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IBGE, 12 de março
de 2008
PIB cresce 5,4% e chega a R$ R$ 2,6 trilhões
em 2007
Segundo as informações
apuradas pelas Contas Nacionais Trimestrais do IBGE 1, a taxa do PIB
resultou da elevação de 4,8% do valor adicionado a preços
básicos e de 9,1% nos impostos sobre produtos. O PIB per capita
2 cresceu 4,0% em termos reais, em relação a 2006, atingindo
R$ 13.515,00.
A tabela abaixo apresenta os
principais resultados para o PIB a preços de mercado referentes
aos cinco últimos trimestres. O gráfico em seguida mostra
a evolução no crescimento do PIB e do PIB per capita desde
2000.
Principais resultados
do PIB a preços de mercado, do 4 o trimestre de 2006 ao 4 o
trimestre de 2007


Agropecuária é a atividade
de maior crescimento em 2007
O resultado do valor adicionado
decorreu do desempenho da agropecuária (5,3%), indústria
(4,9%) e serviços (4,7%). O crescimento da agropecuária
deveu-se principalmente à lavoura, com destaque positivo para
trigo (62,3%), algodão herbáceo (33,5%), milho em grão
(20,9%), cana (13,2%) e soja (11,1%). Os produtos em queda foram café em
grão (-16,7%), arroz em casca (-3,7%) e feijão (-4,4%).
Dentre os subsetores da indústria,
a maior alta foi a da indústria da transformação
(5,1%), seguida pela construção civil e por eletricidade
e gás, água, esgoto e limpeza urbana, cada um deles com
crescimento de 5,0%. A indústria extrativa registrou elevação
de 3,0%.
As maiores elevações
nos serviços foram nos subsetores intermediação
financeira e seguros (13,0%), serviços de informação
(8,0%) e comércio (7,6%). Também cresceram transporte,
armazenagem e correio (4,8%), serviços imobiliários e aluguel
(3,5%), outros serviços (2,3%), administração, saúde
e educação pública (0,9%).

Investimento registra maior aumento
anual desde 1996
Na análise da demanda,
a despesa de consumo das famílias teve alta (6,5%) pelo quarto
ano consecutivo, favorecida pela elevação de 3,6% da massa
salarial 3 dos trabalhadores, em termos reais, e pelo acréscimo
nominal de 28,8% no saldo de operações de crédito
do sistema financeiro 4 com recursos livres para as pessoas físicas.
A despesa do consumo da administração pública cresceu
3,1%, e a formação bruta de capital fixo (FBCF, o mesmo
que investimento) também registrou crescimento, de 13,4%, a maior
taxa anual desde o início da série, em 1996.
No setor externo, as exportações
apresentaram alta de 6,6%, e as importações tiveram elevação
de 20,7%. Desde 2006, o crescimento das exportações é inferior
ao das importações.

Do terceiro para o quarto trimestre
de 2007, PIB cresceu 1,6%
No quarto trimestre de 2007,
o PIB cresceu 1,6%, na comparação com o terceiro trimestre
do mesmo ano, na série com ajuste sazonal. Os serviços
registraram o maior crescimento (1,6%), seguidos pela indústria
(1,4%). Por outro lado, a agropecuária teve queda (-0,3%).
Sob a ótica da demanda
interna, destacou-se o crescimento do consumo das famílias (3,7%).
A formação bruta de capital fixo teve alta de 3,4%, após
cinco trimestres consecutivos crescendo; já a despesa de consumo
da administração pública não apresentou variação.
Pelo lado do setor externo, as
exportações apresentaram crescimento de 2,6%. Já as
importações cresceram em um ritmo mais elevado (5,6%),
pelo 17º trimestre consecutivo, nessa base de comparação.
Em relação ao quarto
trimestre de 2006, alta no PIB foi de 6,2%
Na comparação com
o mesmo período de 2006, o PIB a preços de mercado cresceu
6,2% no quarto trimestre de 2007. O valor adicionado apresentou aumento
de 5,3%; e os impostos, de 11,6%, principalmente em razão do desempenho
das importações, que provocaram um aumento no volume do
Imposto sobre Importação.
Dentre os setores que contribuem
para o valor adicionado, destacou-se a agropecuária (8,6%), seguida
pelos serviços (5,3%) e pela indústria (4,3%). Na atividade
industrial, o destaque foi eletricidade e gás, água, esgoto
e limpeza urbana, com 6,5% de aumento, explicado principalmente pelo
consumo residencial de energia elétrica. No setor de serviços,
sobressaíram-se intermediação financeira e seguros
(20,0%), serviços de informação (8,9%), comércio
atacadista e varejista (8,4%), transporte, armazenagem e correio (4,9%)
e serviços imobiliários e aluguel (2,4%).
Dentre os componentes da demanda
interna, o maior destaque foi o crescimento de 16,0% da formação
bruta de capital fixo, explicado principalmente pelo aumento da produção
e da importação de máquinas e equipamentos.
O consumo das famílias
alcançou a taxa positiva de 8,6% no quarto trimestre de 2007,
em relação ao mesmo período de 2006, 17º crescimento
consecutivo nessa comparação. Já a despesa de consumo
da administração pública registrou alta de 2,2%
no quarto trimestre de 2007, na comparação com o mesmo
período de 2006.
Pelo lado do setor externo, as
exportações mantiveram-se em crescimento, com taxa de 6,4%
no período. As importações também apresentaram
mais uma vez elevação nessa comparação, da
ordem de 23,4%, 17º crescimento seguido, desde o quarto trimestre
de 2003.
País fecha 2007 com necessidade
de financiamento de R$ 4,5 bilhões
Em 2007, o PIB a preços
de mercado alcançou R$ 2,558 trilhões, sendo R$ 2,190 triilhões
referentes ao valor adicionado e R$ 367,9 bilhões, aos impostos
sobre produtos. Os principais valores, em 2006 e em 2007, estão
na tabela abaixo.

No resultado do ano, a necessidade
de financiamento alcançou R$ 4,5 bilhões, contra uma capacidade
de financiamento de R$ 20,8 bilhões em 2006, redução
explicada principalmente pela diminuição do saldo externo
de bens e serviços, no montante de R$ 29,0 bilhões, e pela
redução de R$ 5,1 bilhões na renda líquida
de propriedade enviada ao resto do mundo.
A renda nacional bruta atingiu
R$ 2,5 trilhões em 2007, contra R$ 2,3 trilhões em 2006.
Já a poupança bruta atingiu R$ 453,0 bilhões, contra
R$ 412,8 bilhões no ano anterior.
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1 Esses resultados estão sujeitos
a alterações.
2 O PIB per capita é a divisão
do total do PIB pela população residente, que, em 2007,
atingiu aproximadamente 189,3 milhões de habitantes, o que representou
um crescimento populacional de 1,4% em relação ao ano anterior,
de acordo com as estimativas da Coordenação de População
e Indicadores Sociais (Copis) do IBGE.
3Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego
(PME/IBGE).
4Segundo a Nota para Imprensa “Política
Monetária e Operações de Crédito do Sistema
Financeiro” – Banco Central.
Comunicação
Social
12 de março de 2008
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ESTADÃO.COM/ SÃO
PAULO, 12 de março de 2008 | Economia
IBGE: alta de impostos no PIB reflete
avanço da economia
JACQUELINE FARID E ADRIANA CHIARINI
- Agencia Estado
RIO - O aumento de 9,1% nos impostos sobre produtos no Produto Interno Bruto
(PIB) de 2007, bem superior à expansão de 5,4% do PIB anual,
reflete o próprio perfil de crescimento da economia brasileira, segundo
a gerente de contas trimestrais do IBGE, Rebeca Palis. "O setor automotivo,
por exemplo, paga muito imposto e foi um dos que liderou o crescimento da economia",
exemplificou. O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), influenciado
diretamente por veículos automotores, teve aumento de 14,1% no PIB no
ano passado.
