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A TARDE, 09 de abril de 2008 | Economia
IBGE: salário pago
na indústria fica estável em fevereiro
Agencia Estado
O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria
ficou estável em fevereiro ante janeiro, na série com ajuste
sazonal, segundo o IBGE. Nas comparações com iguais períodos
de 2007, os resultados da folha industrial continuam positivos: 4,4% no
mês de fevereiro e 5,3% no acumulado no primeiro bimestre. Em 12
meses, até fevereiro, houve aumento de 5,5%.
Ante fevereiro de 2007,
a folha de pagamento real cresceu em 12 dos 18 setores investigados.
Os principais impactos
positivos vieram de meios
de transporte (12,8%), máquinas e equipamentos (10,2%) e produtos
de metal (19,3%). Já as maiores pressões negativas, na
comparação com igual mês do ano passado, foram dadas
pela indústria extrativa (-21,9%), produtos químicos (-6,8%)
e calçados e artigos de couro (-7,9%).
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Gazeta do Povo, 9 de abril de 2008
Trabalho
Emprego cresce há 20 meses
seguidos
O mercado de trabalho industrial prossegue em trajetória de recuperação,
refletindo o bom desempenho da atividade do setor, segundo o economista André Macedo,
da coordenação de indústria do IBGE. Ele destacou que
a expansão de 3% apurada em fevereiro ante igual mês de 2007 é a
20ª taxa positiva consecutiva na comparação com igual mês
de ano anterior.
Além disso, o crescimento de 3% no primeiro bimestre, na comparação
com igual período do ano passado, mostra um ganho de ritmo em relação
ao aumento de 2,2% na ocupação apurado em todo o ano de 2007
ante 2006.
Macedo exemplificou que os segmentos que estão mostrando melhores resultados
na produção da indústria são também os que
registram maiores crescimentos no número de ocupados, como máquinas
e equipamentos (14,1% em fevereiro ante igual mês do ano passado) e meios
de transporte (10,7%, inclui automóveis).
Por outro lado, segmentos que só recentemente revelaram alguma reação
na produção e ainda se mantêm bem abaixo da média
da indústria continuam puxando para baixo o emprego industrial, como
calçados e artigos de couro (-10,9%) e vestuário (-3,9%).
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FETRACONSPAR, 09
de abril de 2008
Jornal do SOM São
José dos Pinhais
Está circulando o jornal “SOMSJOP”,
informativo do Sindicato dos Oficiais Marceneiros e Trabalhadores nas
Indústrias de Serrarias e Móveis de Madeiras, Móveis
de Junco e Vime, de Vassouras, de Cortinados e Estofos e de Escovas
e Pincéis e de Trabalhadores na Indústria de Carpintaria,
Tanoaria, Madeiras Compensadas e Laminadas, Aglomeradas e Chapas de
Fibras de Madeiras de São José dos Pinhais, presidido
pelo companheiro ANTONIO SARTOR.
O Informativo deste
mês traz diversas informações de interesse
da categoria, a Campanha pela Redução da Jornada
de Trabalho e também como foi a IV Festa da Mulher.
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Antonio Sartor
Presidente do SOM São José dos Pinhais
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O DEPACOM
parabeniza o companheiro Antonio Sartor e sua diretoria pelo
importante trabalho desenvolvido junto aos trabalhadores da Madeira
e Mobiliário de São José dos Pinhais.
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CONGRESSO EM FOCO, 09 de
abril de 2008
Cruzada na Câmara a favor dos
infiéis
CCJ tende a anular resolução
do TSE que definiu regras para cassação de quem trocou
de partido. Mesa discute “anistia” para deputado cassado
Lúcio Lambranho, Sofia Fernandes e
Edson Sardinha
Seis meses depois de o Supremo
Tribunal Federal (STF) definir que o mandato pertence ao partido, e não
ao eleito, deputados se movimentam em duas frentes para derrubar a resolução
do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que regulamentou a fidelidade partidária.
A primeira delas é a votação
na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)
da Câmara, na próxima semana, do projeto de decreto legislativo
(leia a íntegra) que anula a norma do TSE. A aprovação
da proposta, que recebeu parecer favorável ontem do relator, é dada
como certa na comissão (leia mais).
Caso seja referendada pelos plenários
da Câmara e do Senado, a proposição invalidará todos
os 8,5 mil processos de perda de mandato por infidelidade partidária
em tramitação na Justiça eleitoral. Mais do que
isso: anulará as 128 cassações determinadas até o
momento, estabelecendo uma verdadeira batalha entre o Legislativo e o
Judiciário.
A outra manobra envolve os integrantes
da Mesa Diretora da Câmara, que vão analisar o parecer do
corregedor, deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), sobre a cassação
de Walter Brito Neto (PRB-PB), o único deputado federal a perder
o mandato até agora por infidelidade partidária (leia mais).
Para Inocêncio, a resolução
do TSE é “absurda e inconstitucional”. Apesar da crítica,
o deputado, que é o segundo-vice-presidente da Câmara, ressalta
que prefere não adiantar seu voto sobre o futuro de Walter Brito.
Inocêncio, porém, joga por terra a teoria de que a Mesa
Diretora apenas ratificaria a decisão final do TSE ou dos recursos
que vierem a ser apresentados pelo paraibano no Supremo.
"Minha posição
não vai influenciar o meu parecer e ainda nem li o processo, mas
depois disso quem decide são os integrantes da Mesa", disse
Inocêncio ao Congresso em Foco.
O corregedor entrará em
ação quando não couber mais recursos e a Câmara
for notificada da decisão da Justiça. A partir daí,
Inocêncio abrirá cinco sessões para que o deputado,
que deixou o DEM, apresente sua defesa. Se o corregedor entender que
a troca de partido não fundamenta a cassação, o
processo poderá ser arquivado imediatamente pela Mesa.
Amplo debate
“É a Mesa da Câmara
que vai decidir sobre a cassação. Eu acho que esse processo
vai causar um amplo debate e não vai se resumir na formalidade
de ratificar o que a Justiça decidiu”, adianta o experiente
secretário-geral da Mesa, Mozart Viana.
O TSE ainda tem de julgar as
denúncias envolvendo oito deputados: Carlos Eduardo Cadoca (PSC-PE),
Carlos Souza (PP-BA), Clodovil Hernandes (PR-SP), Damião Feliciano
(PDT-PB), Davi Alves Júnior (PDT-MA), Geraldo Resende (PMDB-MS),
Gervásio Silva (PSDB-SC) e Paulo Rubem Santiago (PDT-PE).
Esses deputados poderão
votar o projeto de decreto legislativo que anula a resolução
do TSE, acabando, de uma só vez, com os processos a que respondem
no TSE. Embora evitem falar abertamente sobre o assunto, parlamentares
de diversos partidos admitiram ao Congresso em Foco que são grandes
as chances de aprovação da proposta, de autoria do deputado
Régis de Oliveira (PSC-SP).
O argumento oficial é que
o TSE não poderia tratar do assunto por resolução.
A definição dos casos de perda de mandato deveria ser definida
por lei complementar, aprovada pelo Congresso.
Mas, além do interesse
imediato dos colegas, também pesa a pressão feita pelos
vereadores, que representam a quase totalidade dos ameaçados de
cassação por infidelidade partidária e importantes
cabos eleitorais.
Interesses dos partidos
O professor de Direito Constitucional
da PUC-SP Pedro Serrano ataca a iniciativa dos deputados. "No pano
de fundo dessa discussão estão interesses particularistas
de todos os partidos, e não a vontade de construção
da cidadania", afirma.
Serrano diz que o princípio da fidelidade partidária disciplina
tanto a conduta do eleitor como a do político e reforça o ideal
republicano, e que a votação na CCJ é um retrocesso. "Tudo
o que leve ao recuo da decisão do TSE é uma perda para o nosso
país", defende.
Já o advogado Alberto
Rollo, especialista em direito eleitoral, considera fundamentada a disposição
da Câmara de derrubar a norma imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral,
que, na avaliação, invadiu a competência do Legislativo.
"Quem criou essa confusão
foi o TSE inventando um dispositivo que não existe na Constituição
Federal, criando uma outra forma de examinar cassação que
não está prevista. Quem legisla é a Câmara",
diz.
Procurado pela reportagem, o
presidente do TSE, Marco Aurélio Mello informou, por meio de sua
assessoria, que não irá se manifestar sobre a iniciativa
dos parlamentares.
Supremo
Caso seja aprovada pela CCJ,
a proposta será encaminhada ao Plenário da Câmara
e, só então, para o Senado. "É um caminho longo.
Estamos agindo paralelamente no STF", diz o deputado Régis
de Oliveira (PSC-SP), autor do projeto de decreto legislativo.
O partido de Régis de
Oliveira questiona a resolução do TSE no Supremo por meio
de uma ação direta de inconstitucionalidade. A iniciativa
já provocou um resultado prático. O TRE-BA anunciou que
só vai retomar os julgamentos dos processos por infidelidade partidária
no estado depois que o Supremo se manifestar sobre a Adin.
O tribunal eleitoral da
Bahia também não concorda com a norma do TSE. Dois foram
os argumentos utilizados pelo TRE-BA para considerar inconstitucional
a resolução: os processos de cassação não
poderiam ser tratados por resolução, mas apenas por projeto
de lei complementar; e não caberia ao TSE legislar sobre o assunto.
Esse papel, segundo o tribunal, compete exclusivamente ao Congresso.
