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Vermelho, 11 de dezembro de
2008
PIB: Brasil é o único
a crescer entre os 20 maiores do mundo
Com expansão 0,6 ponto percentual maior que a do segundo trimestre (de
6,2% para 6,8%), o Brasil foi o único entre as 20 maiores economias
(a Turquia divulgará seus dados na semana que vem) que teve avanço
maior de julho a setembro do que nos três meses anteriores.
Os Estados Unidos, a maior economia mundial, passaram de avanço de 2,1%
no segundo trimestre para 0,7% no terceiro, e o Japão, a segunda maior,
nesse mesmo período, saiu de um avanço de 0,7% para uma contração
de 0,5%, sempre fazendo a comparação com o mesmo período
de 2007.
Em relação ao trimestre imediatamente anterior, a economia japonesa
está em recessão (teve dois trimestres consecutivos de retração),
e os EUA se contraíram de julho a setembro – o país está oficialmente
em recessão desde dezembro de 2007, segundo os critérios da National
Bureau of Economic Research, que considera outros indicadores além do
PIB.
Um cenário parecido já tinha acontecido entre abril e junho.
Na ocasião, só Brasil, México e Indonésia cresceram
mais no segundo trimestre do que no período de janeiro a março – levando
em conta os 20 maiores PIBs do mundo. Mas a Indonésia se desacelerou
de 6,4% no segundo trimestre para 6,1% nos três meses seguintes, e o
México teve o seu menor avanço em cinco anos, de 1,6%.
Brics
O resultado brasileiro do terceiro trimestre também serviu para que
o país não tivesse o menor avanço dos Brics (grupo que
também conta com a Rússia, a Índia e a China). Agora coube à Rússia,
que enfrenta queda de mais de 60% no preço do petróleo, uma das
suas principais fontes de renda, o posto de país que menos cresce. O
PIB russo cresceu 6,2% no terceiro trimestre, 1,3 ponto percentual menos que
entre abril e junho.
A última vez que o Brasil não ficou, pelo menos isoladamente,
com o pior resultado entre os Brics foi em 2004, quando o país e a Rússia
cresceram 7,8% no segundo trimestre. O crescimento de 6,8% permitiu que o Brasil
conseguisse diminuir mais a diferença que o separava dos crescimentos
dos demais países emergentes, especialmente China e Índia.
Com o recuo da procura por seus produtos e serviços no exterior e a
queda na demanda interna, a China avançou 9% de julho a setembro (a
expansão no segundo trimestre foi de 10,1%), e a Índia, 7,6%,
0,3 ponto percentual menos do que entre abril e junho.
O Brasil também foi um dos poucos países da América Latina
que continuou se acelerando (o Chile é outro caso – passou de
crescimento de 4,5% para 4,8%), mas não é o que mais avança
na região.
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PINIWEB, 11 de dezembro de
2008
Construção civil impulsionou
crescimento do PIB
Construção cresceu 11,7% e obteve
o melhor desempenho do setor industrial
Rafael Frank
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,8% no terceiro trimestre
do ano e alcançou os R$ 747,3 bilhões segundo o IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística). Parte desse resultado é de
responsabilidade da construção civil, que obteve o melhor desempenho
no subsetor industrial, registrando crescimento de 11,7%. Com isso, a indústria
respondeu pela maior fatia do PIB nacional ao crescer 2,6% em relação
ao período anterior, seguida pelo setor agropecuário (1,5%) e
de serviços (1,4%).
De acordo com o IBGE, o setor
da construção foi beneficiado pela oferta de obras públicas
e de operações de crédito direcionadas à habitação
no terceiro trimestre de 2008, de 32,3% a mais que o mesmo período
de 2007. "O resultado alcançado pela construção
civil no terceiro trimestre reforça a previsão de que o
setor deverá fechar 2008 com um crescimento de cerca de 10%",
afirmou o presidente do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da
Construção Civil do Estado de São Paulo), Sérgio
Watanabe.
O PIB acumulado até o
terceiro trimestre de 2008 apresentou crescimento de 6,3% em relação
aos quatro trimestres imediatamente anteriores. A alta deve-se à elevação
de 5,8% nos preços básicos e ao aumento de 9,2% nos impostos
sobre produtos. Dentro da atividade da indústria, a taxa mais
alta também foi registrada pela construção civil,
com 9,2%.
Outro indicador relevante divulgado
pelo IBGE foi o da taxa de investimento, que atingiu 20,4% do PIB, nível
recorde para o terceiro trimestre desde 2000, quando esta série
foi iniciada.
