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AGÊNCIA DIAP, 17 de
abril de 2008
AMPLIAÇÃO
CNBB encampa campanha pela redução
da jornada de trabalho
Em audiência com centrais sindicais,
secretário-geral da CNBB acolhe proposta da redução
da jornada sem redução de salários

Dirigentes e Dom Dimas, entre Artur e Paulinho
O secretário-geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do
Brasil), Dom Dimas Lara, recebeu, nesta quarta-feira (16), as centrais sindicais
para debater a redução da jornada de trabalho sem redução
de salários. Dom Dimas afirmou que vai defender o apoio da CNBB ao projeto
e ao abaixo-assinado no Conselho Epsicopal de Pastoral. A decisão oficial
da entidade deve ser anunciada hoje (17).
"É um apoio extremamente importante. A CNBB dialoga com amplas parcelas
da população brasileira, e se a entidade entende que a redução
vai beneficiar a maioria e gerar mais empregos e qualidade de vida, é mais
um sinal de que nossa campanha não é corporativa, mas visa amplas
parcelas da sociedade e todas as categorias", afirma Artur Henrique, presidente
da CUT, presente à reunião realizada na sede da Conferência,
em Brasília.
As centrais irão
procurar com outras entidades, religiosas ou não. "A defesa
do emprego e da valorização dos trabalhadores e trabalhadoras
diz respeito a todos, então é nosso dever ampliar o arco
de alianças com os setores representativos da sociedade",
avalia Quintino Severo, secretário-geral. (Fonte: CUT)
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CONTAS ABERTAS, 17 de abril
de 2008
Cada deputado federal custa R$ 1,4
milhão por ano
A democracia brasileira não tem preço, mas a Câmara dos
Deputados passa a custar mais caro aos cofres públicos a partir deste
mês. O órgão elevou ontem de R$ 50,8 mil para R$ 60 mil
a verba concedida aos deputados para pagar os funcionários dos gabinetes
em Brasília e nos estados. Com o aumento real de 2,94% da verba de gabinete,
a conta desembolsada com cada parlamentar brasileiro passa a ser de aproximadamente
R$ 114 mil mensalmente, ou R$ 1,4 milhão por ano (veja detalhadamente
os benefícios de um deputado).
A soma engloba o salário
e a estrutura direta a que o parlamentar tem direito. Cada deputado federal
recebe rigorosamente R$ 16,5 mil por mês. Além do 13º salário,
o parlamentar recebe ainda o mesmo valor no início e no final
de cada sessão legislativa, correspondendo ao 14º e ao 15º salário.
Sendo assim, a soma justa do subsídio mensal é R$ 20,6
mil, ou seja, R$ 16,5 mil somados quinze vezes e dividido pelos dozes
meses do ano.
Os parlamentares também
contam com a verba indenizatória no valor de R$ 15 mil destinada
ao ressarcimento de despesas com aluguel, manutenção de
escritórios, locomoção, alimentação
e despesas diretamente relacionadas ao exercício do mandato parlamentar.
A Câmara disponibiliza em seu portal na Internet a prestação
de contas de verbas indenizatórias utilizadas pelos deputados.
O parlamentar tem que apresentar nota fiscal com os gastos para obter
o ressarcimento.
A conta dos deputados aumenta
ainda mais com o auxílio-moradia no valor de R$ 3 mil. Os parlamentares
que recebem o benefício são aqueles que não moram
em apartamentos funcionais. O deputado deve comprovar o gasto com notas
de hotéis ou imóveis que tenha alugado em Brasília.
A taxa de ocupação dos imóveis funcionais está em
50%. No ano passado, a Câmara gastou R$ 9 milhões com reparos
e conservação dos 432 imóveis funcionais.
Há ainda as despesas mensais
com caixa postal e telefônica, que contabilizam R$ 4,3 mil para
deputados e R$ 5,5 mil para líderes e vice-líderes da Câmara,
presidentes e vice-presidentes de comissões permanentes da Casa.
Isso sem contar com a cota de passagens aéreas, que varia de R$
4,3 mil a R$ 16 mil dependendo do estado de origem do parlamentar. Já o
limite de gastos com impressões em gráficas é R$
6 mil (valor máximo por ano). Além disso, o parlamentar
tem direito a receber cinco publicações, entre jornais
e revistas, em todos os dias úteis.
A verba de gabinete no valor
de R$ 60 mil destina-se ao pagamento dos funcionários do gabinete.
Cada deputado tem direito a empregar de cinco a 25 funcionários.
O aumento do benefício foi anunciado ontem, em plenário,
pelo presidente da Casa, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP). O parlamentar
contesta as críticas sobre o aumento do orçamento da Câmara. “Frente
ao reajuste que todo o funcionalismo federal teve, é rigorosamente
insignificante”, argumenta.
De acordo com Chinaglia, o reajuste
para os funcionários da Câmara já estava previsto
no orçamento deste ano. A verba será obtida com os recursos
da "venda" da folha salarial da Câmara. Desta forma,
para cumprir o acréscimo, não serão necessários
mais recursos da União. O reajuste da verba de gabinete foi calculado
com base na reposição da inflação desde março
de 2005, 15,3% de acordo com o IGP-M, e um aumento real de 2,94%. O último
reajuste do benefício foi em dezembro de 2005.
Amanda Costa
Do Contas Abertas
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GAZETA DO POVO, 17 de abril
de 2008 | Economia
Reação
Impacto na alta dos juros na dívida é de
R$ 2,9 milhões em 12 meses
O aumento de 0,5 ponto percentual
na taxa básica de juros - que passou de 11,5% para 11,75%
ao ano - provocará uma elevação de quase R$
3 bilhões na Dívida Mobiliária Federal Interna
(em títulos), segundo o secretário do Tesouro Nacional,
Arno Augustin.
Ao participar de audiência
pública na Câmara dos Deputados, ele explicou que o impacto é o
efeito da elevação dos juros sobre a parcela da dívida
que é corrigida pela taxa Selic e que hoje representa 31% do total
do estoque. Augustin, no entanto, não quis fazer avaliações
mais detalhadas sobre a decisão do Banco Central na economia.
- O Tesouro Nacional não
faz comentários sobre a decisão do Copom (Comitê de
Política Monetária do BC). Temos uma avaliação
muito positiva sobre o desempenho da economia no ano passado e achamos
que ela vai crescer ao longo de 2008. Evidentemente, a política
monetária tem impacto sobre a curva de juros. Esse impacto,
no entanto, tem muitas variáveis. Não temos o impacto
generalizado da alta dos juros na dívida. Na parte indexada à Selic,
ele é de R$ 2,9 bilhões em 12 meses - disse o secretário
aos deputados.
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AGÊNCIA DIAP, 17 de
abril de 2008
PLANO PLURIANUAL
Governo sanciona prioridades até 2011;
PAC é preferência nº 1
No último dia 7 de abril
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei
nº 11.653, que trata do Plano Plurianual 2008-2011 (PPA),
responsável por definir as prioridades do governo por um
período de quatro anos, e estabelecer, de forma regionalizada,
as diretrizes, os objetivos e as metas da administração
pública federal para a realização de investimentos.
O PPA 2008-2011 prioriza as obras
do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que contarão
com tratamento diferenciado durante o período de execução
do Plano. Por isso, o Poder Executivo fica autorizado a suplementar,
por decreto, dotações consignadas nas ações
do PAC, integrantes da lei orçamentária anual e devidamente
identificadas no SIAFI, até o limite de 30% (trinta por cento)
de cada ação.
Vetos
A mensagem nº 172, de 7
de abril de 2008, publicada em edição extra do DOU de terça-feira
(08) determina e justifica 167 vetos no texto enviado pelo Congresso
ao Palácio do Planalto para sanção. Os vetos foram
dois no texto da Lei, dois em programas sociais e 163 em emendas feitas
pelo Congresso Nacional.
As 163 emendas constitucionais,
que eram referentes a diversas ações, foram vetadas por
alocarem recursos inferiores a 30% do valor total dos projetos durante
o período de vigência do PPA. O entendimento é de
que o valor inferior aos 30% não assegura a conclusão das
ações no prazo previsto, o que poderia gerar risco de paralisação
de obras, ampliando, assim, o estoque de obras inacabadas.
O veto aos programas sociais
de Apoio ao Desenvolvimento Urbano de Municípios e de Educação
por Alternância para Agricultura Familiar ocorreu por já estarem
contidos no PPA 2008-2011 programas sociais que já implementavam
as políticas sugeridas pelas ações vetadas. Os
vetos promovidos no texto da Lei ocorreram por razões técnicas
que criavam contradições em alguns pontos do texto. (Alysson
Alves com Planejamento)
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O ESTADO DO PARANÁ,
17 de abril de 2008 | Nacional
Congresso terá comissão
sobre os 20 anos da Constituição
Agência Câmara
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, e o presidente do Senado,
Garibaldi Alves Filho, assinam na manhã desta quinta-feira (17) o ato
de criação de uma comissão especial de servidores para
desenvolver ações em comemoração dos 20 anos da
Constituição. O ato está previsto para as 9h30, no Salão
Nobre.
