Informativo Eletrônico n.º 772   -   Ano 05   -   Curitiba (PR), 28 de janeiro de 2008.


Folha de São Paulo, 28 de janeiro de 2008

Mercado prevê mais um corte de juros em reunião do Fed
Ata do Copom também deve pautar negócios na semana
DA REPORTAGEM LOCAL

Após a decisão extraordinária do banco central norte-americano de cortar os juros básicos na terça passada, os investidores aguardam por uma nova redução na taxa do país nesta semana.

O Fomc (comitê do BC americano que define os juros) irá se reunir amanhã e quarta para definir o rumo dos juros, que caíram de 4,25% para 3,50% na semana passada. O mercado conta com mais uma redução.

" A forte volatilidade dos mercados deve seguir pelo menos até a próxima quarta-feira, quando o Fomc volta a se reunir para tomar a decisão sobre um novo corte na taxa básica. Além disso, teremos a divulgação do PCE, que é o índice inflacionário mais olhado pelo Fed", diz Gustavo Barbeito, analista da Prosper Gestão de Recursos.

O PCE, que mede os gastos pessoais dos americanos, vai ser conhecido na quinta-feira.

O presidente George Bush faz hoje o discurso sobre "o Estado da União". A expectativa é que a crise econômica seja um dos temas principais.

O mercado financeiro segue extremamente sensível aos dados da economia americana. Números mais fracos, que ampliem o temor de risco de a maior economia do mundo entrar em recessão, vão afetar o desempenho das Bolsas.

Hoje sai o resultado das vendas de imóveis novos nos EUA em dezembro. Como a crise de crédito no setor imobiliário desencadeou a atual turbulência, dados do segmento têm grande relevância. Na quarta-feira, será a vez da apresentação das solicitações de empréstimos hipotecários feitas nas primeiras semanas deste ano.

Na semana, outros dados importantes para mostrar o ritmo da atividade econômica americana serão conhecidos, como os gastos com construção, os pedidos de seguro-desemprego e a taxa de desemprego.

Além do corte surpresa efetuado nos juros pelo Fed (o banco central norte-americano), o governo dos Estados Unidos detalhou o plano de medidas de estímulo à economia desenhado pelo presidente George W. Bush. Juntas, essas medidas ajudaram a aliviar a tensão no mercado, que teve perdas elevadíssimas na segunda-feira passada.

Explicações

No Brasil, a ata da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária, formado por diretores e o presidente do BC) concentrará as atenções.

Na quarta-feira, o Copom anunciou sua decisão de manter inalterada a taxa básica da economia, a Selic, em 11,25%. Nesta quinta, apresentará a ata, que trará explicações sobre os motivos da manutenção e poderá dar alguma indicação sobre o futuro dos juros.

Na avaliação da consultoria econômica LCA, "como a primeira reunião de política monetária do ano ocorreu em meio a uma confluência de eventos desconfortáveis, é esperado que a ata do Copom traga um tom mais duro, que efetivamente traduza uma maior apreensão do Banco Central com o quadro macroeconômico, sobretudo com o cenário prospectivo para a inflação".

Juros em queda

Como não houve viés de alta na decisão do Copom -como parte do mercado esperava-, além de ter sido unânime, os juros futuros encontraram espaço para recuar na semana passada na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros).

No contrato DI (Depósito Interfinanceiro) que vence daqui a 24 meses, um dos mais negociados, a taxa recuou de 12,97% na quarta para 12,76% no pregão de quinta. No DI que vence na virada do ano, o recuo foi de 11,98% para 11,91%.


Gazeta do Povo, 28 de janeiro de 2008
ECONOMIA | MERCADO FINANCEIRO
Ata do Copom concentra atenções na semana

São Paulo – Depois de um comunicado que levou muitos analistas a considerarem que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central pode voltar a elevar a taxa Selic no curto prazo, a ata da reunião de janeiro passa a ser o destaque da agenda econômica da semana. O documento, que será divulgado pelo BC na quinta-feira, deve esmiuçar as razões e o ambiente que levaram o colegiado a optar pela manutenção da taxa Selic e emitir na seqüência um comunicado recebido como uma espécie de recado de alerta por boa parte dos economistas.

