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Folha de São Paulo,
1 de Abril de 2008
Indústria pode não suprir
demanda, diz FGV
Segundo a instituição, sondagem
aponta para uma expansão "insustentável" no
setor, em descompasso com a alta do consumo | Para a FGV, investimento
das empresas não deverá surtir efeito imediato para
atender crescimento da economia na casa dos 5%
DEISE DE OLIVEIRA
DA FOLHA ONLINE
A indústria voltou a dar
sinais de reaquecimento em março e acendeu a "luz amarela" quanto à capacidade
do setor de acompanhar a expansão da demanda no país. Segundo
divulgou a FGV (Fundação Getulio Vargas) ontem, a indústria
retomou os patamares de crescimento do segundo semestre de 2007, que
apontam para uma taxa "insustentável", segundo a FGV,
de 6% ao ano.
A instituição divulgou que o ICI (Índice de Confiança
da Indústria) apontou alta de 5,8% do otimismo do empresariado, ao passar
de 114,7 para 121,4 pontos. Já o Nuci (Nível de Utilização
de Capacidade Instalada), indicador que mede o uso de máquinas e equipamentos
das indústrias, atingiu 85,2% em março, após 84,7% em
fevereiro e quatro meses em queda.
Segundo Aloísio Campelo Júnior, coordenador do Núcleo
de Pesquisas e Análises Econômicas do Ibre (Instituto Brasileiro
de Economia), da FGV, há uma disparidade entre a taxa de investimento
(formação bruta de capital fixo) e as perspectivas de alta da
produção.
" Há sinais de que, se conseguirmos ampliar a taxa de formação
de capital fixo para 21% do PIB, podemos falar em expansão de 5% [da indústria].
[...] Mas a taxa não vai chegar a 19% neste ano. Estamos em uma fase favorável,
mas não preparados para crescer 5%", avaliou. Em 2007, a taxa de
investimento ficou em 17,6% do PIB (Produto Interno Bruto). A FGV trabalha com
crescimento potencial do PIB entre 4% e 4,5%, e da indústria, de 5%.
Ainda que os dados da Sondagem Industrial "não sejam explosivos",
Campelo considera a necessidade de um "ajuste fino" pelo governo
para conter a alta do consumo caso o ritmo de expansão de mantenha.
" A indústria passa por um repique. Há variáveis, como
a demanda interna e externa e o emprego, que apontam atividade intensa, próxima
ao que vigorou no final do ano passado. [...] Mantido esse ritmo de atividade,
que a sondagem sinaliza, é possível haver descasamento entre a
oferta e a demanda, não tão pontual [mais generalizado entre os
segmentos], e se faria necessária alguma medida para conter o consumo",
diz Campelo. Ele sugere o aperto fiscal -nos gastos do governo- como a melhor
ferramenta para conter o consumo sem precisar aumentar a taxa básica de
juros, a Selic.
Segundo análise do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento
Industrial) sobre um possível aumento da taxa de juros para frear o
consumo e conseqüentemente, a inflação -como sinalizou o
Banco Central no último Relatório de Inflação,
divulgado na semana passada-, "as informações mostram que,
após quase um ano de contínua elevação, a utilização
de capacidade instalada deixou de aumentar".
Para o instituto, a elevação apontada pela FGV em março "provavelmente
não corresponde a um aumento efetivo". Para o Iedi, a indústria
se mostra capaz de satisfazer à demanda, já que dispõe
de uma folga média entre 17% e 15% do total da capacidade.
Segundo a FGV, no entanto, a demanda por produtos industriais mantém-se
aquecida. A proporção de empresas que avaliam o nível
atual de demanda como forte subiu de 27%, em março de 2007, para 31%;
a parcela das que o avaliam como fraco recuou de 10% para 7%.
Sobre mão-de-obra, 37% das 1.068 indústrias prevêem aumento
do contingente nos próximos três meses, e 16%, queda -contra 25%
e 14%, respectivamente, em março de 2007.
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UOL ECONOMIA, 01 de abril
de 2008
Indústria cresce 9,7% em fevereiro
sobre um ano antes
Da Redação
Em São Paulo
A produção da indústria brasileira em fevereiro foi 9,7%
maior que no mesmo mês do ano passado, informou nesta terça-feira
o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em relação
a janeiro, houve uma queda de 0,5%.
Na comparação entre
um determinado mês e o mesmo do ano anterior, foi a vigésima
vez consecutiva que a produção teve crescimento. Em 12
meses, a expansão foi de 6,9%. No primeiro bimestre, o acréscimo
foi de 9,2% ante período correspondente de 2007.
Os resultados ficaram em linha
com o previsto. Analistas consultados pela agência Reuters estimavam
alta de 9,5% em relação a fevereiro de 2007 e queda de
0,5% na comparação com janeiro deste ano.
O IBGE revisou o dado de janeiro
ante dezembro para expansão de 1,7%. A leitura preliminar apontava
alta de 1,8%.
Carros
puxam crescimento
Em fevereiro deste calendário ante o mesmo mês do ano passado,
22 atividades estudadas apuraram crescimento, sobressaindo veículos
automotores (24,5%), máquinas e equipamentos (18,9%), outros produtos
químicos (12,5%), metalurgia básica (11,7%) e alimentos (5,9%).
No mesmo tipo de comparação,
a produção de bens de capital subiu 25%. "Este desempenho
foi sustentado por todos os seus subsetores, com destaque para bens de
capital para transporte (35,3%), particularmente aviões e caminhões;
para fins industriais (18,8%), com destaque para centro de usinagens
e para bens industriais de uso misto, devido à contribuição
de produtos associados à telefonia celular e à informática",
disse o IBGE.
Com alta de 20,7%, bens de consumo
duráveis registraram a taxa mais expressiva desde junho de 2005.
O avanço refletiu a produção de automóveis
(26,9%), celulares (31,4%) e eletrodomésticos da linha branca
(12,4%). O setor de bens intermediários cresceu 10,4%, marcando,
segundo o IBGE, o melhor resultado desde os 11,4% de agosto de 2004.
Bens de consumo semi e não duráveis ampliaram-se 1%.
Setor
farmacêutico cai 33%
Na passagem de janeiro para fevereiro, 13 dos 27 ramos investigados tiveram
queda na produção, especialmente o setor farmacêutico,
com baixa de 33,2%. Entre as atividades com crescimento, chamam a atenção
material eletrônico e equipamentos de comunicações (14,7%).
Por categoria de uso, ainda na
base mensal, bens de consumo semi e não-duráveis cederam
3,9% em fevereiro depois de incremento de 2,6% no início de 2008.
A produção de bens intermediários caiu 0,2% enquanto
bens de capital e bens de consumo duráveis viram elevação,
de 3,1% e 0,9%, respectivamente.
(Com informações de
Reuters e Valor Online)
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AGÊNCIA ESTADO, 01
de abril de 2008
IBGE: demanda e investimentos têm
influenciado indústria
Rio - Os dados da produção
industrial brasileira nos dois primeiros meses de 2008 mostram a continuidade
da influência determinante do mercado interno e dos investimentos
sobre os resultados do setor, observou hoje o coordenador de indústria
do IBGE, Silvio Sales. "Ainda que haja alguma estabilidade na indústria,
os resultados mostram que os bens de capital (máquinas e equipamentos)
ainda crescem acima da média da indústria, o que significa
aumento de capacidade futura e perspectivas positivas de quem está investindo",
disse.
Segundo dados divulgados hoje
pelo IBGE, a produção de bens de capital cresceu 3,1% em
fevereiro ante janeiro e aumentou 25% ante fevereiro do ano passado.
Para Sales, o aumento na produção de bens de capital no
primeiro bimestre (19,9% ante o primeiro bimestre de 2007), assim como
a expansão em insumos para a construção civil (12,2%
no bimestre) apontam que os dados da Formação Bruta de
Capital Fixo (FBCF, composta especialmente por máquinas e equipamentos
e construção civil) vão vir "fortes" no
Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2008.
Sales destacou também
que a categoria de bens intermediários vem mostrando aceleração
significativa nos resultados. Em fevereiro deste ano, apesar da queda
de 0,2% ante mês anterior, essa categoria, de maior peso na estrutura
industrial, registrou alta de 10,4% na produção ante igual
mês de 2007.
No primeiro bimestre, assim
como na indústria em geral, os bens intermediários acumulam
alta de 9,2%, impulsionados, no bimestre, pela produção
de petróleo e gás (4,2%); minério de ferro (13,4%);
adubos e fertilizantes (15,7%), insumos para construção
civil (12,2%), metalurgia básica (9,0%) e celulose (11,0%).
Bimestre
O crescimento de 9,2% da produção
industrial brasileira no primeiro bimestre deste ano, ante igual período
do ano passado, representou a maior expansão na indústria
para um primeiro bimestre apurada pelo IBGE desde 2000, quando havia
chegado a 10,3%.
O coordenador de indústria
do IBGE, Silvio Sales, disse ainda que o crescimento do primeiro bimestre
deste ano mostra uma aceleração em relação
ao quarto trimestre do ano passado, quando a expansão foi de 7,9%
ante igual período de 2006.
Sales destacou também
a aceleração do crescimento da indústria no acumulado
de 12 meses até fevereiro. A expansão de 6,9% apurada
no período foi a maior para o acumulado de 12 meses registrada
pelo IBGE desde maio de 2005, quando foi de 7,2%. "Esse é um
importante indicador de tendência", disse Sales. (Jacqueline
Farid)
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AGÊNCIA DIAP, 01 de março de 2008
MUNDO DO TRABALHO
Centrais sindicais: Lula sanciona
PL 1.990/07 com um veto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona o PL 1.990/07, que regulamenta
o funcionamento das centrais sindicais. Trata-se da Lei
11.648, publicada em edição extra do Diário Oficial
da União de 31 de março de 2008.
O presidente vetou o artigo 6o do projeto, que determinava que “os sindicatos,
as federações e as confederações das categorias
econômicas ou profissionais ou das profissões liberais e as centrais
sindicais deverão prestar contas ao Tribunal de Contas da União
sobre a aplicação dos recursos provenientes das contribuições
de interesse das categorias profissionais ou econômicas”.
O veto ao artigo 6o fundamentou-se na vedação pela Constituição
da interferência do Poder Público na organização
sindical, “em face do princípio da autonomia sindical, o qual
sustenta a garantia de autogestão às organizações
associativas e sindicais”. Leia
as razões do veto (Marcos Verlaine)
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FOLHA DE SÃO PAULO
(ON LINE), 01 de abril de 2008 | Dinheiro
Lula rebate críticas e defende
viagens pelo país para lançar obras do PAC
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
Sem citar nomes nem partidos
políticos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu
nesta terça-feira aos ataques da oposição e saiu
em defesa de suas viagens pelo país para lançar obras do
PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Segundo o
presidente, ele e sua equipe vão manter a teimosia e continuar
viajando para executar as ações do programa. Para ele,
há inveja dos adversários pelos efeitos do PAC.
