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Agência Diap, 24 de Abril de 2008
DIA INTERNACIONAL DO TRABALHADOR
Centrais preparam 1º de Maio
pela redução da jornada
Este certamente poderá ser
um 1º de maio histórico, pois as centrais sindicais
prometem fazê-lo unitário
As festas de 1º de Maio, Dia
Internacional do Trabalhador, já mobilizam os dirigentes
das centrais sindicais - CUT, Força Sindical, Nova Central,
UGT, CGTB e CTB - que prometem repetir os últimos anos
realizando manifestações gigantescas na capital
paulista, animadas por atividades culturais e grandes shows.
O tema escolhido para as comemorações deste ano é a
redução da jornada de trabalho, sem redução
de salário – campanha unificada de todas as centrais.
A festa da Força Sindical, que tradicionalmente ocorre na Praça
Campo de Bagatelle, na Zona Norte, terá sorteios de dez carros e cinco
apartamentos. Além dos prêmios, 40 artistas consagrados, entre
os quais Daniel, Zezé Di Camargo & Luciano, Frank Aguiar, Bruno & Marrone
e Tânia Mara se apresentarão no palco montado pela central. A
festa ocorrerá entre 7h e 20h, com o slogan “Reduzir a jornada é gerar
empregos”.
Os artistas irão se apresentar a partir das 7 horas e os shows serão
alternados com rápidos discursos de sindicalistas. O ato político
terá duração de aproximadamente uma hora (entre 11h30
e 12h30). Foram convidados prefeitos, governadores, deputados federais, estaduais,
vereadores e senadores, além de ministros e sindicalistas estrangeiros.
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) fará eventos em quatro
outros locais: autódromo de Interlagos, Centro de Tradições
Nordestinas (no Bairro do Limão), Paço Municipal de São
Bernado do Campo e Guarulhos. Também serão realizados shows,
com as presenças dos cantores Daniel, Leonardo, Guilherme e Santiago
e César Menotti e Fabiano. O ato em Interlagos será realizado
em conjunto com a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB).
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) realizará um
ato do 1º de Maio na Praça Ramos, Centro de São Paulo, no
dia 30 de abril, a partir das 14 horas, seguido de uma caminhada, com as seguintes
bandeiras: redução da jornada de trabalho sem redução
de salário; ratificação da Convenção 151
e 158 da OIT; fim do fator previdenciário; e reforma agrária.
(Fonte: Agência Sindical)
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DEPACOM, 24 de abril de 2008
V encontro da Feticom/RS
Calixto cumpre agenda no Rio Grande do Sul
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O presidente
da CNTI – Confederação
Nacional dos Trabalhadores na Indústria e da NCST – Nova
Central Sindical de Trabalhadores, JOSÉ CALIXTO RAMOS, participa
nesta quinta-feira (24/04), em Canela/RS, do V ENCONTRO
DE DIRIGENTES SINDICAIS DA CONSTRUÇÃO E DO MOBILIÁRIO DO
RIO GRANDE DO SUL, evento organizado pela FETICOM - Federação
dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário do Rio Grande do Sul, presidida pelo companheiro
AROLDO PINTO DA SILVA GARCIA.
Na ocasião profere palestra referente à visão
da CNTI sobre o desenvolvimento da Construção Civil
do País.
Federações Estão presentes no evento a FETRACONSPAR/PR – Federação
dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário do Estado do Paraná, representada
por seu presidente GERALDO RAMTHUN, que falará sobre a Implantação
da Contribuição Negocial e a Extinção
das Contribuições Sindical e Assistencial; a FETICOM/SC - Federação dos Trabalhadores nas Indústrias
da Construção e do Mobiliário do Estado de
Santa Catarina, representada por seu presidente ALTAMIRO
PERDONÁ,
que falará sobre a retrospectiva da categoria da Construção
e do Mobiliário no Depacom; e a FETICOM/SP - Federação
dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário do Estado de São Paulo, representada
por seu Secretário de Finanças JOSÉ SEBASTIÃO
DOS SANTOS, que falará sobre a retrospectiva e perspectiva
da categoria da Construção e do Mobiliário
de São Paulo.
Confira
programação completa do evento.
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O ESTADO DO PARANÁ,
24 de abril de 2008 | Economia
Taxa de desemprego cai para 8,6% em
março
Agência Estado
A taxa de desemprego apurada nas seis principais regiões metropolitanas
do País ficou em 8,6% em março, ante 8,7% em fevereiro, segundo
o IBGE. O rendimento médio real dos trabalhadores chegou a R$ 1.188,90,
com queda de 0,6% ante fevereiro e aumento de 2% ante março do ano passado.
A taxa de desemprego de 8,6%
foi a menor para um mês de março da série histórica
da pesquisa, iniciada em março de 2002. Segundo o gerente da pesquisa
mensal de emprego, Cimar Azeredo, a variação da taxa de
março em relação a de fevereiro (8,7%) não é considerada "estatisticamente
significativa" e o IBGE considera que houve estabilidade na taxa
de um mês para o outro.
O IBGE divulgou também
que a queda de 14,1% no número de trabalhadores desocupados em
março, ante igual mês de 2007, foi o maior recuo apurado
ante igual mês do ano anterior desde agosto de 2005.
Massa salarial
A massa de rendimento médio
real habitual dos ocupados, que é a soma de todos os rendimentos
de todos os ocupados, chegou a R$ 25,5 bilhões em março,
com aumento de 0,5% ante fevereiro e alta de 6,3% ante março de
2007.
O IBGE divulgou ainda que
o rendimento médio real domiciliar per capita, nas seis regiões
metropolitanas pesquisadas, ficou em R$ 769,38 em março, com
alta de 0,8% ante fevereiro e de 4,6% na comparação com
março do ano passado.
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ESTADÃO.COM/ SÃO
PAULO, 24 de abril de 2008 | Economia
Renda cresce em março, mas não
recupera perdas
Em março de 2008, rendimento ficou
em R$ 1.188,90, ainda 2,4% inferior ao rendimento de março
de 2002
Jacqueline Farid, da Agência Estado
RIO - Os sucessivos aumentos no rendimento médio real da população
ocupada nas seis principais regiões metropolitanas ocorrido nos últimos
anos não foi suficiente, ainda, para recuperar as perdas ocorridas entre
o segundo semestre de 2002 e o terceiro trimestre de 2004. Em março
de 2008, o rendimento médio real nas seis regiões ficou em R$
1.188,90, ainda 2,4% inferior ao rendimento médio apurado em março
de 2002, quando era de R$ 1.218,00. As informações foram divulgadas
nesta quinta-feira, 24, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
O gerente da pesquisa mensal de emprego do IBGE, Cimar Azeredo, explicou que "quando
há um processo de recessão, como o ocorrido em 2003, a recuperação
depois é muito demorada. Houve um processo de recomposição
da renda, mas ainda não podemos dizer que, desde o início das
perdas, houve ganhos efetivos (na renda)".
Na comparação com
fevereiro, a maior queda ocorreu na indústria (-6,6%) e, segundo
Azeredo, esse movimento é sazonal, tradicional no setor nessa época
do ano, quando não costuma haver contratações. Segundo
ele, o recuo na indústria consistiu no principal impacto de queda
para a média da renda nas seis regiões no mês.
