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FOLHA DE LONDRINA, 11 de
fevereiro de 2008 | Economia
Sindicatos querem apoio para reduzir
jornada
As centrais sindicais iniciam hoje, às
10 horas, na Praça Ramos, centro de São Paulo, a coleta
de assinaturas pela redução da jornada de trabalho,
sem redução de salários. Os sindicalistas pretendem
colher 1,5 milhão de assinaturas em todo o País nas
fábricas e bairros. O abaixo-assinado será entregue
ao Congresso Nacional em maio para mostrar aos parlamentares a necessidade
de se reduzir a jornada de trabalho.''Esta será a principal
bandeira do movimento sindical em 2008'', disse Paulo Pereira daSilva,
Paulinho, presidente da Força Sindical.
Semana
traz indicadores de inflação
São Paulo - Em um período em que o mercado tem prestado mais
atenção no rumo e na magnitude que a inflação tem
tomado, a semana econômica está carregada de indicadores do comportamento
dos preços. Esse monitoramento da inflação no começo
do ano ganha mais força porque, segundo avalia o economista da LCA Consultores
Rafael Castro, é nos primeiros três meses do ano que boa parte
dos preços que devem vigorar ao longo do ano é formada. Também
pesa neste processo a proximidade da segunda reunião do ano do Comitê de
Política Monetária (Copom), marcada para o início de março.
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UOL ECONOMIA, 11 de fevereiro
de 2008
Produção
industrial avança em 2007 nos 14 locais pesquisados pelo IBGE
RIO - A produção industrial aumentou nos 14 locais analisados
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
no ano passado. Aliás, cinco localidades registraram crescimento
acima da média nacional, de 6%. O destaque coube para Minas
Gerais, onde a atividade fabril teve ampliação de 8,6%, "sustentada,
sobretudo, pelo dinamismo vindo da indústria automobilística
e da boa performance do setor extrativo", ressaltou o organismo
em nota em sua página eletrônica.
Entre as áreas que também tiveram acréscimo na
produção em 2007 acima da média nacional, estiveram
Espírito Santo e Rio Grande do Sul (com 7,5% cada), Paraná (6,7%)
e São Paulo (6,2%).
"Nestes locais, confirma-se o padrão de crescimento observado
para o total da indústria brasileira ao longo de 2007, uma vez
que na estrutura industrial desses estados há forte presença
de segmentos produtores de bens de consumo duráveis, principalmente
automóveis e eletrodomésticos, e de bens de capital,
além de setores tipicamente exportadores, particularmente de
commodities (minérios de ferro, petróleo, carnes de aves
e açúcar)", observou o IBGE.
No confronto de novembro para dezembro
do ano passado, com ajuste sazonal, metade dos 14 locais investigados
verificou queda na atividade
industrial, sobressaindo o caso de Santa Catarina, com declínio
de 3,9%, segunda taxa negativa consecutiva, bem como Goiás (-2,7%)
e Minas Gerais (-1,1%). O declínio na produção
de São Paulo, de 0,5%, ficou próximo à média
nacional (-0,6%).
No mês final de 2007 em relação a dezembro de 2006, porém,
os 14 locais investigados pelo IBGE tiveram ampliação da produção
industrial, sendo que Espírito Santo e Amazonas viram aumento de dois
dígitos, de 15,7% e 15,2%, respectivamente. Acima da média
nacional (6,4%), figuraram ainda a região Nordeste (9,6%), São
Paulo (8,2%), Bahia (8,1%) e Minas Gerais (7,2%).
(Valor Online)
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ESTADÃO.COM/ SÃO PAULO, 11 de
fevereiro de 2008 | Economia
Nível de emprego na construção é o
maior desde 1995
Número de vagas no setor cresce
13,3% no ano passado, segundo dados divulgados pelo Sinduscon-SP
Chiara Quintão, da Agência
Estado
SÃO PAULO - O nível de emprego da indústria da construção
civil cresceu 13,3% no ano passado, conforme levantamento do Sindicato da Indústria
da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP)
e da FGV Projetos, baseado em dados do Ministério do Trabalho. Foi a
maior alta desde 1995, quando o Sinduscon-SP e a Fundação Getúlio
Vargas deram início à pesquisa.
Em nota, o Sinduscon-SP informou que o setor liderou os índices de geração
de empregos entre todas as atividades da economia. No ano passado, foram criados
206,6 mil empregos formais, o que contribuiu para elevar o total de trabalhadores
na construção para 1,7 milhão. No Estado de São
Paulo, houve aumento de 18,2% nas contratações, para mais de
78,3 mil. Na capital paulista foram contratados 44,9 mil trabalhadores para
o setor, 23% a mais que em 2006.
Os maiores aumentos em 2007 foram registrados no Tocantins (61,7%) e em Mato
Grosso (20,4%). A Região Norte teve alta de 21,2% no nível de
emprego, acima da média nacional.
Em dezembro de 2007, o nível de emprego na construção
caiu 1,5% no País ante novembro. A retração em dezembro
resulta da sazonalidade do setor, com a conclusão da maioria das obras
e o início do período de chuvas no Centro-Sul.
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ÂMBITO JURÍDICO,
11 de fevereiro de 2008
Contagem de tempo trabalhado em terras
invadidas é questão polêmica, diz juiz
O parecer do Ministério da Previdência Social que permite que
trabalhadores rurais contem para aposentadoria o tempo trabalhado em terras
invadidas é questão polêmica e deverá render uma
grande discussão no Supremo Tribunal Federal (STF). A avaliação é do
presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Mozart
Valadares, para quem a votação da Ação Direta de
Inconstitucionalidade (Adin) do DEM contra o parecer não deve ser decidida
por unanimidade.
“Deve ser decidida por
maioria de votos e o STF vai decidir levando em consideração única
e exclusivamente a questão jurídica, e não a questão
ideológica, como está se colocando. Então, vamos
ter uma visão mais apurada sobre essa polêmica que vai ser
levantada.”
Valadares afirmou que não
há consenso entre os juristas sobre o reconhecimento do tempo
de trabalho em terras invadidas. Quanto à tese de que a medida
estimularia o aumento das invasões de terra, o jurista não
acredita nessa possibilidade, por não ser o ponto central dos
movimentos que lutam pela reforma agrária.
“A invasão de terra é uma
questão de reforma agrária, que envolve muito mais a questão
ideológica da terra do que contar tempo para trabalhador se aposentar.
Eu acho que isso aí é uma coisa em segundo plano. A invasão
de terra é muito mais um mecanismo de pressão para que
se acelere e se discuta uma reforma agrária que realmente contemple
o interesse dos trabalhadores brasileiros.”
O DEM entrou com pedido de Ação
Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no STF contra o parecer no dia
29 de janeiro. A assessoria do tribunal informou que foram pedidas mais
informações ao Ministério da Previdência Social
e que o ministro Gilmar Mendes será o relator da ação.
