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GAZETA DO POVO, 17 de janeiro
de 2008
ECONOMIA | EMPREGO
Falta trabalhador para o Brasil crescer
Aumento da produção
gera demanda por mão-de-obra como há muito tempo
não se via
por ROSANA FÉLIX
Rodolfo Buhrer/Gazeta do Povo/Arquivo

O setor da construção civil criou 10 mil vagas no estado em 2007,
o que elevou o total de empregados formais para cerca de 120 mil
O crescimento econômico do Brasil, que em 2007 foi de 5,7% até o
terceiro trimestre, provocou um “ótimo” problema para as
empresas. O aumento da produção industrial gerou uma forte demanda
por mão-de-obra, como há muitos anos não se via. O resultado
disso é que, neste início do ano, muitos setores sofrem com a
escassez de trabalhadores. Isso está acontecendo em várias atividades,
como confecções, frigoríficos, construção
civil e também em áreas que demandam profissionais qualificados,
como tecnologia da informação.
A expectativa do mercado é que,
em 2008, a economia se mantenha aquecida e diversos ramos industriais
ampliem a produção. Caso isso se concretize, as dificuldades
para encontrar mão-de-obra vão aumentar. “Mas isso
não é um problema grave, é um problema maravilhoso”,
opina o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
(Ipea) Ricardo Amorim. O presidente do Sindicato da Indústria
da Construção Civil no Estado do Paraná (Sinduscon-PR),
Hamilton Pinheiro Franck, concorda. “A demanda aquecida por mão-de-obra
gera algumas dificuldades, mas com certeza encaramos isso como um problema
bom de resolver”.
Abertura de vagas
De acordo com o Cadastro Geral
de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho,
que mede o mercado formal, foram criadas 153,5 mil vagas entre janeiro
e novembro de 2007 no Paraná. O número representa alta
de 42% em relação ao mesmo período de 2006. Um dos
setores que contribuiram para esse desempenho positivo foi o da construção
civil que, no ano passado, criou 10 mil novas vagas no estado, o que
elevou o total de trabalhadores com carteira assinada para cerca de 120
mil. Para 2008, devem ser criadas outras 15 mil vagas.
Atualmente, há equilíbrio
entre oferta e demanda de trabalhadores, diz Franck. “Estamos nos
preparando para suprir a necessidade das empresas nos próximos
meses, principalmente ofertando cursos de treinamento em parceria com
o Sesi.” Para ele, a qualificação da população
economicamente ativa garantirá o preenchimento de todas as vagas. “Em
um país como o nosso, não se pode falar em escassez de
mão-de-obra, principalmente porque sabemos que o Bolsa-Família é pago
para cerca de 30 milhões de brasileiros. Temos que trazer essas
pessoas para o mercado de trabalho formal”, avalia.
De acordo com o presidente da
Federação dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação
do Paraná (FTIA), Ernane Garcia Ferreira, está faltando
mão-de-obra em várias atividades do agronegócio. “Com
a retomada do setor de carnes – tanto frango, suínos e bovinos – e
do aquecimento da indústria esmagadora de soja, as empresas estão
precisando de mais trabalhadores”, conta. O bom resultado da safra
agrícola no estado – que no ano passado foi de quase 30
milhões de toneladas, 21% acima do ano anterior– e os altos
preços das commodities agrícolas no mercado internacional
contribuíram na formação desse quadro.
A qualificação dos trabalhadores é amplamente defendida
pelo diretor de operações do Senai do Paraná, Marco Secco.
A entidade espera formar cerca de 83 mil pessoas neste ano, 22% acima do número
registrado em 2007 (68 mil). “Nos últimos anos, diversificamos
o número de cursos e as áreas atendidas. Não oferecemos
só treinamento para o chamado chão de fábrica, mas para
quase todas as áreas técnicas. O que é importante é que
não formamos para um emprego específico. Formamos para o mundo
do trabalho”, diz.
Segundo Amorim, do Ipea,
existe uma demanda muito grande de profissionais de engenharia e com
alta qualificação para os setores metal-mecânico
e metalúrgico. “Passamos por um período de quase
25 anos da nossa história recente com baixas taxas de crescimento.
Isso desestimulou a formação em algumas áreas,
notadamente engenharia e politécnica. A partir de 1999, as empresas
passaram a fazer grandes investimentos, com ampliações
de unidades e produções. Mas o número de profissionais
formados não foi suficiente para as necessidades das indústrias”,
explica.

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FOLHA DE SÃO PAULO
(ON LINE), 17 de janeiro de 2008 | Dinheiro
Criação de empregos formais
bate recorde e atinge 1,6 milhão
ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília
A geração de empregos
formais em 2007 chegou ao maior patamar já registrado pelo Ministério
do Trabalho. No ano passado, o saldo entre admissões e demissões
ficou em 1.617.392, número 31,62 % superior ao saldo de 2006,
de 1.228.686 de vagas, e também acima do recorde anterior, de
2004 (1.526.276).
Os dados são do Caged
(Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que reúne as informações
dos trabalhadores contratados sob o regime da CLT (Consolidação
das Leis do Trabalho), mas exclui os trabalhadores domésticos.
Ao todo, o ano passado terminou
com 29.281.974 de pessoas com registro em carteira de trabalho. O setor
que mais emprega formalmente hoje é o de serviços, com
11,683 milhões de vagas. O Ministério do Trabalho atribui
isso ao dinamismo do desempenho da economia.
O setor que mais gerou empregos
no acumulado do ano foi o de serviços, com 587.103 novos postos
de trabalho. Já o comércio apresentou 405.091 novos postos
com carteira assinada, e a indústria de transformação,
394.584 vagas. A construção civil e a agropecuária
foram setores que tiveram uma criação de empregos formais
menos intensa, respectivamente com 176.755 e 21.093 registros em carteira.
De acordo com o Caged, um em
cada três empregos foi criado pelo Estado de São Paulo,
que fechou 2007 com saldo recorde de 611.539 postos --38% do total do
o país. Em seguida aparecem Minas Gerais (168,4 mil), Rio de Janeiro
(144,8 mil) e Paraná (122,4 mil).
"2008, para mim, vai ser
um ano melhor que 2007. O PIB vai crescer mais de 5% e a geração
de empregos vai ficar e torno de 1,8 milhão de novos postos de
trabalho, podendo chegar a 2 milhões", afirmou o ministro
do Trabalho, Carlos Lupi.
Ele ressaltou o crescimento dos
investimentos estrangeiros no país, inclusive de pessoas físicas
no Nordeste. Segundo ele, essa é uma das razões para o
desempenho do setor de serviços.
Além disso, de acordo
com Lupi, o setor de construção será beneficiado
pelo aumento de recursos no Orçamento do FGTS.
Segundo dados divulgados hoje
pela (Associação Brasileira das Entidades de Crédito
Imobiliário e Poupança), o financiamento da casa própria
com recursos da poupança atingiu R$ 18,302 bilhões e 195.981
unidades em 2007, no maior patamar registrado há 19 anos, de 181,8
mil imóveis em 1988.
Dezembro
Considerando apenas dezembro,
o saldo entre admissões e demissões ficou negativo, o que
já era esperado. Os desligamentos superaram as contratações
em 319.414.
