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Folha de São Paulo,
28 de janeiro de 2008
Mercado prevê mais um corte de
juros em reunião do Fed
Ata do Copom também deve pautar negócios
na semana
DA REPORTAGEM LOCAL
Após a decisão extraordinária do banco central norte-americano
de cortar os juros básicos na terça passada, os investidores
aguardam por uma nova redução na taxa do país nesta semana.
O Fomc (comitê do BC americano que define os juros) irá se reunir
amanhã e quarta para definir o rumo dos juros, que caíram de
4,25% para 3,50% na semana passada. O mercado conta com mais uma redução.
" A forte volatilidade dos mercados deve seguir pelo menos até a
próxima quarta-feira, quando o Fomc volta a se reunir para tomar a decisão
sobre um novo corte na taxa básica. Além disso, teremos a divulgação
do PCE, que é o índice inflacionário mais olhado pelo Fed",
diz Gustavo Barbeito, analista da Prosper Gestão de Recursos.
O PCE, que mede os gastos pessoais dos americanos, vai ser conhecido na quinta-feira.
O presidente George Bush faz hoje o discurso sobre "o Estado da União".
A expectativa é que a crise econômica seja um dos temas principais.
O mercado financeiro segue extremamente sensível aos dados da economia
americana. Números mais fracos, que ampliem o temor de risco de a maior
economia do mundo entrar em recessão, vão afetar o desempenho
das Bolsas.
Hoje sai o resultado das vendas de imóveis novos nos EUA em dezembro.
Como a crise de crédito no setor imobiliário desencadeou a atual
turbulência, dados do segmento têm grande relevância. Na
quarta-feira, será a vez da apresentação das solicitações
de empréstimos hipotecários feitas nas primeiras semanas deste
ano.
Na semana, outros dados importantes para mostrar o ritmo da atividade econômica
americana serão conhecidos, como os gastos com construção,
os pedidos de seguro-desemprego e a taxa de desemprego.
Além do corte surpresa efetuado nos juros pelo Fed (o banco central
norte-americano), o governo dos Estados Unidos detalhou o plano de medidas
de estímulo à economia desenhado pelo presidente George W. Bush.
Juntas, essas medidas ajudaram a aliviar a tensão no mercado, que teve
perdas elevadíssimas na segunda-feira passada.
Explicações
No Brasil, a ata da reunião do Copom (Comitê de Política
Monetária, formado por diretores e o presidente do BC) concentrará as
atenções.
Na quarta-feira, o Copom anunciou sua decisão de manter inalterada a
taxa básica da economia, a Selic, em 11,25%. Nesta quinta, apresentará a
ata, que trará explicações sobre os motivos da manutenção
e poderá dar alguma indicação sobre o futuro dos juros.
Na avaliação da consultoria econômica LCA, "como a
primeira reunião de política monetária do ano ocorreu
em meio a uma confluência de eventos desconfortáveis, é esperado
que a ata do Copom traga um tom mais duro, que efetivamente traduza uma maior
apreensão do Banco Central com o quadro macroeconômico, sobretudo
com o cenário prospectivo para a inflação".
Juros em queda
Como não houve viés de alta na decisão do Copom -como
parte do mercado esperava-, além de ter sido unânime, os juros
futuros encontraram espaço para recuar na semana passada na BM&F
(Bolsa de Mercadorias & Futuros).
No contrato DI (Depósito Interfinanceiro) que vence daqui a 24 meses,
um dos mais negociados, a taxa recuou de 12,97% na quarta para 12,76% no pregão
de quinta. No DI que vence na virada do ano, o recuo foi de 11,98% para 11,91%.
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Gazeta do Povo, 28 de janeiro
de 2008
ECONOMIA | MERCADO FINANCEIRO
Ata do Copom concentra atenções
na semana
São Paulo – Depois de um comunicado que levou muitos analistas
a considerarem que o Comitê de Política Monetária (Copom)
do Banco Central pode voltar a elevar a taxa Selic no curto prazo, a ata da
reunião de janeiro passa a ser o destaque da agenda econômica
da semana. O documento, que será divulgado pelo BC na quinta-feira,
deve esmiuçar as razões e o ambiente que levaram o colegiado
a optar pela manutenção da taxa Selic e emitir na seqüência
um comunicado recebido como uma espécie de recado de alerta por boa
parte dos economistas.
