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Gazeta do Povo, 18 de abril de 2008
Trabalho
Contratação formal
bate novo recorde
A oferta de empregos com carteira assinada voltou a bater recorde no mês
passado com a abertura de 206,5 mil novas vagas. De janeiro a março,
foram criados 554,4 mil empregos formais. Os dados são do Cadastro Geral
de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e são
os melhores resultados na comparação dos respectivos períodos
desde o início da série em 1992.
O resultado positivo de março na geração de empregos foi
41% mais alto que o saldo registrado no mesmo mês de 2007 e significou
um acréscimo de 0,7% no estoque de empregos formais da economia. Em
relação ao primeiro trimestre, o saldo acumulado representa 39%
de aumento frente a igual período do ano passado. Nos doze meses encerrados
em março, 1,77 milhão de novos trabalhadores entraram no mercado
formal.
Em março, com exceção da indústria de transformação,
os vários setores econômicos registram recordes na geração
de empregos. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, destacou o crescimento da
oferta de empregos no setor da construção civil, que registrou
saldo positivo de 33,4 mil postos.
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CORREIO DO ESTADO, 18 de abril de 2008
Brasil perde R$ 29 bi com demissão
sem justa causa
Da Redação
A demissão sem justa causa no Brasil provoca prejuízos de R$
29 bilhões, entre custos de rescisão (multa e FGTS) mais o desembolso
do seguro desemprego. Em 2007, foram demitidos 7,56 milhões de trabalhadores
sem justa causa no Brasil, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados
e Desempregados (Caged). A média de salários desses trabalhadores
foi de R$ 742,24.
Admitindo-se que as empresas pagaram esse valor médio de aviso prévio
para cada empregado demitido, chega-se ao montante total no ano de R$ 6,06
bilhões, incluindo os 8% do FGTS.
Somando-se os custos de aviso prévio e o custo da multa de 50% da demissão,
o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos)
calculou que um total de R$ 16,035 bilhões foram gastos pelas empresas
com a demissão de trabalhadores sem justa causa.
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Agência Câmara,
18 de abril de 2008
Vaccarezza: atualização
da CLT só vai a voto com consenso
Luiz Alves

Na audiência, foram abordados temas como a eventual elaboração
de uma reforma trabalhista.
O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) garantiu que só vai levar à votação
o Projeto de Lei 1987/07, que consolida as leis trabalhistas, após a
produção de um texto capaz de traduzir o consenso dos deputados
da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço
Público que apóiam a proposta. "Eu não vou assumir
compromisso com quem é contra a consolidação, com quem
acha que o processo tem de parar", ressalvou o deputado, que é autor
da proposta e também coordenador do Grupo de Trabalho de Consolidação
das Leis. Ele estima que o projeto será votado pelo grupo em 60 dias.
Vaccarezza participou nesta quinta-feira
de audiência sobre o projeto na Comissão de Trabalho, onde
a proposta recebeu apoio cauteloso dos participantes. O diretor de Assuntos
Legislativos da Associação Nacional dos Magistrados da
Justiça do Trabalho (Anamatra), juiz Renato Henry Sant'Anna, por
exemplo, afirmou que a sistematização das leis trabalhistas
vai provocar impacto no conteúdo da Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.452/43). "Não podemos
nos iludir que, mexendo em uma legislação complexa, antiga
para os padrões brasileiros, não vá surgir nenhum
tipo de problema", disse.
O magistrado sugeriu cautela
ao grupo de trabalho. "O processo [de consolidação]
tem que ser feito de maneira bem pensada, com calma", avaliou.
Problemas
no texto
O presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho
(ANPT), Sebastião Vieira Caixeta, disse que sua entidade apóia
o projeto. No entanto, admitiu que os procuradores ficaram apreensivos após
o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Maurício Godinho Delgado
apontar, em audiência pública na Câmara, vários problemas
no texto que haviam passado despercebidos.
Apesar de a consolidação
não implicar mudança de conteúdo das leis, mas apenas
reunião e sistematização de dispositivos em vigor,
Caixeta avalia que "não existe nenhuma leitura neutra". "O
trabalho de consolidação tem de buscar o equilíbrio,
a fidelidade ao texto legal já constituído", afirmou.
Caixeta ponderou que Vaccarezza, que coordena o trabalho de consolidação,
tem mostrado abertura às sugestões da ANPT, inclusive acolhendo
várias delas.
Perda
de direitos
Vaccarezza disse que há um medo injustificado de que a sistematização
provoque perda de direitos dos trabalhadores. "A norma jurídica
não permite que se mexa no conteúdo da legislação",
assegurou. "Se algum juiz ou diretor da Ordem dos Advogados do Brasil
(OAB) falar isso, essa pessoa estará se desqualificando", disse.
"Os sindicatos não
têm medo, mas preocupação [com o projeto de consolidação]",
rebateu o representante do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar
(Diap) na audiência, Hélio Stefani Gherardi. "Sempre
que se fala em modernizar a CLT, vêm a terceirização,
a quarteirização, a flexibilização, a precarização
dos direitos dos trabalhadores", afirmou. Gherardi ponderou, no
entanto, que o Diap "apóia inteiramente" o projeto desde
que dele resulte apenas mais clareza das normas.
Vaccarezza garantiu que não
vai alterar a redação de nenhum texto das leis em vigor
durante o processo de consolidação. "Não vamos
mudar o que está escrito. Até poderíamos, mas vá que
eu mude alguma coisa, com boa intenção, e alguém
passe a interpretar o novo texto de maneira desfavorável ao trabalhador?" explicou.
Reforma
trabalhista
O deputado Roberto Santiago (PV-SP) disse que o debate sobre a consolidação
o preocupa porque pode desencadear mudanças mais amplas do que o imaginado
inicialmente. "Alguém poderia dizer: vamos aproveitar que estamos
fazendo isso [a consolidação] e discutir a reforma trabalhista
de uma vez", ressalta.
Tarcísio Zimmermann (PT-RS)
ressaltou que a consolidação não configura reforma
trabalhista, mas apenas uma simplificação da legislação. "Ao
povo não interessa a complexidade. O povo quer preto no branco",
disse. Ele admitiu, porém, que uma simples emenda pode desencadear
uma ampla reforma.
Já o presidente da Comissão
de Trabalho, deputado Pedro Fernandes (PTB-MA), avaliou que a sistematização
das leis trabalhistas "é uma necessidade urgente".
O deputado Vicentinho (PT-SP),
por sua vez, garantiu que há muitos deputados ávidos para
revogar direitos trabalhistas. "Precarizar [as relações
de trabalho] é uma sede danada que uma parte dos integrantes desta
Casa tem", disse. Para ele, o PL 1987/07 deve ser aprovado se for "apenas
para enxugar" a legislação trabalhista.
E o deputado Vinicius Carvalho
(PTdoB-RJ) disse que a legislação tem de acompanhar a
evolução da sociedade: "É preciso ver o que é pertinente
e o que não é mais."
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Agência Diap, 18 de
abril de 2008
LEGISLAÇÃO TRABALHISTA
DIAP apóia consolidação
de lei (CLT) se direitos forem mantidos
A Comissão de Trabalho
da Câmara dos Deputados realizou, nesta quinta-feira (17), audiência
pública para debater o PL 1.987/07, que consolida em um único
texto toda a legislação trabalhista. A proposta é do
deputado Cândido Vaccarezza (PT/SP).