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PORTAL UAI/ MINAS GERAIS,
11 de dezembro de 2008 | Economia
Trabalhadores da construção
civil protestam em BH
Elaine Resende
Um grupo de aproximadamente 150 trabalhadores da construção civil,
segundo a Polícia Militar, fez um protesto, na manhã desta terça-feira,
no bairro Belvedere, região Centro-Sul de Belo Horizonte. Os manifestantes
se reuniram em frente a uma obra na Rua Desembargador Jorge Fontana, 336, e
estenderam faixas com pedidos de aumento salarial. Mesmo com o aglomerado de
pessoas, a situação, ainda conforme a PM, foi tranquila. Os trabalhadores
seguiram em ônibus escoltados por militares para a Praça da Estação,
no hipercentro da capital, onde se encontraram com outros grevistas.
A categoria, cuja data-base é 1º de
novembro, não chegou a um acordo com o Sindicato da Indústria
da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG). O presidente
do sindicato, Walter Bernardes de Castro, informou que foi proposto um
reajuste de 8,5%. “Depois de negociar bastante chegamos a esse
número que é limite”, disse.
A categoria, que de acordo com
o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção
Civil (Stic-BH) reúne cerca de 60 mil profissionais na Grande
BH, pede um aumento de 76%. Conforme o presidente da entidade Osmir Venuto,
o reajustre proposto pelos patrões é baixo. Hoje, o salário-base
de um servente é R$ 477 e o de pedreiro, R$ 736. “76% em
cima de um salário de R$ 447 é R$ 107. E isso ainda é pouco”,
disse.
Na próxima quinta-feira,
uma comissão dos trabalhadores se reúne com o Ministério
Público do Trabalho para discutir a greve.
Demissões
O presidente do Stic-BH acredita
que, mesmo com a crise econômica, não deve ocorrer demissão
no setor, pelo menos na Grande BH. “Não vai atingir a construção
porque têm muitos empreendimentos novos já vendidos e que
precisam acabar”, disse.
Essa não é a mesma
opinião do Sinduscon-MG. O presidente do sindicato Walter Bernardes
disse que ainda não há informações sobre
demissões na capital mas a cidade “caminha rapidamente para
isso”. “Temos notícias de profissionais que estavam
sendo difíceis de contratar porque estavam com trabalho fechado
hoje já estão parados”, comentou.
Segundo ele, “a situação
não é pior porque na capital ainda há algumas
obras para serem iniciadas, além da construção
do centro administrativo do governo mineiro e de edificações
em favelas que fazem parte de programas da prefeitura”.
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O ESTADO DO PARANÁ,
11 de dezembro de 2008 | Economia
Protesto contra demissões no
setor bancário
Newton Almeida
Dezenas de representantes dos bancários de Curitiba fizeram ontem o
primeiro ato de protesto contra possíveis demissões no setor.
De acordo com o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região,
as demissões já estariam ocorrendo em todo o País. O sindicato
marcou para as 10h de hoje um novo protesto, que acontece nas Ruas Marechal
Deodoro e XV de Novembro, no centro de Curitiba.
Segundo o sindicato, desde o
início do ano já foram demitidos mais de 3,6 bancários
em todo o País. O presidente Otávio Dias disse que, na
capital, as demissões já são evidentes.
Somente o banco HSBC teria demitido
cerca de 600 pessoas neste ano, em Curitiba. "Juntos, o Unibanco
e o Itaú dispensaram 103 funcionários desde janeiro, na
capital. Nossa preocupação é que exista uma onda
de demissões", comenta.
Os bancários entendem
que as instituições financeiras estariam usando a crise
na economia mundial para justificar os cortes. Para a classe, assim com
o aumento da restrição do acesso ao crédito e da
taxa de juros de financiamentos, as demissões não teriam
justificativas plausíveis, já que, segundo eles, os bancos
lucraram, apenas nos primeiros nove meses do ano, R$ 35,4 bilhões
- 12% a mais que no mesmo período de 2007.
Outro fator preocupante para
os bancários são as fusões de instituições
de grande porte no País. Para Otávio Dias, a união
de grandes bancos significa, invariavelmente, demissões e cortes
para ajustar a estrutura ao mercado. "As fusões e aquisições,
historicamente, causaram diminuição no número de
trabalhadores bancários no país", explica.
"Sabemos que o discurso
dos banqueiros não é verdadeiro. Existem inúmeras
agências sobrepostas, o que já daria a entender que seria
natural o processo de desligamentos", afirma Dias.
Para o sindicato, as fusões
ainda aumentam as tarifas e colocam em risco os empregos, atingindo diretamente
o bolso dos clientes bancários e a qualidade de atendimento.
