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Agência Câmara,
4 de abril de 2008
Consolidação de leis
do trabalho enfrenta resistências
Diógenis dos Santos

No seminário, foram debatidos temas como a estrutura dos
sindicatos.
A consolidação da legislação trabalhista despertou
preocupações em autoridades que participaram, nesta quinta-feira,
de seminário sobre o tema na Câmara. O ministro Maurício
Godinho Delgado, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), afirmou que o processo,
que não implica mudança de conteúdo das leis, mas apenas
sua sistematização, será no máximo um jogo de soma
zero. "Na melhor das hipóteses, será um empate", disse,
dada a impossibilidade de inovação no mérito das leis.
A consolidação
de leis deve reproduzir o conteúdo da legislação
em vigor. Na norma consolidada, só se permite a concentração
de várias leis em uma única, em que os conteúdos
podem ser organizados por temas, por exemplo. O problema é que
muitas das normas que foram reunidas no projeto de consolidação
não são mais aplicadas pelos tribunais. Um dos argumentos é de
que elas só tinham sentido na época em que foram publicadas
- a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é de
1943 e foi alterada por várias leis desde o início de sua
vigência.
Maurício Godinho Delgado
advertiu que, se toda a legislação antiga for consolidada
em uma nova lei, o argumento dos magistrados de que as leis não
são válidas porque foram publicadas em outras épocas
cairá por terra.
Ele citou, como exemplo de possível
retrocesso, o revigoramento da Lei 4923/65, que admitia a redução
dos salários em conjunturas econômicas desfavoráveis
e que, segundo ele, "foi sepultada pelos tribunais". A Constituição
determina que os salários só podem ser reduzidos por meio
de convenção e acordo coletivo, com a participação
dos sindicatos dos trabalhadores.
Delgado também criticou
a inclusão dos dispositivos da CLT que prevêem que o banco
de horas pode ser instituído por mero acordo escrito entre o empregado
e o empregador, sem intervenção do sindicato. Para ele,
a consolidação vai revitalizar a norma, que já estava
sendo "enterrada" na jurisprudência trabalhista dominante. "Acordo
entre empregado e empregador? Francamente", disse. "Os limites
imperativos à duração da jornada vão desaparecer
no projeto", acrescentou.
Outro ministro do TST, Lélio
Bentes Correa, elogiou o esforço para consolidar a legislação
trabalhista. Ele alertou, porém, que, diante do processo de consolidação
- que envolve eliminação de ambigüidades, harmonização
e atualização da linguagem -, o legislador terá de
fazer escolhas. "É aí que reside o perigo", disse.
Correa avalia que a consolidação não conta com o
entusiasmo dos progressistas e, por implicar riscos de retrocesso, também
não anima os que querem manter as coisas como estão.
Conveniência
Já o secretário de Reforma do Judiciário do Ministério
da Justiça, Rogério Favreto, questionou a conveniência
do debate sobre a mera consolidação das leis. "Será que
não estamos colocando de lado questões mais importantes, de fundo
material?" indagou.
Para o presidente da Ordem dos
Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, a consolidação é "inoportuna" porque,
entre outras razões, nos termos propostos no Projeto de Lei 1987/07
transpõe para o presente uma "estrutura sindical arcaica",
criada durante a ditadura de Getúlio Vargas para "amarrar
os sindicatos".
"Se quisermos evoluir, precisaremos
discutir uma reforma sindical para remover essas amarras", afirmou.
Britto disse ainda que o projeto traz "um risco muito grande" porque
coloca em uma eventual legislação nova "institutos
ultrapassados".
O presidente da OAB acrescentou
que a mudança da legislação trabalhista deve ser
discutida com os principais interessados: os trabalhadores. Segundo
ele, as normas em vigor resultam "das lutas, do sangue e do suor" dos
trabalhadores e só podem ser alteradas mediante amplos debates.
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A TARDE, 04 de abril de
2008 | Economia
IBGE: indústria
recua em 5 de 14 regiões em fevereiro
Agencia Estado
A produção industrial registrou queda em cinco dos 14 locais
pesquisados pelo IBGE em fevereiro ante janeiro, na série com ajuste
sazonal. Segundo os resultados da produção regional divulgados
hoje pelo instituto, os Estados de São Paulo (-1,5%), Minas Gerais
(-1,6%) e Rio de Janeiro (-0,9%), que respondem por cerca de 60% do total
da indústria nacional, exerceram as pressões negativas
mais relevantes sobre a taxa nacional (-0,5%, segundo divulgou o IBGE
esta semana).
Por outro lado, Ceará (3,4%), Bahia (2,8%) e região Nordeste
(2,7%) destacaram-se entre as áreas com crescimento industrial
acima do índice nacional. Os demais resultados ante mês
anterior foram: Amazonas (-2,4%); Pará (1,9%); Pernambuco (0,1%);
Espírito Santo (1,0%); Paraná (-1,5%); Santa Catarina (estável);
Rio Grande do Sul (0,4%) e Goiás (2,1%).
Comparação anual
Na comparação com fevereiro de 2007, houve aumento da
produção em todos os 14 locais investigados, com destaque
para Pernambuco (18,8%) e Goiás (18,1%), "beneficiados pelo
desempenho positivo do setor de alimentos", segundo o documento
de divulgação da pesquisa. Na média nacional, o
crescimento nessa base de comparação foi de 9,7%.
No indicador acumulado para o primeiro
bimestre de 2008, ante igual período do ano passado, houve expansão também em
todas as regiões, com nove delas crescendo acima da média
nacional (9,2%), sendo oito com taxas de dois dígitos: Amazonas
(17,7%), Pernambuco (15,6%), Paraná (15,3%), Espírito Santo
(14,1%), Goiás (11,8%), São Paulo (11,5%), Minas Gerais
(10,5%) e Rio Grande do Sul (10,5%).
"Nesses locais, o dinamismo foi particularmente influenciado por
fatores relacionados à ampliação na fabricação
de bens de consumo duráveis (automóveis e telefones celulares)
e de setores produtores de bens de capital (para transporte, para fins
industriais e para telefonia celular), à recuperação
do setor agrícola (máquinas para colheita, tratores e adubos
ou fertilizantes), e ao desempenho positivo das commodities exportadas
(açúcar cristal, produtos siderúrgicos, petróleo
e minérios de ferro)", dizem os técnicos do IBGE.
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ESTADÃO.COM/ SÃO
PAULO, 04 de abril de 2008 | Economia
Chavez nacionaliza indústria
de cimento na Venezuela
REUTERS
CARACAS - O presidente venezuelano Hugo Chávez anunciou nesta quinta-feira
a imediata nacionalização da indústria de cimento da Venezuela,
uma medida que irá afetar a mexicana Cemex, um ano após Chávez
lançar uma onda de aquisições estatais.
