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Agência Diap, 4 de
março de 2008
Agenda dos trabalhadores
Por: Gilson Reis*
O ano de 2008 começou
com uma intensa disputa política. No mundo, três importantes
questões estarão definindo os rumos políticos das
próximas décadas. As eleições nos Estados
Unidos da América, envolto em profunda crise política e
econômica; as turbulências no Oriente Médio, com o
avanço de posições antiimperialista; e o confronto
permanente dos governos progressistas na América Latina contra
as elites conservadoras que insistem em manter e aprofundar as políticas
neoliberais.
No Brasil, o confronto das agendas políticas do governo Lula e da oposição
liberal conservadora será ainda mais intenso devido, principalmente, às
eleições do final do ano. Sabemos que as disputas municipais
serão uma prévia do embate sucessório em 2010. A temperatura
política já mostra a intensidade e o grau dos conflitos que teremos
pela frente.
O ano sequer tinha começado e os senadores do PSDB, DEM e PPS derrotaram
o governo na prorrogação da CPMF, contribuição
destinada a programas de saúde. Depois de aprovada a emenda 29, no Congresso
Nacional, no início de dezembro, quando definiu uma nova configuração
do SUS (Sistema Único de Saúde) com avanços importantes.
Entretanto, saiu vitoriosa a tese da bancada neoliberal que defende a saúde
privada como alternativa do mercado, contribuindo para a falência da
saúde pública.
Nesse mesmo embalo, prossegue uma intensa campanha de desestabilização
do governo federal, patrocinada pela oposição conservadora e
apoiada pela mídia golpista de sempre. A febre amarela endêmica
em algumas regiões do país, após uma dezena de óbitos,
transformou-se em pandemia pelas lentes da imprensa irresponsável. O
início tardio das chuvas de verão, com repercussão nos
níveis dos reservatórios das represas, transformou-se em um eminente
apagão energético. Até mesmo os dez dias de descanso do
presidente Lula, em uma base da Marinha, foi noticiado como mordomia do chefe
supremo da República brasileira.
Entretanto, nenhuma das denúncias de janeiro foram à frente.
Os vários ensaios de crises pré-construídas foram abortados
pela realidade. Foi então necessário apelar para a velha cantilena
da corrupção. Lançaram, uma grande campanha de moralidade
pública para denunciar o mau uso dos cartões corporativos, com
o claro objetivo de atingir o Presidente. Em muitos aspectos, são verdadeiras
as acusações de desvios cometidos por servidores de vários
escalões do governo federal e de alguns governos estaduais.
Porém, a utilização dos cartões corporativos foi
a forma encontrada, desde o final do governo FHC, para dar mais transparência
aos gastos rotineiros de parcela dos servidores públicos. O mecanismo
utilizado pelo governo federal inclui a prestação de contas via
internet, muito diferente da forma utilizada ainda hoje pela maioria dos governos
estaduais de Minas, que utiliza o velho método de depósitos em
conta corrente para custeio de despesas de servidores e secretários,
sem nenhuma prestação de contas.
Contudo, depois de dias de denúncias de gastos com tapiocas, restaurantes,
mesas de bilhar, vasos de flores e outras patifarias, a elite conservadora
conseguiu instalar uma nova CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito).
Não para resolver os problemas de possíveis desvios, mas para
atacar o governo e a base aliada, transformando um assunto administrativo em
questão política. A CPI será amplamente utilizada ao longo
do ano, com ampla cobertura midiática, repercutindo diretamente no processo
eleitoral de outubro próximo.
A carga tributária foi outro mote encontrado pela bancada oposicionista
e setores empresariais para desgastar o atual governo. Neste período,
o Brasil alcançou uma das maiores cargas tributárias do mundo,
especialmente, durante o governo FHC. Desde 1995, o governo tucano alterou
a legislação tributária através de leis ordinárias,
decretos e medidas provisórias, com o objetivo de elevar a arrecadação,
atender os credores e beneficiar as corporações empresariais.
Para evitar mentiras proclamadas como únicas e verdadeiras, a questão
tributária precisa ser mais debatida pela sociedade brasileira. Somente
o debate qualificado poderá evitar as manobras da oposição,
que visam manter a política de concentração de renda em
nosso país. Nessa discussão, precisamos responder às seguintes
perguntas: Quem paga tributo no Brasil? Para onde são destinados os
recursos arrecadados?
Conforme previsto no orçamento federal de 2007, o país gasta
somente com o pagamento dos juros da dívida pública interna,
160 bilhões de reais, ou seja, um terço de todos os impostos
e tributos arrecadados no país. Este volume de recursos vai parar todos
os anos nas mãos de pouco mais de vinte mil famílias. Enquanto
isto, os trabalhadores são, permanentemente, vítimas de ataques
contra seus direitos previdenciários, saúde, educação,
segurança, porque não existe verba no orçamento para esses
investimentos.