Segundo o sindicato, no
Brasil, os cinco maiores bancos detém mais de 70% do total de
ativos, um dos principais indicadores para avaliar o peso específico
de uma instituição financeira.
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Vermelho, 11 de dezembro
de 2008
'Ou caem os juros, ou cai Meirelles',
protestam centrais
Para pressionar a última
reunião do ano do Copom (Comitê de Política Monetária)
a reduzir os juros, seis centrais sindicais foram às ruas em São
Paulo e em Brasília nesta quarta-feira (10). Na capital do país,
as lideranças distribuíram sardinhas em frente ao Banco
Central (BC) para simbolizar o futuro da população brasileira
caso a Selic continue nas alturas. “Cai os juros ou cai (Henrique)
Meirelles [presidente do BC]”, diziam as faixas das manifestações.
“As manifestações
são uma conseqüência da grande Marcha da Classe Trabalhadora,
realizada no último dia 3, e reforçam o pedido de baixar
os juros e o superávit. O Copom tem sido sabotador do desenvolvimento
nacional e não permitiremos que Meirelles, que é o principal
defensor da sabotagem, continue à frente do BC. Queremos a sua
imediata saída”, declarou ao Vermelho o presidente da CTB
(Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), Wagner Gomes.
A última reunião
do Copom começou nesta terça (9) e deve anunciar nesta
noite de quarta qual será a nova taxa básica de juros.
A expectativa dos analistas de mercado é que o colegiado mantenha
a Selic em 13,75%. Mas os manifestantes pedem que os juros diminuam em
dois pontos percentuais, passando para 11,75%.
Sardinha em Brasília
A Força Sindical e a NCST
(Nova Central Sindical dos Trabalhadores) seguiram em passeata do Congresso
Nacional até o BC, onde promoveram uma “sardinhada”.
Segundo o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força
Sindical, a sardinha é o símbolo da miséria.
“A idéia é mostrar
aos conselheiros do Banco Central que essa será a situação
do povo brasileiro se os juros não baixarem”, afirmou. Segundo
o presidente da Força Sindical, para que a população
possa consumir mais, o governo precisa sinalizar que o país está seguro
diante da crise financeira internacional. “Se nós pudéssemos
sair de 13,75% e passar para 11,75%, a sociedade iria entender que o
país está bem, iria comprar e nós poderíamos
salvar o primeiro trimestre de 2009.”
Participantes da passeata exibiram
faixas pedindo a queda dos juros e a saída do presidente do BC.
Para Paulinho da Força Sindical, “se o Brasil entrar em
recessão, a situação de Meirelles fica insustentável”.
SP tem protesto na Avenida Paulista
A manifestação
aconteceu na tarde de hoje, em frente ao prédio do BC, que fica
na Avenida Paulista, símbolo financeiro do país, com a
participação de trabalhadores de diversas categorias.
O secretário-geral da
Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna),
afirma: “A redução dos juros vai incentivar o consumo,
gerando produção e mais emprego. Isso ajudaria o Brasil
a enfrentar a crise financeira”.
O presidente da CGTB-SP (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), Paulo
Sabóia, declarou: “Meireles representa a resistência dentro
do Banco Central a baixar os juros. Ele veio do Banco de Boston, onde a especulação
desencadeou essa crise financeira. Queremos que ele saia para por fim a essa
política que só tem prejudicado o País”. Além
das centrais citadas, também mobiliou as manifestações
a CUT e a UGT (União Geral dos Trabalhadores).
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Vermelho, 11 de dezembro
de 2008
Copom afronta Lula e mantém
juro; Fiep pede mudança no BC
O Comitê de Política
Monetária (Copom) decidiu ''ainda'' manter a taxa básica
de juro (Selic) em 13,75% ao ano, sem viés nem de alta e nem de
baixa. A decisão, condenada por protestos das centrais sindicais
e uma ''calamidade inaceitável'' por entidades patronais, é também
uma afronta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo os
rumores que chegaram à imprensa nos últimos dias.
A decisão veio após
quatro horas de reunião. A lacônica nota oficial de praxe
admite desta vez que ''a maioria dos membros do Comitê discutiu
a possibilidade de reduzir o juro'', mas anuncia que a decisão
tomada, ''ainda'', foi ''por unanimidade''. Veja a íntegra da
nota:
''Tendo a maioria dos membros
do Comitê discutido a possibilidade de reduzir a taxa básica
de juros já nesta reunião, em ambiente macroeconômico
que continua cercado por grande incerteza, o Copom decidiu por unanimidade,
ainda manter a taxa Selic em 13,75% a. a., sem viés, neste momento.
