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Agência Câmara,
16 de fevereiro de 2008
Projeto cria incentivos
para indústria da madeira
Edson Santos
Merss: indústria não
consegue competir com as concorrentes chinesas
A Câmara examina o projeto de lei 2316/07, do deputado Carlito
Merss (PT-SC), que cria política de incentivo à indústria
de transformação da madeira no País. A proposta
estabelece a criação de medidas para estimular, entre outras,
a indústria moveleira nacional.
Entre os objetivos da proposta estão agregação
de valor aos produtos e serviços da floresta, diversificação
industrial, desenvolvimento tecnológico, utilização
de empreendedores e de mão-de-obra locais. Merss
explica que o objetivo é criar um política
de incentivo que respeite a lei ambiental e o uso sustentável
das florestas.
O projeto estabelece que a exploração de
florestas privilegiará o processamento local da
matéria-prima. Para isso, União, estados
e municípios deverão promover políticas
de incentivo ao processo de industrialização
dos produtos e subprodutos locais, fomentando a instalação
de indústrias, incorporação de novos
métodos de gestão empresarial e adoção
de tecnologias competitivas.
Pela proposta, o incentivo ao desenvolvimento da indústria
de transformação da madeira deverá observar
rigorosamente toda a política ambiental vigente,
a proteção ao patrimônio e aos recursos
naturais, bem como o desenvolvimento ambientalmente sustentável
de cada região.
Espécies estratégicas
O projeto proíbe as exportações para processamento
ou transformação em subprodutos em solo estrangeiro de
espécies classificadas como estratégicas ou relevantes
pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renováveis
(Ibama). A norma deverá ser cumprida sempre que houver tecnologia
compatível e capacidade produtiva em solo nacional para atender às
necessidades de produção.
O autor da proposta ressalta que o projeto faz parte de
um trabalho realizado pela Associação Nacional
dos Produtores de Pisos de Madeira (ANPM). Segundo Carlito
Merss, o projeto auxiliará no debate "da situação
vivenciada pela indústria nacional da madeira, sobretudo
pela disputa assimétrica no mercado globalizado".
O deputado lembra que o Brasil possui uma das maiores reservas
de madeira do planeta, configurando-se como um forte pólo
exportador.
A indústria florestal no País abrange cerca
de 35 mil empresas, envolvendo a produção
de madeira, móveis, papel, celulose e carvão
vegetal. Gera em torno de 1 milhão de empregos diretos
e representa 4% do PIB brasileiro, beneficiando, direta
e indiretamente, 3 milhões de pessoas.
Competição chinesa
Carlito Merss destaca que, apesar do cenário otimista, a indústria
de madeira não tem conseguido competir com as concorrentes chinesas.
Ele lembra que a madeira brasileira tem sido enviada ao mercado estrangeiro
com desoneração tributária, resultado de políticas
de incentivo à exportação; e, depois, retorna
ao País como produto industrializado com preços abaixo
do mercado nacional.
Segundo Merss, apesar da produtividade e da inovação
tecnológica, a indústria nacional não consegue
concorrer com empresas estrangeiras; pois a matéria-prima é onerada
pela carga tributária nacional, enquanto o produto importado,
além das vantagens concorrenciais, recebe subsídios domésticos.
Tramitação
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas
comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável;
de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
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Agência Diap, 16
de fevereiro de 2008
RESUMO DA SEMANA
Movimento sindical:
agenda unitária, propositiva e ampla
Agenda dos trabalhadores no Congresso Nacional, instalação
da comissão especial que discutirá novo rito para as medidas
provisórias no Legislativo e CPI dos cartões corporativos.
Estes são os fatos relevantes da cena política em Brasília
esta semana.
O movimento sindical brasileiro vive um bom momento. As
centrais sindicais conseguiram construir uma agenda unitária,
propositiva e ampla. O debate passa pela redução
da jornada de trabalho, financiamento ou custeio sindical,
regulamentação das centrais e das convenções
151 e 158, da OIT. Faz parte também desta agenda
a participação dos trabalhadores na gestão
das empresas estatais.
Com esta agenda na cabeça, os dirigentes das centrais
passaram a semana toda em Brasília conversando com
líderes partidários no Congresso. Primeiro
se reuniram com o líder do Governo na Câmara,
Henrique Fontana (PT/RS), que se comprometeu a unir a base
aliada para aprovar PL 1.990/07 tal como foi votado no
Senado. Isto deve acontecer na próxima semana, tão
logo a pauta esteja destravada e livre das medidas provisórias.