A audiência pública
teve a participação do diretor de Assuntos Legislativos
da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça
do Trabalho (Anamatra), juiz Renato Henry Sant'Anna, o presidente da
Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT),
Sebastião Vieira Caixeta. Também participou dos debates
o advogado Trabalhista Hélio Stefani Gherardi, que é membro
do corpo técnico DIAP.
Todos os debatedores vêem a necessidade de consolidar da legislação
brasileira como um todo, porém, as precauções com a legislação
trabalhista, em especifico, se faz pertinente. De acordo com os participantes
do debate, o cuidado com alterações em qualquer projeto que possa
mexer na legislação trabalhista, é necessário uma
atenção redobrada para não desfigurar direitos conquistados.
O autor da proposta e coordenador
do Grupo de Trabalho, que estuda a consolidação da legislação
brasileira em várias áreas, disse que não é preciso
temer a consolidação trabalhista. Para o parlamentar, quem
tem medo do debate “desqualifica o debate” em torno de um
projeto que poderá ser positivo para os trabalhadores.
Contribuições
De acordo com Gherardi, o temor se faz necessário tendo em vista as últimas
tentativas do setor patronal para flexibilizar direitos dos trabalhadores.
A principal investida veio embutida no projeto que criou a Super-Receita do
Brasil - a Emenda 3.
Para representante do DIAP, isso é uma
prova de que os parlamentares devem, assim como todo o movimento sindical,
ficar atentos a qualquer tentativa que venha retirar e ou flexibilizar
a atual legislação trabalhista.
Gherardi acredita que a consolidação
da legislação trabalhista deve acontecer, mas, partindo
do princípio de uma atualização que possa trazer
clareza a sociedade de todos os seus direitos assim como os seus deveres.
O DIAP apóia o processo de sistematização da legislação
da área, desde que ele resulte em maior clareza das normas.
Jurisprudência
Para o advogado trabalhista, as jurisprudências existentes no Tribunal
Superior do Trabalho (TST), que não estão no projeto, devem ser
analisadas com a perspectiva de uma inclusão na nova consolidação.
Hélio Gherardi citou cerca
de 1.150 entendimentos no TST que podem ser imediatamente incluídos
no projeto. “No direito do trabalho a jurisprudência é essencial”,
comentou o representante DIAP.
Comissão
externa
Sob a coordenação do juiz Renato Henry (Anamatra), funcionará uma
comissão externa que auxiliará o Grupo de Trabalho com propostas
para o projeto de consolidação das leis trabalhista. “Temos
que tentar ajudar nesse processo”, comentou o juiz. A Anamatra já apresentou
uma sugestão à matéria e debate cotidianamente o projeto,
tanto com o autor, quanto com o relator da matéria, deputado Arnaldo
Jardim (PPS/SP).
Para Sebastião Vieira,
o debate deve ser ampliado para o maior número de trabalhadores
possível. A complexidade do tema aflige o mundo do trabalho
que poderá ser afetado diretamente. Vieira colocou a ANPT à disposição
da Comissão de Trabalho, assim como para o grupo de trabalho
que estuda a matéria para emitir um parecer sobre o texto em
discussão. (André Santos)
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Agência Diap, 18 de
abril de 2008
REGISTRO SINDICAL
Membro do corpo técnico do DIAP formula
parecer sobre a Portaria 186
Está disponível,
ali na seção Íntegras, parecer
do DIAP sobre a Portaria
186, que trata do registro sindical. O parecer foi formulado por
Hélio Gherardi, advogado trabalhista e membro do corpo técnico
do Departamento.
A Portaria 186 disciplina os pedidos de registro sindical e de alterações
estatutárias das entidades sindicais, revogando as Portarias 343 e 200,
do MTE, que regulamentavam a matéria. (Marcos Verlaine)
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FOLHA DE LONDRINA, 18 de
abril de 2008 | Política
Confirmada desaprovação
de contas de Padre Roque
Rejeição da contabilidade
na gestão do ex-secretário estadual de Trabalho em
2004 refere-se a déficit de R$ 16 mi
Curitiba - O pleno do Tribunal de Contas (TC) do Paraná confirmou ontem
a desaprovação das contas de 2004 da Secretaria de Estado do
Emprego, Trabalho e Promoção Social por conta de um déficit
de quase R$ 16 milhões. A assessoria de imprensa do TC informou que
não cabe mais recurso da decisão, que deve ser encaminhada agora
ao Ministério Público (MP) do Estado. Na época, Padre
Roque Zimmermann estava no comando da pasta. A desaprovação das
contas de 2004 já havia sido recomendada pelo relator do caso em abril
de 2006, mas somente ontem a decisão foi confirmada.
O déficit teria sido gerado
depois que um decreto do governador Roberto Requião (PMDB), datado
de 2004, autorizou o cancelamento de empenhos para efeitos de fechamento
contábil. A pasta administrada pelo Padre Roque teria gerado,
então, um déficit de R$ 15.810.716,94 porque teria deixado
de fazer pagamentos relativos a empenhos cancelados a título de
ajuste de caixa. O déficit seria uma afronta à lei federal
4.320/64 - que regula a entrada e a saída de recursos de caixa
- e à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Em 2006, o relator
do caso na época, Nestor Baptista, escreveu que se tratavam de
''graves falhas gerenciais''.
No parecer do Ministério
Público junto ao Tribunal de Contas (MPjTC) sobre o caso, consta
ainda que a manifestação do ex-secretário de Estado
não trouxe as informações necessárias. Ontem,
ao ser questionado pela reportagem sobre o assunto, Padre Roque afirmou
que não tinha ''ciência sobre o objeto da ação''
e criticou o fato do TC não ter o avisado sobre o julgamento.
''Não me mandam as intimações. Eu só fico
sabendo pela imprensa.'' Padre Roque enfatizou, entretanto, que considera
''estranho tantos processos'' contra sua pasta, já que dois membros
do TC ''sempre acompanhavam de perto'' os trabalhos da área. A
pasta está envolvida em outras suspeitas de irregularidades.
''Eu não vou negar que
possam ter acontecido erros, mas tudo que eu fiz foi autorizado, seja
pelo Ministério Público, pelo Tribunal de Contas ou pelo
governador Requião. Não tenho recursos pessoais, não
houve desvio'', disse ele.
Catarina Scortecci
Equipe da Folha
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Agência Senado, 18 de abril de 2008
Fim do fator previdenciário
e reajuste de aposentadorias unem centrais sindicais

A defesa do projeto que extingue o fator previdenciário para cálculo
dos benefícios da Previdência (PLS 296/03) e da proposta que estende
aos aposentados os índices de reajuste concedidos ao salário
mínimo (PLC 42/07), aprovados este mês pelo Senado, uniu presidentes
e representantes das maiores centrais sindicais do país e das entidades
representativas dos aposentados brasileiros. Eles participaram de audiência
pública realizada nesta quinta-feira (17) pela Comissão de Direitos
Humanos e Legislação Participativa (CDH).
Os sindicalistas repudiaram declarações de integrantes do governo
federal, veiculadas pela imprensa, criticando a decisão dos senadores
de aprovar as matérias. Nesse debate, reafirmaram a disposição
das entidades de manter a mobilização necessária para
também assegurar a aprovação das proposições
na Câmara dos Deputados, onde tramitam os projetos.