O IBGE divulgou ainda que
a massa de rendimento médio real habitual dos ocupados, que é a
soma de todos os rendimentos de todos os ocupados, chegou a R$ 25,5
bilhões em março, com aumento de 0,5% ante fevereiro
e alta de 6,3% ante março de 2007. O IBGE divulgou ainda que
o rendimento médio real domiciliar per capita, nas seis regiões
metropolitanas pesquisadas, ficou em R$ 769,38 em março, com
alta de 0,8% ante fevereiro e de 4,6% na comparação com
março do ano passado.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
24 de abril de 2008
MPF inspeciona agências da Previdência
em todo o país
As agências da Previdência Social em todo o país serão
inspecionadas pelo Ministério Público Federal. Nesta quinta-feira
(24/4), será averiguada a qualidade dos serviços prestados pelo
INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) no “Dia Nacional de Inspeção
em Agências da Previdência Social”. A iniciativa é da
Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, por meio de seu Grupo
de Trabalho Previdência e Assistência Social.
Segundo informações
da Procuradoria Geral da República, as inspeções
serão realizadas por procuradores de todo Brasil que atuam, em
primeira instância, com questões relacionadas à previdência.
As agências inspecionadas serão escolhidas a critério
dos procuradores, a partir do conhecimento dos problemas locais.
O atendimento prestado pelas
agências ao público é, em regra, dividido em serviço
de orientação e informação, atendimento simples
e atendimento especializado (dentro deste último tipo estão
as perícias médicas). No Plano de Ações Prioritárias
do INSS, o Ministério da Previdência Social descreve ações
a serem implementadas até o fim de 2007 para melhorar a gestão
e o atendimento do INSS. O MPF pretende avaliar o que realmente foi feito
nesse sentido.
Durante as inspeções,
os procuradores observarão as condições da própria
agência. Serão verificados desde aspectos ligados à disponibilização
de informações até as instalações
físicas das agências, consultórios de peritos e funcionamento
dos sistemas de informática. Em seguida, os procuradores farão
perguntas ao chefe e aos servidores da agência. Por fim, essas
informações são confrontadas com informações
fornecidas pelo público que aguarda atendimento.
Os resultados obtidos serão
encaminhados à procuradora federal dos Direitos do Cidadão,
Ela Wiecko, que também participa da inspeção em
Brasília. Os dados serão analisados pelo GT Previdência
e Assistência Social e podem ser usados para que o MPF faça
recomendações e outras ações que forem
necessárias para melhorar a qualidade do atendimento prestado
ao público pelas agências do INSS no país.
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Agência Senado, 24 de Abril de 2008
CUT pede ampliação
do debate sobre veto à Emenda 3
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Arthur Henrique
da Silva Santos, e representantes de entidades sindicais solicitaram ao presidente
do Senado, Garibaldi Alves Filho, nesta quarta-feira (23), que o veto à Emenda
3 apresentada ao projeto de lei da Câmara (PLC 20/06) que criou a Super-Receita
não seja apreciado por enquanto pelo Congresso Nacional. Na avaliação
dos sindicalistas, que apóiam o veto, a questão precisa ser melhor
discutida.
- Da forma como ela foi escrita [a emenda], seria como rasgar os direitos trabalhistas
contidos na CLT [Consolidação das Leis do Trabalho]. Seria como
trocar todos os trabalhadores com carteira assinada por pessoas jurídicas
- explicou o presidente da CUT.
De acordo com Arthur Henrique, a CUT avalia que há fortes pressões
do setor empresarial pela priorização desse veto na lista de
votações dos mais de 800 que aguardam deliberação
pelo Congresso Nacional. O veto à Emenda 3 é um dos mais polêmicos
da lista. ´
O presidente da CUT frisou que, pelo texto original do projeto, os empresáriospodem
contratar como pessoas jurídicas determinados profissionais.
O PLC 20/06, transformado na Lei número 11.457/2007, permitiu a fusão
das estruturas de arrecadação dos Ministérios da Fazenda
e da Previdência. Vetada pelo presidente Lula em 16 de março de
2007, a emenda 3 proibia os auditores da Super-Receita de intervirem quando
considerassem a contratação de pessoas jurídicas como
uma manobra para encobrir relações trabalhistas e driblar o fisco.
A justificativa da emenda era que só a Justiça do Trabalho teria
competência para reconhecer um vínculo trabalhista.
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O ESTADO DO PARANÁ,
24 de abril de 2008 | Economia
Lançamento da política
industrial está marcado para 12 de maio
Yara Aquino - Agência Brasil
O lançamento da política
industrial construída pelo governo está marcado para o
dia 12 de maio. A informação é de assessores da
Presidência da República, após reunião, nesta
quarta-feira (23), de três ministros da área econômica
com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio
do Planalto.
Na reunião, os ministros
do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel
Jorge; da Fazenda, Guido Mantega; e do Planejamento, Orçamento
e Gestão, Paulo Bernardo, além de secretários-executivos
e do presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial
(ABDI), Reginaldo Arcuri, acertaram detalhes da política que prevê desonerações
tributárias e estímulo às exportações.
No início do mês,
o ministro Miguel Jorge afirmou que a equipe econômica do governo
aguardava a aprovação e os cortes no orçamento para
que fossem feitos os últimos ajustes da política industrial.
Em várias ocasiões
ele adiantou que as medidas se concentrarão na redução
de tributos, no estímulo ao financiamento das micro e pequenas
empresas, na redução da burocracia e, também, no
incentivo às exportações.
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O
ESTADO DO PARANÁ, 24 de abril de 2008 | Nacional
Lula quer base aliada contra três
projetos do Senado
Redação O Estado do Paraná
O presidente Luiz Inácio Lula
da Silva convocou para hoje reunião do conselho político
para tratar de três projetos que tramitam na Câmara dos
Deputados que podem causar prejuízos aos cofres da União.
Lula pretende arrancar dos líderes
dos partidos da base aliada o compromisso de evitar que a Câmara
aprove os projetos, que já passaram pelo Senado. O assunto
da reunião será a emenda 29 - que destina mais recursos
públicos para a saúde e outros dois projetos que beneficiam
os aposentados.
O primeiro a entrar em campo
pela causa foi o ministro das Relações Institucionais,
José Múcio Monteiro, que almoçou com os líderes
partidários ontem e pediu união da base para barrar
as propostas. Com maioria na Câmara, Lula deverá ressaltar
que as três medidas aprovadas pelo Senado vão provocar
despesas extras à União que não teria de onde
tirar mais recursos.
No último dia 9, a
base governista no Senado rachou e a Casa aprovou a regulamentação
da emenda 29. Liderados por um senador petista, Tião Viana,
que é médico, parte dos senadores aliados votaram a
favor e garantiram a aprovação da medida, que aumenta
a porcentagem de recursos públicos destinados à saúde.
Por essa proposta, a União deve repassar 8,5% da sua receita
bruta para o setor. Até 2011, o percentual deverá chegar
a 10%, o que deverá atingir R$ 23 bilhões, segundo
parlamentares. Ainda de acordo com a emenda, os Estados deverão
repassar 12% de sua arrecadação e os municípios
15% para o setor da saúde.
Na mesma sessão, o
plenário do Senado aprovou o projeto que acaba com o fator
previdenciário, mecanismo aplicado para o cálculo das
aposentadorias por tempo de contribuição e por idade,
sendo opcional no segundo caso. O fator previdenciário considera
quatro elementos: alíquota de contribuição,
idade do trabalhador, tempo de contribuição à Previdência
Social e expectativa de sobrevida do segurado para equiparar a contribuição
do segurado ao valor do benefício.
