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Agência Senado, 29 de fevereiro de 2008
Senadores saúdam aumento
do mínimo, mas cobram reajuste nas aposentadorias

Em debate nesta quinta-feira (28) na Comissão de Direitos Humanos e
Legislação Participativa (CDH), os senadores Paulo Paim (PT-RS),
Flávio Arns (PT-PR) e Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) defenderam
urgência na aprovação de propostas que assegurem a recuperação
dos valores de aposentadorias e pensões. Ao destacarem os impactos positivos
da elevação do salário mínimo a R$ 412,40, valor
que passará a vigorar a partir de março, eles cobraram do governo
a adoção de uma política de aumento nos rendimentos dos
aposentados.
Paim lembrou sua luta de muitos anos para que o valor do mínimo equivalesse
a US$ 100 e as críticas que recebia, sendo chamado de "demagogo
e sonhador".
- Diziam que as prefeituras iriam quebrar, que a inflação iria
disparar. E hoje, com o salário mínimo equivalente a duzentos
e quarenta e cinco dólares, vemos que nada disso aconteceu - frisou
Paim, ao ressaltar que continua lutando para que "um dia o mínimo
chegue a mil dólares".
Ao elogiar a sessão em homenagem ao Dia Nacional do Aposentado, realizada
na última terça-feira (26), no Plenário do Senado, Flávio
Arns alertou para a urgência de criação de uma política
capaz de recompor as aposentadorias. Ele também defendeu a adoção
de medidas para reduzir a discrepância existente entre o menor e o maior
salário pago a servidores públicos.
Em sua intervenção, Mesquita Júnior disse reconhecer o
acerto do governo de Luiz Inácio Lula da Silva em promover mudanças
na economia capazes de permitir a melhoria da renda dos trabalhadores.
- Como faço críticas ao governo, quero fazer aqui o reconhecimento
de que o presidente acertou na calibragem e no ritmo das mudanças. Devemos
comemorar a escalada do salário mínimo, com aumento do poder
de compra do trabalhador, sem aumento de inflação e nem impacto
negativo nas prefeituras - disse.
Na opinião de Mesquita Júnior, a recuperação do
salário mínimo é a principal política do governo
para promover a distribuição de renda no país.
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O ESTADO DO PARANÁ,
29 de fevereiro de 2008 | Nacional
Lula quer "operação
pente fino" em obras do PAC
Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva pediu aos governadores do Nordeste uma "operação
pente fino" nas obras do Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC) na região. Ele recomendou que os conselhos gestores
do programa auxiliem as prefeituras na elaboração e encaminhamento
dos projetos e obras.
"Há algumas prefeituras
que não conseguem cumprir projetos. E a cada mês que a gente
fica sem utilizar o dinheiro, o povo continua precisando e as coisas
ficam um pouco perdidas". Segundo Lula, os governadores devem comandar
uma "operação pente fino em todas as obras do PAC
para saber qual cidade está com problemas, para fazer intervenção
técnica e ajudar a elaborar o projeto".
O presidente afirmou que a sobra
de recursos por falta de elaboração de projetos "seria
muito ruim para o país" e que é preciso, por meio
da articulação entre os governos federal, estadual e municipal "colocar
em prática a transversalidade federativa".
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AGÊNCIA DIAP, 29 de
fevereiro de 2008
FAT
Mais recursos para o fundo, MTE tem
preocupação com fraudes
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, participou nesta quinta-feira
(28) da 95ª reunião do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo
ao Trabalhador (Codefat). Lupi demonstrou aos conselheiros sua preocupação
com a saúde do Fundo, cujas receitas não vêm acompanhando
o crescimento das despesas.
No ano passado foram pagos benefícios
a mais de 20 milhões de trabalhadores, sendo 6 milhões
de seguro-desemprego e 14 milhões de abono salarial. "Sabemos
da importância dos benefícios, mas precisamos coibir as
fraudes no sistema", avaliou Lupi.
Ele também reiterou a ênfase
da sua gestão à qualificação de trabalhadores. "No
ano passado o país gerou mais de 1,6 milhão de empregos.
Se investirmos na qualificação dos trabalhadores, principalmente
para aqueles que recebem o seguro-desemprego, podemos ampliar ainda mais
esse número", garantiu o ministro.
Financiamento
Na reunião, o Conselho
aprovou a resolução que dispõe sobre a programação
anual de depósitos especiais para o exercício 2008. Ao
todo serão alocados R$ 8,5 bilhões nos vários programas
de financiamento do FAT, sendo R$ 4 bilhões em recursos novos. "A
novidade é que as micro e pequenas empresas, junto com os empreendimentos
de agricultura familiar vão receber 94,3% de todo o recurso novo",
afirmou o presidente do Conselho, Luiz Emediato.
Do montante de recursos novos
o Proger Urbano, que financia capital de giro para micros e pequenas
empresas, cooperativas, associações de produção,
profissionais liberais e trabalhadores do setor formal e informal vai
receber R$ 1,97 bilhão dos novos recursos, sendo R$ 1,93 bilhões
para investimento.
Agricultura
No Programa Nacional de Fortalecimento
da Agricultura Familiar (PRONAF) serão alocados outros R$ 810
milhões, sendo R$ 660 em recursos novos. No FAT Pró-Inovação,
que estimula e desenvolve a capacidade inovadora e de geração
de tecnologias nas empresas será alocado R$ 195 milhões,
sendo R$ 180 em recursos novos.
"Nos priorizamos este ano
os programas que atendem às micro e pequenas empresas que possuem
grande potencial de geração de emprego, o financiamento
de atividades produtivas e reduzimos as linhas de crédito destinadas
a capital de giro", avaliou Emediato.
Seguro-desemprego
O Conselho também aprovou previamente nova tabela que reajusta o valor
do benefício do seguro-desemprego, que será confirmada e entrará em
vigor após a aprovação do valor do novo salário
mínimo.
De acordo com o aprovado, o valor
máximo, para a média salarial superior a R$ 1.134,77, será igual
a 771,62, não podendo ultrapassar esse valor. Ná prática,
os lotes que forem pagos após a aprovação do mínimo,
já saem com esse novo valor. (Com informações
do MTE)
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ÂMBITO JURÍDICO,
29 de fevereiro de 2008
Responsabilidade por honorários
periciais na execução é sempre da reclamada
Pelo entendimento expresso em decisão da 1ª Turma do TRT-MG, na
fase de execução, a responsabilidade pelo pagamento dos honorários
periciais será sempre de quem tiver dado causa à execução,
ou seja, do empregador reclamado. “O princípio geral da sucumbência
na execução consiste em se atribuir o ônus dos honorários
periciais à executada, porquanto, sendo parte sucumbente na ação, é a
responsável pelas despesas decorrentes do processamento do feito. Designada
a prova técnica, em face da existência de divergência entre
os cálculos apresentados pelas partes, aplica-se o princípio
geral, responsabilizando a executada pelo pagamento da verba honorária” – explica
a desembargadora relatora, Maria Laura Franco Lima de Faria, dando provimento
a agravo de petição do empregado, para atribuir à reclamada
o encargo de pagar os honorários devidos ao perito judicial na ação.
O juiz da Vara havia atribuído
esse ônus ao reclamante porque os cálculos que ele apresentou
foram os que mais se distanciaram da conta elaborada pela perícia
oficial. Mas, de acordo com a relatora, também os cálculos
apresentados pela ré passaram longe dos valores constantes na
conta homologada e o contrário, de qualquer forma, não
modificaria a situação, já que cabe à executada,
como parte vencida na ação, o pagamento das despesas decorrentes
de todo o processo. “É que não se aplica ao Processo
do Trabalho, por incompatibilidade com este princípio (art. 769
da CLT), a regra do artigo 33 do Código Processual Civil relativa
aos ônus de sucumbência dos honorários do perito” -
esclarece.
Acrescenta a desembargadora que
a realização da prova técnica foi necessária
devido à divergência inconciliável entre os cálculos
apresentados por ambas as partes e não, simplesmente, porque os
valores apresentados pelo reclamante foram muito superiores aos encontrados
pela perícia.
( AP nº 01574-2000-027-03-00-6
)
Fonte: TRT3
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ÂMBITO JURÍDICO,
29 de fevereiro de 2008
Absolvição em ação
criminal não invalida demissão por motivo disciplinar
Os ministros da Seção Especializada em Dissídios Individuais
(SDI-2) do Tribunal Superior do Trabalho julgaram improcedente ação
rescisória interposta por ex funcionária da Petróleo Brasileiro
S/A – PETROBRAS contra decisão da Quinta Turma do Tribunal que
manteve sua demissão por motivo disciplinar. A funcionária, demitida
por suposta participação em desvio de dinheiro, foi absolvida
em ação penal movida pela empresa, e alegava que a absolvição
invalidaria o motivo de sua demissão. O ministro José Simpliciano,
relator do processo na SDI-2, porém, observou que o relatório
da comissão de sindicância encarregada de apurar os desvios concluiu
pela ocorrência de infração disciplinar suficiente para
recomendar a demissão por interesse da empresa.
