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Folha
de São Paulo, 5 de dezembro de 2008
Governo não tem como segurar
emprego, diz Dilma
Empresas criaram "aversão a novos
investimentos", diz ela em encontro com CUT | Sindicalistas pedem que
bancos estatais como o BNDES condicionem oferta de crédito a cláusula
de manutenção de emprego
SIMONE IGLESIAS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Em debate ontem com representantes da CUT, a ministra
Dilma Rousseff (Casa Civil) foi cobrada para que o governo intervenha nas
demissões que estão ocorrendo para impedir o aumento do desemprego,
já admitido pelo próprio governo.
" Ministra, o governo deveria interferir diretamente na Vale, que já demitiu
1.300 funcionários, e na Embraer, que temos informação que
vai começar a demitir", pediu Vagner Freitas, presidente da Contraf
(Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro).
Dilma disse concordar com os sindicalistas que a crise mundial já chegou
ao Brasil pelas demissões e pela diminuição das projeções
de investimentos. Mas disse que não pode interferir diretamente para
impedi-las de cortar funcionários. "O governo não pode legislar
sobre empregos. Não podemos baixar uma medida provisória dizendo "fique
o emprego como está". Isso é muito complicado." Ela
disse que serão feitos todos os esforços para garantir o nível
de investimentos e do emprego. "É uma das questões centrais
para o governo não deixar que uma queda do emprego comprometa tudo o
que conquistamos até agora."
Artur Henrique, presidente da CUT, disse que Dilma se comprometeu a levar ao
presidente Lula e ao ministro Guido Mantega (Fazenda) o pedido da CUT de incluir
nos empréstimos de bancos estatais, como BNDES, Banco do Brasil e CEF,
cláusulas que garantam o nível de emprego. A Argentina anunciou
medida nessa linha ontem .
Segundo o sindicalista, a ministra também reafirmou o compromisso de
manter os investimentos no PAC e em programas sociais como forma de gerar emprego
e renda no país.
Sobre as demissões na Vale, disse que a maioria foi no exterior. "A
Vale nos informou que o volume básico da demissão é no
exterior. Nós vamos tomar todas as medidas para evitar ao máximo
o desemprego. Acho que isso vai depender de várias variáveis
econômicas."
A CUT também pediu que o governo estabeleça critérios
para liberar dinheiro a setores da economia, citando como exemplo os R$ 4 bilhões
repassados à indústria automotiva.
Os sindicalistas disseram temer que, em vez de as empresas investirem, usem
os recursos para programas de demissão voluntária. A ministra
disse que encaminhará a idéia, concordando que as empresas criaram "aversão
a novos investimentos".
O debate com a CUT ocorreu para discutir a conjuntura econômica do país.
No primeiro mandato de Lula (2003- 2006), foi criado um fórum com participação
de trabalhadores e empresários para debater a reforma trabalhista que,
segundo seus defensores, poderia reduzir o custo do emprego no país.
Mas, por falta de consenso, o governo deixou a idéia de lado.
Na mesma linha de Dilma, Mantega enfatizou que o governo continuará agindo
para evitar aumento do desemprego.
" Nós ainda vamos continuar gerando emprego e tomando as medidas
para que a economia não deixe de crescer", disse Mantega. Em reportagem
da Folha ontem, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, admitiu aumento do desemprego
no primeiro trimestre de 2009, apesar dos números recordes de geração
de empregos formais registrados neste ano.
Ontem, em São Paulo, Lupi disse que o governo ajudará os setores
mais atingidos pela crise e que, nesses casos, pode ampliar de cinco para dez
o número de parcelas do seguro-desemprego. O ministro repetiu também
que o Banco Central deveria abaixar rapidamente os juros para estimular a produtividade
e, "pelo menos, criar um efeito psicológico positivo".
Colaboraram EDUARDO CUCOLO
, da Folha Online, em Brasília, CLAUDIA ROLLI e VERENA FORNETTI
, da Reportagem Local
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Agência Diap, 5 de
dezembro de 2008
Sem propostas, ministro da Previdência
frustra centrais sindicais
Os presidentes de centrais sindicais
de trabalhadores deixaram o gabinete do ministro da Previdência
Social, José Pimentel, no final da manhã desta quinta-feira
(4), declarando-se "frustrados". Primeiro, porque Pimentel
não apresentou propostas alternativas para o fim do fator previdenciário
- base de cálculo para as aposentadorias - como reivindicam as
entidades.
Os presidentes das centrais ainda
irão discutir o projeto de lei em discussão na Câmara,
que trata da questão com o relator, deputado Pepe Vargas (PT/RS),
e com o líder do Governo na Casa, deputado Henrique Fontana (PT/RS),
além de outras lideranças.
"O Governo está agora
aperfeiçoando os entendimentos firmados em dezembro de 2006, em
que o salário mínimo - ponto de partida para o menor benefício
pago pela Previdência Social - dá ganho real com base no
Produto Interno Bruto (PIB), para aqueles que têm esse rendimento
mínimo de aposentadoria", disse Pimentel.
A antecipação de
um mês, a cada ano na vigência do salário mínimo
reajustado é outro avanço apontado pelo ministro na política
do Governo para os trabalhadores. O que está se fazendo agora,
segundo Pimentel, é a construção de entendimentos
com o Congresso para aperfeiçoamento do que está em vigor.
Segundo o ministro, as discussões
sobre o fator previdenciário até agora ocorreram de forma
ampla, "como nunca se viu em qualquer outra questão no País".