A Selic vem se mantendo em 11,25%
ao ano desde a reunião de setembro, quando foi reduzida em 0,25
ponto porcentual. Mas, desta vez, o comitê de política monetária
mudou o texto do comunicado que se segue ao término das reuniões. “Avaliando
a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação,
o Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 11,25% ao ano,
sem viés. O comitê irá acompanhar o cenário
macroeconômico até a sua próxima reunião para
então definir os próximos passos na sua estratégia
de política monetária”, disse o colegiado no texto.
Para os especialistas, neste
momento, em que todos já vêem os efeitos iniciais de uma
crise internacional que ainda nem mostrou toda a sua estatura e de elevação
de preços no mercado interno, o conteúdo desse comunicado
sinaliza para ações que confirmariam a preocupação
das autoridades monetárias com a extensão da deterioração
da economia mundial a partir dos problemas enfrentados nos Estados Unidos.
O próprio presidente do BC brasileiro, Henrique Meirelles, deixou
claro durante a semana que, apesar da solidez dos fundamentos macroeconômicos,
a economia doméstica não está totalmente imune aos
solavancos no cenário mundial.
Portanto, a ata será,
para o mercado, a chave que abrirá a porta de entrada do arsenal
de munições que o BC poderá usar para combater os
efeitos da crise internacional.
Nos Estados Unidos, as
atenções de analistas e investidores estarão voltadas
sobretudo aos desdobramentos da crise econômica local, com um
foco especial ao encontro de dois dias do Federal Reserve, que pode
reduzir novamente os juros na quarta-feira. A grande maioria dos analistas
internacionais espera que o Fed diminuia a taxa em 0,50 ponto porcentual,
o que promoveria um corte de 1,25 ponto porcentual em apenas oito dias,
pois a taxa foi reduzida de forma extraordinária de 4,25% para
3,50% na última terça-feira.
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O ESTADO DO PARANÁ,
28 de janeiro de 2008 | Política
TSE transfere até o fim do mês primeira
parcela do Fundo Partidário
Irene Lôbo/Agência
Brasil
Brasília - A
primeira parcela do dinheiro do Fundo Partidário será depositada na conta
dos 26 partidos políticos registrados no TSE até o final do mês. O valor
total a ser distribuído durante o ano, segundo o Tribunal Superior Eleitoral
(TSE), é de R$ 194,3 milhões previstos no Orçamento da União, que ainda
será votado pelo Congresso Nacional. Ou seja, cada brasileiro destinará este
ano R$1,0680 para o Fundo Partidário, cujo nome completo é Fundo Especial
de Assistência Financeira aos Partidos Políticos.
Criado em 1995, por meio da Lei
9.096 (Lei dos Partidos Políticos), o Fundo Partidário é constituído
por dotações orçamentárias da União equivalente ao número de eleitores
inscritos no último dia do ano anterior à proposta orçamentária, multiplicados
por R$ 0,35, em valores de agosto de 2005. Este ano, esse valor será de
R$ 135,614 milhões.
Também compõem o fundo as multas
e penalidades pecuniárias aplicadas nos termos do Código Eleitoral (que
este ano somam R$ 58,20 milhões), recursos financeiros que lhe forem
destinados em lei e ainda doações de pessoas físicas ou jurídicas, feitas
por meio de depósito bancário diretamente na conta do Fundo Partidário.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral
(TSE), a primeira parcela que será depositada corresponde a 1/12 dos
recursos a que cada partido teve direito em 2007. Mesmo dependendo da
aprovação do Congresso Nacional, o TSE decidiu fazer o primeiro depósito.
