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Agência Diap, 9 de
dezembro de 2008
Líder do PT pretende votar
redução da jornada
A duas semanas do início do recesso parlamentar, deputados da base aliada
ao Executivo apontam suas prioridades para votação em Plenário.
O líder do PT, Maurício Rands (PE), quer votar o PL 4.653/94,
que trata da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas
semanais.
Maurício Rands ressalta
que no serviço público e no comércio há profissionais
cumprindo as 40 horas. "Já os trabalhadores manuais, os operários,
estão submetidos a uma jornada maior", argumenta, ao defender
a isonomia.
Trabalho
escravo
Maurício Rands também considera prioritária a análise
da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 438/01, que
determina a expropriação de imóveis onde for constatada
exploração de trabalhadores em condições análogas à de
escravidão.
Além disso, ele
quer a ratificação de duas convenções da
Organização Internacional do Trabalho (OIT): a 151, que
trata da liberdade sindical no serviço público; e a 158,
que acaba com a demissão sem justa causa. A primeira pronta
para ser votada no plenário da Casa. (Com
Agência Câmara)
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Vermelho, 9 de dezembro
de 2008
Câmara instala comissão
para analisar redução de jornada
Comissão Especial da Câmara
destinada a analisar o mérito da proposta de emenda à Constituição,
que reduz a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas
semanais (PEC 231, de 1995), será instalada nesta terça-feira
(9), às 14h. A PEC, que altera os incisos 13 e 16 do artigo
7° da Constituição, também aumenta para
75 % a remuneração de serviços extraordinários.
A Comissão terá o prazo regimental de 40 sessões da Câmara
para analisar a matéria, elaborar e votar o parecer do relator. Concluídas
essas etapas, a PEC será encaminhada à discussão e votação,
em dois turnos, no plenário da Câmara. Na solenidade de instalação
da comissão, serão eleitos o presidente e os três vices
e será escolhido o relator da proposta. A PEC é de autoria do
então deputado e hoje senador Inácio Arruda (PCdoB-CE).
Também hoje (8), o
presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), criou
três Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs)
para investigar temas de relevância nacional. Uma das CPIs, que
tem como primeira autora a deputada Andreia Zito (PSDB-RJ), destina-se
a investigar o desaparecimento de crianças e adolescentes.
Outra CPI, de autoria do deputado
Ivan Valente (P-SOL-SP), tem como objetivo investigar a dívida
pública da União, dos estados e dos municípios.
A terceira CPI criada, de autoria do deputado Alexandre Silveira (PPS-MG),
tem com objeto de investigação a violência urbana.
Ao assinar o ato de criação das CPIs, Chinaglia não
determinou a data de instalação das comissões.
Criadas as CPIs, caberá aos
líderes partidários indicar os integrantes das comissões
para que elas possam ser instaladas. Se as indicações
forem feitas até o início da próxima semana,
as comissão poderão ser instaladas ainda neste ano.
Do contrário, elas só serão instaladas no novo
ano legislativo, que começa em 1º de fevereiro de 2009.
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O ESTADO DO PARANÁ,
09 de dezembro de 2008 | Economia
Déficit de empregos pode atingir
um milhão em 2009
Agência Estado
A desaceleração da economia brasileira fará com que deixem
de ser criados 1 milhão de empregos no próximo ano, segundo José Pastore,
professor de Relações do Trabalho da Universidade de São
Paulo. Com isso, não haverá postos suficientes para absorver
cerca de 2,5 milhões de novos trabalhadores que irão ingressar
no mercado em 2009. "A taxa de desemprego pode subir 1,5 ponto, em relação
ao que esteve em outubro, chegando a 9% no fim do ano", disse Pastore.
O Ministério do Trabalho
prevê que, este ano, serão criados 2,5 milhões de
postos, como resultado de um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB)
de 5,2% ou 5,3%. "Numa conta rápida, são cerca de
500 mil postos de trabalho para cada 1 ponto de crescimento econômico",
diz Pastore. "Se reduzir de 5% para 3%, vai haver uma redução
drástica de postos de trabalho. As pessoas que entrarão
no mercado de trabalho vão se somar ao estoque de desempregados
que já existe em 2008." Seriam criados, no ano que vem, perto
de 1,5 milhão de postos de trabalho, para 2,5 milhões de
novos trabalhadores.
