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GAZETA MERCANTIL, 22 de janeiro
de 2008
Construção civil contratou
234,6 mil em 2007
O nível de emprego da indústria da construção civil
apresentou expansão de 15,12% no acumulado de janeiro a novembro de
2007, o equivalente à contratação de 234,6 mil empregados.
Considerado um dos setores que mais emprega no Brasil, a construção
civil registra força de trabalho de 1,79 milhão de trabalhadores,
segundo levantamento do Sindicato da Indústria da Construção
Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e da FGV Projetos feito
com base nos dados do Ministério do Trabalho.
Entre outubro e novembro, o setor
criou 10,8 mil empregos no País, o que representa uma expansão
de 0,61% nesta base de comparação. Para o presidente do
SindusCon-SP, João Cláudio Robusti, "o resultado comprova
o bom momento do setor e reforça as projeções do
SindusCon-SP para um crescimento de 7,9% para a construção
civil em 2007". (Redação
- InvestNews)
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ESTADÃO.COM/
SÃO PAULO, 22 de janeiro de 2008 | Economia
Balanço do PAC é retrato
de canteiro de obras em ano eleitoral
Governo pavimenta estrada para chegar ao final
deste ano com grande expansão nas obras do programa
Beatriz Abreu, da Agência Estado
BRASÍLIA - O balanço do Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC) que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, apresentou nesta
terça-feira, 22, é, simbolicamente, a estrada que o governo está pavimentando
para chegar ao final deste ano, em pleno processo de eleições municipais,
com um verdadeiro canteiro de obras em execução no País.
O aspecto positivo do PAC, como disse Dilma, é o de que "o ano de
2008 será um ano de muitas realizações". "O País
de norte a sul com contratação em grande escala e um grande canteiro
de obras em processo de viabilização", disse a ministra. A
estratégia do governo no desenvolvimento do PAC foi permitir a expansão
dos programas no segundo semestre do ano passado para que, ao longo de 2008,
as obras estivessem a todo vapor.
Dilma reconhece que para atingir esse objetivo
foi necessário construir uma maior interação
com o ministério de Meio Ambiente, no caso da concessão
de licenças ambientais, e com o Tribunal de Contas da União
(TCU). "Foram importantes nesses últimos meses duas novas
relações, com o TCU e na área de licenciamento
ambiental", disse.
No ano passado, foram dramáticas
para o governo as pendências criadas nessas esferas, que obstruíram
o ritmo das realizações. Nesta terça, Dilma
fez elogios públicos. "Devo prestar o reconhecimento
público da grande sinergia e proatividade do TCU, dentro dos
parâmetros de boa gestão, em destravar as ações
do PAC. Isso foi muito importante para as nossas ações".
Ela não se esqueceu
de citar a maior interatividade com governadores e prefeitos, este
ano, para a execução dos projetos de investimento público.
Afinal, a realização das obras tocadas pelo governo,
mesmo que em parceria com o setor privado, trará melhoria
nas condições de vida da população nos
estados e municípios.
'Contra a corrente'
A forma escolhida pelo governo
para fazer o balanço de um ano de PAC - como modelo de expansão
da atividade econômica e aumento dos investimentos privado
e estatal - evidencia a disposição de remar contra
a corrente internacional e apostar em mais um ano de crescimento
da economia.
O ministro da Fazenda, Guido
Mantega, disse claramente que a realização do PAC não
colocou em risco os "sólidos fundamentos da economia". "O
PAC conseguiu acelerar o crescimento mantendo a solidez das variáveis
macroeconômicas", disse o ministro.
A aposta é que a crise
do subprime - que colocou os Estados Unidos no epicentro do abalo
das bolsas de valores e dos mercados financeiros globais - terá solução
e não deverá desestruturar a economia de países
emergentes, entre eles o Brasil, como as crises sistêmicas
do passado.
Mantega insiste nesse cenário.
Segundo ele, "nunca" o Brasil esteve "tão preparado
e tão sólido para enfrentar uma crise dessa magnitude". "Imagine
se isso estivesse acontecendo no passado? Como estariam a inflação,
os juros e o crescimento econômico?", indagou.
O impulso da economia
nos dois últimos anos, na avaliação do ministro
da Fazenda, "seguirá em 2008". Ele admitiu que é uma "temeridade" fazer
previsões porque, em geral, "economista erra muito",
mas insistiu: "Conseguiremos realizar em 2008 um crescimento
de 5%, uma inflação na meta de 4,5%, cumprir o superávit
primário e manter a redução dívida
em relação ao PIB".