Para Francisco Canindé Pegado do Nascimento, secretário-geral
da União Geral dos Trabalhadores, a lei que estabeleceu o fator previdenciário
(Lei 9.876/99) representou prejuízo e instabilidade para os aposentados,
especialmente pelo peso dado à expectativa de vida do trabalhador na
definição do valor do benefício. Com a adoção
do fator, explicou, o cálculo da aposentadoria passou a considerar,
além da idade do segurado e dotempo em que ele contribuiu para a Previdência,
o tempo estimado de vida do trabalhador no momentoem que ele se aposenta. Como
esse aspecto varia a cada ano, observou, "o trabalhador sabe com quanto
contribui [para a Previdência], mas não sabe quanto receberá de
aposentadoria".
Ao falar em nome da Confederação Brasileira de Aposentados e
Pensionistas, Trajano Jardim expressou "total apoio" ao senador Paulo
Paim (PT-RS) - o parlamentar é autor do PLS 296/03 e da emenda que estendeu
aos aposentados os índices de reajuste do salário mínimo
previstos no PLC 42/07 -, que teria sido criticado pelos ministros do Planejamento,
Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, e da Previdência Social,
Luiz Marinho. Trajano se referia a entrevistas dos ministros à imprensa,
nas quais Paulo Bernardo tachou de "irresponsável" o aumento
das aposentadorias, por não prever recursos para cobrir o reajuste,
e Marinho classificou como "enganoso" o projeto que acaba com o fator
previdenciário.
- Tais declarações nos lembram os tempos obscuros da ditadura
militar - criticou Trajano.
Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical, lembrou que o
país tem hoje 16 milhões de aposentados que ganham um salário
mínimo, sendo que muitos deles não estão ligados a uma
entidade sindical que os defenda, "aumentando a importância das
matérias aprovadas pelos senadores".
- É uma grande conquista assegurar como índice para aumento do
mínimo e das aposentadorias a taxa de inflação e de crescimento
do PIB [Produto Interno Bruto]. Vai ser uma batalha garantir a aprovação
das matérias na Câmara, mas as centrais sindicais estarão
juntas nesta mobilização - garantiu ele.
Na presidência dos trabalhos, Paim propôs que as comemorações
do Dia do Trabalho - 1º de maio -, sejam voltadas ao debate dos PLS 296/03
e PLC 42/07. Propôs ainda que o evento a ser realizado no dia 13 de maio,
quando serão comemorados os 120 anos da abolição da escravatura,
também seja um momento de mobilização pelos direitos dos
aposentados. Com o apoio dos líderes sindicais, Paim defendeu que no
dia 14 de maio seja realizada uma audiência pública na Câmara
dos Deputados para discutir o assunto.
Ao saudar os participantes da audiência pública, Paim observou
que a presença das lideranças sindicais ao debate evidencia que "o
movimento sindical atua de forma autônoma e independente", demonstrando
ainda a capacidade de união dos trabalhadores brasileiros. Também
participaram do evento, entre outros, Wilson Pereira, representando a Nova
Central Sindical de Trabalhadores (NCST); Artur da Silva Santos, presidente
da Central Única dos Trabalhadores (CUT); José Augusto, do Fórum
Nacional Sindical dos Trabalhadores; João Batista Inocentini, presidente
do Sindicato Nacional dos Aposentados; e Joilson Cardoso, representante da
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).
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Gazeta do Povo, 18 de abril de 2008
Governo federal
Lula desafia a oposição
e afirma que não é candidato
Presidente chama a ministra Dilma de “mãe,
avó e tia” do Programa de Aceleração
do Crescimento durante evento em Minas
Belo Horizonte Das agências - As fortes dores no pescoço não
impediram ontem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizasse
as solenidades do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC),
em Belo Horizonte e Ribeirão das Neves, na região metropolitana,
para desafiar a oposição. O presidente também fez referência
direta às eleições municipais deste ano e disse que a
população deve estar atenta com os candidatos que, de última
hora, posam de “milagreiros”.
Na capital mineira, Lula encerrou seu discurso com um recado para os oposicionistas. “Com
muito orgulho, com muito prazer eu vou continuar andando por esse país.
A minha oposição não gosta que eu ande. Ela fala que eu
estou fazendo campanha. Eu não sou candidato. O que eles querem é que
eu fique dentro do meu gabinete, vendo eles fazerem discurso contra mim. Entre
ouvir eles falarem de mim e abraçar o povo desse país, eu vou
pra a rua”, afirmou.
Em Ribeirão das Neves, em clima festivo e em um palanque montado na
periferia da cidade, o presidente pediu à platéia que prestasse
atenção nos candidatos às eleições municipais. “Vocês
precisam acompanhar, porque agora é época de eleição.
Agora é que vocês precisam descobrir quem é que esteve
e está com vocês há muito tempo ou quem vai aparecer de última
hora achando que é um milagreiro. Estou muito à vontade porque
não sou candidato a prefeito, mas é nessa época que o
pobre tem valor.”
Lula visitou pela manhã obras na Vila São José, em Belo
Horizonte, e assinou novas ordens de serviço e contrato com o PAC. No
início da tarde, na região metropolitana, ele participou de solenidade
de autorização para o início de obras de saneamento e
urbanização de favelas em oito municípios mineiros. As
obras e o contrato somam R$ 1,164 bilhão.
Acompanhado de ministros e prefeitos, além do vice-presidente José Alencar,
o presidente disse que o PAC é uma “reparação histórica” com
a população mais pobre do país e que essa será a
prioridade de seu governo até o final do mandato. Salientou ainda que “rico
não precisa do governo” e que “pobre custa muito barato”.
Mãe, avó e tia do PAC
O presidente Lula chamou a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) é a
mãe, a avó e a tia do programa. Segundo o presidente, a ministra
coordena o PAC para que o programa possa ser concretizado.
“ A Dilma é na verdade a mãe, a avó, e a tia do PAC,
porque eu aprendi que se a gente anuncia uma obra e não fica atrás
dela o tempo inteiro essa obra não acontece”, afirmou.
Dilma chama evento do PAC de “comício”
Possível candidata petista na sucessão do presidente Lula, a
ministra Dilma Rousseff cometeu um ato falho ontem em Belo Horizonte. Ela chamou
um evento de fiscalização de obras do PAC em Minas Gerais, de “comício”,
ato característico de campanhas políticas.
Logo no começo do discurso, a ministra agradeceu aos que estavam “sob
o sol forte, nos ouvindo falar” e se dirigiu a um grupo de cerca de 20
pessoas, a maioria mulheres, que gritavam “Dilma presidente”. “Queria
dirigir um especial cumprimento às mulheres aqui da frente, que hoje
(ontem) animam, sem dúvida, este comício”, afirmou Dilma
Rousseff.
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FOLHA DE LONDRINA, 18 de
abril de 2008 | Política
Chinaglia reage às críticas
contra aumento
Brasília - O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP),
reagiu ontem às críticas ao aumento na verba de gabinete dos
513 deputados, que subiu dos atuais R$ 50,8 mil para R$ 60 mil. Na opinião
de Chinaglia, aqueles que criticam o reajuste buscam a ''platéia fácil''
e devem defender publicamente a ''demissão em massa'' dos servidores.
