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Agência Diap, 31 de
março de 2008
PLENÁRIO DA CÂMARA
Pauta da Casa continua trancada por
13 medidas provisórias
A pauta do plenário da
Câmara dos Deputados continua trancada por medidas provisórias.
Entre as treze MPs que impedem a votação de quaisquer outras
proposições, a que deverá gerar maior polêmica é a
413/07, que faz parte do pacote tributário editado pelo Governo
no início deste ano para compensar a queda na arrecadação
com o fim da CPMF.
A MP aumenta de 9% para 15% a alíquota da Contribuição
Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) incidente sobre o lucro dos bancos
e demais instituições financeiras a partir de 1° de maio.
Para melhorar a fiscalização do setor alcooleiro, a MP também
concentra a tributação do PIS e da Cofins sobre os produtores
e importadores de álcool, inclusive o usado como combustível.
Veja as MPs que trancam a pauta da Câmara:
- MP 406/07, concede crédito extraordinário de R$ 1,25
bilhão a vários ministérios e à Presidência
da República;
- MP 407/07, que prorroga, até 31 de julho
de 2009, os contratos temporários de profissionais que desenvolvem
atividades técnicas especializadas em projetos de cooperação
com organismos internacionais. Ela também cria cargos no Executivo
e mantém gratificações e funções
comissionadas técnicas em diversos órgãos;
- MP 408/07, abre crédito extraordinário,
em favor de diversos órgãos do Poder Executivo, no
valor global de R$ 3.015.446.182, para os fins que especifica. Pendente
de parecer da Comissão Mista de Planos, Orçamentos
Públicos e Fiscalização;
- MP 409/07, que abre crédito extraordinário,
em favor de diversos órgãos do Poder Executivo, no
valor global de R$ 750,465 milhões, para os fins que especifica.
- MP 410/07, que cria a modalidade de contrato temporário de
trabalhador rural por prazo de até dois meses dentro do período
de um ano, sem carteira de trabalho. Ela também repete a prorrogação
do prazo para o trabalhador rural autônomo requerer sua aposentadoria
por idade no valor de um salário mínimo, até julho de
2008, prevista pela já aprovada MP 385/07. Esta MP é objeto de
enorme polêmica. Vários setores dos movimentos sociais discordam
dela (leia e entenda);
- MP 411/07, que reformula o programa ProJovem, criado pela
Lei 11.129/05 com o objetivo de integrar diversas iniciativas de auxílio à juventude,
dividindo-o em quatro modalidades: ProJovem Urbano; ProJovem Campo - Saberes
da Terra; ProJovem Trabalhador; e ProJovem Adolescente - Serviço Socioeducativo.
Ela também reajusta o valor do benefício básico pago pelo
Bolsa Família de R$ 50 para R$ 58;
- MP 412/07, que prorroga o prazo de vigência
do Regime Tributário para Incentivo à Modernização
e à Ampliação da Estrutura Portuária
(Reporto) para 31 de dezembro de 2010. Pela Lei 11.033/04, os incentivos
deveriam extinguir-se em 31 de dezembro do ano passado;
- MP 413/08, faz parte do pacote tributário
editado pelo governo no início deste ano para compensar a
queda na arrecadação com o fim da CPMF. Entre outras
medidas, ela eleva de 9% para 15% a alíquota da Contribuição
Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das instituições
financeiras;
- MP 414/08, que amplia o valor de recursos para
financiamento, ao autorizar o Tesouro Nacional a conceder um empréstimo
de R$ 12,5 bilhões ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES);
- MP 415/08, que proíbe a venda de bebidas
alcoólicas no varejo desde 1º de fevereiro deste ano,
incluindo os estabelecimentos próximos a rodovias. A multa
para quem descumprir a norma é de R$ 1,5 mil;
- MP 416/08, reedita os projetos do Programa Nacional de Segurança
Pública com Cidadania (Pronasci) que haviam sido retirados da MP 384/07,
que instituiu o programa e transformou-se na Lei 11.530/07. A MP 416/08 recria
os projetos Reservista-Cidadão, Proteção de Jovens em
Território Vulnerável (Protejo) e Mães da Paz. Além
desses, dois novos foram criados, o Bolsa Formação e o Comunicação
Cidadã Preventiva;
- MP 417/08, que reabre, até 31 de dezembro de 2008, o prazo
para o registro de armas de fogo em posse da população. Isso
porque, segundo dados do Ministério da Justiça, ainda há 14
milhões de armas irregulares em circulação no País.
O Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/03) permitia o registro de armas somente
até 2 de setembro de 2007; e
- MP 418/07, altera as Leis 11.508, de 20 de julho
de 2007, que dispõe sobre o regime tributário, cambial
e administrativo das Zonas de Processamento de Exportação,
e 8.256, de 25 de novembro de 1991, que cria áreas de livre
comércio nos municípios de Pacaraima e Bonfim, no estado
de Roraima.
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VERMELHO, 31 de março
de 2008 | Economia
Atual fase da economia melhora vida do brasileiro, diz Lula
O crescimento econômico,
aliado à geração de empregos e à distribuição
de renda, é responsável por elevar o padrão de qualidade
de vida dos brasileiros, afirmou nesta segunda-feira (31) o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, ao comentar o resultado da Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) divulgada na semana passada.
"O povo brasileiro está vivendo
melhor, está ganhando mais, está podendo comprar mais,
tendo acesso às coisas que antigamente pertenciam apenas a um
pequeno segmento da sociedade", garantiu em seu programa semanal
de rádio Café com o Presidente.
"O importante de tudo isso é que
a pesquisa publicada pelo Pnad [o Programa Nacional por Amostra de Domicílio]
mostra que os programas de transferência de renda do governo estão
chegando diretamente aos lugares mais pobres do Brasil e atingindo as
pessoas que necessitam."
De acordo com a pesquisa, os
programas de transferência de renda do governo chegam a 18,3% das
famílias brasileiras. Na Região Nordeste, o índice
quase dobra (35,9%). Em 2006, uma em cada três famílias
nordestinas era beneficiada pelo Bolsa Família.
Além dos programas sociais,
Lula enfatizou a importância do crescimento da economia para elevar
o padrão de desenvolvimento. Disse que há mais empregos
e crédito disponível ao trabalhador. Segundo ele, a junção
desses fatores com as obras do Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC) resultam na ascensão social dos brasileiros.
PAC
Também em seu programa
de rádio, o presidente disse que os investimentos no Nordeste
vão "mudar a cara" da região. "Eu acho que
tudo isso [os investimentos] demonstra que o Nordeste vai mudar de cara.
E vai mudar de cara para melhor. Porque as obras estão gerando
emprego, esperança, renda e tudo melhora. Essas obras são
extremamente importantes porque são obras reivindicadas há 30,
40 anos que ninguém fazia e nós, com o PAC, resolvemos
priorizar tudo o que era mais importante", afirmou.
Lula citou vários projetos
de infra-estrutura considerados importantes para os estados nordestinos,
entre eles a
construção de 1.600 quilômetros de ferrovias para interligar
os portos de Suape, em Pernambuco, e Pecém, no Ceará. O petista
afirmou também que o anúncio e a execução dos projetos
trouxeram esperança ao povo nordestino.
"Acredito que há muito
tempo o Nordeste não vivia o momento que está vivendo. É um
momento de esperança, de muito investimento público e privado. É um
momento de muita expectativa da sociedade. Um momento em que a economia
do Nordeste cresce, a renda do povo nordestino cresce."
Da redação,
com informações da Agência Brasil
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AGÊNCIA DIAP, 31 de
março de 2008
ASSISTÊNCIA SOCIAL
Seguridade: entidades beneficentes
em debate; compensação do INSS para efeito de aposentadoria
na pauta
A Comissão de Seguridade
Social e Família da Câmara dos Deputados aprecia nesta quarta-feira
(2) o PL 898/99, do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB/PR), que revoga
dispositivos da Lei 9.796, de 5 de maio de 1999, que dispõe sobre
a compensação financeira entre o Regime Geral de Previdência
Social e os regimes de previdência dos servidores da União,
dos estados, do Distrito Federal e dos municípios nos casos de
contagem recíproca do tempo de contribuição para
efeito de aposentadoria.
O relator da proposta na Comissão é o
deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP), seu parecer é pela
aprovação da matéria.
Audiência pública
O colegiado se reúne nesta quinta-feira (3), em audiência pública,
para debater o PL 3.021/08, do Executivo, que modifica a certificação
das entidades beneficentes de assistência social, concedida pelo Conselho
Nacional de Assistência Social (CNAS). O projeto modifica ainda os procedimentos
de isenção de contribuições para a Seguridade Social.
Entre as principais mudanças propostas pelo Executivo está a
retirada do CNAS, vinculado ao Ministério de Desenvolvimento Social
e Combate à Fome e ao Ministério da Previdência Social,
o poder de conceder e fiscalizar os Certificados de Entidade Beneficente de
Assistência Social (Cebas). Cada ministério passaria a ser responsável
pela concessão e fiscalização dos Cebas, que teriam validade
de um a três anos; atualmente todas a validades são de três
anos.