"É um tipo de gente
que trabalha que as coisas não podem acontecer de bem neste país
porque não foi ele que criou", afirmou o presidente durante
reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social,
no Palácio do Planalto. "É como se o cara ficasse
torcendo para que o ônibus atropelasse sua [ex-]namorada quando
ela vai encontrar com o namorado novo", brincou.
Lula negou ainda que tenha um "plano
B" para substituir o PAC e insistiu para que todos mantenham a teimosia
em defesa do programa. "Eu nunca trabalhei na minha vida com plano
B. O que nós temos é de fazer ser teimosos e continuar
fazendo o que está dando certo. Não tem por que não
fazer o que está dando certo", disse.
A oposição, liderada
pelo DEM e PSDB, critica duramente o fato de Lula lançar obras
do PAC e fazer viagens constantes pelo país. Para os oposicionistas,
o presidente estaria em campanha política, uma vez que há eleições
municipais em outubro.
"Acho que muita gente não
tem noção do que o PAC representa para este país.
Muitas vezes a gente não percebe as micro coisas que acontecem.
Hoje eu diria que em todos os Estados da nação tem alguma
obra em andamento. Isso significa que a construção civil
vai trabalhar mais do que em outro momento", disse.
Descaso
Lula disse que o esforço
para lançar o PAC das favelas é para tentar conter a "irresponsabilidade
urbana" ocorrida nos últimos 40 anos. Para ele, o número
de favelas aumentou no país por descaso dos governos federal,
estaduais e municipais. Ele não mencionou nomes políticos
nem citou exemplos de municípios e Estados.
"O que nós estamos
tentando fazendo é tentar desmontar a irresponsabilidade urbana
dos últimos 40 anos em que as favelas triplicaram com a irresponsabilidade
de todos [dos governos federal, estaduais e municipais]", afirmou
o presidente.
Segundo Lula, por meio das ações
do PAC será possível "desburocratizar" uma série
de planos e por em prática outros. "O PAC começa a
fazer essa reversão. O PAC é um processo. Se eu soubesse
de sua importância eu teria [dado início no primeiro mandato].
O PAC está ajudando a desburocratizar o governo. E não é culpa
de ninguém. Já aprendi a não criticar ninguém
individualmente", disse.
Em seguida, o presidente afirmou: "Tem
coisas que são assim: entre fazer e conseguir que elas aconteçam é muito
difícil. Está acontecendo uma revolução que
muita gente não percebeu neste país".
Nos últimos dias,
Lula foi ao Rio de Janeiro e Pernambuco lançar obras do PAC.
Nesta terça-feira, ele disse que irá ainda esta semana
para o Rio Grande do Sul. "Uma coisa que está acontecendo
e que as pessoas não querem perceber. O que nós estamos
fazendo de obras de saneamento e urbanização de favelas é algo
sem precedentes."
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À TARDE ONLINE/ MG,
01 de abril de 2008 | Economia
Conselhão discute proposta sobre
moradias populares
Agencia Estado
Na 25ª reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e
Social (CDES), o chamado "Conselhão", realizada hoje no Palácio
do Planalto, o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da
Construção Civil (CBIC), Paulo Simão, apresentou uma nova
proposta de política de construção de moradias populares,
voltadas à população que recebe até cinco salários
mínimos por mês (R$ 2.075,00). Segundo ele, se esta nova política
entrar em vigor no ano que vem, em 15 anos haverá redução
do déficit habitacional para famílias que ganham até cinco
salários, que hoje já é superior a oito milhões
de moradias.
Para Paulo Simão, este
tema é importante de ser debatido no momento em que o Brasil discute
o volume de crédito interno. "Precisamos pensar seriamente
em construir um projeto para erradicar de uma vez por todas o escandaloso
déficit habitacional que ainda impera no País na faixa
de renda de até cinco salários mínimos. Apesar de
todos os esforços feitos até aqui, o déficit nominal
aumenta a cada ano e já é superior a oito milhões
de moradias", declarou.
Segundo ele, os programas desenvolvidos
desde a extinção do Banco Nacional de Habitação
(BNH) e até 2006 não foram corretamente direcionados para
o objetivo de erradicar o déficit de moradias. "O atual Programa
de Aceleração do Crescimento (PAC), inova um pouco ao utilizar
além dos recursos tradicionais do Fundo de Garantia por Tempo
de Serviço (FGTS), verbas do Orçamento Geral da União
para financiar programas que visam substituir casas em palafitas",
afirmou.
Crédito
Paulo Simão se referiu
ainda ao volume de crédito, que estava sendo considerado excessivo
por alguns setores da economia. "Estamos muito longe de práticas
e números que sejam preocupantes". Para ele, o volume de
crédito hoje no País, "ainda é conservador" e
passou a defender a ampliação da proposta de crédito.
Embora ressalte que há uma
preocupação com a expansão do crédito com
o que ocorreu em países como os Estados Unidos, e mais recentemente
na Espanha, Simão defende a ampliação do credito
imobiliário. Ele citou que no Brasil o volume do crédito
imobiliário é de 2% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto
nos Estados Unidos é de 65%, na Espanha, 45%, no Chile 13% e no
México 9%.
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FOLHA
DE SÃO PAULO (ON LINE), 01 de abril de 2008 | Dinheiro
Greve nos Correios atinge 19 Estados e
DF, diz sindicato
da Folha Online
Funcionários da ECT (Empresa de Correios
e Telégrafos) de 19 Estados e do Distrito Federal entraram em
greve nesta terça-feira por tempo indeterminado. Os Correios
informaram que a diretoria da empresa está reunida com o ministro
das Comunicações, Hélio Costa, e com autoridades
do governo para tentar resolver o impasse. A intenção é solucionar
o caso até esta quarta-feira.
Segundo a Fentect (Federação
Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos
e Similares), 22 sindicatos aderiram à paralisação.
Os servidores reivindicam um adicional de periculosidade equivalente
a 30% do salário por mês, aumento no percentual da PLR
(Participação nos Lucros e Resultados), mais contratações,
a implementação de um plano de carreira e a retomada
do antigo plano de pensão, Postalis, que está sendo substituído
pelo Postalprev.
De acordo com a assessoria de imprensa dos
Correios, o bônus de 30% exigido pelos servidores foi pago por
três meses, mas foi suspenso porque era de caráter emergencial.
Para que o abono volte a ser incorporado no salário dos carteiros é preciso
que o governo autorize. Os Correios informaram ainda que a legislação
não permite que eles recebam adicional por periculosidade. Segundo
a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), só tem
direito a esse adicional quem tem contato permanente com inflamáveis
ou explosivos.
Segundo José Gonçalves, um dos
representantes da Fentect no comando de greve, entre 80% e 90% dos
carteiros --grupo em que está a maior parte dos grevistas- estão
de braços cruzados. Os Correios devem divulgar um balanço
da greve no fim da tarde desta terça-feira.
Gonçalves informou que já aderiram à paralisação
Alagoas, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Sul, Goiás,
Tocantins, Ceará, Rondônia, Acre, Piauí, Rio de
Janeiro, Rio Grande do Norte, Paraná, Pará, Distrito
Federal, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Minas Gerais e São Paulo
(incluindo a capital, Campinas, Ribeirão Preto e São
José do Rio Preto, que têm sindicatos separados).
De acordo com o secretário-geral da
federação, Manoel Cantoara, a expectativa é de
que o movimento cresça nesta terça, após a realização
de novas assembléias. Para ele, "o nível de insatisfação
com relação ao não-cumprimento de acordo feito
com o Ministério das Comunicações sobre um adicional
de periculosidade deixou muita gente indignada".
A Fentect e o Ministério das Comunicações
acordaram em novembro do ano passado o pagamento de 30% do salário
como adicional de periculosidade. Na ocasião, foram pagos três
meses como adiantamento, mas o valor, segundo a federação,
deixou de ser depositado em março.
"Queremos reunião com o ministro
[Hélio Costa], com o presidente Lula. Eles prometeram e deixaram
de cumprir", afirmou Gonçalves à Folha Online. Ele
participa de passeata da categoria em Brasília na manhã desta
terça.
Por meio de nota divulgado nesta segunda-feira,
os Correios informaram que iriam 'aguardar o dia de amanhã [hoje]
para ver o índice de adesão e os procedimentos a serem
adotados'.
Durante o período de greve, as agências
dos Correios funcionam normalmente, mas não há garantia
de entrega das correspondências. Assim, os serviços que
garantem a entrega em prazo pré-estipulado --Sedex 10 e Sedex
Hoje, por exemplo-- não funcionam. Em São Paulo, os Correios
têm 22 mil funcionários.
2007
No ano passado, os Correios ficaram em greve
por nove dias. Os empregados da estatal decidiram voltar ao trabalho
após receber reajuste de 3,74% (ante reivindicação
inicial de 47,77%), abono de R$ 500, aumento linear de R$ 60 em janeiro,
vale-alimentação extra de R$ 391 em dezembro, inclusão
dos pais de novos funcionários no plano de saúde e auxílio-creche
para até 7 anos de idade, além da não-reposição
dos dias de paralisação.
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ESTADÃO.COM/ SÃO
PAULO, 01 de março de 2008 | Economia
América Latina terá índice
de bancarização
ADRIANA CHIARINI - Agencia Estado
RIO - A Federação Latino-Americana de Bancos (Felaban) vai criar
um índice para comparar o grau de bancarização (acesso
da população aos serviços bancários) dos países
do continente. Até o fim do ano, o índice deve estar pronto inicialmente
para cinco países, entre os quais, já está escolhido "o
Brasil, pela sua importância", informou hoje o presidente da Felaban,
Fernando Pozo, em entrevista coletiva promovida pela Federação
Brasileira de Bancos (Febraban). Os outros países, que ainda dependem
de confirmação, devem ser Equador, Peru, Colômbia e Venezuela.
De acordo com Pozo, um dos principais
objetivos da entidade é ampliar o acesso da população
aos serviços bancários, de forma a aumentar o negócio
bancário. O trabalho está sendo conduzido pela pesquisadora
especializada em Finanças Liliana Rojas, do Center for Global
Development, um centro de pesquisas sediado em Washington. O projeto
dá continuidade a outras pesquisas já realizadas por ela
sobre a bancarização na América Latina feitas também
a pedido da Fenaban.
O índice deve ter uma
parte quantitativa, baseada em indicadores como contas de poupança,
caixas eletrônicos e agências em relação à população.
Uma outra parte do trabalho será referente à sustentabilidade
do acesso aos sistema financeiro, medidas regulatórias e ambiente
institucional.
Os trabalhos anteriores da pesquisadora
feitos para a Felaban com dados das associações bancárias
de cada país da América Latina indicam que nenhum país
da região tem alta bancarização e só há dados
para todos os países referentes a contas de poupança, sendo
muito pequenos os volumes de crédito imobiliário e microcrédito,
por exemplo. O Chile é o país que mostra maior acesso da
população a produtos financeiros e é o único
em que mais de 50% dos seus habitantes adultos tem conta de poupança.
