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CORREIO DA BAHIA, 05 de março de 2008
Operários protestam e voltam
a se reunir hoje com empresários
Carmen Azevêdo
Profissionais da área de construção civil de Salvador
e Camaçari poderão descruzar os braços a partir de hoje
após mais uma rodada de negociações sobre o acordo salarial. Às
11h, na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Nazaré, será a
vez dos profissionais de Camaçari. Por volta de meio-dia deverá começar
a negociação com o sindicato da capital baiana. Ontem, houve
outras duas tentativas de acordo, ambas sem resultado. Os funcionários
de Salvador receiam não receber 60% do salário referente a fevereiro
na próxima sexta-feira. Eles já tiveram o ponto cortado dos últimos
cinco dias úteis do mês passado.
Ainda na tarde de ontem, enquanto as tentativas de negociação
eram realizadas, mais de dois mil homens protestaram na Praça Conselheiro
Almeida Couto (em frente ao Colégio Salesiano), em Nazaré, com
apoio de um carro de som. Ao final da última das reuniões, com
o sindicato de Salvador, que teve início às 14h, milhares de
homens fizeram apitaço em frente ao TRT. Ontem mesmo realizaram assembléia
da categoria, enquanto os profissionais de Camaçari agendaram o encontro
para as 7h de hoje, nas avenidas do Pólo Petroquímico de Camaçari.
O imbróglio envolve propostas e contra-propostas em cima dos percentuais
de reajuste salarial, que já incluiu tentativas de acordo por parte
da Delegacia Regional do Trabalho (DRT) e, ontem, do TRT, que propôs índices
de 8% e 9% conforme a categoria . Nenhuma delas foi aceita. Sindicalistas de
Camaçari e Salvador pedem 9,5%. O sindicato da capital baiana reivindica
ainda cesta básica mensal e redução do período
de experiência de 90 para 30 dias.
Na contraproposta, a diretoria do sindicato patronal, informa que insistirá no
aumento escalonado de 8,5% para serventes, 7,5% para ajudantes e 6,5% para
os pedreiros, carpinteiros, eletricistas e demais profissionais qualificados
da construção civil. O empresariado afirma que, se houver mesmo
redução do prazo de experiência, a cesta básica
estará excluída do acordo.
Enquanto o enredo da negociação não chega ao fim, profissionais
já estão receosos com a segunda parcela do salário (60%
do valor) que será paga na próxima sexta-feira. Os outros 40%
já foram pagos com corte de ponto dos cinco últimos dias úteis
de fevereiro.
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SINTRICOMB,
05 de março
de 2008
Brusque: Campanha salarial da construção
civil começa
semana que vem
Na próxima semana, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
da Construção Civil e do Mobiliário de Brusque e
região (Sintricomb) vai dar início ao processo para as
negociações salariais da categoria em 2008. As assembléias
com os trabalhadores estão programadas para acontecer em duas
datas e três municípios diferentes: Brusque, Botuverá e
Canelinha. A expectativa é de que a classe seja beneficiada pelo
bom momento que vive o setor em todo o país e, com isso, obtenha
reajustes que cubram as perdas com a inflação.
De acordo com o presidente do Sintricomb, Renato José Lungen,
o setor de construção civil, assim como os demais que movimentam
a economia brasileira, vive o melhor momento das últimas décadas.
Porém, a franca expansão que apresenta não é refletida
nos ganhos dos trabalhadores. “O salário está defasado
em todo o país. A situação da economia atual é considerada
por muitos especialistas como a melhor dos últimos 20 anos. Principalmente
na construção civil. Por isso há expectativa grande
de nossa parte para que o trabalhador tenha um retorno disso”,
comenta Lungen.
Segundo dados do Ministério do Trabalho, no ano passado, o setor
de construção civil foi o que apresentou maior índice
de crescimento em todo o país. O percentual foi de 13,08%, quase
o dobro do que se registrou em 2006, quando houve crescimento de 7,34%
ante 2005. No caso de 2006, o índice corresponde à soma
do que foi detectado nos setores do comércio (6,5%) e prestação
de serviços (5,3%), divisões da economia que vêm
registrando elevação constante ano após ano. Dos
26 estados brasileiros, Santa Catarina ficou na oitava colocação
entre os que apresentaram os maiores índices de crescimento no
setor de construção civil: 13,79%.
Após as negociações do ano passado, os trabalhadores
da construção civil de Brusque e região conseguiram
5,5% de aumento nos salários e 8,5% nos pisos salariais da categoria.
O presidente do Sintricomb diz que o objetivo é de que, este ano,
a classe consiga obter percentual que fique acima da inflação. “O
sindicato tem uma expectativa positiva quanto a isso. Esperamos que haja
um ganho real de no mínimo 50% além da inflação”.
A data base para os reajustes é o dia 1º de maio. No entanto,
as negociações começam a ser tomadas na prática
já no dia 14. É quando acontece a primeira assembléia,
na sede do Sintricomb (Rua Franscisco Cervi, 39, Centro de Brusque).
No dia 15, sábado, será realizada a segunda assembléia,
na cidade de Botuverá. O horário de início será às
10h30min. Às 16 horas do mesmo dia, a assembléia terá como
objetivo reunir trabalhadores lotados nos municípios de São
João Batista e Canelinha. Este último receberá o
encontro, na subsede do sindicato, situada em frente à prefeitura
do município.
O Sintricomb alerta aos trabalhadores sobre a importância de estarem
presentes nas assembléias. Isso porque todas as decisões
que forem tomadas nos encontros valerão para toda a classe.
Valdomiro da Motta
Assessoria de imprensa do Sintricomb
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UOL ECONOMIA, 05 de fevereiro
de 2008
Produção industrial amplia-se
1,8% em janeiro, aponta IBGE
RIO - A produção
industrial brasileira aumentou 1,8% em janeiro na comparação
com um mês antes, com ajuste sazonal. O resultado representa uma
inversão de direção em relação a dezembro,
quando houve queda, apontou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) em nota em sua página eletrônica.