Nos casos de irregularidades o projeto prevê que o certificado poderia
ser cancelado a qualquer momento, mesmo dentro do prazo de validade. Os ministérios
teriam prazo de 15 dias para informar à Receita Federal o seu cancelamento,
para que os impostos voltassem a ser cobrados.
Para o autor da proposta, deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB/CE), é preciso
aperfeiçoar a atual legislação sobre a certificação
das entidades filantrópicas para responder as demandas crescentes do
setor.
Convidados
Participarão da audiência, o ministro da Previdência Social,
Luiz Marinho; a secretária nacional de Assistência Social do Ministério
do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Ana Ligia Gomes; a presidente
do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), Simone Aparecida Albuquerque;
o procurador da República, Pedro Antonio de Oliveira Machado; e um representante
do Ministério da Saúde.
As reuniões de quarta e quinta, acontecem no plenário 7, às
9h30.
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NCST, 31 de março
de 2008
Deputados votam seguro-desemprego para
trabalhador rural
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento
Rural pode votar na quarta-feira (2) o Projeto de Lei 3118/04, do deputado
licenciado Paulo Bauer, que prevê o acesso ao seguro-desemprego para
os trabalhadores rurais ocupados em culturas sazonais. O projeto estabelece
que esse trabalhador terá direito a até duas parcelas do seguro
a cada período de oito meses.
O relator, deputado Leandro Vilela
(PMDB-GO), apresentou substitutivo pelo qual o seguro-desemprego será concedido
por no máximo três meses, de forma contínua ou alternada.
De acordo com o substitutivo, caberá ao Conselho Deliberativo
do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) definir a duração
do período do benefício e o tempo mínimo do contrato
de trabalho (anterior à data da dispensa) necessário para
a concessão do seguro. Esse tempo de serviço poderá ser
fixado em razão das condições regionais e do ciclo
produtivo de cada cultura agrícola.
Atualmente, os trabalhadores
rurais empregados em culturas sazonais não recebem o seguro-desemprego,
já que a legislação exige um período mínimo
de seis meses contínuos de trabalho para a concessão do
benefício.
Isenção
de IPI
Outro item da pauta é o Projeto de Lei 6497/06do deputado Luiz Bittencourt
(PMDB-GO), que isenta máquinas, aparelhos, instrumentos, acessórios
e ferramentas de uso agrícola do Imposto sobre Produtos Industrializados
(IPI).
O relator, deputado Nelson Meurer
(PP-PR), apresentou parecer favorável e substitutivo para incluir
punição prevista no PL 6983/06, que tramita conjuntamente.
Conforme essa regra, a utilização dos bens adquiridos com
o benefício fiscal previsto no projeto para fins diversos da produção
agrícola ou a transferência a terceiros, antes de decorrido
o prazo de três anos de sua aquisição, sujeita o
adquirente ao pagamento do imposto que deixou de ser recolhido, acrescido
de multa de 50% sobre o valor do tributo.
Agricultura
Irrigada
A comissão também pode votar o Projeto de Lei 1389/07, do deputado
Fernando Coelho Filho (PSB-PE), que reduz o PIS e a Cofins incidentes na venda
de produtos derivados da hortifruticultura irrigada de projetos públicos
de irrigação situados na região de atuação
da Sudene.
A redução dos tributos
beneficiará empresas consideradas âncoras agrícolas
e produtores rurais a elas integrados. Âncora agrícola é definida
no projeto como a sociedade empresarial que domina técnicas agrícolas
de ponta e detém canais de distribuição, acesso
a mercados e fontes de financiamento.
O relator, deputado Betinho Rosado
(DEM-RN), recomenda a aprovação da proposta com as emendas
da Comissão da Amazônia, Integração Nacional
e Desenvolvimento Regional. Uma delas este o benefício para a área
da Sudam.
A reunião está marcada
para as 10 horas, no plenário 6.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
31 de março de 2008
Técnico em laboratório
de universidade federal consegue dupla aposentadoria
A 3ª Seção do STJ (Superior Tribunal de Justiça)
manteve a dupla aposentadoria de um técnico de laboratório. Os
ministros concederam mandado de segurança ao aposentado para anular
ato do ministro de Estado da Educação que cassou uma das aposentadorias.
O autor do mandado de segurança
se aposentou em 1977, no cargo de técnico em laboratório
da Universidade Federal de Minas Gerais. Segundo informa o tribunal,
depois ele ingressou novamente no serviço público, como
técnico em laboratório na Universidade Federal de Viçosa,
de onde se aposentou em 1992.
Quase treze anos depois, o aposentado
recebeu uma notificação para optar por uma das aposentadorias.
Em 2006 ele deixou de receber a segunda aposentadoria, no valor aproximado
de R$ 1.090. Segundo o artigo 37 da Constituição Federal,
não são acumuláveis dois cargos de técnico
em laboratório.
O relator do mandado de segurança,
ministro Arnaldo Esteves Lima, ressaltou que a jurisprudência do
STF (Supremo Tribunal Federal), firmada em um julgamento ocorrido em
1994, é no sentido de que a acumulação de proventos
e vencimentos somente é permitida quando se tratar de cargos,
funções ou empregos acumuláveis na atividade.
O magistrado destacou também
que, para ordenar o tema, em 16 de dezembro de 1998 foi editada a Emenda
Constitucional nº 20. O texto determina que “a vedação
prevista no artigo 37 da Constituição Federal não
se aplica aos membros de poder e aos inativos, servidores e militares,
que, até a publicação desta Emenda, tenham novamente
ingressado no serviço público por concurso (...) sendo-lhes
proibida a percepção de mais de uma aposentadoria”.
Porém, o relator entende
que o caso do autor do mandado de segurança tem uma particularidade
que diferencia sua situação. Quando a emenda foi promulgada,
ele já estava duplamente aposentado. As duas aposentadorias se
deram regularmente, constituindo ato jurídico perfeito. No voto,
o ministro destaca que a Constituição protege o direito
adquirido, o ato jurídico perfeito e a segurança jurídica.
Considerando ainda que o aposentado
sempre agiu de boa fé e o contexto jurídico, o ministro
Arnaldo Esteves Lima entendeu que não se pode, isoladamente, apegar-se à vedação
da emenda para cassar a aposentadoria no momento em o aposentando mais
precisa, pois se encontra com mais de 84 anos.
Por unanimidade, a 3ª Seção
acompanhou o entendimento do relator e concedeu o mandado de segurança
para anular a cassação da aposentadoria, que deve ser
restaurada. Os proventos atrasados devem ser pagos com correção
monetária e juros de 0,5% ao mês.
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31/03/2008
TST devolve processo para exame de depoimento
do autor em outra ação
A ausência de pronunciamento
sobre questões de fato e provas fez com que o Tribunal Superior
do Trabalho determinasse ao Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região
(SC) o retorno de um processo movido por um ex-empregado contra a empresa
Hobby Comércio de Veículos Ltda. Os ministros da Oitava
Turma acolheram preliminar de nulidade da decisão do TRT/SC, que
não examinou documento novo apresentado pela empresa, com depoimento
prestado pelo empregado, como testemunha, em outra ação
trabalhista, movida por um colega.
A Hobby contratou o empregado
como mecânico em março de 1996, e lhe pagava salário
mais comissões. Na reclamação trabalhista contra
a empresa, após sua demissão em setembro de 2000, o mecânico
alegou que trabalhava além da jornada de oito horas e, como não
havia cartões de ponto nem livro para controle de horário,
as horas extras não eram pagas nem compensadas. A 3ª Vara
do Trabalho de Blumenau (SC) condenou a empresa a pagar-lhe horas extras
com reflexos, diferença de FGTS e indenização compensatória
de 40%, com juros de mora e correção.
A empresa, descontente, recorreu
ao TRT/SC e não obteve sucesso. Opôs embargos de declaração
e juntou novos documentos: a cópia da ata de audiência em
que o mecânico, ao depor em ação movida por outro
empregado, confessou a inexistência de trabalho após as
18h e a cópia de inquérito movido pelo Ministério
Público do Trabalho para apuração de falso testemunho
contra funcionária que prestou depoimento em favor do empregado,
relatando fatos dos quais não poderia ter conhecimento. Anexou,
também, cópias de depoimentos colhidos em inquérito
policial instaurado na 2ª Vara Criminal de Blumenau contra a ex-gerente
e o autor da ação onde teriam sido apuradas irregularidades
administrativas cometidas pelo empregado em conluio com a ex-gerente
da filial de Blumenau.
O Regional não se pronunciou
sobre tais documentos, o que levou a empresa a recorrer ao TST. A relatora
do processo, ministra Dora Maria da Costa, acolheu a revista por entender
que a ausência de manifestação daquela Corte implicou
negativa de prestação jurisdicional pela ausência
do exame de questões de natureza jurídica e de relevante
importância para a justa solução do litígio,
e determinou seu retorno ao Regional, para que emita novo pronunciamento
sobre os embargos interpostos. (RR-2783/2001-039-12-00.9)
(Lourdes Côrtes)
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31/03/2008
JT investe em ações itinerantes
e combate a trabalho escravo em Rondônia e Acre
A Justiça do Trabalho
da 14ª Região (com jurisdição sobre Rondônia
e Acre) entregou a Varas do Trabalho do interior vinte camionetes com
tração 4X4 e vinte notebooks, que serão utilizados
nas atividades do programa, especialmente no combate ao trabalho análogo
ao de escravo na região. O objetivo é intensificar as ações
de atendimento a localidades de difícil acesso na Amazônia.
