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UOL ECONOMIA, 10 de março
de 2008
Cresce trabalho em condições
precárias na América Latina, diz OIT
SÃO PAULO - Na última
década, o Brasil fugiu à tendência de precarização
do trabalho registrada na América Latina e Caribe e aproximou-se
mais da tendência global de melhoria nas relações
de trabalho. Levantamento da Organização Internacional
do Trabalho (OIT) revela que a América Latina foi a única
região do mundo em que cresceu a participação de
pessoas trabalhando em condições precárias entre
1997 e 2007.
De acordo com o estudo, 32,7%
dos homens empregados na região trabalham sob condições " vulneráveis " em
2007. Dez anos antes, o percentual era de 30,1%. O índice de mulheres
empregadas sob condições precárias também
aumentou, ficando em 33,5% no ano passado, ante 32,1% em 1997.
A organização não
divulgou dados sobre o Brasil. De acordo com o Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), entre
1998 e 2007 a participação média de trabalhadores
sem carteira assinada nas capitais regrediu de 38,9% para 35,1%. " Tivemos
até 2003 um aumento na precarização do trabalho
no Brasil, com queda de salário real médio e redução
das contratações em carteira. Mas desde 2004 houve uma
reversão do quadro " , afirmou Clemente Ganz Lucio, diretor
técnico do Dieese.
No mundo, a participação
de homens em condições vulneráveis de trabalho baixou
de 56,1% para 51,7% e a participação de mulheres sob as
mesmas condições baixou de 50,7% para 48,7%. Em entrevista
por telefone, Theodor Sparreboom, economista da OIT, considerou positivo
o fato de o nível de precarização na América
Latina ter ficado abaixo da média global. Para o economista, o
aumento da contratação de pessoas sob condições
vulneráveis é reflexo da baixa produtividade na América
Latina.
" Nos últimos dez
anos, a produtividade na região só cresceu 0,6% por ano,
abaixo da média global. Falta dinamismo na economia e é difícil
mudar o perfil de emprego para tipos mais produtivos e menos vulneráveis " ,
afirmou. Ele observa que os países da Ásia, especialmente
a China, têm altos índices de emprego sob condições
precárias - que variam de 52,3% a 84,2% da mão-de-obra
total empregada - e também apresentam baixos índices de
produtividade.
Para o economista, o crescimento
da China como competidor internacional mantendo empregados em condições
vulneráveis de trabalho preocupa, mas não deve se manter
ao longo da década. " Se existe uma relação
sustentável entre empregados e empregadores é mais fácil
para empresas investirem. O crescimento onde não se aumenta o
número de empregados, não se formam pessoas, não é uma
via sustentável no longo prazo " , afirmou.
Sparreboom acredita que, nos
próximos anos, a América Latina acompanhará as demais
regiões e reduzirá o número de contratados sob condições
precárias. " Os investimentos em formação têm
crescido, sobretudo no Brasil. A tendência é de melhora. "
(Cibelle Bouças | Valor Econômico)
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ESTADÃO.COM/ SÃO PAULO, 10 de
março de 2008 | Economia
Produção industrial
cresce em todas as regiões em janeiro
A exceção foi o Estado do
Ceará, onde a produção industrial têxtil
apresentou queda de 37,6%
Jacqueline Farid, da Agência Estado
SÃO PAULO - Em janeiro, a produção industrial cresceu
em todas as 14 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), exceto no Ceará, onde a indústria
registrou queda de 2,3%, na comparação com o mesmo mês
do ano anterior. Naquele Estado, o desempenho industrial foi influenciado pelo
baixo resultado da indústria têxtil, que apresentou queda de 37,6%.
De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 10, entre as áreas
com taxas positivas, seis destacaram-se com avanços de dois dígitos:
Paraná (19,7%), Amazonas (17,9%), Pernambuco (12,6%), São Paulo
(12,5%), Espírito Santo (12,1%) e Minas Gerais (10,2%). Rio Grande do
Sul registrou 9,0% e ficou também acima da média nacional (8,5%).
Com resultados positivos, porém abaixo do crescimento do País,
encontram-se: Pará (6,6%), Rio de Janeiro (5,1%), Goiás (3,8%),
região Nordeste (3,7%), Santa Catarina (3,0%) e Bahia (0,5%).
Em relação a dezembro de 2007, 11 dos 14 locais pesquisados tiveram
expansão na produção industrial em janeiro. Os destaques
nessa comparação foram o Paraná (6,5%) e o Amazonas (5,7%).
As indústrias de São Paulo (3,4%) e do Rio Grande do Sul (2,0%)
também ficaram acima da média nacional (1,8%). Os estados do
Pará (1,7%), Minas Gerais (1,3%) e Bahia (0,4%) cresceram abaixo da
média nacional. Por outro lado, Ceará (-3,2%), Espírito
Santo (-2,7%) e região Nordeste (-0,8%) mostraram recuo entre os dois
meses.
São Paulo
A produção industrial de São Paulo acumula alta de 6,9%
em 12 meses. O Estado de São Paulo responde por cerca de 40% da produção
nacional. Segundo o IBGE, em janeiro, na comparação com igual
mês do ano passado, 16 dos 20 segmentos pesquisados contribuíram
positivamente para este movimento no Estado, com veículos automotores
(30%), produtos químicos (22,6%), indústria farmacêutica
(33,5%), material eletrônico e equipamentos de comunicações
(25,4%) e máquinas e equipamentos (10,7%) exercendo os principais impactos.
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DIAP, 10 de março de 2008
Os encargos trabalhistas
Por: Luís Nassif*
Ainda está vaga a proposta de mudança nas relações
trabalhistas no país. Recentemente, a Secretaria Especial de Ações
de Longo Prazo reuniu-se com centrais sindicais para discutir um novo modelo.
Resultou o documento reservado “Diretrizes de um acordo a respeito da
reconstrução das relações entre o trabalho e o
capital no Brasil”.
As discussões ocorreram em setembro de 2007, envolvendo as cinco principais
centrais sindicais do país à época (CUT, Força
Sindical, UGT, CGTB e Nova Central). A idéia não foi buscar a
unanimidade, mas uma convergência preponderante de opiniões.
Inicialmente, foram definidos três temas centrais de discussão:
redução da informalidade, reversão da queda da participação
dos salários na renda nacional e reforma do regime sindical.
O desafio central será fugir da armadilha atual, de um mundo que se
divide entre economistas de trabalho barato e economias de tecnologia e produtividade
elevadas. Não se pode pretender ser uma China com menos gente. O objetivo é que
o motor do crescimento seja a própria dinâmica da ampliação
das oportunidades para trabalhar, produzir e aprender.
Nenhum dos discursos atuais atende a essas premissas. Nem o da “flexibilização” das
relações trabalhistas; nem a defesa renhida da CLT (Consolidação
das Leis Trabalhistas). O desafio consiste em descobrir como elevar o nível
dos assalariados que estão fora dos setores intensivos em capital sem
minar a posição dos que estão dentro.
A informalidade do trabalho é uma das calamidades brasileiras. Estima-se
em 60% da população economicamente ativa. Para combater a informalidade,
sugere-se:
1. Combater agressivamente as fraudes.
2. Utilizar a política econômica e a desoneração
da folha de salários.
Aí se entra no fortalecimento dos pequenos e micro-empresários,
abordado na coluna de ontem.
Quanto à folha salarial, suporta três camadas de ônus. A
primeira camada é dos penduricalhos”, sistema S e o salário
educação. Houve consenso de que esses acessórios devem
ser financiados – quando esse financiamento se justificar – pelos
impostos gerais, deixando de incidir sobre a folha.
A terceira é a dos benefícios diretos ao trabalhador e é considerada
um “quase salário”. Nas discussões prevaleceu a idéia
de que deveriam permanecer, ao menos por enquanto.
A discussão ficou na segunda camada, da contribuição patronal.
