festas de fim de ano.
Lopes diz que a crise afetou mais a oferta de novos financiamentos entre o
final de setembro e o começo de outubro, mas que já há sinais
de normalização desse mercado.
" [A crise] afetou menos [a expansão do crédito] do que inicialmente
se mostrava. No início [de outubro] observamos uma retração
forte, mas já há sinais fortes de recuperação",
afirma. Neste mês, segundo parcial fechada pelo BC no último dia
12, a concessão de empréstimos cresceu 5,7%.
Os números do BC mostram ainda que a maior parte dos financiamentos
bancários disponíveis no país são de valores mais
altos.
No caso das pessoas físicas, 50% dos financiamentos têm valores
entre R$ 5.000 e R$ 50 mil, e 21% estão acima de R$ 50 mil.
Entre as empresas, 42% dos contratos estão na faixa entre R$ 10 mil
e R$ 10 milhões, e 40% superam o patamar de R$ 10 milhões.
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Folha
de S.Paulo, 26 de Novembro de 2008
Governo quer IR maior de banco e de
quem lucrar mais
Partidos aliados resistem à proposta,
que poderá elevar a carga tributária no país | A reforma
prevê a fusão do IR das empresas e da contribuição
social, dois tributos que incidem sobre os ganhos das companhias
GUSTAVO PATU
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O governo Luiz Inácio
Lula da Silva quer restabelecer, em sua proposta de reforma tributária,
a possibilidade de cobrar um Imposto de Renda maior dos bancos e, eventualmente,
de outros setores da economia com lucros acima da média.
Essa brecha existia na versão original da reforma, apresentada em março
pelo Executivo. No entanto foi suprimida pelo relator do projeto na Câmara
dos Deputados, Sandro Mabel (PR-GO), cujo texto foi aprovado na semana passada
em uma comissão especial e deve ter a votação iniciada
no plenário da Casa até a próxima semana.
A reforma prevê a fusão do IR das pessoas jurídicas e da
CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), dois
tributos que incidem igualmente sobre os ganhos das empresas. O segundo, porém,
pode ter alíquotas diferenciadas, conforme o setor de atividade econômica
-hoje, para os bancos e outras instituições financeiras, é de
15%, enquanto a maior parte das grandes empresas paga 9%.
Para não perder essa fonte extra de arrecadação, que rende
algo como R$ 3 bilhões anuais, o projeto do governo sacrificava parcialmente
a intenção de simplificar o sistema tributário e previa
que o IR poderia "ter adicionais de alíquota por setor". Partidos
aliados mais identificados com o empresariado, como PMDB, PR e PP, porém,
resistem à proposta, por entender que o enunciado pode abrir brechas
para um aumento da carga tributária.
Para Ricardo Barros (PP-PR), vice-líder, as alíquotas diferenciadas
podem ser restabelecidas de outra forma, com um texto menos genérico
ou pela criação posterior de uma nova Cide (Contribuição
de Intervenção no Domínio Econômico), a exemplo
da existente sobre os combustíveis.
Esse não é o único tema de divergência na base governista
em torno da reforma, que sofre ainda a oposição dos governadores
de São Paulo, José Serra, e Minas Gerais, Aécio Neves,
ambos potenciais candidatos do PSDB à sucessão de Lula.
O Executivo rejeita a pressão encabeçada pelo PMDB para a abertura
de um novo programa de parcelamento das dívidas tributárias das
empresas -o quinto desde 2000. Pelo entendimento firmado entre os partidos,
uma nova proposta, menos ambiciosa, deverá ser incluída pela
Câmara em uma próxima medida provisória referente à área
tributária.
Também há resistências, na área econômica, à prorrogação
por 20 anos dos benefícios da Zona Franca de Manaus, incluída
na reforma na votação da semana passada. Como o lobby da ZFM é forte
no Congresso, o governo tende a conseguir, no máximo, um prazo de prorrogação
menor.
Os Estados mais pobres rejeitam a isenção de ICMS para a cesta
básica, também incorporada ao texto na semana passada. Como se
trata de medida de apelo popular, um meio-termo terá de ser negociado.
Em uma reunião com poucas chances de êxito, os governistas tentarão
hoje um acordo com os oposicionistas PSDB, DEM e PPS, que ameaçam obstruir
todas as votações da Câmara se houver a tentativa de votação
imediata da reforma.