A Selic vem se mantendo em 11,25% ao ano desde a reunião de setembro, quando foi reduzida em 0,25 ponto porcentual. Mas, desta vez, o comitê de política monetária mudou o texto do comunicado que se segue ao término das reuniões. “Avaliando a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 11,25% ao ano, sem viés. O comitê irá acompanhar o cenário macroeconômico até a sua próxima reunião para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária”, disse o colegiado no texto.

Para os especialistas, neste momento, em que todos já vêem os efeitos iniciais de uma crise internacional que ainda nem mostrou toda a sua estatura e de elevação de preços no mercado interno, o conteúdo desse comunicado sinaliza para ações que confirmariam a preocupação das autoridades monetárias com a extensão da deterioração da economia mundial a partir dos problemas enfrentados nos Estados Unidos. O próprio presidente do BC brasileiro, Henrique Meirelles, deixou claro durante a semana que, apesar da solidez dos fundamentos macroeconômicos, a economia doméstica não está totalmente imune aos solavancos no cenário mundial.

Portanto, a ata será, para o mercado, a chave que abrirá a porta de entrada do arsenal de munições que o BC poderá usar para combater os efeitos da crise internacional.

Nos Estados Unidos, as atenções de analistas e investidores estarão voltadas sobretudo aos desdobramentos da crise econômica local, com um foco especial ao encontro de dois dias do Federal Reserve, que pode reduzir novamente os juros na quarta-feira. A grande maioria dos analistas internacionais espera que o Fed diminuia a taxa em 0,50 ponto porcentual, o que promoveria um corte de 1,25 ponto porcentual em apenas oito dias, pois a taxa foi reduzida de forma extraordinária de 4,25% para 3,50% na última terça-feira.

 

O ESTADO DO PARANÁ, 28 de janeiro de 2008 | Política
TSE transfere até o fim do mês primeira parcela do Fundo Partidário

Irene Lôbo/Agência Brasil

Brasília - A primeira parcela do dinheiro do Fundo Partidário será depositada na conta dos 26 partidos políticos registrados no TSE até o final do mês. O valor total a ser distribuído durante o ano, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é de R$ 194,3 milhões previstos no Orçamento da União, que ainda será votado pelo Congresso Nacional. Ou seja, cada brasileiro destinará este ano R$1,0680 para o Fundo Partidário, cujo nome completo é Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos.

Criado em 1995, por meio da Lei 9.096 (Lei dos Partidos Políticos), o Fundo Partidário é constituído por dotações orçamentárias da União equivalente ao número de eleitores inscritos no último dia do ano anterior à proposta orçamentária, multiplicados por R$ 0,35, em valores de agosto de 2005. Este ano, esse valor será de R$ 135,614 milhões.

Também compõem o fundo as multas e penalidades pecuniárias aplicadas nos termos do Código Eleitoral (que este ano somam R$ 58,20 milhões), recursos financeiros que lhe forem destinados em lei e ainda doações de pessoas físicas ou jurídicas, feitas por meio de depósito bancário diretamente na conta do Fundo Partidário.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a primeira parcela que será depositada corresponde a 1/12 dos recursos a que cada partido teve direito em 2007. Mesmo dependendo da aprovação do Congresso Nacional, o TSE decidiu fazer o primeiro depósito. Isso porque a lei estabelece que o tribunal deve distribuir o dinheiro aos órgãos nacionais dos partidos em até cinco dias após a data do depósito em conta específica do TSE.

Desde março de 2007, a distribuição aos partidos é feita da seguinte forma: 5% do total do Fundo Partidário será entregue em partes iguais a todos os partidos que tenham seus estatutos registrados no TSE, e os 95% restantes serão distribuídos na proporção dos votos obtidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados (veja na tabela abaixo como será a distribuição este ano).

A legislação diz que o dinheiro do Fundo Partidário deve ser utilizado nas despesas de manutenção da sede e dos serviços do partido, como o pagamento de pessoal, até o limite de 20% do recebido; na propaganda política; no alistamento e campanhas eleitorais e ainda na criação e manutenção de instituto ou fundação de pesquisa e na educação política, no percentual mínimo de 20% do total recebido.

