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Folha de São Paulo,
25 de abril de 2008
Desemprego contraria a tendência e cai em março
Taxa ficou em 8,6% no mês passado; normalmente, índice sobe
no terceiro mês |
Formalização cresce e já chega a 51,6% do mercado
de trabalho, mas renda cai 0,6% em relação a fevereiro, afetada
pela inflação maior
DA SUCURSAL DO RIO
Na contramão da tendência habitual, o desemprego caiu em
março: a taxa ficou em 8,6%, pouco abaixo dos 8,7% de fevereiro,
segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). É a
menor taxa para um mês de março desde o início da
série do IBGE, em 2002. Já o rendimento, afetado pela inflação,
também cedeu -0,6%- de fevereiro para março.
De acordo com Cimar Azeredo Pereira, gerente da Pesquisa Mensal de Emprego
do IBGE, a taxa de desemprego ficou praticamente estável, o que é um
bom sinal, pois em março historicamente o indicador sobe.
"
Neste ano, parece que a taxa começou a declinar mais cedo. O cenário
econômico favoreceu o mercado de trabalho no início deste
ano", disse Pereira.
A taxa de desemprego caiu na esteira da maior oferta de vagas em março
-naquele mês, a ocupação subiu 0,6% (122 mil vagas)
ante fevereiro e 3,5% (713 mil) na comparação com março
de 2007.
Cedeu também porque entraram menos pessoas no mercado de trabalho
do que em meses anteriores: a PEA (População Economicamente
Ativa) subiu 1,7% ante março de 2007, num ritmo menos intenso.
"
A ocupação não surpreendeu e continuou crescendo
bem, mas a PEA desacelerou. Como houve maior oferta de vagas, a taxa
de desemprego caiu", afirmou Fábio Romão, especialista
da LCA. A consultoria projetava taxa de 9%.
Para Lígia Cesar, da MCM, a pesquisa de março "surpreendeu
positivamente". "Foi um resultado bom. O mercado de trabalho
está abrindo vagas e conseguindo ocupar as pessoas que procuram
trabalho."
Formalização
Outro dado positivo foi a expansão da formalização,
que continuou em alta em março. Segundo o IBGE, 51,6% das pessoas
ocupadas estavam no mercado formal. Esse percentual era de 48,1% em março
de 2002, quando teve início a nova pesquisa de emprego do IBGE,
que completou seis anos.
Considerando somente os trabalhadores do setor privado, o nível
de formalização era de 43,9% em março deste ano
-mais do que os 41,8% de março de 2007 e acima dos 40,8% de março
de 2002.
Segundo Pereira, a expansão das contratações da
indústria, a ampliação da terceirização
e a maior fiscalização contribuíram para o aumento
do emprego com carteira -que cresceu 0,4% de fevereiro para março
e 8,7% ante março de 2007.
Já as contratações sem carteira assinada, por sua
vez, caíram 1,9% em relação a março de 2007,
mas aumentaram 1,9% na comparação com fevereiro deste ano.
(PEDRO SOARES)
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O ESTADO DO PARANÁ,
25 de abril de 2008 | Nacional
Lula se reúne no Planalto com
representantes das centrais sindicais
Agência Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está reunido com representantes
das centrais sindicais, no Palácio do Planalto. Os temas em pauta são
a inclusão de mais trabalhadores na estrutura sindical, a redução
da informalidade no mercado de trabalho e a recuperação da massa
salarial na renda nacional.
O debate está sob a coordenação
do ministro extraordinário de Longo Prazo, Mangabeira Unger, que
solicitou a reunião de Lula com os sindicalistas.
Também participam da reunião
os ministros da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Dulci, e
da Previdência, Luiz Marinho.
As informações
são da Assessoria da Presidência da República.
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Agência Diap, 25 de
abril de 2008
MOVIMENTO SINDICAL
FST apresentará documento
para corrigir Portaria 186
Na reunião do Forum Sindical
dos Trabalhadores (FST), realizada nesta quinta-feira (24), foi aprovada
a elaboração de um documento que contesta a Portaria 186,
do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que fixa normas sobre
os pedidos de registro sindical e alteração estatutária
das entidades sindicais.
Nos artigos 20 a 24 que tratam
das entidades de grau superior (federações e confederações),
a portaria deixa as entidades em alerta por abrir a possibilidade da
pluralidade entre as federações e confederações.
O documento que será elaborado
pelo FST deverá ser entregue ao ministro Carlos Lupi na próxima
semana. O ministro está em viagem a Cuba e retorna na próxima
semana ao Brasil, quando deverá reunir seus assessores para
preparar as modificações necessárias na portaria.
(André Santos)
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Folha
de São Paulo, 25 de abril de 2008
Confederações e centrais
criticam regra sindical
Grupo inicia ação com objetivo
de suspender artigo
FÁTIMA FERNANDES
CLAUDIA ROLLI
DA REPORTAGEM LOCAL
Um grupo formado por 16 confederações e quatro centrais sindicais
deu início ontem a duas ações -política e jurídica-
para suspender os artigos 20 a 24 da portaria nº 186 do Ministério
do Trabalho, que estabelece regras para concessão de registros sindicais.
