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GAZETA DO POVO, 13 de março
de 2008
ECONOMIA | EMPREGO
Vagas na indústria caem 0,4%
em janeiro
São Paulo – O
emprego na indústria recuou 0,4% em janeiro, na comparação
com dezembro, segundo resultado negativo consecutivo nesse tipo
de comparação, informou ontem o Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador mensal, porém,
mostrou acréscimo de 2,8% sobre igual mês do ano anterior,
registrando 19 taxas consecutivas.
Nos últimos 12 meses,
a alta foi de 2,3%, pouco acima da verificada em dezembro do ano passado,
de 2,2%.
Já a folha de pagamento
real cresceu 2,9% de dezembro para janeiro. Na comparação
mensal, o resultado atingiu 7,2% sobre igual mês do ano anterior,
a melhor taxa desde dezembro de 2004 (10,7%).
O crescimento de 2,8% no contingente
de trabalhadores é explicado, sobretudo, pelos resultados positivos
em 12 dos 14 locais e 11 dos 18 segmentos pesquisados pelo IBGE. São
Paulo (4,7%), Minas Gerais (2,7%) e Rio Grande do Sul (2,8%) exerceram
os principais impactos positivos, com destaque para os setores de máquinas
e equipamentos (12,5%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos
e de comunicações (17,3%).
Sobre o número de horas
pagas aos trabalhadores da indústria, em janeiro a taxa registrou
queda de 0,3% em relação a dezembro, na série livre
dos efeitos sazonais, segunda taxa negativa consecutiva. Em 12 meses,
a redução acumulada é de 0,7%.
Já a folha de pagamento
real dos trabalhadores da indústria, ajustado sazonalmente,
avançou 2,9% em relação ao mês imediatamente
anterior, revertendo os mesmos 2,9% de retração acumulados
no último bimestre de 2007. Na comparação com
janeiro de 2007, a folha de pagamento real cresceu 7,2%.
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FOLHA DE SÃO PAULO,
13 de março de 2008 | Dinheiro
Financiamento para casa própria
movimenta quase R$ 2 bi em fevereiro
da Folha Online
Os financiamentos imobiliários
com recurso da poupança movimentaram R$ 1,963 bilhão em
fevereiro, o que representa um crescimento de 121,8% em relação
ao mesmo período do ano anterior, segundo a Abecip (Associação
Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).
Foram 18.935 unidades financiadas, um aumento de 90,4% em relação
a fevereiro de 2007.
No primeiro bimestre de 2008,
o volume de empréstimos pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança
e Empréstimo) chegou a R$ 3,585 bilhões, 125,6% a mais
que no primeiro bimestre de 2007. Foram 36.012 unidades financiadas,
praticamente o mesmo número de todo o ano de 2003, quando foram
feitos 36.446 empréstimos.
O acumulado em 12 meses foi de
R$ 20,278 bilhões, um aumento de 103,3% em relação
aos 12 meses anteriores.
A captação líquida
(depósitos menos saques) de fevereiro foi de R$ 1,1 bilhão,
um crescimento de 26,3% em relação ao ano anterior, quando
depósitos menos saques resultaram em R$ 886 milhões.
|
O
Diário de Maringá, 12 de Março de 2008.
Cidades - Trabalho/Maringá
Maringá: Cai número de
acidentes de trabalho na construção civil
Campanhas de orientação e parcerias
entre sindicato e empresas derrubam ocorrências em 65% de 1993
para cá. Falta de treinamento ainda é o principal obstáculo

Walter Fernandes Obra do Novo Centro, em Maringá: sindicato dos empregados
adverte que, seja em grandes ou pequenas construções, trabalhadores
sempre estão sujeitos a imprevistos " Você também precisa
usar o capacete." Foi assim que o empreiteiro Jocélio Souza Barros
recebeu a reportagem de O Diário no canteiro de obras de um prédio
de 15 andares, em fase de acabamento, localizado na Zona 7 de Maringá.
Há sete anos à frente de uma
empresa de prestação de serviços na construção
civil, Jocélio afirma nunca ter sido vítima de um acidente
de trabalho em canteiros de obras. "Eu também nunca presenciei
um acidente com o pessoal da construção", acrescenta.
Atualmente, ele tem equipe
de profissionais envolvida em sete obras na cidade. Todas as sete construções
exigem dos funcionários o uso dos equipamentos de proteção
individual (EPIs).
A observação
de Jocélio sobre os acidentes de trabalho é confirmada
por levantamento do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria
da Construção e do Mobiliário (Sintracom) de Maringá,
que aponta que, de 1993 para cá, houve diminuição
de 65% no número de acidentes de trabalho na construção
civil.
Os acidentes com morte também
acompanharam a queda. Em 1993, foram seis mortes em canteiros de obras
em Maringá. No ano passado, foi registrada uma morte e, nos
primeiros meses deste ano, nenhum operário faleceu em função
de acidente de trabalho.
A redução dessa
estatística, segundo o presidente do Sintracom Maringá,
Jorge Moraes, é reflexo do resultado de campanhas de orientação
e de prevenção de acidentes junto aos trabalhadores e
de parcerias com as empresas da construção civil.
Apesar da queda do número
de acidentes de trabalho no segmento, Moraes diz que a falta de treinamento
do trabalhador é o principal motivo que ainda faz com que operários
se machuquem no ambiente de trabalho. "Não adianta dar
o equipamento de proteção individual para o trabalhador
sem oferecer treinamento e ensiná-lo como usar. Às vezes,
a empresa fornece o equipamento, sem treinar o usuário. Como
ele não sabe usar o cinto de segurança, por exemplo,
não coloca e acaba sofrendo acidente."
Este cenário é freqüente
em canteiros de obras irregulares e até mesmo em pequenas obras,
nas quais muitas vezes o proprietário do local contrata o serviço
de serventes e pedreiros, mas não disponibiliza os EPIs para
os funcionários. Moraes explica que no contrato de prestação
de serviço entre o dono do imóvel e o operário é preciso
incluir uma cláusula que obrigue o trabalhador a utilizar os
EPIs. "Se o funcionário se recusar a usar os equipamentos, é melhor
não contratá-lo", aconselha. "Da mesma forma
que podem acontecer acidentes em obras de grande porte, os operários
de reformas e construções pequenas estão sujeitos
a imprevistos."
A autoconfiança do operário
também pode justificar boa parte dos acidentes de trabalho.
Como a obra é uma indústria rotativa, em que as frentes
de trabalho mudam com freqüência, o tipo do acidente é diferente
em cada fase. Por este motivo, a confiança do trabalhador em
achar que já conhece tudo pode favorecer acidentes. "Ele é tão
seguro de si que acha que não vai cometer erro", afirma
Jorge Moraes.