A empregada ingressou na Petrobras
em 1975, mediante concurso, no cargo de auxiliar de escritório,
regida pela CLT, e atuava na parte de desapropriações do
Setor Jurídico. Em 1992, a empresa abriu sindicância para
apurar um suposto esquema criminoso de desvio de verbas solicitadas a
pretexto do pagamento de indenizações complementares em
processos de expropriação no Rio de Janeiro em que os expropriados
já haviam recebido os valores devidos. A participação
da funcionária, conforme apurado, consistia em entregar os cheques
assinados pela sua chefia às outras duas pessoas envolvidas no
esquema.
A Comissão de Sindicância
constatou que a auxiliar “possivelmente teve conhecimento do fato
ilícito” porque, além de trabalhar com o empregado
que confessou a participação nos desvios, ela própria
era advogada e atuava no mesmo endereço de uma das beneficiadas
com os cheques. A partir daí, a Petrobras ajuizou ação
contra todos os envolvidos na 2ª Vara Criminal de Duque de Caxias
(RJ). Em sua defesa, a funcionária alegou que, na condição
de ajudante administrativa e assistente dos advogados, cumpria suas ordens,
nada sabia e não podia questionar. Ao final, foi absolvida na
ação criminal, mas a empresa a demitiu por motivo disciplinar.
Ingressou então com ação na Justiça do Trabalho,
visando sua reintegração aos quadros da empresa.
A Justiça do Trabalho
da 1ª Região (RJ) concedeu a reintegração,
mas a empresa recorreu ao TST. A Quinta Turma deu provimento ao recurso,
sob o entendimento de que o impedimento da empresa de dispensar funcionários
sem motivação, por previsão em sentença normativa,
não impedia a resilição contratual quando provado
o motivo disciplinar, como no caso.
Após o trânsito
em julgado da decisão, a funcionária buscou reverter o
acórdão por meio de ação rescisória.
Para tanto, alegou que a Turma decidiu amparando-se em prova falsa, pois
na ação penal não foi comprovada sua participação
na prática do crime de peculato, de que fora acusada. “Mesmo
que o fato em si tenha sido objeto de sentença criminal, a absolvição
nessa esfera por ausência de prova na prática de crime de
peculato não tem o condão de por si só demonstrar
a falsidade da prova que deu motivo à resilição
contratual, pois a sentença nada dispõe sobre o enquadramento
da conduta da empregada em falta disciplinar”, concluiu o relator.
(AR-174064/2006-000-00-00.5)
(Lourdes Côrtes)
Fonte: TST
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Gazeta do Povo, 29 de fevereiro
de 2008
ECONOMIA | TRABALHO
Demissão de temporários eleva
desemprego no mês
Mercado tende a beneficiar a classe média
neste ano
Rio de Janeiro – A taxa de desemprego nas seis principais regiões
metropolitanas do país subiu para 8% em janeiro, impulsionada pela dispensa
de trabalhadores temporários, especialmente no comércio. Apesar
da alta, o resultado representa a segunda menor taxa da série, iniciada
em março de 2002. O menor nível (7,4%) de desemprego da série
foi registrado em dezembro.
Para Cimar Azeredo Pereira, do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado
mostra sinais de melhora do mercado de trabalho.
“É tradicional na
pesquisa mensal de emprego que haja aumento em janeiro na taxa de desocupação
com a saída dos trabalhadores temporários, que voltam a
procurar trabalho, mas ainda é uma das taxas mais baixas verificadas.’’
Em janeiro, o comércio
cortou 155 mil postos de trabalho. A redução mais expressiva
foi verificada em São Paulo, com a redução de 115
mil vagas. A população desocupada cresceu 7,5% em relação
a dezembro e somou 1,842 milhão de pessoas, mas ficou pela primeira
vez, em um mês de janeiro, abaixo de 2 milhões.
A análise dos dados em
comparação a janeiro de 2007 indica que houve aumento da
formalização e do rendimento. Em janeiro do ano passado,
a taxa de desemprego iniciou o ano com alta de 9,3%. Para Sérgio
Vale, da MB Associados, a taxa média de desemprego neste ano deverá ficar
em 8,5% com as perspectivas de crescimento da economia e da melhora no
ritmo da ocupação.
Na comparação com
janeiro de 2007, foram criadas 748 mil vagas com carteira de trabalho
assinada – aumento de 8,7%. Os trabalhadores formais já representam
43,8% da população ocupada – o maior patamar desde
o início da série.
Segundo Vale, o aumento das contratações
na indústria contribuiu para o aumento da formalização.
Ele destaca que o aumento dos processos de abertura de capital incentivou
a formalização tanto nas empresas como na cadeia de fornecedores.
Para ele, a classe média
tende a se beneficiar mais do perfil do mercado de trabalho neste ano,
por conta do perfil das vagas. “A classe média tem potencial
de ganhos maiores em ocupação e em renda. Já existem
setores com falta de engenheiros, entre outros profissionais qualificados’’,
disse.
O IBGE destaca o aumento das
contratações no segmento de serviços prestados a
empresas. Em janeiro, foram criadas 100 mil vagas, com alta de 3,3% em
relação a dezembro. Azeredo atribui o crescimento à terceirização,
com destaque para atividades como segurança e limpeza, entre outras.
Rendimento
Em janeiro, o rendimento médio
ficou em R$ 1.172,50, estável em relação a dezembro,
mas com alta de 3,4% na comparação com janeiro de 2007.
O Instituto de Estudos
para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) ressalta que São Paulo
liderou a recuperação do rendimento médio real
em relação a janeiro de 2007, com alta de 4,6%. “Há sinais
de significativa reativação do crescimento do rendimento
da população.’’

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O ESTADO DO PARANÁ, 29 de fevereiro
de 2008 | Economia
Conselho aprova R$ 4 bilhões
para geração de emprego
Agência Estado
Apenas R$ 4 bilhões do
Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) serão destinados este ano
a empréstimos para as empresas com o objetivo de aumentar a geração
de emprego e renda. Esse valor, aprovado nesta quinta-feira (28) pelo
Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), é menos
da metade dos R$ 9,5 bilhões que ajudaram na concessão
de crédito às empresas no ano passado. Em 2006, haviam
sido destinados R$ 16,2 bilhões para esse fim.
Por causa da menor disponibilidade
de recursos, o conselho - formado por governo, empresários e centrais
sindicais - resolveu também direcionar o dinheiro para empréstimos às
micro e pequenas empresas que, na visão do Codefat, criam mais
empregos e proporcionam um retorno mais rápido ao fundo. Ficarão
de fora, portanto, grandes projetos de infra-estrutura que são
vistos como mais lentos na abertura de postos de trabalho e na rentabilidade.
Emediato explicou que há menos
dinheiro para os programas de geração de empregos e renda
porque os recursos do FAT estão se reduzindo ano a ano. Por
um lado, as despesas obrigatórias do fundo estão aumentando.
Entre 2002 e 2007, as despesas com o seguro-desemprego, benefício
pago ao trabalhador demitido sem justa causa, subiram de R$ 5,7 bilhões
para R$ 12,7 bilhões. Um aumento médio de 17,3% ao ano.
Por outro lado, as fontes de receitas do FAT não crescem no
mesmo ritmo.
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FOLHA DE LONDRINA, 29 de
fevereiro de 2008 | Economia
Cenário do emprego em 2008 é ‘muito
favorável’
O bom resultado do desemprego em janeiro
- a taxa de 8% é a segunda menor da série histórica
- sustenta a previsão
Rio de Janeiro- O cenário do emprego para 2008 é ''muito favorável'',
disse ontem o coordenador da Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), Cimar Azeredo. Segundo ele, o bom
resultado do desemprego em janeiro - a taxa de 8% é a segunda menor
da série histórica-, o crescimento da renda média do trabalhador
na comparação com janeiro do ano passado e o aumento do emprego
com carteira assinada sustentam a previsão.
Na comparação com
janeiro de 2007, o número de empregados com carteira assinada
subiu 8,7%, o que representa mais 748 mil trabalhadores nessa situação.
Somando-se os militares e os funcionários públicos, o percentual
de trabalhadores com carteira no mercado de trabalho representa 51,1%
do total.
