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Folha de São Paulo,
16 de janeiro de 2008
Criação de vaga formal
em 2007 supera 1,6 milhão
Segundo dado divulgado pelo ministro do Trabalho,
foi o melhor ano desde 92 | Lupi afirma que há falta de mão-de-obra
especializada em vários setores e que, em 2008, será criado
1,8 milhão de vagas formais
JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A dois dias da divulgação
oficial dos dados sobre o desempenho do mercado de trabalho formal em
2007, o ministro Carlos Lupi (Trabalho) antecipou o dado de que o país
gerou mais de 1,6 milhão de empregos com carteira assinada no
ano passado. O número é o maior da série histórica,
iniciada em 92.
Até novembro, o mercado de trabalho formal havia registrado a criação
de 1,936 milhão de postos. Dezembro, no entanto, é historicamente
um mês de elevadas demissões. Com base nas declarações
de Lupi, no mês passado o mercado fechou cerca de 300 mil vagas.
" Vamos novamente bater recorde neste ano. Já batemos em 2007, com
mais de 1,6 milhão de novos postos formais, e vamos bater em 2008, com
mais de 1,8 milhão", disse Lupi ontem ao ser questionado sobre as
prioridades de seu ministério neste ano. Segundo ele, além da geração
de empregos formais, qualificação de trabalhadores e transparência
da execução de programas são os pontos prioritários
da pasta.
Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) deverão
ser divulgados amanhã pelo ministro. Ele registra, mensalmente, todas
as demissões e admissões de trabalhadores formais, exceto as
de empregados domésticos e funcionários públicos.
Para o professor da Unicamp Anselmo Santos, a geração de vagas
no ano passado é resultado direto do crescimento econômico. "Mas
fica difícil saber quanto é aumento de emprego e quanto vem da
formalização de postos."
Menos otimista que Lupi, Santos acha que, em 2008, o mercado deverá repetir
a performance de 2007. "Se o cenário se mantiver, a expectativa é boa.
Como o emprego não está concentrado em nenhum setor, temos boas
chances de o ritmo se manter, mesmo com a piora do cenário externo",
disse.
O ministro também adiantou que as análises do Ministério
do Trabalho sobre o emprego formal mostrarão que em 2007 houve falta
de mão-de-obra em vários setores. Citou as ocupações
de engenheiro e agrônomo como exemplos. "Dados que vou anunciar
quinta-feira mostram que já está faltando mão-de-obra
qualificada em vários setores da economia. Em São Paulo, em vários
setores não tem engenheiro, agrônomo."
Para Lupi, isso mostra que é preciso investir mais em qualificação.
Por esse motivo, acrescenta o ministro, eventuais cortes no orçamento
da pasta não deverão afetar de forma significativa os recursos
para treinamento de trabalhadores.
Santos, da Unicamp, discorda do ministro sobre qualificação. "O
problema não é falta de qualificação, exceto em
situações muito específicas. A questão é salarial.
As empresas vão ter que concorrer para disputar profissionais, oferecendo
melhores salários. Com as mudanças do mercado, o trabalhador
pode ter deixado sua profissão e, muitas vezes, compensa ficar em determinada
vaga porque o salário é melhor", avalia ele.
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ESTADÃO.COM/ SÃO PAULO, 16 de
janeiro de 2008 | Economia
Emprego na indústria paulista
sobe 5,1% em 2007
Paula Puliti, da Agência
Estado
SÃO PAULO - O nível de emprego da indústria paulista encerrou
2007 com alta de 5,01% em relação a 2006, o que significa 104
mil novos postos de trabalho. Em dezembro, foi registrada a maior queda do
ano, de 3,39% (-0,94% com ajuste). Somente no mês passado, foram demitidos
76 mil trabalhadores da indústria paulista.
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ESTADÃO.COM/ SÃO
PAULO, 16 de janeiro de 2008 | Economia
Produção industrial
dos EUA cresceu 1,5% em 2007
REGINA CARDEAL - Agencia Estado
WASHINGTON - A produção industrial nos EUA ficou estável
em dezembro, depois de um crescimento de 0,3% em novembro do ano passado, informou
hoje o banco central americano (Fed). Em todo o ano de 2007, a produção
industrial americana cresceu 1,5%.
A utilização da
capacidade instalada caiu para 81,4% no mês passado, ante 81,6%
em novembro. O uso em novembro havia sido estimado originalmente em 81,5%.
A estimativa média dos economistas ouvidos pela Dow Jones previa
queda de 0,2% na produção industrial de dezembro e uso
da capacidade em 81,2%.
A produção manufatureira
ficou estável em dezembro em relação a novembro.
A produção de veículos e peças caiu 0,5%
no mês passado na comparação com novembro, depois
de aumentar 1,2% no mês anterior e cair 1,6% em outubro. A produção
de máquinas aumentou 0,2% em dezembro, após cair 0,6% em
novembro.
