 |
FOLHA DE LONDRINA, 29 de
janeiro de 2008 | Política
PAC vai começar a criar empregos,
promete Lula
Fabio Rodrigues Pozzebom/Abr

‘‘
Quase todas as obras que foram contratadas vão começar
a gerar benefício para a população’’,
disse o presidente
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem
que as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) começam
a oferecer empregos a partir de março. Em entrevista ao programa de
rádio ''Café com o Presidente'', ele manifestou a vontade de
transformar as regiões metropolitanas num ''canteiro de obras'' em 2008
e comemorou aumento no porcentual de pessoas com carteira assinada. De 2003
para 2007, o índice de profissionais com registro passou de 39,7% para
42,4%, segundo dados do governo.
Sem citar as eleições
municipais de outubro e a briga de aliados para concorrer às prefeituras
das principais cidades do País, Lula afirmou que o andamento da
obras do PAC está de acordo com as previsões feitas pelo
Planalto. ''Agora, no mês de março e no mês de abril,
quase todas as obras que foram contratadas vão começar
a gerar benefício para a população'', disse. ''Vai
começar a acontecer exatamente aquilo que a gente queria'', afirmou.
''Neste ano, vamos transformar as regiões metropolitanas e muitas
outras cidades num canteiro de obras, gerando emprego e distribuição
de renda.''
Ao comentar a queda para 7,4%
na taxa de desemprego em dezembro, Lula aproveitou para criticar a oposição.
''Os dados mostram que aconteceu aquilo que todas as pessoas de bom senso
esperavam, que a economia crescesse'', disse. ''Lamentavelmente, no Brasil,
temos um setor minoritário que passa dias, semanas e meses torcendo
para que as coisas não dêem certo.''
O presidente salientou que não
está satisfeito com a ''queda extraordinária'' da taxa
de desemprego. Mas, na previsão dele, as obras previstas no PAC
vão permitir ao País dar um ''salto de qualidade'', com
um número maior de postos de trabalho. Na lista de obras prioritárias
do presidente estão as ferrovias Norte-Sul e a Transnordestina,
a refinaria de petróleo de Pernambuco, a terraplenagem do Comperj,
no Rio, e a construção de estaleiros. ''É para isso
que tanto brigamos para chegar à Presidência'', afirmou.
''O Congresso também quer isso, a sociedade também deseja
e os trabalhadores reivindicam'', disse. ''A oposição precisa
começar a compreender que é importante ela também
torcer para que as coisas boas aconteçam no Brasil.''
Lula disse que trabalha com a
perspectiva de um ''longo período'' de crescimento econômico
para apagar, segundo ele, 26 anos de estagnação. O presidente
ainda fez um auto-elogio. ''A vontade do povo e dos empresários
e o acerto das coisas que estamos fazendo juntos estão provando
que o Brasil, bem administrado, pode dar certo'', afirmou.
Leonencio Nossa
Agência Estado
|
MIDIA MAX NEWS/ MATO GROSSO
DO SUL, 29 de janeiro de 2008
PAC da Construção Civil
prioriza beneficiários do Bolsa-Família
Jorge Franco com informações
da assessoria
O Ministério do Trabalho e Emprego está promovendo nesta segunda-feira
(dia 28), no auditório do edifício sede, em Brasília,
audiência pública com representantes da sociedade civil para discutir
uma proposta de qualificação profissional para execução
das obras do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) da Construção
Civil. A proposta de qualificação profissional para o setor terá,
como prioridade, capacitar pessoas beneficiadas pelo programa Bolsa-Família.
Atualmente, o Bolsa-Família atende cerca de 11 milhões de famílias.
Deste contingente, 22 milhões
de pessoas têm idade acima de 16 anos, público-alvo das
ações de qualificação do MTE. "A audiência
pública é o primeiro passo para formação
e consolidação do Plano Setorial de Qualificação
para o setor. Com esse trabalho, esperamos ter os cursos implementados
até o primeiro trimestre do ano", disse o secretário-executivo
do Ministério do Trabalho e Emprego, André Figueiredo.
Durante audiência,
estão sendo discutidas necessidades de formação
social e profissional para o segmento, além de ser formada uma
Comissão de Concertação para elaborar o projeto.
Várias entidades voltadas para a construção civil
foram convidadas para o evento, como a CBIB (Câmara Brasileira
da Indústria da Construção), além de secretários
estaduais de trabalho e centrais sindicais. Outras audiências
públicas deverão ser realizadas, nos próximos
meses, para definir o processo de qualificação e o mapeamento
da mão-de-obra das várias regiões do país.
|
BOM DIA SOROCABA, 29 de janeiro
de 2008
Construção vai empregar
1 milhão
Previsão é da Câmara
Brasileira da Indústria da Construção depois
de o setor ter a maior taxa de crescimento econômico em 2007
A CBIC (Câmara Brasileira
da Indústria da Construção) prevê que a taxa
de investimento na construção civil deve ficar acima de
20% neste ano e que 1 milhão de empregos serão gerados,
como resultado dos investimentos de R$ 18 bilhões previstos no
PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), segundo o
OGU (Orçamento Geral da União) para este ano.
De acordo com a CBIC, o mercado
imobiliário viveu um momento de expansão sem precedentes
em 2007.
A confirmação vem
com os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados),
que apontam construção civil como o grande destaque na
geração de empregos formais em 2007. Segundo foi divulgado,
o setor teve um saldo recorde de 176.755 empregos gerados, o que representou
uma expansão de 13,08%. Isso representou mais do que o dobro dos índices
alcançados pelo comércio (6,5%), indústria de transformação
(6,1%), serviços (5,3%) e está acima da média de
crescimento de vagas formais em todo o Brasil (5,85%).
São Paulo foi o Estado
que registrou o maior número de contratações no
ano passado, com 65.926 trabalhadores formais.
Facilitação
de crédito
Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, a pujança da
construção civil no ano passado se deu por conta da demanda reprimida
que havia no setor e que começou a ser atendida principalmente por causa
das facilidades de crédito.
Em 2007, além de o Conselho
Curador do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) aprovar
redução da taxa de juros de 8% para 6,5% ao ano para financiar
a compra de imóvel para a população que ganha entre
R$ 3,9 mil e R$ 4,9 mil, a habitação recebeu o aporte extra
de R$ 1,8 bilhão para financiamento da casa própria. Isso
levou ao aumento da procura por profissionais do setor, como pedreiros,
auxiliares, mestres de obra e engenheiros.
Crédito amplia carteira assinada
A expectativa do Ministério do Trabalho e Emprego é que em 2008
o setor da construção civil continue a apresentar taxas elevadas
de crescimento na contratação de trabalhadores com carteira assinada.
Uma indicação é que a concessão de crédito
foi ampliada logo no início deste ano. O Conselho do FGTS aprovou também
a redução em 0,5 ponto percentual para a linha de habitação
popular destinada aos cotistas e agora os juros passaram a ser de 7,66% mais
TR. Além disso, o orçamento do FGTS para habitação
popular em 2008 chega a R$ 8,4 bilhões.