Um dos pontos principais da portaria, publicada no dia 10, é a possibilidade
do surgimento de mais federações e confederações
no país. Para elas, o ministério extrapolou o seu poder de ingerência,
pois estabeleceu a pluralidade nas federações e confederações,
o que é proibido pela Constituição.
A ação política será feita em encontro com o ministro
do Trabalho, Carlos Lupi, que ainda não tem data marcada. "Vamos
levar um documento assinado pelas entidades sindicais para pedir que não
se abra a possibilidade de pluralidade nas federações e confederações",
diz José Augusto da Silva Filho, diretor-secretário da Confederação
Nacional dos Trabalhadores no Comércio.
Para o secretário de Relações do Trabalho, Luiz Antonio
de Medeiros, a portaria respeita a Constituição. "Pessoas
querem manter o domínio mesmo que uma federação ou confederação
não seja representativa. O sindicato tem liberdade para escolher a que
federação ele quer se filiar", diz.
Depois da audiência com o ministro, o grupo vai entrar com petição
no Congresso para que este determine que o ministério extrapolou o seu
poder de influência.
" O artigo 49 da Constituição nos dá o direito de ingressar
com essa petição. A pluralidade sindical, como determina a portaria
186, está proibida pelo artigo 8º da Constituição",
diz Hélio Gherardi, consultor técnico do Diap (Departamento Intersindical
de Assessoria Parlamentar), ligado a entidades sindicais.
Gherardi informa também que existe ainda a possibilidade de representantes
de confederações e centrais sindicais entrarem no Supremo Tribunal
Federal com pedido de uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade)
dos artigos 20 a 24 da portaria.
" A portaria diz que o sindicato pode estar filiado a duas federações
e que uma federação por estar filiada a duas confederações.
O artigo 8º da Constituição, que trata da unicidade sindical,
cita que essa situação não pode ocorrer", diz.
André Grandizoli, secretário-adjunto de Relações
do Trabalho, diz que o ministério entende que a portaria 186 não é inconstitucional. "O
direito dos representados é a liberdade sindical, preconizada na Constituição",
afirma.
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Diário Vermelho, 25
de abril de 2008
Novo presidente do Supremo volta
a atacar movimentos sociais
No seu primeiro dia como presidente
do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Gilmar Mendes, voltou a
alvejar nesta quinta-feira (24) os movimentos sociais, dos sem-terra
aos estudantes que ocuparam a reitoria da Universidade de Brasília
(UnB). "Isso vale para qualquer movimento. Se for invasão
de propriedade, destruição de bens, impedimento de afazeres
de órgão públicos, já ultrapassou os limites
que a Constituição estabelece, disparou. O chefe do Poder
Judiciário parece empenhado em segui o provérbio "Para
os amigos, tudo, para os inimigos, a lei". E sabe-se quem são
os amigos do ex-auxiliar do Ministério da Justiça e da
Casa Civil no governo Fernando Henrique Cardoso.
Por Bernardo Joffily

Mendes na primeira coletiva: "Incorporamos o patológico"?
A "Festa tucana" com a posse de Mendes foi registrada, embora sem
destaque, no noticiário do evento. "Liderados pelos presidenciáveis
do partido – Serra e Aécio –, os tucanos compareceram em
peso na posse de Gilmar Mendes, ex-integrante do governo FHC. O clima de festa
tucana foi descrito pelo ex-ministro Martus Tavares logo na entrada do evento:
'O pessoal de 2010 está chegando com dois anos de antecedência'",
registrou numa notinha, ao pé de sua matéria, o jornal Folha
de S. Paulo.
Nem os estudantes escapam
Mas o tom da mídia em
geral foi de estímulo à belicosidade do novo presidente
do Supremo. À frente do STF, Mendes critica ações
do MST, foi o título da Folha. Foram fartas as citações
de sua cobrança de "firmeza" das autoridades na criminalização
dos movimentos sociais, que agiriam, "às vezes, na fronteira
da legalidade". E em especial à promessa de que "o Judiciário
tem grande responsabilidade no contexto destas violações
e deve atuar com o rigor que o regime democrático impõe".
Incitado pelo aplauso midiático,
e assediado pelos jornalistas, o ministro Gilmar Mendes voltou ao tema
na sua primeira entrevista coletiva à frente do STF. "Eu
não posso ter uma repartição pública impedida
de trabalhar nem por um dia", afirmou, sobre os protestos que adotam
a forma de ocupação de prédios públicos. "Se
isso esteve em algum momento num quadro de normalidade, é porque
nós incorporamos o patológico à nossa mente",
disse ainda.
Mesmo no caso dos alunos da UnB,
em geral "rapazes de boa família", que costumam despertar
mais compreensão das autoridades que uns reles camponeses, o veredito
de Mendes foi condenatório. "Impedir o funcionamento da reitoria,
eu já disse, não me parecia correto. E falo isso com a
autoridade de professor da UNB", comentou.
O "rigor" prometido
não se estende ao ex-reitor da UnB, Timothy Mulholland. Mulholland é suspeito
de usar R$ 470 mil da Finatec (Fundação de Empreendimentos
Científicos e Tecnológicos) na compra de móveis
de luxo para seu apartamento funcional, provocando a compreensível
repulsa dos estudantes. Mas é sabido quantas vezes a Justiça
funciona em casos assim.