Isso porque a lei estabelece que o tribunal deve distribuir o dinheiro
aos órgãos nacionais dos partidos em até cinco dias após a data do depósito
em conta específica do TSE.
Desde março de 2007, a distribuição
aos partidos é feita da seguinte forma: 5% do total do Fundo Partidário
será entregue em partes iguais a todos os partidos que tenham seus estatutos
registrados no TSE, e os 95% restantes serão distribuídos na proporção
dos votos obtidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados
(veja na tabela abaixo como será a distribuição este ano).
A legislação diz que o dinheiro
do Fundo Partidário deve ser utilizado nas despesas de manutenção da
sede e dos serviços do partido, como o pagamento de pessoal, até o limite
de 20% do recebido; na propaganda política; no alistamento e campanhas
eleitorais e ainda na criação e manutenção de instituto ou fundação de
pesquisa e na educação política, no percentual mínimo de 20% do total
recebido.
Os partidos devem prestar contas
das despesas realizadas com recursos do Fundo Partidário, por meio do
balanço contábil do exercício financeiro dos partidos, que deve ser enviado
anualmente à Justiça Eleitoral até o dia 30 de abril do ano seguinte.
Tabela com os valores
que serão repassados aos Partidos PolíticosDuodécimos
|
Emitido
em 20/12/2007
|
|
Dotação
Orçamentária/2007
|
121.174.110,00
|
%
|
|
Partido
|
Valor
R$
|
|
PSDB
|
15.540.698,25
|
12,83
|
|
DEM
|
12.696.970,58
|
10,48
|
|
PMDB
|
16.445.341,67
|
13,57
|
|
PT
|
17.073.995,72
|
14,09
|
|
PP
|
8.459.008,40
|
6,98
|
|
PDT
|
6.286.109,85
|
5,19
|
|
PTB
|
6.671.757,85
|
5,51
|
|
PSB
|
7.253.870,91
|
5,99
|
|
PR
|
6.525.652,70
|
5,39
|
|
PC
do B
|
2.939.413,35
|
2,43
|
|
PMN
|
1.542.482,05
|
1,27
|
|
PSC
|
2.526.205,18
|
2,08
|
|
PPS
|
4.875.557,30
|
4,02
|
|
PRP
|
857.328,27
|
0,71
|
|
PT
do B
|
943.817,21
|
0,78
|
|
PTC
|
1.465.505,26
|
1,21
|
|
PSTU
|
690.439,76
|
0,57
|
|
PTN
|
185.201,17
|
0,15
|
|
PV
|
4.129.606,73
|
3,41
|
|
PHS
|
1.076.555,86
|
0,89
|
|
PRB
(PMR)
|
873.928,20
|
0,72
|
|
PSOL
|
1.819.165,05
|
1,50
|
|
PRTB
|
76.024,87
|
0,06
|
|
PSDC
|
113.171,48
|
0,09
|
|
PSL
|
79.472,22
|
0,07
|
|
PCB
|
26.830,11
|
0,02
|
|
Total:
|
121.174.110,00
|
100,00
|
|
TOTAL
%
|
100,00
|
Multas
|
Emitido
em 2/1/2008 ![]()
|
|
Dotação
Orçamentária/2007
|
36.219.703,24
|
%
|
|
Partido
|
Valor
R$
|
|
PSDB
|
4.356.288,29
|
12,03
|
|
DEM
|
3.511.406,25
|
9,69
|
|
PMDB
|
4.588.571,98
|
12,67
|
|
PT
|
4.770.470,18
|
13,17
|
|
PP
|
2.327.927,11
|
6,43
|
|
PDT
|
1.732.327,61
|
4,78
|
|
PTB
|
1.773.174,77
|
4,90
|
|
PSB
|
2.013.098,71
|
5,56
|
|
PR
|
1.773.191,47
|
4,90
|
|
PC
do B
|
765.993,12
|
2,11
|
|
PMN
|
388.138,89
|
1,07
|
|
PSC
|
664.488,94
|
1,83
|
|
PPS
|
1.331.155,97
|
3,68
|
|
PRP
|
183.040,08
|
0,51
|
|
PT
do B
|
207.918,40
|
0,57
|
|
PTC
|
365.068,96
|
1,01
|
|
PSTU
|
141.058,91
|
0,39
|
|
PSDC
|
22.730,07
|
0,06
|
|
PSL
|
15.962,15
|
0,04
|
|
PCB