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REPÓRTER DIÁRIO,
09 de abril de 2008
Investimento de R$ 7 mi em treinamento
para construção civil
Cerca de R$ 7 milhões
serão investidos em apenas nove meses no treinamento de trabalhadores
da construção civil no Estado de São Paulo para
atenuar os efeitos da escassez de mão-de-obra qualificada que
já afeta o setor. O anúncio foi feito hoje pelo presidente
da Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo (Fiesp) e do conselho do Sesi e Senai, Paulo Skaf, durante a abertura
da Feira Internacional da Indústria da Construção
(Feicon) em São Paulo. O evento, que vai até sábado
e reúne neste ano 680 expositores, ocorre na melhor fase do setor
dos últimos anos.
As duas entidades fizeram um
estudo sobre a evolução do emprego na construção
civil e detectaram que, entre 2003 e dezembro de 2007, o número
de postos de trabalho no setor cresceu 50%. Para desobstruir os prováveis
gargalos de falta de mão-de-obra qualificada, os recursos serão
aplicados em cursos na formação de pedreiros, eletricistas,
carpinteiros, entre outras ocupações do setor, entre junho
deste ano e fevereiro de 2009. Trata-se da maior cifra já gasta
pela entidade em qualificação de mão-de-obra nos últimos
cinco anos.
"O nosso gargalo hoje é a
mão-de-obra", afirmou o presidente da Associação
Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco),
Claudio Conz, que projeta para este ano crescimento de 10% nas vendas
de materiais de construção em relação a 2007.
Ele destacou que uma das tendências da indústrias participantes
da Feicon deste ano é a produção de materiais de
construção, máquinas e ferramentas que aumentem
ampliem a eficiência na produção de novos imóveis.
A Bosch, por exemplo, que fabrica
ferramentas elétricas, registrou nos últimos 12 meses crescimento
superior a 60% nas vendas de ferramentas e acessórios para construção
civil. De olho no mercado das construtoras e profissionais autônomos
que querem ganhos de eficiência no serviço, a empresa aumentou
a linha de martelos rompedores usados na demolição. "Com
esse equipamento, a demolição acaba sendo 20 vezes mais
rápida do que o trabalho executado com um martelo convencional
e uma talhadeira", disse o vice-presidente de Ferramentas Elétricas
para América Latina, Leon Kaiser. Ele frisou que a produtividade é fundamental,
especialmente neste momento em que o setor passa por um boom de vendas.
A Lukscolor, fabricante de tintas,
confirma a tendência da indústria de materiais e das construtoras
de apostarem em ganhos de produtividade para erguerem mais rapidamente
os edifícios. "As vendas de esmalte à base de água
cresceram no último ano o dobro da taxa registrada pelo produto
tradicional", contou a diretora da empresa, Maria Cristina Potomati
Fiuza. O motivo da maior procura apontado pela empresária é a
rapidez na secagem. Enquanto a secagem de uma demão demora 6 e
8 horas no esmalte tradicional, o tempo gasto na secagem do produto à base
de água oscila entre 2 e 4 horas.
A Henkel é outra que decidiu
apostar na eficiência. A empresa acaba de relançar uma cola
para adicionar ao cimento que reduz em 30% o tempo de secagem. Também
nessa direção, a companhia colocou no mercado um produto
adesivo que permite assentar pias ou bancadas rapidamente, com uma redução
de 25% nos custos.
Impulsionada pela conjuntura
favorável, a Sika, multinacional suíça,começou
a vender no mercado interno manta de PVC para impermeabilização
de edifícios. Segundo o consultor de Negócios, Romeu Martinelli,
esse novo produto amplia em quase três vezes a eficiência
do trabalho de impermeabilização em relação à manta
asfáltica tradicional. (AE)
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PORTAL EXAME, 09 de abril
de 2008
IBGE: índice da construção
civil quase dobra em março
PublicidadePor Jacqueline FaridAgência Estado O Índice Nacional
da Construção Civil (Sinapi), medido pelo IBGE, registrou variação
de 0,84% em março, quase o dobro da taxa de fevereiro (0,43%). Segundo
o instituto, esse resultado foi pressionado principalmente pelos índices
da Bahia e Rio de Janeiro, Estados onde ocorreram aumentos salariais da mão-de-obra
do setor.
No ano até março,
o índice acumulado alcançou 1,72% e, no período
acumulado de 12 meses até o mês passado, a alta é de
6,52%. O índice de março deste ano ficou 0,22 ponto percentual
acima do registrado em março de 2007 (0,62%).
O custo nacional por metro quadrado
passou de R$ 610,99 (em fevereiro) para R$ 616,10 em março, sendo
R$ 354,52 relativos aos materiais e R$ 261,58 à mão-de-obra.
Já os materiais
variaram 0,60%, recuando 0,07 ponto percentual em relação
a fevereiro (0,67%). Por outro lado, a mão-de-obra apresentou
um forte avanço (1,06 ponto percentual), passando de 0,10% em
fevereiro para 1,16% em março. No ano até março,
os materiais apresentaram variação de 1,95%, maior que
a observada em igual período de 2007 (1,18%). A mão-de-obra
teve alta de 1,40%, próxima à taxa acumulada no ano passado
(1,46%). Nos últimos 12 meses até março, a alta
acumulado é de 6,06% para os materiais e de 7,15% para a mão-de-obra.
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VERMELHO, 09 de abril de 2008
Vitória: sindicato conquista
sociologia no ensino médio em SP
Em um concorrido ato realizado nesta terça-feira (8), que contou com
a presença de cerca de 50 pessoas, entre autoridades, profissionais
e estudantes, a Secretária da Educação do Estado de São
Paulo, professora e socióloga Maria Helena Guimarães Castro,
assinou de público a Carta Compromisso com a Sociologia no Ensino Médio
no Estado de São Paulo.
Deputados, estudantes e autoridades "Apesar deste ano termos ficado sem
as aulas em nossas escolas, em 2009, todas as 3,7 mil escolas de ensino médio
públicas terão pelo menos duas aulas em pelo menos uma das séries
em São Paulo", disse o presidente do sindicato da categoria, Lejeune
Mato Grosso.
A secretária anunciou de público ainda a realização
de concurso para 2009. "Estimamos que isso possa abrir pelo menos 1,2
mil vagas de professor de Sociologia (salário inicial de 1,2 mil reais
para jornada de 20 horas/aula semanais). Uma verdadeira vitória dos
professores e do nosso Sindicato dos sociólogos, que foi muito elogiado
na solenidade", afirma o site do sindicato.
Os estudantes, que representavam pelo menos uma bancada de 20 pessoas, vieram
da USP, da ESP e da UniSantana. A Secretária, ao discursar foi enfática
na defesa da medida, dizendo que isso iria qualificar e muito o ensino médio
paulista e que ajudaria os nossos estudantes e terem em suas mãos instrumental
que lhes possibilitassem melhor entender a realidade em que vivem.
Fizeram uso da palavra, além do presidente do Sinsesp, Lejeune Mato
Grosso, Fábio Santos de Moraes (Secretário-geral Apeoesp), Douglas
Izzo (Diretor da Apeoesp e do Sinsesp), Amauri César Moraes (Sociólogo
e da Faculdade de Educação da USP e um dos autores das OCNs de
Sociologia); César Calegari (Sociólogo, Secretário da
Educação de Taboão da Serra e relator do parecer 38/06
eu obriga o ensino de S&F nas escolas médias no país do CNE);
deputado Simão Pedro (do PT/SP, filósofo e nosso sociólogo
honorário) e o deputado Mauro Bragato (Sociólogo e deputado do
PSDB, antigo apoiador da luta pela Sociologia no Ensino Médio).
Concurso
" Queremos o concurso o mais breve possível e que as atribuições
de aula, que este ano será já agora em novembro, deverão
ter sociologia em todas as escolas. Isso vai fortalecer os 15 cursos de CS existentes
no estado, outros podem abrir e os estudantes poderão de imediato iniciar
a sua docência em Sociologia, ainda que como temporários",
agrega Leujene.
Os profissionais já formados poderão, em breve, prestar concurso
público para serem titulares de cargos. O último concurso realizado
no estado ocorreu há 14 anos, em 1994.
" Avaliamos que essa foi uma vitória do Sinsesp e da Apeoesp que,
juntos, há mais de 11 anos, lutam pela implantação dessa
medida. Mesmo que no Brasil todas as escolas médias já possuam
ambas as disciplinas, a ausência em SP torna parcial a nossa vitória
nacional, que agora se coroa de uma grande vitória dos sociólogos
e dos professores paulistas, que souberam compreender a importância do
ensino dessas disciplinas à nossa juventude", completa o sociólogo.
Foi uma grande vitória do Sinsesp que aproveitou a ocasião para
parabenizar a toda a diretoria da atual gestão e de todas as gestões
passadas que deram a sua imprescindível contribuição para
essa vitória seja concretiza.
Currículo
Em breve o sindicato terá um sociólogo efetivo na rede, professor
titular de cargo, que será Walmir Celso Halembeck, atuando na equipe
central da CENP de currículo.
O sindicato também pretende organizar com a Apeoesp e com a SBS, um
Seminário na USP sobre ensino de sociologia com um curso simultâneo
de 30 horas, para justificar a liberação de professores da rede
para participarem.
" Esperamos para o final do ano já termos um indicativo de uma proposta
curricular para o ensino em 2009. Esperamos contar com o apoio do Amauri nesse
evento da USP e com a própria Faculdade de Educação e seu
Departamento de Metodologia, bem como com colegas do departamento de Sociologia
da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas. Esse esforço visa
recuperarmos um atraso de muitos anos e recuperarmos o terreno perdido nesses
anos todos. Vamos vencer!", finaliza Leujene.