Ânimo punitivo gera apreensão
O Supremo Tribunal Federal, dentro
do sistema democrático vigente, não tem poderes de polícia
para sair reprimindo manifestações estudantis ou camponesas.
Mas as atribuições dos Poderes e instituições
da República têm suas áreas de fronteira – e
o Supremo mesmo antes da posse de Mendes tem agido com desenvoltura nessas
terras de ninguém, mesmo ao custo de ser acusado de invadir os
territórios dos vizinhos.
Estas circunstâncias
aumentam a apreensão com o ânimo punitivo manifestado
pelo novo presidente do Supremo. O Poder que ele chefia desde esta
quarta-feira, o único entre os três da República
que não se submete diretamente ao crivo da soberania popular
através do voto, tem sido ao longo da história o mais
empedernido em seu conservadorismo. Será um retrocesso grave
caso ele arraste o Supremo na direção indicada por suas
palavras inaugurais e dê razão à discreta nota
da Folha de S.Paulo.
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O ESTADO DO PARANÁ,
25 de abril de 2008 | Nacional
Planejamento diz que greve de auditores
acabou
Agência Estado
O Ministério do Planejamento
informou na noite desta quinta-feira (24), por meio de sua assessoria
de imprensa, que os auditores fiscais da Receita Federal aceitaram
terminar a greve de 37 dias. Entretanto, o presidente do Sindicato
Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco),
Pedro Delarue, disse que a categoria não assumiu nenhum
compromisso com o governo. Segundo ele, a proposta apresentada
nesta quinta-feira (24) pelo governo será discutida em assembléia
na sexta-feira (25), mas uma deliberação sobre a
continuidade ou não da greve só ocorrerá no
início da próxima a semana. "Por enquanto, a
paralisação continua", disse Delarue, explicando
que o Planejamento não deu garantias de que se a greve acabar
haveria melhorias na proposta do governo para a categoria.
Na manhã desta quinta-feira
(24) o governo aceitou retirar da negociação salarial a
discussão sobre os critérios de avaliação
para promoção da carreira de auditor, que era uma da reivindicações
do Unafisco, mas o governo avisou que só continuará negociando
o plano de cargos e salários se houver o fim da greve. Tais critérios
serão discutidos posteriormente e até lá todas as
promoções estão congeladas, segundo o Planejamento.
A assessoria de imprensa do Ministério
anunciou também que já está na Casa Civil da Presidência
da República projeto de lei que será encaminhado nas próximas
horas ao Congresso com plano de cargos e salários de 16 categorias,
que representam cerca de 800 mil servidores, entre os quais professores
universitários e de escolas técnicas, Polícia Rodoviária
Federal, agentes administrativos da Polícia Federal, fiscais agropecuários
e funcionários da Agência Brasileira de Inteligência
(Abin).
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Diário
Vermelho, 25 de abril de 2008
Trabalhadores do PR fundam CTB estadual
nesta sexta-feira
Dezenas de sindicatos de trabalhadores paranaenses
darão início nesta sexta-feira, dia 25, a partir das
9 horas, em Curitiba, à fundação da Central
dos Trabalhadores do Brasil (CTB). O esforço inaugural conta
com a participação de federações urbanas
e rurais e sindicatos independentes. Lideranças nacionais
da central devem prestigiar o Encontro Estadual, que acontecerá no
auditório da Federação dos Trabalhadores na
Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep).
O evento está sendo organizado pela
Fetaep (Federação dos Trabalhadores na Agricultura
do Estado do Paraná), que reúne cerca de 250 sindicatos
rurais na base; pela Fetiep (Federação dos Trabalhadores
na Indústria do Estado do Paraná), que representa cerca
280 mil trabalhadores nas indústrias paranaenses e tem 32
sindicatos filiados; e, pelo Sintrafucarb (Sindicato dos Trabalhadores
na Indústria do Fumo, Bebidas e Chocolates), que reúne
outros 7 mil trabalhadores. A Central terá forte presença
dos trabalhadores rurais e industriais, além dos prestadores
de serviços e profissionais liberais. Significará na
prática a unidade dos trabalhadores do campo e da cidade,
antigo sonho dos classistas.
A CTB paranaense, durante o Encontro Estadual desta sexta, fará um balanço
da sua participação na campanha pela redução da
jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais; divulgará o resultado
da pressão que ajudou a fazer nesta semana no Congresso Nacional; e
convocará uma megaparalisação dos trabalhadores para o
mês de maio. No mesmo encontro, a entidade sindical também elegerá sua
diretoria.
José Agnaldo Pereira, um dos coordenadores do evento, disse que a CTB
nasce no calor da luta em defesa dos trabalhadores, como é o caso da
redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
Ele informa que entidade que dirige deverá reforçar a convocação
de uma megaparalisação no mês de maio. "Vamos debater
a data, mas creio que o dia 28 de maio é quase certo", adianta
o dirigente sindical.
Além da manifestação para mês que vem, José Agnaldo
irá propor no encontro a realização de uma nova Conferência
da Classe Trabalhadora (Conclat), que unifique as centrais sindicais em torno
de um projeto unitário de país soberano e democrático.