Os acidentes de trabalho
que mais fazem vítimas fatais na construção
civil são queda de altura, queda de objetos sobre o operário
e choque elétrico, que pode ser proveniente da eletricidade
que está dentro do canteiro ou da alta tensão que passa
ao lado da obra. Já entre os acidentes que mutilam o operário,
a serra circular é campeã, seguida pela falta de equipamento
de segurança nos pés e por queda de pequenos objetos.
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O Diário de Maringá,
12 de Março de 2008.
Cidades - Trabalho/Maringá
90% das empresas oferecem EPIs

Dentro da legalidade e proporcionando segurança ao trabalhador da construção
civil estão mais de 90% das empresas de Maringá. Segundo Jorge
Moraes, presidente do Sintracom, a fiscalização de entidades
ligadas ao setor de construção civil contribuiu para que a segurança
do operário na cidade fosse considerada satisfatória.
No entanto, o combate aos acidentes
de trabalho na construção civil ainda é intenso.
De acordo com Moraes, equipes de fiscalização da entidade
vão aos canteiros de obras para vistoriar as condições
de trabalho dos operários.
O Comitê de Combate à Informalidade,
ligado ao sindicato maringaense, tem a função de ir aos
canteiros de obras e fazer o levantamento das condições
do ambiente de trabalho dos funcionários, verificar se todos estão
usando os equipamentos de proteção individual (EPIs) e
checar se estão trabalhando com carteira assinada.
"Quando o comitê registra
algo errado, os responsáveis pela obra são intimados a
comparecer ao sindicato para resolver o problema", conta Moraes.
Segundo ele, quando o problema
envolve a segurança e a saúde do operário, o prazo é zero. "As
empresas precisam fazer a compra imediata dos EPIs", diz o presidente
do sindicato, lembrando que já houve casos de interdição
do canteiro de obras até a compra e entrega dos equipamentos de
segurança.
Fiscalizações
em canteiros de obras e campanhas de orientação e prevenção
de acidentes direcionadas aos operários servem, segundo Moraes,
também para alertar todos que estão envolvidos com a
construção civil. "O setor está em expansão
e nós queremos crescer com segurança", afirma o
sindicalista.
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O Diário de Maringá,
12 de Março de 2008.
Cidades - Construção Civil
Qualificação é problema
do setor
carla@odiariomaringa.com.br
Além da escassez de mão-de-obra
qualificada para trabalhar no setor de construção civil,
a falta de motivação dos trabalhadores para ingressar no
setor é uma dificuldade que o segmento enfrenta. Na opinião
do presidente do Sindicato da Indústria da Construção
Civil (Sinduscon) da região noroeste do Paraná, Álvaro
Pereira da Silva, é necessário fazer um trabalho de valorização
do trabalhador da construção civil.
Silva diz que os salários
oferecidos pelo setor são bons. Como exemplo, ele cita a remuneração
de um servente: R$ 462 por mês e mais vale-alimentação
de R$ 175. Já um pedreiro recebe mensalmente R$ 860 em uma jornada
de trabalho de oito horas por dia. "É mais do que ganha uma
pessoa que trabalha em shopping", compara. "O salário
não é ruim, é a pessoa que não tem motivação
para trabalhar conosco (na construção civil)", acredita
Silva.
Segundo ele, mesmo com o salário inferior, o trabalhador prefere ter
emprego em um shopping, principalmente quando se trata dos mais jovens. "Eles
encaram o operário como peão de obra. É preciso mudar
esta visão do trabalhador da construção civil e resgatar
a motivação dele."
De acordo com o presidente regional
do Sinduscon, o outro dilema que enfrenta o setor, que é a falta
de mão-de-obra qualificada, não pode ser resolvido com
a contração de qualquer funcionário. "Se não
tiver qualificação mínima, ele não vai saber
assentar uma lajota e nem fazer revestimento."
Progressão
Por outro lado, Jorge Moraes,
presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção
e do Mobiliário de Maringá (Sintracom), diz que a construção
civil oferece segurança para o operário que queira progredir
no setor e avançar do posto de servente para o de pedreiro. "É muito
fácil trabalhar neste segmento".
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GAZETA DO POVO, 13 de março
de 2008
ECONOMIA | SETOR TÊXTIL
Frente promete 1 milhão de empregos
por ANDRÉ GONÇALVES,
correspondente
Brasília – Deputados
federais e senadores instalaram ontem a Frente Parlamentar da Indústria
Têxtil e de Confecção Nacional, com uma campanha
para a criação de 1 milhão de empregos no setor
até 2010. O grupo atuará em três áreas,
focadas no fortalecimento das exportações. Ele defende
a retomada de acordos internacionais bilaterais, adequação
dos produtos importados às normas brasileiras e o apoio à Reforma
Tributária, com a desoneração da folha de pagamento
das empresas.
A frente tem como coordenador
o deputado paranaense Rodrigo Rocha Loures (PMDB). O resultado dos trabalhos
pode ajudar diretamente o estado, segundo maior pólo de confecção
do país. O segmento tem 4.646 empresas, fatura R$ 3,5 bilhões
por ano e emprega 68 mil trabalhadores no Paraná, distribuídos
principalmente em Londrina, Maringá, Cianorte e Apucarana.
O principal desafio dos parlamentares
será recuperar a competitividade brasileira em relação
a adversários poderosos, como a China. Embalado pela desvalorização
do dólar, a indústria têxtil nacional saiu de um
superávit de US$ 684 milhões em 2005 para um déficit
de US$ 644 milhões no ano passado. “Nossas empresas só serão
globalmente competitivas quando o Brasil, como país, também
for. Não demandamos favores, mas clamamos por uma isonomia em
relação aos demais países”, disse o presidente
da Associação Brasileira da Indústria Têxtil,
Agnaldo Diniz Filho.
Rocha Loures afirmou que a atuação
coordenada dos produtores, governo e parlamentares ajudará nas
disputas internacionais. Segundo ele, o país está muito
próximo de fechar um acordo bilateral com os Estados Unidos. “Só essa
negociação já seria suficiente para a criação
dos 1 milhão de empregos.”
O peemedebista explicou que há uma
tendência na América do Norte e Europa de diminuir a importação
dos produtos chineses. O Brasil, entretanto, precisa estar preparado
para abraçar essa demanda. O problema mais delicado seria legal
e não técnico.
O empresário Augusto José Sperotto,
dono da Fiasul de Toledo, esteve na solenidade e disse que o Brasil – e
especialmente o Paraná – tem um parque industrial têxtil
do mesmo nível dos países mais avançados do mundo. “Minha
empresa trabalha com 530 colaboradores e, não são poucas
vezes, tenho de buscar mão-de-obra em outras cidades. Faríamos
muito mais se a cadeia fosse mais organizada, se houvesse barreiras para
a entrada produtos de má qualidade”, afirmou.
As ações propostas
pela frente também trouxeram esperança aos representantes
da Associação Nacional das Indústrias de Bonés,
Camisetas, Brindes e Similares (Anibb). Cerca de 70% da produção
nacional do setor é de Apucarana. O segmento, porém, foi
prejudicado pelas mudanças na lei eleitoral, que proibiram a distribuição
de brindes em campanhas a partir de 2006.