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FOLHA DE SÃO PAULO
(ON LINE), 22 de janeiro de 2008 | Dinheiro
Previdência fecha 2007 com déficit
de R$ 46,004 bilhões
da Agência Brasil
A Previdência Social fechou
2007 com déficit (saldo negativo) de R$ 46,004 bilhões,
2,4% a mais do que em 2006 (R$ 44,927 bilhões). No período,
foram arrecadados R$ 143,709 bilhões e gastos R$ 189,713 bilhões.
Do total do déficit, R$
2,719 bilhões corresponderam ao adiantamento de benefícios
referentes a janeiro de 2008, que foram pagos em dezembro e contabilizados
em 2007.
Se não fosse isso,
o déficit seria de R$ 43,284 bilhões em 2007 --inferior
ao de 2006, com a marca inédita de o resultado ser, pela primeira
vez, menor que um ano anterior.
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DIREITO NET, 22 de janeiro
de 2008 | Artigos
FGTS: Evitando a Duplicidade de Pagamentos
Trata sobre como evitar a duplicidade de
pagamento do FGTS aos empregados.
Cristina D'Aquino
Muitas empresas que encontram-se em dificuldades econômicas diante da
crise que o País atravessa, deixam de recolher no momento oportuno o
Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (F.G.T.S.) dos seus empregados.
Posteriormente sofrem reclamações
trabalhistas ajuizadas por qualquer desses empregados. Fazem acordo judicial
ou em cumprimento a sentença, e pagam os valores pleiteados pelo
empregado, inclusive verbas fundiárias. Tais empresas acreditam
assim terem liquidado as dívidas existentes, relativas às
verbas fundiárias. Principalmente pelo fato do pagamento ter sido
realizado sob “os olhos” atentos do Magistrado da Justiça
do Trabalho.
No entanto, são surpreendidas
pelo AFT – Auditor Fiscal do Trabalho, com a lavratura da chamada
NFGC (Notificação Fiscal para Recolhimento da Contribuição
para o Fgts e Contribuição Social - documento concernente
a apuração de débito das verbas fundiárias)
alcançando as verbas fundiárias pagas diretamente ao empregado
na Reclamação Trabalhista.
A solução é dada pela INSTRUÇAO NORMATIVA SIT/Mte
nº. 025 de 20 de Dezembro de 2.001, publicada no DOU de 27/12/2001, tal
instrução é dirigida a fiscalização do Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS e das Contribuições
Sociais instituídas pela Lei Complementar nº. 110, de 29/06/2001.
Precisamente no artigo 34, que dispõe:
“Art. 34. – Os valores
recolhidos pelo empregador em virtude de sentença ou acordo judicial
deverão ser excluídos do levantamento de débito,
desde que os acordos homologados ou sentenças disponham sobre
pedido de FGTS.
Parágrafo único – Os
acordos com cláusula de quitação genérica
deverão estar acompanhados de cópia da petição
inicial , ou outro documento que comprove que o FGTS foi objeto da reclamação.”
Ou seja, a empresa deverá apresentar
ao Auditor Fiscal do Trabalho a petição inicial da Reclamação
Trabalhista e o acordo judicial homologado em juízo ou a sentença,
tudo com a prova dos respectivos pagamentos. Para que o fiscal do trabalho
em cumprimento a Instrução Normativa realize os abatimentos
do montante devido pela empresa.
Caso o fiscal do trabalho , não
realize tais abatimentos, a própria Instrução Normativa
prevê a impugnação do valor apurado, através
de procedimento administrativo junto a DRT (Delegacia Regional do Trabalho),
sempre no prazo previsto pela Consolidação das Leis do
Trabalho, no parágrafo 3º do artigo 629, “... contados
do recebimento do auto.”
Tal impugnação
impede a liquidez e certeza do débito e, conseqüentemente,
a sua cobrança.
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CONSULTOR JURÍDICO,
22 de janeiro de 2008
Risco de apagão
TST suspende demissão de terceirizados
de Furnas
Está suspensa a decisão que determinou, no prazo de 30 dias,
a demissão dos trabalhadores não concursados e terceirizados
de Furnas Centrais Elétricas S.A. A decisão é do ministro
Rider Nogueira de Brito, presidente do Tribunal Superior do Trabalho e vale
até o julgamento do dissídio coletivo instaurado por Furnas.
