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Agência Diap, 3 de
março de 2008
AMPARO AO TRABALHADOR
FAT terá R$ 8,5 bilhões
em 2008 para financiamento de programas
O ministro do Trabalho e Emprego,
Carlos Lupi, participou na última quinta-feira (28) da 95ª reunião
do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat).
Lupi demonstrou aos conselheiros sua preocupação com a
saúde do Fundo, cujas receitas não vêm acompanhando
o crescimento das despesas. "O Ministério está empenhado
em diminuir despesas, investindo na modernização para coibir
fraudes e evitar prejuízos", afirmou.
No ano passado foram pagos benefícios a mais de 20 milhões de
trabalhadores, sendo 6 milhões de seguro-desemprego e 14 milhões
de abono salarial. "Sabemos da importância dos benefícios,
mas precisamos coibir as fraudes no sistema", avaliou Lupi. Ele também
reiterou a ênfase da sua gestão à qualificação
de trabalhadores. "No ano passado o país gerou mais de 1,6 milhão
de empregos. Se investirmos na qualificação dos trabalhadores,
principalmente para aqueles que recebem o seguro-desemprego, podemos ampliar
ainda mais esse número", garantiu o ministro.
Programas
Na reunião, o Conselho aprovou a resolução que dispõe
sobre a programação anual de depósitos especiais para
o exercício 2008. Ao todo serão alocados R$ 8,5 bilhões
nos vários programas de financiamento do FAT, sendo R$ 4 bilhões
em recursos novos.
" A novidade é que as micro e pequenas empresas, junto com os empreendimentos
de agricultura familiar vão receber 94,3% de todo o recurso novo",
afirmou o presidente do Conselho, Luiz Emediato. Do montante de recursos novos
o Proger Urbano, que financia capital de giro para micros e pequenas empresas,
cooperativas, associações de produção, profissionais
liberais e trabalhadores do setor formal e informal vai receber R$ 1,97 bilhão
dos novos recursos, sendo R$ 1,93 bilhões para investimento.
No Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) serão
alocados outros R$ 810 milhões, sendo R$ 660 em recursos novos. No FAT
Pró-Inovação, que estimula e desenvolve a capacidade inovadora
e de geração de tecnologias nas empresas será alocado
R$ 195 milhões, sendo R$ 180 em recursos novos. "Nos priorizamos
este ano os programas que atendem às micro e pequenas empresas que possuem
grande potencial de geração de emprego, o financiamento de atividades
produtivas e reduzimos as linhas de crédito destinadas a capital de
giro", avaliou Emediato.
Novo mínimo
O Conselho também aprovou previamente nova tabela que reajusta o valor
do benefício do seguro-desemprego, que será confirmada e entrará em
vigor após a aprovação do valor do novo salário
mínimo.
De acordo com o aprovado, o valor máximo, para a média salarial
superior a média salarial superior a R$ 1.134,77, será igual
a R$ 771,62, não podendo ultrapassar esse valor. Na prática,
os lotes que forem pagos após a aprovação do mínimo,
já saem com esse novo valor. (Fonte: Ministério
do Trabalho e Emprego)
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FOLHA DE SÃO PAULO
(ON LINE), 03 de março de 2008 | Dinheiro
Custo da cesta básica caiu em
11 das 16 capitais pesquisadas, aponta Dieese
da Folha Online
O custo da cesta básica
teve queda em 11 das 16 capitais pesquisadas pelo Dieese (Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos)
em fevereiro.
A maior queda foi verificada
em Goiânia (baixa de 5,16%) para R$ 185,06, seguido por Belo Horizonte
(retração de 4,87%), para R$ 206,42, e Salvador (recuo
de 3,03%), para R$ 167,77.
A cesta básica ficou mais
cara em cinco capitais. A maior variação (6,31%) foi verificada
em João Pessoa, onde a cesta básica atingiu R$ 169,88.
Em Fortaleza, o custo da cesta básica também teve forte
alta (4,40%), para R$ 171,94, seguido por Recife (avanço de 3,07%),
para R$ 172,03, segundo levantamento do Dieese.
Em São Paulo, que detém
a cesta básica mais cara do país (R$ 226,20), o custo caiu
1,26%. No Rio de Janeiro, onde o custo da cesta básica atingiu
R$ 203,82, houve declínio de 1,16%.
No acumulado de 12 meses, o custo
da cesta básica subiu 21,64% em São Paulo, e 14,71% no
Rio de Janeiro. Dentre as 16 capitais pesquisadas, foi a cidade paulista
onde a variação anual foi maior. Em segundo lugar aparece
Natal, com variação anual de 21,21%, e Fortaleza, onde
o custo teve alta de 20,30%.
O Dieese também
calcula o que chama de salário mínimo necessário,
considerando o preceito constitucional, que prevê o atendimento
das necessidades do trabalhador em alimentação, moradia,
saúde, educação, vestuário, higiene, transporte,
lazer e previdência pelo salário mínimo. Em fevereiro,
o piso estimado é de R$ 1.900,31, considerando a cesta básica
paulista.
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FOLHA DE SÃO PAULO (ON
LINE), 03 de março de 2008 | Brasil
Múcio pede para Lupi abrir mão
da presidência do PDT e ficar no governo
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O ministro José Múcio
Monteiro (Relações Institucionais) telefonou nesta segunda-feira
para o colega Carlos Lupi (Trabalho). A Folha Online apurou que na conversa,
Múcio disse que torcia para que Lupi permaneça no governo,
caso seja obrigado a optar entre o ministério e a presidência
nacional do PDT.
Múcio também conversou
com os líderes da legenda na Câmara e no Senado. "Se
ele [Lupi] tiver que optar, eu torço para que ele fique no governo",
afirmou Múcio, segundo interlocutores. "Não é um
conselho. É uma opinião porque essa é uma decisão
pessoal", teria dito o ministro.
Reportagem publicada ontem pela
Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do
UOL
informa que Múcio já havia defendido a saída de Lupi da
presidência do PDT. Para Múcio, Lupi deve deixar a presidência
do PDT para "sair da linha de fogo". Múcio afirmou ainda que
Lupi "ficará em um dos dois lugares" até o final da
semana --numa referência aos cargos de ministro e de presidente do PDT.
Lupi foi alvo de duas investigações
da Comissão de Ética Pública. Na primeira, em dezembro,
o órgão afirmou haver incompatibilidade entre a função
de ministro e a de presidente do PDT. A segunda analisa o possível
privilégio dado pelo ministério ao PDT no fechamento de
convênios com ONGs ligadas ao partido.
O ministro se diz vítima
de perseguição política e insiste em ficar com os
dois cargos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não
se manifestou sobre a possível incompatibilidade de tarefas de
Lupi.
O presidente aguarda parecer
final da AGU (Advocacia Geral da União) sobre o caso. Em análise
preliminar, a AGU disse que não havia problema algum em o ministro
desempenhar as duas funções.
Convênios
Na semana passada, a comissão
cobrou de Lupi explicações sobre suposto favorecimento
em contratos via convênios para entidades ligadas ao PDT. O ministro
negou que tenha beneficiado seu partido, mas anunciou o rompimento de
quatro convênios.
Segundo Lupi, não há provas
contra ele. Também afirmou que os contratos sobre os convênios
que foram cancelados não chegaram a ser executados.
De acordo com o ministro,
os recursos referentes aos contratos suspensos retornarão aos
cofres públicos sem riscos de prejuízo.
