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O ESTADO DO PARANÁ,
19 de março de 2008 | Economia
Emprego na construção
civil quintuplica em 12 meses
Agência Brasil
A construção civil foi o setor econômico que registrou
o maior aumento na geração de empregos, em fevereiro, em comparação
ao mesmo período do ano passado (fevereiro/2007). O crescimento foi
de quase 400%.
Em fevereiro de 2007, foram registrados 5.522 novos postos no setor, enquanto
em fevereiro de 2008, o volume subiu para 27.574. Os dados são do Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta terça-feira
(18) pelo Ministério do Trabalho.
O recorde do setor era de 2006,
quando foram criados 14.993 postos. “Apesar dos recordes anteriores,
ela [a construção civil] teve o melhor resultado da história,
praticamente o dobro de 2006”, observou o ministro do Trabalho,
Carlos Lupi.
Em comparação à fevereiro
de 2007, todos os setores produtivos registraram alta. Em termos absolutos,o
setor de serviços foi o que gerou mais empregos. Dos 204.963
postos de trabalho criados no mês passado, 74.441 estão
na área. “O crescimento [do número de postos de
trabalho no setor de serviços] é principalmente por causa
das escolas, da volta às aulas”, explicou. Sozinho, o
setor de ensino foi responsável pela geração de
31.489 vagas.
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DEPACOM, 19 de março de 2008
Eventos
DEPACOM realiza encontro em Manaus/AM |
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O
DEPACOM - Departamento Profissional da Construção
e do Mobiliário, realizou durante os dias 17 e 18 de março
do corrente, no auditório do LORD MANAUS HOTEL, em Manaus/AM,
encontro com as Federações de Trabalhadores na Construção
e no Mobiliário do Brasil.
Na
ordem do dia, informes gerais do departamento pelo presidente
ALTAMIRO PERDONÁ, depoimento dos representantes das federações
sobre a situação dos seus estados, e palestra com
o Vice-Presidente do DEPACOM, Diretor Secretário Regional
da CNTI/PR e Presidente da FETRACONSPAR, GERALDO RAMTHUN, que abordou
sobre a importância das campanhas salariais unificadas, apresentou
alguns índices econômicos e conjunturais, dentre eles
o CAGED, PIB e Acidentes de Trabalho, falou sobre a Emenda Constitucional
nº. 45, Precedente Normativo nº. 119 do TST, Súmula
666 do STF e da recente aprovação do PL 1990/2007
que reconhece as centrais sindicais e mantém a contribuição
sindical compulsória.
Após a palestra, os diretores do DEPACOM e os presidentes
das federações presentes (Rio Grande do Sul, Paraná,
Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e
Amazonas) se reuniram e definiram que o congresso nacional do departamento
será realizado em agosto deste ano, já ficando marcada
uma nova reunião das federações para o dia
16/04/2008 em Brasília/DF, para definir a data, local e
temário do evento. Definiu-se
também que as federações poderão
sugerir, via fax: (48) 3223-6455; (48) 3223-6811 ou e-mail (depacom@depacom.org.br),
até o dia 11/04/2008, propostas com temas a serem debatidos
no congresso. |
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ESTADÃO.COM/ SÃO
PAULO, 19 de março de 2008 | Economia
Indústria prevê maior
alta da capacidade nos últimos cinco anos
Setor espera elevar em 11%, em média,
sua capacidade instalada em 2008, segundo pesquisa da FGV
Alessandra Saraiva, da Agência Estado
RIO - As indústrias esperam elevar em 11%, em média, a sua capacidade
instalada este ano. Esse porcentual de expansão na capacidade é o
maior nos últimos cinco anos. É o que revela a pesquisa Quesitos
Especiais da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação,
cuja edição é referente ao período de janeiro e
fevereiro deste ano, anunciada nesta quarta-feira, 19, pela Fundação
Getúlio Vargas (FGV). Segundo a análise, para o triênio
2008-2010, a expansão da capacidade de produção projetada é de
22% - o maior porcentual da série desde janeiro de 2005.

A forte demanda interna foi apontada como uma das grandes razões para
aumentos nos investimentos de capacidade, sendo lembrada por 87% das empresas
pesquisadas. Apenas 2% dos entrevistados a consideraram como fator de influência
negativa. Já a demanda externa foi apontada como influência positiva
por 52% das empresas consultadas. Apenas 10% das companhias pesquisadas citaram
a procura internacional como fator negativo.
Outro fator lembrado pelas empresas
como justificativa para aumento na capacidade foi a expectativa de rentabilidade
com novos investimentos, citado por 88% das empresas entrevistadas (85%
em 2007). A FGV informou ainda que 38% das empresas avaliaram como positivas
as atuais condições de financiamento.
Porém, a fundação informou que a taxa de juros foi o único
fator avaliado em que a proporção dos que a consideram ter uma
influência negativa sobre o investimento superou a dos que indicam influência
positiva em 2008: 36% contra 23%, respectivamente.
A pesquisa Quesitos Especiais é feita
com regularidade pela FGV, que realiza uma abordagem especial nos dados
da Sondagem da Indústria, sobre um tema específico. Entre
3 de janeiro e 28 de fevereiro, foram entrevistadas 381 empresas para
as perguntas sobre investimentos em capacidade instalada; e 710 companhias
para perguntas sobre fatores que influenciam investimentos.
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CONGRESSO EM FOCO, 19 de
março de 2008
Benefícios para aliados
Ao todo, 21 parlamentares fizeram emendas à MP
413 que beneficiam setores que os ajudaram em suas eleições
Eduardo Militão, Lúcio
Lambranho e Edson Sardinha
O lobby do álcool não
foi o único a mostrar a cara na discussão da Medida Provisória
413/2008, que aumenta a alíquota da Contribuição
Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das instituições
financeiras. Dos 46 parlamentares que propõem mudanças à MP,
21 apresentaram sugestões que beneficiam, ao todo, dez setores
responsáveis pela injeção de R$ 3,84 milhões
em suas respectivas campanhas eleitorais.
O principal beneficiário é o
setor sucroalcooleiro, conforme
revelou ontem (18) o Congresso em Foco, seguido do mercado financeiro.
Alvo original da MP, as instituições financeiras foram
contempladas com emendas propostas por seis parlamentares que delas receberam,
juntos, R$ 814 mil nas últimas eleições. Eles defendem
a derrubada do aumento da CSLL para os bancos.
O terceiro grupo econômico
envolve os fabricantes, os importadores e os consumidores do papel imprensa.
Quatro deputados, que receberam R$ 182 mil nas últimas eleições,
propõem mudanças para manter isenções tributárias
para o segmento.
Também merecem destaque
três setores ligados ao agronegócio. Juntos, as indústrias
de fertilizantes e de máquinas agrícolas e outros empreendimentos
rurais colaboraram, em 2006, com R$ 1,19 milhão para a campanha
de cinco deputados, que, agora, apresentam emendas com benefícios
fiscais para o setor.
DEZ LOBBIES ATUAM NA MP 413
Clique abaixo para ver o nome dos parlamentares

TABELAS: POR
PARLAMENTAR – POR
SETOR
Fonte: Congresso em Foco, a partir
de dados da Câmara dos Deputados e do Tribunal Superior Eleitoral
(TSE)
A maioria desses 21 parlamentares
integra partidos de oposição ao governo. Sete são
do PSDB e quatro do DEM. O também oposicionista PPS tem dois representantes
na lista. Os governistas PP, com três, PT, com dois, e PSB, PTB
e PMDB, com um cada, completam a relação.