Os empresários da construção
mostram-se mais otimistas do que nunca, segundo a 33ª Sondagem Nacional
da Construção, realizada pelo SindusCon-SP (Sindicato da
Indústria da Construção Civil do Estado de São
Paulo) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas
Projetos e divulgada no final de 2207.
O presidente do SinduCon-SP,
João Claudio Robusti Robusti, prevê que a evolução
do PIB da construção deverá crescer 10,2% em 2008,
se o PIB do Brasil aumentar 4,8%. “O setor está em um crescimento
sustentado, nada a ver com uma bolha ou algo especulativo. Assistimos
a um avanço acelerado que deve continuar em 2008”, afirma.
Falta mão-de-obra qualificada
O presidente do SinduCon-SP, João Claudio Robusti, admite a falta de
mão-de-obra qualificada. “Todas as empresas questionadas sobre
mão-de-obra disseram que estão cumprindo os cronogramas de obra.
Elas mesmas qualificam seus funcionários, seja por iniciativas próprias
ou através de parcerias que o sindicato mantém com o Senai”,
afirmou. Entre as ações do SindusCon-SP neste sentido, Robusti
destaca a abertura, em Bauru, da segunda Escola da Construção
Civil.
A Urbitec Construção
Ltda, de Jundiaí, que teve um aumento no quadro funcional de
21% em 2007, confirma, por meio de sua assessoria de imprensa, que,
se o mercado oferecesse maior quantidade de mão-de-obra qualificada,
teria condições de ter mais obras em andamento. Para
garantir a qualidade e o andamento de suas obras, a construtora montou
uma escola para preparar seus funcionários e dá treinamento
em várias funções, como pedreiros, ajudantes e
carpinteiros duas vezes por semana. Dessa forma a Urbitec espera minimizar
o problema e crescer 50% neste ano.
|
DIÁRIO DO NORDESTE,
29 de janeiro de 2008
INVESTIMENTO EM MÃO-DE-OBRA
CE: Construção civil
terá R$ 200 milhões
O Ceará, com várias vagas ociosas,
será um dos quatro estados pioneiros a implantarem projetos
de capacitação

Vagas sobrando por falta de mão-de-obra capaz, operários da Capital
ocupam postos do Interior (Foto: Kid Júnior)
O setor de construção civil deverá contar,
já a partir do segundo semestre desse ano, com R$ 200 milhões
do governo federal para investimento em capacitação,
e o Ceará será um dos quatro primeiros estados a implantarem
os projetos de formação de trabalhadores. De acordo
com o presidente do Sindicato da Construção Civil do
Estado (Sinduscon), Roberto Sérgio Ferreira, existem, emergencialmente,
pelo menos 600 vagas a serem ocupadas aqui por carpinteiros, ferreiros
armadores e bombeiros hidráulicos.
´Hoje, não existe
mão-de-obra capacitada no Estado para ocupar essas vagas´,
declara Ferreira, que esteve ontem em Brasília em reunião
com o ministro interino do Ministério do Trabalho, André Figueiredo,
para discutir a questão.
Ferreira destaca que o dado de
600 vagas ociosas faz parte de levantamento realizado em outubro do ano
passado, e envolve basicamente a demanda por trabalhadores nos atuais
projetos de resorts no Estado. ´Isso ainda não inclui as
obras do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], que
devem ser iniciadas já neste ano e vão exigir um contigente
bem maior de trabalhadores´.
Ferreira informa que ainda não
está definida a parcela de recursos que será destinada
ao Ceará. Segundo ele, a divisão entre os estados será resolvida
de acordo com a quantidade de obras do PAC que cada federação
irá receber.
Além do Ceará,
os estados da Bahia, Rio Grande do Sul e Espírito Santo irão
ser os pioneiros no projeto de capacitação. Nesse primeiro
semestre, devem ser resolvidas todas as pendências da produção
e aprovação dos projetos.
Interior tem maior dificuldade
Somente com a construção
do Taíba Beach Resort, empreendimento norueguês na famosa
praia do litoral oeste cearense, são 450 trabalhadores do setor
envolvidos. Entretanto, o que deveria funcionar como gerador de emprego
e renda na região acaba não servindo como tal. Segundo
o presidente do Sinduscon, a grande maioria dos trabalhadores da obra
vem de Fortaleza. ´Não tem gente capacitada lá´,
justifica Ferreira.
Ele aponta também como
grande entrave para a geração de mão-de-obra no
setor o programa de transferência federal Bolsa Família. ´Isso
limita a procura por emprego em atividades menos remuneradas, como servente,
por exemplo. As pessoas preferem ficar somente recebendo o benefício´,
explica. A idéia, segundo ele, é trabalhar especificamente
na formação desses benefíciários, substituindo,
assim, a bolsa assistencial por um emprego.
Sérgio de Sousa
Especial para Economia
|
CAMPO GRANDE NEWS, 29 de
janeiro de 2008
MS: Trabalhadores da construção
civil exigem aumento de 20%
Paulo Fernandes
Em assembléia realizada ontem, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria
da Construção Civil e do Mobiliário da Capital decidiu
reivindicar aumento salarial de 20% para todas as suas categorias. A proposta
será levada para o sindicato patronal na sexta-feira. Hoje, um pedreiro
recebe R$ 836 e um servente de pedreiro R$ 400. Se a proposta for aceita, os
pedreiros passarão a receber R$ 1.003 e os serventes R$ 480.
O presidente do sindicato, Samuel
da Silva Freitas, disse que nos últimos anos a categoria tem recebido
apenas a correção da inflação e que o aumento
de 20% visa corrigir “uma defasagem que se vem se acumulando desde
1995”. Freitas diz que o reajuste dos trabalhadores da construção
não acompanhou, por exemplo, o aumento do salário mínimo.
Campo Grande possui cerca
de 30 mil trabalhadores na indústria da construção
civil; 11.200 filiados ao sindicato.
|
Folha de São Paulo, 29 de janeiro de
2008
IMPOSTOS
Dilma diz que reforma não
vai ter CPMF
DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO
ALEGRE
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse ontem em Porto Alegre que o
projeto de reforma tributária será encaminhado pelo Executivo
ao Congresso Nacional sem prever a recriação da CPMF.
" Não vamos incluir a CPMF na reforma tributária. Não
achamos que temos que fazer a reforma olhando pelo retrovisor."
Apesar disso, há movimento de partidos governistas pela recriação
da CPMF. A medida seria colocada na reforma tributária por meio de emenda.
Segundo ela, o projeto visa acabar com a guerra fiscal entre os Estados. Ela
sinalizou que o projeto deverá ser enviado ao Congresso no início
das atividades legislativas e disse que será necessária "muita
clareza" para que a reforma comece, "pois alguns interesses serão
afetados": "Não vai haver só repartição
de tributos, mas também a eliminação da ineficiência
tributária que pesa em todos as atividades". (SIMONE IGLESIAS)
|
FOLHA DE LONDRINA, 29 de
janeiro de 2008 | Economia
Banco Central estima crescimento de
4,5% do PIB
Para diretor do BC, Brasil avança
na política econômica e já está preparado
para enfrentar crises internacionais
Curitiba - O Banco Central (BC)
lançou ontem em Curitiba o Boletim Regional com análise
do crescimento econômico de 2007 e que demonstra que a Região
Sul foi a que mais cresceu industrialmente, criando empregos e avançando
na política de importações. Para 2008, o BC
estima um crescimento de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB). O principal
sustentáculo é a demanda doméstica incentivada
pela expansão do crédito.