No Brasil, esse índice é de 43%, na faixa de "média
e baixa bancarização".
Brasil
Ou seja, o potencial para aumento
de clientes e negócios no Brasil e na América Latina é enorme.
Contudo, os estudos mostram obstáculos também dos quais
os maiores são os sociais. São considerados obstáculos
sociais, por exemplo, a informalidade e dificuldades de micro e pequenas
empresas, como pouca entrada de recursos, falta de diversificação,
pouca cultura financeira e falta de transparência nos dados da
empresa.
"No Brasil, os problemas
sociais são incrivelmente importantes, mais do que em outros países
da região". Por outro lado, os bancos também não
estão bem preparados para emprestar a pequenas e médias
empresa na região e enfrentam dificuldades de treinar funcionários
para isso.
O Brasil têm relativamente
poucos problemas institucionais em relação a outros da
região. Nesse aspecto, está bem próximo de Chile
e México. Há países na América Central onde
nem existe lei de falências, por exemplo. A queixa principal na
região em relação à questões institucionais
está na ineficiência burocrática, muito mais que
na corrupção, segundo Liliana. O País se destaca
pela tecnologia, sendo o que mais usa internet nos serviços bancários.
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JORNAL O POVO/ FORTALEZA,
01 de abril de 2008
Manifestação
Trabalhadores paralisam Terminal do
Papicu
Cerca de 500 trabalhadores participaram do
ato, que marcou o início das atividades previstas para o Dia
Nacional da Mobilização contra as medidas do Governo
Trabalhadores da construção civil e do setor rodoviário – motoristas
e cobradores de ônibus – realizaram, na manhã desta terça-feira
(1º), paralisação no terminal de ônibus do Papicu.
Cerca de 500 trabalhadores participaram
do ato, que marcou o início das atividades previstas para o Dia
Nacional da Mobilização contra as medidas do Governo.
Segundo Nestor Bezerra, diretor
do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção
Civil da Região Metropolitana de Fortaleza (STICCRMF), a manifestação
teve início às 7h da manhã nas ruas do Cocó.
De lá os trabalhadores seguiram para o terminal, que teve suas
atividades interrompidas até as 8h50.
Conforme informou a administração
do Teminal do Papicu, a manifestação foi pacífica
e o fluxo de ônibus já foi normalizado.
Ainda nesta manhã (1º),
outra manifestação estava prevista para ocorrer, a partir
das 11h, na Praça da Gentilândia com a participação
de trabalhadores municipais.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
01 de março de 2008
Comissão de Anistia inicia caravanas
que vão julgar pedidos de indenização
Agência Brasil
A partir desta semana, a Comissão
de Anistia do Ministério da Justiça vai realizar sessões
para julgar pedidos de indenização de perseguidos políticos
reunidos em grupos específicos. A primeira destas sessões
está prevista para sexta-feira (4/4) no Rio de Janeiro, na sede
da ABI (Associação Brasileira de Imprensa).
Serão julgados pelo menos
15 processos – a comissão ainda não definiu o número
exato – de jornalistas e viúvas de jornalistas vítimas
da repressão política.
Os julgamentos farão parte
das atividades desenvolvidas pelas chamadas Caravanas da Anistia, que
integram um projeto de educação em direitos humanos da
comissão. A proposta é percorrer todos os Estados até 2010,
a fim de difundir o conhecimento histórico e procurar mobilizar
a sociedade para o tema. Está prevista a ida do ministro da Justiça,
Tarso Genro, à abertura do projeto.
Outras duas caravanas estão
previstas para abril, a primeira delas no dia 15 de abril, na Associação
dos Anistiados de São Paulo. O tipo e o número de processos
ainda não foram definidos, mas deverão ser informados 48
horas antes do julgamento, no site da comissão.
Nos dias 25 e 26 de abril, a
caravana estará em São Domingos do Araguaia, no sul do
Pará, onde serão julgados os requerimentos de camponeses
e outros envolvidos nos anos 70 na chamada Guerrilha do Araguaia, movimento
contrário ao regime militar. Também ainda não há definição
sobre o número de processos que serão julgados.
A coordenadora do projeto, Flávia
Carlet, informou que as caravanas deverão permanecer pelo menos
dois dias em cada local: no primeiro dia haverá um seminário
cultural e no segundo, a sessão de julgamento. A proposta, lembrou,
surgiu após sessão realizada durante congresso da UNE (União
Nacional dos Estudantes) no ano passado. “Foram julgados os requerimentos
de Aldo Arantes e Jean Marc van der Weld, ex-presidentes da entidade.
Os estudantes disseram que o espaço tinha sido muito importante
para a formação política e conhecimento da História”.
Calendário
Criada em 2003, a Comissão de Anistia é responsável por
julgar os pedidos de indenização e, com base na Lei nº 10.559,
de 2002, conceder reparação econômica a todos que comprovarem
ter sido perseguidos pelo Estado por razões políticas. Para tanto,
os requerentes têm de comprovar não só a perseguição
política, mas também os prejuízos financeiros ou físicos
que sofreram.
Além das Caravanas da
Anistia, a comissão continuará realizando, em Brasília,
as sessões temáticas para colher documentos e informações
de grupos requerentes de indenização. Diferentemente das
sessões reais das caravanas, nas sessões temáticas
não há julgamento dos processos.
O cronograma das sessões
temáticas prevê a apreciação dos requerimentos
de trabalhadores do mar, a partir do dia 23 de abril; dos policiais rodoviários
federais da Bahia, a partir de maio; de grevistas do Vale do Paraíba,
em maio, e dos funcionários da FNM (Fábrica Nacional de
Motores), em junho.
Em julho, serão atendidos
os servidores do regime jurídico do anistiado político
militar, dos graduados das Forças Armadas e dos bombeiros de Nilópolis.
Em 2007, a comissão
realizou 10 sessões temáticas. Foram ouvidos, entre outros,
ex-trabalhadores do Banco do Brasil, das companhias siderúrgicas
Nacional e Belgo Mineira, da Petrobras, da General Motors, da Cosipa,
do Pólo Petroquímico de Camaçari e dos Correios. “É importante
que a sociedade entenda a comissão de anistia como um instrumento
indispensável de transição democrática
e de resgate da cidadania de todos que lutaram pelo fim do regime repressivo
e autoritário no Brasil”, diz Flávia.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
01/04/2008
Justiça do Trabalho adota modelo único
de gestão de informática
O Conselho Superior da
Justiça do Trabalho aprovou na sexta-feira (28) o Novo Modelo
de Gestão Corporativa da Tecnologia da Informação
e das Comunicações na Justiça do Trabalho. O objetivo é integrar
toda a estrutura da Justiça do Trabalho – o Tribunal Superior
do Trabalho, os 24 Tribunais Regionais e as 1.370 Varas do Trabalho – num único
modelo e aplicar a Tecnologia da Informação e das Comunicações
de forma corporativa.
A adoção do novo
modelo foi proposta pela Comissão de Avaliação de
Projetos de Informática do CSJT, grupo que reúne juízes
e servidores e é responsável pela supervisão das
ações desenvolvidas dentro do projeto orçamentário
de informatização da Justiça do Trabalho (o Sistema
Integrado de Gestão da Informação, ou SIGI). Iniciado
em 2001 por iniciativa do TST, o SIGI ganhou nova dimensão com
a instalação, em 2005, do CSJT, criado pela Emenda Constitucional
nº 45/2004 e com o surgimento do projeto e-JUS, de informatização
de todo o Poder Judiciário Federal.
“É um trabalho de
fôlego, fundamental para que possamos continuar a desenvolver a
unificação tecnológica da Justiça do Trabalho”,
afirma o presidente do CSJT e do TST, ministro Rider Nogueira de Brito.
O ministro lembrou que a falta de familiaridade dos magistrados com as
ferramentas de informática criou algumas dificuldades para o desenvolvimento
dos muitos projetos em andamento. A Comissão de Avaliação
dos Projetos de Informática veio justamente criar uma ponte entre
um corpo técnico altamente qualificado e o “cliente” ou
usuário final, os magistrados, ao reunir juízes com conhecimento
em Tecnologia da Informação e servidores da área
técnica e da área-fim da Justiça do Trabalho, a área
judiciária. “Esse grupo, que une o útil ao agradável,
apresenta agora esse modelo de gestão que é um marco para
a Justiça do Trabalho”, destaca o ministro Rider de Brito. “A
partir de agora nos conduziremos por caminhos previamente traçados,
não continuaremos a improvisar. Trata-se de uma grande realização
do CSJT no sentido daquilo que temos enfatizado, que é a transformação
da Justiça do Trabalho, de um arquipélago, num continente.”
A magnitude, o alcance, a diversidade
e a complexidade do projeto modernizador levaram a CAPI a concluir que
a estrutura da gestão corporativa da informatização
nos moldes anteriores estava defasada e exigia adequações.
Até então, a gestão do SIGI-JT vinha sendo conduzida
de forma descentralizada e cooperativa, procurando atender às
demandas à medida que estas surgiam. “Num curto período
de tempo – entre 2004 e 2008 -, houve necessidade de assimilação
de grande quantidade de informações técnicas e orçamentárias
sem que fosse possível, porém, chegar a uma visão
exata do que ocorria no desenvolvimento das muitas ações
e subprojetos em que se desdobrou o projeto maior”, afirmam os
integrantes da CAPI na proposta apresentada ao CSJT. O modelo aprovado
pelo CSJT partiu da observação atenta dos vários
problemas enfrentados desde a implantação do primeiro projeto
orçamentário estratégico, em 2002. O grande desafio
encontra-se em gerenciar esforços dispersos por diferentes esferas
organizacionais com vistas à consecução dos resultados
almejados, e para alcançá-lo o CSJT usará recursos
humanos de todos os Tribunais e Varas do Trabalho.
No desenvolvimento do modelo,
os integrantes da CAPI basearam-se nas teorias organizacionais, no estudo
de casos e na avaliação de melhores práticas nas áreas
de administração pública e empresarial, gestão
de pessoas, planejamento estratégico, gerenciamento de projetos,
gestão da qualidade, melhoria de processos, governança
corporativa, comunicação institucional e em temas acessórios,
como governo eletrônico, economia, orçamento e finanças,
terceirização, consultoria e planejamento, aspectos legislativos
e normativos. “Espera-se constituir um legado para a continuidade
do processo de modernização tecnológica”,
afirmam os integrantes da Comissão. “Não era mais
possível conduzir a execução do SIGI-JT como um
mero programa de investimentos para a compra de máquinas, montagem
de infra-estrutura, ampliação de redes e renovação
de sistemas de informática. É preciso que cada ação
esteja associada com um avanço institucional. Isto é possível,
e tem sido alcançado em muitos casos”, afirma o juiz Cláudio
Mascarenhas Brandão, do TRT da 5ª Região (BA), presidente
da CAPI.
