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Gazeta do Povo, 2 de abril
de 2008
Produção
Crescimento da indústria no
1.º bimestre é o maior em 8 anos
Setor dá sinais de que vai se acomodar
num patamar elevado. Continuidade nos investimentos tranqüiliza,
pois significa aumento da capacidade produtiva
A queda de 0,5% na produção industrial em fevereiro ante janeiro
não impediu o setor de ostentar o melhor primeiro bimestre em oito anos.
Segundo o IBGE, a indústria acumula, nos dois primeiros meses, alta
de 9,2%, o mais forte crescimento apurado para o período desde 2000.
Houve expressiva expansão também em fevereiro ante igual mês
do ano passado (9,7%).
A avaliação geral de economistas e do coordenador de indústria
do IBGE, Silvio Sales, é de que o resultado mostra a indústria
em fase de acomodação em patamar elevado. Sales destacou a influência
determinante do mercado interno e dos investimentos sobre os resultados do
setor em fevereiro, assim como ocorreu no ano passado.
Para ele, o recuo ante janeiro não reverte a tendência de crescimento
do setor, mas significa uma estabilização. “A indústria
conquistou, a partir de outubro, um patamar muito elevado de produção
e vem se mantendo em torno desse nível”, disse.
Marcela Prada, da Tendências Consultoria, também avalia que a
queda de fevereiro ocorreu após alta forte no mês anterior (1,7%
ante janeiro) e a produção se mantém em ritmo acelerado.
Para Júlio Sérgio Gomes de Almeida, consultor do Instituto de
Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), os resultados de fevereiro
mostram o setor em momento “excelente”, acomodado “em seu
nível mais alto, alcançado no último trimestre do ano
passado”.
Base fraca
Gomes de Almeida só faz a ressalva de que os dados do primeiro bimestre
deste ano não mostram uma aceleração forte do crescimento
do setor, como podem dar a entender, por causa da magnitude do aumento. Ele
sublinhou que a base de comparação do ano passado é fraca,
já que a expansão em janeiro e fevereiro de 2007 ainda espelhava
um momento inicial de recuperação do setor.
A reduzida base de comparação do primeiro semestre do ano passado,
segundo o consultor, vai garantir “um crescimento fácil” para
a indústria nos primeiros seis meses deste ano. Já no segundo
semestre, os elevados números do ano passado vão ser um desafio. “A
hora da verdade vai vir no último trimestre”, disse.
Investimentos
Mais uma vez, a continuidade dos investimentos foi a melhor notícia
da indústria em fevereiro. A produção de bens de capital
cresceu 3,1% em fevereiro ante janeiro e aumentou 25% ante fevereiro do ano
passado, resultados bem superiores à média da indústria. “Ainda
que haja alguma estabilidade na indústria na ponta da série,
os resultados mostram que bens de capital ainda crescem acima da média
da indústria, o que significa aumento de capacidade à frente
e perspectivas positivas de quem está investindo”, disse Sales.
Para ele, o aumento na produção de bens de capital no primeiro
bimestre (19,9% ante o primeiro bimestre de 2007), assim como a expansão
em insumos para a construção civil (12,2% no bimestre), apontam
que os dados da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, composta
especialmente por máquinas e equipamentos e construção
civil) terão forte peso no Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre
de 2008.
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REVISTA FATOR, 02 de março
de 2008
Simbiose no mercado de trabalho da
construção civil
Profissionais de outras áreas vêem
aumentar vagas para atender a demanda do setor imobiliário.
Na onda do boom imobiliário,
que registrou ampliação do crédito em 100,7% em
2007, setores diretamente ligados ao mercado registraram crescimentos
exorbitantes. O número de empregados na construção
civil saltou de 806 mil em 2006 para 872 mil no ano passado em seis regiões
metropolitanas – aumento de 8,2% nos últimos doze meses,
segundo o Dieese. O nível de empregabilidade também subiu
em áreas como a montagem de maquetes, engenharia, decoração
e arquitetura. Mas a alta da demanda por residências no ano passado
não trouxe vantagens somente para profissionais ligados diretamente
ao setor.
O cenário positivo influenciou
segmentos de outras áreas. “É o caso do marketing,
administração, publicidade, recursos humanos, tecnologia
da informação, entre outros”, explica Sheila Corrêa,
Gerente de Marketing do Universo Imobiliário (www.unimob.com.br) – portal
de Internet voltado para esse ramo. No caso do Unimob, web-designers,
administradores, programdores, profissionais da área de marketing,
jornalistas e analistas de sistemas foram favorecidos. “São
profissionais que atuam indiretamente no mercado, mas que são
de extrema importância para a continuidade do crescimento do setor”,
observa.
Sheila salienta que o fenômeno
verificado em diversos segmentos ocorre por causa da forte influência
da construção civil na economia nacional. “Se uma
construtora lança um novo empreendimento, ela vai precisar divulgar,
beneficiando assim empresas de publicidade, assessorias de imprensa e
mídias como jornais, revistas e portais de Internet”, destaca.
Para ela, “os profissionais dessas áreas ganham por oferecer
serviços e produtos que o setor da construção civil
não é capaz de resolver sozinho”.
Entretanto, Sheila pondera que
o serviço prestado deve ter um patamar mínimo de exigência. “Apesar
da grande demanda, o mercado está atento ao profissionalismo e
só contrata serviços terceirizados de fornecedores com
qualidade”, ressalta. Ela cita o exemplo do Unimob, que surgiu
a partir da constatação da procura de usuários em
pesquisar imóvel pela internet para a compra, além da necessidade
de dicas e informações relevantes sobre o assunto. “O
maior diferencial do Unimob está no filtro de pesquisa, que é rápido
e inteligente. O usuário pode encontrar o imóvel que deseja
em apenas três cliques”, completa.
Os desafios dos profissionais
que atuam indiretamente no mercado são basicamente os mesmos
daqueles que estão atuando no mercado específico: oferecer
produtos e serviços inovadores com qualidade que satisfaçam
o cliente. As expectativas para o futuro também são animadoras. “O
cenário é positivo e tende a permanecer assim de médio
a longo prazo. Portanto, haverá boas oportunidades para quem
tiver competência”, diz Sheila.