De acordo com o diretor de Política
Econômica do BC, Mário Mesquita, o Brasil avançou
na política econômica e já está preparado
para enfrentar crises internacionais. ''O Brasil está melhor preparado
para lidar com choques externos, vindos de onde vierem. Nunca poderemos
dizer que estamos imunizados. Mas é diferente enfrentar as crises
com câmbio flutuante e com reservas como agora do que com câmbio
administrado e sem reservas, como antigamente'', declarou Mesquita, ao
analisar a possibilidade de crise na economia norte-americana.
O Paraná apresentou índices
favoráveis de crescimento na produção industrial,
na geração de empregos e na inflação (Curitiba
teve a menor inflação de todas as capitais pesquisadas
em 2007). As vendas do comércio varejista do Paraná cresceram
2,1% no trimestre encerrado em outubro, em relação ao período
de maio a julho. O resultado, segundo Mesquita, refletiu aumento generalizado
nas vendas de todos os outros segmentos - principalmente de veículos,
motos, partes e pelas (10,3%), móveis e eletrodomésticos
(6,4%). ''Acho que as vendas no comércio foram impulsionadas pelo
dinamismo em 2007 da expansão de crédito, com a elavação
principal do setor automotivo'', destacou ele.
A produção industrial
interrompeu os resultados negativos e cresceu 1,9% no período.
As principais expansões se deram nos segmentos de veículos
automotores (12,8%), produtos alimentícios (6,6%), edição
e impressão (13,1%), celulose, papel e produtos de papel (5,5%).
A produção industrial acumulada de janeiro a outubro cresceu
7,6% em relação ao mesmo período de 2006. ''Em 2006,
o Sul viveu a crise do setor agropecuário. Com a recuperação
do setor, todo o setor industrial, especialmente do Paraná, voltou
a se aquecer'', explicou Mesquita.
O comércio exterior paranaense
apresentou crescimento expressivo no acumulado do ano. Foi de 25,3% em
relação às exportações (principalmente
produtos básicos) e 47,3% nas importações (bens
de consumo duráveis). O emprego formal cresceu 1,5% no trimestre
encerrado em novembro em relação ao trimestre terminado
em agosto. Foram criadas 36,3 mil vagas no período, das quais
14,9 mil no comércio. O Índice de Preços ao Consumidor
Amplo (IPCA) em Curitiba apresentou alta de 0,55% no período analisado.
Os preços livres foram os responsáveis em fazer com que
a capital tivesse o menor índice inflacionário do Brasil,
principalmente o setor de alimentação e bebidas. ''Os preços
administrados foram equivalentes aos do restante do Brasil. Mas em Curitiba,
os preços livres se comportaram de forma mais benigna do que nas
outras capitais'', analisou o diretor do BC.
Luciana Pombo
Equipe da Folha
|
O ESTADO DO PARANÁ,
29 de janeiro de 2008 | Economia
BC prevê novo crescimento da
economia do Paraná
Joyce Carvalho
Perspectivas positivas para a economia paranaense. Isto é o que demonstra
o Boletim Regional do Banco Central do Brasil (BC), divulgado ontem em Curitiba.
O documento é referente ao final do terceiro e início do quarto
semestre do ano passado. O Paraná e a região Sul tiveram, em
2007, crescimento superior à média nacional e uma inflação
menor do que o índice estabelecido para o Brasil. Diante disso, o ano
foi considerado favorável. Além de um bom desempenho do agronegócio,
o fator determinante para este panorama foi a expansão do crédito.
O Banco Central confia em um
crescimento expressivo neste ano justamente por causa do consumo interno,
revela o diretor de política econômica da instituição,
Mário Mesquita. “O principal sustentáculo será a
demanda doméstica, baseada na expansão do crédito
e no aumento da massa salarial real. Com a demanda doméstica liderando
todo este processo, existe a tendência de a economia brasileira
ser mais resistente à desaceleração da economia
mundial”, afirma. O crédito já atingiu 34% do Produto
Interno Bruto (PIB). Este índice deve aumentar e chegar perto
dos patamares de outros países emergentes.
De acordo com Mesquita, ainda
não é possível determinar qual será o impacto
da instabilidade originada nos Estados Unidos. No entanto, o Brasil não
pode adotar um discurso de total blindagem. “Uma recessão
nos Estados Unidos não é boa para ninguém. A incerteza
ainda é grande e não há conhecimento pleno sobre
qual intensidade os indicadores vão desacelerar. O País
está melhor preparado do que no passado para lidar com choques
externos, mas não estamos totalmente imunes”, explica. O
panorama de reservas e câmbio flutuante dá mais confiança
para um momento como este. “A situação internacional
está sendo monitorada com uma lupa”, enfatiza Mesquita.
Por enquanto, a perspectiva é muito
boa. O boletim do BC cita que as vendas do comércio varejista
do Paraná mantiveram o crescimento, com a trajetória de
aumento iniciada no segundo semestre de 2006. Estas vendas cresceram
2,1% no trimestre encerrado em outubro em relação ao período
entre maio e julho de 2007.
As vendas acumuladas entre janeiro
e outubro do ano passado cresceram 7,2% em comparação ao
mesmo período do ano anterior. O aumento atingiu todos os segmentos,
mas foram favorecidos os setores de veículos, motos, peças,
móveis e eletrodomésticos.
Os resultados da produção
industrial do Paraná foram surpreendentes, segundo o relatório.
Interrompendo uma seqüência de resultados negativos iniciada
em maio, a produção industrial teve incremento de 1,9%
no trimestre encerrado em outubro, em relação ao período
entre maio e julho. As expansões mais significativas aconteceram
nos setores de veículos automotores, produtos alimentícios
e impressão.
Inflação
O relatório do Banco Central
ainda apontou que a inflação em Curitiba e na região
metropolitana foi a menor entre as capitais de todo o País: 3,48%
em 2007. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)
da Grande Curitiba apresentou alta de 0,55% no trimestre encerrado em
novembro. O bom desempenho de Curitiba foi impactado pelo melhor comportamento
dos preços livres. Quanto aos preços administrados, o desempenho
foi semelhante às outras regiões brasileiras.
O boletim do BC ainda mostrou
que o emprego formal cresceu 1,5% no Paraná no trimestre encerrado
em novembro.
|
O ESTADO DO PARANÁ,
29 de janeiro de 2008 | Economia
Organização avalia
que desemprego na AL deve continuar a cair em 2008
Agência Estado
O desemprego na América
Latina e no Caribe caiu pelo quinto ano consecutivo em 2007 e deve
manter essa tendência neste ano, avalia o escritório
regional da Organização Internacional do Trabalho
(OIT), em relatório divulgado nesta segunda-feira (28).
De acordo com o "Panorama Laboral" da OIT, nos três
primeiros trimestres de 2007 o desemprego urbano na região
ficou em 8,5%, inferior aos 9,1% registrados no mesmo período
de 2006. Em 2002, o desemprego ficou em 11,4% nos 15 países
da região pesquisados pela OIT.