O setor que mais demitiu
foi a indústria de transformação (142.972), sendo
que esses desligamentos ficaram concentrados nas empresas do setor
de alimentos e bebidas, que produzem intensamente para as festas de
final de ano e depois desaceleram os estoques e produção.
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ESTADÃO.COM/ SÃO PAULO, 17 de
janeiro de 2008 | Economia
Lupi prevê mais 2 milhões
de empregos novos em 2008
ISABEL SOBRAL - Agencia Estado
BRASÍLIA - O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, atribuiu o recorde da
geração de empregos formais no País em 2007 (1,6 milhão
de vagas) ao crescimento da economia, estimado em 5,2%. Segundo dados do Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no ano passado, os setores que
mais se destacaram na geração de emprego com carteira assinada
foram os serviços (587.103 vagas), o comércio (405.091) e a indústria
(394.584). Os dois primeiros setores (serviços e comércio) tiveram
desempenho recorde e a indústria, o segundo melhor resultado da série
histórica do Caged, iniciada em 1992.
Os subsetores da economia com maior destaque em 2007 no mercado formal foram
a construção civil, que registrou uma expansão de 13,08%,
e os serviços de comércio, com 6,56%. "A gente sente que
há uma consistência de forma generalizada na geração
de empregos. Isso permite manter a minha previsão otimista de que 2008
vai ser ainda melhor que 2007", disse Lupi, acrescentando que os dados
apontam para uma geração de 1,8 milhão a 2 milhões
de novos empregos que podem ser criados este ano.
Para o ministro, uma eventual recessão na economia norte-americana não
afetará de forma significativa o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro
e a continuidade da geração de empregos formais. Segundo ele,
isso deverá acontecer porque as exportações brasileiras
têm clientes diversificados no mundo e não só nos Estados
Unidos, e a demanda interna permanece aquecida.
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PORTAL EXAME, 17 de janeiro de 2008
Cimento a caminho de novo recorde
Por AEAgência Estado
O consumo de cimento no mercado interno foi recorde no ano passado, com 44,65
milhões de toneladas, segundo o Sindicato Nacional da Indústria
do Cimento (Snic). A perspectiva para este ano é de que esse volume
seja superado por causa da demanda aquecida tanto para construção
de imóveis habitacionais como para obras de infra-estrutura ligadas
ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Atentas para
o mercado, as cimenteiras se preparam para ampliar a produção,
ligando fornos e aumentando a capacidade das fábricas.
" Neste ano vamos aumentar as vendas domésticas entre 10% e 11% e
atingir 50 milhões de toneladas?, prevê o secretário-executivo
do Snic, José Otávio Carvalho. Ele observa que o desempenho de
2007, com aumento de 10% nos volumes, superou a expectativa, que era de um crescimento
entre 5% e 6%.
O otimismo da indústria é confirmado pelas lojas de materiais
de construção. "Vamos crescer 10% este ano?, afirma o presidente
da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção
(Anamaco), Cláudio Conz. Ele faz esse prognóstico baseado no
lançamento recorde de edifícios registrado no fim de 2007. "Os
projetos que estão no papel devem virar obras nos próximos meses",
diz ele.
As lojas de materiais de construção fecharam 2007 com crescimento
de 8,5% na receita na comparação com 2006, segundo pesquisa da
Anamaco. O maior aumento ocorreu nos materiais básicos de construção,
que cresceram 12,5% na comparação com o ano anterior, puxados
especialmente pelo cimento. As informações
são do jornal O Estado de S. Paulo.
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PORTAL EXAME, 17 de janeiro
de 2008
Governo SP será avalista de imóvel
para a baixa renda
PublicidadePor Elizabeth LopesAgência Estado O governo de São
Paulo vai atuar como avalista de famílias que tenham renda salarial
entre cinco e dez salários mínimos, junto aos agentes do sistema
financeiro, para a compra da casa própria. A medida integra a lei de
incentivo ao acesso da população de baixo poder aquisitivo a
imóveis, sancionada hoje pelo governador José Serra. Essa lei,
aprovada em dezembro do ano passado pela Assembléia Legislativa, também é uma
adequação à Lei Federal 11.124, de junho de 2005, que
dispõe sobre o Sistema Nacional de Habitação de Interesse
Social.
Um dos principais pontos da lei
paulista é a criação do Fundo Garantidor Habitacional
(FGH), por meio do qual o governo agirá como avalista junto aos
agentes financeiros na compra de imóveis da população
com renda inferior a dez salários mínimos (cerca de R$
3,8 mil). De acordo com o governo do Estado, a constituição
do Fundo busca estimular a participação dos empreendedores
nos investimentos habitacionais de interesse social e reduzir os riscos
de inadimplência, para aumentar a oferta de crédito e reduzir
as taxas de juros.
A lei assegura também
aos agentes imobiliários a realização de parcerias
com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU), para a
construção de imóveis destinados à população
de baixa renda. De acordo com o secretário estadual da Habitação
e presidente da CDHU, Lair Krähenbühl, a aprovação
do projeto é resultado de uma discussão com representantes
dos mais variados setores da área, desde a produção
de moradias até as entidades e movimentos do setor. "Queremos
estimular, prioritariamente, as famílias com renda inferior a
cinco salários que dispõem de poucas opções
no mercado", destacou.
A lei prevê, ainda,
a criação do Conselho Estadual da Habitação
e do Fundo Paulista de Habitação de Interesse Social
(FPHIS). A lei deve ser regulamentada em 90 dias.
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VERMELHO, 17 de janeiro de 2008 | Brasil
Suplente do DEM tenta mobilizar
militares contra Lula
A presidente da União Nacional das Esposas de Militares das Forças
Armadas (Unemfa), Ivone Luzardo, tem ganhado amplo espaço na mídia
para falar da insatisfação das Forças Armadas (Exército,
Marinha e Aeronáutica) com os baixos salários dos militares e
do protesto, marcado pela entidade, para o dia 31, contra o presidente Lula.
Mas quase não circula a informação de que Ivone Luzardo é também
militante ferrenha do DEM , partido de oposição ao governo Lula.
Foi candidata a deputada federal pelo Democratas (ex-PFL) no Distrito Federal
nas últimas eleições e hoje é uma das suplentes
do partido na Câmara.
Por Carla Santos
O alvo maior de suas críticas não deixa dúvidas de que
as justas reivindicações das Forças Armadas são
apenas mais um pretexto para que Ivone use a entidade que preside na tentativa
de desestabilizar o Presidente da República.
" O objetivo da Unemfa agora é enfraquecer o partido do presidente
até que ele deixe de existir. Vamos começar uma campanha para que
os militares transfiram seus títulos para a cidade onde estiverem lotados
e para que não votem nos candidatos do PT nas eleições municipais" disse
Ivone na última sexta (11) à Agência Brasil.
O partido de Ivone, que se tornou conhecida por liderar manifestações
em prol de melhorias salariais e de condições de trabalho dos
militares, fez ampla campanha e votou contra a cobrança da Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) em dezembro
passado, retirando R$ 40 bilhões dos cofres públicos. O fim da
CPMF foi o principal argumento apresentado publicamente pelo governo para romper
todos os acordos salariais firmados com servidores públicos em 2007.
Contudo, a Agência Brasil divulgou que, após consultar vários
militares protegidos pelo anonimato, é Ivone mesmo quem tem legitimidade
para falar em nome da categoria. Os servidores reivindicam a equiparação
salarial com a Polícia Federal e o fim "do sucateamento das Forças
Armadas". Mas será também essa a principal motivação
da presidenta da Unemfa?
