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Folha de S.Paulo, 10 de dezembro
de 2008
Construção civil
estima crescer 10% neste ano, apesar de efeitos da crise
CLAUDIA ROLLI
DA REPORTAGEM LOCAL
A construção civil,
setor industrial que mais cresceu no terceiro trimestre deste ano em
comparação com igual período de 2007, prevê manter
o ritmo de expansão no quarto trimestre deste ano, apesar da crise
financeira mundial e de seus reflexos na economia do país.
O SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil
do Estado de São Paulo) estima que o setor vá crescer 10% neste
ano sobre o ano passado.
" Registramos crescimento de 9,2% nos últimos 12 meses. E, para este último
trimestre, esperamos crescer em torno de 8,5% [na comparação com
o quarto trimestre de 2007]. Se esse percentual se confirmar, será um
bom resultado", afirma Eduardo Zaidan, diretor de economia do SindusCon-SP.
" O setor não deve sofrer uma retração como a verificada
no setor automobilístico. Os investimentos realizados demoram para ter
impacto positivo na construção, assim como o corte deles demora
para ter reflexos negativos", diz.
Para Sérgio Watanabe, presidente do SindusCon-SP, o desempenho do setor
no terceiro trimestre deste ano -o crescimento foi de 11,7% na comparação
com igual período de 2007- é resultado principalmente dos investimentos
realizados. "Os investimentos produtivos continuaram crescendo, fator
fundamental para o desenvolvimento do país. Investimentos em máquinas,
equipamentos e construção civil permanecem e seus efeitos vão
se traduzir na expansão da infra-estrutura e em mais crescimento no
futuro."
Paulo Safady Simão, presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria
da Construção), avalia que "o resultado do PIB reiterou
que a construção civil tem sido o motor do crescimento econômico
brasileiro em 2008". "Pela primeira vez em muitos anos não
se via aumento de dois dígitos em um setor econômico que gera
tanto emprego e renda." Ele ressalta que foram mais de 300 mil empregos
criados neste ano.
O Secovi-SP (sindicato da habitação) registrou crescimento de
17,4% na venda de imóveis novos na capital paulista entre janeiro a
setembro deste ano em relação ao mesmo período de 2007.
Os dados de novembro e as expectativas de crescimento para o ano devem ser
divulgados na próxima semana.
Mas em setembro começaram a chegar ao mercado imobiliário os
primeiros indícios de reflexo da crise financeira -quando a oferta de
lançamentos caiu 35% em relação ao mês de agosto.
As vendas de imóveis novos também tiveram queda. Em setembro
foram comercializadas 2.544 unidades residenciais ante 4.146 em agosto - redução
de 38,6%.
As contratações no setor também se desaceleraram em outubro,
quando 5.905 vagas com carteira assinada foram criadas no país, segundo
levantamento do SindusCon-SP e da FGV (Fundação Getulio Vargas).
Em setembro e agosto, foram criados, respectivamente, 39,8 mil e 42,2 mil postos
de trabalho na construção.
" No setor, há tradicionalmente corte de vagas no final do ano. O
ritmo de geração de vagas diminuiu, mas ainda é positivo",
afirma Zaidan.
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Gazeta do Povo, 10 de dezembro
de 2008
Selo verde
Sustentabilidade ganha espaço na
construção
Profissionais da área vão elaborar
uma cartilha para reduzir impactos ambientais
Durante o Fórum do Ambiente
Construído Sustentável (Focus), que será realizado
amanhã e sexta-feira, em Curitiba, os profissionais ligados à construção
civil vão elaborar uma cartilha sobre sustentabilidade. O material
reunido nessa publicação será o resultado do trabalho
de seis grupos que vão discutir temas como uso da água,
reciclagem de resíduos, eficiência energética e materiais.
A preocupação em reduzir os impactos ambientais vem ganhando
espaço na construção, mas Curitiba ainda não
tem nenhum prédio com o chamado selo verde. O primeiro está em
construção (veja texto nesta página).