Danilo Macedo
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
11 de fevereiro de 2008
Justiça do Trabalho manda localizar
ex-patrão em presídio nos EUA
Após várias tentativas frustradas de receber seu crédito
trabalhista reconhecido em sentença, um reclamante conseguiu na Justiça
do Trabalho a expedição de ofício ao Ministério
das Relações Exteriores para tentar localizar o ex-patrão
que se encontra detido em penitenciária nos Estados Unidos. A decisão é da
2ª Turma do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 3ª Região
(Minas Gerais).
De acordo com informações
do tribunal, já haviam sido tentados anteriormente bloqueio de
numerários, ofícios ao Detran e à Receita Federal,
além de penhora através de ação cível,
sem nenhum resultado. Sem outra alternativa, o reclamante solicitou a
expedição do ofício ao Ministério das Relações
Exteriores para obter a informação exata sobre a localização
do ex-patrão, na esperança de prosseguir a execução,
já que os presos nos EUA recebem valores que poderão ser
bloqueados.
O patrão encontra-se detido,
juntamente com sua esposa, por exercício ilegal da medicina, tendo
sido acusado pela morte de uma paciente, que teve complicações
decorrentes de uma cirurgia de lipoaspiração.
Com o pedido negado em primeira
instância, o reclamante recorreu ao TRT alegando que o requerimento
só poderia partir do juízo, uma vez que os órgãos
federais somente respondem e acatam solicitações advindas
do Poder Judiciário.
Ao dar provimento ao recurso,
o desembargador Anemar Pereira Amaral fundamentou seu voto no artigo
399, do Código de Processo Civil, o qual estabelece que: "o
juiz requisitará às repartições públicas
em qualquer tempo ou grau de jurisdição as certidões
necessárias à prova das alegações das partes”.
“Incumbe ao juiz esgotar
os meios possíveis para a satisfação do crédito
exeqüendo, inclusive, determinar a expedição de ofício,
a fim de que seja atingida a efetividade da prestação jurisdicional,
função primordial do Direito e princípio norteador
do Processo do Trabalho”- ressaltou o relator.
A Turma determinou, então,
a imediata expedição de ofício ao Ministério
das Relações Exteriores, para informar em qual penitenciária
se encontra o patrão.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
11 de fevereiro de 2008
Motorista monitorado por rastreador
tem direito a horas extras
A 10ª Câmara do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 15ª Região
(Campinas), em votação unânime, negou provimento a recurso
ordinário de uma empresa de transportes contra decisão que a
condenou a pagar horas extras a um motorista de caminhão que era monitorado.
A decisão da 1ª Vara
do Trabalho de Paulínia, município da região de
Campinas, considerou que embora o trabalhador exercesse atividade externa,
toda a movimentação do caminhão por ele dirigido
era monitorada pela empresa, por meio de um sistema de rastreamento instalado
no veículo, o que constitui controle da jornada de trabalho.
“São inaplicáveis
as disposições previstas no artigo 62, inciso I, da CLT
(Consolidação das leis do Trabalho), quando demonstrada
a existência de efetiva fiscalização do horário
de trabalho externo do motorista, ainda que de forma indireta, exercida
por intermédio do monitoramento que, além dos seus fins
precípuos, também era utilizado para controlar a jornada
de trabalho do reclamante, mediante os registros de todos os períodos
em que o veículo se encontrava em movimento ou parado”,
afirmou o relator do acórdão no TRT, desembargador federal
do trabalho Fernando da Silva Borges.
A empresa baseou seu recurso
exatamente no inciso I do artigo 62 da CLT, que exclui da jornada normal
os empregados que exercem atividade externa incompatível com a
fixação de horário de trabalho.
De fato, o caminhoneiro foi contratado
para desempenhar a função de motorista de veículo
pesado, prestando serviços exclusivamente externos, condição
que consta de sua ficha de registro. Além disso, a empresa salientou
que as normas coletivas da categoria vigentes à época do
contrato de trabalho mantido com o motorista não contradizem a
exceção prevista na CLT.
No entanto, destacou o relator, “os
aspectos formais da relação jurídica de emprego
não se sobrepõem à realidade, diante do princípio
da primazia desta sobre a forma, consagrado no Direito do Trabalho”.
Para o desembargador, também
o conteúdo das normas coletivas “não possui o alcance
pretendido pela empresa, na medida em que as convenções
ou acordos coletivos de trabalho não têm o condão
de subtrair do trabalhador um direito individual, assegurado constitucionalmente,
quando o empregador detém meios de controlar o horário
de trabalho”.
No entendimento da Câmara,
a prova oral produzida no processo revelou que a empresa possuía
total controle do tempo despendido pelo motorista para o desempenho de
suas atividades.
O colegiado manteve, inclusive,
a jornada de trabalho fixada na sentença de primeira instância
- das 7h às 22h, de segunda a sábado, com uma hora de intervalo
para refeição -, com base no depoimento da testemunha,
depoimento esse que, assinalou o relator, não foi contrariado
por nenhuma outra prova produzida no processo.
Processo 0259-2006-087-15-00-5
RO
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VERMELHO, 11 de fevereiro
de 2008 | Cultura
Acaba a histórica greve de 10,5
mil roteiristas de Hollywood
Depois de dois dias de reuniões
em Nova York e Los Angeles, o Sindicato de Roteiristas de Cinema e TV
dos Estados Unidos (Writers Guild of America) aprovou neste domingo (10)
o acordo que põe fim à greve de três meses. Iniciada
em 5 de novembro, a paralisação histórica mobilizou
10,5 mil roteiristas e assolou toda a produção hollywoodiana
de cinema e televisão, causando prejuízos de centena de
milhões de dólares.
A luta dos roteiristas atingiu
em cheio a AMPTP (Alliance of Motion Pictures and Television Producers),
associação que representa produtores e estúdios.
Isso porque os criadores de roteiros reivindicavam — e conseguiram — uma
valorização dos direitos autorais, para levar em conta
a exploração dos conteúdos em novas mídias,
como internet e os MP3.
Com os termos do acordo, os estúdios
passarão a destinar a esses profissionais uma parcela dos ganhos
com downloads de roteiros na internet. Os salários da categoria
também serão reajustados — um aumento de no mínimo
3% a 3,5%. Ainda de acordo com o contrato, 2% das receitas geradas através
de publicidade na internet irão para os roteiristas.
No caso de filmes transmitidos
na internet com patrocínio de anunciantes, os roteiristas passam
a receber 1,2% do lucro obtido pelo distribuidor (esta cláusula
cobre apenas produções feitas após 1º de julho
de 1971). No caso de programas de TV, os roteiristas vão receber
2% dos lucros (para programas produzidos a partir de 1977).
A expectativa é que agora
o acordo seja ratificado de forma definitiva por todos os membros do
sindicato em uma votação na terça-feira. A volta
ao trabalho está prevista para a próxima quarta. Para garantir
a realização normal da cerimônia do Oscar, marcada
para o dia 24 de fevereiro, foi firmado um consenso à parte — e
isso para alívio dos barões do cinema Hollywood — os
membros da Academia.