Campanha pela desmoralização
Ao que tudo indica não. Na mesma sexta, ela disse que Lula e o ministro
da Defesa, Nelson Jobim, estão desmoralizados perante as Forças
Armadas. A razão, segundo ela, seria o suposto descaso com que o governo
vem tratando as dificuldades enfrentadas pelas tropas e a demora em conceder
um reajuste real aos militares. A pergunta que fica é: por que a liderança
não pensou nessa possibilidade quando fazia campanha contra a CPMF?
Que os servidores públicos não devam ser penalizados pela ausência
de uma Reforma Tributária justa no país é mais do que
aceitável, agora, que a presidenta da Unemfa pose de vítima depois
de defender o esvaziamento dos cofres públicos é piada.
" Isso não vai ficar barato. Tem revolta de todo mundo e nós
vamos reagir. Percebemos que o governo toma estas atitudes porque o militar tem
o perfil da disciplina e hierarquia", ameaça a disciplinada "democrata" Ivone à Agência
Brasil.
Diálogo aberto
Ela também lembrou que, no dia 9 de outubro de 2007, o ministro Nelson
Jobim recebeu representantes da Unemfa para discutir as reivindicações. “Ele
nos disse que teria um estudo detalhado em 30 dias, que iria resolver o assunto.
Nós dissemos que voltaríamos para saber uma definição";
e admite, "percebemos boa vontade, mas sabemos que não depende
apenas dele. Depende também do ministro do Planejamento [Paulo Bernardo]
e, principalmente, do presidente Lula.”
A assessoria do ministério confirmou que Jobim se comprometeu a voltar
a conversar com a entidade, mas que não falou nada a respeito de apresentar
qualquer detalhamento sobre o reajuste, limitando-se a comentar que a proposta
do ex-ministro, Waldir Pires, serviria de referência. A proposta previa
reajustes entre 27,62% e 37,04%, que seriam aplicados sobre o adicional militar,
em duas parcelas, uma em setembro de 2007, outra em setembro de 2008. A medida
traria um impacto de R$ 1,680 bilhão ao Orçamento.
No dia 31 de outubro de 2007, Jobim reconheceu na Comissão de Relações
Exteriores e da Defesa Nacional da Câmara dos Deputados que a remuneração
dos militares é inadequada e inferior à de grande parte dos servidores
públicos. Também anunciou que, com a autorização
do presidente Lula, iria começar a negociar o aumento com os ministérios
do Planejamento e da Fazenda. O fim da CPMF, como queria Ivone, acabou por
melar os planos de Jobim.
Alvo é Lula
“ Quando um presidente ou um ministro abre a boca dizendo que vai resolver
algo e quebra [sua promessa], perde a moral. O ministro [da Defesa, Nelson Jobim]
está desmoralizado diante da tropa. O presidente Lula, então, nem
se fala. Ele se desmoralizou de vez [diante dos militares]”, disse Ivone
na última sexta (11).
A liderança diz ainda que o clima nos quartéis ficou insustentável
após o Ministério da Defesa ter anunciado, na terça (8),
que o aumento que vem sendo negociado desde 2007 não sairá antes
da segunda quinzena de fevereiro.
Segundo Ivone, a categoria não entende a demora. Desde 2004, os militares
obtiveram 33% de reajuste, o que classificam como uma mera reposição
de perdas anteriores. “Ainda não há nenhuma proposta concreta.
A cada dia o Ministério da Defesa apresenta um percentual, uma proposta
que não se concretiza”, argumenta. Faltou citar que dessa vez
a proposta não saiu com o apoio de seu partido, o DEM.
Ivone Luzardo agora anda às voltas com um manifesto, que segundo a Folha
de S.Paulo desta quarta (16) foi somente impresso e distribuído em quartéis
do RS, onde prega "manter as autoridades da área econômica
e o presidente da República imobilizados, sem meios de locomoção
terrestre e comunicações".
Ivone quer insurgência
Segundo a Folha, embora oficialmente seja a entidade a responsável pelos
protestos do dia 31, na verdade o que está sendo articulado é o
chamado de "dia D", uma insurgência contra o Presidente da
República e alguns ministros.
Porém, um dos organizadores do "dia D", o ex-capitão
Luís Fernando Silva, desmentiu Ivone. "O protesto será ordeiro
e pacífico e qualquer outro posicionamento vai depender da reação
do governo", declarou o ex-capitão. Segundo Silva, a idéia é organizar
protestos em Brasília, Rio e duas outras capitais ainda não definidas.
O Ministério da Defesa também disse não reconhecer qualquer
movimento de insatisfação das tropas. Apesar das declarações
de Silva, Ivone continuou sustentando para a imprensa que o clima nas Forças
Armadas é de insurgência e que o presidente Lula precisa ser imediatamente “imobilizado”.
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AFP/
INTERNACIONAL, 17 de janeiro de 2008
Vitória de condutores alemães
estremece modelo sindical do pós-guerra
BERLIM (AFP) — Depois de 10 meses
de greve, o pequeno sindicato dos maquinistas de trens alemães
(GDL) conseguiu seu próprio acordo coletivo, separadamente dos
outros ferroviários, estremecendo o modelo sindical da Alemanha
do pós-guerra.
Os últimos detalhes serão negociados
neste mês, mas o conflito com a companhia ferroviária
Deutsche Bahn (DB) acabou na segunda-feira, descartando a ameaça
de continuação da greve.
A maior parte dos analistas
reconheceu a vitória do GDL, o mais antigo sindicato da Alemanha,
que obriga a poderosa DB a aceitar negociações com
condições específicas dos maquinistas, com aumentos
salariais substanciais de 11% em um ano.
Para Holger Lengfel, professor
de sociologia da Universidade de Hagen (oeste da Alemanha), esta
greve marcará um momento histórico nas relações
trabalhistas da Alemanha.
Ao obter seu próprio
convênio coletivo, "os maquinistas derrubaram um pilar
da política salarial alemã", ou seja, apenas um
sindicato por empresa, já que (como nesse caso) os funcionários
são maquinistas e demais trabalhadores da ferrovia.
Ao contrário do que
acontece em outros países da Europa, os sindicatos alemães
têm uma ampla base e funcionam segundo um consenso pelo qual
os salários mais baixos aumentam mais do que os mais altos,
explica Reinhard Selten, prêmio Nobel de Economia.
Daí vêm as críticas
feitas ao GDL, por fragilizar a solidariedade entre os trabalhadores.
A Confederação
de Sindicatos da Alemanha (DGB) criticou reiteradas vezes as reivindicações
autonomistas do GDL e insistiu na unidade dos convênios coletivos.
Michael Sommer, presidente
da DGB, evocou que este princípio de solidaridade foi imposto
depois da Segunda Guerra Mundial para criar sindicatos amplos e poderosos.
Seus predecessores, mais corporativistas, foram incapazes de se opor
aos nazistas.
Este foi um elemento-chave
da reconstrução e do "milagre econômico
alemão", assegurando à patronal a previsibilidade
dos custos trabalhistas e a paz social quando se concluía
um convênio coletivo por empresa ou por setor.
Mas os maquinistas não
são os primeiros a quebrar esta bela harmonia. Os pilotos
de avião, no sindicato Cockpit, romperam as fileiras em 2001,
seguidos pelos controladores aéreos em 2006 e pelos médicos
da federação Marburger Bund.
