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Agência Câmara,
12 de janeiro de 2008
Proposta amplia uso
do direito civil em ação trabalhista
Edson Santos

Edgar Moury quer garantir
maior celeridade às ações trabalhistas.
A Câmara analisa o Projeto de Lei 1503/07, do deputado Edgar Moury
(PMDB-PE), que autoriza o uso do direito processual comum em ações
trabalhistas, inclusive na fase recursal ou de execução,
para dar maior rapidez no andamento. A proposta altera a Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT), que permite a aplicação do
processo comum, de modo subsidiário, apenas quando houver omissão
sobre o tema na legislação trabalhista. Atualmente, as
ações que tramitam na Justiça do Trabalho seguem
o rito previsto na CLT.
Segundo o deputado, a redação atual da CLT "gera
uma estagnação do processo do trabalho em relação
aos avanços patrocinados no âmbito do processo
civil". Para ele, "não há sentido
razoável ou lógico em se impedir de aplicar,
no processo que se pretende mais rápido e célere,
as criações legislativas que combatam a morosidade
ou os empecilhos à efetividade da justiça".
Tramitação
O projeto tramita apensado ao PL 1957/07, que trata do mesmo assunto.
Os projetos serão analisados em caráter conclusivo pelas
comissões de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; e de Constituição e Justiça e
de Cidadania.
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Agência Senado, 12
de janeiro de 2008
PROJETOS
Alvaro Dias defende
dedução das prestações da casa
própria do IR

Projeto do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), que deverá ser votado
em decisão terminativa pela Comissão de Assuntos Econômicos
(CAE), permite a dedução das prestações da
casa própria do Imposto de Renda. Para ter direito ao benefício,
entretanto, o contribuinte só poderá possuir um imóvel,
avaliado em valor inferior a R$ 150 mil. O PLS 470/07 altera a Lei 9.250/95,
que dispõe sobre o Imposto de Renda das Pessoas Físicas
(IRPF).
Na justificação da matéria, Alvaro
Dias lembra que a moradia está inserida na Constituição
como um dos direitos sociais. Apesar disso, o Brasil é reconhecidamente
um país "de imensas carências na área
habitacional".
Além de beneficiar as camadas mais carentes da população,
a permissão para abatimento das despesas com aquisição
de moradia do IR representaria um subsídio à indústria
de construção.
"É sabido que a construção civil,
por empregar grande quantidade de pessoas, inclusive de pouca
qualificação profissional, é uma das
grandes ferramentas de dinamização econômica.
Incentivar esse setor traz, portanto, o duplo benefício
de empregar e distribuir renda, ao mesmo tempo em que diminui
o déficit habitacional", afirmou.
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Agência Diap, 12
de janeiro de 2008
PREVIDÊNCIA
Ampliar a cobertura
previdenciária até 2015 é o compromisso
O principal desafio da Previdência Social é a universalização
da cobertura previdenciária. O Brasil se comprometeu a ampliar
em 20% a cobertura até 2015 ao ratificar a Agenda Hemisférica
do Trabalho Decente, da Organização Internacional do Trabalho
(OIT).
Além de trabalhar pela inclusão dos trabalhadores
que hoje estão fora do sistema previdenciário,
o secretário de Políticas de Previdência
Social, Helmut Schwarzer, ressalta a necessidade de aprofundar
as políticas de saúde e segurança
ocupacional, item que ganha maior relevância com
o envelhecimento da população.
O governo já adotou duas medidas na área
de acidentes e doenças ocupacionais: o Nexo Técnico
Epidemiológico (NTEP), em vigor desde abril de 2007,
e o Fator Acidentário de Prevenção
(FAP), em fase de implantação.
Mas é preciso também aperfeiçoar
a área de reabilitação para assegurar
o tratamento com agilidade e a recuperação
dos trabalhadores vítimas de doenças e acidentes
do trabalho. Essa tarefa exige uma ação conjunta
com o Sistema Único de Saúde (SUS). “Quanto
mais tempo a pessoa espera, tanto menor a chance de retorno
ao trabalho”, explica Schwarzer.
Sustentabilidade
A questão do envelhecimento da população
e da queda na taxa de natalidade coloca em questão,
também, uma outra preocupação: a da
sustentabilidade do sistema previdenciário no longo
prazo.
Para o secretário, a sociedade brasileira tem hoje
clareza de que são necessários ajustes na
Previdência Social para enfrentar a questão
da transição demográfica. Schwarzer
comenta que a alteração demográfica
impõe a discussão sobre o financiamento da
Previdência Social do ponto de vista da justiça
entre gerações.