Os partidos devem prestar contas das despesas realizadas com recursos do Fundo Partidário, por meio do balanço contábil do exercício financeiro dos partidos, que deve ser enviado anualmente à Justiça Eleitoral até o dia 30 de abril do ano seguinte.

Tabela com os valores que serão repassados aos Partidos PolíticosDuodécimos

Emitido em 20/12/2007

Dotação Orçamentária/2007

121.174.110,00

%

Partido

Valor R$

PSDB

15.540.698,25

12,83

DEM

12.696.970,58

10,48

PMDB

16.445.341,67

13,57

PT

17.073.995,72

14,09

PP

8.459.008,40

6,98

PDT

6.286.109,85

5,19

PTB

6.671.757,85

5,51

PSB

7.253.870,91

5,99

PR

6.525.652,70

5,39

PC do B

2.939.413,35

2,43

PMN

1.542.482,05

1,27

PSC

2.526.205,18

2,08

PPS

4.875.557,30

4,02

PRP

857.328,27

0,71

PT do B

943.817,21

0,78

PTC

1.465.505,26

1,21

PSTU

690.439,76

0,57

PTN

185.201,17

0,15

PV

4.129.606,73

3,41

PHS

1.076.555,86

0,89

PRB (PMR)

873.928,20

0,72

PSOL

1.819.165,05

1,50

PRTB

76.024,87

0,06

PSDC

113.171,48

0,09

PSL

79.472,22

0,07

PCB

26.830,11

0,02

Total:

121.174.110,00

100,00

TOTAL %

100,00

Multas

Emitido em 2/1/2008

Dotação Orçamentária/2007

36.219.703,24

%

Partido

Valor R$

PSDB

4.356.288,29

12,03

DEM

3.511.406,25

9,69

PMDB

4.588.571,98

12,67

PT

4.770.470,18

13,17

PP

2.327.927,11

6,43

PDT

1.732.327,61

4,78

PTB

1.773.174,77

4,90

PSB

2.013.098,71

5,56

PR

1.773.191,47

4,90

PC do B

765.993,12

2,11

PMN

388.138,89

1,07

PSC

664.488,94

1,83

PPS

1.331.155,97

3,68

PRP

183.040,08

0,51

PT do B

207.918,40

0,57

PTC

365.068,96

1,01

PSTU

141.058,91

0,39

PSDC

22.730,07

0,06

PSL

15.962,15

0,04

PCB

0,53

0,00

PRTB

15.269,84

0,04

PCO

0,03

0,00

PTN

39.865,24

0,11

PV

1.155.356,52

3,19

PHS

246.852,14

0,68

PRB (PMR)

186.394,42

0,51

PSOL

473.987,31

1,31

Total:

33.049.737,89

91,25

Saldo Dotação:

3.169.965,35

8,75


TOTAL %

100,00

Fonte: TSE

 

ÚLTIMA INSTÂNCIA, 28 de janeiro de 2008
Eleições de outubro devem definir 645 prefeitos e mais de 6.000 vereadores em SP

No dia 5 de outubro, as eleições 2008 devem definir os chefes do Poder Executivo de 645 prefeituras paulistas e mais de 6.000 vagas para vereador em São Paulo.

Apenas na Câmara Municipal da capital paulista, serão preenchidas 55 vagas. Cerca de 71 mil urnas eletrônicas devem ser utilizadas em todo o Estado.

A eleição para o cargo majoritário, prefeito, é definida por maioria dos votos válidos, obtidos quando são excluídos os votos brancos e nulos. Em municípios com mais de 200 mil eleitores, é eleito como prefeito o candidato que obtiver a maioria absoluta dos votos, ou seja, 50% dos votos válidos mais um voto.

Caso não seja atingida a maioria absoluta dos votos por nenhum candidato, os dois candidatos mais votados concorrem em segundo turno. No segundo turno, o candidato que receber a maioria simples dos votos válidos será eleito.

A disputa para o cargo proporcional, vereador, depende do quociente eleitoral, que é o resultado da divisão do número de votos válidos (total de votos, excluídos os brancos e nulos) pelo número de vagas.

O partido ou coligação obtém tantas vagas quantas vezes atingir o quociente eleitoral, considerando os votos que recebeu como legenda e ainda a soma dos votos de cada candidato que concorreu por aquela legenda. No caso de coligação, somam-se os votos de todos os partidos que compõem a coligação e procede-se ao mesmo cálculo.