|
0,53
|
0,00
|
|
PRTB
|
15.269,84
|
0,04
|
|
PCO
|
0,03
|
0,00
|
|
PTN
|
39.865,24
|
0,11
|
|
PV
|
1.155.356,52
|
3,19
|
|
PHS
|
246.852,14
|
0,68
|
|
PRB
(PMR)
|
186.394,42
|
0,51
|
|
PSOL
|
473.987,31
|
1,31
|
|
Total:
|
33.049.737,89
|
91,25
|
|
Saldo
Dotação:
|
3.169.965,35
|
8,75
|
|
TOTAL
%
|
100,00
|
Fonte:
TSE
|
ÚLTIMA INSTÂNCIA,
28 de janeiro de 2008
Eleições de outubro
devem definir 645 prefeitos e mais de 6.000 vereadores em SP
No dia 5 de outubro, as eleições 2008 devem definir os chefes
do Poder Executivo de 645 prefeituras paulistas e mais de 6.000 vagas para
vereador em São Paulo.
Apenas na Câmara Municipal
da capital paulista, serão preenchidas 55 vagas. Cerca de 71 mil
urnas eletrônicas devem ser utilizadas em todo o Estado.
A eleição para
o cargo majoritário, prefeito, é definida por maioria dos
votos válidos, obtidos quando são excluídos os votos
brancos e nulos. Em municípios com mais de 200 mil eleitores, é eleito
como prefeito o candidato que obtiver a maioria absoluta dos votos, ou
seja, 50% dos votos válidos mais um voto.
Caso não seja atingida
a maioria absoluta dos votos por nenhum candidato, os dois candidatos
mais votados concorrem em segundo turno. No segundo turno, o candidato
que receber a maioria simples dos votos válidos será eleito.
A disputa para o cargo proporcional,
vereador, depende do quociente eleitoral, que é o resultado da
divisão do número de votos válidos (total de votos,
excluídos os brancos e nulos) pelo número de vagas.
O partido ou coligação
obtém tantas vagas quantas vezes atingir o quociente eleitoral,
considerando os votos que recebeu como legenda e ainda a soma dos votos
de cada candidato que concorreu por aquela legenda. No caso de coligação,
somam-se os votos de todos os partidos que compõem a coligação
e procede-se ao mesmo cálculo.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
28 de janeiro de 2008
Projeto no Senado torna gratuitos
mandados de segurança e injunção
Agência Senado
O senador José Maranhão
(PMDB-PB) pretende assegurar a total gratuidade das ações
de mandado de segurança e de mandado de injunção
registradas em juízo pelos cidadãos. Com essa finalidade,
o parlamentar apresentou a PEC (proposta de emenda à Constituição)
84/07 que aguarda designação de relator na CCJ (Comissão
de Constituição de Constituição, Cidadania
e Justiça) do Senado.
Para justificar o estabelecimento
da gratuidade, José Maranhão argumenta que tais iniciativas
judiciais são motivadas por atos de omissão ou ação
praticados pelos próprio Estado contra o cidadão. No texto,
ele só admite a cobrança na hipótese de ter havido
má-fé do propositor do mandado.
Como observa o senador, a ação
de mandado de segurança ganhou lugar no texto constitucional para
garantir a defesa dos direitos fundamentais do cidadão que tiverem
sido ofendidos pelo Poder Público, por ato ilegal, abusivo ou
arbitrário cometido por autoridades.
