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Agência Diap, 18 de
março de 2008
TARIFAS BANCÁRIAS
Gasto com taxas dos bancos pode chegar
a quase 9% do salário mínimo, alerta Procon
Quase 9% do salário-mínimo
do consumidor brasileiro pode estar sendo gasto com o pagamento de tarifas
bancárias. O alerta é da diretora de Estudos e Pesquisas
do Procon de São Paulo, Valéria Rodrigues Garcia. Em entrevista à Agência
Brasil, ela disse que a cobrança das tarifas bancárias,
em comparação ao salário mínimo é “bastante
significativa”. “Gastar quase 9% do salário mínimo
em tarifas bancárias é um valor bastante elevado”,
afirmou. O cálculo foi feito com base no salário mínimo
anterior, de R$ 380, e não o atual, de R$ 415.
A pesquisa é feita anualmente pelo Procon. Segundo o estudo divulgado
esta semana, o pagamento das taxas bancárias pode representar, mensalmente,
8,49% do salário mínimo do trabalhador brasileiro. O Procon comparou
o valor cobrado por dez bancos em relação aos itens mais procurados
pelos consumidores, como renovação do cadastro da conta corrente,
extrato semanal, saques no terminal eletrônico e remessa de talão
de cheque, entre outros serviços. A pesquisa foi dividida entre o pacote
de serviços oferecido pelos bancos e o pagamento avulso de tarifas.
“ Nessa comparação com o salário mínimo, verificamos
que o valor médio mensal de um pacote de serviços seria de 6,21%
do salário mínimo, correspondendo a R$ 23,61, e o de tarifas avulsas,
8,49% por mês, ou seja, R$ 32,25”, afirmou a diretora do Procon.
Segundo Valéria Garcia, a pesquisa do Procon revelou que a melhor opção
para o consumidor seria optar pelo pacote de serviços oferecidos pelos
bancos. “Em um ano, a economia de quem utiliza o pacote de serviços
ao invés das tarifas avulsas seria de mais de R$ 103. O pacote de serviços
sai por um valor médio de R$ 283,36, enquanto que o de tarifas avulsas é de
R$ 386,98”, comparou..
A pesquisa revelou também que, dentre os itens comparados, a maior diferença
de preço foi constatada no serviço de renovação
do cadastro da conta corrente especial: enquanto há bancos que cobram
R$ 15 pelo serviço, há outros que chegam a cobrar até R$
39, uma diferença de 160%.
“ Realmente isso pesa no bolso. O consumidor deve verificar o quanto ele
gasta, se ele utiliza efetivamente tudo o que há no pacote de tarifas
e verificar com o banco quais são as opções que ele dá.
As informações são bastante confusas e se o consumidor não
estiver atento ele vai pagar por coisas que ele nem utiliza”, alertou.
No final do ano passado, o Banco Central regulamentou mudanças na forma
de cobrança das tarifas bancárias e na padronização
das nomenclaturas de tarifas. Entre elas, foi estabelecida a proibição
de cobranças de alguns serviços como o fornecimento de cartão
de débito e de dois extratos e de dez folhas de cheque por mês
em caso de conta-corrente. As mudanças entrarão em vigor em 30
de abril. (Fonte: Radiobrás)
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MTE, 18 de março de 2008
Geração de empregos
em fevereiro é recorde da série histórica
do CAGED
Foram criados quase 205 mil postos com carteira
assinada, uma alta de 0,70% em relação a janeiro. Destaque
para os setores de Serviço (+74.441) e Administração
Pública (+2,84%), maiores altas em termos absolutos e relativos,
respectivamente
Foto: Renato Alves
CAGED FEVEREIRO 2008

Ministro Carlos Lupi durante coletiva de apresentação dos dados
da geração recorde de empregos no mês de fevereiro e nos
dois primeiros meses de 2008
Brasília, 18/03/2008 - A geração de empregos formais no
Brasil segue em ritmo acelerado, batendo recordes mês a mês. Em
fevereiro, foram criados 204.963 novos postos de trabalho com carteira assinada,
possibilitando ao trabalhador benefícios como férias, 13º salário,
além de emprego e renda para circular na economia do país. Uma
alta de 0,70% em relação a janeiro deste ano e recorde em termos
absolutos e relativos. Esse é o resultado do Cadastro Geral de Empregados
e Desempregados (CAGED), divulgado hoje pelo ministro do Trabalho e Emprego,
Carlos Lupi, em coletiva em Brasília.
O saldo positivo entre as admissões e desligamentos no mês de
fevereiro foi 16% maior que o recorde obtido anteriormente em fevereiro de
2006 (176.632 postos) e 38% acima do saldo de fevereiro de 2007 (+148.019 postos).
" Esse resultado confirma a minha expectativa de que em 2008 bateremos novamente
o recorde na geração de empregos. Acredito que o crescimento será de
mais de 6%, com geração de 1,8 milhão de novos postos de
trabalho. As pessoas estão acreditando e apostando no Brasil, inclusive
os brasileiros, que comemoram a carteira assinada, o emprego e a renda no final
do mês", destacou o ministro Carlos Lupi, durante a coletiva.
No primeiro bimestre de 2008, verificou-se o acréscimo de 347.884 empregos
celetistas (+1,20%), aumento que se revelou também o maior da série
histórica do CAGED, sendo 32% superior ao anterior que ocorreu em 2006
(+263.248 postos). Nos últimos 12 meses - ou seja, de fevereiro de 2007
a fevereiro de 2008 - O crescimento de vagas é de 6,20%, o equivalente
a 1.711.789 novos postos de trabalho. Com o resultado de 2008 até agora,
o estoque de brasileiros com carteira assinada no Brasil é de 29.314.074.
Entre 2003 e 2008 foram gerados 6.616.552 postos de trabalho.Todos os setores
de atividade econômica apresentaram desempenho positivo, com destaque
para o de Serviços, Indústria de Transformação,
Construção Civil e Agropecuária.