A primeira chave foi entregue à Vara
do Trabalho de Colorado D'Oeste. As outras unidades que receberam os
veículos novos e os notebooks foram os Fóruns Trabalhistas
de Porto Velho, Ariquemes, Ji-Paraná e de Rio Branco (AC); e as
Varas do Trabalho de Buritis, Cacoal, Guajará-Mirim, Ouro Preto
D’Oeste, Pimenta Bueno, Presidente Médici, Rolim de Moura,
São Miguel do Guaporé e Vilhena, em Rondônia; e de
Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia, Plácido de Castro e Sena
Madureira, no Acre.
Os equipamentos foram adquiridos
com recursos liberados pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho.
No documento encaminhado ao CSJT, o TRT da 14ª Região justificou
a notória a precariedade das estradas de acesso da região
Norte, agravada no período das chuvas, que deixam as vias de acesso
praticamente intransitáveis para veículos menores. Algumas
Varas do Trabalho não possuíam qualquer veículo
de apoio, e metade da frota da Região era formada por carros com
idade média de 12 anos de uso.
Vara Itinerante
O Programa das Varas Itinerantes
da 14ª Região realizará cinco ciclos em 2008. A média
anual é de 720 atendimentos, e um balanço divulgado este
mês indica que as metas foram superadas em 20%. Em 2006 foram registradas
528 reclamações e realizados 809 atendimentos nos 37 municípios
e 13 distritos de Rondônia e em 15 municípios e dois distritos
do Acre. No ano de 2007, o número de reclamações
caiu para 526, mas o de atendimentos aumentou para 1844. Já nos
primeiros meses deste ano foram registradas 75 reclamações
e efetivados 232 atendimentos.
(Abdoral Cardoso, do TRT da 14ª Região)
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Agência Diap, 31 de março
de 2008
ELEIÇÕES 2008
Fique atento ao calendário das
eleições municipais
No ano passado, a data mais importante
do calendário eleitoral foi o dia 5 de outubro que correspondia
exatamente a um ano antes do pleito de 2008. Nesse dia, encerraram-se
três prazos importantes: 1) para os partidos obterem registro de
seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral; 2) para os candidatos
a cargo eletivo requererem inscrição eleitoral ou transferência
de domicílio para a circunscrição na qual pretendem
concorrer; e 3) para os candidatos a cargo eletivo estarem com a filiação
deferida no âmbito partidário.
Até a eleição, que está agendada para o dia 5 de
outubro de 2008, candidatos, partidos e eleitores precisam ficar atentos ao
calendário eleitoral, que define prazos como o do início e término
da propaganda partidária gratuita no rádio e televisão;
a transferência de domicílio eleitoral e a realização
de convenções destinadas a deliberar sobre coligações
e escolher os candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador.
Desincompatibilização
Nesse item, há três datas diferentes a observar: a primeira para
os governadores; a segunda para os ministros de Estado; e a terceira para os
dirigentes sindicais e servidores públicos em geral.
Os prefeitos que estão no exercício do primeiro mandato não
precisam deixar o cargo para concorrer à reeleição. O
mesmo ocorre com os parlamentares que querem disputar o pleito municipal. Esses
não precisam se licenciar do mandato no do Congresso Nacional, tampouco
das assembléias legislativas ou das câmaras municipais. Atores
e jogadores de futebol também não precisam interromper suas atividades
para se candidatar nas eleições de 2008.
Governadores
Os governadores de estado que quiserem concorrer à prefeitura devem
deixar a atual função até o dia 5 de abril (seis meses
antes da eleição). O vice-governador e vice-prefeito que não
substituiu o titular nos seis meses anteriores ao pleito nem o sucedeu não
precisa sair do cargo para concorrer à prefeito.
Ministros de Estado
Em 5 de junho deste ano (quatro meses antes da eleição) devem
sair de seus postos aqueles que almejam uma vaga de prefeito e são ministros
de Estado; membros do Ministério Público; defensores públicos;
magistrados; os militares em geral; os secretários estaduais e municipais;
os que ocupam a presidência, a diretoria ou a superintendência
de autarquia ou empresa pública; os que são chefes de órgãos
de assessoramento direto, civil e militar da Presidência da República,
entre outros.
Dirigente sindical
Os dirigentes sindicais candidatos à eleição municipal
deste ano devem se afastar da direção da entidade até 5
de junho de 2008 (quatro meses antes da eleição). O afastamento
não é definitivo nem implica renúncia do cargo ou função.
Todos os dirigentes titulares, exceto suplentes e membros do conselho fiscal,
são obrigados a licenciar-se.
Isto quer dizer que o dirigente sindical que se licenciar para concorrer à prévia
eleitoral ou convenção partidária e não conseguir
viabilizar sua candidatura poderá retornar ao seu posto na entidade.
O mesmo ocorre quando candidato não é eleito.
Servidor público
O servidor público que pretenda se candidatar às eleições
deve pedir licença de seu cargo ou emprego até 5 de julho de
2008 (três meses antes das eleições). É garantido
o direito à percepção dos vencimentos integrais durante
o período de licença.
São considerados servidores públicos, para este efeito, todos
os funcionários da Administração Direta, das autarquias,
das fundações e da Administração indireta, inclusive
empresas públicas e sociedades de economia mista, dos três níveis
de governo: União, estados e municípios. Enfim, todos os servidores,
estatutários ou não, incluindo os funcionários de estatais.
Convenções partidárias
Os partidos políticos se reúnem previamente para definir seus
candidatos aos cargos em disputa, que no caso da eleição de 2008,
são os seguintes: prefeito, vice-prefeito e vereador. São as
chamadas convenções partidárias, cujo prazo de realização
irá de 10 a 30 de junho.
Propaganda eleitoral
O calendário eleitoral prevê vários prazos no que se refere à propaganda
eleitoral. O primeiro deles tem início em 1° de julho, quando fica
proibida a veiculação de propaganda política gratuita
ou paga em rádio e TV.
Isto significa que as emissoras de rádio e televisão não
poderão, por exemplo, utilizar sua programação normal
e o noticiário para veicular ou divulgar filmes, novelas, minisséries
ou qualquer outro programa com alusão ou crítica a candidato,
partido político, mesmo que dissimuladamente, exceto programas jornalísticos
ou debates políticos.
Início da propaganda
A propaganda eleitoral será permitida a partir de 6 de julho. Cartazes,
filipetas e faixas, carros de som, começarão a circular pela
cidade. Somente em 19 de agosto, terá início o período
da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Esse
prazo se estende até 2 de outubro (três dias antes da eleição).
Outros prazos importantes que expiram nos dias 3 e 4 de outubro são
os seguintes: divulgação de propaganda paga em jornal, revista
ou tablóide e na internet; uso de alto-falantes, realização
de comício, carreata e distribuição de material de propaganda.
2º turno
A continuação da campanha em 2° turno terá como prazos,
no que diz respeito à propaganda: de 13 a 24 de outubro divulgação
da propaganda gratuita no rádio e na televisão; 25 de outubro último
para promoção de carreata e distribuição de material
de propaganda política, utilização de alto-falantes e
amplificadores de som e realização de comício. (Alysson
Alves)
Datas importantes do calendário eleitoral:
5 de outubro de 2007 (um ano antes) – todos
os partidos que pretendem participar das eleições de
2008 devem ter obtido registro de seus estatutos no Tribunal Superior
Eleitoral;data limite para os candidatos a cargo eletivo requererem
inscrição eleitoral ou transferência de domicílio
para a circunscrição na qual pretendem concorrer; e
também a filiação deferida no âmbito partidário.
1º de janeiro de 2008 – terça-feira - data
a partir da qual as entidades ou empresas que realizarem pesquisas
de opinião pública relativas às eleições
ou aos candidatos ficam obrigadas a registrar no juízo eleitoral
ao qual compete fazer o registro dos candidatos as informações
previstas em lei e em instruções expedidas pelo Tribunal
Superior Eleitoral.
8 de abril – terça-feira (180 dias antes) - último
dia para o órgão de direção nacional
do partido político publicar, no Diário Oficial da
União, as normas para a escolha e substituição
de candidatos e para a formação de coligações,
na hipótese de omissão do estatuto;
Data a partir da qual, até a posse dos eleitos, é vedado aos
agentes públicos fazer, na circunscrição do pleito, revisão
geral da remuneração dos servidores públicos que exceda
a recomposição da perda de seu poder aquisitivo ao longo do ano
da eleição.
7 de maio – quarta-feira (151 dias antes) - último
dia para o eleitor requerer inscrição eleitoral ou
transferência de domicílio; e último dia para
o eleitor que mudou de residência dentro do município
pedir alteração no seu título eleitoral.
10 a 30 de junho – período em que os
partidos devem realizar convenções para decidir sobre
coligações e escolher candidatos a prefeito, vice-prefeito
e vereador.