Há congressistas de nove
estados. Destaque para São Paulo e Paraná, que têm
oito e cinco nomes respectivamente entre os que apresentaram emendas
em prol de setores que ajudaram a financiar suas campanhas. Também
há representantes de Pernambuco (dois), Amazonas, Ceará,
Goiás, Minas Gerais, Piauí e Santa Catarina (veja
o que eles alegam).
Mixaria
O campeão em emendas foi
o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR). Das 37 feitas por ele, 25 coincidem
com interesses de sete setores econômicos que fizeram doações
para sua eleição em 2006. O deputado nega haver qualquer
conflito de interesse nessa relação.
“Imagina! Eles deram uma
mixaria”, desdenhou, ontem, ao comentar o assunto. Na campanha
eleitoral, Hauly recebeu R$ 55 mil de usineiros e mais R$ 335 mil de
outros seis ramos de atividade contemplados por suas emendas. São
eles: mercado financeiro e indústrias de embalagens tipo Pet,
papel, fertilizantes, laticínios e cooperativas.
O deputado tucano diz que há 17
anos vem lutando pela simplificação dos impostos – o
assunto principal da MP 413. Por isso, tantos setores empresariais foram
beneficiados por emendas suas. “As minhas emendas são todas
propostas que buscam equacionar os problemas tributários brasileiros”,
argumentou.
Ele recordou ser autor da Proposta
de Emenda à Constituição (PEC) 45/2007, que prevê o
fim de diversos tributos, como ICMS, ISS, Cofins, IOF e CSLL, em tramitação
na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)
da Câmara. O paranaense também foi um dos relatores do projeto
de lei que criou o Supersimples.
Em uma de suas emendas, Hauly
pede o fim da cobrança da CSLL das bolsas de valores (Bovespa
e BM&F). “Elas não têm lucros [altos como os bancos].
Elas são intermediárias”, justificou. As duas instituições
doaram, ao todo, R$ 120 mil para a campanha do deputado em 2006.
O Congresso em Foco procurou a Federação
Brasileira de Bancos (Febraban), mas sua assessoria informou que
a entidade não falaria sobre o assunto, pois não fez
nenhuma doação nas últimas eleições.
Já parlamentares que emendaram em favor de indústrias
de papel admitem que atenderam a pedidos de doadores de campanha
(leia
mais).
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AGÊNCIA DIAP, 19 de
março de 2008
MUNDO DO TRABALHO
Trabalhadores acreanos podem ter jornada
reduzida
Os deputados estaduais acreanos
deverão votar, nesta quarta-feira (19), duas reivindicações
históricas dos trabalhadores. A primeira é um salário
mínimo superior a R$ 400 e a segunda é a redução
na jornada de trabalho sem perdas salariais. De acordo com o líder
do Governo, deputado Moisés Diniz (PCdoB), é grande a expectativa
em torno da aprovação dos projetos
O líder do Governo na
Assembléia Legislativa de Rio Branco (AC) contou ainda que há anos
os trabalhadores de todo o Brasil reivindicam um salário mínimo
superior a cem dólares.
Com a aprovação
do aumento, que será ainda maior que a remuneração
aprovada pelo Governo Federal, os servidores do Acre passarão
a receber salários equivalentes a 247 dólares. "Ninguém
no Acre poderá receber menos que isso. É uma forma de valorizarmos
o trabalho dos servidores públicos".
Jornada de trabalho
Outro projeto importante que
entrará em votação no mesmo dia, trata da redução
da jornada de trabalho dos servidores públicos de 40 para 30 horas
semanais. De acordo com o líder do Governo, a medida faz parte
de uma iniciativa nacional e visa melhorar a qualidade de vida da população. "Com
mais tempo o trabalhador poderá se dedicar a outras atividades
como a prática de exercícios".
Ele disse ainda, que embora
a carga horária seja reduzida não haverão perdas
salariais e que os servidores poderão negociar com as chefias,
a permanência no turno de 40 horas, com o recebimento de uma
gratificação de 33% do valor do salário. "O
que estamos fazendo aqui é atender a uma reivindicação
que os sindicatos de todo o mundo vêm trabalhando há anos
para ser atendida". (Com informações da agência
Aleac)
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UOL EMPREGOS, 19 de março
de 2008
Quase 60% das vagas de turismo não
têm carteira assinada
Da redação
Em São Paulo
Estudo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta
que 59% das vagas criadas em turismo em 2005 não têm carteira
assinada.
No ano, segundo o instituto,
surgiram 8.112.888 postos de trabalho no setor, 15,10% do total das 53.730.274
vagas criadas em serviços.
Desses trabalhadores sem vínculo
formal, 3.210.151 eram autônomos.
As informações
são do estudo "Economia do turismo: uma perspectiva macroeconômica
2000-2005", realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística), em parceria com o Ministério do Turismo
e a Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo). A pesquisa tem como fonte
o Sistema de Contas Nacionais.
Os serviços de alimentação
destacaram-se entre as atividades do turismo que mais empregaram, com
37,79% de participação, o equivalente a 3.066.084 postos
de trabalho. O segmento de transporte rodoviário também
obteve participação expressiva (36,16%) com 2.933.868 vagas
criadas. As atividades recreativas, culturais e desportivas participaram
com 11,02%, o equivalente a 894.047 postos.
Em relação ao total
da remuneração, as atividades do turismo pagaram um montante
de R$ 52,9 bilhões, o correspondente a 8,84% da quantia paga pelo
setor de serviços e 6,14% do total desembolsado pela economia
brasileira em 2005.
Desse total, R$ 44,4 bilhões
foram pagos sob forma de salários e ordenados (83,89%), que
representaram 9,26% do total pago no setor de serviços e 6,51%
do total desembolsado pelo conjunto da economia naquele ano.
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AGÊNCIA DIAP, 19 de
março de 2008
FINANCIAMENTO SINDICAL
Projeto do deputado Augusto Carvalho
tem relator na Comissão de Trabalho
Assim como fez ao apresentar uma emenda ao PL 1.990/07, que regulamenta o funcionamento
das centrais sindicais, o deputado Augusto Carvalho (PPS/DF) apresenta, agora,
na forma do PL 2.424/07, proposta que condiciona o recolhimento da contribuição
sindical à prévia autorização do trabalhador. A
matéria está em tramitação na Comissão de
Trabalho da Câmara.
Com a rejeição
dos trabalhadores à sua emenda, que foi corrigida no Senado e
ratificada pela Câmara dos Deputados no dia 11de março ao
aprovar o projeto que regulamenta o funcioinamento das centrais sindicais,
o deputado retoma o debate sobre a contribuição sindical
com o argumento de que o movimento dos trabalhadores precisa de autonomia
e com o atual modelo de custeio ou financiamento as representações
sindicais estariam comprometidas com o Governo.
Tramitação
O PL 2.424 está sob a
análise da Comissão de Trabalho da Casa, que designou como
relator da matéria o deputado Nelson Marquezelli (PTB/SP). Após
apreciação do projeto na Comissão, a matéria
seguirá para exame da Comissão de Finanças e Tributação;
e de Constituição e Justiça, respectivamente.
