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O ESTADO DE SÃO PAULO,
08 de abril de 2008 | Economia & Negócios
Produtividade cresce sem corte de
emprego e com aumento de salário
Ganho de eficiência da indústria
brasileira foi de 4,2% em 2007, reduzindo o risco de aumento da inflação
Marcelo Rehder
A produtividade do trabalho na
indústria brasileira vive o que os economistas chamam de um ciclo
virtuoso de crescimento. O ciclo começou em 2004 e está se
acelerando. No ano passado, a produção por trabalhador
nas fábricas cresceu 4,2%, quase o dobro da taxa alcançada
em 2006 (2,5%). Esse desempenho reflete o aumento dos investimentos das
empresas em máquinas e equipamentos para expandir a produção.
Impulsionada pela expansão
de 6% na produção industrial, a evolução
da eficiência nas fábricas é considerada virtuosa
porque veio acompanhada de crescimento de 2,2% no emprego e de 1,8% nas
horas pagas. Ou seja, a produtividade aumentou sem demissões em
massa, como ocorria no passado.
A remuneração média
da mão-de-obra apresentou aumento real, de 3,1%. O ganho foi menor
que o proporcionado pelo avanço da produtividade, o que sinaliza
que os aumentos salariais estão sendo concedidos pela indústria
sem pressões sobre a inflação.
Os números constam de
um levantamento feito pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento
da Indústria (Iedi) com base em dados do IBGE. Eles montam um
quadro bem diferente do observado entre meados dos anos 90 e 2003, quando
o aumento de produtividade era conseguido a custa da redução
do emprego.
“As empresas ficaram mais
eficientes e estão repartindo os ganhos com o trabalhador, e isso é muito
bom, porque o aumento da renda alimenta a expansão da demanda
doméstica”, afirma o economista Júlio Sérgio
Gomes de Almeida, assessor do Iedi.
Segundo ele, a maturação
dos investimentos em máquinas e equipamentos tem ampliado a capacidade
de produção de forma a atender à demanda sem pressões
inflacionárias.
“É um crescimento
sadio”, avalia Almeida. “A indústria está conseguindo
ao mesmo tempo aumentar a capacidade produtiva do País, por meio
da modernização e ampliação do parque de
máquinas, equipamentos e instalações, e elevar o
padrão de vida de milhões de trabalhadores.”
O levantamento do Iedi mostra
que o número de setores com aumento simultâneo na produção,
nas horas pagas e no emprego ampliou-se no ano passado. De um total de
18 setores pesquisados, oito apresentaram crescimento virtuoso da produtividade,
enquanto em 2006 foram apenas cinco.
Nesse grupo está o setor
de máquinas e equipamentos, que conseguiu o maior salto de produtividade,
de 10,6%. A produção subiu 17,7%, enquanto o número
de trabalhadores contratados cresceu 6,9% e as horas pagas aumentaram
6,5%. Um bom exemplo é a Romi, uma grande fabricantes de máquinas,
cujo faturamento aumentou 16,1% no ano passado.
Segundo José Carlos Romi,
diretor de tecnologia da divisão de máquinas-ferramenta
da Romi, o emprego cresceu19,9% (480 novas vagas) e houve aumento de
4,7% nas horas pagas. “Nosso ganho de produtividade foi de 10,9%.” Ele
conta que a empresa implementou um programa de investimentos que aumentou
em um terço a sua capacidade produtiva e incluiu desembolso de
R$ 50,8 milhões só em 2006. Hoje, a Romi tem capacidade
para produzir até 4 mil equipamentos por ano.
Puxada pela indústria
automobilística, a produtividade na fabricação de
meios de transporte aumentou 6,7%. O desempenho é fruto da combinação
do aumento de 14,9% na produção física e de 7,7%
no emprego.
A SKF, maior fabricante
de rolamentos automotivos no País, investiu R$ 50 milhões
para dobrar sua produção nos últimos cinco anos.
Em 2007, a empresa faturou 30% mais que no ano anterior e ampliou o
quadro de pessoal em 10%(70 novas vagas). “Até março,
as vendas aumentaram 20% e contratamos mais 23 funcionários”,
diz Donizete Santos, presidente da SKF do Brasil.
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Folha de São Paulo, 8 de abril de 2008
Construção indica que
o consumo está aquecido
DA SUCURSAL DO RIO
Os reajustes dos serviços e materiais de construção sinalizam
que o consumo no país está aquecido. O INCC (Índice Nacional
da Construção Civil) subiu de 0,40% em fevereiro para 0,66% em
março. O índice acumula altas de 1,45% no ano e de 6,69% em 12
meses, segundo a Fundação Getulio Vargas.
Com fortes pressões de custo de insumos básicos, como minério
de ferro, a indústria já comercializa alguns produtos com altas
expressivas. É o caso do aço, cujo preço médio
subiu 3,19% nas lojas e distribuidoras de material de construção
em março. Outras altas de destaque foram para esquadrias (1,02%) e madeira
(2,10%).
O conjunto dos materiais e serviços da construção subiu,
em março, 0,96% -0,75% em fevereiro. A alta em 12 meses chegou a 7,24%.
Já o custo da mão-de-obra passou de 0,01% em fevereiro para 0,32%
em março. Em 12 meses, 6,07%.
Todos esses dados sinalizam o setor imobiliário, com número recorde
de lançamentos para todas as faixas de renda. Segundo Carlos Thadeu
de Freitas Filho, da corretora SLW, o aquecimento da indústria da construção é reflexo
da maior oferta de crédito habitacional -algo que o Banco Central espera
conter um pouco com um provável aumento dos juros.
Na ponta do consumidor final, o efeito mais simbólico e representativo
da alta dos preços das commodities agrícolas é o aumento
do pão francês, item essencial na mesa do brasileiro. Somente
em março, o produto subiu 2,69%, a mais alta taxa desde dezembro de
2002, quando o país atravessava os reflexos da crise de confiança
provocada pela eleição presidencial.