“Quem paga pelo aumento da expectativa de vida é sempre
a geração subseqüente”, afirma.
Para ele, o discurso de que o ajuste retira direitos não
tem consistência: “Não fazer o ajuste
significa retirar direitos dos jovens, da geração
futura”.
Isso porque o ônus de adiar a reforma recairá sobre
a geração futura, que terá que arcar
com uma carga tributária maior para manter o sistema. “É uma
atitude não solidária da geração
atual”, comenta.
Administração
Ao mesmo tempo em que discute a sustentabilidade futura
do sistema, o governo trabalha para aperfeiçoar
a gestão da Previdência Social. “O desafio
administrativo é permanente. Temos que melhorar
continuamente a gestão”, comenta o secretário.
O desafio gerencial, explica ele, inclui o aperfeiçoamento
da participação dos atores sociais na gestão
da Previdência, a instituição de uma
contabilidade mais transparente para o Regime Geral de
Previdência Social (RGPS) e a correta utilização
das fontes de financiamento do custeio dos benefícios.
Na área de gestão, há ainda a necessidade
de melhoria dos procedimentos para concessão de
benefícios, o combate às fraudes e a atualização
tecnológica do sistema previdenciário. (Com
informações do MPS)
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Agência Diap, 12
de janeiro de 2008
DIREITOS TRABALHISTAS
Ampliação
do seguro-desemprego é tema de projeto no Senado
Tramita na Comissão de Direitos Humanos e Legislação
Participativa do Senado Federal (CDH) o projeto de lei (PLS) 668/07,
da senadora Marisa Serrano (PSDB/MS), que amplia para sete meses o período
de pagamento do seguro-desemprego a responsáveis legais por crianças
portadoras de deficiência. A matéria seguirá, depois,
para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
De acordo com Marisa Serrano, os trabalhadores nessa situação
enfrentam maiores dificuldades para encontrar um novo emprego,
já que são obrigados a procurar trabalho
ao mesmo tempo em que têm de cuidar de crianças
com necessidades especiais. A senadora observou que esses
cuidados incluem freqüentes consultas médicas
e outros tipos de tratamento continuado.
Seguro
A Lei nº 8.900/94 estabelece que os trabalhadores
formais, os trabalhadores domésticos e os bolsistas
de qualificação têm direito ao seguro-desemprego
pago entre três e cinco parcelas mensais.
O número de parcelas varia de acordo com o tempo
de serviço do trabalhador nos 36 meses anteriores à demissão.
De seis a onze meses de serviço, três parcelas;
de um ano a um ano e onze meses de serviço, quatro
parcelas; de dois anos ou mais de serviço, cinco
parcelas.
Mercado de trabalho
A senadora lembra na justificação do seu
projeto que o desempregado com experiência profissional
leva, em média, seis meses para ser recolocado no
mercado de trabalho.
Esse prazo, no entanto, pode ser ainda maior, porque,
não raras vezes, ele se vê obrigado a freqüentar
cursos de requalificação profissional para
assumir nova atividade profissional. (Com
informações da Agência Senado)
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Agência Diap, 12
de janeiro de 2008
RESUMO DA SEMANA
Imposto do cheque poderá provocar
greves no setor público
O imposto do cheque continua na pauta dos poderes. O Governo tenta acertar
as suas contas sem os R$ 40 bilhões da CPMF e convoca os líderes
partidários para propor os cortes no orçamento.
Servidores públicos temem o não cumprimento
de acordos realizados ainda em 2007, e já pensam
em greve. A oposição se irrita com os reajustes
propostos pelo Governo e vai ao Supremo Tribunal Federal
(STF).
CPMF
Sem os recursos da Contribuição Provisória
Sobre Movimentação Financeira (CPMF) o Governo
convoca as lideranças para programar os cortes necessários
para adequar o seu orçamento para 2008.
Em reunião realizada nesta semana com as lideranças
partidárias e os ministros do Planejamento, Paulo
Bernardo e da Articulação Política,
José Múcio Monteiro, o Governo propôs
cortes nas emendas parlamentares, tanto nas de bancadas
quanto nas emendas individuais.
Os líderes não tomaram nenhuma decisão,
mas as propostas iniciais são de preservação
das emendas individuais que somam R$ 4.752 bilhões,
o corte de 50% das emendas coletivas que somam hoje R$
7.309 bilhões, e ajustes seletivos para as emendas
de bancada, evitando assim cortes lineares.
Retorno do imposto
A base aliada discute o retorno do imposto do cheque,
desta vez a iniciativa partiria do Congresso Nacional e
a CPMF não seria mais provisória e sim permanente.