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CORREIO DO ESTADO, 03 de
março de 2008
Caixa emitirá CPF gratuito a
mulheres de baixa renda
Da redação
Em comemoração
ao Dia Internacional da Mulher, a Caixa Econômica Federal emitirá,
nesta semana, CPF, gratuito, para mulheres de baixa renda.
As mulheres que procurarem as
agências da CAIXA também terão acesso às políticas
públicas do Governo Federal, no âmbito do Programa Fome
Zero, como o Bolsa Família e o Programa Nacional de Fortalecimento
da Agricultura Familiar (PRONAF), além da abertura de contas (CAIXA
Fácil) e micro crédito.
Com informações
da Assessoria Caixa
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JORNAL A TARDE, 03 de março
de 2008 | Cidades
Em greve, trabalhadores da construção
civil tentam acordo com empresários
Kleyzer Seixas, do A Tarde On Line
Representantes do Sintracom (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria
da Construção e Madeira do Estado da Bahia) e do Sinduscom (Sindicato
da Indústria de Construção) se reunirão mais uma
vez para resolver o impasse entre os empresários e trabalhadores do
setor, que entraram em greve desde a semana passada.
Desta vez, a reunião ocorrerá no
Tribunal Regional do Trabalho (TRT) nesta terça-feira, 04. Caso
os representes dos sindicatos não cheguem a um acordo sobre o
aumento salarial solicitado pelos funcionários da construção,
a reivindicação da classe será levada para a Justiça,
avisa o diretor do Sintracom, Florisvaldo Bispo dos Santos.
“No início, pedimos
14% de reajuste e depois descemos para 12, mas os patrões não
voltam atrás”, diz Bispo dos Santos, sobre o aumento de
5,17% oferecido pelo Sinduscom. Em reunião na semana passada,
realizada na sede da Delegacia Regional do Trabalho (DRT), o órgão
chegou a sugerir um acréscimo de 6%, mas não houve consenso
entre as partes.
A paralisação das
atividades começou na segunda-feira, 25. Cerca de 35 mil pessoas
aderiram ao movimento em Salvador e também em algumas cidades
da Região Metropolitana de Salvador (RMS). A greve atinge 97%
das obras na capital baiana, segundo informou Bispo dos Santos.
A categoria cobra, além
do aumento dos salários, o recebimento de cesta básica,
redução do prazo de experiência de 90 para 30 dias,
aviso prévio indenizatório e novas funções
para as pessoas que trabalham com manutenção. Outra reivindicação
dos funcionários é referente à alimentação.
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ÂMBITO JURÍDICO,
03 de março de 2008
Justiça Federal de Jacarezinho/PR
suspende cobrança de pedágio no Município
A Justiça Federal de Jacarezinho determinou que a Econorte, concessionária
que explora o pedágio no Município de Jacarezinho, suspenda a
cobrança dos usuários das rodovias federais BR-369, BR-153 e
PR-092 no prazo de 10 dias. Se desobedecer a ordem judicial deverá pagar
multa de R$ 100 mil por dia. A sentença foi dada na ação
civil pública nº 2006.70.13.002434-3 ajuizada pelo Ministério
Público Federal. Outras seis ações versando sobre a questão
do pedágio em Jacarezinho foram julgadas conjuntamente.
Além da proibição
de continuar cobrando o pedágio, a Econorte foi condenada a pagar
uma multa de R$ 20 milhões pelo descumprimento da decisão
judicial anterior que havia determinado, no ano de 2001, que colocasse
placas orientando os usuários a guardarem seus recibos para o
caso de futuro direito à devolução dos valores pagos,
mas a concessionária descumpriu a ordem judicial na praça
de arrecadação instalada em Jacarezinho. Além dessa
condenação, a Econorte foi também condenada a devolver
a todos os usuários os valores que pagaram na referida praça
de pedágio desde novembro de 2002, mas o recebimento dos valores
pelos usuários das rodovias, o que se dará mediante apresentação
do recibo de pagamento, depende ainda do julgamento dos recursos que
podem ser interpostos pela concessionária.
Vários foram os motivos
que levaram a Justiça Federal de Jacarezinho a acolher o pedido
do Ministério Público Federal, dentre eles, o fato de que
o pedágio foi instalado em Jacarezinho sem licitação
pública, o que seria ilegal. Além disso, a cobrança
de pedágio para os usuários da BR-153 seria ilegal porque,
por se tratar de rodovia federal, o Estado do Paraná não
teria legitimidade para conceder a sua exploração à Econorte,
estando expressamente proibido pela União de assim agir. Outro
fundamento da decisão foi o de que o local de instalação
da praça de pedágio foi mal escolhido, porque a arrecadação
se dá dentro do próprio Município de Jacarezinho,
separando um bairro (distrito de Marques dos Reis) do centro urbano da
cidade, para onde o tráfego da população local custa
quase R$ 20,00 de ida e volta.
A Justiça Federal também
censurou a forma aleatória com que a Econorte vinha concedendo
cartões de isenção e descontos de pedágio
aos “amigos do rei” na região, dizendo que tal prática
atenta contra o princípio da igualdade e, por implicar diminuição
nos lucros da concessionária (que passa a faturar menos), gera
a posterior necessidade de reajuste das tarifas, onerando indevidamente
os demais usuários.
Além de todos os motivos,
ainda constou da sentença proferida na ação popular
ajuizada também contra o ex-Governador do Estado Jaime Lerner
que é uma imoralidade administrativa cobrar-se “um dos mais
elevados pedágios do país – de R$ 9,70 por carro” dos
usuários de “rodovias de pista simples, mal sinalizadas,
com intenso tráfego de caminhões em lenta velocidade, dotadas
de lombadas, semáforos, cruzando centros urbanos, assemelhando-se
a verdadeiras avenidas em alguns de seus trechos.” (ação
popular nº 2006.70.13.003009-4).
Das sete sentenças proferidas
nas ações, todas julgadas simultaneamente, cabe recurso
pela concessionária. O teor das decisões pode ser obtido
no site oficial da Justiça Federal do Paraná (www.jfpr.gov.br),
digitando-se no campo apropriado o número de cada uma das ações
(2006.7013002434-3, 2007.7013001296-5, 2007.7013001297-7, 2006.7013003009-4,
2004.7013000850-0, 2004.7013000852-3 e 2004.7013000849-3).
Fonte: JFPR
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O ESTADO DO PARANÁ,
03 de março de 2008 | Direito & Justiça
“Vale-refeição:
natureza salarial ou indenizatória?”
Ivan Luís Bertevello
Comumente presente na vida de
praticamente a totalidade dos colaboradores das empresas hoje em dia,
o vale-refeição é largamente utilizado pelas pessoas
que trabalham e que, durante a pausa para almoço e descanso, o
utilizam para realizar suas refeições.
Ao contrário do que ocorre
com o vale-transporte, o vale-refeição não é obrigatório
por lei, sendo sua concessão uma liberalidade das empresas, salvo
quando previsto em contrato de trabalho e Convenção Coletiva
de Trabalho (CCT), tornando-se obrigatório.