1º de julho – terça-feira - data
a partir da qual não será veiculada a propaganda partidária
gratuita e nenhum tipo de propaganda política paga no rádio
e na televisão.
5 de julho – sábado (três meses antes) - último
dia para os partidos políticos e coligações
apresentarem no cartório eleitoral, até as 19 horas,
o requerimento de registro de seus candidatos aos cargos de prefeito,
vice-prefeito e vereador.
Data a partir da qual servidores não podem ser nomeados, removidos ou
exonerados.
O governo federal fica proibido de liberar recursos aos estados e municípios,
exceto verba destinada a cumprir obrigação formal preexistente
para execução de obra ou de serviço em andamento e com
cronograma prefixado, e os destinados a atender situações de
emergência e de calamidade pública.
Data a partir da qual é vedado aos candidatos aos cargos de prefeito
e de vice-prefeito participar de inaugurações de obras públicas.
Os candidatos à reeleição ficam proibidos de fazer propaganda
institucional de ações feitas por sua administração.
Também ficam proibidos de fazer pronunciamento em cadeia de rádio
e de televisão fora do horário eleitoral gratuito.
6 de julho de 2008 – domingo - data a partir
da qual será permitida a propaganda eleitoral. Os candidatos,
os partidos políticos e as coligações poderão
realizar comícios e utilizar aparelhagem de sonorização
fixa, das 8 horas às 24 horas.
7 de julho de 2008 – segunda-feira - último
dia para os candidatos requererem seus registros perante os cartórios
eleitorais, até as 19 horas, caso os partidos políticos
ou coligações não os tenham requerido.
8 de julho – terça-feira - início
do prazo para o TSE e os TREs convocarem os partidos e a representação
das emissoras de TV para elaborarem plano de mídia para uso
de parcela do horário eleitoral gratuito a que cada partido
tenha direito.
11 de junho de 2008 – quarta-feira - data
a partir da qual caberá a cada partido político fixar
o limite de gastos de campanha para os cargos em disputa, comunicando à Justiça
Eleitoral, que dará a essas informações ampla
publicidade.
21 de julho – segunda-feira -último
dia para os partidos políticos registrarem, perante o juízo
eleitoral encarregado do registro dos candidatos, os comitês
financeiros.
31 de julho – quinta-feira - data a partir
da qual, até o dia do pleito, o TSE poderá requisitar
das emissoras de rádio e de televisão até 10
minutos diários, contínuos ou não, que poderão
ser somados e usados em dias espaçados, para a divulgação
de seus comunicados, boletins e instruções ao eleitorado.
6 de agosto – quarta-feira (60 dias antes) -
data em que os partidos políticos e os candidatos são
obrigados, durante a campanha eleitoral, a divulgar, pela rede mundial
de computadores (Internet), relatório discriminando os recursos
em dinheiro ou estimáveis em dinheiro que tenham recebido
para financiamento da campanha eleitoral e os gastos que realizarem,
em sítio criado pela Justiça Eleitoral para esse fim,
exigindo-se a indicação dos nomes dos doadores e os
respectivos valores doados somente na prestação de
contas final.
Último dia para o eleitor que estiver fora do seu domicílio requerer
a segunda via do título eleitoral ao juiz da zona em que se encontrar,
esclarecendo se vai recebê-la na sua zona ou naquela em que a requereu.
19 de agosto – terça-feira - início
do período da propaganda eleitoral gratuita no rádio
e na televisão.
6 de setembro – sábado - data em que os partidos políticos,
as coligações e os candidatos são obrigados, durante a
campanha eleitoral, a divulgar, pela rede mundial de computadores (Internet),
relatório discriminando os recursos em dinheiro ou estimáveis
em dinheiro que tenham recebido para financiamento da campanha eleitoral e
os gastos que realizarem, em sítio criado pela Justiça Eleitoral
para esse fim, exigindo-se a indicação dos nomes dos doadores
e os respectivos valores doados somente na prestação de contas
final.
15 de setembro – segunda-feira (20 dias antes) - último
dia para o Tribunal Superior Eleitoral apresentar aos partidos políticos
os programas de computador a serem utilizados nas eleições.
20 de setembro – sábado (15 dias antes) -
data a partir da qual nenhum candidato poderá ser detido ou
preso, salvo em flagrante delito.
25 de setembro – quinta-feira (10 dias antes) - último
dia para o eleitor requerer a segunda via do título eleitoral.
30 de setembro – terça-feira (5 dias antes) -
data a partir da qual e até 48 horas depois do encerramento
da eleição, nenhum eleitor poderá ser preso
ou detido, salvo em flagrante delito, ou em virtude de sentença
criminal condenatória por crime inafiançável,
ou, ainda, por desrespeito a salvo-conduto.
2 de outubro – quinta-feira (3 dias antes) - último
dia para a divulgação da propaganda eleitoral gratuita
no rádio e na televisão, em comícios ou reuniões
públicas e a realização de debates.
3 de outubro – sexta-feira (2 dias antes) - último dia
para a divulgação paga, na imprensa escrita, de propaganda eleitoral,
no espaço máximo, por edição, para cada candidato,
partido político ou coligação, de um oitavo de página
de jornal padrão e um quarto de página de revista ou tablóide. Último
dia para propaganda eleitoral em páginas institucionais na Internet.
4 de outubro – sábado (1 dia antes) - último dia
para a propaganda eleitoral mediante alto-falantes ou amplificadores de som,
entre as 8 horas e as 22 horas, bem como para a promoção de comício
ou utilização de aparelhagem de sonorização fixa,
entre as 8 horas e as 24 horas. Último dia para a promoção
de carreata e distribuição de material de propaganda política.
5 de outubro de 2008 – domingo - realização das
eleições. Das 8h às 17h.
7 de outubro – terça-feira - início
da propaganda eleitoral do segundo turno.
Data a partir da qual será permitida a propaganda eleitoral mediante
alto-falantes ou amplificadores de som, entre as 8 horas e as 22 horas, bem
como a promoção de comício ou utilização
de aparelhagem de sonorização fixa, entre 8 horas e às
24 horas.
Data a partir da qual será permitida a promoção de carreata
e distribuição de material de propaganda política.
13 de outubro – segunda-feira - início
da propaganda eleitoral gratuita, no rádio e na televisão,
relativo ao segundo turno.
23 de outubro – quinta-feira (3 dias antes) - último
dia para a propaganda política mediante comícios ou
reuniões públicas.
24 de outubro – sexta-feira (2 dias antes) - último dia
para a divulgação da propaganda eleitoral gratuita no rádio
e na televisão; último dia para a divulgação paga,
na imprensa escrita, de propaganda eleitoral, no espaço máximo,
por edição, para cada candidato, partido político ou coligação,
de um oitavo de página de jornal padrão e um quarto de página
de revista ou tablóide. Último dia para a realização
de debates. Último dia para propaganda eleitoral em páginas institucionais
na Internet.
25 de outubro – sábado (1º dia antes) - último
dia para a propaganda eleitoral mediante alto-falantes ou amplificadores de
som, entre as 8 horas e às 22 horas, bem como para a promoção
de comício ou utilização de aparelhagem de sonorização
fixa, entre as 8 horas e às 24 horas. Último dia para a promoção
de carreata e distribuição de material de propaganda política.
26 de outubro – domingo - dia da eleição
em 2º turno.
13 de novembro – quinta-feira - último
dia para o juiz eleitoral divulgar o resultado da eleição
proporcional para vereador e proclamar os candidatos eleitos. Último
dia para o juiz eleitoral divulgar o resultado da eleição
majoritária de 26 de outubro e proclamar os candidatos eleitos.
25 de novembro – terça-feira - (30
dias após o 2º turno) - último dia para a retirada
da propaganda relativa às eleições nos municípios
em que não houve votação em segundo turno.
4 de dezembro – quinta-feira - último
dia para o eleitor que deixou de votar no dia 5 de outubro (1º turno)
apresentar justificativa ao juiz eleitoral.
18 de dezembro – quinta-feira - último
dia para a diplomação dos eleitos.
26 de dezembro – sexta-feira - último
dia para o eleitor que deixou de votar no dia 26 de outubro (2º turno)
apresentar justificativa ao juiz eleitoral.
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Folha de São Paulo,
31 de março de 2008
Serra lidera disputa por 2010; contra
Aécio, Ciro é o primeiro
Governador de SP tem ao menos 16 pontos de
vantagem sobre o deputado do PSB | Datafolha mostra que o PT não
teria chance de ficar na Presidência se as eleições
fossem hoje; Marta atinge 8% no cenário com Serra
CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
A dois anos e meio da eleição,
o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), lidera a
disputa pela Presidência com pelo menos 16 pontos de vantagem sobre
o principal adversário, o deputado federal Ciro Gomes (PSB). Segundo
pesquisa Datafolha, Serra aparece como favorito nos três cenários
em que é apresentado como o candidato do PSDB, com taxas que variam
de 36% a 38% de preferência.
O PT fica em quarto lugar em seis diferentes cenários apresentados pelo
instituto.
O Datafolha ouviu 4.044 pessoas de 25 a 27 de março.