A produção de itens
de construção caiu 0,9%, de móveis caiu 1,2%, de
equipamentos elétricos declinou 0,1%. A produção
das empresas de tecnologia subiu 0,8%. A de computadores aumentou 1,1%.
A produção das minas aumentou 0,1% em dezembro e o uso
da capacidade mineradora ficou em 92,1%, inalterada em relação
a novembro. A produção de serviços públicos
caiu 0,2% em dezembro e o uso da capacidade ficou em 86,2%, de 86,5%
em novembro. As informações são da agência
Dow Jones.
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DIAP, 16 de janeiro de 2008
MOVIMENTO SINDICAL
Encontro internacional de
dirigentes sindicais critica política americana
Durante esta segunda e terça,
14 e 15 de janeiro respectivamente, mais de 40 dirigentes sindicais de
vários continentes se reuniam no Sudão, África,
para a reunião do Conselho Presidencial da Federação
Sindical Mundial (FSM).
Na pauta, um balanço da
atuação da FSM e o planejamento da entidade para 2008.
A situação da África ganhou destaque no encontro
que teve a participação de sindicalistas de 10 países
do continente africano e do presidente, Omar Al-Bachir, e vice-presidente,
Salva Kiir, do país anfitrião. A reunião fez duras
críticas aos planos americanos de intervenção no
Oriente Médio e na África.
O presidente do Sudão,
Omar Al-Bachir, saudou os sindicalistas e disse “que o papel dos
trabalhadores no Sudão tem sido muito importante no combate às
tentativas do imperialismo norte americano de intervir no país.”
Ele também ressaltou que
hoje no Sudão não atuam empresas que querem escravizar
o povo sudanês. O país expulsou as empresas norte americanas
de petróleo e agora só trabalha com empresas parceiras
do Sudão.
O Vice-presidente do Sudão,
Salva Kiir, participou da cerimônia de abertura e saudou as delegações
estrangeiras evidenciando a necessidade de “combate a política
imperialista do presidente americano, George W, Bush, que tenta impor
seus desígnios em todo o mundo, e principalmente no Oriente Médio
e na África”.
Além da luta antiimperialista,
o trabalho e as mulheres foi outro tema importante que se manifestou
desde o começo da atividade. Cerca de mil mulheres sindicalistas
sudanesas iniciaram e encerraram a cerimônia de abertura com palavras
de ordem e canções típicas do país.
Entre as resoluções
do encontro, está a de intensificar a ação da FSM
no continente africano. Neste sentido a reunião do Conselho Presidencial
da FSM aprovou cinco iniciativas. São elas:
1- Um seminário Africano
para discutir os problemas e as solucões para os povos africanos;
2. Um colóquio com especialistas
e cientistas para discutir o problema da dívida dos paises do
terceiro mundo e a posição do movimento sindical;
3. Organizar uma conferência
das mulheres trabalhadoras da África;
4. Contribuir com a Federação
Sindical Unitária da África na solidariedade e na luta
para combater a Aids no continente;
5. Passar uma orientação
específica a todas as entidades filiadas e amigas da FSM para
que as mesmas colaborem com as comunidades africanas de imigrantes que
sofrem discriminação em todas as partes do mundo.
As iniciativas têm como
objetivo buscar a unificação das lutas contra o imperialismo
e a unidade nas ações dos trabalhadores da região,
além de contribuir com a solidariedade internacional dos sindicatos
para combater as mazelas que afligem os povos africanos, como a Aids.
O Brasil e a África
Dois dirigentes brasileiros,
Wagner Fajardo, pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
(CTB), e Paulo Saboia, da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB),
representaram o Brasil na reunião.
Em sua intervenção,
o brasileiro Wagner Fajardo, que é membro do Conselho Presidencial
da FSM e Secretário Geral da União Internacional dos Trabalhadores
dos Transportes (UIS-Transporte) destacou a mudança nas relações
diplomáticas do Brasil com a África á partir da
eleição do presidente Luís Inácio Lula da
Silva.
“Os trabalhadores brasileiros
perceberam as mudanças nas relações do Brasil com
a África com o governo Lula. Nosso presidente, um operário
sindicalista, reconhece a importante contribuição que os
povos africanos têm na cultura, no trabalho e no desenvolvimento
de nosso país”, disse Fajardo.
África e a América Latina
Segundo relatos, grande parte
das manifestações durante o encontro destacaram o papel
da América Latina para a luta sindical mundial. O continente latino
americano foi citado por muitos como exemplo de que é possível
mudar a África.
Os 30 membros do Conselho Presidencial
também frisaram que a América Latina reúne hoje
as melhores condições para o avanço das idéias
progressistas e para a luta dos trabalhadores em todo mundo.