Porém, há uma dúvida
que permanece para o empresariado: o vale-refeição concedido
pela empresa é considerado como salário ou tem caráter
indenizatório (não-salarial)? Esta pergunta é de
suma importância, devido a seu efeito no pagamento de obrigações
tributárias e verbas trabalhistas. Se o vale-refeição
for considerado como salário, integrará a remuneração
e refletirá para o pagamento de verbas rescisórias, bem
como nos recolhimentos previdenciários e de FGTS. E, de fato,
poderá na prática ocorrer as duas hipóteses.
O vale-refeição
poderá tanto ser considerado como salário (fazendo parte
integrante da remuneração do funcionário) bem como
ser considerado como uma parcela de caráter indenizatório
(livre das incidências legais tributárias e verbas salariais).
O divisor de águas está na questão de como ele é fornecido,
e se está em observância com a legislação
que rege o assunto.
Regulando o assunto, o Programa
de Alimentação do Trabalhador (PAT) foi instituído
pela lei n.º 6.321/1976, e tem por objetivo incentivar que as empresas
forneçam alimentação de qualidade aos trabalhadores,
melhorando assim, a qualidade de vida destes empregados. Sua inscrição é facultativa,
e não obrigatória. A empresa que desejar aderir ao programa
deverá fazê-lo nos termos aprovados pelo Ministério
do Trabalho e Emprego. Como uma das vantagens para a empresa, será concedido
um incentivo fiscal por meio do IR (imposto de renda), permitindo-lhe
o cômputo das despesas de custeio do serviço de alimentação
como operacionais e, além disso, a dedução de percentual
dessa parcela diretamente do imposto devido.
Após as formalidades legais
preenchidas e observando o que dispõe a legislação,
o vale-refeição fornecido pela empresa não tem natureza
salarial, não se incorporando à remuneração
para quaisquer efeitos. Além disso, a empresa poderá determinar
a participação do trabalhador nas despesas com o PAT, sendo
esta participação financeira do trabalhador limitada, no
entanto, a 20% (vinte por cento) do custo direto do benefício
concedido. Entretanto, a empresa poderá não descontar nenhum
valor, pois o que a legislação prevê é um
teto, não um valor mínimo podendo até não
realizar nenhum desconto, o que não lhe prejudicará, pois
basta estar de acordo com as regras do PAT para que possa gozar dos benefícios
fiscais, além do vale-refeição não possuir
natureza salarial.
Todavia, nos programas elaborados
em desacordo com a legislação, o fornecimento do vale-refeição
incidirá para todos os efeitos legais. Um exemplo dessa situação é se
o vale-refeição for concedido em dinheiro mesmo empresa
inscrita no PAT e ainda que a empresa não desconte valor, tais
benefícios serão considerados como parte integrante da
remuneração do trabalhador e, conseqüentemente, terão
todas as incidências tributárias (FGTS, INSS e IR), além
de integrar a base de cálculo para fim de férias, 13º salário
e verbas rescisórias. Outra situação é se
o vale-refeição é concedido a título gratuito
para o empregado, mas por força do contrato de trabalho e a empresa
não está inscrita no PAT.
O importante é que a empresa,
ao tomar a iniciativa de fornecer o vale-refeição a seus
colaboradores, cumpra com as regras atinentes ao PAT, para que ela possa
gozar dos benefícios fiscais e o vale-refeição ganhe
caráter indenizatório (não-salarial), não
se integrando na remuneração do funcionário, livre
das incidências tributárias e verbas trabalhistas. Essa
atitude evitará que a empresa seja penalizada no futuro com ações
trabalhistas, evitando um passivo tributário.
Ivan Luís Bertevello é advogado
da Machado Advogados e Consultores Associados com escritórios
em São Paulo e Fortaleza
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ÂMBITO JURÍDICO,
03 de março de 2008
Empréstimo concedido a empregado
não pode ser descontado do crédito deferido em ação
trabalhista
A 7º Turma do TRT-MG negou provimento a recurso ordinário de um
reclamado que pretendia descontar do crédito trabalhista deferido na
ação, o valor referente ao empréstimo concedido pelo empregador
ao reclamante. Segundo explica a desembargadora relatora, Maria Perpétua
Capanema Ferreira de Melo, a teor da Súmula nº 18 do TST, a compensação
na Justiça do Trabalho só pode ser feita envolvendo dívidas
trabalhistas de mesma natureza.
O reclamado havia emprestado
ao ex-empregado o valor de R$ 3.500,00 para fins de aquisição
da casa própria e apresentou recibo comprovando a transação.
A própria reclamante, no depoimento, confirmou a existência
da dívida. Porém, a desembargadora reafirmou que na Justiça
do Trabalho, somente são compensadas dívidas trabalhistas,
o que não é a hipótese dos autos: “O empréstimo
feito à reclamante para a compra de imóvel tem natureza
civilista. Logo, o seu ressarcimento não pode ser feito através
de compensação, uma vez que a dívida não
tem natureza trabalhista” - frisou.
( nº 00404-2007-028-03-00-7
)
Fonte: TRT3
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ÂMBITO JURÍDICO,
03 de março de 2008
Administração pública
que contrata pela CLT equipara-se a empregador privado
Ao optar pela contratação
de empregados pelo regime celetista, a administração
pública equipara-se ao empregador privado. Desta forma,
segundo a regra do artigo 468 da CLT, ainda que o empregador seja órgão
ou empresa pública, qualquer alteração no
contrato de trabalho, mesmo que conte com o consentimento do empregado,
somente terá validade se não resultar em prejuízos
ao trabalhador. Esta foi a decisão expressa da 3ª Turma
do TRT-MG, acompanhando voto da desembargadora Maria Lúcia
Cardoso de Magalhães, ao julgar recurso ordinário
de um reclamante, contratado por um município do interior
de Minas, que teve o percentual de adicional por tempo de serviço
congelado por lei municipal.
Segundo a reclamada, a alteração
contratual se deu para atender à Lei de Responsabilidade Fiscal.
Mas a relatora salientou que mesmo em cumprimento a esta meta, “a
adequação orçamentária do município
não pode ferir direito adquirido, nem tampouco a legislação
trabalhista, incumbindo ao administrador público buscar meios
legais e legítimos para o seu cumprimento, não alterando
de forma lesiva e ilegal os contratos de trabalho de seus servidores”.
No caso, o reclamante foi admitido nos quadros do município em
1976, sob a Lei Municipal 3943/86, que garantia a percepção
de adicional por tempo de serviço de 10%, quando completados os
primeiros cinco anos de serviço, e mais 2% a cada ano trabalhado.
Mas a partir de 2002, ao entrar em vigor a Lei Complementar 25/02, o
recebimento do adicional foi congelado.
A desembargadora ressalta que
o município alterou unilateralmente e de forma lesiva o contrato
de trabalho do autor, já que este ficou impossibilitado de perceber
novos percentuais no curso do contrato de trabalho. Para a relatora,
essa atitude afronta o artigo 468, da CLT, além dos princípios
constitucionais da irredutibilidade salarial e do direito adquirido,
pois a lei só poderia alcançar os trabalhadores admitidos
após a sua edição (Súmula 51, I/ TST).
Desta forma, a Turma decidiu
declarar a nulidade da alteração contratual ilícita
e determinar ao reclamado que mantenha os critérios de pagamento
de adicional por tempo de serviço estabelecidos pela legislação
anterior (Lei Municipal 3942/86). O Município foi condenado ainda
a pagar as diferenças do adicional por tempo de serviço,
sendo 2% a cada ano trabalhado, contando-se a partir do mês em
que este foi congelado até a data da efetiva incorporação
ao salário do reclamante, com os reflexos legais.