A proposta tramita em caráter
terminativo nas comissões, caso seja aprovada em todos os colegiados
poderá seguir direto para o Senado. O Governo e as centrais sindicais
estão discutindo um novo modelo de contribuição
sindical que poderá substituir o existente. A matéria deverá ser
enviada ainda este semestre para o Congresso.
Contribuição
A contribuição
sindical é devida por todos aqueles que participam de uma determinada
categoria econômica ou profissional do setor privado ou de uma
profissão liberal. Ela é recolhida de uma só vez,
anualmente, no mês de março.
No caso dos trabalhadores,
equivale a um dia de trabalho, qualquer que seja a forma de remuneração.
Para os empregadores, é calculada proporcionalmente ao capital
social da firma ou empresa, mediante a aplicação de alíquotas
que vão de 0,02% a 0,08%, em uma tabela progressiva. (André Santos)
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NCST, 19 de março
de 2008
Amazônia vai divulgar manifesto
contra madeira ilegal
A Comissão da Amazônia Integração Nacional e Desenvolvimento
Regional vai divulgar manifesto contra o desmatamento e o tráfico de
madeira. O documento será também um protesto contra o carregamento
de madeira brasileira, de origem ilegal, interceptado pelo Greenpeace, no início
da semana, em um navio no porto de Caen, no norte da França.
A presidente da comissão,
deputada Janete Capiberibe (PSB-AP), informou que o teor do documento
será apresentado e votado na reunião da próxima
terça-feira (25). Ela afirmou que sua intenção é estimular,
durante todo este ano, o debate sobre políticas de desenvolvimento
sustentável na Amazônia, especialmente na área madeireira.
"Acreditamos, por
outro lado, que a União Européia, tão ciosa com
a legislação, com a conservação ambiental
e com os direitos humanos, faça sua parte para coibir o comércio
de madeira extraída ilegalmente e, em boa parte, resultado do
trabalho escravo ou similar", assinala Capiberibe.
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NCST, 19 de março
de 2008
Câmara aprova MP sobre aposentadoria
do trabalhador rural
Depois de mais de sete horas de obstrução da oposição,
o Plenário da Câmara aprovou a medida provisória que dá direito
de aposentadoria de um salário mínimo para trabalhadores rurais
autônomos.
Criada pelo presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, a medida entrou e saiu de pauta quatro vezes. Em dezembro,
para abrir caminho à CPMF, o presidente a revogou. Em seguida
ela foi reeditada. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR),
tachou a MP de "inconstitucional" e a descartou --para permitir
a aprovação da TV Pública.
O vaivém da proposta contribuiu
com a crise das medidas provisórias. Lula disse nesta terça-feira
que é "humanamente impossível" governar sem medida
provisória porque dá mais agilidade às decisões.
"Qualquer deputado, qualquer
senador sabe que é humanamente impossível governar se não
tiver medida provisória, porque o tempo e a agilidade que as coisas
custam a acontecer muitas vezes é mais rápido que as decisões
democráticas que são necessárias acontecer no Congresso
Nacional", afirmou.
O governo federal promete trabalhar
para reduzir o envio de medidas provisórias para o Congresso Nacional
com o objetivo de viabilizar a aprovação da reforma tributária.
Para o ministro José Múcio (Relações Institucionais),
o ideal seria que nenhuma fosse necessária.
O acúmulo de MPs é uma
das preocupação de líderes partidários
para a tramitação da reforma tributária. Eles
temem que essas medidas tranquem a pauta de votações
e atrapalhem as discussões. A PEC (Proposta de Emenda Constitucional)
foi enviada neste mês para o Congresso.
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NCST, 19 de março
de 2008
Concurso para juiz não pode
ter limite de idade
O edital de concurso público para o cargo de juiz não pode estabelecer
idade máxima para o candidato. Foi esse o fundamento do conselheiro
Paulo Lobo, do Conselho Nacional de Justiça, para determinar, nesta
terça-feira (18/3), a suspensão da norma de edital do Tribunal
de Justiça de Mato Grosso do Sul que proíbe candidatos com mais
de 45 anos.
As inscrições para
a prova terminam no dia 20 de março. A liminar manda o prazo que
seja prorrogado por 18 dias.
Para o conselheiro, se a Constituição
não impôs limite de idade para cargos públicos, uma
legislação também não pode fazer essa restrição,
muito menos em um edital. A Súmula 683 do Supremo Tribunal Federal
dá embasamento à posição. A letra diz que
o limite de idade para concurso só é legitimo quando a
natureza do cargo justificar.
Paulo Lobo lembrou que o próprio
CNJ já se posicionou dessa forma. Em março de 2007, ele
proibiu a mesma restrição em concurso do TJ de São
Paulo.
A decisão de Lobo foi
tomada em Procedimento de Controle Administrativo ajuizado pelo advogado
Ricardo Luís Rodrigues da Silva. Pelo antigo edital, só pode
se candidatar a uma das 22 vagas de juiz substituto quem tem de 23 a
45 anos. O salário para quem passar pela prova, marcada para o
dia 6 de março, é de R$ 18 mil.
O desembargador João
Carlos Brandes Garcia, presidente do TJ-MS, já foi comunicado
da liminar. Ele tem quinze dias para prestar informações
sobre o pedido.
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FOLHA DE LONDRINA, 19 de
março de 2008 | Cidades
Vai faltar mão-de-obra na construção
civil
Sinduscon corre atrás do prejuízo
e prepara curso de capacitação para 2 mil trabalhadores
em todo o Paraná
Fotos: Fábio Ciquini

Silva trabalha como autônomo e tem obras agendadas até junho: ‘‘Tudo
que consegui, foi trabalhando por conta’’
Se você pensa em construir ou reformar, melhor ter paciência. Um
boom nos projetos arquitetônicos da cidade - públicos e privados
- com a construção de dois novos shoppings na Região Norte
de Londrina, entre outros tantos empreendimentos imobiliários que começaram
a se erguer no início do ano passado, levaram à escassez de mão-de-obra
no setor da construção civil londrinense. Conforme dados do Sindicato
da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), ainda não
faltam trabalhadores, mas a situação pode se tornar crítica
no fim do primeiro semestre deste ano.
Para suprir a demanda por bons
profissionais, o Sinduscon, em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores
nas Indústrias da Construção Civil (Sintracon) e
o governo estadual, promoverá o treinamento de 2 mil profissionais
em todo o Estado ainda neste semestre. Quinhentos trabalhadores ligados às
quatro regionais do Sinduscon serão capacitados pelo Serviço
de Apoio à Pequena Empresa (Sebrae).
Conforme o vice-presidente do
Sinduscon de Londrina, Gerson Guariente Júnior, 250 vagas serão
destinadas a desempregados e trabalhadores que vivem de programas sociais,
como o Bolsa-Família. O restante das vagas será para a
requalificação de profissionais que já atuam no
mercado da construção civil.
Segundo Guariente, já teve
início, na última semana, uma pesquisa junto aos associados
do sindicato, a qual irá apontar as principais demandas dos empresários
quanto à requalificação. ''Já os desempregados
serão capitaneados pela Secretaria de Assistência Social
do município e pelo Sistema Nacional de Emprego, o Sine'', informou.