Fonte: http://www.sociologos.org.br/
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JORNAL AGORA, 09 de abril
de 2008
Pedido de recurso no INSS pode levar
mais de 1 ano
Segurados que têm o benefício
negado querem recorrer da decisão esperam mais que o prazo
legal, de 85 dias
Os segurados que querem recorrer de um pedido de benefício negado pelo
INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) podem levar mais de um ano para
conseguir uma nova resposta do órgão. O prazo é bem maior
que o legal, de 85 dias, publicado pelo Conselho de Recursos da Previdência
Social no "Diário Oficial" da União do dia 3 de abril.
Em fevereiro, o INSS negou 356.899 pedidos de benefício, que poderão
ter recurso. O número representa 42% do total de benefícios pedidos
no mesmo mês, de 849.780. Ontem, o Agora visitou oito agências
do INSS na capital. Na da Mooca (zona leste), foi dito que não há prazo
para resposta. Na da Vila Prudente (zona leste), a dica dada foi que o segurado
entrasse com um novo pedido, pois isso seria mais rápido que o recurso.
Nas agências da Xavier
de Toledo (centro), da Santa Marina (zona oeste) e da Braz Leme (zona
norte), foi dito que o prazo legal é de 60 dias (informação
diferente da dada pelo Ministério da Previdência), mas que
o recurso pode demorar mais. No posto do Paissandu e da Brigadeiro (ambos
na região central), foi informado que não há um
prazo, mas que a resposta pode demorar mais de um ano. Na agência
da Água Branca (zona oeste), foi informado que a resposta pode
levar "anos".
No dia 4 de abril, o Agora publicou
a reportagem "INSS amplia prazo para julgar recursos", dizendo
que houve um aumento no prazo legal para a análise de recurso
-de 60 dias (prazo informado nas agências) para 85 dias. O Ministério
da Previdência enviou uma carta ao jornal dizendo que não
houve mudança de prazo, e que os 85 dias eram válidos desde
2003. O prazo de 60 dias, diz a Previdência, vale apenas para recursos
de suspensão de benefícios.
No dia 6, o Agora publicou o
editorial "A tartaruga do INSS", no qual foram criticadas a
demora para a análise de recursos e a ampliação
do prazo. Novamente, o INSS enviou uma carta ao jornal, negando que houve
aumento no prazo.
Mas o que o Agora viu nas agências é bem
diferente do período máximo para a resposta informado pela
Previdência. Em todos os postos visitados, a reportagem se identificou
como segurado e disse que queria recorrer de um pedido de aposentadoria
negado. Os servidores nem sabiam sobre o prazo legal e desestimularam
o segurado a entrar com o recurso devido à fila.
Como é o processo
O segurado que tiver um benefício negado pode recorrer da decisão
em até 30 dias. Se o INSS negar novamente o benefício, o segurado
terá outra chance, dessa vez recorrendo à Junta de Recursos.
Em caso de nova negativa, a opção será a Câmara
de Julgamento. O recurso sempre deve ser feito na agência, e a resposta
deve sair em 85 dias.
Quem estiver esperando há mais tempo pode entrar com uma ação
no Juizado Especial Federal, que fica na av. Paulista, 1.345.
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PORTAL BEM PARANÁ,
09 de abril de 2008 | Política
Passou
PR: CCJ da Assembléia aprova
reajuste do mínimo regional
Reunião foi atípica com a presença
de diversos movimentos trabalhistas
Agência Alep
Os deputados, que integram a
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)
da Assembléia Legislativa, realizaram nesta terça-feira
(08) uma reunião atípica, pois contou com a participação
de representantes de diversos movimentos trabalhistas do Paraná,
tendo por objetivo o debate do reajuste do mínimo regional que
passará a variar entre R$ 527,00 e R$ 548,00 e atenderá a
seis categorias. Os representantes das forças trabalhistas enfatizaram
em seus discursos que a criação de um piso regional no
Paraná, aprovado pela Assembléia Legislativa em 2006, permitiu
uma melhoria salarial em todas as categorias, inclusive aquelas não
contempladas pela legislação. Além disso, eles alegam
que os valores atribuídos ao salário mínimo regional
refletiram numa melhor distribuição de renda.
“O Paraná foi o
terceiro Estado a implantar a legislação, mas fez escola,
pois logo na seqüência o mínimo regional foi adotado
pelo estado de São Paulo. E nós trabalhadores só temos
que defender a aprovação desta lei, pois ganha as pequenas,
as médias e as grandes empresas e não apenas os trabalhadores”,
afirmou o presidente da NCST, Epitácio Antonio dos Santos.
Na seqüência, o representante
da Coordenação Federativa dos Trabalhadores, Ernane Garcia
Ferreira, disse ter sido testemunha da redistribuição de
renda devido à criação do mínimo regional.
E também abordou que a legislação específica
tem sido adotada em outros estados brasileiros, inclusive está em
debate no estado de Santa Catarina. “A fórmula do Paraná está sendo
copiada pelos demais estados”, reiterou.
“Hoje, conforme estatísticas
levantadas pelo IPARDES, as negociações salariais daquelas
categorias que possuem acordo coletivo tem ficado aquém do valor
do salário mínimo adotado em todo País. Aliás,
75% das categorias estão com o piso acima do que é estabelecido
em acordos coletivos”, analisou Ferreira.
O coordenador de Relações
de Trabalho, Núncio Mannala, que veio ao legislativo como representante
do atual secretário do Trabalho, Nelson Garcia, salientou que
segundo estudos feitos pelo DIEESE, 90% das convenções
coletivas respeitam o piso salarial. Entretanto, durante o encontro ele
alertou para alguns pontos que deverão ser tratados para a busca
de melhorias na área trabalhista, entre eles, o déficit
da previdência, o aumento do piso, bem como do número de
trabalhadores com carteira assinada, embora, o Paraná seja o terceiro
estado com maior número de pessoas trabalhando na formalidade.
“Segundo levantamentos
o piso regional acarretou um acréscimo mensal de 5,2% na renda
do trabalhador”, concluiu.
DEPUTADOS – Os
deputados da Oposição, Douglas Fabrício (PPS), Luiz
Carlos Martins (PDT) e Valdir Rossoni (PSDB) questionaram a aplicação
do piso regional no funcionalismo publico, inclusive sinalizaram para
a apresentação de emendas neste sentido. O relator da matéria
na CCJ, deputado Nereu Moura (PMDB) disse que o governo estadual adota
como data-base para reposição salarial do funcionalismo
público o dia 1º de maio, período em que segundo ele
deverá ser encaminhado ao legislativo uma matéria sobre
o tema.
“Como empresário
sou a favor do piso regional, mas faço um apelo ao governo estadual
para que estenda este aumento a todos os servidores públicos.
Para dar o exemplo a gente tem que dar o bom exemplo dentro de Casa”,
cobrou o líder da Oposição na AL, Valdir Rossoni
(PSDB).
Já o deputado Reni Pereira
(PSB) levantou uma questão técnica, se o projeto de lei,
aprovado hoje na CCJ, deveria apenas tratar da modificação
da lei que criou o mínimo regional em 2006 ou ser apresentado
na forma de uma nova lei. A Questão de Ordem foi respondida pelo
presidente da CCJ, Durval Amaral (DEM), que sugeriu a apresentação
de uma emenda modificativa em plenário para a correção,
devendo assim o projeto de lei revogar legislação anteriormente
aprovada.
“É importante o
debate com a sociedade civil organizada e entidades quanto àqueles
temas mais importantes que passam pela Assembléia Legislativa,
algo que vem sendo adotado por esta Comissão. A criação
do mínimo regional é uma proposta ousada, revertendo em
distribuição de renda e diminuição desta
profunda desigualdade social, uma marca deste nosso Governo”, enfatizou
o líder do Governo na AL, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB).
Participaram do debate os deputados
Durval Amaral (DEM), Valdir Rossoni (PSDB), Mauro Moraes (PMDB), Dr Batista
(PMN), Edgar Bueno (PDT), Duílio Genari (PP), Douglas Fabrício
(PPS), Nereu Moura (PMDB) Tadeu Veneri (PT), Luiz Carlos Martins (PDT),
Reni Pereira (PSB), Carlos Simões (PR) e Luiz Cláudio Romanelli
(PMDB). E as seguintes entidades: Fetraconspar (Federação
dos Trabalhadores nas Industrias da Construção e do Mobiliário
do Estado do Paraná), Fecep (Federação dos Empregados
no Comércio do Estado do Paraná), Fetepar (Federação
dos Trabalhadores em Educação do Estado do Paraná),
Fetaep, Coordenaçao Federativa dos Trabalhadores do Paraná (CFT),
entre outras.
SEMINÁRIO – Diversas
entidades trabalhistas realizarão no próximo dia 18 o Seminário
Aplicabilidade do Piso Regional no Paraná, tendo como tema a desmistificação
do piso regional, a partir do esclarecimento junto aos sindicatos e federações
de trabalhadores, bem como a inclusão do piso nos instrumentos
coletivos de trabalho. O encontro ocorrerá no Hotel Caravelle
(Rua Cruz Machado, 282 Centro – Curitiba – Paraná),
a partir das 9 horas. Mais informações pelo telefone (41)
3224-5573.
