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Agência Diap, 13 de dezembro de 2008
Projeto facilita aposentadoria especial
para trabalhadores terceirizados
A Comissão de Trabalho da Câmara aprovou, no dia 9, o Projeto
de Lei 2.421/07, do deputado Nelson Pellegrino (PT/BA), que facilita
a comprovação dos requisitos para a aposentadoria especial
pelos trabalhadores terceirizados.
Essa aposentadoria é concedida ao trabalhador exposto no local
de trabalho a condições que prejudiquem sua saúde
ou integridade física. A proposta altera a Lei de Benefícios
da Previdência Social (8.213/91) para determinar que a empresa
tomadora de serviços terceirizados também será responsável
por comprovar a efetiva exposição do trabalhador a agentes
nocivos no local de trabalho.
Atualmente, somente a empregadora do terceirizado é obrigada
a fornecer documentos comprovando essa situação especial.
O relator da matéria deputado Roberto Santiago (PV/SP) apresentou
parecer favorável ao projeto, que foi aprovado por unanimidade
no colegiado.
Substitutivo
Como relator inicial da proposta, o deputado Edgar Moury (PMDBPE) havia
elaborado um substitutivo - que foi rejeitado - tornando a empresa tomadora "responsável
subsidiária" e não "co-responsável".
Ou seja, ela só seria acionada se a empregadora não emitisse
os documentos necessários.
O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo,
pelas comissões de Seguridade Social e Família e de Constituição
e Justiça. (Com Agência Câmara)
Clique aqui e veja o PL
2.421/07
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Agência Diap, 13 de dezembro de 2008
Consumo das famílias tem maior
alta desde 1996, divulga IBGE
O consumo das famílias cresceu 7,3% no terceiro trimestre de 2008,
na comparação com igual período no ano passado.
Segundo o IBGE, a taxa foi a maior desde o início da série,
em 1996.
O instituto constatou que houve um expressivo aumento da renda no período:
a massa salarial real cresceu 10,6%, em comparação com
igual trimestre de 2007.
A elevação da massa salarial no segundo trimestre foi
de 8,1%, ante igual período em 2007. O consumo das famílias é um
elemento importante para avaliar o crescimento econômico.
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Vermelho, 13 de dezembro de 2008
Hélio Costa diz que PMDB dificilmente
apoiará o PT em 2010
Apesar de integrar o ministério do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, o titular das Comunicações, Hélio
Costa, afirmou nesta quinta-feira (11) que dificilmente o partido apoiará um
candidato petista à Presidência da República em 2010.
Após reunião com o governador de Minas Gerais, Aécio
Neves (PSDB), Costa foi categórico ao dizer que apóia a
candidatura do tucano à sucessão de seu atual chefe.
"Entendo que Minas tendo a opção de ter uma candidatura
viável, acho patriótico apoiar uma candidatura mineira.
Eu pessoalmente estou trabalhando no sentido de que o PMDB tenha em
aberto a opção de estar com o governador Aécio
Neves", afirmou, após a reunião com o tucano.
Segundo Hélio Costa, há forte ressentimento entre os
peemedebistas em relação ao PT, principalmente em Minas,
após a aliança do prefeito de Belo Horizonte, Fernando
Pimentel (PT), com Aécio em torno da candidatura do prefeito
eleito Márcio Lacerda (PSB), que disputou o segundo turno com
o deputado federal Leonardo Quintão (PMDB).
" O estrago causado com uma proposta que poderia ter tido o
apoio do PMDB e não teve, até pelo egoísmo político
de alguns - evidente que não do governador - colocou em risco
essa coligação", ressaltou, referindo-se à aliança
entre PT e PMDB. O ministro afirmou que Aécio teria apoio certo
da bancada mineira do PMDB na Câmara e no Senado. Costa disse
que apesar do maior ressentimento do PMDB em relação
ao PT ser em Minas, acredita que a legenda em São Paulo também
pode abandonar o presidente Lula em 2010.
" São Paulo está mais próximo do governador José Serra.
Mas veio fato novo. É a proposta de prévias no PSDB. Com a proposta
de prévias, é diferente o quadro. O governador Aécio passa
novamente a ter chance importante dentro do PSDB", afirmou.
O ministro não respondeu diretamente se a intenção
do PT de obter a presidência do Senado ano que vem, apesar de
o PMDB ter maioria na Casa, teria enfraquecido a relação. "Isso
aí (maioria no Senado) só muda após o resultado
das próximas eleições. Quem disse que o PMDB é majoritário
foi o povo. Se o PT quiser, combina com o povo da próxima vez",
afirmou.