O presidente do TST considerou
as conseqüências da demissão. Para o ministro, a sentença “pode
gerar grave lesão à ordem, à segurança e à economia
públicas”. O despacho foi dado com fundamento no artigo
798 e seguintes do Código de Processo Civil e com aplicação,
por analogia, do artigo 257 do Regimento Interno do TST, que prevê essa
possibilidade no caso de manifesto interesse público.
O pedido de suspensão
foi feito pela direção e pelas entidades sindicais representantes
dos trabalhadores de Furnas ainda na audiência de conciliação
e julgamento no dia 18 de janeiro. A primeira paralisação
dos trabalhadores ocorreu em 15 de janeiro e estavam previstas outras
para os dias 22, 23, 29 e 31/1. A empresa sustentou, na Medida Cautelar,
que as paralisações podem causar riscos às atividades
essenciais de geração e transmissão de energia elétrica.
A mobilização da
categoria profissional é contra as decisões da 8ª Vara
do Trabalho de Brasília, nas Ações Civis Públicas
264-2005-008-10-00.2 e 265-2005-008-10-00.7, que determinaram o afastamento
da mão-de-obra terceirizada contratada pela empresa. Segundo Furnas,
os terceirizados representam cerca de 45% da força de trabalho
da concessionária.
Rider de Brito avaliou que as
paralisações anunciadas pela categoria profissional podem
provocar sérios prejuízos para a população,
tendo em vista possíveis falhas na geração e transmissão
de energia elétrica por parte da empresa. Ressaltou, ainda, que “o
prazo de 30 dias conferido para a substituição dos trabalhadores
terceirizados por outros concursados não é suficiente,
tendo em vista a grande quantidade de trabalhadores nessa situação
e as medidas internas que certamente, devem ser tomadas nesse sentido”.
A publicação do
despacho está programada para esta quarta-feira (23/1), no Diário
da Justiça da União, mesma data em que haverá a
continuação da audiência de conciliação
e julgamento, a partir das 14h.
Medida Cautelar 188.694/2008-000-00-00.6,
relacionada ao Dissídio Coletivo 188.514/2008-000-00-00.4
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Gazeta
do Povo, 22 de janeiro de 2008
ECONOMIA | PREÇOS
Mercado revê expectativa para a inflação
e teme juros mais altos
Analistas vêem risco de elevação
na taxa Selic para segurar o consumo no país
por FERNANDO JASPER
O dragão da inflação ainda
está adormecido, mas tem dado sinais de que pode acordar a qualquer
momento. Em 2007, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo
(IPCA) – indicador oficial de inflação – fechou
em alta após quatro anos consecutivos de baixa, e analistas
acreditam que os preços podem continuar sob pressão.
O relatório semanal Focus, divulgado ontem pelo Banco Central
(BC), mostra que a expectativa do mercado para o IPCA de 2008 subiu
para 4,37%, frente aos 4,29% da semana passada. Há um mês,
a expectativa era de uma inflação de 4,25%.
Para os analistas, o problema não está exatamente
na inflação, e sim na ferramenta usada para domá-la:
vem crescendo o temor de que o BC mantenha ou mesmo aumente a taxa
básica de juros (Selic) – que serve de referência
para todos os empréstimos e está em 11,25% ao ano.
Consumidor sentiu a alta na alimentação
Impulsionados pela alta das cotações de commodities e pela queda
na oferta, os preços dos alimentos subiram 10,8% em 2007. Segundo o
economista Hugo Meza Pinto, professor do Unicenp e das Faculdades Santa Cruz,
outra fonte de pressão foi a procura, graças ao aumento da renda
das classes mais baixas. Produtos como cereais, oleaginosas e leguminosas subiram
34% e as carnes, 22%. Segundo a assessora jurídica Neiva Abbas, os aumentos
mudaram o cardápio da família. “Queijos e carne subiram
muito. Substituímos o bife por uma carne de segunda ou carne moída.” O
consultor de telefonia Edison Bronquete reclama que está difícil
comprar tomate. “Quando achamos no supermercado, é de má qualidade
e muito caro.” Mas a maior surpresa, para ele, foi a alta do feijão – em
alguns casos, o preço mais que dobrou.