A greve, um sucesso
No sábado (9), os presidentes
da Writers Guild of America enviaram um e-mail aos membros do sindicato
dizendo que, "ainda que o acordo não seja perfeito ou não
seja o que merecemos, nossa greve tem sido um sucesso". Foi a segunda
maior paralisação já feita pelo sindicato. Antes,
uma greve de 20 semanas foi realizada em 1988 e gerou um prejuízo
de US$ 500 milhões para a indústria de Hollywood.
Desta vez, a ação
dos roteiristas levou à suspensão temporária de
60 programas de televisão e paralisou a produção
de dezenas de filmes. Além disso, provocou o cancelamento da cerimônia
de entrega do Globo de Ouro, considerado a principal prévia do
Oscar.
O presidente do sindicato na
costa oeste, Patric Verrone, e o presidente na costa leste, Michael Winship,
disseram que o acordo "protege um futuro em que a internet se tornará uma
fonte primária tanto de criação de conteúdo
como de distribuição". Eles também afirmam
que, após três meses de protestos e negociações
com sete conglomerados de mídia multinacionais, "dar seguimento à greve
agora não trará ganhos suficientes para sobrepujar riscos
potenciais. Chegou a hora de aceitar este contrato e encerrar a greve."
Para o sindicato, a negociação “cria
fórmulas para pagamentos baseados no faturamento em novas mídias,
estabelece o acesso a acordos e dados financeiros para nos ajudar a avaliar
e fiscalizar tais fórmulas e estabelece o princípio de
que, quando eles (os estúdios) são pagos, nós somos
pagos."
Premiações
Neste domingo, o Sindicato dos
Roteiristas celebrou a premiação de roteiros normalmente.
O filme Onde os Fracos não Têm Vez rendeu aos irmãos
Coen o prêmio de melhor roteiro adaptado. A cerimônia de
entrega dos troféus aconteceu em um hotel de Nova York.
A ex-stripper Diablo Cody levou
o de melhor roteiro original por Juno, que conta a história de
uma jovem grávida. Na seara da televisão, saíram
premiadas as séries 30 Rock (melhor comédia), The Wire
(melhor drama), The Sopranos (melhor episódio de drama), The Office
(melhor episódio de comédia) e Mad Men (melhor estréia).
Da redação, com agências
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Gazeta do Povo, 11 de Fevereiro
de 2008
BRASIL | DINHEIRO PÚBLICO
Disputa ameaça medidas tributárias
CPI dos Cartões pode prejudicar votação
de compensações para a CPMF
Brasília – A disputa
entre governo e oposição em torno da abertura de uma
CPI para investigar os gastos com cartões corporativos da
União pode provocar um efeito colateral prejudicial ao Palácio
do Planalto. Os oposicionistas reconhecem que o clima de confronto
pode atrapalhar a votação das medidas tributárias
enviadas pelo governo ao Congresso para compensar a perda de arrecadação
com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira (CPMF).
Entre as propostas encaminhadas
pelo governo está a medida provisória que aumenta a alíquota
da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)
do setor financeiro de 9% para 15%. Para o presidente nacional do DEM,
deputado Rodrigo Maia (RJ), existe risco real de o governo ver sua proposta
rejeitada, especialmente no Senado, onde possui maioria mais frágil.
“ Se houver CPI e for mantido esse clima de embate pelo governo, existe
grande risco de ameaça à votação das propostas de
seu interesse. Porque o ambiente estará todo contaminado pela discussão
sobre esses gastos. Uma proposta que mexe com aumento de tributos, que é um
tema sempre mais polêmico, torna-se mais difícil ainda de ser aprovada”,
acredita Rodrigo Maia.
Além disso, existe um
consenso na oposição e no governo sobre a contaminação
do calendário eleitoral nos assuntos polêmicos. E a CPI
dos Cartões é um deles. Enquanto os oposicionistas querem
centrar o fogo das investigações apenas no período
do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os governistas
reagiram propondo que a CPI estenda seu trabalho até a gestão
de Fernando Henrique Cardoso, de 1995 a 2002. Com isso, colocariam o
PSDB, maior partido de oposição, também no alvo
da comissão.
“Podem investigar todos
os governos. O importante é que seja feita a CPI. Mas é claro
que o foco principal precisa ser a atual investigação onde
foram descobertas claras irregularidades”, avalia Rodrigo Maia.
Campanha
Maia admite que os temas dos cartões corporativos e do gasto inadequado
do governo de recursos públicos deverão fazer parte da agenda
de debates na campanha eleitoral de 2008. “Não será o assunto
principal, mas será uma discussão importante. Até porque
retomará a questão da corrupção dentro do governo,
reabrindo a discussão que houve na época do chamado mensalão”,
avalia.
CPI dos Cartões será definida
nesta semana
A semana começa com o embate entre o governo e a oposição
na disputa pela criação da Comissão Parlamentar de Inquérito
(CPI) dos cartões corporativos. A oposição quer que a
investigação seja feita a partir de 2001, quando os cartões
foram criados. O governo quer ir além e fazer uma investigação
do uso dos fundos de suprimento nos últimos dez anos, inclusive com
a análise das chamadas contas tipo B – um sistema de contas correntes
abertas em nome de servidores, para pagamento e uso das verbas relativas a
suprimento de fundos, e que vêm sendo substituídas pelos cartões
corporativos.
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Folha de São Paulo,
11 de Fevereiro de 2008
Tucanos querem abrir duas CPIs para
investigar cartões
Estratégia é criar comissão
na Câmara paralela à do Senado, incentivada pelo governo
| Segundo o líder do PSDB, Antonio Carlos Pannunzio, a CPI
na Câmara terá apoio "razoável de parlamentares
sérios de outros partidos"
ANDREZA MATAIS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Diante da resistência do
governo em criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito
mista para investigar o uso de cartões corporativos do governo
federal, o PSDB decidiu mudar de estratégia e propor a criação
de duas CPIs para o mesmo tema: uma na Câmara e outra no Senado.
A idéia será discutida hoje, em reunião dos partidos
da oposição na Câmara.
" Se sair a CPI governista do Senado, faremos uma CPI da Câmara. Esta
vai ser uma semana decisiva", disse o líder do PSDB, deputado Antonio
Carlos Pannunzio (SP), para quem a CPI na Câmara contará com o apoio "razoável
de parlamentares sérios de outros partidos" fora os da oposição.
O governo teme que uma CPI mista contamine os trabalhos no Congresso, já que
envolverá deputados e senadores, por isso trabalha por uma comissão
só no Senado. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR),
prometeu apresentar hoje as 27 assinaturas para criar a CPI, com ou sem o apoio
da oposição na Casa.
O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), fará hoje
nova tentativa de convencer o governo a aceitar a CPI mista. Ele convidou os
líderes do Senado para uma reunião.
Para Agripino, a informação publicada ontem pela Folha de que
44% dos cartões corporativos estão nas mãos de funcionários
de confiança do governo reforça a necessidade da CPI.
" Se formos atrás dessas pessoas veremos que são todos indicados
do PT. O grande pecado está nos saques em dinheiro que possibilitam comprar
para si e para terceiros", disse.