“Perdemos, de cara, 10
mil empregos”, disse o presidente da Anibb, Valdenilson Vado da
Costa. A queda continuou graças à concorrência com
os chineses. “Eles oferecem bonés pela metade do preço,
mas, por outro lado com bem menos da qualidade dos nossos.”
Projeto tentará barrar evasão
de empresas
Empresários e representantes do governo decidiram ontem em reunião
na Assembléia Legislativa que vão elaborar nos próximos
dias um novo projeto para evitar a evasão de empresas do setor têxtil
para outros estados em função da guerra fiscal. A intenção,
segundo o o deputado estadual Ademar Traiano (PSDB), é estudar alternativas
como a redução de ICMS ou uma compensação financeira
para que as indústrias locais não percam competitividade.
A idéia é barrar
a transferência de fábricas do setor para Mato Grosso e
Mato Grosso do Sul. Em matéria publicada no último dia
2, a Gazeta do Povo mostrou que pelo menos 15 empresas da região
de Londrina já foram para o Mato Grosso, com a demissão
de 1,8 mil pessoas. O movimento, no entanto, não é isolado,
e é registrado também em Cianorte, Maringá e Apucarana.
As empresas são atraídas pelo ICMS menor e pela mão-de-obra
barata.
Para o secretário da Fazenda,
Heron Arzua, a proposta de redução e ICMS, contudo, é inconstitucional.
Cristina Rios
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GAZETA DO POVO, 13 de março
de 2008
BRASIL | LEVANTAMENTO
Justiça Eleitoral cassou 250
prefeitos desde 2004
Brasília – A Justiça
Eleitoral cassou, desde 2004, 250 prefeitos em todo o país – 4,5%
do total dos municípios –, de acordo com levantamento
do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No Paraná, foram sete
prefeitos que perderam o mandato no período – Fênix,
Nova Tebas, Mandaguari, Itaperuçu, Juranda, Santa Fé e
Rio Branco do Sul. Somente no ano passado, foram 95 mandatários
cassados pelos tribunais regionais eleitorais. As razões
principais para a perda de mandato são o abuso de poder
econômico, compra de votos e abuso de autoridade.
Em Caldas Novas (GO), a Justiça Eleitoral cassou quatro prefeitos em
apenas três anos. Na cidade de Sátiro Dias (BA), um prefeito foi
cassado sob a acusação de ter comprado o voto de eleitores com
a oferta de fertilizantes. Em Reginópolis (SP), o prefeito perdeu o
mandato, acusado de ter doado cestas básicas à população
com material de campanha dentro da embalagem.
Minas Gerais foi o estado com
o maior número de prefeitos cassados (20). Um desses prefeitos
foi cassado por ter distribuído carne, pão e chope durante
um comício. Na Bahia, foram dez cassados. Na Paraíba, terceiro
estado nesse ranking, nove perderam o mandato. O Tribunal Regional Eleitoral
de Alagoas foi o único, de acordo com o TSE, a não informar
se houve cassação de mandatos nestes últimos anos.
Outros prefeitos, acusados
das mesmas irregularidades, conseguem se manter no cargo por decisões
liminares da própria Justiça. E podem conseguir terminar
o mandato, já que novas eleições municipais estão
marcadas para outubro.
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CONGRESSO EM FOCO, 13 de
março de 2008
Congresso aprova orçamento
Em sessão conjunta do Congresso, os parlamentares acabam de aprovar
o orçamento deste ano. Deputados e senadores rejeitaram em bloco os
destaques para votação em separado, o que, na prática,
atrasaria a apreciação da proposta. Foram aprovados, também
em bloco, os requerimentos de parecer favorável à matéria.
O placar entre os deputados registrou
404 votos foram favoráveis, 12 contrários e uma abstenção.
Entre os senadores, 53 votos favoráveis, nenhum voto negativo
e nenhuma abstenção.
A votação ocorreu
rapidamente, uma vez que a oposição desistiu de obstruir
a apreciação do texto orçamentário, após
um acordo com a base do governo. A oposição decidiu votar
o orçamento depois que o governo concordou em redistribuir os
R$ 534 milhões do Anexo de Metas e Prioridades. Os governistas
também abriram mão de retirar recursos da lei Kandir para
investimentos em agricultura (que totalizariam R$ 5,2 bilhões
neste ano).
O valor total da peça
orçamentária de 2008 é de R$ 1,46 trilhão.
Desse montante, R$ 99 bilhões serão destinados a investimentos
sociais, incluindo as obras do Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC), sendo que os investimentos diretos a cargo da União
somam R$ 37,3 bilhões – valor 30% maior do que o governo
havia previsto (R$ 28,8 bilhões). "O Congresso Nacional teve
o cuidado de ouvir os Três Poderes", declarou o relator-geral
do orçamento, deputado José Pimentel (PT-CE), referindo-se
ao corte orçamentário imposto pelo fim da arrecadação
da CPMF. "O orçamento saiu muito enxuto. Portanto, é realista."
Ao Congresso em Foco, a senadora
Marisa Serrano (PSDB-MS), disse estar satisfeita com a votação
de hoje. "Valeu a força, o esforço não só da
oposição, mas também dos líderes do grupo
ligado ao governo, porque, com a boa vontade, nós chegamos ao
denominador comum. O importante é que ficou a certeza de que é conversando
que a gente se entende", disse a tucana.
Para Marisa, o consenso alcançado
hoje, no entanto, não significa um arrefecimento na disposição
oposicionista em contestar o governo. "É evidente que as
oposições vão continuar vigilantes, vão continuar
exigindo seu espaço, garantindo que o Congresso Nacional seja
visto como deve: como um Poder independente, autônomo, e que tem
as suas regras próprias."
Impasse
Até o início da
tarde, os oposicionistas sinalizavam que dificultariam a aprovação
da proposta (leia mais). A principal queixa da minoria diz respeito à edição
de medidas provisórias. Ontem, o líder do governo no Senado,
Romero Jucá (PMDB-RR), provocou a ira da oposição
ao retirar a urgência, pela segunda vez, de uma MP que trata de
crédito rural.
A intenção de Jucá era
dar celeridade na análise de outra medida provisória: a
que cria a TV Brasil. Revoltados, os oposicionistas deixaram o plenário,
abrindo caminho para que os governistas aprovassem a matéria.
(leia mais)
Obstrução anunciada
Passada a etapa do orçamento,
PSDB e DEM prometem obstruir a votação de MPs na Câmara
e no Senado a partir desta quinta-feira (13). A oposição
critica a excessiva edição de medidas provisórias,
que trancam a pauta de votações do Parlamento.
“A partir de agora, nós
não vamos apreciar nenhuma matéria, na Câmara e no
Senado, enquanto o governo não tomar providencias a respeito das
MPs”, destacou o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio
Guerra (PE).
