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O ESTADO DO PARANÁ,
03 de dezembro de 2008 | Economia
Caixa inicia liberação
de recursos para construção civil
Agência Estado
A Caixa Econômica Federal (CEF) assinou nesta terça-feira (2)
contratos de capital de giro com recursos da poupança no valor de R$
4 milhões, com as construtoras MRV e Goldfarb (R$ 2 milhões para
cada empresa). Segundo o vice-presidente de governo da Caixa, Jorge Hereda,
até 30 de março do ano que vem os R$ 3 bilhões previstos
para estas operações deverão ser aplicados e mais R$ 1
bilhão poderá ser concedido, se necessário.
Outros contratos, de R$ 70 milhões,
em linhas tradicionais de crédito imobiliário destinados
a empresas, também foram assinados hoje pela CEF.
Segundo o presidente da Goldfarb,
Milton Goldfarb, a expectativa é fechar contratos de linhas de
capital de giro em montante próximo de R$ 50 milhões até março.
O contrato de R$ 2 milhões será utilizado para complementar
o financiamento de um projeto cujo Valor Global de Vendas (VGV) é de
R$ 25 milhões.
O executivo avaliou os juros
dessa linha, que são de Taxa Referencial (TR) mais 11% ao ano,
como "muito baratos" em relação a outros bancos.
Conforme Goldfarb, as demais instituições cobram taxas
de Certificados de Depósito Interbancário (CDI) mais 2,5%
a CDI 3% para capital de giro, o que daria quase 50% a mais.
O vice-presidente de Relação
com Investidores da MRV, Leonardo Corrêa, afirmou que as taxas
cobradas pela Caixa para essa linha têm o mesmo custo para a companhia
do que os financiamentos na modalidade plano empresário. De acordo
com ele, a expectativa é de que a MRV cumpra sua meta de lançamentos
próprios de R$ 2,5 bilhões a R$ 2,8 bilhões para
este ano. Até 30 de setembro, a empresa lançou R$ 2 bilhões.
Financiamento habitacional
A Caixa trabalha com a possibilidade
de que o crédito habitacional cresça 20% em 2009 ante os
R$ 22,8 bilhões que deverão ser concedidos este ano. Segundo
Hereda, o orçamento para o ano que vem ainda não está fechado. "Mesmo
que ocorra uma redução no número de lançamentos
em 2009, haverá uma série de entregas de imóveis
cujos contratos foram feitos em 2006 e 2007. Com crise ou sem crise,
os imóveis vão ser entregues", disse o executivo.
No acumulado de 2008 de janeiro
a novembro, foram financiados R$ 20,4 bilhões, representando 60%
a mais que em igual período de 2007. Desse total, os financiamentos
com recursos da poupança somaram R$ 9,3 bilhões, com o
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) foram R$ 10,2 bilhões
e o restante ficou por conta de outras fontes como consórcios
e Programa de Arrendamento Residencial (PAR).
O orçamento inicial para
crédito imobiliário em 2008 era de R$ 15,4 bilhões.
Em julho a expectativa foi revista para R$ 20,4 bilhões e em agosto
foi revisada novamente, para R$ 21,4 bilhões.
Questionado sobre se o
crédito habitacional da Caixa teria crescido mais se não
fosse a crise financeira, Hereda respondeu que o que estava previsto
para este ano está acontecendo. "É difícil
dizer se teríamos um crescimento maior." Segundo ele, a
crise está fazendo todo mundo colocar o pé no chão.
Ele reconheceu que 2009 será um ano mais difícil. "Mas
estamos fazendo crédito de longo prazo e não para 2009."
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Folha
de S.Paulo, 3 de dezembro de 2008
Construtoras terão socorro de
R$ 3 bi do FGTS
Com a decisão do Conselho Curador,
recursos do fundo disponíveis para o setor somarão R$ 13,4
bilhões no próximo ano | Juros do financiamento a famílias
que ganham até R$ 2.000 vão cair um ponto percentual em 2009,
para o patamar de 7,16% ao ano
JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O Conselho Curador do FGTS
(Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) aprovou ontem a criação
de uma linha de crédito emergencial de R$ 3 bilhões para
socorrer construtoras. O financiamento será liberado a partir
de 2009 e contará com juros de 7% a 9% ao ano mais TR (Taxa Referencial).
" As empresas estão com dificuldade de crédito. Com essa nova
linha vamos aquecer o mercado de construção e gerar empregos",
afirmou o ministro do Trabalho e presidente do fundo, Carlos Lupi. A proposta
do ministério previa a liberação de R$ 12 bilhões
até 2011, mas os valores foram vetados pelo Ministério da Fazenda.
Segundo o secretário-executivo do FGTS, Paulo Furtado, a nova linha
não adotará os mecanismos tradicionais de empréstimo às
empresas. O dinheiro será liberado via compra de debêntures (papéis
das construtoras), fundos imobiliários ou recebíveis. "Isso
vai permitir que uma empresa que já tenha um empreendimento na planta
que está parado possa usar os recursos. Várias empresas médias
ou pequenas podem se unir e fazer um fundo imobiliário. Uma empresa
grande pode lançar uma debênture", disse Furtado. Ele acrescentou
que a linha emergencial será avaliada em 2009, podendo virar uma modalidade
perene.
Pelas regras definidas no conselho, o FGTS financiará até 80%
dos empreendimentos imobiliários. Os juros de 7% mais TR valerão
para incorporações cujas unidades sejam avaliadas em até R$
130 mil. Acima desse valor, a taxa será de 9% mais TR. Todos os empreendimentos
precisam seguir as regras do SFH (Sistema Financeiro de Habitação).
O FGTS já tinha uma linha de apoio à produção no
setor imobiliário, que contava com apenas R$ 600 milhões neste
ano. Em outubro, diante da escassez de crédito no mercado, a Caixa Econômica
Federal anunciou uma linha especial de R$ 3 bilhões para capital de
giro das construtoras. Com a decisão do conselho de ontem, o setor habitacional
disporá de R$ 13,4 bilhões do FGTS em 2009.
Os conselheiros também aprovaram a redução dos juros de
empréstimos a famílias com renda até R$ 2.000. A taxa
final cairá de 8,16% ao ano mais TR para 7,16% (já incluindo
o custo da Caixa na operação) em 2009. Para cotistas do FGTS,
que têm desconto de 0,5 ponto nos juros, a taxa cai de 7,66% ao ano mais
TR para 6,66%.