Setores de atividade econômica - O setor de Serviços, com saldo
líquido de 74.441 postos (+0,65%), obteve a segunda maior geração
de empregos em fevereiro, sendo menor apenas que a verificada em fevereiro
de 2006 (+77.966 postos ou +2,42%). Tal comportamento está relacionado à presença
de fatores sazonais, como o início do ciclo escolar, que propiciou a
elevação de 2,95% na oferta de emprego no Ensino (+31.489 postos), às
atividades ligadas aos serviços administrativos e técnicos prestados às
empresas (Serviços de Comércio e de Administração
de Imóveis e Serviços Técnicos Profissionais ) que responderam
pela geração de 17.015 empregos (+0,58%) e aos Serviços
de Alojamento e Alimentação (+15.846 postos/+0,38%).
A Indústria de Transformação gerou 46.812 postos de trabalho
(+0,66%), o maior saldo para o mês de fevereiro da série histórica
do CAGED. Os ramos industriais que mais contribuíram para esse comportamento
foram: Indústria de Produtos Alimentícios e Bebidas (+13.271
postos/+0,79%), Indústria Metalúrgica (+7.101 postos/+1,00%),
ambas com resultados recordes para o período, Indústria Mecânica
(+6.382 postos/+1,30%), revelando o segundo maior saldo, superado apenas pelo
ocorrido em fevereiro de 2000 (+8.641 postos) e a Indústria de Calçados
(+5.034 postos/+1,63%), que obteve a maior geração de empregos
para o mês em análise.
Seguindo o surpreendente desempenho de 2007, a Construção Civil
segue aquecida em 2008. Foram gerados 27.574 novos postos, o equivalente a
alta de +1,76% em relação a janeiro. O melhor desempenho em termos
absolutos e relativos no período com base na série histórica
do CAGED.
O setor Agrícola foi responsável pelo acréscimo de 25.239
postos de trabalho (+1,67%), saldo recorde no período. Tal comportamento
pode ser creditado às atividades relacionadas ao Cultivo da Cana-de-Açúcar,
do Fumo, de Outros Produtos da Lavoura Permanente no Centro-Sul e da Soja.
A Administração Pública, com a abertura de 15.276 vagas
(+2,84%), apresentou o maior aumento absoluto e relativo para o mês de
fevereiro e o Comércio, que respondeu pela criação de
13.806 empregos (+ 0,21%), registrou desempenho mais favorável, comparativamente
ao ocorrido em fevereiro de 2007 (+11.764 postos ou +0,19%).
" A produção no Brasil está acompanhando o crescimento
da economia e o crescimento da demanda, empregando mais e eliminando a pressão
inflacionária", afirmou Carlos Lupi.
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O ESTADO DO PARANÁ,
18 de março de 2008 | Nacional
Caged mostra emprego em alta em todos
os setores
Agência Estado
Todos os setores da economia
brasileira tiveram em fevereiro resultados positivos na geração
de empregos formais (com carteira assinada), segundo os números
do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado
nesta terça-feia (18) pelo Ministério do Trabalho.
O setor de serviços foi destaque com a abertura de 74.441
novos empregos, seguido da indústria, que abriu 46.812 postos
de trabalho.
Também no acumulado do
primeiro bimestre, os serviços e a indústria são
os destaques na contratação de novos empregados. Segundo
o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o que mais contribuiu para o crescimento
da oferta de vagas no setor de serviços foi o início da
volta às aulas, pois o setor de ensino respondeu sozinho pela
abertura de 31.489 vagas de trabalho formal.
O ministro manteve suas previsões
de que este ano haja a criação de 1,8 milhão de
novos empregos formais e que a economia do País cresça
6%.
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ESTADÃO.COM/ SÃO
PAULO, 18 de março de 2008 | Economia
País bate recorde em fevereiro
com 205 mil novas vagas
ISABEL SOBRAL - Agencia Estado
BRASÍLIA - O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou
em fevereiro a criação de 204.963 empregos formais (com carteira
assinada) na economia brasileira. De acordo com os dados divulgados hoje pelo
Ministério do Trabalho e Emprego, esse número é recorde
para o mês de fevereiro, na série de dados do Caged.
No primeiro bimestre do ano,
foram gerados 347.884 empregos formais no País. Em fevereiro de
2007, haviam sido criadas 148.019 vagas. No mesmo bimestre do ano passado,
o número foi de 253.487 novos empregos.
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ÂMBITO JURÍDICO,
18 de março de 2008
CCJ pode votar pensão alimentícia
para grávidas
Fonte: Ag. Câmara
A Comissão de Constituição
e Justiça e de Cidadania (CCJ) pode votar nesta terça-feira
(18) o Projeto de Lei 7376/06, do Senado, que cria pensão alimentícia
para a mulher grávida, da concepção ao parto. Pela
proposta, o futuro pai deverá compartilhar com a gestante, na
proporção dos recursos dos dois, as despesas adicionais
do período de gravidez, como aquelas relacionadas a alimentação
especial, assistência médica e psicológica, exames
complementares, internações, parto e medicamentos. O relator,
deputado Pastor Manoel Ferreira (PTB-RJ), recomenda a aprovação
do projeto.
Analfabeto
funcional
Outra proposta em pauta é o Projeto de Lei Complementar (PLP) 47/07,
do deputado Manoel Junior (PSB-PB), que proíbe o analfabeto funcional
de se candidatar a cargos eletivos.
Analfabeto funcional é a
pessoa incapaz de ler, escrever, interpretar e utilizar as operações
matemáticas básicas nas funções de seu cotidiano
- o que, segundo conceito do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), equivale a três anos de escolaridade. Atualmente, a legislação
restringe apenas a candidatura de analfabetos, que não sabem,
de forma alguma, ler ou escrever.
O relator, deputado Márcio
França (PSB-SP), recomenda a aprovação da proposta
com substitutivo, que apenas faz ajustes de técnica legislativa
sem alterar o mérito do projeto.
Reajuste
de servidor
A CCJ pode votar ainda o Projeto de Lei 3244/00, do deputado Osmar Serraglio
(PMDB-PR), que permite que a revisão geral da remuneração
dos servidores públicos, em ano eleitoral, recomponha a perda do poder
aquisitivo nos 12 meses anteriores à data do reajuste. Segundo o autor,
a proposta corrige erro de redação da Lei Eleitoral (9.504/97),
que só permite a recomposição das perdas ocorridas no
próprio ano eleitoral, o que acaba por restringir o índice aos
três primeiros meses do ano.