O Comitê irá monitorar atentamente a evolução
do cenário prospectivo para a inflação com vistas
a definir tempestivamente os próximos passos de sua estratégia
de política monetária.''
Finanças dizem amém,
indústria não
Conforme a liturgia do Banco
Central, a ata desta reunião será divulgada em 18 de dezembro,
próxima quinta-feira, às 8h30. A próxima reunião
do Copom ocorre nos dias 20 e 21 de janeiro de 2009.
A taxa Selic está em
13,75% desde 10 de setembro de 2008, após sucessivas majorações
que a elevaram em 2,5 pontos. Essa é a segunda estabilidade seguida
da taxa, após a do fim de outubro.
Entre os analistas das chamadas
instituições financeiras, esta era a previsão amplamente
majoritária. De 60 dessas instituições consultadas
pelo AE Projeções, 58 esperavam a manutenção
da taxa e apenas duas aguardavam redução, com o menor índice
conforme a praxe do Copom, de 0,25 ponto porcentual.
Já na esfera do chamado
capital produtivo, a primeira reação foi francamente crítica:
o presidente da Federação das Indústrias do Estado
do Paraná (Fiep), Rodrigo da Rocha Loures, afirmou que é preciso
mudar a condução do Banco Central. “Ao manter a taxa
básica de juros em 13,75% ao ano a equipe do Banco Central se
mostrou obsoleta para lidar com o cenário e os efeitos da crise”,
disse.
Horas antes, as manifestações
promovidas pelas centrais sindicais na tentativa de sensibilizar o Copom
insistiram nesta mesma tecla: 'Ou caem os juros, ou cai Meirelles', foi
a palavra-de-ordem (clique aqui para ver mais).
''Uma verdadeira calamidade''
Na avaliação do
dirigente da Fiep, deixar a taxa neste nível representa a validação
de uma política recessiva. “Não podemos aceitar a
decisão do Copom. Ela se mostra uma verdadeira calamidade ao não
agir para evitar a destruição do espírito empreendedor
que fez o país crescer nos últimos anos. O governo precisa
agir rápida e pesadamente em favor da produção,
ajustando a política monetária e cambial para que tenhamos
capacidade de financiar o setor produtivo”, destaca.
“ Não se justifica
o uso da pseudo-ortodoxia em vigor em nome de uma suposta ameaça
inflacionária que só é enxergada pelos `guardiões
da moeda`. Em termos do balanceamento de riscos entre inflação
e recessão, não há nenhuma dúvida de que
o risco de recessão é muitíssimo maior e possui,
caso se confirme, conseqüências mais negativas para a economia
como um todo”, argumentou Rocha Loures.
Da redação,
com agências
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Gazeta do Povo, 11 de dezembro
de 2008
Desoneração tributária
Classe média poderá ter
alívio no imposto de renda
De olho nos efeitos políticos da turbulência
financeira, Lula anuncia hoje pacote de medidas para tentar garantir
crescimento econômico no ano que vem
O governo pretende criar novas
alíquotas do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF),
todas abaixo do teto atual, que é de 27,5%, para dar um alívio à classe
média e liberar dinheiro para o consumo. Essa medida, que faz
parte do arsenal anticrise do governo, estava em discussão ontem à tarde
no Ministério da Fazenda para ser submetida ao presidente Luiz
Inácio Lula da Silva. A reforma da tabela do IRPF era, segundo
se discutia, a peça principal do minipacote de bondades que deve
ser divulgado hoje.
O pacote é uma resposta à piora
do cenário econômico, que vem preocupando o Palácio
do Planalto, de olho também nos efeitos políticos para
2010 do desaquecimento e do eventual aumento do desemprego. O governo
mantém a firme posição de conter, no que for possível,
uma desaceleração mais forte da economia no próximo
ano.
Além da mudança
nas alíquotas do IR, estão em estudo alternativas como
a redução de impostos que incidem sobre operações
financeiras (IOF), produção (IPI), e até aumento
do prazo do seguro desemprego.
Embora o governo mantenha a meta
de avanço de 4% do PIB para 2009, nos bastidores a equipe econômica
trabalha com várias possibilidades. O impacto no quarto trimestre
será mais forte do que o governo esperava e a questão será saber
como esse desaquecimento vai respingar em 2009. Agora a preocupação
principal é com o efeito psicológico da crise sobre o consumo.
Em meio a incertezas, o consumidor não compra, a indústria
reduz a produção e começa a demitir, gerando um
círculo vicioso que ajuda a alimentar a desaceleração.