Por outro lado, o nível
de trabalhadores sem carteira assinada representou 13,5% da população
ocupada em janeiro. No primeiro mês de 2007, esse grupo significava
14,4% do total do mercado de trabalho.
''O percentual de trabalhadores
com carteira assinada no mercado de trabalho vem subindo há sete
meses consecutivos. É a maior participação no total
do mercado em toda a série histórica'', afirmou Azeredo.
Outro destaque da pesquisa apontado
pelo coordenador é o fato de a população ocupada
com idade ativa estar se expandindo acima da taxa de crescimento vegetativo
da população, na comparação com janeiro do
ano passado. A população ocupada aumentou 3,6% no período,
enquanto que a população em idade ativa teve ampliação
de 2,2%.
Azeredo ressaltou que o nível
de emprego entre prestadores de serviços vem puxando a formalização
no mercado de trabalho. Em relação a dezembro, houve crescimento
de 3,3% nesse segmento. Já o emprego no comércio caiu 3,3%
na mesma comparação, enquanto a indústria teve variação
negativa de 0,5%.
Cirilo Junior
Folhapress

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FOLHA
DE LONDRINA, 29 de fevereiro de 2008 | Política
Lula acusa oposição de tentar
impedi-lo de governar
Criticado pelo lançamento do Territórios
da Cidadania em ano eleitoral, presidente disse que opistores não
querem que ele faça política
Quixadá, Ceará -
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusou ontem a
oposição de tentar impedi-lo de governar o País.
A declaração de Lula foi uma resposta à ameaça
do PSDB e do DEM de ingressarem na Justiça contra o programa
Territórios da Cidadania, lançado nesta semana pelo
governo federal. ''A oposição, quando esteve no governo,
não governou e agora eles tentam impedir que você faça
política social, tentam impedir que você atenda aos
interesses do povo achando que (o programa) é eleitoreiro'',
afirmou o presidente, durante um evento em Quixadá, no sertão
cearense, primeiro dos vários lançamentos que Lula
fará pelo País afora do novo programa.
Aproveitando a presença
de cerca de 2 mil pessoas em uma praça no centro da cidade,
o presidente disse que ''o povo precisa saber que tem setores da oposição
que estão entrando na Justiça para evitar que se façam
políticas que eles deveriam ter feito quando governaram o Brasil
muito tempo atrás e que não querem que a gente faça''.
Lula ironizou a alegação
da oposição de que o programa é eleitoreiro. ''Primeiro,
que não tem eleição para presidente da República.
Eu não poderia estar fazendo campanha'', argumentou.
Lula acusou ainda seus oposicionistas
de usar o povo como ''massa de manobra'' e mandou um recado: ''Eu vou
continuar fazendo porque fui eleito para governar o País e todo
mundo sabia do meu compromisso. Eu, embora seja presidente de todos,
vou governar priorizando os setores mais pobres da população.''
Lupi
Lula saiu em defesa do ministro
do Trabalho, Carlos Lupi, e afirmou que o pedetista tem se mostrado
''republicano''. ''O ministro Lupi mostrou à imprensa ontem:
o PSDB recebeu R$ 102 milhões em convênios, o PT, acho
que R$ 92 milhões, e outros partidos, cerca de R$ 80 milhões.
Ou seja, ele está mostrando o comportamento mais republicano.
Não houve favorecimento, senão o PSDB não seria
o primeiro colocado.''
No início da tarde,
Lula seguiu para Fortaleza, desta vez para um evento do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC). Em Quixadá, Lula
participou de três compromissos, sempre acompanhado do governador
do Ceará, Cid Gomes (PSB), e em discurso lamentou a ausência
do deputado federal Ciro Gomes (PSB).
Silvia Amorim
Agência Estado
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Folha de São Paulo,
29 de fevereiro de 2008
Lula ironiza oposição
por ir ao STF contra política social
Ele disse ainda que gostaria que Judiciário "metesse
o nariz apenas nas coisas deles" | José Agripino, líder
do DEM, questiona por que petista não lançou o programa
Territórios da Cidadania em 2007, um ano não-eleitoral
EDUARDO SCOLESE
ENVIADO ESPECIAL A QUIXADÁ (CE)
No evento do lançamento
regional do programa de combate à pobreza rural Territórios
da Cidadania em Quixadá (CE), o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva acusou a oposição de tentar "impedir" o
avanço das políticas sociais. Ao fim do dia, em Aracaju,
não poupou o STF (Supremo Tribunal Federal), que julgará recurso
da oposição contra suposto viés eleitoreiro desse
programa.
Afirmou ainda que, neste ano eleitoral, o país será um "canteiro
de obras" e sua agenda semanal terá apenas dois dias de trabalho
em Brasília. "O restante é andando pelo país."
Lula rotulou de "fantástico" e "extraordinário" o
fato de a oposição questionar na Justiça o novo programa,
lançado nesta semana e que prevê investimentos de R$ 11,3 bilhões
em 958 municípios. A oposição diz que o programa, com
público-alvo de cerca de 7,8 milhões de pessoas e com nenhum
recurso novo, tem caráter eleitoreiro.
Em entrevista, Lula completou: "Eu acho que é importante o povo
saber que tem setores da oposição que estão entrando na
Justiça para evitar que se faça política que deveriam
ter feito quando governaram o Brasil. Vou continuar fazendo porque fui eleito
para governar o país".
Mais tarde, em Aracaju, o presidente reagiu duramente a declarações
de ministros do STF que consideram eleitoreiros alguns de seus programas sociais. "Seria
tão bom se o poder Judiciário metesse o nariz apenas nas coisas
deles, o Legislativo [metesse o nariz] apenas nas coisas deles, e o Executivo
[metesse o nariz] apenas nas coisas deles. Nós iríamos criar
a harmonia estabelecida na Constituição", afirmou.
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que o
PSDB nunca "manipulou recursos públicos para ganhar uma eleição".
O líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), disse que Lula
está se fazendo de "vítima". "Estamos fazendo
um questionamento sobre a oportunidade em que o programa é lançado.
Por que não fez esse programa em 2007?"
O evento em Quixadá reuniu cerca de 2.000 pessoas, segundo estimativa
da Polícia Militar, numa praça de Quixadá, a 168 km de
Fortaleza. Nele, Lula lançou o chamado território Sertão
Central, formado por 12 municípios e com um público-alvo de 168,7
mil pessoas.
Quixadá é administrada pelo PT. No palanque, estavam o prefeito
Ilário Marques, e o vice-prefeito, Cristiano Góes, pré-candidato
a prefeito.
Na manhã de ontem, um carro de som da prefeitura atravessou a cidade
convocando os moradores ao comício.
No discurso, ao se referir ao PAC, Lula voltou a dizer que "este país
vai virar um canteiro de obras". "Já disse para minha assessoria:
a partir de agora são dois dias [da semana] em Brasília e o resto
andando pelo país, para que a gente possa ver as coisas acontecerem."
À tarde, em Fortaleza, Lula afirmou que os partidos da oposição
derrubaram a CPMF para tentar impedir a continuidade de seu governo por mais
tempo.
" Os nossos adversários, que vocês sabem quem é, um
chamava-se PFL, agora ele se chama Democratas, o outro vocês já sabem
quem é, eles derrotaram a CPMF, que era o imposto que a classe média
brasileira e os ricos pagavam, porque pobre não trabalha com cheque",
disse, para completar: "Eles tiraram do governo R$ 40 bilhões".
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FOLHA ONLINE, 29 de fevereiro
de 2008
CGU decide investigar convênios
firmados sob Lupi
Auditoria apura denúncias de favorecimento
a entidades | No total, os repasses alçam à casa dos
R$ 400 milhões | Lista inclui entidades ligadas a partidos,
inclusive o PDT
Josias de Souza
Em viagem ao Ceará, Lula comentou, pela primeira vez, as denúncias
que rondam o ministro Carlos Lupi (Trabalho). Uma “bobagem”, disse
o presidente sobre o suposto privilégio na liberação de
verbas públicas para entidades ligadas ao PDT, o partido de Lupi.
Apesar do timbre peremptório
da fala de Lula, a Controladoria Geral da União decidiu acomodar
as dúvidas em pratos limpos. O ministro Jorge Hage, mandachuva
da CGU, informou ao blog que serão investigados os convênios
celebrados pela pasta do Trabalho com o objetivo de qualificar mão-de-obra
e intermediar a obtenção de emprego. A inspeção
começa na próxima semana.