ÚLTIMA INSTÂNCIA, 28 de janeiro de 2008
Projeto no Senado torna gratuitos mandados de segurança e injunção
Agência Senado

O senador José Maranhão (PMDB-PB) pretende assegurar a total gratuidade das ações de mandado de segurança e de mandado de injunção registradas em juízo pelos cidadãos. Com essa finalidade, o parlamentar apresentou a PEC (proposta de emenda à Constituição) 84/07 que aguarda designação de relator na CCJ (Comissão de Constituição de Constituição, Cidadania e Justiça) do Senado.

Para justificar o estabelecimento da gratuidade, José Maranhão argumenta que tais iniciativas judiciais são motivadas por atos de omissão ou ação praticados pelos próprio Estado contra o cidadão. No texto, ele só admite a cobrança na hipótese de ter havido má-fé do propositor do mandado.

Como observa o senador, a ação de mandado de segurança ganhou lugar no texto constitucional para garantir a defesa dos direitos fundamentais do cidadão que tiverem sido ofendidos pelo Poder Público, por ato ilegal, abusivo ou arbitrário cometido por autoridades.

Quanto ao mandado de injunção, lembra o parlamentar, sua existência tem como pressuposto a inexistência de norma regulamentadora necessária ao exercício de direito, liberdade ou prerrogativa constitucional. Dessa forma, José Maranhão entende que, por omissão, o Poder Público também é responsável pela ocorrência de fato que venha a obrigar o cidadão a recorrer à Justiça para assegurar a proteção a determinado direito.

José Maranhão sustenta, portanto, não ser justo que o Estado cometa uma ilegalidade e, em seguida, "cobre caro" do cidadão que pretenda proteger-se da "afronta a seus direitos".

O senador observa que a gratuidade já é assegurada para as ações de habeas corpus e habeas data. Salienta que, em relação a esses instrumentos processuais, os mandados de segurança e injunção são subsidiários, todos possuindo a mesma finalidade: impugnação, declaração ou afastamento de ato de constrangimento. Por isso, defende que todos sejam igualmente cobertos pela gratuidade.

Os direitos e garantias fundamentais do cidadão estão fixados no Título II da Constituição. O texto estabelece, entre outras prerrogativas, que a todo cidadão —inclusive os estrangeiros que residam no país— será assegurada a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.

Na extensa lista de direitos, entre outros, o texto inclui a liberdade religiosa, o livre exercício de associação e os direitos sociais à educação e à saúde.


Agência Senado, 28 de janeiro de 2008
Paim quer impedir discriminação na cobrança de custos financeiros



Os custos financeiros dos empréstimos, financiamentos e operações de arrendamento mercantil, consignados em folha de pagamento, aos aposentados e pensionistas não poderão ser superiores aos menores encargos cobrados pelos bancos dos trabalhadores da ativa. É o que determina projeto de lei de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS) que está pronto para ser analisado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), com parecer favorável do relator, senador João Tenório (PSDB-AL).

O projeto (PLS 565/07) tem por meta, segundo Paulo Paim, propiciar aos beneficiários da Previdência Social acesso a operações de crédito a taxas de juros mais baixas.

A proposição acrescenta dispositivo à lei que trata de autorização para desconto de prestações em folha de pagamento (Lei 10.820/03). Após ser analisada pela CAE, a proposta vai para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) onde será votada em decisão terminativa.


Diário Vermelho, 28 de janeiro de 2008
Sistema de cotas já levou mais de 40 mil às universidades

Doze das principais universidades federais e estaduais do Brasil já beneficiaram, até 2007, um total de 40 mil pessoas por meio de ações afirmativas de inclusão social, como a reserva de vagas e cotas raciais.

Segundo dados fornecidos pelas instituições, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), que aplica o sistema desde 2003 e reserva 50% das vagas para cotistas, é a campeã, com 6.488 beneficiados. Em seguida vêm a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com 5.473 estudantes cotistas, e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), com 3.885 alunos que ingressaram pelo sistema.