Entretanto, quando estudamos a carga tributária brasileira, observamos
que grande parte da arrecadação vem dos trabalhadores e da população
mais pobre do país. Veremos ainda que importantes setores da economia
e da elite brasileira não pagam impostos, principalmente o sistema financeiro,
grandes empresas exportadoras e propriedades rurais. Para resolver a questão
tributária no país, precisamos fazer uma ampla reforma de caráter
progressista, que onere os mais ricos e desonere os trabalhadores, principalmente
no que se refere ao imposto de renda, um dos mais injustos do mundo.
É com esta determinação que os trabalhadores deverão
fazer a disputa política no próximo período. Juntos, devemos
lutar pela redução da jornada de trabalho sem redução
de salários; lutar para uma reforma tributaria progressiva e popular;
defender a convenção 151, da OIT, que prevê a garantia de
negociação salarial dos servidores públicos das três
esferas, assim como a convenção 158, que estabelece critérios
para demissão de trabalhadores; lutar pela legalização das
centrais sindicais e por uma reforma agrária ampla e democrática.
Para tanto, deveremos ocupar as ruas a fim de exigir que o governo desenvolva
ações mais ousadas em defesa dos trabalhadores.
Por fim, precisamos pressionar o governo a apresentar uma agenda positiva para
o país, na qual prevaleça uma política desenvolvimentista
que gere emprego de qualidade, fortaleça a políticas públicas
de saúde, educação, segurança e moradia. A CTB
- Central dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, estará à frente
destas batalhas, seja denunciando a direita golpista, lutando pela agenda dos
trabalhadores, seja exigindo do governo Lula uma agenda ativa e progressista
para o Brasil.
(*) Presidente do Sinpro/MG (Sindicato
dos Professores), entidade filiada ao DIAP
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Agência Diap, 4 de
março de 2008
A reforma tributária na agenda
sindical
Por: Rosane Silva*
Os anos de política neoliberal
no Brasil provocaram profundas modificações na estrutura
produtiva e no mercado de trabalho brasileiro. A ausência de uma
política industrial nacional voltada para o desenvolvimento do
país com redistribuição de renda deu lugar à flexibilização
e à perda de direitos. Os impactos sobre a vida da classe trabalhadora
em geral, e das mulheres em particular, são sentidos até hoje.
No momento atual, quando o desenvolvimento volta a compor a agenda nacional,
a CUT reitera a necessidade de uma reforma tributária adequada
a superar a herança neoliberal.
A idéia de um Estado ausente na regulação das relações
de trabalho encontrou eco na necessidade da burguesia em diminuir seus custos
de produção. A abertura dos mercados e a competição
entre os estados da Federação conformaram a chamada guerra fiscal:
ofertas dos governos estaduais para atraírem mais empresas, via redução
de impostos e precarização da mão-de-obra com baixos salários.
Com a guerra fiscal, sofrem as receitas dos estados e municípios e também
a classe trabalhadora. Nesse processo, verificamos o aumento da rotatividade
do trabalho como instrumento de diminuição de salários
e de combate à ação sindical. A transferência de
indústrias de um estado para outro leva em consideração,
além dos incentivos fiscais, a possibilidade de não encontrar
no seu destino algum sindicato com poder de pressão. Sem esse obstáculo,
o empresário consegue diminuir salários, aumentar jornadas e
precarizar relações de trabalho.
Somos nós, as mulheres trabalhadoras, as principais vítimas da
informalidade, dos salários baixos e do desemprego. Ao lado da juventude
e dos idosos, são as mulheres as principais atingidas pela ausência
de proteção social. Garantir uma nova política tributária
que interrompa os mecanismos de flexibilização e perda de direitos é uma
bandeira fundamental da Central Única dos Trabalhadores.
Uma reforma tributária para a classe
trabalhadora
A primeira diretriz defendida pelo movimento sindical cutista é a superação
do caráter regressivo da estrutura tributária brasileira. Vivemos
uma realidade na qual quem ganha menos paga mais e quem ganha mais paga menos
impostos. Por isso, defendemos o instituto da progressividade como princípio
e a ampliação da tributação sobre a propriedade,
lucros e ganhos de capital. No mesmo sentido, defendemos a criação
de imposto sobre grandes fortunas e heranças.
Para a superação do caráter regressivo é fundamental
desonerar os itens da cesta básica de consumo popular.
A tabela do Imposto de Renda, da forma atual, favorece os maiores salários
em detrimento dos menores. Para sua revisão, é necessário
desonerar os menores salários, aumentar o número de faixas e
rever as alíquotas que têm sido aplicadas.
No que diz respeito à polêmica em torno da contribuição
patronal para a Seguridade Social, a CUT defende – e já apresentou
essa proposta ao governo há bastante tempo – que a contribuição
patronal parta a Previdência se dê sobre o faturamento, e não
sobre a folha de pagamento.
Essa é uma idéia fundamental para os trabalhadores e as trabalhadoras.