Os dirigentes sindicais brasileiros
realizaram várias bilaterais durante o encontro e afirmam que
o entusiasmo da África para com os acontecimentos latino americanos é grande. “Há uma
grande expectativa do movimento sindical mundial para com o nosso continente”,
afirmou Fajardo ao Vermelho.
Balanço da FSM
Um dos destaques da FSM foi à realização
da Conferência Internacional da Mulher Trabalhadora, ocorrida em
Bruxelas em setembro de 2007, onde se adotou um plano de ação
em que se definiu a realização de conferências sobre
as mulheres em todos os continentes durante 2008 com o objetivo de implementar
as resoluções da Conferência Internacional.
O balanço debatido no
conselho definiu como positiva a atuação da entidade no último
período e, apesar de ainda estar longe do ideal, os sindicalistas
avaliaram que a FSM cresceu e se desenvolveu no último ano.
Planejamento da FSM para 2008
Foi aprovado o seguinte plano
de ação da FSM para 2008:
1. Atividades
educativas e de pesquisa que prevê a realização de
seminário sobre água, sobre a mulher trabalhadora na América
Latina e um seminário mundial sobre o papel das Organizações
das Nações Unidas (ONU) na era da globalização;
2. Conferência
Internacional de Cientistas (mesa redonda) sobre a dívida dos
paises do terceiro mundo;
3. Atividades
regionais como conferências das oficinas regionais e sobre a mulher
trabalhadora.
4. Atividades
das UIS com congresso de fundação da UIS-Metal na Espanha,
congresso da UIS-Turismo/Hotéis na Grécia, e preparação
para fundação da UIS-Cultura/Meios de Comunicação.
Fórum Social Mundial 2008
Além destas indicações,
a FSM aprovou mobilizar para o Fórum Social Mundial de 2008, através
de atividades em vários locais do mundo no dia 26 de janeiro,
Dia de Ação Global, e em outros fóruns internacionais.
A FSM também quer realizar
atividades organizativas da entidade e ampliar a sua cooperação
com outras organizações sindicais, filiadas ou não
a FSM, mas que tem papel destacado no mundo hoje, como é o caso
das centrais sindicais da Índia e da China, que juntas representam
a metade dos trabalhadores do mundo.
Ao fim do encontro, foi aprovada
uma moção de solidariedade aos trabalhadores e a nação
sudanesa em função das ameaças constantes do imperialismo
americano de intervir nos assuntos internos do Sudão.
A moção aprovada
defende que o povo sudanês é soberano para resolver seus
conflitos internos e repudia qualquer tentativa de interferência
externa, seja de quem for, nos destinos e na vida do povo sudanês.
Nesse sentido, a moção ressaltou a importância
da unidade da Central Sindical Sudanesa que é única e
tem todos os sindicatos e federações do país filiadas
a ela. (Fonte: Vermelho On Line)
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DIAP, 16 de janeiro de 2008
TARIFAS BANCÁRIAS
Aposentados poderão ficar isentos
de tarifas bancárias
O projeto de lei 1.616/07 de autoria do deputado Carlos Abicalil (PT/MT) proíbe
as instituições financeiras de cobrar de aposentados e pensionistas
tarifas ou qualquer outra forma de contrapartida pela prestação
de serviços bancários básicos.
De acordo com o projeto os serviços
bancário básicos são; a abertura, manutenção
e movimentação de conta corrente, transferências,
depósitos e ordens de crédito, fornecimento de talão
com 20 folhas de cheque por mês, consultas de saldos em terminais
eletrônicos, e emissão, por terminal eletrônico, de
um extrato a cada 30 dias.
Hoje todo correntista tem esse
serviços disponíveis desde que pague uma taxa que, pode
ser trimestral ou mensal, dependendo da instituição financeira
a qual é correntista.Para Abicalil não é justo que
os aposentados e pencionistas que, segundo ele, tem sofrido perdas em
suas aposentadorias continuem a arcar com essas despesa.
Inflação
Ainda de acordo com o autor do
projeto, com a queda da inflação a partir de 1996, o setor
financeiro tem aumentado a cobrança dessas tarifas para compensar
a perda de seu faturamento, antes obtido com o imposto inflacionário.
Antes de seguir para plenário
a matéria passará pelas comissões de Defesa do Consumidor,
Seguridade Social e Família, de Finanças e Tributação,
e de Constituição e Justiça da Casa. Caso aprovado
em todas as instâncias seguirá para o Senado Federal. (André Santos)
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
16 de janeiro de 2008
Justiça determina que Caixa
garanta pagamento de trabalhadores
O juiz substituto Lúcio Flávio Apoliano Ribeiro, da 2ª Vara
do Trabalho de Fortaleza (CE), determinou que a Caixa Econômica Federal
garanta o pagamento de salário, férias, vale-transporte, vale-refeição
e 13º salário a trabalhadores terceirizados da empresa Orbral (Organização
Brasileira de Prestação de Serviços).