Hélio Costa é tido por diversos petistas e lideranças
de esquerda como um dos ministros menos alinhados com o governo Lula
e sua base de apoio. À frente do Ministério das Comunicações,
Hélio Costa tem defendido um agenda conservadora, atrelada aos
interesses dos empresários de comunicação e frontalmente
contrária aos projetos defendidos pelos movimentos sociais que
atuam na área. Com este perfil, não causa suspresa a
inclinação de Costa pela candidatura de um tucano em
2010.
Pré-candidatura
Apesar de, durante reunião da cúpula tucana em Brasília,
ter se colocado à disposição do PSDB para uma
possível candidatura em 2010, o governador mineiro negou que
esteja em disputa aberta com José Serra pela indicação
tucana.
"É muito longe para isso. Eu acho que fica uma coisa
um pouco fora de sentido você dizer que é pré-candidato
sem ter uma proposta, sem que essa pré-candidatura represente
mais do que uma movimentação pessoal. Eu tenho disposição
de ajudar o PSDB a construir um projeto que aponte para o futuro desse
País", afirmou.
O governador mineiro adiantou, porém, que pretende viajar
pelo País a partir de 2009, atendendo a convites dos Estados. "Pretendo,
a partir do início do ano, atender a alguns desses convites.
Discutir esses problemas. Eu acho que isso só acrescenta ao
PSDB", comentou.
As viagens de Aécio começariam pelo Nordeste, região
em que o presidente Lula é mais forte. "Não é agenda
de pré-candidato. É uma agenda de um governador de Estado
que tem preocupações com o Brasil e que acredita que
o seu partido tem inúmeras possibilidades de vencer as eleições
se apresentar uma proposta", afirmou.
Com informações da Reuters
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Vermelho,
13 de dezembro de 2008
GM e Chrysler cogitam falência;
Bush promete salvamento
Depois do fracasso de um pacote de ajuda à General
Motors, Chrysler e Ford, por falta de consenso no Senado dos
Estados Unidos sobre os "sacrifícios salariais",
as duas primeiras ameaçam decretar falência ainda
este mês. Na manhã desta sexta-feira (12), o presidente
em fim de mandato George W. Bush voltou atrás e disse
que poderá usar parte do dinheiro destinado aos bancos
para socorrer as multinacionais do automóvel.
Pátio da GM, à espera de socorro "Dada
a debilidade da economia americana, valos examinar todas as
opções caso seja necessário, inclusive
o recurso ao Tarp (sigla do Troubled Assets Relief Program,
o pacote de salvamento dos ativos financeiros, criado em outubro),
para impedir o colapso das montadoras automobilísticas
atualmente em dificuldade", declarou Dana Perino, porta-voz
da Casa Branca. Ela disse que o Departamento do Tesouro do
governo está "pronto" a agir "para impedir
uma falência".
Tentativa de redução salarial
O presidente eleito democrata, Barack Obama, favorável à ajuda
recusada pelo Senado, declarou-se "decepcionado" com
o fracasso. O dirigente do sindicato UAW (United Automobile
Workers), Ron Gettelfinger, fez um apelo ao poder público
para que impeça um "iminente colapso".
O acordo fracassou devido à pressão da bancada
republicana para que os trabalhadores das "Big Three" ("Três
Grandes") aceitassem uma redução em seus
salários durante o ano que vem, em nome do enfrentamento
da crise. Na atual composição, a maioria democrata
no Senado é de apenas um voto, o que inviabilizou o
pacote, que previa uma injeção de emergência
de US$ 14 bilhões para reanimar as montadoras.
Meia-volta de Bush
Até hoje, a administração Bush opunha-se
firmemente a socorrer as montadoras automobilísticas,
usando os recursos do Tarp, no valor de US$ 700 bilhões,
argumentando que este se dirige ao setor financeiro e não
ao industrial. Mas ao anunciar a mudança de posição,
considerada "espetacular", a porta-voz da Casa Branca
fez referências a "concessões significativas" tanto
das como dos sindicatos.
Também na sexta-feira, a GM anunciou mais um drástico corte
na produção de automóveis do primeiro trimestre
de 2009. A medida implicará na desativação técnica
de unidades industriais que representam 30% da capacidade produtiva da
montadora nos EUA.
Fundada há exatamente um século atrás,
com sede em Detroit, a GM é tica como a maior montadora
automobilística dos EUA e do mundo. A Ford, segunda
maior e com 105 anos, vive uma situação considerada
menos dramática. Mas a Chrysler, terceira das "Big
Three", fundada em 1925, teve queda de 34,9% nas suas
vendas durante os 12 meses até outubro passado.
Da redação, com agências
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Congresso em Foco, 13 de dezembro de 2008
Senado economiza R$ 7,8 milhões
com terceirizações
O Senado deve economizar R$ 7,8 milhões a partir do
próximo ano. Esse é o saldo de três pregões
encerrados ontem (11) para licitar serviços terceirizados
que estavam sob suspeita desde a Operação Mão-de-obra,
realizada em 2006. Somente uma das empresas lucrou R$ 9 milhões
num único ano, conforme
revelou o Congresso em Foco.