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Agência Diap, 9 de
abril de 2008
Terceirização e a Emenda
3
Por: Antônio Augusto de
Queiroz*
A pressão do setor empresarial
por desoneração da folha de salário tem se intensificado
nos últimos tempos, a ponto de o Congresso haver aprovado a chamada
Emenda 3, vetada pelo presidente Lula, que autorizava as empresas a contratarem
funcionários como prestadores de serviços (pessoa jurídica),
com encargo trabalhista zero, sem que a fiscalização do
Trabalho pudesse punir a empresa ou desconstituir a pessoa jurídica.
Agora, a tática é aproveitar um dos projetos que tratam
de terceirização, especialmente o do Poder Executivo (PL
4.302/98), para resolver o problema da contratação de prestação
de serviços sem encargos trabalhistas para o tomador do serviço.
Há dois aspectos curiosos nesse processo. O primeiro diz respeito à proposição
escolhida para resolver o problema da prestação de serviços,
exatamente o projeto de lei que o Governo Lula já havia solicitado sua
retirada do Congresso. O segundo é que o interlocutor do Governo nessa
matéria não tem sido o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos
Lupi, mas o ministro das Relações Institucionais, deputado José Múcio
Monteiro (PTB/PE).
O primeiro ponto merece uma reflexão política. Que forças
existem no Congresso que impedem a leitura da mensagem Presidencial 389, enviada
em 19/08/03, que pede a retirada de tramitação do Projeto de
Lei 4.302/98? Desde que o presidente Lula enviou esse pedido já passaram
pela Presidência da Câmara, os deputados João Paulo Cunha
(PT/SP), Severino Cavalcanti (PP/PE), Aldo Rebelo (PCdoB/SP) e Arlindo Chinaglia
(PT/SP) e ninguém conseguiu fazer a leitura dessa matéria.
Outra mensagem presidencial, de nº 78/03, enviada na mesma época,
pedindo a retirada de tramitação do PL 5.483/01, que tratava
da flexibilização da CLT, foi prontamente lida no Senado, onde
a matéria estava tramitando sob o número PLC 134/01 . É verdade
que houve pressão do senador Paulo Paim (PT/RS), então vice-presidente
da Casa, para que a leitura fosse feita rapidamente, mas a demora na Câmara
realmente é inexplicável.
Atribui-se a resistência à leitura da mensagem presidencial ao
deputado Sandro Mabel (PR/GO), que é o principal defensor da terceirização
na Casa, mas um parlamentar isoladamente não possui esse poder todo,
exceto se houver omissão do Governo ou conivência da presidência
da Casa, no que não acredito, até porque o presidente da República
solicitou a retirada do projeto e o deputado Arlindo Chinaglia já incluiu
a matéria a ordem do dia, ainda que não tenha sido feita a leitura
em face do bloqueio da pauta por medidas provisórias.
O segundo aspecto é que o atual ministro das Relações
Institucionais, José Múcio, que tem sido procurado por empresários
para resolver o problema da Emenda 3, foi o relator do Projeto de Lei 5.483/01,
aquele que flexibilizava a CLT, cuja filosofia era a mesma do projeto de terceirização,
visto atualmente como opção para resolver o problema empresarial.
O ministro do Trabalho e Emprego precisa tomar conhecimento dessa iniciativa
e ser consultado sobre o tema, que tem conseqüência direta sobre
as relações de trabalho.
Os trabalhadores, em geral, e os sindicalistas, em particular, devem ficar
atentos para evitar retrocessos nas relações de trabalho, seja
pela eventual derrubada do veto da Emenda 3, que aguarda inclusão em
pauta na sessão do Congresso, seja pela aprovação do projeto
de terceirização, que também precariza as relações
de trabalho. E, também, fazerem pressão sobre o presidente da
Câmara para incluir em pauta a Mensagem 389, de 19 de agosto de 2003,
e promover a leitura da mesma, cuja conseqüência será o arquivamento
do PL 4.302/98.
(*) Jornalista, analista político
e Diretor de Documentação do Diap
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NCST, 9 de abril de 2008
Deputado do PT colhe assinaturas para
PEC que acaba com reeleição para cargos executivos
O deputado Devanir Ribeiro (PT-SP) informou que vai começar a coletar
amanhã (9) as assinaturas para a proposta de emenda à Constituição
(PEC) que acaba com a reeleição para os cargos executivos e aumenta
de quatro para cinco anos o mandato do presidente da República. "Estamos
concluindo o texto da PEC ainda hoje e amanhã vamos coletar as assinaturas
para a proposta", disse.
A líder do PT no Senado,
Ideli Salvatti (SC), afirmou que não será preciso o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva romper com o PT por causa de uma proposta
de terceiro mandato. "O presidente Lula não vai precisar
romper com o PT, porque antes a gente rompe com esses petistas que ficam
com devaneios." Segundo os senadores pedetistas Cristovam Buarque
(DF) e Osmar Dias (PR), em reunião nesta tarde no Palácio
do Planalto, o presidente Lula disse à bancada do PDT no Senado
que romperia com o PT, caso o partido modifique as atuais regras para
a eleição presidencial, instituindo um terceiro mandato.
A senadora afirmou que uma proposta
de terceiro mandato para o presidente Lula só ajuda a oposição. "Nós,
aqui, querendo colocar na pauta do Congresso Nacional uma agenda positiva
para votar matérias de interesse do país e outros com esse
tipo de proposta", disse ela.
Na noite de hoje, a bancada petista
na Câmara reuniu-se, mas não chegou a tratar da proposta
do deputado Devanir Ribeiro. O líder do PT, deputado Mauricio
Rands (PE), disse que a bancada não apóia a proposta.
Rands ressaltou, porém,
que existe apoio da sociedade para um terceiro mandato do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva. "Uma parte da sociedade gostaria
de um terceiro mandato, mas temos ponderado que o que a sociedade quer é a
continuidade de um grande governo, mas isso pode se dar sem mudar a Constituição",
disse o líder.
"Existem pessoas que concordam
com mandato de cinco anos sem reeleição. O que não
concordamos é com a hipótese de um terceiro mandato. Sabemos
que o presidente Lula é amplamente aprovado pela população,
mas não podemos, em função de aprovação
de conjuntura, ficar mudando a Constituição", disse
Rands. Segundo ele, a bancada do PT acha que as regras do jogo não
devem ser mudadas com o jogo em andamento.
Sobre a proposta de Devanir
Ribeiro, o líder petista afirmou que "qualquer parlamentar
tem legitimidade constitucional para apresentar proposições
que sejam discutidas" Já o deputado José Genoino
(PT-SP) considerou a proposta "extemporânea". "O
pior caminho para discutir reforma política é através
do casuísmo. Eu não assino a PEC". Genoino destacou
que a reforma política deve ser discutida em 2011 em um Congresso
Constituinte convocado para isso.
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Folha
de São Paulo, 9 de abril de 2008
Bancos e lojas não informam custo
total de financiamento
Esclarecimento sobre percentual pago pelo consumidor
tornou-se obrigatório há um mês | Levantamento feito
pela Pro Teste mostrou que, entre 9 bancos, 5 financeiras e 2 varejistas,
só um local cumpriu nova regra do BC
TATIANA RESENDE
DA REDAÇÃO
Levantamento da Pro Teste
(Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) mostrou
que, um mês após entrar em vigor, o CET (Custo Efetivo
Total) ainda não é informado em bancos, financeiras
e lojas visitados pela entidade, o que dificulta a comparação
entre as instituições financeiras.
" Nada justifica [a falta de informação] porque a norma [do
Banco Central] foi divulgada no início de dezembro", ressalta Hessia
Costilla, economista da Pro Teste, acrescentando que mesmo que a pesquisa fosse
feita em mais de uma unidade o resultado seria o mesmo. No CET devem estar inclusos
todos os custos de uma linha de crédito, como juros, taxa de abertura
de crédito e IOF.
A pesquisa aconteceu na semana passada no Rio de Janeiro com a simulação
de um empréstimo de R$ 2.000 a ser pago em 12 prestações.
Foram visitadas agências de nove bancos (Santander, Itaú, Unibanco,
Bradesco, Real, HSBC, Banco do Brasil, Nossa Caixa e Caixa Econômica
Federal), cinco financeiras (Finasa, Losango, Ibi, Taií e Fininvest)
e cinco varejistas (Casas Bahia, Ponto Frio, Extra, Carrefour e Wal-Mart).
Nesses três últimos, as vendas parceladas só eram feitas
no cartão de crédito, logo não havia CET a ser informado.
Entre os bancos, apenas três informaram essa taxa: Bradesco, Santander
e Caixa. No entanto, os dois últimos divulgaram o percentual incorreto,
abaixo do que seria cobrado ao consumidor, segundo cálculos da Pro Teste.
Nas Casas Bahia, aconteceu o inverso: o CET informado estava acima.
No Itaú, a atendente chegou a alegar que só o gerente da agência
teria condições de informar o custo preciso, por isso o colaborador
do órgão de defesa do consumidor foi à unidade na qual
possui conta. Ainda assim, não conseguiu saber porque a gerente disse
que o CET só seria divulgado quando o contrato fosse gerado. O procedimento
desrespeita a resolução do Banco Central. A taxa deve ser informada
antes do contrato do empréstimo para possibilitar a comparação
e estimular a concorrência.
Já os atendentes do Real, do HSBC e da Losango informaram quanto seria
o valor total pago no final do contrato, mostrando que não sabiam o
que era CET. As outras financeiras também não souberam contabilizar
a taxa, inclusive a Finasa, que pertence ao Bradesco.