O projeto pretende amenizar a
escassez de mão-de-obra, mas poderá se tornar um programa
de longo prazo. Ele avaliou a mão-de-obra londrinense como uma
das melhores do País, em termos de qualidade e produtividade,
e que hoje há uma ótima relação de custo-benefício
no pagamento dos profissionais do setor. ''Determinados salários
são altos, mas compatíveis com o rendimento proporcionado
pelo funcionário. Existe gente disposta a trabalhar e as próprias
empresas se preocupam com o treinamento de seus funcionários'',
complementou.
Hoje, em Londrina, o treinamento
de pedreiros, mestres de obra, azulejistas e marceneiros se dá na
prática. Segundo Guariente, o profissional trabalha e aprende.
''Normalmente quem está começando fica sob os cuidados
de um mestre de obras, de uma equipe de engenheiros ou até de
um pedreiro mais experiente.''
Ainda conforme o vice-presidente,
o sindicato está voltando a sistematizar os cursos de capacitação
de mão-de-obra para o setor. ''Antes não tinha tanta demanda,
mesmo assim o Senai sempre ofereceu cursos constantes'', recordou Guariente,
ressaltando que, mesmo treinado, ''o aperfeiçoamento do profissional
da construção civil vem com a prática''.
É o que defende o mestre-de-obras
Aroldo Sidinei da Silva, 44 anos. Desde os 9 anos ele segue os passos
do pai, que era carpinteiro. ''Comecei com madeira e fui evoluindo. Da
alvenaria, passei para o acabamento, sempre na prática. Hoje não
me falta serviço, tenho obras agendadas até junho'', comentou.
Silva trabalha com uma equipe
de cinco funcionários, todos treinados por ele, que faz questão
de dedicar 100% de seu tempo à obra que se propôs a fazer.
''Tenho clientes fixos há mais de 15 anos e quando digo que farei
o assentamento, eles têm a certeza de que sou eu quem está assentando
tudo.''
Para Silva, que trabalha como
autônomo desde 1992, falta treinamento para os novatos. ''Muitos
deixam a desejar, não só pela competência, mas em
questão de honestidade. Na hora de pedir trabalho, todos concordam
com o que você propõe, mas depois, muitos te largam na mão.''
Levando no máximo duas
obras paralelamente, Silva é exemplo de que é possível
vencer na vida trabalhando como pedreiro. ''Trabalhei só dois
anos numa construtora. Tudo o que consegui na vida, minha casa, meus
dois carros, minha moto para corrida, consegui trabalhando por conta'',
ensinou.
Mariana Guerin
Reportagem Local
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Agência Diap, 19 de
março de 2008
MUNDO DO TRABALHO
FST fará congresso para unificar
estratégia de luta dos trabalhadores
Para debater temas como a estrutura
sindical no Brasil e condições do trabalho no mundo, deverá se
reunir no próximo dia 13 de maio, em Brasília, o Congresso
do Forum Sindical dos Trabalhadores (FST), que reúne confederações
de trabalhadores e algumas centrais, e deve contar com a participação
de cerca de 4 mil sindicalistas.
Durante um dia, os sindicalistas debaterão as questões da unicidade
e da contribuição sindicais e o sindicato por categorias; a geração
de emprego e renda e a redução da jornada de trabalho; condições
de trabalho e terceirização, além das cooperativas de
trabalho; previdência social; comércio internacional e mercado
de trabalho; Convenções 151 e 158, da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) e reforma agrária.
Assinala o coordenador do FST, José Augusto da Silva Filho, “o
congresso é passo importante para o avanço das principais preocupações
e bandeiras de luta do movimento sindical, como as mudanças no mundo
trabalho e a unificação de estratégias em defesa dos direitos
dos trabalhadores”.
Todas as entidades sindicais do País e algumas do exterior são
convidadas a participar do congresso, que conta com o patrocínio da
CNPL, CNTI, CNTC, CNTTT, Contec, Contratuh, CNTA, CNTS, Contag, Contcop, Cnteec,
CSP, Nova Central, CGTB, USI e CCT.
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Diário Vermelho, 19
de março de 2008
Lula: é humanamente impossível
governar sem MPs
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva afirmou hoje que é "humanamente impossível" governar
sem medida provisória (MP). Ele também lembrou que a medida
provisória foi instituída na Constituinte de 1988 para
acabar com os decretos-lei.
"Qualquer deputado e qualquer
senador sabe que humanamente impossível você governar se
não tiver medida provisória, porque o tempo e a agilidade
com que as coisas precisam acontecer, muitas vezes, é mais rápido
do que o tempo das discussões democráticas que são
necessárias acontecerem no Congresso."
Lula afirmou ainda estar convencido de que "a idéia da Câmara
e do Senado de debaterem a medida provisória é porque querem
encontrar uma forma melhor de compatibilizar a necessidade do governo e as
necessidades da própria decisão do Congresso".
" A medida provisória quando foi instituída, no Congresso,
na Constituinte de 1988, veio porque todos nós ficávamos cansados
de decreto-lei", disse Lula.
Ele se disse convencido de que deputados e senadores debatem o assunto porque
querem encontrar uma forma melhor de compatibilizar as necessidades do governo
e as do próprio Congresso Nacional.
O presidente fez as declarações depois de discursar em Campo
Grande, onde deu início a obras de urbanização de favelas
e saneamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Na capital sul-mato-grossense, Lula também assinou termos de doação
de kits para implantação de telecentros comunitários e
de financiamento para aquisição de ônibus escolares.
A pauta da Câmara está trancada por 17 medidas provisórias
e um projeto com urgência constitucional. PSDB e DEM ameaçam usar
o instrumento da obstrução para protestar contra as medidas provisórias
que trancam a pauta da Casa.
O presidente da Câmara, Arlindo
Chinaglia (PT-SP), disse nesta terça que, se a oposição
levar adiante a idéia de obstrução, a reforma
tributária, uma das prioridades do governo, corre o risco
de não sair.
Da redação,
com agências
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Diário Vermelho, 19
de março de 2008
Álvaro Dias quer abortar CPI
dos Cartões, diz deputado
“O senador Álvaro
Dias (PSDB-PR) quer abortar a CPI. Quer terminar antes da hora porque
ele sabe que, se essa CPI se mantiver, muitas contas do governo Fernando
Henrique serão auditadas”, denuncia o deputado Paulo Teixeira
(PT-SP), membro da CPI mista dos Cartões. O senador tucano disse,
nesta terça-feira (18), que a CPI é uma farsa, principalmente
se não quebrar sigilos dos cartões. O parlamentar direitista
já prega o esvaziamento da Comissão.

Ex-ministro do governo FHC é favorável ao uso dos
cartões
Indicada por Álvaro Dias para presidente da CPI mista, a senadora tucana
Marisa Serrano (MS) foi incisiva ao afirmar que a postura de Dias não
se justifica porque os requerimentos de sigilo sequer foram votados.
“ Não creio que a senadora Marisa Serrano nem o deputado Luiz Sérgio,
estejam aqui presidindo e relatando uma farsa”, afirmou o deputado Paulo
Teixeira, que criticou o congressista tucano.
Paulo Teixeira lamentou que o senador Álvaro Dias tenha chegado três
horas atrasado, perdendo a oportunidade de se somar, com os parlamentares que
estão trabalhando seriamente, para a ampliação dos mecanismos
de controle e transparência dos gastos públicos.