O pão sobe empurrado pelo aumento do trigo. O cereal teve alta de 13,38%
em março. Em 12 meses, acumula aumento de 45,69% em decorrência
da elevação das cotações externas.
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FOLHA DE LONDRINA, 08 de
abril de 2008 | Economia
55% dos brasileiros recebem em ‘cash’
Mesmo com a falta de segurança, trabalhadores
preferem receber o salário em dinheiro ao invés dos
meios eletrônicos
Letícia Moreira
Curitiba - Mais da metade da população brasileira recebe o salário
em dinheiro e prefere essa forma de pagamento ao invés dos meios eletrônicos.
Uma pesquisa realizada pelo Banco Central mostrou que 55% das pessoas gostam
de receber o rendimento mensal em ''cash''. Nos Estados da Região Nordeste
do País esse percentual sobe para 70%.
Mesmo quem recebe o depósito
em conta corrente, - 29% dos entrevistados - retira o dinheiro por meio
de saques nas agências ou em caixas eletrônicos para realizar
operações com o numerário. O levantamento mostrou
ainda que o uso de meios eletrônicos de pagamentos é maior
apenas entre as pessoas das classes A e B. A pesquisa foi realizada com
2.041 pessoas em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal.
Na Região Sul foram 307 entrevistas.
A manicure Dazilda Gaensly conta
que recebe por dia. ''Se eu fizer dez unhas (no dia) vou receber o valor
de dez unhas. É muito bom receber em dinheiro, principalmente
para mim, que não tenho conta bancária'', afirmou. Ela
conta que há um ano tinha uma conta corrente mas, sofria ao pagar
juros do limite, a extinta Contribuição Provisória
sobre Movimentação Financeira (CPMF) e demais tarifas bancárias.
''Você paga e nem vê que está pagando tarifas'', destacou.
Para ela, não ter a conta
representa um ''peso a menos na cabeça''. Dazilda mantém
apenas um cartão de crédito com limite baixo. Ela acredita
que seria melhor receber o salário uma vez por mês. ''Recebendo
por dia, você gasta uma coisinha aqui, outra ali, e, quando vê,
sumiu o dinheiro'', disse.
''Eu não gosto de ter
conta em banco. É muita burocracia'', comentou a cabeleireira
Luciane Batista. Na sua avaliação, recebendo em dinheiro,
consegue poupar mais. ''A gente gasta mais com conta bancária
e usa cheque para comprar parcelado. Em dinheiro, se eu tenho compro,
se não tenho, não compro'', afirmou.
As empregadas domésticas
e diaristas são outra categoria que prefere receber o salário
em dinheiro. ''Muitas empregadas não têm conta em banco
e, por isso, preferem receber em dinheiro'', disse a proprietária
da Mariáh Recursos Humanos, Dudi Vargas.
O presidente da Central Única
dos Trabalhadores do Paraná (CUT-PR), Roni Anderson Barbosa, alertou
que o trabalhador deve verificar qual é a melhor maneira para
receber o salário. Por questões de segurança, ele
avaliou que seria mais garantido ter uma conta-salário. ''O trabalhador
precisa saber que tem direito a conta-salário sem pagar tarifa
nenhuma. Grande parte das pessoas desconhece isso e os bancos tentam
empurrar produtos como cartão de crédito e cheque que custam
caro'', destacou. Ele lembrou ainda que o setor bancário no Brasil é ávido
por lucro independente de se tratar de um cliente de baixa renda ou de
um empresário.
Andréa Bertoldi
Equipe da Folha
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FOLHA DE LONDRINA, 08 de
abril de 2008 | Economia
Dinheiro em espécie paga compras
de baixo valor
O dinheiro também é o principal meio utilizado no pagamento de
dívidas e nas compras. Segundo o chefe do Departamento do Meio Circulante
do Banco Central, João Sidney de Figueiredo Filho, 77% dos entrevistados
declararam usar o dinheiro nessas transações. O dinheiro em espécie é mais
usado para o pagamento de compras de baixo valor, tais como os gastos em padarias
e mercadinhos. Na medida em que o gasto vai ficando mais elevado, como a compra
de eletrodomésticos ou roupas e calçados, diminui o percentual
da população que usa o dinheiro como forma de pagamento.
A pesquisa sobre ''O Brasileiro
e sua Relação com o Dinheiro'' foi realizada em outubro
de 2007. Assim como a pesquisa feita em 2005, o objetivo foi o de avaliar
como a sociedade utiliza o dinheiro. Do resultado apontado nos quesitos
conservação, hábito de uso de cédulas e moedas
e identificação dos elementos de segurança, o BC
pode extrair elementos para futuras campanhas sobre o cuidado que se
deve ter com o dinheiro ou mesmo ações a cargo do Departamento
do Meio Circulante.
Na pesquisa de 2007 foram realizadas
2.041 entrevistas finais. Na amostra foram contempladas todas as 26 capitais
brasileiras e o Distrito Federal. As entrevistas foram dirigidas à população
e ao comércio e prestadores de serviços.
Cuidados - A pesquisa indica
que a maioria da população brasileira guarda o dinheiro
em local adequado. A carteira é usada para guardar o dinheiro
por 63% dos entrevistados. Esse percentual era de 61% na pesquisa anterior.
Outras formas declaradas de guardar as cédulas são solto
na bolsa (10%), em compartimentos dentro da bolsa (7%), em carteirinhas
dentro da bolsa (5%) ou em porta níqueis (2%).
Em relação à moeda,
30% dos entrevistadas disseram que guardam as moedinhas no bolso. Outros
26% na carteira e 29% em porta níqueis. Na pesquisa anterior 29%
guardavam as moedinhas no bolso, 23% na carteira e 35% em porta níqueis.
No item estado de conservação das cédulas, a população
brasileira considera importante que as mesmas não estejam rasgadas.
As notas de maior valor, como por exemplo, as de R$ 100,00 e de R$ 50,00,
são consideradas em melhor estado de conservação.