Ele diz ainda que apesar da existência de várias centrais, "os
classistas defendem a unicidade sindical na base".
A Central dos Trabalhadores do Brasil que nasce no Paraná nesta sexta-feira,
segundo Célio "Bolinha" Neves, do Sindicato das Indústrias
o Fumo, Doces e Bebidas (Sintrafucarb), seguindo diretrizes nacionais, será democrática,
classista e independente dos patrões, de governos e dos partidos políticos.
" A CTB defenderá um projeto unitário que vise o desenvolvimento
com soberania e valorização do trabalho. Uma central de luta, sem
hegemonismo desta ou daquela corrente política. Uma central que vislumbre
o socialismo como perspectiva da classe trabalhadora e que coloque as mulheres
no mesmo patamar que os homens", garante Célio Bolina.
Serviço:
Encontro Estadual de fundação da CTB no Paraná
Data: dia 25 de abril, sexta-feira
Local: Av. Silva Jardim, nº. 775, Centro, Curitiba/PR
Auditório da Fetaep - em frente à UTFPR.
Portal da CTB
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Folha
de São Paulo, 25 de abril de 2008
PT nacional proíbe aliança
com PSDB em BH
Decisão sobre coligação
com tucanos abre crise entre a Executiva e Pimentel, que considerou o
anúncio um "desrespeito" | Caso o veto seja mantido,
Aécio e líderes do PSB, que vai indicar o candidato, sinalizaram
que acordo pode ser fechado sem os petistas
SIMONE IGLESIAS
VALDO CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A Executiva Nacional do PT proibiu ontem uma coligação com o
PSDB à Prefeitura de Belo Horizonte, contrariando negociação
entre o atual prefeito da capital mineira, Fernando Pimentel (PT), e o governador
de Minas, Aécio Neves (PSDB).
A proibição abre uma crise entre a Executiva e Pimentel, que
considerou o veto "um desrespeito" e uma "decisão politicamente
equivocada". Os petistas de BH não descartam recorrer à Justiça
caso não consigam derrubar a decisão no partido.
Em reação à proibição, Aécio já avisou
que, se ela for mantida, os tucanos podem retirar o PT da coligação
e lançar uma chapa com o PSB e outros aliados. Líderes do PSB
em Minas classificaram a decisão de "retrógrada" e
anunciaram a disposição de rever a aliança com o PT, se
unindo aos tucanos.
" A Executiva Nacional decide comunicar ao diretório municipal de
Belo Horizonte e ao encontro municipal que não autorizará, em nenhuma
hipótese, o PT de participar de qualquer coligação da qual
faça parte o PSDB naquela capital", diz trecho da resolução.
Tão logo foi divulgada, Pimentel criticou a decisão. Além
de considerá-la "equivocada", afirmou que não está "estatutariamente
embasada" e informou que "usará todos os recursos disponíveis
para modificá-la, fazendo prevalecer a decisão soberana dos delegados
eleitos pelo voto direto da base do partido" em Belo Horizonte.
O veto da Executiva Nacional compromete costura que Pimentel e Aécio
vinham fazendo de PT e PSDB apoiarem a candidatura de Márcio Lacerda
(PSB), afilhado político do governador e seu secretário de Desenvolvimento
Econômico e ligado ao deputado Ciro Gomes (CE). O PT participaria da
aliança indicando o candidato a vice, e os tucanos entrariam com o tempo
de rádio e TV.
Esse entendimento recebeu críticas dos ministros petistas de Minas,
Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e Luiz Dulci (Secretaria Geral), que
pressionaram a direção nacional para vetar a aliança.
Eles haviam recuado depois que o presidente Lula decidiu apoiar as negociações
de Pimentel com Aécio. O apoio do presidente não foi suficiente.
O secretário-geral do PT, deputado José Eduardo Cardozo (SP),
disse que o veto foi definido para preservar o projeto nacional do partido
em 2010. Na resolução, a Executiva faz críticas a Aécio
como forma de justificar o veto: "Os diretórios nacional e estadual
do PT consideram o governo Aécio Neves uma administração
comprometida com políticas frontalmente distintas daquelas que compõem
nosso ideário e o nosso programa de governo".
De 15 integrantes da Executiva, 13 votaram pela proibição. O
presidente estadual do PSB, Wander Borges, disse na noite de ontem que os tucanos
são "imprescindíveis" na coligação, dando
sinais de que, se o PSDB não estiver na aliança, o PSB não
se coligará com o PT.
Colaborou PAULO PEIXOTO , da Agência
Folha, em Belo Horizonte
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PORTAL REVISTA FATOR BRASIL,
25 de abril de 2008
Desdobramentos do PAC na construção
civil são discutidos em encontro

Trabalhadores na indústria da construção e do mobiliário
prevêem maior contratação e redução da informalidade
com aceleração das obras.
Para avaliar o impacto das obras
e investimentos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC)
na demanda de trabalhadores da construção civil, acontece,
a partir dessa quinta-feira, dia 24/08, em Canela (RS), o 5º Encontro
de Dirigentes Sindicais da Construção e do Mobiliário
do Rio Grande do Sul.
