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Agência Diap, 7 de dezembro de 2008
Alimentação continua
a pressionar a inflação, divulga Dieese
Em novembro, o custo de vida no município de São Paulo
apresentou elevação de 0,53%, o que representa 0,10 ponto
percentual (pp) acima da taxa de outubro (0,43%). O cálculo é do
Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos), que identificou a Alimentação
como principal fator de pressão, com alta de 0,76%.
O grupo, que havia registrado dois meses de taxas negativas em agosto
(-0,29%) e setembro (-0,41%), teve, no último mês, aumento
mais significativo que o apurado em outubro (0,67%) e contribuiu com
0,21 pp para a variação do Índice do Custo de
Vida (ICV).
Índices por estrato de renda
Além do índice geral, o Dieese calcula ainda mais três
indicadores de inflação, segundo tercis da renda das
famílias paulistanas. Em novembro, as taxas de inflação
foram crescentes, de acordo com o poder aquisitivo das famílias.
O estrato 1, que corresponde à estrutura de gastos de 1/3 das
famílias mais pobres (renda média = R$ 377,49*), apresentou
variação de 0,45%.
O estrato 2, que contempla os gastos das famílias com nível
intermediário de rendimento (renda média = R$ 934,17*),
registrou taxa de 0,51% e para o 3º estrato, que reúne
as de maior poder aquisitivo (renda média = R$ 2.792,90*),
a taxa foi de 0,57%.
Inflação acumulada
Nos últimos 12 meses - entre dezembro de 2007 e novembro de
2008 - o ICV-Dieese acumula alta de 7,16%.
Ao se considerar os diferentes estratos, estas taxas são
maiores para as famílias de menor aquisitivo, com variação
de 8,33%; e se reduzem nos dois estratos subseqüentes: estrato
2, 7,49% e estrato 3, 6,70%.
Nos onze meses de 2008 - entre janeiro e novembro - a inflação
foi de 6,01%. As variações acumuladas por estrato seguem
o mesmo comportamento que para o acumulado anual, sendo maior para
o 1º estrato (6,91%), seguido do 2º (6,16%) e com menor
variação no 3º (5,69%) (Tabela 4).
Clique aqui e
veja estudo completo
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Vermelho, 7 de dezembro de 2008
Júdice: em defesa da unicidade
e do imposto sindical
Em banho-maria desde o fim das
reuniões do Fórum Nacional do Trabalho (2004),
a reforma sindical voltou à tona com a divulgação
do texto-síntese dos encontros entre as centrais CUT,
Força Sindical, CGTB, UGT, CTB e NCST (ficaram de
fora a Intersindical e a Conlutas) e o ministro-chefe da
Secretaria de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira
Unger. Para que qualquer coisa de positivo possa ser feita
nessa seara, contudo, é preciso adotar uma posição
firme quanto a dois temas que ele trata de maneira inconclusiva:
imposto sindical e unicidade.
Por Henrique Júdice*, no Correio da Cidadania
O direito das categorias profissionais a um sindicato que as represente é uma
das grandes conquistas do movimento operário nos últimos
duzentos anos. No Brasil, porém, há aproximadamente
30, todos os matizes do antigetulismo e do anticomunismo — "liberais
e libertários, acadêmicos e ativistas, trotskistas e
católicos", nas palavras de João Guilherme Vargas
Netto – investem contra ele por considerarem-no um resquício
autoritário inspirado na Carta del Lavoro italiana de Mussolini.
O mesmo Vargas Netto já mostrou que a legislação
fascista previa o pluralismo sindical; após a derrota do regime,
os trabalhadores italianos e seus dirigentes – dos comunistas
aos democrata-cristãos – optaram pela unicidade. Pior
que o erro histórico-factual, no entanto, é o erro
de avaliação consistente em enxergá-la como
um atentado à liberdade dos trabalhadores.
O sindicato único serve justamente para resguardar a liberdade
que eles têm de escolher em quem vai representá-los.