O ritmo de adesão a políticas afirmativas é forte. Para o vestibular de 2008, mais cinco universidades implantaram algum tipo de sistema diferenciado de seleção. São as federais do Espírito Santo (UFES), de São Carlos (UFSCar), do Pará (UFPA), do Rio Grande do Sul (UFRGS) e de Santa Maria (UFSM).

Essas instituições devem receber por volta de 4.600 calouros beneficiados por algum tipo de ação afirmativa pela primeira vez neste ano. A federal de Santa Catarina — que deveria abrigar mais 1.142 alunos cotistas — teve seu sistema contestado e julgado irregular pela Justiça.

Preferências

O sistema de cotas para negros foi alvo de discussões e, por isso, não encontrou espaço em muitas das grandes universidades brasileiras. A maior delas, a Universidade de São Paulo (USP), desenvolveu, no ano passado, um sistema de inclusão que não prevê a reserva de vagas — apenas contempla os candidatos de escolas públicas com um acréscimo de 3% sobre nota final.

O resultado do primeiro ano do Inclusp, como é conhecido o sistema, foi o aumento de 11% no número de alunos oriundos da escola pública (total de 2.719 calouros em 2007). Com isso, a participação dos negros cresceu em ritmo menor: foram 9,5% a mais do que no ano anterior.

A opção por facilitar a entrada de alunos que tenham concluído o ensino médio em escolas públicas também é o preferido pelas instituições nordestinas, como as federais do Maranhão (UFMA), Pernambuco, Rio Grande do Norte (UFRN) e Piauí (UFPI). A Estadual da Paraíba (UEPB) vem aumentando gradativamente o espaço para esses alunos. Em 2006, 10% das vagas foram reservadas; em 2007 foram 30%; e em 2010 deve chegar a 50%

A UFRGS, para garantir vaga a alunos indígenas, aplica provas específicas. Na UFSCar, eles têm uma vaga reservada em cada curso.

Fonte: Agência Estado


Agência Câmara, 28 de janeiro de 2008
Empresas poderão ter de fornecer perfil profissiográfico
Bernardo Hélio



Cleber Verde quer garantir direitos de trabalhadores a aposentadoria especial.

O Projeto de Lei 1922/07, do deputado Cleber Verde (PRB-MA), obriga as empresas ou cooperativas a fornecer o Perfil Profissional Profissiográfico a seus funcionários para requisição de aposentadoria especial. O perfil profissiográfico é um documento com a trajetória profissional dos trabalhadores em que devem constar informações como registros ambientais e resultados de monitoração biológica.

De acordo com Cleber Verde, quando a Lei 8.213/91, que trata dos planos e benefícios previdenciários, foi elaborada, o formulário ainda não era obrigatório. A obrigatoriedade só começou a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2004. Ele informa, no entanto, que "as empresas têm se furtado a entregar o documento ou fornecem informações falsas para não recolher a contribuição adicional de 6%, 9% e 12% instituída pela legislação conforme o grau de risco a que o trabalhador está submetido".

Tramitação

A proposta terá análise conclusiva das comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Diário Vermelho, 28 de janeiro de 2008
Bolívia, Cuba, Nicarágua e Venezuela fundam o Banco da Alba

Quatro países latino-americanos — Bolívia, Cuba, Nicarágua e Venezuela — acertaram no sábado (26) o documento fundacional do Banco da Alba. Trata-se de um contraponto ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao Banco Mundial, além de mais um passo rumo à integração do continente.


Com um capital firmado de U$ 1 bilhão e um capital autorizado de U$ 2 bilhões, o Banco da Alba tem como objetivo o rompimento da dependência financeira regional. A direção do órgão financeiro será dividida em dois níveis — um conselho ministerial e uma instância de diretório executivo, com presidência rotativa.

"Estamos rompendo um mecanismo do capitalismo. Esse banco é um instrumento político para o desenvolvimento social e econômico", enfatizou o presidente venezuelano, Hugo Chávez.

" O Banco da Alternativa Boliviariana para as Américas (Alba) será submetido a definições políticas — e não a definições econômicas e financeiras”, explicou Rafael Isea , ministro venezuelano das Finanças. Segundo ele, essa característica é o que diferencia a nova instituição do sistema financeiro internacional.

