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Agência Câmara,
8 de março de 2008
Proposta limita imposto
de renda sobre ações trabalhistas

Raul Henry considera injusto
cobrar altas alíquotas de IR de trabalhadores com
baixos salários.
O Projeto de Lei 2512/07, do deputado Raul Henry (PMDB-PE), limita em
3% a alíquota do Imposto de Renda (IR) sobre os rendimentos originários
do pagamento de ação trabalhista que beneficie um trabalhador
de forma individual, e cujo valor não ultrapasse os 40 salários
mínimos. Pela legislação atual, sobre esses rendimentos
incidem as alíquotas normais do IR, podendo chegar ao patamar
de até 27,5% sobre o total do crédito a ser recebido pelo
trabalhador.
A proposta do deputado abrange apenas as decisões trabalhistas
de procedimento sumaríssimo (no qual o juiz é obrigado
a proferir a sentença em apenas 15 dias). Esse procedimento
foi incluído na CLT pela Lei 9.957/00 e abrange somente as ações
individuais, cujo valor cobrado alcance até 40 mínimos
e em que constem os dados da parte cobrada (réu).
Precatório e RPV
A proposta de Henry modifica a Lei 10.833/03, que trata do pagamento
do precatório - decisão irrecorrível contra a Fazenda
Pública -, e da Requisição de Pequeno Valor (RPV)
- pagamento a que a Fazenda Pública foi condenada em processo
judicial, para valores de até 60 salários mínimos
por beneficiário. Essa lei já define que, sobre o pagamento
do precatório e da RPV, incidirá a alíquota de 3%
de imposto de renda.
Raul Henry lembra que as reclamações trabalhistas submetidas
ao procedimento sumaríssimo são ajuizadas por trabalhadores
que, ao longo de sua relação de trabalho, receberam baixos
salários. "Não é justo que os rendimentos
originários dessas decisões sofram a incidência
de altas alíquotas de imposto de renda", argumenta.
Tramitação
O projeto tramita apensado ao PL 3463/04, que está sujeito à análise
em caráter conclusivo. A proposta será analisada pelas
comissões de Finanças e Tributação; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
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Agência Diap, 8 de
março de 2008
CENTRAIS SINDICAIS
PL 1.990/07: veja o
que a Câmara votará na próxima terça-feira
(11)
Foram aprovadas seis emendas pelo Senado Federal,
que serão apreciadas pela Câmara dos Deputados,
nesta segunda fase de exame e votação do Projeto
de Lei 1.990/07, do Executivo, que regulamenta o funcionamento
das centrais sindicais.
O plenário da Câmara votará apenas as emendas
do Senado. As partes do texto que não foram objeto de alteração
no Senado já estão aprovadas, não sendo sequer
objeto de discussão.
As emendas serão votadas em bloco, de acordo com parecer do
relator de mérito, deputado Vicentinho (PT/SP), podendo os partidos
destacar para votação em separado (DVS) uma ou mais emendas.
A votação requer maioria simples, ou seja, o voto favorável
de 50% mais um dos presentes em plenário, desde que estejam
presentes pelo menos 257 deputados.
Se for rejeitada uma ou mais emenda, prevalece o texto original da
Câmara em relação ao tema objeto da emenda do Senado.
Por exemplo: se for matéria nova, o artigo, parágrafo
ou inciso será excluído do texto que vai à sanção.
Se for alteração de matéria aprovada na Câmara,
prevalecerá original da Câmara.
A votação das emendas ao projeto das centrais (PL 1.990/2007,
na Câmara, e PLC 88/2007, no Senado) está prevista para
a próxima terça-feira (11), no plenário da Câmara
dos Deputados.
Veja breve resumo e objetivo das emendas do Senado:
Emenda 1, dos relatores, senadores Paulo Paim (PT/RS), Francisco
Dornelles (PP/RJ) e Lúcia Vânia (PSDB/GO)
Substitui as expressões “exercer a representação” por “coordenar
a representação”, com o propósito de explicitar
que a representação judicial e extrajudicial é prerrogativa
dos sindicatos, federações e confederações,
nos termos do artigo 8º da Constituição.
Emenda 2, da senadora Kátia Abreu (DEM/TO)
Estende às representações dos empregadores,
em respeito ao princípio da paridade, o mesmo direito de “participar
de negociações em fóruns, colegiados de órgãos
públicos e demais espaços de diálogo social que
possuam composição tripartite, nos quais estejam em discussão
assunto de interesse geral da classe”.