Rebeca explicou que o próprio
aumento do consumo das famílias influencia o aumento dos impostos
no PIB, já que tem forte efeito no ICMS (crescimento de 8,5%)
enquanto o crescimento das importações no ano passado teve
impacto no Imposto de Importação (mais 23,6%).
O coordenador de contas nacionais
do IBGE, Roberto Olinto, disse que "se a economia está crescendo,
a tendência é que os impostos cresçam, o total dos
impostos no PIB tem relação direta com o crescimento econômico",
disse.
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ESTADÃO.COM/ SÃO
PAULO, 12 de março de 2008 | Economia
IBGE: aumento de renda e do crédito
estimulou consumo
JACQUELINE FARID E ADRIANA CHIARINI - Agencia
Estado
RIO - O crescimento de 6,5% no consumo das famílias brasileiras em 2007
foi impulsionado pelo aumento de 3,6% da massa salarial real e pela expansão
nominal de 28,8% nas operações de crédito dos bancos para
pessoas físicas, segundo a gerente de contas trimestrais do IBGE, Rebeca
Palis. O aumento no consumo das famílias superou a expansão do
Produto Interno Bruto (PIB) em 2007, que foi de 5,4%.
Segundo ela, também contribuíram
para o aumento do consumo a queda na taxa Selic (juro básico da
economia brasileira) - cuja média em 2006 foi de 15,1% ao ano,
caindo para 11,9% na média de 2007 - e o crescimento das importações.
Rebeca observou que em 2004,
quando o PIB cresceu 5,7%, o consumo das famílias teve uma variação
de 3,8%, abaixo da expansão total da economia. No mesmo ano, as
exportações cresceram 15,3%. Em 2007 houve uma inversão
total nesse perfil, com aumento do consumo acima do PIB e aumento bem
menor das vendas externas, de 6,6%.
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DIAP, 12 de março
de 2008
DIREITOS DA MULHER
Licença-maternidade: Trabalho
aprova ampliação de quatro para seis meses
A Comissão de Trabalho
da Câmara aprovou nesta manhã o projeto de lei (PL 2.513/07),
que amplia de quatro para seis meses a licença-maternidade. O
projeto é de autoria da senadora Patrícia Saboya (PDT/CE)
e já foi aprovado no Senado sob o número de PLS 281/05.
O projeto cria o Programa Empresa
Cidadã, destinado à prorrogação da licença-maternidade
mediante concessão de incentivo fiscal. O texto recebeu parecer
favorável da relatora, deputada Thelma de Oliveira (PSDB/MT).
A proposição foi
incluída na agenda da Comissão extra-pauta por uma articulação
da Bancada Feminina, cuja coordenadora é a deputada Sandra Rosado
(PSB/RN).
A matéria será examinada
ainda pelas Comissões de Finanças e Tributação;
de Seguridade Social e Família; e Constituição
e Justiça. Porém, a Bancada Feminina quer agilizar a
tramitação do projeto, a fim de que seja levado a plenário
sem demoras. (Marcos Verlaine)
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DIAP, 12 de março de 2008
MELHOR IDADE
Aposentados e pensionistas terão
aumento de apenas 5%
Reajuste das aposentadorias e pensões do INSS para quem ganha acima
do salário mínimo ficou abaixo do pisou nacional, que aumentou
9,21%
O Governo concedeu reajuste de apenas 5% para cerca de seis milhões
de aposentados e pensionistas que recebem valores superiores ao salário
mínimo. Nesta segunda-feira deverá ser publicada no Diário
Oficial da União uma portaria conjunta dos ministérios da Fazenda
e da Previdência sobre o aumento com data retroativa a 1º de março.
Com isso, os novos valores já deverão ser pagos na próxima
folha, entre o final deste mês e o início de abril juntamente
com o novo salário mínimo de R$ 415. Com o anúncio, o
reajuste das aposentadorias e pensões superiores ao piso salarial volta
a ser inferior ao índice aplicado ao salário mínimo, que
foi de 9,21% este ano. Esta prática vem achatando nos últimos
anos as aposentadorias mais altas e ampliando a base de beneficiários
no piso.
O anúncio do reajuste foi feito ontem (11) pelo ministro da Previdência
Social, Luiz Marinho, antecipando a decisão que, segundo o próprio
Governo, só seria tomada na terça-feira que vem, quando o IBGE
deverá divulgar a inflação acumulada pelo Índice
Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em fevereiro. O INPC é usado
para a correção anual das aposentadorias, pensões e auxílios
da previdência superiores ao piso.
"Se eventualmente a inflação foi maior, faremos o ajuste no
mês seguinte", afirmou o ministro. A estimativa inicial é que
a inflação acumulada de março de 2007 a fevereiro deste
ano fique em 4,97% e, com a autorização do presidente Luiz Inácio
da Silva, o reajuste foi arredondado para 5%. A antecipação do
reajuste foi feita, segundo o Ministério da Previdência, para que
haja tempo hábil para a Dataprev - empresa que dá suporte tecnológico
ao INSS - rodar a folha de pagamentos deste mês com os novos valores.
Novo teto
Com o reajuste, o teto de benefícios e de contribuições
ao INSS subirá este mês de R$ 2.894,28 para R$ 3.098,99. Hoje
(12), o Ministério da Previdência deverá divulgar a tabela
completa de contribuições, segundo as diferentes alíquotas,
para os trabalhadores com carteira assinada, autônomos e empregados domésticos.
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DIAP, 12 de março de
2008
EMPREGO
Período máximo de
experiência para contratação de trabalhador passa
a ser de seis meses
O Governo sancionou nesta segunda-feira, 10/03, a Lei 11.644 para impor um
limite à exigência de comprovação de experiência
para contratação de trabalhadores.
A norma incluiu na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) o
artigo 442-A, que diz textualmente: “Para fins de contratação,
o empregador não exigirá do candidato a emprego comprovação
de experiência prévia por tempo superior a 6 (seis) meses no mesmo
tipo de atividade”.
Origem da Lei
A Lei 11.644 teve origem na Câmara dos Deputados. Foi apresentada pelo
deputado Inocência Oliveira (PR/PE) na forma do PL 162/2003.
Na justificativa do PL 162, o parlamentar sustenta que “a exigência
de experiência profissional, não obstante ser um requisito para
se verificar a adequação do cidadão ao desempenho da atividade
pleiteada, tem-se colocado como barreira ao funcionamento socialmente justo
do mercado de trabalho, trazendo prejuízos ao País hoje e no
futuro.”
E continua: “de fato, inúmeros são os relatos de pessoas
preteridas em disputas por ocupações devido a exigências
de 5 anos de experiência. Em vista do próprio ciclo de vida do
jovem, que apenas iniciou no mercado de trabalho, essas exigências tornam
inviável ao trabalhador iniciante pleitear vagas em melhores trabalhos.”
Clique
aqui e acesse a íntegra da Lei 11.644/2008.
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CONSULTOR JURÍDICO,
12 de março de 2008
Diferença salarial
Carrefour tem de pagar remuneração
divulgada em jornal
A 6ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou o Carrefour de Goiânia
a pagar a diferença entre o salário divulgado em um jornal e
o que realmente oferecia na hora de contratar. Um funcionário da empresa
reclamou na Justiça do Trabalho da 18ª Região (GO) que foi
vítima de proposta enganosa. Disse que foi atraído por reportagem
que garantia salário mínimo de R$ 410, mas foi contratado por
R$ 240.
