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Gazeta do Povo, 14 de fevereiro
de 2008
ECONOMIA | TRABALHO
Emprego industrial em 2007 teve o melhor
desempenho em 6 anos
Folha de pagamento real cresceu 5,4%, maior
variação em três anos
Rio de Janeiro – O mercado
de trabalho industrial apresentou em 2007 o melhor desempenho em
seis anos, refletindo o incremento da produção do setor.
O emprego na indústria cresceu 2,2%, a maior variação
anual apurada na série histórica do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2001. A folha
de pagamento real dos trabalhadores aumentou 5,4%, a maior variação
em três anos.
A economista Denise Cordovil,
da coordenação de indústria do instituto, observou
que os segmentos com melhor performance na produção no
ano passado foram também os destaques no emprego. Impulsionados
especialmente pelo aquecimento da demanda interna, os setores que mais
contrataram foram alimentos e bebidas (4,0%) e meios de transporte (7,7%,
incluindo automóveis). A expansão dos investimentos levou
a aumento na ocupação nas empresas de máquinas e
equipamentos (7,0%).

Fábrica de confecções no Paraná: setor teve retração
em 2007.
Ela observou que as contratações em 2007, quando
a indústria elevou a produção em 6%, responderam
ainda mais positivamente ao aumento da atividade do que em 2004, quando
a indústria cresceu mais (8,3%), mas a ocupação
aumentou apenas 1,8%. Segundo Denise, a estabilidade da economia, que
ajudou a elevar os investimentos, também beneficiou o mercado
de trabalho do setor.
O aumento na folha de pagamento
real, na avaliação de Denise, confirma o aumento do poder
de compra dos trabalhadores e a qualidade do emprego gerado na indústria.
Além disso, a inflação sob controle também
contribuiu para a continuidade da trajetória de elevação
dos salários do setor, ininterrupta há quatro anos. No
caso da folha, os segmentos com maior alta foram meios de transporte
(8,6%), produtos químicos (12,0%), alimentos e bebidas (5,4%)
e indústria extrativa (16,6%), sendo que todas essas atividades
registraram expansão da atividade no ano passado.
Por outro lado, segmentos da
indústria mais prejudicados pelo câmbio, seja na perda de
competitividade das exportações ou na dificuldade de concorrência
com similares importados, foram os que apresentaram pior desempenho no
mercado de trabalho.
Houve queda nas contratações
em calçados e artigos de couro (-7,3%), vestuário (-3,7%)
e madeira (-5,7%), todos intensivos em mão-de-obra. Denise explica
que, mesmo com a reação já iniciada nesses setores,
o emprego industrial responde aos ganhos na produção
com alguma defasagem.
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Gazeta do Povo, 14 de fevereiro
de 2008
ECONOMIA | DIEESE
Desemprego cai ao menor nível
da história
São Paulo – A taxa
de desemprego em seis regiões metropolitanas do país – Belo
Horizonte, Distrito Federal, Porto Alegre, Recife, Salvador e São
Paulo – fechou 2007 com queda de 1,3 ponto porcentual, para
15,5%, segundo dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego da Fundação
Seade e do Departamento Intersin-dical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (Dieese), divulgada ontem.
No ano passado, o contingente
de desempregados nas seis regiões foi estimado em 3,005 milhões
de pessoas, 180 mil a menos que em 2006. Já o número de
ocupados nas seis regiões foi calculado em 16,364 milhões
de pessoas, e a População Economicamente Ativa em cerca
de 19,370 milhões.
No conjunto das seis regiões,
o rendimento médio real dos ocupados e o dos assalariados registrou
alta de 1,3% e 0,9%, respectivamente. Em valores monetários,
os rendimentos passaram a R$ 1.066 e R$ 1.142.
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O ESTADO DO PARANÁ,
14 de fevereiro de 2008 | Economia
Desemprego cai a nível recorde,
mas salário não melhora
Agência Estado
Enquanto o desemprego no
País encerrou o ano de 2007 com uma taxa de 15,5%, a menor da
série histórica iniciada em 1998, o salário do
trabalhador não acompanhou essa melhora. Mesmo impulsionada
pelo crescimento econômico e por uma queda contínua do
desemprego desde 2004, que resultou na criação de 770
mil vagas nos últimos quatro anos, a recuperação
do rendimento médio dos ocupados é lenta e ainda não
alcançou os níveis registrados em 1998 em nenhuma das
seis regiões metropolitanas pesquisadas pela Fundação
Seade e pelo Dieese.