Emenda 3, dos senadores Inácio Arruda (PCdoB/CE) e
José Maranhão (PMDB/PB)
Suprime a menção ao artigo 582 (emenda Augusto Carvalho)
que pretendia condicionar o desconto em folha em favor das entidades
sindicais à autorização individual do trabalhador.
A redação suprimida não extinguiria a contribuição
nem a tornaria voluntária, apenas criaria transtornos ao trabalhador,
que se não autorizasse o desconto em folha, teria que recolher
a contribuição na rede bancária, sob pena de tornar-se
inadimplente.
Emenda 4, dos relatores, senadores Paulo Paim (PT/RS), Francisco
Dornelles (PP/RJ) e Lúcia Vânia (PSDB/GO), a partir
de fusão das emendas dos senadores Flexa Ribeiro (PSDB/PA),
Rosalva Ciarini (DEM/RN), Gim Argello (PTB/DF), Marcelo Crivella
(PR/RJ), Leomar Quintanilha (PMDB/TO) e Katia Abreu (DEM/TO)
Suprime a menção às federações
e confederações que, pelo texto original, só fariam
jus à contribuição sindical se o sindicato de
base informasse ao Ministério do Trabalho e Emprego que estava
vinculado a elas. A simples omissão do sindicato poderia asfixiar
financeiramente as entidades de grau superior do sistema confederativo.
O novo texto estabelece que o sindicato deve informar somente a central
sindical a que estiver filiado para efeito de recebimento da contribuição
sindical, já que, pelo sistema confederativo, os sindicatos
são vinculados obrigatória e legalmente as federações
e confederações das categorias e profissões que
representam.
Emenda 5, dos relatores, senadores Paulo Paim (PT/RS), Francisco
Dornelles (PP/RJ) e Lúcia Vânia (PSDB/GO)
Estende a todas as entidades sindicais das categorias profissionais
e econômicas, e não apenas às centrais sindicais,
a obrigatoriedade de prestarem contas ao Tribunal de Contas da União
sobre a aplicação dos recursos provenientes das contribuições
e de outros recursos públicos que venham a receber. Amplia a
abrangência da emenda do deputado Antônio Carlos Pannunzio
(PSDB/SP), que limitava a prestação de contas apenas
das centrais sindicais.
Emenda 6, dos relatores, senadores Paulo Paim (TRS), Francisco
Dornelles (PP/RJ) e Lúcia Vânia (PSDB/GO)
Acrescenta novo artigo para estabelecer que a contribuição
sindical, no formato proposto no projeto das centrais, só ficará em
vigor “até que a lei venha a disciplinar a contribuição
negocial, vinculada ao exercício da negociação coletiva
e à aprovação em assembléia geral da categoria”.
Esta emenda foi apresentada e aprovada para evitar a extinção
imediata da contribuição compulsória, como pretendia
o senador Flexa Ribeira (PSDB/PA).
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Diário Vermelho, 8
de março de 2008
CAMPANHA NACIONAL
Guimarães anuncia
frente pela redução de jornada de trabalho
O deputado José Guimarães (PT/CE) anunciou
ontem a criação da Frente Parlamentar pela
Redução da Jornada de Trabalho sem Redução
Salarial. O petista recolheu 220 assinaturas dos deputados,
número superior ao necessário para formalizar
seu pedido de criação do novo colegiado na
Câmara.
Trata-se de mais uma iniciativa para forçar o Congresso a votar
a PEC. As centrais sindicais desenvolvem uma campanha nacional de assinaturas,
que se encerrará no dia 1º de maio, Dia Internacional do
Trabalhador, e será entregue aos presidente da Câmara
e do Senado.
De acordo com o parlamentar, as entidades representativas dos trabalhadores,
especialmente as centrais sindicais, serão parceiros estratégicos
no trabalho da frente. "Agora teremos um espaço importante
para ampliarmos as discussões acerca da PEC 393/01, do ex-deputado
e atual senador Inácio Arruda (PCdoB/CE)", afirmou.
A PEC 393/01 prevê a redução da jornada de 44
horas para 40 horas semanais no primeiro ano e para 35 horas dois anos
depois. A matéria foi aprovada na Comissão de Constituição
e Justiça e de Cidadania da Câmara.
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Diário Vermelho, 8
de março de 2008
SINDICALISMO INTERNACIONAL
Centrais sindicais internacionais
se fundem
As duas maiores centrais sindicais de trabalhadores
do continente americano estão em processo de fusão.