No documento, o organismo observou
que "a taxa de 1,8%, registrada em janeiro, levou o patamar de produção
para o segundo maior nível da série histórica, superado
somente pelo mês de outubro de 2007". Na comparação
com o primeiro mês do ano passado, o crescimento na produção
industrial foi de 8,5%. Em 12 meses, viu-se avanço de 6,3%.
Na passagem de dezembro de 2007
para janeiro deste calendário, 19 dos 27 ramos investigados e
três das quatro categorias de uso registraram aumento na produção.
Entre as indústrias com ampliação, o destaque coube
a veículos automotores, com 9% de crescimento, reflexo da forte
recuperação observada na fabricação de automóveis
no início deste exercício.
Por categoria de uso, foram verificadas
altas em bens de consumo duráveis (5,4%), bens intermediários
(1,3%) e bens de consumo semi e não-duráveis (1,2%). Bens
capital ficaram estáveis pelo segundo mês consecutivo.
Respeitando o confronto de janeiro
com mês idêntico de 2007, 21 das 27 atividades estudadas
apuraram expansão. Com ampliação de 23,8%, veículos
automotores representaram o principal impacto positivo na formação
da taxa global. Cabe mencionar ainda a evolução de outros
produtos químicos (14,6%), máquinas e equipamentos (9,3%),
refino de petróleo e produção de álcool (8%)
e alimentos (4,3%).
Por setor, ainda na comparação
com janeiro do ano passado, bens de consumo duráveis tiveram expansão
de 15,7%, seguidos por bens de capital (14,7%) e bens intermediários
(8%). A produção de bens de consumo semi e não duráveis
aumentou 5,5%.
(Valor Online)
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UOL (APRENDIZ), 05 de março
de 2008
Terceiro setor emprega 2,5% da mão-de-obra
do país
O terceiro setor já emprega
4,5 milhões de pessoas, 2,5% da mão-de-obra do país.
O número de vagas cresceu duas vezes mais que a média geral
do país nos últimos anos.
O termo terceiro setor é usado
para definir várias organizações sem vínculos
diretos com o primeiro setor, que é o estado, e com o segundo
setor, que são as empresas privadas. Quem trabalha na área
gosta de dizer que não tem um produto para oferecer, e sim algo
a ser modificado.
“Eu gosto de definir o
terceiro setor como uma área intermediária de atuação
entre o estado, o mercado e a própria comunidade. O que ele é pra
mim? É um conjunto de relações sociais”, explica
Eloísa Helena de Souza Cabral, doutora em ciências sociais.
Engana-se quem acha que o terceiro
setor é feito só de voluntários; já é possível
projetar uma carreira dentro dele. “Uma instituição
do terceiro setor tem um conjunto de profissionais, que têm que
tomar conta profissionalmente da gestão”, diz Eloísa.
É aí que entra
um número grande de pessoas, que têm encontrado emprego
nas mais diversas áreas – como educação, meio
ambiente, marketing, relações públicas e contabilidade.
Uma ONG de João Pessoa
que defende os direitos da mulher reúne funcionários contratados,
voluntários e colaboradores; a organização já tem
18 anos e começou com cinco funcionários; hoje, tem 14.
Os salários lá variam de R$ 1 mil a R$ 3.500. “Nossos
voluntários ficam mais na ação de monitoramento,
de avaliação do nosso trabalho. Nós que somos profissionais
assalariadas temos responsabilidades cotidianas com a entidade”,
explica Gilberta Soares, psicóloga e fundadora da ONG.
Os funcionários assalariados
também organizam a rede de parcerias da ONG. “Nós
temos sempre trabalhado no sentido de ampliar as parcerias com órgãos
governamentais, com empresas e com outras organizações,
no sentido de angariar apoios e voluntariado para o trabalho da ONG”,
diz Gilberta.
Ana Cristina Barbosa de Lima é jornalista
profissional, contratada pela ONG. “Trabalhar com movimentos sociais
me deu novas perspectivas; eu desenvolvi outras habilidades dentro da área
de comunicação. Foi bastante importante para mim, hoje
eu não me vejo mais como um jornalista essencialmente técnica”,
conta.
Em geral, o trabalho no terceiro
setor vai além de simplesmente bater o cartão, como sabe
bem Márcia Regina Gonçalves. Durante 30 anos, ela trabalhou
como administradora e contabilista na iniciativa privada e poder público.
Em 1999, ela tinha um salário de R$ 4 mil. Foi quando decidiu
trabalhar por conta própria: recebeu um convite pra ser voluntária
num asilo por um ano, trabalhando como consultora administrativa.
De lá para cá,
já se passaram quase seis – e ela continua no asilo, hoje
como gerente financeira contratada. “Acredito que o que eu recebo
hoje talvez seja maior do o que eu recebia antes; eu continuo a minha
vida, e de uma forma muito mais serena e feliz”, diz Márcia.
Entre as dicas para saber se
a organização é séria estão: pesquise
na internet - existem vários organismos e sites que indicam se
a organização é eficiente; veja se a ONG está aberta
há vários anos - resistir ao tempo pode ser um bom sinal;
confira quem são os parceiros da organização - convênios
com instituições renomadas são uma boa indicação
de que o trabalho é sério.
“Se você está pensando
em ficar rico, não é o setor mais indicado. Agora, se
você está pensando em conseguir um retorno daquilo que
você projeta e passar por experiências que você quer
realizar, esse é um setor aberto a experimentações”,
garante Eloísa Cabral.
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VERMELHO, 05 de março
de 2008 | Geral
Mulher: organizações
apontam Lei Maria da Penha como avanço
A aprovação e
implementação da Lei Maria da Penha, que cria mecanismos
para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher,
foi um dos principais avanços do 1º Plano Nacional de Políticas
Públicas para as Mulheres, lançado em 2004, na avaliação
de entidades feministas.
A coordenadora-executiva da
Rede de Direitos Humanos (Redeh), Shuma Shumacher, que integra do Conselho
Nacional dos Direitos da Mulher, considera a nova lei o maior avanço
do primeiro plano. "A Lei Maria da Penha é um mecanismo jurídico
legal, inovador, abrangente, não só de prevenção
como de punição à violência que as mulheres
sofrem principalmente no âmbito doméstico", avalia.