''Ou você demite para fazer
economia, ou não repõe as perdas para fazer suposta economia. É preciso
então considerar se deve haver ou não Congresso porque, às
vezes, tenho a impressão que estes que gostam do holofote fácil
muitas vezes escolhem atacar o Congresso, que é elemento vital
da democracia em qualquer país do mundo'', disse.
Chinaglia disse que tratou o
reajuste com ''normalidade'', uma vez que corrigiu os salários
de funcionários não-concursados da Casa acima da inflação.
''Aquilo que é apenas a reposição de perdas, que é normal
na vida de qualquer trabalhador, vira como se fosse um fato fora da normalidade.''
Segundo o deputado, os trabalhadores
que ''labutam no dia-a-dia'' sabem que se faz ''justiça'' quando
há a reposição de perdas da inflação
após três anos sem reajustes. ''Um aumento real de 2,9%
em um período onde houve reajuste para todo o funcionalismo público
federal, incluindo funcionários do Tribunal de Contas da União
(TCU), Judiciário e dos próprios servidores concursados
da Câmara e do Senado, eu acho que nós estamos fazendo justiça.''
O deputado ainda rebateu levantamento
realizado pela ONG Contas Abertas que aponta a Câmara brasileira
como uma das mais caras do mundo, após o reajuste. Segundo a entidade,
com o aumento real de 2,9% da verba de gabinete, a conta desembolsada
com cada parlamentar brasileiro passa a ser de aproximadamente R$ 114
mil mensalmente, ou R$ 1,4 milhão por ano. A soma engloba o salário
e a estrutura direta a que o parlamentar tem direito. ''Outros de maneira
esperta já apresentaram os gastos do Congresso, mas não
dizem que outros Poderes Legislativos em todo o mundo não pagam,
por exemplo, a aposentadoria. Aí acaba se comparando melancia
com abacaxi'', disse Chinaglia.
Gabriela Guerreiro
Folhapress
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O ESTADO DO PARANÁ,
18 de abril de 2008 | Política
Senado não aumentará verba
de gabinete, afirma Garibaldi
Agência Estado
O Senado não pretende promover qualquer aumento dos recursos destinados
aos 81 senadores, como fez a Câmara dos Deputados, para a contratação
de servidores não concursados. A afirmação é do
presidente da Casa, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN).
No Senado, o verba de gabinete é substituída
por um mecanismo que permite ao parlamentar a contratação
de até 11 funcionários não concursados. "Eu
não tratei de nada disso nos últimos dias", disse
Garibaldi ao ser questionado por jornalistas.
Os deputados aprovaram nesta
quarta-feira (16) o reajute de R$ 50,8 mil para R$ 60 mil de suas verbas
de gabinete.
O senador Garibaldi Alves evitou
entrar em polêmica com a decisão tomada pela Câmara.
"Eu quero manter uma
política de boa vizinhança. Tenho me esforçado
para contribuir na recuperação da imagem do Congresso. É só isso
que tenho a dizer".
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Folha de São Paulo, 18 de abril de 2008
Real lidera em valorização
entre as principais moedas
Em 12 meses, dólar recuou 18,6%
em relação ao real; ontem, fechou a R$ 1,657 | Analistas
acreditam que novo movimento de alta de juros iniciado pelo BC
anteontem deve acentuar desvalorização do dólar
FABRICIO VIEIRA
DENYSE GODOY
DA REPORTAGEM LOCAL
O dólar viveu ontem mais um dia de perdas diante do real, para terminar
vendido a R$ 1,657 -menor cotação desde maio de 1999. A fraqueza
da moeda americana não é um fato restrito à divisa brasileira.
Mas, considerando os últimos 12 meses, o real lidera entre as principais
moedas que mais ganharam valor diante do dólar. No período, a
moeda dos EUA sofreu desvalorização de 18,61% em relação
ao real.
Outras moedas, de diferentes regiões, têm vivido movimento semelhante.
Destacam-se, em 12 meses, as quedas amargadas pelo dólar diante de divisas
como peso colombiano (-16,35%), novo sol peruano (-14,61%), iene (-14%), peso
chileno (-13,54%), dólar australiano (-10,99%) e euro (-10,82%).
Nas operações de ontem, o dólar chegou a ser negociado
em seu menor valor histórico diante do euro, a US$ 1,5982.
No mercado brasileiro, o dólar já recuou 5,48% apenas neste mês.
Ontem, caiu 0,42%.
Essa força do real prejudica as exportações do país,
ao encarecê-las, mas barateia os importados, o que ajuda a segurar a
inflação e a elevar investimentos em máquinas e tecnologias
importadas.
A retomada da elevação dos juros no Brasil reforça a expectativa
de que o real seguirá subindo. Anteontem, a taxa básica foi elevada
de 11,25% para 11,75% anuais. O mercado espera que a alta siga ao menos até o
fim de 2008, para quando projetam a Selic em 12,75%.
Enquanto isso, os juros foram consideravelmente reduzidos nos EUA -de 5,25%
em setembro para 2,25%. Esse movimento tende a atrair cada vez mais recursos
ao país em busca da alta remuneração proporcionada pelos
juros do país, os maiores do mundo. E, se entram mais dólares
no mercado, num momento de baixa procura pela divisa, reforça-se a tendência
de apreciação do real.
" O câmbio reflete o cenário atual de expectativa de alta dos
juros. Mas não podemos esquecer também a depreciação
que o dólar vem tendo no exterior diante de outras moedas", afirma
a economista-chefe do Banco Fibra, Maristela Ansanelli.
O movimento de desvalorização do dólar em todo o mundo
não é um fenômeno recente. Já há alguns anos
a moeda tem recuado por causa do déficit fiscal nos EUA.
Como o governo George W. Bush -que começou em 2001- gasta mais do que
arrecada, foi obrigado a emitir mais títulos de dívida para se
financiar. Dessa maneira, coloca mais dólares em circulação
no mercado, o que favorece a queda no preço da divisa.
Recentemente, outros fatores passaram a contribuir para a queda. O primeiro é a
diferença da taxa de juros norte-americana em relação às
dos demais países: nos EUA, a taxa apresenta tendência de baixa,
enquanto em outros lugares segue estável. Depois, vem a explosão
dos preços das commodities agrícolas e metálicas, que
favorece as contas externas dos países que são grandes exportadores,
Brasil incluído.
" E o país tem atraído recursos também para aplicações
de longo prazo e investimentos no setor produtivo", explica Filipe Albert,
economista da consultoria Tendências.
No mercado, a sensação é de continuidade na queda da cotação
da moeda americana. Ansanelli, do Fibra, ainda trabalha com a previsão
de dólar a R$ 1,65 no fim do ano. "Mas, dado o atual cenário,
a cotação pode descer abaixo disso."
Mesmo que muitos economistas apontem os efeitos nocivos do dólar baixo,
como o encarecimento das exportações, ninguém espera que
o governo anuncie medidas para reverter o rumo da moeda. O aumento das importações
também pode prejudicar os fabricantes nacionais.
No momento, o BC tem se limitado a fazer leilões, praticamente todos
os dias, para adquirir dólares dos bancos -operação que
pouco tem surtido efeito sobre a cotação.
" Qualquer medida tomada agora iria contra os fundamentos do movimento atual.
Portanto, não teria um resultado consistente e duradouro", afirma
Miriam Tavares, diretora de câmbio da corretora AGK.
" O câmbio depende é do mercado", completa.