O relator, deputado Mendes Ribeiro
Filho (PMDB-RS), recomenda a aprovação do projeto, com
emenda de redação (ajusta o texto sem modificar o prazo
proposto).
Crime contra a administração
Também continua na pauta o Projeto de Lei 186/07, do deputado Carlos
Alberto Leréia (PSDB-GO), que inclui entre os crimes hediondos os cometidos
contra a administração pública. A relatora, deputada Fátima
Bezerra (PT-RN), recomenda a aprovação da proposta na forma de
substitutivo que faz apenas ajustes de redação.
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ÂMBITO JURÍDICO,
18 de março de 2008
Atribuições da Justiça
do Trabalho podem ser ampliadas
Fonte: Ag. Câmara
Tramita na Câmara o Projeto
de Lei 2636/07, do deputado Eduardo Valverde (PT-RO), que inclui entre
as atribuições da Justiça do Trabalho processar
e julgar os crimes oriundos da relação de trabalho. Com
a proposta, o Ministério Público do Trabalho poderá denunciar
os crimes trabalhistas, tornando, segundo o autor, efetivo o direito
penal do trabalho. Mas, segundo a proposta, o julgamento dos crimes contra
a organização do trabalho continua com a Justiça
Federal.
"A conferência de
competência penal à Justiça do Trabalho é necessária
para que o direito material do trabalho se torne efetivo diante dos maus
empregadores e em benefício dos trabalhadores e dos empregadores
diligentes que se vêem prejudicados pela concorrência predatória
daqueles que, em razão da impunidade, praticam reiteradamente
ilícitos penais-trabalhistas", afirma o deputado.
Valverde observa que os delitos
trabalhistas não são denunciados pelos ministérios
públicos federal e estaduais, por serem considerados de menor
potencial ofensivo.
Tramitação
Antes de ir a Plenário, a matéria deverá ser examinada
pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
-
PL-2636/2007
Oscar Telles
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ÂMBITO JURÍDICO,
18 de março de 2008
Dono da obra não responde
por dívida trabalhista de empreiteiro
Fonte: TRT15
Reiterando juízo da 9ª Vara
do Trabalho de Campinas, a 3ª Câmara do Tribunal Regional
do Trabalho (TRT) da 15ª Região negou provimento a recurso
ordinário de trabalhador da construção civil que
pretendia que o dono da obra respondesse subsidiariamente pelos créditos
trabalhistas não honrados pelo empreiteiro. Uma vez que, nos termos
da Súmula nº 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST),
a possibilidade de condenação subsidiária por obrigações
trabalhistas está limitada às empresas tomadoras que contratam
outra com a finalidade de fornecimento de mão-de-obra para a consecução
de suas atividades, de meio ou de fim, os magistrados concluíram
que não haveria por que impô-la, pela via judicial, ao proprietário
do imóvel a ser construído ou reformado como conseqüência
do fato não-jurídico da insuficiência econômica
do empreiteiro ou subempreiteiro, os verdadeiros exploradores da construção
civil.
Tal entendimento segue o estabelecido
na Orientação Jurisprudencial nº 191, da Primeira
Seção de Dissídios Individuais do TST, que dispõe
que “diante da inexistência de previsão legal, o contrato
de empreita entre o dono da obra e o empreiteiro não enseja responsabilidade
solidária nas obrigações trabalhistas contraídas
pelo empreiteiro, salvo sendo o dono da obra uma empresa construtora
ou incorporadora”.
Em defesa do recorrido, a relatora
do acórdão no TRT, juíza Luciane Storel da Silva,
alegou ainda que a Lei nº 2.959/56, que disciplina o contrato individual
de trabalho por obra certa, define, em seu artigo primeiro, que “as
inscrições na carteira profissional do empregado serão
feitas pelo construtor, desse modo constituído em empregador,
desde que exerça a atividade em caráter permanente”.
Nesse sentido, concluiu a juíza, o dono da obra, pessoa física
que não exerce a atividade permanente de construção,
jamais poderia ser equiparado à figura do empregador e considerado
responsável, ainda que de forma subsidiária, pelos créditos
do trabalhador.
Segundo a magistrada, tampouco
se poderia aplicar ao caso o artigo 455 da Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT), dispositivo que, referido ao vínculo
jurídico entre o empreiteiro, o subempreiteiro e os empregados
deste, atribui ao primeiro a responsabilidade pelo inadimplemento das
obrigações trabalhistas por parte do segundo, não
fazendo nenhuma referência à relação jurídica
existente entre o empreiteiro e o dono da obra.
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Folha de São Paulo, 18 de março
de 2008
Minas Gerais: Diretório Estadual
do PT reprova aliança com PSDB de Aécio
Resolução aprovada no fim de semana possibilita que o diretório
estadual do PT vete eventual decisão do diretório municipal de
Belo Horizonte de aprovar aliança eleitoral com o PSDB. O diretório
da capital é controlado pelo prefeito Fernando Pimentel, aliado do governador
Aécio Neves (PSDB). Se prevalecer a vontade de Pimentel, os descontentes
poderão recorrer ao PT estadual, que barraria a aliança.
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Agência Câmara,
18 de março de 2008
Oposição quer pausa em
MPs até que elas tenham nova regra
Luiz Cruvinel

Arlindo Chinaglia: o importante é que o governo funcione
e o Parlamento delibere.
Após reunião com
o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, líderes da oposição
anunciaram, nesta segunda-feira, que continuam a obstruir a pauta do
Plenário. Segundo o líder do DEM, deputado Antonio Carlos
Magalhães Neto (BA), o motivo é o trancamento da pauta
do Congresso por medidas provisórias, que na avaliação
dele está perto de causar uma crise institucional.