A decisão atende à ação
civil coletiva proposta pelo procurador-chefe do Ministério Público
do Trabalho no Ceará, Cláudio Alcântara Meireles.
A ação é resultado
de denúncia feita ao MPT (Ministério Público do
Trabalho) pelo Sindpd (Sindicato dos Empregados de Empresas de Processamento
de Dados) de que a Orbral, terceirizada da Caixa, vem atrasando o pagamento
de salários, vale-transporte e vale-refeição de
seus empregados.
No final do ano passado, quando
foi informado da irregularidade, o MPT instaurou procedimento administrativo
para apurar os fatos denunciados em relação à Caixa,
Banco do Nordeste, Cagece, Sebrae, Funcet, Correios e Ettusa. Ainda em
novembro de 2007, durante audiência, foi requerido à Orbral
um detalhamento de seus débitos junto aos empregados no Ceará.
Após apresentar os dados
requisitados, a empresa aceitou acordo proposto pelo MPT para que seus
créditos fossem repassados pelas empresas tomadoras de serviço
diretamente aos empregados.
Ocorre que, em 11 de dezembro
de 2007, conforme constatou o procurador do Trabalho, a Caixa encerrou
o contrato com a Orbral (referente a 183 digitadores) sem repassar aos
empregados da empresa créditos referentes ao pagamento dos salários
de novembro.
De acordo com informações
do MPT, pelo menos cinco trabalhadores ainda não tinham recebido
salários de outubro e nenhum dos empregados que prestavam serviços
na CEF tinham recebido o 13º salário ou as férias
gozadas a partir de junho do ano passado.
O setor jurídico da Caixa
Econômica Federal alegou que houve medida judicial de arresto determinada
em Curitiba (PR) e em João Pessoa (PB), mediante a qual foi apreendido
crédito da Orbral de todo o Brasil. Antes de ingressar com a ação,
o procurador Cláudio Alcântara expediu notificação
dando prazo de 48 horas para que a Caixa providenciasse o pagamento aos
trabalhadores.
Em razão do descumprimento
por parte da direção da Caixa, ele propôs a ação
requisitando o pagamento devido. A direção do banco alegou
que a Orbral mantém contrato de empréstimo há dois
meses inadimplente, razão pela qual não havia sido repassado
aos empregados o valor da fatura retida.
O procurador observou que a Caixa
tem mecanismos jurídicos para obter os valores que emprestou à empresa,
sendo descabida a utilização dos créditos que devem
socorrer, primeiro, os empregados da Orbral.
Cláudio Alcântara
frisou que o ente público agiu culposamente ao não exercer
o dever de vigilância para inquirir a empresa prestadora de serviços
sobre o regular cumprimento de suas obrigações trabalhistas,
o que atrai para si a responsabilidade solidária ante os prejuízos
sofridos pelos trabalhadores que lhe prestam serviço.
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Agência Diap, 16 de janeiro
de 2008
MINI-PACOTE FISCAL
Centrais preparam mobilização
em defesa dos recursos para programas sociais e reajuste dos servidores
A Força Sindical, CUT,
UGT, CGTB, NCST e CTB preparam uma série de ações
em defesa de recursos para os programas sociais e a manutenção
dos acordos firmados pelo governo com os servidores públicos,
garantindo os reajustes e a realização de concursos para
novas contratações. A decisão foi tomada pelos dirigentes
das Centrais, na quinta-feira passada (10), em reunião na sede
da Central Única dos Trabalhadores, em São Paulo.
A mobilização será uma
resposta do movimento sindical às pressões da mídia
e alguns setores políticos, que defendem cortes nos recursos orçamentários
para essas áreas, como forma de compensar a perda de receita com
fim da CPMF. “Cortes? Só no superávit primário
e na especulação”, defendem os sindicalistas.
“Não vamos admitir
em hipótese alguma a retirada de recursos das áreas sociais.
A redução do superávit primário é a
melhor alternativa, assim como maior taxação dos especuladores”,
afirmou o 1º tesoureiro da CUT, Antonio Carlos Spis. “A questão
central é o superávit primário, que o próprio
FMI reconhece que está alto demais. Outra questão é o
investimento externo na Bolsa, que não pode continuar isento de
IOF”, frisou o secretário-geral da CGTB, Carlos Alberto
Pereira.
Segundo Carlos Rogério
de Carvalho Nunes, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
(CTB), a mesma mídia defensora do projeto neoliberal de Fernando
Henrique, “agora quer inviabilizar o governo Lula, engrossando
a campanha para que acordos com o funcionalismo sejam descumpridos”.