Quanto ao mandado de injunção,
lembra o parlamentar, sua existência tem como pressuposto a inexistência
de norma regulamentadora necessária ao exercício de direito,
liberdade ou prerrogativa constitucional. Dessa forma, José Maranhão
entende que, por omissão, o Poder Público também é responsável
pela ocorrência de fato que venha a obrigar o cidadão a
recorrer à Justiça para assegurar a proteção
a determinado direito.
José Maranhão sustenta,
portanto, não ser justo que o Estado cometa uma ilegalidade e,
em seguida, "cobre caro" do cidadão que pretenda proteger-se
da "afronta a seus direitos".
O senador observa que a gratuidade
já é assegurada para as ações de habeas corpus
e habeas data. Salienta que, em relação a esses instrumentos
processuais, os mandados de segurança e injunção
são subsidiários, todos possuindo a mesma finalidade: impugnação,
declaração ou afastamento de ato de constrangimento. Por
isso, defende que todos sejam igualmente cobertos pela gratuidade.
Os direitos e garantias fundamentais
do cidadão estão fixados no Título II da Constituição.
O texto estabelece, entre outras prerrogativas, que a todo cidadão —inclusive
os estrangeiros que residam no país— será assegurada
a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança
e à propriedade.
Na extensa lista de direitos,
entre outros, o texto inclui a liberdade religiosa, o livre exercício
de associação e os direitos sociais à educação
e à saúde.
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Agência Senado, 28 de janeiro de 2008
Paim quer impedir discriminação
na cobrança de custos financeiros

Os custos financeiros dos empréstimos, financiamentos e operações
de arrendamento mercantil, consignados em folha de pagamento, aos aposentados
e pensionistas não poderão ser superiores aos menores encargos
cobrados pelos bancos dos trabalhadores da ativa. É o que determina
projeto de lei de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS) que está pronto
para ser analisado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE),
com parecer favorável do relator, senador João Tenório
(PSDB-AL).
O projeto (PLS 565/07) tem por meta, segundo Paulo Paim, propiciar aos beneficiários
da Previdência Social acesso a operações de crédito
a taxas de juros mais baixas.
A proposição acrescenta dispositivo à lei que trata de
autorização para desconto de prestações em folha
de pagamento (Lei 10.820/03). Após ser analisada pela CAE, a proposta
vai para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) onde será votada
em decisão terminativa.
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Diário Vermelho, 28
de janeiro de 2008
Sistema de cotas já levou
mais de 40 mil às universidades
Doze das principais universidades
federais e estaduais do Brasil já beneficiaram, até 2007,
um total de 40 mil pessoas por meio de ações afirmativas
de inclusão social, como a reserva de vagas e cotas raciais.
Segundo dados fornecidos
pelas instituições, a Universidade do Estado do Rio de
Janeiro (UERJ), que aplica o sistema desde 2003 e reserva 50% das vagas
para cotistas, é a campeã, com 6.488 beneficiados. Em
seguida vêm a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com
5.473 estudantes cotistas, e a Universidade Federal do Paraná (UFPR),
com 3.885 alunos que ingressaram pelo sistema.
O ritmo de adesão a políticas afirmativas é forte. Para
o vestibular de 2008, mais cinco universidades implantaram algum tipo de sistema
diferenciado de seleção. São as federais do Espírito
Santo (UFES), de São Carlos (UFSCar), do Pará (UFPA), do Rio
Grande do Sul (UFRGS) e de Santa Maria (UFSM).
Essas instituições devem receber por volta de 4.600 calouros
beneficiados por algum tipo de ação afirmativa pela primeira
vez neste ano. A federal de Santa Catarina — que deveria abrigar mais
1.142 alunos cotistas — teve seu sistema contestado e julgado irregular
pela Justiça.
Preferências
O sistema de cotas para negros foi alvo de discussões e, por isso, não
encontrou espaço em muitas das grandes universidades brasileiras. A
maior delas, a Universidade de São Paulo (USP), desenvolveu, no ano
passado, um sistema de inclusão que não prevê a reserva
de vagas — apenas contempla os candidatos de escolas públicas
com um acréscimo de 3% sobre nota final.