Segundo o acórdão
do TRT, embora a notícia tenha circulado como material jornalístico,
e não anúncio publicitário, a empresa se calou quanto
ao valor. Não é o primeiro caso parecido envolvendo o Carrefour.
Nos outros, as decisões também foram favoráveis
aos empregados.
No caso atual, o trabalhador
contou que foi atraído pelo salário e condições
de trabalho anunciados, em meados de 2003, no jornal O Popular. Os salários
informados variavam de R$ 410 a R$ 1.300.
Ele contou que, após exaustivo
processo de seleção, foi admitido com um salário
de R$ 240. Em novembro de 2004, foi demitido sem justa causa. O Carrefour
se defendeu e alegou que o salário era contratual. Os valores
informados no jornal abrangeriam salários, férias e abono
de um terço, 13º salário, FGTS e benefícios,
como assistência médica e odontológica. O salário
divulgado “exprimia uma expectativa da despesa total com o empregado”.
A empresa recorreu ao TST. Argumentou
que o salário menor teve o consentimento do trabalhador e que
as partes são livres para fazer acordos. Segundo o Carrefour,
a notícia do jornal não indicou promessa de salário,
uma vez que não se dirigiu ao funcionário.
O ministro Aloysio Corrêa
da Veiga, relator do caso, não concordou. Afirmou que a liberdade
de contratar deve ser exercida em razão e nos limites da função
social do contrato, como prevê o artigo 421 do Código Civil. “A
finalidade da lei aqui é a proteção dos interesses
de trabalhadores que respondem aos anúncios (às vezes,
de altos salários) e, formalizando o contrato, irão perceber
remuneração inferior àquela prometida pelo empregador”,
anotou o ministro.
RR 1.797-2004-007-18-00.0
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CONSULTOR JURÍDICO,
12 de março de 2008
Dificuldade financeira
Atraso habitual de salário não
gera danos morais
Para que o atraso de salário seja considerado como um dano moral é preciso
comprovar que o trabalhador sofreu constrangimentos pelas dificuldades financeiras
causadas pela atitude da empresa. O entendimento é da 7ª Turma
do Tribunal Superior do Trabalho, que reformou sentença em que a Usina
Central do Paraná foi condenada a pagar indenização por
dano moral pelos atrasos habituais de salário.
No recurso, a empresa também
questionava, além dos danos, outros direitos como horas extras
e não-extinção do contrato de trabalho por causa
de aposentadoria espontânea. A decisão do Tribunal Regional
do Trabalho da 9ª Região (PR) considerou que, embora não
tenha sido comprovado prejuízo material, o atraso do salário,
durante vários anos, submeteu o empregado a momentos de insegurança
e preocupação social e familiar. O constrangimento gerado
poderia abalar sua honra e sua imagem, o que seria suficiente para uma
indenização de R$ 15 mil.
A empresa sustentou a tese de
que, além de não ter sido comprovado o prejuízo
material, não se verificou relação direta entre
o atraso do pagamento e o alegado dano à imagem e à honra.
Também afirmou que o mero atraso não é inadimplência.
O ministro Ives Gandra Martins
Filho, relator, votou pela reforma da decisão. Para fundamentar
seu voto, destacou que só se pode aplicar a penalidade mediante
a comprovação do nexo causal entre a conduta do empregador
e o dano sofrido. Para o relator, a decisão do TRT dizendo que
houve lesão à intimidade e à vida privada, baseou-se
em presunção, não havendo prova de que a vida do
trabalhador foi afetada. Ives Gandra assegurou que não há como
enquadrar o caso concreto como gerador de dano moral, já que não
foi demonstrado o constrangimento perante terceiros como decorrência
de dificuldade financeira provocada pelo atraso.
RR 309/2004-669-09-00.2
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
12/03/2008
Empresas pagam caro pela falta de prevenção
a acidentes do trabalho
Omissão e ausência
de treinamento adequado por parte dos empregadores ocasionaram acidentes
de trabalho com repercussões prejudiciais aos trabalhadores e às
empresas, condenadas a pagar altas indenizações, em dois
processos julgados pela Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho.
Em um deles, a viúva de um forneiro deverá receber R$ 200
mil, por ter o marido sofrido lesões cerebrais irreversíveis
devido a choque elétrico na padaria em que trabalhava. O outro
caso é de um ajudante de serraria que teve uma mão esmagada
por serra circular e ganhou o direito a pensão alimentícia
vitalícia de uma microempresa.
O forneiro foi admitido em janeiro
de 1993. Em outubro, segundo informou na reclamação, ao
limpar o forno, recebeu um choque de 320 volts, devido a um fio descoberto.
Após alguns dias, começou a perder sua capacidade de controle
motor e constatou diminuição de raciocínio. Submetido
a exames, passou a gozar de auxílio-doença previdenciário.
Relatórios médicos concluíram haver relação
entre o acidente elétrico e o desenvolvimento degenerativo das
funções cerebrais do paciente. Em janeiro de 1996, o trabalhador
foi aposentado por invalidez pelo INSS, com efeitos retroativos a março
de 1994.
Após o acidente, a empresa
Petipreço Supermercados Ltda. (sucedida pela Galileo Indústria
e Comércio Ltda.) tentou despedi-lo, ajuizando inclusive ação
de consignação em pagamento, na qual o juiz julgou improcedente
a demissão. A empresa resistiu sempre a considerar o choque elétrico
como o motivo da degeneração cerebral. Argumentou, em seus
recursos, que a causa foi a negligência do trabalhador porque este
usou pano molhado para limpar o equipamento elétrico e, ao efetuar
a limpeza, se encontrava com os pés descalços.
Ao avaliar o laudo pericial,
o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (BA) verificou
que o paciente, antes do acidente, não era portador de qualquer
patologia neurológica, metabólica ou cardiovascular. A
perícia foi conclusiva no sentido da existência de nexo
causal entre a invalidez irreversível do trabalhador e o acidente
decorrente de ato ilícito – omissão culposa - praticado
pelo empregador. O TRT considerou, então, que a padaria deveria
se abster de impor ao forneiro atividade que não era própria
de sua função (faxina). Além disso, não deveria
permitir o trabalho sem a utilização dos necessários
equipamentos de proteção individual (EPI), como botas de
borracha. Por último, entendeu que, se o manuseio do equipamento
causou choque elétrico, era porque realmente havia algum fio descoberto,
o que permitiu que a energia passasse por sua parte externa.
Para o Regional, a omissão
culposa do empregador no descumprimento das normas de segurança
e medicina do trabalho e na manutenção adequada dos equipamentos
e maquinários gerou a moléstia, tornando o indivíduo
totalmente incapacitado para o trabalho, com visíveis danos morais
e materiais. Decidiu, então, condenar a empresa a pagar R$ 200
mil ao trabalhador, que faleceu em setembro de 2005, totalmente incapaz.
A viúva é quem receberá a indenização.
No recurso de revista ao TST,
a Galileo pleiteou reforma da decisão quanto à prescrição
aplicável à indenização por dano moral decorrente
da relação de emprego, à inexistência de prova
de culpabilidade e à indenização por dano físico.