Ontem, o Senado acertou a prestação de serviços
de produção jornalística para a rádio, a
TV, o jornal e a agência de notícias da Casa por R$ 23.223.733,82
anuais. A Plansul – Planejamento e Consultoria Ltda vai contratar
337 profissionais de comunicação. O preço acertado é 20%
menor que a despesa atual
O contrato em vigor até março de 2009 garante R$ 29 milhões
anuais à Ipanema Empresa de Serviços Gerais e Transportes
Ltda., uma das empresas processadas na Justiça Federal como fruto
da Operação Mão-de-obra. Ela não participou
da disputa, embora não estivesse impedida.
Em agosto, o Congresso em Foco mostrou que, descontados os salários
dos funcionários e as obrigações trabalhistas, sobraram
R$ 9 milhões no caixa da empresa apenas no ano de 2007, conforme
aditivo do contrato assinado com o Senado à época.
Na semana passada, o Senado fez outros dois pregões para os serviços
de vigilância e de motoristas de veículos, onde obteve uma
economia anual de R$ 790 mil e R$ 1,1 milhão, respectivamente.
As áreas são comandadas pela Ipanema e pela Conservo, outra
investigada pela Operação Mão-de-obra e declarada “inidônea” pela
Controladoria Geral da União (CGU). Isso significa que a empresa
está proibida de contratar com a administração pública.
O contrato de vigilância da Ipanema era de R$ 2,8 milhões
anuais aproximadamente. Pelo pregão, ficou acertada com outra
prestadora de serviço um preço de R$ 2,02 milhões.
A Ipanema também não participou da disputa, embora não
estivesse impedida.
O serviço de motoristas da Conservo custava R$ 5,48 milhões
por ano. Agora, será de R$ 4,31 milhões a partir de maio
de 2009. Impedida de disputar a licitação, a Conservo protocolou
uma impugnar o certame, mas a comissão de licitação
rejeitou o pedido.
As três licitações estão em fase de homologação.
Cabem recursos dos concorrentes. Por isso, os contratos não foram
assinados ainda.
Apesar disso, ainda perduram problemas com terceirizações
no Senado. O Ministério Público Federal, por exemplo, quer
anular a prestação do serviços da taquigrafia (leia). (Eduardo
Militão)
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Folha de S.Paulo, 13 de dezembro de 2008
Marinho bancou campanha de 242 candidatos à Câmara
Prefeito eleito de São Bernardo, que
doou R$ 5 milhões, é quinto maior doador do país
Repasses aos candidatos de 11 partidos somam 45%
dos R$ 11,2 mi arrecadados por petista, que diz que doações
fizeram parte de estratégia
ALAN GRIPP
FERNANDA ODILLA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O prefeito eleito de São Bernardo do Campo (SP), Luiz Marinho
(PT), bancou parte das campanhas de 242 candidatos a vereador do município,
mais da metade dos 480 postulantes ao cargo na cidade, revelam dados
das prestações de contas disponibilizados pelo TSE (Tribunal
Superior Eleitoral).
A campanha de Marinho injetou R$ 5 milhões nas contas de candidatos
de 11 partidos que compuseram sua coligação, alçando
o petista à condição de quinto maior doador geral
das eleições, desbancando bancos e empreiteiras.
Os repasses a outros candidatos representam 45% dos R$ 11,2 milhões
arrecadados por Marinho -façanha que lhe conferiu o status de
campanha proporcionalmente mais cara do PT. Segundo relato feito à Justiça
Eleitoral, o dinheiro financiou cerca de um milhão de "impressos",
além de carros de som e combustível.
Marinho disse ontem que as doações foram parte de sua estratégia
para vencer as eleições. Ele afirmou que decidiu "assumir" as
campanhas dos 242 candidatos, que, na prática, tornaram-se cabos
eleitorais de peso. Marinho venceu, mas na outra ponta o plano naufragou:
a coligação conquistou apenas 6 das 21 cadeiras da Câmara
de São Bernardo do Campo. Todos os vitoriosos são petistas.
Legalidade
A prática de doar recursos a candidatos de outros partidos não é ilegal.
No caso de Marinho, chama atenção por dois pontos. O primeiro é o
alto valor dos repasses. Para se ter uma idéia, a campanha de
Gilberto Kassab (DEM), usou do mesmo expediente, mas repassou R$ 14,3
mil a comitês de quatro partidos aliados.
O segundo ponto é o uso da conta do candidato, e não a
do comitê financeiro, fato raro entre os candidatos majoritários.
Os comitês financeiros existem justamente para organizar a movimentação
financeira de uma campanha e, em caso de doações, emitir
os recibos.