Na ocasião, haverá também
o lançamento de edição do Jornal do Observatório
da Constituição e da Democracia, que contém artigos
acadêmicos sobre o processo constituinte de 1987/1988. A publicação
foi elaborada pelo Grupo de Pesquisa Sociedade, Tempo e Direito, que
reúne professores, pesquisadores e estudantes da Faculdade de
Direito da Universidade de Brasília (UnB).
A programação
em homenagem aos 20 anos da Constituição incluirá ainda
a realização de seminário (em junho), uma exposição
comemorativa (em outubro), exposições itinerantes, publicações
e uma sessão solene com os constituintes. O tema também
será abordado na edição inaugural do Projeto de
História Oral do Congresso Nacional.
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AGÊNCIA DIAP, 17 de
abril de 2008
DANO MATERIAL
Portador de LER tem reconhecido na
Justiça direito à indenização
Por unanimidade, a Quarta Turma
do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reformou acórdão
do Tribunal de Alçada de Minas Gerais para determinar o pagamento
de indenização por danos materiais a um portador de
doença profissional.
O tribunal mineiro concedeu o
ressarcimento apenas por dano moral por entender que a existência
do prejuízo não ficou demonstrada, uma vez que o valor
do beneficio de sua aposentadoria acidentária corresponde ao salário
pago pela empresa.
Dano material versus dano moral
O Trabalhador recorreu ao STJ
alegando que seu direito à indenização por danos
materiais não desaparece pela circunstância de estar recebendo
aposentadoria previdenciária acidentária no valor equivalente
ao de sua remuneração na empresa. Sustentou, ainda, que
os autos demonstram a culpa da empregadora e a existência do nexo
causal entre o trabalho e o mal incapacitante, no caso, lesão
por esforço repetitivo (LER).
Precendentes judiciais
Citando vários precedentes
da corte, o relator do recurso especial no STJ, ministro Aldir Passarinho
Junior, reiterou, em seu voto, que a indenização previdenciária é originária
de contribuição do segurado à assistência
pública por força de lei e, como tal, não apaga
o direito da vítima ao ressarcimento do dano ilícito civil,
sob pena de se permitir o locupletamento de quem provocou a seqüela.
Reconhecimento do dano
Segundo o ministro, identificada
a lesão à saúde e o nexo causal, o ressarcimento
pela lesão causada independe de prova de declínio econômico
e a premissa da decisão que negou o ressarcimento por danos morais é de
ordem meramente econômica, ou seja, se a aposentadoria por invalidez é de
igual valor ao salário que recebia o autor, então nada é devido. “Mas
viu-se que não é assim e, mesmo que ainda permanecesse
ele no emprego, faria jus à indenização, desde que
reconhecida a lesão e o nexo causal”, ressaltou em seu voto.
Assim, a Turma deferiu
o pedido pelos danos materiais e determinou que o ressarcimento seja
apurado em liquidação de sentença considerando
a extensão da incapacidade para o exercício de outras
atividades, de forma a evitar o ócio deliberado. (Alysson Alves
com STJ)
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CONSULTOR JURÍDICO,
17 de abril de 2008
Razão de existir
Sindicato precisa ter registro para
propor ação
Sem registro no Ministério do Trabalho e do Emprego, sindicato não é sujeito
de direito. Por isso, não pode propor ação judicial. Motivo:
não detém a representatividade da categoria. O entendimento,
manifestado pela 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, pôs
fim a uma ação do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições
de Ensino Superior (Andes) contra a Universidade Federal de Ouro Preto e a
União.
O sindicato pediu a restituição
de valores descontados dos salários de seus associados a título
de contribuição previdenciária, no seu entender,
indevida. A ação foi extinta por ilegitimidade ativa da
entidade. Para o Tribunal Regional Federal da 1ª Região,
o sindicato não comprovou o registro no MTE, requisito para sua
existência legal de acordo com a Constituição Federal.
Sem isso, o sindicato não pode ingressar com ação
em juízo em favor de seus associados.
A entendidade recorreu ao STJ.
Alegou que bastaria o registro civil, que lhe garantiria personalidade
jurídica. A 1ª Turma manteve o posicionamento do TRF-1. De
acordo com o relator, ministro Luiz Fux, a Constituição
Federal desobriga a autorização do Estado para fundação
de sindicato, mas ressalva a obrigatoriedade de registro da entidade
no MTE.
Para o ministro, o registro é imprescindível
por constituir o meio de verificação da unicidade sindical
(existência de um único sindicato por categoria profissional).
Além disso, é o ato vinculado que complementa e aperfeiçoa
sua existência legal. O relator acrescentou precedentes nesse sentido
não só do STJ como do Supremo Tribunal Federal.
REsp 711.624
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ÂMBITO JURÍDICO,
17 de abril de 2008
Vínculo de faxineira pode
se formar com as várias empresas ou pessoas a quem presta serviços
Fonte: TRT3
Em decisão recente, a
4ª Turma do TRT-MG reconheceu o vínculo empregatício
simultâneo entre uma reclamante e várias empresas para as
quais ela prestava serviços como faxineira diarista. Ao votar
pelo provimento ao recurso da reclamante, o juiz convocado Antônio
Carlos Rodrigues Filho, se disse convencido, pelos depoimentos das testemunhas
ouvidas, de que os pressupostos da relação de emprego se
fizeram presentes em relação a todas as reclamadas. /p>
De acordo com o relator, como
as rés admitiram que a reclamante fazia faxina em suas dependências,
recebendo diárias que variavam entre 15 e 35 reais, ficou presumida
a existência da relação de emprego. Com isso, as
rés atraíram para si o ônus de provar a inexistência
dos demais requisitos caracterizadores do vínculo (não
eventualidade e subordinação jurídica), ônus
do qual não se desincumbiram. Ao contrário, a 5ª reclamada
informou que, há mais de dois anos, combinou os serviços
de faxina em um dos estabelecimentos reclamados, os quais eram executados
duas ou três vezes por semana, e que a reclamante também
fazia faxina nas lojas dos outros reclamados.
“O fato de a reclamante
ter prestado serviços para outras pessoas jurídicas e/ou
físicas, em nada altera a situação fática,
uma vez que o direito brasileiro não veda a pluralidade de empregos,
desde que não haja incompatibilidade de horário, o que
não restou provado” – ressalta o relator, acrescentando
que, ainda que o serviço tenha sido realizado duas ou três
vezes por semana, não pode ser considerado eventual, porque imprescindível
ao bom funcionamento de qualquer empresa.
Por esses fundamentos, a Turma
declarou a relação de emprego com as rés, pelo período
de março de 2005 a abril de 2007, fixando a jornada da reclamante
em 03 dias durante a semana e deferindo todas as parcelas rescisórias
de direito (como aviso prévio, 13º e FGTS com 40%), as quais
deverão ser calculadas observando o número de dias trabalhados
no mês.
( nº 00884-2007-032-03-00-5
)
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ÂMBITO JURÍDICO,
17 de abril de 2008
Trabalhar em casa não afasta
vínculo empregatício
Fonte: TST
No Brasil, por força do
artigo 6º da CLT, não há distinção entre
o trabalho realizado no domicílio do trabalhador e o executado
no estabelecimento do empregador. Com esse fundamento, a 6ª Turma
do TRT-MG negou provimento a recurso de uma reclamada, que protestava
contra a sentença que deferiu parcelas decorrentes do vínculo
empregatício a duas reclamantes que fabricavam em casa os produtos
comercializados pela empresa.
A ré alegou ter qualificado
mão-de-obra local para execução dos serviços
tipicamente artesanais de móveis de junco, sendo que o trabalho
era desenvolvido na residência das artesãs, sendo-lhes cedido,
posteriormente, um galpão, por solicitação das próprias
artesãs, que não tinham espaço para guardar a produção
em suas moradias. Por isso, insistia na tese de que o trabalho era autônomo,
sem nenhuma subordinação.
Embora louvando a iniciativa
da reclamada em qualificar a mão-de-obra ociosa e oferecer oportunidades
de trabalho a pessoas que dificilmente teriam outras chances de ganhos,
o desembargador Antônio Fernando Guimarães ressalta que
o simples fato de o trabalho ser realizado na residência do trabalhador
não afasta a configuração da relação
de emprego, se presentes os pressupostos que a caracterizam.
No caso, houve intervenção
da ré, que definia a forma do traçado do desenho, fornecia
o junco, ferramentas e fixava prazo de entrega, valor do produto, etc.