A relatora do recurso, ministra Maria de Assis Calsing, rejeitou o recurso,
pois a decisão do Regional não violou dispositivos legais
e constitucionais. (RR-159/199-010-05-00.8)
Serraria
No segundo caso, o empregado
foi contratado para trabalhar na serraria como ajudante geral, em maio
de 2004. Três dias depois, foi designado para cobrir a falta de
outro funcionário e trabalhar na serra circular, rolando as toras
de madeira para encaixá-las nos trilhos que alimenta a serra.
Ao colocar a tora nos trilhos, sua mão direita ficou presa e seus
dedos foram esmagados. Um deles teve de ser amputados, os demais atrofiaram-se,
e o trabalhador perdeu a movimentação da mão direita.
A Vara do Trabalho de Caratinga
(MG), com base na perícia judicial e na prova oral, considerou
ter o empregador (Saulo Cimini Júnior – ME) agido com culpa,
pois não proporcionou treinamento específico para o empregado
desempenhar suas atribuições com segurança e preparo
técnico. Salientou, ainda, que ele nunca havia trabalhado naquele
setor, e que a serraria é uma atividade de risco.
O juiz deferiu, então,
indenização de R$ 40 mil por danos morais, abrangendo o
dano estético, e pensão vitalícia, garantida pela
empresa mediante constituição de capital de R$ 96.775,00,
por danos materiais. O trabalhador, devido à invalidez, já recebe
aposentadoria pelo INSS. A microempresa recorreu ao Tribunal Regional
do Trabalho da 3ª Região (MG), que manteve a sentença
e ainda lhe aplicou multa por litigância de má-fé,
de 20% do valor da causa.
No TST, o relator do recurso
de revista, ministro Barros Levenhagen, avaliou que o Tribunal de origem
deixou subentendido que a culpa do empregador teria sido leve ou levíssima
quando, na sua decisão, relatou que o trabalhador não fora
treinado especificamente sobre o uso de uma alavanca para rolar a madeira
na máquina, mas acrescentou como atenuante a circunstância
de que ele usara a própria mão, e não as luvas de
raspa que lhe foram entregues para o trabalho, porque atrapalhavam o
manuseio do maquinário. O relator julgou ter havido violação
do artigo 944 do Código Civil na decisão do TRT e reduziu
o valor da indenização por danos morais e estéticos
para R$ 10 mil, além de excluir a condenação por
litigância de má-fé. (RR-850/2005-051-03-00.7)
(Lourdes Tavares)
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Agência Câmara,
12 de março de 2008
Câmara mantém desconto
em folha de contribuição sindical
Laycer Tomaz

Deputados lembraram que houve acordo com centrais sindicais para
aprovar o projeto.
O Plenário aprovou nesta terça-feira as seis emendas do Senado
ao Projeto de Lei 1990/07, do Poder Executivo, que reconhece as centrais sindicais
como entidades de representação dos trabalhadores. A principal
emenda acatada mantém o desconto da contribuição sindical
obrigatória em folha de pagamento sem necessidade de autorização
do trabalhador. O projeto irá à sanção presidencial.
A necessidade de autorização
do empregado para o desconto em folha foi aprovada pela Câmara
na primeira passagem do projeto pela Casa, em outubro de 2007, quando
os deputados acataram emenda do deputado Augusto Carvalho (PPS-DF). Na época,
o placar foi de 215 votos a favor da emenda, 161 contra e 7 abstenções.
Nesta terça-feira, 234
deputados votaram a favor do desconto em folha e 171 optaram pela necessidade
de autorização. Outros seis deputados se abstiveram.
Acordo
com centrais
Ao relatar as emendas pela Comissão de Trabalho, de Administração
e Serviço Público, o deputado Vicentinho (PT-SP) saudou as principais
centrais sindicais pela aceitação do acordo firmado para a votação
da proposta. "Pedimos a aprovação da matéria, fazendo
desta uma data histórica", afirmou.
Augusto Carvalho lamentou a mudança
acertada no Senado e mantida pela Câmara, destacando que o imposto
sindical é "um resquício da Era Vargas, uma fonte
para todo o tipo de desvios".
As emendas também foram
acatadas pelas comissões de Finanças e Tributação
e de Constituição, Justiça e de Cidadania, com pareceres,
respectivamente, dos deputados Carlos Willian (PTC-MG) e Sérgio
Barradas Carneiro (PT-BA).
Outra emenda aprovada limita
a vigência dos artigos da Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT) sobre contribuição sindical até que
uma lei discipline a chamada "contribuição negocial",
vinculada à negociação coletiva e à aprovação
em assembléia geral da categoria.
Fiscalização
de recursos
Em relação à fiscalização dos recursos repassados
ao movimento sindical, o Senado também incluiu várias entidades
entre as que estarão sujeitas a auditoria do Tribunal de Contas da União
(TCU).
Além das centrais sindicais,
para as quais a Câmara já havia previsto a necessidade de
prestar contas do dinheiro da contribuição sindical, a
emenda do Senado estende a obrigação aos sindicatos, às
federações e às confederações das
categorias econômicas ou profissionais ou das profissões
liberais.
Essas entidades devem prestar
contas ao TCU sobre a aplicação dos recursos vindos das
contribuições de interesse das categorias profissionais
ou econômicas e de outros recursos públicos que venham a
receber.
Paridade
O Senado retirou do texto da Câmara a necessidade de o sindicato de trabalhadores
indicar, ao Ministério do Trabalho, a federação e a confederação
a que estiver filiado como beneficiárias da parcela da contribuição
sindical que lhes cabe. A indicação permanece somente para as
centrais sindicais.
Para evitar problemas de interpretação
do texto legal, fica preservada a paridade da representação
de trabalhadores e empregadores nos fóruns, colegiados e demais
organismos em que as centrais sindicais poderão atuar como representantes
dos interesses dos trabalhadores.
A mudança foi necessária
porque o projeto determina que as centrais sindicais poderão indicar
representantes seguindo os seus respectivos índices de representatividade
ou mediante acordo entre elas.
A última emenda
acatada pela Câmara muda a definição de uma das
atribuições das centrais sindicais. Em vez de "exercerem" a
representação dos trabalhadores por meio das organizações
sindicais a elas filiadas, as centrais deverão "coordenar" essa
representação.
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Agência Câmara,
12 de março de 2008
Projeto atende reivindicação
antiga do movimento sindical
Aprovado nesta terça-feira
pela Câmara, o projeto de lei 1990/07, que regulamenta as centrais
sindicais no Brasil, atende a uma reivindicação antiga
do movimento sindical, que lotou as galerias do Plenário.
Atualmente, as centrais já negociam em nome do trabalhador
em órgãos oficiais, mas não são reconhecidas
juridicamente.
Para o ex-presidente da Central Única
dos Trabalhadores (CUT) e um dos relatores do projeto, deputado Vicentinho
(PT-SP), a votação foi histórica. "É de
grande importância para a história dos trabalhadores do
Brasil, até porque a luta pelo reconhecimento das centrais sindicais
começou no início do século passado. A história
mostra que em 1906 surgiu a primeira central do País, chamada
COB, Central Operária Brasileira. E hoje ocorre a legalização
definitiva", destacou.
A votação só foi
possível devido a um acordo que adiou a solução
para a polêmica em torno da contribuição sindical
obrigatória. Pelo projeto aprovado na Câmara em outubro
do ano passado, essa contribuição só seria descontada
em folha com autorização do trabalhador. Porém,
deputados ligados às centrais argumentaram que essa mudança
quebraria os sindicatos.