Jeferson Dantas Navolar, presidente
do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento Paraná,
diz que quando se fala em sustentabilidade é possível recuar
séculos. “A arquitetura grega, por exemplo, já pensava
na saúde pública da população”. No
Brasil, segundo ele, a bioarquitetura entrou em pauta por volta de 1987
e na última década surgiu o tema da sustentabilidade. Os
primeiros protocolos sobre o assunto, completa, foram assinados na Rio
92, a conferência sobre meio ambiente.
Um dos arquitetos responsáveis
pela Realiza Arquitetura, Frederico Carstens, lembra que há dez
anos começaram a surgir as empresas certificadoras nos Estados
Unidos. “O pacote veio pronto para o Brasil e isso não é bom,
porque o princípio da sustentabilidade é o pensamento do
caso a caso”, afirma. Carstens, que faz parte da diretoria de Sustentabilidade
da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura
(Asbea), diz que o termo está sendo usado de forma maciça
e sem critério. “Se o consumidor achar que está sendo
ludibriado, vamos precisar de mais 20 anos para que ele volte a acreditar
na importância da preocupação com o empreendimento
sustentável”, alerta.
O vice-presidente do Sindicato
da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-PR)
para a área de meio ambiente, Tiago Guetter, garante que todas
as empresas estão preocupadas em racionalizar construções,
evitar o desperdício, treinar os operários, usar novas
tecnologias e reaproveitar os materiais nas obras. De acordo com ele,
essa preocupação deve começar pelo projeto, que
tem de aproveitar os recursos naturais.
Guetter lembra que muitas exigências
são feitas pela prefeitura de Curitiba. O projeto deve prever,
por exemplo, o reaproveitamento da água da chuva para limpeza
de calçadas ou uso em jardins. “Todos os projetos – arquitetônico,
elétrico, hidráulico – já devem prever a questão
da sustentabilidade”, diz. A prefeitura cobra, ainda, a gestão
dos resíduos na obra.
Para Navolar, não há escolha: “Ou
melhoramos o consumo em todas as classes ou o planeta vai se exaurir.” Em
sua opinião os arquitetos devem “olhar a cadeia produtiva
como um todo” e não ficar apenas produzindo “arquitetura
confortável”. Carstens afirma que um projeto inteligente,
bem feito, já é fazer arquitetura sustentável. “O
que acontece é que com o período de revolução
industrial e abundância energética as lições
da vovó ficaram para trás e muitos profissionais deixaram
de fazer arquitetura inteligente, que é sustentável.”
Com relação
a custos, Navolar diz que não é correto falar em aumento
de gastos, mas em maior capacidade de gestão de quem está produzindo
essa arquitetura. Para Carstens, o saldo final é de uma “economia
significativa”. “Você põe mais vidros e tem
um custo maior, mas depois terá uma economia permanente de energia”,
explica o arquiteto.
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O ESTADO DO PARANÁ,
10 de dezembro de 2008 | Economia
Custo da construção sobe
0,81% em novembro
Agência Estado
O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) subiu 0,81%
em novembro, após alta de 0,95% em outubro. A informação
foi anunciada nesta terça-feira (9) pelo IBGE, que faz o cálculo
do índice em parceria com a Caixa Econômica Federal (CEF). O custo
nacional por metro quadrado passou de R$ 667,21 em outubro para R$ 672,62 em
novembro, sendo R$ 393,20 relativos às despesas com materiais e R$ 279,42
com a mão-de-obra.
O resultado foi maior do que
o apurado em novembro de 2007 para o mesmo índice (0,48%). O acumulado
de janeiro a novembro deste ano ficou em 11,05%, que também ficou
acima do registrado em igual período ao ano passado (5,28%). Nos últimos
12 meses até novembro, a variação de 11,89% também
superou os 11,52% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.
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FOLHA DE LONDRINA, 10 de
dezembro de 2008 | Especial
Construtoras investem em mão-de-obra
A falta de pedreiros e profissionais
ligados à construção civil levou as construtoras
a investir na capacitação da mão-de-obra. Qualidade
na obra e oportunidade de emprego para muitas pessoas que estavam sem
registro em carteira de trabalho. Estão sendo ofertados cursos
para formação de pedreiros, carpinteiros e várias
outras funções ligadas à obra e também à reciclagem
dos colaboradores. A Construtora A. Yoshii, por exemplo, promoveu seis
cursos de formação e qualificação neste ano.