Estes pequenos sindicatos
são criados por profissionais que têm a impressão
de não serem suficientemente reconhecidos ou mal remunerados,
explica Lengfel.
Os grandes sindicatos como
Verdi (serviços) e IG Metall (metalurgia e eletrotécnica)
são "máquinas niveladoras de salários".
O fenômeno coincide
com uma diminuição do número de afiliados das
grandes centrais. O DGB, que reúne a Verdi e a IG Metall entre
muitos sindicatos, perdeu 40% de seus membros entre 1991 e 2007.
A desregulamentação
do mercado trabalhista nos últimos 15 anos tornou a luta sindical
mais legítima. A patronal exige dos trabalhadores mais flexibilidade
nos salários e na jornada trabalhista.
Para Lengfel esta evolução é irreversível
e atingiram outras profissões.
"Os grandes sindicatos",
afirma o jornal conservador Die Welt", "só poderão
impedir a morte desse pilar essencial da economia alemã defendendo
melhor os interesses dos diferentes grupos profissionais".
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
17/01/2008
Ação adia possibilidade de
caminhoneiro receber R$73 mil em dinheiro
A suspensão de penhora
em suas contas bancárias. Esse foi o motivo de a Martins Comércio
e Serviços de Distribuição S.A entrar com mandado
de segurança contra ato de juíza da 18ª Vara do Trabalho
de Recife. A empresa conseguiu seu objetivo e, em conseqüência,
caminhoneiro terá que esperar agravo de instrumento transitar
em julgado (quando acaba possibilidade de recorrer) no Tribunal Superior
do Trabalho para poder receber R$73.324,61, referentes a direitos trabalhistas.
Além disso, o pagamento será feito através da penhora
de um caminhão.
A decisão ocorreu em recurso
ordinário em mandado de segurança (ROMS). A Seção
Especializada em Dissídios Individuais (SDI-2) do TST liberou
os valores penhorados da empresa por se tratar de ação
em fase de execução provisória. Provisória
porque há ainda um agravo de instrumento em recurso de revista
esperando ser julgado. A SDI-2 determinou, também, que a penhora
recaia sobre um caminhão Volkswagen, de 2000, bem indicado pela
Martins Comércio e Serviços de Distribuição.
A SDI-2 considerou que a penhora
sobre dinheiro, em execução provisória, quando nomeados
outros bens, fere direito líquido e certo. Segundo o relator do
recurso, ministro Emmanoel Pereira, “o bloqueio sobre dinheiro
da parte muitas vezes inviabiliza o prosseguimento das atividades empresariais,
comprometendo o capital de giro da empresa, acarretando dano de difícil
reparação”. O relator seguiu tendência da jurisprudência
do TST, indicada no item III da Súmula nº 417, que orienta
utilizar a regra de execução de forma menos gravosa para
o executado. Além disso, para julgar abusiva a penhora de dinheiro
neste caso, o ministro considerou haver indicação de bem
a ser penhorado.
O Tribunal Regional do Trabalho
da 6ª Região havia negado o mandado de segurança por
considerar que a penhora efetivada é legítima, pois obedece à gradação
prevista no artigo 655 do CPC, o qual não faz distinção
entre execução definitiva e provisória. Com a negativa,
a empresa ajuizou recurso ordinário em mandado de segurança
no TST, ao qual a SDI-2 deu provimento. A alegação da empregadora é que
houve ofensa a seu direito líquido e certo por se tratar de execução
provisória (em que pode haver ainda mudança de decisão)
e há jurisprudência em consonância com sua argumentação.
Em sua informação
no mandado de segurança, a juíza que determinou a penhora
disse que o valor foi transferido para uma conta judicial em nome do
trabalhador e à disposição da Vara. Além
disso, após essa transferência, foi determinada a liberação
de todas as contas bancárias da empresa. Ela decidiu penhorar
o dinheiro das contas, mesmo em fase de execução provisória,
devido à instabilidade nas atividades comerciais e financeiras
das empresas, visando a resguardar os créditos do trabalhador.
Considerou, também, que o caminhão é um bem sujeito
a deterioração e, até o fim da lide, poderia não
ser mais garantia de pagamento da dívida trabalhista.
O motorista carreteiro trabalhou
cerca de seis anos para a empresa e foi demitido sem justa causa em 2001.
Na ação trabalhista, ajuizada em outubro de 2002, ele pediu
verbas trabalhistas tais como horas extras, dobras de domingos e feriados,
descontos indevidos e despesas de viagem. O crédito que conseguiu
no TRT/PE é relativo às horas extras. A empresa vem recorrendo,
inclusive com o agravo de instrumento em recurso de revista ao TST (AIRR-1341/2002-018-06-00.8),
com alegação de que não há como conferir
as horas extras informadas pelo trabalhador, devido a seu trabalho ser
externo. (ROMS – 297/2005-000-06-00.3)
(Lourdes Tavares)
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Folha de São Paulo, 17 de janeiro de
2008
TRABALHO
Indústria de SP fecha
2007 com criação de 104 mil vagas
YGOR SALLES
DA FOLHA ONLINE
O nível de emprego da indústria de transformação
do Estado de São Paulo caiu 3,39% em dezembro, após queda de
0,19% em novembro, nos dados sem ajuste sazonal, segundo levantamento da Fiesp
(Federação das Indústrias do Estado de São Paulo)
e do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo). No
mês passado, 76 mil postos de trabalho foram fechados.
Considerando os dados com ajuste sazonal, que elimina características
específicas de cada período, a queda no emprego no mês
passado foi de 0,94%.
Com o resultado de dezembro, a indústria paulista fechou o ano de 2007
com expansão de 5,01% na oferta de emprego, com a geração
de 104 mil vagas.
Para o diretor do Depecon (Departamento de Pesquisas Econômicas) da Fiesp,
Paulo Francini, a forte queda do nível de emprego em dezembro é explicada
pelo "retardamento" das demissões que deveriam ter ocorrido
no mês anterior.
" A soma das demissões de novembro e dezembro de 2007 foi menor se
comparado com o mesmo período nos anos anteriores", disse. Segundo
ele, isso ocorreu devido ao setor de açúcar e álcool, que "cada
vez mais diminui seu período de entressafra".
Sobre o desempenho do ano, Francini disse que foi positivo. "A expectativa
no início do ano era de crescimento de 3,5% no emprego. Durante o ano,
fomos alterando para cima. O ano foi bem melhor do que esperávamos",
afirmou.
Sobre 2008, Francini diz que um crescimento de 4% "está garantido",
puxado pela demanda interna.
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Agência Brasil, 17 de janeiro de 2008
Saem hoje os dados sobre empregados
e desempregados em 2007
Brasília - O balanço
2007 do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged)
será divulgado hoje (17), às 11h, pelo ministro
do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.
Segundo nota do Ministério do Trabalho, no ano passado, o Brasil bateu
o recorde de geração de empregos, superando 2004, o melhor ano
da série histórica do Caged, quando 1,523 milhão de pessoas
tiveram as carteiras de trabalho assinadas.
Criado pela Lei 4.923/65, o Caged acompanha e fiscaliza a admissão e
dispensa de trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis
do Trabalho (CLT). Os dados são encaminhados mensalmente pelas empresas
aos ministérios.