Depois, com a presença dos ministros do Trabalho,
Carlos Lupi, e da Previdência, Luiz Marinho, conversaram
com lideranças da Câmara, a fim de sensibilizá-los
e mostrar-lhes a importância da aprovação
do projeto. Por fim, fecharam a agenda em reunião
com o presidente Lula, que na tarde desta quinta-feira
(14) assinou os projetos, em sessão solene, no Planalto,
que regulamentam as convenções 151 e 158
da OIT.
Como se vê, a ação unitária
das centrais tem produzido bom efeito. Isto é fundamental
para o avanço das lutas e conquistas dos trabalhadores,
sobretudo neste bom momento econômico porque passa
País.
Medidas provisórias
Esta semana, o presidente Arlindo Chinaglia instalou a comissão
especial que estudará novo rito de tramitação
para as medidas provisórias no Congresso. Sufocado pela quantidade
de MPs que as duas Casas Legislativas têm que apreciar, os congressistas
resolveram finalmente pautar o tema, que há muito atormenta
o Poder Legislativo.
A proposta (PEC 511/06), do finado senador Antônio
Carlos Magalhães (DEM/BA), é polêmica
e promete suscitar acalorados debates até que se
chegue a bom termo. A discussão desta matéria
começa em boa hora, pois, de fato, caso o Congresso
não consiga resolver este problema perderá o
que lhe resta de autonomia e independência.
O presidente do colegiado é o deputado Cândido
Vaccarezza (PT/SP), que nomeou relator da matéria,
o deputado Leonardo Picciani (PMDB/RJ). A comissão é composta
por 18 membros titulares e igual número de suplentes,
que terá 40 sessões para votar a proposta.
Leia mais
Cartões corporativos
A despeito de qualquer juízo de valor sobre os desvios no uso
dos cartões corporativos por membros do Poder Executivo, é fato,
para quem acompanha a cena política, que a imprensa turbinou
o problema e lhe deu dimensão maior do que de fato tinha.
Para variar, a arena de disputa de mais este problema
político é o Congresso Nacional, que está às
voltas se instala uma comissão parlamentar só do
Senado ou uma mista, com senadores e deputados. Sendo uma
mista, o Governo vai controlá-la, elegendo presidente
e relator. E não poderia ser diferente; o desejo
da oposição de dividir o comando da CPI é delírio.
De qualquer sorte, a CPI mista perde força, e no
Senado, a oposição se movimenta no recolhimento
das assinaturas necessárias para apresentar o requerimento,
pois tem mais chances de lograr êxito, porque a base
aliada na Casa é minoritária.
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Agência Diap, 16
de fevereiro de 2008
CONVENÇÃO 158
FHC não permitiu
a regulamentação do fim das demissões
sem justa causa
A luta contra a alta rotatividade nos locais de trabalho agora ganha
substância, com o envio, pelo Planalto, de projetos de lei que
regulamentam as convenções 151 e 158 da Organização
Internacional do Trabalho (OIT). A Convenção 151 garante,
como política de Estado, a negociação coletiva no
setor público; a 158, acaba com o instrumento da demissão
sem justa causa e restringe a rotatividade da mão-de-obra, hoje
largamente utilizada pelo patronato.
Em meio a este debate, é importante resgatar, que
1996, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, por meio
do Decreto 2.100, denunciou a Convenção 158
da OIT (Organização Internacional do Trabalho)
para não permitir sua ratificação
pelo Governo Brasileiro. Pressionado pelos empresários,
FHC deu um passo atrás e as relações
de trabalho no País retrocederam uma era em relação
aos países do capitalismo central.
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Agência Diap, 16
de fevereiro de 2008
FUNDO
DE GARANTIA
Esclarecimentos acerca
da ratificação da Convenção 158
da OIT
A Convenção 158 da OIT, relativa ao término da relação
de trabalho por iniciativa do empregador, que possui status de lei ordinária,
estabelece princípios a serem observados nos países que
a ratificarem quanto à proteção contra a despedida
arbitrária ou imotivada. Segundo o artigo 4º da Convenção, é proibida
a demissão de empregados a menos que exista causa justificada
relacionada à capacidade, comportamento ou necessidade de funcionamento
da empresa, estabelecimento ou serviço.
A demissão, mesmo que justificada, de acordo com o artigo 12,
não exclui direito a indenização ou compensação
análoga, além de seguro-desemprego. Portanto, a eventual
ratificação da Convenção 158 não exclui
o direito à multa sobre o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
(FGTS), apenas estabelece princípios e enunciados que devem ser
observados para efeito de demissão do trabalhador por iniciativa
do empregador.