O deputado Paulo Pereira
da Silva (PDT-SP), da Força Sindical, explica que esse assunto
só será retomado em outro projeto de lei que o governo
vai enviar ao Congresso em breve. "A idéia é que
se possa acabar com essas contribuições que existem atualmente,
como o imposto sindical, a contribuição assistencial
e a contribuição confederativa, e trocar por uma contribuição
negocial, aprovada em assembléia e descontada de todos os trabalhadores
beneficiados pelo acordo. Esse é o princípio. Os detalhes,
nós ainda estamos decidindo", afirmou.
Reportagem - José Carlos Oliveira/Rádio
Câmara
Edição - Marcos Rossi
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Agência
Câmara, 11 de março de 2008
Câmara rejeita autorização
para contribuição sindical
O Plenário rejeitou há pouco, por 234 votos a 171 e 6 abstenções,
o destaque para votação em separado (DVS)
do PPS apresentado ao Projeto de Lei 1990/07.
O destaque pretendia manter a necessidade de autorização do trabalhador
para o desconto em folha da contribuição sindical obrigatória.
Esse ponto havia sido aprovado pela Câmara, mas foi retirado do texto pelo
Senado. O texto final aprovado mantém o desconto em folha do pagamento
da contribuição.
O PL 1990/07, do Poder Executivo, reconhece
as centrais sindicais como entidades coordenadoras da representação dos trabalhadores,
repartindo com elas parte da arrecadação obtida com a contribuição
sindical obrigatória. A matéria segue para a sanção
presidencial.
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Agência
Diap, 11 de março de 2008
CENTRAIS SINDICAIS
Câmara aprova PL 1.990/07, projeto
vai à sanção presidencial
Na noite desta terça-feira (11), a Câmara dos Deputados aprovou
simbolicamente, em sessão extraordinária, o PL 1.990/07, do Executivo,
que regulamenta o funcionamento das centrais sindicais brasileiras. O projeto
vai à sanção presidencial.
Cinco emendas do Senado foram aprovadas
em bloco. Apenas uma emenda, de autoria do deputado Augusto Carvalho
(PPS/DF), foi votada nominalmente
e derrotada. A emenda tratava do fim do desconto automático
da contribuição sindical.
O deputado Augusto Carvalho, com sua
emenda desejava que o desconto da contribuição sindical fosse feita só depois
de prévia autorização do trabalhador, tal como
foi aprovada na primeira fase de discussão da matéria,
em dezembro passado.
A aprovação da emenda criaria grandes embaraços
para o trabalhador e para as entidades sindicais, pois manteria a compulsoriedade
da contribuição, porém com mudanças no
mecanismo de cobrança, que certamente prejudicaria financeiramente
as entidades sindicais.
Manutenção do desconto automático
Por 234 votos favoráveis à emenda do Senado, o desconto automático
da contribuição sindical fica mantida até que “a
lei venha a disciplinar a contribuição negocial, vinculada ao
exercício efetivo da negociação coletiva e à aprovação
em assembléia geral da categoria”.
A emenda do deputado Augusto Carvalho
recebeu 171 votos e houve ainda seis abstenções, num
total de 411 deputados votantes.
As centrais sindicais estão em processo de negociação
com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para definir um
mecanismo democrático de sustentação financeira
das entidades sindicais. O projeto de lei que será produto dessa
negociação será encaminhado para exame e votação
do Congresso Nacional.
Os partidos da base do Governo – PT, PMDB, PSB, PCdoB, PMN,
PRB, PSC, PTC, PR, PP, PTB, PV, PHS e PDT – votaram a favor da
manutenção da emenda do Senado, portanto, favorável
ao desconto automático da contribuição sindical.
A oposição, composta pelo PSDB, DEM e PPS, votou contra
a emenda do Senado. O PSol também foi contrário à emenda
aprovada no Senado e ratificada pela Câmara nesta fase final
de discussão do projeto. (Marcos Verlaine)
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Agência Câmara,
12 de março de 2008
Câmara aprova novo cronograma
de pagamento de benefícios
Laycer Tomaz

Durante a sessão, parlamentares ressaltaram importância
da medida para diminuir as filas nos bancos.
O Plenário aprovou nesta terça-feira a Medida Provisória
404/07, que amplia de cinco para dez o número de dias de pagamento,
na rede bancária, dos benefícios da Previdência Social
de até um salário mínimo. O objetivo é evitar filas
de aposentados e pensionistas. A matéria será analisada agora
pelo Senado.
Antes da edição
da MP, relatada pelo deputado Walter Brito Neto (PRB-PB), todos os benefícios
eram pagos do primeiro ao quinto dia útil do mês seguinte
ao de sua competência. Permanecem sob essa regra apenas os benefícios
de valor acima de um salário mínimo.
Com a nova sistemática,
vigente desde dezembro de 2007, quem tem direito ao benefício
mensal de até um salário mínimo poderá recebê-lo
entre o quinto dia útil que anteceder o final do mês de
sua competência e o quinto dia útil do mês subseqüente.
Entretanto, o total de beneficiários será distribuído
proporcionalmente entre todos os dias de pagamento.
Para evitar filas em dias nos
quais o expediente bancário é parcial (como 24 de dezembro
ou Quarta-Feira de Cinzas), a MP considera dia útil, para fins
de pagamento de benefício, aquele no qual o expediente bancário
tem horário normal de atendimento.
Economia
Segundo o governo, a MP 404/07 decorre de acordo de cooperação,
feito entre o Ministério da Previdência Social e os bancos, para
isentar o ministério da cobrança de qualquer tarifa bancária
relativa à execução dos serviços de pagamento e
processamento dos benefícios previdenciários e assistenciais
no período de 1º de setembro de 2007 a 31 de agosto de 2008.
A economia esperada com
o acordo será de cerca de R$ 500 milhões por ano, levando
em consideração as tarifas bancárias e o censo
previdenciário, que calcula o número de aposentados e
pensionistas.
Reportagem - Eduardo Piovesan
Edição - Marcos Rossi
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FOLHA DE LONDRINA, 12 de
março de 2008 | Economia
Ano começa com ritmo forte na
atividade industrial
Brasília - O ano começou com a intensificação do
ritmo de expansão da atividade industrial. Em janeiro, todos os indicadores
do setor tiveram desempenho positivo em relação ao mesmo mês
do ano passado. Só o faturamento real teve um crescimento de 10,5%,
a maior expansão nessa comparação desde agosto de 2004.
Os dados fazem parte do boletim ''Sondagem Industrial'', divulgado ontem pela
Confederação Nacional da Indústria (CNI).
''A indústria mostra vigor
nesse início do ano e essa tendência deve continuar nos
próximos meses. Há uma intensificação do
processo de crescimento industrial'', afirmou Flavio Castelo Branco,
da Unidade de Política Econômica da CNI.
Em relação a dezembro,
houve uma queda de 3,3%. O recuo é tradicional nesse período
do ano, já que há um consumo menos intenso em janeiro e é mês
de férias. No entanto, a queda foi menor que a registrada em anos
anteriores, quando ficou na casa de dois dígitos. Retirando os
fatores sazonais, janeiro apresentou um crescimento de 0,8% sobre dezembro,
o que mostra seis meses de crescimento consecutivo nessa comparação
(dado dessazonalizado mês contra mês anterior).
O crescimento de janeiro foi
puxados por seis setores, sendo que a maior contribuição
veio dos veículos automotores (31,6%). Os outros cinco que tiveram
um crescimento acima da média foram: outros equipamentos de transporte
(27,6%), máquinas e equipamentos (25,1%), vestuário (22,3%),
minerais não metálicos (15,8%) e produtos de metal (15,4%).
As horas trabalhadas na indústria
de transformação apresentaram um crescimento de 7% em janeiro
em relação ao mesmo mês de 2007. Em relação
a dezembro, a expansão é de 3,3% e de 0,7% no dado dessazonalizado.