O secretário de Políticas
de Previdência Social, Helmut Schwarzer, afirmou ontem que
o governo não possui nenhuma alternativa para aumentar as
receitas da Previdência caso o fim do fator previdenciário
seja aprovado no Congresso. Ele disse que, apesar da queda no déficit
registrada no primeiro trimestre de 2008, o equilíbrio do
sistema ainda depende da manutenção das regras atuais
de reajuste e do fator, que só no ano passado gerou ganhos
de R$ 3,4 bilhões para os cofres públicos.
Outra proposta aprovada
no começo do mês foi sugerida pelo senador Paulo Paim
(PT-RS), também da base aliada, que estende para aposentados
e pensionistas do INSS o reajuste de 4,5% do salário mínimo.
A previsão é estender o percentual para os beneficiários
que recebem até um salário mínimo. Segundo
governistas, a medida poderá custar R$ 3,5 bilhões
aos cofres públicos.
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NCST, 24 de Abril de 2008
TSE permite eleição indireta
em caso de compra de votos
O Tribunal Superior Eleitoral mudou seu entendimento de que as eleições
têm de ser diretas quando o prefeito e vice são cassados por motivos
eleitorais. O Plenário decidiu, por unanimidade, suspender, liminarmente,
as eleições diretas no município de Dirce Reis (SP). As
eleições haviam sido marcadas pelo Tribunal Regional Eleitoral
paulista. De acordo com a decisão do TSE, deve permanecer no cargo o
presidente da Assembléia Legislativa da cidade.
A Medida Cautelar foi proposta pelos vereadores do município de Dirce
Reis, Donizete Pereira da Silva (PL) e Rosa Lizete Cândida de Carvalho
(PPS). Para eles, a decisão regional contraria o artigo 81 da Constituição
Federal que prevê a hipótese de eleição indireta
no caso de vacância do chefe do Executivo por causas não eleitorais
(falecimento, renúncia, desincompatibilização e cassação
pelo Legislativo).
O prefeito e o vice-prefeito eleitos em 2004 — Bento Barbosa de Oliveira
Júnior, o Dunga, (PSDB) e Antônio Emídio de Freitas (PTB) — foram
cassados por compra de votos em março de 2005. Dunga e Freitas foram
eleitos com 50,76% dos votos válidos.
Segundo o entendimento do TRE paulista, na situação julgada deve
ser aplicado o artigo 224 do Código Eleitoral, que dispõe que
se a nulidade dos votos atingir mais da metade dos votos deve ser feita nova
eleição.
O ministro Caputo Bastos, relator da Medida Cautelar, havia negado seguimento à medida
baseado nos recentes julgamentos do TSE. Ele decidiu que a renovação
de eleição motivada por causa eleitoral deveria ocorrer de forma
direta.
Ao levar ao Plenário o Agravo interposto pelos vereadores, o ministro,
no entanto, disse que a questão merece um reexame do tribunal. Afirmou
que a norma do parágrafo 1º, do artigo 81 da Constituição
Federal, por simetria, é de observância obrigatória de
todos os municípios.
“ Ainda que não se entendesse de observância obrigatória
e simétrica essa competência para estados e municípios, podemos
estar efetivamente criando a possibilidade de cinco mil a tantos municípios
passem a editar normas de como vão fazer sua eleições”,
sustentou o relator. O ministro disse entender, ainda, que o artigo 81 da Constituição
Federal se aplica independentemente da causa de vacância eleitoral ou não.
Citou voto do ministro Sepúlveda Pertence, no julgamento do Agravo de
Instrumento 4.396 de 2003, quando afirmou que no caso, “a Constituição
se ateve, sobretudo, à inconveniência de uma eleição
direta para um breve mandato, que pode ser brevíssimo, a ponto de praticamente
se confundir com a eleição imediatamente subseqüente do
Poder Executivo. Parece-me que o direito comparado comporta essa interpretação”.
O ministro Caputo Bastos ressaltou, ainda, que a eleição indireta
em Dirce Reis foi prevista pelo TRE-SP para o dia 1º de julho deste ano,
ou seja, a quatro meses do pleito de 2008. “Em face dessa circunstância,
reforça-se o entendimento quanto a necessidade de eleição
indireta, considerando que isso evitaria a movimentação da Justiça
Eleitoral, além do que, caso realizado, acontecerá na eminência
do período das convenções partidárias das eleições
de 2008, que ocorrem no período de 10 a 30 de junho”.
O presidente do TSE, ministro Marco Aurélio, também acompanhou
o relator. Disse ter ficado vencido anteriormente, quando a matéria
foi discutida, “e passamos a entender que a eleição deve
ser sempre, sempre direta, em que pesa só se ter, para complementação,
menos de dois anos do mandato”.
Também o ministro Marcelo Ribeiro votou com o relator. Disse que sempre
entendeu que o artigo 81 da Constituição Federal “traz
uma norma que deve ser de observância dos estados e municípios. É uma
norma de extrema razoabilidade, onde diz que nos dois últimos anos do
mandato, a eleição se faz de forma indireta. Isso não é por
um apego às eleições indiretas, que por tanto tempo foram
realizadas no Brasil em que, realmente, não são o espírito
mais democrático, mas sim para não se movimentar toda a máquina
eleitoral, chamar a população a votar, organizar uma eleição,
os gastos que se importa, etc.. Há eleições que duram
dois, três meses, ou seja, uma eleição em julho e outra
em pouco tempo”.
O ministro Carlos Ayres Britto disse ter evoluído no entendimento da
questão. Afirmou que, em uma federação, o conceito operacional é aquele
que busca uma interpretação federativamente uniforme, “até porque,
uma eleição em ano eleitoral é um elemento de perturbação
na vida institucional de um município".
Os ministros Joaquim Barbosa, Ari Pargendler e Felix Fischer também
votaram com o relator.
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Congresso
em Foco, 24 de Abril de 2008
Petistas lideram bancada dos pré-candidatos
a prefeito
Dos 114 deputados que se movimentam para disputar
as eleições de outubro, 17 são do PT. Parlamentares
querem associar campanha à imagem de Lula. Oposição
tem 27 pré-candidaturas.
Aliados pegam carona no governo nas eleições
2008
Renata Camargo e Sofia Fernandes
De olho nos elevados índices de aprovação popular do governo
Lula, deputados do PT querem pegar carona na popularidade do presidente para
conquistar prefeituras. Dos 114 parlamentares com assento na Câmara que
pretendem disputar as eleições de outubro, 87 são governistas,
dos quais, 17 petistas. Juntos, os oposicionistas DEM, PSDB, PPS e Psol articulam
a pré-candidatura de 27 deputados.
Para o líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE), os índices
de aprovação ao governo Lula, apontados pelas últimas
pesquisas, servem de estímulo para as candidaturas do partido. “O
governo Lula tem colhido bons resultados e os deputados sentem que a população
sabe disso. Há uma identificação com o jeito petista de
governar”, afirma.
Mas a popularidade de Lula tem atraído não só petistas.
Titular de cinco ministérios, a ala governista do PMDB também
tenta associar sua imagem à do presidente. Pré-candidato à prefeitura
de Belo Horizonte, o deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG) não
esconde que pretende divulgar em sua campanha que faz parte da base aliada
do presidente.