O cuidado que deve se ter diz respeito à regulamentação
do inciso I do artigo 7º da Constituição, que requer
lei complementar, no qual é necessário explicitar que a
multa é devida mesmo nos casos de demissões motivadas,
porque o artigo 10 do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias, que garante a multa, deixa de existir a partir do
momento em que a lei complementar entrar em vigor.
De acordo com o artigo 10 do Ato das Disposições
Transitórias, a multa só é devida
até aprovarem a lei complementar regulamentando
o inciso I do artigo 7º da Constituição.
O texto do artigo 10 diz textualmente o seguinte:
“Até que seja promulgada a lei complementar
a que se refere o artigo 7º inciso I, da Constituição”,
a proteção ali referida “fica limitada à proteção
nela referida ao aumento, para quatro vezes, da porcentagem
prevista no artigo 6º, caput e parágrafo 1º da
Lei 5.107, de 13 de setembro de 1966 (Revogada pela Lei
7.839/89, que também foi revogado pela Lei 8.036/90)".
Esta lei fixa a indenização por dispensa
sem justa causa em 10% do saldo do FGTS, que o dispositivo
Constitucional eleva para 40%.
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Agência Diap, 16
de fevereiro de 2008
INSS convoca 21 mil
para reavaliar auxílios-doença
O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) começa na próxima
segunda-feira a enviar cartas de convocação a 21.022 beneficiários
para a reavaliação dos auxílios-doença que
foram concedidos há dois anos e que expiram em março. Desde
que começou a reavaliação do auxílio-doença,
em agosto do ano passado, já foram chamados 160.229 beneficiários.
A partir do recebimento da carta, o beneficiário
tem dez dias para agendar uma nova perícia médica.
O auxílio-doença é automaticamente
prorrogado até a data da perícia. Caso o
beneficiário não agende ou não compareça à perícia,
o auxílio-doença é cessado. No caso
de doença grave, um representante legal do beneficiário
deve ir até uma APS (Agência da Previdência
Social) para solicitar que o perito vá ao local
onde o beneficiário se encontra. A perícia
médica pode ser agendada nas APS, pela internet
(www.previdencia.gov.br) ou pelo telefone, através
da Central 135.
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Agência Brasil, 16
de fevereiro de 2008
Ministro defende manutenção
da multa rescisória sobre FGTS para proteger trabalhadores
Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - A ratificação da adesão
do Brasil à Convenção 158 da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) não deverá trazer
prejuízos para os trabalhadores no que diz respeito
ao pagamento da multa rescisória de 40% sobre o
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A
afirmação foi feita hoje (15) pelo ministro
da Previdência, Luiz Marinho.
Segundo ele, a multa já existia anteriormente e
foi aumentada como uma proteção ao trabalhador, “quando
não foi possível introduzir a [Convenção]
158 na Constituinte”.
Marinho ressaltou, no entanto, que é preciso rediscutir
hoje esse assunto, tendo em vista que o Brasil é agora
outro país. Ele disse que não vê necessidade
de se acabar com a multa. De acordo com o ministro, o esforço
do governo deve ser no sentido de ampliar a proteção
aos trabalhadores. “Não faz sentido você acabar
com a multa”, afirmou Marinho, em entrevista à Agência
Brasil.
Ele disse que é preciso fazer um novo debate com
a sociedade para analisar se a multa deve ser mantida no
percentual que está em vigor ou se diminui com a
introdução da Convenção 158. “Mas
por si, a introdução da 158 não é uma
forma automática de acabar com a multa. Pelo menos, é essa
a minha interpretação”, concluiu.
Já o secretário-geral da Presidência
da República, ministro Luiz Dulci, afirmou que o
governo só poderá avaliar se haverá mudanças
para os trabalhadores depois que o Congresso Nacional analisar
o pedido de ratificação da adesão
do Brasil à convenção 158 da OIT.
De acordo com Dulci, pelo menos por enquanto, não
haverá nenhuma modificação na legislação
trabalhista. “Por enquanto, continua vigorando a
legislação que existe. De imediato, não
há nenhuma alteração em nada”,
garantiu. Ele disse que ainda não estudou a reivindicação
de se reduzir, ou mesmo acabar com a multa rescisória,
como defende parte do empresariado brasileiro.
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Gazeta
do Povo, 16 de fevereiro de 2008
BRASIL | AJUSTE
SEU RELÓGIO
Horário
de verão termina hoje à meia-noite
Brasília – O horário de verão termina à meia-noite
de hoje, após 125 dias de vigência.