Esse aumento é justificado pelo número de dias úteis
a mais em janeiro.
A massa real de empregos cresceu
7,5% em janeiro na comparação com o mesmo mês do
ano passado.
Mesmo com a intensificação
forte da atividade no setor, o índice de utilização
da capacidade instalada apresentou ligeira alta. Esse indicador mede
o uso de máquinas e equipamentos pelas indústrias.
Ana Paula Ribeiro
Folhapress
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O ESTADO DO PARANÁ,
12 de março de 2008 | Economia
Deputado defende equiparação
das aposentadorias com o mínimo
Redação O Estado do Paraná
Foto: Ciciro Back

Barbosa Neto: extremamente justo.
O deputado federal Barbosa Neto (PDT-PR) ocupou a tribuna da Câmara para
defender equiparação dos proventos de aposentadoria com o salário
mínimo, considerando “algo extremamente justo e que já deveria
estar previsto na nossa Constitucional” e clamando pela urgente apreciação
das PECs (Propostas de Emendas Constitucionais) que tratam do tema, uma de
autoria do senador Paulo Paim e outra de autoria do deputado federal Cléber
Verde. O assunto foi alvo de reportagem e manchete do jornal O Estado do Paraná,
edição de terça-feira (11).
“É extremamente
razoável que neste momento, em que iremos discutir a reforma tributária,
nós voltemos os olhos para esses nobres cidadãos que tanto
precisam do nosso auxílio”, afirmou Barbosa Neto. O deputado
repercutiu em plenário mensagem eletrônica que recebeu da
aposentada Esther Barbosa, revoltada com a queda constante de seus proventos
desde quando começou a recebê-los, que apelou afirmando
que “temos de olhar para cada aposentado, como se fossem os nossos
pais”.
“Nos últimos
treze anos, os aposentados tiveram perda em relação ao
salário mínimo de cerca de sessenta por cento (60%).
Como podemos esperar que eles mantenham uma vida digna quando todos
os preços são reajustados tendo em base o salário
mínimo?”, questionou o deputado.
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Gazeta do Povo, 12 de março
de 2008
BRASIL | CONGRESSO
Acordo derruba anexo e garante votação
do Orçamento hoje
Acerto entre oposição e a base
aliada vai destinar mais dinheiro para a agricultura
por ANDRÉ GONÇALVES,
correspondente
Brasília – Com três meses de atraso, o Congresso vota hoje
o Orçamento de 2008. A sessão foi garantida ontem por um acordo
entre base governista e oposição, que estipulou mudanças
na proposta original. As mais significativas são a exclusão do
anexo de metas, o aumento de verbas para agricultura e uma nova receita para
a Lei Kandir, que compensa a perda de arrecadação de ICMS dos
estados exportadores.
Novela
Dezembro – Após a rejeição da proposta
de emenda constitucional que prorrogaria a CPMF até 2011, é necessário
mais tempo para recompor o Orçamento. A votação deveria
ser realizada até 23 de dezembro.
19 de fevereiro – O
relator da Comissão Mista do Orçamento, José Pimentel,
apresenta proposta de cortes para compensar a perda de R$ 40 bilhões
com a CPMF. Após reestimativa, o corte fica em R$ 12,4 bilhões.
25 de fevereiro – A
oposição questiona a aprovação de um “Anexo
de Metas”, de R$ 534 milhões. Os recursos seriam distribuídos
em obras sugeridas por 96 parlamentares, divididos por 15 estados. O
anexo foi batizado de “contrabando” ao Orçamento.
28 de fevereiro – A
comissão aprova relatório de Pimentel, com o anexo questionado
pela oposição. Outro ponto polêmico é levantado,
a Lei Kandir. O relator destinou R$ 5,2 bilhões para compensar
a perda dos estados exportadores, mas setores da oposição
pedem R$ 20 bilhões.
5 de março – Impasse
continua e o governo cogita enviar “enxurrada de medidas provisórias” para
pressionar o Congresso. Sem a aprovação do Orçamento,
o governo tem feito a execução provisória de despesas
em 2008, baseada somente na proposta de Orçamento apresentada
pelo Poder Executivo – sem as mudanças do Legislativo. O
problema é que os gastos estão limitados a despesas de
pessoal, dívida e alguns gastos de custeio, mas não para
investimentos, como é o caso do PAC.
10 de março – Lula
critica o Congresso pelo atraso. “Eu não posso crer que
apenas eu queira trabalhar, e eles (os parlamentares) não”,
disse, durante o programa de rádio “Café com o presidente”.
11 de março – Líderes
partidários entram em consenso e prometem votação
para hoje, às 11 horas, em sessão conjunta de deputados
e senadores.
O anexo era o principal entrave para a votação. Ele previa a
distribuição de R$ 534 milhões para emendas de 96 parlamentares
ao Plano Plurianual. O mecanismo foi criticado pelo PSDB, que classificou a
idéia de “contrabando”, pois beneficiava apenas um grupo
de deputados com influência na Comissão Mista do Orçamento
(CMO).
O dinheiro agora será distribuído
entre as bancadas estaduais. A divisão será calculada a
partir do Fundo de Participação dos Estados, a população
de cada unidade da federação e a média das emendas
de bancada nos últimos três anos. Essa proposta também
foi atacada inicialmente pelos oposicionistas, mas acabou sendo aceita.
“Com o anexo, o Paraná receberia
mais dinheiro. Agora depende dessas contas”, disse o coordenador
da bancada federal paranaense, deputado Dilceu Sperafico (PP). Embora
os nomes dos beneficiados pela proposta não tenham sido divulgados,
pelo menos cinco seriam paranaenses.
Membro titular da CMO, o deputado
Eduardo Sciarra (DEM-PR) previu que, no geral, o estado terá ganhos. “O
acordo prevê aumento de verba para a agricultura e tudo o que melhora
para esse setor ajuda o Paraná.” Para ele, as perdas em
emendas ficarão em torno de R$ 2 milhões, considerado pouco
em um montante final de R$ 400 milhões.
A negociação definiu
que os investimentos para agricultura vão crescer R$ 450 milhões.
O dinheiro sairá da verba destinada à Lei Kandir, que por
outro lado contará com os novos excessos de arrecadação
do governo. A ajuda aos estados exportadores – entre eles o Paraná – passará de
R$ 5,3 bilhões para R$ 9 bilhões.
Outra alteração,
pressionada pela bancada de São Paulo, foi a restituição
de R$ 224 milhões para obras no Rodoanel. A verba havia sido retirada
pela CMO, mas será recolocada até amanhã.
O acordo ocorreu graças à pressão
do presidente Lula sobre os parlamentares governistas. Ele reuniu ontem
pela manhã representantes de vários partidos aliados, cobrando
mais empenho na defesa das propostas do governo e uma solução
rápida para o problema, que emperra a liberação
de recursos para investimentos como os previstos no Programa de Aceleração
do Crescimento. O medo era que o Orçamento pudesse se transformar
em uma reedição da batalha da CPMF.
Ainda assim, emissários
do Palácio do Planalto farão plantão hoje no Congresso
para evitar surpresas. Na teoria, a votação precisa ser
feita em acordo porque as sessões conjuntas do Congresso dificilmente
têm o quórum mínimo de 257 deputados e 41 senadores.
Sem negociação, a sessão fica sujeita a pedidos
de verificação de quórum, o que pode atrasar mais
uma vez a entrada em vigor do Orçamento.