O presidente lançou no
ano passado uma ampla cruzada de nacionalizações nos setores
de energia e telecomunicações aos mesmo tempo em que ameaçou
ir atrás de indústrias como bancos, cimento e aço.
"Nacionalize. Enquanto falamos,
medidas legais estão sendo tomadas... para nacionalizar no curto
prazo toda a indústria de cimento", disse Chávez durante
discurso televisionado.
Chávez acusava freqüentemente
as empresas privadas de cimento de exportar sua produção
em vez de abastecer o mercado interno para ajudar a aliviar a escassez
de moradias que vem gerando queixa de seus simpatizantes.
Em 2007 ele alertou que "ações
corretivas" contra a venezuelana Cemex, divisão local da
Cemex, depois que residentes a acusaram de poluição.
Na época, analistas afirmaram
que a Cemex era grande o bastante para não ser afetada por um
aquisição de suas holdings venezuelanas.
Nas últimas semanas investidores
começaram a se preocupar que a terceira maior produtora de cimento
do mundo poderia enfrentar lucros baixos como resultado do desaquecimento
econômico nos Estados Unidos. Em 2007 a Venezuela adquiriu os ativos
da Cementos Andinos, que pertenciam à colombiana Argos.
Chávez ameaçou
nacionalizar a produtora de aço Ternium Sidor por queixas sobre
o fornecimento interno mas eventualmente negociou um acordo, que evitou
a nacionalização, e ameaçou nacionalizar os bancos
que acusou de realizarem poucos empréstimos, mas nunca levou esta
ameaça adiante.
O anúncio de quinta-feira
mostra que Chávez está retornando aos seu estilo combativo
de nacionalizações agressivas depois de se focar este ano
em questões práticas, seguindo sua derrota no referendo
que ampliaria suas diretrizes socialistas.
Ele prometeu combate diário à questões
como escassez de alimento e alta criminalidade depois da nacionalização
do setor de energia que tirou a Exxon Mobil e a ConocoPhillips do país.
(Reportagem de Brian Ellsworth)
REUTERS RB CP
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ESTADÃO.COM/ SÃO
PAULO, 04 de abril de 2008 | Economia
Desemprego nos EUA é o maior
desde setembro de 2005
Taxa sobe a 5,1% em março, superando
previsão dos especialistas; número de vagas no mês
cai 80 mil
Agência Estado
NOVA YORK - O Departamento do Trabalho dos EUA informou nesta sexta-feira,
4, que a taxa de desemprego subiu para 5,1% em março, superando a previsão
de alta para 5%, após 4,8% em fevereiro. A taxa de desemprego é a
mais elevada desde setembro de 2005. O número de vagas no mês
caiu 80 mil, o maior declínio desde março de 2003. Segundo analistas,
que esperavam um recuo de 50 mil vagas, o terceiro declínio consecutivo
no payroll (relatório do mercado de trabalho) confirma o recente alerta
do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Ben Bernanke,
de que a economia do país pode estar em recessão. O dado também
sugere que cortes adicionais nos Fed Funds são prováveis.
Segundo o relatório, o salário médio por hora subiu US$
0,05 (+0,3%), para US$ 17,86, confirmando a previsão dos economistas
de incremento de 0,3%. Ainda de acordo com o Departamento de Trabalho, se não
fosse um aumento nos empregos do governo no mês passado, o número
de vagas teria caído em cerca de 100 mil. Tanto em janeiro quanto em
fevereiro, o número de vagas caiu 76 mil, segundo dados revisados. Originalmente,
a queda de fevereiro era de 63 mil e, em janeiro, de 22 mil.
No setor de construção,
o número de vagas caiu 51 mil, o nono declínio consecutivo.
A construção residencial ficou com a maior parte da queda,
mas os empregos em construções não-residenciais
também caíram. A contratação nas indústrias
de produção de bens caíram 93 mil, sendo que, dentro
do grupo, as empresas de manufaturas cortaram 48 mil vagas. O setor tem
perdido vagas todo mês há quase dois anos, segundo dados
do Departamento de Trabalho.
O emprego no setor automobilístico
caiu 24 mil. "Esse declínio amplamente reflete o impacto
da greve nas fabricantes de peças de automóveis",
disse o comissário de estatísticas do Departamento, Keith
Hall, em comunicado.
No setor de serviços,
o emprego aumentou apenas 13 mil em março. As empresas de serviços
profissionais e de negócios cortaram 35 mil empregos, enquanto
o setor financeiro perdeu vagas pelo oitavo mês consecutivo. Os
empregos temporários, que economistas consideram um indicador
importante da tendência futura do mercado de trabalho, caíram
em 21 mil no mês passado.
O governo acrescentou 18
mil postos em março. Já as vagas em serviços de
saúde e educação aumentaram 42 mil, enquanto em
lazer e hospitalidade subiram 18 mil. O comércio varejista perdeu
12.400 vagas. As informações são da Dow Jones.
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CONSULTOR JURÍDICO,
04 de abril de 2008
Mudanças no trabalho
Apesar das críticas, deputado
não desistirá de reforma
O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), autor do Projeto de Lei 1.987/07,
que reforma a CLT, garantiu que continuará com a proposta apesar das
críticas feitas durante audiência pública na Câmara
dos Deputados na quinta-feira (3/4). O projeto foi duramente criticado no debate
que durou todo o dia.
Vaccarezza, que coordena o Grupo
de Trabalho de Consolidação das Leis, chegou a dizer que
pode assimilar as críticas do presidente da OAB, Cezar Britto,
sobre a inclusão no texto da regulamentação dos
sindicatos prevista na CLT. Assegurou que os dispositivos referentes
a essa regulamentação podem ser excluídos do projeto.
O deputado avaliou que as críticas
são normais na discussão democrática. "Eu desconheço
um projeto de consolidação que tenha contado com a contribuição
de tantas pessoas", disse. Segundo suas contas, mais de dez mil
interessados foram ouvidos pelo grupo de trabalho.
O Projeto de Lei 1.987/07 reúne
em um texto o teor de toda a legislação trabalhista. Ao
todo, foram reunidas 206 leis referentes à CLT. A proposta revoga
195 delas. As outras 11 não foram incluídas porque tratam
de temas que extrapolam o direito material.
O deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP),
relator do projeto, espera a contribuição dos juristas
para concluir o relatório final sobre o projeto. "O texto
já tem uma evolução importante e, a partir do seminário,
eu pretendo, no prazo máximo de um mês, oferecer o meu relatório",
explicou. Jardim afirma que não vai mexer no conteúdo da
legislação trabalhista.
A integração da
legislação trabalhista faz parte de um trabalho, que visa
consolidar em 20 códigos cerca de 175 mil normas legais atualmente
em vigor.