Como reduzir a alíquota sem afetar a receita da Previdência. E
como reduzir a distorção de as empresas de capital intensivo
pagarem menos do que as de mão-de-obra intensiva.
Chegou-se a mencionar a CPMF como alternativa. Com o fim da CPMF, restaram
duas alternativas: um imposto geral sobre transações financeiras,
de alíquota única; ou um imposto sobre valor agregado – caso
passe a proposta de reforma tributária.
Em relação aos terceirizados, o grupo propôs a criação
de um estatuto próprio. Para o topo da pirâmide, a proposta é de
participação nos lucros ou resultados das empresas. E abertura
da contabilidade das empresas aos trabalhadores.
O documento está servindo de parâmetro para a reforma tributária
do governo
A proposta do governo - 1
O líder do governo no Senado Federal, Romero Jucá, reafirmou
a intenção do governo de desonerar a folha salarial. Segundo
ele, a desoneração da folha virá por meio de projeto de
lei em regime de urgência - que tramitará em paralelo à reforma
tributária.
A proposta inicial do governo foi reduzir a alíquota patronal de 20%
para 14% entre 2010 e 2016. Mas provocou muita resistência. A idéia
será mudar a base de cálculo.
A proposta do governo – 2
Seguindo os rumos traçados pelo documento da Secretaria de Longo Prazo,
a idéia será que a alíquota incida sobre o valor adicionado
das empresas. “Valor adicionado” é a diferença entre
o valor de venda do produto e a soma dos insumos utilizados.
Uma proposta de incidir sobre os lucros foi rejeitada pelos trabalhadores,
pela dificuldade de se aferir corretamente o lucro. O formato final obviamente
dependerá do Congresso.
(*) Jornalista econômico;
fonte: Blog do Nassif
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AGÊNCIA CÂMARA,
10 de março de 2008
A semana
Câmara decide se mantém
contribuição sindical obrigatória
O reconhecimento das centrais sindicais como entidades representativas de trabalhadores é o
destaque do Plenário na pauta que começa a ser discutida nesta
terça-feira (11). Os deputados devem votar as emendas do Senado ao Projeto
de Lei 1990/07, do Poder Executivo, que tramita com urgência constitucional
e tranca os trabalhos juntamente com a Medida Provisória 404/07.
A principal mudança feita
pelas seis emendas dos senadores exclui a exigência de o trabalhador
autorizar o desconto da contribuição sindical obrigatória
em folha de pagamento, como fora aprovado pela Câmara na primeira
passagem do projeto pela Casa.
Essa exclusão proposta
pelo Senado foi possível graças a um acordo pelo qual o
governo se comprometeu a enviar outro projeto de lei ao Congresso para
tratar das contribuições cobradas atualmente dos trabalhadores
para financiar o movimento sindical.
O novo projeto deve propor uma
forma de unificar ao máximo as diversas contribuições
pagas: o imposto sindical (equivalente a um dia de trabalho por ano),
a contribuição sindical (cobrada em dissídios),
a contribuição confederativa mensal e a mensalidade do
sindicato. O valor único teria ainda um teto.
Previdência
Antes de discutirem o PL 1990/07, os deputados têm de votar a Medida
Provisória 404/07, que amplia de cinco para dez o número de dias
de pagamento, na rede bancária, dos benefícios da Previdência
Social de até um salário mínimo. O objetivo é evitar
filas de aposentados e pensionistas.
Antes da edição
da MP, todos os benefícios eram pagos do primeiro ao quinto dia útil
do mês seguinte ao de sua competência. Permanecem nessa regra
os benefícios de valor acima de um salário mínimo.
Com a nova sistemática,
vigente desde dezembro de 2007, quem tem direito a benefício mensal
de um salário poderá recebê-lo entre o quinto dia útil
que anteceder o fim do mês de sua competência e o quinto
dia útil do mês subseqüente. Entretanto, o total de
beneficiários será distribuído proporcionalmente
entre todos os dias de pagamento.
Paraguai
Outro item que tranca a pauta é o Projeto de Lei 2105/07, que cria o
Regime de Tributação Unificada (RTU) para a importação
de mercadorias do Paraguai por via terrestre. O projeto tramita em conjunto
com o PL 1179/07, do deputado Rodovalho (DEM-DF), e permite o uso do novo regime
pelos micro e pequenos empresários participantes do Simples Nacional
(Supersimples), estipulando alíquota de 42,25% sobre o valor da compra.
O PL 1650/07 também tranca
os trabalhos e prevê incidência das mesmas alíquotas
do Imposto de Renda de pessoa física para os ganhos de transportador
autônomo do Paraguai que preste serviços a operadora brasileira
de transporte rodoviário internacional de carga.
Crédito
extraordinário
Se o Plenário liberar a pauta, poderá votar outros projetos,
mas as sessões devem ter horários compatíveis com a do
Congresso Nacional destinada à votação do Projeto de Lei
Orçamentária de 2008 (PLOA 2008).
Constam ainda na pauta da Câmara
duas outras medidas provisórias (405/07 e 406/07) que passarão
a trancar os trabalhos nos dias 15 e 18, respectivamente. A MP 405/07
concede crédito extraordinário de R$ 5,44 bilhões
a 20 ministérios, à Presidência da República,
e à Justiça Eleitoral.
Já a MP 406/07 abre crédito
extraordinário de R$ 1,25 bilhão a vários ministérios
e à Presidência da República. No âmbito do
Ministério das Cidades, R$ 500 milhões são transferidos
ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) para permitir a contratação
de novas operações de arrendamento habitacional a famílias
de baixa renda, dentro da meta de R$ 3 bilhões até 2010.
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G1, 10 de março de
2008 | Mercado de Trabalho
De cada 15 pessoas que procuraram emprego
em 2007, 14 conseguiram
Segundo Max Gehringer, situação
atual é a melhor dos últimos anos. | Ele faz quatro
recomendações para quem busca trabalho.
Do G1, em São Paulo, com informações
do Fantástico
Para quem está procurando emprego, as horas passam devagar e as semanas
passam depressa. Mas, no Brasil, atualmente, existem duas situações
contraditórias. Tem gente que está procurando emprego e não
acha. E tem empresas querendo contratar, mas não encontram os candidatos
certos.
Porém, no geral, as notícias
são positivas. De cada 15 pessoas que procuraram emprego em 2007,
14 conseguiram. Logo, quem está na luta não deve desanimar.
Existe emprego e todas as pesquisas recentes mostram isso.
Mas estamos falando da quantidade
de vagas, e não da qualidade delas. Existem duas coisas que essas
pesquisas não mostram.
A primeira é o grau de
satisfação de quem está empregado. Com a função,
o ambiente da empresa, as possibilidades de carreira, o mau humor do
chefe, ou com o café que não tem cheiro nem gosto. E a
segunda coisa é que muitos profissionais não estão
atuando na área em que se formaram. É aquela dúvida
entre aceitar o que aparece ou esperar pelo emprego perfeito.
Candidato
x entrevistador
Apenas como mera sugestão, vou inserir um par de diálogos para
serem aproveitados, corrigidos ou descartados. Este é o primeiro. Um
candidato e um entrevistador.
Entrevistador: Por
que você acha que é o candidato adequado para esta vaga?
Candidato: Bom, veja bem. Eu sou formado em Psicotecnologia,
pós-graduado em Administração Atômica, com mestrado
em Ciências Monoperiféricas e doutorado em Energização
Esquizossomática.
Entrevistador: Mas
nós estamos procurando um auxiliar de atendimento ao cliente.
Candidato: Nesse caso, eu também tenho PhD em Relações
Internacionais.
Segunda sugestão. Candidato
e Entrevistador.
Candidato: Estou
aqui para a vaga de assistente do assessor do auxiliar do subchefe.
Entrevistador: Mas o que é isso? Temos uma vaga muito
melhor, de gerente.
Candidato: Gerente?
Mas eu não tenho estudo.
Entrevistador: Estudo, pra que estudo? O que interessa é a
experiência.