A idéia é que a proposta faça parte
da reforma tributária que o Governo pretende enviar
neste ano ao Congresso.
A avaliação do líder do Governo na
Câmara deputado Henrique Fontana (PT/RS), é de
que com uma alíquota menor e com os recursos destinados à saúde
as chances de aprovação seriam maiores.
Além da fonte de ser boa, de ponto de vista de
arrecadação, a forma de fazê-lo, por
intermédio da movimentação financeira,
também seria um importante aliado no combate à sonegação
fiscal.
A oposição, naturalmente, considera a idéia
completamente inoportuna e despropositada. De fato, levantar
essa discussão no momento em que se debate a recomposição
do orçamento, com enfoco no corte de despesa, falar-se
na recriação do tributo parece inadequado.
Greve
Os servidores públicos do Executivo não
gostaram das últimas declarações do
ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Interessado primeiro
em organizar as contas do Governo, o ministro já declarou
que não vai debater reajustes para os servidores.
A reação foi imediata, de acordo com a Confederação
dos Trabalhadores no Serviço Público Federal
(Condsef) os cortes nos reajuste podem afetar justamente
as categorias que haviam negociado com o Governo em 2007,
o que pode gerar greves no setor. São cerca de 20
categorias que iniciaram suas negociações
no ano anterior.
Para os servidores os reajustes salariais e as correções
nos planos de carreira entre outros acordos pré-estabelecidos
com o Governo não estavam vinculados a aprovação
da CPMF pelo Congresso Nacional.
Oposição
Após a entrada de duas Ações Diretas
de Inconstitucionalidade (ADI), impetradas pelos Democratas
na segunda (7) com relação ao aumento do
IOF e outra na terça (8), desta vez, contra a elevação
da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
(CSLL) para instituições financeiras, fez
com que a decisão da ministra fosse de dar um prazo
para que o presidente explique os aumentos.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu dar 10 dias para
que o Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, explique
o decreto que aumentou o Imposto sobre Operações
Financeiras (IOF). A decisão foi da ministra presidente
Ellen Gracie.
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Diário Vermelho,
12 de janeiro de 2008
TSE prevê eleições
com segundo turno em 76 municípios
Levantamento divulgado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral)
nesta sexta-feira revelou que pelo menos 76 dos 5.564 municípios
brasileiros podem ter segundo turno nas eleições de outubro.
A regra vale somente para cidades com mais de 200 mil eleitores e quando
nenhum candidato consegue 50% dos votos mais um.
No levantamento anterior, divulgado em outubro de 2007,
74 municípios tinham mais de 200 mil eleitores.
Agora, foram incluídos os municípios de
Uberaba (MG), com 200.088 eleitores, e Guarujá (SP),
com 200.027.
Segundo o TSE, somente três capitais não
terão segundo turno: Rio Branco (AC), Boa Vista
(RR) e Palmas (TO). São Paulo é a cidade
com o maior número de eleitores do país,
com 8.089.914. Rio de Janeiro aparece em segundo, com
4.526.330, seguida de Belo Horizonte em terceiro, com
1.741.601; e Salvador em quarto, com 1.720.283.
Brasília é o quinto município em
número de eleitores, com 1.662.422, mas como não
possui prefeitura não foi contabilizada na lista.
Os números podem ser alterados até 7 de
maio, quando termina o prazo para o alistamento eleitoral.
Além disso, as revisões do eleitorado,
realizadas até 31 de dezembro de 2007, serão
consolidadas.