‘‘Além de
melhorar a qualidade do pessoal, há a necessidade por mão-de-obra,
que foi muito forte no primeiro semestre deste ano e no terceiro trimestre
do ano’’, observa Aparecido Siqueira, gerente de Recursos
Humanos da A.Yoshii. A construtora iniciou o ano com 1.040 funcionários
e hoje o quadro é de 1,6 mil, a maioria profissionais ligados à obra.
Siqueira conta que eles chegaram a contratar até profissionais
de outros Estados e ainda há vagas para 150 cargos, a maioria
para pedreiros e carpinteiros.
A Plaenge também aumentou
o seu quadro de funcionários em mais de 70% neste ano. A partir
deste segundo semestre houve uma redução em 50% nas contratações
para o departamento de vendas mas, em compensação, cresceram
as ofertas para profissionais com atuação mais direta em
obras. A construtora também investiu na formação
de mão-de-obra ao fundar a Escola da Construção
Plaenge. ‘‘É difícil encontrar mão-de-obra
de qualidade e até para escola é difícil de encontrar
interessados, apesar do aquecimento do mercado’’, observa
Luciana Siqueira da Silva, gerente de Recursos Humanos.
Na sua avaliação,
um dos principais desafios para o futuro é tornar atrativa a profissão
de pedreiro. ‘‘Falta conscientização e um trabalho
de valorização da categoria. É até uma questão
de status, uma vez que a profissão é imporante para o desenvolvimento
das cidades e fundamental para a infra-estrutura’’, comenta.
O operador de grua Leandro de Andrade Martins aproveitou a chance de
mudar de profissão há cinco anos. Na época trabalhava
como mototáxi, sem registro em carteira, quando recebeu o convite
de um conhecido para atuar como servente de pedreiro.
‘‘Surgiu a
oportunidade e aceitei porque o salário era melhor’’,
lembra Martins. Ele mora em Ibiporã e, assim como milhares de
trabalhadores, vem a Londrina todos os dias para ganhar o seu sustento.
Depois de empregado, matriculou-se no curso de capacitação
oferecido pela construtora e hoje é operador de grua. ‘‘Fiz
o curso para aprender uma profissão diferente e melhorar meu
salário’’, diz. Mesmo assim, não pensa em
parar. O próximo passo é fazer o curso de cremalheiro.
(F.M.)
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O ESTADO DO PARANÁ,
10 de dezembro de 2008 | Economia
Lula compara mercados de trabalho do
Brasil e dos EUA
Agência Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou nesta terça-feira
(9) a meta de geração de empregos do presidente eleito dos Estados
Unidos, Barack Obama, ao desempenho do mercado de trabalho brasileiro. "O
Obama disse que até 2011 quer criar 2,5 milhões de empregos.
Nós já criamos 2,2 milhões de empregos com carteira assinada
neste ano", disse Lula, durante solenidade de inauguração
de trecho da ferrovia Norte-Sul em Colinas (TO).
Falando em defesa das ações
de seu governo, Lula também rebateu quem acusa o programa "Bolsa
Família" de ser assistencialista. "Os R$ 70 ou R$ 80
(recebidos pelas famílias) são valor menor do que a gorjeta
que os ricos dão no bar depois de encher a cara de uísque",
disse o presidente.
A uma platéia formada
basicamente por operários das obras da ferrovia Norte-Sul e
de moradores da região de Colinas, Lula também afirmou
que, nas eleições de 1994, quando foi derrotado por Fernando
Henrique Cardoso, foi vítima da "maior aliança das
elites do Brasil". Lula recordava-se das viagens que havia feito
anos antes por ocasião da "Caravana da Cidadania" e
disse que, na disputa contra FHC, foi proibido o uso de imagens externas
na campanha eleitoral pela televisão. "E eu tinha mais
de 46 horas de imagens feitas por todo o Brasil".