Ele disse que qualquer mudança na idade mínima para aposentadoria
(hoje de 65 anos para homens e de 55 anos para mulheres no serviço
público) envolve alteração de ordem constitucional.
Por isso, assinalou, o assunto deve ser discutido no Congresso.
Para os trabalhadores da iniciativa
privada, no entanto, a aposentadoria é concedida por idade (a
partir de 53 anos) ou por tempo de contribuição (35 anos
para homens e 30 anos para mulheres).
A substituição
do fator previdenciário (que envolve idade, expectativa de vida,
tempo de serviço e contribuições) pelo percentual
de reajuste do salário mínimo - que sempre fica acima da
inflação - daria maior ganho para os benefícios.
Estes são corrigidos pela inflação medida pelo Índice
Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Conforme o ministro da
Previdência, uma mudança nesse critério elevaria
o pagamento dos 46 milhões de benefícios atuais em 26%
do PIB em 2050, o que quebraria o sistema público da Previdência.
Até 2002, a Previdência não corrigia os benefícios
pela inflação integral. Por isso, existem na Justiça
6,5 milhões de ações para reparação
das mensalidades, segundo Pimentel.
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Agência Diap, 5 de
dezembro de 2008
João Guilherme Vargas Netto*:
Viva a 5ª Marcha
Pode parecer repetitivo, mas não é.
Por uma razão muito simples: não se é repetitivo
quando se fala pouco ou quando quase ninguém fala.
Ao repassar as páginas
dos jornalões ou rememorar as notícias de rádio
e de televisão todos terão dificuldades em descobrir menções
(quando existem) à poderosa 5ª Marcha dos Trabalhadores,
em Brasília, dia 3 de dezembro.
Aqui e ali aparecem tímidos
registros, fotos e cenas espremidas que não dão conta (não
informam ao leitor, ouvinte ou espectador) da pujança da manifestação,
da pertinência das reivindicações, da unidade dos
participantes, da força, em suma, do movimento sindical dos trabalhadores.
Por isso é preciso noticiar
com ênfase, repetitivamente, em toda a rede de comunicação
sindical o sucesso da 5ª Marcha, organizada pelas seis centrais
sindicais e pelo movimento sindical do Brasil inteiro e que conseguiu
agrupar mais de 35 mil manifestantes entusiasmados. Vejam as fotos em
www.agenciasindical.com.br
Para enfrentar a crise, garantir
empregos e desenvolvimento, os trabalhadores apresentam o "mapa
da mina" dos 18 pontos estabelecidos em comum, muitos dos quais
já começam a ser adotados, melhorando as condições
de resistência à crise e superação dos seus
efeitos.
Um exemplo forte é a ampliação
das parcelas do seguro desemprego (de cinco para sete), para atender
as vítimas em Santa Catarina. A reivindicação é justa
e pôde ser atendida com presteza.
Quando um fato é grandioso
e importante até mesmo a tragédia confirma seu valor. Os
dois companheiros mortos e os 19 feridos no acidente do ônibus
que trazia participantes para a 5ª Marcha desde o Maranhão
demonstra o comovente esforço de milhares e milhares de trabalhadores
e ativistas sindicais de todo o Brasil para se fazerem presentes em Brasília
e afirmarem suas posições.
A luta dos trabalhadores cobra, às
vezes, estes sacrifícios funestos. Glória eterna aos batalhadores
mortos e acidentados e pêsames aos seus familiares.
No dia da 5ª Marcha e por
coincidência a Comissão de Ética da Câmara
Federal derrotou com larga margem (10 a 4) o relatório pela cassação
do mandato do deputado federal do PDT e presidente da Força Sindical,
Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força.
Vitória nossa, da Justiça
e do bom senso.
(*) Membro do corpo técnico
do Diap e consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores em
São Paulo
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NCST, 5 de dezembro de 2008
Redução da jornada:
relator trabalha para levar projeto ao plenário
Depois da manobra regimental que
impediu a votação e aprovação do PL 4.653/94,
que trata da redução da jornada de trabalho de 44 para
40 horas, na Comissão de Trabalho, o relator, deputado Vicentinho
(PT/SP) articula com os líderes para aprovar requerimento de urgência
para exame da matéria em plenário.
A idéia do relator é aprovar
o requerimento, com o objetivo de acelerar a tramitação
do projeto, pois acordo anterior na Comissão de Trabalho permitiria
sua aprovação ainda esta semana.
Requerimento apresentado
pelo deputado Bruno Araújo (PSDB/PE) e deferido pela Mesa Diretora
impôs que o projeto seja apreciado pela Comissão de Desenvolvimento
Econômico, antes de ser examinado pela Comissão de Trabalho.
Esse movimento é nitidamente protelatório.
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Vermelho, 5 de dezembro de
2008
Sindicato prevê 100 mil demissões
na construção civil
Os últimos três meses do ano não serão de boas notícias
para os trabalhadores da construção civil. O Sindicato da categoria
em São Paulo (Sintracon) calcula que 100 mil funcionários do
setor devem perder o emprego.
O presidente da entidade, Antonio de Souza Ramalho, afirmou que cálculos
feitos pelos técnicos do sindicato revelam que construtoras e outras
empresas do ramo, que empregavam até o mês de outubro 2,1 milhões
de pessoas, devem chegar ao fim do ano tendo dispensado 4,7% dos seus trabalhadores,
o que perfaz quase 100 mil trabalhadores.