“O governo federal sustentou
sua estratégia política nos últimos anos no crescimento
econômico, no aumento do emprego e na renda em um momento em que
a economia mundial está aquecida. Agora, esse cenário mudou.
Mas está claro que o Palácio do Planalto não vai
querer abrir mão desse trunfo político em meio à disputa
para a sucessão em 2010”, diz o professor Cláudio
Dedecca, da Universidade de Campinas (Unicamp).
Segundo uma fonte do Planalto,
a abordagem do governo “é macro”. Ou seja, embora
haja disposição de medidas pontuais, como aliás
já foram adotadas para diversos setores, o raciocínio de
Lula não perdeu foco: o que garantiu a geração de
mais de 8 milhões de empregos ao longo de seu governo foi o crescimento
econômico. Por isso, a insistência do Planalto em assegurar
os recursos para investimentos – definidos no Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC) e nos programas sociais.
É essa a mensagem
que Lula quer renovar no encontro com os empresários hoje. É claro
que o Planalto está aberto às críticas e, certamente,
a questão dos juros elevados será abordada pelo setor
privado.
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Vermelho, 11 de dezembro
de 2008
Petrobras troca terceirização
por 'primeirização' de pessoal
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, negou nesta quarta-feira
(10) que haja um programa de demissão de terceirizados na estatal. Segundo
Gabrielli, o que existe na companhia é um programa de 'primeirização',
ou seja de substituição de funcionários terceirizados
por concursados.
"Não tem redução
de pessoal. Não tem nenhum plano de redução de pessoal",
afirmou o executivo da estatal petroleitra em entrevista, ao deixar a
Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, onde participou de homenagem
ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.
" O processo de 'primeirização'
vem desde 2001, que não tem qualquer vínculo com a atual
crise financeira. Foi iniciado porque a Petrobras ficou dez anos sem
contratar", frisou Gabrielli, que participou hoje de homenagem ao
ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, na Assembléia
Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
De acordo com o executivo, a
Petrobras ficou na gestão anterior sem contratar ninguém
diretamente por dez anos. Atualmente, segundo ele, 60% dos funcionários
têm mais de 17 anos de casa e outros 40% menos de sete anos. "Entre
7 e 17 não tem quase ninguém contratado. Estamos fazendo
concursos", disse.
Gabrielli disse ainda que, apesar
da crise financeira, não há um planejamento de corte de
pessoal na empresa. Segundo ele, a Petrobras está bem posicionada
em relação a concorrentes neste período de turbulência,
graças às recentes descobertas no pré-sal, que podem
até dobrar as reservas provadas da empresa nos próximos
anos.
" Nós temos oportunidades
comparativas muito boas, com descobertas gigantescas, as maiores dos últimos
20 anos no mundo. Então, nós temos um horizonte extremamente
positivo no médio e longo prazo", ressaltou.
Da redação, com agências
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FOLHA DE LONDRINA, 11 de
dezembro de 2008 | Política
Assembléia aprova bolsa de R$
100 a jovens carentes
Projeto do governo do Estado, beneficia pessoas
entre 14 e 24 anos; impacto no orçamento e formas de seleção
ainda não foram definidos
Curitiba - O projeto de lei que pretende conceder um auxílio-financeiro
de R$ 100 para jovens e adolescentes em situação de risco foi
aprovado ontem em primeira discussão pela Assembléia Legislativa.
O objetivo principal da proposta - de autoria do governo estadual - que obteve
votação unânime, seria estimular a inserção
social e a cidadania de pessoas entre 14 e 24 anos.
De acordo com o projeto, jovens
em situação de risco ou que cumpriram medidas socioeducativas
de internação ou semi-liberdade poderão receber
a bolsa mensal por até dois anos. Os jovens serão chamados ‘‘agentes
de cidadania’’ e deverão participar de atividades
escolares, artísticas, culturais e de lazer. Também está incluída
no projeto a participação em ações que envolvam
auto-cuidado, hábitos saudáveis, formação
em cidadania ou reinserção comunitária.
O projeto de lei não
determina quantas bolsas serão concedidas e nem as formas de seleção
dos beneficiados, que deverão ser especificadas em resoluções
anuais da Secretaria Estadual da Criança e da Juventude (SECJ).
As únicas exigências estabelecidas seriam a comprovação
de renda familiar mensal e da freqüência escolar, caso o jovem
esteja em idade escolar.
Os ‘‘agentes de
cidadania’’ estarão vinculados a instituições,
programas e projetos de acordo com o Estatuto da Criança e do
Adolescente. O projeto prevê ainda que os jovens deverão
ser selecionados, monitorados e avaliados pela Secretaria Estadual da
Criança e da Juventude.