O congresso constitutivo da nova central CSA (Confederação
Sindical dos Trabalhadores da América) será realizado
neste mês.
O esquema repete a fusão acontecida entre as duas centrais
mundiais, CMT e CIOSL, em 2006, da qual resultou o aparecimento da
maior central de trabalhadores de todos os tempos: CSI - Confederação
Sindical Internacional. A futura CSA será uma filial da CSI.
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NCST, 8 de março de
2008
Justiça mantém
venda de produtos com amianto no RS
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região manteve na quarta-feira
(5/3) decisão liminar que autoriza os comerciantes do Rio Grande
do Sul a vender produtos com amianto. Segundo o juiz convocado Márcio
Antônio Rocha, relator do caso, o Ministério Público
do Trabalho exorbitou suas funções.
A Federação das Associações dos Comerciantes
de Material de Construção do Rio Grande do Sul entrou
com uma ação da Justiça Federal questionando a
atuação do MPT no estado. A Procuradoria trabalhista
procurava comerciantes para assinar Termos de Ajuste de Conduta que
limitavam a venda de produtos com amianto.
O MPT usava como argumento a Lei Estadual 11.643/2001 e a Portaria
1.851/2006 do Ministério da Saúde para convencer os comerciantes.
A primeira norma proibia a venda de produtos com amianto no estado.
No entanto, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade
no Supremo Tribunal Federal suspendeu seus efeitos.
Já a portaria ministerial obrigava as empresas que trabalham
com amianto a enviarem ao SUS uma lista com os trabalhadores que foram
expostos ao produto. Em 2006, porém, um Mandado de Segurança
do Superior Tribunal de Justiça a revogou liminarmente.
Como o MPT se baseava em duas normas sem efeito legal, a Justiça
Federal suspendeu seus pedidos, liberando a venda de amianto no estado.
Segundo o advogado Antônio José Telles de Vasconcellos,
que atuou em nome das associações de comerciantes, a
decisão do TRF-4 “é muito importante para garantir
a tranqüilidade dos empresários que atuam no comércio
de materiais de construção. Eles estão absolutamente
livres para comercializar produtos de fibrocimento contendo amianto
crisotila”.
Vasconcellos acrescenta ainda que “a decisão corrige
ostensivas distorções na interpretação
dada pelo Ministério Público do Trabalho, que tentou
impor normas inconstitucionais e ilegais”.
A presidente do Instituto Brasileiro do Crisotila (IBC), Marina Júlia
de Aquino, declarou que "decisões judiciais como essa,
do TRF-4, reafirmam nossa plena convicção na viabilidade
e legalidade do uso controlado do amianto crisotila no Brasil".
Participam do IBC representantes governamentais, trabalhadores e empresários
que atuam em prol do uso controlado e seguro do amianto crisotila.
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Portal Terra, 8 de março
de 2008
Mantega antecipa que
PIB de 2007 cresceu 5,3%
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, adiantou nesta
sexta-feira (7) o que considera como prováveis resultados
do Produto Interno Bruto (PIB) de 2007, que serão
divulgados oficialmente pelo IBGE na próxima quarta-feira.
Em palestra na reunião do Instituto Internacional
de Finanças (IIF), no Rio, Mantega disse que o crescimento
do PIB no ano passado foi em torno de 5,2% a 5,3%.
" Teremos o resultado na próxima semana, mas já sabemos
que foi acima de 5%". Segundo o ministro, a taxa de Formação
Bruta de Capital Fixo (FBCF), que sinaliza os investimentos produtivos,
deve ter fechado 2007 com crescimento de 13%, "o que significa
que a oferta vai se expandir no Brasil".
O ministro citou, em vários momentos de sua apresentação,
o bom desempenho registrado na produção de bens de capital
(máquinas e equipamentos) e nas importações desses
bens. Ele afirmou que "este ano teremos um crescimento maior da
produção industrial, acima de 6%". A indústria
brasileira cresceu 6% em 2007, segundo já divulgou o IBGE.
Em entrevista à imprensa após a palestra, o ministro disse
que mantém a projeção de expansão de 5% para
o PIB em 2008. Indagado se a projeção não seria
modesta, de acordo com sua previsão para a expansão da
indústria, Mantega afirmou: "preferimos ser mais modestos
na saída e depois podermos ser surpreendidos com o resultado melhor."