"Notamos um aumento muito
grande no número de demissões homologadas pelo sindicato
desde a segunda semana de outubro", afirmou Ramalho, citando que
o número de homologações de demissão realizadas
pelo sindicato praticamente triplicou desde a segunda quinzena de outubro.
De acordo com ele, o final do ano, tradicionalmente, é um período
de demissões devido à maior freqüência de chuvas
e a conseqüente redução no ritmo de execução
das obras.
Neste ano, contudo, a crise
financeira tem levado ao cancelamento de novos projetos e motivado a
dispensa principalmente na área de administração. "O
pessoal da obra não sofre tanto, pois há muita coisa por
acabar", complementou. "O pessoal que trabalha com os projetos,
porém, está com o emprego mais comprometido", disse
Ramalho.
Em entrevista coletiva, o diretor
econômico do Sindicato da Indústria da Construção
Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Eduardo Zaidan, confirmou
o período sazonal de demissões, mas preferiu não
fazer estimativas de quantos trabalhadores serão dispensados. "Posso
falar sobre a tendência [de demissões], mas não posso
falar de números", disse ele, quando questionado sobre a
quantidade de dispensas. Zaidan disse, entretanto, que o setor -maior
gerador de emprego do País em 2008- deve retomar seu nível
de emprego no início de 2009, com a normalização
do trabalho nas obras. "As obras que já foram iniciadas terão
de ser entregues."
Fonte: DCI
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Folha de São Paulo,
5 de dezembro de 2008
Empresários da construção
pedem verbas a Mantega
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Enquanto o governo quer garantir
empregos em 2009, o setor da construção civil está preocupado
em assegurar a demanda por imóveis. Contrários à proposta
das centrais sindicais de vincular a concessão de empréstimos
dos bancos públicos à manutenção de empregos,
representantes do setor estiveram ontem com o ministro Guido Mantega
(Fazenda) em busca de recursos para garantir investimentos em 2009.
" O setor está disposto a produzir na medida em que tiver recursos,
e mantemos emprego na medida em que produzimos. Isso é uma conseqüência
natural", disse Paulo Safady Simão, presidente da CBIC (Câmara
Brasileira da Indústria da Construção). A preocupação
maior do governo é sinalizar para o setor que haverá dinheiro para
capital de giro e, principalmente, demanda para projetos programados.
Segundo Simão, a CBIC está propondo um pacto aos bancos para
estimular o oferta de financiamentos, o que inclui uma espécie de carência
de pagamento -um período em que o mutuário poderia deixar de
pagar as prestações acertadas.
Outra reivindicação foi garantir que o banco de investimento
da Caixa Econômica, criado na MP 443, ainda em tramitação,
não comprará participações acionária em
empresas do setor. (SHEILA D"AMORIM)
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O ESTADO DO PARANÁ,
05 de dezembro de 2008 | Economia
Presidente da Vale diz que empresa
continuará a crescer
Agência Brasil
O diretor-presidente da Vale, Roger Agnelli, anunciou nesta quinta-feira (4),
em São Paulo, que a mineradora deverá crescer em torno de 2,3%,
em 2009, o que é, praticamente, quase a metade da média alcançada
nos últimos anos. Ele avalia que esse desempenho projetado é "bom" diante
do cenário de recessão nos Estados Unidos e na Europa. Agnelli
justificou que as medidas de ajustes, incluindo o corte de 1.300 funcionários
no mundo todo, são necessárias e "não foram tomadas
de forma atabalhoada e têm um caráter temporário".
Para Agnelli está "havendo
um pouco de exagero" em torno dessas demissões, porque elas
representam um universo pequeno diante do quadro geral de empregados,
que chega a 64 mil funcionários. "Esse ajuste de 1.300 foi
em função do fechamento de algumas minas de mais alto custo'",
disse, acrescentando que a empresa pretende esperar o comportamento mundial
no início do próximo ano para traçar novas metas.
Ele evitou comentar sobre a possibilidade de mais cortes de empregos,
mas salientou que "se for olhar o mundo inteiro, o Brasil está sendo
menos afetado e temos que continuar a trabalhar'". Na análise
dele, a maioria dos empresários acreditava que a crise "não
passaria de uma chuva, mas de repente veio a tempestade".
Segundo o executivo, não
há como manter a produção no mesmo nível,
porque há uma queda na demanda mundial. Além do impacto
sobre a economia internacional provocado pela crise no sistema financeiro,
ele destacou que era inevitável ocorrer uma certa desaceleração. "O
rítmo que a gente estava seguindo era insuportável, uma
vez que não haveria infra-estrutura [para absorver a produção]
no mundo", avaliou Agnelli.
A principal prioridade, na visão
dele, deixou de ser inflação, tanto que já há uma
queda no preços das commodities, e passou a ser a de evitar uma
recessão "estimulando a economia por meio de investimentos".
O diretor da Vale considera que o governo deverá tomar medidas
para disponibilizar mais dinheiro para o consumo. E entre as ações,
sugere empenho para a definição da reforma tributária,
em tramitação no Congresso Nacional.
Em nota oficial, a Vale anunciou
que "vai paralisar, por tempo indeterminado, a produção
da mina Copper Cliff South", localizada na província de Ontário,
no Canadá, a partir de janeiro de 2009. No mesmo comunicado, a
empresa informou que a subsidiária Vale Inco - resultante da canadense
Inco - irá lançar um plano mundial de incentivo a aposentadorias.
Além das l.300 demissões, anunciadas ontem (3), 5,5 mil
funcionários entrarão em férias coletivas.
