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FOLHA DE SÃO PAULO,
01 de janeiro de 2008 | Brasil
TSE tem até 5 de março
para definir nº de prefeitos e vereadores que serão escolhidos
em outubro
da Folha Online
Os eleitores brasileiros votam
no dia 5 de outubro no primeiro turno das eleições municipais
de 2008. Nesta fase, serão escolhidos prefeitos para cerca de
5.560 municípios, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Os eleitores também devem escolher cerca de 52 mil vereadores
--em 2004, foram eleitos 51.802.
Pela lei eleitoral, será escolhido
prefeito o candidato que conseguir a maioria dos votos --sem contar os
brancos e nulos. Essa é a mesma regra de escolha do presidente
da República, governadores e senadores.
O TSE calcula que 5.490 municípios
já conhecerão o nome de seus novos prefeitos no primeiro
turno das eleições. Nas cidades com mais de 200 mil eleitores,
o novo prefeito pode ser escolhido somente no segundo turno --marcado
para 26 de outubro. A lei prevê a realização de segundo
turno se nenhum candidato das cidades com mais de 200 mil eleitores conseguir
a maioria absoluta dos votos no primeiro turno.
Pelos cálculos do TSE,
há 76 municípios brasileiros com mais de 200 mil eleitores.
Esse número, entretanto, pode ser modificado, já que cadastro
eleitoral será fechado em maio.
Em 2008 só não
haverá eleição no Distrito Federal, que não
possui prefeitura nem Câmara Municipal.
Vereadores
O TSE tem até 5 de março
para aprovar resolução com o número total de prefeitos
e vereadores que serão eleitos no dia 5 de outubro.
Em agosto de 2005, o STF (Supremo
Tribunal Federal) julgou improcedentes as Adins (Ações
Diretas de Inconstitucionalidade) do PP e PDT que questionavam os critérios
estabelecidos pela resolução 21.702/04 do TSE para fixação
do número de vereadores nos municípios brasileiros.
Pela resolução,
municípios com menos de 1 milhão de habitantes têm
de seguir cota mínima de nove e a máxima de 21 vereadores.
As cidades com mais de 1 milhão e menos de 5 milhões de
habitantes podem eleger entre 33 e 41 vereadores. Nas cidades com de
5 milhões e 6.547.611 habitantes, podem ser escolhidos entre 42
e 54 vereadores. Os municípios com mais de 6.547.611 habitantes
podem eleger 55 vereadores.
Para a escolha dos vereadores é utilizada
a eleição proporcional. Ou seja, o eleito não é,
necessariamente, quem conseguir mais votos. Os partidos elegem a quantidade
de candidatos que o quociente partidário indicar, independentemente
da votação do candidato.
Apesar da limitação,
tramita no Congresso uma PEC (proposta de emenda constitucional) que
aumenta de 51.875 para 59.514 o número de vereadores no país.
A proposta cria 7.639 novas vagas de vereadores dos 5.562 municípios
do Brasil.
Quociente
Para se chegar ao quociente eleitoral
se divide o número de votos válidos do pleito proporcional
pelo número de cadeiras a preencher. Depois, dividem-se os votos
válidos dado a determinado partido ou coligação
pelo quociente eleitoral. O resultado é a quantidade de cadeiras
que o partido terá direito.
Quanto mais votos a legenda
ou coligação conseguir, maior será o número
de cargos destinados a ela. Quem não atinge o quociente eleitoral
não tem direito a nenhuma cadeira.
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DIAP, 01 de fevereiro de
2008
REFORMA SINDICAL
Centrais sindicais não aceitam
propostas do Governo
As centrais sindicais reuniram-se
com o secretário de Relações do Trabalho,
Luiz Antônio Medeiros, para tratar das medidas que o governo
pretende implementar no que diz respeito à sustentação
financeira das entidades sindicais e à organização
sindical. Segundo o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras
do Brasil (CTB), Wagner Gomes, a reunião foi importante
porque as centrais, de forma unitária, repeliram a proposta
de substituir a contribuição sindical pela contribuição
negocial.
“As centrais deixaram claro
que não aceitam qualquer mudança que coloque em risco a
sustentação financeira do movimento sindical”, diz
ele. “Somos contra a contribuição negocial em substituição à contribuição
sindical porque, mesmo ela sendo aprovada em assembléia, pode
ser impedida pelas empresas. Será uma forma de o patronato pôr
a faca no pescoço do movimento sindical”, diz ele.