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MTE, 10 de dezembro de 2008
Ministro cria grupo de trabalho
para acompanhar a aplicação dos recursos do FAT e FGTS
Objetivo é garantir a manutenção
e geração de empregos a partir das ações
com o dinheiro dos dois Fundos
Programas financiados com recursos provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador
(FAT) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) serão
acompanhados, a partir de agora, por um Grupo de Trabalho (GT). Instituído
por meio de Portaria n° 996, de 1º de dezembro, e assinada pelo ministro
do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, o GT terá como finalidade analisar
o cumprimento dos objetivos dos programas (de cunho social), em especial aqueles
voltados à manutenção e geração de empregos.
O Grupo será constituído
por representantes do MTE, das centrais sindicais e das confederações
de empregadores, e terá que prestar informações
ao ministro Lupi. Por parte do MTE, participam um representante do Gabinete
Ministerial; da Secretaria de Relações do Trabalho; da
Secretaria de Políticas Públicas de Emprego; da Secretaria
de Inspeção do trabalho e da Secretaria Nacional de Economia
Solidária.
Havendo necessidade, a Portaria
também prevê que outros servidores das áreas técnicas
do Ministério do Trabalho, pessoas ou entidades do setor público
ou privado poderão colaborar.
FAT - O Fundo
de Amparo ao Trabalhador é um fundo especial, vinculado ao Ministério
do Trabalho e Emprego e destinado ao custeio do Programa do Seguro-Desemprego,
do Abono Salarial e ao financiamento de Programas de Desenvolvimento
Econômico.
As principais ações
de emprego financiadas com recursos do FAT estão estruturadas
em torno de dois programas: o Programa do Seguro-Desemprego (com as ações
de pagamento do benefício do seguro-desemprego, de qualificação
e requalificação profissional e de orientação
e intermediação do emprego) e os Programas de Geração
de Emprego e Renda, cujos recursos são alocados por meio dos depósitos
especiais criados pela Lei nº 8.352, de 28 de dezembro de 1991 (incorporando,
entre outros, o próprio Programa de Geração de Emprego
e Renda - PROGER, nas modalidades Urbano e Rural e o Programa Nacional
de Fortalecimento da Agricultura Familiar - PRONAF).
FGTS - Os recursos
do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), além de
proteger quem é demitido sem justa causa, também o favorece
o trabalhador de forma indireta, ao proporcionar as condições
necessárias à formação de um Fundo de aplicações,
voltado para o financiamento de habitações, assim como
para investimentos em saneamento básico e infra-estrutura urbana.
Fonte: MTE
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Vermelho, 10 de dezembro
de 2008
PIB do 3º trimestre surpreende
e cresce 6,8%
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 6,8% no terceiro trimestre
deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.
Na comparação com o segundo trimestre, a expansão foi
de 1,8%. No intervalo de 12 meses entre outubro de 2007 e setembro deste ano,
o PIB cresceu 6,3%. Os números foram divulgados pelo IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (9).
O desempenho da economia brasileira surpreendeu muitos analistas. A expectativa
era de uma alta em torno de 6% na comparação com o terceiro trimestre
do ano passado e pouco mais de 1% em relação ao período
de julho a setembro deste ano.
Entre os setores da economia, o destaque foi a indústria, que verificou
um crescimento de 7,1% sobre o terceiro trimestre do ano passado. A atividade
agropecuária expandiu-se 6,4%, e os serviços, 5,9%.
A construção civil
continuou sendo o destaque do setor industrial, com crescimento de 11,7%.
A produção de petróleo e gás aumentou 6,2%;
a de minério de ferro, 10,6%.
Na área agrícola,
destacam-se o trigo, o café e a cana-de-açúcar,
produtos que têm safra relevante no terceiro trimestre. Entre os
serviços, os destaques foram informações (expansão
de 10%), comércio (9,8%) e intermediação financeira
e seguros (8,8%), sempre na comparação com o terceiro trimestre
do ano passado.