Segundo a nota, a Vale Inco está lançando
um programa de aposentadoria voluntária, até o próximo
dia 15 de dezembro, para funcionários com até 29 anos de
contribuição previdenciária, em um esforço
para a redução de custos. A empresa estima que 350 funcionários
se enquadram nessas condições.
De acordo com a Vale, essa
medida está associada á queda no consumo mundial por
níquel, que já estava em processo de desaceleração
por causa da queda de demanda na Indonésia. Isso acabou adiando
a intenção da subsidiária de desenvolver um projeto
estimado em US$ 138 milhões, no ano que vem. O comunicado revela
ainda a paralisação prevista para julho de 2009 em outras
unidades do Canadá, que produzem níquel e cobre. De janeiro
a setembro, essas unidades geraram 58 mil toneladas de níquel
e 39 mil toneladas de cobre.
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Gazeta do Povo, 5 de dezembro
de 2008
Fazenda nacional
Perdão de dívida beneficia
1,6 milhão de empresas
O novo programa do governo de perdão de dívidas com a União
vai beneficiar 453 mil pessoas físicas e 1,6 milhão de empresas,
segundo cálculos da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Uma
medida provisória (MP) publicada ontem no “Diário Oficial
da União” promove a anistia para dívidas de até R$
10 mil com a União vencidas nos últimos cinco anos. O valor se
refere à dívida consolidada na data de 31 de dezembro de 2007
e vale para o total de débitos por CPF ou CNPJ. A medida vale para débitos
inscritos ou não na dívida ativa.
A dívida total dos contribuintes
com a União é hoje de R$ 1,316 trilhão. O perdão
representa R$ 3,6 bilhões (0,28% do total).
O procurador-geral da Fazenda
Nacional, Luís Inácio Adams, disse que parte dessas dívidas
já poderia estar prescrita por terem mais de cinco anos de cobrança,
conforme prevê a lei atual. A prescrição, no entanto,
dependia de um pedido dos contribuintes e de outros fatores que poderiam
alterar esse prazo.
Agora, o perdão será reconhecido
pelo próprio governo, sem que o contribuinte precise fazer o pedido. “O
cancelamento é automático”, disse Adams.
Parcelamento
Outros 2 milhões
de contribuintes serão beneficiados por outro ponto da MP, que
prevê o pagamento parcelado e com desconto das dívidas
de até R$ 10 mil vencidas até dezembro de 2005. Essas
dívidas, estimadas em cerca de R$ 15 bilhões, podem ser
pagas à vista ou parceladas em até 60 meses, com redução
de multas e juros. A prestação mínima é de
R$ 50 para pessoa física e de R$ 100 para empresas.
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Vermelho, 5 de dezembro de
2008
Brasil produzirá mais petróleo
que a Rússia a partir de 2014
A produção de petróleo
no Brasil em 2014 já deverá ter ultrapassado a da Rússia,
avalia o consultor da Petrobrás, José Carlos Vidal.
De acordo com ele, baseando-se
em dados do ano passado devido à descoberta do pré-sal,
as reservas provadas de petróleo do Brasil vão superar
os 79,4 mil milhões de barris pelos russos em 2007.
José Carlos Vidal não
arrisca uma estimativa. “Não sabemos precisar qual será a
produção, mas aquilo ali é uma imensidão”,
afirmou.
“A cooperação é o
ingrediente para aumentar as possibilidades de crescimento sustentável,
principalmente nas condições do fundamentalismo do mercado”,
disse.
“É preciso adotar um paradigma de crescimento econômico diferente
do modelo que nos conduziu à crise atual”, conclui.
Fonte: Agência Financeira
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Gazeta do Povo, 5 de dezembro
de 2008
Celulose
Brasil será 4.º maior
produtor
Com projeção de
um total de 12,85 milhões de toneladas, o Brasil conquistará em
2008 o quarto lugar no ranking dos países que mais produzem celulose
no mundo. Segundo dados da Associação Brasileira de Celulose
e Papel (Bracelpa), o país deverá superar a Finlândia
(12,5 milhões de toneladas) e a Suécia (12,4 milhões
de toneladas), que, respectivamente, ocuparão a quinta e a sexta
posições. O crescimento projetado para a produção
nacional é de 7,1% em relação a 2007. O setor, no
entanto, concentra algumas das empresas brasileiras mais afetadas pela
crise financeira internacional, como a Aracruz e a VCP.
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Folha de São Paulo,
5 de dezembro de 2008
Taxa de aprovação a
Lula bate novo recorde e alcança 70%
Datafolha revela que 27% dos brasileiros
ainda não tomaram conhecimento da crise | Avaliação
positiva cresceu entre mais escolarizados, mais jovens e moradores
do Sudeste; no Nordeste, taxa de ótimo/bom chega a 81%
FERNANDO CANZIAN
DA REPORTAGEM LOCAL
A avaliação positiva
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a bater novo recorde
e agora 70% dos brasileiros consideram seu governo ótimo ou bom.
Nenhum presidente no Brasil desde a redemocratização atingiu
esse patamar. O recorde anterior já pertencia ao próprio
Lula: 64% o avaliavam positivamente em setembro.
Pesquisa Datafolha realizada entre os dias 25 e 28 de novembro mostra que o
presidente conta com a avaliação positiva da maioria da população
em todos os segmentos socioeconômicos e regiões do país.
Isso já ocorria no levantamento de setembro, mas agora Lula teve reforçado
o apoio sobretudo entre os mais jovens (mais nove pontos), os mais escolarizados
(mais nove) e no Sudeste (também mais nove pontos).