Cobrando-se pelo faturamento, as empresas que mais contratam força de
trabalho obteriam maior desoneração tributária, criando,
com isso, estímulo à geração de mais empregos com
carteira assinada. Em sentido oposto, essa medida provocaria aumento da tributação
daqueles que ganham muito mais do que empregam, como os especuladores e os
que vivem em torno do sistema financeiro.
A disputa apenas começou
Uma política industrial nacional coordenada e planejada contribuiria
para a redução das desigualdades regionais. A ausência
dessa política possibilita aos estados da Federação competirem
entre si através de incentivos fiscais para atrair investimentos e aumentar
a arrecadação. Sem arrecadação, é menor
o orçamento que poderia ser destinado às políticas sociais
em âmbito local.
O fim da guerra fiscal tem apoio do movimento sindical que luta pela redução
da desigualdade da distribuição de renda nacional. Trata-se de
garantir melhores condições de luta pela ampliação
de direitos.
O empresariado e seus representantes parlamentares já começaram
a bradar. "Denunciam" o Governo Lula por atender à pressão
do movimento sindical, reivindicam a diminuição dos impostos
para eles e ainda se queixam dos custos de contratação de mão-de-obra.
O debate que queríamos
ter dado início desde o primeiro mandato do Governo Lula está apenas
começando. Com ele, a disputa de concepção de
desenvolvimento. De um lado, aqueles e aquelas que desejam alterar
o atual sistema tributário injusto, que gera desigualdade. De
outro, o empresariado e seus parlamentares tucanos e demos saudosos
da era neoliberal, quando garantiram e ampliaram seus privilégios
em detrimento dos direitos da classe trabalhadora.
A CUT permanecerá à frente da pressão social por uma reforma
tributária progressiva, que combata a desigualdade e a flexibilização
de direitos.
(*) Secretária Nacional sobre
a Mulher Trabalhadora da Central Única dos Trabalhadores (CUT)
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
04 de março de 2008
TSE tem até quarta para fixar
número de vereadores
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) tem até quarta-feira (5/03) para
definir o critério da composição do número de vereadores
por município.
Segundo a assessoria do tribunal,
o assunto deve ser incluído na pauta do dia desta terça-feira
(4/03). Se isso não acontecer, uma reunião extraordinária
deverá ser convocada para a quarta, último dia de prazo
legal para a definição.
Com os critérios
adotados pelo TSE em 2004, o número de vereadores no país
caiu de 60 mil nas eleições anteriores, em 2000, para
52 mil eleitos naquele ano.
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Gazeta do Povo, 4 de março
de 2008
BRASIL | TRANSPARÊNCIA
Apenas 22 dos 81 senadores divulgam gastos
com verba indenizatória
Brasília – A divulgação dos gastos da verba indenizatória
dos senadores começou devagar. O serviço de consulta estreou
ontem no portal do Senado (www.senado. gov.br), mas apenas 22 dos 81 parlamentares
forneceram informações sobre o mês de fevereiro. Entre
os três paranaenses, só as despesas de Flávio Arns (PT)
estavam publicadas.
Nem o presidente da Casa, Garibaldi
Alves (PMDB-RN), aderiu à divulgação. Ele garantiu,
porém, que irá revelar os gastos até sexta-feira. “Eu
preciso dar o exemplo.”
A iniciativa ocorre na mesma
semana em que devem começar os trabalhos da CPI mista dos Cartões
Corporativos, que vai apurar irregularidades em gastos do Poder Executivo,
a maioria deles disponível no porta www.portaldatransparencia.gov.br.
A Câmara do Deputados, com 513 parlamentares, já divulga
as informações há dois anos pelo www.camara.gov.br.
A verba indenizatória
tem um teto de R$ 15 mil mensais. Ela é um ressarcimento, mediante
apresentação de notas fiscais e comprovantes de pagamento,
para gastos com aluguel de imóveis, combustível, locomoção,
correio, hospedagem, pesquisa e divulgação. Arns, por exemplo,
declarou que utilizou em fevereiro R$ 1.964,00 com aluguel de um escritório
político e mais R$ 448,70 com locomoção, hospedagem,
alimentação, combustíveis e lubrificantes.
O petista ficou em 14.º lugar
no ranking dos que já divulgaram as contas. Os campeões
de gastos foram Cristovam Buarque e Gilvam Borges (PMDB-AP), que consumiram
os R$ 15 mil à disposição no mês passado.
O amapaense disse que gastou tudo com aluguel e despesas de escritório
e o pedetista dividiu R$ 14.150 com ações de divulgação
parlamentar e R$ 850 com aluguel e despesas de escritório.
Princípios políticos
Os que menos gastaram foram Renato
Casagrande (PSB-ES), com R$ 577,45 e Patrícia Saboya (PDT-CE),
com R$ 929,29. Jefferson Peres (PDT-AM), Marco Maciel (DEM-CE) e Pedro
Simon (PMDB-RS) são os únicos senadores que abriram mão
oficialmente da verba indenizatória, por princípios políticos.