Outra hipótese levantada
por Wagner Gomes é a de a assembléia não aprovar
a contribuição negocial. “Neste caso, como fica essa
contribuição?”, indaga. O presidente da CTB diz que
os sindicatos não podem abrir mão da arrecadação
caso não haja acordo em assembléia. “Os sindicatos
mais fracos, por exemplo, serão levados a fazer acordos desvantajosos
para ter a garantia da contribuição negocial”, afirma.
Sobre as mudanças
na CLT, Wagner Gomes diz que as centrais também foram unânimes: “Dissemos
que não aceitamos as mudanças propostas porque elas mexem
na estrutura sindical, um assunto que precisa de um debate profundo”.
(Fonte: CTB)
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DIAP, 01 de fevereiro de
2008
RESUMO DA SEMANA
Centrais cobram do Governo acordos
firmados na 4ª Marcha da Classe Trabalhadora
Nesta semana que antecede o feriado de Carnaval e também o retorno das
atividades do Congresso, alguns fatos chamaram a atenção e prometem
desdobramentos no início do ano político. O primeiro deles foi
a reunião das centrais sindicais com o Governo para cobrar os acordos
firmados na 4ª Marcha da Classe Trabalhadora.
O segundo fato foi o anúncio, pelo líder do Governo no Senado,
Romero Jucá (PMDB/RR), que o Planalto enviará a proposta de reforma
tributária em fevereiro. Outro fato relevante foi a notícia de
que o Copom poderá aumentar a taxa de juros para conter uma possível
escalada inflacionária. Merece destaque ainda o esboço do projeto,
que a assessoria do DIAP teve acesso, que criará a contribuição
negocial e o Conselho Nacional de Relações de Trabalho.
Centrais sindicais
Na última quarta-feira (30), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência
da República, Luiz Dulci, se reuniu com os representantes das centrais
sindicais, que cobraram do Governo os compromissos firmados quando da realização
da 4º Marcha da Classe Trabalhadora, realizada em 5 de dezembro passado,
em Brasília.
Na reunião ficou acertado que o Governo vai encaminhar para exame do
Congresso Nacional projetos que regulamentam as convenções da
OIT 158, que trata da demissão imotivada; 151, que trata da negociação
coletiva dos servidores públicos; e, ainda, será constituído
um grupo de trabalho para debater a participação de um representante
dos trabalhadores nos conselhos de administração das empresas
estatais federais. Leia
mais
Reforma
tributária
O líder do Governo no Senado, Romero Jucá (PMDB/RR), afirmou
nesta quinta-feira (31) que o Executivo apresentará sua proposta de
reforma tributária até o final de fevereiro. E que a recriação
da Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira (CPMF), extinta no final do ano passado, não fará parte
do texto.
Jucá observou, no entanto,
que "nada impede que surjam debates [no Congresso Nacional] sobre
mudanças tributárias que envolvam opções
como a CPMF". Leia
mais
Juros
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central
está pronto para agir caso a trajetória da inflação
ameace o descumprimento da meta, apontou a ata da última reunião
nesta quinta-feira (31), deixando a porta aberta para que o juro básico
brasileiro possa ser elevado pela primeira vez em mais de dois anos e meio.
Segundo o documento, a prudência passa a ter "papel ainda mais importante" neste
momento.
Em sua última reunião,
o Copom manteve os juros em 11,25% ao ano, como já havia feito
nas duas reuniões anteriores. O próximo encontro do comitê ocorrerá nos
dias 4 e 5 de março. Leia
mais
Contribuição
negocial
O DIAP teve acesso e divulgou as linhas gerais do projeto de lei do Governo
cujo objetivo é instituir a contribuição negocial em substituição
da sindical. Para finalizar o projeto, o Governo aguarda a apresentação
de proposta por parte dos trabalhadores, representados pelas centrais sindicais;
dos patrões, representados pelas confederações patronais;
e pelos trabalhadores autônomos e profissionais, representados pela CNPL.
O projeto também
cria o Conselho Nacional de Relações de Trabalho, cujo
papel é promover o entendimento entre trabalhadores, Governo
e patrões, no que diz respeito aos temas relativos ao mundo
do trabalho e à organização sindical. Outra atribuição
do Conselho é promover a democratização das relações
de trabalho, o tripartismo, a justiça social no âmbito
das leis trabalhistas e das garantias sindicais. A terceira atribuição
visa fomentar a negociação coletiva e o diálogo
social. Leia
mais
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FOLHA
DE SÃO PAULO, 01 de janeiro de 2008 | Dinheiro
Economia dos EUA fecha 17 mil postos de
trabalho em janeiro
da Folha Online
O mercado de trabalho dos Estados
Unidos perdeu 17 mil vagas em janeiro, registrando a primeira queda
desde agosto de 2003, quando houve o fechamento de 42 mil vagas, segundo
dados divulgados pelo Departamento do Trabalho divulgados nesta sexta-feira.