Em termos regionais, o Nordeste segue como principal área de apoio a
Lula: 81% o avaliam como ótimo ou bom.
São nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste, que concentram
alguns dos Estados mais pobres do país, que Lula tem as avaliações
positivas mais altas tanto do ponto de vista econômico como social.
A avaliação positiva se estende também entre a maioria
dos simpatizantes de todos os grandes partidos políticos do país.
Quem menos o apóia são os simpatizantes do PSDB -mesmo assim,
Lula tem a aprovação de 56% deles. Entre os petistas, o percentual
sobe a 88%.
A melhora na avaliação se deu, principalmente, pela redução
do percentual de brasileiros que consideram seu governo regular: eles caíram
de 28% em setembro para 23% hoje.
De 0 a 10, a nota média atribuída ao governo Lula também
atingiu um recorde, chegando a 7,6, contra 7 em setembro.
A pesquisa revela também que 27% dos brasileiros ainda não tomaram
conhecimento da atual crise financeira internacional, que já começa
a afetar o Brasil. E que apenas 14% dos entrevistados afirmam estar bem informados
sobre ela.
Questionados se concordavam com a frase dita há algumas semanas por
Lula (sem serem informados que a frase era dele) de que a crise seria uma "marolinha" no
Brasil, 42% dos pesquisados disseram que sim.
" A crise econômica ainda não atingiu a população
a ponto de criar uma grande preocupação. Como conseqüência,
a avaliação do presidente Lula continua em alta mesmo após
o fim da campanha eleitoral, que expôs mais a sua imagem, e em meio ao
atual noticiário econômico desfavorável", afirma Mauro
Paulino, diretor-geral do Datafolha.
Para a realização da pesquisa, o Datafolha ouviu 3.486 brasileiros
com mais de 16 anos em todo o país. A margem de erro máxima para
os resultados é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
O levantamento mostra também que, sob Lula, é a área econômica
a mais bem avaliada: 17% dos brasileiros apontaram espontaneamente o desempenho
nesse setor como o melhor em seu governo. A seguir vêm a educação,
com 12%, e o combate à fome e à miséria, com 11%.
Quando estimulados a opinar sobre o desempenho de Lula na economia, 61% dos
entrevistados disseram avaliá-lo como ótimo ou bom. O percentual
representa um salto de 23 pontos sobre a última vez em que a mesma pergunta
foi colocada, em fevereiro de 2006.
Naquele ano, a economia brasileira cresceu 3,8%. Em 2007, o crescimento saltou
para 5,4%, e até julho deste ano mantinha um ritmo forte, de 6% em termos
anualizados.
Salto positivo semelhante, de 22 pontos, ocorreu na evolução
da avaliação do governo Lula na área social. Ela saltou
de 36% em fevereiro de 2006 para 58% no final de novembro.
Ao longo de 2007, Lula contou apenas com a metade da avaliação
positiva dos brasileiros: era aprovado por 48% em março, taxa que se
repetiu em agosto, e oscilou para 50% em novembro. Em março de 2008
chegou a 55%, passou a 64% em setembro e agora atinge 70%.
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Vermelho, 5 de dezembro de
2008
PSDB, DEM e PPS tentam se unir
em um novo Bloco
Os presidentes dos partidos da oposição
conservadora, PSDB, DEM e PPS, anunciaram nesta quarta-feira (3) mais
uma tentativa de se unirem em uma aliança permanente. Batizada
Bloco Democrático-Reformista, a frente tem grandes ambições:
unir as três legendas nos municípios, estados e nacionalmente,
no Parlamento e na sucessão presidencial de 2010, obter ''musculatura'',
atrair o PV e se possível o PMDB. Mas não há nada
garantido, nem mesmo se o BDR vai vingar.
Por Bernardo Joffily
'Se o bloco político for mesmo
mantido, a política nacional terá três vetores
eleitorais potencialmente equivalentes'', comentou nesta quinta-feira
(4) o Ex-Blog de Cesar Maia, prefeito em fim de mandato do Rio. Os
outros dois ''vetores'' seriam PT-PMDB e PSB-PDT-PCdoB.
A condicional do chefe demista
expressa as dúvidas nos meios políticos sobre o futuro
da iniciativa. ''Juntos, porém, eles poderão dar trabalho
ao governo Lula, já que somam 132 parlamentares'', diz o cauteloso
Ex-Blog.
''Musculatura'' para que ''não
se repita 2006''
Pelo menos quatro outras tentativas
de bloco oposicionista já ocorreram, desde o início do
governo Lula, em 2003, e com seu auge durante a crise política
do ''Mensalão'', em 2005. Nas eleições presidenciais
de 2006 as três legendas apoiaram o mesmo candidato, o tucano Geraldo
Alckmin, embora o PPS não formalizasse a coligação
para manter flexibilidade nas alianças em cada estado.
Por isso houve uma pitada de
autocrítica na forma com que o anúncio foi feito em Brasília
pelos três presidentes – deputado Rodrigo Maia (RJ) pelo
DEM, senador Sérgio Guerra (PE) pelo DEM e ex-deputado Roberto
Freire (PE) pelo PPS. ''Precisamos dar musculatura a essa aliança
para que não se repita o que aconteceu em 2006, quando fechamos
uma aliança entre a cúpula desses três partidos sem
o apoio da base'', explicou Guerra.
Em busca de ''musculatura'',
Guerra pretende fazer em fevereiro, em Brasília, uma reunião
com prefeitos, governadores e parlamentares dos três partidos e
outras organizações, para discutirem a estratégia
do Bloco Democrático-Reformista. Segundo o tucano, a idéia é ''dar
mais conteúdo'' ao projeto de uma oposição responsável.