Os relógios deverão ser atrasados em uma hora nos
estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e no Distrito
Federal.
O horário de verão começou em 14 de outubro
do ano passado.
De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico
(ONS), os resultados preliminares indicam redução
de 4,2% na demanda máxima nas regiões Sudeste e
Centro-Oeste.
Isso eqüivale a 1.557 MW (megawatts), ou 60% da demanda
da cidade do Rio de Janeiro.
Na Região Sul, a redução da demanda foi
de 4,8%, o equivalente a 480 MW ou 80% da demanda de Curitiba.
Demanda é a quantidade máxima de energia consumida
em um determinado momento do dia.
Curiosidades sobre o horário de verão:
O governo justifica a mudança do horário porque
nesta época do ano há um aumento da demanda por
causa do crescimento da produção industrial para
o Natal (período entre outubro e dezembro) e, também,
do uso de ar-condicionado devido ao calor.
“ O horário de verão é sempre importante porque representa
uma redução de 4% a 5% no consumo de energia elétrica na
ponta (entre 18 h e 21 h).
Uma redução de 2 mil megawatts (MW) representa
segurança para o sistema”, disse o diretor-geral
do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes
Chipp.
Ainda segundo o governo, a redução
de demanda no horário de verão é proporcionada
por uma combinação de fatores: mudança
de comportamento dos consumidores, fim da jornada de trabalho
ainda com luz natural e retardo do início da utilização
da iluminação pública.
Além disso, o horário
de verão reduz a coincidência no consumo de
energia, especialmente nos horários de pico.
Assim, em vez de vários consumidores ligarem aparelhos
elétricos ao mesmo tempo, essa demanda é diluída
e tem menos impacto no sistema de abastecimento de energia.
É a 37.ª edição
do horário de verão, implantado pela primeira
vez em 1931, e o 22.º ano consecutivo pós-regime
militar.
Ele ficou suspenso de 1968 a 1985. Até 1967, porém,
era adotado esporadicamente.
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Gazeta do Povo, 16 de fevereiro
de 2008
PARANÁ | REGIÃO
OESTE
Madeira ilegal é apreendida
pela polícia
Cerca de cem varas de araucária, extraídas irregularmente
do assentamento Celso Furtado, em Quedas do Iguaçu (Oeste do estado),
foram apreendidas pela Polícia Militar, ontem, em Espigão
Alto do Iguaçu, durante bloqueio em uma estrada rural. Dois homens
que transportavam a carga foram presos e entregues à Polícia
Federal, em Cascavel. Eles devem responder pelo crime de furto qualificado
e também foram multados em R$ 7 mil cada.
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Gazeta do Povo, 16 de fevereiro
de 2008
SEU DIREITO
INCAPACIDADE TOTAL OU
PERMANENTE
Meu irmão de 32 anos é portador do
transtorno bipolar há mais de oito anos. Devido à doença,
ele não consegue parar em nenhum emprego por mais
de duas semanas. Atualmente, ele está internado em
um hospital psiquiátrico. Posso requerer a aposentadoria
dele?
O segurado que contribui para a previdência social
há pelo menos um ano e fica acometido de alguma
enfermidade incapacitante para o trabalho, tem direito
de receber benefícios do INSS, desde que esta invalidez
seja comprovada por perícia médica e tenha
se iniciado, no máximo, até um ano após
a cessação das contribuições.
Se a incapacidade for temporária, o trabalhador
pode ter concedido em seu favor o auxílio-doença.
No entanto, se a incapacidade for total e permanente para
seu ofício, fará jus o obreiro ao benefício
de aposentadoria por invalidez.
A lei ainda beneficia, entre outras hipóteses,
a dos trabalhadores que contribuem por mais de dez anos.
Para estes, o prazo do início da incapacidade pode
ocorrer em até dois anos após a cessação
das contribuições. Existe também um
rol de doenças e afecções que possibilitam
a concessão da aposentadoria por invalidez ao segurado,
independente de ter trabalhado por um ano, desde que estejam
filiados à Previdência Social.
Assim, no presente caso é necessário que
o segurado comprove a incapacidade para o trabalho por
meio de perícia médica e tenha contribuído
para o INSS por no mínimo um ano antes de ficar
doente ao ponto de incapacitá-lo temporária
ou permanentemente para o trabalho. É imprescindível
também que a sua doença tenha se manifestado
até um ano após este período.
As decisões dos tribunais são no sentido
de que se a perícia médica realizada em juízo
concluir que existe incapacidade total e permanente para
o trabalho, deve ser deferido em favor do segurado o benefício
de aposentadoria por invalidez. No entanto, se a incapacidade
for temporária, com possibilidade de melhora, deve
ser concedido em seu favor o benefício de auxílio-doença,
enquanto perdurar esta situação.