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DIÁRIO
DA MANHÃ/ GOIÂNIA, 02 de março de 2008 | Cidades
Lei do Aprendiz: uma oportunidade de
entrada no mercado de trabalho
Cadastro Nacional de Aprendizagem, criado no
final de 2007, já está disponível na página
do MTE na internet. Assim, o Ministério poderá acompanhar
os cursos oferecidos aos jovens e ampliar a inserção e
permanência deles no mercado
Diogo Ilário de Araújo
Oliveira aos dezesseis anos entrou para o programa Menor Aprendiz,
do grupo Salesianos. Durante dois anos trabalhou como estagiário
do Banco Central. Morador da Ceilândia Sul, no Distrito Federal,
Diogo é o segundo dos quatro filhos de um verdureiro com uma
dona-de-casa. Ele viu a oportunidade de melhorar a sua vida e de sua
família quando seu pai, que fornecia verduras para o Grupo Salesianos,
soube do programa do Menor Aprendiz.
Quando o período do
programa acabou, os funcionários do BC se reuniram e ajudaram
Diogo a pagar um cursinho preparatório para concursos. Esforçado,
foi aprovado e hoje, aos 25 anos, é gerente da agência
Hélio Prates do Banco de Brasília. "Tudo que tenho
devo ao meu primeiro emprego como aprendiz. Hoje pago a minha faculdade
e da minha irmã. Nossa vida mudou", conta Diogo Oliveira.
Nada disso teria acontecido
na vida do Diogo sem a Lei 10.097/2000, regulamentada pelo Decreto
5.598/2005, que proporciona à juventude brasileira o acesso
aos conhecimentos teóricos e práticos necessários
ao desempenho de uma profissão. A Lei do Aprendiz trata de um
contrato especial de trabalho, com tempo determinado de no máximo
dois anos, direcionado a jovens com idades entre 14 e 24 anos.
A empresa que contrata fica
responsável por matricular o jovem em uma instituição
qualificada de ensino, onde ele receberá aulas de algum curso
de aprendizagem. A carga horária de trabalho é, então,
dividida entre a empresa (parte prática) e a instituição
(parte teórica). As empresas de médio e grande porte
são obrigadas a cumprir a Lei da Aprendizagem, porém,
outras empresas, não importando seu porte, podem contratar aprendizes.
Os aprendizes devem estar matriculados
e freqüentando a escola, caso não tenham concluído
o Ensino Fundamental. Se o aprendiz for portador de deficiência,
não haverá limite máximo de idade para contratação.
Contrato - Os aprendizes têm
direito ao salário mínimo/hora, salvo condição
mais favorável fixada no contrato de aprendizagem ou prevista
em convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho
(art. 428, § 23º, da CLT), devendo ser computadas também
as horas destinadas às aulas teóricas. O aprendiz receberá vale-transporte
para o deslocamento residência/atividades teóricas e práticas
e sua jornada de trabalho será de seis horas diárias,
incluindo as destinadas ao curso. Os aprendizes que já tenham
concluído o Ensino Fundamental trabalham 8 horas diárias,
no máximo, incluindo as horas de aprendizado. Nos dois casos,
a compensação e a prorrogação da jornada
são proibidas.
Quem pode contratar - Os estabelecimentos
de médio e pequeno portes são obrigados a contratar aprendizes,
inclusive os órgãos da administração direta,
autárquica e fundacional. Às micro e pequenas empresas
- e as entidades sem fins lucrativos que tenham por objetivo a educação
profissional - é facultativa a contratação. As
empresas optantes do "Simples" também não se
enquadram na obrigatoriedade. As cotas de aprendizes são fixadas
entre 5%, no mínimo, e 15%, no máximo, do total de empregados
cujas funções demandem formação profissional.
As empresas que possuem ambiente e/ou funções consideradas
perigosas, insalubres ou penosas devem priorizar a admissão
de jovens dos 18 aos 24 anos incompletos. A alíquota do FGTS é de
2%, devendo ser recolhido pelo código nº. 7 da Caixa Econômica
Federal (art. 24, parágrafo único, do Dec.nº. 5.598/05).
Como aderir - As empresas que
têm a obrigatoriedade de contratar aprendizes devem realizar
o cálculo de cotas para verificar o número de adolescentes
e jovens a serem contratados e definir quais funções
eles ocuparão. Assim, os cursos nos quais os aprendizes serão
matriculados poderão ser definidos com antecedência. A
contratação de aprendizes por empresas privadas deve
ser efetuada diretamente pela empresa onde se realizará a aprendizagem.
Caso os Serviços Nacionais de Aprendizagem ou as escolas Técnicas
de Educação não ofereçam cursos ou vagas
suficientes para atender à demanda dos estabelecimentos, a contratação
poderá ser efetivada indiretamente, por meio das entidades sem
fins lucrativos que tenham por objetivo a assistência ao adolescente
e a educação profissional, registradas no conselho Municipal
dos Direitos da Criança e do Adolescente.
As empresas públicas
e sociedades de economia mista podem optar pela contratação
direta, hipótese em que deverá fazê-lo por meio
de processo seletivo mediante edital, ou indiretamente, por meio das
entidades em fins lucrativos. Empresas de capilaridade nacional podem
procurar o Ministério do Trabalho e Emprego para celebração
de Termo de Cooperação Técnica com o objetivo
de desenvolver um programa de aprendizagem corporativo.
Segundo o Secretário
de Políticas Públicas e Emprego, Ezequiel Nascimento,
apesar da Lei do Aprendiz ter sido estabelecida nos anos 1940, a Aprendizagem
começou a ser mais divulgada a partir da publicação
da Lei 10.097/2000. "Desde então, vem sendo ampliada a
fiscalização junto às empresas para se verificar
o cumprimento da Lei. A publicação em 2005 do Decreto
proporcionou à Aprendizagem maior visibilidade dando escala à contratação
dos aprendizes. O Ministério do Trabalho e Emprego, por intermédio
das Superintendências Regionais de Trabalho e Emprego, vem realizando
audiências públicas com empregadores de vários
setores sobre a Lei incentivando-os a cumpri-la, como também,
tem celebrado Termos de Cooperação Técnica com
empresas de grande capilaridade possibilitando a inserção
de jovens com vulnerabilidade social no mundo do trabalho."
Saiba mais - Em dezembro de
2007 foi publicada a Portaria nº. 615 que cria o Cadastro Nacional
de Aprendizagem, que estabelece diretrizes para os cursos e programas
de aprendizagem. No cadastro são registrados os cursos oferecidos
pelas entidades qualificadas em formação técnica-profissional
metódica, conforme as orientações do decreto presidencial
5.598/2005 - que regulamenta a contratação de aprendizes.