“As denúncias que
vêm sendo publicadas referem-se basicamente a repasses de recursos
para ONGs”, disse Hage. “Em função dessas notícias
a CGU programou o trabalho, para a verificação desses convênios.” Como
será feita a investigação? O ministro da CGU informa
que a auditoria será dividida em duas fases:
1. “Como são convênios
firmados muito recentemente, coisas do segundo semestre do ano passado,
não existe ainda muita execução financeira”,
afirma Jorge Hage. “Então, nós vamos verificar, primeiro,
quais foram os critérios de escolha das entidades. É preciso
saber se houve divulgação, um chamamento público
ou coisa parecida. Veremos quais foram os critérios usados para
análise das propostas –se foram observadas as exigências
da LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias] e as recomendações
que já foram feitas sobre o tema pelo TCU [Tribunal de Contas
da União]”
2. “Num segundo momento”,
prossegue Jorge Hage, “nossas equipes vão às entidades.
Farão uma inspeção in loco nos casos de entidades
que já tenham sido beneficiadas com a liberação
de recursos.”
Na última quarta-feira
(27), instado pelo Palácio do Planalto, Carlos Lupi decidiu se
defender. Divulgou uma nota e concedeu uma entrevista coletiva. Na nota,
o ministro se disse que a imprensa o submete a “campanha leviana
e difamatória.” Na conversa com os repórteres, expôs
uma lista de convênios assinados durante sua gestão. Somam
R$ 408,8 milhões.
Ao detalher a apuração
que será iniciada nos próximos dias, Jorge Hage não
menciona cifras. Mas é em meio a esse universo de quatro centenas
de milhões que o pessoal da CGU irá buscar matéria-prima
da auditoria.
Para refutar a informação
de que estaria beneficiando o PDT, legenda que preside, Lupi informou
que há entre os beneficiários governos e entidades ligadas
também ao PSDB, PT, PMDB, DEM e PP. Lula serviu-se da lista para
sair em defesa do auxiliar: "Se pegarem todos os partidos, vão
perceber que o PSDB ficou com R$ 102 milhões, porque [o partido]
tem [os governos de] São Paulo e Minas Gerais. O PT ficou com
R$ 92 milhões e outros partidos com R$ 80 milhões. Ele
está demonstrando o comportamento mais republicano que um ministro
pode ter."
Na entrevista de dois dias atrás,
Lupi anunciara o cancelamento de quatro dos convênios que haviam
sido pendurados nas manchetes dos jornais como suspeitos. Mesmo esses
contratos serão varejados pela CGU. “Tivemos a notícia
de que houve a suspensão de repasses, mas estamos solicitando
a comprovação documental”, explica Jorge Hage. “Caso
tenha havido repasse antes do cancelamento, vamos fazer uma verificação
in loco, visitando as entidades.”
Segundo o Hage, a CGU decidiu
arregaçar as mangas por dever de ofício. “Essa área
de capacitação –tanto de trabalhadores como de alfabetização—é considerada
por nós como do mais alto risco”, explica o ministro. Ele
se reporta a investigações feitas nesse setor desde a gestão
tucana de Fernando Henrique Cardoso. “Quando chegamos à CGU,
já havia fiscalizações em que se encontrou de tudo.”
Hage refere-se a malfeitorias
detectadas no antigo Planfor (Plano Nacional de Formação
Profissional). Investigação conduzida pela Secretaria Federal
de Controle, órgão que antecedeu a CGU, constatara desvios
milionários em convênios firmados pelo ministério
do Trabalho com governos estaduais e com centrais sindicais.
Sob Lula, a CGU aprofundou as
investigações, com o auxilio do TCU. “Foi apontada
uma infinidade de problemas”, recorda Hage. “Exatamente nesses
casos de capacitação e formação profissional.
Havia alunos inexistentes. Havia alunos inscritos para vários
cursos simultaneamente. Me lembro do caso de um aluno que, com o mesmo
nome, estava inscrito em 32 cursos. E não era homônimo.”
Graças a essas malfeitorias,
o TCU proibiu a assinatura de novos convênios. E a CGU levou às
centrais sindicais ao cadastro de inadimplentes, inabilitando-as para
o recebimento de verbas públicas. Mas o governo pediu e o Tribunal
de Contas autorizou a abertura de uma nova modalidade de contratos. Destinavam-se,
então, a repasses baseados num programa chamado Plansine (Plano
de Ação para o Sistema Nacional de Emprego). Dessa vez,
visava-se a recolocação de trabalhadores no mercado de
trabalho.
De resto, lançou-se, sob
Lula, uma nova versão do Planfor: o PNQ (Plano Nacional de Qualificação).
Dessa vez, excluíram-se as centrais sindicais. Os beneficiários
passaram a ser as prefeituras e as ONGs. E a verba pública supostamente
destinada a cursos de formação profissional recomeçou
a fluir.
“Esse tipo de convênio é complicado
até de fiscalizar”, diz Hage. “O objeto da destinação
dos recursos não é uma coisa física. Se vou fiscalizar
uma ponte, ou ela está lá ou não está.
Mas fiscalizar se o menino foi alfabetizado ou se o trabalhador foi
treinado não é tão simples. E quando é coisa
de muito tempo, a dificuldade ainda é maior.”
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Agência Diap, 29 de
fevereiro de 2008
PARTIDOS
Como ficam as bancadas partidárias
na Câmara
As bancadas partidárias
na Câmara elegeram seus líderes para este ano. Cinco trocaram
de comando numa das renovações mais expressivas na Casa.
Entre os novos líderes, há duas mulheres e parlamentares
que exercem a função pela primeira vez.
Entre os novos estão a
líder do PSol, Luciana Genro (RS); a líder do PCdoB, Jô Moraes
(MG); o líder do DEM, ACM Neto (BA); do PDT, Vieira Cunha (RS);
e o líder do PT, Maurício Rands (PE).
Foram reconduzidos os líderes
do PSB, Márcio França (SP); e do PSC, Hugo Leal (RJ). O
líder do PSDB, José Anibal (SP) volta a exercer a liderança
após duas legislaturas afastado da Câmara.
Estados
Nos partidos, a maior bancada da Câmara, o PMDB, com 92 deputados, tem
no Rio de Janeiro sua maior representação, 10 parlamentares.
A bancada optou pela recondução de seu líder, Henrique
Eduardo Alves (RN), que está no exercício do décimo mandato.
O PT, a segunda maior bancada
da Casa, com 79 parlamentares, que deverá chegar aos 80, com o
deputado Antônio Carlos Biscaia (RJ) que assumirá a vaga
deixada por Edson Santos (RJ), nomeado ministro da Igualdade Racial,
tem a maioria de seus parlamentares no estado de São Paulo. A
decisão da bancada do PT é feita por meio de eleição.
Mulheres
O PSol, partido que surgiu na cena política do em 2004, tem uma bancada
de três deputados e diz fazer uma oposição “responsável” ao
Governo. A legenda não segue o sistema eleitoral, a mudança de
seus líderes se dá por meio de rodízio. Na sessão
legislativa de 2007, o líder foi o deputado Chico Alencar (RJ).
A deputada mineira de primeiro
mandato, Jô Moraes (PCdoB) estará a frente da bancada comunista
neste ano. A indicação dos 13 deputados do partido tem
uma curiosidade. Nesses 86 anos de existência, o Partido Comunista
do Brasil nunca teve uma mulher em seu comando na Câmara.
Oposição
As principais bancadas de oposição na Câmara, DEM e PSDB,
juntas somam 114 deputados, sendo a primeira a maior com 58 parlamentares.
A maioria dos parlamentares do Democratas, antigo PFL, é da Bahia, estado
de seu líder, ACM Neto.
O PSDB teve uma eleição
disputada. A legenda é comanda por José Anibal (SP), que
teve 36 votos, contra 22 do deputado Arnaldo Madeira (SP). A legenda
concentra a maioria de seus deputados federais no estados de São
Paulo 17, de um total de 54.
A bancada de oposição
ganhará mais um parlamentar, assim que for solucionado a decisão
judicial do suplente de Rômulo Golveia (PSDB/PB). Entre seus
suplentes poderá entrar um tucano ou democrata que reforçará a
oposição na Casa. (André Santos)
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Gazeta do Povo, 29 de fevereiro
de 2008
BRASIL | REFORMA TRIBUTÁRIA
PEC chega ao Congresso prometendo simplificar
tributação
Governo deve enviar ainda projeto para desonerar
a cesta básica
por CAROLINE OLINDA COM AGÊNCIAS
Brasília – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, entregou ontem
o texto da proposta de emenda constitucional (PEC) da reforma tributária
ao presidente do Congresso, Garibaldi Alves (PMDB-RN). Mantega aproveitou a
entrega da proposta para informar que junto com a PEC o governo encaminhará projeto
para desoneração de investimentos e da cesta básica. Entre
os itens que serão beneficiados, segundo ele, estão o pão
francês e o óleo de soja, que ainda pagam impostos federais.