De acordo com o presidente da
Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário do RS (Feticom-RS), Aroldo Pinto da Silva Garcia,
o PAC promete um impacto significativo no crescimento das contratações
no setor, exigindo que o segmento agregue novas características
na realidade do trabalhador, entre as quais destacam-se a necessidade
de melhor qualificação e o aumento da estabilidade nas
contratações. “Já observa-se o surgimento
de uma tendência de retardar a rescisão do contrato do empregado,
que não é mais demitido entre uma obra e outra. Também é importante
observar que, com o crescimento das obras, a informalidade venha a diminuir”,
ressalta o dirigente, destacando que diante deste cenário positivo é urgente
a necessidade de uma fiscalização estreita para a manutenção
da segurança e saúde do trabalhador, questão que
se agrava com os contratos informais, na visão de Garcia.
O objetivo do encontro é formar,
entre os dirigentes dos 53 sindicatos estaduais que congregam as diferentes
categorias da construção civil, multiplicadores de informação
sobre essas e outras novas questões que mobilizam o setor atualmente.
A idéia é incluir também na discussão,
o desenvolvimento da indústria florestal que se fortalece no
Rio Grande do Sul, que o presidente do Feticom-RS considera fundamental
na construção civil e mobiliário. Também
será debatido o fim da contribuição sindical,
que tem a posição contrária da entidade. O evento
contará ainda com a presença do senador Paulo Paim, que
falará da lei de sua autoria sobre o fim do fator previdenciário,
que atrela o valor da aposentadoria ao tempo de contribuição, à idade
do trabalhador e, ainda, à expectativa de sobrevida do segurado
no momento da aposentadoria. || Foto: Aroldo Pinto da Silva Garcia
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Gazeta do Povo, 25 de abril de 2008
Câmara dos Deputados
Lula reúne base para engavetar
as mudanças na Previdência
Governo orienta líderes a “segurar” a
emenda que aumenta recursos para a saúde e a proposta que
reajusta as aposentadorias pelo mesmo índice que o mínimo
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu ontem
em Brasília com os deputados da base aliada do governo e ministros para
discutir o impacto de três projetos aprovados no Senado, neste mês,
que aumentam a despesa do governo com a Previdência e com a saúde.
Lula está preocupado com a regulamentação da Emenda 29 – que
destina mais recursos na saúde – , com o fim do fator previdenciário
nas aposentadorias e com o reajustes aos aposentados nos mesmos porcentuais
do aumento do salário mínimo. “O presidente pediu cautela
aos líderes na Câmara. Ele (Lula) está preocupado’’,
afirmou o líder do PSB no Senado, Renato Casagrande (ES).
Parlamentares presentes na reunião afirmaram que o governo não
pretende derrubar os projetos na Câmara, mas quer adiar a aprovação
das medidas. No encontro, o presidente orientou os líderes do governo
a não votar os projetos que possam aumentar as despesas da União
antes de aprovar a proposta da reforma tributária no Congresso. Para
Lula, a reforma poderá apresentar alternativas de fontes de receita
para garantir os recursos necessários à execução
das propostas.
Segundo a assessoria da Câmara, antes de seguirem para plenário,
as medidas devem ser analisadas primeiramente nas comissões. Tentar
adiar a votação das medidas no plenário ao máximo
seria uma tarefa mais fácil para o governo do que derrubar os projetos,
ainda mais em ano eleitoral. “Embora o governo tenha maioria na Câmara,
acho difícil os parlamentares da base não aprovarem isso. Por
que a Câmara será má e o Senado, o bonzinho? Entendemos
que os aposentados merecem um reajuste digno”, comentou o deputado Paulo
Pereira da Silva (PDT-SP) na semana passada a respeito do projeto que estabelece
reajuste para os aposentados igual ao do mínimo.
Na próxima semana, o conselho político do governo deverá se
reunir novamente para discutir o andamento dos projetos na Casa. O líder
do PT, deputado Maurício Rands (PE), afirmou que os projetos só poderão
ser votados com dinheiro garantido e que a reunião de ontem apenas diagnosticou
a situação. Rands disse que deixou o Palácio do Planalto
disposto a não se curvar a pressões. “Não podemos
sair com uma posição populista. Vamos discutir as alternativas
sem precipitação, mas com foco na receita”, disse.
Ainda não há previsão para a votação dos
projetos na Casa.
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Diário Vermelho, 25
de abril de 2008
Convenções da OIT:
audiência desperta ira do patronato
A audiência pública
promovida terça-feira (22) na Câmara Federal sobre a Convenção
158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), realizada
por iniciativa do deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), revelou as profundas
divergências entre representantes do capital e do trabalho acerca
do tema.
A convenção põe
freio às demissões imotivadas ou sem justa causa praticadas
a rodo pelas empresas brasileiras, que resultam num dos mais altos índices
de rotatividade do mundo e na conseqüente depreciação
dos salários.
O governo Lula apóia a convenção e em fevereiro enviou
mensagem ao Congresso Nacional propondo sua ratificação. Isto
despertou a ira do patronato.
Na audiência de terça, o advogado Dagoberto Lima Godoy, representante
da Confederação Nacional da Indústria (CNI), disse que
as normas estabelecidas pela OIT para as demissões elevarão o
custo das empresas, reduzirão a competitividade e elevarão o
nível de desemprego. Seus argumentos foram rejeitados e rebatidos com
firmeza pelo dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras (CTB),
Joison Cardoso.