Ezequiel Nascimento afirma que, quando possível, os cursos validados
serão disponibilizados na página do MTE para acesso da
sociedade.
A partir desse marco o Ministério
espera ter acesso a informações mais precisas sobre os
números referentes à Aprendizagem. "Com certeza,
teremos avanços significativos em relação à qualidade
dos cursos, o que resultará em maior efetividade da inserção
e permanência do jovem no mercado de trabalho. Um dos principais
benefícios da lei é contribuir para o reconhecimento
e a valorização dos direitos humanos e da cidadania,
do desenvolvimento do jovem beneficiário como pessoa, mediante
a aquisição de níveis crescentes de autonomia,
de definição dos próprios rumos, de exercício
de seus direitos e de sua liberdade", reitera Nascimento.
A fiscalização
- A erradicação do trabalho infantil é uma das
prioridades do Ministério do Trabalho e Emprego. Nos três
primeiros meses de 2008, o departamento de fiscalização
da Secretaria de Inspeção do Trabalho alcançou
6.543 trabalhadores aprendizes com idades entre 14 e 16 anos. Eles
trabalhavam irregularmente e foram contratados sob ação
fiscal.
A Constituição
Federal, promulgada em 1988, proíbe o trabalho noturno, perigoso
ou insalubre a menores de dezoito anos, e qualquer trabalho a menores
de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz. A Constituição
garante ao adolescente maior de 16 anos, os direitos trabalhistas e
previdenciários; direito à profissionalização
e à capacitação adequada; direito ao acesso à escola;
e direito à compatibilização da freqüência à escola
com o trabalho. Crianças entre 14 e 16 anos só podem
exercer função de aprendizes.
Fonte: Assessoria de Imprensa
do MTE
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ESTADÃO.COM/ SÃO
PAULO, 02 de março de 2008 | Economia
Dados sobre emprego trazem esperança à economia
dos EUA
BURTON FRIERSON - REUTERS
NOVA YORK - O setor privado dos Estados Unidos surpreendentemente gerou empregos
e reduziu as demissões planejadas em março, de acordo com relatórios
que mostraram nesta quarta-feira raros sinais de esperança para a economia
em desaceleração.
As empresas abriram 8 mil postos
de trabalho em março, segundo o relatório da ADP Employer
Services, contrariando a expectativa de economistas de que as companhias
cortariam vagas diante da freada na economia.
O tom positivo desses dados foi
corroborado por um outro relatório, que mostrou que as demissões
planejadas pelas empresas norte-americanas caíram 26 por cento
em março em relação ao mês anterior.
No entanto, após meses
de dados econômicos amargos, os analistas estão relutantes
em revisar suas previsões para o relatório de sexta-feira
sobre o mercado de trabalho.
"O movimento do ADP não é adequado
para realmente dar um sinal claro, mas isso vai ser lido como um suporte
para as projeções de um declínio menos severo do
emprego", disse Pierre Ellis, economista da Decision Economics,
em Nova York.
Analistas prevêem que o
relatório de sexta-feira sobre o emprego mostre o fechamento de
60 mil postos de trabalho fora do setor agrícola, de acordo com
pesquisa da Reuters.
Ainda que o crescimento tenha
sido pequeno, ele marcou uma melhora importante em relação
ao fechamento de 18 mil vagas em fevereiro. O dado de fevereiro originalmente
havia sido reportado como perda de 23 mil empregos.
Os relatórios compensaram
parte dos problemas que continuam a vir do setor imobiliário.
As aplicações em
hipotecas desabaram na semana passada, refletindo a menor demanda por
refinanciamento de empréstimos residenciais, informou um grupo
do setor.
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VERMELHO, 02 de março
de 2008
China: média salarial tem maior
alta em seis anos
O bom desempenho de várias
empresas na China e o aumento de valor nos salários mínimos
levantaram a média salarial anual em cidades e distritos para
aproximadamente 25 mil iuanes (US$ 3.561) em 2007. O valor é 18,72%
acima do registrado no ano anterior, a maior alta nos últimos
seis anos.
De acordo com comunicado divulgado
pelo Departamento Nacional das Estatísticas nesta terça-feira
(1.º/4), a média de aumento salarial anual flutuou em torno
dos 14% entre 2001 e 2006.
No ano passado, a média
salarial dos trabalhadores urbanos foi de 24.932 iuanes — o que
perfaz uma média de ganho por dias trabalhados de 99,31 iuanes
(US$ 14,15). Levando em consideração a inflação,
a média salarial cresceu mais do que nos últimos seis anos.
A média salarial envolve
a renda básica, bônus e todos os tipos de auxílios
e subsídios. É geralmente usada como referência para
o governo negociar o menor salário aceitável e calcular
os valores de seguro social.
Analistas atribuem a alta aos
grandes lucros das empresas e ao aumento nos padrões de salário
mínimo em todo o país.
De acordo com estatísticas
disponíveis, as maiores estatais do país tiveram lucros
de mais de 2,3 trilhões de iuanes (US$ 327,6 bilhões) de
janeiro a novembro do ano passado, 36,7% acima do que no ano anterior.
As companhias privadas experimentaram ganhos ainda maiores, de 50,9%.
A média dos salários
mínimos da China, que variam entre as províncias, cresceu
entre 30% e 64% em 2006 sobre os dois anos anteriores.
No ano passado, a média
anual salarial em Beijing alcançou os 39.867 iuanes (US$ 5.679),
atrás dos ganhos em Xangai, Cantão e Shenzhen, onde os
ganhos excederam os 30 mil iuanes (US$ 4.273).
Rádio
China Internacional
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NCST, 02 de março
de 2008
TV Câmara debate a regulamentação
da profissão de babá
O programa Mulheres no Parlamento, da TV Câmara, discutiu nesta segunda-feira
(31) o Projeto de Lei
1385/07, que regulamenta a profissão de babá. Participaram
do programa a deputada Gorete Pereira (PR-CE), a psicóloga Suzana Julião
e a empresária Fernanda Romancini, dona de uma empresa de contratação
e treinamento de babás.