Guerra acha que as divergências regionais serão solucionadas
e uma candidatura presidencial de unidade está agora ''mais que
provável'' (antes, o DEM, escaldado pelas urnas de 2006, assegurava
que lançaria seu próprio presidenciável).
O que falta: tendência, consistência,
discurso
O Ex-Blog de Cesar Maia é até injusto
ao falar em 132 parlamentares: caso o BDR vingue, terá 154 cadeiras
no Congresso, 128 na Câmara e 26 no Senado. Atualmente o PSDB possui
58 deputados federais e 13 senadores, o DEM 57 e 13, o PPS 13 e nenhum
senador. O problema do bloco conservador não será o número,
mas sua tendência, sua consistência e o seu discurso.
Nascida para ser governo, a
oposição conservadora brasileira tem sofrido uma sensível
desidratação nestes anos em que ficou fora da Esplanada
dos Ministérios. Os dados sobre as bancadas na Câmara o
demonstram. O PSDB perdeu oito deputados durante a atual legislatura,
12 em relação a 2002 e 41 face a 1998, quando se achava
no governo com Fernando Henrique Cardoso.O DEM (ex-PFL) perdeu oito em
relação a 2008, 27 na comparação com 2002
e 58 desde 1998. O PPS perdeu nove em relação a 2006, dois
face a 1998 e ganhou dez desde 1998.
A perda do governo e da caneta,
sobretudo em 2006, também agravou tendências centrífugas
entre as três legendas. Entre as 26 disputas nas capitais de estado
em outubro, o PSDB e o DEM concorreram em chapas diferentes em 15 e só se
aliaram em 11. As chapas conjuntas foram derrotadas em oito capitais
e vitoriosas nas três restantes – Curitiba, Campo Grande
e Teresina. A unidade das três siglas na mesma coligação
foi ainda mais rara, embora o PPS tenha se inclinado mais por alianças
com os tucanos e alguns falem até em sua incorporação
ao PSDB.
As três bancadas no Congresso
também se dividem com freqüência. A reunião
deixou claro que o Bloco não significará que os três
partidos votarão necessariamente juntos no Legislativo.
Porém o mais grave é que
2002, 2004, 2006 e 2008 não enfraqueceram apenas a votação
e a unidade da oposição conservadora: roubaram-lhe também
o discurso. No anúncio do BDR, não se falou em um programa
comum. Houve menções vagas crise econômica e às
''reformas estruturais que o Brasil tanto necessita'', porém sem
entrar em detalhes, já que a crise começou justamente por
espatifar os dogmas neoliberais que atendem também pelo apelido
de ''reformas estruturais''. A campanha de 2008 foi outra evidência
disso, com os candidatos oposicionistas econômicos na crítica
e entusiastas no elogio ao governo Lula.
Sonho: o PV de Gabeira e do PMDB
de Quércia
Ainda assim os três presidentes
partidários fazem boa cara ao mau tempo e anunciaram até tentativas
de expansão do Bloco. A primeira ocorre na próxima sexta-feira,
quando Roberto Freire tem encontro marcado com o presidente do PV, José Luiz
de França Penna.
A tentativa visa atrair os verdes,
fazendo com que abandonem o governo – onde ocupam o Ministério
da Cultura. O argumento é o bom desempenho de dois verdes oposicionistas
em outubro: Micarla de Souza, que ganhou em Natal como sublegenda do
DEM, e Fernando Gabeira, que chegou ao segundo turno no Rio turbinado
e politicamente orientado pelo PSDB.
Porém a cartada
mais alta visa atrair o PMDB para o Bloco oposicionista. O grande partido
de centro, forte em parlamentares, governadores e prefeitos – e
também em ministros –, sem unidade nacional ou programática,
fez bonito nas urnas de outubro, em boa parte enfrentando seu aliado
formal, o PT. Em 2010, pode ficar com o bloco de Lula, mas também
ter candidato, ou aderir à oposição, ou nenhuma
das anteriores, e é cortejado por todos. Os oposicionistas esgrimem,
em seu favor, o entusiasmo com que Orestes Quércia, chefe do
PMDB de São Paulo, aderiu às candidaturas de Gilberto
Kassab (DEM) em 2008 e José Serra (PSDB) em 2010. Ninguém
arrisca dizer se Quércia conseguirá ou não convencer
seus correligionários nacionalmente.
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Agência Diap, 5 de
dezembro de 2008
PT: bancada decide apoiar candidatura
de Temer à Presidência da Câmara
A bancada do PT na Câmara dos
Deputados decidiu, nesta quinta-feira (4), apoiar oficialmente a candidatura
do deputado Michel Temer (PMDB/SP) à Presidência da Casa.
Em troca, os petistas pediram cargos na Mesa Diretora e a promessa de
que serão discutidas mudanças no Regimento Interno da Casa.
Temer participou da reunião dos petistas e ainda compôs
a mesa que presidiu os trabalhos.
O presidente do PT, Ricardo Berzoini
(SP), afirmou que a decisão do PMDB no Senado de lançar
candidato próprio na disputa pela presidência da Casa não
interfere no apoio petista à Temer na Câmara.
"Não há vinculação
em relação ao Senado. A posição é da
Câmara e no Senado vamos lutar para eleger o senador Tião
Viana [PT/AC], inclusive buscando apoio do PMDB, mesmo sabendo que lá existe
uma dinâmica que precisa ser trabalhada com muito cuidado e atenção",
disse Berzoini, ao acrescentar que não haverá dissidência
dos petistas na votação secreta.