Portanto, no entender do relator, não havia qualquer espaço
para a condução autônoma da fabricação
das peças, impondo-se o reconhecimento da relação
de emprego. “Fica claro não se tratar de trabalho artesanal,
pois o artesão é um pequeno produtor, põe-se em
contato direto com o consumidor, oferece os seus produtos à clientela,
ao público em geral e constitui-se numa microempresa” – frisou,
acrescentando que essa situação se modifica por completo
quando um empresário ou intermediário se interpõe
entre o pequeno produtor e o consumidor.
A Turma concluiu estar evidente,
no caso, a subordinação jurídica, principal elemento
caracterizador da relação de emprego, bem como a onerosidade,
a pessoalidade e a não eventualidade do trabalho prestado. Assim,
acatando os fundamentos do relator, negou provimento ao recurso da ré e
manteve todas as parcelas deferidas às reclamantes pela sentença
de primeiro grau.
( RO nº 00185-2007-091-03-00-2
)
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ÂMBITO JURÍDICO,
17 de abril de 2008
Advogados trabalhistas querem mudar
honorários
Fonte: Valor Econômico
Privados de honorários
por condenação na maioria das ações na Justiça
do Trabalho, os advogados trabalhistas querem mudar as leis que tratam
do assunto. As propostas serão discutidas amanhã em um
seminário promovido pela seccional fluminense da Ordem dos Advogados
do Brasil (OAB-RJ), e encaminhadas ao conselho federal da entidade, que
decidirá se elaborará um novo projeto de lei ou pedirá mudanças
nos que já tramitam no Congresso Nacional.
Segundo advogados, a discussão
em torno do pagamento dos chamados "honorários advocatícios
sucumbenciais" em ações na Justiça do Trabalho
se deve à falta de clareza nas leis vigentes. Embora na Justiça
comum a prática seja freqüente, já que o Código
de Processo Civil prevê o pagamento de 10% a 20% do valor das causas à parte
vencedora, a Justiça trabalhista já afastou a possibilidade
em seus processos, principalmente após a publicação
da Súmula nº 219 e do Enunciado nº 329, ambos do Tribunal
Superior do Trabalho (TST). Mas duas propostas - o Projeto de Lei nº 1.676,
de 2007, do deputado Dr. Nechar (PV-SP), e o Projeto de Lei nº 3.392,
de 2004, da deputada Dra. Clair (PT-PR) -, que tramitam na comissão
de trabalho, de administração e serviço público
da Câmara dos Deputados, mudam este conceito.
Segundo Nicola Manna Piraino,
presidente da Comissão Especial de Estudos de Honorários
de Sucumbência na Justiça do Trabalho da OAB-RJ, quem perde
com este entendimento é o próprio trabalhador que recorre à Justiça. "Ele
tem que pagar o advogado com parte do que ganhou na ação",
afirma. Para o jurista Estêvão Mallet, a Justiça
se baseia na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que
prevê, no artigo 791, que o trabalhador pode recorrer à Justiça
trabalhista sem o auxílio de um advogado. "Mas a regra contradiz
o direito ao devido processo legal, previsto na Constituição
Federal", afirma. Segundo ele, as formalidades da própria
Justiça exigem conhecimento técnico adequado.
De acordo com o juiz Cláudio
Montesso, presidente da Associação Nacional dos Magistrados
da Justiça do Trabalho (Anamatra), o debate chegou aos tribunais. "Os
magistrados já discutem formas de diminuir o impacto ao trabalhador,
mas a saída é mudar a legislação",
diz. Segundo ele, a Lei nº 5.584, de 1970, que permite o pagamento
dos honorários apenas em casos de trabalhadores representados
por sindicatos, se contrapõe ao Estatuto da Advocacia, que afirma
que as verbas sucumbenciais são um direito do advogado.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
17/04/2008
Empresa ganha ação de dano
moral e empregado paga indenização de R$ 10 mil
O prejuízo causado ao conceito da empresa
pela cobrança indevida de valores a clientes que não estavam
inadimplentes levou a Apoio Agropecuária Comércio e Representações
Ltda., de Mato Grosso do Sul, a pedir indenização por danos
morais a um veterinário que desviou as verbas daqueles pagamentos.
A decisão, favorável à empresa, foi mantida pela
Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que rejeitou (não
conheceu) recurso de revista do empregado. O relator, ministro Aloysio
Corrêa da Veiga, entendeu que o artigo 7º, inciso XXIX, da
Constituição Federal, que fixa a prescrição
bienal na esfera trabalhista, não diz respeito à empresa,
e sim ao empregado. Além disso, a ação teve início
na Justiça Cível, somente chegando à Justiça
do Trabalho após a ampliação de sua competência
pela Emenda Constitucional nº 45/2004.
O veterinário foi contratado em julho
de 1991, como pessoa jurídica. Seu trabalho consistia em prestar
assistência aos clientes da empresa, por meio de consultas requeridas
pelos consumidores de produtos veterinários no estabelecimento.
O pagamento era feito por meio de comissões. Em março de
1996 a empresa recebeu reclamações de clientes que denunciaram
estar recebendo avisos de cobrança, embora tivessem efetuado normalmente
o pagamento de suas compras. Concluindo que houve desvio de verbas, a
Apoio demitiu o veterinário por justa causa.
Em 2000, a agropecuária ajuizou a ação
na Justiça Comum pleiteando ressarcimento de danos materiais e
morais. A 8ª Vara Cível de Campo Grande (MS) condenou o veterinário
a ressarcir à empresa os valores indevidamente apropriados e ao
pagamento de R$ 9.248,00 por danos materiais e R$ 1 mil a título
de danos morais. Em 2005, já em grau de recurso, o Tribunal de
Justiça de Mato Grosso do Sul remeteu o processo à Justiça
do Trabalho, uma vez que a EC 45 incluiu na competência da Justiça
do Trabalho as ações por danos morais decorrentes das relações
de trabalho. O veterinário alegou então a prescrição
de natureza trabalhista à discussão, mas a tese foi rejeitada
pelo Tribunal Regional do Trabalho da 24ª (MS) Região no
julgamento de seu recurso ordinário. O TRT/MS entendeu que, à época
da propositura da ação da Justiça Comum, a prescrição
cabível era diferente da aplicada na Justiça do Trabalho.
Ao recorrer ao TST, o empregado insistiu na mesma
linha de argumentação. Alegou que o contrato foi encerrado
em 1996 e a ação ajuizada em 2000, quase quatro anos depois,
o que seria contrário aos artigos 11, inciso I, da CLT e 7º,
inciso XXIX, da Constituição Federal.
“No caso, a empresa exerceu seu direito
de ação perante o juízo que entendeu ser o competente,
tendo em vista a notória controvérsia jurisprudencial acerca
do tema”, ressaltou o relator. “Some-se a esse fundamento
o fato de a norma constitucional que prevê o prazo de dois anos
para ajuizamento da ação ser dirigida ao trabalhador, já que
vinculada à regra disposta no caput do artigo 7º, que trata
dos direitos sociais dos trabalhadores”, concluiu. (RR-1977/2005-003-24-00.5)
(Lourdes Côrtes/Carmem Feijó)
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17/04/2008
Parcelas rescisórias em valores percentuais
impossibilitam quitação
A CLT estabelece que não
pode haver a quitação geral e irrestrita de todas as verbas
decorrentes do contrato de trabalho no termo de rescisão. Provocou
polêmica na Seção Especializada em Dissídios
Individuais (SDI-1) o caso de um bancário que aderiu ao Programa
de Dispensa Incentivada (PDI) do Banco do Estado de Santa Catarina S.A. – BESC,
recebeu mais de R$69 mil na transação e depois ajuizou
ação trabalhista pedindo verbas rescisórias de parcelas
que não estavam definidas no termo de rescisão. Ele tem
ou não direito a esses valores após dar quitação
plena e geral? Por maioria, a SDI-1 entendeu que sim.
No termo de rescisão do
contrato e da adesão ao PDI apenas constavam percentuais e em
um mesmo item aparecia mais de uma parcela, como 1% do total para adicional
de insalubridade e adicional noturno. Com base nesses dados, a maioria
dos ministros da SDI-1 julgou não haver a especificação
da natureza de cada parcela paga ao empregado e a discriminação
de seu valor, não acolhendo, então, o recurso de embargos
do Banco. Essa posição fez prevalecer a decisão
da Primeira Turma, que determinou o retorno à 1ª Vara de
Florianópolis para julgar os pedidos do trabalhador, que a Vara
havia julgado improcedentes. A Turma afastou os efeitos da transação
extrajudicial, que dava por quitados todos os débitos, de forma
irrestrita.