Dívida pública
O ministro da Fazenda disse que o déficit nominal zero (a receita
do governo, menos as despesas, incluindo o gasto com juros da dívida
pública) será alcançado no País até o
final do segundo mandato do governo Lula. O ministro observou que em
janeiro houve "um superávit bastante confortável",
mas como haverá aumento de gastos no decorrer do ano, o fechamento
de 2008 mostrará déficit nominal que será de 1,5%
do PIB.
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse também
nesta sexta-feira que um possível impacto da crise internacional
no crescimento da economia brasileira já foi antecipado pela instituição
no relatório de inflação de dezembro, que previa
um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,5% em 2008, ante uma
estimativa de 5,2% em 2007. Segundo ele, o recuo projetado leva em consideração
a crise internacional e a desaceleração da economia americana.
" Estamos aguardando e, na medida em que o IBGE divulgar os resultados (PIB)
de 2007, teremos, em março, uma nova previsão para 2008",
disse. A entrevista foi realizada após palestra de Meirelles em evento
do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês),
no Rio.
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Agência Brasil, 8 de
março de 2008
Benefícios da
Previdência serão reajustados em 5%
Luciana Melo
Da Agência Brasil
Brasília - O ministro da Previdência Social, Luiz Marinho,
informou ontem (7) que reajustará em 5% os beneficios do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS). O valor máximo do beneficio
e das contribuições passa de R$ 2.894,48 para R$ 3.038,99.
O reajuste, decidido pelo Ministério da Fazenda, foi autorizado
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em nota o divulgada
pelo Ministério da Previdência Social, o ministro afirma
que a Dataprev já está preparando a folha de pagamento
do beneficio deste mês, com o aumento.
A nota informa ainda que o governo antecipou a decisão para
ter tempo de rodar a folha com os novos valores, e que posteriormente
poderão ser feitos eventuais reajustes, caso o índice
da inflação seja diferente do que serviu de referência
para o reajuste.
Segundo ministério, a portaria com os novos valores será publicada
no Diário Oficial da União de segunda-feira (10), estabelecendo
também os novos valores da tabela de contribuição
ao INSS e corrigindo diversos beneficios pagos pela Previdência
Social, como pensões especiais, salario-família e auxilio-reclusão.
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Agência Brasil, 8 de
março de 2008
IBGE revela que mulheres
estudam mais, no entanto ganham menos que os homens
Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - Embora as mulheres estudem mais, elas ainda ganham
menos que os homens. É o que mostra pesquisa do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada ontem (7), véspera
do Dia Internacional da Mulher. Entre os trabalhadores com nível
superior completo, o salário das mulheres equivale a 60% dos
rendimentos pagos aos homens na mesma função. Elas recebem
cerca de R$ 2,2 mil enquanto os homens R$ 3,8 mil.
A proporção se mantém mesmo quando o nível
de ensino da mulher é superior ao do homem. O levantamento mostra
que 59,9% das mulheres ocupadas estudaram onze anos ou mais, contra
51,9% dos homens trabalhadores.“Isso indica que mesmo com grau
de escolaridade mais elevado as discrepâncias salariais não
diminuem”, diz a pesquisa do IBGE.
O estudo mostra também que apesar de as mulheres serem a maioria
da população brasileira, nem metade está trabalhando.
Nas seis regiões estudadas 44,4% das mulheres tinham emprego,
a maioria das ocupações, entretanto, não é reconhecida
formalmente.“Das mulheres ocupadas, 37,8% tinham trabalho com
carteira assinada no setor privado, enquanto entre os homens o percentual
foi de 48,6%”, aponta o documento do IBGE. Os dados fazem parte
de análises de pesquisas sobre emprego realizadas pelo IBGE
entre janeiro de 2003 e janeiro de 2008.
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Gazeta do Povo, 8 de março
de 2008
ECONOMIA | INVESTIMENTO
Captação
da poupança sobe 16,8%
Brasília – As cadernetas de poupança registraram
mais depósitos do que retiradas em fevereiro. Com isso, a captação
líquida ficou positiva em R$ 1,388 bilhão, valor 16,8%
superior ao registrado no mesmo mês do ano passado. Os dados foram
divulgados ontem pelo Banco Central.
Os depósitos em cadernetas de poupança são uma
das fontes de financiamento para a compra da casa própria. Quanto
mais recursos nessa modalidade de investimento, mais crédito
para o setor habitacional. Os números do BC incluem também
a poupança rural. A captação líquida de
janeiro é a diferença entre os depósitos de R$
91,837 bilhões e as retiradas de R$ 90,449 bilhões.