Segundo a pesquisa, Ciro é hoje o mais competitivo da base do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva. Contra Serra, tem 20% e 21% da preferência,
variando conforme o cenário.
Ciro, porém, assume a liderança, com taxas que vão de
28% a 32%, nas três vezes em que Serra é substituído pelo
governador de Minas, Aécio Neves. Em dois desses cenários, Aécio
fica em terceiro lugar, atrás da ex-senadora Heloísa Helena (PSOL).
Em outro, está tecnicamente empatado com ela. A margem de erro é de
dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Sem chance
A pesquisa mostra ainda que o PT não teria chance de permanecer na Presidência
se as eleições fossem hoje. No partido, a ministra do Turismo,
Marta Suplicy, é quem aparece como mais forte. Ainda assim, fica em
quarto lugar, com 8%, quando Serra está no páreo. Nesse cenário,
Serra tem 36%, Ciro, 20%, e Heloísa, 12%.
Mas, lembrando a popularidade de Lula, o diretor-presidente do Datafolha, Mauro
Paulino, aposta numa mudança com sua entrada em campo. "O ator
principal, que é o Lula, ainda não entrou no jogo. A partir do
momento em que ele defender um nome do PT, esse tabuleiro tende a mudar."
Para a pesquisa, o Datafolha apresentou sete diferentes simulações.
Em três delas, Serra é o nome do PSDB. Em outras três, é substituído
por Aécio.
Pelo PT, são alternados os nomes de três ministros: Marta, Dilma
Rousseff (Casa Civil) e Patrus Ananias (Desenvolvimento Social). Ciro e Heloísa
estão em todos os cenários.
Com Dilma, Serra chega a 38% contra 20% de Ciro e 14% de Heloísa. A
ministra da Casa Civil fica com 3%. Contra Patrus (1%), Serra mantém-se
com 38%, e Ciro atinge 21%.
Marta chega a 11% no cenário em que Aécio substitui Serra. Nele,
Ciro tem 28%, seguido de Heloísa (17%) e Aécio (14%).
Como os adversários são os mesmos, é possível comparar
o desempenho de Serra ao de Aécio. Serra atinge até 23 pontos
a mais que Aécio.
O Datafolha também elaborou um cenário em que os dois concorrem.
Nessa hipótese -em que um deles teria deixado o PSDB- não há nome
do PT. Com 34%, Serra tem larga vantagem sobre Aécio (11%).
Mesmo com diferença na composição dos cenários, é possível
concluir que não houve variação significativa de Serra
e Aécio desde a última pesquisa (novembro). Ambos se mantêm
no mesmo patamar.
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Folha de São Paulo,
31 de março de 2008
Aprovação a Lula atinge
55% e bate recorde desde Collor
Aumento foi de 5 pontos em relação
a novembro; desaprovação também cai, para 11%
| Recuperação da aprovação no Sul, que
subiu 11 pontos, e ampliação de prestígio do
petista no Nordeste (68%) alavancaram popularidade
RANIER BRAGON
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva alcançou a maior popularidade em seus cinco anos
e três meses de governo, atingindo índice que supera com
folga o obtido por todos os seus antecessores desde Fernando Collor (1990-1992),
pelo menos, mostra pesquisa nacional realizada pelo Datafolha. A aprovação
de Lula é de 55%, apesar de a saúde ter sido eleita a área
em que o governo apresenta seu pior desempenho.
Os números da pesquisa -feita entre os dias 25 e 27 com 4.044 entrevistados
em 24 Estados, mais o Distrito Federal- indicam que a popularidade recorde
do petista foi alavancada por uma recuperação da aprovação
no Sul, tradicionalmente uma das regiões mais críticas a ele
(aprovação subiu 11 pontos percentuais, para 52%), e pela ampliação
do seu prestígio no Nordeste, onde alcançou 68% de avaliação
positiva.
É o Nordeste a região mais atendida proporcionalmente pelo Bolsa
Família -31,3% das famílias da região recebiam o benefício
em 2006, contra média nacional de 14,9%. No Sul, um fator que pode explicar
o desempenho de Lula é a recuperação do setor agrícola.
Em relação à última pesquisa Datafolha, de novembro,
Lula obteve crescimento de cinco pontos percentuais em sua avaliação
positiva (50% à época), o que mostra que a crise dos cartões
corporativos não representou abalo na imagem do presidente ou do governo.
A desaprovação também é uma das menores em todo
o governo: só 11% consideram seu desempenho ruim ou péssimo.
O governo obteve nota média 7 dos entrevistados -melhor resultado desde
quando assumiu.
Pesquisa do Ibope divulgada na quinta apontou igualmente índice recorde
de aprovação do governo -58% contra 50% da anterior, de dezembro.
Antecessores
A análise do desempenho do governo Lula por meio das pesquisas Datafolha,
desde sua posse (2003), mostra que o período em que a aprovação
ficou mais ameaçada foi na crise do mensalão, no final de 2005,
quando o seu índice de "ótimo e bom" atingiu o nível
mais baixo, 28%, e chegou a ser superado pelos que consideravam o governo ruim
ou péssimo, 29%.
Desde então, houve uma recuperação que tomou corpo na
campanha eleitoral de 2006.
Em março de 2000, quando o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso
completava também cinco anos e três meses, o Datafolha registrava
só 18% de aprovação a FHC (e 43% de reprovação),
um terço do que Lula alcança agora.
Na ocasião, FHC começava uma lenta recuperação
da popularidade abalada por causa da crise econômica que se seguiu à desvalorização
do real, em 1999. Ele deixou o governo, em 2002, com 26% de aprovação
-o pico foi em 1996 (47%).
O antecessor, Itamar Franco (1992-1994), teve a mais alta popularidade justamente
ao deixar o governo -41%. Fernando Collor, cassado sob acusação
de corrupção, nunca atingiu índice superior a 36%. O Datafolha
começou em 1990 a fazer pesquisas nacionais de avaliação
do governo federal.
Pontos fracos
O Sudeste foi a única região em que Lula não teve crescimento
de popularidade -o índice dos que consideram o governo "bom ou ótimo" só oscilou
de 46% para 47%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais
ou para menos. O índice de aprovação também subiu
menos nas regiões metropolitanas (de 45% para 49%) do que nas cidades
do interior, de 54% para 60%.
Em relação à escolaridade, a avaliação positiva
subiu sete pontos entre os que têm ensino médio (chegando a 52%)
ou ensino superior (47%). Levando-se em conta a renda, a maior alta foi alcançada
entre os que ganham de cinco a dez salários mínimos (de 43% a
50%).
|
Folha de São Paulo, 31 de março
de 2008
51% dos eleitores de Serra e Aécio
aprovam Lula
DA REPORTAGEM LOCAL
Não é à toa que os governadores tucanos de São
Paulo, José Serra, e de Minas, Aécio Neves, evitam confronto
aberto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mais da metade -51%-
do eleitorado dos dois classifica como bom/ ótimo o governo de Lula.
Segundo o Datafolha, 37% dos eleitores de Serra consideram a gestão
Lula regular. Só 12% dos que declararam voto em Serra afirmaram que é ruim.
Para 65% dos eleitores de Ciro Gomes (PSB), o governo é ótimo/bom.
Outros 26% responderam que é regular, enquanto 9% disseram que é ruim.
O governo Lula é ótimo/bom para 75% daqueles que declararam voto
na ministra Dilma Rousseff (PT), sendo regular para 19% e ruim para 6%.
No cenário em que Serra é substituído, 51% dos eleitores
de Aécio responderam que o governo Lula é ótimo/bom, enquanto
37% disseram que é regular e 11% que é ruim.
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O ESTADO DO PARANÁ,
31 de março de 2008 | Política
Bernardo diz que a culpa é popularidade
de Lula
Elizabete Castro
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, classificou de “disputa
política rebaixada” a acusação de que o governo
fez um dossiê contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). “Lamento
que usem um instrumento de gestão pública como objeto de disputa
política rebaixada”, declarou a ministra que, mais uma vez, afirmou
que o que vem sendo chamado de dossiê é apenas o banco de dados
da Casa Civil sobre as despesas com cartões corporativos.
Dilma veio a Curitiba para conversar
com empresários sobre o Plano de Aceleração do Crescimento
(PAC) e representar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
na inauguração do Teatro Positivo, ontem à noite.
Ela também se reuniu com militantes e dirigentes do PT durante
a tarde. Para Dilma, o caso do dossiê é mais uma tentativa
de “escandalização do nada”. A ministra disse
que o crime está em divulgar dados sigilosos e que não
continham nenhuma irregularidade, conforme já tinha sido atestado
pelo Tribunal de Contas da União.
Sobre uma possível candidatura
em 2010 à sucessão do presidente Lula, Dilma comentou que
não é nem se considera pré-candidata. Ela acredita
que as denúncias sobre a autoria do dossiê estão
mais direcionadas a desqualificar o processo de transparência dos
gastos. “Este é mais um caso para impedir a transformação
da máquina pública”, observou.