( RO nº 00428-2007-149-03-00-5
)
Fonte: TRT3
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
03 de março de 2008
Fornecedora da Cutrale assina TAC para
regularizar relações de trabalho
A Fazenda Santa Brígida, fornecedora exclusiva de laranja da Cutrale
há mais de 20 anos, assinou um TAC (termo de ajustamento de conduta)
no qual comprometeu-se a não contratar mão-de-obra de menores
de 18 anos, a cumprir integralmente as normas de segurança fixadas pelo
Ministério do Trabalho e a não contratar rurícolas através
de cooperativas de trabalho.
Os representantes da fazenda
comprometeram-se a juntar aos autos do procedimento investigatório
aberto pelo MPT (Ministério Público do Trabalho), uma cópia
da rescisão do contrato de fornecimento de mão-de-obra
que a empresa mantinha com a cooperativa Coopersol, de Araraquara (SP).
Agora, segundo informações do MPT, somente serão
contratados trabalhadores rurais mediante o registro na carteira de trabalho.
No caso da Coopersol, a
fazenda reconheceu que se trata de uma entidade fraudulenta, por isso
rescindiu o contrato. O MPT já havia ajuizado ação
civil pública perante a Vara do Trabalho de Araraquara, postulando
a dissolução dessa cooperativa fraudulenta. O processo
tramita há mais de oito anos na Justiça do Trabalho,
e está atualmente no Tribunal Superior do Trabalho, aguardando
solução definitiva.
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CONSULTOR JURÍDICO,
03 de março de 2008
Conflito resolvido
Cabe à Justiça Federal
julgar fraude trabalhista
Cabe à Justiça Federal
processar e julgar empregador que não faz as devidas anotações
nas carteiras de trabalho de seus empregados. A conclusão é da
3ª Seção do Superior Tribunal de Justiça,
que analisou o Conflito de Competência suscitado pelo juízo
da Vara Criminal de Inquéritos Policiais de Belo Horizonte
(MG) contra a 9ª Vara Criminal de Minas Gerais.
O caso trata de inquérito
policial instaurado para apurar suposto crime de frustração
de direito assegurado por lei trabalhista (artigo 203 do Código
Penal) cometido por empregador que não assinava as carteiras de
trabalho de seus empregados.
Ao receber os autos, o juízo
federal determinou a remessa do processo para o juízo comum estadual.
Considerou que “o delito apurado tem como sujeito passivo empregado
determinado e não a organização geral do trabalho
ou a coletividade dos trabalhadores”.
Por sua vez, a Vara Criminal
suscitou o conflito. Registrou que omitir dados na carteira de trabalho é um
atentado contra o interesse da Previdência Social na fiscalização
e arrecadação das contribuições que são
devidas aos empregados, sendo, então, competência da Justiça
Federal.
A relatora, ministra Laurita
Vaz, explicou que o principal sujeito passivo do delito é o Estado,
representado pela Previdência Social e, em segundo lugar, a vítima,
que deixa de possuir as benesses do registro de sua carteira de trabalho. “Dessa
forma, existindo interesse da Previdência Social, que integra diretamente
a Seguridade Social prevista no artigo 194 da Constituição
Federal, evidencia-se a competência da Justiça Federal para
processar e julgar o feito, nos termos do artigo 109, inciso IV, da CF”,
concluiu a ministra.
CC 58.443
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O ESTADO DO PARANÁ,
03 de março de 2008 | Economia
Semana de Copom traz dados da indústria
em janeiro
Agência Estado
A agenda econômica da semana promete - não pela quantidade, mas
pela importância dos indicadores conhecidos entre os dias 3 e 7 de março.
As emoções devem se concentrar na quarta-feira, quando o Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará os dados
relativos à produção industrial ao longo do mês
de janeiro. As informações da indústria ganham mais relevância
do que normalmente porque, no mesmo dia, o Comitê de Política
Monetária (Copom) do Banco Central encerrará a sua segunda reunião
do ano com a definição da taxa básica de juros para referência
da economia até 16 de abril.
Um dos principais indicadores
de atividade, área para a qual o BC tem olhado com muita atenção,
a produção industrial de janeiro é muito aguardada
também pelo mercado financeiro. Isso porque os números
poderão indicar se a indústria produziu mais por uma necessidade
do varejo em recompor os estoques baixados com as vendas de final de
ano ou se há também neste contexto sinais de permanência
de uma demanda agregada firme com forças suficientes para se sustentar
ao longo do primeiro trimestre.
Em dezembro, a indústria
produziu 0,60% abaixo do que fabricou em novembro, mas registrou um crescimento
de 6,40% sobre a produção de dezembro de 2006. O recuo
na margem foi visto pelos analistas do mercado financeiro como um movimento
normal, dado que o grosso da atividade fabril se dá entre setembro
e novembro quando a indústria opera a todo vapor para atender à demanda
do comércio. Além disso, deve voltar à normalidade,
agora nos dados de janeiro, a quantidade de dias úteis na comparação
com o mês anterior, que tanto prejudicou o resultado da produção
em novembro (-1,80%) e dezembro (-0,60%).
Selic
Com os números da produção
industrial de janeiro em mãos e com as planilhas com os dados
efetivos de fevereiro, os diretores do BC vão entrar para a sala
de reunião na quarta-feira para, segundo previsões do mercado,
manter mais uma vez a Selic nos atuais 11,25% ao ano. De 61 instituições
financeiras consultadas pela reportagem, todas apostaram na manutenção.
A demanda aquecida e seus impactos sobre a inflação futura,
além das incertezas quanto aos impactos dos problemas pelos quais
passam a economia internacional sobre a doméstica são as
justificativas mais correntes entre os analistas para a manutenção
da Selic.
No mesmo dia 5, a Fundação
Instituto e Pesquisas Econômicas (Fipe) informará em quanto
ficou a inflação de fevereiro na capital paulista. A tendência é de
desaceleração significativa na comparação
com janeiro, quando o custo de vida na cidade subiu 0,52%. O próprio
coordenador do IPC-Fipe, Márcio Nakane, revisou de 0,25% para
0,16% a sua previsão de inflação para fevereiro.
No começo do mês, ele trabalhava com 0,30%, mas como os
preços dos alimentos começaram a desacelerar mais do que
o previsto no exato momento em que os impactos com os gastos com educação
e despesas pessoais passaram a ser menores, o economista reduziu suas
previsões.
Amanhã serão
conhecidos três indicadores. Além da divulgação
do relatório Focus, levantamento que o BC disponibiliza todas
as segundas-feiras com base nas projeções de cerca de
100 instituições financeiras, serão divulgados
ainda o saldo comercial de fevereiro e o IPC-S fechado do mesmo mês.
Os dados oficiais da balança serão divulgados pelo Ministério
do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
A Focus traz a mediana das expectativas do mercado para a balança
comercial, que no fechamento janeiro registrou um superávit
de US$ 944,000 milhões ante US$ 3,636 bilhões em dezembro.
O IPC-S, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), será conhecido
por volta das 8 horas. Em janeiro, o índice fechou em 0,97%.
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Agência Diap, 3 de
março de 2008
OPINIÃO
Luís Nassif: Os encargos trabalhistas
Ainda está vaga a proposta
de mudança nas relações trabalhistas no país.