A obstrução, de
acordo com Magalhães Neto, só será revista caso
o governo assuma o compromisso de não editar medidas provisórias
enquanto não for aprovada a PEC 511/06, que altera o rito das
MPs. "Isso permitiria que no segundo semestre nós já iniciássemos
os trabalhos sob a égide de uma nova regulamentação
legislativa", disse o deputado.
De acordo com o líder
do PSDB, deputado José Aníbal (SP), o processo legislativo
está prejudicado pelas MPs. "A oposição quer
votar matérias de interesse da sociedade, como segurança
pública, meio ambiente, saúde, reforma política
e reforma tributária. Mas como as coisas estão hoje isso é impossível",
afirmou.
Uma nova reunião de líderes
para tentar resolver o impasse em torno da obstrução chegou
a ser marcada para a manhã desta terça-feira (18), mas
foi cancelada.
Reunião
com Lula
As medidas provisórias tam
bém foram tema de conversa nesta segunda-feira entre o presidente da
Câmara e o presidente Lula.
De acordo com Arlindo Chinaglia,
Lula está tranqüilo e entende que o Congresso precisa fazer
valer sua representatividade. Chinaglia ressaltou que as MPs são
um instrumento importante para o governo, mas disse que o Congresso não
pode ficar sem condições de definir sua pauta. Chinaglia
reforçou sua convicção de que o importante é preservar
o essencial, ou seja, o governo funcionar e o Parlamento deliberar.
Segundo ele, a preocupação
do governo com a questão das MPs é difusa. "Muitas
vezes tem a ver com a burocracia do governo, que se habituou a tranqüilamente
propor [a edição de MPs]; alguns ministros também
se habituaram a propor MPs com uma facilidade que, talvez nesta altura,
tenha resultado na perda de um pouco mais da reflexão que deveriam
ter, pois trancam a pauta do Congresso", avaliou.
Comissão especial
Chinaglia informou que a comissão especial sobre mudanças no
rito das MPs já deve apresentar uma proposta nesta semana. Ele vai conversar
com os líderes partidários e tentar fechar um acordo geral sobre
o tema, tanto na Câmara quanto no Senado.
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Agência Câmara,
18 de março de 2008
Projeto obriga Banco do Brasil a entregar
extrato do Pasep

Dado: "A transparência com que o Banco do Brasil tem
administrado [os recursos] é, no mínimo, insatisfatória."
O Projeto de Lei Complementar
270/08, do deputado João Dado (PDT-SP), determina que o Banco
do Brasil entregue anualmente a cada beneficiário do Programa
de Formação do Patrimônio do Servidor Público
(Pasep) demonstrativo detalhado de sua conta. De acordo com o projeto,
o banco deverá especificar os depósitos realizados, a correção
monetária e os juros do período, além do valor da
comissão de serviço cobrada pela instituição
financeira.
O autor da proposta argumenta
que, apesar do fato de a soma de todos os recursos depositados no Pasep
constituir hoje um montante significativo, "a transparência
com que o Banco do Brasil os tem administrado é, no mínimo,
insatisfatória".
Sem fiscalização
Dado observa que os servidores públicos passam toda a vida funcional
sem saber muita coisa a respeito do programa, a não ser por créditos
esporádicos e muitas vezes insignificantes de juros. Dessa forma, como
a contribuição não é feita a partir de um desconto
direto de sua remuneração, o patrimônio que vai sendo acumulado
ao longo dos anos permanece sem uma fiscalização contínua.
O parlamentar ressalta ainda
que, quando chegam aposentadoria, reforma, casamento ou nas outras hipóteses
da lei, o servidor pode finalmente dispor dos recursos que foram depositados
em seu nome, mas, nessa ocasião, "resta-lhe apenas a saída
de confiar que os valores informados pela instituição financeira
estão corretos".
Ele defende que é preciso
dar a todos os beneficiários do Pasep condições
objetivas de controlar seus recursos sistematicamente. Com a apresentação
do demonstrativo anual da conta, a ser feito pelo Banco do Brasil, o
servidor poderá "tomar as providências que achar necessárias
para corrigir eventuais erros".
Tramitação
O projeto tem regime de prioridade e será votado em plenário,
após análise das comissões de Trabalho, de Administração
e Serviço Público; de Finanças e Tributação;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
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Agência Câmara,
18 de março de 2008
FGTS pode vir a ser sacado em casamento
e nascimento
Diógenes Santos

Brito Neto: lei anterior previa o casamento entre as hipóteses para
movimentar conta.
A Câmara analisa o Projeto
de Lei 2649/07, do deputado Walter Brito Neto (PRB-PB), que acrescenta
o casamento e o nascimento de filho entre situações que
autorizam o trabalhador a sacar o dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo
de Serviço (FGTS). A proposta altera a Lei 8.036/90, que regulamenta
o fundo.
Atualmente, a lei prevê 17
possibilidades para sacar o dinheiro do FGTS, como a demissão
sem justa causa, aposentadoria, doença terminal, aquisição
de moradia, entre outras.
Proteção à família
Para o deputado Brito Neto, a inclusão de mais duas deve-se à necessidade
de adaptar a lei do FGTS ao preceito constitucional que incluiu a proteção à família
como um dos princípios da assistência social. Ele lembra
que a lei anterior que regulamentava o fundo (5.107/66) previa o casamento
entre as hipóteses para movimentar a conta.
Tramitação
A proposta tramita em caráter
conclusivo nas comissões de Trabalho, de Administração
e Serviço Público; de Finanças e Tributação;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
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Agência Diap, 18 de
março de 2008
CENTRAIS SINDICAIS
Conlutas se posiciona diante da aprovação
do PL 1.990/07
Diante da aprovação,
pela Câmara dos Deputados, no último dia 11, do PL 1.990/07,
do Executivo, que regulamenta a funcionamento das centrais sindicais,
a Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas) se posiciona
favorável à aprovação do projeto de lei, “sem
condicionantes pelo Estado”.
Em nota, a Conlutas manifesta-se “contrária à obrigatoriedade
do pagamento de impostos sindicais pelos trabalhadores”. A entidade entende
que “o imposto sindical deveria ter sido extinto e as contribuições às
centrais deveriam ser decididas pelos trabalhadores em suas assembléias
e reuniões deliberativas na base”.