“ O governo federal está aberto e com recursos para investir nos
estados. Ser candidato aliado facilita no maior acesso a esses recursos”,
avalia. Apesar de considerarem a ajuda federal bem-vinda, os pré-candidatos
admitem que as questões locais é que decidem a eleição
municipal.
O PMDB é segundo partido com maior número de pré-candidaturas.
Dos 92 deputados peemedebistas, 16 se movimentam em direção às
urnas em outubro.
Para o cientista político Carlos Luiz Strapazzon, doutor em Sociologia
Política e coordenador da Pós-Graduação do Centro
Universitário Curitiba (UniCuritiba), o modelo eleitoral brasileiro
favorece quem está na situação.
Strapazzon avalia que, ainda que a transferência de votos de um presidente
para candidatos locais não seja tão direta, o eleitor brasileiro
tende a associar os benefícios trazidos pelo governo federal na hora
de votar para prefeito.
“ Nessas eleições, ser um candidato da continuação é um
bom argumento para estados em que programas assistenciais e de investimentos
federais estão dando resultado”, afirma.
Proporcionalmente, o número de pré-candidatos da oposição
não chega a ser tão inferior ao dos governistas. Dos 131 deputados
que integram partidos oposicionistas, 20,6% se articulam para disputar as eleições
para prefeito. Já entre os governistas, ampla maioria na Câmara,
esse índice é ligeiramente superior: 22,7%.
Apetite governista
O levantamento feito pelo Congresso em Foco se baseou em informações
prestadas pelas lideranças partidárias e confirmadas pelos gabinetes
dos deputados. Outro partido governista, o PDT, que tem apenas 25 representantes
na Câmara, tem nada menos do que 11 pré-candidatos. É o
terceiro partido com maior número de deputados envolvidos diretamente
com as eleições municipais.
Na seqüência, com dez nomes cada, aparecem o PCdoB e o PSDB. Os
tucanos têm o maior número de pré-candidatos entre os oposicionistas.
Logo atrás deles, aparece o DEM, que faz sua estréia eleitoral
depois de deixar para trás o figurino do PFL. Ao todo, oito deputados
do partido estão na disputa.
Os governistas PV e PR têm sete, enquanto o também oposicionista
PPS aparece com seis nomes. O Psol mandará para as urnas todos os seus
três representantes na Câmara (veja a lista).
Rio lidera pré-candidaturas
Com exceção do Distrito Federal, que não tem eleições
municipais, todos os demais estados têm deputados pré-candidatos
a prefeito. A bancada do Rio de Janeiro lidera esse ranking: 13 dos 31 parlamentares
fluminenses pretendem concorrer às eleições de outubro
(veja a lista).
Proporcionalmente, no entanto, o estado do Amapá é o que tem
o maior número de interessados na disputa – cinco dos oito deputados
amapaenses se movimentam para trocar a Câmara pelo Executivo municipal.
Desses, quatro estão de olho na capital, Macapá.
As bancadas da Bahia, de São Paulo e do Rio Grande do Sul ficam empatadas
no número de indicados: têm 11 nomes na lista.
Nenhuma cidade desperta mais o interesse dos deputados do que a capital gaúcha.
Ao todo, sete parlamentares pretendem disputar a prefeitura de Porto Alegre.
Outra capital que chama a atenção pelo provável confronto
entre deputados é São Luís, onde seis nomes estão
na disputa.
A corrida eleitoral também promete ser quente em Salvador. Dos onze
deputados baianos pré-candidatos, cinco disputam a prefeitura da capital.
Na lista, há quatro governistas – Daniel Almeida (PCdoB), Lídice
da Mata (PSB), Nelson Pellegrino (PT) e Walter Pinheiro (PT) – e apenas
um da oposição – ACM Neto (DEM).
A prefeitura do Rio também é cobiçada por cinco deputados:
Chico Alencar (Psol), Fernando Gabeira (PV), Marcelo Itagiba (PMDB), Miro Teixeira
(PDT) e Solange Amaral (DEM).
Desinteresse no Senado
Enquanto atraem um em cada cinco deputados, as eleições municipais
não despertam tanto o interesse dos senadores. Dos 81 que estão
no exercício do mandato, apenas três admitem enfrentar as urnas
em outubro. Desses, apenas Marcelo Crivella (PRB-RJ) dá como certa sua
candidatura. Assim como os cinco deputados citados acima, o bispo da Igreja
Universal do Reino de Deus também pretende disputar a capital do Rio.
Outro possível candidato, que também agrega o time da ala governista, é Romeu
Tuma (PTB-SP). Mas, segundo a assessoria, não há nada confirmado.
No grupo de oposição, está o senador José Nery
(Psol-PA), que ainda estuda a possibilidade de se candidatar à prefeitura
de Belém.
Funil eleitoral
O quadro de candidaturas, porém, ainda pode mudar. Isso porque, de acordo
com a legislação eleitoral, os partidos só vão
poder oficializar seus candidatos em julho. A tendência é que
o número de parlamentares candidatos se afunile até lá.
Para se ter uma idéia, levantamento feito pelo Congresso em Foco em
agosto do ano passado indicava que 133 deputados pretendiam disputar a eleição
municipal deste ano.
Ter um grande número de candidatos também está longe de
representar sucesso eleitoral. Nas eleições de 2004, 85 dos 513
deputados concorreram nas eleições municipais. Desses, porém,
apenas 18 conseguiram se eleger.
Na época, a bancada do PT teve o maior número de candidatos.
Dos 20 candidatos petistas, apenas três tiveram êxito, ainda assim,
em municípios de pouca expressão política: Nova Iguaçu
(RJ), com Lindberg Farias, São Leopoldo (RS), com Ary Vanazzi, e Santana
(AP), com Antonio Nogueira.
O PMDB, que teve dez deputados na disputa, elegeu três prefeitos. Dos
seis senadores que disputaram as eleições naquele ano, somente
dois se elegeram: o senador Duciomar Costa (PTB), eleito em Belém, e
Renildo Santana (PFL), em Itabaianinha (SE).
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Folha
de São Paulo, 24 de Abril de 2008
Sem PMDB, PT quer ajuda de Lula para negociar
alianças
Após Orestes Quércia anunciar apoio
a Kassab, ministra Marta Suplicy diz que decisão de ser candidata
não depende do PMDB | Para os petistas, presidente deve articular
uma aliança do PSB, PDT e PC do B com a ex-prefeita; ressentimentos
antigos podem minar união
JOSÉ ALBERTO BOMBIG
DA REPORTAGEM LOCAL
RANIER BRAGON
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A direção do PT em São Paulo espera contar com a ajuda
direta do Palácio do Planalto para oferecer à ministra Marta
Suplicy (Turismo) um arco de alianças que lhe dê condições
de concorrer em pé de igualdade com Gilberto Kassab (DEM) e Geraldo
Alckmin (PSDB).
Em Brasília, a ministra afirmou ontem que a sua decisão de ser
candidata não dependerá do apoio do PMDB. Dizendo que o apoio
peemedebista à sua possível candidatura "é uma das
importantes opções" entre "várias opções
importantes", ela ressalvou que petistas continuam conversando com o ex-governador
Orestes Quércia.