Na Região Metropolitana de São Paulo, por exemplo, o rendimento
médio dos trabalhadores encerrou o ano de 2007 em R$ 1.140,00, longe
dos R$ 1.611,00 registrados há dez anos. No ano passado, o rendimento
dos trabalhadores da região ficou praticamente estável em relação
a 2006, com queda de 0,3%. Nas outras cinco regiões metropolitanas analisadas
pelas entidades, o rendimento subiu 1,3% e passou a R$ 1.066,00, mas permanece
em patamares inferiores aos de 1998 - os maiores da série histórica.
No Distrito Federal, o rendimento cresceu 5,7%, para R$ 1.521 00; em Salvador,
4,3%, para R$ 822,00; em Belo Horizonte, 4%, para R$ 987,00; em Porto Alegre,
2,5%, para R$ 1.028,00; em Recife, 1,5%, para R$ 658,00.
De acordo com os coordenadores da pesquisa, não há razão única
para explicar esse fenômeno, mas algumas variáveis ajudam a entender
o caso. Embora esteja em queda há quatro anos seguidos, a taxa de desemprego
ainda é elevada no País. Nas regiões metropolitanas de
São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador e Distrito
Federal, mais de três milhões de pessoas estão sem emprego.
" Com um número de desempregados tão elevado, a oferta de
mão-de-obra continua maior que a demanda e não há aumento
do rendimento. Os salários só aumentam quando há escassez
de trabalhadores", destaca o coordenador de análise da pesquisa pela
Fundação Seade, Alexandre Loloian.
Somam-se a esse quadro a ausência de mão-de-obra qualificada para
empregos com salários maiores e a falta de sincronia entre os treinamentos
e cursos profissionalizantes ofertados e as necessidades do mercado em diversas
regiões do País. "São problemas estruturais na relação
entre capital e trabalho que impedem a progressão profissional e salarial",
resume Loloian.
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Agência Brasil, 14 de fevereiro de 2008
Construção Civil
apresenta maiores taxas de emprego em seis regiões em
2007
Petterson Rodrigues
Repórter da Agência Brasil
São Paulo - A construção
civil foi o setor que mais contratou nas regiões metropolitanas
de São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife e Salvador
e no Distrito Federal em 2007, atingindo um crescimento de 8,2%,
em comparação a 2006. No período, foram
criados 66 mil novos postos de trabalho - 806 mil em 2006 contra
872 mil em 2007.
Os dados foram divulgados hoje (13) pelo Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Fundação Sistema
Estadual de Análise de Dados (Seade), e são referentes à pesquisa
anual de emprego e desemprego.
Em termos absolutos, o setor do comércio foi o que mais gerou emprego
no ano, 316 mil a mais do que o ano passado (8,44 milhões em 2006 contra
8,76 milhões em 2007).
“ [A contratação] Ocorreu mais fortemente no setor da construção
civil, com comércio acompanhando com crescimento vigoroso, e um crescimento
mais acentuado da contratação com carteira de trabalho assinada”,
disse o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio.
O rendimento médio real do trabalhador foi de R$ 1.066, com crescimento
de 1,3%. No Distrito Federal, o crescimento foi de 5,7%, com o trabalhador
recebendo em média R$ 1.521, e em São Paulo, houve queda de 0,3%,
registrando um rendimento médio de R$ 1.140.
“ Nós tivemos um dinamismo positivo da indústria nas regiões,
diferente de São Paulo, em que a indústria ficou estagnada. Nessas
demais regiões metropolitanas, o papel do salário mínimo é muito
mais importante do que é em São Paulo”, explicou o diretor
do Dieese.
De acordo com Lúcio, um pequeno percentual de trabalhadores depende
do salário mínimo em São Paulo, mas nas demais regiões
o salário mínimo tem uma participação relevante.