A reportagem reforça "a suspeita de que houve gasto exagerado",
disse o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ).
O objetivo da oposição é descobrir saques que pagaram
despesas pessoais da família do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva. "Esse pessoal já mostrou que não pode ver cofre.
O problema não é o cartão, mas a mentalidade de quem o
comanda", disse o senador Heráclito Fortes (DEM-PI).
As declarações do ministro Tarso Genro (Justiça) ontem,
de que não há "erros" no uso de cartões e que
a oposição criou uma "crise artificial" porque está sem
discurso acirrou mais os ânimos. "O ministro deveria ter cautela.
Isso pode parar nas mãos dele, pois virou caso de polícia",
disse Heráclito.
O líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Alves (RN), disse
que a iniciativa do governo de propor uma CPI no Senado dificultará barrar
uma CPI também na Câmara. "Se o governo tomou a iniciativa
no Senado, não tem como orientar contra na Câmara. Mas não
acho correto ter duas CPIs para o mesmo assunto", declarou.
Na contramão dos colegas governistas, Alves reconheceu "descuido" no
uso dos cartões. "São deslizes que mostram relaxamento,
falta de critério."
Dados do próprio governo indicaram que os cartões foram usados
para pagar free shop, hotéis de luxo em feriados, tapioca, aluguéis
de carros e até reforma de mesa de sinuca. O escândalo derrubou
a ex-ministra Matilde Ribeiro (Igualdade Racial) e levou o ministro Orlando
Silva (Esportes) a anunciar a devolução dos R$ 30 mil que gastou
até que suas contas sejam auditadas.
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Gazeta do Povo, 11 de Fevereiro
de 2008
BRASIL | DINHEIRO PÚBLICO
PT propõe um código de ética
Brasília – Depois
de quase 12 horas de reunião no sábado, a executiva
nacional do PT aprovou uma longa resolução que será divulgada
nesta segunda-feira. Nela, os petistas afirmam que farão uma “contra-ofensiva
para barrar a agenda neoliberal”, mas não detalham como
serão executadas as ações. Entre as propostas
da resolução está a elaboração
de um código de ética que deverá estabelecer “regras
claras que vedem internamente todas e quaisquer práticas indutoras
de abuso do poder econômico ou político”. A decisão
surge justo no momento em que se discute a instauração
de uma CPI para investigar eventuais irregularidades envolvendo o
uso de cartões de crédito corporativo.
Um síntese da resolução
foi divulgada ontem no site do partido (www.pt.org.br). No documento,
o comando do PT indica que PDT, PCdo B e PSB devem ser tratados como
aliados “preferenciais e estratégicos” nas eleições
municipais, apesar de alguns de seus integrantes defenderem a instauração
da CPI mista (com deputados e senadores) no Congresso, contrariando a
orientação do governo. A resolução não
menciona proibições a outras parcerias políticas.
O ministro Tarso Genro (Justiça),
que participou da reunião no sábado, informou que a idéia é manter
o formato da base aliada que apóia o governo federal também
nos municípios. De acordo com o deputado Maurício Rands
(PT-PE), apontado como futuro líder da legenda na Câmara,
o objetivo é buscar a vitória nos grandes e médios
municípios.
“[A eleição
de] 2010 não pode ser definida só [com uma campanha]
de São Paulo. Prefiro acreditar que o PT vai ter em 2010 [a
vitória nas] médias e grandes cidades”, afirmou
Rands.
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Gazeta do Povo, 11 de Fevereiro de 2008
ECONOMIA | IMPOSTO
Deduções serão
definidas até o fim da semana
A Receita Federal deve definir,
até o fim desta semana, os limites para dedução
de gastos com saúde e educação a que o contribuinte
terá direito na declaração do Imposto de Renda
da Pessoa Física (IRPF) de 2008 sobre salários e
rendas do ano-base 2007. O programa para declarações
do IRPF 2008 estará disponível no site da Receita
(www.receita.fazenda.gov.br) a partir de 3 de março. Quem
teve salários ou rendimentos acima de R$ 15.764,28 em 2007
deve prestar contas ao Fisco até 30 de abril. A Receita
ainda não tem uma previsão formal sobre o número
de brasileiros que devem declarar rendimentos neste ano.
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Folha
de São Paulo, 11 de Fevereiro de 2008
Recolocar pessoal em SP custará o
dobro
Convênio do Codefat com entidade ligada à Força
Sindical prevê gasto 97% maior por trabalhador em relação
ao do Estado
| Repasse será de R$ 13,5 mi para treinamento e colocação
de mão-de-obra; plano original estipulava gastos até 150% maiores
FERNANDO CANZIAN
DA REPORTAGEM LOCAL
O Ministério do Trabalho
decidiu repassar R$ 13,5 milhões à CNTM (Confederação
Nacional de Trabalhadores Metalúrgicos), ligada à Força
Sindical, para treinamento e colocação de mão-de-obra
em São Paulo.
O repasse será feito com verbas do FAT pelo Codefat (Conselho Deliberativo
do Fundo de Amparo ao Trabalhador), que administra o dinheiro das contribuições
do PIS/Pasep dos trabalhadores.
Pelo plano, o gasto por trabalhador desempregado recolocado será de
R$ 195,33. É quase o dobro (97%) do despendido durante o ano passado
pelo governo do Estado de São Paulo no mesmo serviço (R$ 99,25).
Na verba estão incluídos mais de R$ 1 milhão para aluguel,
adaptação de imóvel, manutenção, segurança
e conservação que serão gastos, em parte, em prédio
da Força Sindical em São Paulo. É lá que a CNTM
fará parte do trabalho.
O valor por trabalhador colocado poderia ter sido ainda maior (R$ 247,64, 150%
a mais do que o Estado) se não houvessem as suspeitas que levaram à redução.
O presidente da CNTM, Eleno José Bezerra, apresentou formalmente o plano "inflado" -depois
recuou. A Folha tem cópia dos dois documentos com os valores.
A Força Sindical, que alugará parte da estrutura para a sua afiliada
CNTM, é presidida por Paulo Pereira da Silva, o Paulinho. Ele é pré-candidato à Prefeitura
de São Paulo e filiado ao PDT. O presidente do PDT é o ministro
do Trabalho, Carlos Lupi, ao qual o Codefat é ligado.
O repasse foi viabilizado por Luiz Fernando Emediato, envolvido com a Força
Sindical e presidente do Codefat.
Semanas depois de assumir o cargo, Emediato assinou resolução
(nº 560, de 28 de novembro de 2007) que permitiu esses convênios
com entidades sem fins lucrativos, caso da CNTM. Operações desse
tipo ficaram suspensas por anos após suspeitas de irregularidades, algumas
envolvendo a Força Sindical e outras entidades.
Lupi, Paulinho, Emediato e Bezerra foram procurados pela reportagem, mas não
quiseram se manifestar diretamente. Assessores da CNTM e da Força Sindical
dizem não existir irregularidades, mesma posição de representante
do Codefat.