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Folha de São Paulo,
17 de janeiro de 2008
ELEIÇÕES
51% dos eleitores não
têm ensino fundamental
LUCAS FERRAZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O TSE (Tribunal Superior
Eleitoral) divulgou ontem levantamento que mostra que mais da metade
(51,5%) do eleitorado brasileiro, que atingiu a marca de 127,4 milhões
em 2007, não conseguiu concluir o ensino fundamental ou sabe
apenas ler ou escrever. Do total de eleitores do país, cerca
de 8,2 milhões (6,46%) são analfabetos.
O levantamento confirma projeção de que as mulheres são
maioria no colégio eleitoral (65,9 milhões ante 61,3 milhões
de homens), na divisão regional e nos variados graus de instrução
-as exceções são nos quesitos "lê e escreve" e "primeiro
grau completo" -atual ensino fundamental.
O Nordeste apresenta o maior número de eleitores com baixa escolaridade
-70%, segundo o TSE. Na região, formada por nove Estados, há também
mais eleitores analfabetos: 4,2 milhões. O número é mais
que o dobro das demais regiões, que, juntas, têm 4 milhões
de analfabetos.
No Brasil, segundo o levantamento, há cerca de 4,3 milhões de
eleitores com formação superior, com maior concentração
no Sul e Sudeste. A disparidade educacional é comprovada na comparação
com os eleitores que têm curso superior no Norte e Nordeste -156 mil
e 614 mil, respectivamente.
O próprio TSE, contudo, ressaltou que os dados podem "apresentar
defasagens", pois a escolaridade é declarada quando é feito
o alistamento.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
17 de janeiro de 2008
Baixa escolaridade atinge metade
dos eleitores e chega a 70% no Nordeste
Os dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) relativos ao ano de 2007 revelam
a baixa escolaridade do eleitorado brasileiro. Um pouco mais da metade, 51,5%,
dos 127,4 milhões de eleitores brasileiros aptos a votar até o
final de 2007 não conseguiram completar o primeiro grau ou apenas lê e
escreve.
Segundo o tribunal, o quadro é ainda
mais dramático quando somados os 6,46% de eleitores analfabetos
em todo o país.
Embora os dados possam apresentar
defasagens porque a escolaridade foi declarada no ato do alistamento,
as estatísticas confirmam um quadro de desigualdade entre as regiões
do país.
O Nordeste, sozinho, tem 4,2
milhões de eleitores analfabetos, número maior que a soma
de 3,6 milhões de todas as demais regiões do país.
Enquanto o percentual de eleitores analfabetos é de 3,51% e 3,84%
nas regiões Sul e Sudeste, os Estados da região Norte e
Nordeste registram 8,74% e 12,22% de analfabetos em seu eleitorado.
Já na região Centro-Oeste,
os iletrados somavam 4,76% no final do ano passado. Embora votem, todo
esse contingente de eleitores é inelegível, de acordo com
o parágrafo 4º do artigo 14 da Constituição
Federal.
Apenas 3,43% do eleitorado têm
nível superior completo. Esse índice é de 3,8% e
4,4% nas regiões Sul e Sudeste, mas de apenas 1,73% e 1,79% no
Norte e Nordeste. O Centro-Oeste registra 3,64% de eleitores com nível
superior.
Embora em menor percentual,
esses eleitores somaram, nas eleições de 2004, 42,4%
do total de candidatos a prefeito em todo país, resultado que
pode se repetir nas eleições deste ano.
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Congresso em Foco, 17 de
janeiro de 2008
Crise nos EUA ainda não assusta
o Brasil, avaliam economistas
Apesar do risco de recessão nos Estados
Unidos, turbulências causadas por prejuízos de bancos
americanos tende a afetar mais as economias desenvolvidas, segundo
analistas. Para Mantega, situação é tranqüila.
O tamanho
da crise
Turbulência causada por prejuízos de bancos americanos tende a
afetar mais as economias desenvolvidas, segundo analistas
Erich Decat
A perspectiva de recessão
nos Estados Unidos desencadeada após o anúncio de dados
econômicos desfavoráveis, como os prejuízos bilionários
das principais instituições financeiras daquele país,
não afetará a economia brasileira em 2008, na avaliação
de analistas ouvidos pelo Congresso em Foco.
“ Ainda não está claro qual é o tamanho do rombo da
crise imobiliária norte-americana, mas parece que a bolha é bem
maior do que foi anunciada em setembro de 2007”, afirma o professor do
Departamento de Economia da Universidade de Brasília (UnB) Jorge Nogueira,
ao avaliar o principal motivo alegado pelo Citigroup para o prejuízo de
US$ 10 bilhões acumulado no quarto trimestre de 2007.
Segundo a entidade financeira, uma das maiores dos EUA, parte desse rombo se
deve aos empréstimos de risco (subprime), concedidos para a compra de
imóveis, que não foram pagos. Para os bancos, o grande atrativo
ao conceder empréstimos de risco é o retorno financeiro que eles
podem ter, uma vez que sobre essa modalidade de crédito recaem juros
elevados.
A expectativa de grandes lucros,
entretanto, foi frustrada com o alto índice de inadimplência
que provocou, em setembro de 2007, uma das maiores crises no mercado
financeiro norte-americano.
“Uma gripe na economia
norte-americana se reflete em todo o mundo. Mas é preciso ter
calma. Os ajustes não tenderão a ser muito grandes sobre
a economia brasileira, a não ser que o rombo seja maior do que
dizem ser”, avalia Nogueira.
A economista-chefe do ABN Amro-Bank,
Veina Alatif, também divide essa mesma opinião.
“ De fato, é uma situação que trouxe preocupação
para o mercado, mas o foco não é o Brasil nem os outros países
emergentes. Acredito que a repercussão maior será nos países
desenvolvidos da Europa e no Japão, por exemplo”, considera. Segundo
ela, o Brasil sofrerá algum reflexo apenas se houver uma grande piora
no quadro dos emergentes. “Mas não parece ser esse o atual quadro”,
acrescentou.
Efeito dominó
O velho continente pode ser o mais atingido porque muitos fundos da Europa
investiram, nos últimos anos, no mercado imobiliário norte-americano
por meio dos bancos, que, em contrapartida, emprestavam dinheiro para pessoas
sem a necessidade de comprovação de renda.
Com a falta de receita nos bancos, em razão dos calotes, os compromissos
feitos com os investidores passaram a não ser mais honrados. Diante
dessa perspectiva, muitos depositantes começaram a tirar o dinheiro
dos fundos, criando um efeito em cadeia. Em agosto do ano passado, no auge
da crise, o banco francês BNP Paribas chegou a bloquear o saque de todos
os investimentos, para evitar sua possível quebra.
Além do Citigroup, o JP
Morgan e o Wells Fargo – terceiro e quinto bancos do país – anunciaram
ontem que registraram queda de 34% e de 38% em seus lucros no quarto
trimestre de 2007.
Sem desespero
Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, os dados desfavoráveis da
economia norte-americana não são novidade. Segundo ele, por ora,
estão descartadas quaisquer medidas emergenciais na economia brasileira.
“ A crise do mercado internacional se agravou um pouco, mas isso era esperado”,
afirmou. “Por enquanto, não vejo necessidade de nenhuma medida.