Os principais pontos da reforma
tributária foram mantidos como anunciados na semana passada, durante
a reunião de Mantega com os líderes da base aliada no Congresso.
Assim, medidas para desoneração da folha de pagamento – como
o fim do salário-educação –, a unificação
de impostos federais e da alíquota do ICMS permaneceram na PEC
(veja quadro).
Até mesmo a redução
da alíquota da contribuição patronal à Previdência,
muito criticada pelas centrais sindicais, permaneceu na proposta. O texto
da PEC não diz como essa redução será feita,
apenas indica que isso deverá ser resolvido após a aprovação
do texto no Congresso, por meio de um projeto de lei que deverá ser
encaminhado pelo Executivo ao Legislativo no prazo de até 90 dias.
Embora não haja nada definido sobre esse tema ainda, a idéia
do governo é reduzir de 20% para 14% a alíquota de contribuição
patronal à Previdência. A redução seria de
um ponto porcentual ao ano.
A unificação de
três impostos federais – Cide, PIS e Cofins – em apenas
uma tributação, o Imposto sobre Valor Adicional (IVA) Federal
seria uma forma de simplificar o sistema tributário do país.
Ainda na linha da simplificação do sistema, o governo pretende
unificar a cobrança da Contribuição sobre Lucro
Líquido (CSLL) ao Imposto de Renda de Pessoa Jurídica.
A justificativa seria que os dois impostos incidem sobre um mesmo elemento,
o lucro das empresas.
Já as mudanças
no imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) ficou fora do texto
apresentado ontem. E embora Mantega tenha prometido para a próxima
semana a apresentação dessas propostas, os estudos e simulações
com as alternativas de mudanças nas alíquotas ainda estão
em fase inicial. A avaliação, segundo fontes do governo, é que
dificilmente o ministro terá condições de apresentar
uma proposta concreta imediatamente.
Entre as propostas em estudo,
está a idéia de inserir uma ou mais alíquotas entre
as de 15% (para quem ganha entre R$ 1,372 mil e R$ 2,743 mil) e 27,5%
(para os que têm renda mensal acima de R$ 2,743 mil), ou reduzir
as alíquotas vigentes. Uma das idéias preliminares seria
ter uma faixa de 20%, entre as alíquotas de 15% e de 25%, que
substituiria a de 27,5%.
Análise
Na avaliação do
presidente do Instituto de Planejamento Tributário (IBPT), Gilberto
do Amaral,a PEC da reforma tributária é uma boa proposta
porque “tem uma certa audácia e abre o debate com a sociedade
a respeito da questão tributária no país”.
Mas Amaral ressalva que falta à proposta alguns toques de modernidade,
como o uso da tributação para a proteção
ambiental.
O deputado federal paranaense
Rodrigo Rocha Loures (PMDB) é um entusiasta da PEC apresentada
pelo governo. “Por mim, essa proposta já estaria aprovada”,
afirma o deputado, que deverá fazer parte da comissão mista
especial a ser criada no Congresso para discussão da reforma tributária.
Ele aposta na aprovação da PEC ainda este ano, como o governo
deseja.
Para Amaral, no entanto,
o governo não conseguirá aprovar todas as mudanças
previstas na PEC. “A unificação do ICMS, por exemplo,
deverá ficar para 2009, devido às eleições
municipais”. Também por causa das eleições,
o senador Garibaldi Alves afirmou que o Legislativo terá de
se apressar se quiser aprovar a PEC em 2008, já que em agosto
as atividades legislativas devem perder espaço para a disputa
eleitoral nos municípios.

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Agência Diap, 29 de
fevereiro de 2008
SISTEMA TRIBUTÁRIO
Reforma: proposta simplifica, mas
ainda tem lacunas, apontam CUT e Fiesp
A proposta de reforma tributária
apresentada nesta quinta-feira (28) ao Congresso Nacional é vista
de forma positiva pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e
pela Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo (Fiesp). Apesar de apontarem alguns problemas e já preverem
a apresentação de novas discussões à Proposta
de Emenda à Constituição (PEC), as duas entidades
elogiaram a tentativa do governo de desburocratizar e simplificar os
tributos.
Para Hélcio Honda, diretor titular do Departamento Jurídico da
Fiesp, a proposta mostrou avanços em relação à anterior
e atinge pontos importantes, como a unificação do Imposto sobre
Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em uma legislação
nacional, não mais diferenciada em cada estado. “A reforma também
atribui a fixação de alíquotas ao Senado e elimina, gradativamente,
a guerra fiscal, que é hoje um grande entrave ao crescimento econômico
e à competitividade”, disse , em entrevista à "Agência
Brasil".
Segundo ele, a redução da alíquota interestadual a até 2% é o
grande avanço da PEC: "Quanto menor essa alíquota, atualmente
em 12%, menor é o incentivo a uma guerra fiscal.”
Outro ponto positivo que Honda destacou é a possibilidade de desoneração
dos investimentos produtivos: “Para se comprar uma máquina ou
um artigo industrial, o ICMS devolve o que você pagou em 48 meses e o
PIS e a Cofins, em 24 meses. Isso desestimula a produção, os
prazos deveriam estar menos alongados, e a proposta traz para mais perto esses
créditos”.
Unificação das
contribuições
A PEC propõe a unificação
das contribuições para o Financiamento da Seguridade Social
(Cofins), para o Programa de Integração Social (PIS) e
de Intervenção no Domínio Econômico (Cide,
relacionada ao comércio de combustíveis) no Imposto sobre
Valor Agregado Federal (AVA-F). Para Honda, "estamos quase com 37%
do PIB em carga tributária, assim qualquer proposta que venha
simplificar, tirar a burocracia e trazer desoneração tem
que ser apoiada”.
A Fiesp, segundo ele, ainda pretende avaliar a incorporação do
Cide e estuda a apresentação de proposta que estabeleceria um
limitador para evitar o aumento da carga tributária, revertendo qualquer
aumento acima do Produto Interno Produto (PIB) em “desoneração
imediata”.
Já Quintino Severo, secretário geral da CUT, destacou três
pontos positivos na PEC. “Ela facilita a compreensão das atribuições
dos tributos do nosso país, traz o fim da guerra fiscal e cria o Fundo
Nacional de Desenvolvimento Regional, que caminha no sentido oposto da guerra
fiscal, proporcionando às regiões menos favorecidas uma aplicação
já destinada antecipadamente ao desenvolvimento regional”, disse,
em entrevista por telefone.
Para a CUT, acrescentou, "a primeira preocupação é a
garantia de que a seguridade nacional não terá os seus recursos
reduzidos e, depois, que a educação básica não
tenha seu orçamento reduzido, porque o salário-educação
hoje pago pelas empresas também será agrupado no IVA”.
Severo citou ainda como lacunas da proposta a correção da tabela
do Imposto de Renda para pessoa física e a desoneração
da folha salarial “no que diz respeito à redução
da contribuição previdenciária patronal em 6 pontos percentuais,
começando em 2010 e seguindo até 2016”. “Essa desoneração
nos deixa a insegurança de que venha a provocar um déficit maior
na previdência e um comprometimento com as contas da previdência,
fazendo com que os trabalhadores tenham que se sacrificar para cobrir um possível
rombo da previdência”, disse. (Fonte:
Agência Brasil; intertítulo do DIAP)
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O ESTADO DO PARANÁ,
29 de fevereiro de 2008 | Economia
Para gerar empregos, governo propõe
redução da contribuição previdenciária
Mylena Fiori/Agência Brasil
Brasília - O governo
federal não cedeu à pressão das centrais sindicais
e decidiu manter, na proposta de reforma tributária, a redução
da contribuição previdenciária paga pelos
empregadores. Para incentivar a criação de empregos
formais e aumentar a competitividade das empresas, o governo sugere
a redução gradual de 20% para 14%.
De acordo com a proposta, essa
redução se daria ao ritmo de 1% ao ano, a partir do segundo
ano após a aprovação da reforma tributária.
Projeto de lei nesse sentido deverá ser encaminhado ao Congresso,
pelo Executivo, 90 dias depois da aprovação.
A folha salarial será desonerada
em mais 2,5% com a extinção da Contribuição
para o Salário Educação, unificada no Iposto sobre
o Valor Acom o Programa de Integração Social (PIS), a Contribuição
para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e a Contribuição
de Intervenção do Domínio Econômico (Cide/Combustíveis)
em um imposto único, chamado de Imposto sobre Valor Agregado (IVA-F).