A maioria dos entrevistados
costuma levar, diariamente valores médios de até R$ 20,
elegendo as notas de R$ 10,00 e R$ 5,00 como suas preferidas (mais
de 50%). Entre as moedas, a faixa de maior concentração
de uso está entre R$ 1,00 e R$ 2,00. Cerca de 28% dos entrevistados
declararam levar esse valor em moedas diariamente. Chama a atenção
o crescimento do valor médio de moedas portadas diariamente
que, em 2005, foi de R$ 3,18 e passou para R$ 3,64 em 2007. Os entrevistados
declararam que de cada dez moedas que recebem, usam 75% delas no dia-a-dia.
As moedas ficam guardadas em casa por no máximo uma semana,
disseram 54% dos entrevistados.(A.B.)
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Agência Diap, 8 de
abril de 2008
MOVIMENTO SINDICAL
Centrais sindicais querem apoio da
CNBB na campanha pelas 40 horas
O secretário-geral da
Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna),
informou que as Centrais deverão se reunir com a direção
da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), nos próximos
dias, para discutir o apoio da entidade à campanha pela redução
da jornada de trabalho, sem diminuição de salário. “Queremos
conversar se é possível levar a campanha para as igrejas,
para que a comunidade se envolva mais na luta”, explica Juruna.
O sindicalista avalia que a campanha – que tomou força na 4ª Marcha
das centrais a Brasília, no ano passado, e está sendo levada
em todo o País pelo movimento sindical – pode ser abraçada
pela CNBB, pois a redução da jornada resultará em ganho
de qualidade de vida para o trabalhador e para a sociedade como um todo.
Reforço
O sindicalista conta que as lutas das centrais costumam ser bem recebidas pelos
religiosos, o que o deixa confiante que o encontro para discutir o tema traga
bons resultados. Juruna adianta que as centrais preparam um cronograma especial
da campanha para a segunda quinzena de abril, tendo em vista que a coleta de
assinaturas para o abaixo-assinado que será enviado ao Congresso Nacional
termina no dia 1º de maio.
“ Vamos pedir que as confederações, federações
e sindicatos intensifiquem a luta. Já vamos entrar na reta final da campanha
e precisamos mobilizar a sociedade”, diz Juruna. Na semana passada, as
confederações de metalúrgicos da Força e da CUT firmaram
uma aliança para trabalhar de forma unificada no setor, definindo um plano
de ações conjunto. (Fonte: Diário do Grande ABC)
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Agência Câmara,
8 de abril de 2008
Projeto do Psol taxa patrimônios
acima de R$ 2 milhões
Tramita na Câmara o Projeto de Lei Complementar (PLP) 277/08, que institui
o imposto sobre grandes fortunas para taxar todo patrimônio acima de
R$ 2 milhões, medido em valores de 1º de janeiro de 2009. A alíquota
vai variar de 1% a 5% dependendo do tamanho da riqueza e não será permitida
a dedução, no Imposto de Renda anual, dos valores recolhidos
ao novo tributo.
Para o patrimônio de R$
2 milhões a R$ 5 milhões, a taxação será de
1%. Entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões, ela será de
2%. De R$ 10 milhões a R$ 20 milhões, de 3%. De R$ 20 milhões
a R$ 50 milhões, de 4%; e de 5% para fortunas superiores a R$
50 milhões.
Base
de cálculo
Para medir a fortuna serão somados os bens (imóveis) e direitos
(créditos pecuniários, como ações) do contribuinte.
Na lista entram ainda os bens adquiridos por doação, permuta,
herança ou legado. Só ficarão de fora da taxação
as obras de arte e o rendimento do salário até R$ 300 mil. O
PLP 277/08 faculta a possibilidade de outros bens serem isentos, desde que
definidos em lei.
O projeto foi apresentado pela
bancada do Psol - deputados Luciana Genro (RS), Ivan Valente (SP) e Chico
Alencar (RJ). O imposto é o único de competência
da União que não foi regulamentado, apesar de previsto
na Constituição Federal. Os deputados salientam que o Brasil é um
dos países recordistas em concentração de riqueza
- 5 mil famílias detêm o equivalente a 42% do produto da
economia, segundo o Atlas da Exclusão Social. A taxação
das fortunas seria, segundo eles, uma forma de distribuir melhor a riqueza
nacional.
Contribuintes
Segundo a proposta, serão considerados como contribuintes as pessoas
físicas domiciliadas no Brasil ou as físicas e jurídicas
que, morando ou tendo sede no exterior, possuam patrimônio em solo brasileiro.
O casal será taxado igualmente quando o patrimônio for comum.
Em caso de separação de bens, a tributação será sobre
cada um dos cônjuges.
A declaração do
imposto será feita à parte e todos os bens devem ser descritos.
Será considerada sonegação fiscal a omissão
de qualquer bem. Nesse caso, o lançamento do imposto não
pago será feito na declaração do ano em que for
apurada a omissão.
Tramitação
O projeto vai tramitar pelas comissões de Finanças e Tributação
e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), em regime
de prioridade, e depois seguirá para análise do Plenário.
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Diário
Vermelho, 8 de abril de 2008
Oposição se desespera com
investigação da PF sobre dossiê
"Quem não deve,
não teme". A inversão do famoso ditado popular
está fazendo os oposicionistas perderem o sono. A gritaria
gerada por demos e tucanos após a notícia de que
a Polícia Federal investigará quem roubou documentos
sigilosos do governo deixa transparecer que há algo de muito
podre no reino da oposição.
Cláudio Gonzalez
A Polícia Federal
abriu nesta segunda-feira inquérito para investigar o vazamento
do suposto dossiê com informações sobre os gastos
sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de sua mulher,
a ex-primeira-dama Ruth Cardoso e de ex-ministros da gestão
tucana. O inquérito será presidido pelo diretor executivo
da PF em Brasília Sérgio Barboza Menezes.
A ministra da Casa Civil,
Dilma Rousseff, já havia pedido uma providência ao Ministério
da Justiça sobre o caso. Momentos antes, o ministro Tarso
Genro divulgou nota informando que já havia encaminhado para
a PF o pedido de investigação.