No recurso de embargos, o BESC
alegou, para tentar reverter a decisão da Primeira Turma, que
houve negociação e norma coletiva estabelecendo o PDI,
que o empregado estava ciente dos efeitos da adesão ao plano e
que o trabalhador recebeu uma alta indenização. Para o
ministro Horácio Senna Pires, relator dos embargos, os argumentos “revelam-se
irrelevantes ao exame da controvérsia, diante do posicionamento
de que é ineficaz a cláusula coletiva que atenta contra
as restrições do artigo 477, parágrafo 2º,
da CLT”.
O relator esclarece que, conforme
entendimento da SDI-1, a transação celebrada entre as partes,
por meio da qual o empregado dá quitação genérica
ao contrato de trabalho, contraria a CLT. O artigo 477 condiciona a eficácia
liberatória da rescisão ou do recibo de quitação,
em qualquer que seja a causa ou forma de dissolução do
contrato, à especificação da natureza de cada parcela
paga ao empregado bem como à discriminação do seu
valor. Ressalta, ainda, que o artigo da CLT ensejou a edição
não apenas da Súmula nº 330 do TST, mas também
da Orientação Jurisprudencial nº 270 da SDI-1.
O bancário foi admitido
no BESC em julho de 1974 para trabalhar na agência central de Florianópolis,
nas funções de escriturário. Foi dispensado em outubro
de 2002, quando aderiu ao PDI, recebeu R$ 69.486,87 e assinou o termo
de rescisão contratual com quitação plena, geral
e irrestrita de todas as verbas decorrentes do extinto contrato de trabalho.
Na Justiça do Trabalho, ele pleiteou horas extras e diferenças
salariais, segundo ele não especificadas na rescisão. (E-ED-RR-2621/2004-001-12-00.0)
(Lourdes Tavares)
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GAZETA DO POVO, 17 de abril
de 2008 | Terceira Idade
Trabalho
Procura-se profissionais experientes
Talentosas, conhecedoras do negócio e
maduras em suas funções, muitas pessoas maiores de 60 anos
permanecem na ativa por opção
Trabalhar é uma questão de sobrevivência para a maior parte
da população idosa do país. A expectativa de vida mais
alta, cruzada com as condições de baixa escolaridade e renda,
empurram o brasileiro para a vida economicamente ativa para muito além
dos 60 anos de idade. Há vários casos, porém, em que o
trabalho em idade avançada não é imposição
da necessidade econômica. Está ligado à realização
profissional e ao reconhecimento do desempenho. Em várias áreas
do conhecimento, a idade conta mais pontos a favor do que contra. Médicos,
professores, intelectuais, empresários, juristas e advogados, entre
outras categorias profissionais, usam a maturidade como vantagem. “Tenho
pacientes que valorizam a experiência da pessoa na hora de escolher um
terapeuta”, diz a psicóloga Rosemary Damaso Padilha. Aos 65 anos,
Rosemary já contabiliza 22 anos de atuação em clínica
terapêutica e não pensa em parar. “Faço cursos de
atualização, dou palestras, atuo na área pedagógica.
Enquanto tiver saúde e condição física adequada,
o idoso deve se manter na ativa”, diz.
Para a psicóloga, parar é contraproducente,
principalmente no que diz respeito à saúde mental. “A
aposentadoria traz uma sensação de inutilidade para quem
sempre trabalhou. De repente, a pessoa não produz mais e isso
vai ter reflexos, em geral, negativos”. O estímulo da ocupação
ajuda a manter longe as doenças. “Quem pára acaba
buscando terapia.”
O trabalho na terceira idade, assombrado pela falta de vagas, também
corre o risco de estigmatizar o profissional. Por isso a auto-estima em alta
e a segurança do próprio desempenho são fatores fundamentais
para afastar o preconceito e fragilidade. “O idoso corre o risco de ser
discriminado pela idade e pela defasagem em relação às
novas técnicas da sua área de atuação”, lembra.
Trabalhar depois dos 60 anos
exige também que a formação seja contínua.
Até para interagir com colegas de trabalho mais jovens, que chegam
cheios de conhecimento e tecnologia, mas sem experiência. A interação
pode ser natural ou formalizada, como a promovida pelo Grupo Batistella.
Há cerca de dois anos, quando os acionistas optaram pela governança
coorporativa (veja texto ao lado), parte dos funcionários viu
um contingente de novos talentos entrar pela porta da frente. Mas a característica
de empresa familiar e os vínculos com antigos funcionários
exigiram da empresa um posicionamento seguro de retenção
de talentos e valorização da experiência. Todo o
processo de integração – inevitável para a
continuidade do negócio – procurou aliar a vivência
dos mais velhos com a energia e qualificação dos mais jovens. “Mesclamos
turmas de funcionários novos e antigos e promovemos a troca de
informações, em todos os níveis hierárquicos.
O que era para ser um ponto de conflito acabou sendo positivo e todos
ganharam”, explica a gerente corporativa de desenvolvimento de
pessoas do grupo, Renata Mazzei.
Foram criadas novas oportunidades
na empresa e não houve substituições. Os encontros
mensais, promovidos pelo departamento de recursos humanos, permitem
que todos contribuam com o que têm de melhor para o negócio. “A
chegada dos novos refrescou o ambiente. Deu a chance de quem estava
há mais tempo na casa buscar novos aprendizados. E esse contato
permite uma assertividade maior na elaboração dos projetos.” Um
exemplo foi a discussão do planejamento estratégico.
O novo presidente fez uma proposta que foi avaliada pela equipe, ponderando
necessidades de cada unidade, ajustando pontos fundamentais para o
grupo, que foram identificados por quem já tem conhecimento
da história da empresa. “Isso prova que a experiência é uma
das competências desejáveis para os funcionários
do grupo. O importante é fazer acontecer, não importando
a idade dele”.
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ESTADÃO.COM/
SÃO PAULO, 17 de abril de 2008 | Economia
Centrais querem aumentar filiações
Com mais associados, entidades abocanham
fatia maior dos R$ 100 mi a que terão direito do imposto sindical
Isabel Sobral
As centrais sindicais querem fixar em 30 de abril a data de referência
para medir a representatividade de cada entidade. Com isso, as centrais mais
jovens teriam mais prazo para aumentar o número de seus sindicatos filiados
e abocanhar uma fatia maior de um bolo de R$ 100 milhões anuais, referente
a 10% do total arrecadado com a cobrança do imposto sindical.
Os dirigentes sindicais e o Ministério
do Trabalho ainda estão debatendo a data no âmbito da
portaria que vai regulamentar a lei de reconhecimento das centrais.
Uma nova reunião está prevista para hoje.
A lei foi sancionada pelo presidente Lula
no último dia 1º de abril e exige das centrais um mínimo
de 100 sindicatos filiados, distribuídos nas cinco regiões
do País. Quanto maior for o número e mais fortes os
sindicatos, maior será a participação na arrecadação.
A lei exige ainda que cada central tenha no mínimo 5% de trabalhadores
sindicalizados no País e a filiação de sindicatos
que representem pelo menos cinco segmentos da economia. A central
que não alcançar esses requisitos perderá sua
parte e essa parcela será repassada à conta do Ministério
do Trabalho.
O presidente da Central Geral dos Trabalhadores
do Brasil (CGTB), Antonio Neto, explicou que a data servirá apenas
para a repartição da arrecadação deste
ano. "A partir do ano que vem, a fotografia que conta será aquela
tirada em 31 de dezembro", completou.
Ricardo Pattah, presidente da União
Geral dos Trabalhadores (UGT), criada no ano passado a partir da
fusão de três outras centrais, defende a data de 30
de abril como a mais apropriada. "Assim haverá prazo
para uma melhor acomodação dos sindicatos", comentou
o dirigente sindical.
TAMANHO
As estatísticas do ministério
mostram que, hoje, a UGT tem 329 sindicatos filiados e aguarda a
conclusão do processo de filiação de outros
188. A central seria uma das mais beneficiadas com o prazo adicional
para ampliar suas filiações. A maior entidade em número
de filiações é a Central Única dos Trabalhadores
(CUT), que conta com 1.578 sindicatos e outros 31 em processo de
filiação. A Força Sindical tem 717 filiados
e outros 37 em andamento.
O presidente da Central de Trabalhadores
do Brasil (CTB), Wagner Gomes, também defende o final de abril,
argumentando que seria um prazo razoável para a realização
das assembléias que referendam as filiações.
A CTB - a mais jovem das centrais -é uma dissidência
da CUT e conta com 128 filiados. De acordo com o ministério,
há cerca de 3,5 mil sindicatos de trabalhadores rurais e urbanos
no País.
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O ESTADO DO PARANÁ,
17 de abril de 2008 | Economia
Nova política industrial sai
em maio, diz secretário
Agência Estado
O secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, disse nesta
quarta-feira (16) que a nova política industrial deve ser lançada
em maio. Até a semana passada, a expectativa do Ministério do
Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio Exterior (MDIC) era
de que a nova política industrial fosse lançada ainda este mês. "A
política industrial já está pronta. Agora está simplesmente
em finalização", afirmou.