A Pro Teste vai encaminhar o levantamento ao BC. Procurado pela reportagem,
o banco afirmou, por meio de nota, que "está fiscalizando o cumprimento
da norma e determinando às instituições financeiras a
imediata correção das situações consideradas deficientes
ou irregulares". Segundo o BC, "o não-cumprimento de normas
pode levar a punições como advertência e multas".
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Diário Vermelho, 9
de abril de 2008
Suécia saiu de crise semelhante à dos
EUA nos anos 90
Enquanto as autoridades norte-americanas
buscam por soluções para a crise financeira mais séria
desde a Grande Depressão, elas poderiam tirar algumas lições
de outra emergência bancária dolorosa e onerosa. No início
dos anos 90, um enorme estouro de bolha imobiliária sueca encheu
a economia nórdica de empresas financeiras quebradas, empresas
inadimplentes e trabalhadores desempregados. Foi a primeira crise bancária
sistêmica em um país industrializado desde os anos 30 e
fez a economia sueca encolher por três anos consecutivos.
As crises sueca e norte-americana
compartilham muitas características: ambas ocorreram após
períodos de desregulação financeira e ambas exibiram
bancos audaciosos empregando manobras contábeis para assumir quantidades
insustentáveis de dívidas. Apesar das condições
econômicas piores do que as atuais nos Estados Unidos, a Suécia
se recuperou rapidamente.
Mas isso ocorreu de uma forma
que seria altamente controversa nos Estados Unidos. A Suécia usou
dinheiro dos contribuintes para reconstruir seus bancos feridos. "No
caso da Suécia, a solução no final foi parar no
balancete do governo. O governo acabou recapitalizando o sistema",
disse o economista David Rosenberg, do Merrill Lynch. "Há uma
lição aqui."
A gestão bem-sucedida
da crise pela Suécia pode oferecer um roteiro para as autoridades
norte-americanas. Mas a limpeza sueca não foi barata. Ela custou à população
cerca de 6% do produto econômico anual; uma conta equivalente para
os Estados Unidos atualmente seria de quase US$ 850 bilhões. E
a Suécia conseguiu implantar um socorro governamental ilimitado
apenas por causa de um amplo consenso político que é difícil
imaginar em meio ao clima hiperpartidário de uma eleição
norte-americana.
"Havia uma tradição
na Suécia de cooperação entre os partidos. Era uma
crise tão óbvia que todos estavam realmente assustados",
disse Peter Englund, da Escola de Economia de Estocolmo.
Uma história familiar
Para qualquer um que esteja prestando
atenção à deterioração das condições
financeiras nos Estados Unidos, o episódio sueco parece estranhamente
familiar. Primeiro, ocorreu uma expansão por vários anos,
com os ganhos aumentando e os bons tempos parecendo permanentes.
Mas em meio ao boom, as sementes
dos futuros problemas foram plantadas na Suécia. Uma desregulação
abrangente dos mercados de crédito em 1985 introduziu os banqueiros
a novos clientes, produtos e mercados que nem eles e nem os reguladores
do governo entendiam plenamente. "A autoridade supervisora não
estava preparada para o novo ambiente que surgiu após a desregulação
do mercado de crédito. Isto fez com que, durante os anos 80, os
bancos pudessem conceder empréstimos duvidosos e às vezes
altamente inseguros sem qualquer intervenção supervisora",
escreveu Urban Backstrom, na época alto funcionário do
Ministério das Finanças.
Grande parte da avalanche de
novos empréstimos foi despejada em um mercado imobiliário
exageradamente aquecido, onde os preços dos imóveis comerciais
mais que dobraram na segunda metade dos anos 80. Os primeiros sinais
de problemas surgiram entre as empresas financeiras responsáveis
por grande parte desses investimentos. Em setembro de 1990, uma empresa
chamada Nyckeln – conhecida como "The Key" (a chave) – encerrou
suas atividades quando foi incapaz de renovar seu financiamento.
Muitas financeiras eram de propriedade
de um punhado de grandes bancos que dominavam a economia sueca. Empresas
como a Nyckeln financiaram suas operações com um novo tipo
de papel comercial chamado "marknadsbevis", que os bancos garantiam.
Quando a Nyckeln se tornou inadimplente, o mercado para estes títulos
repentinamente entrou em colapso e as perdas ricochetearam de volta aos
balancetes dos bancos, assim como os bancos americanos de hoje sofrem
com as perdas com os títulos complexos que cancelaram em seus
balancetes.
"Há uma semelhança
notável com o que está acontecendo agora", disse Staffan
Viotti, alto conselheiro do presidente do banco central sueco.
No final de 1991, havia indicações
de que dois dos maiores bancos suecos tinham esgotado suas reservas de
capital e estavam caminhando para a falência. Os preços
dos imóveis, que antes pareciam capazes de apenas subir, despencaram
50% em 18 meses.
A economia encolheu em 1991 pela
primeira vez em 10 anos e então continuou encolhendo em 1992 e
1993. O desemprego deu um salto repentino de 1,6% em 1990 para 12% em
1993. As autoridades do governo que debatiam sua resposta se depararam
com "um clima de emergência nacional de um tipo quase semelhante
a uma guerra", segundo Viotti.
Diante do temor de que um colapso
do setor bancário faria a economia ruir, o governo sueco emitiu
em setembro de 1992 uma garantia a todas as obrigações
dos bancos. Depositantes, credores e parceiros comerciais estariam protegidos
das perdas. Mas para evitar o encorajamento de um comportamento financeiramente
arriscado no futuro, os acionistas tiveram que sofrer. Em troca do dinheiro
público, o governo recebeu títulos dos bancos individuais
enquanto os proprietários existentes viram suas participações
encolherem.
Os legisladores suecos criaram
uma agência independente – a Autoridade de Apoio aos Bancos – para
administrar a reabilitação do setor bancário e lhe
deu um cheque em branco. Mas todos os bancos que buscaram ajuda do governo
tiveram que se submeter a um levantamento detalhado de cada um de seus
empréstimos. Na prática, isto representou um processo de
triagem financeira promovido pelo governo, separando as partes saudáveis
do setor bancário das que estavam podres.
As partes "boas" do
setor foram salvas com injeções de novo capital tanto do
governo quanto de fontes privadas. As partes "ruins" foram
colocadas em duas empresas de administração de ativos criadas
pelo governo e vendidas. Um grande banco, o Gota Bank, foi à falência
e foi fundido ao saudável Nordbanken em 1993 (atualmente conhecido
como Nordea).
"Uma das lições
mais importantes é que as autoridades devem poder intervir o mais
rápido possível quando um banco enfrenta problemas",
escreveu posteriormente Stefan Ingves, o arquiteto da operação
de socorro e atual presidente do Riksbank, o banco central sueco.
Bom para
os suecos...
A forma como o governo decidiu
lidar com a situação levou a uma recuperação
econômica quase tão repentina quanto a crise que a precedeu.
A economia expandiu a uma taxa anual de quase 4% tanto em 1994 quanto
em 1995. A garantia emergencial aos bancos foi eliminada em 1996 e substituída
por um sistema de depósitos de seguro semelhante à Federal
Deposit Insurance Corp. nos Estados Unidos.
A solução firme
da crise por parte da Suécia recebeu aplauso dos economistas,
incluindo do então presidente do Federal Reserve (Fed, o banco
central americano), Alan Greenspan, que disse em 1999 que o episódio
mostrou que uma "solução rápida é boa".
O FMI usou o caso sueco na preparação de uma lista de "melhores
práticas" para os países asiáticos que tentavam
sobreviver às suas próprias crises no final dos anos 90.
Atualmente, a porta-voz do Departamento
do Tesouro, Brookly McLaughlin, disse que as autoridades estão
cientes da experiência sueca mas não a consideram "um
exemplo para nós".
Fonte: USA Today
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Congresso em Foco, 9 de abril
de 2008
Acordo entre senadores beneficia aposentados
O aumento das aposentadorias é o
primeiro item a ser analisado no Senado após a desobstrução
da pauta. É isso que reza o acordo firmado hoje (8) entre líderes
partidários e o presidente da Casa, Garibaldi Alves (PMDB-RN),
em almoço realizado na residência oficial do presidente
da instituição.
Autor dos três projetos
de lei (PLs) que dispõem sobre o aumento e a atualização
dos valores das aposentadorias, o senador Paulo Paim (PT-RS) disse ao
Congresso em Foco que, assim que a pauta for esvaziada (ela está trancada
por uma MP e dois projetos de lei de conversão), a matéria
será submetida à apreciação dos senadores.
“O [PL] 42, que está pronto
para o plenário, garante que a mesma política de reajuste
concedida ao salário mínimo se estenda aos aposentados
do regime geral da Previdência, os chamados ‘mais pobres’,
que ganham no máximo seis ou sete salários mínimos”,
declarou Paim à reportagem.
Os três projetos de autoria
de Paim são: o 42/2007, que equipara o aumento dos aposentados
e pensionistas ao reajuste do salário mínimo; o 58/2007,
que atualiza o valor das aposentadorias pagas pela Previdência
e pela União); e o 296/2003, que acaba com o chamado “fator
previdenciário”, um “famigerado” redutor de
40% (para mulheres) e 35% (para homens) sobre as aposentadorias.
“Se eu derrubar o fator,
vai ficar o mesmo princípio do servidor público: se aposenta
com as 80 maiores contribuições de 1994 para cá”,
explicou Paim.