A ministra quer que o caso
seja investigado com base em artigo do Código Penal que trata
de crime de violação de sigilo funcional, já que
há suspeita de que o vazamento ocorreu no Palácio do
Planalto. A prioridade, de acordo com a PF, será identificar
os funcionários que tenham colaborado para a divulgação
de informações para a imprensa.
Uma cópia do banco
de dados da Casa Civil com os gastos do ex-presidente e de ministros
foi retirada da rede de computadores da casa Civil e posteriormente
adulterada para divulgação na imprensa como se fosse
um dossiê. O jornal Folha de S. Paulo e a revista Veja sabem
quem são os envolvidos no roubo dos dados --pois receberam
deles os arquivos que divulgaram-- mas alegam o direito ao sifgilo
da fonte para não revelar os nomes dos criminosos.
O nome do senador Álvaro
Dias (PSDB-PR) surgiu na última semana como suspeito de estar
envolvido na divulgação do dossiê. O senador
seria a fonte da revista Veja. Ele reconheceu que teve acesso aos
arquivos, mas alegou prerrogativas parlamentares para não
revelar o nome de quem lhe passou os documentos.
ACM Neto: "é um absurdo"
Contrariado com a notícia
sobre o inquérito da Polícia Federal, o presidente
do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), acusou Dilma de estar usando
a Polícia Federal para tentar esconder o "fato principal". "Vai-se
atrás de tentar desvirtuar o fato relevante, que é o
crime que ela (Dilma) cometeu", reclamou.
O deputado considerou ruim
verificar que a PF vai gastar tempo para investigar quem vazou o
suposto dossiê "com tantos problemas e questões
no País para se dedicar". Maia só não explicou
porque então a oposição elegeu o "dossiê" como
principal assunto a ser discutido no Congresso. Será que a
oposição também não tem "problemas
e questões" mais relevantes para se dedicar?
O presidente do DEM sugeriu
que, com a investigação da PF, está se usando órgãos
do Estado para tentar proteger a elaboração de um dossiê feito
para intimidar a oposição.
Além de reclamar da
investigação, Maia também se mostrou frustrado
com o fato da oposição não ter conseguido seu
objetivo, que é o de forçar a saída da ministra
Dilma do governo. "A situação da ministra continua
insustentável e, assim como Palocci (o ex-ministro da Fazenda
Antonio Palocci), ela vai acabar tendo de deixar o governo",
apostou Maia.
O líder do DEM na
Câmara, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), foi na mesma
linha de Maia. ACM Neto afirmou que a decisão da Polícia
Federal significa o uso da máquina pública para atender
fins políticos do PT. "É um absurdo e uma falta
de bom senso pensar que o vazamento é mais importante do que
a elaboração do dossiê", afirmou.
ACM Neto disse que em primeiro
lugar deveria ser investigado quem produziu o dossiê. "A
Polícia Federal pode até investigar o vazamento, desde
que isso aconteça depois de investigar a elaboração
do dossiê, que é onde houve crime. O crime que está caracterizado
foi na elaboração do dossiê", afirmou ACM
Neto. "Isso mostra que o governo não tem escrúpulos,
nem limite, na utilização do poder do Estado. É mais
uma tentativa de intimidar a oposição", protestou.
O líder do PSDB no
Senado, senador Arthur Virgílio (AM), também deixou
transparecer o medo do que pode ser revelado a partir do inquérito
aberto pela PF. Segundo ele, a investigação é "uma
farsa". Ele também repetiu o discurso oposicionista de
que a informação que interessa é "quem
fez o dossiê. "O governo está preocupado em saber
quem viu o assassinato e não quem assassinou", tentou
argumentar o líder tucano. "O que é fato, é fato.
Queremos investigar os cartões presidenciais e inclusive quem
vazou. Mas, sobretudo, quem fez o dossiê. Investigar apenas
o vazamento não satisfaz a nenhum analista de bom senso",
completou.
Tarso:
fato determinado
O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse hoje que a Polícia
Federal vai concentrar as investigações no vazamento do suposto
dossiê. Segundo ele, o inquérito não apurar o responsável
pela montagem do documento.
Ele argumenta que a PF tem
que apurar se houve a invasão dos computadores da Casa Civil
para que os dados fossem levantados. "A PF vai investigar delitos.
Não vai investigar situações políticas.
Situações políticas quem investiga é a
CPI. É o debate político entre oposição
e governo. Não é essa a função da PF,
que não é uma polícia política",
afirmou.
Tarso disse que o delito
apresentado até agora é o vazamento. E que por isso
a PF vai concentrar as investigações no vazamento. "O
item penal que está sendo apontado até agora é o
vazamento ilegal. E provavelmente não sabemos se ocorreu a
invasão dos computadores da Casa Civil de maneira obviamente
ilegal."
Tarso disse acreditar
que a finalidade do vazamento tenha sido política. "A
publicação desses documentos por um jornal de circulação
nacional mostra que é necessário que se verifique
como esses documentos foram vazados, se foi algum funcionário
que o fez e a pessoa que o fez vai ter que ser responsabilizada
penalmente."
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Folha de São Paulo,
8 de abril de 2008
Novo presidente do STJ critica possibilidade
de 3º mandato
Ministro Humberto Gomes de Barros diz que "a
alternância no poder é salutar" | Gomes de Barros
ficará à frente do tribunal até julho, quando
completa 70 anos; Cesar Asfor Rocha, hoje no CNJ, será seu
substituto
SILVANA DE FREITAS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O novo presidente do STJ (Superior
Tribunal de Justiça), ministro Humberto Gomes de Barros, criticou
ontem a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
disputar o terceiro mandato consecutivo.
Gomes de Barros, que tomou posse ontem à tarde, diante do petista, disse
pela manhã que é contra a própria reeleição,
que começou a valer no país em 1998. Ele ressaltou que essas
opiniões são pessoais.
O novo presidente do STJ disse que "a alternância no poder é salutar".
Indagado se concordava com a mudança das regras no meio do jogo, afirmou: "Como
cidadão, eu me preocupo muito com isso".