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FOLHA DE LONDRINA, 26 de
novembro de 2008 | Geral
Obama anuncia plano para criar empregos
São Paulo- Em meio à desaceleração da economia
americana, o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, anunciou ontem em seu
programa semanal de rádio que trabalha na criação de um
plano agressivo de estímulo econômico para os dois primeiros anos
de seu governo. Entre outras coisas, o pacote prevê a abertura de 2,5
milhões de empregos até janeiro de 2011. ‘‘Corremos
o risco de cair em uma espiral deflacionária que pode aumentar ainda
mais nossa enorme dívida (...) Se não agirmos incisivamente e
de forma ressonante, a maioria dos especialistas hoje acredita que poderemos
perder outros milhões de empregos’’, declarou.
Em outubro, o democrata já havia
pedido medidas que injetariam na economia US$ 175 bilhões. Mas
seu discurso mostra que ele defenderá um pacote bem mais amplo.
Com a crise econômica decorrente do estouro da bolha de crédito
americana, o desemprego no país registrou nesta semana a maior
alta em 16 anos: 540 mil pessoas entraram com novos pedidos por seguro-desemprego.
Folhapress
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FOLHA DE LONDRINA, 26 de
novembro de 2008 | Economia
Começam dia 1º novas regras
de call center
Procon promete multar toda empresa que desrespeitar
a determinação de atender o cliente no SAC em até 60
segundos
Curitiba - No próximo dia 1 º de dezembro os Serviços de
Atendimento ao Cliente (SAC) das empresas concessionárias de serviços
de todo o país estarão sujeitos a multas caso não atendam às
novas regras estabelecidas pelo Governo Federal. ''Eles tiveram tempo mais
do que suficiente para se adequar a nova norma'', afirmou Ivanira Gavião,
coordenadora da Coordenadoria de Proteção e Defesa do Consumidor
(Procon).
Para avaliar as condições
das empresas de atender às mudanças, o Procon realizou
uma pesquisa para verificar o quanto elas estão preparadas para
a nova norma. ''O setor que mais preocupa é o de telefonia fixa'',
explicou Ivanira. Das duas empresas que o Procon contatou, uma, a Sercomtel,
não respondeu à pesquisa e a outra, a Brasiltelecom, informou
estar com apenas 35% de seus call centers preparados.
Entre as empresas de planos de
saúde, três foram convidadas a participar da pesquisa. Amil
e Goldem Cross não responderam ao questionário e a Unimed
informou que está 55% adequada a nova norma. A pesquisa foi realizada
por amostragem e a participação era voluntária.
''Essa iniciativa é parte de nossa preparação para
investigar o cumprimento da nova norma a partir de dezembro'', explicou
Ivanira.
A partir de 1º de dezembro,
o Procon promete multar toda empresa que desrespeitar a determinação
de atender o cliente no SAC em até 60 segundos (ou 45 segundos
no caso das instituições financeiras), entre outras regras.
As empresas também ficarão obrigadas a ofertar o telefone
gratuito de atendimento que ficará disponível para o cliente
24 horas por dia, sete dias por semana. ''Esse serviço deverá permitir,
inclusive, o cancelamento do contrato. Não poderá mais
haver limitação de horário para esse tipo de pedido'',
disse.
''Para reclamar, o cliente precisa
anotar sempre o número de protocolo da chamada'', informou. Com
essa informação na mão e o contrato o consumidor
deve procurar o Procon e registrar uma queixa. ''Esse número permite
que o Procon tenha acesso ao registro da chamada do cliente'', contou.
O telefone de contato do Procon no Paraná é 0800 41 1512.
Rosiane Correia de Freitas
Equipe da Folha
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Agência Senado, 26
de Novembro de 2008
Paim e sindicalistas definem calendário
de mobilização em favor dos aposentados
O senador Paulo Paim (PT-RS) e 37
representantes de entidades sindicais e de aposentados definiram nesta
terça-feira (25) um calendário básico de mobilização
nacional em favor de três projetos de lei em favor dos aposentados,
já aprovados pelo Senado, e que tramitam na Câmara dos Deputados,
dois deles de sua autoria. O PLS 296/03 revoga o fator previdenciário
O PLC 42/07, de autoria do Executivo, recebeu emenda de Paim para assegurar
aos aposentados o mesmo índice de reajuste dado ao salário
mínimo; e o PLS 58/03 atualiza o valor de aposentadorias e pensões.
Uma das ações de
mobilização será o envio imediato de uma carta assinada
por Paim solicitando apoio ao movimento de mobilização
nacional com a realização de abaixo-assinados, moções
e vigílias. A carta é endereçada a todas as Assembléias
Legislativas, Câmaras de Vereadores, centrais sindicais, sindicatos,
confederações e associações de trabalhadores,
aposentados e pensionistas. Quem se interessar, poderá obter informações
adicionais por meio do e-mail: paulopaim@senador.gov.br.