Já o PL 58, que “garante
que o aposentado voltará a ganhar o número de salários
mínimos que ele recebia no ato em que se aposentou, e que perdeu
com a defasagem”, como explicou Paim, está em tramitação
na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), com prazo de deliberação
vencido. O senador então protocolou requerimento para que o PL
seja dispensado do parecer da CAE e enviado à apreciação,
em caráter terminativo, na Comissão de Assuntos Sociais
(CAS).
O senador petista apresentou
requerimento à CAE para que o PL 296/03 fosse votado com urgência.
Tanto esse quanto o requerimento de dispensa de parecer do PL 58 estão
esperando votação no plenário do Senado.
MP da discórdia
Hoje, governo e oposição
travaram mais uma queda-de-braço na discussão da Medida
Provisória 402/07, que abre crédito extraordinário
para obras correntes dos seguintes ministérios: Minas e Energia;
Saúde; Transportes, Integração Nacional; e Cidades.
A oposição, irritada
com o que considera excesso na edição de medidas provisórias,
anunciou obstrução irrestrita. Com isso, o líder
do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), conversou com os
líderes e conseguiu o encerramento da discussão e o adiamento,
para as 16h de amanhã, da votação da matéria.
A base governista, que conta com maioria nesse caso, espera aprovar a
MP com razoável tranqüilidade.
"Nada excepcional,
nada calamidade, nada não previsível no orçamento. É uma
agressão ao Congresso", declarou à reportagem o
líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), para ser
contestado por Jucá. “É uma MP que gera uma série
de créditos, editada no final do ano [2007], quando não
se podia mais fazer suplementação orçamentária,
que destina recursos para várias obras importantes de diversos
ministérios", disse o líder governista. (Fábio
Góis)
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Agência Câmara,
9 de abril de 2008
Projeto unifica registro de acidentes
de trabalho
J.Batista

Berzoini quer evitar retrabalho do Poder Público e delinear
a população informal que trabalha.
A Câmara analisa o Projeto de Lei 2699/07, do deputado Ricardo Berzoini
(PT-SP), que altera o sistema de notificação de acidentes do
trabalho. O objetivo é unificar as diferentes formas de comunicação
de informações sobre o estado de saúde dos trabalhadores
que já existem atualmente.
Na opinião do deputado,
a medida reduzirá os gastos públicos, "pois suprime
processos idênticos de grande retrabalho". Além disso,
o encontro de dados possibilitará delinear a população
informal que trabalha e poderá trazer dados para ampliar a concessão
de benefícios previdenciários pelo Poder Público.
Pela proposta, o sistema atual,
denominado Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), será substituído
pela Notificação de Agravo à Saúde do Trabalhador
(NAST), mais amplo que o primeiro. Com a proposta, passarão a
ser obrigatórios os comunicados relacionados a acidentes e quaisquer
outros distúrbios de saúde. Pelo sistema atual, a comunicação é obrigatória
apenas para os casos de acidentes de trabalho.
Para Berzoini, a denominação
atual apresenta um "vício semântico": apenas se
comunica o acidente, assim entendido aquele acontecimento imprevisto,
traumático, o que exclui doenças, transtornos, síndromes,
disfunções, distúrbios, ainda que equiparados a
acidente do trabalho.
Unificação
Atualmente, existem três formas de notificação adotadas
pelo Sistema Único de Saúde (SUS): o Sistema de Informações
de Mortalidade (SIM); o Sistema de Nacional de Agravos e Notificação
(SNAN) e a Autorização de Internação Hospitalar
(AIH). O novo sistema proposto pelo deputado - a Notificação
de Agravo à Saúde do Trabalhador (NAST) - reunirá os três
modelos adotados atualmente pelo SUS. Na prática, o projeto interliga
a base de dados acidentários da Previdência Social com os sistemas
de notificação compulsória do SUS.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado
pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; Seguridade Social e Família; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
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Agência Diap, 9 de
abril de 2008
SAÚDE DO TRABALHADOR
Registro de doenças ocupacionais
cresce 134%
O registro de doenças
ocupacionais deu um salto nos últimos 11 meses. As notificações
de doenças do sistema osteomuscular, nas quais se incluem as lesões
por esforço repetitivo (LER) e que representam 84,77% do total
de doenças do trabalho, aumentaram 512,3%, segundo dados do Ministério
da Previdência.
A impressionante variação é creditada ao Nexo Técnico
Epidemiológico Previdenciário (NTEP), mecanismo que relaciona
determinada doença às atividades nas quais a moléstia
ocorre com maior incidência. Em vigor desde abril do ano passado, o nexo
obriga a perícia do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a aplicar
uma lista que relaciona cada uma das profissões às doenças
de maior incidência na atividade.
Como resultado dessa co-relação, a doença é classificada
automaticamente como ocupacional. Assim, o que aconteceu, preponderantemente,
não foi um maior número de casos de doenças, mas uma elevação
no volume de moléstias classificadas como ocupacionais.
Para medir o efeito do nexo epidemiológico, o ministério comparou
o número de moléstias ocupacionais registradas nos 11 meses antes
(maio de 2006 a março de 2007) e depois (abril de 2007 a fevereiro de
2008) da adoção da regra. O maior salto é no capítulo
do Código Internacional de Doenças (CID) referente às
doenças infecciosas e parasitárias: 3.701%. Depois, vem a alta
no grupo dos tumores (2.102%), seguido pelas doenças do aparelho circulatório
(1.406%). No total, o aumento foi de 134%.
Novo mecanismo
Para a Previdência, o salto
revela que, antes do novo mecanismo, grande parte das doenças
ocupacionais era anteriormente classificada como moléstias comuns,
sem relação com o trabalho. O diretor de Saúde Ocupacional
do Ministério da Previdência, Remígio Todeschini,
diz que o nexo vem mostrando a deliberada conduta anterior das empresas
em tratar as moléstias como comuns e não notificar as doenças
como ocupacionais. Na prática, isso acontece com a emissão
da Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT).
Quando a moléstia é classificada como decorrente do trabalho,
explica Todeschini, o empregador fica obrigado ao recolhimento do FGTS. Além
disso, há maior estabilidade garantida aos afastados. Para o diretor,
as empresas também preferem a classificação da doença
como comum e não como ocupacional, já que isso preserva os índices
de "acidente zero".
" O NTEP é uma boa radiografia do ambiente de trabalho e revela a
enorme subnotificação. Antes dele, em 2006, a média era
de 30 mil notificações por ano. Depois dele, saltou para 144 mil",
diz o diretor. O nexo, segundo ele, dá mais clareza sobre onde estão
adoecendo os trabalhadores e quais são as políticas públicas
necessárias.
Gasto bilionário
A Previdência tem um gasto bilionário com o pagamento de benefícios
acidentários - principalmente auxílio-doença - e aposentadorias
especiais concedidas em decorrência de ambientes insalubres, perigosos
e penosos. Em 2005, a despesa foi de R$ 9,83 bilhões. Em 2007, subiu
para R$ 10,72 bilhões. O aumento dos registros como acidentários
(relacionados à profissão) não indica que a conta da Previdência
vai crescer na mesma velocidade. Esses auxílios já eram pagos,
mas como benefícios "previdenciários", como se a doença
fosse comum.
Para Todeschini, os números da Previdência mostram que a LER é a
doença mais omitida pelos empregadores. O nexo indica que os cinco segmentos
de atividade que mais concentram sua ocorrência são intermediação
financeira, comércio varejista, montagem de veículos, alimentos
e bebidas e serviços às empresas. No ano passado, a LER foi responsável
por 37,77% dos afastamentos acidentários.
O diretor comparou os números de 2006 da Relação Anual
de Informações Sociais (Rais) - detalhamento do emprego formal
- com os acidentes registrados nas Comunicações de Acidentes
de Trabalho (CATs) naquele ano e concluiu que, proporcionalmente, a faixa etária
mais exposta a acidentes foi de trabalhadores até 19 anos. Em números
absolutos, a faixa foi a de 30 a 35 anos.
Números da Rais
Esse cruzamento entre os números da Rais e das CATs, em 2006, também
mostra que o setor com mais ocorrências no âmbito da saúde
ocupacional foi o dos serviços industriais de utilidade pública.
Naquele ano, nos 344.565 postos de trabalho, foram levadas ao INSS 12.302 CATs.
Nessa classificação, seguem-se, em ordem decrescente: indústria
de transformação, extração mineral, agropecuária,
construção civil, serviços, comércio e administração
pública.
Com a evolução do nexo, a Previdência vai definir o Fator
Acidentário de Prevenção (FAP) que passa a valer no ano
que vem. Atualmente, as empresas recolhem de 1% a 3% do valor de suas folhas
de pagamento como contribuição ao Seguro Acidente do Trabalho
(SAT). O objetivo é premiar a empresa que investir em segurança
e reduzir suas ocorrências. Nesse caso, ela vai pagar contribuição
menor ao SAT.
Por meio do FAP, o critério será por empresa e a contribuição
ao seguro será de 0,5% até 6% da folha de pagamentos. Hoje, o
critério é setorial, pela Classificação Nacional
de Atividades Econômicas (CNAE) e vai de 1% a 3% da folha. Mas a mudança
provocada pelo FAP terá o teto equivalente ao dobro do percentual pago
atualmente. Portanto, não vai haver o salto de 1% para 6% nessa contribuição.
Aperfeiçoar programas de prevenção
Todeschini recomenda que, em benefício próprio e dos seus trabalhadores,
as empresas devem aperfeiçoar seus programa de prevenção,
prestigiar a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes
(Cipa) e fomentar a cultura permanente da educação e da prevenção.