Os tipos de empregos nas regiões também são diferentes,
o que acarreta variação maior ou menor de salários nas
regiões metropolitanas.
“ Tivemos [na região de São Paulo] ainda forte contratação
de postos auxiliar, de atendente, cujo salário médio é inferior à media
que já é paga em São Paulo, portanto, puxa a média
para baixo, e os dinamismos próprios de algumas regiões metropolitanas,
como por exemplo a de Belo Horizonte, como a parte extrativa, sideúrgica,
que têm um dinamismo muito mais forte na indústria do que em São
Paulo”, explicou Lúcio.
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Agência Senado, 14 de fevereiro de 2008
CAS aprova projeto que trata do
reajuste do salário mínimo

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta quarta-feira (13),
parecer favorável ao projeto de lei encaminhado ao Congresso pelo presidente
da República que, ao fixar o valor do salário mínimo a
partir de 12 de abril de 2007 em R$ 380, propõe estabelecer as diretrizes
para a política de reajuste desse salário no período de
2008 a 2023. A CAS também aprovou emenda, apresentada pelo senador Paulo
Paim (PT-RS), com a finalidade de assegurar aos aposentados e pensionistas
o mesmo percentual de reajuste do salário mínimo. A proposta,
fruto de negociação entre o Executivo, o Congresso Nacional e
as centrais sindicais, ainda será examinada em Plenário.
De acordo com o projeto (PLC 42/07), o reajuste do salário mínimo
corresponderá, até 2011, à variação do Índice
Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado desde o último
aumento, acrescido de percentual idêntico ao do crescimento real do Produto
Interno Bruto (PIB) ocorrido dois anos atrás. Emenda de Paim, rejeitada
pelo colegiado, propunha que o valor do salário mínimo recebesse
o dobro do crescimento do PIB. Em 2008, observou o relator, senador Valdir
Raupp (PMDB-RO), o salário mínimo ficará em torno de R$
413. Na avaliação do relator, esse é um valor muito superior
aos US$ 100 reivindicados durante tanto tempo por alguns parlamentares, como
Paim.
A proposta aprovada pela CAS também estabelece que o reajuste do salário
mínimo será antecipado em um mês a cada ano, até que,
em 2010, ocorra no dia 1º de janeiro. A partir de então, determina
o projeto, o reajuste passará a ser efetuado sempre em janeiro. Seguindo
essa norma, em 2008 o salário mínimo será reajustado em
março e, em 2009, em fevereiro. Na opinião de Valdir Raup, a
fixação do mês de janeiro para reajuste do salário
mínimo poderá facilitar o debate em torno do assunto no âmbito
das discussões da proposta orçamentária anual.
Até o final de 2011, estabelece ainda a proposta, o Poder Executivo
deverá encaminhar ao Congresso projeto de lei que disponha sobre a política
de valorização do salário mínimo para o período
compreendido entre 2012 e 2023. Essa política, determina o projeto,
será definida, implementada e avaliada por um grupo interministerial
que terá a coordenação a cargo do Ministério do
Trabalho e Emprego.
O senador Flávio Arns (PT-PR), ao defender as emendas de Paim, ressaltou
que discussões sobre planos de saúde realizadas em audiências
públicas, no Senado, salientaram que o índice de inflação
dos serviços utilizados por aposentados e pensionistas é superior
aos dirigidos a outros segmentos da população. O custo de vida
do aposentado, lembrou, é maior do que o do jovem.
Na opinião de Flávio Arns, mesmo um salário mínimo
em torno de R$ 400 é insuficiente para atender às necessidades
de uma família. Para ele, o salário mínimo só terá um
aumento significativo quando os homens públicos tiverem seus vencimentos
fixados em salários mínimos. Ele sugeriu que proposta de emenda à Constituição
fixe esses vencimentos em, no máximo, 20 salários mínimos.
Apesar do crescimento econômico que o Brasil vem alcançando, ressaltou
o senador Jayme Campos (DEM-MT), durante o debate da matéria, os aposentados
são esquecidos. Essa situação, na avaliação
do senador, colabora para a desigualdade social do país.