Investimento cresce 19,7%
Os dados do IBGE mostram que
os investimentos das empresas (a chamada "formação
bruta de capital fixo") aumentaram 19,7% na comparação
com o terceiro trimestre de 2007.
O motivo, segundo o IBGE, foi
o aumento da produção interna e da importação
de máquinas e equipamentos.
O consumo das famílias
aumentou 7,3%, no 20º crescimento consecutivo quando se compara
um trimestre com o seu equivalente no ano anterior. Essa evolução é explicada
pelo crescimento de 10,6% da massa salarial (total de salários
pagos no país), na avaliação do IBGE.
As despesas da administração
pública aumentaram 6,4% em relação ao terceiro trimestre
de 2007. No setor externo, as exportações de bens e serviços
subiram 2%, bem menos que as importações (22,8%). Desde
o primeiro trimestre de 2006, segundo o IBGE, a taxa de crescimento das
importações supera a das exportações.
Crise
A crise financeira internacional
ganhou força a partir da metade de setembro, com o colapso do
banco de investimento Lehman Brothers. A partir daí, os sinais
de recessão global começaram a aparecer – o que leva
analistas a prever uma contração do PIB também no
Brasil no quarto trimestre.
Na avaliação do
Professor da FEA-USP, Luiz Jurandir Simões Araújo, os números
divulgados nesta terça-feira, assim como os do próximo
trimestre, ainda trarão um saldo positivo do período anterior
ao agravamento da crise financeira global. Araújo não descarta
uma desaceleração entre o quarto e o terceiro trimestre
de 2008, mas, para ele, o verdadeiro teste para a economia brasileira
será conhecido a partir de março de 2009. “O impacto
da redução dos postos de trabalho fechados na Vale, a redução
de projetos imobiliários e a retração do crédito
no financiamento de automóveis só deve ser conhecido depois
de março de 2009”, avalia Araújo.
Revisões
Também nesta terça-feira,
o IBGE revisou, para cima, o resultado do crescimento do PIB do País
em 2007. Segundo os dados do órgão, a expansão no
ano passado foi de 5,7%, acima dos 5,4% anunciados anteriormente.
O IBGE revisou também
o desempenho econômico do Brasil no primeiro trimestre deste ano.
O PIB, segundo os novos dados, cresceu 1,7% entre janeiro e março
de 2008 na comparação com o último trimestre de
2007, bem acima do 0,8% informado inicialmente.
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Vermelho, 10 de dezembro
de 2008
Copom enfrentará protestos
das centrais contra juros altos
No dia do anúncio do Copom (Comitê de Política Monetária),
10 de dezembro, as centrais sindicais irão realizar manifestações
exigindo a queda na taxa Selic (juros básicos), que hoje está em
13,75%.
Em Brasília, os manifestantes se reunirão às 10 horas
em frente ao Congresso Nacional e em seguida sairão em passeata até a
sede do Banco Central. Os dirigentes e trabalhadores assarão sardinhas
que serão distribuídas no local.
Já às 16 horas, as centrais farão um ato no Banco Central,
localizado na Av. Paulista. "Os trabalhadores exigem a queda na taxa Selic.
Com juros menores há mais consumo, e isto gera produção
que resulta em novos postos de trabalho", afirmou o presidente da Força
Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho.
Serviço:
Ato das centrais sindicais contra os juros
Data: 10 de dezembro
Brasília – 10 horas
Local – Passeata do Congresso até o Banco Central
São Paulo – 16
horas
Local – Banco Central – Av. Paulista, 1804
Fone: (11) 9974-3547
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Folha de S.Paulo, 10 de dezembro de 2008
Pobreza
Quase um bilhão passa fome
no mundo, diz FAO
Na esteira da crise alimentar e econômica, subiu de 923 milhões
para 963 milhões o número de desnutridos no último ano,
informou ontem a FAO. A agência da ONU para a alimentação
e a agricultura alerta que a crise pode levar mais pessoas à pobreza
ao diminuir remessas de dinheiro, investimentos e ajuda humanitária.