Para a diretora do Centro Feminista
de Estudos e Assessoria (CFemea), Guacira César de Oliveira, a
lei muda radicalmente a forma como era vista a violência contra
as mulheres no país. "Deixou de ser um crime com menor poder
ofensivo, algo que se podia sanar com uma cesta básica, para ser
um crime tal e qual outros que existem, punidos na forma da legislação
penal", diz. Segundo ela, essa é a lei mais popular dos últimos
anos no Brasil.
A diretora executiva da organização
não-governamental (ONG) Ações em Gênero, Cidadania
e Desenvolvimento (Agende), Marlene Libardoni, ressaltou que a Lei Maria
da Penha foi elaborada com a participação da sociedade,
do Legislativo e do Executivo. "Ela revoluciona a vida das mulheres
porque passa a ter no centro a proteção da mulher vitimada,
pune mais o agressor e determina um conjunto de políticas públicas
para as mulheres em situação de violência."
Mas, na avaliação
de Marlene Libardoni, as mulheres ainda precisam conhecer melhor os pontos
da lei. "Elas sabem que existe, hoje a lei é conhecida por
todo mundo. Mas a gente precisa saber como usar cada um dos 45 artigos
daquela lei, que trazem uma série de instrumentos para mudar essa
situação e estimular as mulheres para que não tenham
mais medo de fazer a denúncia", salienta.
Agência Brasil
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AGÊNCIA DIAP, 05 de março
de 2008
JUSTIÇA DO TRABALHO
Adicional de insalubridade: base de
cálculo não é somente no mínimo, define
STF
A base de cálculo do adicional
de insalubridade tem sido um assunto polêmico entre os tribunais.
Em recente processo que chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF),
por meio de recurso extraordinário, a Suprema Corte determinou
que outro critério fosse fixado para o cálculo do adicional
de insalubridade de empregado de uma companhia siderúrgica,
uma vez que considerou inconstitucional a adoção do
salário mínimo, na forma do artigo 7º, inciso
IV, da Constituição Federal. O STF, portanto, determinou
que o cálculo fosse efetuado sobre o salário contratual,
e não sobre o salário mínimo.
" O artigo 7º veda a vinculação do salário mínimo
para qualquer fim. Mas essa decisão pode reabrir a discussão sobre
o tema. Ela contraria a Súmula 228, do próprio TST, que define
o salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade",
explica a advogada Sandra Martinez Nunez, do escritório Peixoto e Cury
Advogados.
A jurista diz que a Súmula 228 do TST prevê como exceção à regra
(vide Súmula 17, restaurada em 2003) apenas os casos definidos por lei,
convenção coletiva ou sentença normativa, fixando então
o salário profissional como base. "Dessa maneira, passou a ser
entendimento em diversos tribunais que o salário mínimo seria
sempre aplicável quando não houvesse piso da categoria fixado
por norma coletiva ou salário profissional estabelecido por lei",
completa Sandra.
Regras
O adicional de insalubridade ainda possui regramento próprio na Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT), artigo 192, que estabelece o percentual em cima
do salário mínimo, conta a advogada.
" Isso porque, mesmo após a promulgação da Constituição
Federal, o TST manteve seu entendimento de que o legislador constituinte, em
seu artigo 7º, inciso IV, procurou apenas impedir que o salário mínimo
fosse utilizado como fator de indexação aos contratos em geral,
o que não seria o caso do pagamento do adicional de insalubridade".
Com esse entendimento foi publicada a Súmula 228, do TST, ratificando
o salário mínimo como base de cálculo desse adicional.
" No caso específico da empresa siderúrgica, a Seção
Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do TST, seguindo a determinação
do STF sobre o tema, reformulou sua própria decisão anterior e
definiu que o cálculo não fosse feito com base no salário
mínimo dada a ausência de salário profissional definido nos
termos da Súmula 17, adotou-se o salário contratual do empregado
como base de cálculo do adicional de insalubridade", diz Sandra. (Fonte:
Peixoto e Cury Advogados)
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
05 de março de 2008
Schincariol assina acordo que garante
direitos trabalhistas em Pernambuco
A unidade da Schincariol em Pernambuco assinou TAC (termo de ajustamento de
conduta) com o MPT (Ministério Público do Trabalho). A empresa
assumiu o compromisso de cumprir uma série de direitos trabalhistas,
entre eles a concessão de um período mínimo de 11 horas
consecutivas para descanso entre duas jornadas de trabalho.
De acordo com o procurador-chefe
substituto Renato Montandon, a empresa também vai conceder descanso
semanal de 24 horas consecutivas, como prevê o artigo 67 da CLT
(Consolidação das Leis do Trabalho).
"Eles irão se abster
de prorrogar a jornada normal de trabalho além do limite legal
de duas horas diárias, sem qualquer justificativa legal, e sem
prejudicar o banco de horas, previsto na norma coletiva", informou
Montandon.
Segundo informa o MPT,
os produtos fabricados na unidade da Schincariol em Alagoinhas (PE)
abastecem os mercados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do
Norte, Ceará, Piauí e Maranhão.
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Gazeta do Povo, 5 de Março
de 2008
IMÓVEIS | ALVENARIA ESTRUTURAL
Construção mais rápida
e econômica
Diante do cenário de aquecimento
dos mercados da construção civil e imobiliário,
as empresas desses setores buscam opções que permitam
executar obras rápidas e econômicas. Uma dessas alternativas,
que vem sendo utilizada na construção civil, é a
alvenaria estrutural, um sistema construtivo no qual blocos de concreto
formam as paredes que compõem a estrutura da edificação – além
de desempenhar as funções convencionais de elementos
de vedação e de divisão de ambientes.
Muitas empresas têm optado
pelos blocos de concreto pois permitem a redução do volume
de resíduos gerados na obra, das horas de trabalho e do consumo
substancial de uma série de insumos, como madeira, aço
e revestimentos. É o caso da Construtora Baú, que está executando
o Felice Condomínio Club, no Água Verde, em Curitiba. A
empresa adotou a solução para reduzir em dois meses o prazo
de entrega da obra do empreendimento, que será composto por dois
subsolos, térreo e duas torres com 19 pavimentos cada, sendo um
pavimento dúplex inferior e um superior, em um total de 180 apartamentos.