Dois postos apenas
Pelo plano final da CNTM, da verba total de R$ 13,5 milhões, R$ 7 milhões
serão gastos na recolocação no mercado de 36.199 trabalhadores
(R$ 195,33 cada). O plano inicial, modificado, previa 28.522 pessoas recolocadas,
tornando o custo unitário maior.
Como comparação, São Paulo recolocou no mercado 140.320
pessoas em 2007 com R$ 14 milhões (R$ 99,25 cada). O Estado administra
sozinho 47 centros de mão-de-obra e tem convênios em 158 pertencentes
a prefeituras. A CNTM/ Força Sindical pretende atuar com dois centros.
Os dois postos de atendimento administrados hoje pela Prefeitura de São
Paulo serão transferidos para a CNTM/FS.
No ano passado, o plano da prefeitura era recolocar no mercado 39.398 trabalhadores
em suas seis unidades de atendimento. Agora, a CNTM/FS pretende recolocar quase
a mesma quantidade (36.199) com apenas duas. A verba do Codefat para a CNTM/FS
inclui ainda R$ 4,5 milhões para "serviços de terceiros" destinados
a qualificação de mão-de-obra. Pelas regras de qualquer
convênio desse tipo, cada aluno deve consumir, no máximo, R$ 550
(R$ 2,75 a hora) no treinamento. No caso das duas unidades, elas teriam de
treinar, em um ano, 8.200 trabalhadores.
Para a aprovação do convênio, o Estado de São Paulo
e a prefeitura paulistana, que também fazem esse tipo de trabalho, deveriam
dar sua anuência. Mas a Folha apurou que a determinação
do Codefat, seguindo orientação do Ministério do Trabalho, é dar
continuidade ao plano mesmo que prefeitura e Estado acabem se posicionando
contra.
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Folha de São Paulo,
11 de Fevereiro de 2008
Codefat diz que convênio está sob
análise
DA REPORTAGEM LOCAL
Rodolfo Torelly, secretário-executivo do Codefat, diz que a proposta
de convênio veio da CNTM/ FS e ainda "encontra-se sob análise" no
Ministério do Trabalho. Segundo ele, o convênio deverá ser
submetido à análise das comissões municipal e estadual
de emprego em SP.
Segundo a Folha apurou, o Codefat considera desnecessária a anuência
das comissões, porque já teria a aprovação do ministério.
Segundo a mesma fonte, a posição do ministro Carlos Lupi (Trabalho) é de "total
apoio".
Torelly não vê conflito de interesses no fato de Lupi e Paulinho
serem do PDT, e a CNTM e Emediato, ligados à Força Sindical. "O
Ministério do Trabalho hoje (...) analisa, correntemente, diversas propostas,
levando em conta os critérios estabelecidos pelo Codefat e demais legislações
vigentes."
Sobre as fraudes investigadas em convênios do tipo, ele diz que o trabalho
de comissão de investigação está chegando ao fim. "Nenhuma
fraude foi comprovada até agora."
Custos maiores
Marcos Pineda Cocco, chefe de informática no CAT (Centro de Atendimento
ao Trabalhador) no prédio da Força Sindical, diz que o custo
operacional unitário para colocação de trabalhadores no
plano da CNTM pode ser maior pelo fato de o Estado ter convênios com
as prefeituras. "Os municípios entram com o pessoal, imóvel,
limpeza, conservação, segurança e outras despesas."
Juan Carlos Sanchez, coordenador de Políticas de Emprego e Renda no
Estado de São Paulo, diz que, nos convênios com as prefeituras,
o Estado só não arca com aluguéis e funcionários,
embora pague pessoal em algumas unidades. "Toda a estrutura do imóvel,
assim como sua organização para atender os trabalhadores, serviços
de limpeza, segurança, manutenção, contas de luz, telefone,
internet e as demais são pagas por nós."
A metade dos trabalhadores colocados pelo Estado se dá em 47 unidades
que pertencem e são bancadas pelo governo de São Paulo. A contrapartida
estadual colocada no programa em relação ao total do Codefat é de
20%. No caso da CNTM/FS, a previsão é contrapartida de 5%. (FC)
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Folha
de São Paulo, 11 de Fevereiro de 2008
Bancos oficiais disputam recursos menores
do FAT
Neste ano, projetos de geração
de emprego e renda terão R$ 4 bilhões; em 2007, foram R$
9,5 bilhões, e em 2006, R$ 16,2 bilhões
Danilo Verpa - 10.out.07/Folha Imagem

Edifício em construção em SP; projetos de geração
de emprego e renda terão menos recursos
JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Com a efervescência do
mercado de crédito, a previsão de um esquálido orçamento
para o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) levou os bancos oficiais
a se engalfinharem pelos recursos no financiamento de programas de geração
de emprego e renda, que deverão dispor de R$ 4 bilhões
em 2008.
No ano passado, os depósitos especiais do FAT permitiram investimentos
de R$ 9,5 bilhões em projetos, e, em 2006, o fundo atingiu recorde de
R$ 16,2 bilhões. Apesar da redução, os bancos encaminharam
pedidos ao fundo que somam R$ 13,25 bilhões neste ano.
A Folha apurou que só o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social) solicitou R$ 5 bilhões, mesmo valor requisitado pelo Banco
do Brasil. Já a Caixa Econômica pleiteou R$ 3 bilhões.
O resto veio de instituições menores, como os bancos da Amazônia
e do Nordeste.
A presidência do Conselho Deliberativo do FAT e a área técnica
do Ministério do Trabalho recomendaram ao governo duas saídas.
Primeiro, editar medida provisória para assegurar mais dinheiro do fundo
para programas de geração de emprego.
Hoje, a legislação determina que o fundo tenha uma reserva técnica,
equivalente ao pagamento de seis meses do seguro-desemprego -custeado pelo
FAT. Essa reserva, aplicada no Tesouro Nacional, está em R$ 9,5 bilhões.
Com a MP, a intenção é reduzi-la a quatro meses do pagamento
do benefício, o que garantiria mais R$ 2 bilhões para os programas.
Além da MP, sugeriu-se ao governo que feche uma proposta "única
e harmônica" para ratear os recursos. Os depósitos especiais
seriam destinados apenas a projetos que atendam a micro e pequenas empresas,
garantam geração rápida de emprego e tenham retorno financeiro
mais imediato.
Seriam deixados de lado megaprojetos de infra-estrutura, que têm resposta
mais lenta em geração de postos de trabalho e em rentabilidade.
" Para eles, há recursos abundantes no mercado, inclusive no exterior.
As pequenas empresas é que encontram dificuldades de acesso ao crédito.
As grandes, nas áreas de siderurgia, telefonia, papel e celulose, foram
beneficiadas no passado pelo FAT", disse o presidente do Codefat, Luiz Fernando
Emediato.
A definição sobre a partilha do orçamento do fundo deverá ocorrer
até março.
Saúde
Emediato alerta que a saúde financeira do FAT é delicada. O fundo
vem tendo crescentes gastos com seguro-desemprego e abono, e sobra menos dinheiro
para investimento em programas de desenvolvimento.
Nos últimos anos, o FAT tem sido obrigado a usar o dinheiro de aplicações
financeiras para fechar seu balanço no azul.