A taxa de desemprego, no entanto,
registrou um ligeiro recuo no mês passado, para 4,9%, contra
5% registrados em dezembro.
O dado frustrou as expectativas
dos analistas, que projetavam crescimento de 75 mil vagas no mês
passado. A consultoria americana ADP Employer Services divulgou nesta
semana uma pesquisa em que mostra uma previsão de criação
de 130 mil empregos neste mês.
Os fechamentos de vagas atingiram
diversos setores em janeiro --como manufaturas, empresas de construção
(em particular as ligadas ao setor imobiliário). No setor público
também houve fechamento de vagas. Os cortes ofuscaram os ligeiros
avanços nas contratações nos setores de educação,
saúde e varejo entre outros.
O departamento informou também
que o dado de dezembro foi revisto para cima e passou a mostrar a criação
de 82 mil postos de trabalho --a estimativa inicial mostrava a criação
de apenas 18 mil empregos. O número de novembro, por sua vez,
foi revisto para baixo, ficando em 60 mil novas vagas.
No ano passado, o departamento
informou em agosto que a economia americana havia eliminado 4.000 postos
de trabalho, mas o dado foi revisto e passou a mostrar a criação
de 89 mil empregos.
Em 2007, a média de
criação de empregos por mês nos EUA foi de 95 mil
empregos. O setor de construção fechou 27 mil vagas no
mês passado; o setor manufatureiro teve perda de 28 mil postos
de trabalho.
No setor de serviços,
as empresas de saúde contrataram mais 27 mil pessoas; no setor
de alimentação também houve novas contratações,
com a abertura de 16 mil vagas entre novembro e janeiro, segundo o
departamento. As contratações nas empresas de serviços
técnicos e profissionais mantiveram-se praticamente estáveis,
após a criação de 49 mil vagas em dezembro.
O setor financeiro teve um
saldo de 1.00 empregos criados, com a eliminação de 4.000
vagas no setor bancário, mas a abertura de 5.000 vagas em outras áreas
--como corretoras e empresas de investimentos em commodities.
No comércio, tanto o
setor varejista como o atacadista mantiveram-se basicamente estáveis
em termos de novas contratações.
O salário médio
por hora dos trabalhadores nos setores de produção e
fora de cargos de supervisão no setor privado teve ligeiro ganho
de 0,2% no mês passado, chegando a US$ 17,75. Já o salário
semanal médio caiu 0,1%, para US$ 598,18.
Recessão
Os dados de hoje devem alimentar
os temores entre economistas e investidores de uma recessão
nos EUA. O desempenho fraco do mercado de trabalho chega dois dias
depois de o Departamento do Comércio ter anunciado que a economia
americana cresceu apenas 0,6% no quarto trimestre de 2007, contra uma
expectativa de expansão de 1,2%.
O Federal Reserve (Fed, o BC
americano), no mesmo dia do anúncio da estimativa do PIB (Produto
Interno Bruto), reduziu sua taxa de juros para 3% ao ano (corte de
0,50 ponto percentual), pouco mais de uma semana depois de ter efetuado
um corte de 0,75 ponto percentual.
Na nota divulgada após
a decisão, o Fed diz que vê "algum enfraquecimento" no
mercado de trabalho e destaca a turbulência nos mercados financeiros,
causada pela crise no setor imobiliário residencial.
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FOLHA DE LONDRINA, 01 de
fevereiro de 2008 | Mundo
Ricos chancelam falsa democracia, diz
ONG
São Paulo- Os governos dos Estados Unidos e da União Européia
apóiam regimes autocratas em nome da guerra contra o terror e de vantagens
energéticas, afirma o relatório da ONG Human Rights Watch (HRW)
de 2008 divulgado ontem. De acordo com o informe, a ''resposta internacional
dada a violações dos direitos humanos é fraca'', enquanto
um falso selo democrático é distribuído para legitimar
regimes aliados.
''Desde o 11 de Setembro, o terrorismo
e o contraterrorismo assumiram papel tão importante na política
externa americana que o governo parou de observar a questão dos
direitos humanos. No máximo, olham para o que ocorre no dia das
eleições. Mas essa não é nossa maior preocupação,
e sim se há ambiente democrático e liberdade de oposição
antes do voto'', disse Iain Levine, diretor de programas da HRW e um
dos responsáveis pelo relatório.