Ela comentou que o padrão
de consumo dos governos, o atual e o anterior, é o mesmo. “São
despesas usuais e intrínsecas ao cargo e nós repudiamos
o tratamento que é dado a essas informações tanto
no nosso governo como no governo anterior. Dossiê é uma
prática que repudiamos”, afirmou a ministra. Gastos com
transporte, alimentação e hospedagem fazem parte da contabilidade
de qualquer governo, frisou.
O ministro do Planejamento,
Paulo Bernardo, que acompanhou Dilma em Curitiba, afirmou que a acusação
contra o governo é uma reação aos índices
de aprovação obtidos pelo presidente Lula, na pesquisa
divulgada no meio da semana. “Quando vimos os números,
um outro ministro comentou comigo: agora os caras vão enlouquecer”,
disse Bernardo.
|
Folha de São Paulo,
31 de março de 2008
"Bancos não sabem atender
baixa renda"
Empresário mexicano Ricardo
Salinas entra no Brasil com lojas no Nordeste e diz que consumo popular é mal-atendido
no país | Dono do banco Azteca, Salinas pretende investir
US$ 3 bilhões e abrir 2.000 lojas no país para financiar
consumo da baixa renda
SHEILA D'AMORIM
ENVIADA ESPECIAL A RECIFE
Uma das maiores fortunas do México,
o empresário-banqueiro Ricardo Salinas Pliego, de 52 anos, desembarcou
na última quarta-feira do seu jatinho particular, avaliado em
US$ 36 milhões, para uma festa especial em Pernambuco: inaugurar
as duas primeiras lojas do grupo Salinas no Brasil. Dono de uma rede
de varejo (Elektra), de um banco (Azteca), além de seguradora,
empresa de telefonia e televisão, a especialidade dele é financiar
o consumo da baixa renda.
Com a promessa de investir pesado no Norte e no Nordeste e colocar no Brasil
US$ 3 bilhões nos próximos três anos e 2.000 lojas em todo
país, ele ganhou a simpatia do presidente Lula, que foi pessoalmente à inauguração
das lojas.
Discreto, com hábitos sofisticados (fuma charuto e levou do Brasil uma
mala de couro com livros de história e arqueologia), Salinas se mostrou à vontade
para falar de temas que normalmente incomodam os banqueiros no país.
Em entrevista em Recife, foi direto nas respostas e sutil nas críticas.
Disse que "seria um erro" o Banco Central elevar juros por causa
de preocupações com a inflação e o governo adotar
medidas para desacelerar a economia. Os juros no Brasil, segundo ele, são
elevados e o câmbio desvalorizado porque o governo gasta muito. Criticou
a regulamentação "excessiva" do mercado e alfinetou
a concorrência ao afirmar que a massa de consumo popular "está mal-atendida" e
que os bancos brasileiros são eficientes nas classes média e
alta.
Sem cobrar tarifa, prometeu operar com taxa de juros 20 pontos percentuais
ao ano menor do que a concorrência. Afirmou que a burocracia torna os
os produtos até 80% mais caros do que no México, que um crescimento
de 5% ao ano para o Brasil está "muito bom" e questionou as
estatísticas do PIB. A seguir os principais trechos.
FOLHA - O governo ameaça restringir o crédito
com medidas que poderão afetar as classes C, D e E por causa
de preocupações com a inflação e o crescimento
do consumo. Não é um momento ruim para o grupo Salinas,
que trabalha com esse público, entrar no Brasil?
RICARDO SALINAS - Não creio. Nosso mercado não está saturado
de crédito. Ao contrário, o que vemos é que, no setor
informal e de baixa renda, há muita necessidade que não está atendida
porque os bancos tradicionais não estão prontos para esse segmento.
Não viemos fazer o mesmo que os demais bancos, mas algo diferente num
setor diferente. O importante é que não cobramos tarifa.
FOLHA - E como se ganha dinheiro no banco Azteca?
SALINAS - Primeiro captamos recursos facilitando a poupança popular.
Abrimos uma conta de poupança com R$ 5, não cobramos nenhuma
tarifa e pagamos boas taxas: entre 10% e 11% ao ano. Quando reinvestimos esse
dinheiro em créditos, ganhamos dinheiro. Ganhamos na intermediação,
não quando prestamos serviços.
FOLHA - O grupo Salinas tenta entrar no Brasil há mais
de três anos. O sr. declarou que o "sistema" não
o queria aqui. O que emperrou?
SALINAS - Tivemos muitos problemas burocráticos para entrar no Brasil.
Acho que era necessário uma decisão política de que o
Brasil queria um banco popular. Quando o presidente Lula entendeu, imediatamente
agilizou tudo e o Banco Central finalmente compreendeu que era uma boa decisão.
FOLHA - Quando foi essa conversa com presidente Lula?
SALINAS - Fomos a Brasília em junho do ano passado. Mas, a primeira
vez que nos falamos foi quando o presidente Lula foi a Davos, há cerca
de três anos. Perdemos muito tempo.
FOLHA - Houve resistência da concorrência?
SALINAS - Lamentavelmente, sim. Por um lado é compreensível.
Mas, por outro, não estamos no mesmo mercado. É um temor infundado.
Não vamos fazer o que fazem Bradesco, Itaú e outros.
FOLHA - Por que não? Eles também tentam entrar
nesse mercado.
SALINAS - Mas há um mercado enorme. O nosso mercado não é uma
novidade. Existe há muitos anos. Se há milhões de pessoas
que ainda não estão no sistema bancário é porque
eles não os interessam. Talvez quando eles virem o que fazemos, tenham
mais interesse ainda. Quando o governo autoriza o banco popular, abre os olhos
dos concorrentes e isso é bom para a sociedade. Os bancos tradicionais
operam com as classes média e alta. Conceito de banco popular é recente
e a forma de operar é diferente.
FOLHA - Quais são as diferenças?
SALINAS - Mais parece um supermercado do que um banco. Se você abre uma
conta de poupança, não mando para sua casa um extrato. Dou um
tíquete, como se fosse o do supermercado. A responsabilidade do cliente é pagar
semanalmente, e não por mês. O pagamento semanal permite uma melhor
administração por parte das pessoas de baixa renda, sobretudo,
o setor informal que não recebe uma vez por mês, mas dia a dia.
FOLHA - Qual a taxa média de juros das operações
do banco Azteca?
SALINAS - Obviamente, para um crédito de R$ 100 há custo fixo
para avaliação do cliente, que faz a taxa subir. Mas, no mercado
onde estamos, de R$ 300 a R$ 500, somos competitivos, e estamos 20 pontos percentuais
abaixo da concorrência.
FOLHA - Não é verdade dizer que operar com baixa
renda custa caro?
SALINAS - Custa caro, sim. O mercado tem o bom e o mau pagador e precisamos
saber distingui-los. Por isso, se o cliente pagar pontualmente terá o
benefício de menor taxa. Se atrasar, são outras condições.
Nossa taxa é a menor e perdemos menos de 4% de todo crédito.
FOLHA - O Azteca não é o primeiro grupo estrangeiro
que vem com a promessa de baixar juros e aumentar a competição
e isso ainda não se concretizou. Por que acreditar que será diferente?
SALINAS - Em primeiro lugar, o maior tomador de crédito no Brasil é o
governo. Se ele paga taxas altíssimas, não vai baixar os juros, é um
ponto de referência. Se o governo quer baixar os juros tem de deixar
de pedir e chancelar essas taxas. Número dois: os bancos estrangeiros
que vieram para cá não são como a gente. Somos um banco
latino. Esses outros bancos, ingleses ou espanhóis, estão orientados
para setores tradicionais. O que fazemos no México parece muito com
o Brasil.
FOLHA - Mas seus concorrentes estrangeiros já sabem disso também.
SALINAS - Mas não estão no meu mercado. E onde estavam antes?
Ninguém tem o que nós temos: 8 milhões de clientes de
depósitos e 8 milhões de clientes de crédito em apenas
cinco anos nesse segmento.
FOLHA - Os bancos no país bateram recorde de lucro.
Banqueiros no Brasil são bem tratados pelo governo, melhor do
que outros setores?
SALINAS - Acho que no Brasil há muita burocracia. À medida que
o governo simplificar as regulações ajudará a baixar custos. É muito
custoso operar no Brasil. Nas nossas lojas, os produtos são 60%, 80%
mais caros que no México porque há muita regulação
que não deveria. É a mesma televisão, o mesmo computador,
a mesma moto.
FOLHA - E se o BC elevar juros, como tem ameaçado, para
reduzir o ritmo do crescimento?
SALINAS - Acho que seria um erro muito grande o BC subir os juros. Tem de baixá-los
para que a economia cresça mais. O que há é um problema
de oferta, e não de demanda. Quando sobe os juros, ele [BC] faz a demanda
baixar. É um erro. É preciso criar mais oferta. Aqui e em todos
os países.
FOLHA - É um erro para o controle da inflação
ou porque atrapalharia os negócios?
SALINAS - O problema inflacionário é mundial e causado pela depreciação
do dólar. As commodities subiram muito e isso beneficia o Brasil, mas
também o prejudica. O problema inflacionário não é do
Brasil. É do México, dos EUA, da Europa, da China. É um
fenômeno mundial. Seria um erro as autoridades monetárias ignorarem
os fatores mundiais. Terrível, um absurdo. É preciso distanciar-se
mais da economia americana, e o Brasil pode isso mais do que o México.