Candidato: Mas
eu também não tenho experiência em ser gerente.
Entrevistador: Mas terá. Em uma semana você aprende
tudo.
Candidato: Que
maravilha!
Entrevistador: Qual é a sua pretensão
salarial?
Candidato: Sei
lá, tipo assim, uns R$ 700.
Entrevistador: Que é isso, meu amigo? Pense
grande. Vamos começar com R$ 5 mil.
Candidato: R$
5 mil?
Entrevistador: US$ 5 mil. Mais carro do ano e mordomias
aos montes!
Candidato: E
quais serão as minhas obrigações?
Entrevistador: Nem me fale essa palavra que me dá arrepios.
Aqui ninguém é obrigado a nada. Você faz o que
acha que deve fazer.
Candidato: Mas
e se eu não for bem? Porque, sinceramente, eu não entendo
nada de nada.
Entrevistador: Bom, aí, você já está demonstrando
que pode ser rapidamente promovido a diretor.
Evidentemente, o emprego perfeito
não existe. Mas a situação atual, embora não
seja a ideal, é a melhor dos últimos anos. Pensando num
futuro bem próximo, quando as boas vagas estarão ainda
mais disputadas, aqui vão quatro recomendações.
Primeira - Quem é jovem
não deve esperar muito para conseguir o primeiro emprego. O ideal é começar
a trabalhar entre os 18 e os 20 anos. As empresas dão preferência à combinação
de escolaridade com experiência prática.
Segunda - Se não houver
uma vaga na área que você deseja, não fique parado. É melhor
aceitar uma oportunidade razoável que aparece, do que ficar esperando
pela vaga perfeita. No mercado de trabalho, quem espera sempre cansa.
Terceira - Estude. Não
importa se você tem 20 ou 40 anos. Um curso superior já foi
um diferencial. Atualmente, passou a ser um pré-requisito. Um
diploma que parece não fazer falta hoje, fará muita falta
amanhã.
Quarta - Acerte no curso. Uma
coisa é o que a pessoa gostaria de estudar. Outra coisa é saber
se vão existir oportunidades naquela área. Uma das maiores
consultorias de recrutamento do Brasil informou que, no ano de 2007,
para as vagas que exigem curso superior, os profissionais mais procurados
foram os formados em Engenharia, Administração de Empresas
e Informática.
Por isso, antes de optar por
um curso que tem um nome bonito e atrativo, dê uma pesquisada,
para saber qual é o tamanho do mercado para aquela profissão.
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INFONET, 10 de março
de 2008 | Economia
Trabalhadores defendem redução
da jornada de trabalho
Sindicatos e trabalhadores estiveram reunidos
para discutir projeto de redução da jornada de trabalho
Várias centrais sindicais e sindicatos
participaram nesta segunda-feira, 10, de um debate sobre a redução
da jornada de trabalho. Os palestrantes mostraram as vantagens que
trabalhadores terão caso um projeto de emenda constitucional,
que reduz a jornada para 40 horas semanais, seja aprovado no Congresso
Nacional.
Expedito Solaney, secretário
nacional de Políticas Sociais da CUT, explicou que existem inúmeros
projetos sobre o assunto tramitando tanto na Câmara como no Senado. “Nós
achamos que melhor atende às nossas reivindicações é a
emenda 393 de 2001”, disse. As centrais estão iniciando
uma campanha que visa reunir um milhão de assinaturas defendendo
a redução. O abaixo-assinado deve ser entregue aos presidentes
das casas legislativas nacionais no dia 1º de maio.
Eles defendem que a redução
para 40 horas poderá gerar 2,2 milhões de empregos no país,
além de trazer maior qualidade de vida e possibilidade de qualificação
profissional. O economista Luis Moura, um dos palestrantes, afirmou que
com a redução podem ser criados 20 mil postos de trabalho
só em Sergipe.
“Os salários
dos novos empregados teria um custo para os empresários de 1,99%”,
explicou. Moura defendeu ainda que é necessário coibir
as horas extras em excesso. “Em 2006, os trabalhadores brasileiros
fizeram 56 milhões de horas extras”, complementou. Em
seus cálculos, se outros trabalhadores fossem contratados para
realizar esses serviços, seriam criados mais de um milhão
de novos postos.
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CONSULTOR JURÍDICO,
10 de março de 2008
Débito trabalhista
Hospital pode quitar dívida
com precatórios diz TST
O Hospital de Clínicas de Porto Alegre, mesmo constituído como
personalidade jurídica de direito privado, tem direito a benefícios
concedidos às pessoas jurídicas de direito público. O
entendimento é do ministro Lélio Bentes Corrêa. O ministro
reformou decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região
(RS) e assegurou ao Hospital o direito de quitar seus débitos com precatórios.
Para o relator, os bens do Hospital são impenhoráveis.
A ação teve origem
na reclamação trabalhista de uma técnica de enfermagem
contratada em fevereiro de 1985 e demitida sem justa causa em janeiro
de 1999, sob a alegação de “desobediência por
não pedir demissão do emprego”. Ela argumentou que
foi coagida a se demitir por causa dos dois empregos públicos
e teria de optar por um deles. Pediu a reintegração no
emprego ou o pagamento das parcelas rescisórias decorrentes da
dispensa imotivada. A 8ª Vara do Trabalho de Porto Alegre negou
a reintegração e acolheu parcialmente os demais pedidos.
O hospital recorreu da decisão
no TRT. Como não conseguiu quitar os débitos pela forma
de precatórios, desta vez recorreu ao TST. Sustentou que, tendo
em vista a natureza pública dos serviços que oferece à população,
tem o direito de utilizá-los.
Para o ministro Lelio Bentes,
a Lei 5.604/70, que instituiu o Hospital de Clínicas, “assegura,
em seu artigo 15, a impenhorabilidade de seus bens, serviços e
rendas”. Em decorrência, os débitos da empresa sujeitam-se
ao regime de precatórios, “porquanto é inviável
a constrição de seu patrimônio”.
De acordo com o ministro, a empresa
não explora atividade econômica. Ela presta serviço
público essencial à população. Ele esclareceu
que a situação do Hospital de Clínicas é similar à da
Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos — ECT, “que
teve judicialmente reconhecida a impenhorabilidade de seus bens e a submissão
de seus débitos ao regime dos precatórios”.
A impenhorabilidade dos bens
hospital, afirmou o relator, se justifica “no princípio
basilar da continuidade na prestação dos serviços
públicos”, uma vez que a constrição forçada
dos seus bens poderia inviabilizar suas atividades.
Acrescentou que, recentemente,
a 1ª Turma, ao julgar outras ações do referido hospital,
adotou posição idêntica, de sujeitar os seus débitos
judiciais ao regime de precatórios.
O relator decidiu anular a execução
direta, bem como todos os atos praticados visando à constrição
dos bens. Ele determinou o retorno do processo ao Juízo de origem, “para
que prossiga na execução, como entender de direito, observado
o regime dos precatórios a que alude o artigo 100 da Constituição
da República, e as formalidades previstas no artigo 730 do Código
de Processo Civil”. O relator foi acompanhado pelos demais ministros
da 1ª Turma.
RR-647/1999-008-04-00.4
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
10/03/2008
Justiça do Trabalho recomenda à OAB
apurar infração ética de advogado
O objetivo era acelerar o julgamento
do processo de sua cliente. No entanto, o Tribunal Regional do Trabalho
da 2ª Região (SP) deu uma decisão totalmente diferente
e mandou expedir ofício à OAB regional comunicando possível
falta ética. O advogado recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho
alegando ter sido humilhado e que cometeu apenas erro de digitação
ao afirmar tratar-se a reclamante de empregada aposentada, quando, na
verdade, não é. A Primeira Turma do TST negou provimento
ao agravo de instrumento, mantendo a decisão de origem.