Intolerância
Segundo Cardoso, “o representante da CNI descambou para a intolerância
e o ideologismo cego de direita, chegando a dizer que a ratificação
da Convenção 158 seria uma reedição do Muro de
Berlin e que os direitos trabalhistas previstos na CLT foram inspirados pelo
fascismo italiano, o que é uma visão deformada e falsa da nossa
história”.
“ Na verdade”, continua o dirigente da CTB, “a Convenção
158 significará um progresso considerável nas relações
trabalhistas. Não é verdade que traz a estabilidade no emprego,
como alguns supõem. As normas da OIT moralizam as relações
no emprego, não impede a empresa de demitir, mas coíbe a demissão
imotivada, sem justa causa. Para demitir, a empresa terá que comprovar
um bom motivo. Isto acaba com os abusos provenientes da liberdade ilimitada conferida
ao capital de usar a seu bel prazer a força do trabalhador e jogar o chefe
de família no olho da rua de um momento para outro, sem justificativa,
como se jogasse um bagaço de laranja fora, depois de sugar o suco”.
Humanização
Além de humanizar as relações sociais nas empresas, reduzindo
o poder patronal, a proibição da demissão imotivada terá um
efeito extremamente positivo sobre o valor real dos salários e a massa
salarial, estimulando o fortalecimento do mercado interno e o crescimento da
economia. Ou seja, “favorece o desenvolvimento nacional, ao contrário
do que afirmam os capitalistas”, conforme enfatizou o presidente da CTB,
Wagner Gomes.
Um estudo recente do Dieese mostra os efeitos perversos da alta rotatividade
sobre os salários. Em 2007, conforme o órgão, nada menos
que 7,6 milhões de assalariados foram vítimas da demissão
imotivada (sem justa causa). A média salarial dos novos contratados
foi 9,5% menor que a dos demitidos, repetindo um comportamento também
registrado nos anos anteriores.
Arrocho salarial
“ Os salários dos trabalhadores admitidos no triênio 2005-2007”,
revela o Dieese, “foram sempre inferiores aos dos trabalhadores desligados
(nem todos por justa causa). Os percentuais de redução foram 11,42%
em 2005, 11,06% em 2006 e 9,15% em 2007”.
As estatísticas indicam que a demissão imotivada é um
instrumento para a depreciação dos salários, daí a
resistência do patronato contra a mudança da regra do jogo, desejada
tanto pela classe trabalhadora quanto pelo governo Lula.
Conforme notou o deputado Daniel de Almeida, a audiência no legislativo
(da qual participaram outros representantes do patronato e das centrais sindicais,
além do governo) “serviu para evidenciar a resistência patronal
religiosa contra a convenção que impede a demissão imotivada,
uma posição que beira a intolerância. Temos de continuar
a debater o tema, mas já está claro que teremos muita dificuldade
pela frente para aprovar a mensagem do governo. Vai ser preciso uma grande
mobilização da classe trabalhadora para acabar com a demissão
imotivada”, concluiu.
Portal da CTB
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O ESTADO DO PARANÁ,
25 de abril de 2008 | Nacional
Metalúrgicos fazem atos públicos
pela redução da jornada de trabalho
Agência Brasil
Metalúrgicos de todo o país fazem nesta sexta-feira (25) manifestações
como parte da Campanha Nacional pela Redução da Jornada sem Redução
de Salários e pela ratificação das Convenções
151 e 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Na capital paulista, as entidades
filiadas à Confederação Nacional dos Metalúrgicos
(CNM) e à Federação Estadual dos Metalúrgicos
(FEM) concentram-se em frente à sede da Central Única dos
Trabalhadores (CUT). Os manifestantes seguem em caminhada até a
Praça da Sé, onde haverá ato público, panfletagem
e coleta de apoio para o abaixo-assinado pela redução da
jornada, a partir das 10h.
A Convenção 151
assegura o direito de negociação coletiva aos servidores
públicos e a 158 proíbe as empresas de demitirem funcionários
sem justa causa. A mensagem do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva pedindo a ratificação das convenções
foi encaminhada ao Congresso Nacional em fevereiro deste ano.
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Gazeta do Povo, 25 de abril de 2008
Tempo de contribuição
Fator previdenciário
pode ser extinto
Proposta extingue o cálculo criado
em 1999 para fazer com que as pessoas se aposentem mais tarde
Além de um reajuste maior para
os aposentados e pensionistas, o caixa da Previdência também
pode sofrer um rebuliço caso a Câmara aprove o Projeto
de Lei 296/03, do senador Paulo Paim (PT-RS), que acaba com o fator
previdenciário, mecanismo que fazia com que o trabalhador
tivesse que se aposentar mais tarde para receber benefício
maior. Pela medida – também aprovada no Senado neste
mês – o cálculo criado em 1999 é extinto.
Passa a valer apenas a média aritmética simples dos
anos de contribuição e o valor repassado pelo trabalhador à previdência
no período em que esteve em atividade.