Babel de leis
O presidente eleito do Supremo
Tribunal Federal, Gilmar Mendes, afirmou na abertura da audiência
que o emaranhado de leis existente, não apenas na esfera trabalhista,
configura uma verdadeira babel. "O que está em vigor? O mundo
se tornou complexo, o que deixa perplexo o cidadão comum",
disse. Para o ministro, é preciso organizar minimamente esse quadro
para garantir alguma segurança jurídica.
Gilmar Mendes disse que o quadro
de caos que marca a legislação brasileira "é revelador
do estágio de subdesenvolvimento institucional do país". "Agora
que temos estabilidade com crescimento econômico, temos que cuidar
do desenvolvimento de nossas instituições", disse.
Já o ministro Lélio
Bentes Correa, do Tribunal Superior do Trabalho, elogiou o esforço
para consolidar a legislação trabalhista. Ele alertou,
no entanto, que, diante do processo de consolidação, o
legislador terá que fazer opções. “Aí que
reside o perigo”, disse.
“A consolidação
não conta com o entusiasmo dos progressistas e, por implicar riscos
de retrocesso, também não anima os que querem manter as
coisas como estão”, afirmou Bentes Correa. A atual CLT recebeu
elogios do ministro do TST. "O diploma tem-se mostrado fundamental
para garantir os direitos sociais dos trabalhadores", disse.
O presidente da Câmara
dos Deputados, Arlindo Chinaglia, disse que o trabalho não pode
implicar retrocesso social. "Não consigo crer que devamos
trilhar no caminho hipotético de tirar direitos trabalhistas",
afirmou. Chinaglia acrescentou que, sempre que se discutem reformas trabalhistas,
vem à tona "a idéia de que as leis trabalhistas atrapalham
a competividade internacional do país".
Já o procurador do trabalho
José de Lima Ramos Pereira afirmou que várias regras da
CLT, com dezenas de leis de regulamentação de profissões,
deveriam ser suprimidas. "Não devemos fazer uma consolidação
que não se consiga carregar", advertiu.
Pereira criticou, no entanto,
a não inclusão de normas trabalhistas presentes em tratados
internacionais, em medidas provisórias e no Código Penal,
como artigos que criminalizam o trabalho escravo e ações
contra a organização do trabalho.
Ele apontou ainda erros grosseiros
na consolidação, como a disposição que determina
que o Ministério do Trabalho e Emprego denuncie violações
trabalhistas à Justiça do Trabalho. "Isso não
existe mais", disse. Ele lembrou que nem o Ministério pode
propor nem a Justiça do Trabalho pode por si mesma abrir processo
judicial nesses casos. "A denúncia deveria ser encaminhada,
sim, ao Ministério Público do Trabalho."
Estrutura arcaica
Para o presidente da OAB, Cezar
Britto, o projeto transpõe para o presente uma "estrutura
sindical arcaica" criada durante a ditadura de Getúlio Vargas
para "amarrar os sindicatos". "Se quisermos evoluir, precisaremos
discutir uma reforma sindical para remover essas amarras", disse
o advogado.
Britto disse que o projeto traz "um
risco muito grande" porque coloca em uma eventual legislação
nova "institutos ultrapassados".
O secretário de Reforma
do Judiciário do Ministério da Justiça, Rogério
Favreto, questionou a conveniência do debate sobre consolidação
das leis trabalhistas, que não poderá alterar o conteúdo
da legislação em vigor. "Será que não
estamos colocando de lado questões mais importantes, de fundo
material?", indagou.
Favreto disse que seria melhor
editar uma legislação renovada mais coerente com a realidade
do país. Segundo o secretário, essa consolidação
poderá rapidamente perder sua utilidade.
Já a presidente
do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, Dóris
Castro Neves, afirmou que a CLT, uma legislação avançada
para a época em que foi editada em 1943, hoje se tornou antiquada
em vários de seus pontos.
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Agência Senado, 4 de abril de 2008
Senadores querem discutir mercado
informal, salário e mudanças na estrutura sindical

O ministro do Núcleo de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger,
será convidado a participar de audiência pública na Comissão
de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) para discutir
o mercado informal no Brasil, a participação dos salários
na renda nacional e a nova estrutura sindical do país. Requerimento
nesse sentido, de autoria do presidente da CDH, senador Paulo Paim (PT-RS),
foi aprovado nesta quinta-feira (3) pelo colegiado.
Na discussão do requerimento, o senador José Nery (PSOL-PA) manifestou
preocupação com "verdadeiras batalhas campais" registradas
em Belém devido à retirada de feirantes de área proibida à venda
de produtos. Ele ressaltou que as atividades informais muitas vezes ocupam
espaços vitais de circulação nas cidades, mas também
garantem o sustento de muitas famílias.
- O que está em jogo são a sobrevivência e a dignidade
das pessoas. O debate que realizaremos ajudará os senadores na formulação
de legislação que ajude a enfrentar esse problema - observou
José Nery.
A CDH também aprovou a realização de audiência pública
para discutir problemas enfrentados pelo Fundo Portus, de previdência
complementar da Petrobras. O debate deverá ser realizado no dia 6 de
maio, conforme anunciou o senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC),
na presidência dos trabalhos da comissão.
Ainda na reunião do colegiado, foi aprovada a prorrogação
do prazo de funcionamento da Subcomissão de Combate ao Trabalho Escravo,
que atuará por mais um ano. Ao apresentar seu voto favorável,
Mesquita Júnior elogiou a ação do senador José Nery à frente
da subcomissão.
De acordo com o senador pelo Pará, entre as prioridades da subcomissão
nos próximos meses está o apoio à campanha de coleta de
um milhão de assinaturas em favor da aprovação da PEC
438/ 01, que determina o confisco de terras nas quais for constatada a prática
de trabalho escravo.
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Agência Diap, 4 de
abril de 2008
ANTI-SINDICAL
DEM (ex-PFL) contestará no
Supremo a contribuição sindical
O presidente do Democratas, deputado
Rodrigo Maia (RJ), confirmou na noite desta quinta-feira (3) que o partido
vai ingressar na próxima segunda-feira (7), com uma Ação
Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF)
contra o repasse de recursos da contribuição sindical para
as entidades sindicais.
Segundo Rodrigo Maia, a transferência da contribuição teria
que ter sido feita por proposta de emenda constitucional (PEC) e não
por meio de projeto de lei, medida infraconstitucional, uma vez que a Constituição
proíbe repassas para as centrais.
O veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à “fiscalização
das centrais sindicais pelo TCU, sobre a aplicação da arrecadação
da contribuição sindical obrigatória, tornou a Lei, além
de inconstitucional, imoral”, enfatizou.
O veto, segundo Rodrigo Maia, "a gente trata no Congresso Nacional. Mas,
a decisão do Presidente [Lula] em deixar as centrais sindicais livres
de fiscalização do órgão competente [TCU] para
aplicar os recursos que arrecada de seus filiados, com contribuição
obrigatória ou não, exacerbou o caráter imoral da relação
do Governo Lula com os sindicatos", afirmou.