Apesar do otimismo, a entidade
admite que a volatilidade da economia e uma eventual recessão
nos Estados Unidos poderão afetar as previsões para o crescimento
econômico da região e, conseqüentemente, do desemprego.
Caso sejam cumpridas as projeções de crescimento da economia
para a região, estimadas em 4,7% neste ano, a taxa de desemprego
urbano ficaria em 7,9%.
A queda do desemprego nos últimos
cinco anos é considerada uma evolução positiva,
de acordo com o diretor da OIT na América Latina e Caribe, Jean
Manitat. "A taxa de desemprego baixou 3 pontos porcentuais em uma
década, e isso permite contar com um piso mais sólido para
enfrentar a pendência da região, que é melhorar também
a qualidade dos empregos", disse ele, em comunicado à imprensa.
Os salários reais registraram
crescimento em 2007 na região, diz o relatório, mas ainda
há a necessidade de políticas e ações concretas
para a melhoria da qualidade do emprego. "O crescimento, embora
seja essencial, ainda é insuficiente", informa o relatório,
que afirma haver um "déficit de trabalho decente" na
região, tendo em vista a persistência do emprego informal,
que atinge 61,5% dos trabalhadores urbanos, taxa 0,8 ponto porcentual
inferior que a de 2005. Outros 39,2% dos trabalhadores da região
não possuem seguro de saúde ou previdência, informa
a OIT.
A OIT aponta também que
a taxa de desocupação das mulheres ainda é 1,6 vez
maior que a dos homens, e que o desemprego entre os jovens é 2,2
vezes maior que a média total e quase o triplo da média
dos adultos. Se retirados os resultados da Argentina, o salário
industrial na região cresceu 2,1%, menos que a produtividade do
setor, que aumentou 2,7%.
Cerca de 10 milhões
de assalariados na América Latina e Caribe, ou 11,3% do total,
tiveram rendimentos inferiores ao salário mínimo. O setor
de serviços continua sendo o principal gerador de empregos,
com 44,1% do total, seguido pelo comércio, com 25 6%.
|
FOLHA DE LONDRINA, 29 de
janeiro de 2008 | Economia
Bradesco destina R$ 5,3 bi para crédito
imobiliário
Montante representa um crescimento de 30%
em relação aos R$ 4,088 bilhões do ano passado
São Paulo - O presidente
do Bradesco, Márcio Cypriano, disse que o banco deve destinar
R$ 5,3 bilhões para a produção de operações
de crédito imobiliário neste ano. O montante representa
um crescimento de 30% em relação aos R$ 4,088 bilhões
do ano passado.
Segundo o executivo, há uma
grande demanda por operações tanto de pessoas físicas
como de construtoras e incorporadoras. A grande procura pelo crédito
fez a instituição ultrapassar a meta de produção
em 2007, que era de R$ 3 bilhões.
Das operações realizadas
pelo banco no quarto trimestre do ano passado, que somaram R$ 1,328 bilhão,
66,9% destinaram-se a empresas e 33,1% a mutuários. Os recursos
liberados no período corresponderam ao financiamento de 9.734
imóveis.
Lucro
O lucro líquido do Bradesco
teve um crescimento de 58,5% em 2007, na comparação com
2006, e ficou em R$ 8,010 bilhões. O lucro líquido do quarto
trimestre do ano passado foi de R$ 2,193 bilhões (crescimento
de 21,2% em relação ao do terceiro trimestre, R$ 1,810
bilhões).
O valor de mercado do banco cresceu
29,1% em relação ao mesmo período do ano anterior,
atingindo R$ 109,463 bilhões em dezembro de 2007.
A carteira de crédito
total (considerando avais, fianças e recebíveis de cartões
de crédito) atingiu R$ 161,407 bilhões, um crescimento
de 38,9% em relação ao ano anterior. As operações
com pessoas físicas totalizaram R$ 59,277 bilhões (crescimento
de 34,2%) enquanto que as operações com pessoas jurídicas
atingiram o montante de R$ 102,130 bilhões (crescimento de 41,7%).
O lucro líquido ajustado
por eventos extraordinários - por exemplo, a venda de participações
na Bovespa e na BM&F, entre outros- foi de R$ 1,854 bilhão
no quarto trimestre de 2007 e de R$ 7,210 bilhões em 2007.
Das Agências
|
Agência Diap, 29 de
janeiro de 2008
REFORMA TRIBUTÁRIA
Proposta para o fim da guerra fiscal
entre os estados deve ser enviada ao Congresso em fevereiro, afirma líder
do Governo
O líder do Governo na
Câmara, deputado Henrique Fontana (PT/RS), afirmou na última
quinta-feira (24), em entrevista coletiva, que a prioridade número
um do governo para 2008 será a reforma tributária, que
deve chegar ao Congresso no final de fevereiro. O principal foco da reforma
deve ser o fim da guerra fiscal entre os estados. Fontana, no entanto,
disse que o governo não prevê redução de impostos.
Henrique Fontana e o ministro
da Secretaria Especial de Relações Institucionais, José Múcio
Monteiro, vão agendar reuniões com parlamentares da base
aliada e com integrantes do Conselho da República para que, nas
duas primeiras semanas de trabalho do Congresso, sejam acertados os detalhes
do projeto que o Executivo enviará sobre o tema. "Precisamos
ser realistas, o primeiro passo é racionalizar os impostos e diminuir
a sonegação, só assim vamos conseguir diminuir a
carga sobre quem paga imposto", disse.
Eleições
2008
Mesmo em um ano eleitoral, Fontana aposta na negociação, inclusive
com a oposição, para aprovar o fim da guerra fiscal. Estados
competem pela instalação de empresas oferecendo descontos do
ICMS, medida que tem sido considerada ilegal porque depende de autorização
do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) - órgão
que reúne os secretários de fazenda de todos os estados.
A proposta
A intenção é unificar a legislação sobre
o ICMS, que passaria a ser cobrado no estado de destino da mercadoria, diretamente
no consumo, o que impediria os descontos.
Fontana disse que o governo quer
reunir estados, prefeituras, empresários e sindicalistas em torno
do projeto. "Não vamos aprovar uma reforma se for um projeto
do governo contra a oposição. É preciso vê-la
como uma reforma de Estado, que interessa aos governadores e inclusive
a um virtual candidato da oposição à Presidência
em 2010", destacou.
Agenda
do Executivo
Além da reforma tributária, outras prioridades do governo no
retorno das atividades no Congresso Nacional, a partir do dia 06 de fevereiro,
serão o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
(CSLL) dos bancos e a regulamentação da nova TV pública.
Ambos são temas de medidas
provisórias editadas no fim do ano e que devem trancar a pauta
no início dos trabalhos legislativos. A MP 413/08 aumenta de 9%
para 15% a alíquota da CSLL, e a MP 398/07 cria a Empresa Brasil
de Comunicação (EBC), à qual está subordinada
a TV Brasil. Fontana disse que espera uma negociação para
que os temas sejam votados rapidamente e abram espaço para a reforma.