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Gazeta do Povo, 12 de março
de 2008
IMÓVEIS | CONSTRUÇÃO
Conferência internacional
Discutir o futuro da construção
civil, no Brasil e no mundo. Este é o objetivo da conferência
internacional “CIB: Macrotendências na Construção
2008”, que será realizada no dia 2 de abril, em São
Paulo. Serão debatidos temas como o desenvolvimento da construção
civil na Europa, Ásia, África e nos EUA, além
de assuntos de interesse mundial como o programa Edifício
com Zero Energia, realizado por 200 empresas de vários países.
Dirigido a gestores de
empresas e de órgãos públicos, o evento é organizado
pelo Departamento de Engenharia de Construção Civil,
da Escola Politécnica da USP, com apoio d.o Conselho Internacional
da Construção (CIB), que reúne indústrias
de 70 países. Informações: www.pcc.usp.br/mgc08.
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Folha
de São Paulo, 12 de março de 2008
Lula ataca "obsessão eleitoral" cercado
por pré-candidatos
Presidente diz que certos políticos tratam
pobre como "top model" só em dia de eleição
| Evento em Tocantins é marcado por distribuição
de 5.000 marmitas; petista diz que que adversários tentam enfraquecê-lo
até 2010
LETÍCIA SANDER
ENVIADA A DIANÓPOLIS
Em um discurso cheio
de "recados" à oposição, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem durante evento em
Dianópolis (TO) que, até a sua chegada ao poder, os
pobres no Brasil foram utilizados como "moeda eleitoral",
tratados como "top model" apenas em dia de eleição
e depois esquecidos.
Lula também disse que não privilegia aliados, enquanto alguns
de seus adversários "só pensam naquilo" - numa referência à sucessão
presidencial. Disse que seus adversários agiram para derrotar a CPMF
para que ele, com menos dinheiro em caixa, ficasse enfraquecido e não
fizesse sucessor em 2010.
"É assim que funciona a cabeça de algumas pessoas no Brasil.
Só pensam naquilo, só pensam naquilo, só pensam naquilo.
Quanto ao Marcelo [Miranda, governador de Tocantins] e eu, nós temos de
pensar não é em 2010, é no agora".
O presidente falou em tom de desafio ao negar qualquer tipo de discriminação
aos governadores de partidos adversários: "Perguntem ao José Serra,
do PSDB, perguntem ao Aécio Neves, do PSDB, perguntem à governadora
do estado do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, do PSDB (...)", afirmou,
citando mais nomes de oposicionistas. E acrescentou que "não tem
importância que eles [a oposição] derrubaram a CPMF".
O presidente viajou para o interior de Tocantins para inauguração
de uma barragem sobre o rio Manuel Alves e de parte de projeto de irrigação,
obras previstas no PAC (Plano de Aceleração do Crescimento).
Cercado de prefeitos e políticos da região, ele discorreu sobre
programas sociais e afirmou que tais investimentos no setor causam "revolta" nos
adversários.
" Quando eu criei o Bolsa Família, os de cima diziam assim: isso é esmola, é assistencialismo." Em
seguida, acrescentou: "R$ 90 não vale nada para uma pessoa que ganha
R$ 20 mil por mês e dá isso de gorjeta depois que fica bêbado
num bar, tomando cerveja. Agora, R$ 90 na mão de uma mulher que tem três
ou quatro filhos..."
Lula disse que "não tem nada mais barato no mundo do que a gente
governar para os pobres", porque eles "querem muito pouco, não
pedem o absurdo".
" Por que eles não fizeram isso?", questionou, referindo-se à oposição. "Vocês
já perceberam que há um único dia em que um bando de políticos
trata o pobre igual ao rico? Porque na época da campanha, você não
vê político falando mal de pobre. Político xinga banqueiro,
político xinga empresário, político xinga todo mundo. Mas
pobre é "meu queridinho" daqui e "meu queridinho" de
lá. Aí, depois que ganha as eleições... É o único
dia em que o pobre vira top model, vira a coisa mais importante, porque o voto
dele vale igual ao voto do rico", afirmou.
" Só que depois das eleições, alguns políticos
só convidam os ricos para as suas festas e os pobres ficam esquecidos
até as próximas eleições. É isso que mudou,
no Brasil".
Apesar da ênfase de que sua preocupação é social,
e não eleitoral, Lula participou do evento cercado de prefeitos que
disputarão a reeleição, entre eles o de Dianópolis,
José Salomão Jacobina Aires (PT).
O prefeito decretou feriado e mobilizou ônibus da prefeitura para levar
os moradores até o evento. Ao fim do ato, foram distribuídas
cerca de 5.000 marmitas com arroz, feijão tropeiro, carne seca e mandioca,
como o prefeito de Dianópolis disse à Folha anteontem.
|
Folha
de São Paulo, 12 de março de 2008
Codefat ajudou entidade filiada à Força
Órgão do MTE fez "ajustes" em
convênio com entidade ligada à Força Sindical que
gastaria 97% mais que Estado de SP na mesma função | Acertos
finais em projeto com a CNTM seriam feitos em um domingo na casa do presidente
do Codefat com direito a churrasco e chopp
FERNANDO CANZIAN
DA REPORTAGEM LOCAL
O presidente do Codefat (Conselho
Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador), Luiz Fernando Emediato,
ajudou a CNTM, entidade filiada à Força Sindical, a montar
proposta "inflada" para captar R$ 13,5 milhões para
treinamento e recolocação de mão-de-obra em São
Paulo.
Emediato, que há mais de uma década é ligado a Paulo Pereira
da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical e deputado federal
pelo PDT-SP, fez pessoalmente "acertos" e "ajustes" na
proposta.
O Codefat é um órgão ligado ao MTE (Ministério
do Trabalho e Emprego), comandado pelo pedetista Carlos Lupi, que também
presidia o partido até a semana passada.
Se aprovado o convênio, parte do trabalho da CNTM será feito no
mesmo endereço da Força Sindical em São Paulo.
Emediato nega qualquer irregularidade e afirma que é "normal" o
trabalho conjunto com entidades (leia abaixo).
Juan Sanchez, coordenador de Políticas de Emprego e Renda no Estado
de São Paulo afirma, porém, que, nos convênios que já firmou
com o MTE, nunca o Codefat ou Emediato tiveram nenhuma influência.
Segundo e-mail obtido pela Folha, os últimos detalhes da proposta da
CNTM seriam acertados em encontro na casa do próprio Emediato na serra
da Cantareira, em São Paulo.
O encontro ocorreria no dia 17 de fevereiro, um domingo, antes de a proposta
da CNTM ser formalmente apresentada a comissões da área de emprego
e trabalho do Estado e da Prefeitura de São Paulo.
Piscina e churrasco
Em e-mail a Gildo Bezerra Rocha, funcionário da CNTM, presidida por
Eleno Bezerra, Emediato escreve:
" Caso tenhamos que trabalhar no domingo, ofereço as instalações
de minha casa da Cantareira. Tem computador, internet e impressora. Se der sol,
tem piscina, chope e churrasco, que ninguém é de ferro".
Todos os principais números relativos ao convênio, como total
de inscritos, vagas e trabalhadores colocados, constam em e-mail e tabela enviado
por Gleide Costa, coordenador do Sistema Nacional de Empregos do MTE, a Gildo
Bezerra.
A proposta "acertada" por Emediato e MTE implicaria custo 97% maior
ao que o governo do Estado de São Paulo gasta para fazer o trabalho
de colocação de mão-de-obra.
A discrepância foi revelada pela Folha no mês passado e levou a
um corte de 31% nos custos. Com a redução, a economia passa de
R$ 2 milhões só na colocação de pessoal.