Os advogados do Democratas estão preparando a Adin, que será levada
na próxima segunda-feira ao STF, pelo próprio presidente do partido,
deputado Rodrigo Maia (RJ).
Contra o veto
O partido também pretende questionar no Supremo o veto ao artigo 6º do
PL 1.990/07, declarou Rodrigo Maia.
O veto do presidente Lula impede a fiscalização do TCU sobre
o uso que os sindicatos irão fazer dos recursos que passarão
a receber, por meio da contribuição sindical anual. "O Congresso
estabeleceu a fiscalização do TCU", afirma Rodrigo, e o
partido quer manter no texto da Lei 11.648, que regulamentou o funcionamento
das centrais.
“ O Congresso agiu de forma correta. Como se trata de contribuição
obrigatória, imposta por lei, a cobrança de um dia de salário
do trabalhador (que, agora também, será repassada às centrais
sindicais) se transforma em um tributo. E todo tributo tem de ter a aplicação
fiscalizada. Além do mais, até sindicalistas concordam em um ponto:
o veto do presidente Lula beneficia a banda podre dos sindicatos”, enfatizou
o presidente do Democratas.
Anti-sindical
Trata-se de uma ação anti-sindical do Democratas, pois neste
momento que o movimento sindical constrói uma agenda de ação
unitária em defesa dos trabalhadores pela redução da jornada
de trabalho, pela aprovação das convenções 151
e 158 da OIT, entre outros temas importantes, essa ação oposicionista
nada mais é que uma tentativa de envergar e enfraquecer as entidades
dos trabalhadores.
Se se concretizar esse intento, caberá às entidades sindicais — sindicatos,
federações, confederações e centrais — atuarem
em conjunto, como já estão fazendo, para derrotar essa atitude
diversionista, que ao fim e ao cabo só tem um objetivo – asfixiar
o movimento sindical. (Marcos Verlaine)
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Gazeta do Povo, 4 de abril de 2008
Centrais sindicais
DEM vai ao Supremo para derrubar
veto de Lula
Ato do presidente regulariza as instituições
sindicais e destina a elas parcela do imposto sindical obrigatório,
cerca de R$ 100 milhões
Brasília e Rio - O DEM vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF)
contra o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que regulariza
as centrais sindicais e destina a elas parcela do imposto sindical obrigatório.
O veto do presidente impede a fiscalização do Tribunal de Contas
da União (TCU) sobre o uso que os sindicatos vão fazer dos recursos
que passarão a receber.
“ O Congresso estabeleceu a fiscalização do TCU”, afirmou
o presidente do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ), ao justificar a decisão
de entrar na Justiça.
A sanção da lei que legaliza as centrais sindicais e o veto ao
artigo que obrigava as entidades a prestar contas ao TCU foi comemorada numa
reunião entre o presidente e um grupo de mais de 50 sindicalistas na
quarta-feira. Entre os presentes, estavam o ministro do Trabalho, Carlos Lupi,
e o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho.
Na reunião, os dirigentes sindicais se revezaram no microfone para bajular
Lula e agradecer o veto à medida que abriria a caixa-preta do uso de
cerca de R$ 1,2 bilhão anuais – R$ 100 milhões só para
as centrais. Lula foi o último a falar. Disse que, desde a aprovação
da lei, nunca teve dúvidas de que vetaria a fiscalização.
Lula alegou que isso poderia servir de pretexto para perseguição
nos sindicatos. Contou que o Sindicato dos Metalúrgicos de São
Paulo sofreu duas intervenções. Em uma delas, em 1980, disse
que o então ministro do Trabalho, Murilo Macedo, foi de banco em banco
no qual o sindicato tinha contas procurando coisas erradas. Mas, no final,
dava sua gestão como exemplo.
“ Desde o momento em que acabou a votação na Câmara,
eu não tive dúvida de que iria vetar a fiscalização
do movimento sindical”, disse Lula. “Eu já fico sabendo em
cima de quem iria a fiscalização. Eu lembro uma vez em que você,
Paulinho, divergiu de alguém e foi vítima de muitas acusações.
Já imaginaram a cada eleição os sindicatos sendo alvo de
fiscalização? O trabalhador deve ser capaz de fiscalizar seu sindicato,
por isso eu vetei”, disse Lula.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, era um dos mais exaltados ao defender
a conquista do lobby sindical. Disse que aquela comemoração estava
sendo possível porque Lula não esquecia suas origens de sindicalista.
“ Incomoda a um segmento da sociedade, a uma elite que não se conforma
com o nosso sucesso (...) Mas vão ter que nos aturar durante muito tempo”,
afirmou Lupi.
Os sindicatos agora querem o apoio do presidente para o projeto que unifica
o imposto sindical com a contribuição assistencial, hoje opcional.
Se aprovado o projeto, a taxa também passaria a ser obrigatória.
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Folha de São Paulo, 4 de abril de 2008
Opinião da Folha de São
Paulo: Sindicalismo estatal
Presidente Lula ignora o que pregava
como líder sindical, pereniza imposto dos pelegos e atrela
centrais ao Estado
UM TORNEIRO mecânico
na Presidência pode iludir alguns com a impressão
de que a classe operária chegou ao paraíso, mas foi
só o estamento sindical que nele se locupletou. O paraíso,
no Brasil, se chama Estado.
A burocracia das entidades de classe empalmou o Executivo e foi direto à boca
do caixa. O auge desse concubinato foi alcançado com o veto de Lula à fiscalização,
pelo TCU, de recursos provenientes da contribuição negocial,
o novo nome para o velho imposto sindical.
Não contente em frustrar o controle sobre recursos públicos,
o presidente organizou convescote no Palácio do Planalto para comemorar
com meia centena de camaradas a conquista do dinheiro fácil. A festa
teve início a portas fechadas, segundo noticiou o jornal "O Globo".
A alegação era de que se tratava de evento privado, embora patrocinado
com recursos dos contribuintes.
" Incomoda a um segmento da sociedade, a uma elite que não se conforma
com o nosso sucesso", esbravejou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT). "Mas
vão ter que nos aturar durante muito tempo", desafiou, escancarando
intenções que se projetam muito além dos dois anos e nove
meses que restam a Lula. Referia-se, obviamente, à bem-sucedida instalação
de uma cabeça-de-ponte sindical no coração do erário.
Lula tentou justificar o veto com o argumento de que a obrigação
de prestar contas ao TCU implicaria dano à autonomia sindical. Soa cômico
falar em independência quando a lei em questão promove o reconhecimento
estatal de centrais, criadas de modo autônomo anos atrás. Estão
agora domesticadas, em troca de participação na bolada anual
de mais de R$ 1 bilhão, sacada dos trabalhadores.