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Folha
de S.Paulo, 3 de dezembro de 2008
Recuo na indústria atinge todos
os setores
Produção cai 1,7% em outubro
e analistas vêem quadro ainda pior pela frente com crise afetando consumo
e investimento | Queda generalizada na produção industrial
apontada pelo IBGE deve segurar expansão do PIB no último trimestre
do ano
PEDRO SOARES
DA SUCURSAL DO RIO
A crise financeira internacional
já bateu na indústria brasileira: a produção
do setor caiu 1,7% de setembro para outubro, na taxa livre de influências
sazonais. É a maior queda desde novembro de 2007 (-2,1%), e o
resultado mais do que devolve a expansão de 1,5% registrada em
setembro, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Ante outubro de 2007, a indústria perdeu fôlego e cresceu apenas
0,8%, a mais modesta taxa desde dezembro de 2006 (0,3%). Em setembro, a expansão
havia sido de 9,7%.
A freada da indústria já sinaliza uma contração
do PIB no último trimestre do ano. Diante da expectativa de uma nova
retração na produção em novembro (de 2%), a LCA
prevê uma queda de 0,5% do PIB no quarto trimestre na comparação
com o terceiro.
Para Sílvio Sales, coordenador de Indústria do IBGE, as empresas
já reagiram ao cenário de crise em outubro e ajustaram a produção à "nova
realidade". "Há evidências de que em outubro já ocorreram
os primeiros impactos da crise."
Entre essas evidências, Sales citou anúncios de férias
coletivas e cortes de produção, medidas que sinalizam a cautela
do empresariado com a perspectiva de uma menor demanda.
Além da crise, o economista disse que a paralisação pontual
da Revap (Refinaria do Vale do Paraíba) também prejudicou o desempenho
de outubro.
Já para Bráulio Borges, da LCA, o crédito ficou mais seletivo
e caro, o que também contribuiu para a desaceleração da
indústria. Também pesou negativamente, diz, a menor disposição
de empresários em investir e de consumidores em se endividar no cenário
de crise.
" Por enquanto, é difícil afirmar que a restrição
do crédito já afetou a indústria, mas há um reflexo
da crise, que mexeu com a confiança dos empresários. Existe uma
incerteza muito grande em relação ao comportamento da demanda.
E as empresas já cortaram preventivamente a produção",
afirma Cláudia Oshiro, economista da Tendências.
Todos esses fatores, segundo Borges, desembocaram numa "retração
generalizada" da produção industrial em outubro, quando
todas as categorias registraram queda. A mais acentuada foi a de bens duráveis
(-4,7% ante setembro), puxada pela redução da produção
de veículos (-1,4%).
De setembro para outubro, também caiu a produção de bens
intermediários (insumos industriais, -3%); semi e não-duráveis
(alimentos e roupas, -2,2%) e bens de capital (máquinas e equipamentos,
-0,5%).
Segundo Leonardo Carvalho, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada),
os efeitos da crise vieram mais fortes do que se previa e o resultado da indústria
de outubro surpreendeu negativamente. Ele diz que já era esperada uma
desaceleração, mas não com tanta intensidade.
O economista afirmou ainda que as primeiras sinalizações para
novembro "não são as melhores". Muitos setores acumularam
estoques, e exportadores sofreram com o fechamento das linhas de crédito,
afirma.
" Em outubro, a indústria já sentiu os efeitos da crise, mas
o pior ainda está por vir", diz Tomás Goulart, do banco Modal.
Oshiro, da Tendências, diz que a projeção de crescimento
do PIB de 0,6% no quarto trimestre deve ser revista para baixo por causa do
fraco desempenho da indústria.
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O ESTADO DO PARANÁ,
03 de dezembro de 2008 | Economia
Indústria já mostra efeitos
da crise internacional
Agência Estado
Os dados da produção industrial brasileira de outubro "já sugerem
efeitos da mudança no cenário econômico na atividade do
setor", segundo o coordenador de indústria do IBGE, Silvio Sales.
Ele sublinhou que, mesmo com um efeito calendário favorável em
outubro deste ano - que teve um dia útil a mais do que igual mês
do ano passado -, o aumento de 0,8% na produção ante igual mês
do ano passado é a menor variação, ante igual mês
de ano anterior, apurado na indústria pelo IBGE desde dezembro de 2006.
"O mês de outubro
marca a entrada da indústria no novo cenário econômico
mundial, que mostrou uma mudança brusca", disse. Sales destacou
a perda de quase um ponto porcentual no indicador industrial de 12 meses
apurado em setembro (6,8%) para outubro (5,9%). Segundo ele, uma perda
de tal magnitude no indicador de 12 meses de um mês para o outro
não ocorria desde março de 2005.
Sales destacou também
que a queda de 0,6% no índice de média móvel trimestral
quebra uma seqüência de quatro resultados positivos e foi
puxada por bens intermediários (2% de queda no trimestre encerrado
em outubro ante o terminado em setembro) e bens de consumo duráveis
(-0,9%). "Exceto bens de capital, todas as categorias de uso perderam
no seu indicador de tendência", disse Sales.
Veículos
Os automóveis perderam,
em outubro, o posto de líder em crescimento da produção
industrial que manteve até setembro de 2008. A produção
de veículos automotores, que havia aumentado 20,2% em setembro
ante igual mês do ano passado e acumulado um aumento de 17,6% de
janeiro a setembro deste ano, desacelerou a expansão para apenas
4,1% em outubro ante igual mês do ano passado.
Na comparação com
setembro, a produção de veículos automotores registrou
queda de 1,4%, após um aumento de 0,5% em setembro ante agosto.
A economista Isabella Nunes, da coordenação de indústria
do IBGE, disse que as férias coletivas na indústria automotiva
provocaram a desaceleração.
Produtos químicos
A indústria de produtos
químicos registrou queda de 11,6% na produção em
outubro ante setembro e representou o principal impacto de queda na produção
industrial no período (-1,7%), segundo destacou o coordenador
de indústria do IBGE. Segundo Silvio Sales, a principal pressão
negativa foi de fabricantes que atendem o segmento de agricultura. Esse
grupo de produtos químicos inclui fertilizantes, tintas e resinas
e também foi afetado, segundo Sales, por paralisações.
O segundo principal impacto
negativo na produção em outubro ante setembro foi dado
por refino de petróleo e álcool (-9%) e, de acordo com
Sales, o recuo nesse segmento está relacionado a uma paralisação
técnica em uma "refinaria importante". O terceiro principal
impacto de queda ficou com máquinas e equipamentos (-5,2%) e o
quarto, com veículos automotores (-1,4%).
Sales sublinhou que os
dados de outubro sofreram forte influência de paralisações,
programadas ou não, e férias coletivas em segmentos produtores
de bens duráveis (como automóveis) e bens intermediários. "Talvez
o primeiro efeito de uma crise mundial tenha sido tornar esses agentes
(as empresas desses segmentos) o mais cautelosos possíveis",
disse Sales. Ele disse que só as informações do
varejo de outubro vão mostrar se houve realmente redução
de demanda em outubro ou não.