Mas ele também reconhece que o governo tem muito a realizar. Como exemplo,
cita a retomada da Política Nacional de Segurança e Saúde
do Trabalhador que deve articular as ações de três ministérios:
Trabalho, Previdência e Saúde.
Outra falha do governo, na opinião de Todeschini, é a insuficiente
estrutura de fiscalização. Numa comparação que
ele chama de "grosseira", a Alemanha tinha, em 1992, população
economicamente ativa (PEA) de 45 milhões de pessoas e aproximadamente
cinco mil fiscais do trabalho.
No Brasil, a PEA atual é de 90 milhões de pessoas, mas há apenas
3,8 mil fiscais. Um agravante da situação brasileira é a
alta informalidade da economia que exclui milhões de trabalhadores das
redes de proteção previdenciária. (Fonte: Valor Econômico;
intertítulos do Diap)
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CONSULTOR JURÍDICO,
09 de abril de 2008
Emenda 45
Justiça especializada decide
sobre acidente de trabalho
Compete à Justiça Trabalhista processar e julgar ação
de indenização proposta por ex-empregado que sofreu acidente
de trabalho e teve reduzida sua capacidade de produtividade. O entendimento é da
2ª Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça,
firmado durante julgamento de Conflito de Competência instaurado entre
o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região e a 34ª Vara
Cível de São Paulo.
O caso trata de ação
de indenização por danos materiais e reparação
de dano moral por acidente de trabalho proposta por Mário Merli
contra a Companhia Goodyear do Brasil na 34ª Vara Cível.
Merli alega que trabalhou para a empresa de fevereiro de 1964 a setembro
de 1983, em condições impróprias, submetido a ruídos
e sendo obrigado a exercer muita força. Disso decorreram lesões
que reduziram sua capacidade de trabalho.
Para se defender, a Goodyear
sustentou a prescrição do direito do autor de reclamar
indenização, porque “eventuais lesões, caso
existentes, foram adquiridas antes de sua demissão, ocorrida em
26 de março de 1983, ou seja, há mais de 20 anos”.
Alternativamente, afirmou que, caso se entendesse que as lesões
decorreram da relação de trabalho, a prescrição
seria de dois anos de acordo com a Constituição Federal.
Na audiência de conciliação,
o juízo cível afastou a preliminar de prescrição,
por considerar que a “ação tem fundamento no direito
comum, mais especificamente no âmbito da responsabilidade civil
e o prazo a ser observado é o do artigo 177 do Código Civil
antigo”. Ainda foi deferido o pedido de produção
de prova pericial. Não houve recurso.
Depois da perícia, a 34ª Vara
Cível de São Paulo declinou de sua competência para
julgar o processo por dois motivos: em primeiro lugar, o de que reiterada
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já vinha considerando
a Justiça do Trabalho como competente para julgar ações
em que se pede reparação de danos morais decorrentes da
relação de emprego. Em segundo lugar, porque, com a promulgação
da Emenda Constitucional 45/2004, qualquer dúvida sobre a questão
se dissipou, já que as causas em que se discute acidente do trabalho
devem ser remetidas à Justiça especializada, conforme o
texto da emenda. O processo foi, então, remetido à Justiça
Trabalhista e distribuído à 53ª Vara de São
Paulo.
A Goodyear renovou seu pedido
de reconhecimento da prescrição, acolhido pela vara trabalhista.
Merli recorreu e o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região
suscitou o Conflito de Competência.
A relatora, ministra Nancy Andrighi,
destacou que o STF estabeleceu a promulgação da EC 45/2004
como marco temporal da competência da Justiça do Trabalho
para o julgamento de processos nos quais se discute acidente de trabalho.
Assim, todos os processos em trâmite nessa data deveriam ser remetidos à Justiça
especializada.
Entretanto, destacou a ministra,
por uma questão de política judiciária, ficou também
estabelecido que, nas hipóteses em que já houvesse decisão
de mérito proferida pela Justiça cível, esta permaneceria
competente para o respectivo julgamento até o trânsito em
julgado. A mesma orientação foi adotada pelo STJ.
Segundo a ministra, não é o
que acontece no caso. A preliminar de prescrição foi rejeitada.
Tal rejeição, nos termos do artigo 269, inciso IV, não
pôs fim ao processo. Assim, a relatora estabeleceu a competência
do TRT-2 para julgar o recurso ajuizado contra a sentença proferida
pela 53ª Vara Trabalhista.
CC 88.954
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CONSULTOR JURÍDICO,
09 de abril de 2008
Fim do ciclo
Herdeiros não recebem pensão
por acidente de trabalho
por Lilian Matsuura
Família não tem
direito à pensão paga por diminuição da capacidade
de trabalho depois da morte do beneficiário. Este foi o entendimento
vencedor na 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça na análise
do Recurso Especial apresentado pelo espólio de Cláudio
Assis Argento.
“Com a morte do trabalhador,
a diminuição de sua capacidade laborativa perde a razão
de ser. A indenização, se continuasse a ser paga, não
encontraria, na sua contrapartida, dano algum indenizável”,
concluiu a ministra Nancy Andrighi, divergindo do relator e acompanhada
pela maioria da Turma. O ministro Humberto Gomes de Barros (relator)
votou no sentido de garantir à família o direito à indenização
recebida pelo trabalhador, até a data em que, se estivesse vivo,
completaria 65 anos.
Argento trabalhava na Mundial
S/A Produtos de Consumo e perdeu 60% da sua capacidade laborativa depois
de um acidente em que perdeu a mão esquerda. Como forma de recompensá-lo
pela redução da produtividade, a Justiça determinou
o pagamento da pensão pela empresa até que completasse
65 anos.
Sua morte aconteceu antes e a
família requeria o direito de continuar recebendo a indenização.
Em primeira instância, a ação de execução
foi extinta. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul manteve
a sentença, sob o argumento de que “vinculação
da parcela indenizatória é personalíssima, porquanto
não se pode pretender se transfira ao espólio a possibilidade
de auferir ganhos que não teria ao tempo em que o trabalhador,
falecido, não mais contibuiria financeiramente ao provimento do
núcleo familiar”.
Os desembargadores explicaram
que o pagamento da indenização era feito apenas para recompor
a perda de salário que o trabalhador teria por conta da redução
de sua capacidade produtiva. Era uma forma de complementação
do seu salário.
A família recorreu ao
STJ. Argumentou que não se poderia impedir a transmissão
hereditária do direito concedido ao trabalhador porque tal direito
tem conteúdo patrimonial e não personalíssimo.
“É certa a concepção
de que a indenização material, decorrente de responsabilidade
civil possui caráter estritamente patrimonial, não configurando-se
(sic), desta forma, como prestação personalíssima,
ou seja, se tal prestação indenizatória possui caráter
pecuniário, sendo portanto integrada ao patrimônio do de
cujus, por óbvio que é passível de transmissão
sucessória, como todos os demais bens do de cujus”, sustentava.
Ao levar o seu voto, a ministra
Nancy Andrighi observou que a indenização tem de ser equivalente
ao prejuízo causado, “ou seja, não há obrigação
de indenizar onde não há dano”. E concluiu que, com
a morte do trabalhador, a redução da sua capacidade de
produzir perdeu a razão de ser.
“O pagamento se fixou mensalmente
porque o dano decorrente do acidente do trabalho não se produziu
integralmente no momento do acidente, mas protrai-se no tempo, ou seja:
a cada mês em que o acidentado vivia sem uma das mãos, sua
capacidade do trabalho se encontrava reduzida e este se investia no direito
de receber a reparação respectiva.”
Para Nancy Andrigui, a
morte interrompeu o ciclo. Não se pode mais falar em perda de
capacidade de trabalho e por isso acabou a obrigação
da empresa de repará-lo.
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CONSULTOR JURÍDICO,
09 de abril de 2008
Ação trabalhista
Justiça do Trabalho nega sigilo
para acordo comercial
por Priscyla Costa
Transação empresarial,
por mais expressiva que seja, não tem o requisito do interesse
público para ser mantida em sigilo pela Justiça do Trabalho,
até porque negócios privados não envolvem a preservação
dos direitos da personalidade. O entendimento é do juiz Grijalbo
Fernandes Coutinho, da 19ª Vara do Trabalho de Brasília.
O juiz negou o pedido de preliminar da Ambev para que fosse decretado
segredo de justiça na ação trabalhista movida por
um ex.empregado da empresa.
O processo foi movido por ex-motorista
de uma concessionária da Ambev, comprada por ela posteriormente.
As duas foram acionadas após a demissão do empregado que
tinha estabilidade por pertencer ao Conselho Fiscal do sindicato. Ao
pedir o segredo de Justiça na ação, a Ambev alegou
que existia cláusula de confidencialidade no contrato de compra
da concessionária, que teve detalhes citados nos autos.
Apesar de o pedido de sigilo
se referir aos termos do acordo comercial entre a Ambev e a concessionária,
que não estava em discussão na ação, o juiz
Grijalbo Fernandes Coutinho rejeitou a preliminar. Grijalbo considerou
que só deve existir segredo de justiça nos processos sobre
separação, divórcio, pensão alimentícia
e guarda de menores. “Não me convenço do segredo
de justiça nem mesmo na hipótese de a questão estar
relacionada ao mercado financeiro e aos investidores”, considerou.
Para Coutinho, deixar o processo
correr em segredo de Justiça “esvaziaria o conceito de Estado
Democrático de Direito”. “Não me convenço
do segredo de justiça nem mesmo na hipótese de a questão
estar relacionada ao mercado financeiro e aos investidores”, afirmou.