O presidente e seus companheiros podem acreditar que a mudança de nome
de imposto para contribuição transforma recursos públicos,
recolhidos de modo compulsório pelo Estado, em privados. Enfrentarão
dificuldade, porém, para convencer disso os 86% de trabalhadores brasileiros
que optaram por não se sindicalizar, mas mesmo assim terão de
pagar o tributo para sustentar sindicatos e centrais.
Houve um tempo em que Lula e correligionários do PT e da CUT defendiam
a autonomia sindical de maneira conseqüente, propondo a extinção
do imposto sindical. Num governo em que 45% dos altos cargos ficam nas mãos
de filiados a sindicatos e ao partido do presidente, viraram todos a casaca.
A aceitação da tutela do Estado em troca de receita garantida
merece ser chamada de peleguismo de resultados. Ou de sindicalismo estatal.
Independência é que não é.
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Folha de São Paulo, 4 de abril de 2008
Fiscalização dos sindicatos
seria retrocesso à ditadura, diz Marinho
Para ministro, Lula seguiu Constituição
ao vetar exame de gastos das centrais
SIMONE IGLESIAS
MARIA CLARA CABRAL
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O ministro Luiz Marinho (Previdência) afirmou ontem que ao vetar a obrigatoriedade
de fiscalização dos gastos das centrais sindicais pelo TCU (Tribunal
de Contas da União), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu
a Constituição. De outra forma, disse, o país retrocederia à época
da ditadura, quando a atuação dos sindicatos era acompanhada
pelo governo.
" Não estamos criando nada novo. A Constituição diz
que não pode haver influência do Estado na atuação
dos sindicatos. Isso [fiscalização] acabou com a ditadura",
disse.
Anteontem, Lula anunciou o veto em encontro com sindicalistas e justificou
sua decisão dizendo que o artigo do projeto de lei que reconhece formalmente
as centrais sindicais poderia acabar com a autonomia das entidades.
A decisão desagradou à oposição, que queria fiscalização
rigorosa da aplicação dos recursos provenientes do imposto sindical.
DEM e PSDB prometeram entrar com ações no STF (Supremo Tribunal
Federal) questionando o veto.
O DEM vai ingressar segunda-feira com uma Adin (Ação Direta de
Inconstitucionalidade) e o PSDB com uma ADPF (Argüição de
Descumprimento de Preceito Fundamental). Para os dois partidos, o presidente
Lula desrespeitou a Constituição que determina que a aplicação
de recursos públicos seja fiscalizada pelo TCU.
Para o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), o veto demonstra desrespeito à população,
que tem direito de saber de que forma o dinheiro público está sendo
aplicado.
" O Congresso agiu de forma correta. Como se trata de contribuição
obrigatória, imposta por lei, a cobrança de um dia de salário
do trabalhador se transforma em um tributo. E todo tributo tem de ter a aplicação
fiscalizada. Além do mais, até sindicalistas concordam em um ponto:
o veto do presidente Lula beneficia a banda podre dos sindicatos", afirmou.
O deputado Antônio Carlos Pannunzio (PSDB-SP), autor na Câmara
da emenda que obrigava a fiscalização, disse que o presidente
não apresentou argumentos jurídicos para vetar o artigo. O parlamentar
afirmou que o veto "é imoral e envergonha o povo brasileiro". "O
presidente Lula se comporta como se ainda fosse um líder sindical e,
pior, como se legislasse apenas para esse público. Qual a justificativa
moral e legal que o presidente tem para falar em autonomia das centrais?",
afirmou. A sindicalistas, Lula explicou, anteontem, que vetou o artigo por
causa de seu passado no sindicato e alegou que a fiscalização
poderia levar a perseguição política.
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Folha de São Paulo,
4 de abril de 2008
Igreja:
Para Arcebispo, TCU deve fiscalizar
centrais sindicais
O arcebispo de Florianópolis
(SC) e presidente da Regional Sul da CNBB (Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil), dom Murilo Krieger, defendeu o direito de o TCU
(Tribunal Contas da União) fiscalizar o dinheiro das centrais
sindicais. O presidente Lula vetou uma emenda que atribuía ao
tribunal a fiscalização. "Quem não deve não
teme. Isto vale para os sindicatos e vale para os cartões corporativos.
Por que ter medo de apresentar [as contas] publicamente?", afirmou
o bispo de Florianópolis, durante a 46ª Assembléia
Geral da CNBB, em Indaiatuba (SP).
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O ESTADO DO PARANÁ,
04 de abril de 2008 | Economia
Segundo Dieese, salário mínimo
deveria ser de R$ 1.881,32
Agência Estado
O salário mínimo
no Brasil deveria ser de R$ 1.881,32, segundo cálculo do Departamento
Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos
(Dieese), com base no preço da cesta básica na cidade de
São Paulo em março. A cesta paulistana, segundo apurou
o Dieese, custava R$ 223,94 no mês passado e era a mais cara das
cestas de 16 capitais brasileiras.
O valor do salário mínimo,
de acordo com os economistas do Dieese, seria o ideal para suprir as
despesas de uma família com dois adultos e duas crianças
com alimentação, moradia, saúde, educação,
vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, como
prevê a Constituição.
A quantia calculada para
março é menor que a de um mês antes (R$ 1.900,31),
porque o preço da cesta básica paulistana caiu 1% no
período. Ainda assim, o salário mínimo ideal representa
4,53 vezes o piso de R$ 415,00, que passou a vigorar no mês passado.
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Diário Vermelho, 4
de abril de 2008
Centrais debatem em São Paulo
a terceirização no Brasil
Nesta sexta-feira (4), lideranças
dos trabalhadores e patronais, ao lado de representantes de organismos
internacionais, do Congresso Nacional e do Governo Federal, se reúnem
para discutir a terceirização nas relações
de trabalho, com base em princípios que respeitem direitos, dignidade
e responsabilidade social.
Para o evento, organizado
pelo sítio Gestão Sindical, já estão confirmadas
as presenças do ministro da Previdência Social, Luiz Marinho,
do presidente do Ipea, Márcio Pochmann, do deputado federal
Vicentinho (PT-SP) e do presidente da Comissão de Trabalho da
Câmara, deputado Pedro Fernandes (PTB-MA), além da diretora
da OIT no Brasil, Laís Abramo.
Os representantes das centrais sindicais participarão do evento como
painelistas.
As vagas são limitadas. Inscrições para presidentes e
diretores executivos de entidades sindicais deverão ser realizadas com
Cristiano pelo telefone (11) 3368-3344 ou e-mail cristiano@gestaosindical.com.br
Veja a programação completa
a seguir:
Seminário "Terceirização no Brasil – avanços
e acordos possíveis"
8h – Café de boas-vindas, credenciamento e entrega de material.