Crise
americana
Em relação ao impacto da crise americana na economia brasileira,
Fontana disse que o governo continua trabalhando com uma previsão de
crescimento de 5% neste ano.
De acordo com o deputado, o fortalecimento
do mercado interno brasileiro, a política de queda de juros e
boas reservas internacionais devem proteger o País dos efeitos
nocivos da crise internacional. "Nunca estivemos numa situação
de tanta solidez para enfrentar uma crise, se fosse há seis anos,
os efeitos seriam piores", disse.
Fontana classifica o aumento
do poder aquisitivo dos brasileiros, no entanto, como a principal proteção
contra a crise. "Além disso, o governo deve aprofundar os
investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC) e estimular os investimentos privados que vão garantir esse
crescimento", disse.
Reunião
ministerial
Fontana também comentou a primeira reunião ministerial do governo
neste ano, ocorrida na última quarta-feira no Palácio do Planalto.
Segundo ele, o governo deve elencar prioridades de forma unificada para este
ano, sem que cada ministério foque a Câmara de forma isolada. "Se
cada ministério tiver dois projetos prioritários, por exemplo,
teremos mais de 30, e isso não é realmente escolher prioridades",
disse.
Fontana garantiu que não
faz parte da pauta do governo apresentar um imposto para substituir
a CPMF. Apesar de entender que é preciso aumentar a oferta de
serviços do sistema de saúde, deve ser o Congresso a
apresentar uma alternativa. "É preciso encontrar uma nova
fonte para aumentar os recursos, nós apresentamos uma proposta
e perdemos. O governo não vai propôr um novo aumento de
recursos para a saúde ou recriar a CPMF", disse. (Com Agência
informes)
|
Agência Diap, 29 de
janeiro de 2008
CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS
MTE conclui projeto que trata da
revogação dos artigos da CLT sobre organização
sindical
Grupo de trabalho constituído
pelo Ministério do Trabalho e Emprego conclui estudo dos dispositivos
da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que poderão
ser revogados por meio de projeto de lei ou de medida provisória
O Ministério do Trabalho
e Emprego (MTE) concluiu trabalho com o objetivo de revogar vários
dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)
que versam sobre a organização sindical. O estudo ainda
será examinado pela Casa Civil que vai decidir se o encaminha
para apreciação do Congresso Nacional por meio de medida
provisória ou projeto de lei.
A minuta do estudo tem
dois artigos. O primeiro revoga os seguintes artigos da CLT: 512, 515,
516, 517, 518, 519, 520, 521, 523, 524, 525, 526, 527, 528, 529; 531
e 532; parágrafo 4º do artigo 535; artigos 537, 540, 542,
544, 546 e 547; parágrafo 5º do artigo 549; artigos 551,
553, 554, 555, 556, 557, 558, 559, 560, 565, 566, 574, 575, 576, 577,
594, 606, 607, 618, 920 e 921.
|
Diário Vermelho, 29
de janeiro de 2008
Centrais lançam campanha
pela redução da jornada no dia 11
Em reunião realizada
por representantes das centrais sindicais no dia 28 de janeiro
de 2007, na sede da Força Sindical, ficou definido que no
dia 11 de fevereiro, às 10hs, será lançada
a campanha pela redução da jornada de trabalho na
Praça Ramos, centro da cidade de São Paulo. Na ocasião,
será distribuído um panfleto explicativo sobre a
campanha.
A centrais sindicais estão convocando suas bases para participar do
ato e conclamam as entidades sindicais a se empenhar na coleta de assinaturas
para a campanha que visa a redução da jornada de trabalho por
meio “da aprovação da PEC 393/01 e demais iniciativas,
incluindo metas graduais de redução até atingir 36 horas
semanais, que tramitam no Congresso Nacional”, conforme explica o cabeçalho
do abaixo-assinado.
Para o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB),
Wagner Gomes, essa batalha é justa. “Em primeiro lugar, um menor
número de horas trabalhadas significa melhor distribuição
da riqueza produzida. É a idéia de menos horas de trabalho, mais
gente trabalhando e obtendo renda — melhorando, assim, o acesso ao consumo.
E, em segundo lugar, porque essa é uma forma de não ficarmos
de fora dos benefícios proporcionados pelo crescimento da economia”,
diz ele.
Papel do trabalho na economia
A experiência histórica
indica que o aumento do valor ou a valorização da força
de trabalho decorrente da redução da jornada a médio
prazo é mais do que compensada pelo aumento da produtividade social
do trabalho. “Trabalhando menos, o trabalhador torna-se mais produtivo
e há outras vantagens sociais relevantes, uma vez que diminuem
os problemas de saúde e acidentes do trabalho, além do
tempo livre poder servir para a elevação do nível
de educação e da qualificação profissional”,
explica Wagner Gomes.
O presidente da CTB ressalta
que salta aos olhos a necessidade de mudar o modelo econômico
e a mudança começa pela adoção de uma nova
filosofia em relação à classe trabalhadora, na
qual a valorização do trabalho, e em particular a redução
da jornada de trabalho, devem ser encaradas não como obstáculo
mas como fonte de crescimento econômico e alicerce de um projeto
nacional soberano. “O papel do trabalho na economia brasileira
tem sido desempenhado de modo satisfatório. Temos, portanto,
motivos de sobra para reivindicarmos mais direitos, lutar contra a
precarização do trabalho e exigir a redução
da jornada de trabalho sem a redução dos salários”,
finaliza Wagner Gomes.
De São Paulo,
Osvaldo Bertolino
|
FOLHA DE LONDRINA, 29 de
janeiro de 2008 | Política
Senador defende fim da vaga de suplente
Brasília - O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) defendeu ontem
o fim da vaga de suplente no Senado Federal. Para ele, é necessário
que a Casa aprove uma legislação destinada a obrigar o parlamentar
a cumprir o seu mandato, de acordo com o resultado das urnas. Demóstenes
afirmou que, na maioria das vezes, o eleitorado desconhece o nome do suplente
do senador. Isso, segundo ele, é prejudicial ao Senado e à democracia.
O senador é relator na
CCJ (Comissão de Constituição e Justiça)
de PECs (Propostas de Emenda Constitucional) para alterar as regras envolvendo
os suplentes. Atualmente, dos 81 senadores, 11 são suplentes,
sem contar a vaga deixada por Edison Lobão (PMDB-MA), que assumiu
o Ministério de Minas e Energia. O primeiro suplente dele é o
seu filho, Edison Lobão Filho (DEM-MA), que deverá tomar
posse como senador ainda nesta semana.
Lobão Filho é acusado
de participar de um suposto esquema de sonegação de impostos
no Maranhão. Ele teria transferido ações de uma
distribuidora de bebidas para uma empregada doméstica, que teria
sido usada como laranja para ocultar a participação do
empresário no esquema.
Folhapress
|
Congresso em Foco, 29 de
janeiro de 2008
Ameaçados pela infidelidade
partidária
Veja quais são os políticos
que respondem a processo de cassação por terem trocado
de partido ano passado
Edson Sardinha, Soraia Costa e
Camilla Shinoda
Com exclusividade, o Congresso em Foco publica hoje (28) a relação
dos políticos que respondem a processo de perda de mandato na Justiça
eleitoral por infidelidade partidária em 18 dos 26 estados brasileiros.