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Folha de S.Paulo, 3 de dezembro
de 2008
Caixa bate recorde em financiamento
habitacional
TATIANA RESENDE
DA REDAÇÃO
A crise no mercado financeiro
internacional ainda não teve reflexos no financiamento habitacional
da Caixa Econômica Federal, que bateu recorde ao emprestar R$ 20,4
bilhões neste ano até novembro, 60% acima do mesmo período
de 2007, em 446 mil contratos. Para todo o ano, a projeção é chegar
a R$ 22,8 bilhões, com crescimento de 50% no confronto com o ano
anterior.
Para 2009, o orçamento ainda não está fechado, mas o vice-presidente
do banco, Jorge Hereda, prevê aumento de até 20% no valor a ser
emprestado.
" Queremos manter as condições de contratação
[de juros e prazos] e sempre tentar aumentar a participação da
Caixa nesse setor", afirmou. O banco detém 36% dos contratos em valor
e 68% em quantidade dos financiamentos com recursos da poupança.
Neste ano, até o final de outubro, a inadimplência acima de 90
dias atingiu 0,3% dos contratos, considerando valor ou quantidade, contra 1,7%,
nas duas análises, no ano passado.
Para a superintendente nacional de habitação da Caixa, Bernadete
Maria Pinheiro, essa queda se deve ao aprimoramento do sistema de análise
dos clientes e à alienação fiduciária, que permite
a retomada do imóvel em caso de inadimplência em um curto espaço
de tempo. Além disso, a Caixa financia, na média, 49,8% do valor
do imóvel, sendo 69,2% do total nos empréstimos com recursos
do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e 46% nos com dinheiro
da poupança. Para não perder o que já foi investido, avalia
a superintendente do banco, o cliente prioriza o pagamento das prestações,
mesmo em tempos de dificuldades.
Efeito
em 2009
Fábio Silveira, sócio-diretor da RC Consultores, prevê que
os efeitos da crise internacional devem atingir o mercado imobiliário
mais intensamente no segundo semestre do próximo ano, com risco maior
de inadimplência e desaceleração nas contratações. "O
consumidor vai ficar mais cauteloso em contrair dívidas de longo prazo",
argumentou.
Sobre o empréstimo de R$ 2 bilhões para a Petrobras, Hereda afirmou
que o banco foi procurado também por outras grandes empresas do país,
com dificuldades de conseguir crédito no exterior, e reiterou que a
operação foi feita "dentro dos critérios de mercado".
" A Caixa não deixou de atender ninguém para atender a Petrobras",
disse, quando questionado sobre a possibilidade de o banco ter negado financiamento
a pequenas empresas para garantir o empréstimo bilionário à estatal. "Temos
espaço razoável para crescer dentro do crédito para pessoa
jurídica", ressaltou.
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FOLHA DE LONDRINA, 03 de
dezembro de 2008 | Cidades
Trabalho em outros Estados pode virar
pesadelo
Recentemente grupo de lavradores de Uraí foi
resgatado por auditores fiscais por serem submetidos a regime análogo
ao escravo
Uraí – Uma boa
remuneração por dia de trabalho, alojamento com beliches
confortáveis e emprego garantido por três meses. Promessa
tentadora. Principalmente para trabalhadores rurais paranaenses que ficam
praticamente sem ocupação com o final da colheita de café e
uva em outubro. Com essa ilusão, 14 lavradores de Uraí (26
km a oeste de Cornélio Procópio) foi tentar a sorte nas
plantações de laranja na região de Campinas (SP),
mas o final não foi o que eles esperavam. O grupo acabou resgatado
por auditores fiscais porque trabalhava em ‘‘regime análogo
ao de escravos.’’
De acordo com o presidente do
Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Uraí e Rancho Alegre, Adilson
Ramalho Matta, perto de 120 lavradores dos dois municípios viajam
todos os anos em busca de sustento em lavouras do interior de São
Paulo e de Minas Gerais. Juntas, as cidades têm cerca de 12 mil
habitantes. A viagem é a alternativa dos paranaenses no período
de entressafra, entre outubro e dezembro. Neste período, trabalham
na colheita de laranja ou café.
Os problemas para o grupo que
foi trabalhar na lavoura de laraja em Arthur Nogueira começaram
logo na chegada à fazenda. O prometido alojamento não passava
de um corredor nos fundos de um bar. Não havia nem mesmo colchões
suficientes para todos e os trabalhadores foram obrigados a dormir ‘‘amontoados’’,
de acordo com relatos dos próprios lavradores.
Acostumado a viajar atrás
de serviço nos seus 64 anos de vida, Geraldo Batista da Silva
nem imaginava que a temporada no interior paulista se transformaria num
pesadelo. Após dias de trabalho, o lavrador fez as contas com
o patrão e assustou-se: devia R$ 2 mil. Resultado das depesas
pela viagem de ida e dos mantimentos comprados numa venda próxima,
que pertenceria ao dono da fazenda.
De volta e decepcionado, Geraldo
Silva não quer mais buscar trabalho em terras distantes. ‘‘A
gente sofre demais. Já estou muito velho para isso’’,
diz o lavrador aposentado que, atualmente, vive de bicos para complementar
a renda de R$ 415 mensais. Situação financeira que piorou
depois de um empréstimo consignado, feito para comprar um barraco
do qual ele já se desfez.
A ilusão de bons ganhos
em pouco tempo atraiu velhos e jovens. Edson Rodrigues da Silva, 24,
foi para o interior paulista acompanhado do pai. A expectativa do jovem
era receber R$ 450 por quinzena. Mas com as ‘‘dívidas’’ do
transporte e da alimentação, ele e os colegas ficaram sem
ter como voltar para casa. A salvação veio com a chegada
dos auditores fiscais do trabalho da Superintendência Regional
do Trabalho e Emprego em São Paulo (SRTE/SP). O resgate foi feito
no dia 18 de novembro.
No dia seguinte à fiscalização,
o grupo estava de volta a Uraí, só com a roupa do corpo.
Nem mesmo a compra de mantimentos foi possível trazer. Mas conseguiram,
ao menos, voltar com os cheques de pagamento pelos dias de trabalho e
das verbas rescisórias. Mesmo com o risco de ficar tempos sem
ocupação, Edson Silva garante que não pretende voltar
a aventurar-se. ‘‘Serviço assim só aqui por
perto mesmo, onde não tem risco’’, declara.
Fernando Rocha Faro
Reportagem Local
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Gazeta do Povo, 3 de dezembro
de 2008
Juro menor para quem ganha até R$
2 mil
Quem ganha até R$ 2 mil terá juros mais baixos para o financiamento
imobiliário. O Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
(FGTS) aprovou ontem a redução das taxas nos financiamentos habitacionais
com recursos do FGTS. Para esta faixa salarial, o custo dos empréstimos
passará de Taxa Referencial (TR) mais 6% ao ano, para TR mais 5% ao
ano. Para quem tiver conta do FGTS, a taxa de juros cairá para TR mais
4,5% ao ano. A medida vale a partir de 2009, considerando imóveis avaliados
em até R$ 80 mil.