Segundo o engenheiro Carlos
Roberto Giublin, gerente regional da Associação Brasileira
de Cimento Portland (ABCP), graças à uniformidade dos
blocos de concreto, produzidos industrialmente, há ainda uma
redução significativa dos gastos com materiais de acabamento,
principalmente com argamassa de revestimento.
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Gazeta do Povo, 5 de Março de 2008
BRASIL | MINISTÉRIO
Lupi deixará presidência
do PDT para ficar no governo
O ministro do Trabalho Carlos Lupi
deve deixar hoje a presidência nacional do PDT para manter-se
no governo federal. A decisão deve ocorrer quase três
meses depois de a Comissão de Ética Pública
recomendar que ele optasse por uma das funções. Oficialmente,
a iniciativa será anunciada ao partido em uma reunião
convocada em Brasília para hoje. Já há uma
disputa para ocupar o lugar de Lupi na presidência do partido
entre o governador do Maranhão, Jackson Lago, o deputado
Vieira da Cunha (RS) e o atual secretário-geral do PDT,
Manoel Dias.
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Agência Diap, 5 de
Março de 2008
REFORMA TRIBUTÁRIA
Líder do PCdoB quer desoneração
dos trabalhadores
A líder do PCdoB, deputada
Jô Moraes (MG), defendeu a desoneração da classe
média e dos trabalhadores com a reforma tributária. Para
ela, o Congresso precisa “oferecer algo concreto à sociedade”.
Em entrevista ao programa “Palavra Aberta”, da TV Câmara,
a parlamentar sugeriu um aumento no número de alíquotas
e na margem de isenção do Imposto de Renda para fazer com
que a classe média e os trabalhadores paguem menos tributos.
Jô Moraes defende reformas progressistas A deputada também defendeu
o imposto sobre as grandes fortunas e a desoneração da folha
de pagamento, para favorecer o setor produtivo. Segundo ela, a desoneração
aumentaria o nível de empregos, o que compensaria as possíveis
perdas da seguridade social.
Equilíbrio federativo
Jô Moraes considera a proposta de reforma tributária (PEC 233/08)
enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ''ousada e inovadora''.
Segundo ela, a reforma objetiva o equilíbrio federativo e a simplificação
do sistema, com a criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA)
federal, que junta vários impostos. ''A proposta do governo conseguiu
construir o consenso básico'', afirmou, acrescentando, porém,
que ainda existem aspectos polêmicos, como a taxação do
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)
na fonte ou no destino da produção.
A parlamentar ressaltou que o PCdoB está lançando a ''Campanha
das Reformas Progressistas'', que, além da tributária, inclui
as reformas política, urbana, agrária, educacional e dos meios
de comunicação.
Jornada de trabalho
Jô Moraes também informou que a aprovação da proposta
de redução da jornada de trabalho é uma das prioridades
do partido neste ano. Para ela, ''a hora de qualquer melhoria na situação
do trabalhador é a hora em que a economia está crescendo''. Ela
ressaltou que o partido defende a melhoria no valor agregado da produção
e o desenvolvimento da tecnologia. ''A redução da jornada é a
conseqüência natural para que não haja desemprego em massa
com o avanço tecnológico'', argumentou.
Ela destacou que ''o ser humano não nasceu apenas para trabalhar''.
Educação e cultura, de acordo com a parlamentar, são essenciais
para assegurar melhores condições de trabalho e maior produtividade.
Crescimento do País
A deputada afirmou ainda que o crescimento, a ampliação do desenvolvimento,
a distribuição de renda e a ampliação da democracia
''não são mera retórica''. Ela disse que os investimentos
do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), por exemplo,
criam empregos formais, o que é necessário para o Brasil.
Para ela, a política econômica do governo segue ''em ritmo muito
lento''. ''O governo receia acreditar na força da economia do País'',
ressaltou. Jô Moraes sugeriu a redução da taxa de juros
do País, atualmente em 11,25%, e do superávit primário
para ampliar o crescimento da economia.
Em relação à participação das mulheres na
política, a líder do PCdoB afirmou que um processo interno de
crescimento no partido fez com que, atualmente, 40% dos militantes e filiados
sejam mulheres. Ela informou que o PCdoB definiu, em conferência interna,
a cota mínima de 30% de mulheres em todas as instâncias do partido.
CPIs
A líder também criticou a transformação da Câmara
em ''delegacia de polícia'', com a criação de sucessivas
comissões parlamentares de inquérito (CPIs). Segundo ela, há uma
série de instituições para fazer a fiscalização
e o controle dos Poderes, como o Tribunal de Contas da União (TCU),
a Controladoria-Geral da União (CGU), o Ministério Público,
a Polícia Federal e as instâncias da Justiça. (Fonte: Agência
Câmara)
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O ESTADO DO PARANÁ,
05 de março de 2008 | Política
TSE mantém número de
vereadores fixado em 2004
Antonio Arrais/Agência Brasil
Brasília - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não precisará baixar
nenhuma resolução relativa ao número de vereadores para
as eleições municipais deste ano, mantendo o que o próprio
tribunal fixou na Resolução nº 21.702, de 2 de abril de
2004. Essa resolução observou os critérios determinados
pelo Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso 197.917.
O tribunal tem prazo até amanhã (5)
para baixar resoluções regulamentando as eleições
municipais deste ano, e a sessão desta terça-feira (4) é o
limite, porque o tribunal só volta a se reunir na quinta-feira
(6).
O relator das resoluções
sobre as eleições, ministro Ari Pargendler, representante
do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no TSE, informou, por meio
da assessoria de Comunicação Social do TSE, que não
pretende baixar resolução sobre número de vereadores.
Segundo o ministro, a resolução
de 2004 do TSE já fixou um critério definitivo para o cálculo
do número de vereadores por Câmara municipal. De acordo
com esse critério, as Câmaras fixarão em no mínimo
nove e no máximo 21 o número de vereadores em municípios
com população entre 47.619 e 1 milhão de habitantes,
seguindo um critério de divisão populacional a cada 100
mil habitantes.