Segundo a ONG, um dos maiores
beneficiados por essa política é o Paquistão, grande
aliado dos EUA na luta contra o terrorismo e cujo ditador, Pervez Musharraf,
subiu ao poder em um golpe em 1999. ''A justificativa (da luta contra
o terror) é completamente falsa, usada para alcançar um
controle sobre o Estado. O Paquistão terá eleições
no dia 18 de fevereiro e todo mundo vai dizer: ''Vejam, eles fizeram
uma votação'. Mas não é possível falar
em democracia se antes das eleições não há ambiente
de liberdade de expressão'', afirma Levine.
O relatório também
acusa os EUA de praticarem, eles próprios, diversas violações.
''Nos últimos sete anos temos criticado muito o atual governo
sobre sua política em relação a suspeitos de terrorismo,
prisioneiros desaparecidos, prisões secretas e outros'', diz ele.
O porta-voz do Departamento de
Estado dos EUA, Sean McCormack, negou as acusações dizendo
que ''a promoção da democracia e dos direitos humanos estão
no centro da política externa'' americana.
Folhapress
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DIAP, 01 de fevereiro de
2008
SISTEMA FINANCEIRO
Bradesco lucra R$ 8 bilhões
mas nega auxílio-educação para funcionários
O Bradesco divulgou na última
segunda-feira (28), o lucro líquido de R$ 8,010 bilhões,
o maior da história do sistema financeiro no País. Apesar
de toda essa fortuna, o maior banco privado do Brasil não apresentou
qualquer proposta de auxílio-educação para os funcionários,
denuncia o Sindicato dos Bancários do Rio de janeiro.
O Bradesco continua a ser o único
dos oito maiores bancos do país a não oferecer bolsas de
estudo para os bancários. Em 2007, os bancários conquistaram
bolsas de estudo no Itaú, Santander e no Unibanco. O benefício
já havia sido conquistado pelos trabalhadores no ABN, HSBC, Safra,
Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Apenas o Bradesco não
atendeu as reivindicações dos seus funcionários
para fornecimento de auxílio para educação.
O lucro líquido
registrado pelo Bradesco supera os R$ 6,313 bilhões alcançados
em 2006 pelo Banco do Brasil. O resultado do Bradesco representa um
crescimento de 58,5% em relação ao ano passado (R$ 5,054).
(Fonte: Bancários do Rio)
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O ESTADO DO PARANÁ,
01 de fevereiro de 2008 | Nacional
Vereador quer mudar data do carnaval
de São Paulo
Agência Estado [01/02/2008]
O vereador Antonio Goulart (PMDB-SP)
protocolou na última quinta-feira (31) o Projeto de Lei 028/08,
que pretende alterar a data de apresentação do desfile
oficial das escolas de samba para o fim de fevereiro ou início
de março. Com isso, seria criada uma data fixa.
Segundo o vereador, a idéia é "movimentar
de forma mais efetiva, em primeiro lugar, o turismo da capital". "É preciso
observar também que, quando o carnaval coincide com o início
do mês de fevereiro, por conta da proximidade de outras festas
de fim de ano, o próprio poderio econômico das pessoas não
consegue ter fôlego para poder aproveitar a grande folia",
afirmou.
A criação
de um calendário fixo para os dias de carnaval já vem
sendo debatida por entidades como a Associação Brasileira
de Hotéis e pela Liga Independente das Escolas de Samba de São
Paulo.
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CONSULTOR JURÍDICO,
01 de fevereiro de 2008
Nova organização
Sindicato pode ser criado com empresas
ligadas a outro
Sindicato patronal pode ser criado com empresas que já participem de
outro sindicato. O entendimento é da 1ª Turma do Tribunal Superior
do Trabalho e foi firmando em uma ação movida pelo Sindicato
das Indústrias de Alimentos de Brasília (Siab). O Tribunal Regional
do Trabalho da 10ª Região (DF) já havia atribuído
legitimidade à nova organização sindical, o Sindicato
das Indústrias de Panificação, Confeitaria, Massas e Biscoitos
do Distrito Federal (Simpac), que se desmembrou do Siab. A 1ª Turma manteve
o entendimento.
Quando o Simpac entrou com pedido
de registro no Ministério do Trabalho, o Siab perdeu o prazo para
impugnar o registro do novo sindicato e a Administração
Pública decidiu pela manutenção da concessão
do registro sindical. Por isso, em janeiro de 2005, o Siab ajuizou ação
para cancelar, em juízo, o registro do Simpac. A 4ª Vara
do Trabalho de Brasília julgou improcedente o pedido por não
reconhecer nenhuma irregularidade na formação do novo sindicato.