Veja os 76 municípios com mais
de 200 mil eleitores
Curitiba (PR) - 1.231.665
eleitores
Londrina (PR) - 335.807 eleitores
Maringá (PR) - 230.222 eleitores
Ponta Grossa (PR) - 206.388 eleitores
São Paulo (SP) - 8.089.941 eleitores
Rio de Janeiro (RJ) - 4.526.330 eleitores
Belo Horizonte (MG) - 1.741.601 eleitores
Salvador BA) - 1.720.283 eleitores
Fortaleza (CE) - 1.448.644 eleitores
Recife (PE) - 1.085.809 eleitores
Manaus (AM) - 1.032.774 eleitores
Porto Alegre (RS) - 1.025.419 eleitores
Belém (PA) - 951.883 eleitores
Goiânia (GO) - 833.758 eleitores
Guarulhos (SP) - 723.027 eleitores
Campinas (SP) - 709.486 eleitores
São Gonçalo (RJ) - 625.076 eleitores
São Luís (MA) - 622.145 eleitores
Duque de Caxias (RJ) - 157.195 eleitores
São Bernardo do Campo (SP) - 530.091 eleitores
Santo André (SP) - 526.316 eleitores
Nova Iguaçu (RJ) - 512.278 eleitores
Osasco (SP) - 504.000 eleitores
Natal (RN) - 497.955 eleitores
Campo Grande (MS) - 493.403 eleitores
Maceió (AL) - 486.184 eleitores
Teresina (PI) - 478.421 eleitores
João Pessoa (PB) - 433.216 eleitores
São José dos Campos (SP) - 404.324 eleitores
Contagem (MG) - 394.700 eleitores
Uberlândia (MG) - 385.880 eleitores
Jaboatão dos Guararapes (PE) - 378.512 eleitores
Ribeirão Preto (SP) - 376.553 eleitores
Sorocaba (SP) - 371.198 eleitores
Juiz de Fora (MG) - 362.011 eleitores
Cuiabá (MT) - 358.175 eleitores
Aracaju (SE) - 351.074 eleitores
Niterói (RJ) - 345.614 eleitores
São João de Meriti - 337.633 eleitores
Feira de Santana (BA) - 334.778 eleitores
Joinville (SC) - 330.552 eleitores
Campos (RJ) - 315.694 eleitores
Santos (SP) - 306.441 eleitores
Florianópolis (SC) - 295.809 eleitores
Diadema (SP) - 295.620 eleitores
Caxias do Sul (RS) - 288.201 eleitores
Belford Roxo (RJ) - 286.084 eleitores
Olinda (PE) - 285.504 eleitores
São José do Rio Preto (SP) - 270.619 eleitores
Mauá (SP) - 268.717 eleitores
Vila Velha (ES) - 261.649 eleitores
Campina Grande (PB) - 261.273 eleitores
Jundiaí (SP) - 254.176 eleitores
Mogi das Cruzes (SP) - 248.955 eleitores
Piracicaba (SP) - 247.029 eleitores
Porto velho (RO) - 245.828 eleitores
Carapicuíba (SP) - 244.850 eleitores
Pelotas (RS) - 241.021 eleitores
Vitória (ES) - 239.108 eleitores
Canoas (RS) - 234.877 eleitores
São Vicente (SP) - 230.705 eleitores
Serra (ES) - 229.592 eleitores
Bauru (SP) - 229.220 eleitores
Petrópolis (RJ) - 227.203 eleitores
Ananindeua (PA) - 226.937 eleitores
Aparecida de Goiânia (GO) - 224.835 eleitores
Cariacica (ES) - 219.315 eleitores
Betim (MG) - 219.168 eleitores
Montes Claros (MG) - 219.160 eleitores
Macapá (AP) - 211.160 eleitores
Anápolis (GO) - 210.812 eleitores
Blumenau (SC) - 205.359 eleitores
Franca (SP) - 205.306 eleitores
Volta Redonda - 203.524 eleitores
Uberaba (MG) - 200.088 eleitores
Guarujá (SP) - 200.027 eleitores
Fonte: TSE
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Diário Vermelho,
12 de janeiro de 2008
Centrais se unem por reforma
tributária e servidor público
Reunidos nesta quinta-feira (10) na sede nacional da Central Única
dos Trabalhadores (CUT), em São Paulo, dirigentes da CUT, Força
Sindical, Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), União
Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras
do Brasil (CTB) e Nova Central Sindidal dos Trabalhadores (NCST) aprovaram
uma ação conjunta em defesa dos recursos dos programas
sociais e da manutenção dos acordos firmados com os servidores
públicos - garantindo os reajustes e a realização
de concursos para novas contratações. A decisão
das centrais é uma resposta a pressões da mídia
e ameaças de setores do próprio governo de que estes
cortes seriam necessários após o fim da CPMF uqe retirou
R$ 40 bilhões no Orçamento da União.
Mesa ampla para enfrentar os ricos e a mídia ''Cortes? Só no
superávit primário e na especulação'', repetiam
os sindicalistas. Eles defendem que o Estado tem o papel de alavancar
o desenvolvimento, não podendo abrir mão de recursos fundamentais
para o atendimento das necessidades da população brasileira.
Diante da queda de braço, as centrais acordaram mobilizar a sociedade
e reapresentar ao governo e ao Congresso Nacional sua proposta de reforma
tributária, formatada durante a Jornada pelo Desenvolvimento com
Distribuição de Renda e Valorização do Trabalho.
De acordo com a secretária de Política Sindical
da CUT, Rosane Silva, que coordenou a reunião, ''é fundamental
a pressão desde a base para garantirmos políticas
que pesem sobre os impostos diretos que taxem os ricos,
como a constituição de uma nova estrutura
da Tabela de Imposto de Renda e o aumento do hoje inexpressivo
Imposto Territorial Rural - ITR. Exigimos também
o aumento da taxação sobre a herança
e a regulamentação do Imposto sobre Grandes
Fortunas, conforme já previsto na Constituição
Federal de 1988''.