Gestão em camadas
O Novo Modelo de Gestão
Corporativa da Tecnologia da Informação e das Comunicações
assenta-se em camadas ou níveis hierarquicamente relacionados – análogos
aos clássicos planos estratégico, tático e operacional.
A coordenação política será exercida pela
CAPI (formada por magistrados e assessorada por executivos e técnicos),
que coordenará o processo de modernização tecnológica.
A Assessoria de Tecnologia da
Informação e das Comunicações do CSJT se
incumbirá da gerência técnica, e será responsável
pela intermediação entre os níveis de decisão
e execução, cabendo-lhe, também, propor diretrizes
e padrões relativos ao desenvolvimento dos projetos, à formalização
das ações na esfera administrativa do CSJT e do TST e à comunicação
organizacional.
Os atuais grupos de trabalho
serão substituídos por comitês setoriais, com atribuições
que incluem, além do desenvolvimento dos projetos, a aquisição,
a consolidação e a disseminação de conhecimentos
técnicos para as equipes dos Tribunais e Varas. O modelo se completa
com unidades que se encarregarão da comunicação
institucional, das negociações institucionais, da fiscalização
e do controle.
SIGI-JT, a espinha dorsal da integração
O Modelo Único de Gestão é o
desdobramento necessário da constatação de que o
SIGI, mais do que um reforço orçamentário, constitui
um vigoroso programa de modernização, que engloba diversos
projetos setoriais. A maioria desses projetos visou, até agora, à compra
de equipamentos e programas em grandes quantidades e à assinatura
de grandes contratos de prestação de serviços em
nível nacional, a fim de atender à totalidade dos TRTs
e ao TST e a criar uma base padronizada.
Das várias ações
bem sucedidas, destacam-se a padronização do sistema gerenciador
de bancos de dados, a contratação da Rede Nacional de Comunicação
de Dados da Justiça do Trabalho, em fase de implantação
pela Embratel, e a compra de dispositivos e programas de segurança
da informação. Os parques de equipamentos dos Tribunais
foram também ampliados e atualizados, com a aquisição
de computadores, impressoras, multifuncionais e outros equipamentos.
A Fundação Getúlio Vargas foi contratada para mapear
e aprimorar as rotinas de trabalho das três instâncias, etapa
necessária para o desenvolvimento do sistema corporativo, padronizado
e uniformizado de administração processual (o SUAP, sistema
Unificado de Administração Processual), que está a
cargo do SERPRO.
Além desses avanços,
encontra-se em fase de desenvolvimento um novo sistema de cálculo
judicial unificado, o e-CALC, e, para a área administrativa foi
concebido o SIGA – sistema Integrado de Gestão Administrativa,
cuja descrição funcional básica foi concluída
recentemente. O CSJT trabalha também no desenvolvimento do Portal
Corporativo da Justiça do Trabalho e adquiriu ferramentas de ensino à distância,
destinadas à formação e ao treinamento de magistrados
e servidores. Finalmente, quatro projetos propostos pelos TRTs já foram
concluídos e foram adotados: o e-JUS, o e-DOC, a Carta Precatória
Eletrônica e o Cálculo Rápido.
(Carmem Feijó)
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FOLHA DE LONDRINA, 01 de abril de 2008 | Economia
PIB deve ficar em 5%, projeta CNI
A Confederação Nacional da Indústria manteve sua projeção
para o crescimento da economia brasileira em 5%. Esse patamar de aumento do
Produto Interno Bruto é o mesmo da previsão de dezembro. Por
outro lado, a expectativa em relação ao consumo das famílias
foi elevada. O consumo das famílias deverá crescer 7,5% na nova
projeção, contra 6,2% previstos no levantamento anterior. Para
a confederação, esse crescimento será maior entre as menores
faixas de renda. A previsão para o crescimento do emprego formal caiu
de 9% para 8,4%. Já a expectativa para a inflação foi
mantida em 4,1%. O crescimento da indústria previsto pela CNI é de
5%. (Folhapress)
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O ESTADO DO PARANÁ,
01 de abril de 2008 | Nacional
Câmara dos Deputados gasta R$
9 milhões com mobília
Redação O Estado
do Paraná
Foto: Agência Câmara

Câmara Federal: apartamentos bonitos para acabar com auxílio-moradia
de R$ 3,5 mil por mês.
Segundo levantamento do portal Contas Abertas, a Câmara dos Deputados
gastou R$ 9 milhões com reparos e conservação dos 432
imóveis funcionais em 2007.
Entre as despesas estão
a compra de sofás, fogões, geladeiras, camas, persianas,
espelhos, assinatura de TV a cabo, além de gastos com tratamento
de piscinas (para a residência oficial ocupada pelo presidente
da Casa, Arlindo Chinaglia). Só a mão-de-obra com os serviços
de vigilância, limpeza e portaria dos imóveis consumiu R$
2,9 milhões em 2007.
Os imóveis são
apartamentos oferecidos aos parlamentares para moradia durante o mandato.
Os deputados que optaram por não morar nesses apartamentos recebem
o auxílio-moradia da Câmara no valor de R$ 3,5 mil mensais.
A intenção da mesa diretora da Casa é excluir o
benefício, determinando que os deputados residam nos apartamentos
funcionais ou banquem a moradia com recursos próprios. Para isso,
a Câmara entrega os apartamentos com mobiliário completo
e uma série de mordomias e isenções de gastos, como
fornecimento de gás liquefeito (R$ 154,2 mil pagos pelos serviços
em 2007). Despesas como a compra de refrigeradores duplex frost free
e de lavadoras de roupa somaram R$ 174,3 mil. Já assinaturas de
TV a cabo para as residências oficiais custaram, no ano passado,
R$ 1,7 mil aos cofres públicos. Em outro lote de compras, foram
destinados R$ 43 mil para depuradores de ar, fogões e lavadoras
de roupa.
De acordo com o “Regulamento
Interno para Blocos de Apartamentos pertencentes à Câmara
dos Deputados”, cabe a quem ocupa responsabilizar-se apenas pelas
despesas de consumo de luz, gás e telefone que superam a cota
normal. Há poucos anos, os deputados também deixaram de
pagar mais uma despesa comum para qualquer cidadão: o condomínio
do prédio, rebatizado de taxa de ocupação. O diretor
da Coordenação de Habitação da Câmara,
Carlos Henrique Laranjeiras, afirma que a mesa diretora suspendeu a cobrança
da taxa de ocupação “devido à precariedade
dos apartamentos”. Ele explica que a cobrança “atrapalharia
a ocupação, que é interessante para a Câmara,
para economizar o auxílio-moradia”. O esforço maior
da Câmara para atrair ocupantes será a reforma estrutural
dos apartamentos, ao custo unitário de R$ 307 mil.
Reforma
A reforma de 96 apartamentos
funcionais dos parlamentares, orçada a princípio em R$
29 milhões, tem causado polêmica. Alguns parlamentares defendem
a venda desses apartamentos, já que a reforma sairá muito
cara. Entre as mudanças previstas, está a instalação
de banheiras de hidromassagem, no valor de R$ 3,7 mil cada uma, e a compra
de assentos removíveis para box sanitário, cada um por
R$ 3 mil. Depois da manutenção, os apartamentos que hoje
são avaliados em R$ 700 mil passarão a custar R$ 1,2 milhão.
Um estudo feito pela Coordenação
de Habitação da Câmara, entretanto, apontou a reforma
como a melhor solução para os apartamentos. Para reformar
todos os imóveis, seria feito um investimento de R$ 173 milhões,
amortizáveis em 20 anos com o fim do pagamento de auxílio-moradia.
São gastos R$ 10,6 milhões por ano com os 295 deputados
que recebem o benefício atualmente. Espera-se também
economizar com a manutenção.
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Agência Diap, 1 de
Abril de 2008
VOTO SEGURO
TSE vai usar identificação
digital nas eleições deste ano
Nas eleições deste
ano, o Tribunal Superior Eleitoral vai utilizar uma nova tecnologia para
tornar a segurança do voto ainda maior. Trata-se de Urnas Biométricas,
que processarão o voto a partir da identificação
da foto e da impressão digital do eleitor.
Desde o dia 3 de março
até hoje, 1º de abril, a expectativa do TSE é de quase
50 mil eleitores fossem cadastrados pelo novo sistema que deve se tornar
um dos mais avançados e precisos bancos de dados do planeta. Por
meio desse sistema, o País terá não só a
votação mais informatizada como também a mais segura,
já que não haverá dúvidas quanto à identidade
de cada eleitor.
A urna eletrônica com leitor
biométrico será testada em três municípios,
sendo um da Região Norte, outro do Centro-Oeste e, o último,
da Região Sul.
Uma digital,
um voto
Para se ter uma idéia do grau de segurança que será alcançado,
basta lembrar que uma única digital pode ser utilizada para identificar
uma pessoa. O novo sistema vai registrar as imagens de todos os dedos das mãos.
Além disso, cada eleitor
será fotografado por meio digital. A confirmação
da identidade do eleitor é automática, com a simples leitura
de sua impressão digital. Será o próprio eleitor
que liberará a urna para votação.
Fotos
vão auxiliar na identificação
Caso o mesário tenha dúvidas com relação ao eleitor,
ou a sua digital não for reconhecida pelo sistema biométrico,
o mesário terá, à sua disposição, uma folha
com as fotos de todos os eleitores daquela seção, a qual poderá recorrer
para confirmação.
O objetivo desse cadastramento
biométrico é excluir a possibilidade de uma pessoa votar
por outra, tornando praticamente impossível a fraude ao procedimento
de votação.
A expectativa é a
de que, em dez anos, todos os estados do País tenham urnas com
leitores biométricos. Assim, a Justiça Eleitoral brasileira
dá mais um grande passo rumo à consolidação
dos direitos do cidadão e leva o Brasil à vanguarda tecnológica
dos processos eleitorais em todo o mundo. (Alysson
Alves, com TSE)
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Agência
Diap, 1 de Abril de 2008
LIXO ELETRÔNICO
TSE alerta: estão circulando e-mails
falsos, comunicando o cancelamento de títulos de eleitor
O Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) alerta que estão circulando e-mails em nome
do Tribunal comunicando o cancelamento de títulos eleitorais
e solicitando a atualização de dados cadastrais para
a Justiça Eleitoral.
O TSE informa que não
envia e-mails a eleitores, nem autoriza nenhuma outra instituição
a fazê-lo em seu nome. Mensagens desta natureza devem ser
apagadas, pois podem conter vírus de computador.
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NCST, 1 de Abril de 2008
DEM pede a cassação de
Lula por propaganda eleitoral
O DEM pediu a cassação do presidente da República, Luiz
Inácio Lula da Silva, por fazer propaganda eleitoral antecipada. Segundo
o DEM, durante discursos feitos pelo Brasil sobre o programa Territórios
da Cidadania, Lula se auto-promoveu. O partido ajuizou Ação de
Investigação Judicial no Tribunal Superior Eleitoral contra Lula.