A economia brasileira está bem posicionada diante da crise internacional,
tanto pelo lado dos fundamentos, quanto pelo lado do mercado interno, que pode
compensar uma eventual perda dos produtores brasileiros e dos exportadores brasileiros”,
garantiu Mantega.
Recessão
Apesar do otimismo dos especialistas quanto à economia brasileira, essa
visão não é compartilhada pelo ex-presidente do Federal
Reserve (Fed, o Banco Central americano) Alan Greenspan em relação à situação
de seu país. Segundo ele, o aumento da taxa de desemprego, que subiu
para 5% no último mês, é indício de que os EUA apresentam
sintomas para entrar em recessão.
Outros índices que chamaram a atenção dos mercados internacionais
ontem (16) foram a queda de 0,4% nas vendas no varejo registrados em dezembro
e o aumento do Índice de Preços ao Consumidor, que atingiu 4,1%,
o maior dos últimos 17 anos nos Estados Unidos.
Na prática, isso significa diminuição do poder aquisitivo
dos consumidores, ou seja, menor consumo e mais desaceleração
econômica. Os preços dos alimentos e da energia foram os que mais
pressionaram a alta do índice no país.
O impacto da desaceleração econômica americana pôde
ser visto no relatório mensal sobre a economia do país divulgado
ontem pelo Fed, elaborado a partir de informações de seus 12
escritórios regionais.
Redução de juros
O resultado, porém, foi mais animador do que se esperava. O chamado
Livro Bege mostrou que, apesar de ter registrado um ritmo de crescimento mais
lento entre meados de novembro e todo o mês de dezembro, a economia americana
ainda não está em recessão.
As conclusões do documento foram bem recebidas pelos analistas de mercado,
que viram nelas caminho para uma eventual redução da taxa de
juros básicos ainda este mês. A expectativa é de que a
atual taxa, que é de 4,25% ao ano, caia ao menos 0,5 ponto percentual,
um estímulo para o aquecimento da maior economia do mundo.
O relatório do Fed não conseguiu impedir, contudo, que as bolsas
caíssem mundo afora. O principal índice da Bolsa de Valores de
São Paulo, o Ibovespa, fechou, ontem, em queda de 1,89%, com 58.777
pontos. Esse foi o pior índice registrado desde 24 de setembro. Somente
em 2008, o Ibovespa acumulou desvalorização de 8%. Já a
saída de investidores estrangeiros do país fez com que o dólar
fechasse o dia com aumento de 1,14%, cotado a R$ 1,773.
A tensão também repercutiu na Europa, onde as bolsas de Londres
(Inglaterra), Paris (França) e Frankfurt (Alemanha) fecharam em queda
de 1,37%, 0,48% e 1,25%, respectivamente.
Outro caminho
Para o economista Jorge Nogueira, um dos reflexos que uma recessão norte-americana
pode causar é a diminuição das importações
realizadas pelo país. Redução essa que pode afetar, por
conseqüência, as exportações brasileiras. Mas isso,
ressalta ele, pode ser contornado pelo governo brasileiro.
“ Se a crise na economia norte-americana se mantiver, há a possibilidade
de as exportações terem um recuo. Mas isso será normalizado
na medida em que se consiga desviar essas exportações para novos
mercados como a China e a Índia”, ressaltou. “Ambas dão
sinais de que vão crescer. Por isso, cabe ao governo federal investir
nas parcerias com esses mercados em um momento em que a economia norte-americana
apresenta um recuo”, recomenda.
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A VOZ DA CIDADE, 17 de janeiro
de 2008 | Economia
RJ: Sindicato da Construção
Civil inicia discussão de pautas com trabalhadores
VOLTA REDONDA - O Sindicato da Construção Civil iniciou na última
semana a discussão de pautas com os trabalhadores. O objetivo das assembléias
já realizadas, de acordo com o presidente do sindicato, Dejair Martins, é discutir
com a categoria itens importantes das pautas de reivindicações
para as negociações deste ano. As discussões vêm
ocorrendo separadamente com profissionais de cada setor.
Na assembléia de segunda-feira,
a direção do sindicato discutiu com os trabalhadores da
RIP Serviços Industriais a insalubridade, renovação
do acordo do turno de revezamento ininterrupto de oito horas, classificação
e a equiparação salarial da categoria. As reuniões,
realizadas em três horários, aconteceram na sede do sindicato
na Avenida Nossa Senhora da Conceição (antiga Rua 4), 310,
no Conforto.
A primeira discussão aconteceu
no final de novembro do ano passado para tratar da proposta que a empresa
apresentaria para renovação de turno ininterrupto de revezamento.
Proposta esta, que não foi apresentada pela empresa, que se comprometeu
em apresentar em uma nova data. Entre todas as datas assumidas pela empresa,
nenhuma foi cumprida até este momento.
Já os profissionais das
empresas de montagem, construção pesada e terraplanagem,
com data-base em 1º de fevereiro, que atuam na base territorial
do Sindicato da Construção Civil, participaram das assembléias
realizadas no final da semana passada. O encontro teve também
como finalidade a elaboração e discussão da pauta
de reivindicações para a campanha salarial de 2008/2009.
As assembléias, de acordo
com a direção do sindicato, vão continuar até que
todos os itens das pautas de negociações sejam concluídos. É por
isso que os sindicalistas convocam todos os trabalhadores para essas
discussões. Eles garantem que a participação em
massa da categoria é de suma importância para a vitória
de todos.
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Diário Vermelho, 17
de janeiro de 2008
Cientista explica declínio
do sindicalismo nos países ricos
Em entrevista ao O Unidade Informativo
o cientista político alemão que está no Brasil em
férias, Wilfried Schwetz, falou sobre o movimento sindical nos
países ricos. Ele presta consultoria a sindicatos filiados à central
sindical Deutsche Gewerkschaftsbund (Confederação Alemã de
Sindicatos, ou DGB, na sigla em Alemão) e veio ao Rio de Janeiro
a convite de Jô Portilho, diretora do Sindicato dos Bancários
do Rio, de quem foi colega no curso de Políticas Trabalhistas
e Globalização, promovido por uma parceria entre Organização
Internacional do Trabalho (OIT), Universidades alemãs e Centrais
Sidnicais Internacionais.
O modelo e seus problemas
Na Alemanha, a organização dos trabalhadores tem duas estruturas
distintas. Os sindicatos, que são nacionais e organizados por ramos,
e os comitês de empresa (Betriebsrat), que podem ser formados em companhias
de, pelo menos, cinco empregados, não obrigatoriamente ligados ao movimento
sindical.
Esta estrutura é mais forte, já que, como os sindicatos são
nacionais, há uma certa distância entre os dirigentes e a base.
Outra razão para a predominância dos comitês é que
eles atuam negociando diretamente com os patrões quando acontece uma
situação como ampliação de jornada, rodízios
e benefícios oferecidos ou até mais grave, como uma onda de demissões
em massa, já que a Alemanha assinou a Convenção 158 da
OIT, que proíbe as demissões imotivadas.
É comum também os trabalhadores de uma determinada empresa construírem
com os patrões um acordo para aquela corporação que seja
complementar ao ACT Nacional, que é o mínimo a ser cumprido por
todo o setor. Mas tanto o sindicalismo tradicional quanto os comitês enfrentam
uma crise profunda.