Recentemente, a Secretaria Especial de Ações de Longo Prazo
reuniu-se com centrais sindicais para discutir um novo modelo. Resultou
o documento reservado “Diretrizes de um acordo a respeito da reconstrução
das relações entre o trabalho e o capital no Brasil”.
As discussões ocorreram em setembro de 2007, envolvendo as cinco principais
centrais sindicais do país à época (CUT, Força
Sindical, UGT, CGTB e Nova Central). A idéia não foi buscar a
unanimidade mas uma convergência preponderante de opiniões.
Inicialmente, foram definidos três temas centrais de discussão:
redução da informalidade, reversão da queda da participação
dos salários na renda nacional e reforma do regime sindical.
O desafio central será fugir da armadilha atual, de um mundo que se
divide entre economistas de trabalho barato e economias de tecnologia e produtividade
elevadas. Não se pode pretender ser uma China com menos gente. O objetivo é que
o motor do crescimento seja a própria dinâmica da ampliação
das oportunidades para trabalhar, produzir e aprender.
Nenhum dos discursos atuais atende a essas premissas. Nem o da “flexibilização” das
relações trabalhistas; nem a defesa renhida da CLT (Consolidação
das Leis Trabalhistas). O desafio consiste em descobrir como elevar o nível
dos assalariados que estão fora dos setores intensivos em capital sem
minar a posição dos que estão dentro.
A informalidade do trabalho é uma das calamidades brasileiras. Estima-se
em 60% da população economicamente ativa. Para combater a informalidade,
sugere-se:
1. Combater agressivamente as fraudes.
2. Utilizar a política econômica e a desoneração
da folha de salários.
Aí se entra no fortalecimento dos pequenos e micro-empresários,
abordado na coluna de ontem.
Quanto à folha salarial, suporta três camadas de ônus. A
primeira camada é dos penduricalhos”, sistema S e o salário
educação. Houve consenso de que esses acessórios devem
ser financiados – quando esse financiamento se justificar – pelos
impostos gerais, deixando de incidir sobre a folha.
A terceira é a dos benefícios diretos ao trabalhador e é considerada
um “quase salário”. Nas discussões prevaleceu a idéia
de que deveriam permanecer, ao menos por enquanto.
A discussão ficou na segunda camada, da contribuição patronal.
Como reduzir a alíquota sem afetar a receita da Previdência. E
como reduzir a distorção de as empresas de capital intensivo
pagarem menos do que as de mão-de-obra intensiva.
Chegou-se a mencionar a CPMF como alternativa. Com o fim da CPMF, restaram
duas alternativas: um imposto geral sobre transações financeiras,
de alíquota única; ou um imposto sobre valor agregado – caso
passe a proposta de reforma tributária.
Em relação aos terceirizados, o grupo propôs a criação
de um estatuto próprio. Para o topo da pirâmide, a proposta é de
participação nos lucros ou resultados das empresas. E abertura
da contabilidade das empresas aos trabalhadores.
O documento está servindo de parâmetro para a reforma tributária
do governo
A proposta do governo - 1
Ontem, o líder do governo no Senado Federal, Romero Jucá, reafirmou
a intenção do governo de desonerar a folha salarial. Segundo
ele, a desoneração da folha virá por meio de projeto de
lei em regime de urgência - que tramitará em paralelo à reforma
tributária. A proposta inicial do governo foi reduzir a alíquota
patronal de 20% para 14% entre 2010 e 2016. Mas provocou muita resistência.
A idéia será mudar a base de cálculo.
A proposta do governo – 2
Seguindo os rumos traçados pelo documento da Secretaria de Longo Prazo,
a idéia será que a alíquota incida sobre o valor adicionado
das empresas. “Valor adicionado” é a diferença entre
o valor de venda do produto e a soma dos insumos utilizados. Uma proposta de
incidir sobre os lucros foi rejeitada pelos trabalhadores, pela dificuldade
de se aferir corretamente o lucro. O formato final obviamente dependerá do
Congresso. (Fonte: Blog do Nassif)
|
Agência Diap, 3 de
março de 2008
EMPRÉSTIMO CONSIGNADO
Projeto limita valores do empréstimo
consignado
A Comissão de Assuntos
Econômicos poderá votar na reunião desta terça-feira
(4) em decisão terminativa, o PLS 300/05, de autoria do senador
Paulo Paim (PT/RS), que determina que a taxa de juros cobrada sobre empréstimos
consignados em folha não excedam em cinco pontos percentuais ao
ano da taxa básica da economia a taxa Selic.
Outra proposta também
em decisão terminativa, poderá ser analisada pelo colegiado é o
projeto de lei PLS 58/06 do senador Alvaro Dias (PSDB/PR) que estabelece
prazo para a restituição do Imposto de Renda da Pessoa
Física (IRPF) descontado em excesso na fonte.
|
Gazeta do Povo, 3 de março
de 2008
BRASIL | REFORMA TRIBUTÁRIA
Contribuição patronal
ao INSS vai cair para 14%
Governo admite reduzir alíquota sem
compensar no IVA
Brasília – O secretário
de Política Econômica do Ministério da Fazenda,
Bernard Appy, disse ontem que o governo vai reduzir a alíquota
patronal ao INSS dos atuais 20% sobre a folha de salários
para 14% sem aumentar a alíquota do novo Imposto sobre Valor
Adicionado federal (IVA-F). Pela reforma, o IVA-F substituirá quatro
contribuições federais. “O governo assume o compromisso
de fazer essa redução sem compensar no IVA”,
afirmou.
Appy admitiu, no entanto, que a possibilidade de redução de seis
pontos porcentuais da contribuição patronal ao INSS, sem compensação
no IVA-F, não está prevista no texto da proposta de emenda constitucional
da reforma tributária do governo federal, encaminhada ao Congresso,
na semana passada. “Não, não está escrito, mas o
governo assume o compromisso”, disse. “Não precisa estar
escrito”, afirmou. “A palavra do governo não basta?”.
A nova redação
do artigo 195 da Constituição, dada pela proposta de reforma
tributária, diz, em seu parágrafo 13, que a contribuição
patronal ao INSS incidente sobre a folha poderá ser substituída
parcialmente por um aumento da alíquota do novo IVA-F.
Appy chamou a atenção,
no entanto, para o artigo 11 da proposta que diz que a lei definirá reduções
gradativas da alíquota da contribuição patronal
ao INSS, a serem efetuadas do segundo ao sétimo ano subseqüente
ao da promulgação da emenda constitucional. Mas esse dispositivo
não esclarece se a redução será feita sem
elevação da alíquota do novo IVA-F para compensar
a perda de receita.
O artigo 11 da proposta não
fixa o porcentual da contribuição patronal a ser reduzida.
Não esclarece sequer se a essa redução da alíquota
da contribuição patronal ao INSS não se aplica o
disposto no parágrafo 13 do artigo 195, que manda aumentar a alíquota
do IVA-F como forma de compensação.
O secretário de Política
Econômica do Ministério da Fazenda disse que a área
jurídica do governo considerou que não seria adequado colocar,
no texto da proposta de emenda constitucional, a redução
de seis pontos porcentuais da alíquota da contribuição
patronal ao INSS . “Mas esse é o compromisso do governo”,
ressaltou.
Segundo ele, um projeto de lei
com esse dispositivo será encaminhado ao Congresso, 90 dias depois
da promulgação da emenda constitucional da reforma tributária.