Até o presidente do Congresso,
senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), criticou a edição exagerada
das MPs. Segundo ele, elas atacam a “soberania do Legislativo”.
(leia mais)
O orçamento deveria
ter sido votado em dezembro do ano passado. No entanto, em virtude
da não continuidade da cobrança da Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF),
o governo teve que realizar cortes na peça orçamentária,
totalizando R$ 12,4 bilhões. Caso fosse aprovada, a CPMF renderia,
neste ano, cerca de R$ 40 bilhões aos cofres da União.
(Rodolfo Torres e Fábio Góis)
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VERMELHO, 13 de março
de 2008 | Movimentos
Centrais vão atrás de
legalização e alternativas ao imposto
Após a aprovação
pela Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (11), do projeto
de legalização das centrais sindicais, 17 entidades deram
início à corrida para o preenchimento dos critérios
de representatividade exigidos no projeto. Em meio a comemorações
pela conquista histórica, um novo desafio: cumprir com o compromisso
firmado com o governo, com o Senado e com a Câmara de apresentar
até o final de março uma proposta alternativa a atual contribuição
sindical obrigatória.
Por Carla Santos
Ao que tudo indica, a unidade
alcançada para a legalização também deverá se
repetir na proposta ao imposto sindical.
''Para nós a aprovação
teve um grande significado para a luta da classe operária nos últimos
tempos. Nós agora não somos mais apenas reconhecidos de
fato, mas também de direito. Agora nós vamos contar com
a sanção do presidente'', disse ao Vermelho o presidente
da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antonio Fernandes
dos Santos, o Neto.
Embora a CGTB ainda não
tenha todos os critérios de representatividade preenchidos para
a sua legalização, o presidente da central assegurou que
até a sanção da lei a central os terá. Atualmente,
17 centrais buscaram a sua legalização.
De acordo com o projeto, para
ser reconhecida a central deve ter filiação de no mínimo
100 sindicatos distribuídos nas cinco regiões do país;
filiação em pelo menos três regiões do país
de no mínimo vinte sindicatos em cada uma; filiação
de sindicatos em no mínimo cinco setores de atividade econômica;
e filiação de trabalhadores aos sindicatos de sua estrutura
de no mínimo 5% do total de empregados sindicalizados em âmbito
nacional, no primeiro ano de reconhecimento, devendo crescer e alcançar
7% em dois anos.
''A aprovação do
projeto é uma luta já de alguns anos. Por conta da sua
atuação era imprescindível o seu reconhecimento
jurídico e também por parte do governo e dos parlamentares
brasileiros. Isso pode até parecer pouca coisa, mas para o movimento
sindical não é. Hoje é um dia de festa para os trabalhadores
do país'', falou Wagner Gomes, presidente da Central dos Trabalhadores
e Trabalhadoras do Brasil (CTB).
A CTB foi fundada recentemente,
mas já cumpre com os critérios para a sua legalização.
Porém, Wagner diz que até a sanção da lei
a central deverá aumentar a sua representatividade.
''Estamos na fase de filiações
e construção da CTB nos estados. Nós vamos ter o
lançamento da CTB em todos os estados brasileiros e esperamos
chegar até o final de abril com pelo menos 500 sindicatos filiados
a central. Já atingimos a meta necessária para sermos reconhecidos,
mas sabemos que ainda estamos muito abaixo do nosso potencial. Há muitos
sindicatos no Brasil'', agrega Wagner.
Unidade e maturidade
Para os dirigentes sindicais,
dois fatores foram fundamentais para a vitória desta terça:
maturidade e unidade.
''Há dois significados
da vitória da legalização. O primeiro é o
de alcançar esse patamar de reconhecimento e o segundo é a
unidade das centrais por essa luta. Nos últimos tempos as centrais
têm lutado juntas. Isso demonstra uma maturidade do movimento sindical
que tem deixado de lado as diferenças, quando elas surgem, em
nome de mais conquistas para os trabalhadores'', argumenta Ricardo Patah,
presidente da União Geral dos Trabalhadores.
Para o presidente da CGTB, essa maturidade e unidade precisam ser refletidas
no próximo 1º de Maio, Dia do Trabalhador.
''Seria uma grande demonstração
dessa maturidade se todas as centrais realizassem o próximo 1º de
Maio unificado nacionalmente. Agora que o Brasil tem consciência
legalmente da presença das centrais, e com a continuidade da unidade
que vem sendo construída, acredito que um 1º de Maio unificado
seria fundamental'', disse.
Polêmicas entre centrais
A CUT também viu com bons
olhos a aprovação do projeto, mas, segundo Artur Henrique,
presidente da central, a vitória foi apenas um primeiro passo
para maiores mudanças na estrutura do movimento.
''Nós consideramos a aprovação
do projeto um importante passo para maiores mudanças na estrutura
sindical brasileira. Entre as mudanças que queremos está o
fim do imposto sindical, a organização a partir do local
de trabalho, uma legislação que coíba práticas
antisindiciais e que democratize as relações de trabalho.
Sabemos que hoje muitos sindicalistas são perseguidos pela sua
atuação no local de trabalho, isso tem que acabar”,
comenta Artur.
O presidente da CUT chegou a
se indispor com as demais centrais durante as negociações
para o projeto de regulamentação. O motivo era a defesa
histórica da Central Única pelo fim do imposto. Alguns
dos dirigentes do movimento chegaram a culpar a central pela retirada
da contribuição na primeira votação na Câmara.
Outro ponto que dividiu as centrais
durante a discussão do projeto aprovado foi à unicidade
sindical. A CUT defende a pluralidade, enquanto que a maioria das centrais
a unicidade.
''Estamos buscando garantir,
dentro dos 90 dias estabelecidos, uma proposta factível para substituir
o imposto. O fato é que o custeio do movimento é muito
importante. A mídia fica batendo no imposto, mas não fala
nada do imposto arrecadado pelas empresas. Por que só o custeio
dos patrões é moralmente aceitável?'', pergunta
Patah, da UGT.
Apesar das farpas, a proposta
alternativa para a contribuição sindical da CUT tem ganhado
força e deve unificar boa parte das centrais no grupo de trabalho,
formado pelo Ministério do Trabalho com o Fórum das Centrais,
desde o final do ano passado. O grupo firmou o compromisso com o governo,
o Senado e a Câmara de apresentar até o final de março
uma proposta factível e viável ao imposto.
Alternativa ao imposto
“A CUT propõe a
contribuição a partir da negociação coletiva
aprovada em assembléia de trabalhadores. Vamos exigir o cumprimento
desse acordo e lutaremos pela aprovação desse projeto que
já está em fase adiantada no grupo de trabalho formado'',
esclarece Artur.
Paulo Pereira da Silva, o Paulinho,
presidente da Força Sindical e deputado federal pelo PDT-SP, também
disse estar comprometido em levar o acordo até o fim.