Pelo projeto, apresentado pelo
deputado Felipe Bornier (PHS-RJ), a babá profissional deverá ter
curso de qualificação, diploma de ensino fundamental, ser
aprovada em exame de saúde física e mental, e não
ter antecedentes criminais.
Pesquisa feita por uma empresa
de contratação de babás revelou que 28% das seis
mil profissionais cadastradas em várias partes do País
mentiram sobre as referências. Além disso, 15% tinham antecedentes
criminais, a maioria por agressão.
Mas as boas profissionais também
passam por dificuldades, têm que superar a pouca qualificação
e a rotina de cuidar de uma criança sob os olhares preocupados
e vigilantes dos pais.
Reprises
Veja quando o programa será reprisado:
Quarta-feira (2) - 4 horas da manhã
Quinta-feira (3) - 6 horas da manhã
Sábado (5) - 6h30
Domingo (6) - 9 horas / 17 horas
Como sintonizar a TV Câmara
A TV Câmara pode ser sintonizada por antena parabólica em todo
o País e também nas TVs por assinatura NET, SKY e TVA. Na internet,
pode ser assistida ao vivo pelo site http://www.tv.camara.gov.br.
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ÂMBITO JURÍDICO,
02 de março de 2008
Denúncia feita por empregado à fiscalização
do trabalho não caracteriza dano moral contra empresa
Não pode ser taxada de ilícita
a conduta do empregado que comunica ao órgão fiscalizador
competente as irregularidades que verificou na empresa, principalmente
quando, após efetivada a fiscalização, as irregularidades
denunciadas são constatadas de fato. Esta foi a decisão
expressa da 2ª Turma do TRT-MG, ao negar provimento a recurso
de uma empresa que pleiteava a condenação de seu empregado
ao pagamento de indenização por dano moral, dano esse
que teria sofrido em decorrência da denúncia feita ao
Ministério do Trabalho, a qual gerou fiscalização
em seu estabelecimento e descrédito junto a seus clientes.
Segundo destaca o desembargador
relator do recurso, Márcio Flávio Salem Vidigal, a Súmula
227, do STJ, já pacificou o entendimento de que a pessoa jurídica
pode sofrer dano moral. Mas, para se exigir a reparação é preciso
que se comprove o ato ilícito do agente, o prejuízo suportado
pela vítima e o nexo de causalidade entre a conduta ilícita
e o dano. De acordo com o relator, o empregado nada mais fez que exercer
seu direito de petição aos órgãos públicos,
constitucionalmente garantido a qualquer cidadão, seja empregado
ou não. Não houve, portanto, ato ilícito capaz de
justificar a indenização pretendida.
No caso, a empresa foi autuada
por não observar as normas de saúde e segurança
do trabalho. “A culpa pela má administração
empresarial não pode ser imputada ao réu, mero empregado,
mormente quando não há nos autos qualquer elemento para
evidenciá-la” - frisou o desembargador, rechaçando
a alegação de que a culpa pela autuação sofrida
seria do próprio empregado, que era membro da CIPA e não
manteve a comissão em funcionamento. Ele esclarece que a empresa
não conseguiu provar falta de zelo do empregado no cumprimento
de suas tarefas e, no mais, a última fiscalização
ocorreu quando o contrato de trabalho já estava encerrado.
Portanto, considerando inexistente
o ato ilícito atribuído ao empregado, a Turma concluiu
ser impossível a sua responsabilização civil, mantendo
a sentença que indeferiu a indenização por danos
morais requerida pela empresa.
( RO nº 00349-2007-082-03-00-0
)
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
02 de março de 2008
Fiat condenada a indenizar por acidente
de trabalho
A 17ª Câmara Cível do TJ-MG (Tribunal de Justiça de
Minas Gerais) condenou a Fiat Automóveis a indenizar, por danos morais,
um trabalhador em R$ 10.400. Ele foi vítima de um acidente de trabalho
que provocou queimaduras no rosto e braço.
Segundo informa o tribunal mineiro,
o engenheiro foi contratado pela empresa para realizar supervisão
e execução de trabalhos em eletricidade de máquinas.
Enquanto trabalhava em um painel energizado, houve uma explosão
resultante de um curto-circuito, que provocou queimaduras no rosto, braço
e mão esquerda do engenheiro.
Foi necessário realizar
uma cirurgia para amputar parte do dedo indicador do engenheiro. Além
disso, o acidente deixou como seqüela o encurtamento do segundo
dedo da mão esquerda e a incapacidade de flexionar totalmente
a mão ferida.
Na ação de indenização
por danos morais, o engenheiro alegou que, na época do acidente,
a empresa não fornecia luvas para execução de trabalhos
em painéis de 440 Watts.
A montadora, em sua defesa, alegou
que não foi comprovado que o dano foi causado por culpa da empresa
e que o acidente aconteceu por culpa do próprio funcionário,
que não quis utilizar o equipamento de segurança disponibilizado.
A juíza Sandra Eloísa
Massote Neves, da 3ª Vara Cível de Betim, condenou a empresa
ao pagamento de indenização por danos morais no valor de
R$ 10.400. O engenheiro recorreu, pedindo majoração da
indenização, mais pagamento de pensão mensal. A
montadora também recorreu, mas os desembargadores do TJ-MG mantiveram
a sentença.
Eles entenderam que a empresa
não comprovou que exige ou fiscaliza o uso de equipamentos de
segurança e nem que o acidente ocorreu por culpa do funcionário.
Afirmaram ainda que a pensão vitalícia pleiteada pelo engenheiro
só é possível quando há incapacidade laboral
permanente, o que não é o caso.
A relatora do caso, desembargadora
Márcia de Paoli Balbino, destacou em seu voto que, de acordo
com testemunhas, a empresa disponibilizava luvas especiais para trabalhos
em alta tensão elétrica, mas nos de baixa tensão,
como foi o caso, o material de segurança não era utilizado.
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Congresso em Foco, 2 de abril
de 2008
Quanto custa um ex-presidente da República?
Com oito assessores, dois veículos
oficiais e vencimentos de R$ 11 mil, os quatro ex-presidentes vivos
custam R$ 3 milhões aos cofres públicos
Lúcio Lambranho, Eduardo
Militão e Edson Sardinha
O mandato pode até se estender por oito anos, em caso de reeleição,
mas as benesses alcançadas por quem chega ao Palácio do Planalto
impulsionado pelas urnas acompanham o eleito pelo restante de sua vida. Com
direito a oito assessores e dois carros de luxo cada e um vencimento mensal
na casa dos R$ 11 mil, os quatro ex-presidentes brasileiros ainda vivos custam
aos cofres públicos cerca de R$ 3 milhões por ano.