" Um dos grandes males para o direito eleitoral foi a reeleição.
Ela foi extremamente negativa", afirmou, citando a Lei Eleitoral, que fixou
uma série de proibições para tentar barrar o uso da máquina
por parte do candidato que está no poder.
Gomes de Barros afirmou ser "fundamental" apurar o vazamento do dossiê da
Casa Civil sobre despesas do governo FHC, mas considerou "mais graves" os
sucessivos vazamentos de escutas telefônicas de investigações
da Polícia Federal no ano passado.
Na posse
No discurso de posse, o ministro disse que "a Justiça brasileira é extremamente
barata para os litigantes de má-fé e caríssima em relação
aos bons cidadãos". Isso por causa da demora das decisões,
em decorrência do grande volume de processos, e da correção
pequena no valor das dívidas.
Ele lembrou que grande parte dos processos envolve o poder público -órgãos
da União, dos Estados ou dos municípios. "O Estado usa o
Judiciário para fazer rolagem de dívida."
Ele ficará no cargo até 23 de julho, quando se aposentará compulsoriamente
porque completará 70 anos. Assumirá a presidência do STJ
Cesar Asfor Rocha, hoje no CNJ (Conselho Nacional de Justiça), como
corregedor nacional de Justiça.
Antes de ser nomeado ministro do STJ, em 1991, Gomes de Barros trabalhou como
advogado. Ele foi indicado pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), em lista
sêxtupla, para vaga destinada a esses profissionais.
Ontem, ele disse que buscará, em seu curto mandato, uma solução
para a crise entorno da lista da OAB com nomes de seis advogados, que não
obtiveram votos suficientes no STJ para o envio da indicação
ao presidente da República, que faz a escolha. A primeira providência
será uma reunião com todos os ministros em busca de "um
denominador comum".
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Agência Diap, 8 de
abril de 2008
Centrais: quem terá direito à contribuição
sindical
Por: Antônio Augusto de
Queiroz*
Com a publicação
da Lei 11.648, de 31 de março de 2008, que “dispõe
sobre o reconhecimento formal das centrais sindicais”, surgem as
primeiras dúvidas sobre as atribuições, prerrogativas
e a participação no rateio da contribuição
sindical das entidades de representação geral dos trabalhadores.
Este artigo tenta responder a inúmeras indagações
que chegaram ao Diap.
O primeiro aspecto a esclarecer diz respeito ao conceito de central sindical,
que é definido na lei como “entidade associativa, de direito privado,
constituída em âmbito nacional e composta por organizações
sindicais de trabalhadores” com as atribuições e prerrogativas
de “coordenar a representação dos trabalhadores por meio
das organizações sindicais a ela filiadas”.
O segundo ponto a esclarecer é que não basta se enquadrar no
conceito de central sindical para “participar de negociações
em foruns, colegiados de órgãos públicos e demais espaços
de diálogo social”. Para exercer essa prerrogativa, ou seja, “indicar
representantes nos foruns tripartites, conselhos e colegiados de órgão
públicos”, a central sindical necessita cumprir os requisitos
de representatividade ou fazer acordo com uma central que já os preencha.
Os critérios de representatividade são: 1) possuir pelo menos
100 sindicatos filiados nas cinco regiões do País; 2) possuir,
em pelo menos três dessas regiões, no mínimo, 20 sindicatos
filiados; c) possuir sindicatos filiados em, pelo menos, cinco setores da atividade
econômica, e 3) possuir sindicatos filiados que representem, no mínimo,
7% do total de empregados sindicalizados em âmbito nacional (transição:
esse percentual será de 5% até 31 de março de 2010).
As centrais que preencherem os requisitos de representatividades, nos termos
do parágrafo anterior, além de exercerem plenamente as atribuições
e prerrogativas acima mencionadas, também farão jus ao rateio
da contribuição sindical.
A contribuição sindical, à razão de 10% do total
que vier a ser arrecadado dos trabalhadores representados pelos sindicatos
filiados à central, somente será devido àquela que, na
data de 31 de março de 2008, tiver comprovado (ou tiver como comprovar)
junto ao Ministério do Trabalho e Emprego o cumprimento dos requisitos
de representatividade.
Em outras palavras, existem centrais e centrais. Há situações
em que centrais que não preencheram os critérios de representatividade,
desde que façam acordo com outra que preencheu, poderá participar
dos órgãos colegiados, desde que isto não implique reduzir
espaços de outras que cumpriram plenamente os requisitos. Já em
relação à contribuição sindical somente
fará jus a central que isoladamente conseguir comprovar o cumprimento
dos requisitos de representatividade.
Especificamente sobre a contribuição, cabem os seguintes esclarecimentos.
O sindicato que estiver filiado a duas centrais, mesmo que ambas tenham cumprido
o requisito de representatividade, a contribuição não
vai para nenhuma delas; segue para a “Contra Emprego e Salário” do
Ministério do Trabalho e Emprego, exceto se o MTE considerar como válida
a última filiação registrada em seu cadastro. O sindicato
filiado à central que não preencheu os requisitos de representatividade,
o dinheiro também vai para a “Conta Emprego e Salário” do
MTE. Somente o sindicato filiado à central que tiver cumprido os requisitos,
fará jus a 10% da contribuição.
A palavra final cabe ao Ministério do Trabalho e Emprego, que deve baixar
instruções, provavelmente uma portaria, para esclarecer conclusivamente
todas as dúvidas. Entretanto, dada a apreensão das lideranças,
antecipamos nossa visão sobre a matéria. O sistema é dinâmico:
centrais que hoje exercem apenas a representação geral, no próximo
ano, se comprovarem o preenchimento dos requisitos, poderão também
receber a contribuição sindical e participar dos órgãos
colegiados.
(*) Jornalista, analista político
e Diretor de Documentação do Diap
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O ESTADO DO PARANÁ,
08 de abril de 2008 | Nacional
STJ é considerado competente
para julgar ação sobre contribuição sindical
STF
Por maioria dos votos, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF)
determinou que cabe ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a competência
para julgar uma ação de consignação em pagamento
relativa a contribuição sindical. A questão foi tema do
Conflito de Competência (CC) 7456 suscitado pelo Tribunal Superior do
Trabalho (TST).