Na semana passada, o ministro
do MDIC, Miguel Jorge, informou que para terminar a política industrial
faltava definir o montante e as formas de redução de impostos
para estimular investimentos e que o tema seria assunto de reuniões
entre seu Ministério e o da Fazenda.
"Grande parte da desoneração
tributária já está definida", informou Barral. "Há um
acerto ou outro em relação à redação
das normas", disse. O secretário afirmou que é objetivo
da política industrial dar maior competitividade às empresas
brasileiras. Isso seria importante inclusive para acelerar o ritmo de
expansão das exportações. "O problema das exportações
brasileiras é de competitividade", disse.
Exportações
Barral entende que o Brasil pode
ampliar a velocidade de crescimento das exportações, que
foi de 15,6% no primeiro trimestre deste ano em comparação
ao mesmo período do ano passado. Esse aumento corresponde ao "dobro
da média (de alta) das exportações mundiais" no
período.
No entanto, as importações
estão crescendo muito mais, com alta de 44,1% no primeiro trimestre
deste ano em relação a igual período de 2007.
As exportações continuam superiores às importações,
mas a diferença na velocidade de crescimento das duas explica "a
impressionante queda do superávit comercial" de 67% no
primeiro trimestre em relação ao mesmo período
de 2007.
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AGÊNCIA DIAP, 17 de
abril de 2008
TENDÊNCIA CONSERVADORA
Em nota, centrais criticam alta dos juros
pelo Copom
“Juros altos seguem na contramão
da produção, do crédito e do consumo. Elevá-los
ainda mais seria impor novos obstáculos ao desenvolvimento com
distribuição de renda e valorização dos
trabalhadores e trabalhadoras”.
Veja a carta conjunta das centrais enviada antes do início da reunião
do Copom, que decidiu pela elevação da taxa básica de
juros em 0,5%:
" Copom quer especulação;
centrais querem desenvolvimento com distribuição de renda
O movimento sindical brasileiro
quer que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduza
a taxa básica de juros em sua próxima reunião. Exortamos
o Banco Central, a quem o Copom é subordinado, a considerar outros
fatores ao redor e repensar a estrutura do sistema de metas, extremamente
conservadora.
A taxa de inflação permanece sob
controle e ainda está bastante longe da margem extra de dois pontos
percentuais além da meta, embora o Banco Central insista em afirmar
o contrário. As últimas altas de preços estão
ligadas à demanda internacional de alimentos, e uma elevação
de juros no Brasil em nada influenciaria tal movimento. O mercado internacional,
a partir dos Estados Unidos, está reduzindo as taxas básicas
de juros – elevá-la aqui seria um contra-senso. O fortalecimento
do mercado interno brasileiro, observado ao longo dos últimos
anos, tem sido nosso principal lastro contra a contaminação
da economia pelos efeitos nocivos da retração norte-americana.
Estes são motivos suficientes para demover
o Banco Central da idéia de elevar a taxa Selic, como tem sido
especulado.
Há outros, até mais importantes
que os já citados, mas que pertencem a um universo do qual o BC
parece não fazer parte, pois até agora jamais deu ouvidos
aos clamores dos trabalhadores e do setor produtivo como um todo. Juros
altos beneficiam apenas o capital especulativo e atraem somente dinheiro
volátil, sem compromisso. Juros altos aumentam a dívida
pública. Juros altos seguem na contramão da produção,
do crédito e do consumo. Elevá-los ainda mais seria impor
novos obstáculos ao desenvolvimento com distribuição
de renda e valorização dos trabalhadores e trabalhadoras.
Imporia redução no ritmo de geração de empregos.
Elevaria o valor das prestações de produtos que o trabalhador
deseja e precisa comprar.
A imensa maioria do Brasil não quer juros
básicos altos.”
Assinam esta nota:
Antonio Neto, presidente da CGTB
Artur Henrique, presidente da CUT
José Calixto Ramos, presidente
da NCST
Paulo Pereira da Silva, presidente da
Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT
Wagner Gomes, presidente da CTB
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O ESTADO DO PARANÁ,
17 de abril de 2008 | Economia
Caixa vai financiar exportações
a partir do 2.º semestre
Agência Estado
A Caixa Econômica Federal
(CEF) começará a financiar exportações
no segundo semestre deste ano por meio de um projeto piloto e passará a
oferecer produtos de apoio ao comércio exterior em todo o
Brasil no ano que vem. A informação foi dada nesta
quarta-feira (16) pelo gerente nacional da instituição
para a área internacional, Mário Ricardo Maia, em entrevista
no Encontro Nacional de Comércio Exterior (Encomex). O local
do projeto piloto ainda não foi decidido.
"A Caixa vai focar no apoio às
exportações de micro, pequenas e médias empresas",
disse Maia, lembrando que a instituição é forte
no segmento. "A Caixa colocou R$ 24 bilhões para empresas
no ano passado, sendo 94% disso para micro, pequenas e médias
empresas", afirmou.
Historicamente, havia uma divisão
de atividades entre os bancos comerciais federais sob o argumento de
que um não deveria competir com o outro. Com o interesse do Banco
do Brasil pelo crédito imobiliário, área tradicional
da Caixa, a divisão foi rompida. "Não vamos competir
com o Banco do Brasil, vamos somar esforços aos do Banco do Brasil
e aos das outras instituições no comércio exterior",
disse Maia.
Ele lembrou que a meta para as
exportações estabelecida pelo governo é de US$ 180
bilhões em 2008 e disse que é preciso oferecer financiamento
para que esta meta seja atingida.
Maia informou também
que a Caixa vai buscar recursos inclusive junto ao mercado internacional
para financiar exportação. O volume ainda não
está definido.
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CONGRESSO EM FOCO, 17 de
abril de 2008
Senado debate critérios para
distribuição do FPM
As comissões de Desenvolvimento
Regional e Turismo (CDR) e de Assuntos Econômicos (CAE), do Senado,
realizam, às 10h, audiência para discutir os critérios
utilizados no último censo do Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE) para fixação dos percentuais
do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
O assunto será debatido
pelo presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, e pelos presidentes
da Confederação Nacional de Municípios (CNM),
Paulo Ziulkoski (PMDB), e da Frente Nacional de Prefeitos, João
Paulo Lima e Silva (PT), prefeito de Recife. (Edson Sardinha)
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AGÊNCIA DIAP, 17 de
abril de 2008
MEDIDAS PROVISÓRIAS
PEC 511/06: comissão especial
aprova novas regras para rito das MPs
A comissão especial criada
para analisar a Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) 511/06, do senador Antonio Carlos Magalhães (DEM/BA),
que define novas regras para a edição e tramitação
das medidas provisórias, aprovou nesta quarta-feira (15),
o parecer do relator, deputado Leonardo Picciani (PMDB/RJ).
Por consenso entre os líderes
partidários e após duas horas de discussão, a comissão
aprovou por unamidade o substitutivo de Picciani. A aprovação
da matéria foi precedida de diversas reuniões entre os
partidos da base aliada e a oposição, cada um, querendo
fazer prevalecer o seu entendimento e a redação para as
novas regras da edição e apreciação das medidas
provisórias no Parlamento.
O acordo construído teve
o apoio irrestrito do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT/SP),
que fez questão de comparecer à abertura dos trabalhos
da comissão especial que votou o parecer do deputado Picciani.
"Fizemos inúmeras
reuniões para construir esse acordo, que individualmente não
atende a nenhum de nós. Há aqueles que defendem a extinção
total das medidas provisórias, mas a maturidade prevaleceu em
todos os parlamentares e espero que as bancadas do Senado também
trabalhem em conjunto para aprovar a matéria", disse Chinaglia.
Quanto aos pontos sem consenso, a idéia é que sejam discutidos
diretamente no plenário.
Arlindo destacou ainda que o
acordo em torno da PEC 511 permitiu que a pauta da Câmara fosse
desbloqueada. "Sem dúvida, uma conquista do Parlamento brasileiro
e me sinto muito feliz por esse momento", declarou.
Discussão
O deputado ACM Neto (DEM/BA) ,enfatizou o momento histórico para a Câmara
dos Deputados ao aprovar a PEC 511 e destacou a atuação do presidente
da Casa para tornar possível o acordo entre os partidos para aprovar
as novas regras na edição e tramitação das MPs. "Sem
a vontade política do presidente da Câmara, sem ser o juiz e mediador
dessa matéria em conjunto com o deputado Vacarezza [presidente da comissão]
e o relator Picciani, não teríamos condições de
aprovar a matéria neste colegiado".
o parlamentar declarou também
que o acordo em torno da PEC das medidas provisórias abriu espaço
para a construção de uma pauta comum às lideranças
partidárias, qual seja: proposições que melhorem
a segurança pública, a correção das aposentadorias
dos aposentados nos mesmos índices do salário mínimo
e a Emenda 29, que vai garantir mais recursos para a saúde pública. "Com
essa nova sistemática [novas regras das MPs], a Câmara vai
poder legislar, trabalhar com autonomia e independência",
acredita ACM.