Pede também que seja declarada a inelegibilidade do presidente por três
anos e a aplicação de multa no valor máximo de 50 mil
Ufirs (R$ 53 mil).
O lançamento de programas sociais pelo governo em ano eleitoral já foi
motivo de polêmicas com o presidente Lula acusando o presidente do TSE,
Marco Aurélio, de interferência em assuntos do poder executivo. “Seria
tão bom se o Poder Judiciário metesse o nariz apenas nas coisas
dele, o Legislativo apenas nas coisas dele, e o Executivo nas coisas dele”,
disse o presidente se referindo a declarações atribuídas
ao ministro pela Folha de S. Paulo, segundo as quais o programa teria caráter
eleitoral porque lançado a poucos meses das eleições municipais.
Também por causa de tal declaração, o PT entrou com uma
representação contra Marco Aurélio no Conselho Nacional
de Justiça.
O DEM quer que o TSE proíba até o dia 26 de outubro deste ano,
data do segundo turno das eleições municipais, a promoção
de eventos fora de Brasília sobre o lançamento de programas de
gestão federal e de gestão compartilhada entre o governo federal
e os governos estaduais e municipais. O partido pede que o TSE proíba
a utilização de qualquer evento oficial para a propagação
de elogios ou críticas a partidos e personalidades políticas.
O DEM argumenta que a mídia nacional publicou que o presidente da República
fez, no dia 28 de fevereiro deste ano, “um verdadeiro comício
eleitoral, montado com dinheiro público, ao lado de aliados políticos,
como a atual prefeita de Fortaleza”.
O partido sustenta que o governo tem utilizado os programas sociais com fins
eleitorais. “A utilização desses programas para fins eleitorais é tão
evidente que o investigado já o atribui a maternidade, como também
já se refere ao pleito de 2010, posto que proclama que fará o
sucessor.”
O DEM salienta que a edição do decreto que criou o programa Territórios
da Cidadania “é ato de flagrante ilegalidade”, tendo em
vista o parágrafo 10, do artigo 73, da Lei 9.504/97 (Lei das Eleições).
Esse dispositivo diz: “no ano em que se realizar eleição,
fica proibida a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios
por parte da administração pública, exceto nos casos de
calamidade pública, de estado de emergência ou de programas sociais
autorizados em lei e já em execução orçamentária
no exercício anterior, casos em que o Ministério Público
poderá promover o acompanhamento de sua execução financeira
e administrativa”.
Revista Consultor Jurídico
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Diário Vermelho, 1
de Abril de 2008
''Enquanto a oposição
xinga, nós trabalhamos'', diz Lula
Em visita à Baixada Fluminense,
no Rio de Janeiro, para marcar o início das obras do PAC (Programa
de Aceleração do Crescimento) na região, o presidente
Lula voltou a atacar a oposição. Observado pelo governador
do Rio, Sérgio Cabral, que já havia discursado, Lula acusou
os oposicionistas de “irresponsabilidade”, em referência às
críticas que tem recebido ao suposto caráter eleitoral
do lançamento das obras do programa – em que a ministra
Dilma Rousseff (Casa Civil), batizada como “mãe do PAC” pelo
presidente, sempre registra presença.
O presidente Lula voltou a criticar
a oposição, afirmando que eles gostariam que ele e o governador
do Rio, Sérgio Cabral, não estivessem na cerimônia
lançando obras, mas sim quietos em seus gabinetes. "Sei que
tem algumas pessoas que são nossos opositores, que não
gostam que eu esteja aqui. Enquanto a oposição grita e
xinga, a gente trabalha, enquanto eles gritam e xingam, nós trabalhamos
e vamos ver quem é que produz mais resultados para o povo brasileiro.
E eu acho que nós vamos produzir mais resultados".
''A irresponsabilidade de alguns governos quase permitiu que o Rio de Janeiro
fosse destruído'', acusou o presidente. Ainda em referência ao
Rio, Lula disse que a imprensa insiste em noticiar o que há de pior
no estado, de forma a passar a imagem de que só existem pessoas “ruins” por
lá – quando “a grande maioria das pessoas é boa”.
Em palanque montado na
cidade de Duque de Caxias, Lula exaltou o apoio do vice-governador
do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, chamando-o de “pai
do PAC” no estado. Ao lado da ministra Dilma, Lula elogiou: “Quero
dizer que esses dois companheiros aqui são os dois responsáveis
para que as coisas funcionem bem”, discursou o presidente, atribuindo
a Pezão a função de “gerente” e “pai” do
PAC no Rio de Janeiro. As qualificações foram igualmente
atribuídas a Dilma.
O presidente afirmou ainda que o estado, pela primeira vez, está entrando
onde apenas os bandidos entravam. Lula citou como exemplo as Favelas da Rocinha,
de Manguinhos e do Pavão-Pavãozinho, onde já foram assinados
termos para início de obras do PAC na cidade.
Como tem feito em todas as atividades abertas das quais tem participado, o
discurso de Lula se voltou às classes menos favorecidas da população. "O
que nós queremos é melhorar a rua, tentar a acabar com a favela
nesse país, construindo casa descente para as pessoas morarem. Queremos
levar para os locais mais pobres hospital, escola", afirmou o presidente,
no que foi respondido com aplausos acalorados.
Lula citou a dificuldade para que os recursos anunciados sejam convertidos
logo em obras por causa de entraves burocráticos. "Esse dinheiro
existe, tem a decisão política de fazer, então não
há nenhuma razão para que essas obras não aconteçam",
disse. “Nós sabemos das necessidades da Baixada Fluminense. A
vontade do Cabral existe, a minha vontade existe, a vontade da Dilma existe.
O dinheiro está depositado e disponível, agora é a vez
dos companheiros e companheiras da Baixada Fluminense”, concluiu Lula.
Na cerimônia também foram assinados termos de doação
de telecentros a municípios do estado.
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Folha de São Paulo, 1 de Abril de 2008
É preciso evitar "retrocesso" em
2010, diz Lula
DA SUCURSAL DO RIO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avisou ontem às cerca
de mil pessoas que o ouviam em discurso em Duque de Caxias (RJ) que deixará o
governo em 2011, numa referência indireta à eleição
de seu sucessor no ano anterior, e que é "importante" evitar
a volta do que chamou de "retrocesso".
" Esse país está nascendo, gente. Esse país ainda leva
alguns anos. Eu termino meu mandato agora em 2011, dia 1º. O que é importante
saber é que nós precisamos daqui para a frente organizar a sociedade
para não permitir que esse país tenha o retrocesso", discursou.
A seguir, para exemplificar o "retrocesso", o presidente falou da
recusa do Senado em prorrogar a CPMF, no ano passado.
" Vocês estão lembrados. A gente queria colocar R$ 40 bilhões
a mais na saúde. Eles derrotaram a CPMF, derrotaram para a gente não
ter R$ 40 bilhões a mais", disse ele.
Para uma platéia de baixa renda, levada ao local por políticos
da Baixada em ônibus, vans e Kombis, Lula enalteceu sua administração,
que teve que "consertar esse país".
" Hoje estamos começando a mudar essa história. Em primeiro
lugar é importante vocês saberem: nós primeiro tivemos que
consertar esse país. Todo mundo sabe como estava o Brasil quando nós
tomamos posse em 2003. Então, nós precisamos arrumar a casa",
afirmou.
Na solenidade que marcou o início das obras do PAC, orçadas no
Estado do Rio em R$ 691 milhões, Lula esteve acompanhado da ministra
da Casa Civil, Dilma Rousseff, do ministro das Cidades, Márcio Fortes,
do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), de prefeitos, deputados, vereadores
e do senador Marcelo Crivella (PRB), pré-candidato à Prefeitura
do Rio.
Ao fim do discurso, Lula chamou Crivella pelo nome: "Sei que tem algumas
pessoas, Crivella, que são nossos opositores, que não gostam
que eu esteja aqui... Quando a oposição grita e xinga, a gente
trabalha. E vamos ver quem é que produz mais resultado para o povo brasileiro".
Para ele, o PAC "é a primeira vez" em que o Estado entra nos "lugares
onde até então só bandidos entravam para chantagear a
sociedade, às vezes cobrar até pedágio".
No discurso de inauguração das obras de terraplanagem do Comperj
(Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), em Itaboraí (RJ),
Lula disse que o país vive um "momento mágico" na economia
e comparou a atual expansão ao "milagre econômico" dos
anos 70, mas agora com liberdade política: "Naquele tempo a gente
tinha crescimento econômico extraordinário, mas a gente tinha
um regime político muito duro. Era um tempo que na política havia
várias restrições. Hoje estamos num momento bom para a
economia e num momento político de liberdade total, como jamais tivemos
neste país".
Lula destacou que, caso tivesse no primeiro mandato o relacionamento que mantém
hoje com Cabral, o Estado poderia estar mais adiantado.
Segundo ele, o Rio deve se tornar "um grande Estado industrial" com
o Comperj e a Companhia Siderúrgica do Atlântico. (JL
e ST)
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Gazeta do Povo, 1 de Abril
de 2008
Poupança
Trocadinhos para um grande futuro
Investimento não é só para
milionário. Quem consegue guardar pouco dinheiro por mês
tem ao seu alcance intrumentos para iniciar um bom pé-de-meia
Com quanto dinheiro se faz um investidor? Há quem pense que este sortudo
personagem é um arquimilionário que vive só da renda das
suas aplicações. Mas não é bem assim. Quem tem
o orçamento apertado e conta com uma pequena sobra no fim do mês
pode, sim, começar uma bem-sucedida aplicação, desde que
tenha determinação. Para especialistas, o que mais conta não é o
valor a ser investido, e sim a disciplina na hora de poupar. Depois disso,
a regra é uma só, e vale para todos: de grão em grão,
a galinha sempre enche o papo.
“ Esse pequeno valor era o que chamávamos de pecúlio. E cada
um pode fazer o seu. Coloca R$ 50 ou R$ 100 ao mês na caderneta de poupança.
Quando tiver um valor um pouco maior, de R$ 500 ou R$ 1 mil, você pode
fazer uma outra opção, como um fundo de investimento em ações,
e por aí vai”, orienta o economista Luis Carlos Ewald, autor do
livro Sobrou dinheiro! Lições de economia doméstica.
Mas, para começar a aplicação, o “investidor formiguinha” não
tem lá muitas opções. É preciso esquecer que existem
Bolsa e fundos DI. “O melhor para começar é a caderneta
de poupança”, dizem os especialistas Rafael Pascoarelli e Mauro
Halfeld. Ela é a porta de entrada para o mundo do investimento, e manter
uma conta-poupança não custa nada. “Só não
pode cair no conto do gerente de banco, que quer vender outros produtos, como
título de capitalização. Isso não é produto
de investimento”, alerta Pascoarelli, professor da Universidade de São
Paulo (USP) e autor do livro Como comprar mais gastanto menos, entre outros
títulos.