''Aprovamos o projeto com o compromisso
de nos próximos dias apresentar a Câmara uma proposta a
contribuição sindical. A idéia inicial é de
que a contribuição seja negocial, com um teto estabelecido
em assembléia pelos trabalhadores e descontada de todos os beneficiados
em acordo'', informa Paulinho.
Ele também destaca que,
neste momento, a aprovação da legalização
com a contribuição foi decisiva para que o movimento sindical
do país de um salto de qualidade.
''Uma das questões mais
importantes da aprovação foi a garantia dos recursos para
as centrais, coisa que não tínhamos antes, e que agora
servirá para qualificar mais o trabalho dos dirigentes sindicais
e das entidades nas lutas do dia-a-dia”, enfatiza Paulinho.
Paulinho também afirma
que com a legalização os processos trabalhistas serão
agilizados, já que as centrais poderão entrar com recursos
direto no Supremo, beneficiando mais rapidamente os trabalhadores com
causas trabalhistas na Justiça.
Para ele, o que fez com que a
maioria a Câmara revisse o seu posicionamento contrário
ao imposto foi o tempo.
''Acredito que o maior tempo
de debates com os parlamentares na Câmara foi o que garantiu o
projeto tal qual o defendemos [com a contribuição sindical].
Nós fizemos toda uma discussão com os parlamentares e agora
nós tivemos mais espaço do que antes para esclarecer nossa
proposta'', finaliza.
Confira a íntegra
do projeto
aprovado aqui.
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O GLOBO, 13 de março
de 2008 | País
Salário mínimo
Sindicato pede acréscimo de
R$ 35 em reajuste de aposentados que ganham até R$ 700
Isabel Braga - O Globo
BRASÍLIA - O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP),
recebeu nesta quarta-feira o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados,
José Batista Inocentini, que entregou uma proposta de maior aumento
para os aposentados que ganham até R$ 700. O sindicalista propôs
que sejam adicionados R$ 35 ao valor, além dos 5% de aumento que o governo
deve propor por meio de medida provisória. Para aqueles que ganham acima
de R$ 700, o sindicato apóia o reajuste original de 5%.
- Com essa reivindicação,
vamos beneficiar 3,2 milhões de aposentados e não vamos
cometer injustiça - disse Inocentini, argumentando que esse é uma
parcela pequeno dentro do universo de 25 milhões de aposentados
do INSS - disse Inocentini.
O piso das aposentadorias e pensões
foi corrigido com o aumento do salário mínimo, que passou
de R$380 para R$ 415 em 1º de março. Há 16,4 milhões
de aposentados e pensionistas que ganham até um mínimo
por mês e cujos benefícios sobem imediatamente com o reajuste
do salário.
Antes de se encontrar com Chinaglia,
o sindicalista recebeu do ministro da Previdência, Luiz Marinho,
apoio à proposta:
- Eu ainda vou analisar
o documento, mas me pareceu uma coisa razoável - disse Chinaglia.
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AGÊNCIA DIAP, 13 de
março de 2008
NEOESCRAVISMO
Ato nacional contra o trabalho escravo
mobiliza o Parlamento
Movimentos sociais, entidades
da sociedade civil, lideranças políticas e sindicais, e
representantes de grupos que defendem os direitos humanos participaram,
nesta quarta-feira (12), do "Ato Nacional contra o Trabalho Escravo:
PEC 438/2001, aprovação já!"
Os manifestantes lotaram Auditório
Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, para pressionar os parlamentares
a concluir a apreciação da "PEC do Trabalho Escravo",
como ficou conhecida, e que prevê o confisco de terras onde os
trabalhadores são submetidos a condições análogas à de
escravo.
A PEC 438 é considerada
uma medida importante para o combate e o fim desta grave violação
de direitos humanos que envergonha o Brasil 120 anos após a abolição
da escravidão. O texto foi aprovado em dois turnos pelo Senado
e em primeiro turno pela Câmara dos Deputados. No entanto, sua
votação em segundo turno está parada na “Casa
do Povo” desde agosto de 2004.
Compromisso
Os presidentes da Câmara,
Arlindo Chinaglia (PT/SP), e do Senado Federal, Garibaldi Alves (PMDB/RN),
participaram do ato. Em reunião com parlamentares, Chinaglia inclusive
assumiu o compromisso de trabalhar junto aos líderes para destravar
a PEC ainda neste semestre.
Chinaglia lembrou que os sucessivos
trancamentos de pauta por medidas provisórias impediram a votação
dos projetos prioritários no ano passado. O presidente também
acredita que a principal divergência em torno da proposta - a possibilidade
de expropriar terras onde haja trabalho escravo - pode ser resolvida
com ajustes no texto no plenário.
Mobilização
Segundo explicou Chinaglia, o
acordo para concluir a votação da proposta foi rompido
e será necessário um novo esforço para assegurar
a apreciação da matéria. Para tanto, enfatizou a
necessidade de que os trabalhadores arregimentem apoio entre os deputados
para que efetivamente a matéria seja apreciada.
Chinaglia disse aos trabalhadores
que a simples inclusão da matéria na pauta não garante
a votação, pois qualquer bancada pode usar o instrumento
regimental da obstrução e impedir a análise da proposta.
Ele informou que já anunciou a PEC como uma das prioridades da
agenda da Câmara neste ano, mas será necessário um
esforço para garantir apoio, já que sua aprovação
depende de um quorum alto - 308 votos.
Trabalho reconhecido
Para o ministro do Trabalho e
Emprego, Carlos Lupi, “Esta proposta [PEC 438/2001] é fundamental
para erradicar definitivamente no Brasil esse tipo de serviço
que subjulga o ser humano. Queremos um trabalhador reconhecido e com
carteira assinada", afirmou.
Lupi destacou ainda o empenho
do MTE, por meio do Grupo Móvel de Fiscalização,
em combater a exploração de trabalhadores. "Os auditores
fiscais do trabalho, junto com representantes da sociedade civil, têm
feito um trabalho profícuo neste combate, enfrentando ameaça
de morte e dificuldades pessoais", disse ele.
Recorde no combate ao trabalho escravo
Segundo informações
do Ministério do Trabalho e Emprego, a fiscalização
da pasta bateu o recorde no número de operações
em 2007 com a libertação de 5,8 mil trabalhadores que eram
submetidos a condições análogas à de escravos.
Em um total de 110 operações,
os auditores percorreram 197 propriedades rurais em todo o território
nacional, formalizando também o vínculo de outros 3.497
empregados sem carteira assinada, principalmente em estados com alto índice
de denúncias, como o Pará, Maranhão e Tocantins.
Lista
Em 2004 foi criado pelo Governo
o cadastro dos empregadores flagrados explorando trabalhadores na condição
análoga à de escravo. O nome do infrator entra para a lista
após o final do processo administrativo criado pelos autos da
fiscalização, quando estes não estão mais
sujeitos aos recursos na esfera administrativa.