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Folha de São Paulo,
18 de abril de 2008
Economia informal cresce acima do PIB
Índice criado pela FGV aponta expansão
de 8,7% em 2007, contra 5,4% das riquezas produzidas pelos meios
formais | Estudo mostra que alta carga tributária, rigidez
das leis trabalhistas e queda na taxa de desemprego influenciam o
indicador
TATIANA RESENDE
DA REDAÇÃO
A chamada economia subterrânea,
que engloba todas as atividades que conseguem driblar o controle oficial,
cresceu em 2007 acima do PIB (Produto Interno Bruto), que mede a soma
das riquezas produzidas pelo país nos meios formais.
O índice criado pelo Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), da Fundação
Getulio Vargas, e pelo Etco (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial)
mostrou que a economia subterrânea teve uma expansão de 8,7%,
contra 5,4% do PIB.
Para chegar a esse número, Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador
do Ibre e um dos responsáveis pelo indicador, diz que foram considerados
o mercado informal de trabalho e o dinheiro em espécie em circulação
no país, já que uma das formas de evitar o controle governamental é não
fazer transações bancárias.
Segundo ele, a carga tributária foi o fator que mais contribuiu para
o aumento, pois, quanto maior, menor será o incentivo para a saída
da informalidade. No ano passado, o peso dos tributos bateu recorde, com 36,08%
do PIB, segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário).
As exportações também interferem na economia subterrânea,
já que a burocracia para enviar produtos para fora do país leva
as empresas a se formalizarem. Com relação à taxa de desemprego,
a influência é semelhante à constatada no PIB. "Quanto
menor, maior o nível de atividade."
Entre março de 2003 -quando o índice começou a ser calculado,
por razões técnicas- e dezembro de 2007, a economia subterrânea
cresceu 10,9%, impulsionada pelo nível de atividade e pela carga tributária.
Considerando o período iniciado em janeiro de 2003, o PIB teve expansão
de 3,8%.
André Franco Montoro Filho, presidente do Etco e ex-secretário
estadual em SP (1995 a 2002) na gestão do PSDB, menciona a redução
no peso dos tributos e a flexibilização da legislação
trabalhista como duas das medidas mais urgentes a serem tomadas para frear
a aceleração da economia subterrânea. "Antes era "achismo",
agora temos um estudo que mostra isso."
Para o professor da Faculdade de Economia da USP Nelson Barrizzelli, essas
atividades dão "uma certa estabilidade" à economia,
já que muitos dos negócios hoje informais teriam que fechar as
portas e dispensar funcionários se tivessem que obedecer a todas as
regras. Do ponto de vista de quem as cumpre, no entanto, a concorrência é desleal,
pois seus preços tendem a ser menos competitivos.
Na opinião do economista, só a fiscalização não
resolve e é preciso ter um sistema mais justo. "Esses modelos fiscal,
tributário e trabalhista geram essa esquizofrenia", argumenta.
Barrizzelli cita como exemplo os incentivos tributários concedidos a
micro e pequenas empresas. Como sem esses benefícios os custos são
muito mais altos, há negócios que já viraram grandes empresas,
mas que preferem não declarar a parte que denunciaria esse crescimento.
Nesse caso, fazem parte das estatísticas das economias formal e subterrânea.
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Agência Diap, 18 de
abril de 2008
OPINIÃO
Paulo Nogueira Batista Jr*: "Um
novo ciclo de aumento de juros?"
O Copom (Comitê de Política
Monetária do Banco Central) surpreendeu na última quarta-feira
(16), ao aumentar a meta para a taxa básica de juro em 0,5 ponto
percentual. Como entender essa decisão? Trata-se de um ajuste
isolado? Ou do início de um novo ciclo de elevação
dos juros?
O mercado parece convencido (docemente convencido) da segunda hipótese.
O relatório Focus, divulgado periodicamente pelo Banco Central, indica
que a expectativa mediana do mercado para a taxa Selic no final de 2008 subiu
para 12,75% (relatório da sexta-feira passada).
Tem cabimento? Bem, os argumentos em favor de uma elevação dos
juros são conhecidos. A demanda interna está, de fato, crescendo
a taxas elevadas, o que pode contribuir para pressionar a inflação.
A taxa de inflação em 12 meses (IPCA) alcançou 4,7% em
março, superando ligeiramente a meta oficial de 4,5%. As expectativas
de inflação também superaram a meta, com a inflação
mediana esperada para 2008 chegando a 4,7%, segundo o mesmo relatório
Focus.
É preciso, porém, colocar essas informações em perspectiva.
O aumento da inflação é um fenômeno que vem ocorrendo
em escala mundial e que está associado, principalmente, à alta
de preços de alimentos e energia. Nos EUA, por exemplo, a inflação
no varejo, acumulada em 12 meses, subiu de 2,4% para 4% no último ano.
Na área do euro, a inflação aumentou de 1,9% para 3,5%.
Nos países emergentes, a aceleração foi ainda mais pronunciada
nesse período.
O Brasil não escapou à tendência geral. Cerca de metade
da inflação acumulada nos últimos 12 meses corresponde à elevação
dos preços dos alimentos.
Mas é importante notar que a inflação brasileira sofreu
aceleração menos intensa do que a observada na maioria dos emergentes.
Entre as principais economias emergentes, só duas apresentam atualmente
inflação inferior à brasileira – a Coréia
do Sul (3,9% nos 12 meses até março) e o México (4,3%
no mesmo período).
Todas as demais registram taxas maiores do que a nossa. A inflação
da China, por exemplo, está em 8,7%; a da Rússia, em 12,7%; a
da Índia, em 5,5%; a da Turquia, em 9,2%; a da Indonésia, em
8,2%. Temos sido bastante bem comportados em termos de inflação.
Nos anos recentes, a inflação brasileira ficou sempre abaixo
da média dos países emergentes e em desenvolvimento – e
isso acontecerá novamente em 2008. As últimas projeções
do FMI, por exemplo, indicam inflação de 4,8% para o Brasil neste
ano e inflação média de 7,4% para o conjunto das economias
emergentes e em desenvolvimento.
Não se deve esquecer que o regime monetário brasileiro embute
alguma flexibilidade. Fala-se muito da meta de 4,5%. Mas esse é o centro – e
não o teto. No Brasil, o modelo de metas para a inflação
inclui uma banda ou intervalo de tolerância em torno do centro da meta.
Atualmente, esse intervalo é de dois pontos percentuais, para mais ou
para menos, em relação ao valor central de 4,5%. O teto é,
portanto, 6,5%. Esse intervalo não existe por acaso. A sua função é dar
ao Banco Central alguma margem de manobra para acomodar choques externos e
choques de oferta.
Em suma, não há motivo para afobação. Um novo ciclo
de aumento dos juros colocaria em risco o crescimento da economia brasileira.
E agravaria as pressões para a valorização do real, contribuindo
para solapar a competitividade das exportações e estimular a
substituição de produção nacional por importações.
(*) Economista e diretor-executivo do FMI.
Artigo originalmente publicado na Folha de S.Paulo
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FOLHA DE LONDRINA, 18 de
abril de 2008 | Economia
Saiba como construir o primeiro R$
1 milhão
Atingir cifra exige mais do que trabalho
assalariado; depende de iniciativas como fazer plano de previdência
privada e manter aplicação
Curitiba - Como chegar ao primeiro
R$ 1 milhão? Ganhando um prêmio de loteria. Esta seria a
resposta da maior parte das pessoas. Atingir esta cifra exige mais do
que ter um trabalho assalariado e depende de outras iniciativas, como
fazer um plano de previdência privada, manter uma aplicação
financeira, aproveitar oportunidades e até abrir um negócio
próprio depois de algum tempo de carreira. Atingir o sonho do
primeiro milhão esbarra diretamente em construir um projeto de
vida e não ter uma postura passiva.