A historiadora Paula Chagas já confirmou que o investimento vale a pena.
Durante dois anos do curso de graduação ela recebeu bolsa de
R$ 300, e aplicava R$ 100 todos os meses, logo que o dinheiro era depositado
em sua conta. Fez alguns saques para custear viagens durante a faculdade, mas
ao final poupou o suficiente para, com uma “ajudinha do pai”, fazer
uma viagem internacional às ruínas de Machu Picchu, no Peru.
Para quem quer continuar poupando, há outras opções depois
que o pé-de-meia chegar a R$ 500 ou R$ 1 mil, como o Tesouro Direto.
Com aportes a partir de R$ 200 é possível comprar uma fração
de um título do governo, entre três disponíveis: a Letra
do Tesouro Nacional (LTN), a Letra Financeira do Tesouro (LFT) e a Nota do
Tesouro Nacional (NTN).
Esse tipo de investimento oferece rendimento superior à caderneta de
poupança, mas ainda assim ter uma tarifa muito baixa se comparada ao
investimento em fundos DI, por exemplo. “Em alguns casos o governo paga
100% da taxa Selic [hoje em 11,25% ao ano]. Imagine você entrar num banco
com R$ 200 e negociar com o gerente o pagamento de 100% do CDI sobre esse dinheiro.
Nem com R$ 1 milhão você consegue isso”, diz Gustavo Deodato,
diretor comercial da Petra Corretora. Outra vantagem é a liquidez semanal
garantida pelo governo – é possível vender os títulos
comprados toda quarta-feira, e na quinta o dinheiro está na conta.
O importante nesta modalidade de investimento é ficar de olho na taxa
de administração cobrada pelo banco ou corretora. E mais: para
operar Tesouro Direto, é preciso ter conta corrente, que muitas vezes
também tem taxa de manutenção. “A tarifa do banco
pode acabar “matando” o rendimento com Tesouro Direto”, alerta
professor Rafael Pascoarelli. A taxa, chamada de corretagem, cobrada por grandes
bancos privados costuma ser muito alta, e corretoras e bancos públicos,
como a Caixa Econômica Federal, são melhores opções.
Algumas inclusive não cobram manutenção de conta corrente,
caso da curitibana Petra Corretora.
Aprenda a não gastar
Determinação é palavra de ordem para quem deseja começar
um investimento. Quem tem pouco dinheiro no fim do mês muitas vezes não
se enxerga como um investidor, e acaba gastando aquela sobra em coisas de menor
importância. Por isso, uma das dicas é separar o dinheiro a ser
guardado antes mesmo de começar a gastar. “Sempre que caía
na conta, antes mesmo de mexer no dinheiro, eu já transferia para a
poupança”, conta a mestranda Paula Chagas.
Ter disciplina não significa que você vá colocar somente
o valor a que se propôs. O economista Luis Carlos Ewald lembra que períodos
como férias e o fim do ano, com o pagamento do 13.º salário,
devem ser aproveitados para “engordar” o cofrinho.
E algumas dicas simples podem ajudar você a tomar aquela decisão
difícil de resistir aos apelos da vitrine do shopping ou da sorveteria
no dia de calor. Tirar cartões de crédito da carteira, e só usá-los
quando programado, é uma delas. Outra opção é colocar,
no mesmo local onde você guarda o dinheiro na carteira, uma foto daquilo
que você sonha em comprar com o dinheiro guardado – pode ser uma
geladeira, um carro e até uma casa.
Mas se você não resiste às tentações, acostume-se
a deixar a carteira em casa. “Outro dia saí para fazer meu cooper
depois do trabalho, mas esqueci minha carteira em casa. No fim das contas,
deixei de comprar um pastel, um pão de queijo e de tomar um mate. Economizei
uns R$ 15 só porque não tinha dinheiro no bolso. E teria gasto
com coisas que não me fizeram falta”, exemplifica o economista.
(FL)

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Gazeta do Povo, 1 de Abril de 2008
Política econômica
EUA propõem maior reforma
desde a Grande Depressão
Pelo plano, Fed seria um “superxerife” do
sistema financeiro norte-americano, investigando bancos, seguradoras
e fundos de investimento de risco
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, anunciou
ontem um plano que, se aprovado, fará com que o marco regulatório
do sistema financeiro do país, que data de 1929, sofra uma reviravolta
profunda. A reforma foi pensada para atenuar crises futuras como a sofrida
agora pelos mercados. A proposta mais chamativa é a que transforma o
Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) em uma espécie
de “superxerife”, com poder para investigar contas de bancos de
investimento, companhias de seguros, fundos de risco e qualquer outra entidade
que ameace a estabilidade do sistema financeiro. “O Fed teria autoridade
para examinar minuciosamente o sistema e pesquisar profundamente tudo o que
fosse necessário”, disse Paulson.
De fato, o Fed já começou a se movimentar nessa direção.
Como resposta à crise atual, começou a emprestar diretamente
a fundos de investimento e coordenou a aquisição do Bear Stearns, à beira
da falência, pelo banco JP Morgan Chase.
A centralização da vigilância financeira é o princípio
básico do plano que Paulson expôs em um extenso discurso ontem. “Grande
parte de nosso sistema regulador atual foi criado após a Grande Depressão
[de 1929] e foi desenvolvido como reação, criando entidades reguladoras
em resposta a inovações ou problemas dos mercados”, apontou
o secretário.
A proposta atual também veio motivada por uma crise, que se iniciou
no setor imobiliário e provocou enormes perdas em instituições
financeiras (veja box nesta página), além de um colapso no mercado
de títulos vinculados a hipotecas e de uma restrição geral
no crédito.
O plano pretende eliminar ou fundir uma série de agências reguladoras
que possuem o mesmo fim. Assim, elas ficariam sob a direção de
somente três entidades. O Fed acompanharia a estabilidade dos mercados,
enquanto dois organismos novos se ocupariam, respectivamente, da saúde
financeira dos bancos e da proteção a consumidores e investidores.
Paulson propôs também estabelecer uma comissão federal
que supervisione o mercado hipotecário, que hoje é pouco regulado.
Entretanto, os críticos questionam o alcance real deste anúncio
espetacular. Em primeiro lugar, as reformas planejadas não serão
aplicadas antes do fim da crise financeira. Além disso, a idéia
não impedirá especificamente um retorno de novas turbulências.
O projeto começou a ser elaborado em março de 2007, ou seja,
antes do início dos tremores financeiros – num período
em que as empresas se queixavam sobretudo do peso da regulamentação.
Por fim, o sucesso da proposta dependerá muito de quem irá suceder
Paulson no cargo, em janeiro de 2009.
Contágio
A crise do subprime surgiu no setor imobiliário americano, contaminou
as bolsas de todo o mundo e já afeta a economia “real”.
Julho de 2007 – A preocupação
com o calote nos imóveis afeta as bolsas com força
pela 1ª vez.
Agosto de 2007 – O banco francês BNP
Paribas congela resgates em fundos atrelados ao crédito subprime.
O banco central dos EUA (Fed) e os europeus “despejam” dinheiro
no sistema financeiro.
Setembro de 2007 – O Fed surpreende e reduz os juros dos EUA
pela 1ª vez após a crise.
Janeiro de 2008 – O Citi, maior banco norte-americano,
anuncia seu primeiro prejuízo trimestral. O governo dos EUA
anuncia um pacote de US$ 150 bilhões para impulsionar o consumo.
Março de 2008 – O Fed e bancos centrais
europeus injetam centenas de bilhões de dólares nos
mercados de crédito. Abalado pelas perdas, o Bear Sterns,
quinto maior banco dos EUA, vai à falência.
|
O
ESTADO DO PARANÁ, 01 de abril de 2008 | Nacional
Deputados prevêem fim do imposto
sindical

Aníbal e Paulinho dizem que será aprovada contribuição
negocial
Guilherme Scarance
Mantido pelo Congresso,
mas questionado no Supremo Tribunal Federal (STF), o imposto sindical,
obrigatório, acabará em 2008. Essa é a previsão
dos deputados Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força
(PDT-SP), e José Aníbal (SP), líder do PSDB
na Câmara.
Assista
o debate no site
Ambos apostam que, em conjunto
com o governo, será enviado em três meses - e votado
com urgência - um projeto de lei para instituir uma contribuição,
negociada. Em debate na TV Estadão, os dois parlamentares
discutiram fiscalização de sindicatos, corrupção
e outros temas. Abaixo, os principais trechos:
IMPOSTO OBRIGATÓRIO
Paulinho: Fiquei
a favor de manter neste momento por causa da discussão que
queremos fazer. Decidimos fazer a reforma por partes. Estamos trabalhando
numa nova contribuição, em acordo com o governo.
Acaba com essas todas e cria uma de negociação coletiva.
Aníbal: Sempre
houve idéia de que o imposto se tornasse contribuição,
que não é compulsória. Estabelecem-se as regras
e quem estiver de acordo contribui. Fui daqueles que defenderam
essa mudança já. Mas a Câmara decidiu manter
tudo como está, com compromisso de a mudança ser
enviada logo pelo governo. Agora, nessa lei que aprovamos, que
institui as centrais, o que há de novo é a necessidade
de prestação de contas, tanto pelo movimento sindical
dos trabalhadores como patronal, ao Tribunal de Contas da União
(TCU).
FISCALIZAÇÃO
Paulinho: A
emenda aprovada na Câmara (junto com o projeto que regulariza
as centrais sindicais) só fiscalizava sindicatos dos trabalhadores.
Fomos no Senado e dissemos: “Vem cá, só tem
bandido do nosso lado? Só tem bandido do lado de cá?” Agora
vai fiscalizar dos dois lados. Se acham que tem bandido do lado
dos trabalhadores, deve ter do lado dos empresários também.
Aníbal: A
fiscalização deve ter sentido, primeiramente, de
ver se o recurso está sendo bem aplicado. Aí há uma
mudança. Mudou o mundo, tem de mudar essa lei também,
mudar a CLT. Há uma necessidade urgente de que aconteça
essa mudança. Um aspecto que preocupa muito na atividade
sindical, por exemplo, é a perenização dos
dirigentes. Há confederação que o dirigente
está lá há 30 anos, 40 anos. Até mais.
Tem de haver um mecanismo de rodízio, mudança, arejamento.
CRÍTICAS DA OAB
Paulinho: A
OAB também poderia abrir mão da mensalidade exclusiva
dela, porque é obrigatória. Alguém vira advogado
sem pagar mensalidade à OAB? Eles querem falar do nosso,
vamos falar do deles também. Agora, vai ser regra para todo
mundo? Vamos começar: a partir de agora ninguém precisa
pagar mensalidade da OAB.
Aníbal: Por
isso a importância da contribuição sindical
negocial, que está vinculada à prestação
de um serviço. A maior expectativa do trabalhador é o
salário, uma boa negociação, conseguir bons
resultados.