O valor total que será destinado à aplicação
do projeto também não está especificado, ficando
a critério da ‘‘disponibilidade orçamentária
e financeira do Estado’’. Os recursos que serão empregados
no pagamento das bolsas virão do Tesouro Estadual ou do Fundo
da Infância e Adolescência, o que deverá ser decidido
pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente.
Na justificativa do projeto,
o governo estadual afirma que a bolsa seria um ‘‘mecanismo
concreto de participação social da juventude’’.
O líder do governo na Assembléia Legislativa, Luiz Cláudio
Romanelli (PMDB), defendeu a proposta no plenário, que classificou
como uma alternativa para a juventude. Ainda, segundo ele, o projeto
faria parte do Pacto pela Infância e Juventude, uma proposta firmada
pela maioria dos Estados brasileiros com o objetivo de fortalecer a família
e enfrentar a violência praticada contra crianças e adolescentes.
O Pacto pretende também combater o uso de drogas e erradicar o
trabalho infantil, além de ampliar as oportunidades de qualificação
profissional. O projeto ainda depende de mais duas votações
na Assembléia.
Karla
Losse Mendes
Equipe da Folha
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FOLHA DE LONDRINA, 11
de dezembro de 2008 | Política
Brasil pode ter mais vereadores
Roger Pereira com Agência Senado
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado
aprovou, ontem, a Proposta de Emenda Constituição (PEC), que
aumenta em seis mil o número de vereadores no País.
A proposta fixa critérios
para vereadores de acordo com a população do município
e estabelece novos limites de gastos com as câmaras municipais
e aumenta de 51 mil para 57 mil o número de vereadores, em
todo o País.
A PEC altera determinação
do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmada pelo Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), que fez com que 2,4 mil municípios tivessem
suas câmaras municipais reduzidas, já que a determinação
da Justiça criou 36 faixas de limite de vereadores, reduzindo
de 58 mil para 51 mil os vereadores nos 5,5 mil municípios
Brasil.
Agora, foram estabelecidas
24 faixas de limites de vereadores para os municípios. Aqueles
com até 15 mil habitantes terão o mínimo de
nove e os com mais de oito milhões de habitantes terão
o máximo de 55 vereadores. O total de vereadores passará a
ser 57 mil. "Não é o que era antes, mas padronizou
mais", disse o relator da proposta, senador César Borges
(PR-BA).
A PEC, que ainda passará por
duas votações no Senado, aumentaria o número
de vereadores de Curitiba. Segundo o texto, os municípios
com população entre 1,8 milhão e 2,4 milhões
terão 41 vereadores.
A capital paranaense tem,
hoje, 1,82 milhão de habitantes e 38 vereadores. Segundo o
senador paranaense Osmar Dias (PDT), aprovada, a emenda passa a valer
já para os vereadores eleitos em 1.º de janeiro. Osmar
revelou ainda que apenas o município de Campinas-SP perderia
um vereador.
A proposta também
reduz o limite de gastos com as câmaras municipais. A PEC estabelece
que poderão ser gastos com a câmara municipal o mínimo
de 2% e o máximo de 4,5% do orçamento do município.
Atualmente, os gastos variam de 4,5% a 8% do orçamento municipal.
Antes mesmo da aprovação
da PEC já há discussão quanto ao número
de vereadores da Câmara de Curitiba. A resolução
do TSE, de 2004, estipulou em 39 o número de vereadores para
cidades com população entre 1,7 e 1,85 milhão
de habitantes, mas a Câmara Municipal manteve-se com 38.
Anteontem, a Casa arquivou
projeto que ampliava em um vereador o contingente da Câmara,
o que fez com que o PT e o PV municipal cogitasse acionar o Tribunal
Regional Eleitoral para garantir a nova vaga que, pelo resultado
das urnas, seria ocupada pela atual vereadora Roseli Isidoro, que
não se reelegeu mas ficou na primeira suplência. Agora,
outros dois candidatos não eleitos também poderão
ser beneficiados.
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Folha de S.Paulo, 11 de dezembro de 2008
RUMO A 2010
Aécio busca apoio para sua candidatura
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O governador de Minas Gerais,
Aécio Neves (PSDB), procurou ontem o presidente nacional do
partido, senador Sérgio Guerra (PE), e senadores do PSDB para
avisar que irá buscar apoio para a sua candidatura à Presidência
em 2010. Segundo senadores que participaram do encontro, Aécio
não deixou dúvidas de que é pré-candidato
e que irá se comportar como tal.