Marinho também lançou mão do expediente das doações
ocultas. Dos R$ 11,2 milhões recebidos por ele, R$ 6 milhões
vieram do PT e sua origem não pode ser identificada. Essa artifício é adotado
pelas legendas para proteger os colaboradores de exposição.
As empresas doam para o partido, que repassa o dinheiro para os comitês.
Além disso, dos R$ 6 milhões oriundos do PT, R$ 4,7 milhões
(78%) vieram do diretório nacional do partido. Isso mostra a importância
dada pelo partido à eleição em São Bernardo,
berço político do presidente Lula.
Técnicos da 174ª Zona Eleitoral de São Bernardo constataram
irregularidades nas planilhas de doações, como a ausência
de recibos. No início do mês, após explicações
da campanha, as contas foram aprovadas.
Empreiteiras
Beneficiárias de investimentos públicos, as empreiteiras
foram as maiores financiadoras das eleições. Considerando
a lista dos 30 maiores doadores, que despejaram R$ 88 milhões
nas campanhas, R$ 36 milhões vieram das construtoras.
A OAS encabeça a relação. Distribuiu R$ 11,5 milhões,
contemplando candidatos de sete Estados e pulverizando as doações
entre os principais candidatos -estratégia seguida pelos maiores
doadores.
Tradicionais doadores, apenas dois bancos estão na lista: o Itaú,
que doou R$ 3 milhões; e o BMG, envolvido no escândalo do
mensalão, com contribuições de R$ 2,7 milhões.
Entre as siglas, PMDB e PT receberam quantias semelhantes do grupo dos
maiores doadores: R$ 9,78 milhões e R$ 9,76 milhões, respectivamente.
PSDB (R$ 7,2 milhões) e DEM (R$ 6,4 milhões) vêm
em seguida.
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Folha de S.Paulo, 13 de dezembro de 2008
Para esquerda da época, AI-5
foi "2º golpe"
Em lugares diferentes ao saber da medida,
Serra, Dilma, Gabeira, Valente e Jaguar temeram seus efeitos
FERNANDO BARROS DE MELLO
DA REPORTAGEM LOCAL
Exilado no Chile, o professor de economia José Serra recebeu
a notícia sobre o Ato Institucional de número cinco deitado
na cama, em meio a calafrios causados por uma febre tifóide.
No Rio, o jornalista Fernando Gabeira sentiu a mudança quando
viu um censor assumir uma sala na Redação do "Jornal
do Brasil". Em Belo Horizonte, a estudante de economia Dilma Rousseff
tomava o café da manhã de seu aniversário de 21
anos ao ser avisada por um colega.
Em horas e locais diferentes, todos esses importantes personagens da
atual democracia brasileira tiveram a mesma sensação quando
souberam do novo ato. As coisas haviam mudado. "Eu estava com febre
intensa e a notícia me foi passada pela [economista] Maria da
Conceição Tavares. Ficou muito claro que os planos de voltar
iam ser só no longo prazo", relembra Serra, que hoje classifica
o ato como "talvez o pior episódio da história republicana".
Na Redação do jornal a "Última Hora",
o cartunista Jaguar (Sérgio Jaguaribe) descobriu os efeitos do
ato ao ser demitido.
Ele se uniu a outros jornalistas que tiveram o mesmo destino. " Nós
resolvemos fazer uma coisa mais idiota ainda, que foi criar um jornalzinho
chamado "O Pasquim" para falar mal do governo. Em seis meses,
a maioria dos caras, entre eles eu, estavam em cana", conta.
Hoje deputado federal, Ivan Valente estudava engenharia e participava
de movimentos sindicais. "Houve muito medo e autocensura." Para
driblar os agentes e infiltrados, Ivan fazia reuniões em ônibus
circulares. " Nos bares era perigoso", diz ele, que entrou
para a clandestinidade em 1971.
O jornalista e escritor Zuenir Ventura, apesar de não ter atuação
política, sofreu com o chama de "paranóia" que
se instalou. "Haviam arrastões, muita gente era presa",
diz ele, que também foi preso. Ventura lembra de pais procurando
por filhos nos quartéis e do medo -até mesmo na praia-
de se estar sendo gravado.
" A sociedade não sabia o que ocorria nos porões, havia todo
um trabalho da ditadura para mostrar que o país estava em ordem",
diz, relembrando a dificuldade de convencer amigos de que ocorriam torturas.
Reação
Após os primeiros dias de impacto do AI-5, todos tiveram que se
adaptar às novas circunstâncias. Gabeira, por exemplo, foi
logo participar de panfletagens para denunciar "o golpe dentro do
golpe". "Mas era patético. Não havia nenhum clima
entre as pessoas que pudesse ser estimulado.