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Congresso em Foco, 10 de
dezembro de 2008
Congresso fica 71% mais caro em dez
anos
Orçamento do Legislativo será de
R$ 7,7 bilhões em 2009. Em 1999, era de R$ 4,49 bilhões,
em valores atualizados
Rodolfo Stuckert/Ag.Câmara

Eduardo Militão
O orçamento do Legislativo
será de R$ 7,7 bilhões em 2009. Essa é a proposta
aprovada na semana passada pela Comissão de Orçamento,
ao votar o relatório setorial que trata, entre outros setores,
das despesas da Câmara, do Senado e do Tribunal de Contas da União
(TCU).
Apesar de representar um aumento
de 2% na comparação com 2008, o valor significa um acréscimo
orçamentário de 71% em relação a dez anos
atrás. Em 1999, o orçamento do Legislativo era de R$ 2,46
bilhões, ou R$ 4,49 bilhões, em valores atualizados pelo
IPCA, do IBGE. As despesas com pessoal subiram de R$ 1,95 bilhão
(R$ 3,57 bilhão atualizados) para R$ 5,97 bilhões, segundo
o relatório aprovado.
Não é mesmo de
se desprezar o orçamento dos três órgãos,
onde trabalham 594 deputados e senadores, nove ministros do TCU e 23.681
servidores. A previsão de despesas é maior do que a de
cinco das oito maiores cidades brasileiras: Salvador (BA), Fortaleza
(CE), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR) e Manaus (AM). Só São
Paulo, Rio de Janeiro e Brasília têm orçamentos maiores
que o Legislativo federal.
No ano passado, o orçamento
da Câmara, do TCU e do Senado foi fixado em R$ 7,547 bilhões.
Agora, com o aumento, vai passar para R$ 7,688 bilhões. A maior
parte do dinheiro (78%) vai para pagar funcionários. Para investimentos,
sobram apenas 6%, ou R$ 428 milhões.
ORÇAMENTO DO LEGISLATIVO
SOBE PARA R$ 7,7 BILHÕES
(valores em R$ bilhões)

Fonte: Relatório Setorial VIII da Comissão
Mista de Orçamento
O salto nos gastos é alvo
de crítica de parlamentares. O senador Pedro Simon (PMDB-RS) avaliou
que o aumento de R$ 4,49 bilhões para R$ 7,7 bilhões é alto
demais. "Eu acho um absurdo. Eu não vejo explicação.
Prometo tomar providências", disse ele ao Congresso em Foco
ao tomar conhecimento dos números.
Austeridade na Câmara
O relatório setorial aprovado
na semana passada indica que a Câmara vai reduzir suas despesas
em R$ 127 milhões, principalmente na área de pessoal. Já o
Senado, apesar de aumentar os gastos em 4,65%, desistiu de tentar tirar
o Anexo III do papel.
Segundo o relator setorial, deputado
Guilherme Campos (DEM-SP), a redução das despesas está diretamente
ligada à austeridade imposta pelo presidente da Câmara,
Arlindo Chinaglia (PT-SP). Criticado pelos funcionários, o petista
foi apelidado de “um para as sete”, por encerrar as sessões
sempre pouco antes das 19h, a fim de evitar os gastos com horas extras
dos funcionários.
Em 2007, a economia nessa área
foi de R$ 10 milhões. Consultores ouvidos pelo Congresso em Foco
avaliam que o adicional de especialização dos servidores
deve ter ficado de fora da proposta de 2009, já que, neste ano,
a Mesa Diretora acabou não aprovando a proposta.
Por meio de assessoria, a Diretoria
Geral da Câmara disse que a redução das despesas é fruto
de uma gestão mais eficiente. "Diminuição nos
custos com energia elétrica, água, luz, devido a investimentos
como, por exemplo, torneiras automáticas e equipamentos com menor
consumo", citou. A instituição prefere não
comentar se os cortes de horas extras ou a falta do adicional de especialização
dos funcionários pesaram na economia. "Não está nada
definido até agora", resumiu a Diretoria Geral.
De todo modo, o relator está satisfeito.
Guilherme Campos elogia a postura de Chinaglia. “Eu o parabenizo
por essa austeridade. Isso tem pressão orçamentária”,
afirma o deputado do DEM, partido que cobra constantemente redução
das despesas na máquina pública.