O líder do PT na Câmara,
deputado Maurício Rands (PE), explicou que o partido fechou questão
no apoio ao peemedebista, desde que Temer apóie o candidato do
petista à primeira vice-presidência ou à primeira
secretaria, além de discutir mudanças no Regimento Interno
na Casa.
"Essa é uma mudança
para ser aplicada em 2011. É preciso uma racionalização
do regimento, pois ele é anacrônico", disse Rands,
em relação à facilidade que os partidos têm
atualmente de obstruir a pauta. Para ele, a obstrução é legítima,
mas não pode uma prática corriqueira.
Na avaliação de
Michel Temer, a decisão do seu partido no Senado não deve
interferir na eleição da Câmara. "É um
acordo muito importante para eleição na Câmara. O
PT tem um número muito grande de deputados e a bancada está inteiramente
fechada. Já o Senado decide as suas questões segundo a
sua dinâmica e a Câmara, de acordo com as suas", ponderou
o deputado, que já foi presidente da Casa.
Se eleito, Temer prometeu
colocar em pauta a discussão das reformas política e
tributária, a regulamentação geral do texto constitucional
e a consolidação da legislação brasileira.
(Com Radiobrás)
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FOLHA DE LONDRINA, 05 de
dezembro de 2008 | Política
Absolvição na Câmara
não livra Paulinho de processos no STF
Brasília - Absolvido no Congresso, o deputado Paulo Pereira da Silva
(PDT-SP) permanece na mira do Judiciário. O presidente do Supremo Tribunal
Federal (STF), Gilmar Mendes, e o ministro Carlos Ayres Britto afirmaram ontem
que a absolvição na quarta-feira do deputado pelo Conselho de Ética
da Câmara não interfere no inquérito que tramita no STF
para investigar suspeitas de envolvimento do parlamentar com um esquema de
desvio de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES). Com a absolvição, Paulinho se livrou do risco de ser
cassado.
''Em princípio, não
muda nada (o inquérito)'', disse Britto, que é o relator
do inquérito no STF que investiga o caso BNDES. ''São esferas
diferentes. A penal, aqui, e a político-administrativa, na Câmara
dos Deputados'', afirmou. O ministro disse que não poderia dar
detalhes sobre o inquérito porque algumas peças tramitam
em segredo de Justiça. ''São instâncias independentes
(o STF e o Conselho de Ética da Câmara)'', concordou o presidente
do Supremo.
Em junho, o Conselho de Ética
da Câmara conseguiu garantir no Supremo direito de ter acesso ao
inquérito que tramita no tribunal. Na ocasião, o presidente
do conselho, Sérgio Moraes (PTB-RS), afirmou que as informações
deveriam ser usadas para subsidiar o procedimento disciplinar que apuraria
se Paulinho teria ou não praticado atos incompatíveis com
o decoro parlamentar.
Além da apuração
sobre as suspeitas de envolvimento do deputado com os desvios de recursos
do BNDES, Paulinho também é investigado num inquérito
que avaliará suspeitas de irregularidades em cursos de formação
profissional patrocinados pela Força Sindical, entidade presidida
pelo parlamentar.
Há suspeitas da existência
de alunos fantasmas, entre outras irregularidades. A abertura do inquérito
foi determinada no último dia 28 pelo decano do STF, Celso de
Mello.
Mariângela Gallucci
Agência Estado
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FOLHA DE LONDRINA, 05 de
dezembro de 2008 | Economia
Câmara aprova estabilidade a
marido de mulher grávida
Brasília - A Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ) da Câmara aprovou ontem, em caráter conclusivo, projeto
que proíbe a dispensa arbitrária ou sem justa causa do trabalhador
cuja mulher ou companheira esteja grávida, no período de 12 meses.
Pelo texto, o período a ser contado é a partir da concepção
presumida, comprovada por laudo de médico vinculado ao SUS (Sistema Único
de Saúde).
O projeto ainda deve ser apreciado
pelos senadores. Como a proposta já havia sido analisada pela
Comissão de Trabalho, o texto foi aprovado em caráter conclusivo,
seguindo para o Senado. Autor do projeto, o presidente da Câmara,
Arlindo Chinaglia (PT-SP), comemorou sua aprovação e disse
que torce para ser votado rapidamente pelos senadores
Pelo texto aprovado, o empregador
que desrespeitar às regras estar sujeito à multa equivalente
a 18 meses de remuneração do empregado. As regras não
valem para o trabalhador contratado por tempo determinado. O projeto
foi analisado pela CCJ apenas se está dentro do previsto na Constituição.
Renata Giraldi e Gabriela
Guerreiro
Folhapress
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
05/12/2008
JT considera discriminatória demissão
de 680 empregados na TELEPAR
A Sexta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho rejeitou recurso da TELEPAR – Telecomunicações
do Paraná S/A contra decisão que condenou a empresa a readmitir
680 empregados, por entender evidenciada a utilização de
prática discriminatória. A condenação baseou-se
na Lei nº 9.029/95, vigente à época da despedida,
proíbe a adoção de qualquer prática discriminatória
e limitativa para efeito de acesso ao emprego ou sua manutenção
por motivo de sexo, origem, raça, cor, estado civil, situação
familiar ou idade.