‘‘O maior furo está na
falta de educação financeira nas escolas’’,
disse o escritor e consultor financeiro, Gustavo Cerbasi. Para ele, o
modelo educacional brasileiro está limitado a disciplinas teóricas. ‘‘A
população não foi educada para poupar e gastar com
qualidade e gasta muito com juros’’, disse.
Cerbasi explica que, em algumas
situações, com R$ 1 mil a pessoa pode criar o primeiro
negócio. Para ele, não basta apenas poupar dinheiro. É preciso
acompanhar as oportunidades de compra e venda de bens como carro e terreno. ‘‘As
pessoas não acreditam no milhão e, muitas vezes, dependem
apenas do salário’’, disse. O consultor destacou que
a realidade do País hoje é que não há emprego
para todos.
Uma das primeiras decisões
que a pessoa deve tomar é contratar um plano de previdência
desde o recebimento do primeiro salário, nem que seja no valor
de R$ 50,00 por mês. Este tipo de produto pode proporcionar um
padrão de consumo e de conforto mais seguro. Ele citou como exemplo
um plano de previdência de R$ 100,00 para pagar a faculdade de
um filho. Com um rendimento de 1% ao mês, o valor atingiria R$
60 mil em 18 anos. Caso o jovem guardasse esse dinheiro até completar
60 anos, teria uma soma de R$ 3 milhões na conta, calcula Cerbasi.
‘‘Não existe
visão de longo prazo no Brasil. Aprendemos a consumir porque existia
a cultura do governo federal confiscar o dinheiro da poupança,
duas empresas de previdência privada e três bancos quebraram.
Por isso, convencer essa geração que viveu tudo isso a
poupar é muito difícil’’, explicou.
Ele defende que se a pessoa
poupar 10% do salário durante 30 anos vai conseguir manter a mesma
média de renda na aposentadoria. Caso seja possível, Cerbasi
recomenda poupar 15% da renda mensal. Para isso, ele orienta que a pessoa
procure bancos sólidos que estejam entre os cinco maiores do Brasil.
‘‘Temos que ter
a segunda carreira que é a que nunca nos demitem: montar o próprio
negócio’’, disse. O grande problema, segundo ele, é que
o empreendedor faz isso quando fica desempregado e, muitas vezes, não
tem capital e nem como se capacitar para isso. ‘‘Quando a
pessoa tem capital, conta com uma margem de erro (no negócio próprio)’’,
disse.
Andréa Bertoldi
Equipe da Folha
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O ESTADO DO PARANÁ,
18 de abril de 2008 | Mais Saúde
As síndromes LER/DORT podem
causar o afastamento do trabalhador
Redação O Estado
do Paraná
Quem nunca ouviu falar nas lesões
por esforços repetitivos (LER) ou nos distúrbios osteomusculares
relacionados ao trabalho (DORT). Estes distúrbios são
conceituados como um conjunto de síndromes que atacam os nervos,
músculos e tendões, especialmente dos membros superiores
e do pescoço. São síndromes degenerativas e
cumulativas e sempre acompanhadas de dor ou incômodo, provenientes
não somente da atividade ocupacional intensiva, mas também
de atividades realizadas sob intenso stress. O termo LER é utilizado
para denominar uma síndrome da atividade ocupacional excessiva,
que abrange uma gama de condições caracterizadas por
desconforto ou dor persistente nos músculos, tendões,
etc. Entretanto, sabidamente nem todas as patologias estão
relacionadas aos movimentos repetitivos, pois existem outros fatores
biomecânicos causais - como esforço físico proveniente
de levantamento constante de peso -, além dos fatores psicofísicos
e sociológicos, que atuam sobre o problema. “Infelizmente,
o termo passou a ser utilizado de forma indistinta como nome de uma
doença, porém, este é simplesmente uma denominação
de um mecanismo de lesão e não pode ser utilizado como
um diagnóstico”, explica a especialista em ergonomia
Maria Aparecida Frediani Rocha.
Síndromes reversíveis
Por tais razões, estudiosos
recomendaram que este termo fosse abandonado e se passasse a usar o termo
DORT - distúrbios osteosmusculares relacionados ao trabalho, pois
numa primeira fase ocorrem os distúrbios, com sintomas como fadiga,
peso e dor nos membros e somente depois aparecem as lesões. Em
geral, qualquer trabalhador pode estar sujeito a sofrer desse distúrbio.
Em geral, quem sofre muita pressão psicológica no trabalho
está predisposto ao desconforto ou dor persistente nos músculos,
tendões e outras partes do corpo. “Com tratamento adequado,
muitas das condições da síndrome são reversíveis”,
comenta a especialista.
Não existe uma determinação
específica para cada empresa, assim, cada tipo de trabalho merece
a análise de um especialista em segurança para ser adequado às
funções exercidas. É importante, ainda, lembrar
que não basta proporcionar um ambiente perfeito ao colaborador
para estar livre de qualquer embaraço. É necessário
que a empresa disponha de uma produção de documentos legais
para preservar sua condição de diligente. “Negligência,
imperícia ou imprudência da empresa têm sido fatores
agravantes nos acidentes ou doenças do trabalho”, finaliza
Maria Aparecida Rocha.
Como melhorar o posto de trabalho
A ergonomia é a ciência
que visa a adaptar as condições de trabalho às características
do trabalhador. As posturas inadequadas, que advém de um posto
de trabalho mal dimensionado, ou que não se ajuste às variações
antropométricas de cada indivíduo, e os movimentos repetitivos
são alguns dos fatores que mais predispõem o aparecimento
das LER/DORT.
Um exemplo: num posto de trabalho
com computador, devem ser observados os seguintes aspectos:
CADEIRA
>> A altura ideal deve
ser de 48 a 58cm
>> O encosto deve estar
a 110° do assento
>> Possuir apoio para a
região lombar e dorsal
>> Os pés do trabalhador
devem ter contato completo com o chão ou apoiados em suporte específico
>> As coxas do trabalhador
permaneçam paralelas ao piso
>> O trabalhador deve estar
próximo da superfície de trabalho
>> Os braços do
trabalhador devem ficar apoiados
MONITOR
>> A altura ideal da 1ª linha
escrita deve ser de 155 cm
>> A tela deve estar ao
nível do horizonte ou levemente abaixo
>> O trabalhador deve localizar-se
frontalmente
>> A iluminação
deve ser adequada
>> Usar filtro no caso
de brilho excessivo
>> O trabalhador deve estar
a 60 cm.
TECLADO E MOUSE
>> A altura ideal deve
ser de 110 cm
>> Devem localizar-se próximos
e na frente do trabalhador
>> Os cotovelos do trabalhador
devem permanecer em ângulo de 90°
>> Os punhos do trabalhador
devem ficar retos.
Fonte: Vendrame Consultores
Associados
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Swissinfo, 18 de abril de
2008
Suiça: "Trabalhador pobre é um
escândalo para sociedade rica"
Os sindicatos suíços lançaram uma nova campanha pela introdução
de um salário mínimo. O perito em ética econômica
Peter Ulrich considera a reivindicação justa, mas defende a fixação
de uma renda mínima.