FOLHA - A taxa de câmbio no Brasil está hoje no patamar ideal
para a economia?
SALINAS - É cara. Se o governo toma [recurso] emprestado pagando juros
altos, atrai grande quantidade de fluxo estrangeiro, o que valoriza o câmbio.
FOLHA - Recentemente o sr. disse que o primeiro melhor negócio no Brasil
era ter um banco, e o segundo, ter um banco mal-administrado. É fácil
lucrar com juros altos?
SALINAS - (risos) Sim. Tem sido um bom negócio. Se temos acesso para
captar do público e simplesmente emprestar ao governo com uma margem
gigante, não precisa ser nenhum gênio para fazer isso. É fácil.
No México também acontece isso.
FOLHA - Então foram as altas taxas que atraíram o seu grupo ao
Brasil?
SALINAS - Não. Foi o potencial do mercado e a grande classe popular
que há aqui, que está mal-atendida e tem muitas necessidades.
FOLHA - Crescer 5% ao ano para o Brasil é bom ou pouco?
SALINAS - É muito bom. Tenho grandes dúvidas sobre a validade
da metodologia [de cálculo] dessa taxa de crescimento.
FOLHA - Qual é a dúvida?
SALINAS - Acho que não mede tudo o que deveria. Qual o tamanho da economia
informal no Brasil? Isso não está nos cálculos. Há muitas
formas de crescer: com exportação, com mercado interno, com inflação,
sem inflação. Qualitativamente, o número de 5% ou 6% não
reflete bem.
FOLHA - Qual a melhor forma para garantir que o crescimento se prolongue?
SALINAS - Com o mercado interno. O Brasil toda vida foi um mercado exportador.
Agora, o mercado interno cresce de forma mais dramática e, à parte,
tem as exportações.
|
Agência
Diap, 31 de março de 2008
GREVE
Trabalhadores da ECT paralisam atividades
a partir do dia 1o de abril
Sob a coordenação da Fentect
(Federação Nacional dos Trabalhadores da Empresa de
Correios, Telégrafos e Similares) e dos sindicatos da categoria
que compõem a base dos ecetistas está convocada greve
nacional a partir de 1o de abril. Não se trata de paralisação
de campanha salarial, como admite a Fentect.
A greve é pela destituição do presidente e da diretora
de recursos humanos da ECT; cumprimento do acordo que concedeu o adicional
de risco para os carteiros; PLR digna e negociada com a representação
dos trabalhadores; contratação; melhores condições
de trabalho; respeito à representação dos trabalhadores
e reinício imediato das negociações de PCCS e PLR 2008/2009.
|
FOLHA DE LONDRINA, 31 de
março de 2008 | Opinião
As MPs e a governabilidade
É estarrecedor ouvir que a utilização de medidas provisórias
(MPs) são mecanismos necessários para garantir a chamada ''governabilidade''
do País, expressão sempre lembrada pelo presidente Lula em suas
manifestações públicas. Esta importante ferramenta legislativa
está tão desnaturada que os nossos parlamentares já começam
a se mexer freneticamente em suas cadeiras para a aprovação o quanto
antes de um projeto de lei que ponha freios ao uso despótico deste expediente
legal.
Medida Provisória é o
ato dotado de força de lei e editado exclusivamente pelo presidente
da República, ante a peculiar relevância e urgência
da matéria. É isto o que dispõe o artigo 62 da Constituição
Federal. A MP não é uma lei em sentido estrito, mas um
ato com força de lei, que a ela se assemelha.
A aplicação das
MPs se dá de maneira excepcional, ficando cingida aos seus requisitos
legais, quais sejam, estar a matéria revestida de relevância
e ser urgente, ter critérios políticos e que não
se submetem ao crivo da apreciação judicial justamente
por serem aferidos por um juízo discricionário do presidente
da República, obedecendo à conveniência e oportunidade
das situações. Atualmente, o STF tem entendido que o Poder
Judiciário poderá averiguar a constitucionalidade da MP
quando esta for editada com manifesta ofensa ao princípio da razoabilidade,
cujo descumprimento leva ao abuso de poder pelo presidente.
Ademais, a MP não está livre
de fiscalização e controle de constitucionalidade pelo
Poder Legislativo, já que, uma vez editada, assume indiscutível
conteúdo normativo, ainda que temporariamente, até que
cessem os motivos discricionários que a ensejaram. Caso não
esteja eivada de inconstitucionalidade e mereça aprovação
pelas casas do Congresso Nacional, converte-se em lei, produzindo os
mesmos efeitos desta.
As MPs não poderão
tratar das matérias relacionadas à nacionalidade ou aos
direitos políticos, planos plurianuais e orçamentários,
bem como assuntos que já estejam sendo tratados em projetos de
lei, pendentes apenas de sanção presidencial. Por fim,
se não forem apreciadas em 45 dias contados de sua publicação,
trancam a pauta de votação do Congresso, além de
ser vedada a sua reedição quando a apreciação
não se der em 120 dias ou for rejeitada pelo Legislativo (art.
62, º10).
Portanto, ocorrerá uma
ameaça real à governabilidade do país no momento
em que o uso das MPs se tornar indiscriminado e abusivo, havendo, de
quebra, violação à consagrada separação
dos Poderes, já que a atividade legiferante escapará às
mãos do Poder Legislativo, passando a fazer parte das atribuições
do Executivo.
RODRIGO PARMEZAN é bacharel
em Direito em Quatiguá (PR)
Rodrigo Parmezan
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Gazeta do Povo, 31 de março de 2008
Gestão e Carreira | Memorização
Os esquecidos não vão
longe
Você anda com a memória
fraca, não lembra das tarefas a fazer? Saiba que isso pode
prejudicar sua imagem no trabalho. Mas não se apavore: existem
técnicas para solucionar o problema
Preste bastante atenção ao ler este texto. Isso porque a correria
do dia-a-dia e a ansiedade fazem muitas pessoas não se concentrarem
em suas atividades. Dessa forma, elas esquecem o que fizeram e perdem tempo
e oportunidades tentando recuperar informações perdidas ou refazendo
tarefas. Agora faça um teste: tente lembrar o que você almoçou
ontem. Lembrou? E há uma semana atrás? Não lembrou? Então
continue lendo, porque existem técnicas para melhorar a capacidade de
memorização.
A falta de memória é problema sério para muitas profissões,
segundo consultores em carreira. Além de prejudicar a produtividade
do trabalhador, ela tira a credibilidade da pessoa, que nem sempre demonstra
confiança ao repassar informações. “Em algumas áreas é essencial,
como no Direito ou na área de vendas. Quem não tem boa memória
pode esquecer essas profissões”, diz o consultor Armando Pastore,
da Pensare.
Segundo ele, é preciso manter a concentração nas prioridades
para conseguir apreender o que é importante para o trabalho. “Existem
tantas coisas para pensar ao mesmo tempo que o cérebro seleciona as
prioridades.” Pastore diz que usa diferentes métodos para se lembrar
do que considera imprescindível para sua profissão. Um deles é a “âncora
mental”. “Quando vou dar uma palestra, preparo tudo o que vou falar.
Na hora da apresentação, escolho um lugar para ser minha “âncora”.
Determino que, se alguma coisa der errado e eu esquecer o que tinha que falar, é ali
que vou me lembrar de tudo. E funciona”, explica.
O professor Flávio Pereira, da Cérebro & Comunicação – Desenvolvimento
Pessoal, diz que, com o treino, é possível memorizar um livro
de 200 páginas ou um conjunto de 30 imagens diferentes, por exemplo. “Pelas
técnicas de mapa mental, de associação de ícones,
entre outras, posso fazer alguém decorar a tabela periódica inteira,
se a pessoa quiser”, diz. Conforme ele, a falta de memória está intimamente
relacionada a uma concentração diminuta, que pode ser fruto de
problemas físicos ou psicológicos. Quando aparece alguém
com estresse, depressão ou ansiedade em seu curso de técnicas
de memorização, o professor indica uma consulta com um médico.
Se o caso não for grave, ele ensina técnicas de relaxamento e
meditação para permitir um aumento da concentração.
Para a instrutora Milca Stoyanow, que ministra o curso de técnicas de
memorização no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial
do Paraná (Senac-PR), quem esquece seus compromissos, datas importantes
ou o nome de seus contatos acaba prejudicando a imagem profissional. “Isso
causa constrangimentos e prejuízo”, diz. Segundo ela, a falta
de memória pode estar relacionada ao estresse, a problemas neurológicos,
causados pelo abuso de álcool, cigarro, drogas ou alguns medicamentos,
e à falta de atenção. “A base da memória é perceber
uma situação e se envolver emocionalmente com ela. Quem não
tem concentração não retém a informação.
Como lembrar de algo que não foi retido?” Milca diz que a técnica
básica de melhorar a memorização é associar todo
o conteúdo conhecido com imagens. “Mas é uma técnica,
que precisa ser treinada e dominada.”
Além dos cursos presenciais oferecidos por empresas de desenvolvimento
profissional, existem no mercado treinamentos em manuais para melhorar a memória.