CORRUPÇÃO
Paulinho: Acho
que tem gente que se beneficia nos sindicatos de trabalhadores
e nos de empresários. Como resolver isso? Com pequenas reformas,
mudanças como a contribuição que queremos
aprovar.
Aníbal: Só um
processo eleitoral às vezes não resolve. Veja o caso
da Assembléia Legislativa do Espírito Santo. Enquanto
não teve uma ação da polícia, não
conseguiu desenrolar aquele novelo.
MUDANÇA PASSA?
Paulinho: Isso é compromisso
que temos com o governo. A proposta não é nem nossa.
Se eu fizer um projeto de contribuição, posso fazer
agora, demora pelo menos dois mandatos para aprovar. Estamos falando
de ter apoio do governo porque ele pode fazer com urgência
constitucional: 45 dias na Câmara e 45 no Senado. Em 100
dias resolveríamos o problema.
Aníbal: Nós
recuamos de nossa posição, tudo bem, deixa como
está, sob condição de que haverá um
projeto que estabelece essa nova forma de contribuição.
O Congresso, aí sim, pode aprimorar, emendar, melhorar.
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Agência Senado, 1 de Abril de 2008
CPI vota nesta terça-feira
quebras de sigilos de dirigentes de organizações
não-governamentais

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Organizações
Não-Governamentais (ONGs) remarcou para esta terça-feira (1º),
a partir das 14h, reunião destinada à votação de
requerimentos que foi cancelada na última quarta-feira (26). Entre as
matérias em pauta, constam pedidos de convocação de autoridades
para prestar depoimentos e transferência de sigilos de várias
ONGs, além da solicitação de documentos a vários órgãos
do governo, como o Tribunal de Contas da União (TCU), a Polícia
Federal e a Receita Federal.
No último dia 25, a CPI colheu o depoimento do presidente afastado do
Conselho Superior da Fundação de Empreendimentos Científicos
e Tecnológicos (Finatec), vinculada à Universidade de Brasília
(UnB), Antônio Manoel Dias Henriques. Ele prestou esclarecimentos sobre
as denúncias de uso de recursos públicos da Finatec, no total
de R$ 470 mil, para mobiliar luxuosamente o apartamento funcional ocupado pelo
reitor da UnB, Timothy Mulholland. No depoimento, ele negou que tenha sido
o responsável pela liberação dos recursos e defendeu ainda
a necessidade de existência dessas instituições de apoio às
universidades.
No dia 4 de março, o promotor de Justiça do Ministério
Público do Distrito Federal de Territórios (MPDFT) Gladaniel
Palmeira de Carvalho afirmou que não via sentido na existência
dessas fundações de apoio.
Em seus respectivos depoimentos, ambos discordaram também sobre a aprovação
das contas da Finatec. Segundo Antônio Manoel,o Ministério Público
aprovoutodas as contas da fundação entre 1992 (quando foi criada)
e 1998, mas a partir de 1999 não houve resposta com relação
aos balanços enviados.
Já Gladaniel enfatizou aos membros da CPI que não houve omissão
por parte do Ministério Público, que simplesmente não
aprovou as contas a partir de 1999 devido a irregularidades encontradas na
fundação.
Diante desse impasse a respeito da aprovação ou não das
contas da Finatec, o presidente da CPI, senador Raimundo Colombo (DEM-SC),
afirmou que vai fazer uma acareação entre Antônio Manoel
e o procurador do MPDFT com o objetivo de esclarecer as dúvidas existentes
nos dois depoimentos.
Objetivos
Criada para apurar a liberação, pelo governo federal, de recursos
públicos para organizações não-governamentais (ONGs)
e organizações da sociedade civil de interesse público
(Oscips), a CPI também tem por objetivo investigar a utilização,
por essas entidades, desses recursos e de outros por elas recebidos do exterior,
a partir do ano de 1999 até a data de 8 de novembro de 2007.
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FOLHA DE LONDRINA, 01 de abril de 2008 | Economia
Previdência lança sistema
on-line
São Paulo- A Ouvidoria Geral da Previdência Social inaugurou ontem
o SOU-WEB, um sistema on-line para solucionar reclamações. O
usuário poderá fazer o registro pela internet das sugestões,
denúncias, reclamações ou elogios. De acordo com o ouvidor
Paulo Marcello Marques, o SOU-WEB vai diminuir o tempo de resposta, que varia
de acordo com o tipo da demanda. Ele lembra que as denúncias são
analisadas e encaminhadas aos setores devidos de forma segura e sigilosa. Haverá economia
de papel, pois todas as informações serão digitalizadas.
Marques acrescentou que o sistema permite a tramitação mais rápida
entre a Ouvidoria e os setores que solucionam os casos. (Agência Estado)
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CONSULTOR JURÍDICO,
01 de abril de 2008
Pressão sindical
Trabalhadores têm um aliado na
Presidência da República
por Antônio Augusto de Queiroz
Parece fora de qualquer dúvida
que o Governo do presidente Lula, comparativamente com gestões
anteriores, vem mantendo uma relação mais respeitosa e
mais ativa com o movimento sindical, particularmente com as centrais
sindicais. O número de iniciativas governamentais por pressão
sindical, assim como a participação da representação
laboral nos órgãos colegiados onde seus interesses são
objeto de análise, é ilustrativo do que se afirma.
Nestes primeiros cinco anos de
mandato, pode-se mencionar 10 gestos do Governo para com o movimento
sindical: I) retirada do Congresso do projeto de flexibilização
da CLT; II) veto à Emenda 3 da Super Receita; III) aumento real
do salário mínimo; IV) correção da tabela
do imposto de renda; v) MP do comércio aos domingos; VI) projeto
de reconhecimento das centrais sindicais; VII) envio ao Congresso das
convenções 151 e 158 da OIT; VIII) decreto de participação
sindical no Sistema “S”; IX) realização de
concursos e reajuste salarial dos servidores; e X) compromisso de participação
da representação dos trabalhadores nos conselhos das empresas
estatais.
Esse elenco de iniciativas e
compromissos governamentais, entretanto, não transforma o Governo
Lula na “república sindicalista”, como costuma acusar
os setores retrógados da sociedade. Se compararmos as bondades
para com os salariados e as vantagens e garantias asseguradas ao setor
empresarial, além de crédito subsidiado no BNDES e incentivos
e renúncias fiscais, é capaz de os empresários terem
levado mais. Só como ilustração o Governo apoiou
a Lei de Falência e a Lei Geral da Pequena e Microempresas, editou
a MP do Bem, desonerou as exportações, entre outras medidas
relevantes.
E, para usar um jargão
do presidente, “nunca na história deste país” as
empresas e os bancos lucraram tanto. É justo que os trabalhadores,
que sempre pagaram a conta, aproveitem o bom momento da economia e
a presença de um aliado na Presidência da República
para recuperar perdas acumuladas, além de avançar em
novas conquistas, entre elas a redução da jornada de
trabalho, sem redução de salário.
Antônio Augusto de Queiroz: é jornalista,
analista político e Diretor de Documentação do
Diap - Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
01 de abril de 2008
Dispensa do dirigente sindical que
cometeu falta grave
Aparecida Tokumi Hashimoto
O poder disciplinar do empregador
o autoriza a aplicar punição ao empregado que comete uma
falta, seja advertindo-o verbalmente ou por escrito, seja suspendendo-o
do serviço ou, na pior das hipóteses, despedindo-o por
justa causa.
Entretanto, esse poder não é ilimitado,
pois deve obedecer ao princípio da proporcionalidade entre o ato
faltoso e sua punição, sob pena de a punição
poder ser cancelada em reclamação trabalhista movida pelo
empregado. Assim, as penas menos severas devem ser aplicadas às
infrações contratuais mais leves, devendo a dispensa por
justa causa ser reservada para as mais graves.
Contudo, se uma falta grave o
suficiente para justificar a dispensa do empregado por justa causa é punida
com uma sanção disciplinar menos severa, como a advertência,
esgota-se aí o poder de o empregador punir o empregado. É vedada
a aplicação de dupla punição para um mesmo
ato faltoso, face ao princípio de non bis in idem.
Os atos faltosos que justificam
a dispensa por justa causa são aqueles enumerados no artigo 482,
da Consolidação das Leis do Trabalho e em outros artigos.
Todavia, em se tratando de empregado estável, estes devem constituir
séria violação dos deveres e obrigações
do empregado para que possam se enquadrar no conceito de falta grave,
consoante artigo 493, da CLT: “Constitui falta grave a prática
de qualquer dos fatos a que se refere o artigo 482, quando por sua repetição
ou natureza representem séria violação dos deveres
e obrigações do empregado”.
Segundo Domingos Sávio
Zainaghi, o termo “falta grave” utilizado no artigo 493,
da CLT, indica que o ato faltoso praticado pelo empregado estável
deve ser de gravidade o bastante para quebrar o elemento fidúcia
que deve existir nos contratos de trabalho:
“O termo ‘falta grave’,
utilizado pelo artigo 493 da CLT, quer distinguir os atos previstos no
artigo 482 da mesma CLT, praticados pelo empregado estável. Enquanto
a prática uma única vez de determinados atos pelo empregado
que não goza de estabilidade pode permitir o fim do contrato de
trabalho por justa causa, para o empregado estável há a
exigência da repetição desse ato.
Por outro lado, poderá um único
ato praticado pelo empregado estável autorizar a despedida sem ônus.
Basta que este ato seja revestido de gravidade o bastante para quebrar
o elemento fiduciário que deve existir nos contratos de trabalho.
Exemplifica-se: se um empregado estável furta um bem do empregador,
esta atitude, por si só, já caracteriza a falta grave.
Por outro lado, se o mesmo empregado comete um ato de desídia,
para a configuração da falta grave, deverá existir
a reiteração do referido ato.
O próprio artigo 493 da
CLT permite esta conclusão, pois diz que “constitui falta
grave a prática dos atos referidos no artigo 482 quando, por sua
repetição ou natureza, representa séria violação
dos deveres e obrigações do empregado”.
Isso significa que alguns atos
faltosos podem ser suficientes para justificar a dispensa por justa causa
de um empregado comum, mas não de um portador de estabilidade
no emprego.
Quanto à dispensa por
justa causa, do dirigente sindical, deve ser precedida por ação
de inquérito para apuração de falta grave, conforme
dispõe o artigo 543, § 3º, da Consolidação
das Leis do Trabalho:
“§ 3º - Fica
vedada a dispensa do empregado sindicalizado ou associado, a partir do
momento do registro de sua candidatura a cargo de direção
ou representação de entidade sindical ou de associação
profissional, até um ano após o final do seu mandato, caso
seja eleito, inclusive como suplente, salvo se cometer falta grave devidamente
apurada nos termos desta Consolidação.”