Como se um Maquiavel tropical dissesse: "Vamos fazer o mal de uma
vez só e antes do natal"." Já Jaguar diz que
os jornalistas do Pasquim foram obrigados a aprender truques para driblar
a censura. "Nossa primeira censora foi a dona Marina, que um dia
me pediu um gole do meu whisky. No dia seguinte, eu deixei uma garrafa
e gelo na mesa dela, para agradá-la. Ela acabou demitida."
Quando a censura foi para Brasília, Jaguar enviava uma enorme
quantidade de matérias para dificultar a análise. "A
gente mandava o rascunho a lápis. Eles aprovavam o desenho, mas
na obra final a gente mudava a expressão do desenho, o que alterava
o sentido."
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Folha de S.Paulo, 13 de dezembro de 2008
Sindicato diz que cortes atingirão
17 mil trabalhadores em Manaus
VERENA FORNETTI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Desde outubro, cerca de 1.500 trabalhadores são demitidos por
mês na Zona Franca de Manaus, segundo o sindicato dos metalúrgicos
do Amazonas. A crise internacional é apontada pela Suframa (Superintendência
da Zona Franca de Manaus) como o principal causador das demissões.
Os cortes de trabalhadores mais que dobraram em outubro e em novembro
ante os mesmos meses do ano passado. Foram demitidos 3.319 empregados,
contra 1.571 em outubro e em novembro de 2007.
Até novembro, o total de cortes chegou a quase 15 mil postos de
trabalho -25% a mais do que no mesmo período do ano passado. Valdemir
Santana, presidente do sindicato, estima que cerca de 17 mil trabalhadores
terão sido demitidos até o final deste ano, incremento
de cerca de 33% ante 2007.
Santana diz que as demissões começaram a se intensificar
em outubro e que a suspensão da contratação de 7.000
trabalhadores temporários também prejudicou os trabalhadores.
De acordo com dados da Suframa, há aproximadamente 100 mil empregados
diretos na Zona Franca. O sindicato de Manaus diz que os cortes serão
ampliados ainda mais em dezembro. "Tem demissão todo dia
por aqui", diz o sindicalista.
Gustavo Igrejas, coordenador-geral de acompanhamento de projetos industriais
da Suframa, diz que as férias coletivas e as demissões
aumentaram no fim do ano, diferentemente do que ocorreu em 2007, quando
as indústrias reforçaram as contratações
para se preparar para o Natal. "Não vejo outro fator que
explique as demissões que não seja a crise."
Entre as empresas que demitiram neste mês, o sindicato cita a Digitron,
fabricante de placas-mãe para PCs e de notebooks. A empresa confirma
um corte de 80 funcionários. A Flex também confirma demissão
de 59 pessoas neste mês e de cerca de 500 neste ano.
Segundo o sindicato, a CCE demitirá 500 pessoas (veja texto ao
lado). A empresa não confirmou o número de demitidos e
afirmou que não comentará os dados do sindicato.
Santanta diz que apenas seis empresas no Distrito Industrial de Manaus
não entrarão em férias coletivas neste ano. Em 2007,
diz o sindicalista, muitas empresas até reduziram as férias
para ampliar a produção no fim do ano. Segundo a Suframa,
há cerca de 550 indústrias na Zona Franca.
" Acho que não tem por que demitirem tantos trabalhadores. As demissões
vão contra os resultados de faturamento das empresas", diz Santana.
A Suframa divulgou nesta semana que a receita das indústrias cresceu 26,59%
de janeiro a outubro deste ano em relação a iguais meses de 2007.
No período, o faturamento das empresas foi de US$ 26,5 bilhões.
Além dos efeitos da crise financeira internacional, as demissões
em Manaus sofrem influência também de outros fatores, como
a substituição das linhas de montagem de TVs de tubo por
TVs de plasma, que demandam menos operários, diz o presidente
do sindicato.
Relatório da Suframa aponta que, até setembro, 11 de 20
setores no pólo industrial reduziram contratações.
Alguns começaram a diminuir a criação de vagas após
picos na produção. É o caso da indústria
naval, com queda de 5,17% em 2008, contra avanço de 27,61% em
2007 e de 54,26% em 2006.
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Folha de S.Paulo, 13 de dezembro de 2008
Carga tributária atinge recorde
em 2007
Brasileiro pagou 34,8% do PIB em impostos,
taxas e contribuições no ano; para especialista, índice
será maior em 2008
Receita Federal considera que a carga tributária
do país não é elevada, mas "média",
em comparação com outras economias
JULIANA ROCHA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A Receita Federal, responsável pelo recolhimento de tributos
no país, considera que a carga tributária brasileira é "média",
não elevada. De acordo com os números divulgados pela
Secretaria de Política Econômica do Ministério
da Fazenda, o brasileiro pagou 34,8% do PIB (soma das riquezas produzidas
no país) em impostos, taxas e contribuições em
2007.