Anexo V
Apesar disso, a Câmara
reservou R$ 321 milhões para investimentos. Entre as obras contempladas,
a construção do Anexo V, ao custo de R$ 56 milhões,
e a ampliação do Anexo IV, orçada em R$ 148 milhões.
A idéia é acomodar os gabinetes dos deputados do Anexo
III (menores e sem banheiro) na estrutura do Edifício IV. O Anexo
V abrigará a biblioteca e o museu da Câmara, a ser criado.
A Casa aguarda receber licenças ambientais das duas obras para
fazer a licitação.
Por R$ 49 milhões, os
deputados querem reformar e fazer reparos nos imóveis funcionais
da Casa. "Serão entregues até maio ou junho quatro
prédios. Estão em processo de licitação mais
cinco prédios na 302 Norte", informa a Diretoria Geral da
Câmara. Há ainda a previsão de um centro de tecnologia
(R$ 7 milhões) e de um canal de TV internacional (R$ 1 milhão).
Folha à vista
O Senado deixou de incluir o
Anexo III no orçamento deste ano por falta de recursos. A assessoria
da Casa diz que a Primeira Secretaria não fechou a proposta de “vender” a
folha de pagamento para o Banco do Brasil e a Caixa Econômica. É com
esses recursos que a o Senado espera tocar o projeto.
Para a reforma estrutural do
prédio do Serviço de Processamento de Dados do Senado (Prodasen),
o orçamento prevê um gasto de R$ 5,1 milhões. Mas
a obra é uma reivindicação antiga, que não
sai do papel há mais de cinco anos.
Para implementar o Programa Interlegis
II, a previsão é de que sejam gastos R$ 2 milhões.
Na quinta-feira (4), o Congresso aprovou um crédito adicional
de R$ 75 mil para bancar uma parcela do empréstimo internacional
que financia parte do projeto de interligar os legislativos do país.
O túnel sob o Eixo Monumental
não aparece textualmente mais na proposta orçamentária.
Mas, segundo a assessoria de imprensa do Senado, quatro empresas já apresentaram
propostas para o edital de licitação lançado este
ano.
A obra, de R$ 2,7 milhões,
vai criar uma passagem de pedestres subterrânea entre o estacionamento
da Casa e o do Palácio do Planalto. Um pedido de crédito
adicional não apreciado pelos congressistas na quinta-feira passada
alocava R$ 1,1 milhão para a obra. Segundo Pedro Simon, a proposta
não deve prosperar, graças a uma decisão da Mesa
a ser tomada hoje (10). "Eles vão retirar isso de votação",
aposta o senador. "E ninguém sabia disso."
A assessoria do Senado indicou
um técnico da Casa para explicar o aumento das despesas da instituição
entre 1999 e 2009, conforme a previsão orçamentária
do relatório aprovado pela Comissão de Orçamento.
Mas não houve resposta ao Congresso em Foco até o fechamento
deste texto. A assessoria da Câmara também não pôde
prestar esclarecimentos sobre a evolução das despesas na
Casa nos últimos dez anos.
Instituto
O Tribunal de Contas da União
terá R$ 40 milhões em investimentos se a proposta for totalmente
executada. Para o Instituto Sezerdello Corrêa, foram destinados
R$ 18,9 milhões. Para a criação de secretarias de
controle externo no Acre, Amapá e Roraima, R$ 1 milhão
cada uma.
A compra de terrenos para futuras
obras está prevista no valor de R$ R$ 2,5 milhões, em Salvador,
e R$ 1 milhão, em Fortaleza.
Sem garantia
O relatório de Guilherme
Campos ainda será submetido ao relator-geral, senador Delcídio
Amaral (PT-MS), e depois à Comissão de Orçamento
novamente. A seguir, a proposição seguirá para o
Plenário do Congresso.
Mesmo aprovados, os gastos
podem continuar no papel, principalmente os investimentos. É que
o orçamento é apenas autorizativo. As administrações
da Câmara, do Senado e do TCU podem alegar falta de recursos
para executar as obras e não fazer as licitações
ou firmar os contratos.