Juntos, eles são alvo de 6.747 (78,5%) das 8.595 ações
movidas por partidos políticos e suplentes e, sobretudo, pelo Ministério
Público Eleitoral, com base na decisão do Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) de que o mandato pertence à legenda, e não ao eleito.
A lista reúne nomes de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e deputados
estaduais das seguintes unidades da Federação: Acre, Amazonas,
Amapá, Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso,
Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Rondônia,
Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.
Veja
a relação dos políticos que podem perder o mandato
por infidelidade partidária
De acordo com resolução do TSE, os Tribunais Regionais Eleitorais
(TREs) têm até 60 dias, a contar do recebimento da denúncia,
para julgar esses processos e determinar, se for o caso, a posse imediata dos
suplentes. Até agora, oito vereadores já foram cassados por infidelidade
partidária. A maioria dos estados, contudo, nem sequer começou
a julgar as ações.
Sem lista
Oito estados não forneceram a relação – pedida pela
reportagem ao longo de duas semanas – dos políticos que correm
o risco de perder o mandato por terem trocado de partido depois da data estabelecida
pelo TSE como marco para a fidelidade partidária. São eles: Alagoas,
Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba,
Rio de Janeiro e Sergipe.
Os TREs desses estados atribuíram o atraso na consolidação
dos dados ao recesso forense, que se estendeu em todo o país de 20 de
dezembro a 7 de janeiro. No Ceará, a lista divulgada trazia apenas a
relação dos cargos reivindicados e dos autores dos pedidos. De
acordo com a assessoria do TRE-CE, embora não haja segredo de justiça
nesses casos, os nomes dos políticos cearenses não estão
sendo divulgados para se evitar eventuais “tensões políticas”.
Conforme revelou o Congresso em Foco há uma semana, a grande maioria
dos pedidos de cassação foi feita pelos procuradores regionais
eleitorais contra vereadores. O Distrito Federal, onde não há prefeitos
nem vereadores, é a única unidade da Federação
onde não foi apresentado nenhum pedido de perda de mandato.
Divergências
A falta de uniformização dos TREs na elaboração
da lista dos políticos processados por infidelidade partidária
prejudica uma análise mais aprofundada dos dados. Muitos, por exemplo,
não informam nem a atual legenda nem o partido de origem dos ameaçados
de cassação.
Além disso, os números apontados ao lado da relação
com os nomes nem sempre correspondem aos divulgados pelos TREs e publicados,
anteriormente, por este site. Isso ocorre porque há diferenças
no método de contagem e divulgação nos tibunais eleitorais
de cada estado.
Como alguns políticos são alvo de mais de uma ação,
em alguns estados esses processos aparecem unificados. Em outros, seguem separadamente,
conforme o autor do pedido de perda de mandato. Em consequência, os números
apresentados às vezes correspondem ao de candidatos e/ou partidos requeridos
nas ações e, outras vezes, ao de processos de pedido de perda
de mandato por infidelidade partidária.
Deputados federais
De acordo com o presidente do TSE, Marco Aurélio de Mello, o tribunal
começará a julgar as ações contra 13 deputados
federais (veja
a relação) que tramitam na corte após o Carnaval,
após o recesso dos ministros. “A expectativa é de que o
TSE julgue todos esses casos em dois meses. Do contrário, estaríamos
promovendo o popular ‘faça o que digo, não faça
o que eu faço’”, afirma o ministro.
Até agora, o TSE arquivou uma denúncia: a apresentada pelo DEM
contra o senador Edison Lobão (PMDB-MA), atual ministro de Minas e Energia.
Apesar de admitir que o maranhense deixou a legenda antes de 16 de outubro – data-limite
estabelecida pela Justiça eleitoral para os cargos majoritários –,
o DEM argumentava que o estatuto de criação do partido, assinado
por Lobão, determina a perda de mandato em caso de abandono da sigla.
Os ministros, porém, não aceitaram a alegação e
extinguiram o processo sem sequer analisar o seu mérito.
A decisão do TSE pode alterar a bancada de nove estados: Pernambuco
(3), Bahia (2), Paraíba (2), Amazonas, Espírito Santo, Maranhão,
Mato Grosso do Sul, Sergipe e São Paulo. Entre outras mudanças,
os julgamentos do tribunal podem resultar, por exemplo, na cassação
do deputado Clodovil Hernandes (PR-SP) e no retorno à Câmara do
ex-presidente da Casa Severino Cavalcanti (PP-PE), que renunciou ao mandato
há dois anos, acusado de ter recebido propina.
Cassações
Para preservar o mandato, os políticos processados na Justiça
eleitoral terão de comprovar que deixaram o partido pelo qual se elegeram
por uma justa causa. A resolução baixada pelo TSE admite a mudança
de legenda em apenas quatro circunstâncias: quando há incorporação
ou fusão do partido, nos casos de criação de nova legenda,
mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário
e grave discriminação pessoal.
Até agora, oito vereadores
do Pará perderam o mandato por terem trocado de legenda após
27 de março de 2007 sem justa causa.
São eles: Armênio Wilson Corrêa de Moraes (PMDB) e José Antônio
Coelho da Rocha, o Bispo Rocha, de Belém; Wilson Ferreira da Silva,
de Curionópolis; Márcia Lopes do Nascimento, de Rio Maria; Reinaldo
Lisboa, de Bonito, Joareis Rodrigues Souza, de Vitória do Xingu; Adenor
Ferreira da Silva, de Marapanim, e João Maria Alves da Silva, de Santa
Izabel do Pará.
Nesses casos, os paraenses cassados
ainda podem pedir reconsideração do caso ao próprio
TRE. Foi o que fez, com sucesso, o vereador Lourival Pereira de Oliveira
(PV), do município de Buritis (RO), o primeiro a perder o mandato
por infidelidade partidária no país. Na semana passada,
o TRE-RO voltou atrás em sua decisão, anunciada há um
mês, e determinou a recondução de Lourival ao cargo.
Prazos
Graças à resolução
baixada pelo TSE, os partidos políticos tiveram todo o mês
de novembro para reivindicar o mandato daqueles que trocaram de legenda
entre 27 de março (eleitos para cargos proporcionais) ou 16 de
outubro (eleitos para cargos majoritários) e a data de publicação
da norma, ou seja, 30 de outubro.
A partir de 30 de novembro,
começou a contar o prazo para apresentação dos
pedidos de perda de mandato pelo Ministério Público Eleitoral
e pelos suplentes. O prazo para esses casos também seria de
30 dias. Mas, por causa do recesso forense, os tribunais regionais
eleitorais decidiram autuar todos os pedidos apresentados até o último
dia 7.
|
FOLHA DE LONDRINA, 29 de
janeiro de 2008 | Política
MP pede afastamento de dez deputados indiciados pela PF
Maceió - O Ministério Público de Alagoas ingressou ontem
com uma ação na Justiça Estadual pedindo o afastamento
dos deputados da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa, acusados de
corrupção e formação de quadrilha. A mesa é composta
por cinco deputados que foram indiciados pela Polícia Federal durante
a Operação Taturana, cujo inquérito, sob a presidência
do delegado Janderlyer Gomes, ainda está em andamento. Os parlamentares
são acusados de envolvimento no desvio de R$ 200 milhões da AL.