O número máximo
de 55 vereadores, permitido pela resolução de 2004, é para
municípios com população acima de 6.547.612 habitantes,
o que somente enquadra o município-capital de São Paulo.
Nesse critério,
a segunda cidade mais populosa do país, o município-capital
do Rio de Janeiro, tem direito a 50 vereadores, com população
entre 5.952.377 e 6.071.423 habitantes.
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Folha de São Paulo,
5 de Março de 2008
Brasil retorna ao topo do ranking das
taxas de juros reais
Juro descontada a inflação
está em 6,73%, ante 6,69% da Turquia; Copom deve manter hoje
a Selic em 11,25% ao ano | Maior taxa do planeta tende a continuar
a atrair capital externo para o país, o que favorece o dólar
em baixa; moeda fechou a R$ 1,686
FABRICIO VIEIRA
DA REPORTAGEM LOCAL
O Brasil retomou o posto de país
com a maior taxa real de juros do mundo. Em julho passado, havia perdido
esse título para a Turquia. Apenas uma redução da
taxa básica Selic hoje evitaria que isso ocorresse -mas ninguém
no mercado financeiro conta com essa possibilidade.
Os juros reais brasileiros, considerando a atual Selic de 11,25%, estão
hoje em 6,73% anuais. A Turquia, líder até então, registra
taxa real de 6,69%. O ranking elaborado pela UpTrend Consultoria Econômica
mostra ainda a Austrália em 3º, com taxa de 4,89%, e o México
em 4º, com 4,18%.
Os juros reais são calculados a partir da taxa básica de juros,
descontando dela a inflação projetada para os próximos
12 meses.
Ainda hoje, provavelmente no início da noite, o Copom (Comitê de
Política Monetária do Banco Central) vai anunciar como fica a
taxa Selic. A expectativa predominante no mercado é de manutenção
dos juros em 11,25% anuais.
Segundo projeção do último boletim "Focus",
feito semanalmente pelo BC a partir de pesquisa com cem instituições
financeiras, a taxa Selic deve ficar inalterada até o fim de 2008.
" O Copom não deve alterar os juros básicos neste primeiro
semestre. Se decidir voltar a reduzir a taxa Selic, o mais provável é que
isso ocorra apenas lá pelo fim do ano, quando poderá ter uma visão
melhor das variáveis econômicas", afirma Jason Freitas Vieira,
economista-chefe da UpTrend Consultoria Econômica.
Reflexo cambial
Os juros reais no topo do mundo ajudam a explicar o fato de o dólar
ter descido nos últimos dias a seu mais baixo valor desde maio de 1999.
Ontem, a moeda americana fechou vendida a R$ 1,686, em alta de 0,84%. Mas,
no ano, o dólar acumula depreciação de 5,12% diante do
real.
Com os juros brasileiros nas alturas, os investidores internacionais ficam
mais tentados a aplicarem em ativos no mercado brasileiro.
O que tem ocorrido constantemente é os investidores emprestarem dinheiro
lá fora, a taxas menores, e reaplicá-lo no país, onde
os juros são mais elevados. Assim, lucram com a diferença das
taxas.
Dessa forma, juros maiores acabam por estimular o fluxo de recursos para o
país. E uma maior oferta de dólares, em um momento de baixa demanda
pela moeda, apenas colabora para o recuo no preço da divisa.
Como o BC não deve cortar os juros tão cedo, são grandes
as chances de o dólar se manter em baixos níveis históricos
e mesmo testar novos patamares. Além disso, juros reais elevados não
são favoráveis aos investimentos do setor privado. A atenção
dos empresários, na hora de planejar seus investimentos futuros, está sempre
voltada para o nível de juros praticados.
" Nossa avaliação é que o BC irá manter a taxa
Selic em 11,25% ao ano nessa reunião. Achamos baixa a probabilidade de
uma elevação da taxa Selic nesse encontro. Porém, achamos
que a hipótese da não-unanimidade não deve ser desprezada",
avalia Alexandre Póvoa, diretor responsável pela Modal Asset Management.
" Acreditamos que o BC deseje manter em alta o seu tom de preocupação,
deixando sempre o mercado convivendo com o risco iminente de um aperto da política
monetária. Tal estratégia, se bem implementada, poderia até dispensar
uma elevação efetiva da taxa Selic", completa Póvoa.
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Agência Senado, 5 de Março de
2008
Projeto que fixa prazo de 90 dias
para restituição de imposto de renda é aprovado
na CAE

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou na manhã desta
terça-feira (4), por 18 votos, projeto de lei que fixa um prazo máximo
de 90 dias para a restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física.
A proposta (PLS 58/06) é de autoria do senador Alvaro Dias (PSDB-PR)
e recebeu decisão terminativa na CAE - o que significa que seria submetida
agora à Câmara dos Deputados, desde que não houvesse recurso
em contrário. Mas o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR),
anunciou que solicitará nova votação para essa matéria
no Plenário da Casa.
De acordo com o projeto, o prazo de 90 dias seria contado a partir do último
dia útil previsto para a entrega da declaração - em geral,
a data final para apresentar a declaração é marcada para
o fim de abril de cada ano. Para estabelecer o prazo de 90 dias, a proposta
prevê a alteração dos artigos 13 e 16 da Lei 9.250 de 1995.
Segundo Alvaro Dias, a demora nas devoluções por parte da Receita
Federal caracteriza "prática escancarada de empréstimo compulsório
não autorizada nos termos constitucionais". Ele também aponta
a distorção que ocorre quando um contribuinte, ao mesmo tempo
em que tem imposto de renda a pagar em um determinado ano, possui créditos
de restituição do ano anterior.
- Queremos proteger o contribuinte - disse o senador.
Na reunião realizada nesta terça-feira, alguns senadores da base
governista afirmaram que o prazo de 90 dias seria muito curto. Eduardo Suplicy
(PT-SP), por exemplo, apresentou alguns dos argumentos da Secretaria da Receita
Federal contra o projeto, como o de que as devoluções dentro
desse prazo reduziriam o fluxo de caixa do Tesouro Nacional, prejudicando os
fundos que repassam recursos para estados e municípios. Outro argumento
da Receita é o de que os 90 dias não seriam suficientes para
a análise das declarações com indícios de irregularidades
ou fraudes, o que levaria ao pagamento de restituições sob suspeita.