Após ter sido demitida
da Fundação para o Desenvolvimento da Educação – FDE,
na capital paulista, ex-funcionária ajuizou ação
trabalhista em setembro de 1999, argumentando gozar da estabilidade no
serviço público prevista no artigo 19 do ADCT e pleiteando
reintegração. Seu advogado requereu antecipação
do julgamento e, para justificar, afirmou que a trabalhadora era aposentada,
já com idade avançada, e necessitava que o julgamento fosse
dado com mais urgência.
A 65ª Vara do Trabalho de
São Paulo julgou improcedente o pedido de reintegração,
inclusive devido à informação de que a trabalhadora
era aposentada, pois a aposentadoria, segundo a juíza, põe
fim ao contrato de trabalho, e isso torna incompatível a solicitação
da empregada. O advogado recorreu ao TRT. Na decisão, o Regional
manteve a improcedência da ação e verificou problemas
nas informações prestadas.
Por essa razão, o TRT/SP
determinou a expedição de ofício à OAB, para
que tomasse as providências cabíveis. O acórdão
regional registrou que, “a despeito da possibilidade de confusão
do advogado sobre estar ou não sua cliente aposentada, a afirmação
de que ela contava com ‘idade avançada’ é absolutamente
injustificável”, pois, na petição inicial,
a data de nascimento da recorrente é 13/04/1957. O Regional destacou: ”Tal
procedimento, além de ser indiciário da falta de lealdade
processual a que se obriga o advogado, colocou em risco o próprio
direito da constituinte, na medida em que a informação
falsa do advogado contribuiu para a decisão desfavorável
de primeira instância”.
No recurso ao TST, para se defender
e impedir a expedição do ofício, o advogado invocou
os artigos 170, 174 e 142 do Código Civil. Segundo o relator do
agravo de instrumento, ministro Vieira de Mello Filho, os artigos indicados
não guardam nenhuma relação com a situação.
E conclui: “É evidente que a questão ética
não se resolve com a análise de dispositivos do Código
Civil direcionados aos negócios jurídicos que resultam
do acordo de vontade entre partes”.
O processo
A trabalhadora queria o reconhecimento
da estabilidade prevista no artigo 19 do ADCT por ter sido contratada
pela Conesp – Companhia de Construções Escolares
do Estado de São Paulo entre 01/09/77 e 01/02/88 e pela Fundação
para o Desenvolvimento da Educação – FDE entre 01/02/88
e 01/06/99. O pedido foi considerado improcedente pela Justiça
do Trabalho porque a primeira empresa tinha natureza jurídica
de sociedade de economia mista.
Ao apreciar o pedido de reintegração
da empregada à fundação pública estadual
(FDE), o ministro Vieira de Mello Filho julgou não ter ocorrido,
na decisão das instâncias anteriores, ofensa ao art. 19
do ADCT, que exige tempo de serviço mínimo de cinco anos à época
da Carta de 1988, prestado em órgãos da administração
direta, autarquias e fundações públicas. (AIRR-2717/1999-065-02-40.9)
(Lourdes Tavares)
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Folha de São Paulo, 10 de março
de 2008
FERNANDO DE BARROS E SILVA
Farsa sindical
SÃO PAULO - "Não estou à venda." A frase aparece
quatro vezes na boca de Paulinho, o presidente da Força Sindical, durante
uma entrevista à Folha em 2004. O então candidato à prefeitura
tratava de insistir que nem Serra nem Marta conseguiriam comprar seu apoio.
Na mesma entrevista, Paulo Pereira da Silva, eleito deputado dois anos depois,
repetia outras três vezes: "Deputado eu não vou ser. Não
saí [a prefeito] para ser candidato a deputado". Com a licença
de Caetano Veloso: como pode querer que o político vá viver sem
mentir?
" Não estou à venda." Freud (não o "aloprado" de
Lula, o outro) talvez explique a repetição obsessiva da frase.
O fato é que Paulinho terminou aquela campanha municipal nos braços
de Serra, o eleito.
Dois anos antes, vice de Ciro Gomes na disputa presidencial, o sindicalista
era adversário mortal do tucano e havia apoiado Lula no segundo turno.
Em 98, estava engajado na coordenação da campanha de Fernando
Henrique à reeleição.
Essa tem sido a regra: Paulinho não está à venda, mas
sempre acaba ao lado dos vitoriosos, não importa se tucano, petista
ou tucano de novo. Ele não tem restrições partidárias,
ideologia, idéias ou ideais; tem interesses. Seu negócio é o
Estado.
" Sindicalismo de resultados" é um slogan propagandístico
que não deixa de exprimir o que é a Força Sindical. Seu
segredo reside na associação da velha cultura pelega e clientelista
com técnicas de aliciamento e entretenimento importadas do showbizz. Com
uma mão, se beneficia de convênios "republicanos" com
o Estado; com a outra, distribui brindes às massas.
A central presidida por Paulinho mistura política retrógrada
com a negação da política.
Este pequeno Lula paraguaio agora anuncia entre palavrões que vai entupir
o Judiciário de ações contra jornalistas da Folha. Ameaça
imitar os fiéis seguidores de Edir Macedo e nem sequer disfarça
que pretende recorrer a chicanas com o intuito de intimidar a imprensa. Pobre
deputado, pensa que os outros estão à venda.
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Gazeta do Povo, 10 de março
de 2008
ECONOMIA | IMPOSTO DE RENDA
Dedução do INSS só leva
em conta salário mínimo nacional
Receita permite deduzir contribuições
feitas para empregados domésticos
por CINTHIA SCHEFFER

Embora o Paraná tenha um salário mínimo maior que o do
resto do país, na hora de fazer as deduções do Imposto
de Renda 2008, o contribuinte deve levar em conta o piso nacional, que era
de R$ 380 em 2007. O mínimo paranaense, por sua vez, variou entre R$
462 e R$ 475,20 no ano passado. Assim, o limite máximo para desconto
do valor pago como benefício de INSS ao empregado doméstico para
os contribuintes do estado é o mesmo do restante do Brasil: R$ 593,60. “O
cálculo é feito pelo mínimo nacional. O próprio
sistema não aceita uma dedução maior”, explica o
delegado da Receita Federal em Curitiba, Vergílio Concetta.
A possibilidade de dedução do valor pago como contribuição
previdenciária ao empregado doméstico teve início no ano
passado e segue valendo para o ajuste do IRPF 2008. Para utilizar o benefício,
o contribuinte deve informar o número de inscrição do
trabalhador (NIT) na Previdência Social, o nome do empregado doméstico – que
deve ser registrado legalmente – e o valor pago. Mas a dedução é limitada
a apenas um trabalhador por contribuinte.
O teto apresentado pela Receita
Federal leva em conta o pagamento de 12% (parte patronal do INSS) sobre
um salário mínimo mensal a partir de dezembro de 2006 (já que
o INSS é recolhido em janeiro do ano seguinte), até novembro
de 2007. Ou seja, R$ 350 até março de 2007 e R$ 380 até novembro. “Soma-se
ainda o 13.º salário e o abono de férias”, explica
o presidente do Portal Doméstica Legal, Mário Avelino.
Para a Receita Federal, é considerado empregado doméstico quem
presta serviços de natureza contínua e de finalidade não-lucrativa
no âmbito residencial.
Vale lembrar que a dedução
só é possível para quem usa o modelo completo de
declaração de Imposto de Renda. Para quem tem mais de um
empregado e quer aproveitar melhor o benefício, Avelino sugere
que cada empregado seja registrado no nome de uma das pessoas do casal,
por exemplo. “Se houver mais de um declarante na família,
será possível que cada um inclua um empregado na sua declaração.”
No Brasil todo, a estimativa
do Empregada Legal é de que existam 600 mil empregados domésticos
registrados formalmente. Com isso, devem ser deduzidos por seus empregadores
cerca de R$ 365 milhões. No Paraná o total é de
R$ 20,2 milhões, referentes a 34 mil empregados domésticos.