Para 2009-2010, porém, já se projeta um déficit primário
nas contas do fundo. "Isso quer dizer que o desequilíbrio será maior
e o prejuízo vai começar a corroer o patrimônio do FAT",
explica Emediato.
Procurados pela Folha, os bancos oficiais evitaram comentar a disputa.
O BNDES afirmou que há uma negociação em curso e que os
depósitos do FAT não correspondem ao "grosso" dos financiamentos.
Além dos depósitos, o banco recebe repasse constitucional de
40% dos recursos do FAT para projetos de desenvolvimento econômico.
O Banco do Brasil negou que haja disputa entre os bancos oficiais, alegando
ser natural a instituição reivindicar mais recursos neste ano
por conta da "onda do crédito". O BB informou que executou
todo o valor liberado pelo FAT no ano passado e disse ainda que tem capacidade
e competência operacional para emprestar o volume pleiteado.
A Caixa Econômica limitou-se a responder que "não solicitou
valores para o FAT em 2008 para habitação".
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Agência Senado, 11 de Fevereiro de 2008
Na primeira sessão deliberativa,
senadores devem examinar redução da maioridade
penal para 16 anos
Na primeira sessão deste ano destinada a votações, marcada
para terça-feira (12), os senadores vão examinar 49 matérias,
entre propostas de emenda à Constituição, projetos de
lei e requerimentos. Os projetos mais polêmicos reduzem a maioridade
penal de 18 para 16 anos. Outros 150 projetos já estão prontos
para votação, mas ainda não foram incluídos na
lista de votações do Plenário.
No caso da redução da maioridade, constam da pauta seis propostas,
apresentadas por senadores desde 1999. As duas últimas são de
autoria dos senadores Magno Malta (PR-ES) e Papaléo Paes (PSDB-AP).
Todas foram relatadas pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que apresentou,
na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania
(CCJ), substitutivo concordando com a redução da maioridade.
No entanto, ele prevê que as pessoas com idade entre 16 e 18 anos só poderão
ser responsabilizadas penalmente se laudo técnico, emitido por junta
indicada por juiz, ateste que elas tinham plena capacidade de entender o caráter
ilícito do fato.
No geral, os autores dos seis projetos argumentam que o desenvolvimento mental
dos jovens de hoje é muito superior ao dos jovens de 1940, ano em que
foi aprovado o atual Código Penal (com a maioridade aos 18 anos). Atualmente,
o artigo 228 da Constituição considera que os menores de 18 anos
são inimputáveis penalmente.
O senadores examinarão ainda na terça-feira (12) proposta de
emenda à Constituição, apresentada pelo senador Marco
Maciel (DEM-PE), que prevê a votação de vetos presidenciais
a projetos de lei de forma separada na Câmara e no Senado. Hoje, deputados
e senadores devem se reunir em sessão do Congresso para examinar vetos
presidenciais. Existem mais de 500 vetos à espera de votação.
Entre os 33 projetos de lei na pauta de terça-feira (12) destaca-se
um que obriga os fabricantes de lâmpadas incandescentes a produzi-las
com capacidade para suportar uma variação de até 10% na
tensão da energia elétrica. O projeto já foi aprovado
pelos deputados e o relator da matéria, senador Delcídio Amaral
(PT-MS), concorda com a exigência, ponderando que lâmpadas sem
essa capacidade adicional queimam com mais rapidez.
Eli Teixeira / Agência Senado
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Agência Senado, 11 de
Fevereiro de 2008
Reajuste de bolsa-auxílio de
estagiários está na pauta da CE

A comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) realiza
sua primeira reunião no ano nesta terça-feira (12), a partir
das 11h, quando deve votar, entre outros itens, o projeto que fixa a forma
de reajuste da bolsa-auxílio para os estágios de estudantes de
estabelecimentos do ensino superior e profissionalizante do segundo grau e
supletivo (PLS-346/07).
Pela proposta, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), o valor da bolsa paga
ao estagiário deverá ser reajustado anualmente, aplicando-se,
pelo menos, a variação do Índice Nacional de Preços
ao Consumidor (INPC) relativo ao período, aferido pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE). Paim argumenta que, com a previsão
legal, evitam-se transtornos burocráticos. O relator da matéria
na CE, senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), apresentou voto pela aprovação
da matéria.
Outros dois projetos autorizam o governo federal a criar escolas técnicas
federais em Rondônia. O primeiro deles (PLS 408/07) refere-se à Escola
de Cacoal, no município de mesmo nome. A Escola Técnica Federal
de Cacoal oferecerá cursos de educação profissional técnica
de nível médio e de formação inicial e continuada
de trabalhadores, com o objetivo de atender as necessidades regionais de desenvolvimento
da agropecuária e do manejo florestal. O autor, senador Valdir Raupp
(PMDB-RO), acredita que a obra "permitirá o atendimento da demanda
da região e do estado por mão-de-obra especializada para desenvolvimento
da agropecuária, do comércio e da indústria, visando a
agregação de valor ao que o município produz".
Já o segundo (PLS 410/07), do mesmo autor, refere-se à Escola
de Vilhena, no município de mesmo nome. Raupp argumenta que a criação
da Escola Técnica Federal de Vilhena, que oferecerá cursos de
educação profissional técnica de nível médio
e de formação inicial e continuada de trabalhadores, permitirá o
atendimento da demanda da região e do estado por mão-de-obra
especializada para desenvolvimento da agropecuária e do manejo florestal,
duas das principais riquezas da economia rondoniense. O relator dos dois projetos,
senador Romero Jucá (PMDB-RR), apresentou voto favorável a ambos.
Audiência
Outro item da pauta da CE é o requerimento de autoria da senadora Rosalba
Ciarlini (DEM-RN) para instruir o projeto (PLS 403/07), de autoria do então
senador Wilson Matos, que institui o Exame Nacional do Magistério da
Educação Básica (Enameb), com o objetivo de avaliar o
desempenho dos docentes de educação básica das instituições
de ensino públicas federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal.
Para a realização da audiência pública, deverão
ser convidados Maria do Pilar Lacerda, secretária de Educação
Básica do Ministério da Educação; Reynaldo Fernandes,
presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira (Inep); Maria Auxiliadora Seabra Rezende, presidente do Conselho Nacional
dos Secretários Estaduais de Educação (Consed); Cleuza
Rodrigues Repulho, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais
de Educação (Undime); Juçara Maria Dutra Vieira, presidente
da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação
(CNTE); e o deputado federal Paulo Renato Souza, ex-ministro da Educação.
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ÂMBITO JURÍDICO,
11 de janeiro de 2008
Fábrica terá de fornecer
equipamentos de proteção a seus empregados
Os empregados da fábrica Piso Belo Ltda., em Espigão do Oeste
(RO), vão trabalhar protegidos por equipamentos de proteção
individual (EPIs), adequados aos riscos a que estão expostos. Os equipamentos
serão fornecidos gratuitamente pela empresa, que terá de exigir
e fiscalizar seu uso, conforme termo de ajustamento de conduta firmado no Ofício
de Ji-Paraná (RO), em audiência conduzida pelo procurador do Trabalho
Luiz Carlos Michele Fabre.