O Conselho aprovou ainda uma
linha de crédito de R$ 3 bilhões para construtoras em 2009.
Esta operação será feita pela compra de debêntures
(títulos emitidos pelas construtoras) ou cotas de fundos imobiliários
que vierem a ser criados pelas construtoras.
Ontem, a Caixa informou
que bateu recorde ao emprestar R$ 20,4 bilhões neste ano para
o financiamento habitacional, 60% acima do mesmo período de
2007. Para todo o ano, a projeção é chegar a R$
22,8 bilhões, com crescimento de 50%.
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Vermelho, 3 de dezembro de
2008
Presidente da Petrobras desmente Miriam
Leitão
Em carta direcionada a Miriam
Leitão, colunista de O Globo, o presidente da Petrobras, Sérgio
Gabrielli recomendou a ela que faça “comentários
baseados em fatos e dados e não em informações
inverídicas.” Ao comentar o empréstimo de R$
2 bilhões feito pela estatal do petróleo junto à Caixa
Econômica Federal (CEF), a jornalista diz que se a revelação
do mesmo veio de um senador da oposição, as críticas
feitas pelos jornalistas especializados são técnicas.
“Não é verdade
que a revelação do empréstimo da CEF veio de um
senador da oposição. Os dados deste empréstimo foram
publicados, de forma absolutamente normal, nas informações
regulares que prestamos às autoridades e a todo o mercado financeiro
quando da divulgação do nosso balanço trimestral”,
diz Sérgio Gabrielli.
Segundo ele, os dados poderiam
se acessados no site da empresa na seção de relatórios
financeiros. “Ele está reportado nas Informações
Trimestrais - ITR do terceiro trimestre de 2008, nas páginas 84
e 85, que foram arquivados na Comissão de Valores Mobiliários
e amplamente divulgados pela Petrobras em 11 de novembro de 2008”,
explicou.
Diz a jornalista, depois de ressaltar
a robustez da empresa e uma extraordinária história de
crescimento, que por ter como acionista o controlador do Tesouro e milhões
de acionistas, teria que prestar contas, “ter accountability e
transparência”.
O presidente da empresa afirma
que também não é correta a “insinuação
de que a empresa não possui critérios contábeis
transparentes.” “Adotamos práticas e procedimentos
de forma amplamente reconhecida pelo mercado e analistas como dos mais
transparentes da indústria. Atendemos a todos os requisitos contábeis
da legislação brasileira e dos Estados Unidos da América”,
refuta.
Ele ressalta que o empréstimo
da CEF de fato apresenta algumas “singularidades” pelo seu
volume e por ter sido realizado com instituição bancária
brasileira no mercado nacional. “Singular, aliás, é o
momento que vivem o mercado financeiro e as empresas em todo o mundo
em conseqüência da grave crise originada pelos Estados Unidos
e países ricos.”
Até recentemente, segundo
ele, a empresa vinha realizando de forma trivial, operações
semelhantes no mercado internacional, “mas sem a repercussão
provocada pela politização, muitas vezes irresponsável,
tão conveniente à oposição.”
Explicação técnica
A colunista diz que a empresa
informou que gastou R$ 4,9 bilhões subsidiando o diesel, o que
para ela “é uma informação espantosa, por
vários motivos.” Afirma que o diesel é uma ferida
na imagem da empresa.
“Quem acompanhou o debate
sabe que o Conama aprovou uma resolução, em 2002, para
reduzir o teor de enxofre no diesel, que é de 500 partes por milhão
(ppm) nas grandes cidades e 2.000 partes por milhão no resto do
país.”
Para ilustrar o disparate, a
jornalista revela que no México são 50 ppm, nos Estados
Unidos 10 ppm e na Europa 5ppm. “O mundo caminha para limpar o
enxofre do diesel, pelos terríveis efeitos nocivos que ele tem
na poluição atmosférica e na saúde da população”,
argumenta.
“A informação
lateral que se tem, a partir do caso Caixa-Petrobras, é que a
empresa tem comprado lixo no mundo. O mundo não quer mais um diesel
tão sujo. E o contribuinte e o acionista têm subsidiado
o consumo de um produto que o consumidor, se pudesse escolher, rejeitaria. É uma
situação absurda”.
Gabrielli diz que é mentirosa
a afirmação de que a resolução do Conama
define limites para a redução do enxofre. “Ela (a
resolução) se refere a emissões de particulados,
o que não é tecnicamente a mesma coisa.”
Também explica que é equivocada
a relação que a colunistas faz entre importações
e presença de enxofre do diesel. “A diferença entre
preços de importação e vendas do mercado brasileiro
se ampliou devido ao ritmo rápido de aumento dos preços
internacionais em meados do ano de 2008, quando o preço do barril
atingiu a faixa dos 140-150 dólares.”
Entre outras divergências,
o presidente da Petrobras lamentou os comentários da colunista
que, na sua opinião, possui uma visão preconcebida sobre
as motivações políticas das empresa e que as críticas
que são feitas tem origem técnica.
“Não concordo com
esta visão e acredito que a maior parte das críticas neste
momento é motivada por razões profundamente políticas
e ideológicas, sem embasamento técnico”, conclui.
De Brasília
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Vermelho, 3 de dezembro de
2008
Espanha vê desemprego atingir
quase 3 milhões de pessoas
O número de desempregados
na Espanha registrou alta de 6% em novembro (171.243 a mais) e o total
se aproxima de três milhões de pessoas sem trabalho, numa
população de 46 milhões. O número de desempregados
chegou a 2.989.269 pessoas.
A Espanha enfrenta uma brutal
desaceleração econômica e está à beira
da recessão, depois de passar vários anos como uma das
economias mais dinâmicas da Europa.
Em um ano, o aumento do desemprego
foi de 42,7%. Em novembro, o desemprego subiu 6% em relação
ao mês anterior (mais 171.243), anunciou em comunicado o ministério
do Trabalho.
Essa cifra está em aumento
sem interrupção há oito meses seguidos, e é o
maior número 1996.
A crise econômica mundial
está afetando fortemente a Espanha desde o começo e 2008,
com o país à beira da recessão, depois de vários
anos de forte crescimento que, em 2007, foi 3,7%, superior à média
européia.
No terceiro trimestre do ano,
a economia experimentou um crescimento negativo de -0,2%; se a situação
se repetir no trimestre seguinte, a Espanha entrará em recessão.
Todas as previsões apontam
para a continuidade da perda de trabalho: o governo espanhol estima que
alcançará 12,5% da população ativa em 2009,
enquanto a Comissão Européia vai mais além e prevê 13,8%;
o Fundo Monetário Internacional (FMI) o situa em 14,7%.