Na avaliação de Antonio Carlos Spis, 1º tesoureiro
da CUT e representante da Central na Coordenação
dos Movimentos Sociais (CMS), ''esta ação
unitária é decisiva para fazer frente à campanha
depreciativa e de desinformação feita pela
mídia, que quer impor sua pauta contra o projeto
político em curso, o que provocaria um retrocesso''.
''Não vamos admitir em hipótese alguma a
retirada de recursos das áreas sociais. A redução
do superávit primário é a melhor alternativa,
assim como maior taxação dos especuladores'',
acrescentou.
''Há uma tentativa clara da direita e da mídia
para prensar o governo, para que sejam feitos cortes nos
direitos sociais, se prejudique o salário mínimo
e os servidores públicos, a fim de trazer ônus
para o campo popular nas próximas eleições''.
''O que estamos debatendo é que a questão
central é o superávit primário, que
o próprio FMI reconhece que está alto demais.
Outra questão é o investimento externo na
Bolsa, que não pode continuar isento de IOF'', frisou
Carlos Alberto Pereira, secretário-geral da CGTB.
Unidade
Para o secretário-geral da Força Sindical,
João Carlos Gonçalves (Juruna), é preciso
manter o mesmo espírito da Jornada pelo Desenvolvimento,
''onde nos somamos para fazer um projeto de ação,
um documento unitário para avançar''. Agora,
enfatizou, ''é preciso elencar questões de
interesse da classe trabalhadora, lutando na mesma trincheira
para vencermos novamente'', citando a importância
da reforma tributária e da defesa do serviço
público.
O clamor pela unidade também foi apresentado pelo
dirigente da NCST, Luiz Gonçalves, e por Paulo Pirassol,
da UGT.
''Se mobilizarmos o conjunto da basse de cada central
demonstraremos que o movimento sindical brasileiro está unido,
defendendo os recursos para as áreas sociais, que
são estratégicos para o desenvolvimento e
para a justiça numa sociedade ainda tão desigual'',
disse Luiz. ''O papel da ação unitária
das centrais sindicais é fundamental para continuarmos
tendo resultados positivos e crescentes para a nossa base'',
reinterou Pirassol.
Além da unidade, as centrais apontaram críticas à mídia.
''A mesma mídia defensora do projeto neoliberal
de Fernando Henrique, que quebrou o Estado e inviabilizou
seu papel de indutor do desenvolvimento, agora quer inviabilizar
o governo, engrossando a campanha para que acordos com
o funcionalismo sejam descumpridos'', registrou Carlos
Rogério de Carvalho Nunes, da CTB.
Redução da jornada de
trabalho
A reunião, que contou com a presença da
assessoria técnica do Dieese, decidiu preparar para
o final de janeiro uma ação de envergadura
em defesa da redução da jornada de trabalho,
para garantir a representação dos trabalhadores
nos Conselhos de Administração das empresas
- já anunciada pelo presidente Lula no encontro
com as centrais após a Marcha, em dezembro -, bem
como constituir um Grupo de Trabalho das centrais para
começar a formatar a forma de regulamentação
das Convenções 151 e 158 da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) que tratam respectivamente
do direito à negociação coletiva no
serviço público e da coibição à demissão
imotivada.
As centrais vão marcar uma reunião com o
ministro Luiz Dulci, secretário geral da Presidência,
e Carlos Lupi, do Trabalho e Emprego, para agilizar estes
encaminhamentos.
O presidente da CUT, Artur Henrique, não participou
da reunião. Ele submeteu-se nesta terça (8)
a uma cirurgia para implantação de prótese
no fêmur direito e passa bem. Por volta das 16h,
já estava de volta ao quarto para o período
de pós-operatório. Artur, que está no
Hospital do Coração, em São Paulo,
terá alta na próxima sexta. Por orientação
médica, deverá permanecer em repouso até o
final de janeiro. Seu retorno às atividades sindicais
está previsto para o início de fevereiro.
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Congresso em Foco, 12 de
janeiro de 2008
Dilma mantém
poder sobre setor elétrico
PMDB retoma Minas e Energia,
mas ministra "blinda" setor
Com a definição do nome do senador Edison Lobão
(PMDB-MA) para ocupar o Ministério de Minas e Energia, a chefe
da Casa Civil, Dilma Roussef, está autorizada a blindar cargos
considerados estratégico no setor elétrico, que estão
sob sua influência. Dilma obteve do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva a garanti de que ela manteria nomes de sua confiança
em postos-chave da pasta e também de empresas estatais.