Ao final de fevereiro, o total de depósitos da poupança
somava R$ 240,279 bilhões, um crescimento de 2,1% em relação
a dezembro (R$ 235,261 bilhões) e de 25,4% na comparação
com janeiro de 2007 (R$ 191,682 bilhões). O total dos depósitos
apresenta uma elevação não só por conta
da captação líquida, mas também porque
esses recursos sofrem acréscimos dos rendimentos.
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Gazeta do Povo, 8 de março
de 2008
POLÍTICA | PODER PÚBLICO
Gasto do Legislativo
sobe mais do que a inflação
Cada vereador curitibano
custa R$ 2 milhões para o erário
por DANIELA NEVES
A Câmara Municipal de Curitiba teve o maior reajuste orçamentário
entre os legislativos das capitais do Sul do Brasil. De acordo com o
levantamento feito pela organização não-governamental
(ONG) Transparência Brasil, a Câmara de Curitiba aumentou
em 10% sua verba do ano passado para este, enquanto a de Florianópolis
diminuiu em 13% e de Porto Alegre aumentou 4% o custo para manter o Poder
Legislativo municipal.
Veja quanto gasta cada cidadão curitibano para
sustentar o Congresso, Assembléia e Câmara Municipal:
Dividindo o orçamento da Câmara de Curitiba pelos 38
parlamentares, cada vereador custa para o município R$ 2 milhões
por ano. Com isso, é a quarta Câmara proporcionalmente
mais cara do Brasil, perdendo para as do Rio de Janeiro, São
Paulo e de Belo Horizonte.
A Assembléia Legislativa do Paraná também teve
aumento de recursos destinados para seu custeio. Estão separados
no orçamento estadual R$ 250,3 milhões, 9% a mais do
que em 2007. Esse valor, dividido pelos 54 deputados, mostra que cada
parlamentar custa R$ 4,6 milhões por ano para os cofres do estado.
As outras assembléias da Região Sul tiveram comportamento
diverso: Santa Catarina recebeu este ano 17,6% a mais do que no ano
passado; e o Legislativo do Rio Grande do Sul vai ter praticamente
o mesmo orçamento de 2007 (-0,4%).
De acordo com o levantamento feito pela ONG, três quartos das
principais casas legislativas do Brasil tiveram aumento orçamentário
superiores à inflação oficial – 4,46%, de
acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). Das 54 casas legislativas – contanto o âmbito federal,
estadual e as capitais de estados – 40 terão mais dinheiro
para gastar em 2008.
Mas o levantamento, realizado desde o ano passado, mostra que o curitibano
está longe de ser o morador de capital que mais gasta com o
Legislativo. Curitiba está em 22.º lugar no ranking das
26 cidades pesquisadas.
Pelo estudo, é o morador de Boa Vista (RR) quem paga mais para
manter a estrutura de trabalho de deputados, senadores e vereadores.
A conta é de R$ 298,04 por morador. O curitibano paga quase
um terço desse valor: R$ 100,89. Representa 7,5% a mais do que
o Legislativo custava para cada curitibano no ano passado, quando a
ONG fez o primeiro levantamento. A conta é feita somando os
custos per capita dos orçamentos da Câmara Municipal e
Assembléia Legislativa correspondentes, da Câmara dos
Deputados e do Senado Federal.
O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, vereador João
Cláudio Derosso (PSDB) diz que o aumento do orçamento é reflexo
do aumento da arrecadação de impostos, pois a cota prevista
pela Constituição Federal é fixada em 5% do orçamento
do município. “O orçamento da Câmara aumenta
proporcionalmente à arrecadação do município.
Com o boom do mercado imobiliário que ocorre na cidade, aumenta
a arrecadação de IPTU (Imposto Predial e Territorial
Urbano)”, diz Derosso. Mas o vereador afirma que o custo do Legislativo
Municipal não aumentou e que a Câmara devolve o que não
gasta. A quantia é quase irrisória se comparada com o
total recebido. No ano passado, devolveu R$ 51.977, ou 0,07% dos R$
69 milhões que recebeu. O orçamento de Curitiba para
2008 está calculado em 3,2 bilhões. Ficam para a Câmara
R$ 76 milhões do bolo.