Propostas
Os dirigentes das Centrais também decidiram mobilizar a sociedade e
reapresentar ao governo e ao Congresso Nacional sua proposta de reforma tributária,
formatada durante a Jornada pelo Desenvolvimento com Distribuição
de Renda e Valorização do Trabalho.
O secretário-geral da
Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna),
afirmou que o movimento sindical precisa manter o mesmo espírito
da Jornada pelo Desenvolvimento, “onde nos somamos para fazer um
projeto de ação, um documento unitário para avançar”.
Juruna defendeu a proposta de reforma tributária elaborada pelos
trabalhadores e os acordos já firmados a respeito do reajuste
dos servidores públicos.
Até o final de janeiro,
as Centrais vão realizar uma manifestação em defesa
da redução da jornada de trabalho, para garantir a representação
dos trabalhadores nos Conselhos de Administração das estatais
e pela regulamentação das Convenções 151
e 158 da OIT. Fonte: Agência Sindical
Mais
informações:
CUT (11) 2108.9200 - www.cut.org.br
Força Sindical (11) 3348.9000 - www.fsindical.org.br
Nova Central (61) 3226.4000 - www.ncst.org.br
UGT (11) 2173.7262 - www.ugt.org.br
CGTB (11) - 3663.0473 - www.cgtb.org.br
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Congresso
em Foco, 16 de janeiro de 2008
Kátia Abreu ajuíza no STF
ação contra empréstimo ao BNDES
Uma das mais ferrenhas críticas da carga
tributária brasileira, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO)
apresentou agora há pouco ao Supremo Tribunal Federal (STF)
uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra
a medida provisória (MP 414/08), apresentada no último
dia 4 pelo governo, que autoriza a liberação de empréstimo
ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O dinheiro do empréstimo, no valor de R$ 12,5 bilhões,
virá do superávit primário.
Em entrevista coletiva concedida há cerca
de meia hora, Kátia Abreu disse estranhar que, dias depois de
apresentar um pacote que prevê corte de gastos e aumento de impostos,
o governo venha a fazer um empréstimo relativamente alto para
o BNDES. Para a senadora, a atitude do governo e contraditória
e revela que o governo continuará gastando desordenadamente
o dinheiro público.
Relatora da proposta PEC 89/07 que previa prorrogação, até 2011,
da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira (CPMF) e da Desvinculação das Receitas da União
(DRU), tendo obviamente apresentado parecer contrário à matéria
na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), ela
criticou a conduta do ministro Guido Mantega, a quem chamou de "senador": "O
ministro Guido Mantega está pensando que é senador, e pode votar
pelos 81 senadores desta Casa. Primeiro, ele tem de se cadidatar", vociferou
a senadora, referindo-se à MP apresentada pela equipe de Mantega, o
que seria inconstitucional.
Para Kátia, a MP 414/08 apresenta "várias
inconstitucionalidades", a começar pelo fato de ter sido
apresentada por um ministro de Estado - o que é vedado pela
Constituição. "Além disso, o governo não
coloca as condições de como será o empréstimo",
disse, questionando em que termos seriam feitos os pagamentos da dívida.
A senadora sugeriu que o dinheiro emprestado pelo governo ao BNDES poderia,
entre outros fins, ser utilizado na compra da Brasil Telecom pela Oi Telemar
(numa negociação de R$ 4,8 bilhões), o que vem sendo amplamente
noticiado pela imprensa. "É apenas uma desconfiança, porque
os caixas do BNDES está praticamente a zero. E vocês estão
vendo as notícias de que a operação pode ser financiada
pelo BNDES", declarou Kátia, apontando ainda quais seriam outros
possíveis destinos dos R$ 12,5 bilhões do empréstimo. "Diante
do caixa zerado do BNDES, achamos [que o dinheiro] é para financiar
empresas, ou para o desvio de R$ 1,8 bilhão para investimentos em Cuba,
como está nos jornais de hoje. O povo não agüenta mais segurar
nos ombros esta carga tributária tão pesada."
Caráter perdulário
Kátia Abreu falou sobre outros assuntos antes de ajuizar a Adin contra
a medida apresentada no dia 4 pelo governo. Em relação ao fim
da CPMF e dos ajustes promovidos com o pacote compensatório do governo,
ela voltou a condenar duramente o caráter supostamente perdulário
do governo Lula, e disse que o DEM trabalhar arduamente para combatê-lo. "Queremos
apontar numericamente todo o desperdício que o governo tem feito nos últimos
tempos. A primeira questão é o número excessivo de ministérios,
37. Nós precisamos de 14 mil cargos de confiança?", indagou,
afirmando que a média mundial desse tipo de cargo é de 3,8 mil.