De acordo com estimativa feita pelo Congresso em Foco, cada um deles consome,
por ano, cerca de R$ 768 mil em assessoramento, segurança e transportes
pagos com dinheiro público.
O valor seria suficiente, por exemplo, para bancar pelo menos 1.489 famílias
atendidas pelo principal programa social do governo Lula, o Bolsa Família,
ao longo de 12 meses.
A comparação leva em conta o valor máximo distribuído
hoje pelo governo federal a famílias de renda per capita mensal inferior
a R$ 120 que mantêm até três crianças e dois adolescentes
na escola. Nesse caso, os beneficiários podem sacar o máximo
de R$ 172 ao mês. O benefício básico, porém, é de
R$ 58. Com o valor que custeia os quatro ex-presidentes seria possível
distribuir a bolsa a 4.414 famílias que recebem a quantia mínima
ao longo de um ano.
Decreto
Em janeiro de 2011, quando terminar o mandato do presidente Lula, o gasto anual
com os ex-presidentes subirá dos atuais R$ 3.072.302,08 para R$ 3.840.377,60.
No último dia 28, Lula assinou um decreto (6381/08) que reforça
a legislação que ampara o auxílio aos ex-inquilinos do
Planalto.
De acordo com a Casa Civil, o governo apenas regulamentou, com redação
mais clara, a Lei 10.609, de 2002, que alterou a Lei 7.474, de 1986. Em seu último
ano de mandato, Fernando Henrique aumentou de seis para oito o número
de cargos disponíveis para os ex-presidentes. A ampliação
foi confirmada no decreto assinado por Lula.
Os dois novos cargos comissionados são do Grupo-Direção
e Assessoramento Superiores (DAS de nível 5) no valor de R$ 8.400,00.
Além desses comissionados, os ex-presidentes dispõem de dois
funcionários DAS-1 (com remuneração de R$ 1.977,31 cada),
dois DAS-2 (R$ 2.518,42) e dois DAS-4 (R$ 6.396,04).
Auxílio
Além dos oito servidores, cada ex-presidente tem direito a dois carros
oficiais. O Congresso em Foco calculou em R$ 5.900 o custo mínimo mensal
com os dois veículos Ômega CD, avaliados no mercado em R$ 147
mil. Além do combustível e da manutenção, na estimativa
também foi levada em conta a depreciação do valor do carro
no período.
Atualmente, segundo a Casa Civil, apenas o ex-presidente e senador José Sarney
(PMDB-AP) não está com todos os cargos a que tem direito preenchidos.
No momento, há um DAS 4 vago na cota do peemedebista. Já Itamar
Franco, FHC e o senador Fernando Collor (PTB-AL) mantêm preenchidos os
oitos cargos. Apesar da estrutura e do carro oficial do Senado, Sarney e Collor
não perdem o direito garantido por lei aos ex-presidentes.
A reportagem procurou as assessorias dos dois parlamentares, mas elas não
retornaram os recados deixados. Por meio de sua assessoria, Fernando Henrique
contestou a informação da Casa Civil, alegando que não
aumento de seis para oito o número de funcionários à disposição
dos ex-presidentes.
" Os cargos sempre foram oito (dois motoristas, dois seguranças e
quatro assessores). O que mudou foi o nível hierárquico de dois
dos assessores, que passaram a ser DAS 5, com o propósito de que o atendimento
aos ex-presidentes (não só Fernando Henrique) pudesse ser feito
por profissionais mais bem qualificados", informaram os auxiliares do tucano.
Mas a legislação registra que, em 2002, uma medida provisória
de FHC, convertida na Lei 10.609/02, aumentou, sim, o número de funcionários.
Eles passaram de seis para oito, sendo dois com salário de DAS 5.
Exagero
Os gastos revelados pelo Congresso em Foco com os ex-presidentessurpreenderam
os parlamentares. O deputado Augusto Carvalho (PPS-DF) acredita que o aumento
no número de funcionários à disposição dos
ex-presidentes é um exagero.
" Eu fico até perplexo com esse excesso. Em qualquer lugar do mundo
R$ 1 milhão é muito dinheiro. Não dá para entender
esse aumento de cargos", avalia o deputado do PPS.
“ Não, não é nada razoável [o aumento]. Eu
não vi nenhum ex-presidente reclamando do seu corpo de assessores. Nunca
vi de nenhum deles, do Itamar Franco, do Sarney nem do Fernando Henrique, nenhuma
queixa contra isso, o que me leva a crer que o número atual de assessores é suficiente,
para que eles mantenham um escritório com dignidade, como eu acho correto”,
reclama o senador Jefferson Péres (PDT-AM).
O senador do PDT defende que os ex-presidentes tenham condições
de manter um escritório com “dignidade”, mas considera excessivo
o número de auxiliares bancados pelos cofres públicos. “É mais
um gasto público desnecessário”, avalia.
Pela instituição
O líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PT-PE), disse
que o presidente Lula não beneficiou a si mesmo, mas procurou “estrutura
melhor” as instituições do país ao referendar a
lei assinada por Fernando Henrique. “A Presidência da República é uma
instituição, independentemente do atual presidente e do presidente
anterior. Mesmo os ex-presidentes precisam ter uma estrutura de segurança,
uma estrutura que permita que eles opinem”, declarou.
Rands ressalta que é necessário ainda oferecer uma estrutura
para o ex-presidente expor suas idéias, a exemplo do que ocorre em países
onde se chega a dar o cargo de senador vitalício aos ex-mandatários.
“É preciso que o Brasil também aproveite melhor a experiência
e a legitimidade dos ex-presidentes, dos atuais e dos ex-presidentes. [Lula]
está estruturando mais a possibilidade de atuação dos ex-presidentes,” avalia
o líder do PT. “É a instituição Presidência
da República que está sendo fortalecida. É evidente e natural
que haja algum custo.”
Vice-líder do governo no Congresso, o deputado João Leão
(PP-BA) considera “razoável” o valor das despesas. “O
cara é ex-presidente da República, rapaz. O presidente da República
passou aí quatro anos, oito anos, dando tudo de si ao país. Não é possível
que o próprio país não tome conta dele.”