A exclusão, por sua vez,
depende do monitoramento do infrator por um período de dois anos.
Se neste intervalo não houver reincidência e forem pagas
todas as multas resultantes da ação de fiscalização
e quitados os débitos trabalhistas e previdenciários, o
nome é retirado.
Os empregadores listados ficam
impedidos de obter empréstimos em bancos oficiais do Governo e
também entram para a lista das empresas pertencentes à "cadeia
produtiva do trabalho escravo no Brasil", que serve de alerta às
indústrias, varejo e exportadores para a aplicação
de restrição aos produtos.
Apoio no plenário
Em discurso no plenário
da Câmara, o deputado Flávio Dino (PCdoB/MA) chamou atenção
para o ato nacional em defesa da aprovação da PEC sobre
a expropriação das terras em que se verifica trabalho escravo.
Segundo o parlamentar comunista, “nada
justifica que hoje, na nossa Constituição, se preveja,
como de fato se prevê, que nas terras em que é realizado
o cultivo de plantas psicotrópicas, de substâncias entorpecentes,
haja a expropriação — ou seja, o proprietário
perde a terra sem direito a indenização — e que o
mesmo não se verifique quando há o trabalho escravo”.
Para ele, o trabalho escravo “é uma
conduta que ofende com mais gravidade, com mais profundidade, os valores
constitucionais: permitir que em dada propriedade haja a escravização,
a coisificação de seres humanos”, destacou.
E continuou: “O ato político
buscará reverberar o sentimento da sociedade de que afronta a
consciência nacional que ainda nesse alvorecer do século
21 continuemos a conviver com essa grave violação a princípios
constitucionais e a direitos consagrados nas nossas leis”.
A organização
do evento foi responsabilidade do Movimento Nacional pela Aprovação
da PEC 438 e pela Erradicação do Trabalho Escravo, e
conta com a participação da Subcomissão de Combate
ao Trabalho Escravo no Senado Federal, Subcomissão de Combate
ao Trabalho Escravo, Degradante e Trabalho Infantil na Câmara
dos Deputados, Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Anamatra,
OIT, CPT, Forum Nacional da Reforma Agrária, MST, Contag, Fetraf,
Coetrae/MA, Coetrae/TO, CDVDH, CRS, Sinait, ANPT, ANPR, AMB, Ajufe,
OAB, Abra, Repórter Brasil, Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade
Social. (Alysson Alves, com agências)
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AGÊNCIA CÂMARA,
13 de março de 2008
Consolidada
Trabalho aprova licença-maternidade
opcional de 6 meses
Diógenes Santos
A Comissão de Trabalho, de Administração e de Serviço
Público aprovou hoje o Projeto de Lei 2513/07, do Senado, que institui
o Programa Empresa Cidadã, que permite a ampliação da
licença-maternidade por mais 60 dias, em caráter facultativo,
em troca de incentivo fiscal ao empregador.
A Constituição
fixa em 120 dias o período da licença-maternidade. O projeto
estabelece que todas as empregadas das empresas privadas que aderirem
ao projeto - inclusive as mães adotivas - terão o direito
de requerer a ampliação do benefício, devendo fazê-lo
até o final do primeiro mês após o parto. A licença-maternidade,
portanto, poderá chegar a 180 dias, ou seis meses.
O empregador que aderir voluntariamente
ao Programa Empresa-Cidadã poderá descontar do Imposto
de Renda devido, na íntegra, o valor dos salários pagos
durante os dois meses adicionais da licença.
Saúde
do bebê
A relatora, deputada Thelma de Oliveira (PSDB-MT), apresentou parecer favorável à proposta.
Segundo a deputada, trata-se de uma medida importante para a saúde do
bebê, e portanto do interesse não só das mães, mas
de toda a família.
Thelma de Oliveira cita dados
da Sociedade Brasileira de Pediatria que apontam que a amamentação
regular, por seis meses, reduz 17 vezes as chances de a criança
contrair pneumonia; 5,4 vezes a possibilidade de anemia; e 2,5 vezes
a ameaça de crises de diarréia. "Dois meses a mais
de convivência direta com a mãe se tornam altamente significativos,
pois a mãe se prepara melhor para deixar em casa, aos cuidados
da babá, uma criança que já está em condições
de ser introduzida em outra fase de alimentação",
sustenta a relatora.
Remuneração
intregral
Durante a prorrogação da licença-maternidade, a empregada
terá direito à remuneração integral. Os dois meses
adicionais de licença serão concedidos imediatamente após
o período de 120 dias previsto na Constituição.
A proposição autoriza a administração pública,
direta, indireta e fundacional, a instituir programa que garanta prorrogação
da licença-maternidade pago pelo Regime Geral de Previdência Social.
De autoria da senadora Patrícia
Saboya (PDT-CE), o projeto tramita em caráter conclusivo e agora
será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família;
de Finanças e Tributação; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
Reportagem - Luiz Claudio Pinheiro
Edição - Wilson Silveira
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AGÊNCIA DIAP, 13 de março
de 2008
MOVIMENTO SINDICAL
Central Sindical dos Profissionais se lança
em defesa de liberais, autônomos e diferenciados
“A Central Sindical dos Profissionais
(CSP) preencherá uma importante lacuna no movimento sindical que é o
espaço nem sempre ocupado como deveria por profissionais liberais”,
afirmou o seu presidente, Luiz Sérgio da Rosa Lopes, acrescentando
que, assim, esses profissionais “poderão contribuir melhor,
com qualidade e disposição para o avanço das lutas
trabalhistas no Brasil”.
Ele fez o discurso de apresentação da CSP, hoje (12), durante
café da manhã sob o patrocínio da nova entidade e da Confederação
Nacional das Profissões Liberais (CNPL), no Anexo IV da Câmara
dos Deputados, em que foi apresentada a Carta de Princípios. Francisco
Antônio Feijó, presidente da CNPL, disse que a CSP é “resultado
de um anseio de categorias profissionais nem sempre contempladas por outras
entidades sindicais”.
Compareceu ao café da
manhã o ex-presidente da Câmara, Aldo Rabelo (PCdoB/SP),
em cujo discurso ressaltou que o movimento sindical deve se destacar “não
por seus defeitos, mas por suas virtudes, bem superiores”. Também
esteve presente o novo presidente da Comissão de Trabalho, Administração
e Serviço Público da Câmara dos Deputados, deputado
Pedro Fernandes (PTB/MA), que se colocou à disposição
dos sindicalistas em todas as suas reivindicações.
Contribuir
e somar
Entre dirigentes sindicais presentes, José Calixto Ramos, presidente
da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria
e da Nova Central, observou que a nova entidade “vem para contribuir,
para somar, tendo todos nós a certeza de que concordaremos mais do que
discordaremos”.