Na segunda-feira (25), em reunião
com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, representantes de
cinco centrais sindicais pediram que a redução da contribuição
das empresas para a Previdência Social fosse retirada da proposta
de reforma tributária, pois coloca em risco o pagamento de futuras
aposentadorias. Segundo os sindicalistas, o presidente Lula teria afirmado
que a desoneração não constaria da reforma e seria
discutida por mais tempo.
Na proposta apresentada
nesta quinta-feira (28) ao Congresso, o governo federal se compromete
em adotar medidas, ainda em estudo, para evitar que a desoneração
sresulte em aumento do déficit da Previdência.
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Agência Diap, 29 de
fevereiro de 2008
TRIBUTAR OS RICOS
PT quer incluir imposto sobre grandes
fortunas na reforma tributária
A bancada do PT na Câmara
dos Deputados deve apresentar uma emenda para incluir um imposto sobre
grandes fortunas na reforma tributária. O anúncio foi feito
nesta quinta-feira (28) pelo líder do partido na Casa, deputado
Maurício Rands (PE).
“ Já surge muito forte a discussão dentro da bancada de apresentar
emendas para que o Congresso Nacional avalie a possibilidade de introdução
de um imposto sobre grandes fortunas”, afirmou.
Rands participou da reunião em que o ministro da Fazenda, Guido Mantega,
entregou ao presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT/SP),
a proposta de emenda à Constituição (PEC) que simplifica
a cobrança de impostos no Brasil.
Segundo o deputado Pedro Eugênio (PT/PE), a proposta vai aumentar a formalidade
e reduzir a sonegação.
Chinaglia encomendou um levantamento de todas as propostas sobre reforma tributária
em tramitação na Casa. O objetivo é que as matérias
sejam discutidas em conjunto com a PEC enviada pelo Poder Executivo. A matéria
mais antiga que versa sobre esta reforma tributária na Câmara é a
PEC 255/04, do Executivo, desmembrada da PEC 228/04, também do Executivo.
O texto será encaminhado à Comissão de Constituição
e Justiça, que aprecia a admissibilidade da proposta. Em seguida, será analisado
por uma comissão especial. A reforma tributária precisa ser aprovada
em dois turnos pelo plenário da Câmara. Depois vai ao exame do
Senado.
O cobiçado posto de relator da proposta na comissão especial
da Câmara já causa disputa entre os aliados. Pelo PT, Antonio
Palocci (SP). No PR, Sandro Mabel (GO). O Governo prefere Palocci por razões óbvias – é do
PT, foi ministro da Fazenda, portanto, conhece o assunto e, também,
será mais fiel aos interesses do Governo.
Estímulos
O objetivo da reforma, segundo argumentação do ministro da Fazenda,
Guido Mantega, em exposição por escrito ao Congresso, é “estimular
a atividade econômica e a competitividade do País, através
da racionalização e simplificação dos tributos,
e promover a justiça social e o fortalecimento das relações
federativas”.
Veja a seguir os principais pontos da reforma:
- Reformulação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias
e Serviços (ICMS), tributo estadual, que passará a pertencer,
nas transações interestaduais, preponderantemente aos Estados
de destino das mercadorias (consumidores), e não de origem (produtores),
como ocorre hoje. Um dos objetivos da alteração é acabar
com a guerra fiscal, pela qual governadores oferecem hoje isenções
fiscais para tentar atrair investimentos aos seus Estados.
- Alíquota do ICMS serão definidas pelo Senado --os Estados terão
autonomia para alterar apenas alíquotas de alguns bens e serviços
previstos em lei. Para compensar Estados que perdem com as mudanças,
será criado um fundo de equalização, financiado por vinculações
a serem definidas em lei.
- Em outro esforço para acabar com a guerra fiscal, ficou estabelecido
que isenções ou incentivos fiscais só podem ser definidos
pelo conselho que reúne os secretários de Fazenda de todos os
Estados (Confaz), e devem valer para todo o país. O prazo de transição
para o novo ICMS será de oito anos.
- A PEC propõe ainda a criação de um Fundo Nacional de
Desenvolvimento Regional, financiado por 4,8% das receitas do imposto de renda
(IR) e do imposto sobre produtos industrializados (IPI). A idéia é que
investimentos feitos pelos fundos substituam a guerra fiscal como instrumento
de desenvolvimento.
- Em relação aos tributos federais, o projeto unifica Cofins,
PIS e Cide em um Imposto sobre Valor Agregado federal e incorpora a Contribuição
Social sobre o Lucro Líquido ao Imposto de Renda das pessoas jurídicas
(IRPJ).
- A proposta acaba, ainda, com a contribuição social do salário-educação
e a repõe por um incremento na alíquota do IRPJ.
- O Governo propõe, ainda, algumas desonerações tributárias,
que devem ser introduzidas por meio de leis infraconstitucionais. A principal
delas é a redução da contribuição das empresas
ao INSS, que passaria gradualmente de 20 por cento para 14 por cento em um
período de seis anos.
- O Governo também promete propor a ampliação das isenções
concedidas a produtos da cesta básica e a redução dos
prazos em que as empresas podem receber de volta impostos pagos sobre bens
de capital. As desonerações, no entanto, estariam condicionadas à aprovação
da reforma constitucional. (Com agências)
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Agência Câmara,
29 de fevereiro de 2008
Proposta limita punição
de LRF a quem não cumpriu limite
O Projeto de Lei Complementar 132/07, do Poder Executivo, restringe as punições
previstas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF - Lei Complementar 101/00)
apenas ao órgão ou Poder que não cumprir seus limites
de gastos com pessoal.
Hoje, a Lei 101/00 determina
que, caso o limite seja excedido, isso deverá ser corrigido em
oito meses. Não alcançada a redução, o ente
federativo (União, estado, município e Distrito Federal)
não poderá: receber transferências voluntárias;
e obter garantia, direta ou indireta, de outro ente ou contratar operações
de crédito, ressalvadas as destinadas ao refinanciamento da dívida
mobiliária e as que visem à redução das despesas
com pessoal.
Restrição
generalizada
De acordo com a justificativa do governo, a atual redação da
lei estende essas restrições a todos os poderes e órgãos
de determinado ente da Federação, ainda que somente um único órgão
não esteja observando os limites máximos de despesa de pessoal.
Assim, os impedimentos são aplicados mesmo que, no conjunto, o limite
total da despesa com pessoal esteja sendo observado.
O Poder Executivo argumenta que
o Supremo Tribunal Federal (STF) sinalizou, por meio de uma decisão
liminar, que um Poder não pode ser penalizado pelo descumprimento
de outro. Por isso, a Secretaria do Tesouro Nacional já determinou,
com relação a transferências voluntárias,
que o cumprimento da exigência do limite seja observado unicamente
por meio do CNPJ do tomador principal e do órgão beneficiário
da transferência.
Tramitação
A proposta, sujeita à análise do Plenário, tramita em
regime de prioridade e será analisada pelas comissões de Trabalho,
de Administração e Serviço Público; de Finanças
e Tributação; e de Constituição e Justiça
e de Cidadania.
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Gazeta do Povo, 29 de fevereiro
de 2008
ECONOMIA | MERCADO FINANCEIRO
Dólar fecha a R$ 1,669, em seu nono
dia de queda
São Paulo – O dólar comercial foi negociado a R$ 1,669
para venda, em declínio de 0,17%, nos últimos negócios
de ontem. É o nono dia consecutivo em que a cotação da
moeda americana cai. No acumulado deste ano, a taxa cambial cedeu 6%, para
seu menor nível desde 18 de maio de 1999. Nas casas de câmbio
paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,780, em alta de 0,56%.
“O dólar realmente
está um pouco fora da rotina. Com essa crise dos EUA, e o nervosismo
do mercado, teria muitas razões para subir. Agora, nós
temos que ver que o dólar está perdendo força no
mundo inteiro. Como nós vimos hoje [ontem], o euro bateu um novo
recorde. E outro ponto é que ainda tem muito dinheiro entrando
no mercado”, comenta Mauro Araújo, diretor da corretora
Vision.
Analistas lembram que o diferencial
entre juros básicos americanos (3% ao ano) e brasileiros (11,25%
ao ano) é determinante para estabelecer a tendência de queda
para o dólar. Esses profissionais notam, no entanto, que crescem
as chances de a cotação ter um repique no curto prazo.
Ontem, operadores das mesas de câmbio notaram muitos importadores
antecipando o fechamento de contratos, aproveitando os preços
da moeda.