O congressista petista explica que o senador tucano insiste na tentativa de
desqualificar a comissão para criar um clima que permitiria acabá-la
antes da hora. “A continuidade da CPI resultará na auditoria do
governo Fernando Henrique”.
Em acréscimo à fala do deputado, a representante do PCdoB na
CPI, Perpétua Almeida (AC), diz que a oposição nunca quis
investigar nada. “É uma justificava para se retirar da CPI, porque,
na minha opinião, todo aquele processo de enrolação para
iniciar a comissão, que atrasou mais de um mês, é porque
não queriam investigar”. Para Perpétua, a fala do senador Álvaro
Dias reafirma esta tese.
O deputado Sérgio Luiz
(PT-RJ), relator da CPI, ressaltou que a comissão deve investigar
e aprovar quebras de sigilo, sem ferir a legislação vigente
e as recomendações do Supremo Tribunal Federal (STF).
Depoimentos
Foram ouvidos, nesta terça-feira,
pela comissão o ex-ministro do Planejamento do governo FHC,
Paulo Paiva, o procurador do Ministério Público junto
ao Tribunal de Contas da União (TCU), Marinus Marsico, a secretária
do Tribunal de Contas da União (TCU), Vanda Lídia Romano
da Silveira.
O ex-ministro do governo FHC diz-se favorável à adoção
dos cartões e à sua ampliação, como é feita
atualmente. Paiva afirmou que o cartão foi implementado apenas em 2001
devido a dificuldades técnicas, mas também ressaltou não
ter participado dessa etapa por já estar fora do governo.
A secretária do TCU destacou que, em três auditorias feitas, o
TCU não encontrou, entre os gastos de funcionários da Presidência
da República, ''ocorrência de despesas que pudessem ser identificadas
como de cunho irrestritamente pessoal''.
Na mesma reunião, os parlamentares ouviram outros representantes do
TCU a respeito de auditorias feitas pelo tribunal sobre o uso de cartões
corporativos por integrantes do governo federal.
De acordo com Vanda da Silveira, funcionários da Presidência da
República começaram a usar cartões corporativos em setembro
de 2002. Entretanto, esses gastos, segundo a secretária, têm peculiaridades
e precisam ser analisados de maneira diferente dos de outros órgãos.
A Presidência, por exemplo, pode precisar comprar gêneros alimentícios
sofisticados e bebidas para recepção a chefes de Estado, comentou
a representante do tribunal.
A auditoria indicou também, disse Vanda da Silveira, que a ''grande
pulverização de gastos'' torna importante que o controle dos
pagamentos seja feito pelo próprio órgão gestor. A auditora
afirmou ainda que o TCU percebeu, ao longo de auditorias realizadas, que a
sistemática de controle foi aprimorada.
Vanda da Silveira informou que foram identificadas irregularidades, basicamente,
em relação ao ''enquadramento indevido de suprimento de fundo''
e notas irregulares, mas foram erros ''esporádicos'', disse.
O TCU, conforme destacado por Vanda, recomendou, ao fim das auditorias, restrição
maior aos saques em espécie, reexame da necessidade de locação
de veículos e melhor especificação na aquisição
de gêneros alimentícios. A representante do TCU frisou que o resultado
das análises foi encaminhado ao Ministério Público para
prosseguimento das investigações.
Também participou da reunião o secretário de Macro-Avaliação
Governamental do TCU, Marcelo Luiz de Souza da Eira, que atualmente trabalha
numa auditoria em andamento no tribunal sobre suprimento de fundos com foco
em cartões corporativos. “A despesa como um todo vem crescendo,
mas, como percentual da despesa licitável total, o uso de cartões
tem ficado no mesmo patamar”, disse.
Marcelo Eira afirmou ainda que, em 2007, os gastos do governo federal com cartões
corporativos foram de R$ 80 milhões e que, nesse período, foram
utilizados 7.361 cartões corporativos pelos diversos órgãos
da administração pública. O secretário informou
que continuará analisando ''indícios de irregularidades'' entre
março e maio e que os resultados dessa análise deverão
ser apreciados a partir de junho.
De Brasília
Alberto Marques
Com agências
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Diário Vermelho, 19
de março de 2008
China e Índia aguentarão
o tranco da crise?
Os indícios de recessão
na economia estadunidense, com crise imobiliária, redução
do emprego, queda do consumo, enormes déficits fiscais e comerciais,
alta do preço internacional do petróleo e depressão
do dólar, inclinam outras nações a pensar que a
China e a ìndia poderiam aguentar o baque sofrido pela economia
internacional caso a crise se aprofunde. Será?
Por Hedelberto López Blanch*
Em conjunto, China e Índia têm uma população que
soma cerca de 2,4 bilhões de pessoas, o que representa 40% da pupulação
mundial. O PIB (Produto Interno Bruto) conjunto é de US$ 4,43 trilhões
de dólares, muito abaixo dos US$ 13,7 trilhões dos Estados Unidos.
Além disso, 70% do crescimento
da economia estadunidense tem como base o consumo desmedido, ao contrário
da China, que se fundamenta principalmente nos investimentos, e da Índia,
que se apóia na subcontratação de serviços
aos países industrializados.
Estes dados indicam que, embora
a China tenha crescido nos últimos anos em um ritmo médio
de 10% e a Índia em 8%, seus sistemas econômicos não
poderiam compensar os elevados índices de consumo norte-americanos,
enquanto seriam afetadas em suas exportações de produtos
e serviços para o gigante do norte, no caso de se produzir uma
crise.
As exportações
representam 25% do PIB chinês. Um recente informe do FMI (Fundo
Monetário Internacional) calcula uma redução de
0,5% no PIB da nação asiática para cada ponto de
recuo do quesito consumo interno no PIB dos Estados Unidos.
O grande boom econômico
chinês baseou-se na profusão do investimento estrangeiro:
numerosas empresas transnacionais deslocaram para ali uma parte importante
sua produção têxtil, madeireira, de eletrodomésticos,
eletrônica, química e outras, devido ao baixo custo da mão-de-obra
que barateia enormemente os produtos.
Situação semelhante
aconteceu na Índia, onde existe uma abundante força-de-trabalho
que conhece tecnologias avançadas. Isso permitiu o desenvolvimento
da prestação de serviços, tanto dentro como fora
do país.
Os analistas dizem que, após
três anos de euforia, as autoridades, os economistas e as organizações
internacionais prevêem uma desaceleração do crescimento
da Índia até 2009, devido à contínua valorização
de sua moeda nacional, a rúpia, às elevadas taxas de juros, à carestia
das matérias-primas, uma baixa do consumo e um atraso crônico
no setor de infraestrutura.
O primeiro ministro Manmohan
Singh reconheceu no início do ano que a economia indiana não
está "totalmente imunizada" contra os riscos de contágio
da crise estadunidense dos créditos hipotecários de alto
risco, mas que o governo ainda espera obter elevadas taxas de crescimento.
Tanto na China como na Índia
ainda exuistem centenas de milhões de pessoas que sobrevivem com
menos de um dólar por dia, apesar dos esforços de seus
governos para tirar a maioria dos cidadãos da pobreza. É difícil
superar esse quadro em poucos anos e portanto os níveis de consumo
não podem ser elevados.