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Serviço: o estudo completo pode ser acessado
pelo site www.transparencia.org.br
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Folha de Londrina, 8 de março
de 2008
SEU DIREITO - CANCELAMENTO
DE BENEFÍCIO
Sou aposentado por invalidez pelo INSS há alguns anos. Posso voltar
a trabalhar?
A legislação previdenciária estabelece que o aposentado
por invalidez que voltar espontaneamente à atividade terá seu
benefício cancelado desde a data do retorno.
No entanto, a lei prevê hipóteses em que o beneficiário
de aposentadoria por invalidez que readquiriu a sua capacidade laborativa
poderá continuar recebendo o benefício por um determinado
período, sem prejuízo de voltar ao trabalho, e ocasiões
em que o benefício cessará.
Se o segurado recuperar a capacidade para o trabalho dentro de cinco
anos após o início do benefício por invalidez
(aposentadoria ou auxílio-doença que a antecedeu ininterruptamente),
este cessará imediatamente, desde que o obreiro tenha direito
a retornar à função que desempenhava junto ao
seu empregador antes de se aposentar, na forma da legislação
trabalhista, valendo-se do certificado de capacidade fornecido pela
Previdência Social.
Para os demais segurados que recuperaram a capacidade laboral, a aposentadoria
por invalidez cessará após tantos meses quanto forem
os anos de duração do benefício por incapacidade.
No caso de recuperação parcial, ou total que ocorreu
após o prazo de cinco anos, ou se o segurado for declarado apto
para exercer atividade diversa daquela que laborava antes de conceder
seu benefício, este poderá voltar a trabalhar e a aposentadoria
será mantida no seu valor integral por seis meses, a partir
do dia em que for constatada a recuperação da capacidade.
Nos seis meses seguintes haverá uma redução de
50% do benefício, e nos outros seis meses subsequentes a diminuição
será de 75%, sendo que após o término deste último
período, o benefício cessará definitivamente.
Fábio Antonio da Silva Martin, advogado
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O Estado do Paraná,
8 de março de 2008
Economista diz que governo
vai criar a super-CPMF
Redação
Foto: Arquivo
Gilberto Amaral: alertas para as armadilhas.
O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) está alertando
o contribuinte para as “armadilhas” do novo tributo federal,
o IVA, proposto pelo governo como parte da reforma tributária.
O IVA substituirá os impostos Cofins (Contribuição
para o Financiamento da Seguridade Social), o PIS (Programa de Integração
Social), o Cide (Contribuição de Intervenção
do Domínio Econômico) e o salário-educação.
Para o presidente do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, apesar da proposta
do governo ser de diminuir a tributação para as empresas,
há o risco de ocorrer o contrário. Segundo ele, o novo
imposto poderá ter uma base de incidência muito maior
do que os atuais. Para ele, corre-se o risco de nascer uma “Super-CPMF”.
Atualmente, o PIS (alíquota de 1,65%) e Cofins (alíquota
de 7,6%) incidem sobre a receita ou faturamento das empresas e sobre
a importação de mercadorias e serviços, o salário-educação
sobre a folha de pagamento (alíquota de 2,5%) e a Cide sobre
a importação e comercialização de petróleo
e gás natural e seus derivados e álcool combustível.
Com a mudança pretendida pelo governo federal, o novo imposto
terá uma base de incidência extraordinariamente maior
do que as bases das contribuições atuais.
Para Amaral, “a redação contida na proposta visa
a alcançar fatos geradores que hoje não são tributados
pelas contribuições que se pretende extinguir, como as
movimentações financeiras, todas as operações
com bens tangíveis e intangíveis, as transações
com imóveis, mesmo entre pessoas físicas, as operações
junto ao mercado de capitais, entre tantas outras”. Para ele,
o fato de se dizer que prestação de serviço é toda
e qualquer operação que não constitua circulação
ou transmissão de bens, tem por finalidade alcançar todas
as operações expressas em valor monetário realizadas
por pessoas físicas e jurídicas, mesmo que não
se constituam em receita ou faturamento.
Ainda segundo Amaral, a real intenção do governo com
a proposta é criar uma Super-CPMF, que incidirá sobre
bases enormes, inclusive sobre fatos geradores já tributados
por outros impostos, como IOF, ITCMD e ITBI. “Se o governo pretendesse
somente criar o IVA federal, como alega, a redação seria:
instituir imposto sobre a receita de bens e serviços das pessoas
jurídicas”, comenta o tributarista.