Isso quer dizer que o empregado
dirigente sindical, detentor de estabilidade no emprego, só poderá ser
dispensado por justa causa mediante apuração prévia
de falta grave em inquérito judicial. Esse entendimento já é pacífico
na Justiça do Trabalho, conforme se vê da Súmula
379 do Tribunal Superior do Trabalho: “O dirigente sindical somente
poderá ser dispensado por falta grave mediante a apuração
em inquérito judicial, inteligência dos artigos 494 e 543, § 3º,
da CLT”.
Se o ato faltoso é capaz
de justificar a dispensa por justa causa do dirigente sindical, o empregador
não poderá, por ato seu, dar por rescindido o contrato
de trabalho, porque a dispensa só se efetivará em caso
de procedência do inquérito judicial, conforme artigo 494,
da CLT.
O empregador deve obter autorização
do juiz para rescindir o contrato de trabalho do dirigente sindical por
justa causa em ação de inquérito judicial para apuração
de falta grave.
Assim, tomando conhecimento de
falta grave praticada pelo empregado estável, o empregador poderá suspender
a prestação de serviços e o pagamento de salários
para proceder a sindicância e propor a ação de inquérito
judicial para apuração de falta grave. Nessa hipótese,
a suspensão perdurará até a decisão final
do processo de inquérito para apuração de falta
grave, tal qual se vê do parágrafo único do artigo
494, da CLT: “A suspensão, no caso deste artigo, perdurará até a
decisão final do processo”.
Se o empregador usar da faculdade
de suspender o empregado, tal qual lhe faculta o artigo 494, § único,
da CLT, terá o prazo de 30 dias para requerer a instauração
do inquérito judicial, contado da data da suspensão do
empregado, sob pena de decadência do direito (perda do direito),
consoante artigo 853, da CLT.
No caso de o empregador não
suspender o empregado, é preciso atentar para o que leciona Arnaldo
Sussekind:
“Mas, se o empregador não
suspender o empregado, poderá requerer o inquérito judicial
após o decurso de 30 dias? É evidente que o prazo de decadência
de que cogita o artigo 853 da CLT flui a partir da suspensão do
trabalhador; no entanto, para resposta a essa indagação,
cumpre distinguir duas situações diversas: a) se o empregador,
ciente da acusação, realizar investigação
interna, em prazo razoável, para só depois suspender o
seu empregado e requerer, no prazo de 30 dias dessa suspensão,
o inquérito judicial —é óbvio que não
se poderá alegar a configuração do perdão
tácito ou a inatualidade da falta rescisiva do contrato de trabalho;
b) se, porém, o empregador, ciente da falta, não suspender
o trabalhador, nem praticar qualquer ato capaz de elidir a caracterização
do perdão tácito, não mais poderá invocar
a falta para justificar o inquérito tardiamente requerido. Não
se trata da decadência a que alude o artigo 853 da CLT, mas da
extemporânea alegação da falta” (in Instituições
de Direito do Trabalho, de Arnaldo Sussekind, Délio Maranhão,
Segadas Vianna, Lima Teixeira, 21ª edição, vol. 1,
Ed. LTr, págs. 726/727).
Domingos Sávio Zainaghi
defende o entendimento de que, “caso o empregador não suspenda
o empregado, deverá propor imediatamente o inquérito, tendo
em vista o princípio da imediatidade, o qual também aqui
deverá ser observado” (in obra supra citada, pág.
26).
Em caso de procedência
do inquérito judicial, a autorização de dispensa
do dirigente sindical retroage à data em que teve início
a suspensão.
Já se for apurada a inexistência
de falta grave, o empregador fica obrigado a readmitir o empregado no
serviço e a pagar-lhe salários desde o período da
suspensão e até a data da efetiva reintegração.
Mas se o juiz concluir que a
reintegração do empregado é desaconselhável,
dada a incompatibilidade resultante do dissídio, poderá converter
a obrigação de reintegrar em indenizar o trabalhador, conforme
autoriza o artigo 496, da CLT.
Se o período da
estabilidade se exaurir no curso do processo e for reconhecida pela
Justiça do Trabalho que não houve falta grave, o empregador
não precisará readmitir o empregado, mas deverá pagar
os salários e demais vantagens do período estabilitário.
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CONSULTOR JURÍDICO,
01 de abril de 2008
Horário de trabalho
Redução de jornada não
pode prejudicar população
A redução da jornada de trabalho no serviço público
não pode prejudicar o interesse da população. Esse foi
o entendimento do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (Brasília)
para manter em 40 horas semanais a jornada dos estagiários do Ministério
Público da União. O pedido foi feito pela Procuradoria Regional
da União da 1ª Região.
A decisão suspende liminar
da 9ª Vara Federal do DF concedida à Associação
dos Servidores do Ministério Público Federal. Ela permitia
aos estagiários que estudam pela manhã trabalhar das 13h às
20h. Para quem estuda à noite, o horário era das 11h às
18h. A carga horária semanal era de apenas 35 horas.
No pedido, o advogado da União
Rafael Fulgêncio esclareceu que a Portaria PGR/MPU 707/06, que
regulamentou a jornada dos estagiários, previa a compensação
de horário sem a redução das 40 horas. O horário
fixado pela portaria é das 7h às 20h.
Segundo o advogado, a redução
causava prejuízo ao serviço do Ministério Público
porque não levava em conta as necessidades da administração.
A decisão do TRF reconheceu que nada impede o procurador-geral
da República de autorizar, “em hipóteses excepcionais,
o exercício laboral, como compensação, fora do
limite estipulado na Portaria PGR/MPU 7007/2006”.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
01/04/2008
Empresa é multada por não
pagar no prazo verbas rescisórias
Por ter pago com atraso as verbas
rescisórias a um empregado demitido por justa causa, a empresa
carioca Mauá Jurong S. A. foi condenada a pagar a multa do artigo
477 da CLT, mesmo tendo afirmado que o pagamento não fora efetuado
oportunamente por que o funcionário se recusou a recebê-lo.
A ação foi decidida pela Oitava Turma do Tribunal Superior
do Trabalho que, ao rejeitar o agravo de instrumento da empresa contra
despacho que negou seguimento ao seu recurso de revista, confirmou a
decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região
(RJ), que trancou o recurso.
Tudo começou quando o
empregado foi demitido, justificadamente, ao argumento de que fora pego
se apropriando indevidamente de pedaços de fios da empresa. Admitido
em janeiro de 2004 na função de ajudante, foi dispensado
em julho de 2005. Em agosto de 95, ajuizou reclamação na
qual negou ter praticado o ato ilícito e informou que, até aquela
data, não havia recebido as verbas rescisórias.
Segundo esclareceu o ajudante,
em aditamento às informações prestadas na inicial,
o argumento da empresa era injusto, porque era comum entre os empregados,
inclusive com o consentimento de seus superiores, usar os restos de materiais
em treinamento de soldas, com o objetivo de alçarem à condição
de soldador. Salientou que o material pelo qual estava sendo acusado
de furto foi obtido nas lixeiras da empresa. Além dos encargos
trabalhistas, requereu também indenização por danos
morais. Na contestação, a empresa informou que o empregado
fora flagrado serrando cabos de solda com uma serra de corte, e numa
busca em seu armário foram encontrados vários outros pedaços
cortados e preparados para transporte.
A sentença confirmou a
dispensa por justa causa, mas aplicou à Mauá Jurong a multa
do artigo 477 da CLT, pelo atraso no pagamento da rescisão contratual.
A empresa contestou e informou que o empregado fora avisado e por fim
notificado por telegrama, mas não compareceu ao sindicato para
o acerto de contas.
Nos recursos ordinário
e de revista, a empresa sustentou que não há previsão
legal que estabeleça a obrigatoriedade de se propor ação
de consignação em pagamento quando houver a recusa do empregado
para o recebimento das verbas rescisórias, e que tampouco o artigo
477 da CLT contemplou a hipótese de depósito em conta bancária,
pois o pagamento pressupõe a entrega do recibo e no caso, seria
o termo de rescisão que o empregado se recusou a assinar.
O Tribunal Regional não
concordou com os argumentos da empresa e, tendo constatado que as verbas
rescisórias somente foram quitadas na primeira audiência,
manteve a penalidade, mencionando a observação do julgador
da primeira instância de que “ainda que o autor tenha-se
recusado a receber o valor ofertado, era obrigação da empresa
consignar o quantum (valor) devido e não aguardar inerte eventual
questionamento judicial”.
Inconformada com aplicação
da multa, a empresa recorreu e teve o recurso de revista negado. Insistiu
em agravo de instrumento, mas a relatora do processo na Oitava Turma,
ministra Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, negou-lhe provimento, por entender
que o processo estava sujeito ao rito sumaríssimo e, assim, qualquer
reforma no recurso de revista somente poderia ser feita se fosse identificado
nos autos afronta direta de norma constitucional, ou mesmo contrariedade à Súmula
da Jurisprudência Uniforme do TST, como estabelece o artigo 896, § 6º,
da CLT, o que não ocorreu. (AIRR-2285-2005-243-01-40.0)

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GABINETE DO MINISTRO
DESPACHOS DO CHEFE DE GABINETE
Em 27 de marçode 2008
Registro Sindical
O
Chefe de Gabinete do Ministro do Trabalho e Emprego, no uso
de suas atribuições legais e com fundamento na Portaria
343, de 04 de maio de 2000 e alterações e na Portaria
nº. 64, de 05 de maio de 2006, NOTA TÉCNICA DIAN/CGRS/SRT/MTE
Nº. 152/2008 resolve dar PUBLICIDADE do não acolhimento
da impugnação nº. 46000.013413/2007-30 com fundamento
no prinicipio da liberdade sindical e CONCEDER o registro sindical
ao Sindicato dos Trabalhadores
nas Indústrias da Construção
Civil Intermunicipal de Porto Nacional - TO, processo nº.
46000.024160/2005-68, CNPJ: 07.805.165/0001-80, para representar
a categoria profissional dos Trabalhadores da Construção
Civil (pedreiros, carpinteiros, pintores e estucadores, bombeiros
hidráulicos, montagens industriais e engenharia consultiva),
na base territorial dos municípios de Porto Nacional, Fátima,
Aliança do Tocantins, Araguaína, Colinas do Tocantins,
Gurupi, Guaraí, Paraíso do Tocantins, Pedro Afonso
e Peixe, no Estado do Tocantins e bem como para fins de pré-anotação
no Cadastro Nacional de Entidades Sindicais a exclusão da
representação da categoria dos trabalhadores da construção
civil (pedreiros, carpinteiros,
pintores e estucadores, bombeiros hidráulicos, montagens
industriais e engenharia consultiva) nos municípios de Porto
Nacional, Fátima, Aliança do Tocantins, Araguaína,
Colinas do Tocantins, Gurupi, Guaraí, Paraíso do
Tocantins, Pedro Afonso e Peixe no Estado do Tocantins:, da representação
do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil
e do Mobiliário do Estado do Tocantins, CNPJ 25.042.490/0001-10,
n° 24210.002626/90.
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