No recurso ao Tribunal Regional
do Trabalho, o Siab alegou vício na constituição
do Simpac, porque não teria sido convocada assembléia pelo
sindicato mais antigo para votar o desmembramento. Afirmou, ainda, que
o novo sindicato não tinha condições de se organizar
conforme o artigo 571 da CLT. De acordo com a regra, “qualquer
das atividades ou profissões concentradas na forma do parágrafo único
do artigo anterior poderá dissociar-se do Sindicato principal,
formando um Sindicato especifico, desde que o novo Sindicato, a juízo
da Comissão do Enquadramento Sindical, ofereça possibilidade
de vida associativa regular e de ação sindical eficiente”.
O TRT-DF considerou formalmente
correta a criação da nova associação. A decisão
foi mantida no TST. O relator do recurso, ministro Luiz Philippe Vieira
de Mello Filho, esclareceu que o TRT conferiu legitimidade ao novo sindicato,
fruto do desmembramento de outro, invocando a existência do registro
perante o Ministério do Trabalho, na forma da Súmula 667
do Supremo Tribunal Federal e do inciso I do artigo 8°ºda Constituição
Federal.
Para a 1ª Turma, não
há ofensa na decisão do TRT aos artigos 5º, XXXV,
e 8º, I, da Constituição Federal e 571 da CLT, como
alegava o sindicato mais antigo. O relator ressaltou, ainda, que a Orientação
Jurisprudencial 15 da Seção de Dissídios Coletivos é no
mesmo sentido do entendimento da segunda instância.
RR-137/2005-004-10-00.0
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
01 de janeiro de 2008
Empresário de Alagoas é denunciado
por crime contra previdência
O MPF (Ministério Público Federal em Alagoas) ofereceu denúncia
contra um empresário acusado por crime de apropriação
indébita previdenciária. Como responsável pela Meta Empreendimentos
Imobiliários, Moacyr João Beltrão Brêda foi denunciado à Justiça
Federal por ter efetuado descontos referentes à contribuição
previdenciária dos empregados e não repassar os valores ao INSS
(Instituto Nacional do Seguro Social) . O crime está previsto no artigo
168-A do Código Penal.
De acordo com informações
da Procuradoria da República em Alagoas, o empresário também
foi denunciado por crime de sonegação previdenciária
previsto no artigo 337-A do Código Penal, por ter suprimido e
reduzido a contribuição social previdenciária, através
da inserção de elementos inexatos e omissão de informações
que deveriam constar nos livros contábeis da empresa.
Segundo consta na representação
fiscal para fins penais apresentada pela auditoria do INSS em Alagoas,
o contribuinte omitiu em folhas de pagamento e guias de recolhimento
do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e informações
a Previdência Social, nome de segurados e seus dados pessoais,
a remuneração, a vigência do contrato de trabalho
e da prestação de serviços, o que resulta na sonegação
da contribuição. Os crimes teriam ocorrido no período
de janeiro de 1999 a outubro de 2003.
Os débitos apurados foram
parcelados em 30 de janeiro de 2006, ficando suspensa a pretensão
punitiva do Estado enquanto a dívida estivesse sendo quitada conforme
o acordo firmado. Entretanto, conforme o ofício encaminhado pela
Receita Federal em novembro do ano passado, a empresa está inadimplente
desde dezembro de 2006.
“O fato possibilita o oferecimento
da denúncia, uma vez que o parcelamento do débito fiscal
não extingue a punibilidade do agente, apenas suspende a pretensão
punitiva estatal, podendo o Ministério Público propor a
ação penal, desde que seja comprovado o inadimplemento”,
observa a denúncia.
Última Instância
não conseguiu contato com a Meta Empreendimentos Imobiliários
até o momento.
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Notícias do Tribunal Superior do Trabalho
01/02/2008
TST suspende as intimações
da União
O presidente do Tribunal Superior
do Trabalho, ministro Rider Nogueira de Brito, suspendeu citações,
intimações e contagem de prazo para a União, órgãos
ou entidades públicas representados pelos advogados da União,
procuradores da Fazenda Nacional e procuradores federais. A medida
atinge, inclusive, a publicação de pautas e despachos
de processos em tramitação no TST.
A suspensão foi solicitada
pelo procurador-geral da União, devido à greve deflagrada
pelos integrantes das carreiras jurídicas da Advocacia-Geral da
União. A decisão do ministro Rider de Brito, que visou
a preservar o interesse público, vale até o término
do movimento grevista. A publicação do Ato SETPOEDC. GP
nº 88/2008 está prevista para hoje, 1º de fevereiro,
no Diário da Justiça da União.
Os interessados podem ler o ato
do presidente clicando
aqui.
(ASCS/TST)

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