“ Apesar da obrigatoriedade do repasse [da contribuição sindical],
a Conlutas recusará essas verbas provenientes do Estado. Isto porque,
a nossa organização entende que o imposto sindical obrigatório é uma
forma de atrelar as entidades representativas dos trabalhadores ao aparelho de
Estado”.
E segue: “Com isso, direitos e salários podem ser negociados em
troca da manutenção dessa verba. Afinal, ao Estado interessa
manter sua margem de negociação com as centrais para aplicar
seus projetos neoliberais – diga-se, bem aplicados pelo Governo Lula”,
posiciona-se. (Marcos Verlaine)
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Diário Vermelho, 18
de março de 2008
Centrais lançam no Rio campanha
pela redução da jornada
Nesta terça-feira (18),
a partir das 16h, no Largo da Carioca, a Central dos Trabalhadores e
Trabalhadoras do Brasil (CTB), CUT, Força Sindical, Nova Central
e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) lançam, oficialmente,
no Rio de Janeiro, a campanha pela redução da jornada de
trabalho, sem redução de salário.
Os dirigentes sindicais
continuam recolhendo assinaturas para um abaixo-assinado nacional,
visando a apresentação ao Congresso de uma Proposta de
Emenda Constitucional (PEC), de iniciativa popular. O objetivo é recolher
um milhão de assinaturas até 1º de maio.
Em recente reunião com os presidentes das centrais sindicais, o presidente
Lula declarou sua solidariedade à campanha nacional unificada pela redução
da jornada de trabalho.
A PEC é de autoria dos senadores Inácio Arruda (PCdoB-CE) e Paulo
Paim (PT-RS), que reduz o tempo de trabalho de 44 para 40 horas semanais, num
primeiro momento, e para 35 horas posteriormente.
A redução da jornada, segundo vários estudos, criaria
mais de 2 milhões de novos postos de trabalho no Brasil.
A redução da jornada é uma luta histórica. Esta
campanha está reunindo esforços de todas as centrais sindicais,
na chamada unidade na ação.
"É importante ressaltar que a implementação desta conquista
vai precisar de muito empenho e da luta de todo o movimento sindical e dos trabalhadores,
tanto na coleta de assinaturas, como no esclarecimento à sociedade sobre
os benefícios da medida e até mesmo na pressão junto aos
parlamentares", destaca os materias da campanha.
Geração de empregos
Com a redução da jornada todos ganham. A redução
irá gerar mais empregos, distribuindo renda, melhorando assim o acesso
ao consumo. Segundo estudo do Dieese (Departamento Intersindical de Estudos
Socioeconômico), a redução da jornada tem o potencial de
criar, numa primeira etapa, cerca de 2 milhões de novos postos de trabalho. É bom
lembrar que o aumento do emprego terá impacto positivo sobre a redução
da violência.
Com o tempo livre, o trabalhador poderá usá-lo para elevação
do nível educacional, aumentando sua qualificação profissional.
Todos sabemos: trabalhador melhor qualificado resulta em melhoria na produtividade
e aumento da competitividade das indústrias. Há ainda as vantagens
sociais, já que o trabalhador terá mais tempo para família
e lazer. Há também a diminuição dos problemas de
saúde e acidentes de trabalho, resultado de jornadas exaustivas.
" O Brasil está num bom momento de crescimento econômico e é importante
lutarmos unidos pela democratização dos frutos oriundos dele. A
implementação da redução da jornada de trabalho sem
redução salarial só trará benefícios para
o País", defendem os panfletos da campanha.
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Gazeta
do Povo, 18 de março de 2008
BRASIL | BOLSA FAMÍLIA
Governo estende benefício para
aluno de até 17 anos
Ministério nega que ampliação
de recursos seja eleitoreira
Brasília – A menos
de sete meses das eleições municipais, o governo federal
decidiu estender o pagamento do programa Bolsa Família para
jovens de 16 e 17 anos. Desde ontem, as famílias que já possuem
crianças e jovens inscritos no programa poderão ampliar
o benefício caso os filhos já tenham completado 15 anos – idade
fixada como limite, em 2003, para o pagamento do Bolsa Família.
Como vai funcionar
• A decisão de incluir os jovens foi debatida no ano passado e implementada
através de uma medida provisória publicada no final de 2007. No
entanto, apenas agora o ministério conseguiu terminar o levantamento cadastral
e descobrir quais famílias têm jovens nessa faixa etária
e quais deles estão estudando.
• Ao contrário
das famílias com crianças de 0 a 15 anos, que passam
a receber o benefício mesmo antes de a família comprovar
a matrícula, no caso dos jovens o ministério primeiro
verificou a existência do registro da matrícula para
depois incluí-los no pagamento.
• O pagamento será de
R$ 30 por adolescente, mas no máximo dois por família.
Esse dinheiro será somado ao que a família já recebe
pelas crianças menores, elevando o valor máximo a ser
recebido por família dos atuais R$ 112 para R$ 172 por mês.
• Neste mês,
o ministério está pagando o benefício para 1,16
milhão de adolescentes que estão estudando. No pagamento
de abril devem ser incluídos mais 300 mil já identificados.
A secretária nacional de Renda e Cidadania do Ministério do Desenvolvimento
Social, Rosani Cunha, negou que a extensão do programa tenha fins eleitoreiros,
mesmo atingindo jovens já autorizados pela Legislação
Eleitoral a votarem. “Estamos falando de uma modalidade dentro do programa.
A compreensão do governo é a de que não faremos um novo
benefício, mas um ajuste em um programa que já existia. Não é a
ampliação do Bolsa Família, mas o seu aperfeiçoamento.
Além disso, a extensão foi aprovada pelo Congresso no ano passado”,
afirmou.
Segundo Rosani, o pagamento
continuará sendo repassado à mãe (ou chefe da
família) responsável pelo jovem. “Quem melhor
consegue decidir onde adotar esse dinheiro é a própria
família, preferencialmente a mãe. A decisão
foi muito mais para guardar coerência com o Bolsa Família
que qualquer outra coisa”, disse a secretária ao ser
questionada sobre o suposto viés eleitoreiro da extensão.