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Gazeta do Povo, 2 de abril de 2008
Presidência
Povo quer 3.º mandato para Lula,
diz Alencar
Vice afirmou que presidente é muito
popular e tem “muito a fazer”, como as obras de infra-estrutura
Brasília - A campanha pelo terceiro mandato do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva ganhou ontem um novo porta-voz. Desta vez, embalada por elogios
do vice-presidente José Alencar, que é do Partido Republicano
Brasileiro (PRB). Cinco dias depois de nova pesquisa CNI/Ibope mostrar que
a avaliação positiva do governo atingiu 58% – o nível
mais alto registrado até agora –, Alencar pregou mais tempo no
Planalto para Lula, sob o argumento de que ele “tem feito muito”,
mas ainda “falta muito para fazer”.
Ao estabelecer uma comparação histórica com o governo
do presidente dos EUA Franklin Roosevelt (1933–1945) o vice Alencar deixou
claro que estava falando de um terceiro mandato para o presidente brasileiro.
“Lula deseja fazer o seu sucessor, mas eu digo para vocês que, se
perguntar para os brasileiros, o que os brasileiros desejam é que o Lula
fique por mais tempo no poder”, afirmou Alencar, em entrevista à Rádio
Bandeirantes, de São Paulo. Na mesma linha, o deputado Devanir Ribeiro
(PT-SP), que no ano passado defendeu o terceiro mandato e foi desautorizado pelo
presidente, anunciou que pretende retomar a campanha em breve, mesmo sem o aval
de Lula. Mais: vai sugerir um plebiscito sobre o tema.
Apesar de reconhecer que o país não vive nenhuma emergência
política, social ou econômica, Alencar disse que, assim como Roosevelt,
Lula também é muito popular e tem “muito a fazer”,
como as obras de infra-estrutura. Maior empresário do país do
setor têxtil, o vice-presidente ponderou que obras como as previstas
no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) “não
podem ter descontinuidade”. Roosevelt, 32º presidente norte-americano,
ganhou um terceiro mandato e teve o direito de governar por 12 anos, graças à Emenda
22 feita à Constituição dos EUA. “Os EUA precisavam
que ele continuasse”, afirmou Alencar.
Lula não gostou de ver o assunto do terceiro mandato voltar à cena
política e, logo após o almoço, mandou o ministro de Relações
Institucionais, José Múcio Monteiro, jogar água na fervura. “Isso é do
entusiasmo do vice-presidente, que é natural. Mas tenho absoluta certeza
de que o intuito do presidente é terminar o segundo mandato e se afastar”,
declarou Múcio.
Parlamentares da oposição e até da base aliada compararam
a um golpe de Estado o terceiro mandato defendido por José Alencar para
o presidente Lula. Para eles, o vice se deixou contagiar pelo presidente da
Venezuela, Hugo Chávez, que tentou alterar a Constituição
para eleger-se pela terceira vez.
“ Isso seria a quebra da ordem constitucional vigente, seria a implantação
de uma ditadura disfarçada na forma de um chavismo ultrapassado e inaceitável”,
afirmou o líder do PDT, senador Jefferson Péres (AM).
O secretário-geral nacional do PT, deputado José Eduardo Cardozo
(SP), também fez críticas à declaração de
Alencar. Cardozo afirmou que é contrário a qualquer medida “casuística” de
prorrogação do mandato presidencial. “Qualquer discussão
sobre isso, neste momento, foge ao campo da oportunidade política”,
declarou o petista.
Para o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), José Alencar “perdeu
uma boa oportunidade de ficar calado ou de defender juros mais baixos, como
sempre fez”.
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Folha de São Paulo,
2 de abril de 2008
Lula veta prestação de
contas de sindicatos
Presidente derruba artigo que impunha fiscalização
do Tribunal de Contas da União em centrais, federações
e confederações | Petista justificou ontem sua decisão
dizendo que o artigo aprovado por deputados e senadores poderia acabar
com a autonomia sindical
MARIA CLARA CABRAL
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Quebrando acordo feito no Congresso,
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou a obrigatoriedade
de sindicatos, centrais sindicais, federações e confederações
prestarem contas ao TCU (Tribunal de Contas da União). O veto
a um artigo do projeto que reconheceu formalmente as centrais sindicais
foi publicado em uma edição extra do "Diário
Oficial" da União de anteontem e provocou reações
da oposição.
O presidente Lula justificou a sua decisão ontem dizendo que o artigo
aprovado por deputados e senadores poderia acabar com a autonomia sindical. "Na
hora em que vieram me trazer para assinar [o projeto], eu me lembrei que passei
30 anos da minha vida lutando por liberdade e autonomia sindical, e eu não
podia compactuar com o fato de tirar do Ministério do Trabalho e colocar
no Tribunal de Contas da União, para ficar fiscalizando o sindicato",
disse.
Na opinião da oposição, a fiscalização do
dinheiro público já é obrigatória, por isso as
centrais, que recebem contribuição de um dia do salário
dos trabalhadores, terão que prestar contas ao TCU de qualquer forma.
O líder do PPS na Câmara dos Deputados, Fernando Coruja (SC),
explica, no entanto, que o artigo era necessário para evitar que as
centrais fizessem alguma manobra para escapar da fiscalização.
"Sem esse artigo, eles poderão alegar que o dinheiro não é público,
que é do trabalhador, o que é uma hipocrisia. Infelizmente o nosso
país é uma república sindical, mas vamos trabalhar pela
fiscalização", afirmou Coruja.
Dias antes de o presidente assinar o veto, confederações empresariais,
como a CNF (Confederação Nacional das Instituições
Financeiras) e CNC (Confederação Nacional do Comércio),
enviaram uma carta para o Palácio do Planalto. Todos que, com a aprovação
do projeto, também seriam submetidos à fiscalização
pelo TCU, falaram sobre a necessidade de derrubar o artigo.
" [O artigo] implicará, igualmente, na submissão operacional
das prerrogativas sindicais não mais ao crivo dos interesses das categorias
profissionais ou econômicas mas ao entendimento com viés público-administrativo
do Tribunal de Contas", diz a carta. O líder do PSDB na Câmara,
José Anibal (SP), criticou a decisão do presidente Lula. "Esse
veto é uma vergonha. O presidente cedeu ao lobby de grandes empresários,
cedeu aonde não deveria ter cedido", disse.