O setor mais afetado na Espanha é o
da construção civil, seguido da indústria automobilística,
que representa 8,4% do PIB espanhol; a venda de carros caiu quase 50%
em novembro.
Fonte: AFP
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Vermelho, 3 de dezembro de
2008
Tragédia: ônibus do
MA à 5º Marcha tomba e deixa 2 mortos
Três ônibus da CUT e
CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) partiram de
São Luís (MA) nesta segunda-feira (1º/12) rumo à 5º Marcha
da Classe Trabalhadora – a se realizar em Brasília nesta
quarta (3). Na altura do km 641 da BR 222, trecho conhecido por “curva
da morte”, um deles tombou deixando dois mortos e muitos feridos.
O Vermelho conversou com as lideranças da região que acompanham
a situação e divulga a lista dos 39 passageiros do ônibus
acidentado.
(-Veja a lista de passageiros
do ônibus acidentado no final da matéria)
A tragédia com o ônibus,
de placa HXU 5944, registrado no Ceará e da empresa Guanabara,
ocorreu por volta das 3h20min desta terça-feira (2), no município
de Açailândia, sul do Maranhão.
“Estava chovendo muito,
de repente o motorista de um dos ônibus perdeu o controle e o veículo
derrapou e tombou. Foi tudo muito rápido. Todos desceram para
prestar socorro, o que foi determinante para que a situação
não fosse ainda mais grave”, relatou ao Vermelho Cláudio
Bezerra, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal
do Maranhão e da CTB.
Os trabalhadores Walber Mota
Cardoso, 47 anos, e José Raimundo Azevedo, 51 anos, morreram no
local do acidente. Entre os que se encontram em estado grave, está o
urbanitário Raimundo Nonato dos Santos Pereira, que teve traumatismo
craniano e está em coma na UTI do Hospital Imperatriz, interior
do MA.
Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal
(PRF) pelo menos 11 pessoas ficaram feridas. Elas foram levadas para hospitais
de Açailândia, Imperatriz e também para o Hospital de São
Luís.
“Estamos fazendo um grande
trabalho conjunto para garantir que os que precisam de atendimento recebam
toda atenção necessária. Inclusive fretamos um aero
táxi que cuidou do deslocamento de quatro companheiros do local
do acidente para o hospital da capital. Todos os demais passageiros sem
ferimentos e os outros dois ônibus já voltaram para São
Luís”, informou a dirigente estadual da CUT, Jucelina Ramos
Vale, ao Vermelho.
“Assim que o acidente ocorreu
também iniciamos o contato com os familiares dos passageiros do ônibus
tombado. Pedimos calma a todos nesse momento. Estamos fazendo tudo que
podemos para garantir que a situação não piore ainda
mais”, agregou Jucelina.
Segundo a cutista, entre os trabalhadores
deslocados para o Hospital de São Luís, estão Leocádio
Lopes Filho, que levou uma forte pancada no peito e sofre dificuldades
para respirar, Maria de Nazaré Fonseca de Matos, ferida gravemente
na bacia, e Cleunice Arrais da Silva, que corre o risco de ter o braço
amputado devido a um esmagamento por ferragens.
A curva da morte
Apenas entre esta segunda e terça-feira,
a PRF registrou 14 acidentes, com oito mortes e aproximadamente 50 feridos,
nas estradas federais do Maranhão. Na BR-135, próximo ao
município de Itapecuru-Mirim, duas pessoas morreram. Salomão
Araújo, 35 anos, e Thaís Santos Silva, 16 anos. Em Santa
Inês, Cleude Maria Alves da Silva, 50 anos, foi atropelada por
um corsa de placas HPE 8444.
Em Barão de Grajaú,
uma capotagem resultou na morte de mais uma pessoa, cujo nome ainda não
foi identificado. Francisco Carlos Gomes Silva morreu em um acidente,
na BR-010, próximo à cidade de Açailândia.
Em Açailândia, soma-se a estes números a morte dos
dois companheiros que rumavam à Brasília.
Possivelmente os acidentes registrados
pela PRF cruzaram o caminho dos que voltavam a São Luís
após o acidente com o ônibus da CUT. “A BR 222 é uma
pista fechada e sem acostamento, próximo ao povoado de Córrego
Novo. É uma estrada muito perigosa, muito mal conservada. Agora
mesmo, quando estávamos saindo de Açailândia para
São Luís encontramos pelo menos mais dois trágicos
acidentes. Há tempos denunciamos a ‘curva da morte’ aqui
no estado”, disse Cláudio.
“Existem muitas denuncias
por parte dos movimentos sociais sobre a situação das nossas
BRs, mas ações concretas para que a situação
se normalize ainda não ocorreram. Estamos discutindo o lançamento
de uma nota das centrais nas próximas horas que pode enfatizar
essas denúncias e pedir providências das autoridades”,
agrega Jucelina. De acordo com informações de moradores
da região, mais de cem pessoas já faleceram na ‘curva
da morte’.
José Raimundo Azevedo, a dor
da perda
José Raimundo Azevedo
era servidor da UFMA, onde trabalhava há 32 anos como auxiliar
administrativo, e estava lotado na Divisão de Administração
Interna-DAI, na Pró-Reitoria de Extensão-Proex. Ele deixa
viúva, Célia Maria Santos Azevedo, com quem era casado
há 31 anos, e três filhos, sendo uma, menor.
Segundo Célia, o marido
estava em dúvida se devia ou não fazer a viagem e ela chegou
a dizer que se ele não estava sentindo o desejo de ir, que não
fosse. Ele saiu de casa por volta das 16 horas na segunda e o aviso do
seu falecimento foi feito à família pela PRF.
“A princípio, pensei
que fosse uma 'brincadeira de mau gosto', mas depois percebi que era
uma informação oficial”, lamentou Célia, que
aguarda a chegada do corpo do marido. O velório de José Raimundo
Azevedo será realizado na casa em que residia: Unidade 103, Rua
4, casa 26- Bairro Cidade Operária, na Capital. A família
ainda não divulgou o local do sepultamento.
- Veja abaixo a lista dos 39
passageiros:
Adriana Cavalcante Andrade
Alcione Pereira Rocha
Antonio Moreira Lima
Claudison Estanislau Góis dos Santos
* Cleunice Arrais da Silva
Fernando Antonio Pereira
Francisco das Chagas Machado
Francisco Martins de Souza
Gecildo Lei de Ferreira
Gedson Costa
Gilberto de Souza Ferreira
Gilvan Pereira de Figueiredo
Grenilda de Jesus Silva Saraiva
Ildene Matos Abreu
Ivote Freitas de Lima
Jania Pereira de Castro
João Raimundo Benevides Neto
+ José Raimundo Azevedo
José Raimundo da Silva da Costa
* Leocádio Lopes Filho
Lídio Roberto Guimarães Roseiro
Luziane Maria da Cruz
* Maria de Nazaré Fonseca de Matos
Maria do Livramento Costa
Maria Iracema Lima Ferreira
Maria Pedrolina Cardoso
Morgênio Cipriano Farias Neto
Neldan do Araújo Oliveira Rocha
Nivaldo Pereira Costa
Raimundo Gomes Neto
Raimundo Nonato da Silva Araújo
* Raimundo Nonato dos Santos Pereira
Ricardo Antonio dos Santos
Rita Maria Costa da Rocha
Rosa Maria Souza Cantenhêde
Susalvino Tadeu Lindoso Viana
Valteiza de Viana Silva Serro
Vera Lucia Laves Pereira
+ Walber Mota Cardoso
* Gravemente feridos.