Desde os anos 90, a reestruturação produtiva modificou o modo
de se trabalhar em todo o mundo. Com a possibilidade de se produzir os mesmos
bens em qualquer parte do planeta, países com legislações
trabalhistas mais robustas passaram a enfrentar um deslocamento das principais
plantas industriais e até mesmo estruturas para a prestação
de serviços, como call centers, para regiões onde a mão
de obra é mais barata, não só pela liberalidade das leis,
mas também pela baixa capacitação dos trabalhadores.
As inovações tecnológicas e a substituição
de mão de obra humana por máquinas também tiveram impacto
nos locais de trabalho, reduzindo o número de pessoas necessário
para desempenhar as tarefas. O resultado foi o desemprego, que vem assolando
mesmo os países mais ricos. Como no Brasil, o nível de sindicalização é maior
nos setores industriais, sobretudo nas grandes empresas.
Wilfried entende que esta situação se deve não só ao
porte das plantas industriais e à concentração de trabalhadores,
mas também a uma cultura de sindicalismo que estas organizações
já têm desde o início de suas operações,
ainda dentro de um modelo fordista.
Já em outros setores os sindicalizados são pouquíssimos
e nada indica que a situação esteja em vias de ser revertida.
Wilfried relata que, com o fortalecimento das pequenas empresas, que se multiplicaram
rapidamente neste período, é difícil para os poucos sindicalistas
que ainda atuam percorrer tantos locais de trabalho para tentar conscientizar
os trabalhadores. E, mesmo que não houvesse esta falta de “pernas”,
os sindicatos são muito burocráticos e os dirigentes há muito
não têm o hábito do trabalho de base.
A crise
Na Alemanha, atualmente, a maioria dos trabalhadores não vê necessidade
de se associar aos sindicatos, nem dá valor ao comitê de empresa.
Embora as condições de trabalho e os salários sempre estejam
abaixo do desejável, os empregados não vêem motivo para
reivindicar mais. Mas há também uma razão mais grave:
se os salários e benefícios aumentarem, há o risco das
empresas migrarem para a Polônia, onde os custos de mão de obra
são até 50% mais baixos que na Alemanha. A maioria não
reivindica nem atua nos sindicatos ou nos comitês porque um salário
baixo é melhor que nenhum salário.
Nas empresas alemãs, muitas são as formas de contratação,
sendo que as que não implicam em vínculo empregatício
estão ganhando destaque. Os contratos por tempo determinado, de experiência,
os trabalhos em meio-expediente – com jornadas de poucas horas semanais
e poucos dias trabalhados a cada semana – e a prestação
de serviços como PJ têm substituído as contratações
tradicionais.
Tudo isto se deve à grande oferta de mão de obra, tornando cada
empregado facilmente substituível por qualquer outro, o que fragiliza
a situação do trabalhador. Sempre temendo por seus empregos,
os alemães aceitam mesmo os abusos por parte do empregador.
Wilfried relata que os patrões perseguem os empregados que tentam se
organizar. “Se alguém se filia ao sindicato ou tenta montar uma
comissão de trabalhadores, é demitido. Muitas vezes é criada
uma situação para justificar a dispensa”. Não é incomum
o próprio patrão “plantar” uma prova para incriminar
o empregado e, assim, fornecer os motivos para demiti-lo. Mas, como todos sabem
que a razão verdadeira para a demissão foi a tentativa de organização
trabalhista, o caso serve de exemplo para intimidar os outros trabalhadores.
Segundo o cientista político alemão, há também
constantes modificações na legislação trabalhista,
sempre no sentido da diminuição da regulamentação.
Em apenas dois anos, o horário de funcionamento de lojas e supermercados
aumentou em duas horas ou mais. Wilfried relata que há pouco mais de
uma década, o horário do comércio era até às
18h30 nos dias de semana e até as 14h aos sábados, sem expediente
aos domingos. Hoje, há lojas que ficam abertas 24 horas de segunda a
sexta e funcionam quase o dia todo nos fins de semana.
As leis nacionais costumam ser razoavelmente rígidas, mas a legislação
estadual ou municipal pode se sobrepor a muitas regras. E isto acontece através
de negociações locais, onde a intimidação do negociador
dos trabalhadores acontece facilmente. Assim, o comércio é exemplo
de um setor que está derrubando pouco a pouco as leis trabalhistas. “O
caminho natural é chegarmos a um ponto em que não haverá mais
nenhuma regulamentação”, avalia Wilfried.
Campanha ideológica
O esvaziamento dos sindicatos é resultado de uma campanha difamatória
que já vem de longe. Desde a década de 80 a mídia alemã vem
falando contra as estruturas sindicais. Depois de tantos anos ouvindo críticas
cotidianas, os próprios trabalhadores adotaram a ideologia da classe
dominante e passaram a ver com maus olhos o movimento sindical e a organização
dos comitês de empresa.
Estas estruturas são vistas como obsoletas, “coisa do século
passado”, e os dirigentes são considerados pessoas que buscam
tirar algum proveito de seus cargos. Um trabalhador que começa a se
interessar pela luta sindical acaba sendo discriminado pelos próprios
colegas.
Esta situação é provocada por uma forte influência
norte-americana. A ideologia anti-sindicalismo da América do Norte já vem
contaminando o mundo do trabalho alemão. Wilfried informa que advogados
estadunidenses especializados na área trabalhista – pelo lado
do patrão – são contratados por empresas alemãs
para prestarem consultoria a fim de tornar a organização blindada
contra tentativas de organização de seus empregados.
Fonte: Núcleo Piratininga de Comunicação
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Folha
de São Paulo, 17 de janeiro de 2008
Ministério liberta 5.877 trabalhadores
Número de pessoas encontradas em 2007
em situação de escravidão bate recorde
| Indenizações trabalhistas somaram R$ 9,8 milhões; resultado
ocorreu apesar da paralisação de um mês nas operações
do grupo móvel
JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Apesar da interrupção
de quase um mês nas operações de combate ao trabalho
escravo, 2007 registrou um número recorde de trabalhadores
encontrados em situações precárias. No ano passado,
5.877 pessoas foram libertadas pelos fiscais do Ministério
do Trabalho e receberam R$ 9,8 milhões em indenizações
trabalhistas.
Segundo dados divulgados ontem, em 2007, foram fiscalizadas 197 fazendas em
todo o país. Foram 110 operações realizadas. Do total
de trabalhadores libertados, 3.497 conseguiram regularizar sua condição
no local de trabalho depois da ação dos fiscais.
Desde 1995, ano em que foi criado o grupo móvel de fiscalização,
já foram libertados 27.645 trabalhadores no Brasil. Os Estados com os
mais altos índices de exploração de mão-de-obra
em situação semelhante à de escravo são Pará,
Maranhão e Tocantins.
Em setembro de 2007, um grupo de senadores criticou o trabalho dos fiscais
na fazenda Pagrisa, no Pará. Os senadores disseram que não havia
trabalho escravo na propriedade. Já os fiscais disseram ter encontraram
mais de mil trabalhadores atuando nas lavouras de cana em condições
precárias.
A senadora Kátia Abreu (DEM-TO), uma das representantes dos ruralistas
no Congresso, disse se preocupar com possíveis exageros nos números
e lembrou o recente caso da fazenda Pagrisa.