A avaliação entre os tucanos é a de que o movimento de
Aécio, o mais ostensivo até agora em busca do apoio do partido,
deve-se ao resultado da pesquisa Datafolha divulgada no início da semana.
O resultado favorável ao governador José Serra (PSDB-SP), que
lidera as intenções de voto para a disputa em 2010, fez com que
Aécio mudasse sua estratégia de atuar nos bastidores para buscar
consolidar o seu nome.
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Folha de S.Paulo, 11 de dezembro
de 2008
Aposentadoria por idade vai ser concedida
na hora
Medida foi aprovada pela Câmara e,
se Lula assinar, deve entrar em vigor em janeiro | Benefício
exige até 15 anos de contribuição; com dados
de segurados desde 94 já no cadastro, não será preciso
apresentar documentos
DO "AGORA"
Os segurados do INSS (Instituto
Nacional do Seguro Social) deverão, a partir de janeiro, conseguir
a aposentadoria por idade sem a apresentação de toda a
papelada que comprove as contribuições, como carteira de
trabalho ou carnês de autônomo. O benefício poderá ser
concedido em 30 minutos no posto do INSS.
A Câmara aprovou, ontem, o projeto do Supersimples. O texto só depende
da sanção presidencial, o que deverá ocorrer nos próximos
dias. Para entrar em vigor em janeiro, o texto deverá ser aprovado pelo
presidente até o dia 31 deste mês.
Entre as medidas, está a que permite ao INSS usar os dados do CNIS (Cadastro
Nacional de Informações Sociais) para comprovar as contribuições.
O INSS afirma que todos os dados dos segurados a partir de 1994 já estão
consolidados -por isso será possível conceder, sem a apresentação
de documentos, apenas a aposentadoria por idade (65 anos para homem e 60 para
mulheres, na área urbana; na rural, cinco anos a menos), que exige carência
de até 15 anos de contribuição à Previdência.
O INSS ainda está computando o restante dos dados desde 1976. Quando
isso for concluído, será possível conceder a aposentadoria
por tempo de contribuição da mesma forma.
De acordo com o ministro da Previdência, José Pimentel, o benefício
será mais rápido. "Os segurados não irão mais
precisar ir ao posto com um saco de documentos para se aposentar. Eles só deverão
se identificar."
Funcionará assim: o segurado agenda o atendimento pela central 135 e
comparece ao posto no dia e hora marcados. O servidor mostra a planilha com
as contribuições e o valor que ele deverá receber. Se
estiver tudo correto, o benefício será concedido. Se achar que
algum período ficou de fora, ele deverá, nesse caso, apresentar
os documentos que comprovem a contribuição.
Hoje, o tempo médio para a concessão da aposentadoria é superior
a 30 dias. Segundo Pimentel, 70% dos benefícios na área urbana
são por idade.
O texto institui o MEI (Microempreendedor Individual, que permite aos autônomos
a filiação ao INSS e a regularização dos tributos
pagando uma taxa mensal de até R$ 50,65.
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Notícias do Tribunal Superior do Trabalho
11/12/2008
Dissídio coletivo não admite
cláusula de indisponibilidade de bens da empresa
O dissídio coletivo de
greve tem natureza declaratória (sobre a abusividade ou legalidade
da paralisação) e, eventualmente, condenatória – quando
prevê as condições de trabalho a serem observadas
na retomada da prestação de serviços, como o pagamento
dos dias parados. Mas pedidos de índole cautelar, como o de arresto
ou indisponibilidade dos bens da empresa e seus sócios ou o reconhecimento
de grupo econômico não correspondem à natureza da
causa nem se adaptam a esse tipo de procedimento judicial. Com este fundamento,
a Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC)
do Tribunal Superior do Trabalho, por unanimidade, deu provimento a recurso
de duas empresas de São Paulo (SP) e extinguiu o processo de dissídio
coletivo de greve ajuizado pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
Químicas, Farmacêuticas, Plásticas e Similares de
São Paulo e Região.
O dissídio foi julgado
originariamente pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região
(SP), que considerou parcialmente procedentes os pedidos formulados pelo
sindicato. O TRT/SP declarou a não-abusividade da greve ocorrida
em março de 2007, determinou o pagamento dos dias parados e declarou
a responsabilidade solidária das empresas suscitadas no pagamento
de salários atrasados, sob pena de multa. A sentença também
declarou a indisponibilidade dos bens das empresas (móveis e imóveis)
e de seus sócios, cuja eventual alienação seria
considerada fraude à execução, e proibiu o pagamento
de honorários, gratificações, pro labore ou qualquer
outro tipo de retribuição ou retirada a seus diretores,
sócios ou gerentes e, ainda, a distribuição de lucros,
bonificações, dividendos ou interesses a seus sócios,
titulares, acionistas ou membros de órgãos dirigentes,
fiscais ou consultivos.