Uma recessão nos EUA traria
consigo um risco para a economia chinesa, pois deflagraria a curto prazo
uma forte queda de suas exportações; e a longo prazo reduziria
o volume dos capitais estrangeiros que chegam constantemente ao país
e impulsionam seu desenvolvimento.
Este é um dos fatores
fundamentais pelos quais Pequim, apesar de possuir reservas de US$ 1,3
trilhão de dólares, dos quais US$ 900 bilhões são
compostos por títulos e bônus do Tesouro estadunidense,
não os trocou por outras divisas.
O crescimento renitente e acelerado
dos déficits fiscal e comercial dos EUA afetaram, entre outros
aspectos, o valor do dólar. Não é fora de propósito
pensar que, em algum momento, a China pode decidir iniciar uma mudança
gradual na composição de suas reservas.
Os efeitos disso seriam imprevisíveis,
não só para os EUA mas também para a China, o resto
do mundo e sobretudo as nações mais pobres, que assistiriam
ao aumento dos preços de todos os produtos alimentícios
e combustíveis, com a derrubada ainda maior do valor do dólar.
No momento, fica claro e evidente
que nem a China e nem a Índia poderão amortecer o golpe
demolidor que uma recessão estadunidense representaria para o
mundo. A partida de xadrez continua a se complicar com a obstinação
estadunidense em manter seu sistema de consumo desmedido, com enormes
déficits comercial e fiscal, aumento da dívida pública
e guerras de rapina pelo mundo afora. Esperemos os próximos movimentos,
porém o jogo está extremamente complicado.
* Escritor e jornalista cubano;
fonte: http://www.rebelion.org
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Congresso em Foco, 19 de
março de 2008
Oposição terá “embate” se
não dialogar, diz Jucá
“Se a oposição
não estiver aberta, senão houver diálogo com a liderança,
paciência. Nós iremos para o embate da forma que for preciso.” Foi
com essa frase que o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR)
respondeu às críticas do líder do PSDB na Casa,
Arthur Virgílio (AM), à manobra regimental que propiciou
a aprovação da Medida Provisória 398/07, a chamada
MP da TV Pública – uma das mais significativas vitórias
do Planalto desde o ano passado.
Virgílio falava na tribuna
sobre a fatídica sessão plenária de cerca de oito
horas, na madrugada de terça (11) para quarta-feira (12), quando
governo e oposição travaram no Senado umas das mais ferrenhas
disputas dos dois mandatos do governo Lula. Com algumas medidas provisórias
na pauta na ocasião, Jucá abriu mão do caráter
de urgência e relevância de uma MP que dispunha sobre crédito
rural, para que a MP da TV Pública – que cria a TV Brasil – fosse
votada com prioridade. Com apenas governistas em plenário – a
oposição se retirou em sinal de protesto –, a matéria
foi facilmente aprovada.
Jucá ponderou dizendo
que o governo está “aberto ao entendimento”, mas voltou
ao ultimato: “Eu espero que seja de forma democrática e
dentro de um entendimento. Se não houver entendimento em determinadas
matérias – como ocorreu na [MP da] TV Pública e na
CPMF [Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira] – nós iremos para o embate com a maioria contra
a minoria, fazendo valer quem tiver mais votos, que é a regra
democrática que deve prevalecer neste Senado”.
Recado dado
Momentos antes, Virgílio havia solicitado ao presidente do Senado, Garibaldi
Alves (PMDB-RN), que esclarecesse a que "ameaças e recados" do
presidente Lula o peemedebista se referiu durante a votação do
Orçamento, aprovado na quarta-feira passada (12). Presidindo a sessão
conjunta (Senado e Câmara), Garibaldi declarou que não está na
presidência do Congresso Nacional "para fazer o jogo de ninguém". "Pretendo
continuar a ser um presidente independente. Não vou me submeter nem à exorbitância,
como a oposição se comportou ontem, nem às ameaças
e recados do presidente da República", disse o senador potiguar.
Na quinta-feira passada (13), Arthur Virgílio apresentou à Mesa
Diretora requerimento de explicações sobre o assunto (leia).
No dia seguinte, o Congresso em Foco falou com o presidente do Senado sobre
os questionamentos do tucano (leia). “As ameaças a que me referi
não têm nada de reservado, de secreto. São essas ‘ameaças’ que
o presidente [da República] faz nos discursos, dizendo que vai [ia]
editar uma enxurrada de medidas provisórias, que vai mandar crédito
extra se o orçamento não fosse votado”, revelou o Garibaldi à reportagem.
Hoje, o presidente do Senado respondeu a Virgílio. "Não
fui só eu que recebi o recado, que pode ter sido passado por Lula. O
Congresso inteiro recebeu. Ele [Lula] afirmou em determinado momento que usaria
a prerrogativa das medidas provisórias, e não existe ameaça
maior ao funcionamento do Parlamento que as MPs", defendeu-se Garibaldi. "Quanto
aos portadores [dos recados e ameaças], eles se multiplicam", completou,
referindo-se a ministros de Estado como Paulo Bernardo (Planejamento, Orçamento
e Gestão).
Aparentemente satisfeito com o esclarecimento, Virgílio voltou a exigir
que o "peso" do PSDB e da oposição fosse reconhecido
e respeitado no Senado.
Oposição
e reação
“O senador Romero diz que estendeu as mãos para o entendimento.
Entendimento desde que acontecesse o que ele queria, a realização
dos desígnios do governo”, discursou Arthur Virgílio, que
capitaneou a insurreição oposicionista contra a votação
da MP 398. Para o tucano, o Legislativo está vivendo um momento de "humilhação" imposto
pelo Executivo, devido à "enxurrada" de medidas provisórias
editadas pelo governo (até agora, durante os dois mandatos do governo
Lula, 319 MPs foram enviadas ao Congresso). "Embate é o quê? É não
permitir que todos os senadores falem?", provocou o senador.
Virgílio rebateu as palavras
de Jucá, segundo as quais a oposição teria xingado
os governistas em reação à aprovação
da matéria. “Eu tenho a absoluta convicção
de que, ao longo de toda aquela longa sessão, eu pessoalmente
não xinguei ninguém. De mim não saiu uma só palavra
que não fosse parlamentar, em relação a quem quer
que fosse”, declarou o tucano.
O líder do DEM no Senado, Agripino Maia (RN), uniu-se ao colega tucano
nos ataques à postura governista. De acordo com ele, Jucá ignorou
que a matéria retirada de pauta para dar a vez à votação
da MP 398 teve o caráter de urgência, relevância e constitucionalidade
confirmado pela própria bancada governista na Câmara, antes de
ser enviada ao Senado. "Por quê? Porque queria aprovar a MP da TV
Pública", acusou Agripino, acrescentando que o Planalto quis aplicar "um
ultimato" ao Senado e à oposição . "Pra quê isso?
Para azedar as relações [entre governo e oposição]?
Conseguiu..."
A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), subiu à tribuna
não para falar do mais novo imbróglio no Senado, mas para apresentar "boas
novas". Reclamando da dificuldade que teria para falar no plenário
(em contraposição a "alguns senadores" que falam muito
durante as sessões), a senadora disse que, enquanto a oposição
se ocupa em fomentar picuinhas, o "mundo lá fora" continua
apresentando resultados (referindo-se às "realizações" do
governo federal).
" O que aconteceu na semana passada aconteceu, foi baseado no regimento.