A ação civil pública,
com pedido de liminar, foi proposta pelo Ministério Público
do Trabalho da 9ª Região a partir de notícia veiculada
em jornais e TV informando a dispensa de 680 empregados em um único
dia. No procedimento investigatório, concluiu-se que as demissões
tiveram nítido caráter discriminatório, porque os
empregados dispensados tinham em média 40 anos de idade. Mais
da metade tinha mais de 20 anos de serviços prestados à empresa,
e muitos se encontravam a poucos meses de adquirir o tempo necessário
para requerer a aposentadoria.
O MPT já havia obtido
sucesso em outras ações idênticas de demissão
em massa por ocasião da privatização das telefônicas,
na década de 90, como no Estado do Rio Grande do Norte. O Ministério
Público repudiou a atitude da Telepar, por ter a empresa se utilizado
de recursos do FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador – destinado
a gerar empregos para a privatização das teles. Para o
MPT, a utilização de recursos desse Fundo se justificava
pela previsão de criação de novos postos de trabalho,
e a demissão em massa veio na contramão, causando enorme
impacto social e psicológico.
O SINTTEL – Sindicato dos
Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações e Operadores
de Mesas Telefônicas no Estado do Paraná também se
manifestou contra a atitude da Telepar, com ressalvas apostas no verso
dos termos de rescisão contratual relativas ao direito de reintegração
dos dispensados, em decorrência de garantias legais e contratuais.
O Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR) deu provimento
parcial à ação civil pública, declarou a
nulidade das despedidas e determinou a readmissão dos empregados
aos seus postos de trabalho.
No recurso ao TST, a empresa
insistiu na reversão da condenação, sem sucesso.
A Sexta Turma manteve a decisão do Regional por entender que a
demissão não tem respaldo na legislação vigente,
que garante o direito do trabalhador de não ser despedido de seu
emprego por essas razões. ( RR-44722/2002-900-09-00.0)
(Lourdes Côrtes)
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05/12/2008
Formalismo é garantia de imparcialidade,
diz Sétima Turma
A cópia de um acórdão
regional sem assinatura do relator, utilizada na formação
de um agravo de instrumento da BL Indústria Ótica Ltda.,
possibilitou que o ministro Ives Gandra Martins Filho, presidente da
Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho, defendesse o formalismo
como forma de preservar a imparcialidade na apreciação
dos requisitos formais nos recursos ao TST. A BL teve seu agravo rejeitado
pela Sétima Turma.
Anteriormente, a empresa tinha
recebido, em seu agravo de instrumento em recurso de revista, despacho
do presidente do Tribunal impedindo o prosseguimento da ação.
Tudo por ter usado uma cópia em condições inadequadas
ao juntar os documentos necessários para a formação
do agravo. A BL recorre de decisão do Tribunal Regional do Trabalho
da 1ª Região (RJ) favorável a um propagandista vendedor
que pleiteou horas extras, entre outras verbas.
De acordo com o item IX da Instrução
Normativa nº 16 do TST, “não será válida
a cópia de despacho ou decisão que não contenha
a assinatura do juiz prolator”. Com esse fundamento, o relator
do agravo, ministro Pedro Paulo Manus, propôs negar provimento
ao recurso e, apesar do debate em sessão acerca da questão,
ao final o voto do relator foi seguido unanimemente. “Ou se preenchem
todos os requisitos, ou não se julga, não se entra na questão”,
ressaltou o ministro Ives Gandra Filho. O presidente da Turma foi enfático
ao afirmar: “O formalismo é a garantia de imparcialidade”.
Em sua defesa, a BL alega no
agravo que, apesar de não ter sido extraída dos autos principais,
a cópia foi fornecida pelo próprio Tribunal Regional e
teve a autenticidade declarada tanto pelo advogado subscritor do agravo,
quanto por servidor daquele Tribunal. Para reforçar a autenticidade,
anexou a cópia do acórdão assinado. Para o ministro
Manus, diante da Instrução Normativa nº 16, a agravante
não tem razão. Ele enfatiza ainda que, pelo item X da mesma
instrução normativa, “é dever da parte interessada
zelar pela correta formação do agravo de instrumento, não
comportando a conversão do julgamento em diligência para
suprir irregularidades”.
O propagandista vendedor foi
contratado em fevereiro de 1999 e demitido sem justa causa em maio de
200. Na Justiça do Trabalho, requereu o pagamento de horas extras,
equiparação salarial e anuênios estabelecidos em
norma coletiva. A empresa argumentava que não exercia fiscalização
da jornada do trabalhador, por ser serviço externo, e que nada
devia.
A 31ª Vara do Trabalho do
Rio de Janeiro (RJ), no entanto, concedeu a maioria dos pedidos com base
na documentação anexada aos autos. Na sentença,
o juiz cita que a empresa juntou fichas financeiras de outra propagandista
que recebia horas extras, e que em depoimento a reclamada afirmou que
todos os empregados eram propagandistas vendedores. Mais ainda, o preposto
frisou que a pontualidade era um dos requisitos de avaliação
no plano de carreira da empresa, “o que é curioso para uma
empresa que alega ausência de fiscalização”,
conclui o juiz.
A empresa recorreu ao TRT. Seu
recurso não foi conhecido porque o depósito recursal foi
considerado intempestivo (fora do prazo). A BL interpôs, então,
recurso de revista, que não subiu para o TST. Foi nesse momento
que a empresa apelou com agravo de instrumento para destrancar a revista,
no qual juntou a cópia do acórdão regional sem assinatura.
( A-AIRR– 65/2006-031-01-40.6)
(Lourdes Tavares)
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