Até quarta-feira, quando Lula convidará oficialmente Edison
Lobão para o governo, o Planalto apresentará ao PMDB uma
lista de cargos intocáveis. Essa carta-branca do presidente à ministra
não apenas ameniza a derrota de Dilma na queda-de-braço
com o PMDB, como também tem o objetivo de dar mais segurança
ao governo para enfrentar um eventual racionamento de energia.
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Agência Brasil, 12
de janeiro de 2008
Custo da construção
civil subiu 6,08% no ano passado, puxado por reajustes salariais
Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O Índice Nacional da Construção
Civil, divulgado hoje (11) nesta capital, mostrou incremento
de 6,08% no acumulado de 2007, influenciado pelos reajustes
salariais, superando em 0,95 ponto percentual o índice
do ano anterior (5,13%). Em dezembro, o índice apresentou
variação de 0,76%, situando-se 0,28 ponto
percentual acima da taxa registrada em novembro (0,48%).
O resultado mensal ficou também 0,31 ponto percentual
acima da variação de dezembro de 2006 (0,45%).
O índice é calculado pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com
a Caixa Econômica Federal e serve como referência
para o orçamento de obras públicas. Segundo
o gerente do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices
da Construção Civil (Sinapi), Luiz Fernando
Fonseca, o Índice Nacional da Construção
Civil, também denominado Sinapi, não é usado
como indexador. “Ele é mais usado como um
balizador para a parte toda de orçamentação”.
O resultado do Sinapi mostra que o índice foi pressionado
por dois componentes: materiais e mão-de-obra, que
variaram, respectivamente, 5,25% e 7,21% em 2007, disse
Fonseca, em entrevista à disse à Agência
Brasil. Em 2006, materiais e mão-de-obra cresceram
4,12% e 6,55%.
Por regiões, o Nordeste apresentou o maior aumento
no ano (7,41%). “A parcela que teve maior alta nas
regiões foi mão-de-obra, com destaque no
Nordeste, onde subiu 9,93%. A mão-de-obra tem uma
participação muito grande no custo da construção.
Ela é muito forte porque se resume a dez principais
categorias, entre as quais pintor, pedreiro, carpinteiro,
armador”, afirmou Fonseca.
Esses dez insumos têm um peso de cerca de 45% no
custo total da obra. “Então, nos meses em
que há reajustes salariais por conta dos acordos
coletivos, eles têm grande impacto. O Nordeste foi
a região que apresentou em 2007 a maior variação
na parte de mão-de-obra. E, devido ao peso, acabou
pressionando também o índice total”,
esclareceu Fonseca. Dentro do Nordeste, o índice
mais elevado ocorreu no Maranhão (9,62%), devido
aos dissídios coletivos. Em contrapartida, a menor
taxa em 2007 foi encontrada na Região Sul (4,93%),
que registrou também a menor variação
para os materiais (3,95%).
Em relação a dezembro, o maior índice
regional foi detectado no Sudeste (1,12%). A maior contribuição
veio de Minas Gerais, com alta de 4,46%, pressionada por
reajustes salariais, uma vez que a data-base dos trabalhadores
do setor da construção foi em novembro, mas
os efeitos só foram captados pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE) no mês seguinte. “Foi
o maior índice em dezembro”, enfatizou o gerente
do Sinapi.
Isso ocorreu também no Maranhão e em Tocantins. “Sempre
que o sistema registra essas altas fortes, como tivemos nesse mês
em Minas, no Maranhão (3,16%) e em Tocantins (2,19%), são
resultados por conta de acordos coletivos de trabalho”, explicou.
Fonseca ressaltou que o componente materiais não influencia
com tanta força o crescimento do índice final.
O custo nacional por metro quadrado subiu de R$ 601,15
em novembro do ano passado para R$ 605,71 em dezembro.
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Gazeta do Povo, 12 de janeiro
de 2008
BRASIL | IMPOSTO
Aliados negam a volta
da CPMF
A maioria dos partidos concorda
em taxar a movimentação financeira para evitar
sonegação
Brasília – Com o discurso de que a oposição
não dará descanso ao governo na cobrança de redução
da carga tributária, os líderes do PSDB e do DEM rechaçaram
ontem a volta da CPMF para o financiamento da saúde. Mesmo entre
líderes da base aliada, a recriação da CPMF encontra
resistência. Para alguns, isso só atrapalharia a necessidade
real de encontrar um fonte permanente para a saúde. Com exceção
do DEM, os demais líderes concordam em debater, dentro da reforma
tributária, a taxação de movimentação
financeira como instrumento de combate à sonegação
fiscal.