Mas Francisco Dornelles (PP-RJ), relator do projeto de Alvaro Dias, respondeu
que, desde que se tornou senador, "os pronunciamentos da Receita Federal
são contrários à aprovação de qualquer proposta
de qualquer senador".
- A Receita tem todas as condições para pagar as restituições
nesse prazo - afirmou Dornelles, que foi secretário do órgão
e apresentou voto favorável à matéria.
Já o senador Gerson Camata (PMDB-ES) ressaltou que a quantidade dos
que fraudam suas declarações corresponde a uma minoria das pessoas
físicas - entre 5% e 7% - e que, portanto, "não se pode
punir [com a demora nas devoluções] uma maioria por causa de
uma minoria".
Proposta alternativa
A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), disse que a Receita "deve
estar enfrentando problemas operacionais relevantes que inviabilizam o prazo
de noventa dias, pois, do contrário, esse prazo já estaria em
vigor desde governos anteriores". Ela lembrou que tramita na Câmara
dos Deputados um projeto, já aprovado no Senado, que obriga a Receita
a pagar as restituições no mesmo ano em que foram feitas as declarações.
Essa proposição é de autoria do ex-senador Rodolpho Tourinho;
seu relator no Senado foi Eduardo Azeredo (PSDB-MG).
Azeredo afirmou, durante a reunião da CAE, que o projeto de Tourinho "é uma
boa alternativa" e que considerava "pouco" o prazo de 90 dias.
Mas ele acabou votando favoravelmente à proposta de Alvaro Dias.
Na votação na CAE, a proposta de Alvaro Dias recebeu 18 votos
favoráveis: Adelmir Santana (DEM-DF), Antonio Carlos Junior (DEM-BA),
Arthur Virgílio (PSDB-AM), Cícero Lucena (PSDB-PB), Delcídio
Amaral (PT-MS), Eduardo Azeredo (PSDB-MG), Eduardo Suplicy, Eliseu Resende
(DEM-MG), Expedito Júnior (PR-RO), Francisco Dornelles, Gerson Camata,
Gim Argello (PTB-DF), Heráclito Fortes (DEM-PI), Jayme Campos (DEM-MT),
João Vicente Claudino (PTB-PI), Mão Santa (PMDB-PI), Romeu Tuma
(PTB-SP) e Valdir Raupp (PMDB-RO). Houve dois votos contrários (Ideli
Salvatti e Romero Jucá) e uma abstenção - a de Renato
Casagrande (PSB-ES).
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O ESTADO DO PARANÁ,
05 de março de 2008 | Nacional
Ministra anuncia na Câmara novo
plano para as mulheres
Agência Estado
A Ministra da Secretaria Especial
de Políticas para as mulheres, Nilcéa Freire, anunciou
nesta terça-feira (4), no plenário da Câmara,
que o governo federal vai lançar amanhã (05) o segundo
Plano Nacional de Políticas para as Mulheres. Segundo ela,
um dos destaques do plano será um eixo de ações
voltado para a participação feminina nos espaços
de poder, informou o site da Agência Câmara.
Segunda a agência,
a ministra pediu, ainda, que a votação do Orçamento
pelo Congresso garanta recursos de R$ 1 bilhão para o enfrentamento
da violência praticada contra as mulheres em quatro áreas:
Consolidação da Lei Maria da Penha (11.340/06) em âmbito
nacional; garantia dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres;
combate à exploração sexual e ao tráfico
de mulheres; e promoção dos direitos humanos das mulheres
que vivem encarceradas.
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FOL[HA DE LONDRINA, 05 de
março de 2008 | Curitiba
Mulheres: Participação
maior no mercado de trabalho não garante bons salários
Marcos Borges

Silvana: ‘‘A discriminação hoje é sutil, mas
ainda existe’’
Embora estejam cada vez mais atuantes e bem preparas para exercer diversas
funções no mercado de trabalho, as mulheres, no Brasil, continuam
recebendo salários inferiores aos dos trabalhadores do sexo masculino,
mesmo que ambos estejam exercendo as mesmas funções.
Segundo levantamento divulgado
em janeiro pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos no Paraná (Dieese-PR), há uma defasagem
de 24,8% no salário médio pago às mulheres em comparação
com o rendimento médio dos homens que trabalham na Região
Metropolitana de Curitiba (RMC). Os números referem-se ao ano
de 2006.
O perfil, elaborado a partir
de dados do Ministério do Trabalho e Emprego, revela que o salário
médio das trabalhadoras da RMC é de R$ 1,2 mil enquanto
o dos homens chega a R$ 1,6 mil. Em contrapartida, o grau de instrução
das mulheres que estão empregadas supera em muito o nível
de escolaridade dos homens.
O estudo destaca que 34,6% delas
têm curso superior (incompleto ou completo) ao mesmo tempo que
mostra que apenas 18,9% dos trabalhadores da região metropolitana
chegaram à faculdade. O maior tempo dedicado aos estudos pelas
mulheres também é comprovado quando se faz outra comparação:
32% dos homens empregados na RMC têm até a oitava série
completa enquanto o percentual de trabalhadoras nesta condição é de
apenas 20,7%.
Mesmo as estudantes que alcançam
o curso superior não conseguem garantir melhores salários,
ressalta ainda a pesquisa. A diferença entre os salários
pagos a homens e mulheres que ingressaram em universidades é de
45,6%. O rendimento médio pago a elas é de R$ 2 mil. Já a
média salarial do trabalhador do sexo masculino nesta situação
fica em torno de R$ 3,7 mil.
Chama a atenção
também o fato de a participação das mulheres entre
os profissionais com rendimentos superiores a 20 salários mínimos
ser de apenas 1,34% frente a 3,09% da participação masculina
nesta mesma faixa de rendimentos. (L.X.)