O relatório Focus mostra que a projeção da taxa feita
pelas cem instituições financeiras consultadas subiu de 11,13%
para 11,25% ao ano. Há quatro semanas, estava em 10,75%. Ou seja, se
até há pouco esperava-se uma queda na Selic, no momento a impressão é de
que ela será mantida. “O ano começa com mais ameaças
sobre a inflação do que havia em 2007”, avalia o economista
Cid Cordeiro, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (Dieese-PR). “Se o Banco Central aumentar a Selic
para evitar que a inflação fique acima da meta, pode afetar a
decisão de consumo das pessoas e de investimento das empresas e, conseqüentemente,
o crescimento da economia.”
Para Pedro Vartanian, professor de macroeconomia
da Trevisan Escola de Negócios, a economia ainda pode crescer
até 5%. “As incertezas em relação à inflação
vêm de duas fontes básicas. Da pressão de custos,
como o aumento da energia, e da demanda. Graças ao aumento do
emprego e da renda, a economia cresceu razoavelmente bem em 2007, e
alguns indicadores mostram que ela ainda está aquecida”,
diz Vartanian.
O diretor-presidente da Estação-Ibmec
Business School, Judas Tadeu Grassi Mendes, acredita que as pressões
inflacionárias são pontuais e não justificam um
aumento da taxa básica de juros – que não é elevada
desde maio de 2005. “O Banco Central poderia baixar os juros,
sem risco de inflação.”
De acordo com o economista Luís Fernando
Azevedo, da consultoria Rosenberg & Associados, em 2008 os preços
dos alimentos – maior forte de pressão inflacionária
em 2007 – devem continuar em um nível alto, mas não
a ponto de igualar a alta de quase 11% do ano passado. Para Azevedo,
o problema está nos preços administrados, como telefone,
energia, combustíveis, transporte e outros. “Em 2007,
os administrados subiram apenas 1,68%, e ajudaram a segurar a inflação.
Neste ano, eles não darão essa contribuição.
Devem subir 3,8%, em média.”

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Agência Câmara,
22 de janeiro de 2008
Congresso reinicia trabalhos na quarta-feira
de cinzas
O Congresso Nacional realizará sessão solene na quarta-feira
de cinzas (6) para instalar a segunda sessão legislativa desta legislatura.
A sessão está marcada para as 16 horas no Plenário da
Câmara.
A Secretaria Geral da Mesa Diretora
já enviou correspondência aos deputados informando ainda
que haverá sessão ordinária na segunda-feira (11).
O presidente da Câmara,
Arlindo Chinaglia, já tinha avisado aos parlamentares no final
do ano passado que haverá sessões deliberativas às
segundas-feiras em fevereiro para apressar a votação
das matérias pendentes.
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Gazeta do Povo, 22 de janeiro
de 2008
BRASIL | ELEIÇÕES 2008
Campanha vai incentivar candidatura
de mulheres
São Paulo – Campanha
publicitária em rádio e tevê vai incentivar as
mulheres a se candidatarem nas eleições municipais
de outubro, informou ontem a ministra Nilcéa Freire, da Secretaria
Nacional de Políticas para as Mulheres. A campanha será suprapartidária
e estimulará as mulheres a que ingressem nas agremiações
políticas e se candidatem a cargos de representação
e executivos. A ministra festejou os números da pesquisa Estado/Ipsos
divulgada no dia 13. “Há uma janela para participação
maior da mulher na política”, disse ela.
A pesquisa mostrou que
eventuais preconceitos do eleitorado brasileiro a candidatas mulheres é menor
do que se imaginava. Para 58% do eleitorado, a participação
da mulher na política “é menor do que deveria ser”;
e, para 67% dos eleitores, se a participação política
da mulher fosse maior, o nível da política seria melhor.
69% dos eleitores declararam que votariam numa mulher para presidente
da República.
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Folha de São Paulo, 22 de janeiro de
2008
ELEIÇÕES
Presidente dos tucanos diz
que PSDB e DEM devem ficar juntos
DA AGÊNCIA FOLHA, EM CURITIBA
O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse ontem
ser "muito importante" que o DEM esteja ao lado dos tucanos na eleição à Prefeitura
de São Paulo. "Entendemos que a aliança com o DEM é muito
importante para nós. Sempre foi", disse Guerra, após se
reunir com dirigentes do PSDB em Curitiba.