Impostos - Mudanças para pessoa física
ainda sem data
O governo ainda não definiu uma data para o envio ao Congresso da proposta
de desoneração do Imposto de Renda da Pessoa Física. Na
semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegou a dizer que anunciaria
novidades esta semana, mas depois voltou atrás e admitiu que a proposta
não está pronta e que ainda não estão definidas
as novas alíquotas.
Uma das medidas em estudo pelos
técnicos da Fazenda é criar duas alíquotas intermediárias
de IR, de 20% e 25%. Hoje, a Receita cobra 15% para quem tem rendimento
mensal entre R$ 1.372,82 e R$ 2.743,25. E de 27,5% para quem ganha mais
de R$ 2.743,25 por mês. Menos de R$ 1.372,82 é isento. O
governo pode alterar as alíquotas do IR por meio de projeto de
lei ou medida provisória, mas o texto precisará passar
no Congresso.
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Folha de São Paulo,
3 de março de 2008
Mercado de cartões cresce 225%
desde 2000
Transações com cartão
aumentaram 233%, ao mesmo tempo em que a quantidade de cheques compensados
caiu 42% | Gasto médio por operação recua, o
que indica maior uso do dinheiro de plástico no dia-a-dia
do consumidor; mulheres já são maioria
FABRICIO VIEIRA
DA REPORTAGEM LOCAL
Utilizar o cartão de crédito
tem sido uma prática cada vez mais comum para os brasileiros.
A crescente aceitação em compras do dia-a-dia tem favorecido
a expansão desse meio de pagamento: já chega a 93 milhões
o número de cartões de crédito em poder dos brasileiros.
Em 2000, o montante estava em 28,6 milhões.
Hoje é possível pagar o táxi, o jornal, o pedágio
ou mesmo um cafezinho com cartão de crédito. Além disso,
nota-se nos últimos anos sua penetração em regiões
fora do eixo Rio-São Paulo e nas classes de renda mais baixa.
Levantamento feito pela Itaucard a pedido da Folha mostra que o número
de transações com cartões de crédito saltou de
720 milhões em 2000 para 2,4 bilhões em 2007 -um aumento de 233%.
O crescimento do montante transacionado acompanhou esse ritmo: de R$ 48,4 bilhões
movimentados em 2000, chegou-se a R$ 183,1 bilhões no ano passado.
Apesar de a região Sudeste seguir como a de maior destaque dentro da
indústria de cartões, com 56,5% de participação
no faturamento nacional em 2007, sua relevância tem diminuído.
Em 2003, representava 63,1% do total.
Na outra ponta, quem ganhou mais destaque foi o Nordeste, que saiu de 18,7%
de participação em 2003 para 22,4% no ano passado.
" Notamos o consumidor trazendo cada vez mais o cartão para seu dia-a-dia.
Mais do que o faturamento, tem crescido muito o número de transações",
afirma Fernando Chacon, diretor de Marketing de Cartões do Itaú. "Temos
visto também uma penetração maior na baixa renda."
Enquanto o mercado de cartões se expande, a utilização
de cheques rapidamente encolhe. Os 2,63 bilhões de cheques compensados
em 2000 caíram para 1,53 bilhão em 2007. Entre as duas datas,
houve redução no número de cheques em todos os anos.
A maior popularização do cartão fez o gasto médio
por operação cair nos últimos anos.
De um tíquete médio (valor de cada transação) de
R$ 79 em 2003, registraram-se R$ 76,3 em média no ano passado. Ou seja,
os consumidores estão usando mais o cartão de crédito,
mas realizando operações de menor valor.
" A indústria de plásticos tem um universo enorme para crescer.
Ainda há muito estabelecimento pequeno que não aceita cartão,
principalmente devido aos custos. Também há muita gente que ainda
não passou a usar o cartão em suas despesas rotineiras", afirma
Luis Miguel Santacreu, analista financeiro da consultoria Austin Rating.
" Na época da inflação, o cheque era muito mais usado.
O pré-datado fazia parte da vida de muita gente."
Mulheres à frente
De 2003 para 2007, as mulheres passaram a deter a parcela maior do mercado
de cartões, saindo de 47,2% para 50,8% do total no período. E
o tíquete médio dos cartões utilizado pelas mulheres é menor
que o dos homens. No ano passado, o tíquete médio das compras
das mulheres ficou em R$ 73,3, e o dos homens ficou em R$ 78,9.
O número de transações feitas pelas mulheres com cartão
subiu de 513,1 milhões em 2003 para 1,14 bilhão no ano passado.
Segundo Chacon, do Itaú, nas famílias de menor renda, "é normal
que a mulher seja a responsável pelo orçamento e pelas compras.
Normalmente, ela é a gestora e fica com o cartão".
O executivo diz que nas famílias de menor renda acontece muitas vezes
de haver só um cartão para todos. Já na alta renda, é normal
uma pessoa ter mais de um cartão de crédito.
Uma modalidade que tem ganhado cada vez mais espaço, especialmente na
baixa renda, é a de parcelamento sem juros. A participação
dessa modalidade subiu na baixa renda de 31,8% do total em 2003 para 52,5%
das operações no ano passado.
O parcelamento sem juros surgiu há dez anos e tem se mostrado atrativo
na conquista de novos usuários para o cartão. Para os comerciantes,
nem sempre essa modalidade é interessante, pois pode representar a necessidade
de arcar com encargos que seriam cobertos em uma operação em
que pudesse cobrar juros.
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FOLHA DE LONDRINA, 03 de
março de 2008 | Geral
Estresse no trabalho faz mal ao coração
Pesquisa mostra que pressão no emprego
aumenta em 68% a chance de doença cardíaca
Quanto o estresse no trabalho
repercute na saúde do seu coração? Uma pesquisa
feita na Inglaterra e publicada em fevereiro na revista European Heart
Journal mostra que a relação pode ser bem estreita - pessoas
que sofrem de estresse crônico têm 68% a mais de chance de
desenvolver uma doença cardíaca do que aqueles que não
sofrem pressão.
O cardiologista Ricardo Rodrigues,
de Londrina, acredita que essa informação é importante
não só para aqueles que desejam evitar a doença,
mas particularmente no caso daqueles pacientes que já tiveram
algum evento cardíaco e passam por tratamento.
O médico explica que,
hoje, o tratamento é feito com medicamentos como o ácido
acetilsalicílico e a estatina, além do controle dos fatores
de risco, como tabagismo, obesidade e hipertensão arterial. Mas,
mesmo que o paciente tenha um tratamento excelente há ainda o
chamado risco residual - a chance de apresentar um novo problema - que
pode chegar a 18% dos casos.
Um trabalho publicado no New
England Journal, em abril de 2007, mostrou que 18,4% dos pacientes que
tiveram um evento cardiovascular, voltaram a ter problemas de novo em
um período de sete anos, mesmo com um ótimo tratamento.
''O remédio é importante, não há dúvida,
mas não é suficiente. Então, é preciso buscar
quais os fatores de risco para a doença cardiovascular além
dos habituais, como tabagismo, hipertensão e obesidade. E essa
pesquisa reforça que o estresse é um desses fatores'',
afirma. Ele lembra que o estresse psicossocial, aquele causado por morte
na família, falência e quadro depressivo, já foi
apontado em outra pesquisa, esta de 2004, como fator que aumenta em 2,67
vezes a chance de um infarto.