Inconformadas com o teor da decisão,
as empresas Oswaldo Cruz Química Indústria e Comércio
Ltda. e a Fabricor Comércio de Tintas Ltda. e a Sant’Angelo
Pinturas Ltda. recorreram ao TST sustentando, entre outros aspectos,
a preliminar de ausência de condição da ação
e de cerceamento do direito de defesa. No mérito, pediram a reforma
da sentença quanto à existência de grupo econômico
e à indisponibilidade dos bens, entre outros itens. Argumentaram
que a finalidade do dissídio de greve – de analisar a legalidade
ou não da paralisação – não abarca
os pedidos deferidos pelo TRT/SP.
O relator do recurso, ministro
Walmir Oliveira da Costa, observou que o dissídio coletivo de
greve tem, de imediato, as características de um dissídio
de natureza jurídica, embora possa conter sentença condenatória
relativa a direitos e deveres decorrentes da greve. Mas vários
dos pedidos formulados pelo sindicato (especialmente o de declaração
de grupo econômico e o de indisponibilidade de bens) exigiriam
o ajuizamento de reclamação trabalhista ordinária,
individual, na instância competente – a Vara do Trabalho.
Além disso, o sindicato profissional não tem legitimidade
ativa para pedir a declaração da não-abusividade
da greve que ele próprio deflagrou. Este entendimento está contido
na Orientação Jurisprudencial nº 12 da SDC. ( RODC
20192/2007-000-02-00.4)
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11/12/2008
Professora com horário reduzido
obtém direito a salário mínimo
Uma professora do Município
de Granjeiro (CE) teve reconhecido pela Quarta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho o direito de receber um salário mínimo mensal,
mesmo cumprindo jornada reduzida. A Turma restabeleceu sentença
que deferiu a ela diferenças salariais, por constatar a impossibilidade
de enquadrá-la como trabalhadora horista normal, pelo fato de
suas atividades não se limitarem ao tempo em que permanecia na
sala de aula.
O ingresso da professora no serviço
público do município se deu mediante concurso, com lotação
na Escola Municipal Mauro Sampaio, em janeiro de 1998, com jornada diária
de 7h às 11h, de segunda a sexta-feira, lecionando para alunos
da 4ª série do ensino fundamental. Pela jornada de quatro
horas percebia salário mensal de R$ 154,00 acrescido da gratificação
de R$ 61,00 (regência de classe, conhecida como “pó de
giz”). O município, segundo informou, jamais lhe pagou o
salário mínimo, alegando para isso o fato de a professora
cumprir jornada reduzida.
A trabalhadora requereu, então,
na Vara do Trabalho de Juazeiro do Norte (CE), a intimação
do Município para implantar em folha de pagamento, como piso salarial,
o salário mínimo legal e, sobre ele, o adicional de 40%
de gratificação de “pó de giz”. Pediu,
ainda, que o município fosse condenado ao pagamento de diferenças
salariais da referida gratificação, férias mais
o terço constitucional. A sentença lhe foi favorável.
Entretanto, o município recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho
da 7ª Região (CE), que acolheu seu pedido e indeferiu as
diferenças salariais pleiteadas pela professora. Para o Regional,
a jornada de quatro horas equivalia à metade da jornada integral
de oito horas, aplicando-se então a proporcionalidade salarial
de 50% do salário mínimo, justificado pelo princípio
constitucional da isonomia, que, a seu ver, estaria abalado na hipótese
de se atribuir iguais salários a trabalhadores de situações
distintas: os que cumprem jornada integral e os que cumprem a reduzida.
A relatora do recurso da professora
ao TST, ministra Maria de Assis Calsing, reformou a decisão do
Regional e restabeleceu a sentença, destacando o fato de os professores
estarem submetidos à jornada de trabalho especial prevista no
artigo 318 da CLT. Segundo a ministra, as atividades dos professores
não se limitam à sala de aula, pois usam boa parte de seu
tempo com outras atividades relacionadas à sua função,
como a preparação de aulas e correção de
provas. “Daí por que o pagamento de diferenças para
a complementação do mínimo legal mostra-se não
só justo, como também constitucionalmente previsto, pois
se destina a atender às necessidades vitais básicas do
trabalhador e às de sua família, direito assegurado pelo
art. 7º, IV, da Constituição Federal”, concluiu.
( RR-869/2005-028-07-00.4)
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