Questionado sobre quem encabeçaria a chapa -Geraldo Alckmin, do PSDB,
ou o atual prefeito Gilberto Kassab, do DEM-, disse: "Isso eu não
posso falar".
Guerra declarou estar otimista sobre entendimentos entre os grupos de Alckmin
e do governador José Serra.
Sob a benção de Serra e para preservar a aliança com o
DEM, Alckmin estaria sendo pressionado a abrir mão da candidatura a
prefeito em favor de Kassab. Em troca, seria o nome para disputar o governo
paulista em 2010.
" O PSDB é muito forte. Muita gente, muita liderança. É natural
que tenha divergências", disse Guerra.
Partido com terceiro maior número de filiados (1.199.880 inscritos),
o PSDB irá passar por um "saneamento". Guerra afirmou que
o partido começará uma triagem para desligar membros que não
deram qualquer contribuição política. O PSDB também
prepara nova campanha de filiações.
(DIMITRI DO VALLE)
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Gazeta do Povo, 22 de janeiro
de 2008
BRASIL | RÁDIO
Presidente promete que não aumentará mais
impostos
Brasília – Em seu
programa semanal de rádio, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva repetiu ontem a promessa de que seu governo não
aumentará impostos. Contrariando o próprio discurso
feito no fim do ano passado, no dia 2 de janeiro a equipe econômica
anunciou aumento da alíquota de dois impostos para compensar
a perda de arrecadação com o fim da CPMF. “Por
isso que eu quero que o povo brasileiro saiba que é extremamente
importante que o governo consiga arrecadar sem aumentar imposto.
Nós não vamos aumentar imposto”, afirmou Lula
ontem, no Café com o Presidente.
Lula atribuiu ao crescimento
econômico a arrecadação superior a R$ 600 bilhões
em 2007, além de uma maior eficiência da Receita Federal.
Também disse que o volume
de recursos foi conquistado sem aumento de impostos. “Essa é uma
coisa extremamente importante, eu diria, muito importante: aumentar a
arrecadação sem aumentar os impostos. E por que isso aconteceu?
Pelo que respondi na pergunta anterior: pelo crescimento econômico.”
Continuou: “Então
as pessoas precisam entender que, além de nós desonerarmos
quase R$ 36 bilhões em 2006 e 2007, nós ainda conseguimos
arrecadar. Por quê? Porque a Receita está mais eficiente,
porque as empresas ganharam mais dinheiro, porque geramos mais empregos,
porque as pessoas pagaram mais previdência. É tudo que o
Brasil precisa. É uma combinação. Cresce a empresa,
cresce a receita. Cresce o número de empregos, cresce a receita”.
Empolgado, o presidente disse
que, no Brasil hoje, há uma “combinação perfeita”. “É por
isso que a gente está percebendo que o Brasil caminha mais rapidamente,
porque nós estamos com a combinação perfeita. A
economia cresce, o governo arrecada mais, o governo investe mais”,
disse o presidente.
Ele voltou a falar no lançamento
de um programa de política industrial, mas deixou na condicional
a existência de um processo de desoneração para
alguns setores. A política industrial foi prometida no ano passado,
mas, com o fim da CPMF, Lula decidiu segurá-la.
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Gazeta do Povo, 22 de janeiro de 2008
BRASIL | ESTRUTURA
Dilma apresenta hoje balanço
do PAC
A ministra-chefe da Casa Civil,
Dilma Rousseff, apresenta hoje balanço de um ano de execução
do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A
reunião está marcada para as 10h30, no Palácio
do Planalto, conforme a Casa Civil. Dilma deve falar sobre o andamento
das obras, identificando as que estão dentro do cronograma
e as atrasadas. No início do mês, o ministro do Planejamento,
Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, informou que
foram desembolsados pelo governo federal R$ 5,1 bilhões
dos R$16,6 bilhões que seriam investidos no programa em
2007, o equivalente a 30,7% (menos de um terço).
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JORNAL
PRIMEIRA EDIÇÃO, 22 de janeiro de 2008 | Negócios
Sobram vagas para a construção
civil em AL

Empresários procuram profissionais qualificados para trabalhar
O rápido crescimento do setor da construção civil em Alagoas
já começa a apresentar seus efeitos colaterais. A corrida pela
casa própria, fruto da maior oferta de crédito, fez com que o mercado
imobiliário do estado abrisse um número de postos de trabalho maior
do que o número e profissionais qualificados aptos a assumirem esses postos.