Nós temos que tocar a vida, voltar a buscar o entendimento, a normalidade
da Casa", disse, apresentando aos seus pares a notícia de que o Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) está em segundo
lugar no ranking dos principais investidores sociais do mundo, perdendo apenas
para o Banco Europeu de Investimento (BEI), e na frente do Banco Mundial e do
Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). (Fábio Góis)
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Gazeta do Povo, 19 de março
de 2008
BRASIL | ELEIÇÃO 2008
Alencar e Hélio Costa ameaçam
plano de Aécio
São Paulo – O governador
de Minas, Aécio Neves (PSDB), voltou a defender uma aliança
entre o PSDB, PT e PSB para disputar a prefeitura de Belo Horizonte.
Essa aliança conta com o apoio do prefeito de BH, Fernando
Pimentel (PT), mas é rejeitada pelo Diretório Estadual
do PT.
“Aqui há uma possibilidade
concreta da construção de uma candidatura da qual participariam
PT, o PSDB, o PSB e algumas outras forças políticas. Portanto,
isso tem que ser visto, talvez, como o início de um processo de
aproximação e de conversas também entre esses dois
principais pólos da política brasileira.”
Para combater a aliança
inusitada entre PT e PSDB em Minas Gerais, o vice-presidente José Alencar
(PRB) e o ministro das Comunicações, Hélio Costa
(PMDB), querem montar uma ofensiva eleitoral igualmente eclética.
Irritados por não serem consultados sobre a parceria que vem sendo
discutida entre o governador Aécio Neves e o prefeito de Belo
Horizonte, Fernando Pimentel, eles ameaçam se unir ao DEM, chamar
descontentes do PT e criar uma frente de até sete partidos para
disputar o maior número possível do total de 853 prefeituras
de Minas.
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Folha de São Paulo,
19 de março de 2008
Eleição revigora aliança
PT-PMDB na Câmara
PT promete apoio à candidatura de
Michel Temer para suceder Chinaglia, mas quer um acordo para disputas
nas capitais | Acordo em SP, conduzido por Orestes Quércia, é que
a ministra Marta Suplicy (Turismo) encabece a chapa junto com um
vice do PMDB
MARIA CLARA CABRAL
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Ao mesmo tempo em que PT
e PMDB trabalham para fechar uma aliança em São Paulo
para as eleições de outubro, os presidentes nacionais
dos dois partidos se reuniram ontem em Brasília para confirmar
o acordo sobre a eleição do próximo presidente
da Câmara.
A proposta é que os petistas apóiem o nome do deputado e presidente
peemedebista, Michel Temer (SP), em substituição ao atual presidente
da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP).
A expectativa dos petistas é que o compromisso em apoiar Temer reflita
na aliança das próximas eleições da capital paulista.
Em almoço ontem, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, e o líder
do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), afirmaram a Temer a importância
de fechar acordos em cidades estratégicas, como é o caso de São
Paulo.
" Conversamos hoje [ontem] sobre a importância de criar um ambiente
de governabilidade nacional, onde PT e PMDB têm muita importância
em todo o país. Queremos construir um ambiente favorável em todo
o país", disse Fontana. "E a eleição de São
Paulo tem visibilidade nacional, por isso é muito importante ter a base
unida lá. É importante mostrar que a Marta é a candidata
do presidente Lula e que a base está junto nisso, assim como no Congresso",
completou.
O acordo em São Paulo, que está sendo conduzido principalmente
pelo presidente estadual do PMDB e ex-governador, Orestes Quércia, é que
a ministra Marta Suplicy (Turismo) encabece a chapa junto com um vice peemedebista.
Em contrapartida, o PT apoiaria o nome de Quércia para uma vaga no Senado
em 2010.
Temer, que chegou a ser cotado para compor a chapa com Marta, também
ressalta a importância de uma aliança, mas lembra que o seu partido
ainda está em fase de conversação: "Temos que lembrar
que o Quércia está conversando com outros partidos também,
mas esse [aliança com o PT] é um cenário que se desenha".
Sobre a sua candidatura na presidência da Câmara, limita-se a dizer: "Pode
ser. Mas hoje [ontem] o Berzoini e o Fontana confirmaram o acordo de apoiar
um presidente da Câmara do PMDB", disse, lembrando que Chinaglia
foi eleito com os votos da bancada do PMDB.
No almoço de ontem, os presidentes dos dois partidos se comprometeram
a fazer levantamentos detalhados da situação nas principais cidades
para abrir caminho para as alianças.
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Folha de São Paulo,
19 de março de 2008
Imposto sobre grande fortuna volta
a debate
JULIANA ROCHA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O PT vai aproveitar a discussão
sobre a reforma tributária para retomar o debate do imposto sobre
grandes fortunas. O líder do partido na Câmara, deputado
Maurício Rands (PE), disse que a proposta será apresentada
nos próximos dias, na forma de projeto de lei complementar ou
de lei ordinária.
Anteontem, o secretário de política econômica, Bernard
Appy, disse que não há intenção criar esta taxação.
O envio da PEC (proposta de emenda constitucional) da reforma tributária
reacendeu o debate. O texto dizia que, se cobrado, esse imposto deveria ser
dividido com Estados e municípios.
Rands disse que PT não definiu, ainda, qual o tamanho do patrimônio
que será considerado uma grande fortuna. "Esse conceito tem de
ser tecnicamente muito bem definido para que não seja contraproducente
para o crescimento do país", disse.
A possibilidade de criar um imposto sobre grandes fortunas está expressa
na Constituição de 1988.
A bancada do PT se reuniu ontem com os ministros José Múcio (Relações
Institucionais) e Guido Mantega (Fazenda). O presidente da Câmara, Arlindo
Chinaglia (PT-SP), disse que foi ao Ministério da Fazenda saber quais
as prioridades do governo na reforma tributária.
Para que as declarações de Chinaglia não fossem interpretadas
como uma sugestão para que a reforma fosse votada fatiada, Múcio
deixou claro que esta não é a intenção do governo.
O PT defendeu a indicação do deputado Antonio Palocci (PT-SP)
como relator da reforma tributária. Rands disse que a denúncia
da Procuradoria Geral da República contra o ex-ministro ao Supremo Tribunal
Federal não impede que ele seja o relator.
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Gazeta do Povo, 19 de março
de 2008
ECONOMIA | CRISE
Corte de juros nos EUA anima bolsas,
mas persistem os temores
Ação rápida do BC norte-americano
não afasta comparações com a grande quebra de
1929
por ROSANA FÉLIX COM AGÊNCIAS
Depois de ter um pregão marcado
pelo medo da ampliação da crise do crédito imobiliário
de alto risco (“subprime”) nos Estados Unidos, a Bovespa
devolveu ontem as perdas, seguindo de perto o desempenho do mercado
americano. O bom humor foi causado pelo enfraquecimento dos temores
sobre a saúde financeira dos bancos americanos e pela confirmação
do corte de 0,75 ponto percentual nos juros americanos promovido
pelo Fed (Federal Reserve, o BC daquele país). Os EUA têm
agora juros básicos de 2,25% ao ano.
O Ibovespa – principal
indicador da bolsa paulista – avançou 3,2%, para 61.932
pontos. O dólar comercial, por sua vez, apresentou forte queda
e fechou cotado a R$ 1,69 para a venda.