O resultado do primeiro ano do Inclusp, como é conhecido o sistema,
foi o aumento de 11% no número de alunos oriundos da escola pública
(total de 2.719 calouros em 2007). Com isso, a participação dos
negros cresceu em ritmo menor: foram 9,5% a mais do que no ano anterior.
A opção por facilitar a entrada de alunos que tenham concluído
o ensino médio em escolas públicas também é o preferido
pelas instituições nordestinas, como as federais do Maranhão
(UFMA), Pernambuco, Rio Grande do Norte (UFRN) e Piauí (UFPI). A Estadual
da Paraíba (UEPB) vem aumentando gradativamente o espaço para
esses alunos. Em 2006, 10% das vagas foram reservadas; em 2007 foram 30%; e
em 2010 deve chegar a 50%
A UFRGS, para garantir vaga a alunos indígenas, aplica provas específicas.
Na UFSCar, eles têm uma vaga reservada em cada curso.
Fonte: Agência Estado
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Agência Câmara,
28 de janeiro de 2008
Empresas poderão ter de fornecer
perfil profissiográfico
Bernardo Hélio

Cleber Verde quer garantir direitos de trabalhadores a aposentadoria especial.
O Projeto de Lei 1922/07, do deputado Cleber Verde (PRB-MA), obriga as empresas
ou cooperativas a fornecer o Perfil Profissional Profissiográfico a
seus funcionários para requisição de aposentadoria especial.
O perfil profissiográfico é um documento com a trajetória
profissional dos trabalhadores em que devem constar informações
como registros ambientais e resultados de monitoração biológica.
De acordo com Cleber Verde, quando
a Lei 8.213/91, que trata dos planos e benefícios previdenciários,
foi elaborada, o formulário ainda não era obrigatório.
A obrigatoriedade só começou a vigorar a partir de 1º de
janeiro de 2004. Ele informa, no entanto, que "as empresas têm
se furtado a entregar o documento ou fornecem informações
falsas para não recolher a contribuição adicional
de 6%, 9% e 12% instituída pela legislação conforme
o grau de risco a que o trabalhador está submetido".
Tramitação
A proposta terá análise conclusiva das comissões de Seguridade
Social e Família; e de Constituição e Justiça e
de Cidadania.
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Diário Vermelho, 28
de janeiro de 2008
Bolívia, Cuba, Nicarágua
e Venezuela fundam o Banco da Alba
Quatro países latino-americanos — Bolívia,
Cuba, Nicarágua e Venezuela — acertaram no sábado
(26) o documento fundacional do Banco da Alba. Trata-se de um contraponto
ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao Banco Mundial, além
de mais um passo rumo à integração do continente.
Com um capital firmado de U$ 1 bilhão e um capital autorizado de U$
2 bilhões, o Banco da Alba tem como objetivo o rompimento da dependência
financeira regional. A direção do órgão financeiro
será dividida em dois níveis — um conselho ministerial
e uma instância de diretório executivo, com presidência
rotativa.
"Estamos rompendo um mecanismo do capitalismo. Esse banco é um instrumento
político para o desenvolvimento social e econômico", enfatizou
o presidente venezuelano, Hugo Chávez.
" O Banco da Alternativa Boliviariana para as Américas (Alba) será submetido
a definições políticas — e não a definições
econômicas e financeiras”, explicou Rafael Isea , ministro venezuelano
das Finanças. Segundo ele, essa característica é o que diferencia
a nova instituição do sistema financeiro internacional.
A instituição — cuja ata fundacional será assinada
na cúpula que o grupo realiza em Caracas — "não desenvolve
sua política interna em termos de projetos que vai financiar, as decisão
serão tomadas no conselho ministerial", acrescentou Isea. O acordo
estabelece um mecanismo democrático de tomada de decisões, em
que cada país representa um voto, independentemente do capital acionário
de cada um.
As contribuições acionárias de cada país correspondem
a uma análise individual dos países membros, com base em suas
capacidades e possibilidades. Não serão utilizadas taxas de juros
do mercado.