Dezoito dos 25 países da União Européia já adotam
salários mínimos ou regras semelhantes para combater o dumping
salarial, um fenômeno que na Suíça leva trabalhadores a
necessitar de auxílio social.
"Working poor" e precarização
das relações trabalhistas são dois fenômenos
que têm o mesmo significado: pessoas que trabalham, mas não
ganham o suficiente para sobreviver. O Estado é obrigado a cobrir
o furo do orçamento familiar através da assistência
social.
O comércio varejista,
a gastronomia e hotelaria, a construção civil e a agricultura
são clássicos setores de baixos salários. Segundo
o Departamento Federal de Estatísticas, 150 mil trabalhadores
suíços são considerados pobres.
"O fenômeno em si é um
escândalo numa sociedade que em princípio é rica",
diz Peter Ulrich, professor de Ética Econômica da Universidade
de St. Gallen. Ele aponta como causa a economia de mercado, que submete
a economia nacional à concorrência internacional.
"Esta dita o nível
salarial competitivo, o que cada vez mais leva a salários inferiores
aos custos de sobrevivência", afirma Ulrich.
Trabalho "barato"
Segundo ele, o trabalho que não exige qualificação praticamente
não vale mais nada. Essa tendência começa a ser observada
também em profissões de classe média, acrescenta.
Diante a internacionalização
da economia, os salários mínimos têm a função
de proteger os padrões salariais nacionais. As campanhas dos sindicatos
suíços já tiveram sucesso ao impedir salários
inferiores a 3.000 francos no comércio, exemplifica Ulrich.
Isso porque a maioria da população
considera o baixos salários do setor escandalosos, levando em
conta as "margens de lucro extraordinariamente elevadas" das
empresas suíças em comparação internacional.
Ulrich adverte, porém,
que a reivindicação de um salário mínimo
pode também se transformar num bumerangue, "se a caravana
do capital de investimento passar ao largo do país".
Um exemplo: recentemente a finlandesa
Nokia fechou sua fábrica de celulares altamente rentável
em Bochum (na Alemanha) e a transferiu para a Romênia. "Ao
mesmo tempo, a empresa anunciou lucros recordes", lembra Ulrich.
Por isso, ele não vê o
salário mínimo como saída para escapar da armadilha
da concorrência internacional por investimentos e dos desníveis
salariais globais. "A solução para o futuro será uma
renda mínima. Isso não é uma proposta de política
econômica e sim de política social, que supõe um
contrato social", explica.
De acordo com esse princípio,
todos os cidadãos que vivem cinco ou dez anos num país
teriam o direito garantido a uma renda mínima, cujo valor poderia
ser fixado democraticamente. Quem ganha o suficiente financia a renda
mínima através da declaração de impostos.
Vantagens
da renda mínima
A vantagem dessa renda mínima garantida, segundo Ulrich, é que é uma
solução administrativa enxuta, que elimina qualquer estigmatização
da ajuda social.
E todos ganham em termos de liberdade
real. "Isso seria um solução extremamente liberal,
mas os partidos liberais hoje não pensam mais liberal-socialmente
e sim de autoritariamente", constata.
Segundo Ulrich, essa renda mínima
não poderia ser introduzida numa data pré-estabelecida.
Ela teria de ser implementada progressivamente ao longo de, por exemplo,
trinta anos.
Com isso, as contribuições
aos seguros sociais se tornariam supérfluas, o que já cobria
cerca de um terço dos custos. A principal fonte para financiar
a renda mínima seria o aumento da produtividade da economia.
Mas isso é uma visão
futurística. Ulrich presume que a idéia da renda mínima
só seria aceita pelos setores "burgueses" se o Estado
de bem-estar social, em conseqüência do aumento do fosso social,
se tornasse realmente impagável para amplas parcelas da população.
Por isso, o professor da Universidade
de St-Gallen reconhece que, no momento, essa idéia ainda é mais
uma "utopia concreta" do que uma proposta pragmática. "Na
Alemanha, no entanto, ela já é intensamente discutida e
quase atingiu a política real", diz.
swissinfo, Renat Künzi
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ÂMBITO JURÍDICO,
18 de abril de 2008
Contratação à distância,
por telefone, assegura direito de ajuizar ação no foro
da celebração do contrato
Fonte: TRT3
Se o trabalhador foi contratado à distância,
através de contato telefônico ou por preposto enviado pelo
empregador, poderá ajuizar ação trabalhista no foro
em que se encontrava no ato da contratação. Esta foi a
decisão da 7ª Turma do TRT-MG ao julgar recurso de um reclamante
residente em Guaxupé, que foi contratado para trabalhar no Estado
de São Paulo e, após o término da empreitada, ajuizou
a ação no seu município de origem. Segundo o juiz
convocado Antônio Gomes de Vasconcelos, revisor do processo, nesse
caso, o local da contratação, para fins de fixação
da competência trabalhista, é aquele onde o reclamante se
encontrava quando se firmou o contrato.
“A assertiva decorre de
interpretação dos fatos do processo à luz dos princípios
constitucionais superiores da garantia dos direitos fundamentais e do
acesso à justiça, sobretudo quando as condições
econômicas do trabalhador são incompatíveis com os
custos do deslocamento para o ajuizamento e acompanhamento da demanda
em foro distante do seu domicílio. O contrário implica
negativa do direito ao acesso à justiça pela interposição
de obstáculo econômico, intransponível ao seu exercício,
pelo trabalhador” – frisou o juiz.
O reclamante pleiteou o reconhecimento
do vínculo de emprego com a empresa, mas a sentença acolheu
a exceção de incompetência em razão do lugar,
suscitada pelo reclamado, declinando a competência para apreciar
e julgar o processo para uma das Varas do Trabalho de Tietê, em
São Paulo. O juiz ressaltou que o trabalhador foi contratado pelo
preposto do empregador, com quem manteve contato telefônico, e
já saiu de Minas com todas as condições de trabalho
estabelecidas, como o local de trabalho, o serviço a ser executado,
a remuneração e com as despesas de deslocamento pagas.
Ou seja, o contrato de trabalho foi celebrado antes do deslocamento do
autor, ainda que para execução futura, não se tratando
de apenas negociações prévias, como afirmou o reclamado.
“O trabalhador já saiu
de seu domicílio contratado (por qualquer via possível).
Portanto, o local da contratação coincide com o foro de
seu domicílio, abrindo-se ao obreiro, nos termos do artigo 651,
da CLT, a opção por ajuizar a ação no foro
da prestação dos serviços ou no foro de contratação,
que neste caso se reconhece como o de seu domicílio. A restrição
do foro ao local de prestação de serviços impõe
séria limitação ao exercício do direito de
ação, por parte do autor” – salienta.
Com base nestes fundamentos,
a Turma deu provimento ao recurso ordinário do reclamante para
reconhecer a competência da Vara do Trabalho de Guaxupé para
processar a ação movida contra sua empregadora.