O mercado de imóveis, que na média
nacional responde por 25% da construção civil, cresce
em um ritmo acelerado em Alagoas. As novas regras de financiamento
habitacional, com juros menores e prazos maiores, devem incluir uma
nova camada social na aquisição de um imóvel:
a classe média baixa. Antes, essas famílias tinham como única
opção do Programa de Arrendamento Residencial (PAR) da
Caixa Econômica Federal. Com as mudanças, milhares de
alagoanos devem, nos próximos anos conquistar o sonho da casa
própria.
E não é só o mercado imobiliário
que está aquecido. Investimentos como novos hotéis, dois
shoppings centers e o Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC) incrementam o setor e devem obrigar as empresas a contratarem
em ritmo frenético este ano.
OPORTUNIDADES - Para o presidente da Associação
das empresas do Mercado Imobiliário de Alagoas (Ademi), Jubson
Uchôa, o setor é o que emprega mais e pega profissionais
sem qualificação. "Hoje, a preocupação
do setor já e com a mão de obra. Temos o receio da falta
dela. Os dois setores - público e privado -, por meio do PAC
e dos financiamentos, já esquentaram o setor e sentimos na pele
a falta de mão-de-obra qualificada", explica.
A preocupação hoje é com
os postos de emprego que requerem mais qualificação. "Mestre
de obras, técnicos, engenheiro são áreas com mais
dificuldade. Mais na frente deveremos ter dificuldade também
com pedreiros, carpinteiros, serventes, que é a mão de
obra menos qualificada. Emprego não vai faltar de jeito nenhum
para quem está qualificado. Mas acho que terá emprego
para todos. É importante ter qualificação porque
assim terá um salário mais alto", explica o empresário.
Uchôa aponta que, entre as áreas
que já não atendem a demanda do mercado, está a
categoria dos engenheiros civis, que durante anos sofreu com o achatamento
das oportunidades no mercado de trabalho. "Teremos agora que formar
nossa mão-de-obra qualificada. Tivemos, no passado, engenheiros
se formando e não tinha emprego. Formava-se e ia em busca de
outras áreas, não só para o engenheiro, mas para
o mestre e técnicos. Hoje, falta engenheiros com experiência,
e temos que formar esse pessoal que está saindo das escolas
para trabalhar conosco, pois essa é a tendência do setor
em todo o País", assegura o empresário.
E quem quiser conquistar uma vaga, o conselho
dado pelo empresário é apostar nos cursos técnicos
e profissionalizantes. "É bom procurar o Sesi ou o Senai
e ver os cursos que eles fazem. Mas é bom também ver
as escolas técnicas. Se você terminou a escola técnica,
terminou o terceiro grau e está desempregado tente uma qualificação
que terá uma oportunidade", finaliza o presidente da Ademi.
por Carlos Madeiro
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Agência Câmara,
22 de janeiro de 2008
Proposta reduz prazo e muda regra para
saque do FGTS
A Câmara analisa o Projeto de Lei 1648/07, do Senado, que permite a movimentação
da conta vinculada do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) após
um ano da data de rescisão do contrato de trabalho, por qualquer motivo.
A movimentação pode ocorrer mesmo que o trabalhador volte a firmar
novos contratos de trabalho. Atualmente, a Lei 8.036/90, que trata do assunto,
permite o saque quando o trabalhador estiver há três anos ininterruptos
fora do regime do FGTS.
Pelo projeto, o novo prazo de
um ano contará a partir da publicação da lei se
a rescisão contratual tiver ocorrido antes de sua vigência.
Fica assegurado ainda o direito ao saque imediato para o trabalhador
que completar três anos fora do regime antes da vigência
da medida.
Ainda segundo o texto, o saldo
do FGTS existente na conta um ano após a abertura de prazo para
sua movimentação deve ser transferido para a conta vinculada
correspondente ao possível novo contrato do trabalhador e ficará novamente
indisponível. Em nenhuma hipótese, os saldos do FGTS poderão
novamente ser desmembrados, embora a multa rescisória por demissão
aplicada ao empregador continue incidente apenas sobre os valores por
ele depositados.