"É importante que
a população se engaje nessa jornada em defesa dos aposentados
e pensionistas", afirma o senador em sua carta.
Paim também confirmou
a realização da segunda vigília no Plenário
do Senado, a partir do início da noite desta quarta-feira (26).
A primeira teve início na noite de terça (18) e se estendeu
até as 6h da manhã do dia seguinte.
O senador anunciou ainda
que, no próximo dia 5 de dezembro, os sindicatos dos municípios
que compõem a Baixada Santista realizarão uma paralisação
por duas horas em apoio aos aposentados. Além disso, a Marcha
Sobre Brasília programada por diversas centrais sindicais para
o próximo dia 13 de dezembro incluiu, entre os seus temas originais,
a defesa da reivindicação dos aposentados.
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O ESTADO DO PARANÁ,
26 de novembro de 2008 | Economia
Justiça nega apelação
da Caixa Econômica Federal
TRF
Porto Alegre - A 4.ª Turma do Tribunal
Regional Federal da 4.ª Região negou apelação
da Caixa Econômica Federal no processo n.º 2004.0401044906-6
relativo ao sistema de amortização “Price Série
Gradiente”.
O acórdão julgado
considera que o “Price Série Gradiente” impõe
ao mutuário elevações no valor da prestação
que exige o comprometimento de renda superior aos 30% permitidos pela
Lei 8.692/93.
De acordo com os autos, “não
procede o argumento da CEF de que a prestação mensal vinculada
ao PES obedece ao limite percentual previsto na Lei n.º 8.692/93
(30% da renda bruta do mutuário)”, considerando que se parcela
mensal do pagamento da amortização e juros manter-se atrelada
a esse percentual, sofre aumentos que não respeitam as variações
salariais do mutuário, levando-o ao inadimplemento ou tornando
a dívida impagável.
A 4.ª Turma seguiu o voto
da relatora, desembargadora federal Marga Inge Barth Tessler, que julgou,
ainda, que para manter o equilíbrio contratual não basta
apenas a formação de conta em separado para lançamento
dos juros, devendo ser concomitantemente assegurado ao mutuário
os percentuais de amortização programados pelo sistema
de amortização escolhido.
Com relação à “amortização
negativa”, a Turma considerou procedente a determinação
de que os juros não pagos em determinado mês sejam colocados
em uma conta separada, sujeita somente à atualização
monetária, pois caso esses juros fossem colocados no saldo devedor,
sofreriam a incidência de novos juros.
O acórdão
que confirmou sentença de primeira instância, nos autos
n.º 96.00.18063-6, em tramitação na Vara Federal
do Sistema Financeiro de Habitação de Curitiba, tem abrangência
nacional. O teor pode ser consultado no Portal do TRF (www.trf4.jus.br).
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
26/11/2008
Acordo em ação trabalhista
não impede indenização por acidente de trabalho
Para a Terceira Turma do TST,
o acordo firmado entre as partes em ação trabalhista antes
da Emenda Constitucional nº 45, de 31 de dezembro de 2004, não
quita eventuais indenizações por danos morais e materiais
em acidente de trabalho. Isso porque só depois da edição
dessa emenda os processos envolvendo acidente de trabalho passaram a
ser julgados na Justiça do Trabalho – antes eles eram analisados
pelo juízo cível.
O entendimento do TST foi manifestado
no caso de uma cozinheira contratada pela empresa CGG do Brasil Participações
Ltda., em maio de 2001, e despedida seis meses depois. No ano seguinte,
a empregada entrou com uma ação trabalhista na Vara do
Trabalho de Ivaiporã, no Paraná. A justiça homologou
um acordo, pondo fim ao conflito entre trabalhadora e empresa.
Em 2003, a cozinheira iniciou
nova ação - desta vez na Justiça Comum - com pedido
de indenização por dano moral e material em acidente de
trabalho. Com o advento da Emenda Constitucional nº 45/2004, o processo
foi encaminhado para análise na Justiça do Trabalho.
Nos autos, a cozinheira alegava
que teve a mão direita atingida pelo cabo de uma faca e, em conseqüência
disso, passou a sofrer dores intensas e perdeu o movimento do braço.
Já a empresa afirmou não haver prova de que o suposto acidente
ocorreu no local de serviço, nem que a empregada ficou impedida
de trabalhar ou sofreu algum constrangimento que sustentasse o direito à indenização
por dano material e moral.