" Não será esse apoio ou um não-apoio que terá peso
na decisão. Gostaríamos de ir juntos, mas esse não será o
peso decisivo", disse Marta. Petistas querem o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva empenhado em trazer PSB, PDT e PC do B, partidos da coalização
governista, até Marta. Os entraves, no entanto, são muitos e dizem
respeito à lógica regional e a ressentimentos antigos.
No PSB, a ex-prefeita da capital paulista e ex-petista Luiza Erundina é uma
voz contrária ao acordo com o PT. Além disso, anteontem, em sabatina
da Folha, o deputado federal Ciro Gomes (CE) declarou apoiar a decisão
do PSB e do deputado federal Márcio França (SP), líder
do partido na Câmara.
França é antigo aliado de Alckmin, pois o PSB integrou o governo
do tucano no Estado (2001-2006). "Por ordem, o PT está na frente
dos outros, mas vamos ouvir muito o diretório paulistano, a direção
nacional.
A grande diferença é que antigamente estaríamos no automático
para o PT, mas, dessa vez, podemos apoiar qualquer um dos três",
disse França. Outro entrave ao PT é o deputado Aldo Rebelo, principal
líder do PC do B no Estado. Candidato à presidência da
Câmara em 2007, ele foi derrotado por Arlindo Chinaglia (PT-SP) e, segundo
seus pares, ainda não digeriu o revés.
Aldo é a opção de candidatura própria do chamado "bloquinho",
formado por PC do B, PSB e PDT. "Isso não impede naturalmente que
conversemos com a doutora Marta, com o doutor Alckmin e com o doutor Kassab",
afirmou Aldo. Fora do leque de partidos que integram o "bloquinho",
o PT acredita em uma aproximação com o PR, que também
integra a base de apoio de Lula e foi leal a Marta durante sua gestão
na capital de São Paulo (2000-2004). O partido do presidente da Câmara,
Antonio Carlos Rodrigues, já pediu uma coligação proporcional,
algo que não agrada aos vereadores próximos da ex-prefeita.
Membros do PR devem se encontrar com o prefeito Kassab nos próximos
dias. Mas o partido não descarta continuar as conversas com o PT. "Eles
perderam uma noiva agora", brinca Rodrigues, em referência ao PMDB. "Já havíamos
apresentado ao PT nossas idéias e não tivemos resposta. Queremos
ser aliados de primeira hora", acrescentou.
Colaborou FERNANDO BARROS DE MELLO , da Redação
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O ESTADO DO PARANÁ,
24 de abril de 2008 | Política
Justiça manda governo do Paraná abrir
dados sobre cartões
Agência Estado
O desembargador Rosene Arão de Cristo Pereira determinou nesta terça-feira
(22) que o governo do Paraná envie, num prazo de cinco dias após
ser notificado, todas as informações sobre o uso de cartões
corporativos que foram solicitadas pela oposição na Assembléia
Legislativa. Por não ter recebido resposta positiva aos requerimentos
enviados à Secretaria de Estado da Administração e Previdência,
o líder da oposição, deputado Valdir Rossoni (PSDB) recorreu à Justiça.
Ao negar o fornecimento dos dados à Assembléia,
a chefia da Casa Civil tinha argumentado que havia necessidade de passar
por trâmites burocráticos e aprovação pela
Mesa da Casa. No entanto, o desembargador contestou essas necessidades. "Pedidos
de informação desta espécie não se vinculam à aprovação
ou não em sessão da Assembléia Legislativa, exatamente
por ser de acesso a todos os cidadãos", afirmou.
Para ele, o direito a informações
de órgãos públicos está garantido no artigo
5º da Constituição Federal. "Não se diga
que os gastos com os tais cartões corporativos são protegidos
pelo sigilo, por princípios de 'segurança'", disse
Pereira. "Princípio reluzente do Estado Democrático
de Direito é o da transparência, que é promovido
pelo da publicidade dos atos governamentais, onde se alocaram, dentre
os mais importantes, aqueles que demandaram gastos ao erário.
A secretária da Administração,
Maria Marta Lunardon, disse que vai estudar com a Procuradoria Geral
do Estado a resposta a ser dada à Justiça, visto ter considerado
a decisão "bastante agressiva". Segundo ela, em julho
e outubro do ano passado, o governo já tinha respondido a dois
pedidos de informações feitas pela Assembléia Legislativa
sobre os cartões corporativos.
Informações
Na primeira, foi explicada a
sistemática dos cartões paranaenses que servem para despesas
de diárias de viagens e não para compras diversas. Segundo
ela, no segundo ofício, foi entregue uma relação
de todos que possuem cartão corporativo. Além disso, a
secretária disse que duas reportagens foram publicadas na Agência
de Notícias do Estado sobre os cartões corporativos, além
dos dados estarem disponíveis no site do governo.
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Folha de São Paulo,
24 de Abril de 2008
Lula critica biocombustíveis
de americanos e europeus
Presidente ataca opção de países
desenvolvidos de produzir álcool a partir de alimentos | Declarações
foram dadas no lançamento do chamado PAC da Embrapa, que prevê mais
verbas e contratações para a empresa de pesquisa
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar ontem os Estados
Unidos e a Europa pelos subsídios aos produtores agrícolas e
pela opção de produzir biocombustível a partir de alimentos.
Ele citou especificamente o milho, usado pelos norte-americanos, e a canola,
base do biodiesel europeu, defendendo parcerias dos países ricos com
nações africanas.
" Com um pouco de trato na terra, a gente pode transformar o continente
africano não no continente da fome, mas em um continente altamente produtor
de comida, de álcool e de biodiesel, coisa que os europeus e os americanos,
se forem inteligentes, em vez de serem contra e ficarem fazendo álcool
de beterraba ou de canola, ou de milho, contratam parcerias com os países
africanos", afirmou o presidente ontem.
De acordo com Lula, o debate sobre os biocombustíveis esconde interesses
econômicos dos países desenvolvidos. "O que está escondido
atrás desse debate? A manutenção da velha política
dos países ricos, de manterem os seus subsídios aos produtos
agrícolas para os seus agricultores".
Lula afirmou que "vale até financiar agricultores lá dentro
para não produzir".
Na semana passada, o relator especial das Nações Unidas sobre
o Direito a Alimentação, Jean Ziegler, classificou a experiência
dos biocombustíveis como um "crime contra a humanidade" e
chegou a pedir uma moratória da produção.
Ontem, Lula reclamou novamente dos críticos aos biocombustíveis,
que na semana passada chamou de "palpiteiros".
" O que é engraçado é que essas pessoas que estão
criticando os biocombustíveis e que estão preocupadas com o preço
do alimento nunca fizeram uma crítica ao preço do petróleo,
que salta de 30 para 120 dólares. Nunca fizeram uma crítica",
disse, após o lançamento do chamado PAC da Embrapa.
Depois de dizer que o Brasil já teria vencido o debate sobre os biocombustíveis,
Lula afirmou que não faz bravata. "O que nós não
podemos aceitar é que as pessoas que já tiveram todo o seu território
devastado venham dizer para o Brasil o que a gente tem que fazer. É uma
questão de orgulho, não é uma questão de bravata."
No discurso, Lula elogiou o general Emilio Garrastazu Médici, que governou
o Brasil de 1969 a 1974, durante a ditadura. "Um dos presidentes que permitiram
que a gente vivesse o momento político mais crítico da história
do país, o presidente Médici, foi o homem que assinou a Embrapa
e foi o homem que assinou Itaipu."