“ Sempre fui contra ao fator previdenciário. É uma injustiça
para o trabalhador”, afirma o senador. As regras do fator previdenciário
foram criadas no governo Fernando Henrique, como uma forma de tentar estabelecer
um equilíbrio nas contas da Previdência. No cálculo, são
considerados a idade em que o trabalhador se aposenta, a sua expectativa de vida,
os anos de contribuição e o valor correspondente a 80% dos maiores
salários que teve ao longo de sua vida como contribuinte.
Para o secretário de Previdência Social do Ministério da
Previdência, Helmut Schwarzer, o atual fator tem sido fundamental no
controle das despesas, sendo impossível simplesmente acabar com ele. “O
fator foi montado como alternativa que mantém o equilíbrio a
longo prazo. Esse fator não afeta o valor do benefício e sim
o tempo de contribuição”, diz.
Para a presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais
da Receita Fedreal (Anfip), Assunta Bergamasco, o fator é uma medida
injusta com quem começa a trabalhar cedo. O fator previdenciário é obrigatório
no caso em que a pessoa deseja se aposentar por tempo de serviço – 35
anos para o homem e 30 para mulheres. No caso da aposentadoria por idade – 65
para homens e 60 para mulheres – a aplicação do fator é facultativa.
Nesse modelo, o homem que começa a trabalhar aos 16 anos e chegar aos
35 anos de contribuição pode se aposentar então aos 51
anos, mas receberá de aposentadoria apenas 63% do benefício.
“ Hoje, para um homem conseguir aposentadoria integral por tempo de trabalho,
precisa ter no mínimo 63 anos. Isso significa que quem começou
a trabalhar mais cedo terá de ficar mais tempo trabalhando para conseguir
ter uma aposentadoria integral”, explica Assunta.
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FOLHA DE LONDRINA, 25 de
abril de 2008 | Política
Juíza manda Sanepar readmitir
funcionário
Curitiba - A juíza substituta Graziella Carola Orgis, da 5 Vara do Trabalho
de Curitiba, determinou que a Sanepar reintegre o funcionário Marcelo
Cavalcanti Fortes. Ele foi demitido logo após a oposição
ao governo ter afirmado que a Sanepar pagou pela desapropriação
de um terreno em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, um
valor superior em relação à avaliação de
preço feita por Fortes. A oposição acusa a Sanepar de
ter pago R$ 2,3 milhões pelo terreno, mas a avaliação
feita por Fortes, ainda segundo a oposição, apontava que o valor
da área era de R$ 595 mil.
Quando o caso se tornou público,
o Conselho de Administração da Sanepar informou que o valor
pago foi autorizado a partir de uma segunda avaliação da área,
feita por outro técnico. A primeira avaliação do
terreno, ainda segundo o Conselho, não era de conhecimento dos
seus membros. A cúpula da Sanepar informou que determinaria a
apuração de uma eventual irregularidade na desapropriação.
O terreno, de 262 mil metros quadrados, é uma das áreas
destinadas pela Sanepar para a realização de obras relativas à barragem
já instalada no local.
A reportagem entrou em contato
ontem com o presidente do Conselho de Administração da
Sanepar, Pedro Henrique Xavier (PHX), mas ele informou que não
se manifestaria sobre o assunto, que, segundo ele, seria de competência
do comando da Sanepar. A assessoria de imprensa da Sanepar informou,
entretanto, que apenas PHX falaria sobre o caso.
O líder da oposição
Valdir Rossoni (PSDB) informou que até agora não obteve
respostas suficientes da Sanepar. A oposição conseguiu
aprovar no final de fevereiro um requerimento no qual eram feitas perguntas
sobre o processo de desapropriação. A Sanepar enviou seis
caixas com documentos relativos a todas as desapropriações
feitas na região em função das obras. Rossoni reclamou,
entretanto, que, apesar do volume do material, a Sanepar não chegou
a responder questões básicas como as datas das avaliações
de preço e se o valor já havia sido pago ao proprietário,
por exemplo. As caixas foram devolvidas à Sanepar.
A juíza determinou a reintegração
do funcionário a partir do mesmo contrato, ou seja, não
se trata de uma nova admissão. A decisão é do início
de março, mas só foi publicada na última terça-feira.
O caso - reclamatória trabalhista - continua correndo na 5 Vara
do Trabalho e, no dia 19, às 13h30, haverá uma primeira
audiência entre a Sanepar e o funcionário.
Catarina Scortecci
Equipe da Folha
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
25/04/2008
Trabalho como plantonista não garante
vínculo de emprego a médico
Um médico plantonista
não obteve o reconhecimento da unicidade contratual com o Hospital
Nossa Senhora dos Prazeres, de Lages (SC), onde trabalhou por mais de
sete anos, primeiro como contratado, com carteira assinada, e depois
como autônomo. O profissional não conseguiu comprovar a
subordinação, requisito necessário para o pretendido
vínculo de emprego. Foi nesse sentido a decisão da Seção
Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior
do Trabalho, ao julgar embargos e manter o entendimento da Quarta Turma.