Na mesma linha de apoio, discursaram
José Augusto da Silva Filho, 1º secretário da Confederação
Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) e coordenador do
Forum Sindical dos Trabalhadores (FST); Lourenço Ferreira Prado,
da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Empresas
de Crédito (Contec) , e os deputados do PMDB, Vital do Rego Filho
(PB) e Rodrigo Rocha (PR).
Na sua Carta de Princípios,
a CSP se apresenta em defesa “intransigente dos interesses sindicais,
sociais e políticos dos trabalhadores profissionais liberais,
autônomos e diferenciados”, lembrando que a entidade, “classista
e democrática, nasceu da necessidade de representação
própria sentida pelos profissionais liberais e autônomos
em todo território nacional, entendendo que é também
necessário congregar todos os demais segmentos de trabalhadores”.
Adiante, assinala seu compromisso
de “denunciar as injustiças contra os trabalhadores”,
manifestando sua disposição de “travar a luta em
defesa da manutenção dos direitos históricos”.
Outro compromisso da CSP é o de cerrar fileiras pelo “desenvolvimento
econômico sem exclusões sociais, denunciando as mazelas
do neoliberalismo e seuS efeitos deletérios sobre os trabalhadores
em geral e, particularmente, sobre os profissionais liberais, autônomos
e diferenciados.
A CSP está viabilizando
a filiação de mais de 500 sindicatos e federações,
representando cerca de 6 milhões de trabalhadores profissionais
liberais. (Fonte: Assessoria de imprensa da CSP)
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AGÊNCIA DIAP, 13 de
março de 2008
SERVIDOR PÚBLICO
Direito de greve: Trabalho quer apreciar
projeto em abril
A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, em sua primeira
reunião deste ano, retirou de pauta o projeto de lei (PL 4.497/01),
da deputada Rita Camata (PMDB/ES), que trata do direito de greve no serviço
público. A matéria foi retirada a pedido dos deputados Nelson
Pellegrino (PT/BA), Daniel Almeida (PCdoB/BA), Eudes Xavier (PT/CE) e Tarcísio
Zimmermann (PT/RS). A Comissão fará a discussão do tema
em abril.
Para estes parlamentares, a complexidade do tema não permitiria uma
aprovação da forma como que foi colocada, sem acordar com as
lideranças na Casa e sem a presença dos dirigentes do movimento
sindical que representam os servidores públicos.
A matéria tem parecer favorável com substitutivo do relator no
colegiado, deputado Nelson Marquezelli (PTB/SP). O deputado Tarcísio
Zimmermann (PT/RS) também apresentou um substitutivo à matéria.
Em seu voto, o deputado gaúcho pretende atender às demandas das
entidades representativas dos servidores, constituindo mesa negocial antes
da deflagração da greve.
Executivo
Foi constituído no Ministério
do Planejamento um grupo de trabalho para debater e enviar uma proposta
de regulamentação do direito de greve dos servidores ao
Congresso, que poderia ser anexado ao projeto em discussão na
Comissão, cuja tramitação está emperrada,
mas o ministério ainda não definiu nada sobre o assunto.
Essa situação,
de espera de uma decisão do Executivo, para que um projeto de
iniciativa do Legislativo prospere, irritou o relator da matéria
na Comissão e alguns outros parlamentares, que por sua vez, definiram
uma data para a apreciação da matéria na Comissão
para o dia 2 de abril.
Outra proposta que pode
ser analisada pelos parlamentares, que antecede ao debate sobre odireito
de greve do servidor, é o projeto de decreto legislativo que
irá regulamentar a convenção 151 da Organização
Internacional do Trabalho (OIT), que trata de negociação
coletiva dos servidores. Esta proposta foi feita pelo deputado Daniel
Almeida (PCdoB/BA). (André Santos)
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MIDIAMAX/ MATO GROSSO DO
SUL, 13 de março de 2008 | Geral
Após morte de operário,
sindicato vistoria obra da Plaenge
Jacqueline Lopes
O Sindicato dos Trabalhadores
da Construção Civil faz a vistoria nesta manhã das
condições de trabalho no canteiro de obra do edifício
Graciliano Ramos, palco de acidente de trabalho que levou a morte
o operário Antônio Ribeiro da Silva, de 41 anos.
A empresa responsável
pela obra do edifício Graciliano Ramos, a Plaenge, prepara para
hoje à tarde um comunicado sobre a morte de mais um operário
em canteiro de obra. Em 2004 três trabalhadores caíram de
uma altura de 30 metros em outro pátio de obra da empresa. (Veja
abaixo)
O acidente ontem aconteceu por
volta das 16h20. Os trabalhadores foram proibidos de dar entrevista.
Os bombeiros disseram que Silva caiu do 4º andar, uma altura de
12 metros. Ele morreu três horas depois na Santa Casa.
Silva era um dos 30 mil trabalhadores
da construção civil da Capital. Há cinco anos ele
trabalha com o grupo Plaenge.
O corpo do operário está sendo
velado na capela da Pax Real, na Avenida Bandeirantes e o sepultamento
no Memorial Parque às 13 horas.
No momento do socorro os bombeiros
disseram à imprensa que o operário teve traumatismo craniano
e fraturas nas pernas, mas estava com vida.
Justificativas
Para o presidente do Sindicato
dos Trabalhadores da Construção Civil de Campo Grande,
Samuel da Silva Freitas, a vítima usava o cinto de segurança,
mas no momento que foi mexer com uma bandeja a 12 metros de altura esqueceu
de fixar o equipamento de segurança. “Estamos ainda coletando
informações, mas tudo indica que foi uma fatalidade. Já foi
feita a perícia da polícia. Em 2004, na morte dos três
operários foi constatado também o acidente”, diz
Freitas.
O setor emprega hoje 20 mil pessoas
e o sindicato afirma que fiscaliza as condições de trabalho
e recebe as denúncias dos operários.
A Superintendência Regional
do Trabalho, antiga DRT (Delegacia Regional do Trabalho) estuda quais
as providências que deverão ser tomadas de imediato sobre
o problema. São 74 funcionários trabalhando na obra.
Risco
Ontem quando Silva recebia os
primeiros socorros do Corpo de Bombeiros e da equipe da QualiSalvas,
um membro da Cipa (Comissão Interna de prevenção
de acidentes) que estava vistoriando o local informou a reportagem do
Midiamax que o operário caiu por falta de uso de equipamento de
segurança, que no caso seria o cinto.
Mortes
Em julho de 2004, três
operários morreram na obra de construção do Edifício
Renoir, também da empresa. Os operários Aparecido Donizete
dos Santos, 36 anos, Genório Brito, 53 anos, e Dauri Vieira despencaram
do andaime na obra na Rua Paulo Coelho Machado, antiga Furnas, próximo
ao Shopping Campo Grande. Na época a empresa disse que em 16 anos
este teria sido o primeiro acidente de trabalho em pátio de obras.
As famílias foram indenizadas.
O sindicato acompanha agora a situação da viúva
e dos filhos de Silva.