Mesmo assim, as comissões estadual e da Prefeitura de São Paulo
já se posicionaram contra o convênio. A decisão final cabe
agora ao Codefat/MTE.
Convênios como esse da CNTM estavam suspensos desde 2003 após
acórdão do TCU (Tribunal de Contas da União). Havia suspeitas
de irregularidades envolvendo a própria Força Sindical.
Eles só foram retomados após a assinatura da Resolução
560, de 28 de novembro de 2007, do Codefat. Emediato foi quem assinou a resolução
logo após assumir.
Pouco mais de um mês após assinar a 560, Emediato enviou e-mail
a Angelita Leme e Gildo Bezerra, da CNTM, pedindo para que cuidassem do projeto "sem
mais perda de tempo".
Antes da reunião na Cantareira, Emediato, que fazia os ajustes, escreve
a Gildo (CNTM) para que a proposta final seja impressa "em mãos,
pela própria CNTM". E frisa: "Não errem nisso".
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Agência Diap, 12 de março de 2008
ILEGALIDADE
Trabalhador com "nome sujo" na
Serasa não pode ser barrado no emprego
Especialista afirma que restrição é abusiva
e ilegal
Trabalhadores endividados e com o nome inscrito na Serasa, empresa de análises
e informações para decisões de crédito, são
sistematicamente rejeitados como funcionários pelas instituições
financeiras. A alegação dos bancos é a de que o nome na
Serasa impede a abertura de conta bancária para o depósito do
salário.
“ A restrição é abusiva e ilegal”, afirma a
advogada trabalhista Crislaine Simões, do escritório Innocenti
Advogados Associados. “Não existe na Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT) e em outros códigos norma alguma sobre o assunto,
permitindo que justamente as pessoas que mais necessitam de renda sejam excluídas
do mercado de trabalho”, diz.
O problema, alerta a especialista, é que “a irregularidade impera
sem que o Congresso ou o governo tomem qualquer tipo de iniciativa para combatê-la”.
Ela destaca que o problema não se restringe às instituições
financeiras. Muitas empresas também relutam em aceitar empregados nessa
situação e o “nome sujo” é muitas vezes para
a não-contratação.
Na opinião de Crislaine Simões, qualquer candidato a determinado
emprego tem o direito de apresentar sua defesa ou um plano de quitação
de seus débitos. Jamais pode ser discriminado por um caso de inadimplência.
“ Por outro lado, entendo que a instituição financeira poderá dispensar
por justa causa o empregado já contratado que tiver o nome incluído
na lista da Serasa ou ficar com sua conta corrente pessoal negativa, caso seja
norma interna do banco”, afirma. (Fonte: Escritório Innocenti Advogados
Associados)

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GABINETE DO MINISTRO
DESPACHOS DO CHEFE
Em 10 de março de 2007
Registro Sindical
O
Chefe de Gabinete do Ministro do Trabalho e Emprego,
no uso de suas
atribuições legais e com fundamento na Portaria
343, de 04 de maio de 2000 e, na Portaria nº64, de 05 de maio
de 2006, resolve: CONCEDER O(s) REGISTRO(s) SINDICAL(ais) à(s) entidade(s) abaixo_relacionada(s):
Processo 46000.002337/2006-56
Entidade Sindicato
dos Trabalhadores na Indústria da Construção
e do Mobiliário de São Raimundo Nonato - PI - (SITRICOM).
CNPJ 07.523.011/0001-03
Abrangência Intermunicipal
Base Territorial Anísio de Abreu, Bonfim do Piauí,
Canto do Buriti, Caracol, Coronel José Dias, Dirceu Arcoverde,
Dom Inocêncio, Fartura do Piauí, Guaribas, Jurema,
São Braz do Piauí, São João do Piauí,
São Lourenço do Piauí, São Raimundo
Nonato e Várzea Branca – PI
Categoria: I- Trabalhadores na indústria
da construção
civil, pedreiros, carpinteiros, pintores, estucadores, eletricistas,
bombeiros hidráulicos. II- Trabalhadores na indústria
de montagens industriais. III- Trabalhadores na indústria
de olarias. IV- Trabalhadores na extração de pedras
para indústria de cimento, cal, gesso, mármore e
granito. V- Trabalhadores na indútria de cimento, cal e
gesso. VI- Trabalhadores na indústria de ladrilhos hidráulicos
e produtos de cimento. VII- Trabalhadores na exploração
e industrialização de pedras para construção.
Trabalhadores na indústria de cerâmica para construção.
IX- Trabalhadores na indústria de mármore e granitos.
X- Trabalhadores na indústria de pintura, decoração,
estuques e ornatos. XI- Trabalhadores na indústria de serrarias,
marcenarias, carpintarias, tornearias, madeiras, compensados, laminados,
aglomerados e chapas de fibra de madeiras. XII- Oficiais marceneiros
e trabalhadores na indústria de móveis de madeira.
XIII- Trabalhadores na indústria de móveis de junco,
e de vassouras. XIV- Trabalhadores na indústria de cortinados
e estolfos. XVTrabalhadores na indústria de escovas e pincéis.
XVI- Oficiais eletricistas e trabalhadores na indústria
de instalações elétricas, gás, hidráulicas
e sanitárias. XVII- Trabalhadores na indústria de
obras de terraplanagem em geral (estradas, pontes, portos, canais,
barragens, aeroportos, hidrelétricas e engenharia consultiva).
XVIII- Trabalhadores na indústria de refratários;
tratoristas (excetuados os de trabalho rural).
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Concessão de Registro de Alteração
O
Chefe de Gabinete do Ministro do Trabalho e Emprego, no uso de
suas atribuições legais e com fundamento na
Portaria 343, de 04 de maio de 2000 e alterações
e na Portaria nº. 64, de 05 de maio de 2006, NOTA TÉCNICA
DIAN/CGRS/SRT/Nº58/2008
resolve não acolher a impugnação 46000.018806/2007-30,
com a fundamentação no princípio da liberdade
sindical e CONCEDER o Registro da Alteração Estatutária
n°. 46000.006842/2006-70 do Sindicato
dos Trabalhadores na Indústria
do Cimento, Cal e Gesso de São Paulo com base territorial
nos municípios Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba,
Mairiporã, Mogi das Cruzes, Poá, Santa Izabel e Suzano,
bem como publicar, para fins de pré-anotação,
a exclusão da representação da categoria dos
trabalhadores nas Indústrias do Cimento, Cal, Gesso e Argamassas
nos municípios de Guararema, Mogi das Cruzes, Suzano, Poá,
Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba e Santa Izabel - SP do impugnante,
Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário de Mogi das Cruzes, Carta Sindical,
Livro 027, Folha 034 Ano 1958.
MARCELO PANELLA
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Secretário de Relações do Trabalho, no
uso de suas atribuições legais, com fundamento na
Portaria nº. 343, de 04 de Maio de 2000 e no inciso II do
art. 8º da Constituição Federal de 1998, bem
como o art. 511 da Consolidação das Lei do Trabalho
e nas seguintes Notas Técnicas, resolve ARQUIVAR os processos
dos sindicatos abaixo relacionados, em observância ao disposto
no inciso II do art. 8ºe no §4º do artigo 4º da
Portaria 343/00: Processo 46000.010057/2002-98
Entidade Sindicato
dos Trabalhadores nas Indústrias do Mobiliário
e de Artefatos de Madeira no Estado de Minas
Gerais
Fundamento NOTA TÉCNICA/CGRS/SRT/DICNES/Nº 144/2008
Processo 46219.040731/2007-18
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