O presidente nacional do
PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), rechaçou a acusação
de que há intenções eleitorais na decisão
do governo. O petista disse que é necessário “governar’’ e
que não faz sentido levantar dúvidas sobre o objetivo
do governo ao estender o pagamento do programa para mais adolescentes. “Essa
decisão foi anunciada no ano passado. O que é fundamental é que
a oposição entenda que o governo não pode parar
e tem de governar’’, comentou Berzoini, que reuniu ontem
os dirigentes estaduais e municipais do PT em Brasília para
discutir as eleições de outubro.
Rosani afirmou que
o principal objetivo da mudança é garantir que jovens
até 17 anos permaneçam na escola, uma vez que grande
parte abandonava os estudos ao completar 15 anos com o fim do pagamento
do Bolsa Família. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra
de Domicílios (Pnad) revelam, porém, que os beneficiários
do programa têm uma freqüência escolar 1,6% maior
que os não beneficiários.
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Gazeta do Povo, 18 de março
de 2008
OPINIÃO | OPINIÃO DO DIA 1
Os males da Convenção
158
por ARDISSON NAIM AKEL
O pedido de ratificação
da Convenção 158 da Organização Internacional
do Trabalho (OIT), que tramita no Congresso, está mexendo
com os ânimos da população brasileira. Motivos
não faltam. Se aprovada, ela mudará significativamente
as relações entre empregados e empregadores. A questão é:
para bem ou para o mal? Ocorre, na verdade, que a medida acaba não
sendo favorável para nenhuma das partes, já que engessa
as relações de trabalho, criando tensões e um
clima inconveniente ao desenvolvimento harmonioso dessas relações.
Tem se observado nas economias
que adotaram esta convenção um enrijecimento na atividade
econômica e perda de competitividade. Isso pode ser facilmente
observado em países vizinhos, como Uruguai, e países europeus,
como a França e Itália. Uma convenção editada
em 1982, já com 25 anos de defasagem, não deve, hoje, pura
e simplesmente ser homologada pelo Brasil, pois, sem dúvida, causará efeitos
colaterais como o fomento do emprego sem carteira assinada e o estímulo à economia
informal.
Num país burocrático,
com um complexo sistema tributário, que dificulta a expansão
e a contratação de mão-de-obra, especialmente nas
micro e pequenas empresas, a tendência é que controles trabalhistas
ainda mais rígidos sejam extremamente nocivos ao próprio
trabalhador, já que, nesse caso, as pequenas empresas, maiores
geradoras de emprego e renda do Brasil, não conseguirão
sustentar a sua própria formalidade. Sabemos que metade dos trabalhadores
brasileiros não têm carteira assinada, dessa forma, muito
mais importante que ampliar os direitos daqueles que já têm
carteira, é permitir e estimular o aumento das relações
formais de trabalho.
Imprescindível notar também
que demitir um funcionário custa muito caro para uma empresa.
Primeiro porque ela tem de recolher 50% do FGTS, além das demais
verbas rescisórias. Esses 50% se somam a todos os outros recolhimentos
obrigatórios. Todavia, mais caro que isso é admitir um
novo funcionário: submetê-lo ao processo de recrutamento,
seleção e treinamento, promover sua adaptação às
normas da empresa, às rotinas, ao relacionamento e a um novo ambiente.
Dessa forma, nenhum empresário troca ou demite um funcionário
por bel-prazer. A equipe de funcionários é o maior ativo
de uma empresa, e não há por parte desta interesse algum
em promover uma rotatividade gratuita no seu quadro de colaboradores.
Assim, a salvaguarda estabelecida pela Convenção 158, torna-se
um verdadeiro tiro no pé, prejudicando todas as partes envolvidas.
É importante lembrar que
a nossa Constituição protege muito bem os direitos do trabalhador,
assim como nossa Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Também, as Convenções Coletivas de Trabalho, que
são em última análise documentos obtidos em mesa
de negociação, resguardam os direitos dos trabalhadores,
assim como os sindicatos patronais resguardam os interesses de seus filiados.
Convém destacar ainda
que vivemos numa economia de mercado extremamente competitiva. Nossos
produtos estão sendo confrontados nos mercados internacionais,
e até no mercado interno, com a produção de empresas
instaladas em países que não adotam qualquer tipo de salvaguarda
ou de respeito às condições do trabalhador, como
no Sudeste asiático, por exemplo. É óbvio que não
se defende a regressão para esse tipo de barbárie, mas
precisamos ter a percepção de que não podemos perder
a competitividade adotando modelos anacrônicos de mais de um quarto
de século, que irão com certeza prejudicar a eficiência
e a eficácia da empresa brasileira e principalmente seu crescimento
sob a égide da lei.
Estamos mobilizando as 283 Associações
Comerciais e Empresariais do Paraná para conscientizar a classe
empresarial e também a trabalhadora das inconveniências
da convenção e alertando a bancada paranaense e o Congresso
Nacional para bloquearem a infeliz iniciativa. É importante garantir
a valorização dos profissionais e a dinâmica da atividade
empresarial com a saudável mobilidade dos recursos humanos. A
porta que impede a saída é a mesma que se fecha ao ingresso
de novos talentos nas empresas.
Ardisson Naim Akel é presidente
da Federação das Associações Comerciais
e Empresariais do Paraná (Faciap).
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CORREIO DA BAHIA, 18 de março
de 2008 | Economia
Greve atrasa entrega de imóveis
novos na Bahia
Construtoras estimam em R$12 mil por dia
o prejuízo provocado com obras totalmente paradas
Adriana Patrocínio
Muitos compradores de imóveis da região de Camaçari, Lauro
de Freitas e adjacências não receberão as chaves dentro
do prazo esperado. Com a greve dos trabalhadores da construção
civil, que já dura 24 dias, diversas obras estão totalmente paradas
e os empresários já confirmam que o cronograma inicial não
será cumprido. Segundo construtoras, os prejuízos com pessoal
contratado e equipamentos e carros locados que estão inoperantes já chegam
a mais de R$12 mil por dia. O impasse nas negociações salariais
pode ter fim hoje, caso haja acordo durante o julgamento do dissídio,
marcado para as 14h, na sede da Delegacia Regional do Trabalho (DRT), na Avenida
Carlos Gomes.