O habitual leilão de câmbio
do Banco Central foi realizado às 14h59 e aceitou ofertas por
R$ 1,6757 (taxa de corte). Até a quarta-feira, o nível
das reservas internacionais era de US$ 190,490 bilhões.
Bolsa
Apesar de ter encerrado seu sétimo
pregão seguido em alta, não foi ontem que a Bovespa cravou
novo patamar recorde. A leve valorização de 0,09% não
foi suficiente para a bolsa quebrar o pico de 65.790 pontos registrado
em 6 de dezembro passado – ontem fechou a 65.555 pontos.
Durante o pregão, o índice
Ibovespa – que reúne as 64 ações mais negociadas – chegou
a marcar 66.005 pontos. Mas o discurso de Ben Bernanke, presidente do
Fed (o banco central dos EUA), esfriou os investidores. O que desagradou
o mercado foi o fato de Bernanke ter dito que alguns bancos pequenos
podem não suportar a atual crise.
Na Bovespa, as ações
da Petrobrás reagiram com alta à elevação
do barril de petróleo. A ação PN (preferencial)
da Petrobrás teve valorização de 0,52%, sendo
a segunda mais negociada do pregão, com 10,3% do total. A ação
PNA da Vale, que subiu 2,23%, foi a preferida dos investidores ontem,
com 11,2% de toda a movimentação. O papel ON (ordinário)
da Vale teve alta de 3,28%.
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NCST, 29 de fevereiro de 2008
Quem sacar abono do PIS/Pasep a partir
de sábado receberá mais
Uma boa notícia para quem ainda não sacou o abono do PIS/Pasep
(Programa de Integração Social/Programa de Formação
do Patrimônio do Servidor): o valor do benefício será mais
alto, devido ao reajuste do salário mínimo, que entra em vigor
a partir deste sábado (1). Conforme informação da assessoria
de imprensa do Ministério do Planejamento, o novo mínimo será de
R$ 412,40.
Segundo o Ministério do Trabalho, o cálculo do abono sempre leva
em consideração o salário mínimo vigente no dia
do saque. Dados recentes indicam que mais de 872 mil pessoas ainda não
retiraram o abono do PIS/Pasep, relativos ao exercício 2007/2008.
Dados
No caso do PIS, pouco mais de 688 mil ainda não receberam e, no do Pasep,
184 mil. Os pagamentos correspondem a um salário mínimo e estarão
disponíveis até 30 de junho de 2008.
Em relação ao PIS, já foram pagas 11,2 milhões
de pessoas, o que corresponde a um total de aproximadamente R$ 4,167 bilhões.
Neste exercício, deve ocorrer o maior pagamento de PIS da história
dos benefícios, com a liberação de cerca de 11,91 milhões
de abonos salariais.
De acordo com o Banco do Brasil, agente financeiro responsável pelo
pagamento do Pasep, desde a abertura do calendário, já foram
desembolsados R$ 742,5 milhões. Roraima registra o menor índice
de pagamentos do país, com 65,9% do total. São Paulo registrou
83,3% e o Rio de Janeiro, 89,8%.
Cartas de convocação
Desde dezembro do ano passado, o Ministério do Trabalho está enviando
cartas para os trabalhadores que ainda não sacaram o dinheiro do PIS/Pasep.
Porém, é possível que muitas pessoas não tenham
sido notificadas, por conta da mudança de endereço e da falta
de atualização do cadastro.
Antes de ir aos locais de atendimento, é importante que o trabalhador
verifique primeiro se recebeu ou não os benefícios antecipadamente,
por meio de crédito em conta. Para se certificar, basta olhar os extratos
bancários de julho e novembro de 2007 e, também, os contracheques
dos salários de julho, agosto ou setembro do ano passado.
O trabalhador que tem direito ao PIS e possui o Cartão do Cidadão
pode fazer o saque nos caixas eletrônicos da Caixa Econômica Federal,
nas lotéricas e nos postos Caixa Aqui. Quem não tem o Cartão
do Cidadão deve procurar agência da Caixa e levar documentos de
identidade e comprovante de inscrição no PIS.
Regras
De acordo com as regras do programa do Ministério do Trabalho e Emprego,
todo trabalhador da iniciativa privada que estiver cadastrado no PIS até 2002,
que tenha trabalhado, no mínimo, 30 dias em 2006, com carteira de trabalho
assinada pela empresa e tenha recebido, em média, até dois salários
mínimos mensais, poderá sacar o benefício.
No caso do Pasep, o direito é concedido aos trabalhadores cadastrados
há pelo menos cinco anos, que obtiveram renda mensal de até dois
salários mínimos em 2006. É necessário que o participante
tenha trabalhado até 30 dias com carteira assinada naquele ano e que
conste da Rais de 2006 (Relação Anual de Informações
Sociais) entregue pelo empregador.
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AGÊNCIA BRASIL, 29
de fevereiro de 2008
Trabalhadores de Tailândia não
têm mais garantia de remuneração, alerta sindicato
Marco Antônio Soalheiro
Enviado especial
Tailândia (PA) - Parte dos mais de 8 mil trabalhadores que atuam no setor
madeireiro da região de Tailândia ficará sem remuneração
já a partir do próximo mês. O alerta foi feito hoje (28)
a deputados da Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa
do Pará pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria
Madeireira, Movelaria e Construção Civil de Tailândia,
Tomeaçu e Concórdia do Pará (Sitrimotoc), Francisco Chagas.
"Ninguém é contra
a fiscalização, mas nossa preocupação é que
empresa nenhuma tem condições de pagar os salários
de fevereiro", disse Chagas. "Eles [os patrões] nos
chamaram para negociação, para adiantar 40% do salário
e nós ficarmos com licença sem remuneração",
acrescentou.
Segundo Chagas, as madeireiras
de Tailândia empregavam, com carteira assinada, 3.826 funcionários,
e as carvoarias, 4.600. Para ele, a Operação Arco de Fogo,
que combate a exploração ilegal de madeira na região,
tem foco equivocado. "Antes de mandar fiscalização,
o governo tinha que oferecer sugestões e criar um outro caminho,
porque a comunidade de Tailândia vive quase que exclusivamente
do uso de madeira", argumentou.
O presidente do Sitrimotoc
pediu um esforço dos órgãos ambientais para agilizar
processos pendentes de regularização das empresas do
setor. "Se regularizarem a situação, vamos ter certeza
de que podemos continuar trabalhando e dando alimentação
para os nossos filhos", ressaltou.
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O ESTADO DO PARANÁ,
29 de fevereiro de 2008 | Cidades
Trabalhadores recebem auxílio
por lesões
Elizangela Wroniski
Os trabalhadores de Curitiba aproveitaram o Dia Internacional de Conscientização
da Lesão por Esforço Repetitivo (LER)/Distúrbios Osteomoleculares
Relacionados ao Trabalho (DORT), 28 de fevereiro, para comemorar os benefícios
que o Decreto 6.047/07 tem trazido às várias categorias. No primeiro
trimestre de 2007, 10.095 pessoas conseguiram o auxílio-doença
por acidente de trabalho, o que garante a estabilidade. A partir do decreto,
o número quase triplicou, indo para 29.582 de abril a julho do mesmo
ano.
O secretário de Saúde
da Federação dos Bancários da Central Única
dos Trabalhadores no Paraná, Gilberto Gedeão Soares, explica
que com o decreto o auxílio-doença passou a ser concebido
com base em evidências epidemiológicas. Agora, cabe ao empregador
comprovar que a doença não tem relação com
o trabalho exercido pelo beneficiário. Dessa forma, mais trabalhadores
estão conseguindo a proteção da lei. Ele cita que
uma das doenças mais comuns, como a sinovite e tenossinovite,
que acometem pessoas que trabalham muito tempo em atividades informatizadas,
tiveram um aumento de cobertura pelo Instituto Nacional de Seguridade
Social (INSS) de 113 para 1.632, comparando o primeiro e o segundo trimestres
de 2007 no País.
As categorias que mais
apresentam esse tipo de doença são bancários,
metalúrgicos, digitadores, secretárias, operadores de
telemarketing, dentistas e jornalistas. No entanto, entre esses trabalhadores,
os bancários são os que mais têm conseguido melhorar
as condições no local de trabalho. Os móveis são
ergonômicos, adaptados ao tamanho e estatura de cada trabalhador,
além de possuir mecanismos que evitam o aparecimento de lesões.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OIT),
essas lesões atingem cerca de 40% da população
economicamente ativa. “Um dia é um incômodo, uma
dormência; depois é uma dor que vai aumentando com movimentos
repetitivos. Muitas vezes o trabalhador negligencia essa condição
e quando vai procurar um médico, a inflamação
já está em estágio avançado e o profissional
pode tornar-se incapacitado”, alerta a coordenadora da Comissão
Intersetorial de Saúde do Trabalhador (Cist), do Conselho Municipal
de Saúde.