Embrapa
Na cerimônia, Lula anunciou recurso adicional de R$ 1 bilhão para
a Embrapa até o final de seu mandato, em 2010. Também haverá concurso
para 750 novos pesquisadores, repasses para institutos estaduais e abertura
de três centros de pesquisa (em Mato Grosso, no Tocantins e no Maranhão).
Segundo o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, as pesquisas da Embrapa
são responsáveis por 60% do aumento de produção
do campo. Nos últimos 15 anos, a produção agrícola
nacional cresceu 130%.
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Folha
de São Paulo, 24 de Abril de 2008
GM transfere investimento, e cidade critica
sindicato
Entidade não atendeu condição
de montadora para ampliar produção em São José |
Empresa criaria 600 empregos no Vale, mas mudou projeto para o ABC; prefeitura
e vereadores querem reduzir influência de sindicato
FÁBIO AMATO
DA AGÊNCIA FOLHA, EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
A decisão da General
Motors de transferir para São Caetano do Sul (Grande SP) um
investimento que resultou na criação de 1.500 novos
empregos está provocando em São José dos Campos
(91 km de SP) uma disputa que tem como ponto central a redução
de salários e de direitos dos funcionários da fábrica
que a montadora possui no Vale do Paraíba.
O embate começou há dois meses. A GM anunciou o plano de criar
600 empregos em São José para elevar a produção.
Mas impôs como condição a substituição do
regime de pagamento de horas extras por banco de horas, além de reduzir,
para os novos funcionários, o piso (de R$ 1.300 para R$ 1.200) e o teto
salarial (de R$ 2.500 para R$ 1.800).
A exigência não foi aceita pelo Sindicato dos Metalúrgicos
nem pela maioria dos funcionários da GM na cidade. A montadora, então,
transferiu o investimento para São Caetano, onde acordo semelhante vigora
há três anos. O sindicato do Vale do Paraíba é ligado à Conlutas
(Coordenação Nacional de Lutas) e ao PSTU; o de São Caetano, à Força
Sindical.
Contrariados com o desfecho das negociações e com a perda dos
novos empregos (que, de 600, passaram para 1.500), vereadores, prefeitura,
entidades empresariais de São José dos Campos criaram um grupo
que trabalha para combater a influência do Sindicato dos Metalúrgicos
e garantir que a cidade não seja excluída de futuros investimentos
da montadora.
" A cidade está fazendo pressão para que o Sindicato dos Metalúrgicos,
que é de certa forma intransigente, reveja seu posicionamento e a planta
local da GM receba novos investimentos. É necessário repensar esse
papo de "não à redução de direitos'", disse
o vereador José Luís Nunes (DEM), um dos líderes do "grupo
pró-GM".
Entre as medidas anunciadas pelo grupo, está o envio de cartas para
os familiares de todos os 9.500 funcionários da GM de São José que
apontarão para os riscos de a unidade acabar desativada caso o sindicato
e os trabalhadores insistam em não abrir mão de direitos como
o pagamento de horas extras em futuras negociações com a GM.
Por sua vez, o Sindicato dos Metalúrgicos foi para o ataque e iniciou
campanha que inclui de anúncios em outdoors e rádios ao envio
de representantes para EUA, Venezuela e Equador, países onde a montadora
mantém fábricas, para propor "globalização
da luta contra as pressões e a ganância da GM".
" Queremos que os empregos venham para São José. O que não
aceitamos é a redução dos salários e a criação
de banco de horas. Isso é ganância [da GM], pois as montadoras vêm
batendo recordes de produção e de venda", disse o diretor
do sindicato, Vivaldo Moreira Araújo.
Ele afirmou que o "grupo pró-GM" é formado, na sua
maioria, por entidades empresariais que têm interesse na redução
de direitos dos trabalhadores da montadora, para que política semelhante
passe a ser aplicada em outras empresas. Disse ainda que o sindicato de São
Caetano "não representa os direitos dos trabalhadores, mas sim
os do capital".
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, Aparecido
Inácio da Silva, disse que teve que aceitar a exigência feita
pela GM para evitar demissões na fábrica local. "O capital
não tem pátria nem coração", disse. A GM informou
que não comentaria o assunto.
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Agência Diap, 24 de
Abril de 2008
3° PODER
Gilmar Mendes assume presidência
do Supremo
A ministra Ellen Gracie declarou
empossado nesta quarta-feira (23) o ministro Gilmar Mendes na presidência
do STF (Supremo Tribunal Federal), cargo em que a substituirá durante
os próximos dois anos.
Gilmar Mendes leu o termo de compromisso de bem e fielmente cumprir os deveres
do cargo, em conformidade com a Constituição Federal e as leis
da República.
A cerimônia contou com as presenças do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva e de três ex-presidentes, Fernando Henrique Cardoso, Fernando
Collor de Mello e José Sarney, sentados juntos no plenário.
Em seguida, já no exercício do cargo, Mendes empossou o ministro
Cezar Peluso no cargo de vice-presidente do Tribunal, também depois
de prestar juramento. O cargo de vice-presidente foi ocupado por Gilmar Mendes
nos últimos dois anos.
Celso de Mello, no discurso de saudação, destacou que o novo
presidente do Supremo teve participação ativa em comissões
que elaboraram proposições legislativas que serviram de base
para a aprovação, pelo Congresso Nacional, das leis sobre a ação
direta de inconstitucionalidade, a ação declaratória de
constitucionalidade e a argüição de descumprimento de preceito
fundamental.
“ Nada mais adequado, portanto, do que ter, agora, na presidência
do Supremo Tribunal Federal, um grande jurista e formulador de idéias
e propostas novas na área constitucional”, afirmou o decano.
Perfil
Graduado em direito pela Universidade de Brasília, em 1978, o mato-grossense
de Diamantino, nascido em 1955, exerceu o cargo de advogado-geral da União
de 2000 a 2002, além de já ter atuado como subchefe para Assuntos
Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República (1996-2000).
Trabalhou ainda como assessor técnico durante a revisão constitucional,
na Câmara dos Deputados, entre 1993 e 1994.
Com mestrado concluído na própria UnB, além de mestrado
e doutorado na Universidade de Münster, na Alemanha, Gilmar Mendes se
debruçou durante seus longos anos de estudos sobre o tema do controle
abstrato de constitucionalidade.
Atualmente, é considerado, no meio jurídico, como um dos maiores
especialistas brasileiros em direito constitucional. São de sua autoria
diversos livros e artigos sobre o controle de constitucionalidade, sobre a
ADC (ação declaratória de constitucionalidade), a Adin
(ação direta de inconstitucionalidade) e a ADPF (Argüição
de Descumprimento de Preceito Fundamental).
Em 1985, apenas sete anos após se graduar, o hoje ministro Gilmar Mendes
já atuava como procurador da República em processos que tramitavam
na mais alta Corte de Justiça brasileira. (Fonte: Última Instância)
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CONSULTOR JURÍDICO,
24 de abril de 2008
Luto na magistratura
Morre primeira mulher a ocupar cargo
de ministra no TST
A ministra aposentada Cnéa Cimini Moreira de Oliveira, primeira mulher
no Brasil e segunda no mundo a ocupar o cargo de ministra em tribunal superior,
morreu nesta terça-feira (22/4), no Rio de Janeiro. Ela foi nomeada
em 1990 para ocupar vaga destinada a membros do Ministério Público
e atuou no TST durante dez anos. Na corte trabalhista, Cnea foi substituída
pelo ministro Ives Gandra Martins Filho.