Entre os empreendimentos que
estão sendo prejudicados com a greve, estão diversos complexos
hoteleiros e condomínios residenciais no litoral norte e fábricas
no Pólo Petroquímico de Camaçari.
Com mais de 500 operários
parados no canteiro de obras do condomínio Vog Ville Jockei Club,
em Lauro de Freitas, a Gráfico Empreendimentos já calcula
prejuízos da ordem de R$300 mil, em 24 dias de paralisação. “São
mestres-de-obras, almoxarifes, encarregados de obra, além de muitos
equipamentos, tudo parado. O prazo de entrega das 180 casas, previsto
para outubro, já está completamente comprometido. Acredito
que a greve seja um mecanismo legítimo, salutar, mas nesse caso
já está ultrapassando a sensatez. Espero que o bom senso
se estabeleça o mais rápido possível”, protesta
o gerente de contrato do Vog Ville Jockei Club, Golbery Reis.
A situação é semelhante
nas obras do Casas da Praia do Forte, condomínio com 72 unidades
residenciais, que está sendo construído pela Costa Andrade
em Praia do Forte. Segundo o diretor técnico da construtora, Paulo
Oliveira, cerca de 400 trabalhadores estão de braços cruzados
no canteiro. “Cada dia de greve será pelo menos um dia a
mais de prorrogação na entrega dos imóveis aos compradores.
Os atrasos serão muito maiores se as chuvas de março chegarem
logo, porque a produtividade cai significativamente. Estamos perdendo
dias preciosos de sol sem tocar as obras”, lamenta Oliveira, acrescentando
que a data inicial de entrega das casas era 30 de agosto.
***
Trabalhadores pedem reajuste de 9,5%
Os trabalhadores pedem reajuste
de 9,5% e que as horas paradas durante a greve não sejam descontadas.
Já as empresas oferecem 8%, com exceção dos ajudantes
comuns, que teriam 9%. O segmento patronal exige que 75% das horas paradas
sejam descontadas e 25% sejam compensadas.
“ Fizemos todo o esforço
possível para negociar. O MPT (Ministério Público
do Trabalho) inclusive propôs que 50% das horas fossem compensadas,
30% abonadas e apenas 20% cortadas, e tínhamos grande probabilidade
de aprovar, mas ainda assim a sugestão foi rejeitada pelo sindicato
dos trabalhadores, que tem se mantido inflexível”, reclama
o presidente do Sindicato da Indústria da Construção
Civil na Bahia (Sinduscon-BA), Vicente Matos. Em quase um mês de
negociações, já houve tentativas de conciliação
entre o Sinduscon-BA e o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria
da Construção Civil, Montagem e Manutenção
Industrial em Camaçari e Região (Sindticcc) na Delegacia
Regional do Trabalho, Tribunal Regional do Trabalho e Ministério
Público do Trabalho.
Dos cerca de 15 mil trabalhadores
da construção de Camaçari, Lauro de Freitas e adjacências,
aproximadamente oito mil ainda mantêm a greve. O restante fechou
acordo diretamente com as empresas, a exemplo da Bahia Pulp, Petrobras
(unidades de Catu), Fafen e Caraíba Metais. “Diversas fábricas,
mesmo filiadas, passaram por cima do sindicato patronal, porque queriam
ver suas obras em andamento, e deram o reajuste pedido pelos trabalhadores”,
frisa o coordenador geral do Sindticcc, Antônio Ubirajara Santos
Souza.
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Auditores
fiscais iniciam paralisação
Os auditores fiscais da Receita
Federal de Salvador anunciaram ontem que começam hoje uma greve
por tempo indeterminado. Conforme avaliação da própria
categoria, a paralisação afetará os serviços
de esclarecimento de dúvidas sobre o Imposto de Renda, o desembaraço
de importações e exportações e a arrecadação
de impostos federais, já que o volume de autuações
será reduzido.
A categoria decidiu pela greve
em assembléia na semana passada, em conjunto com auditores de
todo o Brasil. Em Salvador, os auditores se concentrarão a partir
das 9h, no auditório do Ministério da Fazenda, 8º andar,
localizado no Comércio.
Os auditores reivindicam a equiparação salarial com os delegados
da Polícia Federal, além da paridade entre ativos e aposentados
e a remuneração por subsídio. Atualmente, a Receita Federal
possui 12 mil auditores ativos. Na Bahia, o número de auditores fiscais
gira em torno de 800.
Conforme Marialva Calabrich,
presidente do Unafisco Sindical DS Salvador – Sindicato Nacional
dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil –, a campanha
salarial se arrasta desde setembro do ano passado e a até o momento
o governo federal não apresentou uma proposta para a categoria.
Segundo a categoria, o governo federal se comprometeu a fazer essa equiparação
salarial no ano passado, mas com o fim da CPMF (Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira), as negociações
foram suspensas. Somente no ano passado, os auditores fiscais, no combate à sonegação,
fizeram 45,4% de autuações a mais que em 2006, cujo resultado
foi uma arrecadação superior a R$80 bilhões.
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Folha de São Paulo, 18 de março
de 2008
AMAZÔNIA
Exportação ilegal de
madeira continua, afirma Greenpeace
DA REDAÇÃO
Cinco ativistas da ONG Greenpeace se acorrentaram ontem a um navio num porto
da França. A ação tem por objetivo evitar o desembarque
de madeira supostamente ilegal da Amazônia.
Segundo o Greenpeace, o navio Galina 3 está trazendo madeira de pelo
menos cinco empresas da região de Santarém, no Pará, que "estão
sendo processadas por crimes ambientais". Os ativistas interceptaram o
barco a 4 km do porto de Caen.
Segundo Marcelo Marquesini, da campanha Amazônia do Greenpeace, a ação
tem o objetivo de mostrar que o "descontrole continua" na exploração
madeireira da região amazônica.