" Nunca tínhamos ido a uma fazenda investigar o trabalho do grupo
móvel, fomos pela quantidade de denúncias a favor da empresa. Se
existem excessos até no Congresso Nacional, por que não pode ter
excessos em ministérios?", questionou. Abreu afirmou ainda que más
condições de trabalho e descumprimento de leis trabalhistas, apesar
de errados, não levam à necessidade de libertar trabalhadores.
Mas ela disse que o trabalho do grupo móvel é importante.
Após os ataques dos senadores, o Ministério do Trabalho suspendeu
as ações do grupo móvel. As operações voltaram
ao normal depois de 23 dias.
Fazendeiros e empresas flagrados em condições irregulares pelos
fiscais têm seus nomes incluídos em uma lista, conhecida como "lista
suja". A exclusão da lista só ocorre após dois anos
de monitoramento.
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Agência Câmara,
17 de janeiro de 2008
Projeto limita contribuição
sindical rural a valor do ITR
J. Batista

Mendes Thame considera irreal contribuição sindical rural maior
do que o ITR.
A Câmara analisa o Projeto de Lei 1131/07, do Deputado Antonio Carlos
Mendes Thame (PSDB-SP), que estabelece como teto da contribuição
sindical rural o valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR)
apurado no ano anterior. A proposta altera a Consolidação das
Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.452/43).
Mendes Thame julga irreal que
a contribuição sindical seja superior ao ITR. "Entendemos
ser necessário esse limite pois, principalmente para os pequenos
proprietários, com maior grau de utilização da área,
o valor pago a título de contribuição sindical acaba
sendo maior do que o pago de ITR", argumentou.
Além disso, o deputado
acredita ser relevante impor regras claras e moralizadoras para a arrecadação
de qualquer contribuição sindical, "enquanto ela subsistir
em nosso ordenamento jurídico".
Tramitação
O projeto tramita em conjunto com o PL 5249/01, do deputado Max Rosenmann (PMDB-PR),
que modifica o cálculo do ITR. Ambos serão analisados em caráter
conclusivo pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento
e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
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Agência Câmara,
17 de janeiro de 2008
Proposta proíbe desconto de
empregado por prejuízos
A Câmara analisa o Projeto de Lei 1132/07, do deputado Sabino Castelo
Branco (PTB-AM), que proíbe o empregador de descontar prejuízos
causados por terceiros do salário de empregados. Como exemplo, o deputado
cita casos de cobradores de ônibus que têm o salário diminuído
em razão de assaltos, além de outros casos de furto, depredação,
inadimplência ou cheques sem fundo. "Não vemos registros
de que, ressarcida a empresa pelo pagamento do cliente, o empregado seja também
reembolsado pelo desconto", afirma.
O projeto abrange todas as categorias
vinculados à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT
- Decreto-Lei 5.452/43). Segundo o texto, o empregado deverá apresentar
queixa do desconto à Justiça do Trabalho, responsável
pela fiscalização da medida, até o momento da rescisão
de seu contrato.
Pela proposta, o empregador que
descontar eventual prejuízo do salário do empregado pagará multa
de 50% do valor cobrado indevidamente. O valor descontado deverá ser
restituído ao empregado no pagamento seguinte.
Tramitação
O projeto foi apensado ao PL 1520/99, de teor semelhante. Os textos serão
analisados pelo Plenário.
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ÚLTIMO SEGUNDO, 17
de janeiro de 2008
Sindicato dos EUA indenizará negros
e hispânicos em US$ 6 milhões
Mais de 100 metalúrgicos negros e hispânicos serão indenizados
em US$ 6,2 milhões pela discriminação contra seu sindicato,
em 1971, segundo a Comissão Para Igualdade de Oportunidades no Emprego
(EEOC) dos Estados Unidos.
A comissão afirmou que
um tribunal federal de Nova York aprovou um acordo entre as partes em
relação à queixa de discriminação
contra a seção sindical nova-iorquina da Sheet Metal Worker's
International Association.
Os trabalhadores tinham alegado
que receberam salários menores por causa de sua raça ou
origem nacional por muitos anos, explicou a EEOC num comunicado com data
de terça-feira, mas divulgado nesta quarta. A nota acrescenta
que a prática "piorou nos anos recentes".
O juiz federal Robert Carter
deu o sinal verde para o acordo, que compensará os filiados à seção
sindical Local 28 por remunerações perdidas entre 1984
e 1991.
As partes se comprometeram também
a promover mudanças no sistema do sindicato para indicar seus
filiados a um emprego. Além disso, todos seus os membros deverão
receber iguais oportunidades. EFE vm mf
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
17 de janeiro de 2008
Petrobras não precisa substituir
terceirizados por concursados, decide juíza
A Justiça do Trabalho no Rio de Janeiro negou pedido do Ministério
Público do Trabalho para que a Petrobras substitua os empregados terceirizados
pelos aprovados no concurso de 2005. A decisão foi proferida pela juíza
substituta Michelle Adriane Rosário Arruada Araldi, da 69ª Vara
do Trabalho no Rio de Janeiro.
Segundo informações
do MPT, a magistrada também negou o pedido feito pelo MPT para
prorrogar o prazo de validade do concurso público de 2005, que
expira nesta quinta-feira (17/1).
A demanda judicial envolvendo
o MPT e a Petrobras perdura há mais de um ano e três ações
judiciais já foram propostas a fim de que os candidatos aprovados
sejam nomeados.
A estatal realizou no ano passado
outro concurso e, segundo procuradores do Trabalho, comparando-se os
editais dos processos seletivos de 2005 e 2007, é possível
constatar que as nomenclaturas dos cargos foram modificadas, mas as atribuições
das funções foram mantidas.
O procurador do Trabalho
Rodrigo de Lacerda Carelli, um dos autores da ação, analisará as
medidas cabíveis quanto à interposição
ou não de recurso.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
17/01/2008
Furnas instaura dissídio coletivo
no TST
A concessionária de energia
Furnas Centrais Elétricas S/A propôs ontem (15) dissídio
coletivo no Tribunal Superior do Trabalho contra a Federação
Nacional dos Urbanitários, o Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas
de Energia do Rio de Janeiro e Região (SINTERGIA) e o Sindicato
dos Eletricitários de Furnas e DME (SINDEFURNAS).
Nas suas razões para a
instauração do dissídio, a empresa informou que
as entidades sindicais convocaram todos os trabalhadores e prestadores
de serviços na empresa para aderir a movimento paredista ontem
(15, por 24), nos dias 22 e 23 (por 48h) e nos dias 29, 30 e 31 de janeiro
(por 72h) sem cumprir os requisitos legais necessários à realização
de greve. Segundo a empresa, “a greve tem única e exclusivamente
cunho político e não envolve negociação coletiva
que vise melhorias das condições de trabalho, sendo portanto
manifestamente ilegal”. Argumenta ainda que as paralisações
podem provocar “graves e irreparáveis danos à sociedade
em geral, uma vez que a companhia é responsável pela produção
e distribuição de energia elétrica para cerca de
50% da população nacional”.
Ainda na inicial do dissídio,
a empresa afirma que a motivação da greve seria a decisão
judicial proferida pela 8ª Vara do Trabalho de Brasília (DF),
que, nas ações que tratam dos empregados terceirizados
de Furnas e dos concursos públicos, determinou a substituição
de todo o efetivo desses trabalhadores no prazo de 30 dias.
O presidente do TST, ministro
Rider Nogueira de Brito, designou audiência de conciliação
e instrução para a sexta-feira (18), às 14h.

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