"Esse número
de 500 mil trabalhadores por ponto porcentual de crescimento é até um
pouco liberal", diz. "As últimas pesquisas mostram
que, com a entrada da tecnologia, cada ponto de crescimento está gerando
mais ou menos 400 mil. A tecnologia entrou para ficar. Então,
no ano que vem, o problema pode ser um pouco mais sério, com
3% de crescimento." Pastore destaca que o crescimento do desemprego
acaba por realimentar a crise, criando uma onda de inadimplência. "Quando
a crise mostra a cara no mercado de trabalho, a cara é feia,
porque provoca círculos perniciosos", diz. "O camarada
perde o emprego, fica inadimplente, não paga a conta da venda,
a conta da escola, do médico. O vendeiro não pode pagar
a conta do seu fornecedor, e o seu fornecedor não paga a conta
do agricultor. Então, o que se tem é uma bola de neve
de inadimplência que acaba agravando a própria crise." As
informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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NCST, 9 de dezembro de 2008
600 mil empregos ameaçados
A onda de demissões provocada pela crise internacional está apenas
começando. Cerca de 600 mil pessoas deverão perder o emprego
até o fim de 2009 nas principais regiões metropolitanas no país,
o equivalente a quase um terço de todos os postos de trabalho formais
abertos neste ano. A previsão, segundo especialistas ouvidos pelo Correio, é de
que a taxa de desocupação no país chegue a 10% no ano
que vem e já interrompa a trajetória de queda, processo iniciado
em novembro (veja quadro). Até outubro — últimos dados
disponíveis do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) —, o cenário do mercado de trabalho era o mais áureo
possível. “O índice de desemprego de 2009 pode chegar tranqüilamente
a 10%”, diz o economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luís Otávio
de Souza Leal.
Na análise mensal de 2008
em comparação com o mesmo período do ano passado,
o desemprego cravou os menores índices para todos os meses da
série histórica do IBGE. A taxa de 7,5% apurada em outubro,
por exemplo, está apenas um ponto percentual abaixo do menor índice
de todas as pesquisas, que foi de 7,4% em dezembro de 2007. Se as condições
anteriores tivessem sido mantidas, o mais provável é que
novo recorde fosse alcançado em novembro ou, no máximo,
neste mês, pois, no fim do ano, a taxa de desocupação
cai consideravelmente em decorrência da contratação
temporária para o Natal. Mas o grande número de demissões
nos setores automobilístico, mineração e siderurgia
mudaram as projeções de especialistas, que demonstram preocupação,
sobretudo, para o ano que vem.
“O cenário até o
fim do ano está praticamente traçado, porque está chegando
o Natal. Tudo vai depender da crise do crédito e do câmbio.
Mas, em novembro e dezembro, podemos ter uma oscilação
de 0,1 ponto percentual para cima”, explica Manuel Enriquez Garcia,
professor do Departamento de Economia da Universidade de São Paulo
(USP). Como a última decisão do setor produtivo é a
demissão, o professor prevê que os efeitos mais graves da
crise aparecerão no segundo trimestre de 2009, quando os índices
de desemprego devem voltar ao patamar de 9% a 9,5%. “A partir de
fevereiro, veremos a piora mais clara dos números, pois é da
natureza dos empresários esperar o máximo de tempo antes
de demitir. O custo da contratação, de se formar um profissional
e de demitir é alto”, afirma. “Primeiro, eles fazem
cortes no setor administrativo, na bolacha e no cafezinho. Só depois
partem para demissão”, observa.
Famílias afetadas
Para Renato Fonseca, gerente-executivo
de Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria
(CNI), não se pode falar em desemprego generalizado por causa
da crise, pois não há perspectiva de o Brasil entrar em
recessão, como ocorreu com os países ricos — Estados
Unidos, Europa e Japão. Ele assinala que os setores que mais estão
sofrendo com a crise e cortado vagas são os dependentes de crédito,
que ficou escasso e caro, como o automotivo, e o de exportações
de commodities, especialmente celulose, minérios e aço. “Diante
das dificuldades, as empresas estão optando, neste momento, por
demitir os profissionais menos qualificados, que podem ser recontratados
sem problemas quando a atividade retomar o fôlego”, acrescenta.