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Folha de S.Paulo, 10 de dezembro
de 2008
Foco
Senado constrói rampa com pedra
de granito do avesso em vez de cimento
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O Senado decidiu investir seus
recursos numa obra polêmica. Trata-se de uma rampa que dará acesso
a uma das saídas da Casa na qual está sendo exposto o lado
inverso do granito. A parte polida da pedra é que recebe o cimento.
Ao usar a pedra de forma invertida, a aparência do piso é igual
a de um cimento queimado. O Senado explicou que não usou cimento porque
tinha o granito em estoque e que resolveu inverter a pedra porque, dessa forma,
não fica escorregadio. "Compramos bastante granito para fazer reposição.
Estava tudo estocado", disse Adriano Bezerra de Faria, secretário
de engenharia do Senado. "Cimento, areia, brita, tudo isso resolvia, mas
optamos pela harmonização arquitetônica", disse.
Segundo o Senado, foram usados 68 m2 de granito ao custo de R$ 45 o metro quadrado.
A Folha encontrou em lojas especializadas o metro a R$ 60.
A obra foi feita, segundo Faria, porque o local estava esburacado, o que não é confirmado
por servidores que trafegam no local ouvidos pela reportagem. No local foram
usadas 351 pedras de granito. Já o túnel, cuja obra ainda não
foi iniciada, custará R$ 5,6 milhões aos cofres da Casa. (ANDREZA
MATAIS)
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
10/12/2008
Quarta Turma rejeita ação de cobrança
de honorários advocatícios
Mesmo que oriunda de causa trabalhista,
a cobrança de honorários advocatícios contratados
entre advogados e clientes é uma prestação de serviços
de natureza civil da competência da Justiça Comum. Com este
entendimento, a Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento
a recurso de um advogado gaúcho que queria receber pelos serviços
prestados a uma cliente que, no transcurso do processo, constituiu outro
advogado sem lhe pagar nada. A incompetência da Justiça
do Trabalho para resolver o caso já havia sido declarada no primeiro
grau e confirmada pelo Tribunal Regional da 4ª Região (RS).
A intenção do advogado
era que a Justiça Trabalhista reservasse parte dos créditos
que a cliente viesse a receber para o pagamento de seus honorários.
De acordo com a inicial da reclamação trabalhista, ele
foi contratado por uma servente bancária terceirizada que prestou
serviços à Caixa Econômica Estadual do Rio Grande
do Sul de 1987 a 1994 e foi demitida sem justa causa. Mas a cliente contradisse
sua alegação de que fora destituído no andamento
da reclamação, informando que apenas seguiu orientação
da Vara do Trabalho de Santa Rosa (RS) no sentido de constituir novo
advogado porque o seu estava suspenso pela OAB. O advogado contestou,
mas o juiz declarou a incompetência absoluta da Justiça
Trabalhista para resolver o caso.
Com a sentença mantida
pelo Tribunal Regional, o advogado recorreu ao TST, insistindo no afastamento
da incompetência da Justiça do Trabalho. Ao examinar o recurso
na Quarta Turma, o relator, ministro Barros Levenhagen, não lhe
deu razão. Ele concordou com a decisão regional de que
a questão continua sendo da competência da Justiça
Comum, pois a Emenda Constitucional 45/2004, que ampliou a competência
da Justiça do Trabalho, não a estendeu às ações
que envolvem cobrança de honorários advocatícios,
mesmo que acordados no âmbito do processo do trabalho.
O relator concluiu citando diversos
precedentes do Superior Tribunal de Justiça que estabelecem a
competência da Justiça Civil para questões semelhantes.
Nesse sentido, informou que o STJ editou a Súmula nº 363,
segundo a qual “compete à Justiça Estadual processar
e julgar a ação de cobrança ajuizada por profissional
liberal contra cliente”. Seu voto foi colocado em votação
e aprovado pela maioria dos ministros da Quarta Turma. ( RR-1001-2006-751-04-00.3)
(Mário Correia)
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