Libras
Na mesma reunião, o senador Flávio Arns apelou ao presidente
do Senado, Garibaldi Alves Filho, para que todas as atividades da Casa, transmitidas
pela TV Senado, apresentem tradução para a Língua Brasileira
de Sinais (Libras) e não apenas as que se realizem em Plenário.
Arns enfatizou que, apesar de todas as reuniões das comissões
contarem com acompanhamento de tradutores para Libras, o recurso não é transmitido
ao telespectador.
A presidenta da CAS, senadora Patrícia Saboya Gomes, disse que vai falar
sobre o assunto com o presidente Garibaldi Alves. Ela pediu que também
os líderes partidários apresentem essa cobrança na próxima
reunião de líderes com Garibaldi.
- É constrangedor para uma Casa que iniciou um trabalho tão importante
nessa área de inclusão que não tenha, nas nossas comissões,
uma câmera para que esse trabalho possar ser feito - observou.
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Agência Diap, 14 de
fevereiro de 2008
MOVIMENTO SINDICAL
Centrais sindicais: projeto será votado
tão logo pauta esteja destravada
A pauta da Câmara está travada
por cinco medidas provisórias, que impedem a votação
de quaisquer outras matérias, até que se limpe a agenda
da Câmara. Concluídas essas votações, será votado
o PL 1.990/07, do Executivo, que regulamenta o funcionamento das centrais
sindicais.
O projeto foi alterado no Senado e retornou no final de ano passado para reexame
da Câmara. A matéria é uma das prioridades da agenda da
Câmara e poderá ser votado na próxima semana.
A assessoria parlamentar do DIAP preparou quadro comparativo, de modo às
entidades conhecerem o conteúdo do projeto a ser votado pelos deputados.
(Marcos Verlaine)
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Agência Câmara,
14 de fevereiro de 2008
Líder do governo promete apoio
a centrais sindicais
Edson Santos

Líderes da base aliada e centrais sindicais: apoio ao imposto sindical
O líder do governo, deputado
Henrique Fontana (PT-RS), afirmou nesta quarta-feira que a intenção
do governo é aprovar na Câmara a versão do Senado
para o Projeto de Lei 1990/07, que legaliza as centrais sindicais. Os
representantes das centrais se reuniram hoje com líderes e com
o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, para pedir apoio à proposta
do Senado.
O líder governista disse
que, apesar de haver divergências na base aliada, o projeto pode
ser votado na próxima semana. A proposta tramita em regime de
urgência constitucional e tranca a pauta do Plenário. O
projeto deve ser analisado logo após a votação de
quatro medidas provisórias com prazo de tramitação
vencido.
Emendas
Quando tramitou na Câmara, a proposta recebeu duas emendas. A primeira
determinava que as entidades sindicais de trabalhadores fossem fiscalizadas
pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A segunda previa que o trabalhador
pudesse optar pelo desconto ou não da contribuição sindical
na folha de pagamento.
No Senado, ficou estabelecido
que as entidades empresariais também serão fiscalizadas
pelo TCU e que a cobrança do imposto sindical deve permanecer
como hoje, descontado em folha.
Unificação
de impostos
De acordo com o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), os sindicalistas
querem que a discussão acerca das contribuições sindicais
seja feita separadamente da legalização das centrais sindicais.
O parlamentar e o líder do governo informaram que já está em
fase final de elaboração a proposta que será enviada pelo
Ministério do Trabalho ao Congresso, na qual se simplifica o sistema
de contribuições.
Inicialmente, explicou o deputado,
a previsão era de juntar a contribuição confederativa,
o imposto sindical e a contribuição de assistência
numa única parcela. Porém, explicou Pereira da Silva, a
contribuição confederativa está prevista na Constituição,
o que exigiria uma alteração mais complicada (por meio
de proposta de emenda à Constituição, que tem trâmite
mais demorado e exige quorum maior para aprovação). Por
isso, explicou, o projeto deve propor apenas a unificação
do Imposto Sindical e da Contribuição Assistencial.
Os sindicalistas afirmaram que
a aprovação do PL 1990/07 é um passo necessário
para a legalização e que as centrais já estão
discutindo um novo modelo de financiamento do movimento sindical.