Nesse contexto, Cláudia
Oshiro, da Consultoria Tendências, vai revisar a projeção
da taxa de desemprego para 2009, estimada inicialmente em 8,4%. “Os
dados da produção industrial vieram mais baixos que estávamos
esperando. O mercado de trabalho é o último a ser afetado,
mas num clima de incerteza, a indústria produz menos, a atividade
cai e, quando os empresários passam a ter a certeza de que o cenário
não vai melhorar, dispensam funcionários”, diz. Ela
acredita que, por causa dos temporários, a taxa de desemprego
em novembro e dezembro fique estável em relação
a outubro ou tenha uma pequena elevação.
O IBGE não faz projeções,
mas já mostra preocupação. “Não se
sabe o efeito real da crise sobre o emprego. Se vai ser grande ou longo,
só o tempo dirá. Pode ser que interrompa a trajetória
de queda da taxa de desocupação que vinha sendo verificada
até outubro”, ressalta Adriana Beringuy, técnica
da Pesquisa de Emprego do IBGE. “A preocupação é com
2009. Uma taxa de desocupação maior pode acentuar as
incertezas de um cenário nada favorável. E quando uma
pessoa perde o emprego, prejudica três a quatro pessoas. Se for
o principal responsável pelo sustento da família, então,
o efeito é maior”, alerta. Tomando por base a pesquisa
do IBGE de outubro, cada ponto percentual na taxa de desocupação
representa 239 mil pessoas desempregadas. Assim, se a taxa subir para
10% em 2009, serão 600 mil pessoas sem trabalho no país
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BBC Brasil, 9 de dezembro de
2008
Crise global pode elevar Brasil
a 8ª economia do mundo
A crise econômica global
pode elevar a economia brasileira da décima para a oitava posição
no ranking das maiores economias do mundo, segundo um estudo divulgado
nesta semana pela consultoria britânica CEBR (Centro para Pesquisas
Econômicas e de Negócios).
De acordo com o estudo, que
faz previsões sobre o comportamento das principais economias do
mundo neste e no próximo ano, o PIB (Produto Interno Bruto) do
Brasil ultrapassaria os PIBs de Espanha e Canadá, dois países
fortemente atingidos pela crise.
O CEBR prevê uma queda
ligeira do PIB brasileiro entre 2008 e 2009 em dólares (de US$
1,7 trilhão para US$ 1,6 trilhão), mas ainda assim bem
menor do que a maioria das principais economias globais.
Nas últimas semanas,
dados sobre a economia brasileira fizeram com que analistas revisassem
para baixo suas projeções de crescimento para o Brasil,
especialmente para o último trimestre de 2008 e o primeiro de
2009.
Mesmo assim, segundo economistas,
o Brasil deverá crescer acima da média mundial e está menos
exposto à crise do que em ocasiões anteriores.
O estudo britânico prevê ainda
uma queda acentuada da Grã-Bretanha no ranking das maiores economias
globais, da quinta para a sétima posição, e do Canadá,
que passaria da nona para a 13ª posição.
Além do Brasil, a Índia
também ganharia duas posições no ranking entre 2007
e 2009, tornando-se a décima maior economia mundial em termos
absolutos.
Ajuste
O estudo do CEBR não
leva em consideração a chamada "paridade do poder
de compra", que ajusta os valores absolutos do PIB de acordo com
o custo de vida em cada país.
No ranking das maiores economias
do mundo feito pelo Banco Mundial, levando em consideração
a "paridade do poder de compra", o Brasil já seria hoje
a nona economia do mundo, pouco atrás da Grã-Bretanha.
Se esse ajuste for levado em
consideração, a economia brasileira poderá ultrapassar
a da Grã-Bretanha até 2009, segundo a análise do
CEBR.
Mais prejudicadas
O CEBR prevê que as economias
da Grã-Bretanha e da Itália devem ser as mais prejudicadas
pela atual crise econômica. Segundo o estudo, os PIBs de ambos
países devem levar 18 trimestres para retornar ao nível
registrado no pico.