Outros dois foram “esquecidos” pela administração
do Senado e não tinham sequer os nomes citados – Edison
Lobão Filho (DEM-MA) e João Vicente Claudino (PTB-PI).
Os irmãos paranaenses
Alvaro (PSDB) e Osmar Dias (PDT) prometem divulgar os gastos até o
fim de semana. De acordo com a diretoria-geral do Senado, não
serão publicadas informações anteriores a fevereiro,
embora divulgação tenha começado com quatro meses
de atraso. (AG)
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Folha de São
Paulo, 4 de março de 2008
SÃO PAULO
Aécio encontra Temer,
mas nega ter discutido troca de partido
DA REPORTAGEM LOCAL
O governador Aécio Neves (PSDB-MG) se reuniu ontem à noite com
o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), e com o ex-ministro Delfim
Netto, em São Paulo. Esse foi o primeiro encontro de Aécio, cotado
para disputar a Presidência em 2010, com representantes de outros partidos.
Apesar dos rumores, o tucano negou que a reunião fosse para acertar
uma troca de legenda. "Estou me movendo para um projeto para um país.
Projeto de candidaturas o Brasil tem de sobra. Queremos um com propostas claras.
Sempre serei uma peça pronta para essas discussões independentemente
do meu projeto pessoal."
Temer, por sua vez, disse que, mesmo se Aécio permanecer no PSDB, o
PMDB poderia apoiar uma eventual candidatura dele para a Presidência. "Se
o Aécio conversa com o PSB e PT em Minas Gerais, por que não
pode conversar com o PMDB?", questionou.
Aécio defendeu ainda que Temer, que já presidiu a Câmara
por duas vezes, retome o posto no futuro.
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Agência
Diap, 4 de março de 2008
BENEFÍCIO
Seguro-desemprego terá novos valores,
divulga MTE
Com o aumento do salário-mínimo
em 9,21%, em 1º de março, o valor máximo do benefício
passa para R$ 776,46. Já o valor mínimo do benefício é igual
ao do salário-mínimo que foi aprovado em R$ 415
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou nesta segunda-feira
(3) a nova tabela do seguro-desemprego, aprovada pelo Conselho Deliberativo
do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat). Com o aumento do salário-mínimo
em 9,21%, em 1º de março, o valor máximo do benefício
passa para R$ 776,46, não podendo ultrapassar esse valor. Já o
valor mínimo do benefício é igual ao do salário-mínimo
que foi aprovado em R$ 415 (veja tabela abaixo).
O seguro é pago com base na média dos três últimos
salários recebidos pelo trabalhador. O número de parcelas, que
varia de acordo com o tempo trabalhado, pode ser de no mínimo três
e no máximo cinco meses: três parcelas, se o trabalhador comprovar
vínculo empregatício de no mínimo seis e no máximo
11 meses, nos últimos 36 meses; quatro parcelas, se o trabalhador comprovar
vínculo empregatício de no mínimo 12 e no máximo
23 meses, nos últimos 36 meses; cinco parcelas, se o trabalhador comprovar
vínculo empregatício de no mínimo 24 meses, nos últimos
36 meses.
Tem direito ao seguro-desemprego o empregado com carteira assinada, rural e
urbano, o temporário, o avulso que trabalha por meio de entidade de
classe, o facultativo que contribua para a Previdência Social, o pescador
artesanal e o doméstico, desde que o empregador esteja recolhendo o
Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS).
O trabalhador pode requerer o benefício a partir do sétimo até 120º dia
após a demissão sem justa causa. Para tanto, deve procurar as
Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTEs), Gerências
do Trabalho, Sines, ou postos/sindicatos conveniados ao MTE.
Os recursos são do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT).
Tabela
Calcula-se o valor do salário médio dos últimos três
meses trabalhados e aplica-se na tabela abaixo:
FAIXAS DE SALÁRIO MÉDIO
VALOR DA PARCELA
Até
R$ 685,06
Multiplica-se salário médio por 0.8 (80%)
De R$ 685,07 até R$ 1.141,88
O que exceder a R$ 685,06 multiplica-se por 0.5 (50%) e soma-se a R$ 548,05.
Acima de
R$ 1.141,88
O valor da parcela será de R$ 776,46 invariavelmente.
Salário-Mínimo: R$ 415
Obs.: o valor do benefício não poderá ser inferior ao
valor do salário-mínimo, nem superior a R$ 776,46. (Fonte:
MTE)
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FOLHA DE SÃO PAULO
(ON LINE), 04 de março de 2008 | Dinheiro
Custo da construção civil
aumenta 0,38% em fevereiro
da Folha Online
O CUB (Custo Unitário
Básico) da construção civil paulista registrou alta
de 0,38% em fevereiro, sobre janeiro, segundo cálculos do SindusCon-SP
(Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado
de São Paulo) divulgados nesta segunda-feira.
Em fevereiro, o custo com materiais
cresceu 0,70%. Já as despesas com mão-de-obra apresentaram
alta de 0,11%, e os custos administrativos permaneceram idênticos
aos do mês anterior.