A entrega começou
da declaração de IRPF 2008 (ano-base 2007) começou
no dia 3 de março e termina em 30 de abril. Deve declarar quem
teve em 2007 rendimentos tributáveis superiores a R$ 15.764,28
no ano passado. A expectativa da Receita Federal é de receber
24,5 milhões de declarações este ano. O programa
para preenchimento e envio da declaração já está disponível
no site da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br)

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Gazeta do Povo, 10 de março
de 2008
ECONOMIA | CUIDADO
Contribuinte pode perder R$ 15,20
por CINTHIA SCHEFFER
Um situação bastante específica,
mas possível, pode fazer com que o contribuinte “perca” R$
15,20 na hora de fazer a dedução do valor referente
ao INSS pago ao seu empregado doméstico. A diferença
ocorre quando o empregado doméstico tirou duas férias
ao longo do ano, explica o presidente do portal Doméstica
Legal, Mário Avelino. Isso porque o teto da dedução
estipulado pela Receita Federal só considera o pagamento de
um adicional de férias (que, por lei, equivale a 1/3 do salário)
ao longo do ano. “Dependendo do ano em que foi contratado,
o empregado pode não ter tirado férias em 2006 mas,
em contrapartida, teve dois meses de descanso no ano passado. O contratante,
nesse caso, não vai ter toda a dedução”,
diz Avelino. “A Receita está desconsiderando essa hipótese.”
Apesar de o valor ser pequeno,
o presidente do portal diz que se trata de um direito do contribuinte. “Nós
comunicamos a Receita antes do início do prazo de declaração.
Mas nada foi feito. Agora, a única saída é que o
Ministério Público exija uma mudança no programa.”
O delegado da Receita no
Paraná, Vergílio Concetta, reconhece que existe a diferença,
mas garante que o programa não será alterado. “Efetivamente
o contribuinte pode ter esse prejuízo. Mas ele é pequeno.”
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FOLHA
DE LONDRINA, 10 de março de 2008 | Economia
Avanço nos investimentos será destaque
no PIB
Juros em queda, crescimento no consumo e estabilidade
econômica concedem mais 'confiança' ao País, avaliam
analistas
Arquivo FOLHA

Para atender a demanda da produção de carros
montadora investirá R$ 350 mi em nova fábrica de motores
Rio de Janeiro - Os investimentos no Brasil deverão crescer três
anos seguidos com marcas de dois dígitos pela primeira vez na série
histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), iniciada em 1997. Projeções de mercado indicam que os
investimentos se expandiram perto dos 13% no ano passado e avançarão
10% este ano, mesma taxa de 2006.
O forte avanço dos investimentos
será um dos principais destaques da divulgação
do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, na quarta-feira, junto com
o desempenho do consumo das famílias. No mercado, as estimativas
apontam para um crescimento do PIB entre 5% e 5,5%. As projeções
de avanço dos investimentos oscilam entre 12% e 13%. ''As indicações
são de que houve aceleração dos investimentos
na segunda metade do ano passado. O padrão de crescimento mudou'',
afirma o economista-chefe do ABN Amro para a América Latina,
Alexandre Schwartsman.
O ex-diretor do Banco Central
(BC) explica que o País era instável no passado, o que
gerava dúvidas para o empresário na hora de investir.
''O Brasil está colhendo os dividendos da estabilidade'', diz
Schwartsman.
''Há maior confiança
no País, é o que explica o boom de investimento'', concorda
o economista sênior para a América Latina do WestLB, Roberto
Padovani. De forma geral, os principais motivos do avanço do
investimento são juros em queda, apreciação cambial
barateando a importação de bens de capital, desenvolvimento
do mercado de capitais e a sensação de que a economia
está mais segura.
Padovani avalia que o aumento
da renda e o crescimento do crédito na economia estão
elevando a capacidade de compra da população. ''O consumo
vem crescendo a um ritmo muito forte. E como vem forte, traz na esteira
investimentos elevados.'' Para ele, o avanço dos investimentos
na casa dos dois dígitos abre espaço para o crescimento
sustentável. ''É um sinal forte de que a gente pode continuar
crescendo.''
Na sexta-feira, em um evento
no Rio, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, comentou que os investimentos
no Brasil devem ter crescido 13% em 2007. ''Os investimentos estão
crescendo ainda de forma mais expressiva do que o PIB e o consumo'',
afirmou.
Os dados das consultas do BNDES
mostram que esse crescimento está espalhado por vários
setores. ''Isso é uma garantia maior de reprodução
do crescimento'', diz o consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento
Industrial (Iedi), Julio Gomes de Almeida.
Mercado interno
Grandes investimentos estão
sendo realizados, de olho principalmente no mercado interno. É o
caso da EMS, maior laboratório nacional, que investiu R$ 100
milhões para elevar a capacidade de produção em
64% no ano passado, de 220 milhões de unidades para 360 milhões
de unidades ao ano. A diretora de Relações Externas da
empresa, Telma Salles, conta que o mercado farmacêutico cresceu
10% em 2007. O segmento de genéricos avançou 27,8%. Ela
disse que a capacidade de produção da companhia pode
chegar a 600 milhões de unidades e poderá ser ampliada
nos próximos três meses.
A Oi anunciou que vai investir
neste ano R$ 4 bilhões, 74% mais que no ano passado. Os valores
serão utilizados para os negócios de telefonia fixa,
móvel, banda larga, entrada no mercado de São Paulo,
expansão da rede em 2G (segunda geração) e início
da operação em 3G (terceiras geração).
Nilson Brandão Junior
Agência Estado
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FOLHA DE LONDRINA, 10 de
março de 2008 | Economia
Empresas devem aplicar R$ 90 bilhões
São Paulo - As empresas aceleraram o anúncio de novos investimentos,
de olho na manutenção do crescimento da economia. No primeiro
bimestre deste ano, os investimentos anunciados em todo o País totalizam
R$ 89,8 bilhões. O valor é 46% superior aos R$ 61,4 bilhões
de igual período de 2007.
Os números fazem parte
da pesquisa Informe Semanal de Investimentos Anunciados, realizada pelo
Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, e contabilizam
o total dos anúncios feitos por empresas de origem nacional e
estrangeira, além de estatais. Ao longo de 2007, os investimentos
noticiados somaram R$ 720,8 bilhões, o que representou aumento
de 14% em relação aos R$ 631 bilhões de 2006.
Só no primeiro bimestre
deste ano, foram 155 empresas, ante 82 no mesmo período de 2007,
o que representou um salto de 89%. O valor médio dos empreendimentos,
contudo, caiu de R$ 748,8 milhões para R$ 579,3 milhões
na mesma comparação.
''As empresas que operam no Brasil
têm se sentido mais à vontade para anunciar investimentos'',
diz o economista Octavio de Barros, diretor de pesquisas do Bradesco.''
Para acompanhar o ritmo de expansão
da demanda, estimado em 15% ao ano, a General Motors, terceira maior
montadora do País, anunciou investimento de R$ 350 milhões
numa nova fábrica de motores, que deverá ser construída
em Araguari ou Joinville, no interior de Santa Catarina. O projeto prevê produção
inicial de 120 mil motores e 50 mil cabeçotes por ano, a partir
de 2010, quando a fábrica deverá entrar em operação,
com criação de 500 empregos diretos e 1,5 mil indiretos.
Marcelo Rehder
Agência Estado
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FOLHA DE LONDRINA, 10 de
março de 2008 | Política
Governo aguarda nova batalha para
aprovar orçamento 2008
São Paulo - O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT) enfrenta esta semana, no Congresso Nacional, mais um round na batalha
para aprovar o Orçamento-Geral da União de 2008. A votação
do orçamento está prevista para quarta-feira e, na véspera,
os líderes da base governista e da oposição, além
dos integrantes da Comissão Mista de Orçamento, reúnem-se
com o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), na tentativa de
fechar um acordo que possibilite a aprovação da peça orçamentária.