A Espanha teria 16 trimestres
com o nível econômico abaixo do pico, a Alemanha passaria
14 trimestres nessa situação e o Canadá, 12. No
caso dos Estados Unidos, a retomada econômica seria mais rápida,
com nove trimestres nos quais o PIB ficaria abaixo do seu maior nível
já registrado.
O Brasil, por sua vez, seria
um dos menos atingidos, passando dois trimestres com seu PIB em dólares
abaixo do nível registrado no pico, segundo o estudo.
Das dez maiores economias
atualmente, apenas a China escaparia de uma queda no PIB.
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FOLHA DE LONDRINA, 09 de
dezembro de 2008 | Política
PT critica BC, defende Estado forte
e culpa PSDB por crise
Direção nacional do partido
volta a pressionar o governo federal por mudanças nos rumos
da política econômica e vê risco na eleição
de Dilma
São Roque - A exemplo do que ocorreu no início do primeiro mandato
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a direção nacional
do PT voltou a pressionar o governo federal por mudanças nos rumos da
política econômica, com foco na direção do Banco
Central.
De acordo com o partido, essa é a
receita para enfrentar a atual crise financeira mundial e manter o PT
forte para a disputa eleitoral de 2010. Caso contrário, os efeitos
de uma eventual recessão podem minar as chances eleitorais da
ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), até agora sua principal
pré-candidata.
Durante reunião de seus
comandantes, encerrada na noite de domingo, em São Roque (SP),
os petistas defenderam o fortalecimento do estado, dos investimentos
públicos por meio dos bancos estatais e o incremento dos programas
de transferência de renda direta ao cidadão. Em contrapartida,
pediram a redução do superávit primário,
a queda dos juros e a intervenção na política cambial.
As primeiras demissões
em virtude da crise, em particular as promovidas pela mineradora Vale
do Rio Doce, também foram alvos de críticas. O encontro
foi da corrente que controla o partido, a Construindo um Novo Brasil,
o antigo Campo Majoritário do PT, implodido após a crise
do mensalão (2005) e da qual fazem parte o atual presidente da
sigla, Ricardo Berzoini, os ex-ministros José Dirceu e Antonio
Palocci, e os atuais Dilma, Luiz Dulci e Gilberto Carvalho.
‘‘Nós vamos
retomar o desenvolvimento econômico se fizermos mudanças
no sistema financeiro, na política de juros e no superávit,
na política cambial. Se nós abandonarmos o último
bastião da ortodoxia no Brasil, que é a política
do Banco Central, podemos dar um salto. É inevitável que
em um país como o Brasil o estado tenha um papel maior. Isso não
significa que a iniciativa privada deixará de ser protagonista’’,
afirmou Dirceu , que conduziu a principal mesa de debates da reunião.
Berzoini, que participou da
mesma mesa, também compartilhou a opinião de Dirceu. Ambos
avaliam que o governo foi bem até agora. ‘‘Aqueles
que apostarem na crise como solução política poderão
cometer um equívoco, desde que nós tenhamos a habilidade
e a capacidade de estar bem posicionados’’, disse o presidente
do PT.
O ex-ministro, no entanto, não
chegou a pedir a saída de Henrique Meirelles da presidência
do BC. ‘‘Não se deve mudar ministros e presidentes
de instituições em momentos de crise. Mas há consenso
no país que os juros devem cair.’’ E bateu forte na
política cambial.
‘‘Ela não
está dando certo. O câmbio está desvalorizado, há especulação.
Os países que estão fortes fazem intervenção.
Câmbio flutuante deve ser lido entre aspas. Temos o fundo soberano
e temos uma margem no superávit para fazer novos investimentos
no país’’, disse.
Cerca de 240 dirigentes petistas
de 26 estados participaram do encontro e, segundo a Folha de S.Paulo
apurou, deram total apoio às teses apresentadas, que serão
levadas ao Diretório Nacional do partido.
Ao final do encontro, o secretário
nacional de comunicação do PT, Gléber Naime, sintetizou: ‘‘Cortar
gastos... Não tem não. O governo tem de investir mais.