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Folha de São Paulo,
8 de março de 2008
Em favela do Rio, Lula
diz que Dilma é a "mãe do PAC"
Ministra afirma que é "ridícula
e mal-intencionada" vinculação de obras à sucessão
Eventos marcaram início de obras em três
dos mais violentos conjuntos da cidade e serviram de vitrine para políticos
RAPHAEL GOMIDE, SERGIO TORRES
ITALO NOGUEIRA, DA SUCURSAL DO RIO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou a ministra
da Casa Civil, Dilma Rousseff, eventual pré-candidata governista
em 2010, como "mãe do PAC [Programa de Aceleração
do Crescimento]" ao público presente nas três cerimônias
de início das obras no Complexo do Alemão, em Manguinhos
(ambos na zona norte do Rio) e na Rocinha (zona sul).
" Queria agradecer à nossa companheira Dilma Rousseff. A Dilma é uma
espécie de "mãe do PAC". É ela que cuida, acompanha,
que vai cobrar junto com o Márcio Fortes se as obras estão andando
ou não estão. O Pezão [Luiz Fernando Pezão, vice-governador
e secretário de Obras do Rio] é grandão, mas ele vai saber
o que é ser cobrado pela Dilma por que a obra atrasou, por que não
andou, por que a empresa atrasou, porque se não for assim, muitas vezes
a coisa não acontece. A gente anuncia, o governador fica feliz, eu fico
feliz e depois a gente volta para casa e as coisas continuam como antes",
afirmou Lula no Alemão.
O presidente descreveu Dilma como "a companheira que coordena o
PAC, [...] a "mãe do PAC'". Vestindo blusa azul, calças
escuras, usando bolsa no ombro e seus óculos de aros grandes,
a ministra não discursou e apenas sorriu discretamente quando
citada.
Lula procurou minimizar o tom eleitoreiro do evento que comandou: "E
Deus é tão justo e tão grande que abriu minha consciência
para começar essa obra do PAC exatamente no momento em que não
disputo mais eleições no Brasil, porque o mandato termina
em 2010".
Eventos positivos e em três dos mais populosos e violentos conjuntos
de favelas do Rio, as cerimônias se transformaram em vitrine política
para seis ministros e quatro pré-candidatos à Prefeitura
do Rio, além de deputados federais e estaduais.
A Polícia Militar estimou em 6.000 o número de pessoas
no Alemão, em 800 em Manguinhos e 500 pessoas na Rocinha. A primeira
cerimônia começou às 9h37 e a última terminou às
15h30, sob sol forte, em dia que a temperatura no Rio chegou aos 34C.
No total, será investido cerca de R$ 1,14 bilhão, sendo
R$ 838,4 milhões do governo federal, em obras de reurbanização
que incluem construção de moradias, escolas, unidades de
saúde, água, esgoto, pavimentação de ruas,
iluminação e áreas de lazer.
No Complexo do Alemão, o presidente prometeu voltar com Sérgio
Cabral para inaugurar as obras em dois anos -apesar de o cronograma oficial
prever a conclusão só em 2011.
Lula exaltou as qualidades gerenciais da ministra e a chamou para a frente
do palanque, no Alemão; na Rocinha, pediu que levantasse para
que todos a vissem. Mais tarde, na Rocinha, Dilma negou pensar em disputar
a sucessão de Lula em 2010. Contrariada, disse considerar "uma
questão ridícula e mal intencionada" vincular as obras à sucessão. "Sou
coordenadora do PAC. Estamos vendo que tem PAC, que não é obra
de marketing, é um esforço de coordenação
real do governo. Então, tenho muito orgulho."
Dilma disse não ter se surpreendido com o título dado por
Lula: "Acho que o presidente faz essas imagens porque são
de mais fácil absorção pelas pessoas. É mais
fácil falar [mãe do PAC] em vez de coordenadora de sala
de situação e de monitoramento".
As cerimônias tiveram a presença maciça de membros
do primeiro escalão do governo Lula e de parlamentares. Além
de Dilma, estavam no palanque os ministros Tarso Genro (Justiça),
José Gomes Temporão (Saúde), Márcio Fortes
(Cidades), Franklin Martins (Comunicação Social) e Edson
Santos (Igualdade Racial).