Uma categoria com mais de um sindicato não é representada
por nenhum; todos representarão apenas parte dela. Junto com
a representatividade, se dilui a força. Pior: os adversários
dos trabalhadores ganham o direito de escolher, entre as várias
representações, a que for mais de seu agrado. No fascismo,
pelas regras de Carta del Lavoro, cabia ao Estado definir qual sindicato
seria reconhecido como porta-voz de sua categoria. Na "democracia" sonhada
por alguns, essa prerrogativa passaria a ser dos patrões.
Mas a unicidade, por si, não é suficiente para a defesa
dos interesses dos trabalhadores. É preciso também
que os sindicatos possam andar com as próprias pernas. Por
isso, a cada ano, todo trabalhador empregado desconta para seu sindicato
o equivalente a um dia de salário.
Como seria de se esperar, o imposto sindical suscita uma oposição
igual ou maior que a dirigida contra a unicidade. Fala-se que ele é antidemocrático
e que sustenta direções corruptas e burocráticas
de sindicatos sem representatividade. Fala-se que o trabalhador deveria
escolher entre contribuir ou não ao sindicato. Fala-se, por
fim, que o imposto tolhe a autonomia das próprias entidades
sindicais, atrelando-as ao Estado. Dizer que esses argumentos são
furados é pouco.
Na condição de advogado, estou sujeito, por lei, a
uma contribuição compulsória anual à OAB.
O mesmo ocorre com os médicos, contadores, enfermeiras, engenheiros
e dentistas, entre outras categorias organizadas em ordens e conselhos.
Essa contribuição custa bem mais que um dia de trabalho
e os profissionais submetidos a essas entidades não têm
sequer o direito de escolher entre filiar-se a elas ou não;
até o voto em suas eleições é obrigatório,
coisa que não acontece nos sindicatos. No entanto, nunca se
ouviu alguém dizer que isso fere a liberdade desses profissionais,
ou que a OAB, o CRM, o CRC ou o CREA estão submetidos ao arbítrio
estatal – o que nem seria verdade. É fácil entender
a razão dos dois pesos e duas medidas: tais entidades não
são peças da luta entre capital e trabalho; os sindicatos
sim.
Daí a constante difamação contra eles, expressa,
por exemplo, na acusação de que o imposto sindical
sustenta sindicatos sem representatividade e direções
corruptas e acomodadas. O imposto sindical sustenta todos os sindicatos;
o problema da representatividade não está ligado a
ele, mas ao grau de consciência de cada categoria. Já a
qualidade dos dirigentes é assunto para ser resolvido pelos
trabalhadores, que detêm o poder de pô-los e tirá-los
de seus cargos. Eliminar a principal fonte de custeio da atividade
sindical é que não vai ajudar a resolver nenhum dos
dois problemas.
O imposto sindical protege o trabalhador. Sabe-se bem que várias
empresas — Wal Mart e Mc Donald's são os casos mais
conhecidos mundialmente, mas a prática é generalizada — consideram
a filiação sindical motivo suficiente para demitir
um empregado. Se a contribuição ao sindicato fosse
facultativa, quem trabalha nessas empresas poderia, "livremente",
optar por pagá-la?
Interessa ao grande capital estrangular financeiramente as entidades
sindicais para submeter os trabalhadores a uma exploração
sem limites. A Gerdau, por exemplo, obriga seus empregados a trabalharem
até nos domingos à noite; mas, ciosa de sua liberdade,
incentiva-os a sair da fábrica ou escritório em dia útil
e no horário de expediente, desde que seja para ir ao sindicato
desautorizar o desconto das contribuições facultativas
definidas em assembléia. Não é preciso muita
perspicácia para entender que, se empresas como essa querem
acabar com um imposto equivalente a um dia de salário, é para
poder arrancar de seus trabalhadores muito mais que isso.
Dos 365 dias/ano de trabalho de cada brasileiro empregado, um vai
para o sindicato. Quantos vão — por força de
uma mais-valia que só não é maior porque os
sindicatos, apesar dos pesares, existem e lutam — para o bolso
dos patrões?