Tanto o STJ como o TST se consideraram
incompetentes para julgar processo em que o autor deseja saber qual dos
sindicatos de professores deve recolher sua contribuição
sindical.
O relator do Conflito de Competência,
ministro Menezes Direito, afirmou que a Corte já possui precedentes
sobre o assunto. Com base no artigo 114, III, da Constituição
Federal, com redação dada pela Emenda Constitucional 45,
o ministro disse que atualmente não há dúvidas de
que a competência para o caso é do TST. “O dispositivo
constitucional é claro que a discussão em torno da contribuição
sindical entre sindicatos e empregadores pertence à justiça
do trabalho, então nessa medida, a competência tecnicamente é do
Tribunal Superior do Trabalho”, ressaltou.
Entretanto de acordo com Menezes
Direito, a competência do Superior Tribunal de Justiça,
para dirimir a questão, deve ser preservada por motivo de política
judiciária, tendo em vista que a ação já está em
grau de recurso. “Diga-se que lá naquela alta Corte de justiça,
quando se tratava de contribuição sindical decorrente de
convenção coletiva, já se dava a competência
da justiça comum ordinária”, destacou o relator.
Assim, Menezes Direito
votou pelo conhecimento do conflito, entendendo que o STJ é o órgão
competente para julgar a causa. A maioria dos ministros seguiu o voto
do relator, vencido o ministro Marco Aurélio.
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Gazeta do Povo, 8 de abril
de 2008
Seus direitos
Só paga anuidade quem quer
Espernear funciona. Quem reclama com as operadoras
consegue ficar sem pagar a principal taxa cobrada dos clientes de
cartão de crédito
Existe algo que incomode tanto quanto pagar tarifa para bancos? Afinal de contas,
eles já têm lucro suficiente com o dinheiro dos clientes, e ainda
querem cobrar por isso. É tarifa que não acaba mais: manutenção
de conta, cheque especial, cartão de crédito, uso dos sistemas
de atendimento telefônico e por aí vai. A receita com todas elas
serve para os bancos pagarem todos os funcionários, e ainda sobra dinheiro.
Mas se colocarmos tudo na ponta do lápis, veremos que o elas consomem
uma parcela do orçamento que poderia ser direcionada para uma poupança,
por exemplo. Então, a ordem é fazer as contas e cortar aquelas
desnecessárias.
Por onde começar? A anuidade do cartão de crédito é um
bom ponto de partida. Para quem está acostumado com a falta de boa-vontade
dos bancos em negociar, é bom saber que conseguir isenção
dessa taxa não é tarefa das mais difíceis. Principalmente
para quem usa o cartão com freqüência.
Concorrência
“ Não é necessário pagar a anuidade porque a administradora
de cartões já ganha com as compras que nós fazemos”,
explica Gustavo Cerbasi, especialista em finanças pessoais. Segundo ele,
as operadoras recebem algo entre 3% e 3,5% daquilo que os clientes gastam na
loja com o cartão de crédito. “Se ele gasta R$ 1 mil por
mês, já são pelo menos R$ 30 para a operadora. Ela não
quer perder essa receita”, garante Cerbasi. E completa: “É o
mais tranqüilo de negociar porque é muito fácil desistir de
um cartão e partir para o concorrente. No caso de uma conta corrente já não é tão
simples assim.”
Cerbasi explica que, no caso de cartões de crédito que oferecem
vantagens, como descontos em hotéis ou milhas para serem trocadas por
bilhetes aéreos, a negociação é mais difícil. “Existem
situações que não dá pra barganhar. É difícil
conseguir o abatimento com o cartão que te dá mais serviços.”
Mas nem tanto. O analista de suporte José Fogaça Júnior
usa o mesmo cartão há três anos, e nunca pagou anuidade.
No primeiro ano, conta ele, foi oferecida isenção da tarifa. “Mas
perto do vencimento, antes mesmo de chegar a fatura com a anuidade, eu ligo
blefando, dizendo que tenho outro cartão e que quero cancelar aquele.
E aí me oferecem um desconto na anuidade, de 50%, e vão subindo
até eu ganhar mais um ano de isenção”, conta Fogaça
Júnior.
Para o economista Gustavo Cerbasi, não é preciso nem ameaçar
o cancelamento. “Basta dizer que você está propenso a trocar
para o concorrente.”
Concentrar é a palavra
Com Fogaça Júnior, a tática já funcionou por duas
vezes, e o analista economizou, nos dois anos, quase R$ 200. Mas ele faz uma
ressalva: “Eu uso o cartão para tudo, só não pago
com o cartão de crédito aquilo que não dá mesmo.
E aí tenho um gasto razoável. Um cliente como esse eles não
querem perder.” A idéia dele, além de economizar na anuidade, é juntar
milhas o suficiente para trocar por passagens aéreas – já que
o cartão em questão oferece este tipo de benefício.
Concentrar todos os gastos no cartão de crédito, aliás, é outra
dica de Cerbasi. “Tem gente que diz que tem que cortar o cartão.
Eu sou contra. Quando bem utilizado, ele é um ótimo instrumento
para organizar as finanças.” Para não se perder nas contas,
ele recomenda escolher uma data de vencimento da fatura próxima à data
em que o usuário recebe o salário. “Se você tem 20%
ou 30% dos seus gastos fixos concentrados no cartão, assim que sai o
seu salário você já despacha tudo isso”, orienta.
Use a seu favor
Concentrar gastos no cartão de crédito pode ser uma estratégia
eficiente para organizar suas finanças. Veja as dicas do especialista
Gustavo Cerbasi sobre como tirar o máximo proveito desse instrumento.
Ao adquirir um cartão
- Escolha uma data de vencimento do cartão próxima de seu dia
de recebimento, para facilitar o planejamento da poupança.