Segundo informações
da Agência Brasil, o vice-líder do governo, deputado Ricardo
Barros (PP-PR), destacou que o governo Lula quer a votação
do orçamento na quarta-feira, ''com ou sem acordo'' com os oposicionistas,
sobretudo PSDB e DEM. Para aprovar o orçamento, caso não
haja acordo de lideranças, o governo precisa de um quórum
mínimo no plenário do Congresso de 257 deputados e 41 senadores.
Além do orçamento,
outro assunto importante na pauta desta semana do Congresso Nacional é a
instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito
(CPMI) dos Cartões Corporativos, prevista para amanhã.
Conforme acordo já estabelecido, a presidência desta comissão
ficará à cargo da senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) e a
relatoria dos trabalhos com o deputado Luiz Sérgio (PT-RJ).
Elizabeth Lopes
Agência Estado
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FOLHA DE LONDRINA, 10 de
março de 2008 | Economia
Projetos no BNDES podem chegar a
R$ 100 bilhões este ano
Agência Estado
A liberação de
empréstimos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES) prevista para este ano é tão grande
- R$ 80 bilhões, um recorde - que o banco terá de “fazer
dinheiro” para cumprir o orçamento. Nos cálculos
do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, faltam ainda entre R$
10 bilhões e R$ 12 bilhões. Nada que tire o sono,
garante. O banco tem também um arsenal de participações
acionárias em carteira que pode ser transformado em recursos
adicionais, entre outras alternativas de captação.
Em 2008, o banco de fomento injetará na
economia 2,5 vezes o valor desembolsado no primeiro ano de Lula no governo.
E pode mesmo superar a previsão. Coutinho acha cedo para rever
projeções, mas revela que os projetos já aprovados,
ou seja, na fila para a efetivação do financiamento, somam
perto de R$ 100 bilhões.
Boa parte desse aumento deve-se
ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a principal
aposta do governo para firmar posição política e
galgar preciosos degraus na escala de popularidade. Outro tanto é conseqüência
do bom momento econômico, que tem elevado os investimentos privados.
A isso tudo pode-se juntar um adicional dos incentivos do novo modelo
de política industrial, já pronto e apenas à espera
de divulgação.
As informações
são do jornal O Estado de S. Paulo
|
O
ESTADO DO PARANÁ, 10 de março de 2008 | Nacional
Remendo para tapar suplentes do
Senado
Congresso em Foco
Foto: Agência Senado

Entre as propostas para acabar com a farra dos suplentes, relator quer que o
derrotado assuma a vaga.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado
se prepara para votar o fim do cargo de suplente de senador com uma proposta
que, se não é das melhores, parece ser a única que tem condições
de passar pelo gosto dos parlamentares. Apesar disso, a idéia não é bem
vista na Câmara.
Controvérsias à parte, todos
os congressistas concordam ser necessário acabar com a forma
atual de suplência, que produz os chamados “senadores
sem voto”. Dos 81 senadores no exercício do mandato,
14 estão nessa situação.
O relator das matérias que tratam
da mudança, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), fez
um substitutivo à Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) 11/2003, de Sibá Machado (PT-AC), que ocupa a vaga da
ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (PT-AC). O novo texto torna
suplentes os candidatos derrotados à corrida ao Senado, em
ordem decrescente de votos. Mas o relator admite que essa idéia
não tem acolhida entre os seus pares.
A proposta mais popular e que deve ir a votação
na quarta-feira (12) vem de uma emenda de Tasso Jereissati (PSDB-CE).
A idéia é que o suplente seja o deputado mais votado
do mesmo partido e do mesmo estado do senador titular. A vaga deixada
pelo deputado na Câmara seria assumida pelo suplente da sua
coligação, ou seja, um candidato que não recebeu
votos suficientes para se eleger na “primeira chamada”.
“O deputado é do mesmo partido.
Mantém a fidelidade partidária. O deputado é uma
pessoa que tem mandato, que também foi eleita. Ele é bastante
conhecido e, por isso, vai ter obrigações com a população”,
elogiou Tasso. Segundo Demóstenes, a proposta prevê ainda
uma nova eleição em caso de morte, renúncia
ou cassação do titular. Apesar de não demonstrar
grande entusiasmo pela sugestão do tucano, o relator admite
que a idéia ganhou força entre os colegas de plenário.
Ao contrário, as outras sete proposições
que tratam do assunto em tramitação na Casa não
têm tanta receptividade. A última, que nem chegou a
ser analisada por Demóstenes por ter sido protocolada apenas
na semana passada, pertence ao suplente de Edison Lobão (PMDB-MA),
o seu filho Lobão Filho (sem partido-MA). Mas a iniciativa
também não deve ter acolhida no Senado. A PEC 4/2008
quer que cada partido ou coligação lance dois nomes
na corrida ao Senado. Quem tivesse mais votos, seria o titular.
Para o primeiro suplente do senador Cristovam
Buarque (PDT-DF), Eurípedes Camargo (PT), a mudança
em discussão na CCJ não é necessária.
Para ele, o foco deve ser a escolha dos suplentes. “Escolher
filhos, mulher e primos nem sempre é legítimo”,
avalia. Por isso, entende que os partidos deveriam ser obrigados
a fazer prévias em suas convenções para escolher
os suplentes dos candidatos a senador titular. Eurípedes exerceu
o mandato em 2003, enquanto Cristovam ocupava o Ministério
da Educação.
Como exemplo, o suplente cita sua escolha,
em 2002, para integrar a chapa encabeçada pelo hoje pedetista.
Ele teve que passar pelo crivo dos petistas de Brasília. “Temos
que obrigar os partidos a adotarem convenções. Isso
dá acesso a quem é do partido”, explica o suplente,
que está sempre no plenário do Senado prestando assessoria à bancada
do PT no Congresso.
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Agência Brasil, 10
de março de 2008
Gastos sociais do governo federal aumentam
74% em 11 anos
O gasto do governo federal com
a área social aumentou cerca de R$ 132 bilhões de 1995
para 2005, passando de R$ 179,8 bilhões para R$ 321,4 bilhões,
já descontada a variação da inflação.
Isso corresponde a cerca de 74%. Os recursos federais destinados a políticas
públicas sociais também avançaram em relação
ao Produto Interno Bruto (PIB), saindo do equivalente a 11,2% para 13,8%
da soma das riquezas produzidas no país.
Os dados são do estudo Gasto Social e Política Macroeconômica:
Trajetórias e Tensões no Período 1995 a 2005, divulgado
neste começo de ano pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
(Ipea), órgão vinculado ao Núcleo de Assuntos Estratégicos
da Presidência da República.
De acordo com o levantamento,
a ampliação resultou de gastos maiores nas áreas
da Previdência e da Assistência Social. No caso da Previdência,
os valores quase duplicaram, saindo de R$ 79,7 bilhões para R$
158,4 bilhões e passando a concentrar 7,0% do PIB, contra os 4,9%
registrados em 1995.
Crescimento ainda maior ocorreu
nos recursos canalizados para a Assistência Social, que saltaram
de R$ 1,3 bilhão para R$ 18,8 bilhões e de um percentual
de 0,08% para 0,83% do PIB no período.
Segundo o economista, José Aparecido
Ribeiro, técnico de Planejamento e Pesquisa da Diretoria de Estudos
Sociais do Ipea, o aumento dos gastos sociais federais é significativo,
não apenas em termos dos valores agregados, mas pela ampliação
da proteção social alcançada com um maior número
de pessoas atingidas e a melhoria na qualidade dos benefícios
oferecidos.
Como exemplos, ele citou o número
de pessoas atendidas pela Previdência, que passou de 14,5 milhões
para 21,2 milhões nos 11 anos considerados pelo estudo; a inclusão
de mais 1,6 milhão de indivíduos no Benefício de
Prestação Continuada (BPC) criado pela Lei Orgânica
de Assistência Social, pago mensalmente a idosos com mais de 65
anos ou portadores de deficiência; e os 8,7 milhões de famílias
beneficiadas com a criação do Programa Bolsa Família.