" Acho que o veto foi correto, pois o artigo autorizava uma interferência
indesejada do poder público no movimento sindical, mas o veto também
fortalece o lado podre do sindicalismo", afirmou o deputado Paulo Pereira
(PDT-SP), o Paulinho, presidente da Força Sindical.
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FOLHA DE LONDRINA, 02 de
março de 2008 | Geral
Governo propõe abono pela suspensão
da greve
Abono de 30% vem sendo pago desde dezembro
em substituição ao adicional de periculosidade
Brasília - Numa reunião que durou mais de duas horas, o governo
ofereceu ao comando de greve dos funcionários dos Correios a prorrogação,
por 90 dias, do pagamento de um abono emergencial de 30% sobre o salário,
em troca da suspensão da greve iniciada ontem. Nesse período
de 90 dias, governo e funcionários negociariam uma proposta mais ampla
em torno das reivindicações dos grevistas. ''É uma proposta
que tem condições de a categoria aceitar'', afirmou o senador
Paulo Paim (PT-RS), ao deixar a reunião.
Segundo Paim, que deu os detalhes
da proposta do governo, o comando de greve, que conversa com o ministro
das comunicações, Hélio Costa, e com o presidente
dos Correios, Carlos Henrique Custódio, submeterá a proposta à categoria.
O abono de 30% vem sendo pago
desde dezembro passado em substituição ao adicional de
periculosidade, criado por projeto de lei, mas vetado pelo presidente
Lula. A greve foi deflagrada porque o pagamento do abono foi suspendo
no mês de março. A proposta do governo é que o abono
de março seja pago até sexta-feira (4).
Os trabalhadores dos Correios
de Curitiba e região metropolitana, Cascavel, Foz do Iguaçu,
Maringá e da região de Ponta Grossa aderira à greve.
Londrina não aderiu à paralisação. Em todo
o País, 25 estados haviam aprovado o movimento.
Segundo a assessoria de imprensa
dos Correios do Paraná, a adesão no Estado foi de 60% do
efetivo de distribuição (carteiros e motoristas). As agências
e o setor de tratamento (triagem) funcionaram, mas com restrições
nos serviços especiais, como Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta,
que foram suspensos por causa da paralisação. (Colaborou
Andrea Lombardo)
Gerusa Marques
Agência Estado
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O ESTADO DO PARANÁ,
02 de março de 2008 | Nacional
Política industrial deverá ser
anunciada em até 15 dias, afirma Lula
Lu Aiko Otta - Agência
Estado
A nova política industrial
deverá ser anunciada em 10 ou 15 dias, disse nesta terça-feira
(1) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele explicou
que o conjunto de medidas estava quase pronto, mas ficou atrasado
porque o governo decidiu introduzir novas medidas de estímulo à exportação.
"Obviamente que uma política
industrial não vai resolver todos os problemas do Brasil, mas
ela vai dar uma direção", disse o presidente, durante
reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social
(CDES). "Vai mostrar que acabou o tempo em que a gente achava que
a própria sorte do mercado iria definir que tipo de política
industrial nós queríamos", acrescentou, alfinetando
o governo Fernando Henrique Cardoso.
O pacote de medidas para fortalecer
24 setores industriais ainda não foi apresentado a Lula, segundo
informou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior, Miguel Jorge. Ele explicou que os técnicos ainda estão
elaborando os instrumentos legais (decretos, portarias etc) que sustentarão
a nova política.
Embora tenha afirmado que as
negociações com o Ministério da Fazenda vão
bem, o ministro não escondeu que as desonerações
tributárias ainda são uma questão em aberto. Ao
ouvir o comentário que o secretário da Receita Federal,
Jorge Rachid, estaria nervoso diante de tantas propostas de corte nos
impostos, ele retrucou: "ele está nervoso porque não
sabe o que fazer com tanta arrecadação".
Algumas das medidas em discussão
com a Receita Federal beneficiarão a economia em geral, e não
apenas os setores selecionados para a nova política. É o
caso, por exemplo, da redução do prazo para a depreciação
acelerada de máquinas e equipamentos novos - um mecanismo pelo
qual o valor dessas máquinas é lançado como despesa
da empresa, reduzindo o Imposto de Renda a pagar. Segundo documentos
preliminares obtidos pelo Grupo Estado, há uma proposta de cortar
os prazos a 1/5 do que são hoje. Miguel Jorge disse desconhecer
essa proposta, mas depois se traiu e disse que o benefício deverá ser "bem
menor". Ao final, disse que a discussão não foi concluída.
Também estaria em aberto
outro ponto que consta dos documentos preliminares: a eliminação
do prazo de 24 meses para que as empresas recebam como crédito
tributário o valor do PIS/Cofins embutido no preço de máquinas
e equipamentos adquiridos. A idéia é conceder o crédito
no mesmo mês da aquisição, dando um estímulo
a mais aos investimentos. Essa proposta consta da Reforma Tributária,
e poderia ser antecipada para a política industrial.
Miguel Jorge admitiu que
os R$ 210 bilhões reservados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) para a política industrial
até 2010 não são "dinheiro novo", ou
seja, não representam acréscimo ao orçamento da
instituição. No entanto, a política vai direcionar
esses recursos de forma mais estruturada, conforme explicou. Segundo
comentou, a injeção de dinheiro novo para incentivar
a indústria ficará por conta das desonerações
tributárias, que ainda são um ponto em aberto.
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Gazeta do Povo, 2 de abril de 2008
Educação
Enem servirá para arranjar
emprego
Brasília - No ano em que comemora 10 anos de criação,
o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) traz uma novidade. Até o
fim do primeiro semestre, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira (Inep) pretende disponibilizar uma plataforma virtual
com os dados de desempenho dos participantes do exame. A ferramenta – chamada
de Mundo Trabalho – poderá ser utilizada por empresas para seleção
de candidatos para estágio ou primeiro emprego.
A novidade foi anunciada pelo diretor de avaliação da educação
básica do Ministério da Educação (MEC), Amaury
Gremaud. Só farão parte do banco de dados os participantes que
autorizarem a divulgação de informações no questionário
socioeconômico que é preenchido durante a inscrição
para o exame.
“ Guardadas as devidas proporções, será algo semelhante à Plataforma
Lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
(CNPQ) [que disponibiliza os currículos acadêmicos de pesquisadores].
Estamos em processo de homologação e aprovação”,
afirmou Gremaud.