- Se você planeja gastar muito no cartão, prefira os cartões
que oferecem bônus como milhagens ou descontos.
- Concentre suas compras em um único cartão para adquirir mais
vantagens. Elimine cartões adicionais.
- Barganhe com a administradora as taxas de anuidades, principalmente se seu
cartão não possui programas de bônus ou milhagens.
- Para quem viaja muito ao exterior, prefira bandeiras que são aceitas
com maior freqüência nos destinos mais comuns.
Ao usar o cartão
- Jamais entre no crédito rotativo ou pagamento mínimo. Na falta
de dinheiro para pagar, faça um empréstimo pessoal.
- Cuidado com as compras parceladas no cartão: muitas lojas embutem
juros nas parcelas sem avisar ao consumidor. Verifique se o lojista está assumindo
os juros da operação.
- Consulte o saldo de seu cartão ao menos a cada dez dias, para não
levar sustos no dia do recebimento da fatura.
- Nas compras pela internet, certifique-se de que o site é seguro e
a empresa é idônea. Não compre com empresas pouco conhecidas.
- Nunca use o cartão de crédito para efetuar saques em dinheiro.
Para valores baixos, os juros e a tarifa podem sair mais caros que o próprio
valor do saque.
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À TARDE/ MINAS GERAIS,
08 de abril de 2008 | Cidades
Trabalhadores da construção
em greve analisam proposta do MPT
A Tarde On Line
Em greve na capital baiana e em diversas cidades do interior, os trabalhadores
da construção civil pesada se reuniram na quinta-feira, 03, com
representantes do sindicato patronal (Sinicom), no Ministério Público
do Trabalho (MPT), para tentar resolver o impasse. Na ocasião, o procurador
do MPT, Manoel Jorge, apresentou uma proposta aos dois sindicatos para por
um fim à greve.
Os representantes do Sintracom
(Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
Pesada) levarão a proposta do MPT para que os trabalhadores possam
analisá-la nesta sexta-feira, 04, segundo a assessoria de imprensa
do sindicato. O Sinicom foi procurado, mas não havia nenhum representante
na sede, localizada no Rio de Janeiro, para falar sobre o assunto.
Os trabalhadores da construção
entraram em greve em diversas cidades do interior do Estado – Feira
de Santana, Ipiau, Itagiba, Ilhéus e municípios da Região
Metropolitana de Salvador – desde a última sexta-feira,
interrompendo os serviços em obras públicas de grande porte.
Os funcionários da capital baiana aderiram ao movimento ontem.
Em Salvador, as obras atingidas
pelas suspensão das atividades foram as do metrô da cidade,
a reforma do Estádio de Pituaçu e as obras de construção
do Complexo Viário Dois de Julho.
A categoria iniciou a paralisação
para reivindicar reajuste de 13% no salário, tabela salarial única
para todo Estado (quem trabalha na capital ganha mais do que no interior),
piso salarial por função, cesta básica de R$ 70,
00, horas extras a 80% de segunda a sexta e a 100% aos sábados,
assistência médica, contrato de experiência de 30
dias e participação nos lucros e resultados das empresas.
A pauta de reivindicação foi entregue ao Sindicato Patronal
no o dia 2 de janeiro.
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GAZETA DE PIRACICABA, 08
de abril de 2008 | Cidade
Pintores contra a formação
de novo Sindicato
Formação de novo Sindicato da
classe será questionada na Justiça
LUCIANA CARNEVALE
Especial para a Gazeta
Ontem (7) foi um dia literalmente
cinzento para os cerca de mil pintores que atuam nos mais diversos
setores, em Piracicaba. Chamados a participar de três assembléias
realizadas ao longo do dia, na rua Santa Cruz, próximo à Escola
de Música de Piracicaba (EMP), no centro da cidade, profissionais
das tintas que atuam na construção civil, no comércio
e na metalurgia rechaçaram a criação do Sindicato
dos Pintores. Eles preferem continuar atuando em núcleos que
representam os setores nos quais estão ligados. Um pintor da
construção civil, por exemplo, tem como base o Sindicato
da categoria. A abertura da nova entidade, que não obteve a
carta sindical assinada pelo Ministério do Trabalho, fato que
não legitima o funcionamento da instituição, repercutiu
com muita polêmica na cidade. Líderes do Conselho das
Entidades Sindicais de Piracicaba (Conespi), do Sindicato dos Metalúrgicos,
do Sindicato dos Empregados no Comércio e da Construção
Civil, entre outros, formalizaram o registro de um Boletim de Ocorrência
contra o piracicabano, de prenome Renato - até o fechamento
desta edição, a Gazeta tentou, mas não conseguiu
conversar com o mesmo - que estaria articulando a abertura do novo
Sindicato há pelo menos três anos.
Além de ponderar que
não há legalidade nas articulações e tampouco
acordos coletivos firmados, os sindicalistas, entre eles os presidentes
do Sindicato dos Bancários, José Antônio Fernandes
Paiva; dos Metalúrgicos, o vereador José Luiz Ribeiro
(PSDB); do Comércio, Roberto Previde; e da Construção
Civil, Edson Batista dos Santos, querem que a Justiça vá a
fundo na questão. "Vamos procurar o Judiciário,
apresentando ações conjuntas e individuais", reitera
Edson Batista dos Santos, que encabeça um Sindicato com mais
de 15 mil filiados em Piracicaba e região.
José Luiz Ribeiro lamenta
que a criação do Sindicato dos Pintores tenha, como pano
de fundo, apenas a suposta cobrança dos encargos da entidade.
Santos concorda. "Vínhamos recebendo quase que todos os
dias ligações de empresários nos alertando para
boletos de pagamento de taxas, entre outras contribuições.
Os pintores, claro, também protestavam. Passamos a sugerir que
essas cobranças fossem para o lixo", diz.
Com a extinção
do novo Sindicato e a idéia de questionar a ação
na Justiça, os pintores continuarão atuando sem paradas.