Tem de ser o alavancador do investimento. Na nossa reflexão aqui,
seja preciso fazer um combinação, diminuir a taxa de juros,
diminuir o superávit e jogar mais dinheiro na economia popular’’.
Segundo ele, o Planalto precisa
ser firme com o setor empresarial. ‘‘A Vale ganhou dinheiro
até nesse último período. Na primeira dificuldadezinha,
já demitiu 1.300 funcionários. Nosso governo tem que ser
mais exigente também com os empresários’’,
disse Naime.
O tesoureiro do PT, Paulo Ferreira,
diz que o partido fará o debate eleitoral com o PSDB. ‘‘É a
crise de um modelo do qual o governo FHC e o DEM foram os grandes patrocinadores
no Brasil. Foi a desregulamentação do estado, da forma
de trabalho, sem proteções, as privatizações. É esse
modelo que está em crise’’, disse.
Berzoini concorda: ‘‘Eles
avalizaram o movimento neo-liberal no Brasil’’.
Dilma participou do encontro
na sexta-feira à noite e procurou tranquilizar os presentes de
que os investimentos serão mantidos. Carvalho e Dulci também
estiveram em São Roque, mas não quiseram dar entrevistas.
José Alberto Bombig, Enviado especial
Folhapress
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FOLHA DE LONDRINA, 09 de
dezembro de 2008 | Política
Oposição rebate PT
São Paulo - Em nota conjunta, o PSDB, o DEM e o PPS rebateram às
críticas do PT à suposta responsabilidade do governo de Fernando
Henrique Cardoso (PSDB) pelos efeitos da crise econômica mundial no Brasil.
Reportagem da Folha de São Paulo informa que o tesoureiro do PT, Paulo
Ferreira, disse que o governo FHC e o DEM foram os patrocinadores da crise
e que o partido fará o debate eleitoral com o PSDB. ''Foi a desregulamentação
do Estado, da forma de trabalho, sem proteções, as privatizações. É esse
modelo que está em crise'', disse o petista.
Na nota, os presidentes do PSDB
(Sérgio Guerra), do DEM (Rodrigo Maia) e do PPS (Roberto Freire)
dizem que ''os petistas partem para provocações mesquinhas
e facilmente desmoralizadas''.
''O PT esgotou seu prazo de carência
para atribuir ao passado a culpa pelos efeitos da crise econômica.
Depois de seis anos do governo Lula, a legenda do oficialismo surpreende
o país com uma dupla incongruência: se o presidente oficializou
a versão, evidentemente falsa, de que o Brasil não sofre
os efeitos da crise econômica, como atribuir a onda de desemprego
e de forte recesso das atividades produtivas ao ''governo anterior''?
Como governistas no poder podem culpar o 'passado' por uma 'realidade'
que o seu presidente nega peremptoriamente?'', diz a nota.
Na nota, os partidos de oposição
dizem que o ''governo Lula já representa o próprio passado
de que reclamam os petistas, que, portanto, atingem a si mesmos''.
Folhapress
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Gazeta do Povo, 9 de dezembro
de 2008
Presidência
Serra mantém a liderança
na corrida para suceder Lula
Pesquisa Datafolha mostra evolução
da intenção de voto para presidente. Em um cenário
com o tucano Aécio Neves na disputa, Ciro Gomes assume a liderança

Pesquisa do Instituto Datafolha sobre a eleição presidencial
de 2010 indica que o governador paulista José Serra (PSDB) reforçou
a liderança em relação ao levantamento anterior, realizado
em março. A menos de dois anos da eleição, Serra lidera
com taxas que variam de 36% a 47%, conforme diferentes cenários. O segundo
colocado, o deputado Ciro Gomes (PSB), caiu de cinco a seis pontos, enquanto
a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), subiu cinco pontos e varia hoje
de 7% a 12%.
A pesquisa, publicada ontem pelo
jornal Folha de S.Paulo, mostra que o PSDB sai na frente quando o candidato é Serra.
Nesse cenário, Ciro caiu de 20% para 15% e a ex-senadora Heloísa
Helena manteve seus 14%. Com o governador de Minas Gerais na disputa,
Aécio Neves, o quadro é bem diferente: Ciro lidera as intenções
de voto (25%) e o tucano (17%) empata com Heloísa Helena (19%).