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Agência Brasil, 5 de
Março de 2008
Governo vai amparar desempregados do
setor madeireiro em Tailândia
O secretário executivo
do Ministério do Meio Ambiente (MMA), José Paulo Capobianco,
informou hoje (4) que os ministérios do Desenvolvimento Social
e Combate à Fome e do Desenvolvimento Agrário vão
implantar ações para amparar desempregados no município
de Tailândia, no nordeste do Pará , onde a Operação
Arco de Fogo fechou madeireiras e serrarias que trabalhavam com madeira
ilegal.
“Será implementado
mecanismo emergencial para atendimento das pessoas que não forem
atingidas pelo seguro desemprego”, garantiu o secretário.
Segundo ele, medidas concretas em relação ao tema devem
ser anunciadas oficialmente na próxima semana.
Independente do socorro pontual aos desempregados, Capobianco disse que o principal
desafio do governo federal na região é trazer para a legalidade
a agropecuária e o manejo florestal. “O manejo é um atividade
predatória que pode se legalizar com planos sustentáveis. Temos
como, em Tailândia, organizar essa atividade desde que haja uma ação
forte dos empreendedores locais”.
Na área agrícola, o secretário ressaltou que a Empresa
Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vai ajudar na transição
para a legalidade com técnicas de intensificação da produção,
por meio das quais seria possível reduzir áreas utilizadas, recuperar
as degradadas e gerar emprego e renda para a população.
Capobianco lembrou ainda que a fiscalização ostensiva e as punições
rigorosas são necessárias para evitar que os madeireiros que
cumprem a lei sejam prejudicados pela concorrência desleal. "Os
que fazem manejo sustentável não podem competir com quem está desmatando
ilegalmente, com custos de produção menores em uma atividade
predadora”, disse.
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NCST, 5 de Março de
2008
MPT entra com ação contra
Vale pedindo indenização milionária por dano
moral coletivo
O Ministério Público do Trabalho ajuizou ação civil
pública, com pedido de tutela antecipada, contra a CVRD (Companhia Vale
do Rio Doce) e 43 terceirizadas para que sejam condenadas a pagar aos trabalhadores
das minas de Carajás e Sossego pelo tempo que gastam no deslocamento
da portaria até o efetivo local de trabalho, aproximadamente duas horas
para ir e para voltar.
A ação foi ajuizada
na Vara do Trabalho de Parauapebas (PA) pelos procuradores do Trabalho
do Ofício de Marabá (PA) Francisco Cruz, José Adílson
Pereira da Costa e Marcos Duanne Barbosa de Almeida. Entre as empresas
acionadas, na qualidade de terceirizadas da Vale, estão grandes
construtoras como a Queiroz Galvão e a Norberto Odebrecht.
Na ação, os procuradores
pedem que a Vale e as empresas sejam condenadas a pagar R$ 109 milhões
de indenização por dano moral coletivo, sendo R$ 100 milhões
pela Vale e R$ 200 mil por terceirizada. A atividade do complexo minerador
de Carajás emprega cerca de 23 mil trabalhadores.
Segundo a ação,
o pedido alcança os atuais empregados e os que já foram
demitidos, “já que é alta a rotatividade de mão-de-obra
no complexo”.
Os procuradores alegaram que
a ação só foi proposta após várias
tentativas para que a Vale firmasse termo de ajustamento de conduta,
assumindo a obrigação de inserir nos contratos firmados
com as empresas prestadoras cláusulas que garantissem o pagamento
das horas de deslocamento (horas in itinere).
As empresas contratadas pela
Vale alegam que não podem alterar suas planilhas de custo para
incluir as despesas com o pagamento das horas in itinere porque a Vale
não permite e não aceita nenhuma proposta nesse sentido.
Localização
Embora a Justiça do Trabalho reconheça o direito do trabalhador às
horas de percurso como tempo efetivamente trabalhado, em acordos coletivos
firmados na região do complexo minerador de Carajás, os sindicatos
abrem mão do pagamento. Para os procuradores do Trabalho, trata-se de "verdadeira
renúncia" a um direito dos trabalhadores.
Segundo a jurisprudência
do TST (Súmula 90), o tempo de percurso deve ser computado na
jornada de trabalho quando a condução é fornecida
pelo empregador até o local de difícil acesso ou não
servido por transporte público regular. Mas nos acordos contestados
pelo MPT, há cláusulas que reconhecem a existência
de transporte público e qualificam a região como de fácil
acesso, razão pela qual abrem mão do direito ao recebimento
das horas in itinere.
O MPT aponta na ação
que, para que os trabalhadores cheguem ao local de trabalho no horário
determinado, são transportados em condução fornecida
pelas empresas. O local, ainda segundo o MPT, não é urbano,
pois está cercado de mata virgem.
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ÂMBITO JURÍDICO,
05 de março de 2008
Cooperativa de crédito que
não cumpre normas de segurança paga dano moral a
empregado vítima de assalto
A 6ª Turma do TRT-MG, acompanhando voto do desembargador Ricardo Antônio
Mohallem, condenou a Cooperativa de Crédito Rural de Curvelo (CREDICENTRO)
ao pagamento de indenização por danos morais a ex-empregado,
vítima de assalto quando saía do estabelecimento transportando
malote de dinheiro.
“As cooperativas de crédito,
entidades integrantes do Sistema Financeiro Nacional (art. 192 da CR/88)
têm natureza de sociedades de crédito, nos termos do art.
1º, parágrafo único da Lei nº 7.102/83, sujeitando-se às
normas de segurança previstas neste diploma. O descumprimento
de normas de segurança, conduta que comprovadamente gerou prejuízo
para a vítima, configura o dano moral” – esclarece
o desembargador relator.
O art. 1º da Lei nº 7.102/83
dispõe que é vedado o funcionamento de qualquer estabelecimento
financeiro, entre eles as sociedades de crédito, onde haja guarda
de valores ou movimentação de numerário, sem um
sistema de segurança aprovado pelos órgãos competentes.