* Henrique Júdice Magalhães é jornalista,
advogado, ex-servidor do INSS e pesquisador em Seguridade Social
em Porto Alegre (RS)
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Agência Informes, 7 de dezembro de
2008
Petista propõe eleição
a cada cinco anos e fim da reeleição
O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) apresentou à Câmara
Proposta de Emenda à Constituição que pretende
contribuir com a reforma política. Segundo ele, trata-se de
uma mudança no calendário eleitoral pela qual se estabeleceria
a coincidência geral de todas as eleições, em todos
os níveis, a cada cinco anos.
Presidentes, governadores e prefeitos teriam seu mandato ampliado
em um ano, voltando, entretanto, a ser proibida a reeleição. "A
questão fundamental é garantir um processo único
eleitoral no país e o fortalecimento dos partidos nacionais,
sem haver cláusula de barreira ou outros artifícios”,
defendeu Zarattini.
Segundo ele, “com a proposta teremos também o barateamento
das eleições — uma conquista extremamente importante”.
Para promover a alteração de forma tranqüila,
sem ameaças às expectativas políticas ou aos
direitos adquiridos, Zarattini propôs o seguinte cronograma
de transição:
1 - na eleição de 2010, o presidente e os
governadores seriam eleitos para mandatos de cinco anos, mas com
direito a reeleição. Os mandatos dos deputados federais,
estaduais e distritais eleitos nesse mesmo ano também passariam
a ser de cinco anos;
2 - os dois terços de senadores eleitos em 2010 teriam
também mandato de cinco anos; já o terço restante
teria seu mandato renovado em 2014, mas por seis anos, de forma
que os mandatos de todos se encerrassem simultaneamente, em 2020;
3 - a partir de 2015, os titulares dos cargos executivos
não mais teriam direito à reeleição;
4 - a partir de 2020, todos os senadores, prefeitos e vereadores
passariam a ter mandato de cinco anos, coincidindo com os dos demais
cargos.
"Alcançaríamos assim, em 2020, a unificação
das eleições no território nacional, o fim da
reeleição e a fixação do prazo de cinco
anos para qualquer mandato eletivo, inclusive dos senadores",
disse o deputado.
Segundo ele, a ampliação do intervalo entre os pleitos
permitiria não apenas uma grande economia nos gastos públicos
e privados com as eleições — que atualmente se
realizam de dois em dois anos — mas, principalmente, possibilitaria
que os eleitos pudessem se dedicar mais à administração.
"Hoje, nem bem tomam posse, prefeitos, governadores e presidentes
são compelidos a se preparar para a próxima eleição,
num desvio da energia que deveria estar dedicada às tarefas
de administração para as quais foram eleitos”,
afirmou. “A fragmentação do processo eleitoral,
separando as eleições municipais das eleições
gerais dificulta a criação de correntes de opinião
em torno dos partidos políticos que com elas mais se identificam,
facilitando os personalismos e o uso político das máquinas
administrativas."
Segundo Zarattini, as mais diversas propostas para a reforma política — como
o voto distrital ou o distrital misto, a votação em
lista fechada, o financiamento público, a cláusula
de desempenho ou as normas de fidelidade partidária — não
são contraditórias com o objetivo proposta.
"Proposta, por sinal, que não é apenas ‘nossa’”,
acrescentou o deputado. “As críticas a essa verdadeira ‘indústria
das eleições’ a cada dois anos, com exigências
cada vez mais difíceis de atender, se fazem ouvir de todos
os lados — desde setores empresariais, da mídia, da
nossa classe média, e até do povo mais humilde."
Da Redação, com informações
da Agência Informes
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O Estado de S.Paulo, 7 de dezembro de 2008
Governo prepara arsenal de medidas
para enfrentar a crise
O governo federal está montando um arsenal de medidas
para enfrentar a virada deste ano e o primeiro semestre de 2009 — período
que ele trata internamente como os ''seis meses terríveis''
da crise mundial de crédito. A primeira das medidas de curto
prazo é um ataque ao spread cobrado pelos bancos nos empréstimos
ao setor produtivo.