+ Falecido.
Por Carla Santos,
com informações de agências
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Folha de S.Paulo, 3 de dezembro
de 2008
RUMO A 2010
PDSB deve tratar Aécio como
líder, diz FHC em BH
DA AGÊNCIA FOLHA, EM BELO HORIZONTE
O ex-presidente Fernando Henrique
Cardoso disse ontem, em Belo Horizonte, que o governador Aécio
Neves (MG) -que estava ao seu lado- é um "líder" no
PSDB e deve ser tratado como tal. FHC afirmou que é "fora
de propósito" falar em saída de Aécio do partido.
Aécio, que disputa com o governador José Serra (SP) a indicação
para ser o candidato tucano a presidente em 2010, vem sendo cortejado pelo
PMDB para trocar de partido. Ele nega essa possibilidade.
Já FHC negou preferir Serra a Aécio. "Eu, sempre que aliso
um, aliso o outro. Os dois são excelentes".
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Agência Diap, 3 de
dezembro de 2008
Processo contra deputado Paulo
Pereira da Silva deve ser votado hoje
O Conselho de Ética da Câmara
poderá votar hoje o relatório em que o deputado Paulo Piau
(PMDB/MG) pede a cassação do mandato do deputado Paulo
Pereira da Silva (PDT/SP), que também é presidente da Força
Sindical.
O deputado é acusado de
envolvimento em esquema de desvio de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES). A discussão foi suspensa por
dois dias, em razão da apresentação de pedido de
vistas pela deputada Solange Amaral (DEM/RJ), e só será retomada
pelo Conselho na próxima quarta-feira (3).
O relator do processo apresentou
mais cedo, no Conselho de Ética, voto pela cassação
do parlamentar. Se a cassação for aprovada no Conselho,
Paulinho da Força ficará inelegível até 2018.
O pedido de cassação do mandato do deputado ainda terá de
ser votada no plenário da Câmara.
Paulinho é apontado pela
Polícia Federal (PF) como "beneficiário" da partilha
de recursos do BNDES. Além disso, ele caiu em grampo telefônico
discutindo com alvos da Operação Santa Tereza "formas
de desqualificar a investigação". O fato, à época,
foi o suficiente para que o corregedor da Câmara, Inocêncio
de Oliveira (PR/PE), pedisse sua cassação.
Tendências
A votação no Conselho se dá em sistema de voto aberto,
em que o membro do colegiado declara seu voto. Em razão disso, é possível
que pela pressão da imprensa o parecer do relator seja aprovado. Depois,
o processo será examinado pelo plenário da Câmara.
No plenário, a história
muda de figura. Naquela arena, o sistema de votação é secreto.
Por esta razão, é pouco provável que o parecer do
Conselho de Ética, se for aprovado no colegiado, é claro,
reúna a maioria absoluta da Casa - 257 votos favoráveis à cassação.
5ª Marcha
O deputado não vai acompanhar a votação no colegiado,
pois será um dos líderes da 5ª Marcha que pretende reunir
em Brasília até 30 mil pessoas. "É uma coincidência.
O evento já estava marcado", disse Paulinho.
Ele afirmou que espera
contar com o apoio de deputados da base aliada. "As pessoas que
acompanharam o processo sabem das injustiças que estão
fazendo contra mim".
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Agência Diap, 3 de
dezembro de 2008
Convenção 151: Comissão
de Trabalho poderá aprovar norma hoje (3)
Em entendimento com a assessoria
parlamentar do DIAP, o presidente da Comissão de Trabalho,
deputado Pedro Fernandes (PTB/MA), e o relator do PDC 795/08, deputado
Daniel Almeida (PCdoB/BA), decidiram votar nesta quarta-feira o
projeto que ratifica a norma internacional.
O projeto já foi aprovado
pelas comissões de Relações Exteriores; e de Constituição
e Justiça. Portanto, é importante que o movimento sindical
compareça à sessão do colegiado para garantir a
aprovação do parecer favorável do relator. O passo
seguinte será encaminhar o projeto para exame do plenário.
O projeto de decreto legislativo
tem por objetivo ratificar a Convenção 151, da Organização
Internacional do Trabalho (OIT), que trata da negociação
coletiva no âmbito do serviço público federal, estadual
e municipal. A norma reconhece também como instrumentos válidos
para a solução de conflitos, a mediação,
a conciliação ou a arbitragem.
Também estava na pauta
do colegiado o projeto de lei que reduz a jornada de trabalho. Entretanto,
manobra regimental impediu que a matéria fosse incluída
na de pauta do colegiado para votação.
A sessão do colegiado
via ser hoje, às 10h, no plenário 12.
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Gazeta do Povo, 3 de dezembro
de 2008
Congresso
Planalto aceita discutir fator
previdenciário
Centrais sindicais pedem fim do mecanismo
que proporcionou uma economia de R$ 10,1 bilhões para a Previdência
de 1999 até agora
O relator na Câmara do projeto
de lei que acaba com o fator previdenciário, deputado Pepe Vargas
(PT-RS), disse ontem que o ministro da Previdência, José Pimentel,
se mostrou disposto a discutir uma alternativa à proposta, de
autoria do senador Paulo Paim (PT-RS). Mas Pepe Vargas ressaltou que,
durante o encontro, Pimentel fez uma defesa enfática da atual
política previdenciária do governo, lembrando que tem conseguido
valorizar, principalmente, quem ganha o chamado piso previdenciário – a
maioria dos aposentados.
Já o ministro Pimentel,
segundo sua assessoria, disse confiar que o deputado petista construirá uma
solução viável para contemplar as reivindicações
do senador Paulo Paim e das centrais sindicais. Amanhã, o ministro
se reúne com as centrais sindicais para discutir uma ampla pauta
que inclui o fim do fator previdenciário. O ministro ressaltou
a necessidade de manter a saúde fiscal do regime de previdências.
Os projetos de Paim que agora
estão em tramitação na Câmara são:
um que acaba o fator previdenciário e outro que cria um índice
de recuperação das aposentadorias, vinculando-as ao número
de salários mínimos que a pessoa tinha na época
da aposentadoria. Esse último causaria um rombo de R$ 76,6 bilhões
nos cofres da Previdência em 2009. “Claro que o impacto de
tudo isso para o governo fica complicado. Mas o governo aceita sentar
para analisar essas questões”, disse Pepe Vargas.