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Revista Consultor Jurídico,
8 de março de 2008
Funcionários em perigo
Qual é responsabilidade
da empresa pelos acidentes?
por Ana Paula Simone de Oliveira
Souza
Grande parte dos entendimentos da Justiça são no sentido
de que a responsabilidade do empregador no caso de acidente do trabalho é objetiva,
ou seja, independe de culpa ou dolo. Basta a ocorrência do dano
e do nexo de causalidade — comprovar que a causa foi o trabalho — para
surgir o dever de indenizar.
No entanto, em recente decisão, o Tribunal Regional do Trabalho
da 15ª Região (Campinas) julgou improcedente o pedido de
indenização por acidente de trabalho, em processo movido
por familiares de um mecânico, que faleceu em um acidente quando
desempenhava suas atividades dentro da empresa, modificando o entendimento
adotado pelo juízo de primeiro grau.
Isso porque, de forma oposta à maioria, a decisão do
TRT-15 enfatiza os quatro pressupostos fundamentais da responsabilidade
civil: ação ou omissão, culpa ou dolo do agente,
relação de causalidade e o dano experimentado pela vítima,
aderindo à teoria da responsabilidade subjetiva. Ou seja, no
entendimento a decisão não foi tomada sem avaliar cautelosamente
todos esses elementos.
Para o juiz relator do caso, o desembargador Eurico Cruz Neto, “a
culpa é elemento indispensável à condenação
da reclamada ao pagamento da indenização pretendida por
seus familiares”. Nesse sentido, o artigo 186 do Código
Civil estabelece que “aquele que, por ação ou omissão
voluntária, negligência ou imprudência, violar direito
e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato
ilícito”.
Longe de se ter um entendimento pacífico na doutrina e na jurisprudência, é certo
que existe uma enorme tendência do Judiciário em responsabilizar
o empregador no caso de infortúnio com seu empregado, independentemente
da apuração de dolo ou culpa.
A maioria das decisões dos tribunais está amparada no
artigo 927, parágrafo único, do Código Civil,
que estabelece que “haverá obrigação de
reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados
em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do
dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem”.
No entanto, como bem enfatizado pela decisão, o perigo de uma
análise distorcida acerca do acidente do trabalho pelo Judiciário
pode levar a uma grande injustiça com a empresa, caso ela tenha
tomado todas as precauções para evitar o fato.
Nas palavras do magistrado: “Daí, vem certo cidadão
na contramão de todas as providências corretas tomadas
por essa empresa, contrário a todas as regras do bom senso.
Acreditando que nada irá lhe acontecer, num impulso de curiosidade
ou simplesmente por pressa em terminar seu serviço, comete um
ato eivado de negligência, imprudência ou imperícia
que culmina num grave acidente que lhe traz conseqüências
com seqüelas irreparáveis ou, na pior das hipóteses,
o levam à morte”.
A essa tendência jurisprudencial é somado o princípio
da eqüidade, pelo qual o empregador, obtendo lucro pelo trabalho
prestado pelo empregado, deve responder, independentemente de culpa
ou dolo, pelo risco do seu negócio.
Essa tendência leva as empresas a estarem mais atentas em relação à saúde
e segurança no ambiente de trabalho.
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Revista Consultor Jurídico,
8 de março de 2008
Seara Alimentos é obrigada
a conceder intervalos a trabalhadores
O Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região (Mato Grosso
do Sul) julgou procedente o recurso apresentado pelo procurador do Trabalho
do Ofício de Dourados (MS), Hiran Sebastião Meneghelli
Filho, em ação civil pública contra a empresa Seara
Alimentos.
A ação foi ajuizada em 2006 em virtude do descumprimento,
pela empresa, do artigo 253 da Consolidação das Leis
do Trabalho, que trata dos intervalos de jornada garantidos aos empregados
que executam serviços frigoríficos e de digitação.
De acordo com a CLT, a cada uma hora e 20 minutos de jornada contínua
deve ser concedido intervalo de 20 minutos a todos os empregados que
trabalham no interior de câmaras frigoríficas e que movimentam
mercadorias do ambiente quente ou normal para o frio e vice-versa e,
ainda, a todos os que trabalham em ambiente artificialmente frio.
Aos empregados que trabalham em serviços permanentes de digitação,
a legislação determina repouso de dez minutos a cada
90 minutos trabalhados. Todos os intervalos estavam sendo descumpridos
pela Seara Alimentos, segundo o MPT.
A unidade de Dourados possui 2.120 funcionários e é uma
das fábricas responsáveis pela linha de produtos suínos
da Seara Alimentos. Cerca de 1.988 trabalhadores serão beneficiados
com a decisão judicial.
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