A cozinheira não teve
sucesso na primeira e na segunda instâncias. A Justiça entendeu
que houve amplo e geral acordo estabelecido entre empregada e empresa
no curso da ação trabalhista, pondo fim ao litígio.
Inconformada com a decisão, ela recorreu ao Tribunal Superior
do Trabalho. A relatora, ministra Rosa Maria Weber, concluiu que a quitação
em ação trabalhista feita antes da EC nº 45 não
alcança verbas que estavam fora da análise da Justiça
do Trabalho – no caso, a existência de dano moral e material
em acidente de trabalho.
A ministra não examinou o mérito da questão, ou seja,
se houve ou não acidente de trabalho a justificar as indenizações
pedidas, mas sim o dever da Justiça do Trabalho de julgar a matéria.
Os demais ministros da Terceira Turma concordaram com os fundamentos da relatora
e decidiram devolver o processo à Vara de Ivaiporã para recomeçar
o julgamento do caso. (RR 99507/2006-073-09-00.7)
(Lilian Fonseca)
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26/11/2008
Município não é responsável
subsidiário por projeto de geração de empregos
Por ter celebrado contrato de
comodato – em que emprestou bem público com a finalidade
de promover a geração de empregos - o Município
de Cruzeiro do Iguaçu (PR) não pode ser condenado subsidiariamente,
pois não houve terceirização de serviços,
nem beneficiamento direto do trabalho executado pelo empregado. A Sétima
Turma do Tribunal Superior do Trabalho, ao rejeitar agravo de instrumento
de um ex-empregado contra o município e a Kkkanô Indústria
de Embalagens Ltda., manteve decisão da Justiça do Trabalho
da 9ª Região (PR), que afastou a responsabilidade subsidiária.
O relator, ministro Guilherme
Caputo Bastos, assinalou que o município, pelo contrato de comodato,
emprestou à empresa de embalagens um barracão industrial
para o desenvolvimento de atividades relativas a seu objeto social: fabricação
de embalagens e de papel. A comodatária, em contrapartida, se
obrigava a promover a geração de empregos. “Para
que se reconheça a responsabilidade subsidiária, nos termos
da Súmula nº 331, item IV, do TST, é necessário
que haja um contrato de prestação de serviços, onde
o contratante assume a figura do tomador dos serviços, por ser
beneficiário direto do trabalho executado”, explicou.
“Qualquer dia anoiteço
e não amanheço”
Contratado como auxiliar de produção
em junho de 2003, o trabalho do empregado consistia em operar máquina
cortadora de papel (que preparava o papel a ser prensado para transformação
em embalagens). Demitido em abril de 2005, o empregado ajuizou reclamação
trabalhista, em procedimento sumário, com pedido de antecipação
de tutela contra a Kkkanô Indústria de Embalagens Ltda.,
a Guará Embalagens Ltda., o proprietário das empresas e
o Município de Cruzeiro do Iguaçu.
O empregado e outros colegas
(um grupo de quatorze) foram demitidos sem receber as verbas rescisórias.
Segundo ele, as empresas alegaram sérias dificuldades financeiras,
a ponto de terem dito ‘qualquer dia anoiteço e não
amanheço’ - tanto que eles não recebiam salários
há mais de três meses. Esse fato o levou a requerer arresto
de bens (maquinários) na forma de antecipação de
tutela e a condenação solidária do município
em relação aos seus direitos.
A Vara do Trabalho de Francisco
Beltrão (PR) condenou as empresas e o empresário solidariamente
e o município subsidiariamente a pagar salários, aviso
prévio, 13º salário, férias mais um terço
e o FGTS. Todos recorreram ao TRT da 9ª Região contra a sentença.
O Regional absolveu o município, por entender que este, no caso,
atuou apenas como fomentador de atividade econômica e, para isso,
cedeu bens públicos para as empresas. “O interesse coletivo
na geração de empregos pelo fomento da atividade econômica
por si só não implica a responsabilidade subsidiária
do ente público por créditos trabalhistas originados dos
empregos criados”, afirmou o Regional. “A hipótese
não é de contratação de prestador de serviços
e o ente público não pode arcar com os riscos da atividade
econômica do particular”.
Como o TRT/PR negou seguimento
a seu recurso de revista, o empregado interpôs o agravo de instrumento
ao TST, mas o relator entendeu que a conclusão do Regional decorreu
da análise do conjunto de fatos e provas do processo. O TST somente
poderia concluir que houve efetiva terceirização de serviços
ao reexaminá-los, e a jurisprudência do Tribunal (Súmula
nº 126) veda esse procedimento. (AIRR-351/2005-094-09-40.0)
(Lourdes Côrtes)
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