Jornada
de trabalho
Os sindicalistas também pediram ao presidente da Câmara prioridade
para os projetos sobre redução da jornada de trabalho em discussão
na Casa: o PL 7663/06, do deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA); e o PL 160/07,
do deputado Marco Maia (PT-RS).
Atualmente, a jornada máxima
de trabalho de 44 horas está definida no artigo 7º da Constituição.
Paulo Pereira disse que Chinaglia criará uma comissão
especial para analisar essas propostas.
Reportagem - Vânia Alves e Silvia Mugnatto
Edição - Natalia Doederlein
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Agência Diap, 14 de
fevereiro de 2008
DIREITOS TRABALHISTAS
Leis trabalhistas serão discutidas
em grupo de trabalho no Senado
Um grupo de trabalho, composto
por cinco senadores integrantes da Comissão de Constituição,
Justiça e Cidadania (CCJ), poderá ser criado para, em um
prazo de 60 dias, elaborar, discutir e submeter à aprovação
do Congresso Nacional, proposições destinadas a reformar
as leis trabalhistas em vigor.
De acordo com os senadores Eduardo
Suplicy (PT/SP) e Antônio Carlos Valadares (PSB/SE), autores do
requerimento de criação do grupo de trabalho - que será submetido à votação
da CCJ na próxima semana - as inúmeras e recentes modificações
no Código de Processo Civil (Lei 5.869/73) provocaram uma série
de discussões doutrinárias e jurisprudênciais sobre
a sua aplicação ou não no Direito Processual do
Trabalho.
Deverão ser convidados
para os debates os especialistas Jorge Luis Souto Maior e Paulo Eduardo
Vieira de Oliveira, ambos da Faculdade de Direito da Universidade de
São Paulo (USP), e Manoel Carlos Toledo Filho, da PUC de Campinas
(SP).
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Agência Câmara,
14 de fevereiro de 2008
Mutuário poderá ser notificado
sobre saldo devedor
Bernardo Hélio

José Genoíno: atual legislação é anti-social
O Projeto de Lei 2208/07, do deputado José Genoíno (PT-SP), obriga
as instituições financeiras que operam com crédito imobiliário
a notificar seus mutuários sobre o valor do saldo devedor e a possibilidade
de sua quitação antecipada. A proposta altera diversos dispositivos
da Lei 9514/97, que disciplina o Sistema de Financiamento Imobiliário.
Para Genoíno, a dispensa
dessa notificação, expressa no artigo 35 da Lei 9514/97,
representa um prejuízo para o mutuário. O deputado considera
essa norma um exemplo notável do "conteúdo anti-social" da
Lei 9.514/97, que é oriunda de proposta do ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso. "A solução do governo FHC não
foi no sentido de resolver o problema social criado pelas sucessivas
políticas de financiamento da casa própria, mas sim uma
solução unilateral, unicamente financeira", diz o
deputado. A lei permitiu a compra e venda do saldo devedor da casa própria
entre os diferentes agentes do sistema financeiro.
" O crédito imobiliário passou a ser tratado como uma commodity",
critica Genoíno.
Principal
interessado
O deputado observa que o mutuário devedor é o principal interessado
na possibilidade de quitação antecipada. Genoíno lembra
que o mutuário paga durante anos uma prestação quase sempre
superior aos 30% da sua renda familiar, que, teoricamente, deveria ser o teto
de endividamento aceitável. Submetido a prestações muito
altas, segundo o deputado, o mutuário acaba forçado a comprometer
itens básicos de seu orçamento. "E, pela lei vigente, o
mutuário fica legalmente afastado do direito de saber que seu débito
foi renegociado com outro credor, provavelmente a preço de banana, sendo
que, se lhe fosse oferecida a mesma vantagem de deságio, ele poderia
talvez quitar sua dívida".
José Genoíno reconhece
que o projeto não constitui uma solução abrangente
para o problema dos mutuários, pois isso exigiria uma revisão
profunda, estrutural, de toda a Lei 9514/97. "Mas já é uma
alteração fundamental", segundo o deputado, pois assegura
respeito a direitos básicos do mutuário.