8h30 – Abertura: O que esperar da Terceirização?
Jan Wiegerinck - presidente do Sindicato das Empresas de Prestação
de Serviços a Terceiros, Colocação e Administração
de Mão-de-Obra e de Trabalho Temporário no estado de São
Paulo - Sindeprestem e da Organização Gelre
Centrais Sindicais: CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CGTB e NCST
9h15 – Conferência: A Terceirização na Contratação
do Trabalho
Márcio Pochmann (professor da Unicamp e presidente do Ipea)
Moderadora: Denise Motta Dau, Secretária Nacional de Organização
da CUT
10h10 – Café
10h30 – Painel: A Regulamentação no Trabalho Terceirizado
- o trabalho decente, o rural e o urbano
Deputado Pedro Fernandes (PTB/MA) - presidente da Comissão de Trabalho
da Câmara dos Deputados
Deputado federal Vicentinho (PT/SP) – autor do PL 1.621 que regulamenta
as terceirizações
Laís Abramo – diretora-geral da Organização Internacional
do Trabalho no Brasil (OIT)
É lio Neves – presidente da Federação dos Empregados
Rurais Assalariados no estado de São Paulo (Feraesp)
Antonio Fernandes Neto – membro da comissão sobre terceirização
do Ministério do Trabalho e presidente da CGTB
Moderador: Kjeld Jacobsen, consultor do Observatório Social e ex-secretário
de Relações Internacionais da Prefeitura do Município
de São Paulo
11h50 – Conferência de encerramento: Os Aspectos Previdenciários
da Terceirização
Ministro da Previdência Social, Luiz Marinho
Moderador: João Carlos Gonçalves (Juruna) – secretário-geral
da Força Sindical
12h30 – Almoço
Serviço:
Seminário "Terceirização no Brasil – avanços
e acordos possíveis"
Quando: 4 de Abril
Horas: 8h30 às 13 horas
Onde: Auditório da Fecomércio, Rua Dr. Plínio Barreto,
285, Bela Vista, São Paulo (SP)
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Valor Econômico, 4
de abril de 2008
BC mostra que real forte não
impede crescimento da indústria
O Banco Central fez um estudo
que contesta a tese de que a sobrevalorização do real poderá levar à desindustrialização
da economia. Na visão da autoridade monetária, a indústria
tem demonstrado "flexibilidade e capacidade de adaptação",
deslocando os fatores de produção para atender ao consumo
interno.
Em 2007, quando o real se valorizou
17,15%, alguns analistas econômicos afirmaram que a exportação
de produtos manufaturados iria cair, deprimindo a participação
da indústria na economia. O BC afirma no estudo, que foi divulgado
no relatório de inflação de março, que o
crescimento da produção industrial em 2007, de 6%, foi
o terceiro melhor desde a edição do Plano Real, em 1994.
Os dados deste início do ano, assinala o banco, indicavam continuidade
da tendência de crescimento da indústria em patamar superior
ao ocorrido em 2007.
A indústria cresceu mais
do que em 2007 apenas em 2000, quando avançou 6,6%, e em 2004,
quando se expandiu 8,3%. O BC pondera, contudo, que nesses dois anos
a indústria cresceu mais, porque partiu de bases deprimidas. Em
1999 e 2003, a atividade havia, respectivamente, encolhido 0,7% e avançado
0,1%. Em 2007, o crescimento da indústria ocorreu a partir de
uma base mais elevada - a expansão em 2006 foi de 2,8%.
Demanda
O ponto sustentado pelo BC é que
a indústria se saiu bem em 2007 porque foi puxada pelo forte crescimento
da demanda doméstica. Com o documento, o BC firma sua posição
no debate feito dentro e fora do governo sobre se a indústria
continuaria a exibir o mesmo dinamismo, se dirigir a produção
preferencialmente para o mercado interno.
Em março, o ministro da
Fazenda, Guido Mantega, divulgou medidas para conter a valorização
do real e para dar maior competitividade às exportações,
com o argumento de que, para o crescimento econômico ser equilibrado,
as indústrias devem ter um pé no mercado interno e outro
no mercado externo. Entre as medidas, estão a imposição
de alíquota de 1,5% de IOF sobre capitais estrangeiros em renda
fixa, isenção de IOF sobre exportações e
o fim da exigência de cobertura cambial para as exportações.
Mantega disse, na ocasião, que o próximo passo será anunciar
uma nova política industrial.
Na visão da Fazenda, a
busca por mercados externos incentiva as indústrias a serem mais
eficientes e competitivas. O receio no ministério é que
o Brasil seja afetado pela chamada "doença holandesa".
Ou seja, que a apreciação da taxa de câmbio, causada
pela alta dos preços de produtos primários exportados pelo
Brasil, leve à morte da indústria.
A tese do BC é que tanto
faz a indústria vender no mercado interno ou externo - e em qualquer
cenário existe pressão por eficiência. O mercado
interno brasileiro, na visão dos economistas do BC, é grande
o suficiente para evitar eventual desindustrialização.
O diretor de Política
Econômica do BC, Mário Mesquita, disse, ao apresentar
o estudo, que a principal evidência de que a indústria
não está definhando no país são os projetos
de investimentos anunciados e os índices de intenção
de investimento. "Se os investimentos estão crescendo, é porque
os empresários se sentem confortáveis em relação
ao futuro do setor."
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Agência Senado, 4 de abril de 2008
Geraldo Magela pede a Garibaldi
pressa na votação de projeto que permite compra
de lote com FGTS
O presidente do Senado, Garibaldi Alves, recebeu na manhã desta quinta-feira
(3) o deputado Geraldo Magela (PT-DF), que veio pedir pressa do Plenário
na votação de projeto de sua autoria (PLC 18/02) que autoriza
a compra de lote residencial de até 250 metros quadrados com recursos
do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
O deputado apresentou a Garibaldi Alves ofício assinado por ele e por
representantes de diversos movimentos sociais, alegando que essa será valiosa
forma de combater o déficit habitacional enfrentado pelo país
e facilitar o acesso do trabalhador à casa própria.
- Essa é a melhor forma de tirar o trabalhador do pagamento do aluguel
- alegou o deputado ao sair da audiência.
Garibaldi Alves prometeu que, assim que for destravada a pauta de votações,
se esforçará para colocar esse projeto na Ordem do Dia. Geraldo
Magela deixou a Presidência do Senado anunciando que procuraria também
os líderes partidários em busca de rapidez para a tramitação
de seu projeto. A iniciativa já foi aprovada pelas Comissões
de Educação e de Assuntos Sociais do Senado.
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Gazeta do Povo, 4 de abril
de 2008
STF já aguarda discussão
sobre o terceiro mandato
Brasília - O presidente eleito do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar
Mendes, disse ontem estar convencido de que será objeto de análise
da Suprema Corte a polêmica que envolve a proposta de um terceiro mandado
para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o ministro, uma
das atribuições do Supremo é o controle da constitucionalidade
sobre propostas de emendas constitucionais (PEC).