Na avaliação do Planalto e da equipe econômica,
o crédito disponível no país, a demanda por
esse dinheiro e a solidez do sistema financeiro não justificam
as taxas de risco altíssimas (spread) cobradas em cima dos
gordos juros já fixados pelo Banco Central na Selic (hoje
de 13,75%). Ministros ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo ao
longo da semana passada, todos do círculo que discute cotidianamente
a crise com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, consideram
que os bancos ''estão demorando'' a baixar os spreads.
Para o governo, ''o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal
têm capacidade de liderar um processo de baixas dos spreads,
para que essas taxas de risco voltem aos níveis normais, tanto
em valor quanto em prazo''. Juntos, os dois bancos públicos
respondem por cerca de 40% do crédito — montante considerado
suficiente para influenciar o sistema financeiro.
Além da exorbitância cobrada das pessoas físicas
no cheque especial, com taxas que chegam a 188% ao ano, o governo
estocou exemplos recentes do que considera spreads despropositais,
mesmo em tempo de crise. A Petrobrás quis tomar dinheiro no
mercado e lhe foi oferecida uma taxa de 135% acima do CDI. A Caixa
emprestou a 108% do CDI.
''Não há justificativa para os bancos receberem dinheiro
do compulsório e emprestar a custo tão elevado'', resumiu
um ministro ao Estadão. Segundo ele, ''há consenso''
no governo para atacar essas taxas. Procurada, a Federação
Brasileira de Bancos (Febraban) não quis se manifestar sobre
os planos do governo nem sobre os spreads praticados.
Compulsório
A outra decisão é fazer novas liberações
de compulsórios, mas impondo aos bancos exigências que
sirvam para alimentar a oferta de crédito. O governo ainda
tem R$ 160 bilhões de compulsório para liberar, depois
de ter disponibilizado R$ 95 bilhões — em outubro, o
BC exigiu como contrapartida a compra de carteiras de crédito
de instituições financeiras pequenas e médias
com problemas de liquidez.
O governo, explicou outro ministro à reportagem, considera
''terríveis'' os primeiros seis meses de 2009 por entender
que as decisões tomadas na virada deste ano para o próximo
terão repercussão na saúde da economia para
enfrentar o período mais grave da crise. O foco dessas medidas
está na decisão de liberar o máximo de crédito
ao menor custo possível, para não deixar o setor produtivo
sem capital de giro.
Da Redação, com informações
do O Estado de S. Paulo
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Vermelho, 7 de dezembro de 2008
Brasil, Argentina e Venezuela: a
crise esmaga as montadoras
As montadoras instaladas nos três países mais
ricos da América do Sul — Brasil, Argentina e Venezuela — já sentem
os impactos da crise financeira desencadeada nos Estados Unidos.
O caso venezuelano é exemplar: a venda de automóveis
no país registrou uma impressionante queda de 68,1% em novembro,
em relação ao mesmo mês de 2007.
A informação foi divulgada na sexta-feira (5) pela
Câmara Automotiva Venezulana (Cavenez). Ao todo, 16.802 veículos
novos foram vendidos em novembro de 2008, contra 52.658 em novembro
do ano passado, Segundo o relatório mensal da Cavenez.
Dos automóveis comercializados em outubro, 8.574 foram montados
na Venezuela, 8.215 foram importados e nenhum foi exportado. O acumulado
de vendas de veículos entre janeiro e novembro de 2008 chegou
a 252.375 unidades — cifra 43,9% menor que o total comercializado
no mesmo período do ano anterior, quando 449.549 automóveis
foram vendidos.
Na Argentina, para superar a crise, as montadoras automotivas venderão
modelos mais básicos a preço de custo, por meio de
empréstimos subsidiados pelo Estado. A ação
faz parte de um plano para proteger empregos na terceira maior economia
da América Latina ante o declínio econômico global.