Para o líder do PT, deputado
Maurício Rands (SP), o acordo para votar o parecer de Picciani "preserva
as razões do Estado" em que o Poder Legislativo passa a ser
colocado na ordem do dia e a governalidade não é comprometida,
sendo mantido ao Poder Executivo continuar a dar respostas inadiáveis à sociedade".
Rands reconheceu que atualmente
o trancamento da pauta da Câmara após 45 dias da edição
de uma MP que não tenha sido apreciada estava inviabilizando o
Legislativo. "Agora, vamos assegurar a volta da política,
da discussão e o tempo entre a votação na comissão
e no plenário será usado para construir um acordo em relação
aos créditos extraordinários". Rands também
destacou uma possível agenda a ser apreciada pelo Parlamento:
as Convenções 151 e 158 d OIT, a redução
da jornada de trabalho, a pauta da segurança pública e
a reforma tributária, prioridade do Governo neste segundo semestre.
O líder do PSDB, deputado
José Anibal (SP), destacou o empenho dos líderes e demais
parlamentares para mudar o rito das MPs. "A convergência e
busca de um espaço legislativo com uma pauta muito promissora" é o
que vislumbra o parlamentar.
Trancamento
necessário
Ao participar das discussões que antecederam a aprovação
da PEC 511, o líder do Bloco composto pelo PSB, PDT, PCdoB, PMN e PRB,
Renildo Calheiros (PCdoB/PE) destacou que o trancamento da pauta surgiu como
uma necessidade - o Congresso é muito lento - afirmou. E foi além: "Todos
os presidentes [da República] usaram das MPs e o trancamento surgiu
por acaso, mas hoje é um exagero declarado.
Fundo
do poço
Para o líder da minoria, deputado Zenadoldo Coutinho (PSDB/PA), "não
houve concessão voluntária de nenhuma das partes [Governo e oposição].
O Parlamento, segundo Coutinho, "está encurralado porque não
tem capacidade de legislar, estamos no fundo do poço na avaliação
popular. A causa do acordo em torno das MPs representa a sobrevivência
do Poder Legislativo", disse.
O parlamentar também concordou
com o avanço que a PEC propicia em relação ao diálogo
político e a construção de uma agenda para o Parlamento
diferente da que é formulada e apresentada pelo Executivo.
Diminuição
das MPs
O líder do PPS, Fernando Coruja (SC), destacou a dificuldade de construir
um acordo diante de divergências políticas. Coruja foi enfático
ao destacar que é necessário diminuir a quantidade de medidas
provisórias para que haja a discussao de grandes temas de interesse
do país, quais sejam, segundo sua opinião: o fim do fator previdenciário,
a emenda 29 e a correção das aposentadorias.
"Antes da Emenda 32 as medidas
eram votadas no Congresso e não trancavam a pauta. Decidimos mudar,
levar para as comissões, para o plenário e o trancamento
da pauta. Agora mudamos de novo", disse.
Quem também combateu a
quantidade de medidas provisórias foi o deputado Dr. Ubiali (PSB/SP),
que acredita ser a questão o grande cerne da discussão.
Síntese
Na opinião do deputado Flávio Dino (PCdoB/MA), em
síntese, o substitutivo apresentado à PEC 511 contempla
três aspectos: 1) novo juízo de admissibilidade; 2) o destrancamento
da pauta; e 3) a admissibilidade de preferência de votação
com maioria absoluta. "o rito, por si só, não vai
reduzir o número de MPs, mas agilizará a tramitação.
Esse Governo e os outros devem lutar pela redução das MPs",
acredita e defende o parlamentar.
Substitutivo
Picciani
Veja as principais mudanças aprovadas pela comissão, contidas
no substitutivo Picciani.
1 - O prazo de validade das MPs
permanece de 120 dias;
2 - A admissibilidade será analisada
pela CCJ nos 10 primeiros dias de tramitação em cada uma
das Casas do Congresso;
3 - Considerada admissível
ou não sendo a admissibilidade apreciada no prazo de 10 dias,
será indicado um relator, para em 5 dias manifestar-se sobre o
mérito, passando a ocupar o primeiro lugar da pauta do plenário
da Câmara, sem sobrestar a pauta.
4 - Considerada inadmissível
cabe recurso ao plenário por um décimo dos membros da Casa
ao plenário;
5 - As MPs não poderão
versar sobre matéria diversa do tema da ementa;
6 - Veda o poder de apresentação
de MP para revogar outra medida provisória;
7 - Permite ao presidente da
República, no prazo de 15 dias a contar da edição,
retirar mp que perderá os efeitos desde sua edição;
8 - Abertura de crédito
extraordinário somente é permitida em caso de guerra, comoção
interna ou calamidade pública; e
9 - Crédito suplementar
e especial que não sejam apreciados em 75 dias pelo Congresso
poderá ser objeto de medida provisória com o mesmo conteúdo.
Agora, a matéria
será votada em dois turnos no plenário Câmara.
O texto, em razão das mudanças processadas pela Câmara,
retornará ao Senado. (Alysson Alves)
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GAZETA DO POVO, 17 de abril
de 2008 | Economia
Paralisação
Chega a R$ 1 bilhão prejuízo
do Pólo Industrial de Manaus com greve dos auditores
Já chega a R$ 1 bilhão o prejuízo acumulado pelas empresas
do Pólo Industrial de Manaus (PIM) em função da greve
dos auditores fiscais da Receita Federal, deflagrada no dia 18 de março.
A greve nacional também é responsável pela paralisação
parcial de 18 fábricas do PIM e pela licença remunerada ou falta
de trabalho no pátio das fábricas de sete mil trabalhadores,
decorrente da insuficiência de insumos e componentes nas linhas de produção.
No Amazonas, onde atuam 175 auditores
fiscais, apenas 30% do efetivo estão cumprindo a jornada de trabalho
devida na Receita Federal, no porto central e no aeroporto internacional,
o que impede a liberação das matérias-primas necessária
continuidade das atividades nas fábricas de Manaus.
Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos,
Eletrônicos e Similares do Amazonas (Sinaees), Wilson Périco, "a
greve dos auditores tem impacto direto no PIM e ameaça a estabilidade
da economia local. O segmento eletroeletrônico é o mais prejudicado
porque é o que trabalha com maior número de insumos e componentes
importados". Ele avalia que os prejuízos amargados no PIM vão
além das indústrias beneficiárias dos incentivos na Zona
Franca de Manaus.
"São R$ 60 milhões
de prejuízo que essas 18 empresas amargam diariamente há pelo
menos 12 dias. E não pára por aí. Não podemos
ignorar que o prejuízo não está só no que
deixou de ser produzido, mas também no impacto s empresas que
prestam serviço s indústrias locais, como as fornecedoras
de alimentos", disse Périco.
Atualmente, buscando ultrapassar
as barreiras impostas pela greve dos auditores, Sinaees, Centro das Indústrias
do Estado do Amazonas (Cieam) e parte das empresas prejudicadas com a
retenção de suas matérias-primas aguardam da Justiça
o cumprimento de duas liminares coletivas e outras individuais para liberação
dos insumos necessários fabricação no pólo
de Manaus.
Em Manaus, aproximadamente
500 fábricas estão instaladas no PIM e, no primeiro bimestre
deste ano, registraram faturamento de US$ 4,3 bilhões, com alta
de 30,05% em relação s exportações realizadas
no primeiro bimestre de 2007. De acordo com os indicadores de desempenho
da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) o resultado
positivo também se reflete no número de empregos gerados:
101 mil postos de trabalho diretos nas linhas de produção.
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GAZETA DO POVO, 17 de abril
de 2008 | Economia
Liminar
STJ: Governo não pode descontar
dias parados de auditores em greve
O ministro Napoleão Nunes Maia Filho, do Superior Tribunal de Justiça
(STJ), concedeu liminar determinando que o governo federal não efetue
descontos salariais na folha de pagamento dos auditores fiscais da Receita
Federal em razão da greve da categoria que persiste há quase
um mês. Para o ministro, é preciso observar o caráter alimentar
dos vencimentos dos servidores. A liminar vale até que a Terceira Seção
da corte analise o mandado de segurança.
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, havia suspendido o pagamento dos
vencimentos da categoria sob a alegação de que o prolongamento
do estado de greve dos servidores fiscais "demanda a tomada de decisão
por parte da administração", sem deixar de reconhecer o
direito de greve garantido constitucionalmente.