A ministra defendia a maior participação
da mulher na magistratura brasileira e acreditava que o Brasil já estava
evoluído o bastante para tornar a presença da mulher permanentemente
em todo o mercado de trabalho.
O ministro Ives Gandra Martins
Filho lembrou o papel pioneiro da colega de Ministério Público.
Milton de Moura França, vice-presidente do TST, juntou-se com
os demais ministros às manifestações de pesar, que
serão encaminhadas à família da ministra.
O sepultamento será nesta
quarta-feira (23/4), no Cemitério São João Batista
(Rua Domingos Ferreira, 33 Apt. 403, Copacabana, Rio de Janeiro). A família
ainda não informou o horário do sepultamento.
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Agência Diap, 24 de
Abril de 2008
REDUTOR DE APOSENTADORIAS
Fator previdenciário: projeto
já está numerado na Câmara
Aprovado no Senado em 9 de abril,
o projeto de lei do (PLS 296/03) senador Paulo Paim (PT/RS), que extingue
o fator previdenciário e altera a forma de cálculo dos
benefícios da Previdência Social já está número
na Câmara – PL 3.299/08. O texto também está disponível
ali, na seção Íntegras.
O projeto extingue o fator previdenciário para que o salário
de benefício (aposentadoria) volte a ser calculado de acordo com a média
aritmética simples até o máximo dos últimos 36
salários de contribuição, apurados em período não
superior a 48 meses.
Na última terça-feira (22), a matéria foi distribuída às
Comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças
e Tributação; e de Constituição e Justiça.
Movimento
Uma ampla articulação do mundo do trabalho, que envolve as centrais
sindicais, as entidades de aposentados e pensionistas, e entidades de servidores
públicos se movimentam para garantir a aprovação do projeto
na Casa revisora.
O Governo já anunciou que discorda do projeto. O ministro da Previdência,
Luiz Marinho, estudará alternativas, de modo a viabilizar o projeto. É importante
o movimento sindical insistir na aprovação do projeto, independentemente
das divergências com o Executivo.
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FOLHA DE LONDRINA, 24 de
abril de 2008 | Política
PR: Após 'bate-boca',
votação do mínimo regional é adiada
Curitiba - Depois de um longo ''bate-boca'' entre as bancadas da situação
e da oposição na Assembléia Legislativa, a votação
do reajuste do salário mínimo regional, proposto pelo governo
do Estado, ficou para a próxima segunda-feira. Ontem pela manhã,
a base aliada conseguiu derrubar na Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ) quatro emendas da oposição ligadas
ao reajuste do mínimo. Mesmo derrotadas na CCJ, as emendas seguiram
para o plenário à tarde (com parecer contrário da
CCJ) para serem novamente apreciadas. Mas a discussão em torno
das emendas se estendeu até por volta das 18h30, quando a sessão
plenária teve que ser suspensa para a realização
de uma solenidade na Casa. Hoje, uma nova solenidade ocupará o
plenário, adiando a pauta de votações para segunda-feira.
Entre as emendas rejeitadas
na CCJ, estava a de autoria do líder da oposição,
deputado Valdir Rossoni (PSDB), que pretendia obrigar o Estado a aplicar
o mínimo regional aos servidores públicos (civil e militar)
do Estado que recebessem salário inferior (sem contar gratificações
ou demais adicionais). O mínimo regional hoje só se aplica
ao setor privado. O novo piso regional ficaria entre R$ 527,00 e R$
548,00, dependendo da atividade de ocupação. Hoje, o
piso varia de R$ 462,00 a R$ 475,20.
Catarina Scortecci
Equipe da Folha
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FOLHA DE LONDRINA, 24 de
abril de 2008 | Cidades
Seu Direito - Obrigações
Trabalhistas
Fui contratado como auxiliar de pedreiro, mas o mestre-de-obras afirmou que
não pode pagar pelo serviço. Posso cobrar os valores diretamente
da pessoa que contratou o trabalho?
A relação de emprego é aquela
que conta com as seguintes características: pessoalidade, não
eventualidade, onerosidade, dependência e subordinação.
Deste modo, a ausência
de quaisquer uma destas características desconfigura completamente
o vínculo de emprego e, por conseguinte, inibe a responsabilidade
do tomador do serviço.
Colocadas estas premissas, convém
analisar detidamente a situação questionada, que se mostra
como uma situação de empreitada, em que existem três
figuras importantes: o dono da obra, o empreiteiro e os empregados (no
presente caso o questionador).
Na empreitada, o empreiteiro
obriga-se a executar obra ou serviço certo, enquanto o dono da
obra se compromete ao pagamento do preço estabelecido, objetivando
apenas o resultado do trabalho contratado.
Assim, o empreiteiro pode, para
a execução da obra ou serviço a que se comprometeu,
contratar empregados que ficarão sob sua subordinação,
inexistindo entre estes e o dono da obra qualquer vínculo jurídico.
Ou seja, entre o dono da obra e os empregados não haverá vínculo
empregatício por ausência das características acima
apontadas.
Portanto, não é possível
a responsabilização direta, nem solidária ou subsidiária
do dono da obra pelo inadimplemento das obrigações trabalhistas
do empreiteiro (neste caso o mestre-de-obras).
Todavia, se o empregado contratado
pelo empreiteiro receber salários e ordens diretamente do dono
da obra, poderá ser declarada pelo Poder Judiciário a nulidade
do contrato de empreitada, com a consequente responsabilização
direta do dono da obra pelos créditos trabalhistas.
Assim, o empregado deverá observar
cuidadosamente a quem está subordinado e quem paga os seus salários
para ajuizar de forma correta a ação trabalhista.
Por outro lado, para evitar a
sua responsabilização trabalhista, o dono da obra deverá sempre
e em qualquer caso dar ordens diretamente ao empreiteiro, e evitar o
pagamento de salários direto aos empregados contratados pelo empreiteiro.
João Tescaro Júnior,
advogado
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ÂMBITO JURÍDICO,
24 de abril de 2008
Ação extinta três
vezes por ausência do autor a audiência pode voltar a
ser ajuizada depois de seis meses
Fonte: TRT3
Pelo teor de decisão da
5ª Turma do TRT-MG, ocorre a perempção no processo
do trabalho quando o reclamante, por duas vezes seguidas, deixa de comparecer à audiência
sem justificativa, dando causa ao arquivamento da reclamação
trabalhista, nos termos dos artigos 732 e 844 da CLT. Nesse caso, ficará proibido
de intentar nova reclamação pelo prazo de seis meses. No
entanto, essa situação não se confunde com a prevista
no parágrafo único do artigo 268 do CPC, que determina
a perda do direito de ação daquele que tiver motivado o
arquivamento do processo por três vezes, devido ao abandono da
causa por mais de trinta dias. “Não há perempção,
portanto, se o reclamante ajuíza nova reclamação,
com o mesmo objeto, depois de transcorrido o período de perda
temporária do seu direito de ação” – destaca
o juiz convocado Eduardo Aurélio Pereira Ferri, ao negar provimento
ao recurso da empresa, que argüiu perempção ao argumento
de que, como deu causa, por três vezes consecutivas, à extinção
do processo, o reclamante não poderia opor nova ação
de mesmo objeto.