A empresa comprometeu-se, também,
a orientar e treinar os empregados quanto ao uso, guarda e conservação
dos EPIs; implementar programa de controle médico de saúde
ocupacional; realizar exames médicos ocupacionais e, de acordo
com as funções exercidas por empregado, considerando os
riscos encontrados em cada setor do estabelecimento, além de exames
complementares, tais como hemograma completo, contagem de plaquetas,
raio X de tórax e outros que se fizerem necessários, de
acordo com as queixas dos empregados.
Ainda, conforme o TAC firmado
com o MPT, a empresa criará brigada de incêndio; implementará programa
de prevenção de riscos ambientais, adequado aos riscos
do estabelecimento e apresentará laudo técnico pericial
para delimitar as áreas insalubres e perigosas. A empresa fará ainda
uma análise ergonômica do trabalho, adequando as condições
de todos os postos de trabalho, no prazo de 90 dias.
Outras obrigações
assumidas pela empresa são: manter extintores em local de fácil
acesso, com carga atualizada e pessoas treinadas para seu uso; disponibilizar
a todos os seus empregados sanitário, próximo ao local
de trabalho; reforçar a sinalização de segurança;
emitir Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT); realizar
palestras educativas para a promoção de saúde dos
trabalhadores e divulgar o inteiro teor do TAC entre seus empregados.
As multas fixadas pelo Ministério
Público do Trabalho, para o caso de descumprimento das obrigações,
foram de R$ 1 mil por trabalhador encontrado em situação
irregular; R$ 50 mil por obrigações do TAC não cumpridas
e R$ 5 mil pela não realização de palestras educativas
e a não divulgação, junto aos empregados, dos compromissos
assumidos.
Fonte: PRT14
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ÂMBITO JURÍDICO,
11 de janeiro de 2008
Volkswagen: PDV permite demissão
de empregado com garantia de emprego
Empregado da Volkswagen que adere ao Programa de Demissão Voluntária – PDV
não tem o direito à reintegração mesmo quando é detentor
de garantia no emprego. A Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou
(não conheceu) recurso contra a empresa e manteve decisão da
Justiça do Trabalho de São Paulo.
Quando de sua admissão,
em outubro de 1993, como funileiro, o empregado foi submetido a exames
médicos pré-admissionais rigorosos e considerado apto para
exercer a função. Cumpria jornada de trabalho de 14h55 às
23h36, de segunda a sexta-feira, com intervalo de uma hora para refeição
e descanso.
Ao se desligar da empresa, ajuizou
ação na justiça comum para reconhecimento da moléstia
como profissional, e obteve êxito. Alegou, na época, que
realizava durante toda a jornada de trabalho movimentos repetidos de
flexoextensão, lateralidade e abdução dos membros
superiores, sob esforço físico constante, pois era responsável
por reparos e montagens de lataria dos veículos fabricados pela
empresa. Segundo informou, teria adquirido, ao longo do contrato de trabalho,
problemas nos ombros, cotovelos e punhos.
Diante disso, requereu na 5ª Vara
do Trabalho de São Bernardo do Campo a reintegração
ao emprego em função compatível com a seqüela
da qual era portador. Alegou que não poderia ter sido demitido
sem justo motivo, porque uma das cláusulas da convenção
coletiva da categoria assegurava ao empregado acidentado a garantia de
emprego, sem prejuízo da remuneração anterior, enquanto
perdurasse a incapacidade ou até a aposentadoria. A sentença
condenou a Volkswagen a reintegrá-lo ao emprego, em função
compatível com sua deficiência, e a pagar-lhe os salários
correspondentes ao período de afastamento e seus reflexos nas
demais verbas.
A empresa recorreu ao Tribunal
Regional do Trabalho da 2ª Região (SP), sob o argumento de
que o trabalhador aderira ao Programa de Demissão Voluntária – PDV,
e que uma de suas cláusulas autorizava a demissão de empregado
detentor da garantia de emprego nos casos de acordo mútuo entre
as partes. A decisão do Regional foi favorável à empresa,
por entender que a adesão ao PDV obsta o reconhecimento da estabilidade,
e que o desligamento se dera por iniciativa do empregado, não
se tratando, portanto, da hipótese de dispensa arbitrária.
O empregado apelou ao TST, na
tentativa de reformar a decisão. Porém, a ministra Maria
de Assis Calsing, relatora do processo, não reconheceu a alegada
contrariedade à jurisprudência do Tribunal e manteve o entendimento
do Regional. (RR-887/2002-465-02-00.3)
(Lourdes Côrtes)
Fonte: TST
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ÂMBITO JURÍDICO,
11 de janeiro de 2008
TRT divulga precedentes de danos moral,
material e estético 2007
Para auxiliar no árduo trabalho de quantificar valores em ações
com pedidos de indenizações, o TRT de Mato Grosso disponibiliza
levantamento dos processos julgados em 2007 envolvendo questões de danos
moral, material e estético.
São mais de 200 casos
entre as quais figuram inúmeras ações em que foram
julgadas acusações de furtos, acidentes de trabalhos que
resultaram em lesões diversas e amputações de membros.
Histórias como de um shopping que imputou a um trabalhador a prática
de crime sabidamente falso, acusando-o de furtos em um depósito,
afirmando que o trabalhador era o único possuidor da chave do
local violado, e, ainda expondo o fato a todos os lojistas, ficando comprovado
por fim que os objetos listados como subtraídos, na verdade, estavam
no próprio depósito.
A pesquisa traz ainda julgamento
de casos de trabalhadores submetidos a condições degradantes
e vários outros acometidos por doenças ocupacionais como
a LER (Lesão por Esforço Repetitivo).
Além desses, há ainda
casos em que verificaram-se indenizações devidas por assédio
moral, como a ação em que a gravidez de uma trabalhadora
foi assunto de um e-mail pejorativo trocado entre dois gerentes e cujo
conteúdo chegou ao conhecimento dos demais empregados.
Outro tema que aparece na pesquisa
são os danos causados aos trabalhadores de instituições
bancárias, vítimas de distúrbios psicológicos
e até físicos resultantes de assaltos e seqüestros,
bem como aqueles contratados inicialmente para uma determinada função
no banco e depois obrigados a fazer transportes de valores, muitas vezes
em seu próprio carro.
O levantamento completo, realizado
pelo Gabinete do desembargador Osmair Couto, pode ser visto CLICANDO
AQUI
Fonte: TRT23
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CONSULTOR JURÍDICO,
11 de janeiro de 2008
Justiça em números
Ação trabalhista fica
1 ano na sala de espera de juízes
por Daniel Roncaglia
Mais da metade dos processos
que chega na Justiça do Trabalho sequer é analisada
1 ano depois. A taxa de congestionamento na primeira instância
trabalhista foi de 51,76% em 2006. Na segunda instância é de
apenas 29,12%. No Tribunal Superior do Trabalho, a situação é mais
complicada, com uma taxa de 63,56%. O índice, que teve uma
leve queda entre 2004 e 2005, voltou a crescer no ano retrasado.