Tramitação
Sujeito à apreciação conclusivo, o projeto será analisado
pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; Finanças e Tributação;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
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FOLHA DE LONDRINA, 14 de
fevereiro de 2008 | Política
Congresso reduz corte do Orçamento
de 2008
Corte nos poderes Executivo, Legislativo
e Judiciário será de R$ 12,26 bilhões e não
R$ 20 bilhões, como foi proposto pelo governo
Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

José Pimentel, relator-geral do Orçamento de 2008:
uma nova ‘forma’ de fazer os cálculos
Brasília - O relator-geral do Orçamento de 2008, deputado José Pimentel
(PT-CE), confirmou ontem que o corte nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário
será de R$ 12,26 bilhões e não R$ 20 bilhões -
como foi proposto inicialmente pelo governo. O corte foi feito para readequar
o Orçamento ao fim da CPMF (Contribuição Provisória
sobre Movimentação Financeira).
Sem criticar a equipe econômica,
o petista disse que chegou ao número final por meio de uma nova
''forma'' de fazer os cálculos. ''O déficit é o
mesmo (o calculado pelo governo e por ele). Mas a forma de chegar aos
números, nós mudamos'', disse Pimentel, que afirmou que
ainda vai apresentar seu parecer aos líderes partidários
antes de levá-lo à votação na Comissão
Mista de Orçamento (CMO) do Congresso.
No relatório, Pimentel
afirmou ter preservado o valor de R$ 412,40 para o salário mínimo,
além de R$ 48,4 bilhões para a saúde e mais R$ 13,8
bilhões para o Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC).
Segundo o petista, as emendas
de bancada terão R$ 10,15 bilhões e as individuais - no
total - mais R$ 4,75 bilhões. A partir de negociações
com as centrais sindicais, ele também alterou valor do mínimo
que estava previsto para R$ 407,33. Pimentel lembrou que a expectativa
de despesas com a liberação de emendas de bancada era de
R$ 13,76 bilhões.
Com o fim da arrecadação
da CPMF, o governo anunciou medidas compensatórias que incluíam
o aumento das alíquotas do IOF e da CSLL, além do corte
geral no Orçamento de 2008.
Na última segunda-feira,
o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) apresentou sua reestimativa de
receita para o Orçamento de 2008. Segundo os cálculos de
Dornelles, havia indicativos de que o corte geral na proposta orçamentária
seria menor ao sugerido pelo governo.
É que o senador apontou
queda de R$ 2,737 bilhões nas receitas primárias líquidas,
mas acréscimo de R$ 4,1 bilhões nas primárias brutas.
Também informou que havia previsão de aumentar as transferências
para os Estados e municípios em R$ 6,8 bilhões. Baseado
nesses números e também na elevação na arrecadação
de vários impostos, Dornelles deu a entender que seria possível
reduzir o corte geral no Orçamento.
Renata Giraldi
Folhapress
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Diário Vermelho, 14
de fevereiro de 2008
CTB esclarece sua posição
sobre a contribuição sindical
O secretariado da Central dos
Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil (CTB), em reunião
realizada na terça-feira (12) na cidade de São Paulo,
reafirmou a posição de rejeitar a proposta do governo
de enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei que pretende
mudar a forma de cobrança das contribuições
sindicais. A idéia seria unificar o imposto sindical, a
contribuição sindical e a contribuição
confederativa em apenas uma contribuição.
Por Osvaldo Bertolino
Para
a CTB, qualquer mudança que coloque em risco a sustentação
financeira do movimento sindical é inaceitável. A contribuição
negocial, por exemplo, em substituição à contribuição
sindical, mesmo ela sendo aprovada em assembléia, pode ser impedida
pelas empresas.
Outra hipótese é a de a assembléia não aprovar
a contribuição negocial. O secretariado da CTB também
ponderou que os sindicatos não podem abrir mão da arrecadação,
caso não haja acordo em assembléia. E reafirmou que é contra
qualquer proposta de alteração a Consolidação das
Leis do Trabalho (CLT).