Para pleitear o vínculo,
o médico alegou que, desde sua admissão pelo pela Sociedade
Mãe da Divina Providência (Hospital Nossa Senhora dos Prazeres)
em março de 1990, sempre desenvolveu as mesmas atividades, sem
qualquer interrupção ou alteração, até seu
desligamento. No entanto, o registro na sua CTPS ocorreu somente de fevereiro
de 1991 a abril de 1992, quando a empresa rescindiu o contrato devido
a contenção de gastos. Manteve-o, porém, como prestador
de serviço autônomo. Isso até de outubro de 1998,
data do último recibo. O médico argumentou, então,
que a atitude do hospital era uma tentativa de burlar as leis trabalhistas,
ou seja, violação do artigo 9º da CLT.
A 1ª Vara do Trabalho de
Lages (SC) deferiu a unicidade contratual, mandando o hospital pagar
aviso prévio, 40% do FGTS e adicional de insalubridade, mas deixou
de conceder outros itens. Trabalhador e empresa recorreram ao Tribunal
Regional do Trabalho da 12ª Região (SC), momento em que o
hospital sustentou que não estavam presentes, no caso, os elementos
formadores de relação de emprego, especificamente exclusividade,
onerosidade e subordinação.
Ao analisar o conflito, o Tribunal
Regional considerou que não foi demonstrada a existência
de subordinação, pois não havia necessidade de cumprimento
estrito das escalas prévias de plantão; o ingresso de médicos
para o Serviço de Emergência era determinado pelos próprios
médicos, e não pela instituição; e as anotações
de protesto sobre atraso ou saída antecipada de colegas do plantão
não eram levadas ao conhecimento da administração.
O TRT/SC julgou, então, improcedente o pedido do médico.
Desde essa decisão, o
trabalhador vem recorrendo ao TST, primeiro à Quarta Turma e agora à SDI-1,
argumentando que foram violados os artigos 3º e 9º da CLT,
referentes, respectivamente, a vínculo e a fraude. Pelo artigo
3º da CLT, é considerado empregado toda pessoa física
que prestar serviços de natureza não eventual a empregador,
sob a dependência deste e mediante salário. Foi a dependência
ou subordinação que o médico não conseguiu
comprovar. Quanto ao artigo 9º, o médico sustentou que a
transformação do contrato de trabalho em relação
de serviço autônomo, mantidas as mesmas características
anteriores, é nula por caracterizar a hipótese de fraude.
A SDI-1, seguindo o voto do relator, ministro Aloysio Corrêa da
Veiga, não verificou a violação apontada e não
conheceu dos embargos. (E-RR-763511/2001.9)
(Lourdes Tavares)
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25/04/2008
Empregado
maltratado perde indenização porque recorreu tardiamente
Apesar de ter sido tratado por
seu superior de forma desrespeitosa e humilhante, um ajudante de depósito
da empresa paranaense Agip do Brasil S. A. teve o pedido de indenização
negado na Justiça Trabalhista porque ajuizou tardiamente reclamação
na Vara do Trabalho de Araucária, de forma que a ação
foi considerada prescrita. A decisão foi corroborada pelo Tribunal
Regional do Trabalho da 9ª Região e confirmada pela Quarta
Turma do Tribunal Superior do Trabalho.
O empregado foi admitido em junho
de 1998 e despedido sem justa causa em fevereiro de 2003. Em março
de 2005 entrou na Justiça pedindo, entre outros pagamentos, indenização
por dano moral alegando que durante o tempo em que trabalhou na empresa
o seu chefe lhe tratava "aos berros", com palavras de baixo
calão, sem qualquer justificativa, em frente dos demais colegas.
Isso, explicou, lhe causava vergonha, tristeza e indignação,
e somente por necessidade se submeteu àquelas condições
de trabalho.
No entanto, consta dos autos
que o chefe causador das agressões saiu da empresa em abril de
1999. A primeira instância então declarou que as denúncias
teriam desaparecido a partir daquela data, não se prolongando
até o fim do contrato. Entendeu o juízo que competia ao
trabalhador ajuizar a ação até dois anos após
a despedida do chefe causador dos seus problemas, e observou que os fatos
estavam abarcados, inclusive, pela prescrição qüinqüenal.
Reforçou o julgamento
de primeiro grau o fato de o autor ter permanecido calado por quase dois
anos após a sua demissão, tendo em vista que a ação
apenas foi ajuizada nos últimos dias anteriores à prescrição
total do direito de ação – o contrato terminou em
fevereiro de 2003, e a ação foi proposta em março
de 2005.
Ao julgar o recurso do empregado,
sustentando que ao seu caso caberia o prazo prescricional de vinte anos
estabelecido no antigo Código Civil Brasileiro, o Tribunal Regional
afirmou que o dano moral decorreu da relação de emprego,
e a indenização pleiteada insere-se dentre os créditos
trabalhistas. Desta forma, a prescrição correspondente é a
trabalhista, disposta no inciso XXIX do artigo 7º da Constituição.
O empregado apelou ao TST reafirmando
que a indenização por dano moral não tem natureza
de crédito trabalhista e está sujeita às normas
do Direito Civil. Ao contrário desse entendimento, a relatora
do processo na Quarta Turma, ministra Maria de Assis Calsing, confirmou
a decisão regional e esclareceu que a jurisprudência do
TST “caminha no sentido de que o prazo prescricional para requerer
indenização decorrente de danos material e moral, em virtude
da relação de emprego, é o disciplinado no art.
7º, XXIX, da Constituição Federal”. (RR-217/2005-654-09-00.4)

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