Contra essa medida, o Sindicato
Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco) ingressou
com mandado de segurança no STJ. O ministro relator não
acredita que os descontos possam conduzir à solução
desejável do impasse, devendo essa iniciativa ser coibida pela
atuação judicial, inclusive para se evitar que o conflito
ultrapasse os limites jurídicos e possa, eventualmente, tornar-se
confronto.
Em sua decisão,
o ministro Napoleão destacou que é indesejável
a paralisação das atividades administrativas públicas.
No entanto, até agora, administração e servidores
não resolveram o problema que dá origem à greve.
No entender do ministro, é fundamental que a situação
seja resolvida, pois a tendência é a radicalização
do comportamento das partes, com prejuízos "sensíveis
e enormes" para todos, especialmente para a sociedade civil.
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O ESTADO DO PARANÁ,
17 de abril de 2008 | Política
Chinaglia eleva verba de deputado
para R$ 60 mil
Denise Madueño - Agência
Estado
O presidente da Câmara,
Arlindo Chinaglia (PT-SP), anunciou nesta quarta-feira (16) o aumento
da verba de gabinete a que cada deputado tem direito para pagar
assessores parlamentares - de R$ 50.815,62, para R$ 60 mil por
mês. O reajuste, segundo Chinaglia, repõe a inflação
medida pelo IGPM de 2005, ano do último reajuste, até março
de 2008, 15,13%, mais um ganho real de 2,94%. O aumento já vale
a partir deste mês.
A verba de gabinete custa para
a Câmara atualmente R$ 338,785 milhões por ano sem considerar
os encargos sociais, como previdência, vale-refeição
e abono de férias, que são pagos aos funcionários
contratados pelos 513 deputados. Com o aumento, os gastos anuais da Câmara
poderão subir para R$ 400,140 milhões, sem contar os encargos
sociais.
O aumento beneficia 9.500 secretários
parlamentares, que recebem atualmente salários que variam de R$
415,00 a R$ 8.200. Cada deputado pode contratar, por sua livre escolha,
de cinco a 25 assessores de gabinete que tanto podem trabalhar nas dependências
da Casa quanto nos Estados de origem do parlamentar. Há casos
em que os deputados contratam parentes para aumentar o orçamento
doméstico.
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O ESTADO DO PARANÁ,
17 de abril de 2008 | Política
PPS no TSE contra proibição
na internet
Roger Pereira
O PPS ingressou com mandado
de segurança no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra
decisão da Corte de proibir propaganda eleitoral na internet,
exceto na página do candidato. O PPS alega, que a norma
do TSE feriu seus “direitos incontestáveis e fundamentais” e
violou dispositivos constitucionais. O partido frisa que a Internet,
acessada de modo oneroso ou gratuito, é um meio de comunicação
individual e privado. E, como tal, não pode sofrer restrições
regulamentares, a não ser aquelas voltadas para a prática
criminosa.
Uma das principais argumentações
do partido é que, ao contrário de outras mídias,
a propaganda, ou qualquer conteúdo eleitoral, na internet só é acessada
por quem tem interesse em vê-la. “A conexão, a navegação,
o ingresso e saída em sítios, a interlocução
e a desconexão dependem exclusivamente do livre arbítrio
de cada um”, diz texto da ação.
Para o presidente do PPS
do Paraná, e secretário-geral da executiva nacional do
partido, Rubens Bueno, “a nossa Constituição garante
a liberdade de expressão e a Internet não é do
governo, dos partidos nem do tribunal, mas uma rede mundial à disposição
daqueles que quiserem se manifestar, dizer o que pensam, inclusive,
sobre o governo, os candidatos, as propostas que eles apresentam”.
Para o PPS, a Internet tornou-se em poderoso meio de comunicação,
de debate de idéias, o que é bom para a democracia e “a
campanha eleitoral é a manifestação máxima
da cidadania brasileira com vistas à construção
paulatina do Estado democrático de direito”. Assim, segundo
o partido, o Tribunal deve prestar atenção à campanha
via internet, mas para controlar possíveis abusos e, até crimes
eleitorais, como a divulgação de propaganda em sites
comerciais, e não para impedir que partidos, candidatos e militantes
exponham suas propostas e opiniões. “Essa regulamentação
tem de ser fruto de debate profundo no Congresso Nacional, e que se
mantenha na Internet essa condição de, por ser uma rede
mundial, poder discutir, travar debate não só de uma
candidatura, mas também do que ela propõe ou da aliança
na qual ela está inserida”, afirma Bueno.
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AGÊNCIA DIAP, 17 de
abril de 2008
PROPAGANDA FEDERAL
TSE nega pedido de investigação
contra presidente Lula
O ministro Ari Pargendler, do Tribunal Superior Eleitoral, negou o pedido do
DEM para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja investigado
por suposto abuso de autoridade, com o lançamento do programa do Governo
Federal “Territórios da Cidadania”.
O DEM acusou Lula de usar o programa
para fins eleitorais e diz que esse fato “é tão evidente
que o investigado sobe no palanque para verdadeiros comícios eleitorais,
sob o pretexto do lançamento do referido programa”.
Para o DEM, o presidente da República
abusa de sua autoridade por dar extravagante e indevida publicidade ao
lançamento e execução de programas sociais, quando
deveria dar-lhes um tratamento mais sóbrio e institucional. De
acordo com o pedido, esses “verdadeiros comícios” são
utilizados para expor e enaltecer aliados — muitos deles pré-candidatos — bem
como para lançar a candidatura da sucessão presidencial
em 2010.
Ari Pargendler ponderou que o
exame das causas que poderiam levar a uma ação de investigação,
como pretendia o DEM, deve ser feito no contexto da própria petição
inicial, que se reporta a dois ambientes eleitorais, o de 5 de outubro
próximo (eleições municipais) e o pleito de 2010
(eleições presidenciais).
De acordo com o ministro, no
primeiro caso, a competência para julgar a procedência de
uma ação de investigação é do juiz
eleitoral. Já no segundo caso — das eleições
majoritárias e proporcionais de 2010 — “parece dezarrazoado
reconhecer os atos relatados na petição inicial como propaganda
eleitoral antecipada”.
Ao analisar os objetivos do programa “Territórios
da Cidadania”, o relator entendeu que a norma apontada pelo DEM
como violada pelo presidente Lula prevê que “no ano em que
se realizar eleição, a Administração Pública
está proibida de distribuir gratuitamente bens, valores ou benefícios
por parte da Administração Pública”, não
foi violada, pois “nada no Programa Territórios da Cidadania,
autoriza a conclusão de que ele proporcionará a distribuição
bens, valores ou benefícios por parte da Administração
Pública”.
O ministro lembrou que
se a execução do programa se desviar das finalidades
previstas, “a Corregedoria-Geral Eleitoral poderá ser
acionada para tolher o que, em concreto, tenha contrariado a legislação
eleitoral”. (Fonte: Conjur)
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O ESTADO DO PARANÁ,
17 de abril de 2008 | Política
PR: Deputados aprovam reajuste
do mínimo regional
Elizabete Castro
Em uma sessão extraordinária, os deputados estaduais aprovaram
ontem, 16, em primeira discussão, a proposta do governo reajustando
em 15,27% o valor do salário mínimo regional, que entra
em vigor no próximo dia 1º de maio. O novo piso do Paraná irá variar
de R$ 527 a R$ 548, dependendo da categoria a que o trabalhador pertencer.
O atual piso é de R$ 475.
Na próxima terça-feira,
22, a matéria entra em segunda votação. O líder
da bancada de oposição, deputado Valdir Rossoni (PSDB),
vai propor a inclusão de uma emenda ao texto do governo. A proposta é proibir
o governo de pagar menos que R$ 548 aos servidores públicos
estaduais. A segunda emenda, ainda em estudos, estende para os funcionários
públicos o reajuste de 15%. Conforme mensagem encaminhada ontem à Assembléia
Legislativa, o governo propôs uma correção linear
de 5% sobre todos os salários dos servidores.
Para não atrasar a aprovação
da matéria, já que as emendas fariam o projeto retornar à Comissão
de Constituição e Justiça, Rossoni propôs
a transformação do plenário em comissão
geral. Desta forma, as emendas são analisadas durante a votação.
O deputado tucano alegou que
existem policiais militares recebendo soldo (designação
dada aos vencimentos de um soldado) de R$ 370, abaixo do piso nacional
de R$ 380. “No final, eles têm uns penduricalhos adicionais,
que aumenta um pouco o salário, mas o valor base fica abaixo
do piso regional e nacional”, disse o líder da oposição.
Contas
Para chegar ao valor de R$
548,00, o governo levou em consideração o salário
médio de admissão dos trabalhadores paranaenses para
a faixa inicial de 1,01 a 1,50 salário mínimo, divulgado
na Relação Anual de Informações Sociais
(Rais) de 2006, do Ministério do Trabalho e Emprego. O documento
mostra que os trabalhadores admitidos, com carteira assinada, nesta
faixa, receberam, em média, remuneração 32% superior
ao salário mínimo vigente.