A instituição — cuja ata fundacional será assinada na cúpula que o grupo realiza em Caracas — "não desenvolve sua política interna em termos de projetos que vai financiar, as decisão serão tomadas no conselho ministerial", acrescentou Isea. O acordo estabelece um mecanismo democrático de tomada de decisões, em que cada país representa um voto, independentemente do capital acionário de cada um.

As contribuições acionárias de cada país correspondem a uma análise individual dos países membros, com base em suas capacidades e possibilidades. Não serão utilizadas taxas de juros do mercado.

Os planos estabelecem que, em dois meses, a instituição deverá estar completamente formada, com plataforma de recursos humanos, plataforma tecnológica, financeira e legal e mecanismos internos de decisão. Os ministros das Finanças inauguraram a sede do banco em Caracas em um ato transmitido via satélite à cúpula que é realizada em um hotel da capital venezuelana.


FOLHA DE LONDRINA, 28 de janeiro de 2008 | Política
Como se preparar para entrevista de emprego
Especialistas dão o caminho das pedras: o bom desempenho nesta etapa do processo seletivo depende de planejamento

A entrevista de emprego é a hora mais importante do processo de seleção e estar bem preparado é fundamental para que o candidato tenha um bom desempenho perante o selecionador. Mas muitos acabam esquecendo que preparar-se significa realmente planejar o dia da entrevista.

Mas planejar o quê?

Planejar como vai se vestir, o que vai levar, quanto tempo você leva para chegar até a sede. Ter informações sobre a empresa, o seu segmento no mercado. Enfim, estar pronto para o ''grande dia''. Esses são os principais pontos que precisam ficar bem claros um ou dois dias antes da data marcada para que não haja surpresas em cima da hora.

O consultor de recrutamento de executivos da CASE Consulting, Rodrigo Portela, e a supervisora do serviço de Consultoria Virtual da Catho Online, Glaucia Santos, dão dicas importantes sobre o que fazer antes da entrevista de emprego.

Conheça a empresa

É importante que o entrevistado conheça a empresa para a qual está sendo considerado em um processo seletivo. Dessa forma, ele demonstra ser um profissional ligado no mercado, na economia e conhecedor de sua área de atuação. Também é importante saber como os profissionais costumam se vestir no dia-a-dia dentro da empresa - isso ajuda no caso de uma dinâmica de grupo, que é um momento mais descontraído do processo. Conhecendo a cultura da organização, o candidato pode ir com um traje mais à vontade, mas, ao mesmo tempo, de acordo com os costumes da empresa.

Saiba qual o local da entrevista

É interessante que o candidato conheça a localização geográfica da empresa, qual é a distância do trabalho ou da sua casa. Enfim, qual é o percurso que terá de ser percorrido para chegar lá - considerando a expectativa de tempo para o trajeto.

Durma cedo

Dormir cedo é outro aspecto que colabora na boa preparação para uma entrevista. Uma boa noite de sono é muito importante para um bom desempenho no dia seguinte.

Vista-se adequadamente

Em 100% das ocasiões de entrevista você deve se vestir adequadamente. Homens devem usar terno e gravata. No caso da mulher, alguns conceitos são primordiais - roupas sóbrias, saias não muito curtas, decotes não muito profundos. Transparências devem ser evitadas, maquiagem e jóias pesadas, também.

Materiais de apoio

É interessante que o candidato disponha de instrumentos para que ele faça uma boa entrevista. Depois do conhecimento prévio da empresa, esse candidato pode se municiar de alguns apetrechos, de algumas ferramentas: desde um currículo em língua estrangeira, até um portifólio de trabalhos já realizados. Você deve ter isso consigo, mas só utilizar na medida em que for demandado pelo seu entrevistador.

Não chegue atrasado

Pontualidade, por si só, já é uma medida de profissionalismo. Sem dúvida nenhuma, os candidatos sofrem algum tipo de análise com relação ao cumprimento de horários (ou não). É um dos elementos iniciais que o entrevistador acaba colhendo nas entrevistas. Mas o mais importante é chegar com tempo suficiente para se acalmar, colocar as idéias no lugar e ficar tranquilo, com a capacidade de expor as suas idéias, as suas realizações, sem sofrer qualquer tipo de efeito de um trânsito demorado ou atraso no horário.

Viviane Macedo
Carreira & Sucesso