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio
(AM), avisou que o partido é contra o aumento
de carga tributária e afirma que é mentira
o argumento de que a volta da CPMF serviria para financiar
a saúde. Líder do DEM na Câmara,
Onyx Lorenzoni (RS) diz que o partido lutará,
na reforma tributária, para que a carga de impostos
seja reduzida a 25% do Produto Interno Bruto (PIB) – hoje
em torno de 37%. Lorenzoni disse duvidar que líderes
aliados proponham, neste ano eleitoral, a volta da CPMF.
Para evitar mais reações, o líder
do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), negou
que o renascimento da CPMF seja uma idéia do governo.
Ele garantiu que a proposta não será incluída
na reforma tributária a ser enviada pelo governo
ao Congresso.
Na base aliada, a proposta feita pelo líder do
PR, Luciano de Castro (RR), e endossada por parlamentares
da Frente da Saúde, como o líder do governo,
Henrique Fontana (RS), também não foi bem
recebida. O líder do PDT, Miro Teixeira (RJ) disse
que votará contra a recriação da
CPMF. Argumentou que os recursos da saúde devem
ser dicutidos dentro do contexto da emenda 29 – que
obriga União, estados e municípios a aplicarem
em saúde sempre mais do que no ano anterior.
O líder do PT, deputado Luiz Sérgio (RJ)
considerou o momento indequado para propor a recriação
da CPMF.
Para o vice-líder do governo na Câmara,
Ricardo Barros (PP-PR), a proposta tem apoio dentro da
base aliada, mas criticou o fato de o líder do
governo na Câmara, Henrique Fontana, que é da
bancada da Saúde, ter defendido o assunto.
Repercussão - Para OAB,
proposta é “total desrespeito” à cidadania
São Paulo – O presidente em exercício do Conselho
Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Alberto Zacharias Toron,
criticou ontem a proposta de recriar a CPMF , discutida ontem na reunião
de líderes governistas com os ministros Paulo Bernardo (Planejamento)
e José Múcio (Relações Institucionais).
Pela proposta, a CPMF teria caráter permanente e uma alíquota
de 0,20% – a antiga tinha uma alíquota de 0,38%. Para
Toron, a proposta é um “total desrespeito” às
votações do Congresso Nacional e à cidadania. “Quando
a CPMF foi submetida ao escrutínio democrático no Congresso
Nacional foi rechaçada. O governo não pode agora, pela
via autocrática das medidas provisórias, pretender impor
a contribuição novamente ao cidadão brasileiro”.
A medida provisória que prorrogava a cobrança
da CPMF até 2011 foi rejeitada pelo Senado na
madrugada de 13 de dezembro de 2007. A contribuição
garantiria uma arrecadação de R$ 40 bilhões,
só em 2008. Para compensar as perdas da CPMF,
o governo anunciou no último dia 2 um pacote de
medidas que aumentou as alíquotas do Imposto sobre
Operações Financeiras (IOF) e a Contribuição
Social sobre Lucro Líquido (CSLL) dos bancos.
Cortes no Orçamento 2008 também estão sendo discutidos
pelo governo e os líderes partidários, que não
querem abrir mão das emendas parlamentares. Na avaliação
de Toron, o Brasil não precisa de mais um imposto, mas de uma “ampla” reforma
tributária. “A OAB foi e continua sendo contrária à cobrança
da CPMF”, afirmou.
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Folha de São Paulo,
12 de janeiro de 2008
Alimento faz inflação
ter 1ª alta anual desde 2002
Índice fica em 4,46%
em 2007 e quase ultrapassa centro da meta do governo
Dezembro fecha com alta de 0,74% no
IPCA e IBGE vê mais pressão dos alimentos
em 2008; valorização do real impede estouro
da meta
PEDRO SOARES
DA SUCURSAL DO RIO
Grandes vilões da inflação em 2007,
os alimentos subiram 10,79% e levaram o IPCA (Índice
de Preços ao Consumidor Amplo) a fechar o ano com
alta de 4,46%. O índice por pouco não estourou
o centro da meta do governo -de 4,5%, com intervalo de
dois pontos percentuais para cima ou para baixo.
Em 2006, o índice, usado para balizar a política monetária,
havia fechado em 3,14%. A alta em 2007 interrompe trajetória
de queda iniciada em 2002. Pressionados por aumento de preço
de commodities e leite, clima desfavorável e expansão
da renda e do poder de compra que aumentam a demanda, os alimentos
tiveram a maior alta desde 2002 (19,47%). Em 2006, subiram só 1,22%
e ajudaram a conter a inflação.