Silvia do Nascimento Cocco, advogada
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O Estado do Paraná,
16 de fevereiro de 2008
Indústria de
móveis vai debater oportunidades de mercado em Curitiba
Empresários e profissionais ligados à indústria
de móveis participam, na quinta-feira (21), em Curitiba, do 2.º Seminário
Oportunidades para o Setor Moveleiro. O evento é promovido pelo
Conselho Setorial da Indústria Moveleira, da Federação
das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) com o objetivo
de apresentar as novas perspectivas para o setor e promover a interação
entre todos os envolvidos na cadeia produtiva de móveis.
Estarão reunidos industriais, marceneiros, arquitetos,
designers, empresários da construção
civil, importadores, instituições de ensino
e pesquisa e órgãos do governo.
De acordo com dados do Sindicato da Indústria do
Mobiliário e Marcenaria do Estado do Paraná (Simov),
uma das entidades que apóia o evento, o Paraná tem
3 mil indústrias moveleiras formais. Metade delas
- 1500 - está localizada na Grande Curitiba e se
destaca pela produção de móveis sob
medida e linhas de alto padrão. Outro pólo
moveleiro importante do Paraná é a região
de Arapongas, no norte do Estado, onde predomina a produção
de móveis seriados em MDF e estofados.
Uma das abordagens do evento será a estratégia
da indústria moveleira paranaense para enfrentar
a concorrência. De acordo com empresários
do setor, a importação de móveis da
China está crescendo. Além disso, internamente
as empresas do setor competem entre si.
As pequenas marcenarias, que fazem móveis sob encomenda,
concorrem com indústrias que fabricam móveis
planejados comercializados em lojas exclusivas. “Para
ser competitiva, a indústria moveleira paranaense
precisa melhorar o processo de gestão, investir
em tecnologias mais modernas e aproximar-se do consumidor
final”, defende o coordenador do seminário,
Constantino Bezeruska, que também coordena o Conselho
Temático da Indústria Moveleira da Fiep e
preside o Sindicato da Indústria do Mobiliário
e Marcenaria do Estado do Paraná (Simov). As inscrições
são gratuitas, mas as vagas são limitadas.
Os interessados devem se inscrever pelo site: www.fiepr.org.br/fiepr/conselhos
Palestras
O evento acontece no Cietep e será aberto às
9h. Às 9h15, Lourenço de Medeiros Filho,
assessor do BRDE, apresenta as linhas de financiamento
do banco. Em seguida, começam as palestras.
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Folha de São Paulo,
16 de fevereiro de 2008
PANAMÁ
Operários da
construção vão à rua pelo 3º dia
DA REDAÇÃO
Cerca de 300 manifestantes foram presos no Panamá ontem,
após trabalhadores da construção civil
e a polícia terem entrado em confronto, pelo terceiro
dia seguido. O estopim foi a morte do líder sindical
Airomi Smith, no início da semana, durante protesto
por mais segurança no trabalho.
Doze policiais ficaram feridos nas manifestações, que
deixaram grande parte da Cidade do Panamá parada. Pneus foram
queimados em ruas e estradas da capital. Segundo a polícia,
286 pessoas foram presas, totalizando 780 detidos desde terça-feira.
Os líderes sindicais acusam a polícia pela morte de Smith.
O governo disse que vai investigar o caso.
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Folha de São Paulo,
16 de fevereiro de 2008
POUPANÇA
Crédito para
casa própria soma R$ 1,6 bi
DA FOLHA ONLINE
O financiamento da casa própria com recursos da
poupança atingiu R$ 1,63 bilhão em janeiro,
com crescimento de 131,31% em relação ao
mesmo período de 2007. O volume de empréstimos
habitacionais feitos nos 12 meses terminados em janeiro
de 2008 superou R$ 19,2 bilhões, com crescimento
de 100,7% em relação aos 12 meses de 2007.
Em quantidade de financiamentos pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança
e Empréstimo), o número de janeiro atingiu 17.111, superando
em 96,7% o do mesmo mês de 2007. Assim, elevou-se para 204.312
o número de unidades financiadas nos últimos 12 meses,
contra 116.386 financiadas nos 12 meses até janeiro de 2007.
Quanto à captação líquida (depósitos
menos saques), as cadernetas de poupança registraram R$ 23 milhões
em janeiro. Em anos anteriores, janeiro se caracterizava pela captação
negativa.
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