Segundo o autor da proposta,
senador Paulo Paim (PT-RS), a maioria das contas de FGTS possui um saldo
pequeno que deveria ser repassado aos trabalhadores ou incorporado à conta
ativa. Segundo dados da Caixa Econômica Federal, em 2005, havia
815 mil contas inativas, com um valor total de R$ 395 milhões. "Esse
dinheiro do trabalhador brasileiro acha-se parado nos cofres do fundo",
avalia o senador.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter
conclusivo, será analisado pelas comissões de Trabalho,
de Administração e Serviço Público; de Finanças
e Tributação; e de Constituição e Justiça
e de Cidadania.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
22 de janeiro de 2008
Substituir salário por benefício
pode gerar multa a empregador
Marina Diana
Na hora de conceder benefícios
aos funcionários, muitas empresas têm lançado mão
de artifícios na expectativa de arcar com menos impostos. Isso
acontece, principalmente, quando o empresário opta por pagar os
salários dos funcionários apenas usando planos de previdência
privada e PLR (Participação nos Lucros e Resultados).
Nesses casos, o que a empresa
busca é burlar o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ou
conseguir fugir da incidência de repercussão trabalhista
no valor pago, como férias ou 13º. Mas usar os benefícios
para escapar do pagamento de salário pode ser um verdadeiro tiro
no pé. É o que afirma Vitor Almeida, diretor da divisão
trabalhista da empresa de consultoria e auditoria RCS Brasil.
O especialista explica que, nesses
casos, há uma economia de impostos, já que o governo isenta
de tributação aqueles que queiram, por exemplo, conceder
o plano de previdência privada aos empregados. Mas usar esses benefícios
apenas como forma de remuneração, assim como o salário,
além de desvirtuar sua definição como investimento
de longo prazo, não traz ganhos à empresa.
Fiscalização
Almeida avalia que alguns planos de previdência privada permitem o saque
do dinheiro imediatamente. Ou seja, se um empregador deposita R$ 5.000 na conta
de seus funcionários, e estes, por sua vez, sacam todos os valores individuais
em um mesmo período, o que é permitido ao beneficiário, “acaba
chamando a atenção” da fiscalização.
“Se os empregados tiverem
essa atitude, a fiscalização entende que existem pagamentos
de salários disfarçados de previdência e fica subentendido
que o pagamento não estaria atendendo ao princípio legal
que é a garantia da velhice”, afirma.
“Se a fiscalização
pega, a empresa deverá pagar todos os tributos devidos, acrescidos
de juros e multa.” O advogado lembra que fazer plano de previdência
privada para os empregados não
é errado. “O que dá multa é usar esse artifício
para pagar salário, é vestir lobo em pele de cordeiro”, diz.
O mesmo ocorre com a utilização
da Lei nº 10.101/00 que instituiu o pagamento da PLR aos funcionários.
Essa legislação determina algumas regras para a composição
do valor e para os acordos, mas algumas empresas não cumprem o
que foi regulamentado na expectativa de poupar impostos.
Segundo a avaliação
de Almeida, o objetivo da lei era transformar o empregado em uma pessoa
mais participativa na vida da empresa.
Mas, para existir a participação
nos lucros, é necessário realizar um planejamento prévio
e, principalmente, trazer o sindicato da classe para participar de forma
efetiva do plano. O acordo é feito apartado ao contrato de trabalho
do empregado.
“Para evitar a tributação,
as empresas optam por remunerar seus empregados por meio do PLR, mas
não definem os planos de metas e nem da assinatura de acordo coletivo
de trabalho. Caso sejam pegas pela fiscalização, serão
autuadas e, além da multa, pagarão os impostos com juros”,
diz Almeida.
Sem mistério
Na opinião do consultor, não existe segredo ou artimanha para
pagar menos impostos. Para ele, o que funciona é conhecer bem
a legislação e fazer um bom planejamento.
“Só é possível
enxugar os gastos com tributos conhecendo a legislação
vigente e fazendo um planejamento adequado”, diz.
Nesse sentido, Almeida diz que aquilo que num momento inicial pode se traduzir
em ganho, depois pode ser uma “dor-de-cabeça tributária”.
“Quando a lei não é respeitada,
o resultado a médio prazo é sempre desastroso, pois a
fiscalização se mostra cada vez mais atenta a estas práticas”,
afirma o consultor.

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