O juiz chamou o segredo de Justiça
de “cadeado” e afirmou que a ferramenta serve “para
aniquilar o interesse público, os desejos e aspirações
da sociedade, preponderando, de maneira absolutamente inqüestionável,
os conchavos construídos por empresários, banqueiros e
agentes políticos.”
“A censura, com aval do
Poder Judiciário, pode proteger os mais diversos interesses, menos
o do conjunto da sociedade”, disse o juiz na sentença. Como
a preliminar foi rejeitada, o juiz pôde analisar o processo. Ele
reconheceu que houve sucessão trabalhista, o que justifica obrigar
a Ambev a arcar com a condenação trabalhista e entendeu
que o empregado, como fiscal de sindicato, tinha direito a estabilidade,
portanto à reintegração ao emprego.
“Em nome da liberdade sindical
contemplada na garantia de emprego aos líderes de classe, tenho
que o membro do Conselho Fiscal deve usufruir das mesmas garantias conferidas
aos seus colegas de Diretoria, não só porque Diretoria
e Conselho formam um corpo único na defesa das bandeiras sociais
de maior envergadura, sujeitos, assim, a idênticas pressões
e retaliações, como também ocupam as lideranças
dos trabalhadores posições cercadas de legitimidade e representatividade”,
afirmou o juiz.
A Ambev ainda pode recorrer
da decisão.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
09/04/2008
Professor garante irredutibilidade de carga
horária estabelecida em contrato
Professor de alemão teve
reconhecida, pela Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho, a
irredutibilidade de carga horária estabelecida em contrato de
trabalho com a Escola Francesa de Brasília. O relator do recurso
de revista, ministro Carlos Alberto Reis de Paula, considerou ilícita
a alteração contratual que permitia a redução
da carga horária de 20 horas semanais anteriormente pactuada,
por causar prejuízos ao trabalhador. A escola alegou que o quadro
de alunos diminuiu e não podia pagar por aulas que o professor
não tinha a dar. Com a decisão do TST, o professor deverá receber
cinco horas-aula semanais pelo período de quase um ano.
Não há norma legal
que assegure a manutenção da carga horária de professor
de um ano letivo para outro. Por essa razão, o ministro Carlos
Alberto esclarece que a jurisprudência considera lícita
a redução em decorrência da diminuição
do número de alunos de um ano para outro. No entanto, a escola
contratou o professor sob outras condições. Admitido em
setembro de 1999 para o cargo de professor de alemão, sua jornada
pactuada em contrato de trabalho era de 20 horas-aula semanais, com salário
de R$ 20,06 a hora. Até agosto de 2000, o professor recebia R$
2.107,35.
A cláusula foi alterada
em setembro de 2000, com data retroativa, em documento assinado por ambas
as partes. Os novos termos estabeleciam que a carga horária seria
definida no início de cada ano letivo em função
das necessidades da escola, que trabalha com o calendário escolar
praticado na França, com início do ano letivo em setembro.
Em seguida, a escola reduziu a carga horária para 15 horas semanais
e posteriormente para seis horas. Em 25.11.02, quando receberia R$ 738,99
(pagamento relativo a seis horas), o trabalhador rescindiu indiretamente
o contrato de trabalho, alegando a alteração que lhe era
prejudicial e lhe reduziu o salário.
Na 14ª Vara do Trabalho
de Brasília, o professor pleiteou cinco horas-aula semanais pelo
período em que recebeu apenas 15 horas. Ele teve seu direito às
20 horas contratuais reconhecido, mas a Escola Francesa recorreu ao Tribunal
Regional do Trabalho da 10ª Região e, por último,
ao TST, questionando o deferimento das cinco horas semanais de diferença,
entre outros itens.
No TST, o ministro Carlos Alberto
analisou a questão sob a ótica do artigo 468 da CLT, o
qual dispõe que nos contratos individuais de trabalho só é lícita
a alteração das respectivas condições, por
mútuo consentimento, e desde que não resultem em prejuízos
ao empregado, sob pena da nulidade da cláusula infringente. Para
o relator do recurso, “mesmo diante da concordância do reclamante
com a alteração contratual, é impossível
não reconhecer sua ilicitude, visto que causou prejuízos
ao trabalhador”. (RR-178/2003-014-10-00.0)
(Lourdes Tavares)
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09/04/2008
Novas Orientações Jurisprudenciais
Estão disponíveis
no site do Tribunal Superior do Trabalho as Orientações
Jurisprudenciais de nºs 353 a 360 e as Orientações
Jurisprudenciais Transitórias de números 60 e 61 da Subseção
I Especializada em Dissídios Individuais. Confira, abaixo, o inteiro
teor das novas OJs:
Orientações Jurisprudenciais
da SDI-1
Nº 353 - EQUIPARAÇÃO
SALARIAL. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. ART. 37, XIII, DA CF/1988. POSSIBILIDADE.
À sociedade de economia mista não se aplica a vedação à equiparação
pre-vista no art. 37, XIII, da CF/1988, pois, ao contratar empregados sob o regime
da CLT, equipara-se a empregador privado, conforme disposto no art. 173, § 1º,
II, da CF/1988.
Nº 354 - INTERVALO INTRAJORNADA.
ART. 71, § 4º, DA CLT. NÃO CONCESSÃO OU REDUÇÃO.
NATUREZA JURÍDICA SALARIAL.
Possui natureza salarial a parcela prevista no art. 71, § 4º, da
CLT, com redação introduzida pela Lei nº 8.923, de 27 de
julho de 1994, quando não concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo
mínimo intrajornada para repouso e alimentação, repercutindo,
assim, no cálculo de outras parcelas salariais.
Nº 355 - INTERVALO INTERJORNADAS.
INOBSERVÂNCIA. HORAS EXTRAS. PERÍODO PAGO COMO SOBREJORNADA.
ART. 66 DA CLT. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO § 4º DO
ART. 71 DA CLT. O desrespeito ao intervalo mínimo interjornadas
previsto no art. 66 da CLT acarreta, por analogia, os mesmos efeitos
previstos no § 4º do art. 71 da CLT e na Súmula nº 110
do TST, devendo-se pagar a integralidade das horas que foram subtraídas
do intervalo, acrescidas do respectivo adicional.
Nº 356 - PROGRAMA DE INCENTIVO À DEMISSÃO
VOLUNTÁRIA (PDV). CRÉDITOS TRABALHISTAS RECONHECIDOS EM
JUÍZO. COMPENSAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE.
Os créditos tipicamente trabalhistas reconhecidos em juízo não
são suscetíveis de compensação com a indenização
paga em decorrência de adesão do trabalhador a Programa de Incentivo à Demissão
Voluntária (PDV).
Nº 357 - RECURSO. INTERPOSIÇÃO
ANTES DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO IMPUGNADO.
EXTEMPORANEIDADE. NÃO CONHECIMENTO.
É extemporâneo recurso interposto antes de publicado o acórdão
impugnado.
Nº 358 - SALÁRIO
MÍNIMO E PISO SALARIAL PROPORCIONAL À JORNADA REDUZIDA.
POSSIBILIDADE.
Havendo contratação para cumprimento de jornada reduzida, inferior à previsão
constitucional de oito horas diárias ou quarenta e quatro semanais, é lícito
o pagamento do piso salarial ou do salário mínimo proporcional
ao tempo trabalhado.
Nº 359 - SUBSTITUIÇÃO
PROCESSUAL. SINDICATO. LEGITIMIDADE. PRESCRIÇÃO. INTERRUPÇÃO.
A ação movida por sindicato, na qualidade de substituto processual,
interrompe a prescrição, ainda que tenha sido considerado parte
ilegítima “ad causam”.
Nº 360 TURNO ININTERRUPTO
DE REVEZAMENTO. DOIS TURNOS. HORÁRIO DIURNO E NOTURNO. CARACTERIZAÇÃO.
Faz jus à jornada especial prevista no art. 7º, XIV, da CF/1988
o trabalhador que exerce suas atividades em sistema de alternância de
turnos, ainda que em dois turnos de trabalho, que compreendam, no todo ou em
parte, o horário diurno e o noturno, pois submetido à alternância
de horário prejudicial à saúde, sendo irrelevante que
a atividade da empresa se desenvolva de forma ininterrupta.
Orientações Jurisprudenciais
Transitórias da SDI-1
Nº 60 - ADICIONAL POR TEMPO
DE SERVIÇO. BASE DE CÁLCULO. SALÁRIO-BASE. ART.
129 DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO.
O adicional por tempo de serviço – qüinqüênio
-, previsto no art. 129 da Constituição do Estado de São
Paulo, tem como base de cálculo o vencimento básico do servidor
público estadual, ante o disposto no art. 11 da Lei Complementar do
Estado de São Paulo nº 713, de 12.04.1993.
Nº 61 - AUXÍLIO CESTA-ALIMENTAÇÃO
PREVISTO EM NORMA COLETIVA. CEF. CLÁUSULA QUE ESTABELECE NATUREZA
INDENIZATÓRIA À PARCELA. EXTENSÃO AOS APOSENTADOS
E PENSIONISTAS. IMPOSSIBILIDADE.
Havendo previsão em cláusula de norma coletiva de trabalho de
pagamento mensal de auxílio cesta-alimentação somente
a empregados em atividade, dando-lhe caráter indenizatório, é indevida
a extensão desse benefício aos aposentados e pensionistas. Exegese
do art. 7º, XXVI, da Constituição Federal.

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