Mulheres e negros
A reunião também deliberou que a CTB deve formar uma frente com
as demais organizações do movimento social - CMS, UNE, Unegro
e Conam - para a coleta de assinaturas da campanha pela redução
da jornada de trabalho sem redução de salário. Segundo
o secretariado, a campanha deve ser um instrumento de divulgação
da CTB entre os trabalhadores. Para isso, os sindicatos precisam organizar
debates, seminários e coletas públicas de assinaturas - além
de divulgar a campanha nos meios de comunicação dos sindicatos.
O secretariado da CTB lembrou ainda que a preparação do Dia Internacional
da Mulher (8 de março) deve merecer especial atenção.
Da mesma forma, o Dia Internacional contra a Discriminação Racial
(21 de março) deve contar com a ativa participação da
CTB. Essas mobilizações, concluiu o secretariado da CTB, serão
fundamentais para a organização do 1º de Maio, quando a
campanha pela redução da jornada de trabalho sem redução
de salário entrará numa nova etapa.
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O ESTADO DO PARANÁ,
14 de fevereiro de 2008 | Economia
INSS esclarece revisões de aposentadorias
Redação O Estado
do Paraná
Foto: Átila
Alberti

Discussão sobre aposentaria por idade.
O Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) esclarece as informações
divulgadas pela Associação em Defesa dos Consumidores e Contribuintes
(ADEC) sobre revisão do benefício de aposentadoria por idade:
A Aposentadoria por idade é concedida aos segurados da Previdência
Social que completarem 65 anos de idade, se homem, e 60 anos, se mulher, e
exige um tempo de contribuição mínimo de 15 anos. O valor
da aposentadoria é de 70% do salário-de-benefício, mais
1% a cada ano de contribuição, até alcançar 100%.
No entanto, a lei 9.876 de 26/11/99 criou o fator previdenciário que
também é utilizado para o cálculo do valor da aposentadoria
por tempo de contribuição e aposentadoria por idade. Diferente
do que foi divulgado pela ADEC, no caso da aposentadoria por idade, a aplicação
do fator previdenciário é facultativa, ou seja, o salário-de-benefício
pode ou não ser calculado com o fator previdenciário, de acordo
com o que for mais vantajoso ao segurado. O sistema do INSS ao conceder o benefício
realiza automaticamente dois cálculos: um utilizando o fator previdenciário
e outro não, e aplica o mais vantajoso ao segurado.
Segundo a chefe de Serviço de Revisão de Direitos do INSS em
Curitiba, Mariza Agostini Lima, só devem procurar o INSS para solicitar
uma revisão os segurados que tiverem elementos novos para acrescentar
no cálculo do valor do benefício, como a inclusão de mais
tempo de contribuição ou alteração do valor dos
salários de contribuição.
Salário-de-benefício é o valor básico utilizado
para definir a renda mensal das aposentadorias, inclusiva a aposentadoria por
idade. Ele corresponde à média dos 80% maiores salários-de-contribuição
do segurado (corrigidos monetariamente), contados a partir de julho de 1994
até a data do requerimento do benefício no INSS, não podendo
ser inferior a 60%.
Fator Previdenciário leva em consideração o tempo de contribuição,
a idade no momento da aposentadoria e a expectativa de vida do segurado. Nas
aposentadorias por idade, o fator Previdenciário é usado apenas
para beneficiar o segurado, ou seja, se o valor encontrado for menor que 1,
o que reduziria o valor do benefício, ele não é aplicado.
Os segurados que tiverem dúvidas podem entrar em contato com a Previdência
Social pelo telefone 135, de segunda a sábado, das 8h às 23h.
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FOLHA DE LONDRINA, 14 de
fevereiro de 2008 | Economia
Kraft contrata 1,1 mil temporários
São Paulo - A Kraft Foods do Brasil, fabricante da marca Lacta e líder
na produção nacional de ovos de Páscoa, quer se manter
pelo 12º ano consecutivo no topo, apostando nas suas marcas mais vendidas,
em inovações e na capacitação dos promotores de
venda. A empresa irá produzir 21 milhões de ovos - 1 milhão
a mais do que em 2007 - na sua fábrica sediada em Curitiba. Para dar
conta desse aumento, a Kraft contratou 1,1 mil funcionários temporários.