O líder do governo na
Assembléia Legislativa, deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB),
desmentiu a informação sobre o valor do soldo pago aos
soldados. Segundo Romanelli, o soldo é de R$ 1,7 mil, composto
de várias frações. Ele informou que a Secretaria
da Administração estuda uma reestruturação
dos vencimentos que deve resultar num valor de parcela única.
A Secretaria está formulando um plano de cargos e salários
para os soldados da PM, disse Romanelli.
Quanto à proposta
de Rossoni de estender o reajuste aos servidores públicos,
Romanelli disse que preferia nem comentar a medida defendida pelo
tucano. “Não quero mais nem perder tempo com bobagens.
O que ele quer? Que nós adotemos a política salarial
do Jaime Lerner, que passou oito anos sem dar nenhum centavo de reajuste
para os servidores?”, contra-atacou o líder do governo.
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NCST, 17 de abril de 2008
Comissão da Câmara aprova
fim de caução em plano de saúde
A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou nesta quarta-feira
o substitutivo do deputado Ribamar Alves (PSDB-MA) ao Projeto de Lei 4076/01,
do deputado Henrique Fontana (PT-RS), que muda a regulamentação
dos planos de saúde. O texto proíbe a exigência de depósito
de caução ou de outras modalidades de garantia como condição
de atendimento ou internação de paciente.
O texto aprovado também
exige que as operadoras mantenham serviço de atendimento 24 horas
para autorização imediata de internações,
exames e procedimentos.
Outra mudança é a
possibilidade de o usuário trocar de operadora após 180
dias da contratação, desde que esteja em dia com o pagamento.
Nesse caso, serão preservados os prazos de carência já cumpridos,
inclusive os relativos à cobertura parcial temporária de
doenças e lesões preexistentes.
Críticas
Na avaliação do deputado Dr. Pinotti (DEM-SP), o projeto não
foi suficientemente discutido e não trata do ponto mais problemático
- o pagamento das mensalidades dos planos de saúde. Faltou abordar principalmente,
segundo ele, os reajustes de até 500% motivados pelo aumento de idade
dos clientes: "Esse tipo de aumento é usado para expulsar os idosos,
porque é cobrado cinco ou seis vezes mais quando se aproximam dos 60
anos; isso sequer é tratado no projeto."
De acordo com o deputado, os
valores pagos pelos clientes da última faixa etária não
deveriam ser superiores a 300% dos cobrados da primeira. As empresas,
segundo ele, só querem as pessoas jovens, que ficam doentes com
menos freqüência.
Amplo
debate
O deputado Ribamar Alves rebateu as críticas ao substitutivo, e disse
que o projeto foi amplamente debatido. "Ninguém me procurou para
sugerir qualquer mudança no meu parecer. Sequer recebi um telefonema,
mas agora, na hora da votação, querem mudá-lo? Não
concordo com essa posição", ressaltou.
Dr. Pinotti também cobrou
mudanças nos critérios dos reajustes concedidos anualmente às
operadoras. Ele apresentou voto em separado sugerindo que, a cada aumento
da mensalidade, os planos fiquem obrigados a corrigir, em percentual
semelhante, os honorários médicos. Porém, Ribamar
Alves disse que não seria possível acatar essa sugestão. "Isso é uma
relação comercial entre patrão e empregado. Como
vamos interferir?", questionou.
Segundo Dr. Pinotti, esse argumento
não é aceitável, pois o relacionamento interfere
diretamente na qualidade dos serviços prestados. Ele disse que
nos últimos 10 anos houve um aumento das prestações
dos planos superior a 400%, descontada a inflação, e que
no mesmo período não houve qualquer aumento de honorários
médicos. "Um médico cronicamente mal remunerado acaba
atendendo de maneira inadequada o usuário. Um hospital mal remunerado
fará a mesma coisa", argumentou.
Audiência
Dr. Pinotti pediu que seja feita audiência pública com representantes
do Ministério da Saúde; da Agência Nacional de Saúde
Suplementar; dos prestadores de serviços, dos usuários e das
operadoras dos planos; da Associação Médica Brasileira;
e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Saúde.
Na avaliação do parlamentar, é necessário aprofundar
as discussões sobre as mudanças no setor, acrescentando e corrigindo
dispositivos ainda não previstos.
Tramitação
O projeto seguirá para análise
da Comissão de Constituição e Justiça e de
Cidadania (CCJ) e depois para o Plenário.
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AGÊNCIA DIAP, 17 de abril de 2008
PREVIDÊNCIA SOCIAL
Fator previdenciário: centrais
se unem para aprovar projeto
Dirigentes do movimento sindical se reúnem hoje (17), com o senador
Paulo Paim (PT/RS), para tratar da apreciação do projeto lei
do Senado (PLS) 296/03, que extingue o fator previdenciário. A matéria
foi aprovada no Senado após uma ampla articulação do senador,
com várias entidades dos aposentados e pensionistas e outras ligadas à Previdência
Social.
O projeto está, agora, em discussão na Câmara dos Deputados,
onde aguarda leitura, numeração e distribuição às
comissões temáticas da Casa. As centrais e dirigentes das associações
de aposentados se articulam para a aprovação do projeto, também,
na Câmara.
Na última quarta-feira (15), o senador Paim se reuniu com a deputada
Luciana Genro (PSol/RS) em busca de apoio na Câmara para viabilizar a
aprovação da matéria na Casa. A deputada também
declarou apoio ao projeto. A reunião com às centrais será no
Senado, na sala 3 da ala Alexandre Costa, às 10h. (André Santos)
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
16/04/2008
Furnas: esclarecimentos sobre o despacho
do presidente do TST
Em relação à notícia
divulgada ontem (15) neste sítio, com o título “TST
mantém revogação de despacho que suspendeu demissões
em Furnas”, o Tribunal Superior do Trabalho esclarece que
a decisão não é irrevogável nem definitiva.
Trata-se de um despacho do presidente do Tribunal Superior do Trabalho,
ministro Rider Nogueira de Brito, que rejeita pedido formulado pela
empresa Furnas Centrais Elétricas S.A. de reconsideração
de outro despacho, proferido no dia 04/04/2008.
Para tornar a questão,
por si só bastante complexa, mais compreensível, fazemos
abaixo a cronologia dos fatos que resultaram na decisão publicada
no Diário da Justiça de ontem.
1. No dia 19/12/2007, a juíza do Trabalho substituta da 8ª Vara
do Trabalho de Brasília proferiu sentenças em duas ações
civis públicas movidas em 2004 pelo Ministério Público
do Trabalho do DF. Nas sentenças, a juíza concedeu antecipação
de tutela e fixou, independentemente do trânsito em julgado da decisão,
prazo de 30 dias para o afastamento de todos os trabalhadores terceirizados.
(Processo nº 00264-2005-008-10-00-2 - 8ª Vara do Trabalho de BRASÍLIA-DF)
2. Em 16/01/2008, Furnas ajuizou
dissídio coletivo de greve no Tribunal Superior do Trabalho, diante
de paralisações ocorridas e anunciadas por empregados e
prestadores de serviço. Na inicial do dissídio, afirmou
que a motivação da greve seria a decisão judicial
da 8ª VT/DF.
(ver
notícia).
3. No dia 18/01/2008, as partes
realizaram audiência de conciliação e instrução
do dissídio coletivo no TST, presidida pelo ministro Rider Nogueira
de Brito. Na ocasião, as partes pediram a suspensão da
decisão da 8ª VT/DF, objeto, também, de medida cautelar
da empresa. (ver
notícia).
4. No dia 21/01/2008, o ministro
Rider Nogueira de Brito suspendeu a decisão da 8ª VT/DF até o
julgamento do dissídio coletivo pelo TST. (veja
o inteiro teor do despacho ).
5. Dessa decisão, o Ministério
Público do Trabalho interpôs agravo regimental postulando
sua reconsideração. No dia 04/04/2008, o ministro Rider
Nogueira de Brito proferiu novo despacho revogando o anterior – restaurando,
portanto, os efeitos da decisão da 8ª VT/DF.
(veja
o inteiro teor do despacho ).
6. No despacho publicado ontem,
15/04/2008, o ministro rejeita pedido de reconsideração
de Furnas e mantém o teor da decisão de 04/04/2008. (veja
o inteiro teor do despacho ).
7. Com a revogação
da decisão que suspendeu os efeitos da antecipação
de tutela concedida, prevalece a sentença da 8ª Vara do Trabalho
de Brasília, que se encontra pendente de julgamento de embargos
declaratórios interpostos pela empresa. Somente após o
trânsito em julgado a decisão se torna definitiva, não
mais passível de recurso.
(Carmem Feijó)

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