Ainda criticando as "despesas desnecessárias" do governo,
a senadora simplificou a discussão em torno das estratégias para
se adequar o Orçamento à perda dos cerca de R$ 40 bilhões
anualmente arrecadados com a CPMF. "Para promover o equilíbrio
da carga tributária, não existe mágica. Só existe
uma forma: reduzir as despesas desnecessárias", resumiu, afirmando
que, para ter suas matérias aprovadas no Congresso, o governo estaria
se valendo do "troca-troca de cargos" e do "fisiologismo".
Em relação aos cortes no Orçamento de 2008, chegou até mesmo
a sugerir a extinção das emendas parlamentares e de bancada. "O
que temos de fazer é cortar as despesas desnecessárias de todos
os poderes. Uma boa solução seria extingüir as emendas parlamentares
e as emendas de bancada, mantendo apenas os recursos para o PAC [Programa de
Aceleração do Crescimento]. Vamos trabalhar com coragem para
eliminá-las", adiantou a senadora.
Família Lobão
Outro assunto abordado por Kátia Abreu durante a coletiva desta tarde
foi a indicação do senador Edison Lobão (PMDB-MA) para
o cargo de ministro de Minas e Energia, assunto que suscitou a polêmica
sobre irregularidades praticadas por seu filho e suplente, Edison Lobão
Filho (DEM-MA). Segundo foi noticiado na imprensa, Lobão Filho usou
uma empregada doméstica como "laranja" de empresas às
voltas com o Fisco.
A senadora acredita que, caso Edison Lobão seja mesmo anunciado para
a pasta por Lula, o que pode acontecer amanhã (16), Lobão Filho
não pode assumir a vaga de seu pai sem antes dar explicações
convincentes sobre o caso. "Se ele [Lobão Filho] não se
explicar de forma adequada, será convidado a se retirar do partido",
disse Kátia, depois de dizer que o partido rejeitaria qualquer tipo
de "mancha" em seu quadro no Congresso. (Fábio
Góis)
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O ESTADO DO PARANÁ,
16 de janeiro de 2008 | Nacional
Plenário do STF julgará ação
do PSDB contra aumento de imposto
Antonio Arrais / Agência Brasil
Brasília - A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra
Ellen Gracie, decidiu que caberá diretamente ao Plenário do tribunal
o julgamento do mérito da ação direta de inconstitucionalidade
(Adin), apresentada quinta-feira passada (10) pelo PSDB, contra decreto do
presidente da República, que aumentou a alíquota do Imposto sobre
Operações Financeiras (IOF) para pessoas físicas.
Ellen Gracie dispensou o julgamento
da liminar solicitada pelo PSDB e resolveu adotar o procedimento abreviado,
previsto pelo Artigo 12 da Lei 9.868, de 1999 (Lei das Adins), que determina
o exame pelo plenário de uma ação "diante da
inegável relevância da matéria tratada na Adin e
do seu especial significado para a ordem social e segurança pública".
Como ocorreu em relação às
duas Adins protocoladas pelo Democratas (DEM), também em relação à ação
do PSDB a ministra Ellen Gracie solicitou informações
ao presidente da República, que deverão ser apresentadas
até dez dias a contar da intimação.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
16 de janeiro de 2008
TSE oferece R$ 15 mil em concurso
para escolha de nova logomarca
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) lança nesta quarta-feira (16/1)
no Diário Oficial da União um concurso nacional para escolha
da nova logomarca da Justiça Eleitoral. O prêmio é de R$
15 mil e qualquer pessoa, física ou jurídica, pode participar.
A iniciativa faz parte do processo
de melhoria da identidade visual do TSE, dos Tribunais Regionais e cartórios
eleitorais em todo o país, que deve tornar mais fácil a
identificação desses órgãos pelos eleitores.
Os trabalhos podem ser enviados até o dia 3 de março deste
ano.
De acordo com o tribunal, a logomarca
vencedora vai substituir o atual brasão da República e
deverá padronizar os impressos oficiais, publicações,
edifícios e instalações da Justiça Eleitoral,
além das milhares de urnas utilizadas nas eleições.
Com a nova representação, o TSE pretende caracterizar melhor
a identidade da Justiça Eleitoral, reforçando sua imagem
dentro do setor público.
Etapas
O concurso nacional terá três etapas. Na primeira, 30 trabalhos
serão selecionados por um comitê formado por um representante
do TSE, dois especialistas em marketing e um jornalista.
No segundo momento, três
dessas peças serão selecionadas para, em seguida, serem
submetidas à aprovação, pelo voto, dos assessores
de comunicação social da Justiça Eleitoral durante
encontro que será realizado em Brasília.
O trabalho deverá ser
original e inédito, produzido em técnica digitalizada,
compatível com o software Corel Draw.