“ Certamente, se houver uma discussão a respeito, alguém
fará chegar o tema ao Supremo. Aí o tribunal vai se debruçar
sobre a questão’’, afirmou o ministro, que esteve na Câmara
ontem para participar de um seminário que trata da consolidação
das leis.
Mendes, que também é presidente
do Conselho nacional de Justiça, disse ainda que um tema da
dimensão de uma proposta que modifica a Constituição
e autoriza um terceiro mandato presidencial envolve os poderes Executivo,
Legislativo e Judiciário.
“ A atividade hoje do Supremo é também de controle da constitucionalidade
sobre as emendas. Nós tivemos várias emendas constitucionais que
foram submetidas ao Supremo, que foram inclusive impugnadas e tiveram impugnação
aceita pelo Supremo. Portanto, um tema desta dimensão que pode envolver
a questão da própria separação de Poderes e da democracia’’,
disse Gilmar.
Reportagem do jornal Folha de S.Paulo publicada ontem informa que o deputado
Devanir Ribeiro (PT-SP) pretende apresentar na próxima semana uma PEC
que permite o terceiro mandado a Lula. Segundo ele, o texto não está concluído
ainda. A idéia é recuperar a proposta feita na Constituição
de 1988, aumentando mandato do presidente para cinco anos, sem reeleição.
Terça-feira, o vice-presidente da República, José Alencar
(PRB), defendeu um terceiro mandato para o presidente Lula, justificando que
esse seria um desejo da sociedade que gostaria que ele ficasse “mais
um tempo’’.
No dia seguinte, Lula desconversou sobre o assunto. Segundo o presidente, ele
estaria “cansado’’ de enfrentar eleições e
teria outras preocupação e não um terceiro mandato. De
acordo com Lula, sua preocupação no momento é viajar pelo
país lançando obras do Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC).
Opinião - MPs causam “insegurança jurídica”
Gilmar Mendes criticou o excesso de medidas provisórias editadas pelo
presidente Lula. O ministro do STF afirmou que as MPs provocam insegurança
jurídica e avaliou que o modelo atual de tramitação está “exaurido”.
“ Todos sabemos que esse tema suscita a discussão sobre segurança
ou insegurança jurídica. A medida provisória contribui para
essa insegurança”, afirmou. Apesar das críticas, Mendes defendeu
as MPs e disse que nenhum governo, no momento atual, poderia abrir mão
delas.
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O ESTADO DO PARANÁ,
04 de abril de 2008 | Política
Campanha já dá trabalho
ao TRE
Roger Pereira
Mais de seis meses antes das eleições municipais, a 178ª Zona
Eleitoral de Curitiba, que este ano é responsável pela propaganda
de rua dos partidos e candidatos já tem trabalho.
Segundo o juiz responsável
pela zona eleitoral, Benjamin Acácio de Moura e Costa já recebeu
12 processos com relação a propaganda eleitoral extemporânea.
A propaganda só será permitida
a partir do dia seis de julho, mas, segundo o juiz, alguns casos já estão
chegando para seu julgamento. “Não está havendo antecipação
do processo eleitoral, os casos que estão sendo julgados são
pontuais”, disse, lembrando casos como os outdoors das prévias
do PT no município, ou a propaganda institucional da prefeitura,
considerada subliminar à eleição de Beto Richa (PSDB)
pelo PTC, mas indeferida pelo próprio juiz.
Benjamin, que ontem concedeu
liminar para a retirada do outdoor de Osmar Bertoldi, pré-candidato
do DEM à Prefeitura de Curitiba, revelou que o Justiça
Eleitoral conta com a ação fiscalizatória da população
curitibana para coibir as propagandas ilegais durante a campanha, uma
vez que sua zona eleitoral não tem estrutura para fiscalizar tudo
o que acontece na cidade. “Nossa zona é composta por um
magistrado, um representante do Ministério Público, uma
chefia de cartório e quatro servidores. Nossa função é,
quando provocados, não deixarmos nenhum processo sem resposta.
Para isso, contamos com o exercício da cidadania do curitibano”,
declarou, lembrando que o cidadão que flagrar propaganda eleitoral
que possa ser considerada irregular, deve procurar um partido político
ou o Ministério Público para propor a denúncia.
Benjamin disse que a grande
diferença, no que diz respeito à propaganda, nas eleições
deste ano é que esta será a primeira sob a nova lei municipal
de publicidade externa, sancionada no ano passado. “Assim, até algumas
propagandas permitidas pela legislação eleitoral estarão
proibidas na capital (como a publicidade móvel em vias públicas)”,
lembrou. O TRE deverá divulgar, nas próximas semanas,
uma portaria informando o que é permitido e o que é proibido
na propaganda eleitoral externa. O TRE também deverá se
pronunciar nos próximos dias sobre a propaganda via internet.
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FOLHA DE LONDRINA, 04 de
abril de 2008 | Política
Juiz pede que população
fiscalize eleições
Curitiba - O juiz da 178ª zona eleitoral de Curitiba, Benjamin Acácio
de Moura e Costa, responsável pelos processos relativos à propaganda
de rua, disse ontem durante entrevista à imprensa que a população
''deve se transformar em agente fiscalizador'' durante o pleito do próximo
outubro. ''As pessoas precisam se convencer que podem fazer a ponte com o Judiciário.''
O juiz argumenta que, até por falta de estrutura, ''a sociedade civil
organizada precisa integrar o processo eleitoral''. A equipe da 178 zona eleitoral
se restringe a um membro do Ministério Público (MP), um magistrado,
um chefe de cartório e quatro servidores.
Do início do ano até agora,
12 processos relativos à propaganda de eventuais pré-candidatos
feita na rua já foram protocolados na 178 zona eleitoral. Do total,
nove já estão concluídos. A maioria dos processos
diz respeito a ''outdoors'' de pré-candidatos instalados nas ruas.
O juiz explica que, ao verificar
qualquer suposta irregularidade nas ruas, a população pode
recorrer ao Ministério Público e também aos próprios
partidos políticos. Moura e Costa afirma que ainda fará uma
Portaria para explicar o que os candidatos ''podem ou não fazer''.
No caso de Curitiba, os candidatos
deverão se orientar pela lei municipal aprovada no ano passado,
e que trata especificamente da propaganda de rua. Na Capital, é a única
mudança em relação às regras válidas
na eleição anterior. São poucos os municípios
brasileiros que possuem lei municipal específica para propaganda
de rua.