Ficou comprovado no processo
que o reclamante transportava valores habitualmente sem a adoção
de medidas de segurança, tendo sofrido três assaltos à mão
armada. Em conseqüência, encontra-se em tratamento clínico
psicológico, estando afastado do trabalho pelo INSS. Testemunhas
atestaram a ausência de escolta para o transporte de valores, que
era feito de ônibus, em veículo próprio do empregado
ou até a pé. “Nos termos dos arts. 2º, 4º e
5º da Lei nº 7.102/83, a reclamada negligenciou ao transportar
numerário sem qualquer escolta e ao deixar de providenciar os
devidos dispositivos de segurança, em total descaso com a segurança
de seus clientes e empregados, facilitando, assim, a ação
dos assaltantes, conduta evitável, e, mais do que isto, ilícita” – completa
o relator.
Entendendo configurado o dano
moral em razão do abalo psicológico sofrido pelo reclamante,
a Turma condenou a reclamada ao pagamento de indenização
no valor de R$5.000,00. O desembargador ressalta que a indenização
por danos morais não guarda relação com interesses
materiais, pois sua função é dar alívio ao
indenizado e inibir condutas semelhantes por parte do agente: “O
ressarcimento não implica fonte de enriquecimento injustificado
para o lesado, devendo, apenas, demonstrar-lhe que a conduta ilícita
não ficou impune” - finaliza.
( RO nº 00877-2007-056-03-00-3
)
Fonte: TRT3
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
05 de março de 2008
TRT nega pedido do MP para banco não
contratar brancos, homens e jovens
O TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 10ª Região (Distrito Federal
e Tocantins) negou ao Ministério Público do Trabalho pedido para
inibir o Banco Real de contratar ou promover brancos, homens e jovens em seus
quadros de funcionários.
O MPT acusou o banco de discriminação
em função da diferença estatística existente
entre o número de mulheres, negros e idosos presentes nos quadros
funcionais da empresa e na população economicamente ativa.
Os juízes da Segunda Turma
do TRT decidiram que a estatística não pode ser usada como
prova de discriminação. "A estatística não é ciência
exata para a afirmação de certo fato, mas apenas anuncia
a possibilidade de ocorrência e não a verificação
do ocorrido", explicou o relator do processo, juiz Alexandre Nery
de Oliveira.
Documentos apresentados pelo
Banco Real provaram que os processos de contratação e promoção
do banco seguem critérios de merecimento, e a seleção
de currículos é feita de modo impessoal —dissociados
de análises envolvendo sexo, raça ou idade. Também
ficou provada existência de mulheres, negros e idosos em cargos
e funções questionados pelo MPT.
Para o juiz Alexandre Nery,
a situação demonstra que apenas não houve, nas
seleções de pessoal feitas pelo Banco Real, número
de eleitos suficientes para ampliação do quadro de mulheres,
negros e idosos do banco. De acordo com o magistrado, o processo seletivo
não apresenta vício e está de acordo com o permitido
pela convenção nº 111 da Organização
Internacional do Trabalho, ratificada pelo Brasil. A convenção
estabelece que os procedimentos seletivos por mérito não
envolvem discriminação, desde que não haja separações
por grupos de indivíduos segundo raça, cor, sexo, religião,
opinião política, ascendência nacional ou origem
social.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
05/03/2008
Acidente de trabalho: dano moral precisa
ser comprovado para gerar indenização
A Sétima Turma do Tribunal
Superior do Trabalho absolveu a Liquigás Distribuidora S.A. da
condenação por danos morais pelo acidente de trabalho sofrido
por um ajudante de caminhão da empresa. O ministro Ives Gandra
Martins, relator do processo, votou no sentido de reformar o acórdão
do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR) por entender
que não ficou comprovada a culpa da empresa no acidente nem a
ocorrência do dano moral.
O ajudante foi admitido em 1987.
Em julho de 1991, ao realizar uma entrega de emergência numa residência,
escorregou em madeiras úmidas e torceu o joelho direito quando
carregava um botijão de gás sobre as costas. O acidente,
conforme alegou, ocasionou um trauma de caráter definitivo. Segundo
laudo médico, o empregado sofreu lesão no menisco, e necessitou
de tratamento cirúrgico. Esse fato redundou na perda de capacidade
de trabalho para a função que exercia.
Na reclamação trabalhista,
o empregado afirmou que, mesmo após o acidente, por exigência
da empresa, continuou a trabalhar até a época da cirurgia
(cerca de 45 dias após o acidente), o que agravou a lesão
sofrida no joelho. Ainda assim, a empresa o demitiu em outubro de 1991.
Inconformado, principalmente
pelo fato de ter sido demitido quando ainda estava licenciado de suas
atividades, o empregado ajuizou a reclamação com o objetivo
de ter reconhecido o acidente de trabalho e ser indenizado pela demissão
injusta, por estar em gozo de estabilidade acidentária.
A Vara do Trabalho de Araucária
(PR) julgou improcedentes os pedidos e absolveu a empresa do pagamento
de quaisquer verbas, o que levou o empregado a recorrer ao TRT/PR. No
Regional, a empresa foi condenada a pagar o equivalente a 25% da última
remuneração, até que o trabalhador completasse 65
anos de idade, e indenização de R$ 30 mil pelo acidente
de trabalho.
A Liquigás, ao discordar
da decisão, recorreu ao TST buscando revertê-la. A Sétima
Turma, ao analisar o recurso de revista, entendeu que a empresa não
pode ser obrigada a arcar com indenização por dano a que
não deu causa, pois não restaram comprovados no processo
os elementos evidenciados da responsabilidade civil, ou seja, a existência
de culpa (responsabilidade subjetiva) e a ocorrência efetiva do
dano moral. “Para o dano moral, seria necessário verificar
a repercussão da lesão na imagem, honra, intimidade e vida
privada do indivíduo”, observou o ministro Ives Gandra. “As
seqüelas de um acidente ocorrido ou de uma doença adquirida
no trabalho podem comprometer a imagem da pessoa, dificultar-lhe o desenvolvimento
de sua vida privada, infligindo-lhe sofrimento psicológico ligado
a bens constitucionalmente protegidos. Nesse caso, e por esse fundamento,
a lesão merecerá uma reparação além
daquela referente ao dano material sofrido. Do contrário, as indenizações
se confundiriam”, concluiu. (RR-99.528/2005-654-09-00.2)

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