O operário morreu três
horas após ter caído do quarto andar do edifício
Graciliano Ramos. Bruno Arce

Este é o segundo acidente de trabalho com mortes registrado este ano
em Campo Grande. No dia 16 de fevereiro, quatro funcionários do curtume
Induspan morreram depois que caldeira explodiu, ferindo ainda mais 15 pessoas.
Morreram os funcionários Valdemir Torres Nogueira, 38 anos, Lourival
Rosa Mendes, 28 anos, João Miguel da Silva, 49 anos, Edivaldo da Costa
Silva.
O caso está sendo
investigado pelo 6º Distrito Policial. Já o do acidente
registrado no Edifício Graciliano Ramos pela Depac (Delegacia
de Pronto-Atendimento Comunitário)
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GAZETA DO POVO, 13 de março
de 2008 | Brasil
BRASIL | RELATÓRIO
Fiscais libertaram 158 operários
em regime de escravidão
São Paulo – Entre janeiro e fevereiro deste ano, o Grupo Especial
Móvel de Fiscalização, ligado ao Ministério do
Trabalho e Emprego, libertou 158 trabalhadores mantidos em condições
análogas à escravidão. Eles foram encontrados durante
oito operações realizadas em 13 fazendas do país. Os dados
constam no Relatório de Fiscalização Móvel da pasta,
divulgado ontem.
O maior número de libertações – 99 – foi
registrado em Mato Grosso. Em segundo lugar, aparece o Pará (21),
seguido pelos Estados do Maranhão (19), Acre (16), Santa Catarina
(2) e Minas Gerais (1). No período, o Grupo Especial Móvel
de Fiscalização, formado por auditores fiscais, agentes
da Polícia Federal e procuradores do Ministério Público
do Trabalho, também assegurou o pagamento de R$ 394 332,60 em
indenizações aos trabalhadores. No ano passado, o total
de pessoas libertadas foi de 5.975.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
13/03/2008
Teto remuneratório alcança
sociedades estaduais de economia mista
O limite remuneratório constitucional é aplicável,
indiscutivelmente, a empregados de sociedade de economia mista estadual,
segundo decisão da Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho,
ao reformar acórdão regional que restaurou o salário
original de funcionário da Águas e Esgotos do Piauí (Agespisa).
Com um salário de mais de R$ 13 mil, um economista piauiense com
36 anos de serviço na Agespisa teve o salário reduzido
pela empresa em R$ 2.243,00, na adequação às normas
constitucionais.
O trabalhador questionou na Justiça do
Trabalho a atitude da empregadora, alegando que a Agespisa não
recebe recursos públicos para pagamento de despesas com pessoal.
Por essa razão, afirma, a empresa não deve observância
ao teto remuneratório previsto no inciso XI do artigo 37 da Constituição
Federal de 1988.
A 4ª Vara do Trabalho de Teresina julgou
improcedente o pedido de restauração do salário.
O empregado recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região
(PI), que afastou a limitação imposta pela Constituição
Federal à Agespisa, responsável pela comercialização
de água canalizada e coleta de esgotos em todo o Estado do Piauí.
As sociedades de economia mista estão
sujeitas às diretrizes enunciadas no artigo 37 da Constituição,
dentre elas o limite remuneratório imposto no inciso XI, por integrarem
a Administração Pública Indireta, apesar de adotarem
regime jurídico próprio das empresas privadas. No entanto,
de acordo com a decisão do TRT/PI, há exceção
no caso de possuírem autonomia financeira em relação
ao pagamento de despesas de pessoal e custeio em geral.
O Regional considerou que, para justificar a
incidência de redutor salarial em relação a seus
empregados, a Agespisa deveria comprovar, por meio de instrumentos contábeis
próprios, tais como repasses previstos no orçamento estadual
e balancetes analíticos que contemplem o tipo de receita, a alegação
de que recebia recursos do Estado para despesas de custeio e de pessoal.
Ao analisar os relatórios apresentados, o TRT verificou não
haver prova efetiva dos repasses financeiros e julgou evidente a autonomia
financeira da Agespisa. Decidiu, então, que não caberia
a aplicação do teto remuneratório aos seus funcionários.
A empresa recorreu ao TST. Segundo a juíza
convocada Kátia Magalhães Arruda, relatora do recurso de
revista, a decisão do TRT/PI contrariou a Orientação
Jurisprudencial nº 339 da SDI-1, que prevê estarem as empresas
públicas e as sociedades de economia mista submetidas à observância
do teto remuneratório previsto na Constituição Federal.
A relatora restabeleceu a sentença que julgou improcedente o pedido,
por considerar que a matéria já não mais comporta
debate no TST, devido ao entendimento da SDI-1. (RR-5248/2005-004-22-00.5)
(Lourdes Tavares)
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13/03/2008
Trabalho em aviário não
dá direito a adicional de insalubridade
Trabalhar em aviário não
dá direito ao empregado de receber adicional de insalubridade.
Foi o que decidiu a Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho
ao modificar sentença da Vara do Trabalho de Viamão (RS)
que concedeu o adicional para um empregado da Eleva Alimentos S. A.
Admitido em agosto de 1995, o
empregado pediu demissão em janeiro de 2004. Em junho do ano seguinte,
ajuizou ação trabalhista para reclamar, entre outras, verbas
relativas ao adicional de insalubridade. Com base em laudo pericial segundo
o qual o empregado desenvolvia atividades em condições
insalubres em grau médio, uma vez que ficava exposto a agentes
biológicos nocivos à saúde, o adicional de insalubridade
foi-lhe concedido.
Ao ter o recurso ordinário
rejeitado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região
(RS), a Eleva recorreu ao TST para pedir a reforma da decisão.
O relator do processo na Sétima Turma, ministro Ives Gandra Martins
Filho, julgou procedente o recurso, ao entendimento de que a Orientação
Jurisprudencial nº 4 da SDI-1 do TST, que interpreta os artigos
190 e seguintes da CLT, impõe que o adicional de insalubridade,
independentemente de ser constatado por laudo técnico, somente é devido
nas atividades incluídas na relação oficial elaborada
pelo Ministério do Trabalho.
O documento (NR-15 da Portaria
3.214/78 do referido Ministério) não prevê o adicional
para quem trabalha em aviário, mas somente aos trabalhadores de
estábulos e cavalariças, locais que, segundo o ministro, “não
podem ser equiparados, nem sequer por analogia, aos galinheiros”.
Acrescentou o relator que o acórdão regional não
registrou nada a respeito da “existência de aves mortas ou
mesmo se aquelas porventura retiradas do galinheiro encontravam-se em
estado de deterioração/putrefação, de modo
a possibilitar o enquadramento da atividade na norma em exame”.
O ministro concluiu não ser possível, assim, ampliar a
lista de atividades insalubres elaborada pelo Ministério do Trabalho. “A
limpeza do aviário, com a remoção de fezes, não
constitui trabalho insalubre. (RR 990/2005-411-04-00.3)
(Mário Correia)

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