O edital, que será lançado
nesta quarta-feira, estabelece as condições e traz uma
apresentação sobre a Justiça Eleitoral brasileira
que deverá orientar os concorrentes para a elaboração
da logomarca.
Para acessar a íntegra
do edital, visite o endereço www.tse.gov.br, no item Licitações,
no quadro de acesso rápido. Depois é só clicar
na parte destinada a editais e licitações e preencher
os dados da licitação, cujo número é 005/2008,
para visualização e impressão.
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Folha de São Paulo,
16 de janeiro de 2008
Citi tem seu maior prejuízo,
e Bolsas caem
Banco perde US$ 9,83 bilhões no quarto
trimestre, devido a investimentos no mercado de crédito imobiliário
de risco | Apesar do prejuízo no último trimestre,
banco ainda tem lucro no ano; novo CEO do Citi disse que resultado
foi "inaceitável"
DO "NEW YORK TIMES"
DA REDAÇÃO
O temor de que a crise financeira dos EUA se agravasse quando resultados mais
consolidados dos bancos do país fossem divulgados começou a se
materializar ontem.
O Citigroup, um dos maiores bancos do mundo, anunciou que contabilizou mais
perdas relacionadas às suas operações no mercado de crédito
imobiliário de risco ("subprime") e anunciou prejuízo
de US$ 9,83 bilhões no quarto trimestre.
O prejuízo é o primeiro desde a criação do Citigroup,
em 1998, resultado da fusão do Citicorp com o Travelers Group. Levando
em conta apenas a história do Citi, foi a primeira perda em 17 anos
e a maior em seus 196 anos de história. No mesmo período de 2006,
o grupo tinha tido lucro de US$ 5,1 bilhões. A receita caiu de US$ 23,83
bilhões para US$ 7,22 bilhões. As ações da instituição
tiveram queda de 2,12% ontem.
Apesar do mau resultado no trimestre, a empresa registrou lucro de US$ 3,62
bilhões em 2007, 83% inferior ao de 2006. A receita caiu em 9%, para
US$ 81,7 bilhões no ano passado.
O resultado do banco foi o principal motivo para a queda nas Bolsas no mundo
ontem. A Bovespa caiu 3,67%, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York,
recuou 2,17%, e a Nasdaq, 2,45%. Londres teve queda de 3,06%; Paris, de 2,83%.
O recuo de 0,4% nas vendas do varejo nos EUA em dezembro também elevou
o pessimismo do mercado, já que o consumo é o grande propulsor
da maior economia do planeta.
Abrindo o que deve ser uma semana de anúncios de resultados sombrios
do setor financeiro, o Citigroup informou que contabilizaria US$ 22,2 bilhões
como prejuízo com investimentos e empréstimos frustrados no segmento
de crédito hipotecário, detonador da crise financeira atual que
também atinge bancos europeus.
Mais balanços
Hoje, o JP Morgan apresenta seu balanço do ano. Amanhã será a
vez do Merrill Lynch, que ontem anunciou que receberá um aporte de US$
6,6 bilhões de investidores estrangeiros.
Os prejuízos registrados pelo Citi incluem US$ 18,1 bilhões relacionados à perda
acentuada de valor de títulos lastreados por hipotecas e prejuízos
operacionais pesados. A empresa também constituiu provisão separada
de US$ 4,1 bilhões para cobrir prejuízos previstos com maus empréstimos.
O banco também vai reduzir seu dividendo em 41% e está recebendo
injeção de caixa de US$ 12,5 bilhões para sanar seu balanço.
O montante inclui grandes investimentos do fundo do governo de Cingapura.
Diante de despesas cada vez maiores e de prejuízos aprofundados, o Citi
deve iniciar uma grande campanha de corte de custos que pode resultar em pelo
menos mais 4.000 demissões, com outros milhares de cortes nos próximos
meses.
No passado um dos mais poderosos bancos do mundo, o Citigroup foi dos mais
afetados com a crise de crédito que ainda continua e da desaceleração
cada vez mais grave no mercado da habitação. Mesmo com a injeção
de capital de US$ 12,5 bilhões, os analistas consideram que o banco
talvez precise de ainda mais dinheiro para sanar seu balanço se as condições
econômicas piorarem.
"É um ambiente incerto, e essas ações nos colocam em
posição ideal para que nos concentremos em capturar oportunidades
que ofereçam retornos atraentes aos nossos acionistas", afirmou Vikram
Pandit, o novo presidente-executivo do Citigroup, que assumiu o cargo no mês
passado após a crise ter derrubado seu antecessor, Chuck Prince.
Para Pandit, os resultados do quarto trimestre são "claramente
inaceitáveis".