Por causa do choque dos alimentos, especialistas corrigiram suas expectativas
de inflação ao longo do ano. No começo de 2007,
o consenso apontava para taxa pouco acima de 3%.
Em 2007, o IPCA só não subiu mais graças ao efeito
benéfico do câmbio que segurou especialmente preços
administrados, como tarifas de energia e telefone, de eletrodomésticos
(recuou 1,84%) e TV, som e informática (-9,93%), o que atenuou
a pressão dos alimentos. "Os alimentos foram a vedete de
2007. Foi o grupo que mais subiu e o de maior contribuição
para o IPCA, correspondendo à praticamente metade da taxa ",
disse Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preço
do IBGE.
Em 2007, o grupo alimentação representou 2,21 pontos
percentuais do IPCA. Os itens de maior impacto foram carnes (alta de
22,15%), leite e derivados (19,79%) e feijão (109,2%, em média).
Sozinhos, os três contribuíram com 1,06 ponto percentual
da inflação do ano.
Em dezembro, mais uma vez, o grupo alimentação turbinou
a inflação, que subiu 0,74%, puxada pelo aumento de 2,06%
do grupo alimentação -o maior desde janeiro de 2003 (2,15%).
Só as carnes registraram avanço de 8,20% em apenas um
mês. E o pior é que não se espera um arrefecimento
dos preços no início deste ano. "A inflação
deve continuar pressionada. Não há perspectiva de retorno
dos preços dos alimentos", disse Nunes dos Santos.
Por trás da alta dos alimentos, disse ela, está o maior
consumo mundial especialmente de países emergentes e o crescente
uso das lavouras para a produção de álcool. Segundo
ela, os EUA destinaram mais área para o milho usado na fabricação
de álcool. Com isso, afirmou, sobrou menos terra para o cultivo
da soja, e os preços dos dois produtos subiram. Como são
commodities, a alta afetou todo o mundo.
Os alimentos também aumentaram na esteira do maior consumo e
de problemas climáticos enfrentados em diversos países.
Um exemplo foi a Austrália, onde houve quebra de safra de leite
e trigo principalmente. Com a menor oferta desses itens, os preços
também cresceram. No Brasil, o clima afetou especialmente o
feijão, produto cujo preço saltou de cerca de R$ 2 o
quilo no início de 2007 para até R$ 8 em algumas regiões.
Âncora cambial
Não fosse o dólar, a inflação teria superado
o centro da meta do governo, alerta o economista Luiz Roberto Cunha: "O
IPCA teria superado os 5%". Â ncora da inflação
em 2007, quando recuou 16,85% em relação ao real, o dólar
segurou preços de importados e de produtos nacionais que passaram
a concorrer com similares do exterior. Determinou ainda aumentos menores
de preços administrados e tarifas públicas, atreladas
aos IGPs de 2006, que subiram menos em razão do dólar
baixo.
A principal pressão negativa veio da energia elétrica
-queda de 6,16%. O conjunto dos administrados teve impacto de 0,51
ponto no IPCA de 2007, menos do que o 1,38 ponto de 2006.
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Consultor
Jurídico, 12 de janeiro de 2008
Poupança forçada’
Fundo de garantia liberado é impenhorável,
diz TJ-DF
Ainda que o fundo de garantia esteja liberado na conta corrente do devedor, ele
não pode ser penhorado para pagar a dívida. O entendimento é da
4ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal,
que decidiu que o FGTS, depositado a favor de uma devedora, deve permanecer intacto.
Cabe recurso.
A matéria é controversa. Os desembargadores reconheceram
que não há consenso se os recursos do fundo constituem
ou não verbas de natureza salarial. A maioria da Turma entendeu
que o FGTS é “uma espécie de poupança
forçada”, de que o trabalhador se vale em caso de eventual
desemprego e, portanto, liberado ou não, tem natureza salarial.
De acordo com os autos, a conta corrente alvo de execução
e tentativa de penhora recebia créditos de diferentes origens.
Porém, parte dos valores seria proveniente de uma rescisão
de contrato de trabalho, sendo que o depósito mais expressivo
se refere ao FGTS, liberado em favor da trabalhadora.
Em primeiro grau, o juiz entendeu que o FGTS só seria impenhorável
enquanto estivesse bloqueado na conta vinculada do trabalhador. A
partir da liberação, não haveria mais motivo
para que se mantivesse impenhorável.
A devedora recorreu ao TJ-DF. Com a decisão, o dinheiro decorrente
do fundo de garantia não poderá ser penhorado para
cobrir a dívida.
Processo 2007.002.0067.919
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