O reforço nos pontos de venda virá com a contratação
de 5,2 mil promotores (mesmo número de 2007).
O diretor de Marketing de Chocolate
da Kraft, Eduardo Nigro, lembrou que, no ano passado, a Lacta teve uma
participação recorde, com 36,9% em valor, e 36,5%, em volume:
números que superaram 2,2% e 3%, respectivamente, os resultados
alcançados em 2006.
A projeção de
aumento no valor dos produtos de Páscoa da Lacta é um pouco
superior à média nacional: de 6% a 7%. O portfólio
para a Páscoa 2008 tem 39 opções de produtos, com
preços que variam de R$ 5,00 a R$ 49,90.
O gerente de Marketing de Páscoa,
Vinicius Germano, apresentou as inovações da Lacta para
esta Páscoa. São sete lançamentos, três deles,
para o público adulto: o Sonho de Valsa Trufa, o Amaro (300 g)
e o Special (ovo de chocolate ao leite em uma embalagem diferenciada).
Na linha infantil, o ovo Ben -10 (que vem com relógio inspirado
no desenho), GP Brasil-Interlagos (que traz carrinhos de corrida de fricção),
Hello Kitty no número 20 (que vem com mini-rádio FM), e
o Lacta MTV, para atender o público adolescente. (A.L.)
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ÂMBITO JURÍDICO,
14 de fevereiro de 2008
Contribuição previdenciária
não incide sobre FGTS e multa de 40%
Não incide contribuição previdenciária sobre a
multa de 40% e nem sobre o saldo de FGTS devidos em decorrência de sentença
ou acordo judicial, já que ambas são parcelas de natureza indenizatória. É este
o teor da Orientação Jurisprudencial nº 04, das Turmas da
3ª Região, aplicada em julgamento recente pela 3ª Turma do
TRT-MG.
O relator do recurso, desembargador Bolívar Viegas Peixoto, fundamentou
o seu voto também no artigo 28 da Lei nº 8.212/91 e no parágrafo
9º do Decreto nº 3.048/99, que excluem expressamente essas parcelas
da incidência do tributo previdenciário. Com essa base legal,
deu provimento parcial ao recurso da empresa para determinar a não incidência
de INSS sobre a parcela deferida a título de FGTS e sobre a multa de
40% devida em razão da dispensa sem justa causa.
( RO nº 00013-2007-053-03-00-2 )
Fonte: TRT3
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
14/02/2008
Sindicatos não estão isentos
do recolhimento de custas processuais
Os sindicatos não estão
isentos do pagamento das custas processuais na interposição
de recursos na Justiça Trabalhista, afirmou a Primeira Turma do
Tribunal Superior do Trabalho ao confirmar a sentença do TRT da
24ª Região que considerou deserto (falta de pagamento das
custas processuais) o recurso ordinário do Sindicato das Empresas
Revendedoras de Gás da Região Centro Oeste – Sinergás – C/O,
em uma ação de cumprimento movida pela entidade contra
uma empresa associada.
Ao interpor recurso no Tribunal
Regional contra a decisão da primeira instância que julgou
improcedente a sua ação, o sindicato não comprovou
o pagamento das custas, alegando que estava dispensado dessa obrigação,
nos mesmos termos do privilégio reconhecido em favor da Fazenda
Pública, estabelecido no artigo 606, § 2º, da CLT.
Contrário desse entendimento,
o Regional asseverou que os valores das custas deveriam ter sido recolhidos,
porquanto há precedente jurisprudencial afirmando que o referido
dispositivo da CLT não teria sido recepcionado pela Constituição
de 88. Esclareceu que O TRT campo-grandense: “já que não
há possibilidade de o Estado expedir certidão para autorizar
cobrança de contribuição sindical, consoante prescreve
o caput do multicitado art. 606 da CLT, não se pode também
sustentar a extensão, aos sindicatos, dos privilégios concedidos à Fazenda
Pública para tal cobrança, prevista no parágrafo
segundo o mesmo preceito”.
(RR-1.076-2006-006-24-00.3)
(Mário Correia)

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