Em um cenário sem Ciro,
Serra chega a 47%, contra 17% de Heloísa e 10% de Dilma; no mesmo
cenário, com Aécio como candidato do PSDB, Heloísa
assume a liderança com 27%, contra 23% do governador mineiro e
12% da ministra da Casa Civil.
No cenário em que tanto
Serra quanto Aécio são apresentados como candidatos, Serra
lidera com 36%, com Ciro (14%), Heloísa (13%) e Aécio (12%)
embolados em segundo. Dilma aparece com 7%.
“Me agrada”
“É bom estar na
frente numa pesquisa, mas tenho presente que faltam dois anos para as
eleições. Pesquisa é uma fotografia do momento.
Estar bem na foto não é ruim, evidentemente me agrada”,
comentou. Ele ressaltou que não fez nada para alcançar
o primeiro lugar nas pesquisas de opinião para a eleição
que vai escolher o sucessor do presidente Lula. “Quem me acompanha
no dia-a-dia sabe que estou concentrado em trabalhar como governador
de São Paulo e não em articulações nacionais.”
Na proposta orçamentária
de 2009, o governo de São Paulo vai praticamente dobrar os gastos
com publicidade, um ano antes da eleição para presidente.
Segundo deputados do PT, os gastos com publicidade e propaganda subirão
de R$ 166 milhões em 2008 para R$ 313 milhões. O Orçamento
paulista apresenta um crescimento de 19% em relação ao
deste ano.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
09/12/2008
Carrefour perde ação porque
representantes não entraram na sala de audiência
O não-atendimento, por
parte do advogado e do preposto, ao chamamento para o início
da audiência de conciliação na 6ª Vara do
Trabalho de Brasília (DF) rendeu ao Carrefour Comércio
e Indústria Ltda. a aplicação de revelia e de
confissão ficta e a conseqüente condenação
ao pagamento de horas extras a um ex- funcionário. A condenação
foi mantida em todas as instâncias e confirmada pela Primeira
Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que rejeitou agravo de instrumento
da rede de supermercados.
Em sua defesa, o Carrefour
alegou que tanto o advogado quanto a preposta aguardavam a realização
da audiência em frente à porta da 6ª Vara, mas não
foram cientificados pelo serviço de som da sala de que a audiência
já havia começado: de acordo com a empresa, só se
podia ouvir o chamado das audiências da 5ª Vara, em volume
muito superior aos das demais Varas. Argumentou, ainda, que a juíza
não se encontrava em sua mesa, e sim no lugar destinado ao secretário,
e não pôde, por isso, ser reconhecida por seus representantes.
De acordo com o relato da juíza
de primeiro grau, registrado na sentença, as partes foram chamadas
duas vezes – uma delas com a porta entreaberta por sua ordem
-, e o serviço de som funcionava normalmente. Na audiência
anterior, as partes atenderam normalmente o pregão, “perfeitamente
audível”. A audiência do Carrefour iniciou-se com
um minuto de atraso e durou três minutos, e o ex-empregado atendeu
ao primeiro chamado. “O fato de a juíza estar sentada
na cadeira do secretário de audiências na hora do pregão
não tem o condão de invalidar a audiência, pois
não há norma legal que estabeleça que a validade
do ato solene e público que é a audiência está condicionada
ao local onde se encontra o magistrado na sala”, ressaltou a
juíza.
O Tribunal Regional do Trabalho
da 10ª Região (DF-TO) rejeitou o recurso ordinário
e negou seguimento ao recurso de revista da empresa, levando-a a interpor
agravo de instrumento ao TST. Nas razões do recurso, sustentou
que, com base “na submissão do direito do trabalho aos
princípios da razoabilidade, da economia e da instrumentalidade
do processo”, seria inadmissível a exigência de “rigor
exacerbado” na condução processual. Alegou, ainda,
que a sua condenação desrespeitou os princípios
do contraditório e da ampla defesa, e que a juíza, na
ausência de disposições legais, poderia ter decidido
com base em jurisprudência, por analogia, por eqüidade e
outros princípios e normas gerais de direito ou, ainda, de acordo
com os usos e costumes, como permite o artigo 8º da CLT.