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FOLHA DE LONDRINA, 29 de
fevereiro de 2008 | Cidades
Informalidade pode levar a mortes
A falta de qualificação na
construção civil é mais preocupante do que se
imagina. Os riscos não compensam
Fábio Ciquini



Os equipamentos básicos são botas, capacetes e luvas. Em situações
específicas, cinto de segurança, protetor de ouvidos, óculos
ou máscaras também devem ser usados
A morte de mais um trabalhador da construção civil esta semana,
no distrito de Guaravera (Zona Sul de Londrina), intensificou a preocupação
de entidades do setor quanto à ausência ou precariedade da segurança
dos trabalhadores nos canteiros de obras. O recente reaquecimento do mercado,
que estimulou a contratação de mão-de-obra sem qualificação, é apontado
por alguns como um dos responsáveis pelo grande número de acidentes
nos dois primeiros meses do ano. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Construção
Civil (Sintracon), situação semelhante só foi registrada
no ano de 1987, quando houve 41 mortes ao longo do ano.
''Com a crise dos últimos
anos, muitos trabalhadores experientes migraram para outros setores,
como o comércio. E hoje, na ânsia de preencher o quadro
de funcionários, tem gente contratando inclusive funcionários
não qualificados. De acordo com a legislação, é papel
do empregador oferecer o treinamento, que deve ser de seis horas e conscientizar
o operário de todos os riscos da atividade'', ressalta o presidente
do Sintracon, Denilson Pestana. Segundo ele, a falta de experiência,
somada à ausência do uso de equipamentos de segurança,
tem potencializado os riscos de acidentes de trabalho.
No último domingo o sindicato
chegou a fazer um ato público na feira-livre dos Cinco Conjuntos
(Zona Norte) para alertar sobre o problema e pedir à população
que denuncie as obras que não adotam os chamados Equipamentos
de Proteção Individual (EPIs). De acordo com Pestana a
maioria dos acidentes tem acontecido em obras de empresas não
especializadas na área da construção civil. No acidente
da última terça-feira a vítima, de 19 anos, foi
contratada por uma cooperativa para construir um silo e, segundo testemunhas,
era a primeira vez que trabalhava na montagem de estrutura semelhante.
Equipamentos de segurança não eram adotados na obra.
Só no ano passado, de
acordo com Pestana, o sindicato visitou 1.440 obras, encontrando irregularidades
em todas elas. ''As empresas foram chamadas para discutir uma solução,
com a assinatura de um termo de compromisso. Nos casos em que esta negociação
não foi possível, foram formalizadas denúncias à Delegacia
Regional do Trabalho (DRT).'' Este ano 218 obras já foram visitadas.
''Também entramos, no último
dia 18, com o primeiro pedido, na história do sindicato, de abertura
de inquérito policial para apurar a falta de condições
de trabalho oferecida por uma construtora de Maringá. Nosso objetivo
com isso é criminalizar não apenas as mortes, mas também
a irresponsabilidade das empresas'', informa o presidente do Sintracon.
A engenheira de segurança
do trabalho do Sindicato da Indústria da Construção
Civil do Norte do Paraná (Sinduscon) e membro do Comitê de
Combate à Informalidade, Denise Salton, acha que os acidentes
registrados este ano podem ter sido uma fatalidade, mas concorda que
a informalidade continua sendo um problema no setor. ''Há muitas
obras onde o proprietário quer fazer tudo por conta própria,
sob o argumento de economizar, mas esquece que está sujeito a
acidentes que podem gerar multas e indenizações, por exemplo.
Sem falar no desperdício de material e no risco de trabalhos mal
executados'', argumenta a engenheira, que defende, em qualquer situação,
a contratação de empresas idôneas e especializadas.
Segundo Denise, os equipamentos
de segurança são básicos, não custam uma
fortuna e podem evitar vários transtornos. ''Somados, devem custar
cerca R$ 120,00 por trabalhador, mas nem sempre é necessário
que todos os operários utilizem todos eles. Depende da fase da
obra.'' O mínimo necessário é o uso de botas e capacetes,
e em alguns casos também luvas. Em situações específicas,
o cinto de segurança, protetor de ouvido, óculos ou máscaras
também devem ser usados.
O chefe de fiscalização
do Ministério do Trabalho em Londrina, Rogério Perez Garcia
Junior, informa que o órgão vai fazer um mapeamento das
obras semelhantes às que vêm registrando acidentes e vai
intensificar as visitas dos fiscais nas mesmas. ''Vamos montar várias
equipes para monitorar, acima de tudo, as obras com estruturas mais elevadas,
como casas assobradadas e galpões.''
Garcia Junior esclarece que à empresa
contratante cabe não apenas a obrigação de orientar
seus funcionários sobre os riscos da profissão e fornecer
os EPIs, mas também exigir o uso destes equipamentos, sob pena
de ser autuada pelo Ministério. ''Os operários, por sua
vez, podem ser demitidos por justa causa se negarem-se a usá-los'',
diz o fiscal. Ele afirma que também o INSS vai apertar o cerco
contra as empresas, entrando com ações regressivas, em
que vai pedir ressarcimento aos cofres públicos dos benefícios
concedidos às famílias das vítimas.
Vítimas fatais da construção
civil em 2008:
- Juvenal de Almeida Filho, 52
anos, em 9 de janeiro.
- Silas Carlos Marcelino, 32 anos, em 14 de fevereiro.
- Valdenir Izolino dos Santos (pintor), 52 anos, em 21 de fevereiro.
- Edson Fernandes dos Santos, 19 anos, em 26 de fevereiro.
Silvana Leão
Reportagem Local
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
29/02/2008
Ação de dano moral ajuizada
antes da EC nº 45 prescreve em 20 anos
A Companhia Vale do Rio Doce
terá de indenizar um empregado que recorreu à Justiça
para reclamar indenização por danos morais e materiais,
decorrentes da atividade profissional, 16 anos após ter sido aposentado
por invalidez, a despeito de a empresa ter contestado que as ações
trabalhistas se prescrevem no período de dois anos. O empregado
se aposentou em setembro de 1986 e a reclamação trabalhista
foi interposta em abril de 2002, na 1ª Vara Cível da Comarca
de Itabira, em Minas Gerais.
A decisão é da
Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, ao confirmar decisão
do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG) que entendeu
que, naquele caso, se aplicava a prescrição de 20 anos,
pois a ação foi iniciada na Justiça Comum, já que, à época
do fato, os pedidos eram sustentados única e exclusivamente no
Direito Civil, que adota esse prazo prescricional. A prescrição
bienal pleiteada pela Vale do Rio Doce passou a ser tratada como parcela
trabalhista somente a partir da Emenda Constitucional nº 45/2004,
que incluiu o dano moral por acidente de trabalho na competência
da Justiça do Trabalho. Assim, os pedidos de indenização
por acidente de trabalho ocorridos antes de sua promulgação
se sujeitam à prescrição vintenária.
O empregado trabalhou na empresa
1974 a 1986, na função de laboratorista (carregador de
peças do laboratório). Sua incapacidade, constatada em
1983, decorreu de duas doenças profissionais denominadas lombocitalgia
e hérnia de disco, causadas, segundo informação
pericial, por atividades exercidas em postura viciosa, que lhe ocasionaram
microtraumas na coluna durante longo período de tempo. As provas
recolhidas na Vara Cível de Itabira confirmaram que as condições
de trabalho do funcionário eram inadequadas: ao manipular lotes
de minério para ser preparados para análise, ele carregava
peso em excesso, em movimentos e posições incorretas. Entre
outras atividades, carregava peças que variavam de 20 a 40 quilos,
sem o descanso previsto em lei, apesar de sua compleição
física franzina. O juiz da Vara Cível determinou, em 2005,
a remessa do processo à Justiça do Trabalho, diante das
alterações introduzidas pela EC 45.
O relator do processo na Quinta
Turma, ministro Emmanoel Pereira, destacou o posicionamento em relação à prescrição
vintenária é específico, e abrange somente as ações
ajuizadas na Justiça Comum anteriormente à EC 45. De outra
forma, p direito prescreve em dois anos, como estabelece o artigo 7º,
XXIX, da Constituição Federal. O voto do ministro Emmanoel
Pereira foi acompanhado pelos demais ministros da Quinta Turma. (RR-510-2006-060-03-40.2)

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