O MP entrou com uma ação
cautelar preparatória de ação civil de responsabilidade
por atos de improbidade administrativa contra os deputados Antônio
Albuquerque (DEM), presidente da Assembléia e apontado como o
líder do grupo; Cícero Amélio (PMN), Manoel Gomes
de Barros Filho (PMN), o ''Nelito'', filho do ex-governador Manoel Gomes
de Barrros; Edval Gaia Filho (PSDB); Maurício Tavares (PTB); Dudu
Albuquerque (PSB); Antônio Hollanda Júnior (PTdoB) - cujo
mandato foi cassado recentemente pelo TRE de Alagoas por compra de votos
-; Isnaldo Bulhões Júnior (PMN), filho do presidente do
Tribunal de Contas; Cícero Ferro (PMN), acusado de ter pago R$
20 mil para matar o vereador Fernando Aldo, em outubro do ano passado,
no município de Mata Grande, sertão de Alagoas; e Arthur
Lira (PMN). Eles negam participação no golpe.
Ricardo Rodrigues
Agência Estado
|
Agência Brasil, 29 de janeiro de 2008
OIT faz projeções
econômicas opostas para Brasil e México
Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Os países
que respondem pelas duas maiores economias da América
Latina - juntos representam 60% do Produto Interno Bruto (PIB)
da região - vivem momentos distintos. Enquanto o Brasil
segue em ritmo de aceleração, no México
o ritmo é de redução do crescimento. O contraste
foi um dos aspectos destacados no relatório Panorama Laboral
da América Latina e do Caribe, divulgado hoje (28) pela
Organização Internacional do Trabalho (OIT) em
Lima, no Peru.
Enquanto o Brasil alcançou crescimento de 5,3% no PIB em 2007, o México,
em desaceleração, registrou expansão em torno de 3%. A
situação mexicana se explica, segundo a OIT, pelo menor aumento
da demanda por produtos previstos para os Estados Unidos e pela redução
do fluxo de remessas. Já a projeção brasileira é resultado
do crescimento conjugado de produção e demanda.
“O crescimento anual da produção no primeiro e segundo semestre
de 2007 seria maior que o de iguais períodos de 2006, em especial pelo
importante dinamismo da indústria, impulsionada pela demanda doméstica
e pelos investimentos, além do que também aumentaram o setor de
serviços e o agropecuário”, diz o relatório em relação
ao Brasil.
A OIT lembra que nos países do Cone Sul as exportações
e a maior demanda interna fizeram elevar as taxas de ocupação
no mercado de trabalho. O desemprego caiu de 2006 para 2007 no Brasil (10%
para 9,3%), na Argentina (10,3% para 8,5%) e no Uruguai (11,6% para 9,6%).
A organização ressalta ainda que há condições
da taxa de desemprego seguir em redução no Brasil, desde que
a indústria e a demanda interna sejam sustentadas pelos “efeitos
de um amplo programa de investimento em infra-estrutura”.
|
Agência Câmara,
29 de janeiro de 2008
Projeto cria cursos obrigatórios
para políticos eleitos
Gilberto Nascimento
A Câmara analisa a proposta de instituir a obrigatoriedade de realização
de cursos ministrados pelos tribunais eleitorais para os candidatos eleitos.
A medida está prevista no Projeto de Lei 2031/07, de autoria do deputado Índio
da Costa (DEM-RJ).
De acordo com o projeto, os candidatos
eleitos para os diversos cargos dos poderes Executivo e Legislativo,
em todos os entes federativos, deverão freqüentar cursos
de Administração Pública, Direito Constitucional
básico e noções de Direito e de regimento interno,
quando houver. O conteúdo e a duração dos cursos
serão definidos pelos tribunais eleitorais.
O autor da proposta afirma que
o detentor de mandato eletivo, um agente político por excelência,
chega invariavelmente aos cargos executivos e às casas legislativas
sem conhecimentos técnicos mínimos em áreas vitais
para o desempenho das atividades parlamentares ou executivas.
Consultorias
" O fato é que a atividade política é muito absorvente
e faz com que os detentores de mandato eletivo fiquem muitas vezes desorientados
na hora de mostrar a que vieram", argumenta. Ele destaca ainda que "o
Congresso Nacional conta com as competentes Consultorias Legislativas, estrutura
inexistente, entretanto, na maioria das assembléias legislativas e câmaras
municipais". Por outro lado, o parlamentar ressalta que "no Executivo,
governadores e prefeitos criam uma dependência excessiva das assessorias".
Tramitação
O projeto será analisado
pelas comissões de Trabalho, de Administração e
Serviço Público; e de Constituição e Justiça
e de Cidadania, em caráter conclusivo.
|
Agência Câmara,
29 de janeiro de 2008
Projeto repõe perdas de contas
não-optantes do FGTS
Laycer Tomaz
A Câmara analisa o Projeto de
Lei 2010/07, que concede atualização monetária às
contas não-optantes do FGTS (individualizadas em nome do trabalhador,
mas vinculadas ao empregador), relativa às perdas provocadas
pelos planos Verão e Collor I, nos períodos de 1º de
dezembro de 1988 a 28 de fevereiro de 1989 e em abril de 1990.
A proposta, apresentada pelo
deputado Germano Bonow (DEM-RS), altera a Lei 10.555/02, que autorizou
créditos especiais para o pagamento das perdas causadas no FGTS
pelos dois planos. O texto, segundo o autor, preenche lacuna da Lei Complementar
110/01, que estabeleceu como seria feita a atualização
dos saldos e não incluiu as contas não-optantes.
A opção por alterar
a lei ordinária, e não a complementar, permitirá que
a atualização seja feita com recursos do próprio
FGTS, sem a criação de mais um tributo para financiar a
nova despesa.
Provisão
Germano Bonow lembra que as contas não-optantes foram criadas com o
mesmo objetivo das contas de trabalhadores sujeitos ao FGTS, ou seja, o de
garantir um fundo de provisão para a cobertura de indenização
em caso de dispensa sem justa causa. As empresas que constituíram esse
fundo de indenização, que é a conta de "não-optantes",
não foram contempladas, no entanto, com os créditos complementares
de que trata a Lei Complementar 110/01, segundo o parlamentar.
Pelo projeto, a adesão
dos empregadores, no caso das contas não-optantes, será realizada
no ato do crédito dos valores na conta vinculada, dispensada a
comprovação das condições de saque. O prazo
para a adesão será de dois anos, contados da publicação
da lei, após o qual o crédito será revertido ao
FGTS. A movimentação da conta vinculada observará as
condições previstas na Lei 8.036/90, que estabelece os
casos de saque.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será examinado
pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania. A proposta é a reapresentação
do PL 4213/04, de autoria do então deputado Augusto Nardes, arquivado
no fim da legislatura passada.
|
Agência Câmara,
29 de janeiro de 2008
Proposta libera uso do FGTS a aprovados
em concurso
J. Batista
A Câmara analisa o Projeto de Lei 2004/07, do deputado Luiz Carlos Hauly
(PSDB-PR), que permite a movimentação de conta vinculada ao Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pelos aprovados em concurso público
que tomarem posse e já estiverem em exercício.