Na avaliação de
Ribeiro, em todos os casos o alcance dos benefícios foi ampliado,
melhorando a qualidade de vida das pessoas atendidas, já que o
salário mínimo, usado como referência para os pagamentos, “antes
não comprava uma cesta básica e hoje compra duas” com
o aumento real de cerca de 60% registrado no período.
“Há uma melhoria.
O gasto está aumentando, mas não está proporcionando
desperdício e sim um aumento na rede de proteção
social. Milhões e milhões de famílias que antes
não tinham acesso a certas políticas passam a ser beneficiárias
delas, foram incluídas. Não é apenas um sistema
que está ampliando seus gastos, mas se ampliando em essência
e é por isso que tem gastos maiores”, afirmou o técnico.
Gastar mais e melhor
Ribeiro acredita que os gastos
sociais no país poderiam ter crescido mais, considerando o avanço
da arrecadação tributária e dos gastos financeiros.''O
esforço de carga tributária que a sociedade e o Estado
estão realizando é importante. Uma parte, 40%, vai para área
social, mas não é a maior parte”.
Ele mostrou que os recursos das
contribuições sociais, originalmente vinculados pela Constituição
ao financiamento da área social, são aproveitados em outras áreas
por meio de mecanismos como a Desvinculação de Receitas
União (DRU) que permite ao governo usar livremente 20% do montante
previsto para o orçamento federal anual, sem justificar a destinação. “Você tem
um sistema montado para financiar a área social e de repente ele
está financiando a área social e mais outras coisas. Então,
há limitação na capacidade dos recursos”.
Ribeiro também ressaltou
que essa situação leva as pessoas a acreditar num superfinanciamento
da área social que não corresponde à realidade.
''São tantos impostos, contribuições, vinculações
para a área social, que o cidadão comum tem a impressão
de que já paga muitos impostos para ela [a área social].
Mas quando a gente olha os dados percebe que muitas coisas cobradas
em nome do social , dinheiro que o cidadão paga pensando que
vai para a área social, não está necessariamente
indo para lá”.
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Agência Diap, 10 de
março de 2008
IMPOSTO DE RENDA
IR: atualização da tabela é tema
de discussão na CAE
A Comissão de Assuntos
Econômicos (CAE) reúne-se nesta terça-feira (11), às
10h para analisar sua pauta ordinária. Entre as propostas estão
a que altera a Lei 10.420/02, para incluir o parceiro outorgante como
beneficiário e os consórcios e condomínios como
contratantes do Fundo Garantia-Safra.
O colegiado analisa, em caráter
terminativo, o PLS 67/03, do senador Romero Jucá (PMDB/RR), que
atualiza os valores da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física
(IRPF) contidos na Lei 9.250/95.
Entre as modificações
propostas estão o aumento da dedução mensal por
dependente de R$ 106 para 138,54 e da dedução de despesas
com educação de R$ 1.998 para R$ 2.616,98.
Trabalhador
O colegiado poderá examinar ainda o PLS 23/03, do senador Paulo Paim
(PT/RS), que acrescenta dispositivo ao artigo 473 da Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT) para permitir ao trabalhador faltar ao serviço
um dia por ano sem prejuízo da remuneração.
A comissão se reunirá às
10h, na sala 19, da Ala Alexandre Costa do Senado Federal.
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Agência Diap, 10 de
março de 2008
FUNDO DE GARANTIA
FGTS poderá pagar estudos de
filhos e dependentes
A Comissão de Educação
da Câmara dos Deputados poderá votar o projeto de lei do
Senado (PLS) 287/03, do senador Eduardo Azeredo (PSDB/MG), que permite
a utilização dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo
de Serviço (FGTS) para pagamento de parcelas de anuidade escolar
do trabalhador ou de seus filhos dependentes, de até 24 (vinte
e quatro) anos de idade.
A relatora da proposta, deputada
Maria do Rosário (PT/RS) apresentou parecer favorável à proposta. "Toda
matéria que modifica a lei, abrindo brechas para a utilização
do FGTS, devem ser analisadas com cautela, mesmo que a essência
da proposta possa transparecer benefícios para a sociedade",
comentou a relatora.
Audiências
A comissão também deverá analisar os requerimentos que
pedem a realização de várias audiências públicas.
Entre os temas mais importantes, está o requerimento da deputada Alice
Portugal (PCdoB/BA), que pede a realização audiência pública
destinada a discutir a participação de funcionários de
fundações ligadas à universidades públicas em suspeitas
de fraudes em concursos públicos e exames da OAB.
Outro requerimento pede a realização
de um seminário para debater os impactos da extinção
do Salário Educação. A proposta que retira a verba
da educação está contida reforma tributária,
apresentada pelo Executivo.
A Comissão de Educação
se reúne nesta quarta-feira (12), no plenário 10 do anexo
II da Câmara dos Deputados.
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ÂMBITO JURÍDICO,
10 de março de 2008
112 categorias poderão ganhar
aposentadoria especial
Fonte: Ag. Câmara
Tramitam na Câmara 110 projetos de lei complementar (PLP), de autoria
do deputado Cleber Verde (PRB-MA), que concedem aposentadoria especial, após
25 anos de contribuição à Previdência Social, para
trabalhadores de 112 categorias profissionais. Segundo o parlamentar, esses
trabalhadores estão expostos a agentes físicos, químicos
e biológicos em nível acima da tolerância de nocividade à saúde
ou à integridade física.
As propostas obrigam as empresas
a descontar 6% da remuneração bruta de cada trabalhador
para o regime previdenciário, além da contribuição
normal (11%). O objetivo é garantir o equilíbrio fiscal
da Previdência. Esse percentual extra já está previsto
na Lei 9.732/98, mas Cleber Verde explica que poucas empresas recolhem
o adicional à Previdência, o que acaba comprometendo o direito
desses trabalhadores à aposentadoria especial.
Entre as categorias que serão
beneficiadas estão, entre outras, os trabalhadores de indústria
metalúrgica, petrolífera, de papéis, química,
farmacêutica, de plásticos e borrachas diversas.
Risco
grave
Para ter acesso à aposentadoria especial, o trabalhador deverá exercer
atividades que o obriguem a estar em contato permanente com agentes nocivos,
como solventes, óleos e destilantes. Essas funções são
classificadas pela legislação trabalhista como grau 3 - equivalente
a risco grave - e são exercidas em áreas como refinarias, plataformas
e dutos de gás e petróleo, por exemplo.
Os projetos beneficiam ainda
os funcionários que trabalham com equipamentos de tensão
elétrica superior a 250 volts e pressão sonora acima de
85 decibéis.
Legalização
O deputado alega que as propostas apenas normatizam situação
já conhecida nos tribunais brasileiros. Ele explica que são grandes
as chances de essas categorias de trabalhadores conseguirem na Justiça
o direito à aposentadoria especial, mesmo quando a empresa não
recolheu o adicional de contribuição. O problema é que,
nesses casos, a falta do recolhimento pressiona as contas da Previdência.
As propostas, na sua opinião, resolvem essa questão financeira
ao obrigar as empresas a recolher o percentual de 6%.
Para facilitar o acesso ao benefício,
o trabalhador receberá o Perfil Profissiográfico Previdenciário
(PPP), documento preparado pela empresa em que esta atesta o tipo de
serviço executado por ele, indicando, inclusive, os agentes nocivos
aos quais ele é exposto em sua atividade. O PPP deverá ser
solicitado diretamente à empresa e, caso ela não o forneça
em 30 dias, os projetos de lei prevêem multa diária de 10%
do salário do requerente.
Tramitação
Todas as propostas tramitam em regime de prioridade, em conjunto com o PLP
60/99. Antes de ir ao Plenário, serão analisadas pelas comissões
de Trabalho, de Administração e Serviço Público;
de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Newton Araújo Jr.