A média entre essas variações
resultou no avanço de 0,38%, equivalente ao custo de R$ 747,70
por metro quadrado no mês.
Desde fevereiro de 2007,
o índice aumentou 7,58%. Nos últimos 12 meses encerrados
em fevereiro, os custos com materiais aumentaram 7,95%, com mão-de-obra
6,83% e os administrativos em 15,08%.
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EM TEMPO REAL, 04 de março
de 2008
DF: Criação de empregos
na construção civil deve bater recorde em 2008
A construção civil no Distrito Federal promete ser o segmento
que mais crescerá em 2008, com a expectativa de criação
de pelo menos 8 mil novos empregos. A aposta é do próprio sindicato
da categoria, o Sinduscon. De acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego
do DF (PED), realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o setor registrou aumento de 6,3%
na criação de novos postos de trabalho no período de um
ano (de janeiro do ano passado até o mesmo mês de 2008).
O coordenador de Pesquisa do
Dieese, Antônio Ibarra, confirma que o setor da construção
civil desponta para ser o primeiro colocado em termos de geração
de emprego no DF em 2008. Segundo ele, a alta de 6,3% na criação
de empregos, que representa 3 mil novas vagas, poderia ser ainda maior,
uma vez que o governo não realizou um número elevado de
obras no ano passado, em função de burocracias como a demora
das licitações.
Neste ano, porém, Ibarra
avisa que o segmento da construção civil está aquecido
e que haverá grande demanda em função de obras já previstas
pelo Governo do Distrito Federal e também pela iniciativa privada.
Atualmente, 51 mil pessoas estão empregadas no setor. O vice-presidente
administrativo financeiro do Sinduscon, Luiz Carlos Botelho, acredita
que o número de empregados no segmento chegará facilmente
a 60 mil. “Daqui para maio, teremos uma perspectiva mais segura
se o aumento (de empregos) será de 8 mil ou poderá chegar
a te 16 mil”, avalia Botelho.
Em 2007, no quesito geração
de empregos o segmento da construção civil ficou atrás
apenas do comércio e administração pública.
A boa perspectiva de crescimento do setor em 2008 se dá, segundo
Botelho, em virtude das obras programadas do programa Brasília
Integrada, que dispõe de recursos milionários advindos
do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), além do início
da construção do Setor Noroeste e do Parque Tecnológico
Capital Digital, a chamada Cidade Digital. “Este ano promete para
a construção civil”, afirma.
O intenso ritmo de obras em Águas
Claras também deverá impulsionar o segmento neste ano.
De acordo com Luiz Carlos Botelho, além de novos prédios
residenciais, a cidade investe em infra-estrutura e projeções
comerciais. Ele lembra que Águas Claras é considerada o
maior canteiro de obras da América Latina. Botelho acrescenta
que o bom momento da construção civil fica evidente ao
se constatar que chega a faltar profissionais especializados, como engenheiros
civis e arquitetos.
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Agência Câmara,
4 de março de 2008
Congresso analisa vetos presidenciais
na quinta-feira
O Congresso Nacional se reúne na quinta-feira (6), às 9h30, para
analisar vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 13 propostas
aprovadas por deputados e senadores. Os vetos podem ser derrubados ou mantidos
pelos parlamentares.
A pauta da sessão inclui
o veto ao Projeto de Lei 3152/97, do Senado, que trata da profissão
de jornalista. A proposta transferia do Ministério do Trabalho
para a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) a atribuição
de realizar o registro profissional.
Esse projeto foi vetado em julho
de 1999. Na ocasião, a Presidência da República considerou
que o texto poderia servir como instrumento de coerção
para obrigar os profissionais da imprensa a se filiarem à Fenaj.
Outro item que poderá ser
analisado é o veto parcial ao Projeto de Lei Complementar 188/04,
do Senado, transformado na Lei Complementar 117/04. A proposta trata
da organização das Forças Armadas. O item vetado
permitia o uso de arma fora do horário de expediente. A explicação
para o veto é que essa previsão já está disciplinada
em outra lei.
Biodiesel
Também está pronto para análise o veto parcial ao Projeto
de Lei de Conversão 60/04 (oriundo da MP 214/04), que trata da introdução
do biodiesel na matriz energética brasileira. Foram vetados dois artigos:
o que exigia que o Banco do Brasil, o Banco do Nordeste e o Banco da Amazônia
criassem linhas de crédito específicas para o cultivo de oleaginosas;
e o que obrigava o BNDES a criar linha de crédito para o financiamento
de unidades industriais de produção de biodiesel. Esse veto ocorreu
porque os projetos relacionados à administração federal
devem ser de iniciativa privativa do presidente da República.
Também poderá ser
analisado veto parcial ao Projeto de Lei 2915/04, do Senado, que permite às
parturientes a presença de acompanhante durante o trabalho de
parto, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
A Presidência vetou a previsão de crime de responsabilidade
para quem descumprisse as normas do projeto. O motivo alegado pela Presidência
foi que o dispositivo não tem respaldo constitucional. O projeto
foi aprovado pelo Congresso em março de 2005 e transformado na
Lei 11.108/05.