A proposta altera a Lei 8036/90,
que estipula os casos em que a conta vinculada do trabalhador no FGTS
poderá ser movimentada, como a demissão sem justa causa,
extinção da empresa com rescisão de contrato, saldo
transferido aos dependentes do trabalhador falecido; pagamento de prestações
para habitação, entre outros.
Atualmente quem tem direito ao
FGTS são os trabalhadores regidos pela Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT), os trabalhadores rurais, os temporários,
os avulsos, os safristas e os atletas profissionais.
O deputado lembra que atualmente
não há regra específica para a liberação
do FGTS aos aprovados em concurso e que os recursos facilitariam a adaptação
do trabalhador a sua nova realidade. "Muitos deles necessitam mudar
de cidade para assumir o cargo público. Os recursos depositados
em sua conta poderiam ser sacados para permitir o início da nova
vida profissional", argumenta.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo nas comissões de Trabalho,
de Administração e Serviço Público; Finanças
e Tributação; e de Constituição e Justiça
e de Cidadania.
|
Agência
Câmara, 29 de janeiro de 2008
Câmara avalia projeto que consolida
legislação trabalhista
Gilberto Nascimento
A Câmara analisa o Projeto de Lei 1987/07, do deputado Cândido Vaccarezza
(PT-SP), que reúne em um texto o teor de toda a legislação
trabalhista. Ao todo, foram reunidas 206 leis referentes à Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT), sendo que a proposta revoga 195 dessas leis. As outras
11 não foram integralmente revogadas porque tratam de temas que extrapolam
o direito material, foco do projeto.
Por ser um exercício de integração
de normas, o projeto de Vaccarezza não altera o mérito
da legislação e consiste em evitar textos contraditórios,
eliminar conceitos ultrapassados, revisar e organizar as normas existentes
sobre um mesmo assunto e condensá-las em um texto.
Vaccarezza já havia apresentado o Projeto
de Lei 1775/07, que trata do mesmo assunto. Posteriormente, no entanto,
percebeu-se que alguns artigos da CLT haviam ficado de fora, o que
forçou a apresentação de um novo texto completo.
"Originalmente com 922 artigos, a CLT
sofreu diversas alterações, reflexo de mudanças
políticas e econômicas", lembra o deputado. "Desde
sua criação, a CLT recebeu mais de 200 alterações,
mais de 20% de seus dispositivos foram alterados e atravessou quatro
Constituições [1937, 1946, 1967 e 1988]", acrescentou,
para demonstrar a necessidade da atualização formal.
Vaccarezza destaca ainda que "leis extravagantes
também foram expedidas para regulamentar as novas relações
de trabalho que surgiram, mas a CLT continua a ser o principal documento
regulatório e de proteção das relações
individuais e coletivas de trabalho".
Grupo de trabalho
O trabalho técnico de unificação da legislação
foi realizado pelo Grupo de Trabalho para Consolidação da Legislação
Brasileira, que é coordenado por Vaccarezza e propõe reunir as
cerca de 177 mil normas em vigor atualmente no Brasil em 20 códigos. "O
trabalho de consolidação é absolutamente necessário
porque muitas dessas leis são obsoletas e outras são colidentes",
afirma Vaccarezza. "Nenhum advogado, cidadão ou ministro do Supremo
sabe o que está em vigor, e essa situação atrapalha a
segurança jurídica e torna os processos mais morosos."
Tramitação
Por ser um projeto que consolida a legislação existente, sua
tramitação é diferenciada. O texto deverá ser publicado
no Diário da Câmara dos Deputados e no Diário Oficial e,
depois da publicação, poderá receber sugestões
da sociedade durante 30 dias.
Depois desse período, será enviado
ao Grupo para Consolidação da Legislação
Brasileira. O grupo apresentará parecer à Comissão
de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ),
que também se pronunciará sobre o assunto. Ambos os
pareceres (do grupo e da CCJ) serão votados em plenário
posteriormente.
|
CONSULTOR JURÍDICO,
29 de janeiro de 2008
Custas judiciais
Depósito recursal pode ser feito
em qualquer banco
O depósito recursal na Justiça do Trabalho pode ser feito em
qualquer banco. O entendimento é da 5ª Turma do Tribunal Superior
do Trabalho. A Turma acolheu o recurso da Amcor Pet Packaging do Brasil, em
processo movido por um de seus empregados.
A Amcor recorreu ao TST contra
a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região
(MG), que julgou seu recurso deserto (não pagamento do depósito
recursal), com o argumento de que as custas do processo foram recolhidas
em instituição bancária não autorizada. Para
o TRT, apenas a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil estão
autorizados a recolher as custas processuais.
No TST, a empresa sustentou que
o depósito recursal pode ser feito em qualquer instituição
financeira. O relator do recurso, ministro Emmanoel Pereira, acolheu
o argumento. Segundo ele, o artigo 789 da CLT não exige que as
custas sejam recolhidas exclusivamente na CEF ou no Banco do Brasil e,
além disso, o TST já firmou jurisprudência nesse
sentido.
O ministro informou, ainda, que
a utilização da Lei 9.289/96, que dispõe sobre as
custas devidas à União, na Justiça Federal, constitui
má-aplicação se utilizada na Justiça do Trabalho.
Motivo: é de aplicação exclusiva na Justiça
Federal Comum. A conclusão do ministro Emmanoel Pereira foi a
de que o entendimento de segunda instância ofendeu os princípios
constitucionais do contraditório e da ampla defesa.
A decisão da 5ª Turma
foi unânime. O processo será devolvido para o TRT, que terá de
julgar o Recurso Ordinário da empresa.
RR-314-2007-073-03-00.0
|
CONSULTOR JURÍDICO,
29 de janeiro de 2008
Ajuste de conta
Sindicato é proibido de cobrar
quem não é filiado
O Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação
do Estado do Piauí está proibido de cobrar a contribuição
confederativa mensal dos trabalhadores que não são filiados à entidade.
A proibição, concedida liminarmente pela Justiça do Trabalho
a pedido do Ministério Público do Trabalho, estava prevista em
acordo coletivo.
A medida beneficia centenas de
trabalhadores que não são sindicalizados e estavam obrigados
a descontar 1% do salário em favor da entidade, mesmo sem tamanha
obrigação. A decisão também atinge o Sindicato
das Empresas de Conservação e Asseio do Piauí. Caso
as duas entidades não cumpram a determinação judicial,
terão de pagar multa no valor de R$ 10 mil, reversíveis
para o Fundo de Amparo ao Trabalhador.
De acordo com procurador do Trabalho,
José Heraldo de Sousa, autor da Ação Civil Pública,
os sindicatos se recusaram a firmar Termo de Ajuste de Conduta para eliminar
a cláusula do desconto compulsório da contribuição
por trabalhadores que não são sindicalizados.
A decisão da Justiça
do Trabalho do Piauí teve como base o entendimento firmado pelo
Supremo Tribunal Federal, segundo o qual só pagam contribuição
trabalhadores sindicalizados.

|