Apesar de o governo ter feito diversas operações de combate à extração
ilegal e criado uma guia eletrônica de transporte de produtos florestais
(o DOF), o sistema já está sendo burlado, afirma.
" O governo instalou o DOF, mas não instrumentou a fiscalização
de campo", disse Marquesini. Assim, mesmo que as empresas sejam obrigadas
a se cadastrarem no sistema do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e
dos Recursos Naturais Renovávis) para emitir guias de transporte de madeira,
estas não são verificadas em campo.
O Coordenador Geral de Autorização de Uso da Flora e Florestas
do Ibama, José Humberto Chaves, diz que o DOF aumentou a legalidade
na indústria. Ele diz, no entanto, que a fiscalização
em campo ainda é limitada em Estados como Mato Grosso, Pará e
Maranhão. Esses Estados possuem um sistema próprio de controle
eletrônico de produtos florestais que ainda não está totalmente
integrado com o do Ibama.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
18/03/2008
Na falta de regras específicas,
contrato temporário é regido pela CLT
O prazo para pagamento das parcelas rescisórias do contrato de trabalho
temporário é o primeiro dia útil imediato ao seu término,
de acordo com a alínea "a" do parágrafo 6º do
artigo 477 da CLT. Foi por essa norma que, em decisão regional mantida
pela Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho, a empresa Esatto Recursos
Humanos Ltda. foi condenada à multa prevista por atraso no pagamento,
pois depositou as verbas rescisórias na conta do trabalhador só oito
dias depois do seu desligamento.
A multa foi estabelecida em R$
547,80 pela 27ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte e confirmada
pelo Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG). O processo,
com rito sumaríssimo, teve início em abril de 2006, depois
do trabalhador, admitido em dezembro de 2005, ter sido dispensado antes
do prazo do término do contrato, em março de 2006.
A empresa, no agravo de instrumento
ao TST, alegou violação do artigo 5º, inciso II, da
Constituição Federal. Para a Esatto, como o trabalhador
não recebeu aviso prévio por se tratar de empregado submetido
a regime de trabalho regido pela legislação do contrato
temporário, o prazo final para pagamento de suas verbas rescisórias
se daria até o décimo dia depois de encerrado o contrato
de trabalho, de acordo com o disposto na alínea “b” do
parágrafo 6º do artigo 477 da CLT.
A Segunda Turma negou provimento
ao agravo e, por considerar o contrato de trabalho temporário
uma das espécies do gênero contrato por prazo determinado,
cujo prazo para pagamento das parcelas rescisórias é o
previsto no artigo 477, parágrafo 6º, alínea “a”,
da CLT, manteve a condenação da empresa ao pagamento da
multa prevista no parágrafo 8º do mesmo artigo.
Para o relator do agravo, ministro
Vantuil Abdala, se a lei que rege os contratos temporários é omissa
no que se refere aos prazos para pagamento das verbas rescisórias,
a lacuna do sistema jurídico deve ser preenchida pela aplicação
da legislação geral, ou seja, as regras do caput e parágrafos
do artigo 477 da CLT, perfeitamente compatíveis com o caso. “Sob
pena de o trabalhador temporário, já sujeito a um leque
de restrições de benefícios, não ter assegurado
direito que, se a norma especial não o contemplou, também
não o restringiu”, concluiu o ministro. (AIRR-329/2006-106-03-40.9)
Fonte: TST
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18/03/2008
Dirigente sindical só possui estabilidade
até o sétimo posto, diz TST
A Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho acolheu recurso interposto
pela Sociedade Propagadora Esdeva (Arnaldinum São José), de
Minas Gerais, e absolveu-a da condenação à reintegração
pleiteada por professor que alegava ser detentor de estabilidade sindical.
A decisão seguiu a jurisprudência consolidada do TST, no sentido
de que o artigo 522 da CLT, que limita a sete o número de dirigentes
sindicais, foi recepcionado pela Constituição Federal.
.
Contratado em 1994 pelo estabelecimento de ensino, o professor foi eleito,
em 1997, para compor a diretoria do Sindicato dos Professores do Estado de
Minas Gerais, e empossado em 1998. Com base no estatuto social da entidade,
argumentou que, embora fizesse jus à estabilidade até outubro
de 2001, foi demitido em dezembro de 1999. O professor se recusou a comparecer
ao sindicato na data estipulada, para receber as parcelas rescisórias,
por achar que isso poderia ser entendido como renúncia tácita
a sua garantia legal e constitucional. O próprio sindicato, ao receber
a correspondência da Sociedade Esdeva, solicitando a designação
de horário para promover a assistência à rescisão
contratual do professor, respondeu que não a assistiria, em razão
deste ser detentor de estabilidade provisória no emprego.
O professor ajuizou ação
na 30ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte (MG), visando ao reconhecimento
da estabilidade sindical e à reintegração ao emprego.
O juiz determinou sua imediata reintegração aos quadros
da escola até a decisão final, ou seja, até o trânsito
em julgado. A escola recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região
(MG) tentando reverter a decisão de primeiro grau. Alegou, em
seu recurso, que o professor, por ocupar lugar posterior ao vigésimo
na diretoria do sindicato, não tinha direito à estabilidade
sindical.
O recurso foi rejeitado pelo
Regional, cujo entendimento foi o de que “o artigo 522 da CLT é fruto
de uma ordem jurídica intervencionista, em que as entidades sindicais
eram consideradas pessoas jurídicas de direito público”.
Com a Constituição de 1988, foi instaurado o Estado Democrático
de Direito, “libertando as entidades sindicais das amarras do Estado”.
Para o TRT/MG, “as normas legais alicerçadas na velha ordem
perderam o fundamento de validade.”
Ao analisar o recurso de revista
da Sociedade Esdeva, o relator do processo no TST, ministro Márcio
Eurico Vitral Amaro, justificou que “a matéria já está pacificada
no item II da Súmula 369 do TST, no sentido de que o artigo 522
da CLT, que limita a sete o número de dirigentes sindicais, foi
recepcionado pela atual Constituição”. Aceito o recurso,
a Turma decidiu, por unanimidade, afastar a reintegração
do professor ao emprego. (RR-800846/2001.2)

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