( RO nº 01035-2007-081-03-00-9
)
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ÂMBITO JURÍDICO,
18 de abril de 2008
TRT defere a empregado efetivo isonomia
com prestador de serviço terceirizado
Fonte: TRT3
“Se o trabalhador temporário
tem direito de perceber salário igual ao que é pago aos
efetivos, por lógica jurídica, o trabalhador dos quadros
da empresa tomadora de serviços tem de ter remuneração
também igual à dos temporários, sob pena de se desvirtuar
o espírito da Lei n.º 6.019, de 1974, possibilitando-se a
fraude contra o trabalhador, condenada pelo artigo 9.º da CLT”.
Com base nesse voto do desembargador Bolívar Viegas Peixoto, a
3ª Turma do TRT-MG manteve sentença que deferiu ao reclamante
diferenças salariais decorrentes da equiparação
salarial com um prestador de serviços terceirizados, que trabalhava
ao seu lado, desempenhando as mesmas funções e com o mesmo
nível de perfeição técnica.
Entendendo correta a aplicação,
pelo juiz de 1º grau, dos princípios da valorização
do trabalho humano, da isonomia e da não-discriminação,
a Turma rejeitou o argumento de que faltaria, no caso, um dos requisitos
do art. 461 da CLT - a identidade de empregador ou a configuração
de grupo econômico - já que o paradigma apontado não é empregado
seu, mas sim da empresa contratada para prestar serviços temporários. “Aplica-se à hipótese,
o princípio isonômico estampado nos artigos 5.º, caput,
da Constituição da República e 5.º da CLT,
eis que os sujeitos envolvidos se encontravam em condições
idênticas, prestando os mesmos serviços, no mesmo local,
porém, os salários pagos pela recorrente eram inferiores àqueles
dos empregados da reclamada” – destaca o desembargador, que
atuou como revisor e redator do recurso.
O reclamante foi contratado na
função de servente, recebendo R$12,80 por dia, ao passo
que na mesma obra havia pessoas desempenhando as mesmas atividades, com
a mesma produtividade, com tempo de contratação inferior
a um ano, recebendo R$25,00 ao dia como serventes. Pela leitura dos fatos
do processo, o desembargador entendeu que, embora o pedido tenha sido
de equiparação salarial, o autor pretendia, na verdade,
a isonomia salarial prevista no artigo 5º da CF/88 para com os empregados
da segunda reclamada. “Assim, é desnecessária a indicação
de um paradigma para se aferirem os requisitos do art. 461 da CLT, podendo-se
aplicar a Lei Maior, no seu artigo 5.º e o artigo 4.º da CLT” – conclui.
Dessa forma, é irrelevante que sejam empregadores diferentes,
já que não se trata de equiparação salarial,
mas sim da aplicação do princípio isonômico,
que veda a discriminação e a desigualdade.
Com o reconhecimento da isonomia,
o reclamante deverá receber a diferença entre o seu salário
e o dos empregados terceirizados, por todo o contrato de trabalho, com
reflexos sobre as demais parcelas salariais.
( RO nº 00928-2007-058-03-00-0
)
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
18/04/2008
TST reconhece estabilidade de suplente de
delegado sindical
A Sexta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho manteve decisão do Tribunal Regional do Trabalho da
9ª Região (PR) que reconheceu a estabilidade provisória
de um suplente de delegado sindical. O TRT havia dado provimento parcial
ao recurso do trabalhador, para determinar sua reintegração
ao emprego, devido a sua condição de delegado suplente,
cargo para o qual foi eleito em assembléia-geral. Também
condenada ao pagamento de honorários advocatícios de 15%,
a empresa interpôs sucessivos embargos, atitude que o TRT considerou
protelatória, levando-o a aplicar multa de 1%.
Inconformada, a empresa insistiu
na reforma da decisão, sustentando que o empregado não
faz jus à estabilidade, pois não foi eleito e, portanto,
sua reintegração seria irregular. Também contestou
o pagamento dos honorários advocatícios, alegando contrariedade à Súmula
219 do TST.
O relator da matéria,
ministro Aloysio Corrêa da Veiga, manifestou-se pela rejeição
(não conhecimento) do recurso na questão relativa à estabilidade
provisória. Nesse aspecto, após observar que nenhum dos
precedentes apresentados pode considerado como paradigma às alegações
da empresa, o relator destaca que a decisão do TRT se deu a partir
da constatação de que o trabalhador foi investido no cargo
de suplente de delegado sindical, mediante eleição em assembléia-geral,
para representar a categoria em entidade federativa. Ademais, asseverou
o ministro, analisar essa questão nos termos defendidos pela empresa
implicaria o reexame de fatos e provas, o que é impedido pela
Súmula nº 126 do TST.
Quanto ao outro tema do recurso,
a Sexta Turma, conforme o voto do relator, excluiu da condenação
o pagamento, pela empresa, dos honorários advocatícios,
por considerar que não foram atendidos os dois requisitos exigidos
neste caso – o benefício da justiça gratuita e a
assistência do sindicato. (RR 23084/2001-652-09-00.8)
(Ribamar Teixeira)

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Registro Sindical
O Secretário de Relações do Trabalho, no uso de
suas atribuições legais, considerando o preenchimento
dos requisitos para a publicação do pedido de registro
sindical, previstos na Portaria nº. 343, de 04 de Maio de 2000
e alterações posteriores, dá ciência do
requerido pela(s) entidade(s) abaixo mencionada(s), ficando aberto
o prazo de 30 (trinta dias), para que os interessados possam se manifestar
nos termos do artigo 5º da Portaria nº. 343/2000. A impugnação
deverá ser feita mediante requerimento e entregues no Protocolo
Geral do Ministério do Trabalho e Emprego, vedada a interposição
por via postal, instruída com os seguintes documentos:
I - cópia do documento comprobatório de registro sindical
expedido pelo MTE, com identificação
da base territorial e da categoria representada, acompanhado dos
seguintes:
a) estatuto social atualizado, aprovado em assembléia geral
da categoria;
b) ata de apuração de votos do último processo
eleitoral;
c) ata de posse da atual diretoria;
d) comprovante de endereço; e
e) formulário de atualização sindical extraído
da página eletrônica do MTE, devidamente preenchido e
assinado.
II - comprovante original de pagamento no valor de R$ 83,77 (oitenta
e três reais e setenta e sete centavos), relativo ao custo da
publicação no Diário Oficial da União,
conforme indicado em portaria ministerial. O recolhimento do valor
deverá ser realizado por meio de GRU (Guia de Recolhimento da
União), devendo-se utilizar as seguintes referências:
UG 380918, Gestão: 00001 e Código de recolhimento: 68888-6;
a ser preenchida por meio da INTERNET no endereço eletrônico:
www.stn.fazenda.gov.br Processo 46205.013684/2007-99
Entidade Sindicato
dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplanagem
em Geral nos Municípios de Redenção, Baturité e
Pacoti, no Estado do Ceará.
CNPJ 09.108.968/0001-00
Abrangência Intermunicipal
Base Territorial Baturité, Pacoti e Redenção
- CE
Categoria: Trabalhadores nas Indústrias da Construção
de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplanagem
em Geral e ainda de construções de aeroportos, barragens,
canais e engenharia consultiva, gasoduto, pontes, obras de saneamento,
termelétricas, ferrovias, estradas, hidrelétricas,
metrôs, montagens industriais, eclusas, eólicas, obras
em linhas de transmissões elétricas, obras em estádios
de futebol, túneis, adutoras, viadutos, consórcios,
concessionárias, manutenção e limpeza de vias,
manutenção de rodovias, limpeza e manutenção
de canais.
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