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Diário Vermelho, 16
de janeiro de 2008
Lupi desafia Comissão e diz
não temer demissão
O ministro Carlos Lupi voltou
a afirmar que aguarda o parecer da Advocacia-Geral da União (AGU)
sobre o fato de ocupar simultaneamente o cargo de presidente do PDT e
a pasta do Trabalho e Emprego. Parecer da Comissão de Ética
Pública diz que Lupi não poderia ocupar os dois cargos
e sugere sua demissão.
Ele disse que não teme uma demissão porque está protegido
pela Constituição Federal, segundo a qual os partidos políticos
são as representações institucionais e legitimas da política
brasileira. "Como a Constituição me garante, eu não
temo nada."
"Nada está acima
da lei. Nenhuma interpretação de nenhuma comissão,
de nenhum cidadão brasileiro, está acima da Constituição
Federal. Mostrem os atos, mostrem os fatos. Digam algum ato do ministro
Carlos Lupi que não seja republicano e transparente", acrescentou.
Lupi citou outro motivo para
não se despreocupar com a possibilidade de demissão: a
negociação política realizada antes de assumir o
ministério. Além disso, Lupi lembrou que existem, em outros
países, primeiros-ministros que são presidentes de partido.
O ministro do Trabalho disse
que ainda não conversou sobre o assunto com o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva. Segundo ele, todas as conversas que teve
com Lula foram sobre ações do ministério.
Solidariedade
Na semana passada, presidentes
de diversos partidos da base aliada do governo emitiram uma nota de
solidariedade a Carlos Lupi. No documento, lideranças do PSB,
PRB, PCdoB, PMN e PDT dizem que os partidos políticos, ao contrário
do que erroneamente faz a Comissão de Ética, não
podem ser, sem qualquer fato ou indício, vistos como instituições
suspeitas e obscuras. "Quem assim o faz conspira contra a democracia
e o Direito, pois eles são, no Estado Democrático de
Direito, as únicas instituições habilitadas, pela
via eleitoral, a manifestar a vontade eleitoral da população.
Nenhum Presidente, Governador, Senador, Deputado ou simples vereador
pode ser eleito se não for filiado a um partido político
e o próprio Supremo Tribunal Federal vem de reconhecer que deixar
seu partido é, inclusive, motivo para que perca seu mandato
eletivo", diz a nota.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
16 de janeiro de 2008
Lei do trabalho
Projeto de Lei muda CLT para agilizar
ação trabalhista
Com vistas a agilizar o trâmite do processo trabalhista, o deputado Daniel
Almeida (PC do B - BA) apresentou Projeto de Lei que altera a Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT). A proposta tramita na Câmara, em caráter
conclusivo, e será analisada pelas Comissões de Trabalho, Administração
e Serviço Público e Constituição e Justiça
e de Cidadania.
O projeto estabelece que as decisões
judiciais já deverão ter todos os cálculos dos pagamentos
da ação em questão. Caso o processo não ofereça
elementos para o cálculo, o juiz é que deve atribuir o
valor. As decisões de juízes e tribunais, então,
devem ir à imediata execução para o pagamento. Atualmente,
o juiz pode dar uma sentença geral de condenação,
e os cálculos são feitos antes do início do processo
de execução.
A proposta exige que o bloqueio
de bens de garantia da execução, no caso de dinheiro em
conta corrente ou aplicação financeira, seja limitado ao
valor devido. Hoje, esse limite não é previsto.
O projeto propõe um sistema
entre tribunais do Trabalho e o Banco Central para permitir o encaminhamento
de determinações judiciais de bloqueio e desbloqueio de
contas correntes e ativos financeiros.
Mudança de limites
Em decisões que não
cabem mais recurso, o projeto prevê multa de 10% para o devedor
que não efetuar o pagamento no prazo de 15 dias.
De acordo ainda com o projeto,
o condenado só poderá entrar com recurso se depositar em
dinheiro 30% do valor que deve. Entretanto, tal depósito, deve
ser integral, caso os valores de condenação sejam de até 20
salários mínimos. Em caso de Recurso Extraordinário,
o depósito integral precisa ser feito nos casos de condenação
de até 40 salários mínimos.
Atualmente, o depósito
integral só é exigido para condenações de
até 10 salários mínimos. Esse limite, hoje, também é aplicado
nos casos de valor indeterminado.
O projeto coloca a situação
de ausência de uma das partes na audiência trabalhista e
afirma que, nesse caso, o juiz deve decidir sobre o que cabe a cada um
provar (autor e réu). Na lei atual, em caso de ausência
do autor da ação, a reclamação é arquivada.
Já no caso de ausência do réu, é considerada
revelia, o que o condena automaticamente.
Outra mudança prevista
trata da forma de apresentação da reclamação
trabalhista, que só poderá ser por escrito, e não
mais verbal. O projeto também quer diminuir o número de
audiências, suprimindo audiência inicial para unificar as
audiências de conciliação e julgamento.
PL 1084.2007

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