Geralmente eles vêm acompanhados de técnicas de leitura dinâmica,
muito relacionada à capacidade de memorização. A promessa é que é possível
aumentar em quatro vezes ou mais a velocidade de leitura e de absorção
de informações – a idéia é ler rápido,
mas entender tudo o que está escrito. Agora, faça o teste no
quadro para ver como anda sua memória.
Serviço
Pensare Consultoria – (41) 3026-4616 – www.pensareweb.com.br; Cérebro & Comunicação
- Desenvolvimento Pessoal – (41) 3029-8015 – www.cerebroecomunicacao.com.br;
Senac-PR – 0800-643-6-346 – www.pr.senac.br.
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Agência Diap, 31 de
março de 2008
SAÚDE DO TRABALHADOR
Temporão reúne-se com
centrais para tratar sobre saúde ocupacional
O ministro da Saúde, José Gomes
Temporão, atendeu convite das centrais sindicais e vai se reunir
com lideranças e assessores da imprensa sindical, nesta segunda-feira
(31), às 16 horas, para tratar sobre saúde ocupacional.
O encontro acontecerá na sede da Oboré, na rua Rego Freitas,
454, conjunto 83, Vila Buarque.
A proposta é discutir com o ministro uma agenda de combate aos acidentes,
doenças e mortes nos locais de trabalho. De acordo com estimativas da
Secretaria Estadual da Saúde, os acidentes de trabalho causam cinco
mil mortes por ano só em São Paulo. São 200 trabalhadores
morrendo a cada 15 dias.
As centrais sindicais e médicos do trabalho ligados à Secretaria
propõem que o Sistema Único de Saúde (SUS) seja o principal
notificador dos acidentes e mortes nos locais de trabalho estabelecendo-se
a partir daí um sistema informatizado de divulgação para
identificar as causas e criar uma pauta de ação combatendo as
causas dos acidentes.
Entre os dias 9 e 11 de abril acontece, em São Paulo, 14º Encontro
Estadual Renast/SP e o 3º Encontro Paulista de Avaliação
e Planejamento da Comunicação a Serviço da Saúde
do Trabalhador, promovido pela Secretaria, que vai contar com a participação
das centrais e dos gestores dos Centros de Referência em Saúde
do Trabalho (Cerest).
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Agência Diap, 31 de
março de 2008
CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS
Seminário debate a legislação
trabalhista brasileira
Com objetivo de discutir com
a sociedade e operadores do Direito o PL 1.987/07, do deputado Cândido
Vaccarrezza (PT/SP), que consolida a legislação material
trabalhista, destacando a relevância do projeto como facilitador
ao cidadão comum do conhecimento dos seus direitos e deveres de
uma forma mais clara e aos operadores do direito, a concisão da
legislação material trabalhista em vigor.
O seminário é uma iniciativa de Vaccarezza que também é coordenador
do Grupo de Trabalho que discute modificações na legislação
brasileira. O relator do projeto de lei é o deputado Arnaldo Jardim
(PPS/SP).
Veja a programação do evento:
9h – Abertura
Deputado Arlindo Chinaglia (PT/SP) – Presidente da Câmara dos Deputados
Deputado Cândido Vaccarezza – Coordenador do GTCL
Deputado Arnaldo Jardim – relator do PL 1.987/07 e membro do GTCL
10h – "A importância da consolidação das leis"
Palestrante: ministro Gilmar Mendes (STF)
11h – "Apresentação Geral do Projeto de Lei
1.987/07"
Palestrante: Ana Cláudia Albuquerque
Inscrição para debate
12h30 – Almoço
13h30 – "Direitos Fundamentais e Coletivos dos Trabalhadores
no PL 1.987/07"
Palestrante: ministro Maurício Godinho Delgado (TST) e José de
Lima Ramos Pereira (MPT)
Inscrição para debate
15h30 - "Recepção Constitucional da regulamentação
sindical na CLT"
Palestrante: ministro Lelio Bentes Correa (TST) e presidente Cezar Brito (OAB)
Inscrição para debate
17h30 – "Reflexões das sugestões apresentadas"
Palestrante: Deputado Arnaldo Jardim
18h – Encerramento
Deputado Cândido Vaccarezza
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Agência Diap, 31 de
março de 2008
ABONO DE FALTA
Trabalhador poderá ter uma
folga para resolver assuntos pessoais
Nesta terça-feira
(1o), a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) analisa
proposta que autoriza todo trabalhador a faltar ao serviço um
dia por ano para tratar de assuntos pessoais, sem desconto em sua remuneração.
Trata-se do PLS 23/03, do senador Paulo Paim (PT/RS). A relatora, senadora
Patrícia Saboya (PDT/CE), apresentou voto favorável à proposta.
O colegiado se reúne na Sala 19 da Ala Alexandre Costa às 10h.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
31/03/2008
Empregada será indenizada por ser
obrigada a fantasiar-se de palhaço
Supervisora terceirizada da Telemar
Norte Leste S.A., obrigada a vestir-se de palhaço, caipira, bruxa
e baiana para incentivar os operadores a ela subordinados a cumprir metas
estipuladas, vem ganhando na Justiça do Trabalho o direito a receber
indenização por dano moral. Uma das empresas que a contratava
para prestar serviços à Telemar, a TNL Contax S.A., recorreu
ao Tribunal Superior do Trabalho para tentar reverter a condenação.
A Sétima Turma, no entanto, entendeu que uma decisão diferente
necessitaria o reexame de fatos e provas, o que é expressamente
impedido pela Súmula nº 126 do TST, e negou provimento ao
agravo.
A funcionária trabalhou
na Telemar de Belo Horizonte no período de dezembro de 2003 a
junho de 2005, contratada inicialmente pela BH Telecom Ltda. e depois
pela TNL Contax S.A. Segundo testemunhas, a autora da ação
e outros supervisores trabalhavam diariamente fantasiados para alegrar
a equipe, por determinação do gerente da Telemar, e expunham-se às
ironias dos colegas. Ao ajuizar ação trabalhista após
sua demissão, a ex-supervisora pediu, entre outras coisas, reconhecimento
de vínculo empregatício com a Telemar e indenização
por assédio moral, estes deferidos pela 10ª Vara do Trabalho
de Belo Horizonte.
Ao analisar os recursos das empresas
e da trabalhadora, o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região
(MG) avaliou que expor a funcionária a situações
vexatórias resultou em violação a sua dignidade
e integridade psíquica e emocional. Por essa razão, e considerando
as circunstâncias específicas, as condições
das partes envolvidas e o grau de culpa das empresas, decidiu aumentar
a indenização de R$ 2 mil – estipulada pela Vara
do Trabalho – para R$ 4 mil.
Em sua decisão, o TRT
entendeu que a situação causou sofrimento moral e violou
o direito de personalidade da funcionária, fazendo-a sentir-se
inferiorizada e ridicularizada perante os colegas. Julgou também
comprovados a culpa da empresa, pois o procedimento era determinado pelo
gerente, e o vínculo entre o ato ilícito e o dano moral.
O relator do agravo de instrumento
no TST, ministro Ives Gandra Martins Filho, observou que não há conflito
de jurisprudência nem violação de dispositivos legais
e constitucionais no acórdão regional. Segundo o relator,
o TRT/MG decidiu a partir de fatos e provas que estabelecem os elementos
da responsabilidade civil da empresa, não podendo ser reexaminado
o conjunto fático-probatório dos autos pelo TST. (AIRR-309/2006-010-03-41.1)

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Em
27 de março
de 2008
O
SECRETÁRIO DE RELAÇÕES DO TRABALHO, no
uso de suas atribuições legais e com fundamento na
Portaria nº. 343 de 04 de maio de 2000 e alterações
posteriores, visto que no despacho publicado no Diário Oficial
da União, em 12 de março de 2008, Seção
I, Página 99, nº. 49 do Sindicato dos Trabalhadores
na Indústria do Cimento, Cal e Gesso de São Paulo,
nº. 46000.006842/2006-70, houve erro no que tange a denominação,
conforme NOTA TÉCNICA RET/CGRS/SRT/MTE N.009/2008, resolve
retificar a NOTA TÉCNICA CGRS/DIAN - n°.058/2008 e NOTA
TÉCNICA CGRS/DIAN - n°.127/2008, para que onde se lê "NOTA
TÉCNICA DIAN/CGRS/SRT/Nº58/2008 e Sindicato dos Trabalhadores
na Indústria do Cimento, Cal e Gesso de São com base
territorial nos municípios Ferraz de Vasconcelos, Guararema,
Itaquaquecetuba, Mairiporã, Mogi das Cruzes, Poá,
Santa Izabel e Suzano," leia-se "NOTA TÉCNICA
CGRS/DIAN Nº58/2008 e NOTA TÉCNICA CGRS/DIAN Nº127/2008
denominação: Sindicato
dos Trabalhadores na Indústria
do Cimento, Cal e Gesso de São Paulo com
base territorial nos municípios de Cajamar, Ferraz de Vasconcelos,
Guararema, Itaquaquecetuba, Mairiporã, Mogi das Cruzes,
Poá, Santa Izabel, São Paulo e Suzano." |
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