Os planos estabelecem que, em dois meses, a instituição deverá estar
completamente formada, com plataforma de recursos humanos, plataforma tecnológica,
financeira e legal e mecanismos internos de decisão. Os ministros das
Finanças inauguraram a sede do banco em Caracas em um ato transmitido
via satélite à cúpula que é realizada em um hotel
da capital venezuelana.
|
FOLHA DE LONDRINA, 28 de
janeiro de 2008 | Política
Como se preparar para entrevista de
emprego
Especialistas dão o caminho das pedras:
o bom desempenho nesta etapa do processo seletivo depende de planejamento
A entrevista de emprego é a hora mais importante do processo de seleção
e estar bem preparado é fundamental para que o candidato tenha um bom
desempenho perante o selecionador. Mas muitos acabam esquecendo que preparar-se
significa realmente planejar o dia da entrevista.
Mas planejar o quê?
Planejar como vai se vestir,
o que vai levar, quanto tempo você leva para chegar até a
sede. Ter informações sobre a empresa, o seu segmento no
mercado. Enfim, estar pronto para o ''grande dia''. Esses são
os principais pontos que precisam ficar bem claros um ou dois dias antes
da data marcada para que não haja surpresas em cima da hora.
O consultor de recrutamento de
executivos da CASE Consulting, Rodrigo Portela, e a supervisora do serviço
de Consultoria Virtual da Catho Online, Glaucia Santos, dão dicas
importantes sobre o que fazer antes da entrevista de emprego.
Conheça a empresa
É importante que o entrevistado
conheça a empresa para a qual está sendo considerado em
um processo seletivo. Dessa forma, ele demonstra ser um profissional
ligado no mercado, na economia e conhecedor de sua área de atuação.
Também é importante saber como os profissionais costumam
se vestir no dia-a-dia dentro da empresa - isso ajuda no caso de uma
dinâmica de grupo, que é um momento mais descontraído
do processo. Conhecendo a cultura da organização, o candidato
pode ir com um traje mais à vontade, mas, ao mesmo tempo, de acordo
com os costumes da empresa.
Saiba qual o local da entrevista
É interessante que o candidato
conheça a localização geográfica da empresa,
qual é a distância do trabalho ou da sua casa. Enfim, qual é o
percurso que terá de ser percorrido para chegar lá - considerando
a expectativa de tempo para o trajeto.
Durma cedo
Dormir cedo é outro aspecto
que colabora na boa preparação para uma entrevista. Uma
boa noite de sono é muito importante para um bom desempenho no
dia seguinte.
Vista-se adequadamente
Em 100% das ocasiões de
entrevista você deve se vestir adequadamente. Homens devem usar
terno e gravata. No caso da mulher, alguns conceitos são primordiais
- roupas sóbrias, saias não muito curtas, decotes não
muito profundos. Transparências devem ser evitadas, maquiagem e
jóias pesadas, também.
Materiais de apoio
É interessante que o candidato
disponha de instrumentos para que ele faça uma boa entrevista.
Depois do conhecimento prévio da empresa, esse candidato pode
se municiar de alguns apetrechos, de algumas ferramentas: desde um currículo
em língua estrangeira, até um portifólio de trabalhos
já realizados. Você deve ter isso consigo, mas só utilizar
na medida em que for demandado pelo seu entrevistador.
Não chegue atrasado
Pontualidade, por si só,
já é uma medida de profissionalismo. Sem dúvida
nenhuma, os candidatos sofrem algum tipo de análise com relação
ao cumprimento de horários (ou não). É um dos elementos
iniciais que o entrevistador acaba colhendo nas entrevistas. Mas o mais
importante é chegar com tempo suficiente para se acalmar, colocar
as idéias no lugar e ficar tranquilo, com a capacidade de expor
as suas idéias, as suas realizações, sem sofrer
qualquer tipo de efeito de um trânsito demorado ou atraso no horário.
Viviane
Macedo
Carreira & Sucesso

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