Isto significa que a carga tributária aumentou 1,3 ponto percentual
em comparação com o ano anterior. Os dados da SPE levam
em consideração o crescimento econômico revisado
pelo IBGE na terça-feira.
A avaliação foi feita um dia depois de o governo desonerar
impostos para tentar conter os efeitos da crise na economia. Ontem, a
Receita divulgou que a carga de 2007 foi a mais alta da história,
puxada pelo pagamento de Imposto de Renda e pela contribuição
previdenciária. "O Brasil tem uma carga média se comparada
com outros países em desenvolvimento", disse o secretário-adjunto
da Receita, Otacílio Cartaxo.
A carga tributária brasileira é a maior entre países
em desenvolvimento.
Em uma entrevista coletiva tumultuada, a Receita Federal chegou a divulgar
que a carga tributária no ano passado foi de 35,31% do PIB. O
dado não levava em consideração a revisão
do PIB, que elevou o crescimento econômico do ano passado para
5,8% e fez reduzir a carga. O coordenador de Política Tributária
da Receita, Jefferson Rodrigues, explicou que os técnicos não
tiveram tempo de refazer as contas. A divulgação da carga
tributária foi feita com quase seis meses de atraso. No ano passado,
os dados foram anunciados em julho.
O principal responsável pela taxação mais alta em
relação ao PIB foi o governo federal. Estados e municípios
mantiveram a carga tributária estável. Juntos, o IRPJ (Imposto
de Renda da Pessoa Jurídica) e a CSLL (Contribuição
Social sobre o Lucro Líquido) responderam por aumento da carga
equivalente a 0,52% do PIB . A contribuição previdenciária
respondeu por 0,19% na conta.
Amir Khair, especialista em finanças públicas e tributação,
disse que a carga deste ano deve representar um crescimento ainda maior.
Ele prevê queda em 2009 por causa da crise. Ao explicar por que
considera a carga tributária "média", Cartaxo
disse que na comparação com outros países, feita
pela OCDE (Organização para Cooperação e
Desenvolvimento Econômico), o Brasil situa-se no meio da tabela,
entre Polônia e Alemanha.
Khair lembra que a carga brasileira está acima da média
dos países emergentes calculada pela OCDE por causa do pagamento
de juros da dívida. Ele cita que entre 6% e 7% da carga do Brasil é gasto
com juros.
IBPT
Além da Receita, o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento
Tributário) também calcula a carga tributária no
país. O números do instituto sempre são maiores
do que os da Receita. O principal motivo é que o IBPT considera
em seus cálculos os valores pagos com multas, juros e correção,
além de incluir contribuições corporativas e custas
judiciais.
No início do ano o instituto havia divulgado que a carga fiscal
de 2007 havia sido de 36,08% -o cálculo levava em consideração
a receita tributária total do país, de R$ 923,24 bilhões,
em relação aos R$ 2,559 trilhões do PIB. Nesta semana,
com a revisão do PIB para R$ 2,598 trilhões (mais R$ 39
bilhões), o IBPT revisou a carga tributária de 2007 para
35,54%.
Colaborou a Reportagem Local
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Gazeta do Povo, 13 de dezembro de 2008
Sucessão
Dilma imita Lula e é ovacionada
por petistas
Definitivamente, Dilma Rousseff não é mais a mesma.
Nome petista para a disputa presidencial de 2010, ontem ela trocou
a roupa de ministra-chefe da Casa Civil pela camiseta de candidata à sucessão
do presidente Lula, de quem, inclusive, incorporou o estilo. Seguindo à risca
as receitas de seu mentor, fez um discurso político forte e
disse que a crise econômica mundial produzirá no país “uma
pequena barrigada”. No início da crise, Lula havia tratado
o baque financeiro como uma “marolinha”.
Estrela do Encontro Nacional de Prefeitos do PT, em Brasília,
foi aplaudida de pé e repetiu seu padrinho político até ao
fazer a comparação do governo do PT com o do PSDB, utilizando
o habitual “nós e eles” do presidente. Otimista,
disse que o país vive “um processo de crescimento muito
forte e que tem todas as condições de ser mantido”.
Para, em seguida, admitir: “Nós vamos dar uma pequena
barrigada e depois vamos retomar essa plataforma (de desenvolvimento).”
À moda do chefe, comparou o governo de Lula com o do ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso, sem citá-lo nominalmente. “Nós
somos capazes de fazer política fiscal. Antes, eles (o governo
do ex-presidente FHC) faziam duas coisas: aumentavam os juros estratosfericamente
e davam uma paulada no imposto. O imposto no Brasil subiu sempre que
foi necessário fazer face à todas as dificuldades fiscais
que o país passava.” Agora, destacou ela, podemos fazer
política fiscal diferenciada. Na seqüência, mencionou
o pacote anticrise lançado por Lula na véspera. “A
nossa visão de Estado não é neoliberal. É uma
visão comprometida com um projeto de desenvolvimento. Somos
governo com responsabilidade fiscal, mas também social”,
alfinetou.