No ambiente de trabalho, os fatores
que levam ao estresse não têm relação com
o salário, como seria de se esperar, mas com as exigências
em cima do empregado e sua autonomia. A pesquisa feita na Inglaterra,
com mais de 10 mil funcionários públicos, durante 12 anos,
mostrou que naqueles que tinham exigência alta, mas também
autonomia alta, como os executivos, o nível de estresse era baixo.
Nos trabalhadores com baixa exigência e baixa autonomia, a marca
era a passividade. O estresse aparecia naqueles com alta exigência
e autonomia baixa. ''Não é verdade que o executivo morre
mais de doença cardíaca. O estresse no trabalho está ligado à falta
de confiança, de orgulho, de autonomia e auto-estima baixa. O
salário influencia em parte, mas é a satisfação
o mais importante'', aponta o médico.
A pesquisa ainda mostrou que
os níveis de cortisol, o chamado hormônio do estresse, estavam
elevados naqueles indivíduos pesquisados que disseram estar estressados,
mostrando como o problema altera a química do corpo. ''É importante
porque mostra a relação biológica do estresse'',
ressalta.
Segundo o cardiologista, o nível
alto desse hormônio leva ao aumento de adrenalina, ao aumento de
peso, e à diminuição da resistência à insulina.
''Em consequência disso, vem a hipertensão e o diabetes,
que levam à arteriosclerose, que pode levar ao infarto'', alerta.
Como uma ''bola de neve'', além
do estresse propriamente dito, todo esse quadro, ressalta o médico,
também leva a comportamentos nocivos ao indivíduo, como
fumar mais, comer mais, e fazer menos atividade física, nocivos
para o coração.
O cardiologista Ricardo Rodrigues
explica que o nível alto de cortisol, o chamado hormônio
do estresse, leva ao aumento de adrenalina, ao aumento de peso, e à diminuição
da resistência à insulina. ‘‘Em conseqüência
disso, vem a hipertensão e o diabetes, que levam à arteriosclerose
e que pode levar ao infarto’’
Chiara Papali
Reportagem Local
|
FOLHA DE LONDRINA, 03 de
março de 2008 | Opinião
Erros minam carreira profissional
Quais são os erros mais cometidos por profissionais durante a carreira?
Falta de comprometimento, desrespeito, distração? Essas são
apenas algumas das mais frequentes gafes cometidas na trajetória profissional.
Muitos não conseguem encarar a carreira como parte importante da vida,
talvez uma das mais delicadas e vulneráveis, e acabam tendo atitudes
que prejudicam o desenvolvimento e o sucesso.
Apesar de passar cerca de oito
horas por dia no trabalho, com pessoas que se tornam próximas
com o tempo, o profissional não pode enxergar a empresa e o ambiente
corporativo como extensão de casa - da mesma forma que é preciso
ter limite na relação com os colegas dentro desse ambiente.
Fácil falar, mas a prática é diferente. É próprio
do ser humano se envolver, e é assim que começam fofocas,
caras feias, intolerância. Resultado: estagnação
da carreira e demissão.
Tomar como exemplo experiências
de outras pessoas pode ajudar a fazer com que você não caia
nos mesmos erros ou, pelo menos, passe a se policiar para não
cometê-los. O consultor de carreira Renato Waberski, da Thomas
Case & Associados, enumerou os nove erros mais cometidos por profissionais
(confira ao lado). Um bom convite à reflexão.
Viviane Macedo
Carreira & Sucesso
|
Folha de São Paulo,
3 de março de 2008
Madeireiras e carvoarias são
multadas em R$ 1,5 milhão
Operação na Amazônia
Legal recolhe ainda 4.000 toras de origem não identificada
| Sindicato das Madeireiras vai recorrer contra multas; advogado
diz que Ibama usa "chutômetro" na medição
e que fiscais se equivocam
FÁBIO GUIBU
DA AGÊNCIA FOLHA, EM TAILÂNDIA (PA)
Em cinco dias de operações,
as forças federais que combatem o desmatamento e o comércio
clandestino de madeira na Amazônia Legal apreenderam cerca de
4.000 toras - quantidade suficiente para lotar 287 caminhões-
e aplicaram R$ 1,5 milhão em multas contra três madeireiras
e cinco carvoarias de Tailândia (218 km de Belém), no
Pará.
Os fiscais do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis) destruíram ainda 98 fornos de carvão e apreenderam
dois tratores e 12 motosserras usados pelas empresas.
Parte das toras apreendidas foi encontrada escondida sob montes de serragem
ou jogada no mato, a cerca de 30 quilômetros da cidade. A quantidade
de madeira recolhida foi avaliada em R$ 1,5 milhão.
A origem das toras ainda não foi identificada. Há suspeita de
que elas tenham sido extraídas de regiões de preservação
ambiental permanente, de reservas indígenas ou de áreas vizinhas
a assentamentos.
Na fiscalização, foram achados indícios do uso de mão-de-obra
irregular pelas carvoarias e madeireiras. As empresas manteriam funcionários
trabalhando sem carteira assinada e em más condições.
Para o coordenador de fiscalização do Ibama em Tailândia,
Bruno Versiani dos Anjos, a primeira semana da operação Arco
de Fogo, como foi batizada a ação, foi "positiva",
apesar dos problemas enfrentados pelas forças federais nos primeiros
dias de trabalho.
No primeiro dia de operação conjunta da Polícia Federal,
Força Nacional de Segurança e Ibama, o número de fiscais
foi pequeno para medir com rapidez as toras estocadas pelas madeireiras de
Tailândia.
No dia seguinte, houve problemas de estratégia, e um comboio formado
por 13 carros percorreu em vão 16 quilômetros de estrada de terra,
na tentativa de localizar uma carga de madeira ilegal supostamente transportada
por balsa.
" Como acontece em qualquer operação ou qualquer agrupamento
humano com grande número de pessoas, é [preciso] ajustar o diálogo",
disse Anjos. "As instituições, muitas vezes têm objetivos
diferentes e [isso] tem que ser ajustado para se chegar a um denominador comum",
afirmou.
O número de fiscais do Ibama aumentou de 12 para 30. A Sema (Secretaria
Estadual do Meio Ambiente) cedeu ainda mais dez servidores para reforçar
a operação. "Esta semana vamos intensificar os trabalhos,
pois na primeira semana, apesar de ter sido bom, gastamos muito tempo para
resolver os problemas iniciais."
O advogado do Sindimata (Sindicato das Indústrias Madeireiras de Tailândia),
Christian Bomm, disse que a entidade vai recorrer contra as multas, os embargos
e as apreensões feitas nas empresas. "Houve um procedimento no
mínimo equivocado dos fiscais", afirmou. "A medição
da madeira, feita por estimativa e média ponderada, no "chutômetro", é um
procedimento nulo e viciado", declarou.
Segundo o advogado, a defesa tentará anular os autos de infração
para obrigar o governo a devolver a madeira apreendida. Bomm também
não descartou a possibilidade de recorrer à Justiça para
buscar "reparação por perdas e danos".