Na sessão do Congresso
do último dia 21, o presidente do Congresso, senador Garibaldi
Alves, instalou uma comissão mista para analisar e proferir
pareceres sobre vetos presidenciais de 2007. A comissão tem
até 12 de março para proferir seu parecer.
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ESTADÃO.COM, 04 de
março de 2008 | Opinião
Modernização industrial
e emprego
A história nos informa
que, no século 19, operários europeus destruíam
as máquinas, pois consideravam que elas concorriam com eles, reduzindo
a necessidade de mão-de-obra. Hoje, no Brasil, verifica-se que
o grande esforço de modernização da indústria,
longe de reduzir a oferta de empregos, está contribuindo para
aumentá-la.
Isso é o que diz uma pesquisa
do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). Segundo
o economista Sérgio Gomes de Almeida, consultor da organização,
em 2004, período de forte aumento da produção industrial,
cada ponto porcentual desse aumento exigiu a contratação
de 59,4 mil novos funcionários; no ano passado, a mesma taxa de
crescimento estimulou 65,8 mil novas contratações.
A diferença pode surpreender,
partindo-se do pressuposto de que os equipamentos adquiridos em 2007
são mais modernos do que os de 2004, e o crescimento das importações
foi sensivelmente igual nos dois períodos (21,2% em 2004, 19,6%
no ano passado).
Poder-se-ia considerar, ainda,
que as máquinas de 2007, compradas, em parte, na China, não
seriam tão modernas quanto as de 2004, ano em que nosso comércio
com a China era muito menor. Acresce que as máquinas de 2007 tiveram
origem num país onde não existe preocupação
em economizar mão-de-obra, cuja remuneração é muito
baixa. São hipóteses a ser descartadas, pois as empresas
brasileiras procuraram equipamentos os mais eficientes, suscetíveis
de elevar a produtividade.
O que parece mais provável é que,
em 2007, as indústrias estiveram mais empenhadas do que em 2004
em elevar o rendimento das máquinas recém-adquiridas e
contrataram mão-de-obra para maximizar o uso dos equipamentos,
aumentando o número de turnos de trabalho.
De fato, registra-se que as horas
pagas aumentaram mais do que no passado e que a utilização
da capacidade instalada cresceu menos do que em 2004. Paralelamente,
o consumo de novas máquinas aumentou mais do que em 2004.
Essa é uma evolução
positiva. Indica a preocupação das indústrias de
tirar o máximo proveito das novas máquinas e até de
considerar os empregados como sócios da modernização,
o que aumenta os postos de trabalho, caso da opção por
três turnos de trabalho.
Isso mostra a necessidade das
empresas de, num mundo globalizado, aumentar muito a produtividade.
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AGÊNCIA PLENARINHO,
04 de março de 2008
Projeto quer garantir emprego para
moradores de rua
Não deve ser nada bom morar na rua, não é mesmo? De acordo
com pesquisa divulgada por uma aluna de mestrado da Universidade de Brasília,
427 pessoas vivem na rua em Porto Alegre (1999), 1.164 pessoas em Belo Horizonte
(2005), 10.399 pessoas em São Paulo (2003) e 1.390 pessoas em Recife
(2005). Muita gente, não?
Pensando nisso, o deputado Paulo
Teixeira, do PT de São Paulo, criou um projeto de lei, o PL 2470/07,
que garante emprego a moradores de rua e, com isso, melhor condição
de vida.
Mas como
vai funcionar?
Toda vez que uma empresa for realizar uma obra ou serviço para o Governo,
pelo menos 2% da equipe terá que ser composta por moradores de rua.
Ou seja, se a equipe tiver dez pessoas, duas terão que ser moradores
de ruas. Vale lembrar que a proposta prevê emprego apenas para cargos
de qualificação básica.
Os candidatos terão que
passar por testes como todos os outros. Para participarem da seleção,
os moradores precisam se inscrever em uma lista do Conselho de Assistência
Social do lugar onde mora ou em associações de moradores
de rua.
Falta o que para virar lei?
Para virar lei, o projeto
terá de passar pelas comissões de Trabalho, de Administração
e Serviço Público; de Seguridade Social e Família;
de Finanças e Tributação; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania. Se for aprovado, vai ser votado no
Plenário. E se for aprovado, vira lei!
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
04 de março de 2008
MPT flagra adolescentes trabalhando
em olaria em SP
Um diligência realizada em uma olaria no município de Pilar do
Sul (SP), os procuradores do Trabalho João Batista Martins César
e Eder Sivers, do Ofício de Sorocaba (SP), encontraram exploração
do trabalho infantil e trabalho degradante, além de irregularidades
nas relações do trabalho tais como pagamento abaixo do salário
mínimo e falta de registro em carteira.