Fábricas locais da Renault, General Motors, Peugeot, Ford
e outras montadoras participarão do plano do governo de proteger
150 mil empregos da indústria e evitar que a produção
caia fortemente no próximo ano. "Concordamos com os fabricantes
de que esses carros serão oferecidos sem margem de lucro — e
as concessionárias também reduzirão sua margem",
disse o secretário da Indústria, Fernando Fraguio,
em uma coletiva de imprensa neste sábado (6).
O programa de empréstimos ao setor automotivo do governo — de
US$ 890 milhões — é parte de um pacote de estímulo
econômico de US$ 3,8 bilhões anunciado na quinta-feira
pela presidente Cristina Fernandez. Cada montadora oferecerá dois
de seus modelos mais econômicos para o plano, enquanto o governo
vai fornecer três diferentes pacotes de financiamento com taxa
de juros muito mais baixas que as do mercado. Os novos valores serão
financiados pelo sistema de seguridade social.
A produção de veículos da Argentina é estimada
em 600 mil a 610 mil unidades neste ano — uma alta de 12% ante
a produção do ano passado. Autoridades disseram que
cerca de 150 mil pessoas estão empregadas no setor, incluindo
as áreas de autopeças e de vendas.
O setor automotivo da Argentina — que representa 36% das exportações
industriais do país — tem sido um dos primeiros a sentir
as conseqüências de uma desaceleração econômica.
Executivos prevêem uma redução de 15% na produção
para o próximo ano — justamente o que o plano do governo
pretende evitar.
Trimestre difícil
No Brasil, o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, diz que
as montadoras já sofrem ao fazerem os planejamentos de 2009. "Para
a indústria automobilística — que puxa uma cadeia
longa —, está sendo difícil fazer as projeções
de produção para o primeiro trimestre, que são
feitas com antecedência. Isso dificulta, por exemplo, encomendas
de peças aos fornecedores, que por sua vez têm dificuldades
para encomendar matérias primas", explica.
Mesmo com o setor automobilístico tendo apresentado queda
na produção em novembro e anunciado férias coletivas
maciças como não se via há muito tempo, Miguel
Jorge vê nisso um ajuste. Segundo ele, o crescimento de 25%
da indústria automotiva visto antes da crise estava se mostrando "insustentável",
ao exigir turno de três horas em sete dias por semana.
“Se (o setor) crescer 10% (em 2009), será muito bom
comparado ao resto do mundo. Na construção civil, a
mesma coisa" afirma. O ministro menciona o estado de apelo do
setor nos Estados Unidos, que há meses vem pedindo socorro,
e diz que um eventual socorro financeiro às matrizes do setor
automotivo americano não deve ter nenhum reflexo para a operação
brasileira.
"Não interfere em nada. As multinacionais no Brasil
tem desempenho muito positivo em faturamento e lucratividade. A unidade
brasileira é certamente a mais lucrativa da GM no mundo todo",
disse o ministro, citando o caso específico da maior montadora
dos Estados Unidos, que pede US$ 4 bilhões imediatos para
não ter que entrar em concordata.
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Gazeta do Povo, 7 de dezembro de 2008
Regimes de contratação
Estatutário ou celetista:
qual o melhor?
Antes de se inscrever para um concurso
público, é preciso estar atento aos regimes
de contratação, que guardam algumas diferenças
entre si
Estabilidade profissional e a oferta de ótimos salários
têm atraído cada vez mais pessoas ao concorrido mundo
dos concursos públicos. No entanto, será que antes
de se inscrever os candidatos atentam para os regimes de contratação?
Existem dois em vigência: o estatutário e o celetista.
E há diferenças entre eles.
De acordo com a vice-presidente do Instituto Cetro (empresa organizadora
de concursos em âmbito nacional), Samira Baccaro, o regime
estatutário é definido por um conjunto de regras que
regulam a relação funcional entre o servidor e o Estado.
Ele submete-se ao Regime Jurídico Único dos Servidores
Públicos Federais (lei 8.112/90). As condições
de prestação de serviço estão, portanto,
determinadas por lei.