Catarina Scortecci
Equipe da Folha
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
04/04/2008
ECT ganha ação de cobrança
de adiantamentos a carteiro demitido
A Sexta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho manteve decisão da Justiça do Trabalho do Rio
de Janeiro que entendeu possível a dedução de valores
adiantados a um carteiro durante o contrato de trabalho por parte da
Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Embora a CLT
limite os descontos, no ato de rescisão, ao valor do salário
do mês, o entendimento foi o de que não se trata de desconto
rescisório, mas de cobrança judicial de saldo devedor.
O relator foi o ministro Aloysio Corrêa da Veiga.
Contratado em julho de 1989,
o carteiro foi demitido, por justa causa, em outubro de 1996. Na elaboração
dos cálculos rescisórios, a ECT constatou a existência
de saldo devedor por parte do empregado, decorrente do adiantamento de
vale-alimentação, gratificação de Natal e
férias, anuênios e despesas pela não-devolução
de uniformes. A empresa convidou o carteiro várias vezes para
a liquidação amigável do débito, mas ele
não compareceu. Diante disso, ajuizou ação para
cobrança do débito.
Diante da ausência do empregado
também à audiência inaugural da ação
trabalhista, a ECT solicitou a declaração de revelia e
a aplicação da pena de confissão quanto à matéria.
Coincidentemente, o empregado postulara reclamação contra
a empresa em setembro de 1997, onde pleiteou antecipação
de tutela para a imediata reintegração ao emprego e, caso
não cabível, a declaração de dispensa sem
justa causa e pagamento das verbas rescisórias. Na audiência
inaugural desta reclamação, em dezembro de 1997, teve a
desagradável surpresa de saber que a ECT havia ingressado com
a outra ação – na qual fora condenado à revelia.
O Tribunal Regional do Trabalho
da 1ª Região (RJ) deu provimento ao recurso ordinário
da ECT em sua ação de cobrança, quanto à devolução
dos valores a título de adiantamento. Segundo o Regional, o próprio
artigo 477, parágrafo 5º da CLT, autoriza a compensação
ou dedução, no ato de rescisão contratual, de valores
adiantados ao empregado no curso do contrato de trabalho. Além
disso, a revelia teria acarretado a veracidade dos fatos alegados pela
empresa na ação de cobrança (confissão ficta)
e, dessa forma, não caberia falar no limite de um mês de
remuneração para as deduções, pois não
houve impugnação específica neste sentido. Contra
essa decisão, o carteiro recorreu ao TST. Sustentou que sua revelia
não poderia ensejar a procedência do pedido da empresa e
que a compensação de valores não seria possível,
pois o montante ultrapassava o recebido por ele.
O ministro Aloysio Corrêa
da Veiga, relator do processo, observou que não se tratava de
valores de adiantamento descontados no termo rescisório. “No
caso em exame, trata-se de ação de cobrança de adiantamentos
feitos pelo empregador ao empregado, em que havia impossibilidade de
seu desconto total no termo de rescisão”, assinalou. “A
empresa serve-se da ação apropriada para buscar o recebimento
dos créditos que tinha junto ao empregado”. O relator acrescentou
que a impossibilidade de compensar, nas verbas rescisórias, adiantamentos
em valor superior ao mês da rescisão, tratado no artigo
477, parágrafo 5º da CLT, não representa o perdão
da dívida, que é passível de cobrança por
meio de ação própria, como foi feito. “Claro,
portanto, que o dispositivo não impede que o credor venha a juízo
buscar o recebimento de parcelas incontroversamente devidas pelo empregado,
ainda mais quando configurada a revelia”, concluiu. (RR-585/1997-013-01-00.0
(Lourdes Côrtes)
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04/04/2008
Procuração juntada pela parte
contrária não prova representação irregular
Um caso inédito: uma procuração
outorgada pelo Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul), obtida
em cartório, é juntada aos autos pela parte contrária.
O objetivo era comprovar que o advogado que assinou o recurso de revista
do banco não estava mais habilitado a fazê-lo, pois havia
novos advogados com instrumento de mandato, sem ressalva de poderes conferidos
ao patrono anterior. A inexistência de representação
foi alegada por uma auxiliar de microfilmagem que trabalhou no Banrisul
e com o qual busca obter vínculo de emprego.
O relator dos embargos, ministro
João Batista Brito Pereira, entendeu que a revogação
tácita do mandato anterior somente se verificaria se o novo instrumento
de mandato fosse juntado aos autos pelo respectivo outorgante, o que
não ocorreu. A Seção Especializada em Dissídios
Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento
aos embargos da trabalhadora e manteve a decisão da Quarta Turma,
que excluiu da condenação o reconhecimento de vínculo
de emprego.
O ministro Brito Pereira verificou
que o Banrisul interpôs o recurso de revista em 17/04/2000, tendo
o advogado subscritor recebido poderes através de substabelecimento
de outro profissional constituído procurador do banco mediante
instrumento público de mandato datado de 22/5/1995. A trabalhadora
juntou aos autos o instrumento público de mandato datado de 5/5/1999
em que o Banrisul constitui diversos procuradores, dentre os quais não
consta o advogado que assinou o recurso de revista, nem do anterior,
razão pela qual a sustentou a inexistência de representação
da empresa no recurso de revista.
A procuração era
instrumento público, sem especificação do processo
ou do juízo (cível, tributário, etc.) ao qual se
destinam os poderes ali outorgados. Foi juntada aos autos pela parte
contrária, hipótese que não se ajusta à diretriz
da Orientação Jurisprudencial nº 349 da SDI-1. Por
essas razões, o relator concluiu o outorgante, ao se abster de
juntar aos autos o novo instrumento de mandato, demonstra a sua vontade
de permanecer representado pelos advogados constituídos pelo instrumento
anterior, não ocorrendo, então, a revogação
tácita alegada pela trabalhadora.
A ação foi proposta
em dezembro de 1995 pela ex-funcionária contra o Banrisul e a
Serteci Representações Comerciais Ltda., pela qual tinha
sido contratada em outubro de 1989 como ajudante de operador de microfilmagem
para trabalhar no Departamento de Patrimônio do banco, na área
de microfilmagem de documentos (cheques, contratos, duplicatas, extratos,
notas promissórias, etc.). Em novembro de 1995, quando ganhava
R$ 290,25, a trabalhadora foi dispensada e decidiu pleitear na Justiça
do Trabalho o vínculo de emprego com o banco, alegando subordinação,
pessoalidade e exercício na atividade fim do banco.
O vínculo foi concedido
pela 29ª Vara do Trabalho de Porto Alegre e mantido pelo Tribunal
Regional do Trabalho da 4ª Região (RS). Foi quando o banco
interpôs o recurso de revista ao TST que a trabalhadora questionou
a validade da representação. A Quarta Turma considerou
regular a representação, conheceu do recurso do banco e
excluiu o reconhecimento do vínculo da condenação,
entendimento mantido pela SDI-1. (E-ED-RR-717946/2000.4)
(Lourdes Tavares)

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