Mesmo com o respiro aliviado de ontem, o clima de forte crise econômica
permanece no ar. Um grande número de economistas em todo o mundo já diz
que os efeitos da crise de crédito imobiliário atual sejam tão
devastadores quanto aqueles causados pelo crash da bolsa de Nova Iorque em
1929. O próprio Alan Greenspan, homem forte da economia dos EUA entre
1987 e 2006, afirmou que a crise financeira atual pode ser considerada a mais
grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Para o presidente do Estação
Ibmec e PhD em economia, Judas Tadeu Grassi Mendes, a grande dúvida
do momento é “até quando a crise vai durar?”. “Ninguém
sabe ao certo qual o furo real causado pela crise e por isso não
há como saber se a economia está próxima do fundo
do poço ou não.”
O economista-chefe da Moody’s
Investors Service, John Lonski, classifica de “excessivas” e “exagero
grosseiro” as considerações de que os EUA estariam à beira
de uma depressão econômica semelhante à de 1929.
Alguns economistas também dizem que o governo dos EUA e o Fed
podem ampliar a ajuda a instituições financeiras, como
a anunciada para socorrer o Bear Stearns, o quinto maior banco de investimentos
do país, para evitar o agravamento da crise.
A solução é similar àquela
que Brasil adotou com o Proer, em 1995: recursos públicos são
usados para sanear as dívidas de bancos em dificuldades; a carteira
de clientes e as partes lucrativas são vendidas para outro banco
por valores simbólicos. Esse foi, em linhas gerais, o caminho
seguido pelos bancos Nacional, Econômico e Bamerindus, que entraram
em crise logo após a estréia do Plano Real, em julho
de 1994. “Muitos países adotaram programas similares ao
Proer. E precisam mesmo, pela importância que o sistema financeiro
tem na nossa vida”, observa Mendes.

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O ESTADO DO PARANÁ,
19 de março de 2008 | Cidades
Fiscais libertam 25 trabalhadores
em situação de escravidão no RS
Agência Estado
Uma ação conjunta
do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e da Superintendência
Regional do Trabalho e Emprego do Rio Grande do Sul (SRTE/RS) encontrou
25 trabalhadores rurais em condição análoga
de trabalho escravo na última sexta-feira (14). Os trabalhadores
participavam da colheita de melância na cidade de Bagé (RS).
Até a tarde desta terça-feira
(18), oito trabalhadores já haviam recebido a sua carteira de
trabalho e a rescisória, que inclui os salários atrasados,
seguro desemprego e outros direitos garantidos pela legislação
trabalhista.
Além disso, todos vão
receber indenização por danos morais individuais, no mesmo
valor da rescisória, e mais indenização por danos
morais coletivos, em cerca de R$ 60 mil para o grupo.
As indenizações
foram acertadas em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), celebrado
entre o empregador e o Ministério Público do Trabalho e
Emprego, que também participou da ação.
A maior parte dos trabalhadores
era do Tocantins e da cidade gaúcha de São Jerônimo.
De acordo com a SRTE/RS, a maioria estava no local há 50 dias
e havia um menor de idade, de 16 anos Parte dos empregados, no entanto,
já estava na propriedade há cinco meses, todos sem receber
salário. A identidade do empregador não foi divulgada.

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SECRETARIA DE RELAÇÕES
DO TRABALHO
DESPACHOS DO SECRETÁRIO
Em 17 de março de 2008
Sobrestamento.
O
SECRETÁRIO DE RELAÇÕES DO TRABALHO, no
uso de suas atribuições legais e com fundamento
na Portaria nº. 343 de 04 de maio de 2000 e alterações
posteriores RESOLVE dar publicidade do exame
de admissibilidade da seguinte impugnação apresentada, SOBRESTANDO os
seguintes pedidos registro sindical e de alteração
estatutária até que o Ministério do Trabalho
e Emprego seja notificado do inteiro teor do acordo ou da sentença
final, que encerre definitivamente a controvérsia entre
impugnado e impugnante.
Impugnado 46000.005283/98-09
Nome Sindicato
dos Trabalhadores na Indústria da Construção
e do Mobiliário de Rondonópolis - MT - SINTCOM.
Impugnação acolhida 46000.021343/2007-93
Fundamento NOTA TÉCNICA/CGRS/SRT/DICNES/Nº 109/2008
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SECRETARIA DE RELAÇÕES
DO TRABALHO
DESPACHOS DO SECRETÁRIO
Em 17 de março de 2008
Sobrestamento.
O
SECRETÁRIO DE RELAÇÕES DO TRABALHO, no
uso de suas atribuições legais e com fundamento
na Portaria nº. 343 de 04 de maio de 2000 e alterações
posteriores RESOLVE dar publicidade do exame
de admissibilidade da seguinte impugnação apresentada, SOBRESTANDO os
seguintes pedidos registro sindical e de alteração
estatutária até que o Ministério do Trabalho
e Emprego seja notificado do inteiro teor do acordo ou da sentença
final, que encerre definitivamente a controvérsia entre
impugnado e impugnante.
Impugnado 46000.010376/2006-27
Nome Sindicato
dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário de Cianorte - PR.
Impugnação acolhida 46000.024242/2007-74
Fundamento NOTA TÉCNICA/CGRS/SRT/DICNES/Nº 110/2008
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SECRETARIA DE RELAÇÕES
DO TRABALHO
DESPACHOS DO SECRETÁRIO
Em 17 de março de 2008
Sobrestamento.
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posteriores RESOLVE dar publicidade do exame
de admissibilidade da seguinte impugnação apresentada, SOBRESTANDO os
seguintes pedidos registro sindical e de alteração
estatutária até que o Ministério do Trabalho
e Emprego seja notificado do inteiro teor do acordo ou da sentença
final, que encerre definitivamente a controvérsia entre
impugnado e impugnante.
Impugnado 46210.001254/2007-55
Nome Sindicato
dos Trabalhadores na Indústria da Construção
Civil, Construção Pesada, Mobiliário, Artefatos
de Cimento e Obras de Arte de São Luís, Paço
do Lumiar, São José de Ribamar, Raposa e Alcântara
- MA.
Impugnação acolhida 46000.018306/2007-06
Fundamento NOTA TÉCNICA/CGRS/SRT/DICNES/Nº 116/2008
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SECRETARIA
DE RELAÇÕES
DO TRABALHO
DESPACHOS DO SECRETÁRIO
Em 17 de março de 2008
Sobrestamento.
O
SECRETÁRIO DE RELAÇÕES DO TRABALHO, no
uso de suas atribuições legais e com fundamento na
Portaria nº. 343 de 04 de maio de 2000 e alterações
posteriores RESOLVE dar publicidade do exame de admissibilidade
da seguinte impugnação apresentada, SOBRESTANDO os
seguintes pedidos registro sindical e de alteração
estatutária até que o Ministério do Trabalho
e Emprego seja notificado do inteiro teor do acordo ou da sentença
final, que encerre definitivamente a controvérsia entre
impugnado e impugnante. Impugnado 46010.002438/2002-84
Nome Sindicato da Indústria de Artefatos de Produtos Cerâmicos,
Cipó e Fibras Vegetais do Estado do Amapá - SINDCA
Impugnação acolhida 46000. 025926/2007-93
Fundamento NOTA TÉCNICA/CGRS/SRT/DICNES/Nº 117/2008
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