Samira afirma que é obrigatória a adoção
desse regime quando as atividades envolvem funções
exclusivas de Estado. “Os concursos de regime estatutário
são válidos para ocupantes de cargos organizados nas
carreiras de Magistratura, Ministério Público, Tribunal
de Contas, Advocacia Pública, Defensoria Pública e
Polícia.”
Esse regime outorga aos servidores públicos um conjunto de
proteções específicas para o exercício
da função pública. Entre elas, Samira cita a
estabilidade após três anos de exercício aos
servidores nomeados para cargo de provimento efetivo. “Como
condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória
a avaliação especial de desempenho por comissão
instituída para essa finalidade”, explica.
Celetista
Já o regime celetista é regido pela Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT). A relação jurídica
entre o Estado e o servidor trabalhista no regime celetista é de
natureza contratual, ou seja, é celebrado um contrato de trabalho.
Samira Baccaro afirma que, nesse regime, o servidor não irá adquirir
estabilidade. “No entanto, a sua dispensa terá de fundamentar-se
em um dos motivos legais”, acrescenta.
O regime trabalhista é adotado por sociedades de economia
mista, empresas públicas e fundações de Direito
Privado instituídas pelo Poder Público, como Caixa
Econômica Federal, Banco do Brasil e Petrobras.
Aumentos
No regime estatutário, os reajustes salariais devem ser aprovados
por lei. No celetista, o reajuste é definido por meio de negociação
coletiva.
Samira Baccaro acrescenta ainda que a progressão na carreira
no regime estatutário pode ocorrer por tempo de serviço,
mérito e bom desempenho. “Não há mudança
de cargo, mas pode haver mudança no nível de complexidade
da função. Já a promoção na carreira
no celetista assemelha-se ao que acontece em empresas privadas”,
afirma.
Aposentadoria
Outra preocupação constante do servidor é a
aposentadoria. De acordo com a advogada Isabela Giglio, a aposentadoria
dos servidores submetidos ao regime estatutário está disciplinada
pela Constituição Federal. “Isso lhes assegura
regime de previdência de caráter contributivo. A aposentadoria
para eles é integral”, diz. No entanto, ela afirma que
o servidor só irá se beneficiar quando tiver 60 anos
de idade e 35 anos de contribuição (homens) e 55 anos
de idade e 30 anos de contribuição (mulheres).
Os servidores contratados em regime celetista irão receber
uma aposentadoria máxima de 7,6 salários mínimos.
Os homens devem ter 65 anos e 35 anos de contribuição.
As mulheres devem ter 60 anos e 30 anos de contribuição.
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Folha de S.Paulo, 7 de dezembro de 2008
49% aprovam desempenho de Lula contra
crise
DA REPORTAGEM LOCAL
Quase a metade dos brasileiros aprova o desempenho do presidente
Lula no combate à crise. Na pesquisa do Datafolha, 49% classificaram
de boa ou ótima a atuação do presidente, enquanto
30% a consideram regular e 9%, ruim ou péssima. Não
souberam opinar 12%.
A aprovação ao desempenho de Lula diante da crise é maior
entre os moradores das regiões Norte/ Centro-Oeste (59%) e Nordeste
(55%). Na região Sul, a aprovação é de
37%, e, na Sudeste, de 47%.
Entre os que têm curso superior, a taxa dos que aprovam o desempenho
de Lula chega a 54%, mesmo percentual dos que têm renda familiar
acima de dez salários mínimos.
No Brasil, o desempenho do presidente norte-americano, George W. Bush, é visto
como ruim ou péssimo por 45% dos entrevistados. Só 13%
vêem a atuação de Bush como boa ou ótima
e 20% a classificam de regular.
A situação é bastante diferente quanto à expectativa
de atuação do presidente eleito dos EUA, Barack Obama,
contra a crise: 57% dizem que o democrata terá atuação ótima
ou boa, 14% esperam desempenho regular, e só 3%, ruim ou péssimo;
24% não souberam responder.
" Isso é cultural em todo começo de governo. Quando há uma
mudança, é natural que as pessoas depositem mais esperança
na novidade", afirmou Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha.
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