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ÂMBITO JURÍDICO,
10 de março de 2008
Empréstimo de CDC não
pode exceder a 30% do salário
Fonte: TJMT
A juíza Joanice O. da
Silva Gonçalves, da comarca de Rosário Oeste, determinou
ao Banco do Brasil que os descontos referentes a empréstimos de
Crédito Direto ao Consumidor feitos por uma cliente, não
poderão exceder a 30% do seu salário. Na decisão,
a magistrada determinou também o desbloqueio dos valores depositados
na conta corrente da autora provenientes de salários ou vencimentos.
O não cumprimento da decisão acarretará em multa
diária de R$ 300.
A autora da Ação
Ordinária de Revisão de Contrato de Crédito concomitante
com Repetição de Indébito e com Pedido de Antecipação
de Tutela (no. 505/2007) firmou com o Banco do Brasil contrato de Crédito
Direto ao Consumidor (CDC Salário), que por várias vezes
foi renovado. Conforme a requerente, os empréstimos efetuados
chegaram ao ponto do seu salário não ser suficiente para
cobrir os débitos existentes.
Ela relatou que ajustou com o
banco a renegociação de sua dívida, englobando em
um só contrato todo o montante devido. No entanto, ao realizar
o cálculo, o banco se limitou a somar todos os valores, incluindo
as altas taxas de juros e encargos bancários anteriormente aplicados,
para só então aplicar a suposta menor taxa de juros ao
montante.
Mesmo com a renegociação,
os proventos continuaram a ser retirados da conta salário da correntista
chegando ao ponto de no mês de dezembro de 2007, ela ter a conta
bloqueada para realizar qualquer tipo de transação, inclusive
saque de dinheiro. O Banco do Brasil apresentou contestação
das alegações.
Para a magistrada, no que diz
respeito à suspensão dos descontos das parcelas vincendas
em conta corrente, "os precedentes mais recentes do Superior Tribunal
de Justiça são no sentido de que o banco não pode
se apropriar da integralidade dos depósitos feitos a títulos
de salários, na conta do cliente, para cobrança de débito
decorrente de contrato bancário, ainda que para isso haja cláusula
permissiva no contrato de adesão".
Quanto à pretensão
da autora em solicitar o desbloqueio da conta, a magistrada reconheceu
ser contundente, pois o procedimento da instituição confunde-se
com a penhora, caracterizado pela apreensão de bens de devedor
suficientes para garantir a execução através de
ato judicial.
Com relação à pretensão
de restituição em dobro dos valores descontados indevidamente,
para a magistrada "o conjunto probatório que alicerça
o pedido em tela, é insuficiente para se provar a verossimilhança
das alegações, não se colocando, pois, presentes,
os requisitos e pressupostos autorizadores da medida antecipatória
buscada".
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SECRETARIA DE INSPEÇÃO
DO TRABALHO
PORTARIA Nº 40,
DE 7 DE MARÇO DE 2008
Inclui
o item 18.15.57 na Norma Regulamentadora nº 18 e altera
o artigo 1º da Portaria MTE/SIT nº 15/2007
A
SECRETÁRIA DE INSPEÇÃO DO TRABALHO e a DIRETORA
DO DEPARTAMENTO DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO,
no uso de suas atribuições legais, tendo em vista
o disposto no artigo 200 da Consolidação das Leis
do Trabalho e no artigo 2º da Portaria nº 3.214, de
08 de junho de 1978, resolvem:
Art.
1º - Incluir o item 18.15.57 na Norma Regulamentadora nº 18
(NR 18), aprovada pela Portaria MTb/SSST nº 4, de 04/04/1995,
publicada no DOU de 07/07/95, com a seguinte redação:
"PLATAFORMAS
DE TRABALHO AÉREO
18.15.57.
As plataformas de trabalho aéreo devem atender ao disposto
no Anexo IV desta Norma Regulamentadora."
Art.
2º - Retificar o artigo 1º da Portaria MTE/SIT nº 15,
de 03/07/07, publicada no DOU de 04/07/07, que passa a vigorar
com a seguinte redação:
"Art.
1º - Aprovar o Anexo IV - Plataformas de Trabalho Aéreo
- da Norma Regulamentadora nº 18 (NR 18), com redação
da Portaria nº 4, de 04/04/1995, nos termos do Anexo desta
Portaria."
Art.
3º - Esta Portaria entra em vigor na data da sua publicação.
RUTH
BEATRIZ VASCONCELOS VILELA
Secretária de Inspeção do Trabalho
JÚNIA MARIA DE ALMEIDA BARRETO
Diretora do Departamento de Segurança e Saúde
no Trabalho
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PORTARIA
Nº 41, DE 7 DE MARÇO DE 2008
"Dispõe sobre o Comitê Permanente Nacional sobre Condições
e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção -
CPN"
A
SECRETÁRIA DE INSPEÇÃO DO TRABALHO e a
DIRETORA DO DEPARTAMENTO DE SEGURANÇA E SAÚDE
NO TRABALHO, no uso de suas atribuições legais
e considerando o disposto no artigo 5º da Portaria MTE
n.º 1.127, de 02 de outubro de 2003, resolvem:
Art.
1º Alterar os artigos 2º e 3º da Portaria SSST
n.º 8, de 21 de setembro de 1995, publicada no DOU de
22 de setembro de 1995, pág. 14.776, que passa a vigorar
com a seguinte redação:
"Art.
2º O Comitê terá a seguinte composição:
I
- Bancada de Governo: três representantes titulares e
três suplentes, indicados pelo Departamento de Segurança
e Saúde no Trabalho - DSST, dois representantes titulares
e dois suplentes indicados
pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança
e Medicina do Trabalho - FUNDACENTRO;
II
- Bancada de Empregadores: cinco representantes titulares e
cinco suplentes, indicados de comum acordo pela Câmara
Brasileira da Indústria da Construção
- CBIC, Associação Nacional das Empresas de Obras
Rodoviárias - ANEOR, Confederação Nacional
das Indústrias - CNI, Sindicato Nacional da Indústria
da Construção Pesada - SINICON, e Sindicato Nacional
das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva - SINAENCO;
III
- Bancada de Trabalhadores: cinco representantes titulares
e cinco suplentes, indicados de comum acordo pela Central Única
dos Trabalhadores - CUT, União Geral dos Trabalhadores
- UGT, Confederação Nacional dos Trabalhadores
na Indústria - CNTI e Força Sindical.
Art.
3º As instituições integrantes do CPN deverão
oficializar a indicação de seus representantes,
titulares e suplentes, junto ao Departamento de Segurança
e Saúde no Trabalho."
Art.
2º Revogar as disposições em contrário,
especialmente a Portaria SSST n.º 10, de 02/10/95, publicada
no DOU de 05/10/95 - seção 1 - pág. 15.672
e retificações publicadas no DOU de 10/10/95
- seção 1 - pág. 15.904 e DOU de 16/10/95 - seção
1 - pág. 16.265; Portaria SSST n.º 14, de 25/02/99, publicada
no DOU de 01/03/99 - seção 1 - pág. 4; Portaria
SIT n.º 27, de 06/09/00, publicada no DOU de 08/09/00 - seção
2 - pág. 4; Portaria SIT n.º 3, de 19/01/00, publicada no
DOU de 20/01/00, Seção 2 - Pág. 4; Portaria SIT
n.º 9, de 23/02/01, publicada no DOU de 02/03/01 - seção
2 - pág. 8; Portaria SIT n.º 15, de 10/05/01, publicada no
DOU de 11/05/01 - seção 1 - pág. 30; e Portaria
SIT n.º 32, 20/12/01, publicada no DOU de 27/12/01 - seção
1 - pág. 259.
Art.
3º Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.
RUTH BEATRIZ VASCONCELOS VILELA
Secretaria de Inspeção do Trabalho
JÚNIA MARIA DE ALMEIDA BARRETO
Diretora do Departamento de Segurança e Saúde
no Trabalho
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