Por meio da assessoria do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique
respondeu à ministra: “Dilma começou mal. Se quiser
ser candidata tem de dizer o que pretende fazer. Esse discurso de olhar
para trás é inadequado para quem quer pensar o futuro”.
Mais solta, Dilma lembrou o presidente também quando cometeu
uma gafe logo na abertura do evento. Saudou o líder do governo
na Câmara, Henrique Fontana (RS) e, ao ser advertida que ele
ainda não estava no local, brincou: “Mas já fica
aqui a minha saudação” Visivelmente mais magra,
a ministra chegou com terninho vermelho, a cor do PT, e sem óculos – há 15
dias, a ministra incorporou as lentes de contato.
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Revista Consultor Jurídico, 13 de
dezembro de 2008
Danos coletivos
Sendas deve pagar R$ 2 milhões
por descumprir direitos
Por descumprir direitos trabalhistas, a Sendas Distribuidora S/A, empresa
do Grupo Pão de Açúcar, foi condenada ao pagar R$
2 milhões de indenização por danos morais coletivos.
A decisão é da juíza Patrícia Pellegrini
Baptista da Silva, da 35ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro. Cabe
recurso.
“Restou comprovado que a ré, no dia a dia, ignora, totalmente,
a legislação trabalhista vigente, explorando, de forma
desmedida seus empregados, o que caracteriza, não só o
desrespeito ao direito individual de cada um, mas também enorme
dano à coletividade, uma vez que sua prática atinge toda
a sociedade que se vê diminuída em frente ao poderio dos
detentores do capital”, afirmou a juíza.
Ao analisar Ação Civil Pública movida pelo Ministério
Público do Trabalho fluminense, a juíza entendeu que
o supermercado submete os trabalhadores a excesso de jornada de trabalho,
sem gozo regular dos intervalos para descanso e refeição,
repouso semanal e férias anuais.
Os pedidos, feitos pelo procurador do Trabalho João Carlos
Teixeira, de concessão de descanso intrajornada de uma hora,
férias dentro do respectivo período, repouso semanal,
preferencialmente aos domingos, não prorrogação
da jornada daqueles que trabalham em ambiente insalubre, fornecimento
de equipamentos de segurança necessários à proteção
individual e pagamento de salários em dia também foram
atendidos.
A juíza determinou, ainda, que a empresa regularize a situação
dos trabalhadores sob pena de multa de R$ 250 por trabalhador encontrado
em situação irregular.
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Notícias do Tribunal Superior do Trabalho
13/12/2008
Para especialistas, saúde e segurança
do trabalhador são inegociáveis
Numa sociedade com desigualdades sociais “abissais” como
a nossa, é preciso refletir se a saúde e segurança
do trabalhador são bens negociáveis, avaliando, como pensadores
de outros países das américas estão fazendo, a perspectiva
do direito do trabalho numa perspectiva social. “Nossa legislação
carrega o vezo de acidente de trabalho, e não de acidente do trabalhador”,
afirmou o juiz e professor da UnB Paulo Henrique Blair de Oliveira, do
TRT da 10ª Região (DF e Tocantins), durante a última
Mesa-redonda realizada durante o 6º e último Curso de Formação
Inicial da Enamat deste ano, findado em novembro, sobre “O Direito
Sanitário e o trabalhador: a saúde no meio-ambiente do
trabalho e a prática judicial”.
Coordenada pelo ministro do TST João Batista Brito Pereira,
a Mesa-redonda teve como palestrantes os técnicos do ministério
da saúde e professor da Universidade de São Paulo, Carlos
Bartolomei; o juiz Paulo Henrique Blair de Oliveira, e o médico
perito em medicina do trabalho, Dr. Márcio Moreira Salles. Todos
especialistas focados em discutir o direito à saúde do
trabalhador.
De forma a ilustrar sua afirmação, o juiz Paulo Henrique
citou como exemplo o caso de, em Turmas do TRT de São Paulo,
os juízes comentarem entre si, sistematicamente, o aumento de
casos de pedidos de caso de adicional de periculosidade e insalubridade. “Isso
pode não ser mera coincidência, num foro gigantesco como
São Paulo. Não seria o caso de nos comunicarmos melhor,
de parar de tentar enxugar o gelo e chamarmos o Ministério Público,
para
Para o professor, “é necessário, então,
fazer a desconstrução do paradigma da leitura econômica
do direito, que sempre fará uma conta de custo-beneficio, de
quanto custa investir na prevenção e quanto custa cuidar
do trabalhador”, afirmou. Para se ter um contraponto a tal ótica,
defende o juiz, é fundamental fazer a leitura de que direitos
fundamentais devem ser um limite per se. “Eles são inegociáveis.