A ferramenta será uma espécie de currículo online contendo
a radiografia do desempenho do aluno no Enem, além de dados socioeconômicos
e outras informações que o inscrito queira disponibilizar.
As inscrições para a edição 2008 do Exame Nacional
do Ensino Médio (Enem) começam em 5 de maio e vão até o
dia 30 do mesmo mês. As provas serão aplicadas em 31 de agosto
em cerca de 1,4 mil municípios.
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Agência Diap, 2 de
abril de 2008
COLETIVA À IMPRENSA
Juízes e procuradores do Trabalho
irão ao Supremo contra o amianto
A Associação Nacional
dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) e a Associação
Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) convidam para coletiva de
imprensa no dia 2 de abril, às 9:00h, na sede da Anamatra.
Na ocasião, os presidentes das duas entidades - Cláudio Montesso
(Anamatra) e Sebastião Caixeta (ANPT), juntamente com os advogados das
associações - falarão aos jornalistas sobre as motivações
de ingressarem no Supremo Tribunal Federal (STF) com Ação Direta
de Inconstitucionalidade (ADI) questionando a Lei 9.055/95, na parte em que
autoriza a continuidade do uso do amianto no Brasil.
A lesividade do amianto à saúde humana é comprovada cientificamente
em quaisquer das suas modalidades, mesmo em parâmetros controlados. Ao
proporcionar o prosseguimento da extração, industrialização,
comercialização e utilização deste mineral, a Lei
9.055/95 desafia orientações científicas, de acordo com
as quais não há nível seguro de exposição
ao amianto, cujas fibras são reconhecidamente cancerígenas, seja
qual for o seu tipo ou origem geológica.
O produto alimenta uma indústria milionária no Brasil, apesar
de ser completamente banido em cerca de 50 países, dentre os quais todos
os integrantes da União Européia, além da Argentina, Uruguai
e Chile.
As doenças provocadas pelo amianto podem levar muitos anos para se manifestar,
mas são incuráveis, geralmente fatais e progridem mesmo que não
se tenha mais nenhum contato com a poeira. Estão entre elas: doenças
malignas como o câncer de pulmão e de laringe, mesotelioma, tumores
no tórax e abdômen, além de enfermidades não malignas
como o endurecimento do pulmão, doenças pleurais, derrames e
espessamentos pleurais e de diafragma.
O que: Coletiva de Imprensa - Amianto
Quando: 2 de abril, 9h
Onde: Anamatra - SHS Qd.6 Ed. Brasil XXI, Bl "E", sala 602
Contato:
Viviane Dias - Assessoria Anamatra - (61) 3322-0266 / 8121-2649
Evelyne Nunes e Marcela Gomes - Assessoria ANPT - (61) 3325-7570 / 9619-8592/
(61) 9661-3360
Viviane Dias
Assessoria de Imprensa - Anamatra
Tel.: (61) 3322-0266
Cel.: (61) 8121-2649
Página: www.anamatra.org.br
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
02/04/2008
Falta de análise sobre questões
relevantes devolve processo ao Regional
O juiz não é obrigado
a examinar todos os argumentos da parte, mas as questões relevantes
para a solução da controvérsia devem ser analisadas
por ele, sob pena de ser configurada negativa de prestação
jurisdicional. Com esse entendimento, a Sexta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho aceitou recurso de revista da empresa paulista Krones S.
A. contra decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região
(SP). O Regional não se pronunciou sobre as questões relativas à prescrição
qüinqüenal e aos reflexos do adicional de insalubridade apresentadas
pela empresa em embargos de declaração numa ação
movida por um grupo de empregados.
Os trabalhadores eram operadores
de guilhotina, soldadores, caldeireiros e fresadores. Na reclamação
trabalhista interposta em julho de 1997, informaram que ficavam expostos
a condições insalubres, tais como ruídos, iluminação
ruim, calor e contato com substâncias químicas. Foram contratados
em períodos diferentes, entre 1985 e 1990, e demitidos em maio
de 1997. A 2ª Vara do Trabalho de Diadema (SP) julgou improcedente
a reclamação e negou o pedido de adicional de insalubridade
e reflexos.
Insatisfeitos, os metalúrgicos
recorreram da decisão e foram contra-arrazoados pela empresa,
que pediu a manutenção da sentença. O recurso ordinário
foi julgado na 2ª Turma do Tribunal Regional, que decidiu, por maioria
de votos, aceitar o recurso e reformar a decisão da primeira instância.
A empresa foi condenada ao pagamento do adicional de insalubridade e
reflexos incidentes nas demais verbas contratuais, rescisórias
e fundiárias. Segundo o Regional, ficou constatado que o ambiente
onde os empregados trabalhavam era insalubre.
A Krones, afirmando que o acórdão
regional continha várias omissões, embargou a decisão,
visando a prequestionar vários pontos, dentre os quais a incidência
da prescrição qüinqüenal alegada na contestação,
os reflexos e a base de cálculo do adicional. Sua intenção
era a de que o Tribunal Regional se pronunciasse a respeito desses itens.
Com os embargos de declaração rejeitados, por maioria de
votos, a empresa interpôs recurso de revista ao TST, sustentando
que o acórdão regional foi omisso e, portanto, deveria
ser considerado nulo, e pediu que fosse afastada da condenação
o pagamento do adicional.
O relator do processo na Sexta
Turma, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, aceitou os argumentos
da empresa. Entendeu que o TRT, ao deixar de analisar itens fundamentais
para a solução do caso, mesmo quando provocado nos embargos
de declaração, inviabilizou “o exame da matéria
de mérito posta em recurso de revista, relativamente a essas questões,
dada a ausência de prequestionamento”. Afirmou que independentemente
de as questões embargadas não terem sido contra-arrazoadas
pelos empregados, elas nasceram da decisão regional e não
foram sanadas, “notadamente considerando o princípio da
devolutilidade em profundidade da apelação”.
A Turma, por unanimidade, considerou
nulo o acórdão e determinou o retorno dos autos ao Tribunal
de origem, para que seja processado o exame dos embargos de declaração
opostos pela empresa, especificamente no que diz respeito às questões
da prescrição qüinqüenal, dos reflexos do adicional
de insalubridade e sua base de cálculo, ficando sobrestado o exame
das demais matérias constantes do recurso de revista. (RR-30713-2002-900-02-00.0)

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