O relator do agravo, ministro
Walmir Oliveira da Costa, assinalou que o TRT rejeitou as justificativas
para a ausência da preposta diante da comprovação
de sua possibilidade de locomoção e salientou a inexistência
de previsão legal para a tolerância de atrasos. Pelos
termos do acórdão, o relator constatou que o Regional
não analisou o caso com base naquele dispositivo da CLT, que “sequer
foi suscitado nas razões do recurso ordinário” – ou
seja, a matéria não foi prequestionada nos moldes previstos
na Súmula nº 297 do TST, requisito necessário para
a admissão do recurso. (AIRR 723/2007-006-10-40.1)
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09/12/2008
Flamengo é condenado a depositar
R$ 97 mil do FGTS de atleta
Por reconhecer a unicidade de
dois contratos sucessivos firmados entre o Clube de Regatas do Flamengo
e o jogador Reinaldo Oliveira, a Sexta Turma do Tribunal Superior do
Trabalho manteve decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região
(RJ) que condenou o clube a pagar o valor correspondente aos depósitos
do FGTS por todo o período da relação contratual.
A Turma concluiu que o início da prescrição para
propor ação que visa ao recolhimento do FGTS é a
extinção definitiva do contrato de trabalho, que foi sucessivamente
prorrogado.
O primeiro contrato vigorou entre
1997 e 2000, e o atleta recebia salário de R$ 500. A rescisão
ocorreu em maio de 2000, quando teve início um novo contrato que
vigorou até abril de 2003, com salário de R$ 25 mil. O
clube, porém, segundo o jogador, nunca lhe forneceu documento
que atestasse a regularidade dos depósitos do FGTS.
De acordo com documento emitido
pela Caixa Econômica Federal, atualizado até 14/08/2003,
o jogador possuía em sua conta vinculada somente R$ 20 mil. Mas,
pelos seus cálculos o valor correto seria R$ 127 mil, de acordo
com seus salários e acréscimos legais. Reinaldo Oliveira
ajuizou ação na 23ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro,
na qual requereu o valor de R$ 97 mil reais, referentes aos depósitos
não-efetuados na conta vinculada do FGTS no período de
agosto de 1997 a julho de 2002,.
O juiz de primeiro grau entendeu
prescrito o FGTS quanto ao primeiro contrato e julgou procedente apenas
o segundo. O jogador recorreu da decisão ao TRT/RJ e este a reformou,
condenando o clube a efetuar os depósitos por todo o período
da relação contratual. Para o Regional, o primeiro contrato
findou antes do termo previsto para ser sucedido por outro. “Constata-se
que houve simples substituição de cláusulas do primeiro
contrato, como aquelas referentes à remuneração
e à duração, constituindo, na verdade, simples novação
objetiva, válida porque consensual e benéfica ao atleta,
de um mesmo contrato”. Insatisfeito, o Flamengo recorreu ao TST
e afirmou que a relação jurídica com o jogador era
delimitada pela Lei nº 9.615/98 (Lei Pelé), que, em seu artigo
30, estabelece ser por prazo determinado o contrato de trabalho do atleta
profissional.
No TST, o ministro relator, Horácio
Senna Pires, manteve a decisão do Regional, citando precedente
da ministra Maria Cristina Peduzzi no mesmo sentido: o de que os novos
ajustes firmados entre a agremiação esportiva e o atleta
profissional não constituem contratos autônomos. “Interpretar
tais ajustes dessa maneira implicaria desvirtuar a finalidade da Lei
Pelé, com conseqüências nefastas para o empregado,
uma vez que a prescrição bienal seria contada do final
de cada contrato de trabalho”, assinalou. “Assim, uma lei
que tem por fundamento normativo a garantia da liberdade contratual do
atleta seria utilizada para frustrar seus direitos trabalhistas”.
Para o ministro Horácio, “agasalhar esse entendimento significaria,
ainda, claro estímulo para que as agremiações esportivas
deixassem de efetuar o recolhimento do FGTS”. ( RR-1748/2003-023-01-00.9)
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