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CONSULTOR JURÍDICO,
03 de março de 2008
Procura-se motivo
Empresa contrata policial para seguir
sua funcionária
Um policial civil foi detido, na tarde de quinta-feira (28/2), no bairro do
Morumbi, em São Paulo, sob a suspeita de perseguir a publicitária
Renata Vigna, 37 anos. Ao ser interrogado na Delegacia, o policial admitiu
que foi contratado pela empresa em que a publicitária trabalha, a ITC
América Latina Ltda, também conhecida como International Trading
Consultants, uma das maiores agenciadoras de marcas no Brasil, tais como Marvel
(Homem-Aranha, Incrível Hulk), Snoopy, Garfield.
A intenção da agência
de publicidade era encontrar algum deslize pessoal da funcionária
para justificar uma demissão por justa causa. Profissional de
sucesso, o contrato da publicitária prevê gorda indenização
em caso de demissão.
Ela notou que estava sendo perseguida.
Com medo de sofrer um possível seqüestro, ela ligou para
a Polícia Militar. Em minutos, uma viatura chegou ao local e o
suspeito foi preso. Na Delegacia, ele confessou que, junto com outro
detetive, foi contratado pela a agência de publicidade. O caso
agora está nas mãos da Corregedoria da Polícia Civil
de São Paulo.
O advogado da publicitária,
Guilherme Abdalla, afirmou que não tomará nenhuma atitude
até que ela se recupere do trauma: “Minha cliente está medicada
e, tão logo se recupere, não pouparemos esforços
para punir a empresa e seus dirigentes”, afirmou o advogado.
Abdalla argumenta que o
próprio policial confessou que foi contratado pela empresa e,
por isso, não há dúvidas de que houve desvio legal
do empregador. “Faremos deste caso um exemplo dos limites a serem
observados pelas grandes corporações no Brasil",
afirmou Abdalla.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
03/03/2008
TST suspende substituição
de terceirizados na CEMIG
O Tribunal Superior do Trabalho,
em despacho assinado pelo ministro João Batista Brito Pereira,
concedeu liminar para suspender decisão da 4ª Vara do Trabalho
de Belo Horizonte (MG) que determinou à Companhia Energética
de Minas Gerais (CEMIG) a substituição, até o dia
28/02, de todos os trabalhadores terceirizados por empregados concursados.
O despacho foi dado em ação cautelar da CEMIG com pedido
de efeito suspensivo da decisão, proferida em ação
civil pública.
A ação civil pública
foi proposta pelo Ministério Público do Trabalho visando,
basicamente, proibir a CEMIG, concessionária de serviços
públicos de distribuição de energia elétrica
em Minas Gerais, de contratar e/ou manter trabalhadores temporários
e estagiários fora das especificações legais (Lei
nº 6.019/74, que trata de trabalho temporário, e Lei nº 6.494/77,
que regulamenta o estágio), substituindo-os, num prazo de nove
meses, por empregados concursados. No dia 28/05/2007, a sentença
da 4ª VT/BH deferiu os pedidos e fixou multa de R$ 5 mil por trabalhador
irregular após os nove meses. A sentença foi confirmada
pelo Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, no julgamento
do recurso ordinário, em novembro de 2007. A CEMIG interpôs
então recurso de revista para o TST (ainda não processado
pelo TRT/MG) e, em seguida, a ação cautelar visando à suspensão
da determinação até o julgamento do recurso.
Na cautelar, a empresa alega
dificuldades materiais para cumprir a determinação judicial
e detalha fatos relacionados ao último concurso público
realizado: a primeira fase ocorreu em maio de 2005, e os primeiros aprovados
começaram a trabalhar em julho de 2007. Para a CEMIG, a substituição
de todos os operários (empregados de prestadoras de serviços,
temporários, estagiários e leituristas) de uma só vez
por concursados causará “inevitáveis prejuízos
para o fornecimento de energia elétrica em todo o Estado de Minas
Gerais, além de providência impossível de ser implementada
no prazo previsto, o que resultará na cobrança de pesadas
multas”.
O ministro Brito Pereira, em
seu despacho, observa que, diante da excepcionalidade da situação, “é manifesto
o cabimento da medida. A substituição de grande contingente
de mão-de-obra “compromete a segurança dos empregados,
o treinamento e a garantia do fornecimento regular do serviço
público”, afirma o relator, ressaltando que o procedimento
submeteria os novos empregados ao exercício de tarefas para as
quais ainda não estão devidamente treinados. A liminar
concedida suspende os efeitos da decisão judicial que confirmou
a tutela antecipada e suas conseqüências – entre elas
a aplicação das multas – até o trânsito
em julgado do recurso de revista na ação civil pública.
(AC-190.494/2008-000-00-00-1)
(Carmem Feijó)
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03/03/2008
Degustador de cerveja recebe indenização
de R$100 mil
Por ter a atividade de degustador
de cerveja contribuído para o agravamento de dependência
etílica, empregado da Companhia de Bebidas das Américas
(Ambev) receberá R$ 100 mil de indenização. A Sexta
Turma do Tribunal Superior do Trabalho considerou que houve responsabilidade
da companhia pelos danos causados à saúde do trabalhador,
pois a empresa, quando o designou para essa função, sabia
da sua predisposição familiar à síndrome
de dependência do álcool (DAS), da qual já era portador.
Funcionário da Ambev no
período de dezembro de 1976 a outubro de 1998, quando foi aposentado,
o trabalhador gaúcho ajuizou ação de reparação
de perdas e danos por ter sido exposto à ingestão de 1.500ml
de cerveja diariamente, segundo prova testemunhal. Alegou, para o pedido,
que é impossível a reversão de seu estado de saúde,
pois é hoje portador, além da SDA, de cirrose hepática
e diabetes, e necessita de tratamento imediato e permanente. Em sua argumentação,
disse que a ingestão diária de cerveja imposta pelo trabalho
agravou ou manteve em ascendência a sua dependência etílica,
impedindo que deixasse o vício.
Para o Tribunal Regional do Trabalho
da 4ª Região (RS), que condenou a empresa à indenização,
confirmada agora no TST, se o autor já era portador da síndrome
antes de exercer a função de degustador, jamais deveria
ser atribuída a ele tal atividade. Ao selecionar pessoas para
a degustação de bebida alcoólica, deveria considerar
como fator de exclusão a preexistência de dependência
etílica.
Segundo o laudo pericial realizado
para verificar as condições de trabalho, a empresa não
fiscalizava a quantidade de cerveja ingerida pelo empregado nem adotava
medidas de prevenção e tratamento do alcoolismo, mostrando-se
negligente com a saúde do trabalhador. Muito pelo contrário:
o empregado recebia uma garrafa de cortesia todos os dias ao final do
expediente, em virtude de acordo entre a fábrica e o sindicato.
Os médicos informaram,
ainda, que o trabalhador possuía predisposição familiar
ao alcoolismo e já era portador da síndrome de dependência
do álcool quando passou a fazer a degustação de
cerveja, e que houve evolução da doença durante
o período em que realizou a atividade, nos últimos 15 anos
do contrato. Relatam que a dependência etílica se tornou
mais grave cinco anos depois do autor ter iniciado a exercer a função
de degustador, evidenciando-se por sintomas de irritabilidade, tremores
nas mãos, taquicardia e persistência de igual consumo de
bebidas alcoólicas durante as férias.
Ao confirmar a condenação,
o relator do processo no TST, ministro Horácio de Senna Pires,
observou ter sido comprovado o nexo de causalidade entre o trabalho e
a doença, que permite a responsabilização da empresa
pelos danos daí decorrentes. (AIRR-1242/2005-522-04-40.4)

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