Não se pode permitir qualquer redução a saúde,
seja sob que pretexto for”. “A política é majoritária,
o direito é contra majoritário. O direito vale agora,
não é uma promessa para o futuro”, lembrou o magistrado.
Na questão da reparação, o magistrado defendeu
que “não há indenização alguma que
possa repor a saúde. A indenização por danos morais
também é uma reparação imperfeita daquilo
que foi subtraído do trabalhador”. Para ele, “toda
a proteção jurisdicional estatal deve estar voltada para
a prevenção do dano, porque toda medida reparatória é imperfeita”.
O professor Carlos Bartolomei, após lembrar aos juízes-alunos
que o direito do trabalho surgiu para a proteção da saúde
e prevenção e das enfermidades, ressaltou a importância
de se discutir a “transdisciplinaridade, a interinstitucionalidade
e a interprofissionalidade na contribuição para o desenvolvimento
de políticas públicas e o assessoramento para a tomada
de decisão do magistrado referente ao meio ambiente de trabalho”.
Para ele, é fundamental que haja debate acerca das normas ambientais
do trabalho e sua eficácia nesses ambientes, seja em relação
ao trabalho formal ou informal.
“Não se pode negligenciar também o levantamento
epidemiológico, o estudo da distribuição de uma
doença ou de uma condição fisiológica em
determinada população e os fatores que influenciam uma
distribuição, de modo a evitar as epidemias e salvaguardar
a saúde do trabalhador”, lembrou, “bem como discutir
medidas de formação e informação para assegurar
a eficácia da lei com o objetivo de prover, prevenir e até recuperar
esse trabalhador.”
O especialista também se deteve na questão dos chamados “prédios
doentes” – uma discussão mundial. De acordo com
ele, nos Estados Unidos e no Japão se tenta colocar os trabalhadores
em menos risco, seguindo-se orientações da Organização
Mundial de Saúde. “Por causa das ameaças terroristas
do uso de antraz, o uso de ar condicionado foi amplamente pesquisado
nos Estados Unidos, e chegou-se a conclusão que se tem prejuízo
de milhões de dólares por ano com a saúde dos
trabalhadores graças a ele. Em Brasília, em especial”,
frisou o palestrante, “os prédios não estão
adequados aos servidores. Há muita iluminação
artificial, e o uso de ar condicionado é demasiado, já que
a região tem clima seco e este tipo de aparelho o torna mais
seco”. O uso do umidificador, além de consumir ainda mais
energia elétrica, não resolve o problema, ressaltou.
Há hoje, porém, uma tendência mundial de se buscar
construir os chamados prédios inteligentes, adaptados aos seres
humanos, disse.
Lembrando aos juízes-alunos que o vocâbulo “trabalho” vem
do latim tripalium, que era um instrumento de tortura de três
pontas, o doutor Márcio Moreira Salles, médico perito
em medicina do trabalho radicado em Brasília, se deteve em explicar
aos juízes-alunos da Enamat um dos principais problemas que
vêm acometendo os trabalhadores, responsável atualmente
por 70 a 80% das licenças médicas no TRT da 10% Região
(DF e Tocantins); o processo que vem sendo chamado de LER / DORT (Lesões
por Esforços Repetitivos / Distúrbios Osteomusculares
Relacionados ao Trabalho). O médico explicou que não
existe uma única patologia chamada LER ou DORT, mas diversas,
sendo as mais conhecidas a tenossinovite, a tendinite e a bursite,
entre outras que atingem milhares de trabalhadores. E um dos elementos
importantes delas é a dor, o que faz com que cada pessoa reaja
de forma diferente. O médico explicou ainda aos juízes-alunos
o que é a perícia judicial, e como é realizado
o processo.
O ministro Brito Pereira chamou a atenção para um processo
em tramitação no TST, em que o Sindicato dos Empregados
em Estabelecimentos Bancários do Estado de Rondônia ingressou
com uma ação civil pública para que a Caixa Econômica
Federal pare de realizar atividades bancárias nas lotéricas,
que mostra a atual preocupação com a segurança
e a saúde do trabalhador. No processo em questão, que
está aguardando julgamento no TST após o pedido ter sido
julgado procedente nas instâncias inferiores, o sindicato dos
empregados pede que, se forem mantidas as atividades típicas
de bancários nas lotéricas, que se garantam sua segurança
e a incolumidade física de seus empregados. Como ressaltou o
ministro Brito Pereira, o caso é importante porque casas lotéricas “existem
em todos os rincões do Brasil”, e, como um correspondente
bancário, “lá circulam dinheiro, valores, e a questão
da segurança passa a ser importante”.
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