A diligência foi acompanhada
por oficiais da Polícia Militar Ambiental de Sorocaba. Dois irmãos,
de 13 e 14 anos, foram encontrados trabalhando com o pai na fabricação
de tijolos de barro. Outros dois empregados, que trabalhavam na extração
de areia, contaram que foram contratados há cerca de duas semanas
por um patrão de nome José Maria, e que recebiam R$ 60,00
por semana.
Outro trabalhador e dois ajudantes
trabalhavam no transporte de areia com um caminhão antigo. O proprietário
e motorista do veículo esclareceu que foi contrato pelo mesmo
patrão para fazer frete de areia e dois ajudantes faziam o carregamento
do caminhão.
Nenhum trabalhador tinha registro
em carteira e as condições de higiene do local eram precárias,
sem instalações sanitárias ou espaço para
refeições. Quando o patrão chegou ao local, todos
foram conduzidos à delegacia local para averiguação
dos fatos que pudessem configurar irregularidades trabalhistas ou crime
ambiental.
Conselheiros tutelares
de Pilar do Sul acompanharam os depoimentos do patrão e do pai
das crianças. O proprietário da olaria concordou em assinar
termo de ajustamento de conduta com obrigações de não
manter trabalhadores sem registro, abster-se de contratar crianças
e adolescentes menores de 18 anos, salvo na condição
de aprendiz e nos termos da lei.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
04/03/2008
Jardineiro de banqueiro não consegue
equiparação a bancário
A Quarta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho não concordou com a decisão do Tribunal Regional
do Trabalho da 9ª Região de equiparar à condição
de bancário um empregado doméstico que trabalhou na residência
do presidente do HSBC Bank Brasil S. A. – Banco Múltiplo,
em Curitiba. A Turma deu provimento ao recurso da empresa e julgou improcedente
a ação.
Contratado verbalmente em março
de 2000 para executar os serviços de jardinagem na casa do executivo
do HSBC, o empregado foi demitido sem justa causa em novembro de 2003.
Em março de 2004 recorreu à 11ª Vara do Trabalho de
Curitiba para pleitear direito a verbas rescisórias pertinentes
ao reconhecimento do vínculo empregatício com o banco.
A decisão da Vara lhe foi favorável. O TRT/PR, ao julgar
recurso ordinário, manteve a sentença. O entendimento foi
o de que, embora não tenha trabalhado em atividades bancárias,
o empregado foi contratado e era remunerado pelo banco e, não
pertencendo a uma categoria diferenciada, devia ser enquadrado como bancário.
Insatisfeita com o julgamento que o Tribunal Regional deu ao seu recurso, a
instituição bancária recorreu em revista ao TST, sustentando
a improcedência da reclamação. Alegou que o empregado
era prestador de serviço autônomo e que inexistiu qualquer espécie
de contrato de trabalho subordinado capaz de ensejar vínculo de emprego.
O relator do processo na Quarta
Turma, ministro Barros Levenhagen, ressaltou que “o trabalho doméstico
não guarda as mesmas características do trabalho ordinário,
sendo primordial para a sua caracterização a prestação
de serviços no âmbito familiar e sem finalidade lucrativa”.
O fato de o banco ter custeado os serviços prestados na residência
do seu presidente configura vantagem salarial ao cargo de destaque no
comando da empresa, mas não desnatura a natureza do serviço
doméstico, esclareceu o ministro Levenhagen.
Considerando impróprio
o reconhecimento do vínculo de emprego, bem como as vantagens
daí decorrentes, o relator julgou improcedente a ação
interposta pelo empregado, e foi acompanhado unanimemente pelos ministros
da Turma. (RR-4542-2004-011-09-00.8)
(Mário Correia)
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04/03/2008
Sucessão de falhas na defesa de microempresa
resulta em perda de recurso
Doença, atestado médico
juntado fora de época e ausência de documentos essenciais à apreciação
de recurso. Imprevistos e uma sucessão de falhas da defesa de
uma microempresa fizeram com que ex-gerente de bazar ganhasse na Justiça
do Trabalho uma quantia que pode, segundo o atual advogado da empresa,
levá-la à falência. Ao assumir a causa só na
sustentação oral do recurso no TST, o advogado do Bazar
Lamiso do Alcântara Ltda., de São Gonçalo (RJ), não
conseguiu mudar a situação do processo no julgamento na
Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI-2)
do Tribunal Superior do Trabalho.
A SDI-2 nem apreciou o mérito
do recurso ordinário em ação rescisória,
pois não constava do recurso autenticação na cópia
da decisão que se pretendia desconstituir nem a certidão
de trânsito em julgado. O processo foi extinto, sem julgamento
do mérito. O relator, ministro Pedro Paulo Manus, até se
referiu à combatividade do advogado na sessão, mas nada
podia fazer, devido à falta de condições básicas
de admissibilidade da ação.