“Com ou sem o fator previdenciário,
o importante é garantir a sustentação do sistema
público de Previdência”, afirmou Pimentel. O fator
previdenciário é uma fórmula de cálculo das
aposentadorias, que puxa para baixo o valor do benefício, cujo
objetivo é desestimular as aposentadorias precoces. De 1999 para
cá, o mecanismo já resultou numa economia de R$ 10,1 bilhões.
Um reajuste maior para
os aposentados que ganham acima do piso em 2009 é apontada dentro
do Congresso como uma saída política para reduzir a pressão
em favor da aprovação dos projetos de Paim. Mas, segundo
Pepe Vargas, Pimentel apenas registrou a constante preocupação
do presidente Lula e do governo como um todo em melhorar o valor dos
benefícios.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
03/12/2008
Bradesco é multado por litigância
de má-fé
A suspeita de autenticação
de peças feita depois do despacho do relator (que negou seguimento
a agravo de instrumento justamente pela ausência da declaração
de autenticidade) e a interposição de recurso “manifestamente
infundado” com fins protelatórios levaram a Sétima
Turma do Tribunal Superior do Trabalho a aplicar diversas sanções à Bradesco
Vida e Previdência S.A. “O caso requer a aplicação
de penas mais severas, porque ficou caracterizada a alteração
da verdade dos fatos com o intuito de modificar o decidido, utilizando-se
de malícia processual”, afirmou o relator, ministro Ives
Gandra Martins Filho, ao propor em seu voto a aplicação
de multas cumuladas sobre o valor da causa: 10% pela interposição
de recurso infundado, 1% por litigância de má-fé e
indenização de 20% pelos prejuízos causados à outra
parte pela protelação.
A empresa havia recorrido da
decisão monocrática do relator, que negou seguimento ao
recurso, por meio de agravo à Turma, alegando que o advogado havia,
sim, carimbado e assinado todas as peças responsabilizando-se
por sua autenticidade. O ministro Ives Gandra Filho, porém, havia
registrado expressamente, no despacho, que “as cópias trazidas
aos autos não foram devidamente autenticadas e que não
havia declaração do próprio advogado de que as peças
eram autênticas”, e observou que a parte contrária
havia suscitado a questão. “Dessa forma, não é dado
supor que tanto a outra parte quanto este relator teriam se equivocado
em relação a requisito essencial ao conhecimento do agravo
de instrumento”, afirmou. “As alegações dos
agravantes, portanto, caracterizam indícios de que a autenticação
foi posterior ao despacho, revelando a má-fé do advogado.”
Mesmo que a questão da
autenticidade fosse superada, porém, o relator destacou que a
Bradesco Vida não trouxe nenhum outro argumento contra a decisão. “Os
recursos trabalhistas devem conter os fundamentos de fato e de direito
do inconformismo da parte, o que significa que devem conter motivação,
que também é pressuposto de admissibilidade de qualquer
recurso”, explicou. “A oposição do presente
agravo não prejudica apenas a parte adversa, pela demora na solução
do processo, mas todas as demais partes que, tento demandas pendentes
no TST, vêem a solução de seus processos postergada,
devido à sobrecarga desnecessária de trabalho imposta aos órgãos
jurisdicionais”, concluiu. (A-AIRR-1.045/2005-026-15-40.0)
(Carmem Feijó)
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03/12/2008
Jockey não prova má-fé de
ex-empregado no uso de atestados médicos falsos
O Jockey Club Brasileiro não
conseguiu, alegando erro de fato, invalidar na Seção Especializada
em Dissídios Individuais (SDI-2) do Tribunal Superior do Trabalho
decisão que reverteu demissão por justa causa em dispensa
imotivada de um encarregado de serviço que apresentou atestados
médicos supostamente falsos. O argumento, no recurso ordinário
em ação rescisória do Jockey, é ter havido
falta de percepção do juiz no exame de documento em que
o antigo INAMPS declara a inautenticidade dos atestados médicos.
Para o ministro Barros Levenhagen,
relator do recurso, o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região
(RJ) foi incisivo ao registrar que o Jockey Club não conseguiu
provar a alegada inidoneidade dos atestados médicos. Além
disso, lembra o ministro, a possibilidade de ter havido má-interpretação
da declaração do INAMPS induz, no máximo, à idéia
da ocorrência de erro de julgamento, e não de erro de fato,
como alegado pela empresa, caracterização necessária
para a ação rescisória, de acordo com a Orientação
Jurisprudencial nº 136 da SDI-2.
Ao analisar o recurso, o ministro
entendeu que o Regional considerou, sim, a declaração do
antigo INAMPS de inautenticidade dos atestados, e concluiu que não
houve má-fé do trabalhador. O que ocorreu foi que o TRT
partiu da premissa de que o próprio Jockey Club admitira, em suas
razões recursais, que não estava em discussão “se
os atestados foram ou não falsificados” pelo trabalhador
e sim o “uso de atestados falsos”, restringindo a questão “à dispensa
por justa causa, por uso de documento supostamente falsificado por terceiros”.
O empregado, hoje com 70 anos,
foi admitido em outubro de 1956 e desligado da empresa em março
de 1983, por justa causa, por ter apresentado, segundo o empregador,
dez atestados falsos no período de fevereiro a novembro de 1982
para justificar faltas. Os atestados eram em papel timbrado do antigo
INAMPS, onde constavam as supostas assinaturas de dois médicos.
Devido à constante apresentação
de atestados pelo encarregado de serviço, o Jockey Club remeteu
ofícios ao órgão oficial, solicitando informações
sobre a autenticidade dos documentos. O INAMPS respondeu ter constatado
não serem autênticos os atestados, que um dos médicos
não reconheceu como sua a assinatura e que o outro médico
há anos estava aposentado. Essa foi a situação apresentada
em juízo pela empresa para justificar a demissão, quando
o trabalhador, em maio de 1983, ajuizou a ação.
A sentença julgou procedente
em parte a reclamação, posteriormente confirmada pelo Tribunal
Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ), que considerou frágil
a prova - a declaração do INAMPS – e devidas as verbas
rescisórias decorrentes de dispensa imotivada. ( ROAR– 55386/2000-000-01-00.0)
(Lourdes Tavares)
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02/12/2008
TST adota regra de transição
para indenização por acidente de trabalho
A Sexta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho decidiu que o prazo para pedir indenização
por danos morais e materiais decorrentes de acidente de trabalho, em
determinados casos, é de três anos, e a contagem começa
com a entrada em vigor do novo Código Civil, em 12 de janeiro
de 2003.