Os ligados aos metalúrgicos estarão associados ao Sindicato
desta categoria, a exemplo dos que trabalham no comércio, no
setor mobiliário, entre outros segmentos.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
08/04/2008
Danos morais: quando o abuso é do
empregado
O Tribunal Superior do Trabalho,
em recurso julgado pela Primeira Turma, manteve decisão do Tribunal
Regional da 13ª Região (PB) que negou indenização
por dano moral a uma ex-empregada da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura
Aeroportuária, Infraero. O relator, ministro Walmir Oliveira da
Costa, observou que o TRT entendeu pela ocorrência de culpa recíproca
para o evento danoso, e isso exclui o dano moral.
O caso começou quando
a empresa resolveu instaurar sindicância e inquérito judicial
contra a funcionária, por considerar que seu comportamento teria
extrapolado os limites de sua função como membro suplente
da CIPA, ao insurgir-se contra a jornada de trabalho. Em sua defesa,
em mensagem interna, a empregada afirmou: “Sob hipótese
alguma, me submeterei ao autoritarismo dessa Superintendência,
para ouvir acusações caluniosas de um dirigente despreparado
para o exercício do cargo e deseducado.”
Concluído o inquérito,
a empresa a demitiu, o que ensejou a ação trabalhista em
que a empregada contestava a aplicação de justa causa e
reclamava indenização por danos morais. A alegação
era a de que teria sido vítima de abuso de poder e de acusações
caluniosas e injuriosas por parte do superintendente, que a teria ofendido
como profissional e mulher casada.
O pedido foi negado, em sentença
de primeiro grau posteriormente mantida pelo TRT, sob o fundamento de
que, além de não ter conseguido provar suas acusações,
ficou evidenciado que a empregada dispensou ao seu superior tratamento
desonroso, dando-lhe motivos para instaurar a sindicância e o inquérito
judicial. Inconformada, ela recorreu ao TST, insistindo nas alegações
de que houve abuso no ato de sua dispensa.
O ministro Walmir Oliveira da
Costa ressaltou que a decisão do TRT adotou o fundamento de que
o fato de o inquérito judicial não ter dado à empresa
o direito de despedi-la por justa causa não implica concluir que
houve abuso, afastando, assim, o direito a indenização
por danos morais. Ademais, asseverou o ministro, a questão implicaria
o reexame de fatos e provas, o que é impedido pela Súmula
nº 126 do TST, tendo em vista que o TRT concluiu que a autora da
ação não conseguiu provar os fatos por ela levantados
para sustentar a tese de danos morais.
Walmir Oliveira da Costa
destacou que a indicação de ofensa a dispositivo de lei
federal e da Constituição, sustentada pela autora, não
foi dirigida, na petição de interposição
de recurso, ao TST, mas sim ao presidente do Tribunal Regional, o que
inviabiliza o conhecimento do recurso, por má formulação
técnica. E conclui que, mesmo se assim não fosse, não
ficou configurada a violação literal da Constituição
Federal. (RR 798087/2001.9)
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08/04/2008
Preposto que não é funcionário
faz empresa ser julgada à revelia
Só procuração
não basta para que alguém represente a empresa como preposto.
Tem que ser empregado. Por desconsiderar o artigo 843, parágrafo
1º, da CLT e indicar para a audiência de conciliação
e instrução, como preposto, pessoa que não era funcionário
nem fazia parte do contrato social, o Salão de Cabeleireiro Wal’s
Ltda., do Rio de Janeiro, foi julgado à revelia. Quem ajuizou
a ação trabalhista, uma cabeleireira, teve, então,
seus pedidos concedidos pelo juiz da 59ª Vara do Trabalho do Rio
de Janeiro sem serem questionados. O salão vem recorrendo a instâncias
superiores para modificar a sentença, sem sucesso.
Primeiro, a empresa recorreu
ao Tribunal Regional da 1ª Região (RJ), que alterou a sentença
somente quanto aos pedidos anteriores a outubro de 1999, que julgou prescritos,
mas manteve a revelia da empresa. Agora o caso chegou à Sétima
Turma do Tribunal Superior do Trabalho, por meio de um agravo de instrumento
do salão Wal’s, ao qual foi negado o pedido de reforma da
decisão.
Para o relator, ministro Ives Gandra Martins Filho, a decisão do Regional
está de acordo com a diretriz da Súmula nº 377 do TST, segundo
a qual o preposto deve ser necessariamente empregado do reclamado, exceto quanto à reclamação
de empregado doméstico, conforme estabelece o artigo 843 da CLT.
A empresa, no agravo, além
de pedir a nulidade da decisão do TRT/RJ, alega violação
do artigo 653 do CPC, segundo o qual “opera-se o mandato quando
alguém recebe de outrem poderes para, em seu nome, praticar atos
ou administrar interesses. A procuração é instrumento
de mandato”. Afirma ainda que o Tribunal Regional deveria ter concedido
prazo para sanar a irregularidade apontada, com base no artigo 13 do
CPC. A Sétima Turma, no entanto, considerou não haver as
alegadas violações legais nem divergência de jurisprudência
na decisão do TRT/RJ e negou provimento ao agravo de instrumento.
A cabeleireira declarou que iniciou
seu contrato de trabalho em outubro de 1996 e a empresa só assinou
a carteira de trabalho em novembro, com a remuneração de
R$ 275,00, sendo que tinha sido tratado o recebimento de comissão
de 40% sobre o trabalho realizado. A partir de agosto de 2000, a empresa
reduziu o percentual para 32%. Em julho de 2001, o depósito das
comissões passou a ser feito em banco, ao invés de ser
pago diretamente aos empregados. Dispensada em junho de 2004, recebeu
as verbas rescisórias sobre o piso fixado de R$ 319,00 e não
sobre R$1.138,68, consideradas as comissões de 40% do trabalho
realizado. Quando teve seus pedidos julgados procedentes na Vara do Trabalho, à revelia
do empregador, a cabeleireira conseguiu que os cálculos das verbas
rescisórias fossem refeitos considerando somente os valores e
condições por ela declarados. (AIRR-1372/2004-059-01-40.8)

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