No caso, o autor foi atingido
pela perempção, tendo suspenso o seu direito de interpor
nova ação contra o reclamado pelo período de seis
meses, porque deu causa ao arquivamento de duas reclamações
trabalhistas ajuizadas anteriormente contra o reclamado. Uma terceira
reclamação foi ajuizada dentro do período de perempção,
sendo julgada extinta em cumprimento a essa penalidade.
Mas, segundo explica o relator,
como essa nova ação foi ajuizada fora do período
de seis meses previsto no artigo 732 da CLT, não há mais
perempção a declarar. “Tampouco incide aqui a penalidade
prevista no parágrafo único do artigo 268 do CPC, invocada
pelo reclamado, eis que esse dispositivo legal se destina a impedir que
o autor da ação que motiva o seu arquivamento, por três
vezes, todas decorrentes do abandono da causa por mais de trinta dias,
intente uma quarta ação contra o réu, com o mesmo
objeto. A situação prevista nesse artigo não está presente
nesta lide, porque a terceira reclamatória não foi arquivada
em razão do abandono da causa pelo reclamante ou do seu não-comparecimento à audiência,
mas sim em face da determinação de que fosse cumprida a
penalidade imposta ao reclamante de ter suspenso, temporariamente, o
seu direito de ação” - frisa o relator, afastando
a perempção alegada e mantendo sentença que deferiu
ao autor parcelas salariais no valor total de R$3.092,57.
( RO nº 00168-2007-149-03-00-8
)
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ÂMBITO JURÍDICO,
24 de abril de 2008
Tempo de deslocamento como passageiro
deve ser computado na jornada do motorista
Fonte: TRT3
O tempo gasto pelo motorista
em viagem realizada para cumprir escala de trabalho, por exemplo, quando
vai assumir a direção do veículo em outro município,
integra a jornada do empregado para todos os efeitos legais, pois configura
tempo à disposição do empregador. A decisão é da
1ª Turma do TRT-MG, com base em voto da desembargadora Deoclécia
Amorelli Dias, ao negar provimento a recurso de empresa de transporte
coletivo que protestava contra as horas extras deferidas ao reclamante
em primeiro grau. “Compartilho do entendimento do MM. Juiz da origem
quando assinala que a recorrente deve assumir os ônus da prática
adotada em relação às escalas de trabalho, na medida
em que torna imprescindível o deslocamento do empregado de uma
cidade para outra, a fim de iniciar a sua jornada” – destaca
a desembagadora.
No caso, ficou constatado que
o reclamante fazia, em média, cinco deslocamentos por mês
em cumprimento a essas escalas fixadas segundo a necessidade da reclamada.
Portanto, no entender da relatora, se a ré prevê a entrada
em serviço do empregado em município distinto da sua residência,
deve remunerar o tempo gasto nesses deslocamentos como horas extras,
pois esse período configura tempo à disposição
do empregador.
( RO nº 00807-2007-053-03-00-6
)
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
24/04/2008
Cobrança de INSS do trabalhador sem
vínculo é confisco, diz TST
A pretensão de cobrar
a alíquota previdenciária de 11% de contribuição
do trabalhador sobre o valor de acordo homologado pela Justiça,
sem reconhecimento do vínculo empregatício, caracterizaria
verdadeiro confisco de rendimentos. Este é o teor de voto do ministro
Aloysio Corrêa da Veiga, aprovado por unanimidade pela Sexta Turma
do Tribunal Superior do Trabalho. A matéria foi objeto de discussão
a partir de decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região
(RS), que negou provimento a um recurso do INSS. O TRT concluiu ser inaplicável
a alíquota de 31%, diante de acordo homologado em juízo,
sem o reconhecimento de vínculo de emprego, sendo devida, apenas,
a alíquota de 20% do empregador.
A União, por meio da Procuradoria
Geral da Fazenda, sustenta, em recurso de revista, que o fato de não
ter havido o reconhecimento de vínculo empregatício não
afasta a obrigação do recolhimento da contribuição
relativa ao empregado. Somadas, as alíquotas do empregado (11%)
e do empregador (20%) totalizariam 31% sobre o valor do acordo. Para
sustentar sua tese, a PGF apresenta precedente, em decisão do
TRT da 9ª Região (PR).
O relator da matéria,
ministro Aloysio Corrêa da Veiga, inicia sua análise observando
que a lei determina o recolhimento da contribuição previdenciária,
independente da natureza da relação jurídica entre
as partes. Ou seja: mesmo em acordo homologado pela Justiça do
Trabalho, sem o reconhecimento do vínculo de emprego, é devida
a contribuição de 20% da empresa, destinada à seguridade
social. Mas, acentua o relator, pretender cobrar, além desse percentual,
os 11%, além de não encontrar amparo nos dispositivos legais, “caracterizaria
verdadeiro confisco dos rendimentos do trabalhador, ultrapassando, inclusive,
o percentual máximo devido a título de imposto de renda”.
(RR 634/2005-781-04-00.5)
(Ribamar Teixeira)
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24/04/2008
TST mantém nulidade de contratação
sem concurso em Pernambuco
É nulo o contrato de servidor
admitido após a Constituição Federal de 1988, sem
prévia aprovação em concurso público. A jurisprudência
do TST, clara neste sentido, norteou decisão da Sétima
Turma do Tribunal Superior do Trabalho no julgamento de recurso de dois
empregados contra a PERPART – Pernambuco Participações
e Investimentos S/A, sociedade de economia mista ligada à Secretaria
de Administração do Estado de Pernambuco. Seguindo o voto
do relator, ministro Pedro Paulo Manus, a Turma deu provimento apenas
ao pedido relativo aos valores do FGTS.
Os empregados foram contratados
pela PERPART em maio de 1989 como programadores. Após sua demissão,
dez anos depois, ajuizaram reclamação trabalhista na qual
pediram aviso prévio, adicional por tempo de serviço, previsto
em acordo coletivo, férias, 13º salário, salário-família,
licença-prêmio de três meses, FGTS mais a multa de
quarenta por cento. A sentença de primeiro grau condenou a empresa
a pagar-lhes o aviso prévio e demais verbas, e indenizá-los
quanto ao seguro-desemprego.
A PERPART interpôs recurso
ordinário ao Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região
(PE), que modificou a decisão ao julgar improcedente a reclamação,
uma vez que os programadores foram contratados sem a necessária
aprovação em concurso público, como prevê a
Constituição Federal. O TRT/PE aplicou a jurisprudência
do TST, segundo a qual a dissolução de vínculo empregatício
resultante de contrato nulo não pode dar lugar a qualquer reparação
pecuniária. Os empregados postularam então ao TST a reforma
da decisão. Em suas razões, alegaram que a nulidade contratual
não exclui o direito à reparação pecuniária,
e indicaram violação aos artigos 5º, 7º, XXXVI.
37 e 173, I, da Constituição Federal.
A Sétima Turma, porém,
entendeu correta a decisão do Regional quanto à nulidade
do contrato. Mas a Súmula nº 363 do TST garante ao empregado,
nessa situação, o pagamento das horas trabalhadas e dos
depósitos do FGTS. (RR-8032/2002-900-06-00.4).
(Lourdes Côrtes)

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