O caso de prescrição
do direito analisado pela Sexta Turma teve início quando um operário
da construção civil entrou com ação de indenização
no juízo cível, em 11 de maio de 2003. Ele alegou perda
auditiva por causa das atividades desenvolvidas na empresa Engemetal
Construções e Montagens Ltda. - onde trabalhou no período
de 13 de janeiro de 1997 a 17 de fevereiro de 1999.
Como a Justiça do Trabalho
passou a julgar processos envolvendo acidente de trabalho depois da Emenda
Constitucional nº 45/ 2004, a ação foi encaminhada à 2ª Vara
do Trabalho de Diadema, em São Paulo. Na primeira instância,
o juiz entendeu que o pedido da ação tinha natureza trabalhista
e aplicou a prescrição bienal – isto é, decidiu
que o empregado não podia mais recorrer à Justiça
porque havia transcorrido mais de dois anos do fim do seu contrato de
trabalho.
Já o Tribunal Regional
do Trabalho da 2ª Região (SP) achou que a matéria
era de natureza civil e aplicou o prazo prescricional de três anos
previsto no artigo 106 do Código Civil de 2002. Só que
o TRT/SP considerou que esse tempo deveria ser contado a partir do fim
do contrato de trabalho do empregado - em 17/2/99. Portanto, quando o
operário entrou na Justiça (em 11/5/2003), o direito de
pedir tinha terminado em 17/2/2002.
No TST, o empregado sustentou
que a regra de transição prevista no artigo 2028 do novo
Código Civil prevê a aplicação dos prazos
da lei anterior quando transcorrido mais da metade do tempo estabelecido
na lei revogada. Do contrário, devem ser considerados os prazos
da lei nova a partir do momento em que ela entrou em vigor.
O relator do processo, ministro
Horácio Senna Pires, concordou com o operário. No voto,
o ministro explicou que o suposto acidente de trabalho ocorreu na vigência
do Código Civil de 1916, que previa prazo prescricional de vinte
anos para iniciar ações de reparação civil.
No entanto, quando o empregado exerceu seu direito de ação,
em 11 de maio de 2003, o novo Código já estava em vigor.
Daí a necessidade de se levar em conta a regra de transição
citada pelo trabalhador. Como, na época do ajuizamento da ação,
não havia passado mais de 10 anos para se aplicar a prescrição
vintenária do Código Civil de 1916, a prescrição
válida no caso é a de três anos do novo Código.
Mas, para o ministro, com um diferencial em relação à decisão
do TRT: a contagem do prazo começa na data da entrada em vigor
do atual Código (11 de janeiro de 2003), e não no fim do
contrato de trabalho do empregado, como julgou o Regional.
Ainda de acordo com o relator,
se não fosse assim, o entendimento do TRT conduziria o empregado
a situação contraditória. Embora possuísse
prazo de 20 anos para entrar com ação de acidente de trabalho
quando o fato ocorreu, tinha que adivinhar que um novo Código
viria reduzir esse tempo. E mais, na data em que o TRT considerou consumada
a prescrição - 17/02/2002 (três anos após
a extinção do contrato) -, o atual Código nem estava
em vigor.
Os demais ministros da Sexta
Turma concordaram com o relator. Eles concluíram que o empregado
não perdeu o direito de pleitear indenização por
danos materiais e morais decorrentes de acidente de trabalho e determinaram
o retorno do processo à Vara do Trabalho de Diadema (SP) para
novo julgamento do assunto. ( RR – 679/2005-262-02-40.6)
(Lilian Fonseca)
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02/12/2008
JT mantém pena de suspensão
por uso indevido de e-mail corporativo
A Sétima Turma do Tribunal
Superior do Trabalho rejeitou agravo de instrumento de um assistente
de tecnologia da informação que pretendia anular a pena
de suspensão por cinco dias, aplicada pela Empresa de Tecnologia
e Informações da Previdência Social – Dataprev,
por ter utilizado e-mail corporativo para envio de mensagens pornográficas.
O assistente alegou violação de privacidade na abertura
de sua caixa de correio eletrônico, mas o argumento tem sido rechaçado
pela Justiça do Trabalho.
Segundo o ministro Pedro Paulo
Manus, relator do agravo de instrumento, “não se trata de
ingerência à vida privada do empregado, mas, sim, desrespeito à norma
interna da empresa que, expressamente, proíbe o uso de correio
eletrônico corporativo para divulgar material pornográfico”.
A Sétima Turma manteve o entendimento do Tribunal Regional do
Trabalho da 3ª Região (MG), que julgou correta a aplicação
da pena de suspensão.
O empregado, a princípio,
tentou cancelar a punição administrativamente, mas seu
pedido foi indeferido. Depois, pediu em juízo que a suspensão
fosse julgada nula ou convertida em advertência, mas a 1ª Vara
do Trabalho de Belo Horizonte julgou improcedente o pedido, por ter o
assistente “contribuído de forma inquestionável para
o grave e lamentável incidente” que foi o envio da mensagem
para mais de 1.500 caixas postais do INSS em todo o Brasil, inclusive
para dirigentes da autarquia. O TRT/MG, ao responder ao recurso do empregado,
manteve a sentença. O Regional considerou não haver nenhuma
irregularidade na sanção, nem quanto à forma, nem
quanto à intensidade, e que não poderia cogitar em conversão
em advertência porque “tal dimensionamento não pode
ser exercido pelo Judiciário, sob pena de usurpação
do poder disciplinar inerente ao empregador”.
Em sua defesa, o funcionário
afirmou que sempre teve conduta ética em mais de 13 anos de serviço
e que foi excessiva a pena disciplinar de suspensão. Disse que
recebeu o e-mail e, sem ter acesso a seu conteúdo, em 14/08/2001
repassou-o a três colegas, de sua relação pessoal, “num
espaço de intimidade e amizade”, sem nenhum intuito de divulgação
pública de material pornográfico. No entanto, nas cópias
dos e-mails no processo, o empregado encaminha o material informando
que “esta é a minha sauna”, o que, segundo o juiz
de primeira instância, é prova inequívoca de que
o funcionário tinha conhecimento do conteúdo, pois os documentos
juntados aos autos (fotos do conteúdo da mensagem) têm como
título “en el sauna”. Ao juntar aos autos o conteúdo
da mensagem, a Dataprev chegou a requerer que o processo seguisse em
segredo de justiça.
Posteriormente, em 29/08/2001, a mensagem foi enviada, por outra pessoa, para
as caixas postais de 1.589 usuários do cliente da Dataprev, o INSS,
nacionalmente, inclusive membros da diretoria, o que ocasionou a retratação
da Dataprev no INSS. A empresa puniu administrativamente os envolvidos de
acordo com a participação no evento e o histórico funcional
de cada um. Como o assistente já havia sido advertido verbalmente
em maio de 1993, acabou por ser penalizado com suspensão. ( AIRR– 1649/2001-001-03-00.7)
(Lourdes Tavares)
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