A história teve início
em 2003, quando um ex-gerente do bazar ajuizou reclamação
trabalhista. Segundo informou, ele foi contratado em novembro de 1998
e dispensado em junho de 2001, quando recebia R$948,00, sem receber aviso
prévio, férias e horas extras, entre outros direitos. Na
reclamatória, indicou um dos sócios da empresa para ser
citado sobre a ação. Esse sócio foi intimado em
seu endereço residencial, mas não compareceu à audiência
em virtude de doença que impedia sua locomoção.
A empresa foi condenada à revelia
pela 2ª Vara do Trabalho de São Gonçalo (RJ). A defesa
apresentou o atestado médico somente junto com o recurso ordinário,
visando descaracterizar a revelia. O Tribunal Regional do Trabalho da
1ª Região (RJ), porém, não aceitou a justificativa
e manteve a condenação. Para sua decisão, o TRT
considerou que a empresa é constituída por dois sócios,
e o outro poderia ter comparecido. Quanto ao atestado, verificou que
ele não indicava o horário de atendimento, e foi apresentado
só 17 dias depois da audiência, e não logo após
a sua realização.
Após o trânsito
em julgado da ação, o empresário, ainda inconformado,
ajuizou ação rescisória para invalidar a decisão
do Regional, requerendo novo julgamento, mas não obteve êxito.
Por último, veio com recurso ordinário em ação
rescisória até o Tribunal Superior do Trabalho, insistindo
na procedência do pedido rescisório. No entanto, a SDI-2
não pôde ultrapassar a fase do conhecimento, devido à falta
de pressupostos de constituição e desenvolvimento válido
do processo. O relator propôs a extinção do recurso
sem resolução de mérito, na forma do inciso IV
do artigo 267 do Código de Processo Civil, seguindo a Orientação
Jurisprudencial nº 84 da própria SDI-2. (ROAR-916/2006-000-01-00.8)

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Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
MEDIDA
PROVISÓRIA Nº 421, DE 29 DE FEVEREIRO DE 2008.
Dispõe
sobre o salário mínimo a partir de 1o de março
de 2008.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição
que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota
a seguinte Medida Provisória, com força de lei:
Art. 1o A partir de 1o de março de
2008, o salário mínimo será de R$ 415,00
(quatrocentos e quinze reais).
Parágrafo único. Em virtude do disposto no caput, o valor diário
do salário mínimo corresponderá a R$ 13,83 (treze reais
e oitenta e três centavos) e o valor horário a R$ 1,89 (um real
e oitenta e nove centavos).
Art. 2o Esta Medida Provisória entra em
vigor na data de sua publicação.
Art. 3o Fica revogada, a partir de 1o de março
de 2008, a Lei no 11.498, de 28 de junho de 2007.
Brasília, 21 de fevereiro de 2008; 187o da Independência e 120o
da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Guido Mantega
Carlos Lupi
Paulo Bernardo Silva
Luiz Marinho
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Ministério do Trabalho e Emprego
CONSELHO DELIBERATIVO DO FUNDO
DE AMPARO AO TRABALHADOR
RESOLUÇÃO Nº 569,
DE 3 DE MARÇO DE 2008
Dispõe
sobre o reajuste do valor do benefício seguro-desemprego.
O
Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador -
CODEFAT, no uso das atribuições que
lhe confere o inciso IX do Artigo 19 da Lei nº 7.998,
de 11 de janeiro de 1990, resolve:
Art.
1º A partir de 1º de março de 2008,
o valor do benefício do Seguro-Desemprego terá como
base de cálculo a aplicação do percentual
de 9,21%.
Parágrafo único.
Para cálculo do valor do benefício do Seguro-Desemprego,
segundo as faixas salariais a que se refere o artigo 5º,
da Lei nº 7.998/1990, e observando o estabelecido no § 2º do
mencionado artigo, serão aplicados os seguintes critérios:
I
- Para a média salarial até R$ 685,06 (seiscentos
e oitenta e cinco reais e seis centavos), obtida por meio
da soma dos 3 (três) últimos salários
anteriores à dispensa; o valor da parcela será o
resultado da aplicação do fator 0,8 (oito décimos);
II
- Para a média salarial compreendida entre R$ 685,07 (seiscentos
e oitenta e cinco reais e sete centavos) e R$ 1.141,88 (um
mil, cento e quarenta e um reais e oitenta e oito centavos),
aplicar-se á o fator 0,8 (oito décimos) até o
limite do inciso anterior e, no que exceder, o fator 0,5
(cinco décimos). O valor da parcela será a
soma desses dois valores;
III
- Para a média salarial superior a R$ R$ 1.141,88 (um
mil, cento e quarenta e um reais e oitenta e oito centavos),
o valor da parcela será, invariavelmente, R$ 776,46
(setecentos e setenta e seis reais e quarenta e seis centavos).
Art.
2º Esta Resolução entra em vigor
na data de sua publicação, revogando-se a Resolução
nº 528, de 30 de março de 2007, deste Conselho.
LUIZ
FERNANDO DE SOUZA EMEDIATO
Presidente do Conselho
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