Com este nível de produção — foram
atendidas 2,3 milhões de pessoas —, os juízes deixaram
pendentes outros 3,2 milhões de casos, apesar de terem resolvido
3,3 milhões de processos. Mesmo assim, a trabalhista é a
Justiça mais ágil se comparada com a Estadual e Federal.
A taxa de congestionamento na Federal é de 75,69% na primeira
instância e 60,39% na segunda. E, na Estadual, os números
são 79,92% na primeira instância e 44,84% na segunda.
Os dados fazem parte do Justiça
em Números — Indicadores Estatísticos do Poder Judiciário,
levantamento do Conselho Nacional de Justiça, divulgado nesta
quarta-feira (6/2), mas com números referentes a 2006.
O que mais preocupa nos números, é que
continua chegando aos juízos e tribunais do Trabalho mais processos
do que os magistrados conseguem julgar. Em 2006, ingressaram na Justiça
do Trabalho 3.504.204. Foram julgados 3.306.831. A conclusão é que
no final do ano havia quase 200 mil processos a mais nas gavetas da Justiça
do Trabalho, que se somaram ao estoque de anos anteriores de cerca de
3 milhões de causas.
O levantamento revela que, além
dos 27 ministros do TST, a Justiça do Trabalho dispõe de
2.892 juízes, sendo que 2.430 estão na primeira instância
e 462 na segunda. Conta também com 76 mil servidores.
Sempre se discute qual o número
ideal de juízes. Sabe-se que, em média, há três
juízes trabalhistas para cada grupo de 200 mil habitantes, o que
não esclarece muita coisa. Sabe-se também, pela análise
dos números, que a média de processos julgados por juiz
de segunda instância foi de 1.193. Na primeira instância,
de 1.581. Ou seja, a grosso modo, cada juiz julgou de 100 a 120 processos
por mês. Ou de 20 a 25 por semana.
O problema é que já havia
na primeira instância um acumulado de 2,7 milhões de processos
não julgados em anos anteriores aos quais se somaram mais 2,9
milhões de novos casos. Assim, tocou a cada juiz da primeira instância
um volume de 2.362 casos para serem julgados. Na segunda instância,
os casos pendentes foram de 758 mil, gerando uma carga de trabalho de
1.642 ações por juiz. O TST tem uma situação
mais grave: 13.795 processos por ministro.
A maior carga de trabalho dentre
todas as regionais fica com os juízes do Tribunal Regional da
2ª Região (São Paulo). Na segunda instância,
o número é de 3.287 ações por juiz, quase
três vezes a média nacional. Na outra ponta está Rondônia
e Acre, com 435 casos por juiz. A tribunal paulista é mais uma
vez o maior em número de processos (210 mil) e em número
de julgados (110 mil). O TRT da 1ª Região (Rio de Janeiro)
e o TRT da 15ª Região (Campinas) disputam a vice-liderança.
O Rio tinha um estoque de 84 mil ações e julgou 56 mil.
Campinas, com 80 mil casos, julgou 62 mil.
O levantamento mostra também
que de cada duas ações que dão entrada na Justiça
do Trabalho, uma resulta em recurso para a segunda instância. Enquanto
isso, de cada três recursos analisados nos Tribunais Regionais,
um sobre para o TST. E dos que chegam ao que seria a última instância
da Justiça Trabalhista, um em dez apela para o Supremo Tribunal
Federal.
Dos casos que chegaram ao TST
dos tribunais regionais, 22,66% deles tiveram suas decisões confirmadas
pelos ministros, ainda que parcialmente. Os tribunais de Mato Grosso
e de Mato Grosso do Sul tiveram a mais baixa taxa de reforma. Apenas
9% dos recursos contra suas decisões foram aceitos pelo TST. Já no
caso do Piauí, 50,82% das sentenças foram reformadas.
Entre a primeira e a segunda
instância, a taxa de reforma foi de 42,67%. Pelo número
de Mato Grosso, se percebe que os juízes do tribunal estão
sintonia com os ministros do TST. Mais de 74% das decisões de
primeira instância são reformadas.
Capital do trabalho
O orçamento da Justiça
do Trabalho foi de R$ 7,3 bilhões em 2006. O valor é R$
1,3 bilhão a mais em comparação ao ano anterior.
Já o gasto só com o Tribunal Superior do Trabalho foi de
R$ 422 milhões.
A folha de pagamento pesou mais
no orçamento da Justiça do Trabalho. Em 2006, 93,65% dos
gastos foram destinadas ao pagamento dos funcionários. No ano
anterior, o número foi de 90,50%. O TST foi entre os tribunais
trabalhistas o que mais investiu em informática, destinando 8%
de seu orçamento para a área. A média de gastos
com informática da segunda e primeira instância foi de 0,95%.
Para cada cidadão, o erário
gasta R$ 39,43 por ano com a Justiça do Trabalho. Em 2005, o valor
para cada pessoa era R$ 33,17. Em 2006, só o TST custou R$ 2,26
para cada brasileiro. Já o Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região
(Rondônia e Acre) foi o mais caro saindo por R$ 69,28 para cada
morador da região.
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JUSTIÇA DO TRABALHO EM NÚMEROS
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Despesas
|
|
Despesa
total
|
R$ 7.364.474.817
|
|
Despesa
por habitante
|
R$
39,43
|
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Pessoal
|
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Magistrados
|
2.892
|
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Magistrados
por 100.000 habitantes
|
1,55
|
|
Servidores
|
71.445
|
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Carga de Trabalho
(Número
de processos por magistrados)
|
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2º Grau
|
1.642
|
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1ª Grau
|
2.362
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Taxa de Congestionamento
(Relação
entre processos julgados e não julgados)
|
|
2º Grau
|
29,12%
|
|
1ª Grau
|
51,76%
|
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Taxa de Recorribilidade
(Porcentagem
de sentenças recorridas sobre o total)
|
|
2º Grau
|
34,88%
|
|
1ª Grau
|
57,87%
|
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Pessoas atendidas
|
2.340.880
|
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|
Número de processos
|
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|
Sentenças
|
Casos Novos
|
Pendentes
|
|
2º Grau
|
537.866
|
551.120
|
207.681
|
|
1º Grau
|
2.768.965
|
2.953.084
|
2.786.315
|
|
Total
|
3.306.831
|
3.504.204
|
2.993.996
|
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TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
|
|
Despesas
|
|
Despesa
total
|
R$ 422.958.745
|
|
Despesa
por habitante
|
R$
2,26
|
|
Pessoal
|
|
Magistrados
|
27
|
|
Servidores
|
4.434
|
|
Litigiosidade
|
|
Carga de Trabalho
(Número
de processos por magistrados)
|
13.795
|
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Taxa de Congestionamento
(Relação
entre sentenças e processos)
|
63,56%
|
|
Taxa de Recorribilidade
(%
de sentenças recorridas sobre o total)
|
10,78%
|
|
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